Namorado?

Namorado?

  • Por: Marjorie
  • Categoria: Anime
  • Palavras: 2316
  • Visualizações: 134

Sinopse: Qualquer cara que pensasse em namorar sua princesinha era melhor ter coragem, porque Vegeta não estava deixando ninguém se aproximar de sua filha.
Gênero: Comédia
Classificação: Livre
Restrição: One Shot
Beta: Thalia Grace

 

Namorado?
O garoto no sofá não parava de se contorcer e Vegeta sentiu o triunfo dentro de si. Ele manteve seu sorriso escondido, um olhar gelado se formando sombriamente no adolescente de dezesseis anos que estava quase suando de desconforto. Ele também faria se estivesse na mesma situação. Cada pergunta lançada contra o rapaz com tanta severidade que faria qualquer um tremer.

Tinha que admitir, porém, o moleque tinha coragem. Ele não tinha fugido, se desculpando por ter acabado de se lembrar de que tinha que fazer algo, qualquer coisa.

Por falar em… Bra Briefs, de dezesseis anos, estava sentada ao lado do garoto em questão, com os braços cruzados sobre o peito e um olhar ameaçador apontado diretamente para o pai, o qual ignorava o olhar. Era muito parecido com o da mãe e eles sabiam que ele teria recuado em pouco tempo.

— Em que série você está? — Vegeta perguntou, sua voz calma, mas sua expressão cuidadosamente mascarada da maneira mais sombria possível.

Goten, pigarreando e olhando para a namorada: — Eu e Bra estamos no ensino médio.

— Bra e eu. — ela corrigiu automaticamente. Em vez de ficar chateado, Goten simplesmente sorriu. De uma maneira muito reminiscente de Vegeta quando ele se apaixonou por sua esposa. Seus olhos se afinaram e sua boca franziu.

— Média de notas? — ele perguntou rispidamente.

— Pai! — sua filha gritou alto e ofendida.

Vegeta deixou a pergunta passar: — Você gosta da escola, moleque?

— Está… tudo bem. — Goten respondeu com um leve encolher de ombros. — É obrigatório, eu acho. — ele sorriu, mas fico feliz quando a campainha toca.

— Você pratica algum esporte?

— Estou no time de beisebol.

— Você toma esteróides? — o mais velho se inclinou para frente, os olhos penetrando no homem mais jovem. — Muitos jovens usam hoje em dia. Músculos fáceis e rápidos, rápidos…

Goten balançou a cabeça abruptamente.

— N-não! Eu nunca. Isso é ilegal, para não mencionar estúpido.

— Isso é ridículo. — Bra murmurou irritada.

— Eu acho que isso é muito importante, Bra Briefs. — Vegeta voltou, olhando-a seriamente.

A garota apertou a boca, embora odiasse que seu pai tivesse revelado seu nome completo, ela permitiria que o pai continuasse. Seus olhos, no entanto, disseram-lhe espere até a mamãe chegar em casa.

Vegeta escolheu ignorar o aviso dela.

— Você está chamando alguns de seus colegas de equipe de idiotas, cara? Isso não é muito bom espírito esportivo.— Vegeta provocou.
— O quê? — o rapaz quase engasgou, passando a mão pelos cabelos escuros nervosamente. — Não! Ninguém da minha equipe faz essas coisas!

— Como você pode ter certeza? Já te ofereceram? Você já viu isso ser feito? Você usa drogas, garoto? — Vegeta jogou todas as suas palavras cuidadosamente escolhidas e seu tom de voz.

— Eu…..eu não. — Goten suspirou, olhando em volta frustrado. — Olha, eu não uso drogas e nenhum dos meus amigos usa. Quero dizer … quero dizer … — ele suspirou. — Eu experimentei uma vez, ok? Mas eu não gostei e nunca mais fiz isso! — ele admitiu, os olhos arregalados com sinceridade.

— O que você acha da minha filha? — Vegeta perguntou, recostando-se na cadeira levemente, com a mandíbula apertada de uma maneira ameaçadora.

Goten piscou descontroladamente, obviamente surpreso com a virada surpresa do assunto: — Eu … Bra é ótima! Ela é … Ela é bonita.

— Então você gosta dela pela aparência? — Vegeta interrompeu. — Ela é apenas um rosto bonito para você?

— O que? Claro que não. Quero dizer, sim, ela é gostosa—… quero dizer linda! Ela é realmente… — ele suspirou, levantando as mãos para cobrir o rosto. — Sua filha é inteligente, legal e muito engraçada. — ele murmurou.

— Pai, acho que é o suficiente. Você não vê que o está envergonhando? — Bra meio que gritou, os braços cruzados sobre o peito e as bochechas avermelhando-se como o rosto de sua mãe quando estava ficando irritada.

— Só mais algumas perguntas. — disse o mais velho. — Então você namora muito, garoto?

