Our Love

Our Love

Sinopse: Depois de evento inesperado, ele decide que chegou a hora de fazer o que sempre quis: Pedi-la em casamento.
Gênero: Romance
Classificação: 12
Beta: Rosie Dunne

Our love.

por: Jozi B.

 

era muito desafinada quando cantava, e sabia disso. Errava as notas, o tom e muita das vezes até a letra da música – mesmo que fizesse parte da sua playlist fixa. Ainda assim, ela pouco se importava com esses detalhes.
Ela gostava mesmo era da sensação de liberdade que lhe tomava toda vez que cantava. De sentir-se livre enquanto gritava ou sussurrava as letras que, muitas das vezes, descreviam perfeitamente alguns momentos e sentimentos seus: o estado de espírito, a alegria ou tristeza, o medo ou a coragem. Existiam alguns momentos em que não cantava. Ela se permitia apreciar as músicas enquanto ficava em silêncio, mesmo que dentro de si tudo fluísse e a identificação acontecesse de um jeito ou de outro. Amava saber que outras pessoas que nem sabiam de sua existência eram capazes de colocar pra fora tudo o que ela, muitas vezes, não conseguia explicar. E mesmo que muitos críticos pudessem considerar um crime alguém como ela, tão desafinada e sem ritmo, cantar músicas lindas, profundas e consagradas no ramo, pouco se importava. Ela amava cantar. Por isso, continuava com sua cantoria sem se preocupar com nada além da liberdade que sentia.
Era quinta-feira à tarde e a voz de ecoava pelo quarto junto com a da cantora IU. A voz desafinada da jornalista sobressaia à voz doce da cantora que, ao contrário dela, sabia cantar lindamente, alcançar notas e aquecer o coração de quem ouvia sua voz sempre tão suave. Os latidos de Tony, o labrador que tinha dois anos, pelos claros e possuía o mesmo nome da mente brilhante por trás do icônico Iron Man, se juntavam as vozes da dona e da cantora. Ele latia porque era capaz de sentir a felicidade daquela que o levou pra casa após encontrá-lo abandonado na rua.
gritou e deu pulinhos de felicidade quando a voz de IU deu lugar para a sua canção preferida: She Is de Jonghyun. Largou o pincel que a ajudava na tarefa de colar pedaços de manchetes de jornais em uma das paredes, e segurou nas patas do cão que ficou em duas patas com o corpo peludo próximo as pernas da dona. Esquecendo-se da decoração que estava fazendo e se preocupando apenas em aproveitar a música como se fosse a última vez que a escutaria.
O quarto que decorava não era grandioso ou até mesmo do tamanho da suíte mediana do apartamento. Entretanto, comportava muito bem uma mesa para o computador, a cadeira, algumas prateleiras de livros e alguns itens de decoração que comprara e em breve organizaria por ali.
A ida de para aquele apartamento que ficava no centro da cidade e perto da edição do jornal em que trabalhava tinha acontecido há três semanas. Por isso, era normal que ela ainda estivesse se adaptando e colocando as coisas do seu jeito. Dando seus toques ao lugar que a cada item novo de decoração, caixa desfeita, ganhava mais a identidade de sua mais nova moradora.
No,no,no, baby…
– Você vai derrubar ele.
A voz masculina soou por cima da cantoria de e dos latidos de Tony, interrompendo e assustando um pouco a mulher que parou a dança espontânea e olhou imediatamente para a porta. sorriu ao ver o dono da voz. Ela sempre sorria ao ver , e seus lábios sempre repuxavam um pouco mais ao perceber que a felicidade que sentia ao ver o namorado, era recíproca. Ele sempre sorria ao vê-la também.
– Vocês vão cair – avisou mais uma vez, apontando para a namorada que ainda segurava as patas do cachorro. riu quando Tony se balançou o suficiente para que fosse solto e pudesse correr até o dono que sempre lhe dava um pouco de comida humana, além de muitos carinhos, passeios ao ar livre, banhos na banheira e brinquedos legais. – Ei, garotão. – Alisou o pelo bem tratado do labrador, abaixando-se para ficar na altura do focinho gelado e receber lambidas empolgadas de boas-vindas.
– Chegou cedo – apontou ela, indo até o celular para diminuir o volume da música que gostava tanto, mais tanto, que se recusava a pausar ou tirá-la sempre que a ouvia.
observava dar carinho para Tony que sempre parecia morrer de saudades dos donos quando ficavam longe dele, como se qualquer minuto longe deles fosse o fim do mundo para si. No entanto, quando Tony demonstrava animação demais ao ver , não o julgava. Sendo sincera, também sentia que qualquer minuto longe de era difícil.
– Conseguimos terminar a coreografia, finalmente – compartilhou a satisfação que sentia após, finalmente, conseguir passar a coreografia feita por si para o novo grupo com que trabalharia pelos próximos meses.
