After Twilight

After Twilight

Sinopse: Quatro garotas em uma banda com um unico sonho: conseguir viver da musica. Uma de suas apresentações num bar de Los Angeles muda suas vidas completamente e agora são Opening Act do 5 Seconds Of Summer. Qual será a maior dificuldade de viver na estrada?
Gênero: Romance.
Classificação: 16 anos.
Restrição: Os 5SOS são fixos. Ashton é o pp.
Beta: Lara-Jean Covey.

Capítulos:

Prólogo

Ashton entrou no bar com um único objetivo: beber algumas cervejas e curtir um tempo sozinho. Passou por todas as pessoas que estavam ali e chegou até o bar, fez seu pedido e sentou num banquinho ali mesmo. Não iria se infiltrar, conversar ou conhecer novas pessoas. Era o momento que ele tinha para relaxar antes da loucura da Tour começar. Estava feliz por ter achado aquele bar desconhecido há alguns dias, pois poderia frequentá-lo sem ser perturbado por ninguém. Não significava que ele não gostava da atenção de seus fãs, e sim que ele gostaria de se sentir uma pessoa normal por algumas horas. Sabia também que ali nenhum paparazzi o acharia, então era um lugar com diversas vantagens.
Viu um palco pequeno no lado oposto ao que estava, e uma movimentação. Perguntou ao bartender se teria alguma apresentação e recebeu um sim como resposta. O bartender o explicou que bandas completamente desconhecidas tocavam ali durante os fins de semana, e aquele domingo não seria diferente. Descobriu que a banda se chamava After Twilight, e que tinham um som parecido com o de sua própria banda. Imaginava que subiriam ao palco quatro caras, mas foi surpreendido ao ver quatro garotas ajustando seus instrumentos antes de começar a tocar.
– Boa noite, nós somos After Twilight e vamos tocar para vocês essa noite. – A garota que estava na guitarra anunciou. Provavelmente porque a vocalista estava terminando de colocar seus in-ears.
A guitarrista era provavelmente a garota mais bonita que ele ja havia visto, tinha a pele bronzeada e cabelos rosa choque na altura dos ombros. A baixista era loira e tinha várias sardas. Ashton achou incrível a confiança que ela tinha, e sabia que se fosse qualquer outra garota em L.A. teria usado toneladas de maquiagem para esconder tudo. Viu a baterista se acomodar no banco atrás do instrumento. Ela tinha cabelos pretos também na altura dos ombros, com cachos bem abertos. Ash sorriu pela similaridade com ele, afinal, ele estava com o cabelo tingido de preto. Ouviu a guitarrista começar a dedilhar algum riff e logo a vocalista se virou. Ele a achou linda. Uma beleza diferente do que ele estava acostumado a ver por ali. Tinha cabelos lisos, longos e castanhos, com leves ondulações nas pontas. Era notável a escassez de procedimentos estéticos em seu rosto. Ela era naturalmente bonita. A achou mais bonita ainda quando ela começou a cantar a primeira música. Não conseguia descrever direito aquela voz, era peculiar.
A banda era ridiculamente boa, mas sabia que por elas serem mulheres, os caras que estavam naquele bar não estavam se importando. Achou incrível a conexão que elas tinham no palco, e isso lembrou do início de sua banda.
– A próxima música é de uma das minhas bandas favoritas, e eles nunca a tocaram ao vivo. – A vocalista começou. – É uma das que eu mais gosto. Nós fizemos algumas pequenas alterações na letra, mas espero que gostem. Essa é English Love Affair. – Ashton estava boquiaberto. Sabia que muitas pessoas tinham o 5SOS como inspiração, mas não imaginava que seria delas.
Ash pegou seu celular e mirou para o palco. Ele gravaria a música, e caso fosse uma boa apresentação, enviaria aos outros três amigos. Os acordes começaram a ser tocados e ele estava ansioso para saber quais alterações haviam sido feitas. Achou incrível como a voz da vocalista encaixou com a música, e em como a baixista e guitarrista estavam harmonizando perfeitamente como suas backing vocals.

The way he looked was so ridiculous
Every single step had me waiting for the next
Before I knew it, it was serious
Dragged me out the bar
To the backseat of his car

Ele se perguntou se a garota sabia o significado daquela música. Deu um leve sorriso de lado ao lembrar de alguns momentos nostálgicos. Mas não passava de lembranças. No fundo ele era grato por esse “caso” não ter dado certo.

Next thing we were back at his place
A hideaway in Mayfair
All the great and good there
Drinking all the way to third base
We both getting naked
Falling on their faces

Ele havia gostado das mudanças na letra, e entendia que haviam sido feitas para encaixar com uma vocalista feminina. Estava adorando ouvir uma de suas músicas ser tocada por uma banda tão talentosa.

When I got out
I knew that nobody I knew would be believing me
I look back now
And know that nobody could ever take the memory

A garota dominou o solo de Ashton, o deixando sem palavras. Outra coisa que o deixava sem palavras era a forma com que ela dominava o palco. Diversos artistas de longa data jamais fariam as coisas que ela estava fazendo. Não só ela, como todas as outras três garotas. Estava impressionado com a baterista, afinal sabia que aquela música tinha um alto grau de complexidade para tocar, e a cacheada não havia errado uma batida sequer. Ash iria mandar o video para seus amigos, com certeza.
A banda tocou mais algumas músicas e anunciou o fim de sua performance. Agradeceu a atenção de todos e começou a desmontar seus instrumentos. O celular de Ash vibrou com mensagens de Mike, Calum e Luke dizendo que tinham gostado muito do cover.
– Robin, me traz uma água, por favor. – Ouviu a voz da garota que estava cantando há poucos minutos atrás. – Obrigada, você é um anjo. – Abriu o maior sorriso, enquanto o bartender rolou os olhos rindo.
– Amiga, você arrasou hoje. – O tal Robin elogiou a performance da garota.
– Dessa vez tivemos mais tempo pra ensaiar. – ela deu ombros. – Que bom que você gostou.
– Foi uma apresentação muito boa mesmo. – Ashton decidiu abrir a boca, chamando atenção da garota que gelou.
– Ih, que foi ? – Robin não estava entendendo o que estava acontecendo.
– É o Ashton. – A garota sussurrou para o amigo.
– “O” Ashton? – O bartender perguntou, devolvendo o sussurro, vendo a cabeça da garota se movimentar em sinal de afirmação. – Ih, vou fugir antes de ter que aturar teu lado fangirl outra vez.
– Hm, obrigada. – Ela agradeceu a Ash, que deu um gole em sua cerveja. – Desculpa pela mudança na sua letra. – Ela deu um sorriso amarelo.
– Não precisa se desculpar. Ficou ótimo. – Ele sorriu, mostrando suas covinhas. – Vocês são muito, muito boas.
– Que honra ouvir isso de Ashton Irwin. – Ela olhou pro chão.
– Não vou negar, quando me disseram que seria uma banda pop alternativo, chamada After Twilight, eu esperava caras, não garotas. – Os dois riram.
– É, a gente passa bastante por isso. Aparentemente, se você é mulher, você precisa ter um grupo pop ou algo do tipo. – Ela rolou os olhos.
– Eu gostei da surpresa. – Ele tentou flertar com a garota, mas foi interrompido.
, nós precisamos ir. A van já está pronta. – A morena assentiu.
– Bom, antes de ir, eu posso tirar uma foto contigo? Acho que ficou bem claro que eu sou sua fã. – A garota perguntou sem graça.
– Mas é claro, vem aqui. – A puxou pela mão, passando seu braço pela cintura dela, enquanto ela tirava a selfie.
– Obrigada, Ash. Que bom que gostou da performance. – Ela acenou para o baterista, o deixando ali, sozinho mais uma vez.

Nota da autora: Minha primeira longfic do 5SOS!!! Eu to nervosa, mdssss!! Contem nos comentários o que esperam para essa fic e atenção no meu insta de autora para spoilers e apresentação dos personagens!! <3
Twitter: @amanda_ritis | Instagram: @amandar_autora

1

Os quatro integrantes da 5 Seconds Of Summer entraram no escritório de um de seus empresários para uma reunião marcada de última hora. Não faziam ideia do que se tratava, mas talvez fosse por alguma promo para a turnê que começaria em um mês.
-Meninos, nós temos um problema. – Richard Griffiths começou.
– Vamos ser diretos aqui. The Band Camino não poderá abrir a turnê na parte australiana e nem na americana. – Harry Magee soltou de uma vez. Os quatro se ajeitaram na cadeira.
– Ok, mas então quem vai abrir? – Michael se apoiou nas pernas. Ele odiava quando as coisas não saiam como eles havia planejado.
– Nós ainda não sabemos, mas estamos começando a cogitar não ter um número de abertura. – Harry rabiscou algo em seu caderno.
– Isso é ridículo. – Foi a vez de Calum falar. – O intuito de ter um número de abertura é divulgar artistas pouco conhecidos, como The Band Camino é.
– E outra coisa, os fãs pagaram por isso. – Luke abriu a boca. – Não acha que é injusto com eles?
– Entendemos a preocupação de vocês, mas como vamos achar uma banda que aceite entrar em turnê com só um mês de preparação e que seja boa também? – Richard perguntou.
– Ash, – Luke chamou a atenção do amigo. – mostra o vídeo daquela banda que você viu ontem. – Ele desbloqueou o celular, abriu a galeria e mostrou o vídeo da banda.
– Elas são realmente muito boas, mas vocês vão querer entrar em turnê com um grupo de garotas? – Richard questionou. – Quero dizer, elas…
– Elas o que, Richard? – Calum desafiou o empresário. Costumava ser muito calmo, mas estava irritado com a proposta de cancelarem o show de abertura. – Eu acredito que elas têm potencial e seriam incríveis para abrir nosso show.
– Sim. – Mike e Luke disseram juntos.
– After Twilight. Entrem em contato com o empresário delas e marquem um teste. – Ashton disse o nome da banda e se levantou. – Acho que nossa reunião acabou, né? – Deu um sorriso e saiu da sala.
Ashton odiava ser arrogante. Não só ele, como Michael, Luke e Calum também. Ele só achava injusto considerarem não ouvir o som da After Twilight simplesmente por serem mulheres. Isso o tirava do sério. Ok, talvez ele estivesse com interesse na vocalista, mas, no momento, ele só queria uma banda para tocar antes da dele.
Enquanto isso, do outro lado de Los Angeles, estava entrando no estúdio de tatuagem para fazer uma nova arte em seu corpo. A garota tinha algumas outras, todas pequenas, pois era o estilo que a garota mais gostava. Achava tatuagens grandes lindas, mas só em outras pessoas. De volta ao estúdio de tatuagem…. Ela iria fazer uma frase em seu braço. “You’ve got the right to show the world something never seen”. A parte mais demorada foi escolher a fonte, a tatuagem em si demorou pouquíssimos minutos. Sentiu o celular vibrar.

