Never Be The Same

Sinopse: Interpretar um super-herói no MCU não era uma tarefa fácil. Um herói tão popular, como o amigão da vizinhança, Peter Parker, menos ainda. Mas para Tom Holland, a tarefa mais difícil de seus dias era resistir as provocações da atriz que interpretava Gwen Stacy ao seu lado, em Spider-Man 2. E para ela, deixar um certo ator britânico de bochechas coradas era o ponto alto de seus dias.
Fandom: Tom Holland.
Gênero: Romance.
Classificação: 18 anos.
Restrição: Cenas de sexo explícito.
Beta: Rosie Dunne.

Capítulo 1
Holland.
Tom Holland desceu do carro e se dirigiu até a entrada do prédio com passos largos. Usava uma calça jeans de lavagem clara, camiseta e boné pretos, que faziam conjunto com os tênis da Adidas que batiam ritmados contra a calçada. Seu melhor amigo e assistente, Harrison Osterfield, seguiu o rapaz quase correndo, tamanha era a pressa de Holland. Estavam atrasados para a primeira reunião com o elenco de Spider-Man 2. O título completo ainda não havia sido divulgado, mas todos sabiam que o filme seguiria os acontecimentos de Homecoming e The Avengers 3 e 4.
E por conta disso, Tom estava extremamente nervoso. O rapaz não tinha conhecimento do roteiro completo de Avengers 4, pois ainda estava gravando cenas para o longa, mas ele pressentia que seu personagem – o amigão da vizinhança, Peter Parker – teria que lidar com sentimentos complicados ao final do filme, que o afetariam permanentemente e teriam uma reverberação em Spider-Man 2. Não que interpretar Peter em Homecoming tivesse sido fácil, mas Tom sabia que quaisquer que fosse o final de Avengers 4, Peter seria fortemente afetado por ele e interpretá-lo se tornaria um desafio ainda maior.
– Thomas, eu avisei ao Jon que ficamos presos no trânsito. – Harrison tentou tranquilizar o amigo, sem muito sucesso, já que Tom não diminuiu o passo até chegar ao elevador do prédio. A reunião seria no décimo andar, então o rapaz teria tempo de normalizar sua respiração e ajeitar as roupas antes de encontrar os antigos e novos colegas de trabalho, dos quais ele não sabia nome e nem sobrenome. Tom, apesar de ser o ator principal do filme, não dispunha de informações privilegiadas, por conta de um único motivo: sua incapacidade de manter a boca fechada.
– Estou ansioso. – Tom explicou, não dando informações que pudessem surpreender Harrison.
– Isso é óbvio. – O outro riu. – Fica tranquilo, cara. Vai dar tudo certo.
– Não tenho tanta certeza. – Tom suspirou. – Eu sou o único que não leu o roteiro inicial. Não faço ideia do que vai acontecer.
– Olha, o Peter já morreu uma vez. Não acho que vá morrer novamente. – Harrison tentou consolar o amigo, novamente não tendo sucesso.
– Eles podem fazer coisas piores do que matar o Peter. – Tom pontuou e Harrison não teve argumentos contra ele. O Universo Cinematográfico da Marvel era algo totalmente imprevisível e todos sabiam. Os acontecimentos de Infinity War eram a prova viva disso.
A porta do elevador se abriu e Tom caminhou até o final do corredor. Harrison ficou na sala de espera e Holland deu duas batidinhas na porta antes de entrar na sala. Jon Watts e grande parte do elenco de Spider-Man: Homecoming já estavam acomodados. Tom identificou Marisa Tomei, Zendaya e Jacob Batalon entre os atores e sorriu aliviado, acenando rapidamente para todos antes de se dirigir a Jon.
– Desculpe pelo atraso. O trânsito está horrível. – Ele disse, se aproximando do homem e o cumprimentando com um abraço rápido.
– Ainda temos uma atriz atrasada, então você não está tão encrencado. – Jon brincou, indicando que Tom se sentasse ao lado de Jacob.
O rapaz deu a volta na mesa e abraçou Marisa e Zendaya, cumprimentando o restante do elenco rapidamente, antes de sentar ao lado de Jacob, que o recebeu com um toque de mãos. Haviam se visto a poucos dias, então não havia necessidade de uma recepção muito calorosa.
– Laura está atrasada? – Tom indagou para o amigo, se referindo a Laura Harrier, que havia interpretado Liz Allen em Homecoming.
– Laura não vem. – Jacob respondeu.
– Como assim? – Tom questionou, confuso.
– Liz Allen foi embora e não vai voltar. – O outro explicou. – Peter vai ter um novo interesse amoroso.
– Quem?
– Gwen Stacy. – Jacob informou.
– Ah, fala sério. – Tom riu. – E quem vai interpretar Gwen Stacy? Todos amam essa personagem. Os roteiristas vão mesmo arriscar colocá-la no filme? – Ele questionou, curioso. – Todos sabem como foi impactante a morte da personagem na franquia The Amazing Spider-Man, com o Andrew Garfield e a Emma Stone. Seria um risco muito grande.
– Jon não quis estragar a surpresa. – Jacob deu de ombros. – Mas creio que seja a melhor coisa a se fazer, mesmo com os riscos. Ninguém conhece Betty Brant o suficiente e MJ ficou muito desgastada por aparecer em toda a trilogia Spider-Man.
– Mas Peter conhece Gwen já na faculdade. Não estaria na nossa cronologia. – Tom argumentou. – E li alguns rumores de que Jéssica Drew apareceria no filme.
– Mas não como interesse amoroso do Peter. – Jacob disse. – Eu acho que Gwen é a melhor opção. Pode não ser a cronologia correta das HQs, mas ainda faz sentido.
– É, pode ser. – Holland deu de ombros. – Só estou nervoso. Avengers 4 está me deixando muito confuso.
– Está gravando bastante? – Jacob indagou.
– Sim. Com o final de Infinity War eu achei que não participaria tanto de Avengers 4, mas pelo visto, Peter tem um papel maior do que eu esperava. – Tom suspirou. – Mas não sei quais cenas vão para o filme e quais estão sendo gravadas apenas para despistar. – Deu de ombros.
– Se você mantivesse a boca fechada, não passaria por isso. – Batalon brincou.
Holland era conhecido como o maior fofoqueiro do MCU. Ele já havia dado tantos spoilers que Mark Ruffalo perdera o posto para ele. Não era uma fama da qual Tom se orgulhava, já que ficava extremamente perdido enquanto gravava por não fazer ideia do roteiro original.
– Infelizmente, eu não sou o Cumberbatch. – Tom disse. – Queria ter esse dom.
Jacob riu e quando estava prestes a fazer um comentário, a porta da sala se abriu e todos voltaram a atenção para a jovem que entrava no local. Tom deixou o queixo cair, enquanto Jon Watts sorria e o restante do elenco mantinha expressões de surpresa idênticas no rosto.
era mundialmente conhecida por seus diversos trabalhos como atriz em filmes aclamados pela crítica. Tinha apenas 23 anos e atuava desde os 5 anos de idade, quando estrelou três temporadas de uma série de drama muito popular na Irlanda, país onde havia nascido. Aos 8 anos, se mudou para os Estados Unidos e desde então, trabalhou com os mais diversos e renomados diretores. Tinha em seu currículo dois Emmys na categoria de Melhor Atriz e dois como Melhor Atriz Coadjuvante. Em 2015, havia recebido um Oscar na categoria de Melhor Atriz Coadjuvante e muitos outros troféus de premiações adolescentes. era a atriz mais bem paga do mundo com menos de 25 anos.
, que bom que conseguiu chegar! – Jon recepcionou a garota, que sorriu e o abraçou.
– Mil perdões pela demora. – Ela disse, sem tirar o sorriso dos lábios. – Meu voo atrasou e acabei ficando uma hora a mais do que o planejado na Itália. Vim com as roupas da viagem, então já peço desculpas por isso também.
– De forma alguma. – Jon disse, simpático. – Está linda, como sempre.
E Jon não era o único a ter aquela opinião na sala. Tom, ainda bastante surpreso com a chegada da atriz, finalmente desviou os olhos do rosto bem desenhado da garota, para os focar nas roupas dela: uma regata preta de alças finas, calça jeans de cintura alta que ficava frouxa em seu corpo e botas de cano curto pretas. A garota trazia uma bolsa pequena e um blazer cinza em mãos e os óculos escuros prendiam seus cabelos loiros para trás. era linda e Tom tinha uma pequena queda pela garota desde… sempre. Assistia todos os trabalhos dela, até mesmo a série irlandesa. Apesar de ela ter apenas 5 anos e não ter muita noção sobre atuação, seu papel era bastante importante e ela havia sido espetacular como Molly Grant.
Jacob cutucou Tom, despertando o garoto do estupor no qual se encontrava. Holland sacudiu a cabeça para os lados, enquanto Jacob ria e debochava dele. O amigo sabia da paixão de Holland por e não perderia a chance de informar Harrison da expressão idiota que Tom mantinha no rosto. Puxou o celular do bolso e digitou rapidamente uma mensagem para Osterfield, enquanto Tom revirava os olhos para ele.
– Pessoal, essa é . – Jon apresentou, mesmo que desnecessariamente. Todos naquela sala conheciam e admiravam o trabalho da mulher. – Ela vai trabalhar conosco em Spider-Man 2.
– É um prazer conhecê-la. – Marisa sorriu para a garota, que se sentou entre ela e Zendaya.
– O prazer é todo meu! – retribuiu o gesto. Abraçou Zendaya com animação, visto que já se conheciam por conta de um trabalho que haviam feito juntas e cumprimentou o restante dos atores com acenos de mão. Pousou seu olhar em Tom e arqueou as sobrancelhas levemente, antes de largar seus pertences em cima da mesa e tirar os óculos do topo da cabeça, os colocando em cima do casaco.
– Você já deve conhecer nosso elenco, – Jon falou para , indicando o restante dos atores sentados à mesa. – E o papel de cada um dentro do filme.
– Sim, é claro. – assentiu. Era fã assumida do MCU e conhecia todos os atores de todos os filmes, mesmo os coadjuvantes.
– Então, alguns de vocês devem estar se perguntando o motivo pelo qual está aqui. – Jon se voltou para o restante dos atores, atraindo a atenção de Tom, que até então, encarava com interesse. – Principalmente Tom, que não faz ideia do roteiro do filme.
– E eu só posso culpar a mim mesmo por isso. – Holland disse, levantando as mãos como se estivesse se rendendo. Todos riram, pois sua fama era de conhecimento geral.
– Isso não é algo que eu possa negar. – Jon riu. – vai interpretar Gwen Stacy, o próximo interesse amoroso de Peter Parker. Nossa narrativa neste filme vai ser um pouco diferente. Peter vai lidar com sentimentos intensos e a paixão por Gwen vai estar inclusa neste pacote.
– Certo. – Tom assentiu, trocando um rápido olhar com .
– Nós iremos discutir os papéis individuais em reuniões pré-definidas por mim. Alguns personagens vão ocupar um maior destaque do que tinham no filme anterior e as coisas precisam estar esclarecidas antes de iniciarmos as gravações. – Jon explicou, recebendo afirmações e acenos de cabeça como resposta. – Começaremos a gravar em um mês, tempo o suficiente para todos se familiarizarem com seus personagens. A estreia do filme é para julho de 2019. Temos uma grande responsabilidade, pois Spider-Man 2 será o primeiro filme dentro do MCU após Avengers 4, que, como todos devem saber, será o maior divisor de águas entre uma fase e outra dentro do universo de super-heróis da Marvel. Tudo vai mudar após Avengers 4 e essa mudança começa conosco.
– E a distribuição dos roteiros? – Marisa indagou.
– Todos, menos o Tom, receberão os roteiros por meio de seus empresários. Acredito que até o final da semana, já teremos enviado os roteiros para todos. Não é necessário, mas volto a destacar: esse roteiro não pode vazar, pessoal. Nós temos uma responsabilidade enorme em nossas mãos e nada pode dar errado. – Watts disse.
– Jon, você havia mencionado que iríamos viajar para gravar na Europa… Já tem a confirmação disso? – indagou, atraindo a atenção do diretor.
– Bem lembrado, , obrigado. – Sorriu para ela, voltando a atenção para o resto do elenco. – Iremos sim viajar para gravar na Europa. Com o roteiro em mãos, vocês entenderão o motivo da viagem. Em um mês, devem estar todos em Nova Iorque. Gravaremos lá por cerca de um a dois meses. Depois iremos para a Inglaterra e por fim, Praga.
– Acomodações ficarão na responsabilidade de quem? – Jacob indagou, curioso.
– A equipe irá disponibilizar apartamentos para vocês, mas aqueles que têm imóveis na cidade, podem ficar a vontade em suas casas. – Informou. – Acredito que seja isso, por enquanto. Manterei contato e os verei em um mês. – Deu a reunião por encerrada no segundo seguinte. Pediu para que Tom e permanecessem na sala, enquanto os outros atores se retiravam e se despediam deles.
– Como eu vou me familiarizar com Peter sem ler o roteiro? – Foi a primeira coisa que Tom perguntou para Jon, assim que a sala esvaziou. – Eu sei que já interpretei ele mais de uma vez, mas as gravações de Avengers 4 estão deixando bem claro, que, seja qual for o roteiro final, Peter vai sofrer muitas mudanças.
– Eu vou enviar as cenas necessárias para Harrison. – Jon explicou, se recostando na cadeira. – Você vai receber um roteiro semanalmente, que Harrison estará encarregado de manter em segurança.
– Nada de roteiros falsos, então? – Tom sorriu. – Estamos evoluindo por aqui. – Bateu palmas, animado.
– Você está se comportando a respeito de Avengers 4. – Jon comentou, dando de ombros. – Acredito que possa te dar um voto de confiança.
– Se eu abrir a boca, o Cumberbatch me esfola vivo. – Holland comentou e Jon gargalhou, voltando a atenção para em seguida.
, durante as gravações do primeiro filme, Tom e Laura ensaiaram as cenas fora do estúdio, para garantir a química entre os personagens. – Disse, enquanto a garota assentia em concordância. -Sugiro que vocês combinem a mesma coisa. – Jon disse, olhando de um ator para o outro. – Não sei como está sua agenda, mas peço que vocês tentem se reunir para passar algumas falas antes do início das gravações.
– Estou livre, Jon. – informou. – Terminei de gravar um filme na Itália e por agora, tenho só Spider-Man pendente.
– Ótimo! – Jon exclamou, animado. – Vou deixá-los a sós, para que combinem os ensaios. Após isso, estão liberados. Vejo vocês em um mês, mas terão notícias minhas antes disso. – Sorriu.
O homem se despediu de ambos os atores e se retirou da sala, deixando um silêncio constrangedor pendendo no ambiente. Tom respirou fundo e fitou a garota, que já o encarava com uma expressão pensativa no rosto.
– Então, podemos marcar esse ensaio para semana que vem. – sugeriu. – Creio que já estaremos com os roteiros.
– Eu estou gravando Avengers 4, então preciso checar com Harrison como está minha agenda. – Tom explicou e a garota assentiu, demonstrando entender o problema do rapaz.
– Ah, sei como é. – Ela sorriu. – Vou te passar meu telefone para combinarmos isso, pode ser?
– Sim, creio ser a maneira mais fácil. – Holland falou. Anotou o número de em seu celular e mandou uma mensagem com um “Hey” para que ela salvasse o dele também.
levantou da cadeira que ocupava e seguiu com Tom para fora da sala de reuniões. Harrison, ao avistar Tom, caminhou para o elevador e apertou o botão que indicava o térreo.
– Só queria dizer que estou muito feliz por trabalhar com vocês. – comentou e Tom a fitou surpreso.
– Eu confesso que estou surpreso. – Ele disse.
– Porque? – Ela indagou, curiosa.
– Bom, você é uma atriz premiada. – Ele deu de ombros. – Trabalha em diversos filmes aclamados pela crítica. E nós trabalhamos para um público mais popular. Existe muito preconceito com os atores de super-heróis. – Holland explicou.
O elevador chegou ao andar em que estavam e eles entraram no objeto, junto de Harrison. Tom os apresentou rapidamente e sorriu para o rapaz, alegando ser um prazer conhecê-lo.
– Mas voltando ao assunto, – Ela disse, chamando a atenção de ambos os rapazes. – Entendo seu ponto. – Sorriu. – Eu mesma ouvi muitas críticas quando aceitei o papel para Gwen. Meu empresário me fez reler o contrato diversas vezes e me apresentou mais de um projeto, para que eu mudasse de ideia.
– E mesmo assim, você quis arriscar? – Tom questionou.
– Sim. – falou. – Eu amo filmes de super-heróis e Spider-Man é meu herói favorito. E eu, particularmente, nunca gostei da Mary Jane da forma como gosto da Gwen.
– Espero que minha atuação não tenha lhe decepcionado. – Tom comentou, em tom brincalhão. sorriu largamente, antes de se aproximar de Tom e beijá-lo no rosto.
– Você de roupa colada não me decepcionaria nem se quisesse. – Ela murmurou, saindo do elevador assim que as portas se abriram, seguindo para fora do prédio com passos rápidos.
Tom, abismado, trocou um olhar com Harrison, que o encarava tão surpreso quanto ele mesmo. O que diabos tinha sido aquilo?

Mais tarde, naquele mesmo dia, Tom estava estudando as próximas cenas que gravaria para Avengers 4 quando Harrison se jogou ao seu lado no sofá, com um tablet em mãos. Tablet esse que Osterfield quase enfiou no rosto de Holland, que xingou alto devido a atitude estranha do melhor amigo.
– Que bicho te mordeu, cara? – Ele questionou, confuso.
– Lê a porra da matéria, Holland. – Harrison disse, bufando em seguida. A lerdeza de Tom às vezes o cansava.
Tom revirou os olhos, pegando o tablet em mãos e iniciando a leitura do artigo postado em alguma revista de fofocas sobre celebridades.
Era um artigo tosco, que falava sobre a reunião do elenco de Spider-Man 2 e comentava sobre possíveis teorias a respeito do roteiro do filme. Tom estava desistindo da leitura quando uma sequência de fotos lhe chamou a atenção. Seu queixo caiu e ele arregalou os olhos. De alguma forma, algum paparazzo havia conseguido fotografar o exato momento em que beijou o rapaz no rosto. E se fosse apenas isso, Tom estaria tranquilo. Mas a droga do ângulo deixava a entender que eles haviam se beijado nos lábios. O artigo questionava sobre um possível relacionamento entre eles, já que não havia sido confirmada no cast do filme e não teria motivos para comparecer a bendita reunião.
– Mas que merda é essa? – Holland indagou, irritado.
– Posso enviar uma nota de esclarecimento. – Harrison sugeriu, tomando o tablet para si novamente.
– Não. – Tom negou. – Só vai colocar lenha na fogueira. É melhor deixar quieto. Esses rumores morrem sozinhos.
– Se você prefere assim. – Harrison deu de ombros, dando-se por vencido. – Mas ainda estou confuso pela atitude dela.
– Se você está, imagina como eu estou? – Tom largou o roteiro em cima da mesa de centro.
– Com muita sorte, ela pode estar a fim de você. – Harrison sugeriu.
Tom encarou o amigo, a incredulidade transbordando em seu olhar. Em seguida, começou a rir alto, sacudindo a cabeça para os lados, considerando aquela ideia absurda.
, o prodígio irlandês, interessada nele? Nem em seus maiores sonhos.