era coreografo recém-formado na faculdade, mas com experiências o suficiente para dar a ele algum crédito no mercado antes mesmo da conclusão do curso. A faculdade veio apenas para oficializar o que já sabia: Que era bom na dança. Alguns diziam que ele tinha “pouca idade” para saber tanto ou ser tão bom, e apesar de sempre ter precisado se esforçar um pouco mais para mostrar sua capacidade profissional e mostrar que “pouca idade” não quer dizer nada, gostava de quando era, hm, desafiado. Em sua opinião, não havia nada mais satisfatório no mundo do que arrancar suspiros e aplausos de admiração daqueles que sempre duvidavam de si antes que ele pudesse demonstrar do que era capaz. Suspiros e aplausos que sempre, sempre, se transformavam em apertos de mão com contratos fechados.
– Parabéns! – sorriu orgulhosa do namorado, sabendo e acompanhando de perto quanto tempo e esforço colocou na criação da coreografia e como estava sendo difícil repassá-la para os garotos do grupo. e sempre compartilhavam tudo sobre seus trabalhos, pensamentos, sentimentos, aflições e todo o resto – mesmo que não entendessem tão bem a área do outro, ela jornalismo e ele dança, mas no final sempre acabavam aprendendo algo e admirando ainda mais o profissional que o outro era. – Quando vai ser a gravação do clipe?
– Começamos amanhã à tarde. Então, devo chegar tarde em casa pelos próximos – avisou, abraçando tão logo ela se aproximou dele. Os braços de circularam a cintura dela, permitindo que as mãos repousassem nas costas cobertas pela camisa que conhecia tão bem. Afinal, aquela camisa azul escura era sua. – Qual o objetivo? – perguntou curioso sobre a decoração do quarto que ele sabia que seria transformado num pequeno escritório para .
– Eu vi no Pinterest, achei legal e ‘tô copiando – assumiu sem culpa, sorrindo, com as mãos fazendo uma massagem superficial nos ombros do namorado.
riu com a explicação. E trouxe a atenção dele de volta para si quando ficou na ponta dos pés e roubou um beijo dos lábios dele. Ela sorriu quando o namorado a olhou e a beijou.
Poucas coisas na vida deixavam sem palavras, sem saber como explicar tudo o que sentia e que acontecia dentro de si. Sempre foi muito boa em dar seu ponto de vista sobre muitas coisas, qualquer assunto. Descrever tudo com muitos detalhes, fazer com que enxergasse e concordassem com sua visão sobre qualquer coisa, mas… Mas desde que o conheceu e começou a se relacionar com , as palavras pareciam se perder. Ele a deixava sem palavras, muito facilmente. Principalmente, a respeito do que ele fazia com ela. Do que a fazia sentir.
conseguia dizer apenas que era, sem sombra de dúvidas, o melhor ser humano que ela conhecera em toda sua vida. Apenas isso. Ela não sabia explicar com exatidão o que sentia quando ele a olhava, a tocava, a beijava. só entendia o básico: que ela sentia amor.
Era amor o que ela sentia quando a olhava, quando conversavam sobre tudo ou nada ao mesmo tempo e ele conseguia fazer com que tivesse outra visão a respeito de tudo. Era amor que sentia quando o pegava a observando em silêncio, e ele sorria quando era pego no flagra. Era amor que aquecia o coração da jornalista quando estava tão perto ou quando estava longe e ainda assim arrumava um jeito de se fazer presente; fosse com ligações pela manhã para desejá-la um bom dia, mensagens durante o dia, flores enviadas ou o jantar comprado no restaurante preferido dela. Era amor que causava um arrepio gostoso por todo o corpo de quando a tocava. Era amor que agitava o estomago dela e a fazia pensar que a vida era muito mais fácil porque estava consigo. Era amor que ela sentia quando ele a beijava. não sabia descrever tudo o que lhe causava e duvidava muito que um dia fosse capaz, mas ela tinha certeza: era amor. O amor em sua forma bruta. O mais puro e verdadeiro amor.
– Eu trouxe uns pedaços daquela torta que você gosta, estão lá na geladeira – avisou com os lábios encostando aos de , o olhar logo capturando o sorriso grande da mulher que o amava um pouco mais toda vez que era mimada. Ou seja, todos os dias.
– Você é o melhor namorado do mundo!
– Eu sou o único que você tem – rebateu com ironia com dificuldade, uma vez que segurava em seu rosto e dava beijos em sua boca um atrás do outro. – Certo?
– Talvez – piscou, brincando com que riu e tentou segurá-la, tentou. escapou do namorado e correu para fora do quarto, enquanto ria, e encontrou com Tony no meio do caminho a cozinha. Ela quase caiu quando o labrador passou entre suas pernas, por isso ouviu um grito de “cuidado!” de que a seguia e só foi em direção ao quarto para tomar banho após ver abrindo a geladeira enquanto brigava com Tony – algo sobre o cachorro não poder comer o que ela iria pegar.
respirou fundo ao vê-la brigando com Tony, que nunca entendia que a dona, ao contrário do dono, não o daria comida humana. E puxou mais um pouco de ar quando tocou no bolso detrás da calça que usava, e sentiu superficialmente o objeto que guardava com tanto zelo desde que o comprou, na hora do almoço.
Assim como , também não sabia explicar o que sentia por ela, ou o que ela fazia consigo, mas sabia o que era aquilo que o deixava formigando por dentro. Era amor. E por ser amor, ele sentia aquela grande necessidade de dar com todos os passos que o amor pedia.