Charlie 👯
Vem pra casa rápido! Nós temos uma audição.

Ela não entendeu muito bem o motivo de tanta pressa, então nem se importou em passar na loja ao lado de estúdio para comprar um vestido novo. Deu a volta por Beverly Hills para admirar a vista, antes de ir para sua casa em Palms.
Estacionou na frente do prédio e subiu com calma. Deveria estar animada para a audição, mas estava exausta de receber diversos “nãos” em todas elas. Aparentemente as pessoas não queriam uma banda de pop alternativo, com um pé no pop rock, feminina, e isso a frustrava. Ela era completamente apaixonada pelo gênero que tocava, mas estava pensando seriamente em sugerir uma mudança para as amigas. Talvez se elas fossem apenas um quarteto pop normal fizessem mais sucesso. Nada de guitarras, baixos ou baterias, só as quatro cantando e dançando de roupas curtas. Só de pensar nisso sentiu um frio na espinha. Essa não era ela. Não que ela não gostasse de usar roupas curtas, sua peça favorita era uma saia curta de couro, mas ser um grupo pop significava que tudo teria que ser colorido demais, e isso não agradava a paleta de cores de seu guarda roupa. Abriu a porta e se deparou com Charlotte, Izabella e Devan sentadas no sofá, enquanto Jeffrey, seu empresário andava de um lado para o outro.
-Achei que você tivesse morrido, . – Charlie soltou impaciente.
– Fala esse mais uma vez e você vai ver onde eu vou enfiar ele. – respondeu se jogando em cima de Charlotte.
– Bom, já que estão todas aqui. Deixe-me dizer mais sobre essa audição. – Jeffrey puxou uma cadeira e se sentou de frente para as garotas. – Tem uma banda grande precisando de um opening act. Me pediram para não dizer qual banda para não criar expectativas, mas gente, pode ser a chance que vocês precisam.
– Aposto que acham que é um bando de marmanjo tocando. – Izzy rolou os olhos.
– Por incrível que pareça, não… Eles sabem que vocês são mulheres. – Jeff rebateu. – O único problema é que a audição precisa ser feita amanhã.
– O QUE? A chance das nossas vidas e a gente tem menos de 24 horas para se preparar? – Dev deu um grito. – É pra chorar, né Jeff? Por que tão pouco tempo?
– Porque a banda que estava confirmada para os acompanhar teve alguns problemas e cancelou. E eles saem em turnê em um mês. – A possibilidade de ser aprovada nessa maldita audição cruzou a cabeça de .
– Ok, o que nós precisamos apresentar? – A vocalista perguntou. Ela era a mais calma das quatro.
– Duas músicas autorais. – Jeff respondeu. As garotas se entreolharam.
– Podemos cantar Don’t Talk… – Izzy sugeriu, deixando em aberto para que alguém sugerisse outra.
– …e Born To Be Single? – Dev completou. – Nós ensaiamos elas e tocamos ontem. Podemos dar uma repassada e torcer para que tudo dê certo.

🥁🎶🇦🇺
As garotas e seu empresário chegaram ao endereço em Inglewood no horário marcado. Entraram no que parecia ser uma casa, deram seus nomes na recepção e foram direcionados a uma sala completamente revestida por espumas. Sabiam que era onde a tal banda famosa ensaiava, afinal, ninguém montaria aquela estrutura para apenas uma audição. Os instrumentos já estavam ali, mas haviam escondido qualquer que tenha sido a personalização da bateria, e isso só aflorava a curiosidade das 4 garotas.
Na sala estavam dois produtores musicais, o gerente de turnê e um tripé com um celular. Provavelmente para gravar a performance e avaliar mais tarde.
-Bom dia, moças. Eu sou Dustin, mas podem me chamar de Dus. – O cara de dreads começou a falar. – Eu sou um dos o produtores musicais da banda, e estou aqui para avaliar vocês. Nossa banca é composta por mim, por Leonardo, – apontou pro ruivo ao seu lado, este era outro produtor – e Kennedy. – Apontou pro último cara que estava ali. – Essa câmera estará transmitindo ao vivo a apresentação de vocês para a banda, então vou precisar que nos digam seus nomes e o que fazem na banda.
– Eu sou Charlie Campbell, baterista da banda. – a primeira de apresentou.
– Izzy Storr, guitarrista e vocalista. – A loira respondeu direta.
– Devan Whitmore, baixista e vocalista. – A de cabelos rosa disse.
– E eu sou , vocalista da After Twilight, e também toco guitarra em algumas músicas. – Por último a morena. – Nós vamos cantar duas músicas autorais, elas estão disponíveis no Spotify e YouTube, caso queiram procurar mais do nosso trabalho é só digitar o nome da banda. – Ela deu um sorriso tímido.
Os produtores não botaram muita fé na banda por conta de seus comportamento contidos, mas assim que ouviram os acordes de guitarra que Izzy começou, se viram vidrados. A intro de Don’t Talk finalizou assim que pegou o microfone do pedestal e começou a cantar. Quando ela cantava, era como se outra pessoa estivesse no lugar dela. Qualquer traço de timidez que ela pudesse ter sumia, e era como se ela virasse uma estrela. Dev, Charlie e Izzy também passavam por isso, e mesmo não sendo um show, elas estavam se apresentando como se tivesse uma plateia cantando junto a elas. Devan pulava com o baixo do dono desconhecido, Izzy virava para Charlie para admirar os solos de bateria que a garota tocava, enquanto a música seguia sendo tocada. Essa era uma música mais agitada, e andava por todo o espaço do estúdio como se estivesse em casa. A banca gostou do que viu. Ao fim da música, elas se olharam e deram um sorriso. Havia sido uma performance impecável.
Born To Be Single era a próxima, mais calma. Izzy trocou a guitarra por um violão. A música era mais intimista, havia sido escrita por e Charlie em um momento de fraqueza, onde elas estavam sofrendo por conta de seus ex namorados. A vida romântica das duas nunca fôra boa, e elas haviam decidido que tinham nascido para serem sozinhas. Izzy e Dev amaram a música assim que ouviram, e se identificaram com a letra na mesma hora, e ela se tornou a música mais sentimental que a banda tinha. Elas colocaram muita emoção na performance para a banca avaliadora, e foi notável o quanto entregues a melodia elas estavam.
-Bom, sem querer se ansiosa, mas já sendo… E agora? – Dev perguntou aos homens que estavam na sua frente. E ouviu o celular de um deles tocar.
– Sim? – houve uma pausa que pareceu durar horas. – Tem certeza? – Mais uma pausa. – Ok, tchau. – Desligou o telefone. – Bom, agora se vocês estiverem dispostas a se organizarem para sair em tour daqui um mês, vocês estão dentro. – Assim que Dus terminou de falar, as garotas nem lembraram de perguntar qual era a tal banda, elas só correram para se abraçar. Não acreditavam que finalmente a vida havia sorrido para elas.
– Com certeza estamos dentro! – se soltou e respondeu com o maior sorriso no rosto. Mal sabia ela que a transmissão ao vivo ainda não havia sido pausada, e aquela reação só fez com que Ashton a admirasse mais.
– Bom, vocês vão ter acesso a estilistas, técnicos vocais e instrumentais, não que vocês precisem, mas é algo habitual. – Kennedy logo se adiantou. – Maquiadores, cabeleireiros, personal trainer e horários individuais e específicos para treinos, algumas outras vantagens vão estar descritas no contrato.
– Sejam muito bem vindas, e estamos ansiosos para trabalhar com vocês. – Leonardo finalizou.
As garotas estavam pura felicidade. Deixaram o estúdio com apenas um pensamento: elas precisavam curtir. Não sairiam pra lugar nenhum, apenas iriam ter sua comemoração privada na casa em que dividiam. A alegria delas não tinha fim.