— Não. Na verdade não. Quero dizer … quero dizer, tive alguns encontros, eu acho. — respondeu ele, suspirando enquanto deixava as mãos caírem.
Tão derrotado, Vegeta notou. Era mais fácil do que ele esperava. Logo surgiria a notícia de que, se alguém quisesse namorar a sua princesinha, eles teriam que enfrentar o homem mais assustador e implacável do mundo.

Vegeta olhou para o relógio na parede e franziu a testa. A esposa dele estaria em casa em breve e ela certamente teria algo a dizer sobre o interrogatório em andamento. Ele não estava pronto para ver sua filhinha entrar no mundo do namoro e esse era o único plano que ele poderia apresentar em pouco tempo.

Bra jogou a ideia de que queria sair com esse cara naquela manhã e quase pulou para pegar o ônibus para a escola antes que seu pai conseguisse dizer a ela que queria encontrá-lo antes que qualquer namoro não supervisionado. De mau humor, ela concordou e aqui estavam eles.

— Você ainda é virgem? — Vegeta perguntou abruptamente.

Goten engasgou com a saliva, o rosto ficando vermelho e um ataque de tosse entrando em ação bem na frente deles.

— Pai! — Bra gritou, olhando para o pai. — Isso foi totalmente desnecessário! Isso é completamente privado e é obsceno que você pergunte isso a ele! Você mal o conhece! Este não é um encontro amigável, é um interrogatório e tem que parar! Agora! — ela gritou, balançando a cabeça. — Mamãe nunca deixaria isso acontecer! No segundo em que ela chega em casa…

— Sua mãe concordaria que deveríamos conhecer qualquer garoto antes de você sair com ele. — Vegeta respondeu calmamente.

— Isso não é apenas um simples encontro e cumprimento, pai. Você está fazendo ele sofrer só porque não está pronto para me deixar crescer. Eu sou uma mulher, eu posso …

Ele franziu a testa: — Você tem dezesseis anos, Bra. Você mal é uma mulher!

Seus vívidos olhos azuis se fecharam e ela beliscou a ponta do nariz, murmurando baixinho, como a mãe fazia quando tentava controlar seu temperamento antes de explodir.

— Pai, — disse ela em um sussurro duro. — entendo que você está cuidando de mim, mas tenho idade suficiente para tomar minhas próprias decisões. Eu gosto do Goten e ele gosta de mim e você… Bem, você só vai ter que superar isso. — ela se levantou do sofá, pegando sua bolsa. — Nós terminamos aqui?

— Assim que Goten responder à pergunta. — ele respondeu teimosamente.

Os olhos dela se arregalaram e os dentes rangeram: — Papai…

— É pegar ou largar. Ele pode responder ou você pode ficar aqui e assistir TV comigo. — ele respondeu quase alegremente.

— Uh, Sr. Vegeta, eu realmente não, hum, me sinto confortável, er, falando sobre isso, uh, na frente de… — o garoto suspirou, os olhos se virando loucamente enquanto ele se mexia desconfortavelmente.

— Cale a boca, Goten. Você não precisa responder.

— Isso não é educado, Bra. — Vegeta repreendeu, os olhos postos em sua filha enquanto eles se encaravam.

Ela bufou, erguendo a sobrancelha azulada.

— Você quer falar comigo sobre educação?

Vegeta suspirou: — Estou simplesmente cuidando do seu bem-estar. Você tem dezesseis anos. Você mal conhece esse garoto melhor do que eu. Como você pode ter certeza de que ele é digno de confiança?

— E perguntar se ele é virgem vai decidir isso? — ela perguntou, sua voz aumentando em tom.

— Isso prova se ele tem ou não senso suficiente para namorar você.

— Então, o que, se ele sentiu que estava pronto para fazer sexo antes de me conhecer, isso o torna indigno? Ou se ele cometeu um erro e depois percebeu que não estava pronto, ainda não é digno? Ela balançou a cabeça. — Não importa o que ele diz, porque no final você vai decidir que ele não é bom o suficiente.

— Bra, Vegeta suspirou, seus ombros caindo um pouco.

Ela balançou a cabeça.

— Goten é um cara legal e eu conheço um quando o vejo, certo? Ele é inteligente e engraçado e gosta de mim, não pelo meu nome ou porque ele quer fazer sexo comigo! — Vegeta se encolheu. — Ou nada disso! Ele não usa drogas, não trapaceia e raramente jura. Algo mais? Você quer uma amostra de DNA? Uma verificação de antecedentes criminais? O que?

Uma porta se fechou a distância e Vegeta infelizmente viu triunfo nos olhos de sua filha.

— MAMÃE! — ela gritou.

— Bra! — seu pai disse em um tom silencioso.

Vegeta fez uma careta.

Quando Bulma entrou na sala, ela franziu a testa para a cena diante dela. De um lado estava Vegeta e do outro lado estava um jovem nervoso, que estava se afastando da imagem bastante intimidadora que o marido fazia na poltrona em que estava sentado. Parado ao lado dele, os ombros apertados e a mão segurando a bolsa, estava à filha que parecia pronta para derrotar o homem na frente dela até que ele implorasse perdão.