O aquecedor da casa estava ligado, as janelas fechadas e mesmo assim sentia frio. Por isso, ela usava um conjunto de moletom que não era seu e estava enrolada numa coberta grossa enquanto estava no sofá da sala, esperando pelo namorado para que assistissem a um filme que ainda não tinham escolhido.
Enquanto o esperava, gastava o tempo mexendo nas redes sociais e conversando com as amigas no grupo que tinham no aplicativo de mensagens. Quando finalmente voltou para a sala depois de ter tomado banho, ainda ria do ultimo áudio enviado por que, aparentemente, tentou imitar um rugido e não obteve muito sucesso, uma vez que respondeu com “amiga, eu só ouvi um chiado”.
– Amor, ouve! – pediu ao namorado que cheirava a sabonete e xampu. – tentou imitar um rugido e-
– Eu preciso te falar uma coisa – a interrompeu quando a beijou de repente. – E fazer uma pergunta. – completou, sentando-se ao lado de que o olhou confusa e curiosa.
– Aconteceu alguma coisa? – questionou olhando para o namorado recém-saído do banho, analisando o rosto de atrás de alguma dica do que ele queria falar ou perguntar. Não encontrando nada além de uma expressão um pouco desconhecida por si. Ok, alguma coisa tinha acontecido. – O quê?
– Eu vi um acidente hoje – respondeu após segurar a mão de , colocá-la entre as suas. – A caminho do estúdio. Um homem foi atropelado por outro carro e o motorista fugiu sem prestar qualquer tipo de ajuda. Tinha uma moça com ele. Ela estava chorando e gritando que ele estava desmaiado e que precisava de socorro.
– Meu Deus… – suspirou surpresa com o relato, sentindo pelos envolvidos. Por todos. Os olhos de permaneceram no rosto de até que ele sorrisse pequeno e fosse o sorriso dele o foco de sua atenção. Ela o conhecia.
era tão claro como a água quando diante da mulher. E mesmo que ela ainda não soubesse descrever com exatidão a expressão que viu no rosto dele quando ele chegou à sala, ainda sabia dizer o que sentia por conta do acidente. Por isso, não foi difícil saber que o namorado havia ficado mexido demais com o ocorrido. podia parecer frio ou serio demais para algumas pessoas, principalmente a primeira vista, mas ele não era nada disso e sabia muito bem disso. Então, ela sabia muito bem que aquele brilho fosco no olhar dele indicava que, mesmo não tendo sido ele o causador do acidente, estava triste. – O que você fez?
– O levei ao hospital mais próximo – recordou. Observou se aproximar um pouco mais de si e sorrir. – Ele foi direto para a sala de emergência. Eu quis ter ficado mais, mas eu já estava atrasado e precisavam de mim no estúdio e-
– Eu tenho certeza de que a sua ajuda foi tudo que aquele homem e aquela mulher precisavam naquele momento, e que eles serão eternamente gratos a você – o interrompeu, tocando a pele quente do rosto do namorado antes de passar a mão pelos cabelos dele e colocá-los para trás, tirando-os dos olhos de . se negou a deixar que diminuísse a ajuda prestada. Ele havia sido útil, muito útil, e mesmo que não gostasse de receber elogios quando fazia algo que julgava ser o mínimo, gostava de lembrá-lo que o mínimo para ele poderia o ser o máximo para outros. – Você fez o que o motorista do carro deveria ter feito e não fez: o básico. Você foi incrível.
sorriu e ficou um pouco mais tranquilo quando o segurou pelo rosto com uma mão e beijou os lábios que, pelo aperto no rosto, se transformaram num bico que foi beijado outra vez, outra e outra.
– Eu passei no hospital quando sai do estúdio – continuou. – Ele vai receber alta amanhã de manhã.
– Graças a Deus.