 

Nota da autora: Twitter: @amanda_ritis | Instagram: @amandar_autora

2

O último mês havia passado rápido demais. Precisaram ir em encontros com estilistas para tirar as medidas de seus corpos, além de terem encontros para escolha das roupas que as foram sugeridas. Ensaiaram todos os dias na garagem de sua casa e aperfeiçoaram em 100% sua performance. Se sentiam preparadas para cair na estrada. O que ainda não havia superado era o fato de estar indo em turnê com 5 Seconds Of Summer. A garota surtou por uma semana quando recebeu o contrato e lá constava o nome da banda. Charlie chegou a segurá-la pelos ombros e sacudir, dizendo “se controla mulher!!!”, enquanto Izzy e Dev filmavam e postavam tudo nos stories de seus instagrams pessoais. Por sorte, isso tudo foi feito antes da garota ganhar o follow de Ashton, Calum, Mike e Luke, senão ela estaria mais envergonhada do que já se encontrava.
Elas haviam chegado na Austrália no dia anterior e ainda estavam sofrendo de jet lag, já que a diferença de horários era gritante. Nem tiveram forças para explorar a cidade, só ficaram trancadas dentro do hotel tentando se situar. Agora as quatro estavam dentro de uma van indo em direção ao local do primeiro show que seria em Perth.
-Ok, . – Izzy começou e revirou os olhos. Odiava seu nome, sempre considerou um nome de velho e, no auge de seus 22 anos, o que ela menos queria era um nome que a lembrasse de uma senhora de 80 anos. – Nós vamos conhecer a banda hoje, então por favor não nos faça passar vergonha.
– Para seu devido conhecimento, Izabella, – Ela jogou, sabia que Izzy também preferia o apelido ao próprio nome. – eu já conheci um deles, o Ashton.
– Ah é? – Dev se apoiou no banco para observar a cara da garota. – E como foi quando você conheceu ele? – pensou muito antes de começar a falar.
– Foi muito bem, obrigada. – A garota cruzou os braços.
– Não foi o que Robin disse. – Dev rebateu e começou a gargalhar. Robin, o bartender e melhor amigo gay de Devan.
“Ah meu Deus!!! É o Ashton, eu vou morrer! Adeus mundo!!!” – Charlie zombou da amiga e recebeu um dedo do meio em resposta.
– Vai se foder, CC. – olhou para Charlie com expressão de raiva, o que não durou por muito tempo, dando lugar a uma gargalhada gostosa. CC era o apelido que tinha dado a Charlie quando a conheceu, visto que são as iniciais de seu nome e sobrenome. Ela achou engraçado, mesmo não tendo nenhuma graça. Desde então CC é uma forma carinhosa pela qual se refere a amiga.
As garotas chegaram finalmente ao HBF Stadium e entraram pelos fundos. Ouviram bastantes murmurinhos do lado de fora, porque as fãs que estavam ali tinham certeza de que, quem estava chegando naquele momento, era a 5SOS. Saíram do carro e foram direcionadas ao camarim com o nome da banda delas. Elas não estavam acreditando ainda no que estava acontecendo. Era surreal a ideia de que pessoas no mundo inteiro poderiam estar ouvindo suas músicas. Ouviram batidas na porta e foram avisadas de que era hora de sua passagem de som. Era uma experiência nova, elas nunca haviam passado por aquilo. Tocaram os 30 primeiros segundos das sete músicas que compunham sua setlist e retornaram ao camarim. As coisas lá dentro já haviam mudado. Havia uma arara no canto direito da sala com quatro figurinos, cada um com um de seus nomes indicando o que deveriam vestir naquele dia.
Devan ligou a TV para assistir alguma coisa interessante, deitou no sofá de cabeça pra baixo para tentar se concentrar melhor e não funcionava. Izzy estava tentando compor algo, afinal fazia um bom tempo que não lançavam nada novo, e nada como uma reviravolta em suas vidas para melhorar sua criatividade. estava deitada no carpete olhando para o teto, tentando controlar toda a sua ansiedade. Para a 5SOS seria um público mais “intimista”, mas aquele número de pessoas era muito mais do que elas já tinham tocado de uma só vez. Charlie estava entediada. Ela queria sair daquela maldita sala e explorar o local onde iriam se apresentar, mas tinha medo de ser repreendida em seu primeiro dia, então a garota simplesmente ficou sentada na cadeira mexendo em seu celular. Ouviram mais uma vez algumas batidas na porta.
-Que não seja o personal trainer. – disse baixinho ao ouvir a porta abrir, e fechou os olhos. Tudo ficou num silêncio e ela sentiu alguém se aproximar.
– Ela está viva? – Ouviu a voz de Ashton e abriu os olhos imediatamente, vendo-o parado ali ao seu lado. A garota sabia que ele era alto, mas olhar para ele da altura do chão a fazia se sentir menor ainda. – Oi de novo.
– Hm, oi. – Ela decidiu reagir e levantou do chão, se pondo de pé. – Eu sou . – Se apresentou. Sabia que não havia dito seu nome naquele dia do bar. – Essas aqui são Devan, Izzy e Charlie. – Apontou para as amigas.
– Eu sou o Ash. – Se apresentou para as meninas. – Aqueles são Luke, Michael e Calum. – apontou para os amigos como se as garotas não soubessem quem eles eram.
– Nós não tivemos a oportunidade de agradecer antes, então, acho que falo por todas quando digo que somos eternamente gratas por tudo o que vocês fizeram e estão fazendo por nós. – Izzy disse atraindo a atenção de Michael.
– Que isso, vocês são boas, merecem mais atenção. Nós sabemos bem como é difícil ter uma banda desconhecida. – Ele caminhou até o sofá e sentou ali, fazendo com que Dev tomasse vergonha na cara e sentasse direito.
– É um prazer imenso conhecer todas vocês. – Calum disse, e se juntou a Mike.
– Não sei pra que você levantou, meu bem, pode sentar outra vez, nós vamos bater um papo. – Luke disse para a deixando intimidada. Claro, essa não foi a intenção do rapaz, mas ela estava tendo um surto interno naquele momento. Ela sabia que Luke era um amor, mas por conta de seu nervosismo se viu contida.
– Então, como vocês começaram a tocar? – Mike perguntou, fazendo um sorriso aparecer no rosto de Charlie.
– Por incrível que pareça, tudo começou num karaokê. – Os quatro garotos não entenderam muito bem. – Calma, eu explico. – Se adiantou – Nós nos conhecíamos, porque tínhamos amigos em comum. Acabamos indo comemorar o aniversário da Devan juntas e passamos a noite conversando sobre o quanto gostamos de música. Daí cada uma disse o que tocava. Na época a única que não tocava nada era a , mas ela tinha a voz que precisávamos e entendia de mixagem, então era um ponto importante. – corou e encarou o chão. Luke olhou para a garota e, notando a timidez, começou a futucá-la, com intuito de a fazer relaxar e sorrir. – Continuamos tocando e tentando achar nosso som, nesse meio tempo ela acabou aprendendo tocar violão e guitarra… Agora temos 2 anos que estamos na ativa com a After Twilight. – Charlie finalizou a história.
– E vocês simplesmente decidiram mergulhar de cabeça? – Cal perguntou.
– Sim! – Foi a vez de Izzy. – Nós estávamos num período ruim em nossas vidas. não tinha conseguido entrar na universidade, Charlie não estava feliz com o curso que fazia, eu estava tendo muitos problemas em casa por conta da minha namorada, e Dev havia acabado de ser demitida da cafeteria que trabalhava…
– Tivemos por várias vezes algumas crises de identidade, até finalmente achar um gênero em comum, porque são quatro garotas diferentes, com gostos diferentes… – Devan disse e os garotos concordaram. Sabiam o quão difícil era essa parte.
– Alguém disse crise de identidade? – Luke perguntou fazendo rir. A garota não se aguentava todas as vezes que ouvia o mais novo dizer “Eu não sei quem eu sou” em vídeos e entrevistas. – Acho que alguém entendeu a piada. Estão vendo, ela entende meu humor.
– Cala a boca, Luke. – Ashton deu dedo pro amigo, fazendo com que todos rissem. – Ela entendeu porque é fã da gente. – Disse doce, atraindo toda a atenção para a garota.
– Culpada. – A morena levantou as mãos em rendição.
– Fã desde quando. – Mike se apoiou nas pernas, estava ansioso pela resposta.
– Sendo bem honesta, alguns meses. – Ela sorriu sem graça. – Eu estava no YouTube assistindo coreografias que jamais conseguiria imitar, quando vi a coreografia de uma das suas músicas… Gostei do que ouvi e acabei procurando mais e mais. Quando percebi já estava seguindo quinze fã-clubes no twitter e entendendo algumas piadas internas. – A garota estava com as bochechas completamente coradas, os quatro integrantes do 5SOS acharam adorável.
– E em algum momento você imaginou que sairia em turnê com a gente? – Luke passou seu braço por cima do ombro da garota. Recebeu um olhar repreensivo de Ash e não entendeu o motivo.
– Pra ser sincera eu nem esperava que o Ashton tivesse ouvido o cover de English Love Affair. – Olhou para o dono dos olhos verde-avelã. – Quem dirá sair em turnê. É surreal. – Calum olhou para Mike, ele havia entendido o que estava acontecendo ali. Michael logo entendeu que Ash tinha interesse na garota, e por isso havia insistido tanto que convidassem a banda para se juntar a eles. Luke, em contrapartida, estava completamente perdido e tentando fazer amizade com a garota. Quem sabe não pudessem compor juntos, ou então dar alguma dica de como performar no palco. Seus olhos estavam direcionados a garota de cabelos pretos cacheados.
Eles continuaram conversando por algum tempo, se conhecendo e aproveitando a companhia. Era diferente para eles terem mulheres ali, mas não era algo ruim. No meio da tarde Charlotte decidiu pintar suas unhas, e Luke pediu para que ela pintasse as dele também. No início foi meio difícil, já que Charlie ficava brigando com ele para ficar quieto, senão pintaria toda a sua mão de preto, mas as coisas logo se acalmaram. Calum e Dev deixaram o cômodo por alguns minutos para fumar, e voltaram rindo de alguma piada idiota que ela devesse ter contado. Izzy e Michael ficaram discutindo sobre os jogos que estavam jogando no momento: Fortnite e League Of Legends. A garota se sentiu feliz com a companhia de Mike, já que nenhuma de suas amigas jogava nada. Agora ela teria com quem discutir alguns tópicos que a interessavam. se juntou a Charlie e Luke para ajeitar suas unhas assim que Cal e Dev voltaram, e Ash, que estava entretido com seu celular, foi perturbar Calum como era o habitual. Quando faltava duas horas para o show começar, eles decidiram deixar as meninas sozinhas para que elas começassem a concentração. Sabiam que elas estavam nervosas.