— O que está acontecendo? — Bulma perguntou, os olhos afinados com curiosidade.

— Nossa filha aqui estava apenas me apresentando a seu novo amiguinho. — explicou Vegeta.

Tirando o casaco, Bulma colocou sua bolsa na mesa ao lado dela antes de entrar na sala de estar. Ela estendeu a mão para o jovem preocupado no sofá.

— Goten, não é?

Ele assentiu, sorrindo para ela levemente e apertando a mão dela: — Prazer em conhecê-la, Sra. Briefs.

— Por favor, me chame de Bulma. — ela disse, sorrindo.

Ele assentiu, relaxando um pouco.

— Alguém quer me dizer o que realmente está acontecendo? — ela perguntou com um tom sério e sem deixar espaço para desculpas.

— Só estou tentando conhecer o garoto um pouco melhor. — explicou o marido, encolhendo os ombros levemente.

Cruzando os braços, Bulma foi até o marido, uma sobrancelha levantada interrogativamente.

— Vegeta?

Ele franziu a testa, levantando-se da cadeira para ficar pelo menos meio metro mais alto que sua esposa.

— Foi inofensivo. — ele disse, com o queixo ainda tenso. — Ela tem apenas dezesseis anos. — ele murmurou mais baixo, para que apenas ela pudesse ouvi-lo.

Erguendo-se na ponta dos pés, ela colocou os braços em volta do pescoço dele.

— Ele é um garoto de dezesseis anos que acha que sua filha é a garota mais bonita do planeta. Ele ficará feliz em apenas segurar sua mão. — ela esfregou o queixo com a testa. — Se você não confia nele, confie em nossa filha, amor. — os dedos dela entrelaçaram seus cabelos, brincando com ele de uma maneira muito relaxante. — Você realmente acha que ela faria algo que você não aprovaria?

— Ela o trouxe para casa, não foi? — ele murmurou, virando os olhos para sua linda esposa.

Ela sorriu para ele brilhantemente, divertida com a resposta dele.

— Pense bem, Vegeta: você não aprova o namoro dela ou simplesmente não quer deixá-la crescer?

Vegeta franziu a testa. Ele odiava quando sua mulher estava certa — o que era frequente — muito frequentemente. Em vez de responder, ele se inclinou para frente e beijou a têmpora da esposa, suspirando em derrota.

— Além disso, — Bulma sussurrou perto de seu ouvido do marido. — papai e mamãe estão fora o fim de semana inteiro. — ela lembrou, a voz sugestiva e baixa. Os braços de Vegeta envolveram a cintura dela, os dedos acariciando suas costas por cima do suéter. Era incomum que eles tivessem o lugar para si, o que, com toda a honestidade, deixava pouco tempo para que desfrutassem da companhia um do outro. As mãos dele deslizaram pelas costas dela lentamente e Bulma sabia que tinha vencido.

— Tudo bem. — disse Bulma, voltando o olhar para Goten e Bra, que estavam sussurrando um para o outro e se aproximando. — O toque de recolher é meia-noite e não mais tarde. Se você se atrasar um minuto seu telefone celular é meu por um mês!

Bra franziu a testa.

— A minha hora de toque de recolher é onze. — ela lembrou honestamente, as sobrancelhas franzidas.

Bulma suspirou, revirando os olhos: — Seu pai não é legal? Dando a você uma hora extra para compensar o interrogatório que ele acabou de fazer com o Goten.

— Entendendo. — Bra assentiu apressadamente. — Oh, certo, sim! Obrigada papai. — disse ela, correndo para beijar sua bochecha e depois abraçar sua mãe brevemente antes de agarrar a mão de Goten praticamente correndo em direção à porta.

Bulma riu, balançando a cabeça um pouco antes de encostar a testa no peito de Vegeta e suspirar.

— A nossa garotinha tinha que crescer um dia. — ela disse a ele.

Vegeta suspirou, apertando os braços ao redor da esposa.

— Tinha que ser tão rápido?

— Ela sempre será sua filha, ela só tem que experimentar a vida do seu jeito. — Bulma lembrou.

Vegeta sabia que Bulma estava certa, mas ainda assim. Ele descansou o queixo no topo da cabeça dela e passou as mãos pelas costas dela suavemente. Ela se sentiu tão suave e flexível contra ele. E a casa estava completamente silenciosa, passando a mão pelas curvas dela, ele deslizou as mãos por baixo da blusa dela e acariciando a pele macia das costa. Ela estremeceu e ele sorriu. Ele adorava que ainda pudesse tirar essa reação dela. Anos de casamento e esse calor ainda era forte entre eles.

— Bem, a casa está vazia, Vegeta, quais são seus planos para a noite? — Bulma perguntou maliciosamente, inclinando a cabeça para trás para olhá-lo através dos cílios baixos, os olhos se enchendo de desejo.

Vegeta sorriu lentamente.

— Deixe-me mostrar a você. — disse ele, puxando-a para mais perto, segurando seu traseiro.

Seria uma noite interessante.