– Toda essa situação me fez pensar em muitas coisas. – Suspirou, apertando e fazendo carinho na mão de que apertou a dele. – Na verdade, aquele casal me fez pensar em muitas coisas – corrigiu, sentindo o coração acelerar em expectativa. – O desespero da senhora Kim ao ver o marido dela naquela situação. Como ela ficou perto dele o tempo todo, atenta a qualquer movimento dos médicos ou enfermeiros, ou como ela rodava a aliança no dedo enquanto esperava e orava por ele. E como ela pareceu um pouco mais viva quando estava ao lado dele no quarto…
– Own, você ficou comovido, amor – brincou e riu quando bagunçou o cabelo dela. – Quer chorar? – perguntou rindo um pouco mais ele pediu que ela calasse a boca.
– Eu pensei em você – declarou, fitando que o olhava de volta: – Pensei no que eu faria se fosse você no lugar do senhor Kim e eu no lugar da esposa dele. Se eu teria forças pra pedir ajuda ou se eu sairia correndo até o hospital com você em meus braços. Mesmo sabendo que, muito provavelmente, você reclamaria quando acordasse porque você é chata, já fez curso de primeiros socorros e me diria que não se deve correr com alguém acidentado nos braços. – Apesar de estar um pouco emocionada com as palavras de , não conseguiu segurar a risada e estapeá-lo de leve com a mão livre. – Eu pensei em te ligar pra ouvir a sua voz e ter a certeza de que você estava em segurança, que nada tinha te acontecido – continuou, apertando a mão dela que ainda era segurada pelas suas. Tendo a certeza de que estava ali, bem, com ele. – Não era você no lugar do senhor Kim, mas eu senti medo apenas com a possibilidade de ser.
– Amor… – suspirou, puxando a mão dele para trás de si quando decidiu que aquele era o momento perfeito para abraçá-lo. acabou sentado no colo de , circulando a cintura dele com suas pernas enquanto os braços dele estavam em volta de sua cintura, a puxando para perto. – Eu estou bem. Estou aqui. Eu não sou o senhor Kim. Eu não fui atropelada ou ferida. E se um dia isso acontecer, eu sei que vou ter você ao meu lado, vou ter os seus cuidados e tudo vai ficar bem – afirmou, olhando-o nos olhos, passando as mãos pelo rosto e cabelos do namorado, sorrindo diante do olhar dele. – Eu estou bem – repetiu quando encostou sua testa a de , tocando a ponta do nariz ao dele que sorriu pequeno. – Está tudo bem, com nós três. Eu, você e Tony, que deve estar lá no quarto deitado na cama como se fosse dele – riram juntos. – Você podia ter me ligado hoje. Ok que eu iria reclamar do meu chefe que estava especialmente insuportável hoje, mas receber uma ligação sua e ouvir sua voz seria o auge do meu dia. Como sempre é. Ai você ficaria encantando com a minha doce voz, como sempre, e…
– Ah, claro, com certeza – brincou de volta, rindo e se sentindo melhor ao ter a mulher que amava em seu colo, em seus braços, tão perto de si.
sempre ficava melhor quando estava por perto, tão perto, especialmente depois de um dia tão agitado e reflexivo para si como aquele havia sido.
Esperava tê-la daquele jeito em sua vida por muito mais tempo.
– Você foi incrível, uh – penteou o cabelo dele para trás com os dedos, deixou um beijo nos lábios que pareciam irresistíveis para si. – Eu tenho muito orgulho de você. Sempre. Não duvide disso nem por um segundo, nunca.
não era muito adepto a receber elogios e nem sabia como reagir quando os ouvia, não sabia ao certo se era por pura timidez ou alguma assim. Mas, ainda assim, ele amava quando era quem o elogiava e dizia palavras doces para e sobre ele. Amava ser reconhecido por ela; a pessoa com o coração mais bonito que ele já conhecera em sua vida. Receber um elogio de era diferente dos demais. sentia como se estivesse no caminho certo de sua vida. Como se estivesse fazendo tudo certo, vivendo bem.
Antes que perdesse a coragem que reuniu durante o dia, desistisse do que tinha preparado ou se perdesse no cafuné e beijos que recebia, continuou:
– Eu pensei em me casar com você.