-Ashton. – chamou o mais velho antes de que ele cruzasse a porta.
– Pode me chamar de Ash, . – Ele sorriu fofo, desmontando a garota.
– É meio óbvio que nós só estamos aqui por causa de você, então eu só queria te agradecer. Bem diretamente mesmo. – Ela deu um sorriso tímido.
– Vocês precisam parar de nos agradecer de 15 em 15 minutos. – Brincou – Mas ok, eu aceito o seu agradecimento se você tiver a mesma presença de palco como teve naquele bar. – Ele se aproximou da garota e a puxou para um abraço. – E não fica tensa, vocês vão arrasar. – estava mole nos braços de Ashton. Ela sabia que ele teria um efeito forte nela, pois era o seu favorito, mas não imaginava que fosse ser daquele jeito. Ash não estava diferente, ele sentia uma conexão. Era ridículo se comparar com o tempo e pouco contato que haviam tido. – Bom, eu vou agora, mas prometo assistir o show de vocês do backstage. – Deu um beijo na testa da garota e finalmente a deixou sozinha.
– Que presentão de aniversário adiantado, hein, . – Charlie soltou fazendo as outras duas garotas rirem. O aniversário da garota era no dia seguinte, mas ela não se atreveria a focar nisso, ou comentar algo perto dos garotos. Tudo o que ela estava vivendo já estava sendo o suficiente.
– Meus mais sinceros “vão tomar no cu”. – A morena rebateu rindo. Por mais que ela tentasse, não conseguia ficar com raiva de suas amigas.
Alguns minutos depois duas maquiadoras e duas cabeleireiras entraram no camarim e começaram a arrumar as meninas. Elas podiam se acostumar fácil com aquilo. Quando arrumadas tiraram uma foto e postaram no Instagram da banda. Era oficial, a No Shame Tour estava começando e elas estavam ali. Faltando dez minutos para elas entrarem no palco, Calum abriu a porta e Luke entrou com uma bandeja com 8 copinhos de shot fazendo a maior zona. Atrás deles tinha um cara com uma câmera, provavelmente para filmar um diário de turnê. Ash e Michael estavam ali também, fazendo barulho como os dois primeiros. Luke anunciou que era hora da tequila e as garotas soltaram um grito animado, se aproximaram e pegaram um copinho. Os garotos também pegaram seus copinhos e Luke se livrou da bandeja.
-Esse é só o primeiro. – Cal ergueu seu copo de shot. – Cheers! – Os oito viraram o líquido quente e fizeram caretas engraçadissimas.
– Ainda falta uma coisa. – Hemmings anunciou. – Nickelback! – exclamou animado, mas logo se adiantou. – Claro, se as senhoritas gostarem… – As meninas riram e assentiram.
A música começou a tocar alto no cômodo e, mesmo sem querer, as garotas acabavam harmonizando, porque era algo habitual delas. A química que a After Twilight tinha poderia causar inveja em algumas pessoas, pois era uma amizade genuína. Isso as duas bandas tinham em comum, e talvez fosse por isso que eles haviam se dado tão bem.
Charlotte se pegou admirando Luke. Ele estava com glitter nos olhos e seus cabelos bagunçados. Usava uma jaqueta de couro preta, calça justa e uma blusa onde apenas dois botões estavam sendo utilizados. Reparou no quanto ele era bonito, e que parecia ter acabado de sair de uma revista de moda. Ela tinha um fraco por caras que não tinham a masculinidade frágil, e Luke definitivamente não se importava em vestir ou usar coisas consideradas femininas.
Estavam os oito dançando como se não houvesse o amanhã quando ouviram o produtor da turnê avisar que faltavam dois minutos para as garotas entrarem em cena. Devan pegou seu baixo, Izzy sua guitarra e Charlotte suas baquetas. sentiu o ar pesar e se viu tremendo por inteiro. Luke passou seu braço sobre os ombros da garota e a acompanhou até o lado do palco, onde elas entrariam. Durante o caminho foi dizendo que ele sentia a mesma sensação que ela antes de entrar no palco, por pura timidez, mas que, assim que punha seus pés no palco e olhava a platéia, tinha a certeza que havia nascido para aquilo, e que com ela não seria diferente. não era a única que estava nervosa e cada um dos integrantes do 5SOS fez questão de tentar acalmar e dar conselhos sobre sua parte tão essencial. Mike acompanhou Izzy dizendo para que ela se entregasse a música. Calum aconselhou a Devan a não pensar muito no que fazer no palco, que essas coisas viriam com a emoção do momento. Ashton foi ensinando a Charlie um novo jeito de girar as baquetas e ajudar a aumentar o hype da platéia. Eles pararam um do lado do outro, olharam para as garotas e desejaram boa sorte. Elas fizeram um high-five entre si e entraram no palco. Ouviram gritos invadirem seus ouvidos e não acreditaram que as pessoas estavam gritando por elas.
O que acabou contando ponto para a After Twilight foi que a banda era integralmente composta por garotas, e considerando a fã-base do 5SOS, aquilo causou uma grande empolgação nas pessoas que estavam ali para assistir o show. Quando a ambientação feita por Charlie e Izzy começou a ser tocada, foi como se todo aquele nervosismo tivesse desaparecido e a emoção tivesse tomado conta das garotas. Por falar em emoção, quase chorou no momento que começou a cantar Fuqboi e a plateia sabia a música completa. Aquele com toda certeza era o epítome da felicidade para as garotas, e elas não queriam que aquele hype acabasse nunca mais. Contudo, tudo chega ao fim, e assim que terminaram de tocar as sete músicas de sua setlist, saíram do palco meio correndo e só conseguiram pensar em se abraçar. Foi uma cena tão bonita, que o fotógrafo da 5SOS precisou registrar aquele momento. A foto havia ficado linda por conta da genuína expressão de felicidade que as garotas sustentavam.
As meninas voltaram para o camarim, onde tomariam um banho, afinal estavam suadas. Começaram a se despir, esquecendo que havia apenas um banheiro no cômodo, o que resultou em quatro garotas de lingerie brincando de pedra, papel ou tesoura para saber quem entraria no chuveiro primeiro. Felizmente ganhou, e aproveitou para tomar um banho rápido, vestir a roupa confortável que havia levado, e seguir direto para a lateral do palco, onde acompanharia o show de uma de suas bandas favoritas.
Quando chegou onde assistiria ao show, a banda já estava no palco e já tinha começado a tocar. Ela estava dançando ao som de She’s Kinda Hot quando Ash a viu. Ficou feliz com a reação da garota e acabou se empolgando na parte que cantava, levando as fãs à loucura, incluindo . Ela amava a voz dele, e queria que ele cantasse mais, mas sabia que era complicado, devido a todo o esforço que tinha que fazer para tocar bateria.
Antes do final do show, precisou voltar para o camarim, pois Jeff estava a chamando. Foram avisadas de que saíram dali e iriam direto para o aeroporto, pois Melbourne era bastante longe de onde estavam, e teriam o dia seguinte para curtir e comemorar o aniversário de . que nem se importou em olhar no relógio e ver que já se passava da meia noite. Ela estava feliz com os garotos não saberem de sua data de aniversário. O que ela não contava era que a equipe de turnê era realmente como uma família, e eles haviam preparado um bolo surpresa para ela. Estavam na porta do camarim esperando o sinal de Jeffrey para entrar e começar a cantar “parabéns pra você” quando os 4 rapazes passaram por ali e, por curiosidade, perguntaram o que estava acontecendo. Foram informados de que era o aniversário de , então apenas terminaram de secar o suor que escorria e se juntaram a equipe.
quase caiu para trás quando viu o bolo, e depois quatro pessoas ridiculamente altas cantando parabéns para ela. Olhou para as amigas e para o empresário, como se perguntasse o que estava acontecendo e por que eles estavam ali, eles não souberam responder. Eles também estavam surpresos, e não esperavam que a equipe de turnê que havia acabado de conhecê-las fosse fazer algo como isso.
-Por que não nos disse que era seu aniversário? – Mike foi em direção da morena e deu um abraço nela para a parabenizar.
– Porque não era. – Ela sorriu doce. – Nem sabia que já passava da meia noite. Eca você tá suado.
– Eu vou te apresentar para Crystal, e nós vamos adotar você. – Ele disse por achar a reação da garota fofa. A soltou e logo recebeu um abraço de Calum.
– Feliz aniversário, ! – ele disse, logo dando espaço para o próximo.
– Feliz aniversário, !! O bom é que você comemorou seu aniversário em grande estilo com um show incrível. – O loiro elogiou e ela ficou sem palavras. Ele a soltou.
– Sempre deixam o baterista pro final. – Ashton brincou fazendo todos ali rirem. – Feliz aniversário , e calma que o seu dia está só começando. – Disse olhando no fundo dos olhos da garota. não conseguiu desviar o olhar dos olhos de Ashton nem um centímetro. Ele a abraçou. De todos era o mais suado. – Eu não sabia de nada, mas provavelmente vou planejar algo legal para fazer em Melbourne. – Sussurrou no ouvido dela, causando arrepios.
– Obrigada, Ash. – Não queria o soltar, mas sabia que o tempo que estavam se abraçando começava a passar do tempo de um abraço normal. – Obrigada a todos, eu não esperava por isso.
A 5SOS seguiu de volta para seu camarim, enquanto a After Twilight mal teve tempo de comer e estavam correndo para o aeroporto. Esses dez dias de turnê na Oceania seriam uma loucura, e só um aquecimento do que viveriam na América.