Capítulo 2
.
não era chamada de prodígio irlandês sem motivos. A carreira da mulher era surpreendente e sua atuação, impecável. Ela se envolvia em diversos projetos ao mesmo tempo, sem deixar nenhum de seus trabalhos perderem a qualidade, pelo simples fato de que ela só trabalhava com personagens pelos quais se apaixonava. Nenhum dos papéis que havia interpretado desde que fizera 15 anos, haviam sido escolhidos pela remuneração ou possível sucesso do filme. Antes disso, seus papéis haviam sido escolhidos por seus pais, que por algum motivo que desconhecia, haviam tido alguma sensatez e jamais haviam escolhido papéis estúpidos para ela. Ela não era o tipo de atriz que trabalhava em qualquer coisa, pois sentia a necessidade de se conectar a personagem que interpretaria, e por este motivo, tinha tanto reconhecimento em Hollywood e era tão aclamada pelos fãs, atores e diretores com quem trabalhara.
E até então, nunca havia sofrido críticas em sua carreira, pois nunca havia dado motivos para a indústria cinematográfica duvidar de seu talento. E por este motivo, estava extremamente irritada com todas as críticas que vinha sofrendo desde que teve seu nome divulgado como parte do cast principal de Spider-Man 2.
A mídia estava em cima de , desde o anúncio. Seguiam seus passos fora de casa, monitoravam suas redes sociais e de pessoas próximas a ela… Tudo porque , aparentemente, não aceitaria um papel em um filme como Spider-Man se não estivesse namorando Tom Holland.
Era óbvio que ela não dava a mínima para as especulações sobre sua vida pessoal. Ela não era o tipo de atriz que vivia em função da imagem de sua vida particular e sequer dava-se ao trabalho de desmentir os rumores que surgiam sobre ela. Mas aí os tabloides desvalorizarem uma personagem e uma franquia inteira, sendo que jamais escolheria papéis com os quais ela não se identificasse, apenas porque o filme tinha uma demanda popular, era demais para ela aguentar. Isso a deixava muito irritada, porque sentia que estavam duvidando de sua capacidade de separar sua vida pessoal e seu trabalho. Como se estivessem desvalorizando toda a sua carreira, pela qual ela se empenhava tanto. Insinuando que ela estivesse jogando “tudo” fora por causa de um cara. Como se ela não visse valor na personagem que interpretaria e tivesse sido levada pela opinião de outras pessoas. Como se não tivesse senso próprio de julgamento. estava odiando aquelas especulações.
E a série de tweets que ela havia postado mais cedo naquele dia apenas comprovava o quão irritada ela estava.
bufou, ao ler mais um comentário debochado em resposta aos seus tweets. Bloqueou o celular, jogando o aparelho em cima do sofá e deitando no móvel, fechando os olhos e respirando fundo, antes de iniciar uma contagem numérica mentalmente. Aquela era sua terapia quando não tinha tempo de ir para a academia e utilizar o saco de areia para praticar alguns murros.
– Deixar a irritação tomar conta de você não vai ajudar em nada. – comentou, se jogando ao lado da amiga no sofá, com um pote de pasta de amendoim em mãos. A fotógrafa era vizinha e melhor amiga de a quase dez anos. As duas eram muito próximas, visto que mantinham distância de seus respectivos familiares e sempre estavam presentes para ajudar uma a outra.
– Eu sei. – suspirou. – Mas odeio que julguem meus trabalhos.
– Aquele filme com a Sofia Coppola, em que a mídia caiu em cima de você, te criticando porque o papel era uma “droga” e você só tinha aceitado porque a diretora seria a Sofia, aconteceu a mesma coisa, . – Lembrou. – E você calou a boca deles, porque a personagem foi incrível.
– O problema não é o mesmo. – murmurou, ainda de olhos fechados e controlando a respiração. – De lá para cá, eu provei que escolho meus trabalhos com atenção. Mas agora, eles estão atribuindo minha escolha ao Holland! – Ela exclamou, indignada, fitando a amiga com irritação. – Eu jamais deixaria um homem interferir em minha carreira!
– Eu sei. E seus fãs também. – comentou. – Não é o suficiente?
não respondeu de imediato, desviando o olhar para o teto de seu apartamento.
– Você se apaixonou pelo papel assim que o Jon te enviou a proposta. – ponderou. – E ele nem achou que você daria atenção. Vai mesmo deixar a mídia arruinar isso? Gwen Stacy é seu sonho nerd. – Riu fraco. – Não deixe que eles destruam isso.
fitou a amiga por longos minutos, absorvendo suas palavras. Acabou suspirando, acenando com a cabeça em concordância. – Você tem razão. Não posso deixar esses ratos destruírem o amor que construí pela personagem.
– E em todo caso, é só se manter longe do Holland que eles vão esquecer disso. – encorajou, fazendo sorrir culpada e a morena lhe lançar um olhar duvidoso. – O que foi, ?
– Sobre me manter longe do Holland, não tenho muita certeza quanto a isso. – Confessou. puxou a amiga pelas mãos e a fez se sentar ao seu lado, extremamente agitada.
– O que você não me contou, infeliz?
– Contei tudo. – deu de ombros. – Mas você sabe que eu criei um crush nele desde a aparição em Civil War.
– Ok! – exclamou. – Você também tem crush no Justin Bieber e nem por isso atacou o homem quando se encontraram na Inglaterra.
– Ele namorava na época. – se defendeu. – Em outra circunstância, eu teria flertado.
– Ah, entendi. – riu, soltando as mãos da amiga, em um suspiro aliviado. – Você só quer flertar com o Holland, é isto?
– Bem… – novamente sorriu culpada e lhe lançou um olhar assassino.
! – Exclamou, parecendo ultrajada. – O que você tem em mente? Namorar?
– Não, é claro que não! – riu, como se a simples menção a um compromisso fosse absurda. – Mas eu adoraria um fuck buddy, principalmente, se fosse ele.
encarou a melhor amiga com descrença. Colocou a mão direita na testa da garota, testando sua temperatura e revirou os olhos, afastando a mão da amiga com um tapa.
– Você quer fodas casuais com Tom Holland? – indagou, ainda descrente. – O seu parceiro de cena? O garoto que nem parece que fode, de tão fofo que é? Aquele que solta spoilers dos filmes em que trabalha e fica de bochechas coradas nas entrevistas?
– É. – concordou, com um aceno de cabeça.
se jogou de costas no sofá, suspirando alto para logo começar a gargalhar. – Cara, você é maluca. Você falou com ele o que, duas vezes?
– Três, na verdade. Combinamos nosso primeiro ensaio, aí ele precisou desmarcar e conversamos novamente para achar uma boa data.
– Nossa, que incrível. – A morena debochou. – E só falando com ele pelo celular você sentiu vontade de abrir as pernas?
– Vá a merda. – xingou. Trocaram um rápido olhar e ambas caíram na risada. – Mas falando sério… Acho que seria divertido.
– E exatamente porque você tem essa ideia? – A outra questionou, curiosa. – Ele não é exatamente o seu tipo.
– Eu não tenho um tipo! – retrucou, recebendo outro olhar de descrença. Era difícil ter uma amiga que a conhecia melhor que ela mesma.
– Claro que tem. – revirou os olhos. – E eles normalmente têm corpos malhados, sorrisos sacanas e personalidades de cafajestes.
– Talvez eu tenha um pouco de tipo sim. – A loira cedeu, fazendo pouco caso.
– Holland só preenche um dos requisitos. – lembrou e soube que ela se referia ao corpo do rapaz. – Fora isso, ele é um filhotinho.
– Seria divertido exatamente por isso. – riu. – Eu vou falar sacanagem e ele vai corar e fugir. Ou então, vai corar e me deixar amarrar ele na minha cama, o que vai ser ainda mais divertido. Tem como isso ser ruim? – Ela indagou e estalou os lábios, dando-se por vencida.
– Tem razão. – Cedeu por fim. – Mas não esqueça: perto da cama e longe do coração.
– Você sabe que eu não esqueço disso nunca. – revirou os olhos, colocando-se em pé em um salto.
– Eu sei. Mas você também só sai com canalhas. – comentou. – Holland é diferente.
– Nada vai mudar, . Vamos transar bastante e cada um seguirá seu rumo após a divulgação do filme. – E sorrindo, se dirigiu para seu quarto.
Tinha que encontrar Tom em uma cafeteria dali a duas horas e não poderia se atrasar, já que o rapaz tinha conseguido uma brecha única em sua agenda para que eles pudessem conversar e então, marcar os dias para os ensaios.

A loira usava uma saia jeans de botões, camiseta de banda e botas de cano curto. A bolsa estava pendurada em seu ombro e os óculos escuros postos em seu rosto. Andou pelo estacionamento a passos largos, cuidando o horário em seu relógio de pulso a cada dois minutos. Não estava atrasada e isso era um ponto positivo. Entrou na cafeteria e procurou por Holland com os olhos, encontrando o rapaz sentado em uma mesa ao fundo do estabelecimento. Trocaram um aceno rápido e logo já estava ocupando o banco vago em frente ao garoto.
Tom tinha os cabelos bagunçados e usava jeans e camiseta. As bochechas coradas o deixavam adorável, na opinião de , que abriu um sorriso gigante para o garoto.
– Que bom que pode vir hoje. – Ela disse e Tom sorriu fraco.
– Consegui um dia de folga no set. – O garoto explicou, sem conseguir olhar nos olhos de , fato esse que a deixou bastante curiosa.
– Ah, não queria atrapalhar sua folga. – exclamou, tocando levemente a mão de Tom por cima da mesa. Holland sustentou um olhar surpreso para ela por alguns segundos, focando a atenção no cardápio em seguida.
– Não está atrapalhando nada. – O rapaz sorriu.
– Se está dizendo… – deu de ombros. Pegou outro exemplar do cardápio e soube exatamente o que pediria. Uma garçonete os atendeu e ambos fizeram seus pedidos, voltando a conversar assim que a mulher se retirou. – Já conseguiu ler o roteiro?
– Sim, uma pequena parte. – Tom sorriu, parecendo envergonhado. – Jon não mandou muita coisa e não posso julgá-lo.
– Entendo. – sorriu.
– E você, conseguiu ler?
– Sim, quase tudo na verdade. Faltam algumas cenas finais que Jon ainda não enviou, mas fora isso, estou bem familiarizada.
– Eu não vou te questionar a respeito do roteiro porque não confio em mim mesmo. – Tom comentou, fazendo rir com gosto.
– Você é adorável, sabia? – Ela questionou, tendo a visão das bochechas de Holland assumindo diferentes tons de vermelho.
Aquilo seria muito melhor do que ela havia imaginado e abriu um sorriso gigante ao ter a constatação de que Holland era realmente um cara envergonhado. Nunca havia ficado com um cara tímido e explorar seu lado dominante era um de seus desejos mais árduos. E Tom parecia o candidato perfeito para aquilo, em sua opinião.
– Obrigado, eu acho. – Sorriu sem graça.
– Mas então, até que parte do roteiro você leu? – Questionou, interessada. Apesar de ter tomado a decisão de fazer de Holland seu próximo alvo, ela jamais deixaria o trabalho de lado. Levava muito a sério sua profissão, independente de seus desejos pessoais. Mesmo que um desses desejos estivesse com os cabelos revirados de forma bastante sexy e o lábio inferior preso por entre os dentes, enquanto formulava a frase ideal para responder sua pergunta.
– O começo. – Disse por fim. – Entendi muitas das cenas que estou gravando para Avengers 4. Vai ser bastante complexo interpretar Peter, principalmente porque ele vai estar vivendo intensamente dois sentimentos: a vontade de manter ao Avengers reunidos por conta do luto e a recente paixão pela Gwen.
– Gwen não é menos complexa. – admitiu. – Acho que sem a bagagem que eu já tenho das HQs, seria bem mais difícil interpretá-la.
– Digo o mesmo. – Tom concordou, tendo sua fala interrompida pela garçonete, que depositou seus pedidos na mesa. Ambos agradeceram, antes da moça se retirar. – Apesar de que, a experiência do Peter dentro do MCU é totalmente única.
– Eu ia comentar isso. – murmurou. – Apesar de ele ter interesses amorosos, como pela Liz e agora pela Gwen, a maior motivação dele ainda é ser um Vingador e lutar por aqueles que não podem se defender.
– Exato! – Tom sorriu, animado. – As outras duas franquias focaram totalmente na morte do tio Ben e nos interesses amorosos. Tanto que Jon não vai usar MJ pelo desgaste da personagem na franquia Spider-Man.
– Eu fiquei surpresa por ele inserir a Gwen. – falou. – Mas era a melhor escolha. E sou grata demais pelo papel para questionar as escolhas de Jon. – Ela riu e Tom a acompanhou.
– Jon é genial. – Holland comentou. – Sei que você já trabalhou com diversos diretores renomados, mas a experiência no set de Spider-Man é única. Somos uma família, para ser bem sincero.
– Vivi essa experiência apenas uma vez, em um filme da Sofia Coppola, então estou animada para fazer parte disso. – afirmou, bebendo seu café em seguida. – Os outros sets em que trabalhei, normalmente eram sérios demais. Muito atores famosos com complexo de superioridade. – Deu de ombros, sorrindo tristemente.
– Você não vai chegar a ter a experiência completa que é gravar para Avengers, mas Spider-Man é igualmente único. – Tom sorriu para a garota, de forma reconfortante.
– Tenho certeza que sim. – Assentiu com a cabeça, em concordância. – Mas se você só leu o começo, não pegou bem a essência da relação entre Peter e Gwen, não é?
– Não, infelizmente. – Tom suspirou. – Jon não me mandou muita coisa e também estive gravando durante toda a semana e não tive tempo nem para comer direito.
– Podemos conversar sobre isso, se estiver tudo bem para você. – sugeriu.
– Seria ótimo. – Tom concordou. – Até para podermos marcar os ensaios de uma vez.
Então se pôs a falar a respeito da relação de Gwen Stacy e Peter Parker. Contou desde a maneira como os personagens iriam se conhecer, até as cenas finais que ela tinha lido. Pelo que tudo indicava, o romance entre os personagens iniciaria nesse filme, para então se desenrolar no próximo. A dúvida que ficava dizia a respeito da morte de Stacy: seria chocante como na franquia The Amazing Spider-Man ou Jon faria mudanças para o destino da amada personagem? não tinha as respostas para aquela questão e Tom muito menos.
– Podemos marcar para a semana seguinte, o que acha? – Tom sugeriu, checando com Harrison por mensagens sua agenda da semana. – Eu tenho gravações na quarta de manhã e de noite, mas a tarde está livre.
– Por mim é tranquilo. – sorriu. – Onde nos encontramos?
– Pode ser no set de Avengers? Facilitaria a minha vida e nos daria mais tempo para ensaiar. Só preciso checar com Harrison a possibilidade. – Tom murmurou, distraído em suas mensagens.
– Você está perguntando para uma fã de carteirinha do MCU, se podemos ensaiar no set de Avengers 4? – indagou, perplexa.
Tom soltou uma risada alta, abandonando o celular em cima da mesa e observou os olhos dele sumirem conforme o sorriso crescia. A vontade de beijá-lo até ficar com a boca adormecida a pegou em cheio e teve que sacudir a cabeça para os lados, em uma tentativa de voltar a focar a atenção na conversa com Holland.
– Eu juro que não sou tão lerdo assim normalmente. – Ele comentou, divertido. – Só um pouco, na verdade. Mas gravei a noite toda e não consegui descansar direito ainda.
– Desculpe mesmo por atrapalhar a sua folga. – falou, sem graça.
– Já disse que não atrapalhou nada. – Tom garantiu. – Mas minha pergunta foi realmente idiota. Óbvio que você não se importaria em ir até o set de gravações.
– Por dois motivos: – levantou dois dedos e Tom a observou com atenção. – Poder, sem querer, encontrar com o Downey Jr. ou o Cevans e segundo, te ver de roupa colada em carne e osso. – Sorriu divertida. – Eu não seria louca de recusar essa oferta.
O sorriso malicioso de apenas contrastou com as bochechas coradas de Holland e para qualquer pessoa que os visse de fora, estranharia aquela situação, pois claramente os estereótipos estavam invertidos. Mas para quem conhecia ambos os atores, poderia supor com toda a certeza, de que aquela situação iria se repetir por várias e várias vezes, enquanto os dois tivessem que conviver e interagir.
– Não sei o que dizer, sinceramente. – Tom murmurou, em um fiapo de voz.
– Apenas agradeça, Holland. – lançou uma piscadela para o rapaz. – Você é gostoso, deveria se acostumar com as pessoas falando isso.
Eles encerraram aquele pseudo encontro quase meia hora depois, com os detalhes para o ensaio acertados e mais informações a respeito do roteiro do filme, para que Tom melhor se situasse e se preparasse para os ensaios. voltou para casa com um sorriso no rosto e uma missão em mente. Ela conquistaria Tom Holland, o tiraria de sua zona de conforto e não pouparia esforços para alcançar seu objetivo: transar com o rapaz.
Sem sentimentos, sem envolvimentos desnecessários, apenas dois corpos suados e respirações ofegantes pós orgasmos. Era aquilo que ela queria e era aquilo que ela teria. Mesmo que tivesse que enfrentar dezenas de bochechas coradas pelo caminho.

Capítulo 3
Holland.
As gravações de Avengers 4 tinham atrasado naquele dia e começado quase uma hora após o horário estipulado. Tom gravara sua última cena da manhã e correra para seu camarim, na esperança de tomar um banho e trocar de roupa antes que chegasse e tivesse a chance de fazer mais comentários a respeito da roupa que o Homem-Aranha usava em combate. Comentários esses que o deixavam extremamente desconfortável e confuso.
Tom Holland não era um cara sortudo, apesar de muitos fatos apontarem ao contrário.
Sim, ele era o ator mais jovem a fazer parte do MCU com um filme solo. Ele tinha uma legião de fãs que apoiavam seu trabalho, dia e noite. Ele atuava em papéis que amava e com atores maravilhosos que lhe davam dicas sobre como aproveitar. Ele era um dos jovens mais influentes da atualidade, mas mesmo assim, não era um cara sortudo, no que dizia respeito as pequenas coisas da vida. Acabava sempre sofrendo algumas derrotas diárias, como confundir o saleiro com o açucareiro, usar pares de meia diferentes ou então, trabalhar com , que adorava soltar comentários que o deixavam roxo de vergonha e sem saber onde se enfiar, mesmo que tivessem se visto apenas duas vezes.
Tom suspirou, ao constatar que já o estava aguardando em seu camarim e não tendo para onde fugir, pois aquele era o único lugar onde ele poderia tomar um banho e vestir suas próprias roupas. Mandou uma mensagem para Harrison, avisando que já havia terminado as gravações da manhã e precisava comer algo antes de ensaiar com .

Harrison
Vou comprar algo no Burger King 01:35 PM
Boa sorte com a 😎 01:35 PM

Você é uma droga de amigo 01:36 PM
Poderia ter entretido ela fora do meu camarim para eu poder tomar banho 01:36 PM

Harrison
Na verdade, sou mesmo 01:37 PM
Um ótimo amigo teria escondido uma câmera apenas para assistir você fugindo das investidas de como um garotinho de 12 anos 01:37 PM

