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Entrevista com a autora: Alexa Rodrigues!

Mais uma quinzena, mais uma entrevista! Hoje é a vez da Alexa Rodrigues, autora da história original Love is a Laserquest, e também dos especiais Getaway Car e All Too Well.

Love is a Laserquest é uma história bem diferente do comum, já que traz essa áurea do mundo rock’n’roll. De onde veio a inspiração para escrever?
》A inspiração começou a querer surgir quando eu li uma fanfic muito boa com a mesma temática, mas foi só depois de ter assistido o filme Bohemian Rhapsody, que conta a história da banda Queen (que é uma das minhas favoritas da vida) que eu decidi que eu precisava escrever uma história retratando um pouco desse universo que eu tanto amo.

Como funciona o seu processo de escrita?
》Meu processo de escrita não costuma ser muito linear, exceto quando estou de férias, que tenho tempo de sobra para sentar em frente do computador e deixar a inspiração surgir. Mas, tirando isso, eu só consigo escrever quando tenho uma “onda” de inspiração, por isso, às vezes, passo por períodos muito longos de bloqueio. Já perdi as contas de quantas vezes comecei histórias que nunca consegui terminar. E para criar, começar a escrever uma história, eu passo por um processo bem rigoroso de montar um plot, criar personagens que pareçam realistas, e só então me permito começar a escrever.

Quando você começou a escrever? E o que fez com que você começasse a escrever?
》Eu comecei a escrever desde que tinha uns onze anos de idade, que foi quando eu comecei de fato a me desenvolver como a Alexa que sou hoje. Acho que o principal motivo pelo qual eu comecei a escrever, foi ter muitas histórias para contar. Eu sempre fui uma pessoa muito fantasiosa, sonhadora, tenho mil cenários diferentes correndo pela minha mente a todo instante; acredito que tenha sido a necessidade de “dar vida” à essas histórias que me levaram a escrever em primeiro lugar.

Acho muito legal saber sobre os autores que inspiram. Qual autoras ou autores você gosta? Tem algum em específico que fez com que você decidisse começar a escrever?
》Talvez essa não seja a resposta esperada, mas, apesar de ter lido muito quando criança, não tenho nenhum autor especial na minha vida. Talvez os que mais me marcaram tenham sido Rick Riordan e J.K. Rowling com os universos de Percy Jackson e Harry Potter que com certeza mudaram minha infância e pré-adolescência; mas, tirando isso, acredito que a autora que me inspira diariamente a continuar escrevendo, seja eu mesma e o tanto que eu evoluí para chegar até aqui. Se eu tivesse desistido na primeira história que não deu certo, se não tivesse continuado a escrever, nunca teria crescido e melhorado tanto, a ponto de ter uma história da qual eu realmente me orgulho.

Uma pergunta que a gente sempre gosta de fazer porque sabemos que muitas autoras se inspiram na própria personalidade pra criar as suas personagens principais. Então, a personalidade, especialmente, da Charlie Burkhart é criada ou tem traços seus? E das personagens de All Too Well e Getaway Car?
》Eu acho que a personalidade das minhas personagens é muito mais sobre quem eu quero ser do que quem de fato sou. A personalidade da Charlie foi cuidadosamente criada para ser uma mulher poderosa, mas que, ao mesmo tempo, tenha inúmeros defeitos e inseguranças, exatamente como eu gostaria de ser: incrível, mas ainda assim real, um ser humano e não uma mulher idealizada que não existe de verdade. O meu sonho de princesa é ser uma mulher tão forte e empoderada quanto a ela, além de tão doce e artística quanto a PP de All Too Well e ter o espirito tão livre quanto a de Getaway Car.

A sua beta veio dizer que ela ama tanto suas histórias e a forma como você escreve! Aliás, ela disse que está ansiosa pra projetos futuros. Você pode nos contar alguma coisa, se pretende publicar outras fanfics? E quando?
》Eu amo taaaanto minha beta, não consigo nem dizer o tamanho da minha gratidão por todo apoio e carinho!
Olha, eu pretender eu pretendo sim, porque, como disse, tenho milhões de histórias sendo formuladas na minha mente a todo segundo. Tenho um projeto para, além de Love Is a Laserquest, mais duas longs. Não se vou publicar, nem quando, mas o que posso dizer é que uma é sobre o universo Harry Potter e a outra trataria da Máfia italiana nos Estados Unidos no século XXI. Seria um sonho para mim publicar as duas, porque tenho muito carinho pelos dois projetos, mas também acho importante assumir responsabilidade apenas por aquilo que eu dou conta.

O que podemos esperar de Stevie e Charlie? Sabemos que esses dois vivem uma relação de muito tesão e ódio!
》Ambos ainda são uma caixinha de surpresa até para mim, então nem eu sei muito o que esperar deles hahaha. Mas logo, logo as coisas vão começar a fluir entre os dois, e o que eu posso afirmar é que vai acontecer é muito crescimento das duas partes. Apesar da história ainda não ter se aprofundado muito nesse ponto, os dois são personagens muito complexos… Steve tem muitos traumas de sua infância e Charlie carrega sobre si uma pressão enorme, tentando ser a artista perfeita; acredito que os dois vão se ajudar muito nessa “jornada”, cada um tentando resolver suas próprias questões enquanto tenta da melhor forma amar o outro.

E o que podemos esperar de Love is a Laserquest no geral?
》Muito rock n’roll, muito desenvolvimento dos personagens, até mesmo dos secundários como os outros membros da The Knickers. Planejo abordar bastante a rotina da banda, desenvolvendo até, quem sabe, o suficiente para criar um spin off da vida de algum deles.

Para terminar, será que podemos ter um spoiler sobre a história?
》Tem um trechinho que eu posso compartilhar aqui, é bem pequeno e inacabado, mas é o que tem para hoje hahaha:
“ — Ela precisa disso, ela precisa estar nesse filme… Pode ser a única chance da vida dela de concorrer ao Oscar, Kelsey. — Steve usou o dorso da mão para limpar o nariz que escorria, era apenas um dos indicadores do estado de espírito em que o baterista se encontrava: completamente devastado.
— Não, Steve, ela não precisa disso, ela só precisa ser feliz. — Kelsey repousou a mão no ombro dele em sinal de reconforto, enquanto rezava mentalmente para todos os deuses existentes e inexistentes para que Steve Taylor desse ouvidos à razão.
Mas ser racional nunca fora mesmo o forte dele.
— E você acha que eu posso dar isso para ela? — Ele fungou pela milésima vez só naquele minuto.
— O quê?
— Felicidade.”

Não deixem de acompanhar a Alexa e suas histórias aqui no nosso site!

Um beijo grande e até a próxima entrevista!