Nota da autora: Twitter: @amanda_ritis | Instagram: @amandar_autora

3

– Por que eu tenho a impressão de que, sempre que te vejo, você parece estar morrendo? – Calum entrou na academia do hotel vendo de joelhos no chão implorando por misericórdia ao personal trainer que ria.
– Eu não sei, mas agora eu estou morrendo de verdade. – Ela falou e olhou para trás, para encarar o rapaz.
– Vem, levanta. – Ele ofereceu a mão a ela, que levantou ainda com dificuldade.
– Eu odeio atividade física. – Estava realmente tentando se manter de pé, mas suas pernas estavam doendo. – Minhas pernas estão tremendo e não é por algo bom, eu não consigo nem me equilibrar direito. – Soltou sem querer, logo se arrependendo ao ouvir Calum gargalhar.
– Ok, eu preciso concordar com você nisso. – Ele respondeu. A garota não sabia onde enfiar a cara. – E aí, o que vai fazer hoje? – Tentou mudar de assunto.
– Provavelmente passar o dia com as meninas, e talvez dar uma volta na cidade, quem sabe… – Cal a analisou. Não imaginava que a garota fosse querer aproveitar seu aniversário dentro de um quarto de hotel.
– Nah, chato demais. Aposto que já tem um certo alguém planejando algo. – Calum mandou a indireta para a garota. Ela sabia de quem ele estava falando, mas preferiu se fazer de desentendida.
– Cal, para de enrolar e vem treinar de uma vez. – Jason, o personal trainer chamou.
– Essa é minha deixa. – estava aliviada de que a sua conversa havia sido interrompida.
deixou a academia do hotel e foi em direção ao elevador. Torceu para que não se deparasse com ninguém importante. E esse alguém tinha um par de olhos avelã e covinhas nas bochechas.
Quando abriu a porta de seu quarto não encontrou Charlie. Pouco se importou, a amiga deveria ter ido visitar algum ponto turístico na cidade. Entrou no banheiro para tomar banho. Abriu o spotify e deixou que tocasse no aleatório. Ao sair do banheiro, de toalha, viu uma caixinha em cima da cama. Estava curiosa, mas preferiu se vestir antes de abri-la. Colocou um short jeans e uma camiseta qualquer, afinal não tinha planos para sair do quarto. Sentou-se na cama e puxou a caixa para perto de si, notando que havia um cartão ali.

“Espero que goste do presente. Sendo sincero, não tinha ideia do que comprar para você, então optei por algo que você possa carregar sempre contigo, ou então usar com frequência. – Ash 🙂 X”
A garota estava chocada com o presente. Se ela já não esperava nada de suas amigas, imagina do rapaz. abriu a caixinha e viu uma gargantilha dourada com diversas estrelinhas espalhadas pela correntinha delicada. Sorriu ao ver que bem na estrelinha do meio havia a inicial da garota desenhada, não muito marcada para não chamar atenção. Era linda. gostaria de ter o número de Ashton para agradecer o presente, mas como não tinha, apenas o devolveu para a caixinha e guardou dentro de sua mala.
Charlie voltou para o quarto e perguntou a amiga o que ela gostaria de fazer. A garota respondeu que queria fazer uma festa do pijama, algo intimista para comemorarem não só a chegada de seus 23 anos, mas o novo rumo que suas vidas estavam finalmente tomando. Charlotte concordou e pediu que Izzy e Dev passassem em algum mercado e comprassem algumas besteiras e álcool. Elas pediriam sim o serviço de quarto, mas não iriam abusar, pois sabiam que o valor era absurdo e elas já geravam despesas demais.
A noite trouxe Devan e Izabella ao quarto de Charlie e , e com isso começaram as comemorações. Charlie foi a primeira a abrir a garrafa de tequila e virar um shot, seguida por Izzy e Dev. Por último . As garotas decidiram abrir suas malas e começarem a se vestir como se fossem modelos de lingerie. Charlotte vestiu uma camisola de cetim azul com algumas rendas. Devan vestiu um conjunto vermelho com cinta-ligas e meias ⅞, mas como o ar condicionado do quarto estava ligado, estava com um roupão branco por cima da roupa. Izabella estava com um body rendado verde, pois ele combinava bem com seus olhos e ficava lindo, mas também estava com frio, então estava enrolada em outro roupão. estava com uma calcinha box rendada preta, e por cima tinha uma espécie de camisola que tampava seus seios, mas tinha seu tecido transparente. Colocaram uma música num volume moderado e começaram a desfilar pelo quarto como se estivessem no desfile da Victoria’s Secret. Ouviram batidas na porta e estavam crentes de que era o serviço de quarto que tinham solicitado.
– Eu atendo. – Izzy se adiantou, fechando o roupão. – Foi bem rápido, não tem nem dez minutos que nós ped… – A garota parou de falar ao se deparar com Calum e Ashton parados ali. – , eu acho que é pra você. – A garota deu espaço para que eles entrassem.
A cena foi catastrófica. Charlie se jogando atrás de uma das camas, Devan fechando o roupão na maior pressa e se embolando com a faixa. tentando puxar o edredom da cama e quase caindo no chão. Além disso, as reações de Calum e Ashton foram impagáveis. Eles haviam entrado sérios no quarto antes de saber o que estava acontecendo ali dentro. Quando perceberam deram um sorriso de lado de viraram de costas para a parede.
– Sejam sinceras, o que vocês estavam fazendo? – Cal soltou balançando a cabeça negativamente. As garotas tentaram responder, mas nenhuma conseguiu falar nada. Depois de um curto período de silêncio, ele voltou a falar. – Eu te disse que algo estava sendo planejado, . – As meninas se tamparam com edredons e avisaram que podiam virar de volta.
– Viemos chamar vocês para comemorar o aniversário de no bar do hotel. – Ash começou a falar. – Luke está se arrumando, Mike precisa ligar para Crystal e não vai. Quanto tempo vocês precisam para se arrumar?
– Isso é um convite ou uma… – Izzy se aproximou das amigas.
– Pra vocês três é um convite, – apontou para as garotas – para , ela vai com a gente até enrolada nesse edredom. – Calum soltou. Ash se pegou pensando no que a garota usava. As garotas se entreolharam.
– Uma hora. – disse por fim. Os rapazes assentiram e avisaram que voltariam em uma hora.
Izzy e Dev optaram por não ir, afinal elas estavam cansadas de todo turismo que haviam feito durante o dia. Se despediram das amigas e foram para o quarto em que estavam hospedadas. e Charlie se apressaram em achar algo decente para usar. Charlotte vestiu uma calça cargo preta de cintura alta e uma cropped decotada vermelha; nos pés calçou um coturno também preto. colocou sua querida saia de couro preta e body também preto, com um decote generoso; nos pés uma sandália alta básica e para finalizar o look a gargantilha que Ashton havia a dado, além de alguns outros acessórios dourados.
Enquanto isso, Ash e Calum batiam na porta de Luke. Luke que já deveria estar pronto, mas não estava, e culpava seu cabelo por isso.
– Eu respeito mulheres e tudo, mas mataria para saber o que elas estavam fazendo naquele quarto. – Calum abriu o minibar de Hemmings e tirou duas cervejas de la, entregando uma a Ashton.
– Elas só estavam de lingerie, Calum, se controle. – Ash soltou, segurando o riso. Ele estava na mesma situação que o amigo.
– Do que estamos falando? – Luke parou na frente dos amigos ajeitando o cinto de sua calça.
– As meninas estavam no quarto com música alta e todas vestindo lingerie. – Hood começou. – Quando Izzy abriu a porta pensei “ok, ela está de pijama e não quer mostrar”, porque estava de roupão… Mas se ela sabia que estavam todas de lingerie, por que abriu a porta? Não faz sentido.
– Talvez ela nem se tocou. – Ash deu ombros. – As outras três devem ter matado ela quando saímos de lá. – Deu um gole em sua cerveja. – São esses os momentos que você perde por estar ocupado demais com esse cabelo, Luke. – O loiro revirou os olhos. Os três eram, de fato, muito respeitosos com as mulheres, mas isso não os fazia inocentes.
– Aposto que Ashton ficou imaginando o que tinha debaixo daquele edredom. – Hood alfinetou o amigo.
– Como coisa que você não, né. – Ash tentou enganar o amigo, mas ele o conhecia bem demais.
– Até eu estou imaginando, e eu nem vi o que vocês viram. – Luke soltou, fazendo com que os amigos rissem.
Os três passaram mais algum tempo conversando e rindo de bobagens, como sempre faziam e, quando olharam no relógio, viram que estava na hora de bater na porta das garotas outra vez.
Charlie abriu a porta e Luke a olhou por inteiro. Ela estava linda. Ele adorou o fato de ela não estar usando tanta maquiagem. Não sabia se era pelo tempo que havia tido para se arrumar, ou pela garota não ter hábito de usar um milhão de coisas em seu rosto. Ele estava encantado. Calum percebeu e pegou o celular para se entreter. Sentia como se estivesse de vela ali. Ashton teve sua atenção toda direcionada a , e em como a roupa da garota combinava com a sua. O pensamento de que dariam boas fotos caso fossem flagrados por paparazzi cruzaram sua mente e ele segurou o riso. Viu que a garota usava o colar que ele havia dado, e isso fez a noite dele.
Os cinco desceram para o bar. Ashton tomou a frente ao chegar na porta, e informou que havia reservado uma mesa. O maître os levou até uma das últimas mesas daquele bar e os deixou ali. e Charlie sabiam que estavam tão “escondidos” para evitar qualquer tipo de rumor desnecessário. Não que acreditassem que não fosse acontecer, porque iria, afinal as pessoas parecem não acreditar que homens e mulheres podem ser amigos.
Começaram a beber com um shot de uma bebida que as garotas não conheciam, e depois os garotos e Charlie pediram cerveja. não era muito fã de cerveja, por isso pediu um coquetel qualquer.
– Eu ainda não acredito que você ia passar seu aniversário dentro do quarto. – Calum disse bloqueando o celular.
– Por que não nos disse nada? – Luke apoiou os cotovelos na mesa para olhar .
– Eu não queria que vocês se preocupassem com isso, e já é costume comemorar essa data só com as meninas. – Charlie rolou os olhos.
– Nós já conversamos sobre isso, . – Ashton deu um gole em sua cerveja. – E eu estava realmente curioso para saber o que ia acontecer naquele quarto. – A garota arregalou os olhos involuntariamente. Ainda estava com vergonha.
– Acredite, você não gostaria de saber. – Charlie puxou , a abraçando como se fossem um casal, o que deixou os três rapazes em choque. Eles não esperavam essa reação.
– Ok, se vocês estão dizendo… – Calum levantou os braços rendido e as garotas se soltaram.
– Eram só amigas se divertindo, nada além disso. – disse e deu um gole em seu coquetel. – Nós fazemos isso às vezes. Nos juntamos e nos divertimos. – Charlie sabia o quão ambíguo aquilo tinha soado, e isso foi comprovado quando Calum começou a rir e pegou o celular outra vez.
– Por que você parece que tem um lugar melhor para estar? – Ashton perguntou diretamente ao amigo.
– Porque ele está conversando com a Melissa. – Luke respondeu.
– E quem caralhos é Melissa? – Ash perguntou soando óbvio.
– É uma garota que eu to conversando, ok? – Hood respondeu. – Nem tudo eu preciso contar pra vocês. – Luke deu uma risadinha e tornou a encarar as garotas.
– Então, como foi a primeira experiência de vocês?
As garotas responderam como tudo estava sendo fantástico. Havia sido a primeira vez que se apresentavam para uma plateia daquele tamanho. Foram informadas de que se apresentariam para públicos maiores quando chegassem na América do Norte, mas que não precisavam se preocupar, pois tudo daria certo. Conversaram por algumas horas sobre assuntos aleatórios e riram das piadas que Ashton fez durante a noite. Foi um momento agradável. Calum decidiu ir para o quarto e foi alvo de zoação entre os amigos que o acusaram de estar praticando sexting, afirmando que esse era o motivo dele se recolher. Charlie pediu para que Luke tirasse uma foto dela com , e ele pegou o celular da garota para bater a foto. Charlie e entrelaçaram os braços para beber seus drinks. com seu copo de líquido colorido e Charlie com sua longneck de Heineken. começou a rir, assim como Charlie, e foi nesse momento que elas viram o flash piscar. A foto havia ficado linda, bastante espontânea e não precisou de nenhuma edição. Charlotte logo postou em seu Instagram com a legenda “Two gorgey huns”.
Luke, que já estava bêbado, começou a reparar um pouco mais em Charlie. Com álcool em seu corpo ele se tornava menos tímido, e essa seria a saída para, que sabe, ter algum momento a sós com a garota. Parte de sua consciência dizia que era errado, ainda mais sabendo que passariam muito tempo juntos na América, mas a outra parte dizia algo como “você só vive uma vez“. Decidiu que precisava de outro drink, e foi aí que viu a abertura para convidar Charlie para ir até o bar.
– O que vocês acham de mais uma rodada? – Luke disse, chamando atenção de todos ali. O loiro direcionou o olhar para a dona dos cabelos pretos. – Charlie, você me ajuda? – A garota, que já estava bastante alterada, assentiu e os dois saíram em direção ao balcão do bar.
Em resumo, nenhum deles estava em seu estado mais normal. A diferença era clara entre Ash e , os únicos que restaram na mesa. Ele parecia sóbrio, e provavelmente estaria num estado de sobriedade maior que o de com certeza. A garota pegou seu celular e viu uma mensagem de sua mãe a desejando feliz aniversário, aquilo a fez sorrir e Ash achava seu sorriso adorável. Bloqueou a tela e encarou o rapaz a sua frente.
– Ash, eu ia te agradecer pela gargantilha mais cedo, mas não tinha seu número e não te achei em lugar nenhum, então obrigada. – soltou, surpreendendo Ashton.
– Não seja por isso. – Ele pegou o celular da garota e apontou para o rosto dela, desbloqueando. Agradeceu por ela ter a opção de desbloqueio facial ativada, caso contrário seria só um idiota apontando o celular para o rosto de uma garota. Digitou os algarismos e salvou o contato como “Favourite Drummer”.
– Você vai ter problemas com a Charlie. – disse ao ver o nome do contato. Abriu as mensagens, e digitou uma frase. Logo em seguida Ash sentiu o celular vibrar em seu bolso.
– “Oi, obrigada pela gargantilha. x” – Ele leu em voz alta, e soltou uma gargalhada.
– Nem tinha necessidade, mas era só para você ter o meu número também. – A garota brincou com o canudo de seu coquetel. Ele não acreditava que ela estava dando em cima dele. Provavelmente seria efeito do álcool, mas ele estava adorando.
– Ter seu número era uma necessidade sim. – Ele resolveu entrar na onda.
– Se você diz… – Ela sugou um pouco mais de seu drink olhando nos olhos de Ashton, que não conseguia tirar os olhos da garota. Ele estava vidrado em cada movimento que ela fazia.
– Gente, a Charlie pediu para eu a acompanhar até o quarto. Ela não está bem. – Luke apareceu, quebrando o clima.
– Não é melhor que eu vá com ela? – A morena perguntou confusa.
– Não, eu a levo, não se preocupa. – Luke segurou na mão de para a acalmar. Deu duas batidas no ombro do amigo e saiu dali.
– Eu acho melhor nós irmos também. – sugeriu.
– Nós podemos ir ali na varanda antes? – Ash apontou para uma porta de vidro. concordou confusa e o seguiu. Ash só queria observar as luzes da cidade.
Era um lugar lindo. Era um lugar aberto, mas bem mais escuro que o interior do bar. Ash olhou a parte da cidade que era visível dali, deu um suspiro longo enquanto acendia um cigarro. Ele se sentia em casa, mesmo não estando em Hornsby. A sensação de estar na Austrália e não nos Estados Unidos era maravilhosa. percebeu o momento que Irwin estava tendo e se aproximou dele, apoiando a cabeça em seu braço. Ela sabia o que era sentir saudades de casa. não era de Los Angeles, e sim de São Francisco. Foi parar em LA em seu último ano do ensino médio, quando estava fazendo curso preparatório para entrar na UCLA, o que nunca aconteceu. Ela decidiu permanecer em Los Angeles, afinal havia acabado de montar uma banda com suas amigas. No início sua mãe surtou um pouco, mas logo entendeu que era a vontade da filha e a apoiou. Obviamente sua mãe gostaria que ela tivesse seguido os passos da irmã e decidido cursar a faculdade, mas ela tinha outros planos para sua vida. , algumas vezes, deu dor de cabeça a sua mãe pois nunca fôra santa. Experimentou tudo o que a vida lhe proporcionou experimentar: drogas, álcool, sexo desregrado, e por mais que tudo não tenha passado de um grande experimento, as vezes a garota ainda ia em festas e usava algumas coisas. Em seu aniversário de 21 anos fez uma festa com a temática neon, e foi a primeira vez que a garota pôde beber sem ir contra a lei. adorava se juntar com as amigas e se divertir com alguns drinks.
Ash passou a mão pela cintura de , a puxando para mais perto, fez um carinho curto ali e a olhou. A viu observar as luzes da cidade. Seria o momento perfeito para beijá-la, mas decidiu esperar um pouco mais. Ele queria conhecê-la e ter certeza de que, se algo não desse certo entre os dois, nada mudaria, afinal a turnê estava só começando e o que menos precisava agora lidar com problemas que envolvessem um romance que deu errado e sua opening act. Ele depositou um beijo carinhoso nos cabelos da garota e a chamou para subir para seus quartos.
– A noite foi incrível, Ash. – Ela agradeceu ao saírem do elevador.
– Foi a sua noite, , espero que tenha aproveitado. – Sorriu para a garota, mostrando suas covinhas.
– Aproveitei sim. – O efeito alcoólico começava a passar, e ela estava com vergonha de como havia se comportado. Ela olhou para o chão e parou na frente de seu quarto.
– Bom, agora durma bem. Amanhã vai ser um dia agitado, e após o show vamos partir direto para Sidney. – Ele se aproximou da garota um pouco mais. sentiu seu coração perder o compasso das batidas. – Boa noite. – Deu um abraço na garota e um beijo em sua testa.
– Boa noite, Ash. – Virou-se abrindo a porta e se deparando com um quarto vazio. Onde estava Charlie?
Bom, Charlie estava apagada na cama de Luke, mas apenas por não ter conseguido achar o seu cartão-chave. O que a fez discutir com Luke por longos e cansativos dez minutos sobre o que fariam, porque ela não queria atrapalhar o momento da amiga. Quando Luke resolveu o problema, ela começou outra mini discussão sobre quem dormiria na cama. No fim, os dois chegaram a conclusão de que ambos eram adultos e conseguiriam passar uma noite juntos sem nada acontecer.