Odeio você 01:35 PM

Holland suspirou, andando mais alguns passos e parando em frente a porta do lugar onde ele normalmente cochilava durante os intervalos das gravações e era seu refúgio de paz. Refúgio esse que havia sido devastado pelo furacão e Tom sabia que após a passagem da mulher, nada seria como antes. Com uma súbita de coragem, girou a maçaneta e entrou no cômodo.
estava sentada no sofá, entretida no telefone, do qual ela desviou a atenção assim que ouviu o barulho da porta. Fixou os olhos em Tom e sorriu com diversão, logo deixando o olhar cair para o corpo do rapaz e o deixando com as bochechas rosadas de imediato.
– Desculpe pelo atraso. – Tom disse, fechando a porta atrás de si. – As gravações atrasaram completamente e só consegui sair agora.
– Tudo bem. – A loira disse, ainda sorrindo. – A visão fez tudo valer a pena.
Decidindo ignorar o comentário, Tom se dirigiu para o pequeno armário que continha suas roupas e pescou algumas peças para vestir após o banho.
– Preciso tirar esse suor do corpo e vestir algo mais confortável. – Avisou, focando os olhos em brevemente. – Harrison não vai demorar a voltar, mas eu também não vou demorar no banho. Espero que não se importe em ficar sozinha mais alguns minutos. – Sorriu sem graça.
– Sem problemas. – deu de ombros. – O Twitter vai me entreter.
Holland acenou com a cabeça, antes de se trancar no banheiro. Despiu o uniforme e aproveitou a água quente por alguns minutos, deixando o stress escorrer pelo ralo, ignorando todos os pensamentos que surgiam em sua mente. Não havia conseguido dormir horas o suficiente naquela noite e já sentia a exaustão tomando conta de si. Talvez não tenha sido uma boa ideia marcar um ensaio com naquela tarde, quando ele precisava tão desesperadamente, cochilar no sofá de seu camarim até a próxima cena que tivesse que gravar.
Vestiu uma calça de moletom preta e uma camiseta azul escura e saiu do banheiro enquanto secava os cabelos. Encontrou gargalhando com vontade e Harrison secando as lágrimas dos olhos, quase desfalecendo de tanto rir. Tom arqueou as sobrancelhas, confuso frente a cena que encontrou.
– Trouxe seu lanche. – Harrison avisou, assim que avistou o amigo saindo do banheiro, apontando para a mesa disposta no canto esquerdo do camarim. Tom acenou em agradecimento e soltou um murmúrio de prazer ao dar a primeira mordida no hambúrguer de carne e cheddar que Harrison havia comprado para ele. Sentiu o olhar de fixo nele e se obrigou a não olhar para a garota, temendo que encontraria algo que o deixaria em uma saia justa. Já estava cansado de passar vergonha na frente de Harrison e não queria dar mais motivos para o amigo rir dele.
– Isso parece estar bom. – comentou por fim e Tom apenas encontrou o sorriso malicioso – que ele já parecia conhecer bem demais, plantado nos lábios rosados da mulher.
– Eu estou faminto. – Respondeu, após terminar o lanche e atacar as batatinhas com queijo e bacon.
– Pude notar. – Ela murmurou, se calando em seguida.
estava me contando sobre as perguntas absurdas que os fãs fazem para ela. – Harrison exclamou, com divertimento.
– Tenho certeza de que Tom já ouviu coisas bizarras também. – levou o olhar para Holland rapidamente, voltando a atenção para Harrison. – Principalmente de mulheres.
– Bem, sim, é claro. – Harrison deu de ombros. – Mas nunca foi nada super bizarro, não é? – Indagou para Tom, que assentiu em concordância.
– Não que eu me lembre. – Concordou. – A maioria apenas pergunta sobre os filmes e o Peter. Dificilmente as perguntas são sobre mim.
– Isso é o que eu chamo de desperdício de oportunidades. – retrucou e Tom sentiu suas bochechas corarem levemente. Se amaldiçoou mais de quarenta vezes por conta daquela reação estúpida de seu corpo, antes de forçar um sorriso fraco e voltar a atenção para o lanche.
e Harrison conversaram durante todo o tempo em que Tom estava se alimentando. Falaram sobre filmes, artistas musicais e até mesmo sobre teorias da conspiração. Tom não podia negar que a mulher era encantadora. Era uma atriz extremamente talentosa e dedicada, uma mulher inteligente e carismática e claro, linda de morrer. Era impossível não sentir uma atração por ela, Tom constatou, tarde demais para o seu próprio bem. Já estava intoxicado e vidrado em todos os detalhes da loira, que insistia em lhe lançar olhares e sorriso maliciosos, atitudes essas que o deixavam extremamente confuso e perdido a respeito das intenções da mulher. Afinal de contas, o que ela queria?
Holland suspirou, juntando as embalagens do lanche e colocando no lixo, seguindo para o banheiro, onde escovou os dentes. Aproveitou para pentear os cabelos e voltou para o camarim, sentando no sofá ao lado de .
– Vou deixar vocês à vontade para ensaiar. – Harrison murmurou, lançando um rápido olhar encorajador para Tom, que respondeu com um olhar quase homicida para o melhor amigo. Ele mataria Harrison por deixá-lo sozinho com , dada as circunstâncias da situação. Com a saída de Harrison, voltou sua atenção total para Holland, que sorriu sem graça para ela.
– Trouxe teu texto? – Ele indagou, já buscando o seu próprio na mesa de centro.
– Claro. – acenou com a cabeça. Puxou uma pasta de dentro da bolsa e logo os dois atores já estavam procurando pela primeira cena que gravariam juntos no roteiro. Tom foi o primeiro a achar, indicando para a página em questão. A loira agradeceu e logo eles estavam interpretando seus personagens. Tom já estava acostumado com Peter, sendo quase uma extensão de si mesmo, então era mil vezes mais fácil para ele ler as frases do teioso do que foi durante as gravações de Captain America: Civil War.
, Tom pôde notar, estava totalmente familiarizada com a personagem, como se tivesse nascido para interpretar Gwen Stacy. Qualquer pessoa que a visse atuando, teria a certeza de que ela não estava arruinando sua carreira com aquele papel, como muitos sites estavam comentando nos últimos dias. O rapaz se pegou admirado demais, pela naturalidade com a qual as falas de saiam, seus movimentos e suas expressões. Nem ele se sentia tão confortável como Peter, como ela parecia se sentir como Gwen. A mídia não tinha nenhuma ideia do que estava falando.
– O que foi? – questionou, após quase dois minutos esperando pela fala de Tom – que não veio, já que o moreno estava divagando e a encarando com uma expressão bastante curiosa, para dizer o mínimo.
– Desculpe. – Tom murmurou, constrangido por ter sido pego no flagra. – Só me assustei com a sintonia que você apresentou com a personagem.
– Eu te disse: amo Gwen Stacy. Estar nesse filme é meu sonho nerd realizado. – E ela riu, como em uma piada particular, que toda a boa educação de Tom não permitiu que ele questionasse qual era.
– Fico feliz por isso. – Thomas confessou. – Acabei ouvindo falar sobre as manchetes midiáticas sobre você desde que o cast principal de Spider-Man foi confirmado e fiquei um pouco temeroso sobre a forma como isso te afetaria.
– Agradeço pela preocupação. – sorriu, quase que intimidada e Tom se admirou verdadeiramente. Não esperava ver em qualquer situação em que ela se sentisse acuada: aquilo simplesmente não combinava com a loira. – Mas eu jamais abandonaria esse papel. Não vou negar que os comentários recentes me deixaram bastante irritada, mas acabei superando. Vou provar que estão errados. – E lá estava, o sorriso convencido que Tom já conhecia de cor.
– Vamos voltar? – Ele indagou, após alguns minutos de silêncio constrangedor.
– Claro! – exclamou. – Podemos pular para a cena do beijo? – Ela questionou e Tom arregalou os olhos, assustado.
– Beijo? Como? – Balbuciou, extremamente desconcertado. Ele não tinha nenhuma cena de beijo no roteiro. Sequer tinha cena de abraço entre os dois, que dirá de um beijo!
– A cena do primeiro beijo de Peter e Gwen, Holland. – explicou, piscando os olhos lentamente. – Seria bom ensaiarmos ela, antes das gravações.
– Não acho necessário. – Tom retrucou, rapidamente. Passou as mãos pelos cabelos, em sinal claro de desconforto. – Jon não costumava gravar cenas adiantadas e duvido que vá começar agora.
– Certo. – A loira assentiu, estalando os lábios. – Mas seria bom estarmos preparados. – Ela sorriu divertida e se aproximou de Tom. Holland, em um reflexo rápido, levantou do sofá e se afastou da mulher, que soltou uma risada alta.
, eu não vejo necessidade nesse teste. – O moreno comentou, totalmente sem graça.
– Eu só estou usando uma desculpa para te beijar, Holland. – retrucou, deixando-o ainda mais corado do que antes. – Você não quer? Porque se não quiser, tudo bem, eu posso superar um fora.
– Não, eu… – Tom se enrolou, sem saber como começar a se explicar.
Se ele queria beijá-la? Bom, era óbvio que sim. Mas ele sabia que não deveria. Eles trabalhariam juntos por seis meses. Tinham mais as semanas de divulgação e caso Jon não matasse Gwen em Spider-Man 2, ainda teriam mais um filme para gravar juntos. Um envolvimento entre eles era a última coisa que Tom gostaria de construir. Tinha muito em jogo, principalmente se levasse em consideração a grandiosidade do MCU. Aquela franquia de Spider-Man tinha tudo para dar certo e ele não queria ser o cara que colocaria tudo a perder. Porque apesar de ser otimista, Tom não podia apostar sua carreira na duração de um relacionamento. Eles poderiam ficar juntos por um longo tempo ou terminar em uma semana. E ele conhecia as estatísticas de artistas que trabalharam juntos após um rompimento e ele tinha apenas uma palavra para proferir: catástrofe.
– Você não precisa terminar. – comentou, se levantando e andando a passos lentos na direção de Tom. – Eu posso ver que você quer, tanto nos seus olhos, como nas suas atitudes.
– Eu não… – E novamente ele não conseguiu terminar sua frase. Não seria capaz de olhar nos olhos da moça e dizer que não a queria. Ele não mentiria descaradamente.
– Sabe, Holland? – A loira murmurou, próxima demais. Tom quase podia sentir seus corpos se tocando e seus pelos se arrepiando.
Que conexão era aquela?, se questionou. Como poderia se sentir tão afetado por aquela mulher, em tão pouco tempo de convivência? Tudo bem, ele já tinha uma certa paixonite por , mas aquela atração era demasiada para tão limitada vivência partilhada.
– O que? – Se obrigou a questionar, quando a mulher não continuou sua fala. sorriu maliciosa, segurando a camiseta dele pela barra e beijando o rosto de Holland com leveza, estalando os lábios em sua bochecha e deixando uma marca de batom na pele dele.
– Eu adoro uma conquista. – Exclamou, com diversão. – E te levar para a cama vai ser uma meta pessoal pelos próximos meses.
E com isso, se afastou. Guardou seus pertences na bolsa e saiu do camarim de Tom, deixando-o novamente desnorteado e ainda mais confuso. Mas acima de tudo, com uma expectativa e um certo receio pela promessa que ficou pendente entre eles.

Capítulo 4
.
revirou os olhos, enquanto ria descontroladamente. Estavam em uma chamada de vídeo – já que estava em Paris para um trabalho e havia sido obrigada a permanecer na Califórnia, pois tinha algumas fotos para fazer – para atualizar a amiga com todas as novidades, desde o primeiro “ensaio” com Holland até os dois últimos e a preparação da viagem para Nova Iorque. A loira estava no camarim, aguardando a chamada do fotógrafo para fazer as últimas fotos para a nova campanha da Calvin Klein, marca da qual era a garota propaganda a quase dois anos.
– Eu não estou acreditando que ele está fugindo de você. – comentou, ainda aos risos.
– Eu fiquei um pouco chocada também. – deu de ombros. – Eu nunca levei um fora na vida.
– Aparentemente, Tom Holland consegue resistir a esses olhos brilhantes e esse sorriso safado. – pontuou, sem conter o divertimento.
– Aí que está… Ele não consegue. Mas também não dá o braço a torcer. – suspirou, deitando no sofá e segurando o celular um pouco afastado de seu rosto. – Não posso dizer que a ideia de conquistar o garoto e fazê-lo ceder não me anima, porque anima, você sabe que eu amo um desafio. Mas eu esperava já ter, pelo menos, beijado ele. Só para matar à vontade. – Deu de ombros.
– Vai ter que se empenhar mais, meu anjo. – A morena sorriu.
– Eu só preciso da oportunidade perfeita. – falou, esperançosa.
– E você vai tirar essa oportunidade de onde? – questionou, com interesse. – Logo as gravações começam e vocês dois ficarão atarefados.
– Ainda não sei. – deu de ombros. – Estou apenas flertando. Mas não cheguei a realmente a tentar alguma coisa.
– E como ele está reagindo, fora a fuga?
– No último ensaio que tivemos eu pensei que ele iria ceder. As bochechas vermelhas não impediram que ele me olhasse dos pés a cabeça de forma desejosa depois que eu, casualmente, mencionei que estava morrendo de vontade de beijar ele inteiro. – sorriu com a lembrança. – Mas foi apenas ilusão. Ele se afastou e voltou ao texto, como o perfeito cavalheiro que ele é.
– Aí, que tédio. – revirou os olhos. Diferente de , ela não tinha paciência para enrolação. – Mas me diz, quais os planos para hoje?
– Já que minha companheira de festa está na république française, – imitou o sotaque francês, causando risos na melhor amiga. – Vou desacompanhada na festa da Zendaya.
– Poxa, eu queria tanto ir nessa festa. – choramingou.
– Eu espero que o Holland esteja lá. – sorriu suavemente.
– Se ele resistiu a esse rostinho, não vai resistir a esse corpão. YOU GO GIRL! – A morena gritou, estendendo a palma da mão para um high-five imaginário.
– Quando eu chegar em casa mando foto do vestido que eu comprei para a ocasião. – arregalou os olhos levemente, demonstrando animação. – Se ele não cair de quatro por mim, eu sinceramente vou desistir.
– Sempre existe a opção de oferecer um cinco contra um. – lembrou e ambas riram com gosto.
– Prefiro colocar na boca. – Deu de ombros.
– Me avisa se ele for do tipo quietinho, ok? – pediu, fechando os olhos e forçando uma expressão torturada. – Ele não é o meu tipo, mas eu gostaria de ter essa informação.
– Aposto um louboutin como ele não vai ceder hoje. – retrucou, já ciente que as esperanças da amiga eram infundadas.
– Você vai usar um vestido de matar e saltos. Amiga, ele vai ceder. – disse, com convicção. – Inclusive vai querer te foder em pé, com o vestido erguido.
– Um louboutin então. – Exclamou, recebendo um acenar de cabeça positivo da morena.
Duas batidas na porta despertaram a atenção de , que se despediu da amiga com um beijo e desligou a chamada. A loira levantou do sofá, checando o cabelo e a maquiagem pela última vez e abrindo a porta em seguida.
– Está pronta? – Ayla, sua agente, questionou. assentiu e seguiu a mulher até o estúdio. – São apenas algumas fotos, com duas trocas de figurino. E após a sessão, a CK pediu para você fazer uma live no Instagram para responder algumas perguntas e realizar a publicidade de sempre.
– Tudo bem. – sorriu. Cumprimentou a equipe com sua simpatia cotidiana e logo o fotógrafo já estava gritando ordens para ajustarem a luz, o vento e a própria .
A loira perdeu as contas de quantas fotos fizera, nas mais diversas poses, com as mais diversas expressões. Posou utilizando a cama, o divã e até mesmo uma cadeira de madeira. Trocou de conjunto duas vezes e nas duas trocas, teve a maquiagem e o cabelo refeitos. Não reclamou, pois se divertiu horrores durante a sessão. Quando o fotógrafo avisou que estava finalizando, pediu para Ayla tirar uma foto sua para que ela pudesse postar em suas redes sociais. Por sorte, Ayla tirou mais de uma e encaminhou uma delas para um contato em específico em sua agenda. Bloqueou o celular antes de ler a resposta – se é que ele mandaria alguma – e correu para o camarim para vestir suas roupas. Aproveitou para tirar a maquiagem e prender o cabelo em um rabo de cavalo. Avisou Ayla que iniciaria a live e em questão de segundos, estava ao vivo para todo o Instagram.
contou a respeito das fotos que havia feito, mostrou os conjuntos da Calvin Klein que vestira e também fez a divulgação da nova coleção que estaria disponível para a compra em alguns dias. Após isso, avisou que seus seguidores poderiam mandar perguntas pois ela estaria respondendo algumas questões durante a live. Alguns seguidores questionaram a respeito do photoshoot, curiosos a respeito da opinião de sobre as fotos e as peças que a CK lançaria. Ela respondeu tudo com honestidade e diversão e percebeu que o conteúdo dos questionamentos estava mudando gradualmente. Uma de suas seguidoras questionou se as gravações de Spider-Man: Far from Home já haviam iniciado e se surpreendeu pelo nome da sequência de Spider-Man já ser de conhecimento público.
– Como vocês sabem que a continuação de Homecoming vai se chamar Far from Home? – questionou, surpresa.
Uma fã logo respondeu que Tom havia feito uma live mais cedo naquele dia e havia confirmado o nome. revirou os olhos, rindo em seguida. – Poxa Tom, podia ter me convidado para essa live, hm?
Muitos questionamentos a respeito da relação entre a loira e Holland surgiram nos comentários e logo se viu no meio do fogo cruzado. Não havia sido uma boa ideia mencionar Holland, então ela se obrigou a explicar, para evitar que mais rumores surgissem. Apesar de não dar importância para o que diziam sobre ela na mídia, queria manter em privado as coisas a respeito de Holland e ela.
– Tom e eu somos amigos sim. Amigos demais! – exclamou, suprimindo uma crise de risos. Mais perguntas seguiram o questionamento a respeito de Tom. Muitos queriam saber se eles estavam namorando, se saíam com frequência e até mesmo a festa de Zendaya – que segundo os seguidores de , Tom havia confirmado presença – fora mencionada durante a live. riu e tentou responder a todos os questionamentos, finalizando o vídeo em quase 40 minutos.

Já era o terceiro ou quarto drink que estava bebendo. Ela já sentia os efeitos do álcool em seu corpo, mas nada grave o suficiente para fazê-la parar de beber, ou pior, vomitar em cima da mesa. Ela apenas sentia a agitação e o riso bobo que algumas doses de álcool poderiam causar. As bochechas coradas eram apenas a exteriorização daquele efeito. Em todas as vezes que foi e voltou do bar, andou com facilidade, sem precisar se apoiar nas pessoas ou nas paredes. estava bem.
Mas em sua opinião, Tom Holland estava muito melhor.
O rapaz usava jeans colados, – que valorizavam sua bunda, na opinião de – uma camiseta branca e uma jaqueta de couro que o deixavam, também segundo a opinião da loira, sexy para um caralho. A convite de Harrison, se sentou na mesma mesa que ele, junto de Tom e Jacob. Zendaya, a estrela da festa, andava de mesa em mesa, cumprimentando os amigos e arrastando alguns, eventualmente, para a pista de dança. havia dançado com Zendaya mais de uma vez e em todas as vezes, as músicas eram claramente sexuais e ela dançou olhando diretamente para Tom, que naquele momento, estava fazendo de tudo para evitar olhar para a loira ou participar da conversa esporádica entre ela e Harrison.
– Fiquei sabendo que você fez uma live hoje, . – Harrison comentou, chamando a atenção da garota, que encarava Holland, do outro lado da mesa, descaradamente e sem nenhum pudor. levantou o olhar até Harrison, encontrando o sorriso divertido no rosto do rapaz e os olhos astutos. Ele sabia no que ela estava pensando e por isso a havia chamado. sorriu, bebendo mais um gole de sua bebida antes de responder ao loiro.
– Foi uma breve divulgação do novo photoshoot que fiz para a Calvin Klein. – A mulher deu de ombros, demonstrando que não fora nada demais.
– E quando saem essas fotos? – Ele voltou a questionar e cerrou os olhos em sua direção, curiosa quanto a intenção de Harrison quanto aquela conversa. – Quer dizer, as fotos vão ser divulgadas em breve ou apenas algumas pessoas vão ter acesso?
gargalhou alto quando ouviu Tom engasgar com a bebida que tinha em mãos. O garoto levou alguns segundos para se recuperar e então lançar um olhar ameaçador para Harrison, que apenas riu e fingiu não entender a atitude do melhor amigo.
– Ponto para você, Osterfield. – disse por fim, levantando seu copo em direção ao garoto e fazendo um brinde.
Era bem verdade que Holland não havia respondido a mensagem que mandou com sua foto em anexo. Mas ela sabia que ele havia visualizado e com a ajuda de Harrison, descobriu que a foto, de alguma forma, afetou Tom. E aquilo era exatamente o que ela queria.
– Você divulgou o nome do filme de propósito ou foi sem querer? – questionou, quando Tom finalmente terminou sua conversa com Jacob e voltou a atenção para o restante das pessoas sentadas à mesa. O rapaz deixou o olhar sob brevemente, o desviando para o copo que segurava e o mantendo ali enquanto respondia à pergunta da mulher.
– De propósito. Ordens lá de cima. – Ele disse, fazendo menção ao MCU.
– Ele não daria um spoiler desse tamanho. – Jacob riu do amigo, descontraindo a conversa que por algum motivo, estava bastante tensa.
– Daria sim. Você põe muitas expectativas nele. – Harrison dispensou a fala de Jacob com um aceno de mão.
– Harrison, você é uma droga de amigo. – Thomas disse, revirando os olhos em seguida.
– Sou um ótimo amigo. E isso é tão verdade, que vou buscar mais bebidas para nós. – Harrison exclamou, risonho. Se levantou e juntou os copos vazios. – Vem comigo, Jacob? – Indagou, de forma inocente. Holland levantou a cabeça em direção a Harrison e lhe lançou um olhar homicida, o que quase fez gargalhar. Ele realmente não queria ficar sozinho com ela e aquilo a divertia.
Assim que Harrison e Jacob se ausentaram da mesa, um silêncio pairou sobre e Tom. O garoto olhava para todos os lados, menos para a loira, que mantinha seu olhar fixo nele e um sorriso malicioso nos lábios.
– Você não respondeu a minha mensagem. – comentou, como quem não queria nada. Observou as bochechas de Tom corarem levemente e sorriu mais ainda. O rapaz não respondeu e ela revirou os olhos. – Fala sério, Tom. Você vai mesmo tentar me evitar? – Ela questionou, se inclinando em direção a ele. Tom olhou para ela e bagunçou os cabelos com a mão esquerda.
– Você me deixa desconfortável. – Ele murmurou. – Por isso eu prefiro evitar.
– Poxa, assim você me magoa. – Foi a vez de ela suspirar. – Eu queria te deixar excitado, não desconfortável.
– É exatamente por isso que eu fico desconfortável. Você usa conotação sexual para tudo. – Ele exclamou, mas seu olhar não era de censura. Ele apenas constatava o fato.
– Você sabe o porquê. – Ela deu de ombros, sem se importar. – Eu disse que te conquistaria e você não me mandou desistir. Se você pedir para que eu pare, eu paro. Você quer que eu pare? – questionou e seu tom de voz misturava seriedade com malícia. – Você não quer transar comigo, Holland?
Tom respirou fundo, deixando sua atenção focar na mesa por alguns instantes. – , eu… – E novamente ele não conseguiu concluir a frase.
alargou seu sorriso.
– Você não quer que eu desista, mas também não admite que me quer. – Ela concluiu. – Se você admitisse, as coisas seriam bem mais fáceis. A gente poderia transar no banheiro agora mesmo.
– Eu não estou fazendo um joguinho. – Tom se defendeu.
– Eu sei. – deu de ombros. – Mas você não está preparado para admitir. Ou talvez não tenha certeza do que quer. Independente disso, Holland, nós vamos acabar da mesma maneira. Só vai demorar um tempo.
– Eu não acho que devamos. – Tom disse por fim. – Tem muito em jogo e eu não quero estragar nada.
– Você é bonzinho demais. – estalou os lábios. – Quebrar algumas regras e correr alguns riscos nos faz sentir vivos.
– Eu me sinto vivo sem precisar fazer essas coisas. – Tom retrucou.
– Eu quero te beijar agora.
Holland arregalou os olhos, surpreso com a mudança de assunto e a objetividade de . As bochechas de Tom assumiram tons rosados enquanto o encarava.
– Eu …
– É só um beijo, Holland. – Ela suspirou. Trocou de lugar e sentou ao lado do garoto, sem desviar seus olhos dos dele. – Um beijo e eu juro que te deixo em paz. Por hoje. – Acrescentou, sorrindo.
. – Tom suspirou, sacudindo a cabeça para os lados, sem saber o que falar ou como agir.
aproveitou a mudança na música para se inclinar em direção a Tom, o deixando sem espaço para fugir. Ele havia escolhido o pior lugar para se sentar e ela agradeceu internamente por aquilo.

Don’t let me leave when I’m standing at your door
Don’t make me stop when you’re really wanting more
If you show me what you should be thinking of
Let me get inside your mind
If you show me love it’ll be enough
It’ll be a better night

– If you want let me know, it’ll be a better night. – murmurou, mudando a letra da música de propósito.
Tom deixou o olhar cair para os lábios de , que se aproximou ainda mais do rapaz e grudou sua boca na dele, o pegando de surpresa. Os lábios macios e a língua dela traçando o contorno de sua boca fizeram Tom erguer a mão direita e segurar pela nuca. Ele cederia e a beijaria de verdade, aquele encostar de lábios não sendo o suficiente. estava pronta para enfiar a língua na boca de Tom quando foram interrompidos pelo pigarro de Harrison e a risada de Jacob. Tom ficou ainda mais corado do que pensou ser possível, enquanto ela apenas suspirou e se afastou do rapaz. Levantou da mesa, pegando sua bolsa e beijando os outros dois garotos no rosto, antes de se virar para Holland e murmurar.
– Nos vemos em Nova Iorque, Tom.