Ele quase riu da expressão que tomou o rosto de quando ela se afastou para encará-lo, quase.
– O quê? , não é por quê…
– Eu já pensava nisso há um tempo, na verdade – a interrompeu antes que entendesse errado; antes que ela pensasse que ele só queria se casar com ela agora porque ficou comovido com o casal que conhecera mais cedo. – Eu só não sabia quando seria o momento certo pra te pedir em casamento, se estamos na fase certa pra isso ou se deveria esperar por mais três anos de namoro. Mas, eu penso nisso há um tempo e eu te garanto que o que aconteceu hoje, o que eu vi hoje, só me ajudou a ter coragem para agir sobre algo que já existia dentro de mim. Me casar com você não é um pensamento distante, nunca foi.
– Você está me pedindo em casamento ou dizendo que vamos nos casar um dia? – perguntou confusa, sentindo o corpo tremer por dentro junto com o coração que batia forte.
– Eu estou te pedindo em casamento e dizendo que vamos nos casar um dia, se você aceitar – respondeu sorrindo, soltando para que pudesse se esticar um pouco e pegar a caixinha de veludo azul que deixou escondida no canto do sofá atrás de si. – Eu não vou me ajoelhar porque isso não seria um pedido nosso e sim dos filmes, e você provavelmente iria filmar e rir de mim depois – afirmou, ganhando um sorriso e um aceno positivo da namorada. abriu a caixa exibindo o lindo solitário branco para que tinha os olhos brilhando com lágrimas. – Mas, aqui está. Eu te amo, . E é exatamente esse amor que eu sinto por você que me faz querer casar com você. Que me faz querer viver todos os passos e todas as fases que constroem uma história de amor ao seu lado.
– Ai meu Deus! ! – gritou com as mãos ainda cobrindo os lábios, lágrimas já molhavam a face que era a mais bonita de todas de acordo com . – Eu nem sei?!
– Não sabe se quer se casar comigo ou se me ama? – perguntou ansioso, nervoso, mas rindo dela que o estapeou.
– É claro que eu te amo, idiota! Amor, olha pra mim – pediu quando já segurava o rosto dele com ambas as mãos. – Você tem certeza? – perguntou querendo ter certeza, olhando fixamente nos olhos escuros que escondiam a alma mais linda que conhecera.
– Sim – respondeu baixo, como sempre fazia quando queria dizer a namorada algo que só os dois precisavam saber. Especialmente quando queria que entendesse que era ela quem realmente importava para ele. Apenas ela. – Aceita se casar comigo?
– Todos os dias da minha vida – o respondeu sorrindo, com lágrimas molhando seu rosto e dando um gosto salgado ao beijo que deu no namorado-agora-noivo em seguida. – Nós vamos casar! – sussurrou contra os lábios de que já a abraçava de volta e a apertou contra si. – Eu te amo tanto, tanto.
– Eu te amo ainda mais – prometeu, deixando um beijo rápido na boca de antes de beijar todo o rosto dela.
colocou o anel no dedo anelar da mão esquerda de , sabendo que aquele pedido de casamento representava um passo grande no relacionamento. Um passo que mal podia esperar para dar e viverem juntos. Mas sabendo, tendo a certeza, que sua história de amor com fora iniciada há muito tempo, logo quando se conheceram. Ou muito antes de se conhecerem. E não havia um dia de sua vida que não agradecesse aos céus, ao destino ou a quem for que cuida de tudo isso, por ter escrito a história deles dois no mesmo livro.
Ele a amava. Ela o amava. Eles se amavam.
E mesmo que e não soubessem explicar o que sentiam, eles sabiam que era amor. Pois só o amor, em sua forma bruta e sincera, seria capaz de explicar tudo o que existia dentro de cada um deles. Apenas o amor. O amor deles.
O amor que em breve seria compartilhado com seus familiares e amigos numa cerimônia de casamento, mas essa já é outra história…

FIM.

30 de dezembro de 2020.