Nota da autora: Twitter: @amanda_ritis | Instagram: @amandar_autora

4

Charlotte acordou confortável. Por algum motivo sua cama parecia mais aconchegante. Sentiu sua cabeça doer e, com dificuldade, abriu seus olhos devagar. Não reconheceu o quarto, ele era diferente do seu. Lembrou-se que havia dormido no quarto de Luke. Sentiu um braço em sua cintura e um calor em suas costas. Luke estava ali, e eles estavam dormindo de conchinha. O coração de Charlie parou por alguns segundos, afinal pensava “E se algo a mais tivesse acontecido? Ela estava bêbada sim, mas não a ponto de esquecer o que havia acontecido, certo?”. Se mexeu devagar e parou numa posição que conseguisse olhar o garoto. Ele tinha um expressão serena e conseguia estar ainda mais bonito do que sempre estava. Seus cabelos loiros bagunçados, com algumas mechas soltas caídas sobre seu rosto. Era ridícula a tamanha beleza que Hemmings tinha mesmo sem se esforçar para isso. Com medo de parecer estranha por encará-lo enquanto dormia, tirou seu braço de sua cintura devagar e se levantou. Procurou por seu celular e sua bolsa para enfim deixar o cômodo. Imaginou que deveria estar preocupada com seu sumiço e teria algumas perguntas para fazer, mesmo estando com zero vontade de responder a elas. Girou a maçaneta da porta e, ao abri-la, deu de cara com Michael.
-Charlotte? – Ele a encarou com uma expressão confusa e depois olhou o número do quarto para ter certeza de que estava no lugar certo.
– Mike, bom dia. – Ela deu um sorriso amarelo. Sabia o que Clifford estava pensando naquele exato momento. – O Luke ainda ta dormindo, mas você pode acordar ele. – A garota queria sumir. Michael assentiu e entrou no quarto dizendo baixinho, mas ainda assim audível por Charlotte “Espero que esteja vestido”.