Capítulo 5
Holland.
Algumas dezenas de fãs esperavam pelo elenco do filme do lado de fora do set de filmagens em Nova Iorque. Tom desceu do carro carregando um boné preto, usando jeans e uma camiseta vinho, os cabelos revirados como de costume. Sorriu exultante quando ouviu gritos e chamados em seu nome.
Aquele era o primeiro dia de gravações de Spider-Man: Far from Home e Tom estava extremamente animado. Pelo que já tinha lido do roteiro, a narrativa do filme estava bastante madura e o próprio Peter estava diferente. Isso deixava Holland ansioso para começar a gravar, pois poderia mostrar mais de sua atuação devido ao amadurecimento de Peter, ao deixar de ser apenas o “pirralho” e se tornar uma parte importante e necessária para os Vingadores.
Holland acenou para os fãs, após tirar fotos com alguns sortudos e cumprimentou os seguranças ao passar pelos portões que davam acesso ao set de filmagens. Não estranhando o ambiente, Tom seguiu para seu camarim junto de Harrison, que estava entretido em uma ligação em seu celular, discutindo a possibilidade de Tom dar uma entrevista para uma revista teen ainda naquela semana. Apesar das gravações para Avengers 4 terem se encerrado, Holland entraria em uma época de divulgação básica para Spider-Man e tinha entrevistas agendadas para quase o mês inteiro.
Tom cumprimentou grande parte dos colegas de elenco e da produção do filme. A única pessoa que ele não encontrou enquanto seguia para seu camarim, era aquela que ele realmente queria encontrar. Sabia que havia uma chance de sentir suas bochechas corando quando visse e não estava nada ansioso para aquele momento, apesar de querer ver a loira como nunca antes. Desde o quase beijo na festa de Zendaya, eles não tinham se visto pessoalmente ou se falado pelas redes sociais. A preparação para a viagem a Nova Iorque havia deixado todo o elenco ocupado e agora que as gravações de fato iriam iniciar, Tom sabia que todo seu tempo útil seria utilizado para dormir, mas que em algum momento, ele e teriam que conversar e esclarecer as coisas. As únicas notícias que tivera da mulher fora por meio de Harrison, que comentara a respeito de uma entrevista que havia dado para um programa de TV, para divulgar o último filme que havia gravado. Fora isso, faziam duas semanas em que eles não mantinham contato. E isso preocupava Tom de forma exagerada.
Afinal, eles só não haviam se beijado por conta da interrupção de Harrison e Jacob, já que Tom não havia afastado a mulher. Ou seja, ela agora tinha passe livre para investir naquela “conquista”, já que o rapaz era incapaz de dizer “não” para . Simplesmente, porque ele não queria negar e já havia entendido isso, então o plano de fugir já não funcionaria mais. Mas Tom também não queria correr e cair de cabeça naquela… coisa, já que não tinha uma palavra certa para definir o que raios seria aquele relacionamento entre eles. De qualquer forma, um tempo para digerir tudo aquilo era tudo o que Tom Holland desejava, pois precisava compreender o que sentia pela mulher e ele contava com a loucura do set de gravações para evitar topar com a loira fora das cenas que contracenariam juntos.
Mas Thomas não era um cara de sorte e ele já deveria estar contando com uma rasteira da vida. Assim que encontrou seu camarim e abriu a porta do mesmo, um bater de portas as suas costas lhe chamou a atenção. estava ali, em carne e osso, ainda mais bonita do que Tom lembrava. Ele respirou fundo, procurando por Harrison a sua volta, não encontrando o amigo. Teve vontade de chutar a si mesmo por não ter percebido que o loiro não estava mais perto dele a alguns minutos. Sentindo-se subitamente nervoso, encarou nos olhos e abriu a boca para cumprimentar a mulher.
– Oi. – Foi tudo o que ele disse, recebendo um arquear de sobrancelhas em retorno. usava um vestido azul e jaqueta de couro preta, roupas que Tom apenas notou pois ela cruzou os braços em frente ao corpo, atraindo sua atenção para longe dos olhos dela.
– Nada de bochechas coradas ou fugas desesperadas? – Ela questionou, em um misto de curiosidade e diversão. – Eu não acredito que venci a timidez de Tom Holland!
– Não foi exatamente isso. – Tom riu, sem graça, passando a mão pelos cabelos em seguida.
– Tudo bem. – abandonou os braços cruzados. – Então o que foi? – Questionou, a curiosidade visível em suas irises.
– Acho que percebi que estava sendo ridículo. – Tom deu de ombros. – Fugindo de você e não encarando a realidade.
– Ok. – riu, desacreditada. – Podemos entrar no meu camarim e resolver essa tensão sexual, então? – A malícia estava de volta e Tom novamente sentiu as bochechas corarem. – Aí está! Eu sabia que não iria ser fácil assim. – Ela sorriu, suspirando levemente.
– Você não quer que seja fácil. – Tom concluiu, compreendendo um pouco mais a intenção de .
Ela o queria, porque sabia que seria difícil. Porque ela entendia os motivos da relutância dele: eram de mundos diferentes, com personalidades tão distintas quanto água e óleo. E arriscar algo entre eles, poderia arruinar uma coisa que os dois amavam, que eram seus personagens no MCU. Mas ela estava disposta a arriscar, pois já estava acostumada com aquilo. Para , era apenas sexo. Soluções, não problemas. Já Tom? Nem tanto. Ele acabava se envolvendo emocionalmente e aquilo era ruim. Não arriscaria entrar em algo totalmente às cegas, movido apenas pelo desejo carnal. Ele precisava de mais.
– Não mesmo. – sorriu, dando alguns passos para atravessar o corredor e se aproximando de Tom com sutileza. – Você é um cara decente, Tom. Um cara realmente bom. Você quer segurança e certezas e eu não posso te dar nada disso. E por isso você reluta, porque sabe que somos diferentes demais e que isso nunca daria certo. Mas não vai relutar por muito tempo, porque uma parte de você, e uma parte bem significativa, me quer.
– Eu não estou fazendo joguinhos. – Tom disse por fim, a mesma frase que havia dito para ela na festa de Zendaya.
– Ah, eu sei. – sorriu novamente. – Não é de o seu feitio fazer isso. Mas você também não vai me deixar tirar as suas calças assim, tão facilmente. – Riu. – Como eu disse… Você espera por mais. Diferente de quase todo o homem do mundo, você não pensa com o pau e eu acho isso admirável.
– Eu vou ter a chance de ter mais? – Holland questionou um pouco surpreso por conta do rumo daquela conversa. Não estava acostumado a lidar com uma garota daquele tipo. Elas sempre esperavam por uma atitude de Tom, que normalmente enrolava mais do que o normal. era direta e Tom mal conseguia raciocinar quando ela estava por perto.
– Você vai ter chance de ter muitas coisas comigo. – Ela disse tão perto que Tom sentiu o sopro de sua respiração contra seu rosto. – Mas isso, não vai ser uma delas.
– E como você pode ter tanta certeza?
– Eu me conheço. – deu de ombros. – Já estou arriscado muito ao tentar me envolver com você, mas sei dos meus limites. Normalmente, eu fujo de caras assim. – Riu fraco. – Vocês indicam perigo, sabe? Corações quebrados e muito sorvete para compensar a perda do “cara perfeito”. – Revirou os olhos, indicando que achava toda aquela história uma bobagem.
– E porque você está arriscando?
– Porque eu quero. – A loira exclamou, desviando o olhar para a boca de Holland. – E agora, eu quero mesmo te beijar.
– Tudo bem. – Ele cedeu, surpreendendo aos dois. riu, ainda desacreditada e quando estava prestes a colar seus lábios aos de Tom, passos e vozes no corredor a afastaram dele subitamente. Logo Jon Watts entrou em seus campos de visões, anunciando que precisava dos dois para uma pequena reunião para falar a respeito da entrevista que eles dariam ao Jimmy Fallon.

Tom estava jogado no sofá de sua casa, atirando uma bola para cima repetidas vezes, pois para ele, aquilo era uma espécie de terapia. Estava pensativo, mas seus pensamentos estavam uma confusão absurda. Parte dele, e uma parte considerável, achava que era melhor se afastar de . A garota claramente era problema e deixava isso claro em todas as palavras que saíam de sua boca e em todas suas ações. Eles não tinham nada em comum e Tom não se sentia confortável em entrar em um relacionamento sem propósitos.
Mas por tudo o que ele acreditava, ele queria muito entrar naquela loucura. Não apenas porque estava extremamente atraído pela mulher, mas também, porque aquilo era algo que ele jamais faria. E ele estava entediado com a sua vida amorosa. Não namorava há bastante tempo e não encontrava garotas que lhe despertassem aquela euforia e nervosismo… Como o fazia.
Suspirou, atraindo a atenção de Harrison, que acabara de sair do banho. Haz olhou para Tom e riu, já imaginando que o amigo estava em um dilema por conta de . Aproximou-se e sentou na poltrona, se inclinando para frente e pegando a bolinha que Holland havia atirando para cima.
– E aí, mané. – Haz exclamou. – Está queimando os neurônios por quê?
– Só estou pensando. – Tom disse se esquivando da pergunta.
– Me deixa dar um palpite… ? – Arqueou as sobrancelhas, assistindo Tom assentir com a cabeça. Holland sentou no sofá e passou a mão pelos cabelos, antes de encarar Harrison e suspirar.
– É a única coisa que anda me tirando o sono desde que as gravações de Avengers 4 terminaram. – Deu de ombros.
– Como foi hoje? – Harrison questionou, com curiosidade. Havia notado que Tom estava estranho e mais ainda, mas não quis ser indiscreto, mesmo que seu cargo de melhor amigo desse passe livre para aquele tipo de pergunta.
– Estranhamente esclarecedor. – Tom comentou. Se jogou de costas no sofá e fechou os olhos. – Ela é muito decidida cara. Não mede esforços para ter o que quer.
– E no momento, ela quer você. – Harrison deduziu.
– E isso não é ruim, de forma nenhuma. – Tom riu, voltando a encarar o amigo. – Mas ela não deixa nada em aberto, sabe? Não existe possibilidade de termos algo que vá evoluir.
– Cara, é só…
– Sexo, eu sei. – Tom revirou os olhos. – Sei mesmo. Mas é estranho entrar em um relacionamento sabendo que não vai dar em nada.
– “Nada” não é a palavra que eu usaria. – Harrison riu, de forma sugestiva.
– Pensa com a cabeça, Osterfield. – Tom reclamou.
– Eu estou. – O loiro brincou e Tom atirou uma almofada no amigo.
– Não com a cabeça certa. – Tom retrucou.
– Tom, falando sério… Eu não vejo os problemas que você vê. – Deu de ombros.
– Então me esclareça os pensamentos, ó senhor de mente iluminada. – Holland debochou, fazendo Harrison revirar os olhos para ele.
– Pensa comigo. – Pediu, juntando as mãos e olhando fixamente para o amigo. – A mulher te quer. Você a quer e não adianta negar, porque só um idiota não iria querer . – Falou, não dando espaço para Holland retrucar. Ele não retrucaria, mas Harrison não precisava saber daquilo. – E ela já disse que vai te conquistar. Porque ela faria isso, se quer apenas sexo? – Questionou, enrugando a testa em confusão. – Ninguém faz tudo isso por uma foda, acredite.
– Então ela gosta de mim? – Tom indagou, com uma careta.
– Não. – Harrison riu. – Não ainda, pelo menos. – Deu de ombros. – O meu ponto é: talvez ela ache que só quer sexo com você. Talvez ela realmente acredite nisso. Mas no fundo, talvez ela também esteja procurando por alguma coisa e tenha encontrado isso em você.
Tom arqueou as sobrancelhas, realmente impressionado com a interpretação de Harrison. Ele poderia ter razão. Talvez estivesse usando desculpas, com as quais já estava acostumada, para entrar naquela relação. E se aquilo fosse verdade, ele tinha uma chance de ter algo a mais com ela. O sexo era um brinde inevitável.
– Você pode ter razão. – Decidiu por fim.
– E o que você vai fazer quanto a isso? – Harrison questionou, finalmente animado com aquela situação.
– Entrar no jogo dela.

– Esse é o The Tonight Show with Jimmy Fallon e estamos de volta com o elenco principal de Spider-Man: Far from Home, os atores Tom Holland e ! – Jimmy exclamou, saudando os convidados com um sorriso.
A plateia se agitou, animada. Tom acenou, enquanto sorriu abertamente.
– É um prazer estar de volta, Jimmy. – Tom encarou o apresentador, também sorrindo.
– Sempre saio do seu programa com ótimas lembranças. – argumentou, fazendo todos sorrirem.
– Certamente nosso último beer pong faz parte dessas lembranças. – Jimmy riu, enquanto fazia uma careta.
– Oh. – Ela exclamou. – Tinha se esquecido desse. Retiro o que eu disse. – Sorriu amarelo, arrancando risadas de toda a plateia.
Holland e estavam no programa para promover Spider-Man: Far from Home. Com o elenco divulgado e a primeira semana de filmagens já concluída, os atores principais haviam sido escalados para iniciarem pequenas divulgações do filme. Tom interpretaria Peter Parker pela quinta vez e viveria Gwen Stacy, primeiro amor de Parker e uma das personagens mais amadas do universo Marvel.
– Fiquei sabendo que a química entre vocês no set é incrível! – Jimmy comentou e riu.
– E quem foi que te disse isso? – Indagou a loira, com diversão.
– Minhas fontes preferem o anonimato. – Fallon fez suspense e Tom gargalhou alto, fazendo um coro de risinhos se apresentarem nas meninas da plateia. Ele era realmente charmoso e ninguém poderia negar isso.
– E atendem pelo nome de Jacob Batalon? – Indagou o moreno, fazendo todos rirem.
– Eu tentei Jacob, mas fui desmascarado! – Jimmy falou diretamente para a câmera, arrancando mais risadas dentro do estúdio. – Mas me digam, como está sendo contracenar juntos? – O apresentador indagou. – Não fica um clima constrangedor?
Tom arqueou as sobrancelhas, fingindo uma confusão que não existia. Trocou um olhar rápido com e soube que ela também compreendia a pergunta do apresentador. Eles já sabiam que teriam seus passados escavados, ainda mais com o rumor de que estavam namorando, graças a foto daquele beijo no rosto.
– Clima constrangedor? – A garota indagou e Tom invejou a capacidade de fingir desentendimento que ela tinha. Ele não conseguia impedir suas bochechas de corarem, apesar de tentar muito.
– Bem, acho que terei que refrescar suas memórias, não é mesmo pessoal? – Atiçou a plateia, que foi ao delírio, gritando palavras de incentivo. Fallon apertou um botão no controle e o telão passou a transmitir um vídeo de . O user do Instagram da garota estava no topo do vídeo e eles logo identificaram que era uma sequência de Stories. Tom escondeu o rosto com as mãos, já sabendo o que viria a seguir, enquanto ria e exclamava um “ah” contínuo, indicando que havia entendido a que Jimmy se referia.
O vídeo logo começou a rodar, enquanto comentava alguma coisa sobre a première de Avengers: Infinity War.
“Todo mundo deveria ver esse filme o mais rápido possível”! – ela exclamava, parecendo super animada, mostrando o painel gigantesco com o pôster de Infinity War. – “Eu estou completamente apaixonada por todos esses personagens e atores! Eu casaria com todos eles, sem exceção”! – um novo vídeo se iniciou com uma risada de . – “Se Tom Holland estiver solteiro e procurando um relacionamento, por favor, me indiquem! Eu criei uma crush absurda naquele rapaz”! – uma garota apareceu ao lado de quando o último vídeo iniciou, afirmando que Stan era muito bonito também. – “Sebastian Stan é sensacional, mas você viu a bunda do Holland? Não dá para ignorar aquilo”!
– Eu não acredito que vocês têm esse tipo de coisa! – exclamou, fingindo ultraje.
– Mas não temos apenas de você, ! – Fallon exclamou, rindo alto devido a expressão dos atores. Tom estava tão corado que sentia suas bochechas em chamas e encarava o apresentador com diversão. Ela não estava envergonhada e constrangida com a situação. Ela lidava com aquele tipo de coisa com naturalidade e Tom a invejava por aquilo.
Jimmy apertou outro botão e logo um tweet de Tom apareceu no telão, respondendo a uma pergunta de uma fã.
@homecomingtom*: quem é a sua crush atualmente?
@tomholland1996: . Ela estava sensacional em seu último filme. E ela é linda.

O tweet era de dois meses atrás e se possível, Tom ficou ainda mais constrangido do que antes. olhou para o rapaz, com um sorriso aberto estampado nos lábios, enquanto a plateia mantinha silêncio e Fallon encarava os convidados com atenção, esperando conseguir uma inédita e elevar a audiência do programa.
– Eu sou sua crush, então? – indagou, com um sorriso malicioso. Tom suspirou, notavelmente tímido.
– Bem… – Resmungou, dando de ombros.
– Eu não o entendo, sabe Jimmy. – A loira continuou, ainda com o sorriso no rosto, tirando os olhos de Holland e os focando no apresentador. – Ele foge de mim, quando eu tento uma aproximação. E agora isso… Você pode me explicar o que se passa na cabeça dele, já que também é homem?
A plateia foi ao delírio. Fallon gargalhou, sacudindo a cabeça para os lados.
Tom engoliu em seco, totalmente desconfortável. Todo o público estava achando extremamente fofa toda sua vergonha e não poderia estar mais satisfeita. Era bastante prazeroso para ela vê-lo constrangido, pois Holland ficava extremamente fofo com as bochechas coradas.
– Eu não posso dizer nada! – Jimmy exclamou e voltou a olhar para Tom, batendo seu ombro no dele e sorrindo divertida, tentando descontrair o garoto.
– Ele não é fofo? – Ela indagou para o público, que vibrou em concordância. – Dá vontade de guardar num potinho, lá em casa!
– Ela quer me manter em cárcere privado! – Tom brincou, mas o vermelho em suas bochechas ainda era nítido.
gargalhou, puxando Holland e beijando sua bochecha, ouvindo os gritos da plateia. Aproximou-se da orelha do rapaz e sussurrou apenas para ele ouvir.
– Eu quero fazer muito mais que isso com você, Thomas.
E se afastou, como se não tivesse deixado Tom totalmente desnorteado.
– Será que o primeiro beijo desses dois vai sair antes do primeiro beijo de Peter Parker e Gwen Stacy? Porque eu estou sentindo um clima! – Fallon comentou, dando seguimento ao programa e focando a atenção novamente em Spider-Man: Far from Home.

Após a entrevista, Tom seguiu a passos rápidos até o camarim que estava ocupando no set de gravações do programa, sem dar tempo para falar qualquer coisa a respeito da entrevista com Jimmy. Holland estava extremamente envergonhado. Suas bochechas estavam vermelhas e suas mãos suavam, fazendo o rapaz passá-las em seus jeans a todo o momento.
Entrou no camarim bufando e Harrison o encarou com as sobrancelhas arqueadas e um princípio de riso no canto dos lábios. Ele estava louco para rir do constrangimento do amigo, mas não o faria até que fosse seguro. Tom parecia estar uma pilha de nervos e Harrison não queria ver o amigo tendo um colapso nervoso.
– Água? – Harrison indagou, oferecendo uma garrafinha para Holland, que negou com um aceno de cabeça.
– Foi tão vergonhoso assistir como foi participar? – Ele indagou, rapidamente. Se jogou no sofá e encarou Harrison, esperando uma resposta.
– Foi… estranhamente fofo. – O rapaz disse por fim, num suspiro. – Vocês têm uma química imensa e quebrou o clima estranho ao fazer piadas. No final, até você acabou deixando a entrevista mais engraçada.
– Eu queria cavar um buraco no chão e enfiar minha cara lá dentro. – Holland suspirou, pendendo a cabeça para trás e fechando os olhos.
– Eu conheço lugares muito mais interessantes para você enfiar o rosto, Tom, basta você pedir.
Holland levantou o olhar até a porta e visualizou escorada no batente, usando um vestido preto soltinho e botas de salto. Os cabelos estavam presos em um coque alto e ela estava com a mesma maquiagem que usara na entrevista. Apesar do visual tranquilo, o sorriso malicioso estava estampado nos lábios da garota e os olhos brilhavam em divertimento.
Harrison deixou uma gargalhada escapar e Tom sentiu novamente suas bochechas corarem.
– Você adora me deixa constrangido, não é? – Ele questionou, suspirando em seguida. Não conseguia conter as bochechas coradas, mas esperava ter alguma dignidade para rebater as gracinhas de .
– Sim. – Ela sorriu, entrando no camarim e sentando ao lado do rapaz. – Eu me divirto horrores com tudo isso. – Abriu um sorriso gigante.
Pelo canto do olho, Holland pegou Harrison saindo de fininho da sala. O garoto fez uma nota mental para xingar o amigo mais tarde por abandoná-lo.
– Dá para perceber. – Ele disse, se levantando do sofá. Abriu o frigobar e pegou uma garrafinha de suco, bebendo todo o líquido em poucos goles. Voltou a se sentar, mas dessa vez, na poltrona, que ficava de frente para o sofá. Decidido a não fugir e tentar revidar da melhor forma que pudesse.
– Então, me diz uma coisa… – começou, com seu tom de voz sugestivo e Tom logo imaginou que ela iria provocá-lo novamente.
– O que? – A encarou, com convicção.
– Quando vai me dar aquele beijo? – Ela perguntou, se inclinando para ele e deixando seus rostos a poucos centímetros de distância.
– Não sei. – Tom respondeu. – Quando você quer?
o encarou, voltando a se recostar no sofá e arqueando as sobrancelhas.
– Você não está tentando reverter esse jogo, está? – Ela questionou, com diversão.
– Talvez. – Ele deu de ombros.
gargalhou, realmente impressionada pela atitude do rapaz. Tom lançou um olhar intenso para ela, que apenas sacudiu a cabeça e se levantou.
– Tudo bem. Se é assim que você quer.
– Pensei que você queria que eu cedesse. – Tom comentou, arqueando as sobrancelhas para ela.
– Sim, eu queria. Mas parece que as coisas vão ficar ainda mais interessantes. – Sorriu de forma angelical. – E eu estou adorando isso.
Dito isso, se colocou para fora do camarim, deixando Tom confuso e atordoado, sem saber quais eram as intenções de .
Aquela mulher iria deixá-lo louco.

