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[COLUNA] A reinvenção do conceito Princesa, Bruxa e Madrasta.

Vivendo no século XXI, em plena pandemia após 2020 e com 2021 vindo com todas as suas surpresas que parece que não tem fim (se cuidem, viu? Vamos ficar todos seguros, e eu amo vocês), venho revendo os clássicos das Princesas, e algumas novas live-action como no caso de Mulan (2020), eu percebo que nós, meninas, podemos ser tudo, tirando uma fala de uma grande personagem de It’s Okay Not To Be Okay (2020), ao qual podemos ser bruxas também, enquanto pensamos nos contos de fadas, enquanto pensamos: ser princesa, bruxa ou algo mais? 

Seja você mesma, seja bruxa, seja o que você quiser. No final, quem deve escolher o que você é você mesma.

Quando eu era pequena, pensava em coisas como: quero salvar o mundo, mas como fazer isso? Ser uma Ranger Rosa, Amarela e, algumas vezes, gostava de estar no mesmo patamar que o Ranger Vermelho, enquanto passei adolescência aprendendo que algumas coisas sobre gênero, e também como a minha mãe não se importou de eu gostar de carros, apesar de também riscar minhas bonecas e fazê-las de pacientes nas horas que eu quis ser médica.

Minha mãe me deu a liberdade de gostar de tudo um pouco, como a boa nerd que sou, eu sempre preferir as heroínas não convencionais.

Minha heroína favorita é Mulan, a guerreira que de vestiu como homem para que o pai não fosse para guerra, a cena icônica do corte de cabelo com a espada me fez pensar: eu quero ser a Mulan que é leal, corajosa e verdadeira, porque nós podemos ser tudo, então porque nos limitar ao título de Princesa que se casa com o príncipe? 

Podemos ser generais que comandam exércitos, ou rainhas que lideram reinos, e só queremos. 

Sejamos a Princesa que derrota o Dragão, sejamos a Bruxa que salva o mundo, sejamos a astronauta que explora Marte, sejamos a Heroína que derrota o monstro no final, sejamos a Madrasta que ama seus filhos de coração.

Outro conceito que quero rever seria o da madrasta má, como em Hey, Bye, mama (2020), madrastas também são mães, e não como a mulher má de Cinderela, elas também amam seus filhos que nasceram no coração, eu mesma passei por situações como ter madrasta e padrasto, e ambos foram ótimos, eles faziam meus pais felizes e, de quebra, eu também estava feliz, e lembrar de Malévola que trouxe visibilidade para as madrastas e reinvenção do conceito de que nem toda a madrasta é má.

Nenhum deles foi como a madrasta da Cinderela, então digo, nem toda madrasta é má, e nem toda mãe é boa, porém, todas elas também amam em algum ponto da vida.

Sejamos bruxas, princesas e madrasta se assim for possível.

Laís C.