🥁🎶🇦🇺
entrou num quarto do hotel e riu pela quantidade de colchões pelas paredes. Sabia que aquilo era para isolar o som, mas não deixava de ser engraçado. Estava na hora de sua sessão de canto, que poderia ser considerada uma aula já que a garota nunca havia frequentado uma. Lizzie era a técnica vocal do 5SOS, mas a After Twilight também teria acesso a isso, pois os garotos queriam que as meninas tivessem a experiência completa de estar em tour… E quem sabe elas não ganhassem um contrato ao final? Essa era a única coisa que eles não podiam oferecer a elas.
– Bem vinda , eu sou Lizzie e vou te acompanhar aqui, e na América! – A moça de cabelos roxos disse. – Eu adoraria conversar e conhecer mais de você, mas vamos fazer alguns aquecimentos primeiro? – A morena concordou e logo começou a sequência de “la la las” em escalas, desde a mais grave, até a mais aguda. – Bom, agora eu preciso saber qual a sua extensão vocal…
– Sendo sincera, Lizzie, eu fico entre Soprano e Mezzo-Soprano, nunca sei ao certo. – disse meio contraída. Ela conseguia cantar notas agudas com bastante facilidade, e estava trabalhando para melhorar seus graves.
– Então vamos descobrir agora! – Lizzie sentou novamente próximo ao seu notebook para dar play no instrumental de piano, já que não era possível ter o instrumento dentro de um quarto de hotel. Lizzie partiu de fá segunda até dó quinta e conseguiu medir a extensão vocal da garota. – Você realmente é uma Mezzo-Soprano, e tem tendência lírica, então podemos trabalhar nisso para sua voz soar mais suave. – A jovem disse com um brilho nos olhos. – Até que enfim uma voz feminina para eu trabalhar! – Exclamou e se jogou na cama, fazendo rir. – Nada profissional, me desculpa. – Levantou se recompondo.
– Não se preocupa com isso, é mais divertido assim. – deu de ombros e logo retomaram a aula.
Lizzie fez com que trabalhasse sua respiração, tanto quanto seus melismas e vibratos. Além disso tentou ensinar a garota a fazer belting, mas elas acabaram mais rindo do que praticando de fato. As duas decidiram deixar para praticar belting quando estiverem em aulas mais avançadas e com mais técnica, afinal, se feito errado, pode causar diversos danos à voz de quem canta.
– Lizzie, cheguei! – Luke entrou na sala e encontrou e Lizzie rindo. – Ah, não sabia que o horário de não havia terminado. Eu posso voltar depois…
– Não, Luke, eu preciso de você aqui agora. – Lizzie soltou. – São os últimos minutos de e eu quero testar a harmonia dela.
– Ótimo. – O loiro se aproximou das garotas.
– Bom, vocês vão cantar Mad World, do Gary Jules. – Os dois assentiram. Aquela música era um ícone, claro que eles conheciam. – O Luke começa e canta o primeiro refrão sozinho. Então vem . Depois disso vocês se juntam no último refrão. canta as notas agudas e Luke as graves. Ah, e sempre que tiver as palavras “Mad World” voces cantam juntos também. – Passou as instruções.
O playback começou a tocar e Luke abriu a música. ainda não acreditava que estava prestes a cantar um dueto com ele. Ele estava tão concentrado e era incrível ver como ele levava tudo o que tratava de música a sério. A garota sabia que ele tinha algumas harmonias para fazer nas suas músicas e entendeu o motivo dele ficar tão sério para isso. Quando ouviu sua voz misturar com a do garoto tomou um susto. Não esperava que sua harmonia desse certo de primeira, porque nem mesmo com suas amigas isso acontecia. era a lead singer da banda, e as meninas cantavam alguns trechos, mas não muitos. Elas também faziam algumas harmonias quando necessário.
Quando a música acabou, Luke encarou com o maior sorriso, como se dissesse “parabéns, você foi ótima”. A garota, num ato involuntário, deu um abraço nele, que retribuiu. Ela sentia que estava se aproximando do loiro, e poderiam ser bons amigos.

🥁🎶🇦🇺
O show foi um completo sucesso, o que preocupava as garotas era a viagem até Sidney. Eles precisavam chegar o quanto antes na cidade, e estavam à oito horas e meia de distância. Os vôos da noite já haviam sido encerrados, restando apenas os da madrugada, e o próximo era por volta de três da manhã, então todos ficariam por algumas horas no aeroporto. Não tinha como negar, as estadunidenses estavam exaustas. Toda a mudança de data e horário mexia com suas cabeças, pois um dia novo estava prestes a começar na Austrália, enquanto o dia anterior ainda estava só começando em Los Angeles.
As duas bandas, uma equipe responsável pela logística e alguns seguranças chegaram ao aeroporto pouco tempo após meia noite. Enquanto suas bagagens eram despachadas, as bandas foram direcionadas para uma sala especial para evitar qualquer tipo de tumulto naquela madrugada. Enquanto os quatro rapazes da 5 Seconds Of Summer estavam entretidos numa conversa animada sobre alguns momentos específicos de seu show, Devan e Izabella estavam sentadas no sofá calculando o horário que era em LA, porque precisavam falar com suas famílias, mas logo cochilaram. Enquanto isso, Charlie estava sentada no chão e deitada em seu colo. , por um lado, estava feliz que ninguém de sua família tivesse entrado em contato… mais especificamente seu pai. e seu pai não tinham um relacionamento bom. Eles mal se viam, visto que ele morava no Brasil. A pior fase da vida da garota foi quando ela passou dois anos no país. Não que odiasse sua família brasileira ou o país, longe disso, mas seu pai era quem fazia o inferno acontecer na terra. Além de conservador, ele é uma pessoa muito fechada e reservada, e isso fez com que não tivesse abertura para conversar e criar laços com ele. Se não fosse por alguns tios e primos, a garota estaria completamente sozinha em um país onde não sabia nem dar “bom dia”. Por sorte, sua família fez questão de ensinar a língua à , que aprendeu bem rápido. Além disso, os únicos momento em que o pai conversava de fato com a garota, era quando ele precisava de algo, ou quando simplesmente decidia brigar com ela a troco de nada. já tinha perdido as contas de quantas vezes havia ido dormir chorando por ter recebido ofensas gratuitas do homem que deveria ser seu herói. Seu pai não era o maior fã de sua carreira artística e por isso não perdia tempo em dizer algo ofensivo toda vez que entrava em contato com a garota. Inclusive, ela já pensava em algumas ofensas que poderiam sair da boca dele quando ele soubesse que a After Twilight estava em turnê na Austrália.
fechou os olhos enquanto Charlie mexia em seus cabelos. Tentava esquecer tudo o que estava passando por sua cabeça quando sentiu seu celular vibrar, e o nome de seu pai aparecer brilhando na tela. Era isso, não tinha jeito.
? – Ouviu o tom rude do outro lado da linha.
– Oi, pai. – A garota disse em português. Suas amigas já estavam acostumadas com essas ligações, mas ao ouvir a garota falando em outra língua, os quatro membros do 5SOS voltaram sua atenção para a morena.
– Sua mãe me disse que está na Austrália, então foi difícil calcular um horário para te ligar. estranhou a forma com que seu progenitor falava.
– Não tem problema… – Houve uma pausa curta e a garota se levantou para continuar a ligação. Estava nervosa e, quando estava nervosa ao falar no telefone, andava de um lado para o outro para tentar se acalmar.
Só liguei para te dar parabéns. Atrasado, eu sei, mas as condições não foram favoráveis. – Ouviu um riso anasalado. Aquela ligação estava muito estranha.
– Obrigada, mesmo atrasado significa muito que o senhor tenha lembrado. – Foi sincera. De todas as pessoas do mundo, ele era a única que ela jamais imaginasse que fosse desejar feliz aniversário a ela.
Mas afinal, o que você está fazendo aí? – Foi então que se tocou. Ele não havia feito nenhum comentário maldoso porque não sabia o que estava acontecendo.
– Ah, eu estou em turnê com a After Twilight… Somos a banda de abertura de outra maior. – Tentou esconder ao máximo que a tal banda maior era composta apenas por homens.
– E qual é essa banda? Eu conheço? – Insistiu. tinha a opção de mentir, mas odiava mentira e isso iria totalmente contra sua educação.
– Acho que não, é com a 5 Seconds Of Summer. – Charlie notou pela cara da garota que ela já esperava algo ruim.
– Aquela banda de garotos? – Ele gargalhou. – Agora entendi tudo…
– Como assim? – Charlie viu a amiga ficar completamente sem expressão e já estava preparada para socorrê-la caso necessário. Tratou, também de logo acordar suas amigas que cochilavam. Enquanto isso, tentou sair da maldita sala, mas foi barrada por um dos seguranças.
– Vocês não teriam talento e reconhecimento para fazer uma turnê pela Austrália, mal sei como conseguem fazer shows naquele bar em Los Angeles… – Os olhos da garota encheram de lágrimas. Michael, Luke, Calum e Ashton estavam assustados com a situação, e quando observaram a reação de Charlotte, ficaram mais confusos ainda. – Com quantos deles você já precisou dormir para estar onde está? – E essa foi a cereja no bolo. As lágrimas começaram a escorrer por sua bochecha e ela mexeu a boca algumas vezes, mas nenhum som saía para responder o seu progenitor.
I gotta go. – Foi tudo o que saiu de sua boca, e Charlotte tomou o celular de sua mão, desligando-o. Ela quase nunca falava em inglês com ele, mas aquela frase havia sido completamente involuntária.
Os quatro garotos que estavam na sala se levantaram assustados com o que haviam acabado de presenciar, enquanto Charlie abraçava a amiga, que chorava em seu ombro. Os garotos fizeram menção de se aproximar, mas não chegaram perto, pois Izzy e Dev fizaeram sinal para que não o fizessem. Charlotte puxou a amiga para o banheiro que havia na sala e, ali, contou o que seu pai havia dito. Charlotte não costumava odiar ninguém, mas naquele momento seu sangue ferveu. Tudo o que ela queria era que ele estivesse alí para que conseguisse dar ao menos um tapa no homem. Se ele tinha um hater, esse hater com certeza era Charlotte. Charlie acalmou a amiga, mas sabia que ela ficaria pra baixo ao menos pelas próximas vinte e quatro horas. Contaria a Izzy e Dev quando elas estivessem sozinhas, pois não queria fazer com que a amiga revivesse aquele momento horrível, e sabia que fariam de tudo para animá-la.
Charlie saiu do banheiro, deixando a amiga arrumar a maquiagem que ainda estava em seu rosto, e foi bombardeada por perguntas dos quatro rapazes. Primeiro eles queriam saber que língua era aquela, e por que ela não estava falando em inglês. Charlie explicou das raízes brasileiras da garota e eles entenderam. Depois queriam saber o motivo do choro, e claramente ela não diria o que de fato havia acontecido, mas resumiu a história com um simples “ela e o pai não se dão bem, ele é um machista escroto e, hoje, passou dos limites mais uma vez”.
Quando saiu do banheiro, com a pior cara possível, sentiu o clima pesado e se sentiu mal novamente. Ela tinha acabado com a felicidade de estar em tour e era só o terceiro dia na estrada. Claro que Ashton percebeu essa reação da garota, e começou a fazer piadas sobre qualquer coisa que passasse em sua cabeça. Se ele tirasse um sorriso de , sua madrugada estaria completa.
O horário do embarque finalmente chegou e, em poucos minutos, todos já estavam em seus devidos lugares dentro do avião. Era um vôo curto, de pouco mais de uma hora, mas ainda assim todos aproveitariam para dormir. não conseguiu pregar os olhos um minuto sequer. Foi todo o caminho olhando a escuridão pela janela do avião. Se as luzes não estivessem apagadas, ela provavelmente estaria rabiscando alguma coisa em seu caderno, mas preferiu não acender a luz de sua poltrona e chamar atenção de alguém.
Ao chegar em Sidney, entraram todos numa única van e seguiram para o hotel que ficariam. O check-in foi feito rapidamente e logo a garota estava tomando banho para tentar dormir.