Capítulo 6
.
desceu de seu carro com um largo sorriso no rosto. Puxou os óculos, que antes estavam no topo de sua cabeça, para baixo e escondeu seus olhos sagazes atrás das lentes escuras. O short jeans valorizava suas pernas e a camiseta sem mangas deixava o top rendado que ela usava à mostra. As botas de cano curto e saltos medianos apenas a deixavam com um visual ainda mais arrasador, lhe dando uma sensação de poder ainda maior do que ela já sentia normalmente. Acionou o alarme do carro e acenou para os seguranças, se afastando do estacionamento a passos largos.
Atravessou o set de gravações de Spider-Man: Far from Home em poucos minutos, parando uma única vez para pegar um copo de café na cozinha e seguindo para seu camarim. Gravaria algumas cenas naquele dia e precisava trocar de roupa. Antes que pudesse chegar ao seu objetivo, foi puxada por Jane, a assistente de Jon Watts, para o set em que Tom e Jacob gravavam as suas cenas.
– Mas porque? Essas cenas eu não faço com eles. – murmurou, após bebericar seu café.
– Eu sei. – Jane respondeu. – Mas Jon quer que você acompanhe a maioria das cenas para compreender as mudanças que Peter vai sofrer.
– Tudo bem. – Foi o que a loira disse, seguindo lado a lado com Jane até o estúdio A. Entraram silenciosamente e Jane seguiu para perto de Jon, enquanto ocupava uma das cadeiras vazias, mais afastada da produção.
A cena em questão era um diálogo entre Peter e Ned. O teioso conversava com o melhor amigo a respeito de tudo que havia acontecido com os Vingadores e Ned o auxiliava a voltar aos trilhos, pois apesar do luto que Peter enfrentava, a vizinhança precisava de seu amigão. A cena foi cortada com Peter vestindo o uniforme clássico do Homem-Aranha e saindo pela janela de seu quarto, enquanto Ned prometia encobri-lo para tia May, mesmo que a mulher já soubesse a respeito da vida dupla do sobrinho. Jon cortou a cena com um grito, aplaudindo animadamente junto do restante da equipe.
, por sua vez, engoliu as últimas gotas de seu café e jogou o copo no lixo, antes de se levantar e seguir até Jon com passos rápidos. Tom foi o primeiro a notá-la e logo um brilho diferente tomou conta das irises do rapaz. sorriu para ele, cumprimentando Jon em seguida.
– Que bom que conseguiu ver a cena, ! – Jon comentou. – Tom vai gravar mais algumas cenas na rua e então gravamos com vocês dois e Jacob, ok? – Ele informou e assentiu com a cabeça.
– Posso ir trocar de roupa agora ou quer que eu veja a cena de Tom? – Ela questionou, de forma profissional. Gostava de diretores que incluíam todo o elenco nas gravações. Isso facilitava o entendimento do contexto geral e deixava os atores mais confortáveis para interpretarem seus personagens.
– Estamos terminando de ajustar o cenário, mas gostaria que assistisse a cena. – Jon sorriu para , antes de se afastar.
O restante da equipe seguiu o diretor e logo Jacob, o único remanescente, forjou a desculpa mais esfarrapada do mundo e sumiu pelos corredores. Tom revirou os olhos, enquanto ria.
– Ainda não me acostumei com você não fugindo de mim. – Ela murmurou por fim, seguindo ao lado de Tom para o corredor que os levaria para fora do estúdio A.
– E eu não me acostumei com a falta de piadinhas. – O rapaz retrucou, lembrando do tempo que ela havia dado nas provocações.
Fazia quase uma semana desde a entrevista deles para o Jimmy Fallon, onde muitas coisas haviam ficado subentendidas entre eles. E muitas outras coisas, haviam ficado claras como cristal.
sabia que Tom esperava que ela o atacasse no dia seguinte a entrevista e que ela investisse naquela conquista. não o fez e viu nos olhos dele a decepção quando ela o cumprimentou normalmente e não soltou nenhuma gracinha ou vê-lo no uniforme de Peter Parker, no dia posterior a entrevista. Tampouco havia feito comentários com teor sexual ou tentado beijá-lo novamente. E saber que ele estava decepcionado com as atitudes dela e ainda por cima, que ele esperava por aquilo porque a queria, fazia sentir-se exultante. Mas ao afirmar que talvez ele quisesse virar aquele jogo em seu benefício, havia recuado para organizar suas jogadas. Se Tom queria brincar, ela seria a primeira a agir. Se ele queria provocá-la em retorno, ela esperaria para ver do que o garoto era capaz. Ele havia cedido e isso a fazia querer tirar as próprias roupas e arrancar as calças dele para fora de seu corpo. Mas ela não faria aquilo. O faria ceder primeiro. Era esse o seu plano.
Antes sua intenção era apenas conquistar Holland e conseguir o que tanto queria: sexo. Mas ao entrar naquele jogo, Tom havia mudado as regras. Para , ele queria provocá-la de volta, para tentar assumir um pouco do controle que havia tomado desde o início daquela relação estranha. Em nada ela desconfiava que as intenções de Tom eram bem diferentes daquelas. Ele não estava entrando naquilo para fazê-la ceder por meio de suas provocações. Ele pretendia conquistar o “mais” que ela afirmava que ele não teria, dentro do próprio jogo dela. Tom não almejava um relacionamento sério, mas tampouco não se contentaria com fodas casuais. Mas tão obtusa quanto era no que se dizia respeito a relacionamentos, para ela aquilo era apenas uma disputa para saber quem daria o primeiro passo em direção a cama. Se ela o provocasse o suficiente, seria Tom que a jogaria contra a parede. Se ele se esforçasse, talvez fosse ela quem o abordaria no camarim e usaria os braços da poltrona para suspender seu peso enquanto rebolava no colo dele. Independente de quem começaria, eles tinham apenas um fim. E ela mal podia esperar por aquilo.
– Sentiu falta, foi? – indagou, divertida. – Vou começar a achar que você gosta dos meus comentários safados.
Tom não respondeu e riu, antes de puxá-lo pelo braço, obrigando o rapaz a entrar junto com ela em um vão entre duas pilastras, que ela encontrara por acidente na semana anterior. Não tinham muito espaço naquele buraco, mas não se importou. Ninguém os veria e ela não pretendia fazer nada muito exagerado. Cerca de cinco centímetros os separavam e então os eliminou, passando seus braços em torno do pescoço de Holland e sentindo os braços dele envolverem sua cintura com certa força. Sorriu largamente, com malícia, antes de acariciar a bochecha do rapaz, com a ponta do nariz.
– Sabe Tom, estou curiosa. – Ela murmurou, em um tom de voz baixo.
– É? – A falta de controle era óbvia na voz do rapaz, mas o parabenizou internamente por tentar se manter inteiro. – Com o que?
– Você disse que talvez estivesse tentando virar o jogo. – deu de ombros. – Mas até agora não fez nada.
– Você também não. – Tom retrucou e a loira riu.
– É, tem razão. – Suspirou. – Talvez eu devesse começar a agir então.
E com um último sorriso malicioso, grudou seus lábios no maxilar de Tom, depositando um beijo e uma mordida na pele do rapaz, que suspirou e afundou seus dedos na cintura da loira. Ela moveu os lábios pelo pescoço de Holland, até chegar a sua orelha e mordeu o lóbulo, voltando a beijar seu pescoço com suavidade. Tom deu alguns passos para frente, obrigando a se encostar na parede e prendendo o corpo da garota com o seu. Desceu uma das mãos até as coxas dela, erguendo a perna dela até sua cintura e afundando seus dedos em sua pele, de forma a extravasar os sentimentos que a boca dela lhe provocava.
– Assim está bom? – Ela questionou, afastando a boca da pele de Tom, que gemeu a contragosto e procurou por mais contato entre seus corpos.
– Ainda não. – Ele resmungou, finalmente entrando no jogo. Com uma mão ocupada em manter a coxa esquerda de grudada em sua cintura, usou a outra mão para acariciar a pele da loira por dentro da camiseta, subindo por sua cintura e alcançando seu seio por cima do top. – Assim está melhor. – Tom sorriu, os olhos grudados na expressão satisfeita de ao senti-lo acariciar seu mamilo com suavidade.
– Você quer mesmo começar com isso, Holland? – Ela questionou, descendo uma das mãos que repousava na nuca dele para os ombros do rapaz, usando suas unhas para deixar algumas marcas. – Porque se for começar, eu só vou parar quando nós dois estivermos tão suados e cansados que não seremos capazes de sair daqui por algumas horas, até que nossas vozes voltem ao normal.
Apesar das bochechas coradas, Tom se obrigou a olhar nos olhos de ao dizer: – Talvez devamos começar de uma vez.
Com o corpo fervendo, aproximou seus lábios dos de Tom, apenas para bufar em irritação quando alguém chamou pelo rapaz ao longe. Tom se afastou alguns centímetros, apenas por precaução. Eles não poderiam ser pegos naquela situação por ninguém que não fosse Harrison.
– Mas que porra mesmo. – Ela grunhiu. – Será que sempre vai ter alguém pra atrapalhar esse bendito beijo? – Reclamou, irritada por não ter a chance de provar aqueles lábios de uma vez por todas.
Mas o olhar que Tom lhe lançou antes de se afastar daquele vão e sumir pelo corredor apenas lhe confirmou que eles teriam sim, a chance de se beijarem. E não iria demorar muito mais tempo.

terminou de gravar suas cenas com Tom e Jacob ao final da tarde. Tinha um compromisso importante, então apenas correu para seu camarim para trocar de roupa. O conjunto blusa de botões e saia plissada de Gwen Stacy era até bonitinho, mas nada que fosse realmente usar fora dos sets. Não combinava em nada com sua personalidade. Pegou sua bolsa e saiu do camarim, ouvindo as risadas de Tom e Harrison na sala da frente. Parou por um momento, tentada a entrar e provocar Holland apenas mais um pouquinho, mas logo afastou aqueles pensamentos e correu para fora do estúdio. Estava atrasada e não poderia se dar ao luxo de deixar Edward a esperando à toa.
Tinham poucos fãs nas portas do estúdio e logo foi abordada por alguns, ansiosos para falarem a respeito do papel dela no filme e parar tirar uma foto. os atendeu com carinho e logo estava em seu carro, dirigindo pelas ruas de Nova Iorque no limite de velocidade permitido por lei. Estacionou em frente ao restaurante em que Edward havia marcado a reserva e entregou as chaves para o manobrista. A moça da recepção sorriu para e logo a loira estava acomodada na mesa, com Edward a sua frente. O irmão de a abraçou com força, antes de segurá-la pelas mãos e sorrir.
– Como você está?
– Bem e você, Ed? – Ela questionou, com preocupação.
– Ótimo. Sóbrio a quatro meses. – O rapaz afirmou, com certo orgulho na voz.
suspirou em alívio, acariciando o ombro do irmão em seguida.
– Isso é maravilhoso. Estive muito preocupada com você. – Ela afirmou, com o tom de voz pesaroso. – Queria muito ter ido te visitar.
– Você não poderia e não deveria, . – O rapaz suspirou. – Eu sei o quanto é difícil para você voltar.
– E como eles estão? – Ela questionou, apenas por educação.
E por mais que fingisse interesse, Edward sabia que ela realmente não se importava com a resposta que ele daria. apenas não queria magoar Edward ao demonstrar sua total frieza com relação a tudo que fazia referência aos pais.
– Mamãe está tentando fazer a agência de modelos prosperar. E papai está trabalhando com o administrativo da loja. Estão bem. – Ed afirmou, enquanto assentia.
– Isso é bom.
– Mas e você? Está mesmo bem? – O irmão questionou, preocupado. – Fiquei sabendo dos rumores que saíram na mídia.
– São apenas rumores, nada demais. – deu de ombros. – Estou gravando Spider-Man e está sendo maravilhoso. – Ela sorriu contente.
– Fico feliz, irmã. – Ed também sorriu. – Mas e o seu namorado?
– Eu não tenho namorado, você me conhece. – revirou os olhos.
– Bom, talvez você devesse avisar a ele. – O homem riu, enquanto arqueava as sobrancelhas, em confusão.
– O que? – Indagou.
Edward riu. – Eu não sei como você consegue decorar textos imensos e não tem a capacidade de prestar atenção nas coisas ao seu redor.
– Faça sentido, Edward. – bufou, irritada pela implicância do irmão.
– Seu suposto namorado acabou de se acomodar na mesa perto da janela. – O loiro falou e virou-se de costas, encontrando Tom e Harrison a três mesas de distância deles. Tom acenou em cumprimento e Osterfield lhe lançou um sorriso fraco. Ela mordeu o lábio inferior, antes de acenar e voltar a prestar atenção no irmão.
– Ele não é meu namorado. – declarou por fim. Edward riu fraco.
– Não foi o que saiu na mídia.
– A mídia aumenta tudo. – Suspirou, cansada. – Não estou namorado e duvido que algum dia eu vá namorar.
– Tudo bem. – Edward se rendeu, levantando as mãos para o alto.
A garçonete do restaurante se aproximou dos irmãos e ambos fizeram seus pedidos, já acostumados a comer a mesma coisa quando se encontravam.
– Vai ficar por quanto tempo? – A loira questionou, bebericando seu suco de laranja.
– Umas duas semanas. – Ed respondeu. – Tenho algumas papeladas para resolver e vai levar alguns dias.
– Quer ficar lá em casa? – Questionou. – Sabe que tem espaço e não vai atrapalhar em nada. – Falou. – Só vai ter que dividir o apartamento comigo e .
Ed deu de ombros, sorrindo torto. e ele tinham um passado, que se tornava muito presente quando se encontravam.
– Sem problemas. Deixei minha mala na casa do James. – Mencionou o melhor amigo e fez uma careta, revirando os olhos em seguida. Edward ignorou a reação da irmã, pois a conhecia bem demais para evitar entrar naquele assunto.
– Podemos passar lá para você pegar as suas coisas. – Ela sugeriu. – Mas não vou subir. – Lembrou.
– Eu sei.
Jantaram tranquilamente, enquanto conversavam sobre tudo e nada, como costumavam fazer quando ainda moravam juntos na Irlanda. Diferente da relação com os pais, era muito próxima de Edward e sentia muita falta do irmão. Passou por um período conturbado quando o rapaz decidiu se internar em uma clínica de reabilitação e se culpava por tê-lo abandonado quando se mudou definitivamente para Los Angeles. E embora Edward não a culpasse, ela se sentia em dívida com o irmão.
. – Ed chamou, alguns minutos após eles finalizarem o brownie com sorvete que haviam pedido para a sobremesa.
– Sim? – A garota levantou os olhos para ele, abandonando a colher no prato.
– Estamos sendo observados pelo seu não-namorado. – Foi o que ele disse e se virou para trás novamente, encontrando os olhos de Tom fixos nela. Sorriu, acenando para o garoto, se voltando para o irmão, sem dizer uma palavra. – Tudo bem, o que foi isso? – O rapaz questionou curioso. riu.
– É uma história um pouco longa, que ainda não se desenrolou. – Ela deu de ombros.
– Pois bem, a sua história um pouco longa e que não se desenrolou está vindo para cá. – Edward informou e sorriu com malícia.
Logo sentiu Tom as suas costas, virando-se em direção ao rapaz e o fitando com curiosidade.
– Sim? – Ela disse, simplesmente.
– Podemos conversar? – Holland indagou, acenando brevemente para Edward.
– Vou ao banheiro. – O irmão informou, se levantando e sumindo por entre as pessoas. Tom sentou ao lado de , que arqueou as sobrancelhas em sua direção.
– Desembucha, Holland. – Ela murmurou, com os olhos em fendas.
– Nunca te vi por aqui antes. – O rapaz disse, tentando enrolar. revirou os olhos.
– Edward está hospedado aqui por perto e fez a reserva. Não fica perto do meu apartamento, por isso você nunca me viu por aqui. – deu de ombros.
– E quem é Edward? – Tom questionou, sem demonstrar que estava sentindo ciúmes.
– Meu irmão. – falou e Tom se surpreendeu, sentindo as bochechas corarem no mesmo instante. Não havia percebido semelhanças entre o rapaz que antes sentava-se com e a mulher ao seu lado. Ela sorriu para ele, apertando suas bochechas com os dedos. – Não precisa ficar com vergonha, Tom.
– Eu não estou. – O rapaz retrucou, emburrado. riu mais, sabendo que era mentira.
– Sabe o que isso me lembra? – Ela perguntou, fitando-o com intensidade. Os cabelos revirados o deixavam ainda mais charmoso e mal conseguia desviar o olhar da boca de Holland.
– O que? – Tom suspirou já envolto por aquela tensão que sempre os cercava.
– Que nos devemos um beijo. – Ela respondeu. – E eu acho um crime perder essa oportunidade. – Sorriu com malícia.
Edward voltou a mesa e encarou a cena. Sorriu fraco, antes de pigarreou e chamar a atenção para si.
– Vamos? Preciso pegar as minhas malas. – Ele lembrou. assentiu, entregando sua bolsa para o irmão, lançando olhadelas para Holland.
– Eu preciso resolver uma coisa com o Tom primeiro. Pode pagar a conta e pegar o carro? Já te encontro. – Ela murmurou, vendo o irmão se afastar no mesmo instante em que Tom arqueou as sobrancelhas para ela e levantou, o puxando para os fundos do restaurante.
A área externa estava deserta e sorriu assim que passou pelas portas. Ela finalmente ia beijar Tom Holland e sentia a expectativa queimar em sua pele.
puxou Tom pelo braço, se escorando na parede e deixando o rapaz se encaixar por entre suas pernas. Tom a prensou contra a parede, acabando com qualquer distância entre seus corpos. o abraçou pelo pescoço e Holland apertou sua cintura por baixo da blusa, suspirando em seus lábios antes de depositar um selinho na boca de .
– Não temos muito tempo. – Ela o lembrou, mordendo seu lábio inferior e com o olhar fixo no de Holland.
– Isso é uma pena. – Tom disse por fim, vencendo a distância entre eles e finalmente unindo seus lábios. gemeu baixinho, muito mais entregue do que ela imaginara que ficaria, enquanto Tom suspirou, entreabrindo os lábios e deixando sua língua se encontrar com a de . O beijo não era calmo ou delicado, o que apenas aumentava a tensão entre eles. acariciava a nuca de Tom e puxava seus cabelos, enquanto Holland acariciava a pele de por baixo da blusa. A falta de fôlego se fez presente, os fazendo afastar os lábios um do outro e respirar profundamente, antes de voltarem a se beijar mais algumas vezes, intercalando os beijos com mordidas nos lábios e selinhos rápidos.
O celular de vibrou e a garota suspirou, não querendo se separar de Tom de forma nenhuma. Acabou selando seus lábios longamente, antes de abrir os olhos e o fitar. Os lábios vermelhos de Holland a fizeram sorrir e quando ele se aproximou para outro beijo, ela negou com a cabeça e afastou seus braços do pescoço dele.
– Eu preciso ir. – Informou. – Meu irmão está me esperando.
– Tudo bem. – Tom assentiu, a contragosto. – Nos vemos amanhã.
E mesmo com a despedida, ele não a soltou, o que apenas fez alargar seu sorriso. Aproximou-se de Tom, segurando em seus braços e o beijou delicadamente, sem envolver a língua no ato. Suspirou contra seus lábios e o soltou novamente, o empurrando levemente para que ele se afastasse e ela pudesse sair.
– Vem, vamos. – Ela disse, o puxando pela mão para dentro do restaurante novamente. Passou pela mesa onde ele estava sentado e acenou para Harrison, que os encarou com um sorriso malicioso estampado nos lábios. Já na porta do estabelecimento, se virou para Holland e acenou uma última vez, antes de correr para seu carro, encontrando o riso divertido de Edward, que foi o caminho inteiro fazendo piadinhas a respeito do “namorico” de .

Capítulo 7
Holland.
Thomas acordou mais cedo do que normalmente fazia. Mal tinha conseguido dormir, tamanho eram os pensamentos rondando sua mente durante a madrugada. Assim que se sentou na cama e colocou os pés no chão, sentiu a necessidade de extravasar. E com aquele pensamento, vestiu uma regata, bermuda e os tênis de corrida, colocou o celular na braçadeira e os fones de ouvido, saindo da casa no intuito de correr pela vizinhança. Tom sabia que deveria começar a fazer esse exercício todos os dias e não apenas aos sábados, como costumava, mas a preguiça era tanta que ele sempre ignorava seu despertador e voltada a dormir, nem que fosse por apenas 10 minutos.
Mas naquele dia, ele sentia que iria precisar.
Então correu por quase 30 minutos, parando apenas quando seu corpo começou a latejar e sua respiração estava falhada. Resolveu andar a última quadra até a sua padaria favorita, a fim de comprar comida necessária para o café da manhã, voltando para casa quando já eram quase 9h da manhã. Quando abriu a porta de casa, suado e com uma sacola que exalava o cheiro do bolo de laranja, encontrou Harrison jogado no sofá, parecendo ter se levantado apenas para cochilar no móvel, ao invés de assistir ao noticiário matinal.
Tom tirou os fones de ouvido, jogando as chaves na mesa de centro e então seguindo para a cozinha, onde deixou o pacote em cima do balcão e se pôs a preparar a vitamina que tomava todos os dias. O barulho do liquidificador acordou Harrison, que logo apareceu na cozinha e suspirou em alívio ao ver a sacola com comida.
– A gente poderia se casar, na moral. – O loiro comentou.
– Amizade é o suficiente. – Tom respondeu, fazendo o amigo rir. Harrison sentou no balcão e organizou a comida na mesa, enquanto Tom servia as vitaminas em dois copos. Sentou-se à mesa e começou a comer, sendo observado por Harrison e seu sorriso malicioso.
– Não conseguiu dormir então? – Questionou, com as segundas intenções explícitas em sua voz.
– Não. – Tom respondeu.
– E isso tem relação a um certo acontecimento de ontem?
– Não sei do que você está falando. – Holland sorriu sem mostrar os dentes, enquanto Harrison bufava e revirava os olhos.
– Que tipo de melhor amigo você é que não conta as coisas para mim?
– O tipo que não ter repetir a mesma história para o Jacob daqui à uma hora. – Tom deu de ombros. Harrison abriu a boca para retrucar, desistindo em seguida.
– Você tem um bom argumento, mas já declaro que isso não me deixa feliz.
– Você supera. – Holland riu, terminando de tomar café e seguindo para o banheiro, deixando a bagunça para Harrison arrumar. Afinal, ele havia ido comprar as coisas e nada mais justo que Harrison organizasse a cozinha. Tomou banho e se vestiu, optando por jeans e uma camiseta vinho. Também pegou um boné e os óculos escuros, seguindo para a sala e encontrando Harrison já arrumado e com o celular em mãos.
– Os Russo estão atrás de você. – Sacudiu o celular e Tom suspirou.
– Aposto que eles querem regravar alguma cena. – Deu de ombros. – Já esperava por isso.
– Te querem lá pelo resto da semana. – Harrison informou.
– Vou conversar com Jon hoje e ver como isso vai ficar. – Falou e Harrison assentiu.
Harrison e ele seguiram para a garagem, onde Tom ocupou o assento do motorista e logo já estava dirigindo pelas ruas de Nova Iorque.
– Nem uma dica? A respeito de ontem? – Harrison indagou, sem conseguir conter sua curiosidade.
– Não. – Tom riu.

