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Coluna: A falta de representatividade nos romances contemporâneos

Dias atrás, eu decidi jogar no Google: livros com representatividade nos romances contemporâneos. E o resultado foi decepcionante. A maioria dos livros que apareceram eram sobre livros históricos ou de auto ajuda. Tipo? Sério que não tem livros com protagonistas negras? LGBTs? 

A porcentagem de representatividade nos romances é surreal. Literalmente, da pra contar nos dedos quantos livros eu já li onde os personagens eram negros, bissexuais, deficientes, trans, etc…

Durante esse mês de novembro, eu deixei de lado os livros com personagens brancos e padronizado. Encontrar romances contemporâneos com representatividade não foi nada fácil. Tive que pedir sugestões pra muitaaas pessoas, pesquisei pra caramba e mergulhei no mundo que é o Kindle Unlimited. 

E, o resultado são esses. Eu espero que vocês gostem dos livros como eu gostei, indiquem para os amigos, compartilhe esses livros. Se vocês tiverem qualquer dúvida, podem perguntar que eu responderei! 

Vamos começar com um livro com muito hot (quem não gosta, huh?) e um personagem amorzinho:

  • Perfeito para mim – Kel Costa (disponível no Kindle Unlimited)

A história de Cristopher é intensa e bonita. A autora nos traz um romance quente, realista e apaixonante. Eu adorei ler a história da personagem com características de Porto Rico, e de um homem cadeirante. O texto é rico em detalhes, cenas e diálogos precisos, que nos deixa curioso a cada capítulo.

  • Sucker and Sweet –  L. S englaine. 

(disponível no Kindle Unlimited).

Sucker and Sweet é uma história sobre desenvolvimento e maturidade. A personagem é negra, empoderada e independente. Eu me inspirei muito na história de vida dela, e acho que esse livro foi um dos melhores que eu já li com essa temática. 

  • Veja – Livro 2, série: sentidos. Autora –  Ariane Fonseca (disponível no Kindle Unlimited).

Veja é um livro emocionante. A história de Lucas, um jogador de vôlei profissional, é dolorida. Sua mulher morreu no parto, e depois daquele dia, Lucas nunca teve uma conexão de pai e filho com a criança que nasceu. Após uma lesão durante o treino, Lucas repensa toda a sua vida, e começa a corrigir os seus erros. Por outro lado, a história de Verônica, é uma inspiração. A mulher ficou cega num acidente em que perdeu a sua mãe. Entrou em depressão, superou e encontrou na natação o seu refúgio particular.

Lucas e Verônica vivem o clichê de amor e ódio. O rapaz mulherengo e conquistador barato faz de tudo para conquistar Verônica. A garota por outro lado, faz de tudo para não cair no charme do rapaz. Mas, duas almas tão quebradas podem se conectar. E, assim, enquanto Verônica da aulas de natação para o filho de Lucas, os dois vão se aproximando, tornando difícil para a garota resistir às investidas de Lucas.

A vida dos dois estão conectadas de uma maneira surreal. Durante o livro, eu ri com o Vitor, filho de Lucas. Me apaixonei pelo jeito gentil de Lucas, sempre respeitando o espaço e incentivando a garota. Amei cada diálogo, cada interação com os amigos, cada cena que me fez chorar e gritar. 

O livro em si, é beeeem dramático e no final, é praticamente impossível você não respirar aliviada, secar as lágrimas dos olhos e suspirar, desejando um Lucas na vida. 

  • A voz do arqueiro – Mia Sheridan

Archer Hale é a definição de cavalheirismo. Eu me apaixonei pelo personagem, seu jeito gentil, adorável e ingênuo é cativante. 

A história da vida de ambos personagens são dolorosas e cruéis, pois, os dois perderam os pais. Archer, precisou lidar com a realidade de ser mudo, e solitário; consequentemente julgado, e ignorado pela sociedade. No entanto, Bree, lidou com o trauma da pior noite da sua vida. Todos os dias, ela tinha flashbacks do momento em que perdera seu pai.

O romance se desenvolve lentamente, os diálogos te envolvem e as cenas te levam a uma outra dimensão. Quando vi, eu li 100 páginas em duas horas. Nem preciso dizer que o livro me viciou, né? 

Foi o melhor livro que li de romance contemporâneo com personagem mudo.

  • Talvez um dia/ Talvez agora – Collen Hoover

Ridge Lawson é um compositor que vivia constantemente na varanda, tocando violão enquanto escrevia suas canções para a banda Sounds Of Cedar. Sydney, sua vizinha, também o observava e ouvia os acordes do violão de Ridge. Ela passou por uma situação decepcionante com o namorado, e Ridge a ajudou, aceitando-a em sua casa. E, logo, os dois começaram a compor música juntos. 

O que mais me deixou fascinada nesse livro foi a conexão que eles desenvolveram. 

Ridge é honesto, divertido e talentoso, e nos conquista imediatamente. Porém, ele tinha uma namorada, o que deixa as coisas mais complicadas. Mesmo assim, a relação de amizade com Sydney não abalou. Eles continuaram a compôr, e lentamente, os sentimentos se tornaram intensos e incontroláveis. 

Eu sou apaixonada por música, e totalmente suspeita para falar sobre Maybe Someday. Para mim, foi o livro mais romântico, e fofo que já li da Collen Hoover. Sai de uma ressaca literária depois desse livro, então, sem dúvidas, recomendo fortemente à todos que querem uma leitura leve, fluída e com muita música.

E, ah… As músicas que os personagens escreveram existem de verdade!!! Ou seja, vocês podem pesquisar a trilha sonora do livro e acompanhar conforme a leitura. É sensacional! 

A lista acaba por aqui, pessoal :(. 

Infelizmente, não li mais livros durante esse mês, mas, garanto que esses são os melhores com representatividade. 

Obviamente, tenho os meus preferidos, então, se vocês quiserem começar a mergulhar nessa lista enorme, recomendo: A Voz Do Arqueiro, Talvez Um Dia, Veja. Eles estão no meu top 3. 

Eu pretendo pesquisar mais sobre esses temas, e quem sabe, eu não escrevo outra coluna com mais indicações de leitura? 

Espero que gostem, e caso leiam qualquer um desses livros, comente aqui. E se você já leu, compartilhe a sua opinião comigo, eu vou adorar surtar com você <3.

E, lembre-se: não compartilhe livros pirateados, principalmente os de autores independentes. Eles dão duro, gastam dinheiro e é muito desrespeitoso esse tipo de atitude. 

Por: Tori Silva.