🥁🎶🇦🇺
O primeiro dia em Sidney passou como um borrão tanto para as meninas quanto para os meninos. Para elas, lidar com no seu momento de tristeza fôra desgastante, mesmo já estando acostumadas com isso e com a garota tentando disfarçar o que estava sentindo. No palco a ela se doou de uma forma absurda e, quem não a conhecesse de verdade, jamais diria que tinha passado o dia inteiro isolada de tudo e de todos. Ela sabia bem esconder o que sentia, e essa era a coisa que mais tinha orgulho em si mesma. Não que ela tivesse problemas em falar sobre seus sentimentos… às vezes ela simplesmente não gostava de toda a complicação que isso trazia, e se deixar afundar neste momento poderia prejudicar qualquer futuro que a After Twilight pudesse ter, ainda mais quando estava tão grata por poder ter aquela experiência maravilhosa. Já os garotos do 5SOS passaram o dia cumprindo sua agenda. Seguiram para estações de rádio, algumas entrevistas para revistas, gravaram para alguns programas de TV e chegaram no Opera faltando uma hora para entrarem no palco.
Onde todos se encontravam agora? Aguardando uma van para os levarem de volta ao hotel.
– Eu preciso beber. – disse para as amigas. – Não quero saber se vocês vão estar cansadas, ou algo do tipo, amanhã a gente vai sair. – Apontou o dedo para as três companheiras de banda.
– Amiga, a gente tem um show amanhã, você lembra? – Devan tentou lembrar a amiga.
– Claro que lembro, eu também vou estar nele. – respondeu e Izzy segurou o riso.
– Para de ser chata, Devan, eu também quero sair… – Izzy abraçou pelos ombros.
– Você já pediu permissão à Emily? – Charlie alfinetou a amiga. Detestava a namorada de Izzy.
– Eu não preciso pedir permissão a ninguém. – As outras três se encararam.
Trouble in paradise? – Charlie perguntou interessada.
– Não quero falar sobre isso, principalmente aqui e agora. – Izzy não estava num momento bom em seu relacionamento, talvez por isso andasse tão afastada de suas amigas.
– Tudo bem, se você está falando…. – Dev disse para pôr um fim na conversa.
– Ei bonitões, o que vocês sugerem para uma noite australiana? – Charlie chamou atenção dos quatro rapazes.
– Vocês pretendem sair? – Mike começou. – Não vai rolar…
– E por que não? – Izzy cruzou os braços.
– Sidney não é igual Los Angeles, aqui os bares e baladas fecham à uma da manhã. – Calum explicou calmo. – E nós vamos sair daqui por volta de meia noite, então…
As garotas estavam frustradas. Elas tinham se animado de sair, mas teriam que adiar para o day off que se aproximava. Chegaram no hotel, seguiram para seus quarto e capotaram.

🥁🎶🇦🇺
As garotas acordaram tarde no dia seguinte, e foram direto para o Opera fazer a passagem de som da segunda noite de shows. Passaram toda a setlist e deixaram a música que mais odiavam para o final. Elas não podiam descartar a música, porque não tinham muitas composições e esse era um dos requisitos para abrir a turnê do 5 Seconds Of Summer: tocar apenas canções autorais. Não que This Is Me Breakin’ Up With U fosse uma música ruim, mas elas escreveram juntas quando estavam com 18 anos, já não representava mais quem eram.
Deixaram o palco conversando sobre algumas ideias conceituais que haviam tido para compor canções novas, quando foram paradas por uma menina loira.
– Vocês que estavam tocando no palco? – A loira perguntou.
– Sim, por que? – Charlie respondeu tranquila, mas já olhando ao redor para chamar um segurança, mesmo conseguindo notar a credencial enorme pendurada em seu pescoço.
– Meu Deus, vocês são muito boas! – Ela se animou. – Posso tirar uma foto?
– Claro que sim. – Izzy sorriu enquanto a garota parou um técnico de som e pediu para que batesse a foto. Aquela era a primeira vez que alguém pedia foto da banda. – Aqui, fica no meio. – Deram espaço e a loira se pôs ali.
– Muito obrigada. – Ela sorriu ao guardar o celular. – Meu irmão tinha dito que vocês eram uma banda boa, mas não tinha acreditado muito até ouvir vocês ao vivo.
– Seu irmão? – Devan franziu o cenho em confusão.
– Sim. – Ela confirmou. – Desculpem, nem me apresentei. Eu sou Lauren, irmã do Ashton.
– Eu sou Charlie, e essas são Dev, Izzy e . – A cacheada apresentou o grupo.
– Me diz Lauren, o que tem pra fazer nessa cidade? – perguntou curiosa enquanto as outras três rolaram os olhos.
– Você não desistiu disso ainda, ? – Izzy soltou. – Boa sorte, Lauren. Ela vai te alugar por horas com alguma ideia maluca. – A loira riu enquanto as outras três garotas deixaram as duas alí sozinha.
– Bom, isso depende… Vocês vão ficar aqui quanto tempo? – Lauren perguntou a .
– Nós vamos ficar aqui até terça, e depois vamos para Newcastle. – Explicou.
– O que você acha então de irmos à praia amanhã? – Lauren entrelaçou seu braço no de e começaram a caminhar rumo ao camarim das meninas como se fossem melhores amigas.
– Acho uma ideia bem válida, mas seu irmão…
– O que tem eu? – Ashton apareceu no corredor, assustando as garotas.
– Credo, assombração. Achei que nem estava aqui. – Lauren respondeu se recuperando do susto.
– Enfim… – voltou a falar e olhar para Lauren. – Seu irmão não tem nada planejado?
– Não, a gente já almoçou junto ontem e, quando acabar a parte australiana da turnê, ele vai ficar aqui por alguns dias… Ele não vai morrer se eu ficar um dia longe. – Ela rolou os olhos.
, você está roubando minha irmã de mim? – Ash cruzou os braços e escorou na parede.
– E se eu tiver…? – Ela rebateu semicerrando os olhos, entrando na brincadeira.
– Eu não posso fazer nada além de te desejar boa sorte… Lauren. – Respondeu segurando o riso.
– Me sinto atacada. – começou. – Você é um idiota. – Ele bagunçou os cabelos dela. Lauren observava atentamente cada olhar trocado, cada palavra que saía da boca de ambos, e não conseguiu deixar de notar a química que tinham. – Agora mesmo que vou sair com ela. Amanhã a tarde a gente se encontra onde?
– No hotel e aí a gente vai juntas até a Bondi Beach. – Lauren sorriu. – Pode ser por volta das duas da tarde? – A vocalista assentiu.
– Ok, agora eu preciso ir me arrumar. – deu uma olhada rápida para Ashton e se virou para dar um abraço na garota. – Até amanhã.
– O que foi isso? – Lauren perguntou ao irmão mais velho.
– Isso o que? – Ele se fez de desentendido.
– Nada, deixa pra lá… – Preferiu não mencionar a química que os dois tinham, para não assustá-lo e acabar fazendo com que os dois se afastassem. – O que você está fazendo?

O resto da tarde passou tranquila. O show foi bem executado, sem erros. As meninas já se sentiam mais confiantes no que estavam fazendo. Cada vez que a plateia cantava suas músicas elas se enchiam de felicidade e se empolgavam mais. After Twilight estava conseguindo ser reconhecida e isso era só o que faltava para que elas pudessem despertar o interesse em alguma gravadora ou gestão.

Nota da autora: Twitter: @amanda_ritis | Instagram: @amandar_autora

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