Tom apenas compreendeu o quão ferrado ele estava, quando chegou ao set de gravações naquele dia e avistou conversando com Jacob, sentindo uma vontade absurda de puxar a garota para um canto qualquer e beijá-la até ficar com os lábios inchados. Suspirou, ajeitando os óculos que teimavam em escorregar pela ponte de seu nariz e bagunçou os cabelos, sendo seguido por Harrison de perto.
Ambos os rapazes cumprimentaram Jacob e , mas a troca de olhares entre a mulher e Holland não passou despercebida por nenhum dos outros dois. Harrison tinha mais informações que Jacob e ainda sim, podia afirmar com toda a certeza do mundo, que não entendia aquela pseudo relação que estava se estabelecendo entre seu melhor amigo e a irlandesa.
– Jon estava te procurando. – Jacob avisou a Tom, que suspirou, antes de assentir com a cabeça.
– Eu acho que sei o que ele quer. – Murmurou em resposta. – Regravações de Avengers 4.
– Mas já? – Jacob questionou surpreso.
– Na verdade, é a pré regravação. – Tom deu de ombros. – Vou passar o resto da semana sem aparecer por aqui.
– Isso não vai nos atrasar? – questionou, parecendo preocupada. Ela já estava vestindo as roupas de Gwen Stacy e os cabelos penteados para trás e a tiara no topo de sua cabeça apenas lhe davam uma aparência mais angelical do que o normal, fazendo Tom distrair-se e demorar a formular respostas diretas.
– Não exatamente. – Harrison respondeu, tomando a frente. – Todas as cenas sem o Tom ou com o dublê podem ser gravadas nesse período. – Explicou, recebendo um aceno positivo de .
– Entendi. – Ela sorriu. – Bem, preciso correr para a maquiagem. Até daqui a pouco! – E atirando um beijo para todos, sumiu pelo set de filmagens, sendo seguida pelo olhar de Tom.
Harrison riu, enquanto Jacob encarava o amigo com curiosidade.
– Eu perdi alguma coisa? – Jacob indagou, causando um rubor nas bochechas de Tom instantaneamente.
– Quem perdeu alguma coisa foi o Tom, meu amigo. – Harrison zoou. – E ele perdeu todo o autocontrole que um dia ele possuiu.
– Vocês vão me explicar ou eu vou ter que procurar a ? – Jacob disse, impaciente.
– Camarim, por favor. – Tom suspirou, sendo seguido pelos dois amigos para seu camarim individual.
Se largou no sofá, suspirando alto, enquanto Jacob e Harrison ocupavam as poltronas.
– Estão querendo me matar de curiosidade? – Jacob indagou, sem conseguir conter sua curiosidade.
– Tudo que eu sei é que estava jantando com um rapaz naquele restaurante perto de casa, onde sempre comemos. – Harrison começou a contar a história, detendo toda a atenção de Batalon. – Nosso querido Holland ficou com ciúmes e foi tirar satisfações. Alguns minutos de conversa resultaram com os dois nos fundos do restaurante, que só para constar, estava vazio. – O loiro comentou sugestivamente e Jacob sorriu com malícia. – Eles voltaram quase 10 minutos depois, de mãos dadas, com as roupas amassadas e as bocas inchadas.
– Que orgulho! – Jacob riu, se inclinando para frente e sacudindo o ombro de Tom com entusiasmo.
– Vocês nem sabem se aconteceu alguma coisa. – Tom contestou, arqueando as sobrancelhas para os amigos.
Jacob olhou para Harrison, que suspirou.
– Ele não quis me contar.
– Ah não Thomas, não me diga que você se acovardou. – Jacob implorou, sacudindo Tom pelos ombros novamente.
– É claro que não. – Tom bufou. – Aquela mulher não deixa essa opção.
– Então vocês se beijaram? – Harrison indagou, apenas para ter certeza.
– É. – Tom corou, quando as lembranças surgiram em sua mente.
– E agora vocês estão juntos? – Jacob questionou.
– Não exatamente. – Thomas deu de ombros. – Ela não quer um relacionamento.
– Mas você quer?
– Eu quero ela. – Confessou. – Não achei que pudesse piorar a atração que eu já sentia, mas vê-la hoje só deixou bem claro que não existe mais uma realidade onde eu não vá querê-la. – Suspirou, entrando em um dilema interno.
– Bom, isso é um problema. – Jacob disse por fim.
– Vocês são muito dramáticos. – Harrison revirou os olhos. – Já falei para o Thomas pensar com a cabeça, mas ele insiste em se enfiar dentro de uma caixa.
– Tudo bem, não estou acompanhando. – Jacob murmurou, franzindo o cenho em confusão.
sabe que Tom não vai se contentar com uma foda casual. E mesmo assim, ela está insistindo nele. Talvez ela só diga que não quer algo sério, porque é o modus operandi dela. Tom tem chances de conquistá-la. – Harrison explicou.
– Faz sentido. – Jacob assentiu. – E qual o plano para conquistar o coração de ? – Arqueou as sobrancelhas, demonstrando animação.
– Não tenho um plano. – Tom suspirou. – Não consigo raciocinar direito com ela por perto.
– Enquanto você não dormir com ela, essa tensão não vai te deixar pensar com clareza. – Harrison condenou. – Não sei se admiro a sua resistência ou te acho o maior otário do planeta.
– Provavelmente a segunda opção. – Tom se deixou rir. – De qualquer forma, não vou conseguir pensar em nada até voltar definitivamente para cá. Preciso resolver as coisas com os Russo antes.
– Mas ainda tem o dia de hoje. – Jacob falou, dando de ombros em seguida. Tom sorriu, assentindo em concordância. Ele realmente ainda tinha aquele dia.
E podia fazer um belo estrago na calcinha de antes de deixá-la em abstinência de sua presença.

Peter corria por um beco, com a mochila em umas das mãos e tirando a máscara do uniforme do Homem-Aranha com a outra, quando já estava afastado da rua. Resmungou alguma coisa incompreensível, antes de parar de correr e apertar o botão no peito do uniforme, deixando-o mais largo e mais fácil para retirar. Procurou por suas roupas dentro da mochila e estava com os jeans e as meias no corpo quando uma exclamação surpresa soou as suas costas. Enfiou o uniforme dentro da mochila com um movimento rápido e olhou em volta, se dando conta que estava em um beco ao lado da escola e que Gwen Stacy o encarava com o semblante curioso. A garota usava uma calça jeans e uma blusa de botões branca, diferente das roupas que normalmente usava na escola. Os cabelos loiros estavam soltos e ela não usava sua costumeira tiara.
– O que está fazendo aqui, Peter? – Questionou, com preocupação, após passar os olhos pelo estado do garoto. – Você foi assaltado? – Indagou, arregalando os olhos brevemente.
– Não, eu… – Peter engoliu a seco, sem saber que desculpa utilizar para sair daquela situação sem parecer maluco. – Precisei trocar de roupa. Minha camiseta estava suja. – Falou por fim, sabendo que não soara tão convincente quanto gostaria.
– Poderia utilizar o banheiro da escola. – Gwen comentou, de forma gentil. – De qualquer forma, nos vemos na reunião? – Indagou, sorrindo aquele sorriso que enfraquecia as pernas de Parker.
– Claro. – Peter murmurou, observando-a acenar e seguir para a escola, com a típica expressão apaixonada que ele já estava acostumado a montar quando se tratava de Gwen Stacy.

– E corta! – Jon gritou, com um largo sorriso no rosto. Tom logo deixou os ombros caírem e seguiu para o lado do diretor, querendo uma opinião a respeito da cena. Com a mesma motivação, voltou correndo para o set e parou ao lado de Holland, com a respiração falha e os cabelos desgrenhados.
Tom levantou a mão direita e a moveu até os fios da loira, os colocando no lugar enquanto ela o observava atentamente. Sorriu, voltando sua atenção para Jon, que repassou a cena para os atores verem e decidirem se precisavam de mais uma tomada. Apesar dos altos padrões que Jon estabelecia para a atuação no filme, tanto Tom quanto gostavam de rever suas performances e julgar por si mesmos se precisavam melhorar alguma coisa.
– Por mim está ótima. – Holland disse por fim, após o olhar questionador de Jon cair sobre si.
– Eu também gostei. – assentiu com a cabeça.
Estavam gravando dentro do estúdio C, que era a céu aberto e dava uma maior veracidade para as cenas que supostamente se passavam na rua. Um pequeno beco havia sido montado entre os trailers que normalmente ocupavam aquele espaço, e serviam para gravar as cenas fora do set de Spider-Man.
– Por hoje é só isso, pessoal! – Jon gritou, dispensando a equipe. Voltou-se para Tom no instante seguinte. – Te vejo na segunda, certo?
– Sem dúvidas. – Tom assentiu. – Alguma cena específica?
– Não, vamos continuar de onde paramos. – Watts informou. Acenou para os atores e sumiu pelo set de filmagens, enquanto o restante da equipe se dispersava aos poucos.
– Não vou te ver até segunda então? – indagou, com o cenho franzido e um brilho nos olhos que Tom já identificava como segundas intenções por parte dela.
– Sim. – Respondeu.
– E quem eu vou provocar durante o resto da semana? – Ela fez bico com os lábios, chamando a atenção de Holland para sua boca no mesmo instante.
– Espero que ninguém. – Ele mordeu o próprio lábio, jogando as mãos para trás do corpo, em uma tentativa de evitar puxar a cintura de para junto de seu corpo.
– Você é ciumento, Thomas? – Ela questionou, com um sorriso torto. Deu um passo para frente, ficando mais próxima do que a sanidade de Tom poderia aguentar. – Porque se for, não precisa se preocupar. Só tenho olhos para você agora.
– Não sou ciumento. – Foi o que Tom replicou.
– Pois deveria ser. – soprou. – Fodas pós-briga são as melhores.
E as bochechas de Tom coraram no mesmo instante. O rapaz se questionou se algum dia conseguiria se equiparar a em suas frases e chegou a conclusão de que não. Ela falava com tanta naturalidade, que não soava forçado aos seus ouvidos. Já para Tom, qualquer palavra errada o deixava corado.
– Vai sentir minha falta? – Ele murmurou, tendo consciência de que aquele era o máximo de atrevimento que sairia de seus lábios.
– Se você quer que eu sinta a sua falta, tem que me dar alguma coisa para esperar. – Rebateu, fazendo Tom sorrir e em um impulso, puxá-la para dentro do trailer mais próximo, que para sua sorte, estava destrancado.
Holland segurou na cintura de , dando passos para trás e caindo no sofá. Puxou a loira para si e ela sorriu, antes de ficar de joelhos, com Tom entre suas pernas. Ele não deu tempo para que ela pensasse em qualquer coisa, pois a puxou pela nuca e grudou seus lábios nos dela. Uma das mãos segurava os cabelos de em um bolo, enquanto a outra subia pela cintura dela, por debaixo da blusa, acariciando a pele macia e arrepiando seus pelos.
suspirou contra a boca de Tom, sentando no colo dele e o abraçando pelo pescoço, unindo seus corpos ainda mais. Ela entreabriu os lábios apenas para sentir um chupão em seu lábio inferior, perdendo o resto de sanidade que lhe restava e afundando as unhas nas costas de Tom. O rapaz invadiu a boca de com a língua, fazendo-a perder o ar devido a intensidade com a qual o beijo se iniciou. As línguas se acariciam com intensidade e soltava gemidos baixos a cada vez que Tom chupava a língua dela e apertava sua cintura. O rapaz desceu a mão que segurava os cabelos de para sua bunda, espalmando as duas mãos no local e apertando suavemente. sorriu, findando o beijo com duas mordidas no lábio de Tom e o encarando com diversão.
– Você é meio bruto, Tom. – Ela observou, segurando o rosto do rapaz e olhando fixamente em seus olhos. – Mata a minha curiosidade e responde se você fode com força ou gosta de trepada amorzinho.
Tom sorriu, selando seus lábios rapidamente antes de mover a boca para a clavícula de e deixar algumas mordidas no local. – Você vai ter que descobrir sozinha. – Sussurrou contra o pescoço dela, deixando alguns beijos molhados, que a fizeram suspirar.
– Você está me fazendo passar vontade. – disse, o repreendendo. – Vou ter que me tocar novamente quando chegar em casa. – Falou, causando um arrepio na nuca de Thomas. Beijou o rosto e o pescoço do garoto, parando a boca em sua orelha e mordendo o lóbulo com suavidade. – Você vai se tocar pensando em mim, Tom?
– Sem nenhuma dúvida. – Respondeu.
– Ótimo. – sorriu. Empurrou Tom pelo peito e voltou a pisar no chão, lançando um olhar malicioso para ele em seguida. – Talvez eu até te mande uma foto.
Se inclinou e o beijou novamente, acenando antes de sair do trailer. Tom gargalhou, mesmo que a situação que havia ficado em suas calças fosse mais desesperadora do que qualquer outra coisa. Ele certamente ia esperar pela foto.

Capítulo 8
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O restante da semana de não foi tão empolgante como ela gostaria. Ela gravou poucas cenas para Spider-Man, assinou um contrato com a Cosmolitan para ser a capa da edição do próximo mês da revista – para onde cederia uma entrevista exclusiva – assistiu séries e foi para uma boate com . Mas nem rebolar a bunda ao som de God is a Woman da Ariana Grande fez se sentir ansiosa da forma como estava se sentindo na manhã daquela segunda-feira.
Tudo isso por conta de um certo ator inglês que não saíra de seus pensamentos e de suas fantasias na banheira. Acabara sim, enviando uma foto para Holland, muito menos reveladora do que gostaria, mas queria deixar alguma surpresa para quando Tom finalmente tirasse suas roupas. Esperava que ele retribuísse a gentileza que certamente o havia inspirado a realizar um cinco conta um, jogando-a dentro de seu camarim naquele dia e a fodendo contra a porta. Sabia que aquilo não aconteceria, mas ela acreditava que uma garota poderia sonhar com qualquer coisa.
se espreguiçou na cama e soltou um grunhido, antes de levantar e seguir para o banheiro. Só tinha gravações durante a tarde, por isso havia aproveitado a madrugada para rever sua série favorita e havia dormido durante praticamente toda a manhã. Estava cansada e com olheiras, mas seu amor por Friends fazia qualquer esforço valer a pena. Tomou um banho demorado e saiu enrolada em uma toalha, ouvindo o barulho da porta da porta do quarto ao lado ser aberta e a voz de chamar por ela em seguida.
– No quarto! – Respondeu, também gritando. Logo a amiga irrompeu pela porta, com um sorriso largo e os olhos brilhando em expectativa. Tinha os cabelos presos em um rabo de cavalo e usava um vestido amarelo.
franziu o cenho para ela, em confusão. não era animada pela manhã. Mesmo que já fossem quase 11h.
– Advinha quem foi contratada para fotografar o TCA? – Ela questionou, sem conseguir conter os pulinhos animados.
– Hm, – resmungou, colocando a mão no queixo e fingindo parar para pensar. – Minha melhor amiga super talentosa e linda?
– SIM! – berrou.
– Parabéns! – exclamou, puxando a amiga para um abraço forte. – Você vai arrasar!
– Me diga que seu vestido já está escolhido, pois você é a estrela daquela premiação! – implorou, juntando as mãos e lançando um olhar suplicante para . A loira riu.
– Não sou a estrela da premiação. – Retrucou, seguindo para seu closet, enquanto se jogava em sua cama.
, por favor. – Bufou. – Você recebeu cinco indicações. Certamente vai levar as cinco.
– Eu não contaria com isso. – A loira comentou. – No máximo posso ganhar a de Melhor Atriz de Drama e devo tudo isso a Sofia Coppola.
revirou os olhos: – Deve a si mesma, já que foi você quem atuou no filme.
– Tanto faz. – Riu fraco. – Mas sim, eu já tenho um vestido em mente.
– É disso que eu estou falando! – A outra comemorou. – Espere só para ver as fotos maravilhosas que vou tirar de você.
voltou ao quarto, usando uma saia de veludo molhado, uma blusa com o logo da Adidas e sandálias sem salto. Os cabelos estavam presos em um coque alto e ela tinha brincos dourados nas orelhas. lhe lançou um olhar malicioso, fazendo a loira revirar os olhos.
– Tom Holland que se cuide hoje. – Foi o que ela comentou. – Aliás, ele vai ao TCA?
– Não sei. – Deu de ombros. – Não conversamos muito.
– Claro, vocês ficam trocando saliva, apenas.
– Exatamente. – sorriu sem mostrar os dentes. – Apesar de apenas ter acontecido duas vezes.
– E quando ele vai entrar na sua calcinha?
– O mais rápido possível. – Suspirou. Deixou a toalha molhada no cesto de roupas sujas e sentou ao lado de na cama. – É complicado achar um lugar, sabe?
– Seria tão incrível se vocês tivessem camarins individuais… – A morena disse, com a mão no queixo e uma expressão debochada no rosto. – Ah, espera! Vocês tem!
– Amiga, eu bem que sugeriria isso. Mas eu quero aproveitar aquele corpo e uma foda rapidinha não vai realmente me satisfazer. – pontuou.
– Chame-o para vir aqui. – deu de ombros, não vendo os problemas que via.
– E Edward vai adorar ter a irmãzinha dele gemendo e gritando no quarto ao lado. – Revirou os olhos.
– Posso levar o Edward para um passeio. – sorriu, com malícia. – Você sabe que não seria nenhum sacrifício.
– Você e meu irmão precisam se assumir. – Riu.
Achava divertida toda a situação entre Ed e . Sempre que eles se viam, acabavam juntos e exclusivos. Até ele voltar para a Irlanda e voltar a sua vida de solteira com ainda mais vontade.
– Estamos bem assim, obrigada. – bufou. – De qualquer forma, estamos falando de você.
– Continuaremos a falar de mim no almoço, que tal? – Sugeriu, com os olhos brilhando em expectativa. – Estou faminta.
– Você dirige. – ordenou, fazendo rir e puxá-la para fora do quarto. Seu irmão, Edward, estava na sala assistindo TV e sorriu para as duas garotas assim que as viu.
– Vamos almoçar fora. – informou. – Quer vir junto?
– Seu namorado vai? – Ele indagou, divertido. gargalhou e revirou os olhos.
– Não, o que é uma pena. – Retrucou. – Banheiros de restaurante são ótimos para uma rapidinha.
Edward fechou a cara, fazendo a irmã rir com gosto.
– Idiota.
– Você quem começou. – Ela deu de ombros. – Decida-se agora ou cozinhe para si mesmo! – Exclamou, levantando uma das mãos e contando os segundos com os dedos. Edward desligou a TV e se colocou de pé, caminhando para a porta junto com a irmã e .
– Mexicana? – Ele questionou, enquanto trancava a porta as suas costas. Trocou um olhar com , que estalou os lábios e riu fraco.
– Hoje é segunda. Dia de brasileira.
Dito isso, seguiram para o elevador e posteriormente, para o carro de . Almoçaram no restaurante de comida brasileira favorito das garotas, enquanto elas riam da expressão suspeita de Edward ao observar cada prato e seus nomes estranhos.

Mais tarde, deixou os dois na porta do prédio em que morava, com um aviso explícito para as ambos se comportassem e dirigiu para o set de filmagens. Encontrou Jacob Batalon no estacionamento e acenou para o rapaz, que a esperou descer do carro para caminharem juntos para o estúdio.
– Boa tarde, Jacob! – Ela sorriu, de forma simpática.
– Chegando agora? – Indagou.
– Sim. – Suspirou. – Apenas cenas rápidas hoje.
– Que inveja. – Batalon riu. – Estou gravando com Tom a manhã inteira.
– Oh, Tom já está de volta? – Questionou, fingindo-se de desentendida.
– Como se você não soubesse que sim. – O rapaz acusou, fazendo-a dar de ombros e rir.
– Nem todos se convencem com essa cara de surpresa. – comentou. Empurrou as portas do estúdio A e logo a movimentação pela qual era apaixonada entrou em seu campo de visão.
– Eu teria me convencido, caso não tivesse passado a manhã com Tom e sua ansiedade. – Jacob comentou, atraindo a atenção da loira, que arqueou as sobrancelhas e procurou por Thomas pelo set. O encontrou sentado em sua cadeira, lendo o texto e já uniformizado.
– Muito obrigada por essa informação. – Ela se virou para Jacob, sorrindo com diversão.
– Não tem dê que. – Jacob assentiu, sumindo pelo corredor dos camarins.
caminhou até a cadeira destinada a ela, colocada ao lado da de Tom naquela tarde. Sentou-se e aproveitou o set vazio para colocar a mão esquerda na coxa de Thomas e apertar o local com a ponta dos dedos. Holland pulou de susto, afastando o olhar do texto em suas mãos e os fixando em . Sorriu largo e ela o achou extremamente fofo. Apenas para revirar os olhos para si mesma e afastar aqueles pensamentos.
Sexo, . Apenas isso.
– Achei que não vinha hoje. – Ele comentou.
– Só tinha algumas cenas rápidas e Jon me autorizou a vir apenas à tarde.
– Ah sim. – Thomas murmurou.
– Sentiu saudades é? – indagou, acariciando a perna de Tom, a mão próxima demais da virilha dele. Holland soltou o ar pela boca audivelmente e a encarou com intensidade.
– Se eu disser que não, vou estar mentindo. – Ele respondeu. – Pensar em você está virando rotina.
arqueou as sobrancelhas, realmente surpresa com as palavras de Holland. Esperava bochechas coradas e fugas nada sutis por parte dele.
– Espero que minha foto tenha te alegrado. – Ela sorriu, de forma inocente.
– Ah, com certeza. – Ele sorriu largamente. – Muito obrigado, aliás.
– Estarei esperando o retorno da gentileza. – disse por fim, afastando a mão do corpo de Tom assim que vozes e passos se fizeram presentes.
– É claro que vai estar. – Thomas riu e o encarou com os olhos em fendas.
Ele estava muito saidinho naquele dia e ela já tinha uma ideia de como fazê-lo voltar ao estado de bochechas coradas que a deixava com a calcinha molhada e uma vontade imensa de beijá-lo. Sorriu largo para Tom, levantando da cadeira e seguindo para seu camarim. Trocou de roupa e foi direto para a maquiagem e para o cabeleireiro, batendo o recorde e encarnando Gwen Stacy em menos de meia hora.
Voltou para o estúdio, já com seu texto em mãos e os ouvidos atentos a conversa que acontecia no set. Jon sorriu para ela e acenou para que se aproximasse. Tom e Jacob estavam ali, já caracterizados como seus personagens.
– Boa tarde, . – Jon a cumprimentou. – Aproveitou a pequena folga?
– Se com aproveitar você quer dizer dormir, então sim, aproveitei. – Ela respondeu, sorrindo e Jon riu.
– Não deixa de ser um aproveitamento. – Comentou. – Enfim, vamos lá. Todos preparados para suas cenas de hoje? São cenas importantes. Gwen quase vai descobrir o segredo de Peter e Ned vai ajudar a manter a identidade secreta do Homem-Aranha oculta, mais uma vez.
– Preparados. – Tom falou. Ned, ao seu lado, assentiu e apenas levantou o polegar indicando um “certo”.
– Depois dessa cena, teremos uma cena entre os vilões e vocês podem assistir, mas já sabem…
– Bico fechado. – murmurou, junto dos outros dois atores.
– Meus orgulhos! – Jon brincou, mandando cada ator para sua marca no instante seguinte.
O cenário era a casa de Peter. Gwen tinha um trabalho escolar para realizar com Peter e chegara adiantada a casa do rapaz. Tia May a autorizara a entrar e esperar no quarto de Peter, que estaria conversando com Ned a respeito do encontro que tivera com o vilão, Mysterio. parou a sua marca, no corredor do prédio em que Peter morava. Marisa já estava na sala, com a televisão ligada e Tom e Jacob no quarto de Peter. Jon iniciaria a gravação com a conversa entre os dois amigos, cortando para a tomada em que Gwen tocaria a companhia e seria recepcionada por May.
A cena em si levou meia hora para ser gravada, mas tanto Tom quando pediram uma segunda tomada pois observaram erros em suas posturas. Jon concordara com eles e solicitou uma terceira tomada, apenas por garantia. Revisaram as cenas, observando cada pequeno detalhe e enfim, foram liberados para um breve intervalo, antes de seguirem para o estúdio B e assistirem a cena entre Jake Gyllenhaal e Michael Keaton, o ex-vilão Abutre.
estava na cozinha, com uma fatia de bolo de chocolate e um copo de suco de laranja. A cadeira a sua frente, antes vazia, foi ocupada por Tom já usando jeans e camiseta. Ele sorriu para ela e o encarou com curiosidade, dando uma última garfada no bolo e afastando o prato de si.
– Hey. – Thomas murmurou. arqueou as sobrancelhas para ele, em dúvida quanto aquele comportamento.
– Hey. – Retrucou. Cruzou os braços em cima da mesa e Tom desviou o olhar rapidamente para seu decote, fazendo-a sorrir satisfeita. Ainda não havia trocado de figurino, então usava a saia e a regata de Gwen.
– Eu queria te perguntar uma coisa. – Coçou a nunca, desconfortável. – Mas não sei como você vai reagir.
– Você só vai descobrir quando perguntar. – pontuou. Tom assentiu brevemente, soltando o ar pela boca e encostando-se a cadeira.
– Podíamos sair. – Ele falou, receoso.
– Sair? – franziu o cenho. – Como em um encontro?
– É, – Suspirou. – Tipo isso.
– E porque? – Indagou surpresa. Não era convidada a ir a encontros pelos caras com quem, ocasionalmente, se relacionava.
– Porque eu gostaria de sair com você. – Tom falou, dando de ombros. o mediu com o olhar, antes de sorrir sem mostrar os dentes e assentir com a cabeça.
– E esse encontro vai terminar em sexo? – Questionou os olhos brilhando em malícia. Thomas corou e deu de ombros novamente.
– É possível. – Ele disse por fim.
– Sábado. As 20h. – falou, levantando da cadeira e colocando o prato na pia. Parou ao lado de Tom e se inclinou para ele, depositando um beijo rápido em seus lábios. – Estou ansiosa.
Estalou os lábios na bochecha dele, antes de seguir para o estúdio B e ocupar uma das cadeiras vazias em torno do set. Tom chegou instantes depois dela, ocupando um lugar no outro extremo do set e sorriu, satisfeita, pois seu plano correria perfeitamente.
Cumprimentou os atores e a equipe e aguardou o início da cena para digitar uma mensagem para Holland, que tinha o celular em mãos. Observou a expressão dele com divertimento.
Tom arqueou as sobrancelhas, confuso. Levantou o olhar para e recebeu um sorriso da loira, antes de digitar uma resposta.

Estou com um problema 03h45min PM

Tom: O que foi? 03h45min PM


03h46min PM

 

viu o exato momento em que Tom abriu a foto e arregalou os olhos, ficando extremamente ruborizado. Ela sorriu, lambendo os lábios antes de voltar a digitar.

Você fica maravilhoso com esse cabelo bagunçado 03h46min PM
Só consigo pensar em sexo 03h47min PM
Foi essa a sua intenção? Me deixar molhada?03h47min PM

Tom: Porra 03h47min PM

Te ver todos os dias com aquele uniforme é uma tortura 03h48min PM
Minha buceta bate palmas quando você passa com aquela roupa colada 03h48min PM

Tom: , por favor 03h48min PM

sorriu, encarando o olhar desesperado de Tom do outro lado do set. Ele se remexeu na cadeira, desconfortável e ela alargou seu sorriso.

Tá excitado, Holland? 03h48min PM
Quer que eu resolva seu problema? 03h48min PM
Porque estou bem curiosa a respeito da visão que estar de joelhos na sua frente deve proporcionar 03h48min PM
Fico ainda mais molhada só de pensar no seu gosto 03h48min PM
Me deixa te colocar na boca? 03h48min PM
Vou chupar te olhando 03h48min PM
E você pode foder minha boca como quiser 03h48min PM

 

observou Tom suspirar e levantar da cadeira que ocupava, sumindo pelos corredores no instante seguinte. Sorriu largo, bloqueando o celular e voltando a prestar atenção na cena. Sua calcinha estava pesada, mas nada lhe deixava mais feliz do que imaginar Tom se masturbando no banheiro pensando nela.
Mais uma vez.

Capítulo 9
Holland.
Harrison estava gargalhando a quase cinco minutos. Tom, irritado e impaciente, encarava o amigo com os olhos semicerrados e uma expressão nada gentil no rosto. Estava sentado na poltrona em seu camarim, já sem as roupas de Peter Parker e usando um moletom confortável após uma madrugada e uma manhã de gravações. Havia contado o causo do dia anterior para Harrison pouco menos de vinte minutos atrás e até aquele instante, Harrison não havia servido para nada além de rir e pedir para ler as mensagens que havia enviado para Tom no dia anterior.
E Tom, lento como era, havia cedido as munições necessárias para ser zoado pelo melhor amigo pelo resto da vida.
– Harrison, eu vou te destituir do cargo de melhor amigo. – Thomas bufou. – Fala sério, você só sabe rir da minha cara e me chamar de idiota.
– Bom, – Harrison segurou a gargalhada, entregando o celular de volta para Tom. – Esse é o papel de qualquer melhor amigo.
Thomas revirou os olhos.
– Não quando os amigos precisam de ajuda.
– Cara, que ajuda você quer? Eu não posso transar por você. – Osterfield retrucou. – Até poderia, porque é maravilhosa, mas não sou esse tipo de amigo. – Deu de ombros.
– Eu chamei ela para sair sábado. – Tom mencionou, em uma mistura de animação e orgulho. Harrison o encarou como se fosse louco.
– Ontem ela disse que queria te chupar. – Lembrou. – Acha que ela vai aguentar até sábado? Eu não sei como você aguenta! – Exclamou, jogando as mãos para cima e voltando a se escorar no sofá.
– Eu também não. – Tom suspirou, deitando a cabeça para trás e encarando o teto. – Mas eu quero que seja legal, entende?
– Tudo bem. – Harrison baixou os ombros, em desistência. – Você já está apaixonado e não quer uma foda qualquer.
– Eu não estou apaixonado. – Tom contestou. – Não a conheço o suficiente para isso.
– E por este motivo, você a chamou para um encontro? – Harrison questionou e Holland assentiu. – Tudo bem, vamos planejar isso.
– Acho que fazer em casa é mais seguro. – Tom comentou. – Não tem perigo de sermos fotografados.
– Concordo. – Harrison falou. – A casa estará livre para você no sábado. – Sorriu largo.
– Nem quero saber para onde você vai. – Tom riu e Harrison deu de ombros. – Acho que vou cozinhar para ela.
– E acende umas velas. Abre um vinho. – Harrison listou as prioridades de Tom. – E come a mulher direito.
– Vá se foder. – Thomas xingou, enquanto o outro ria.
– Vou comprar comida. – Avisou. – Só tem cena as 3h da tarde agora, não é? – Tom assentiu. – Pode dormir um pouco. Vou pedir para o pessoal te deixar descansar. – Harrison comunicou, se retirando da sala em seguida.
Tom suspirou, levantando da poltrona e seguindo para o sofá de três lugares que ele fazia como cama em dias como aquele, em que gravava por horas e mais horas. Pegou uma almofada e uma manta, jogando por cima de seu corpo e se aconchegando no sofá. Fechou os olhos e respirou fundo, antes de deixar o cansaço se fazer presente e adormecer.

Tom dormiu por quase uma hora. Acordou de supetão, sentindo a presença de alguém no camarim junto com ele. Estava atordoado e também, excitado. Havia sonhado com e só de pensar nas coisas que haviam acontecido em seu sonho, suas bochechas coravam e sua boca ficava seca. Suspirou, passando as mãos no rosto e então abrindo os olhos, olhando a sua volta. Encontrou um pacote da Pizza Hut em cima da mesa e agradeceu a Harrison por não tê-lo acordado para comer. Varreu o restante do cômodo com o olhar, encontrando mexendo nos papéis que estavam na estante. Ela se virou para trás e encontrou Tom a observando. Sorriu fraco, antes de explicar o motivo de sua presença.
– Deixei meu roteiro em casa. – Ela murmurou. – Vim pedir o seu emprestado, mas você parecia cansado e não quis te acordar.
– Na pasta preta. – Thomas falou, sentando-se no sofá e fazendo questão de colocar a almofada em seu colo, de forma nada discreta. de shorts jeans e cropped não estavam ajudando em nada em sua situação. seguiu os movimentos de Tom com o olhar, arqueando as sobrancelhas quando notou a almofada estrategicamente usada para esconder sua ereção e as bochechas coradas. Abandonou a estante e se aproximou de Holland, com passos suaves.
– O que aconteceu? – Indagou, curiosa.
– Nada. – Tom respondeu, rápido demais e sem olhar em seu rosto.
sentou-se no sofá, ao lado do rapaz, e cruzou as pernas, atraindo os olhos dele brevemente para o ato. Tom sacudiu a cabeça e desviou o olhar, se repreendendo. Ele queria sim, acabar com aquela tensão que os rodeava. Mas também queria que fosse um momento legal e que eles pudessem aproveitar com calma. Thomas apenas não sabia que para , eles poderiam aproveitar por partes e o ato final não seria menos sensacional por conta daquilo.
– Não achou o roteiro? – Ele questionou, tentando desviar a atenção da mulher.
– Você me distraiu e agora estou curiosa. – Alegou. – O roteiro pode esperar.
– É? – Se fez de desentendido. – Sobre o que?
sorriu largo, da forma como fazia quando soltaria um comentário que o deixaria desconfortável, e Tom presumiu que havia escolhido as palavras erradas.
– Sobre o motivo de ter uma almofada no seu colo. – Falou, se aproximando dele, ficando a menos de dez centímetros de distância. – Está escondendo alguma coisa, Thomas?
– Não. – Respondeu, novamente rápido demais.
– Então deixa eu ver. – Desafiou, o brilho nos olhos capturando toda a atenção de Holland, o transportando para aquela atmosfera de tesão que ele só sentia com . Aquela mulher o havia enfeitiçado.
– Não tem nada para ver. – Retrucou, enrubescendo.
– Thomas, por favor. – rolou os olhos. – Você não é nada discreto e não sabe mentir. – Acusou. – Está excitado por causa de um sonho e isso é completamente ok.
– Você não deveria estar se arrumando? – Ele mudou de assunto, desviando o olhar do dela. – Nós vamos gravar hoje, pelo que eu sei.
– Ainda temos uma hora. – sorriu maliciosamente. – E nesse meio tempo, você pode me contar do seu sonho.
puxou a almofada das mãos de Tom, antes de se colocar de joelhos no sofá e passar uma perna para cada lado do corpo dele. Sentou em seu colo, deixando as mãos em seus ombros e os lábios muito perto dos dele. Holland levantou os olhos para ela e suspirou, segurando na cintura dela com firmeza e a fazendo sorrir largamente.
– Me conta, Tom. – Ela sussurrou, se aproximando da orelha do rapaz e mordendo o lóbulo rapidamente, antes de descer os lábios para o pescoço dele e deixar alguns beijos molhados. – Você sonhou comigo? Ou com outra pessoa? Não vou ficar brava se você sonhou com outra. Mas quero os detalhes. – Se aproximou mais do tronco de Holland, se movimentando no colo dele e fazendo Tom gemer baixinho. Se já estava excitado antes, naquele momento, com grudada em seu corpo, ele estava prestes a mandar tudo para o inferno e acabar com aquela tensão de uma vez por todas. , sentindo o contato entre seus sexos, mesmo com as camadas de roupas entre eles, suspirou baixinho e mordeu a clavícula de Tom, passando os braços ao redor do pescoço dele e grudando seus seios em seu peito.
– Foi com você. – Tom murmurou. – Não poderia ser com outra.
– Gosto das suas palavras. – falou. Subiu os beijos para o rosto do garoto, que espalmou as mãos nas coxas dela e a puxou para mais perto de si. Ambos suspiraram com o contato, tão mais íntimo do que qualquer outro que já tiveram. – Fala mais. – Pediu. – Sua voz fica uma delícia sussurrada, sabia?
. – Tom suspirou. – Se a gente começar, não vai conseguir parar. – Pontuou, respirando fundo, enquanto ela o beijava no queixo.
– Temos tempo, Tom. – Falou, o fitando nos olhos com intensidade. – E ninguém disse que a gente precisa seguir o protocolo. – Sorriu com malícia, puxando os cabelos da nuca dele.
Ele se inclinou pela ela, grudando seus lábios e iniciando um beijo de tirar o fôlego. Tom apertou os dedos nas coxas de , fazendo-a suspirar e abraçá-lo com mais força pelo pescoço. Logo uma das mãos de Tom estava subindo pelo corpo de , por dentro da blusa e alcançando o seio descoberto dela. gemeu ao sentir a carícia em seu mamilo, cravando as unhas nas costas de Thomas. Separou seus lábios, mordendo o inferior do rapaz e o puxando com os dentes.
– Com o que você sonhou? – Indagou, sem se deixar esquecer.
– Com você. – Ele respondeu, brincando com o mamilo dela por entre seus dedos. – Na minha cama.
– E como eu estava? – Suspirou, contendo a vontade de tirar a própria blusa e extravasando sua excitação nas costas de Tom. Ele certamente ficaria marcado e esperava que nenhuma cena sem camisa fosse necessária pelo resto da semana. – O que a gente estava fazendo?
– Você estava com uma camisola preta. – Tom contou, afastando os dedos do seio de e segurando a barra da blusa dela, a subindo lentamente. Não conseguia desviar o olhar do dela e sentia seu pau ficar cada vez mais duro. – Mal cobria a sua bunda e eu não conseguia tirar os olhos de você.
suspirou, afastando os braços do pescoço de Tom e segurando as mãos dele, ajudando-o a tirar aquela maldita blusa que já a estava incomodando. Aproveitou e puxou a de Thomas no mesmo instante, grudando novamente seus corpos e aproveitando a falta de tecido para passar os dedos pelo abdômen de Holland. Aqueles gominhos a tiravam do sério e precisou conter a vontade de passar a língua por toda aquela área, já que no instante seguinte, Tom desceu os lábios para o pescoço dela, mordendo e chupando sua pele com vontade.
– E o que você fez ao me ver usando uma camisola tão pequena? – Questionou, afobada. Os beijos dele já estavam em seu maxilar e Tom não parecia disposto a parar de descer a boca por seu corpo. Ela já se contorcia no colo dele, imaginando aquela boca maravilhosa em seus seios.
– Você quer que eu fale, ou que eu te mostre? – Questionou, finalmente desistindo de lutar contra a vontade de transar com , que o estava assombrando a semanas.
– Gosto da sua voz. – Ela murmurou. – Mas gosto mais da sua boca. – E com isso, puxou-o pelo pescoço e capturou seus lábios em outro beijo, ainda mais voraz do que o anterior. Tom usou a mão esquerda para abrir o botão do jeans de , que se moveu para cima e o ajudou a descer a peça. Logo ela estava apenas com uma calcinha preta, que mais parecia um shorts minúsculo, rebolando no colo dele, enquanto suas línguas se acariciavam e se chupavam e ela puxava os cabelos dele sem piedade. Thomas espalmou as mãos na bunda de , puxando-a outra vez para perto de si e então usando a destra para adentrar a calcinha dela. Sentiu o fundo da peça já molhado e suspirou, antes de usar dois dedos para acariciar os grandes lábios da boceta de .
A garota grunhiu, puxando os cabelos dele com mais força e afastando seus lábios, movendo-os para a orelha de Tom, onde gemeu baixinho e arrepiou os pelos dele. Tom usou dois dedos para afastar os grandes lábios e acariciar a intimidade de , movendo os dedos de cima para baixo e baixo para cima, acariciando toda a extensão da boceta dela, sem realmente encostar em seu clitóris ou penetrá-la. gemeu mais alto, sentindo-se encharcar os dedos de Tom.
– Me fala. – Ela sussurrou, mordendo o pescoço dele e voltando a olhá-lo nos olhos. – O que mais nós fizemos? Você me fodeu?
– Do jeito que você pediu. – Thomas murmurou, descendo a trilha de beijos pelo pescoço da loira, chegando a seus seios e rodeando o mamilo esquerdo dela com a língua. Beijou e sugou com delicadeza, arrancando um gemido alto dela.
– E como foi que eu pedi?
– Assim. – Pontuou, enfiando a ponta de dois de seus dedos na entrada dela, que já estava úmida e pronta para ele. gemeu, assentindo com a cabeça e cravando as unhas nas costas de Holland. – E com a boca. Ando sonhando com o teu gosto nos meus lábios tem semanas. – Ele sussurrou, passando seus beijos e carícias para o outro seio. Sentiu a menina se arrepiar e enfiou seus dedos um pouco mais fundo. – E foi tão gostoso que você chegou a gritar.
– Tom, por favor. – implorou. – Eu estou pingando. Me fode logo. – Uma nova rebolada, em busca da fricção entre sua boceta e os dedos dele se fazendo presente.
– Mas eu vou deixar para te chupar no sábado. – Murmurou. – Com calma e com dedicação. Agora eu só vou te foder, do jeito que você pediu – Selou seus lábios aos dela, finalmente penetrando-a com seus dedos e fazendo-a gemer alto. respirou fundo, antes de voltar a beijá-lo, os dedos de Tom saindo e entrando novamente em sua boceta.
Gemeu baixo no ouvido dele, quando Tom torceu os dedos e estimulou o clitóris dela, mantendo um ritmo rápido de estocadas com seus dedos.
– Thomas, continua assim. – Ela suspirou, gemendo longamente, enquanto Tom beijava sua clavícula.
– Se eu soubesse que você gemia tão gostoso, tínhamos feito isso antes. – Comentou, vendo-a se contorcer em seu colo.
Tom usou o polegar para acariciar a intimidade de , sem interromper a penetração com os dedos, provocando uma dupla estimulação no clitóris da loira. Seus dedos escorregavam com facilidade na entrada de , e Tom já imaginava como seria enfiar seu pau no lugar de seus dedos. Gemeu apenas com a possibilidade, aumentando o ritmo das estocadas e fazendo grunhir e rebolar novamente. Aproveitou da posição para espalmar a outra mão na bunda da garota, apertando seus dedos no local e suspirando.
– Gostosa. – Gemeu no ouvido dela, sentindo a entrada de se fechar contra seus dedos, indicando que ela estava prestes a gozar. Aumentou a estimulação no clitóris dela e beijou seus lábios e pescoço.
não falou nada, apenas cravou as unhas nos ombros de Tom e rebolou novamente, respirando fundo uma última vez antes de gemer alto e se derreter em um orgasmo intenso, que fez todo o corpo de tremer. Ela suspirou contra o pescoço de Tom, o corpo mole demais para fazer qualquer coisa que não fosse respirar fundo. Holland tirou os dedos de dentro dela e os levou aos lábios, provando do gosto que o estava tirando o sono e gemendo em seguida. Era muito melhor do que ele imaginava.
– Eu deveria ter te chupado. – Confessou, antes de sentir os lábios dela tomarem os seus em um beijo intenso.

Tom mal havia fechado a porta do carro, quando seu celular tocou e ele precisou interromper a conversa com Harrison. Ele sorriu imediatamente ao visualizar o número da mãe no visor e logo havia atendido a ligação.
– Mãe! – Saudou. – Que saudades! – Colocou o cinto, enquanto Harrison dava a partida no veículo.
– Oi querido, também estou com saudades! – Nikki falou e Tom podia imaginá-la sorrindo. – Harry disse que você está bem ocupado essa semana, por isso resolvi te ligar.
– Pode ligar sempre que quiser, mãe. – Tom pontuou. – Tenho sempre um tempo para você.
– E quando vem para casa?
– Duas ou três semanas. – Tom murmurou. – Ainda temos cenas para gravar aqui em Nova Iorque, antes de irmos para a Inglaterra.
– E você vai ficar aqui conosco, não é? – Nikki indagou, parecendo ansiosa.
– Sim, é claro. – Tom franziu o cenho. – Porque não ficaria?
– Harry comentou a respeito de uma garota. – Foi o que a mulher respondeu e Tom ficou ainda mais confuso.
– Harry só chega no domingo. Como ele poderia saber… – Tom começou a questionar, parando seu olhar em Harrison e sua expressão de culpa. – Mãe, eu já te retorno. Preciso matar o Harrison. – Avisou, fazendo Nikki gargalhar e Harrison revirar os olhos.
– Uma hora ela iria descobrir que você está apaixonadinho. – O loiro retrucou.
– Fofoqueiro deveria ser seu sobrenome. – Tom acusou, ainda com o telefone em mãos. – Eu não acredito que você foi fazer fofoca para o Harry! – Bufou, irritado. Harrison revirou os olhos.
– Eu precisava falar para alguém! – Retrucou.
– Não para o meu irmão mais novo, seu idiota. – Thomas reclamou. Voltou a colocar o telefone na orelha e suspirou. – Ainda não o matei. – Avisou.
– Boa notícia. – Nikki riu. – Mas e a garota?
– Não tem nada demais, mãe. – Tom suspirou, desacreditado que teria aquela conversa com sua mãe. – Nós não temos nada.
– Mas você gosta dela? – Questionou curiosa.
– Isso está em análise. – Respondeu, com sinceridade.
– Bom, ok então. – Nikki suspirou. – Mas caso as coisas mudem, me avise. Adoraria conhecê-la.
– Será a primeira a saber, isso se Harrison não contar antes de mim. – Lançou um olhar zangado para o melhor amigo, que voltou a rolar os olhos.
E com isso, Tom passou mais algum tempo no telefone com a mãe. Brigou com Harrison mais um pouco e foi dormir ainda mais exausto do que no dia anterior. Mas o sorriso largo em seu rosto denunciava seu real estado de espírito. Aquela loira irlandesa estava mesmo bagunçando sua cabeça.

Capítulo 10
.
tomou um gole de água, respirou fundo e desligou a esteira. Estava caminhando a quase 40 minutos e por mais que sua ideia inicial de fazer exercícios naquele dia fosse correr no Central Park, fora impedida pelos paparazzi escondidos em frente ao seu prédio. Na maioria dos dias, ela tinha paz e não era incomodada em sua casa, fosse na Califórnia ou em Nova Iorque. Em outros, com estréias de filmes em que ela havia atuado se aproximando, alguns paparazzo mais irritantes, acampavam em frente ao seu condomínio e a seguiam para todos os cantos.
Para seu azar, naquele sábado, ela precisava de sua amada paz. Não sabia como faria para sair sem ser percebida, mas teria que dar um jeito.
Em circunstância nenhuma ela perderia seu encontro com Tom Holland e a chance de finalmente, transar com o rapaz.
Durante o restante da semana, após o ocorrido no camarim dele, não havia conseguido nenhuma oportunidade para se verem a sós. Haviam fechado um mês de gravações e estavam muito atarefados. Eram muitas cenas e muitos detalhes para cuidar, enquanto se preparavam para a mudança de estúdio e de consequentemente, de país, já que gravaram na Inglaterra, que aconteceriam em cerca de duas semanas. Mas apesar da correria, estava apaixonada por todo aquele universo. Tudo funcionava com perfeição e todos estavam empenhados e davam o seu melhor para que o produto final ficasse surpreendente.
suspirou, logo ouvindo barulho de panelas na cozinha e arqueando as sobrancelhas, confusa. Saiu da pequena academia e encontrou o irmão no fogão, preparando bacon e ovos mexidos.
– Bom dia! – Edward falou, animado.
– Que bom humor! – comentou, surpresa. Abriu a geladeira e pegou um potinho de iogurte. Ela não era louca como Edward para comer fritura aquela hora do dia.
– É, o dia está ótimo hoje. – Ed deu de ombros.
– Sei. – A loira murmurou, desconfiada. Sentou-se no balcão e encarou o irmão.
– O que foi? – Edward indagou. Colocou a comida em um prato e sentou ao lado de .
– Você está estranho. – Pontuou, dando de ombros em seguida. – De qualquer forma, se for sair, leve as chaves. – Indicou o chaveiro escondido no cesto de frutas.
– Onde você vai?
– Durante o dia pretendo ficar em casa. – Falou. – Mas vou sair a noite.
– Com o seu namoradinho? – Questionou, implicante.
– Sim. Vamos transar até ficar com as pernas doloridas. – Devolveu e Edward fechou a cara, fazendo-a rir. – Vocês são parecidos, sabia?
– Duvido muito. – Retrucou, ainda emburrado. Deu algumas garfadas em seu café da manhã enquanto limpava os resquícios de iogurte no potinho com o dedo indicador.
– Pois não duvide. – Revirou os olhos. – Vocês sempre fazem perguntas idiotas e tem reações intensas quando eu respondo.
– Que reação ele tem? – Edward indagou, fingindo desinteresse.
– Você não quer saber . – decretou, rindo da careta de nojo do irmão.
– Não sei como podemos ser tão diferentes. – Ed sacudiu a cabeça para os lados.
– Ah, eu sei. – estalou os lábios. – Eu me livrei deles com 15 anos. Você ainda está preso.
– Não fale assim. – O loiro a repreendeu. Por mais que soubesse que a irmã tinha razão, não sentia-se confortável quando ela falava sobre seus pais com tanta frieza. Mas também não a culpava. Se alguém tinha culpa naquela história, eram os genitores .
– Que seja. – Retrucou. Levantou do balcão e após lavar o pote de iogurte, o colocou no cesto de lixo reciclável. Se apoiou no balcão da pia e mordeu o dedo indicador, perdendo-se em seus próprios pensamentos.
– Está bem? – Edward indagou, preocupado.
assentiu, voltando a encarar o irmão.
– Só estou pensando se devo usar lingerie ou ir apenas com o vestido hoje a noite. – Falou, naturalmente. Edward bufou, revirando os olhos e abandonando seu café da manhã pela metade. gargalhou alto quando ouviu a porta do quarto de hóspedes bater, indicando que havia conseguido irritar o irmão.
Acabou seguindo para seu próprio quarto. Tomou banho e vestiu uma roupa confortável, antes de deixar um bilhete para Edward, avisando que estaria no apartamento de . Passou o restante da manhã na casa da amiga, jogando videogame e comentando sobre o TCA. Após o almoço, decidiram ir ao shopping para comprar um vestido para seu encontro, depois de tanta insistência de , que não aceitava que a amiga usasse algo menos que arrasador para ir a casa de Holland.
– Que abutres. – resmungou, no banco do carona. Tinham diversos paparazzi em frente ao prédio em que moravam e buzinava vez ou outra, pedindo que eles liberassem caminho para que ela pudesse sair com o carro.
– Logo hoje. – resmungou, irritada. Buzinou mais uma vez, antes de abrir a janela e colocar parte do corpo para fora. – Se não liberarem o caminho, eu vou ligar para a polícia! Vocês não respeitam a privacidade de ninguém? Puta merda!
Dezenas de flashes estouraram em seu rosto e bufou, voltando para dentro do carro e pisando no acelerador assim que o caminho foi liberado. Afinal, eles haviam conseguido o que queriam: a atenção de , o prodígio irlandês.

tocou a campainha da casa de Tom. Ajeitou os cabelos com as mãos, antes da porta ser aberta e a figura de Holland se fazer presente. Ele usava jeans e camiseta e seus olhos percorreram o corpo de de cima abaixo, enquanto um sorriso torto tomava conta de seus lábios. bateu palmas para si mesma, orgulhosa da escolha do vestido. havia achado o modelo rose gold de seda muito simples, mas havia adorado a peça: tinha um decote em V, as costas nuas e o corte era reto e batia na metade de suas coxas.
– Você veio. – Ele disse, parecendo aliviado.
– Em hipótese nenhuma eu não viria. – respondeu, entrando na casa assim que Tom segurou seus dedos e a puxou para dentro. Deixou sua bolsa no sofá e seguiu o rapaz para a cozinha, mordendo o lábio inferior com a visão que Tom de costas proporcionava. Ele era gostoso e mal via a hora de beijá-lo inteiro.
– Paparazzi então? – Ele questionou, parecendo ansioso.
– Sim. – suspirou. – Eles me perseguem vez ou outra. Principalmente quando tem alguma estreia de filme se aproximando. – Deu de ombros, quando ele virou o corpo para trás, a fim de fitá-la.
A cozinha de Tom estava uma bagunça. Haviam vasilhas e panelas por todo a mesa, ingredientes na pia e colheres no balcão. arqueou as sobrancelhas, soltando um riso baixo. Sentou-se no balcão e observou Tom voltar para o fogão.
– Você precisa de ajuda? – Ela indagou, enquanto Tom desviava o olhar das panelas e o focava nela.
– Não. – Respondeu. – Apesar da bagunça, está tudo sob controle.
– Certo. – Estalou os lábios. – E o que o vamos comer?
– Ravióli ao molho branco. – Thomas respondeu, orgulhoso.
– Uau. – assobiou. – Não sabia que você cozinhava.
– Minha mãe me ensinou alguma coisa. – Tom deu de ombros. – E morar com Harrison me obrigou a aperfeiçoar. – Eles riram juntos.
– Falando em Harrison, onde ele está? – questionou, curiosa, dando por falta do loiro e seus olhares nada discretos. Ele era quase tão transparente quanto Tom e supunha que aquele era um defeito dos ingleses.
– Saiu. – Foi o que Tom respondeu, dando de ombros.
– E ele volta?
– Não. – Thomas falou, fazendo sorrir largamente. Eles teriam a casa só para eles durante toda a noite e ela mal podia esperar para ter Tom enfiado entre suas pernas. Esperava que ele largasse aquela desculpa de cozinhar e a comesse de uma vez.
– Hm. – Ela resmungou.
– E seu irmão, como está? – Tom indagou, puxando assunto. Já havia colocado os raviolis para cozinhar e estava pegando os ingredientes para preparar o molho branco.
– Nesse momento, provavelmente muito feliz. – riu, fazendo Tom franzir o cenho e a encarar com confusão no olhar. – Ele está na casa de .
– Não sabia que eles namoravam. – Holland comentou.
– Eles não namoram. – disse e Thomas soltou um “ah”.
– Entendi. – Falou, voltando sua atenção para o molho. – Você quer alguma coisa para beber? Tem de tudo na geladeira. – Ele ofereceu, simpático.
mordeu o lábio, reprimindo a vontade de soltar um comentário safado. Negou com um aceno de cabeça, lembrando que Tom não estava olhando para ela e murmurando em seguida: – Não, obrigada. Estou bem.
– Logo o molho estará pronto e poderemos jantar. – Ele falou e riu baixo, sem acreditar na situação em que havia se metido.
Ela estava ali, com um cara que realmente fazia um jantar na casa dele para eles. Normalmente, quando estava com alguém e essa pessoa a chamava para sua casa, era para transar e no máximo, oferecer uma água após o sexo. Mas com Tom, nada era o usual. Ele quebrava algumas barreiras todos os dias, surpreendendo com suas atitudes e suas palavras. Ela não poderia acreditar, caso não o conhecesse pessoalmente, que um homem daquele tipo ainda existia. Ele queria comer ela? Sim, sem dúvidas. Mas ele não queria apenas comer ela, mesmo que fosse apenas aquilo que ela queria. Estava acostumada e gostava de relacionamentos casuais. Um pau amigo era a melhor das relações pós modernas, em sua opinião. Mas com Tom aquilo não seria possível. E não sabia se gostava daquela ideia ou não, já que nunca teve a intenção de entrar em um relacionamento com Tom. Não depois de tudo que havia passado com James. Mas ali estava Thomas, cozinhando para ela, antes de transarem até estarem suados e satisfeitos. O mesmo Tom que ainda não a havia comido, porque era um cara decente demais para apenas transar com ela e fingir que nada havia acontecido no dia seguinte.
Merda, pensou. Ele vai foder comigo de todas as formas possíveis.
suspirou baixo, focando o olhar nas costas de Holland, mordendo seu lábio inferior em seguida. Ela o queria naquele exato momento e não se importava nem um pouco com a comida.
– Não estou com muita fome. – respondeu, saltando do banco que ocupava e se aproximando de Tom. O abraçou pelas costas e suspirou em sua nuca, arrepiando todos os pelos de Thomas. Riu baixinho, beijando a pele dele e passando as unhas levemente no abdômen, por cima da camiseta. – Não de comida, pelo menos.
– Hm. – Tom resmungou, abandonando os ingredientes para o molho e baixando a potência do fogo que cozinhava o ravióli. alargou seu sorriso, descendo as mãos pelo corpo de Tom e acariciando a pele dele por dentro da blusa. Passou as unhas por todo o abdômen dele, sentindo-o contrair-se sob seu toque.
– Eu passei a semana toda pensando nesse momento, sabia? – Murmurou, arrastando os lábios para os ombros de Thomas e deixando mordidas sutis. – Mal conseguia me aguentar de tesão.
– Você não foi a única. – Tom retrucou. – Seu gemido rouco não saiu da minha cabeça.
– Eu adoro a sua voz. – confessou. A mão direita abandonando o abdômen de Holland e desabotoando o jeans dele. Desceu o zíper e aproveitou para brincar com o elástico da cueca de Tom. – Fico excitada pra caralho quando você fala sacanagem.
– Deu para perceber, já que você encharcou meus dedos naquela tarde. – Ele suspirou e riu, abandonando o elástico e acariciando o pau dele por cima da cueca. O rapaz grunhiu, deixando-a satisfeita. Não precisava de muita coisa para Tom ficar excitado. Não com os mamilos duros de roçando as suas costas, o cheiro dela entorpecendo sua mente e a boca distribuindo mordidas em sua nuca. E quando acariciou seu pau, Tom soube que eles foderiam ali mesmo, na cozinha. Seu cacete já havia sido negligenciado demais e estava louco para participar das brincadeiras. De preferência, na boca de e depois na buceta dela.
– Meu primeiro plano era te amarrar na minha cama e te fazer implorar para ser chupado. – murmurou, segurando a ereção dele por cima da cueca. Ele já estava duro e estava ansiosa para tê-lo dentro dela. – Mas agora, só consigo querer que você me coma de quatro, enquanto me chama de putinha e dá uns tapas na minha bunda.
– Podemos fazer os dois. – Tom sugeriu, guiando a mão de para dentro de sua cueca. A voz dela sussurrada arrepiava todos seus pelos e o deixava ainda mais excitado. Precisava que começasse a acariciá-lo. – Mas admito que a primeira opção me parece sensacional. Você em cima de mim deve ser uma visão e tanto.
abandonou a carícia e desfez o meio abraço em Tom, o virando de frente para ela. Holland segurou-a pela cintura e a puxou para mais perto de si, a ereção batendo na barriga dela.
– Você existe mesmo? – Ela questionou, divertida. – Nunca encontrei um cara que preferisse ser amarrado a me comer de quatro.
– Existo e estou duro pra caralho. – Tom retrucou. – Podemos discutir isso depois? Eu estou mesmo precisando que você use essa mão. – Ele murmurou, arrancando um sorriso de , que baixou os jeans e a roupa íntima do rapaz, puxando a camiseta dele para fora de seu corpo enquanto Tom chutava as roupas para longe. deu um passo para trás e o observou completamente nu a sua frente. Tom era gostoso demais para seu próprio bem. Os cabelos revirados pediam por puxões e o pescoço quase chamava pela boca de . Os músculos do braço tensionados e a barriga definida faziam-na morder o lábio inferior e sentir vontade de esfregar uma coxa na outra. Desceu o olhar para a virilha dele e precisou conter um gemido. Ele era grande e grosso. E ela mal podia esperar para tê-lo a fodendo com força.
Se aproximou novamente, sendo observada atenção por Tom. Ela se inclinou e o beijou nos lábios, envolvendo seu pau com a mão esquerda deixando a direita no abdômen dele, o arranhando e arrepiando seus pelos. Seus seios roçavam no peito nu de Tom, o tecido leve da seda deixando o contato ainda mais intenso e fazendo se arrepiar. Tom apertou os dedos na cintura dela e suspirou baixo, quando as unhas de traçaram a extensão de seu pau, parando na glande, que ela acariciou com a ponta dos dedos. Tom já estava mais do que duro e só pode gemer baixo. sorriu, usando o líquido que escorria da glande para lubrificar todo o comprimento do pau de Thomas. Desceu os lábios para o pescoço dele e traçou as linhas em seu abdômen com a língua, como queria fazer desde a primeira vez que o havia visto sem camisa.
– Talvez você queira desligar o fogo. – Ela sugeriu. Tom moveu as mãos da cintura dela para os ombros, onde baixou as alças de seu vestido e deixou seu tronco nu. Apreciou a visão dos seios de , os mamilos rosados e entumecidos, que ele estava louco para provar com a língua. apertou a excitação de Holland e então se ajoelhou, aproximando o rosto da virilha dele. – Porque vamos demorar aqui.
E com isso, envolveu a glande com os lábios. Tom gemeu alto, encostando-se no balcão da pia e usando a destra para desligar o fogão. não desviou o olhar do rosto de Tom quando chupou a cabeça de seu pau pela primeira vez, roçando os dentes levemente pela área. A canhota de Thomas logo envolveu os cabelos de enquanto a destra se apoiava no balcão. Ela sugou sua glande algumas vezes, antes de descer a boca por seu pau e engoli-lo até o talo. Tom sentiu a garganta dela pressionar sua glande e gemeu novamente.
– Céus, .
Ela o enfiou inteiro em sua boca uma, duas, três vezes. A cada estocada, Tom gemia e puxava os cabelos da nuca dela. Voltou a chupa-lo com maestria, usando a canhota para segurar a base do pau dele e acariciar a parte de que não cabia em sua boca. Usou a outra mão para arranhar as coxas de Tom e segurar em sua bunda, deixando-o ainda mais excitado do que nunca. chupava Tom com vontade, envolvia seu cacete com a língua e usava os dentes apenas para provocá-lo. Ele latejava em sua boca e poderia supor que ele gozaria em breve. Afastou a boca do cacete dele e chupou suas bolas, deixando um beijo cálido na cabeça de seu pau e levantando novamente.
Tom beijou-a com força, tomando os lábios dela para si e chupando sua boca e sua língua por entre o beijo. Segurou-a pelas coxas e puxou-a para seu colo, fazendo-a envolver sua cintura com as pernas. A ereção de Tom pressionada contra sua virilha, enquanto ela o envolvia com os braços pelo pescoço. Thomas a colocou sentada no balcão da ilha da cozinha, descendo as mãos para as coxas dela e apertando sua pele com força, antes de subir o vestido por seu corpo, deixando-a nua a sua frente, já que ela não usava lingerie. Thomas esquadrinhou o corpo de com o olhar, seu pau pulsando a cada pedacinho de pele em que ele colocava os olhos. gemeu baixo apenas por causa do olhar que ele lhe lançava, seu corpo pedindo pelo toque dele.
– Você é muito gostosa. – Tom murmurou, voltando a apertá-la em seus braços, as mãos pousando na cintura dela, puxando-a de encontro a seu corpo. A altura do balcão deixava suas intimidades niveladas e Tom grunhiu baixo quando seu cacete roçou na boceta de . – Eu quero chupar cada pedacinho do seu corpo.
– Depois. – rugiu, envolvendo os braços no pescoço de Tom e grudando seus seios no peitoral dele. Aproximou os lábios do ouvido dele e sussurrou: – Só mete, Thomas.
Tom grunhiu, segurando a coxa esquerda de e erguendo a perna dela, que apoiou o pé no balcão, enquanto Tom se encaixava no meio de suas pernas. Um braço a envolvia pela cintura e o outro segurava a base de seu pau, o guiando para a intimidade da loira. diminuiu a distância entre suas bocas e roçou seus lábios aos dele, arranhando a nuca de Holland levemente. Ele usou a glande de seu pau para estimular o clitóris de , fazendo-a suspirar e grunhir em descontentamento.
– Tom, por favor. – Suplicou, não dando importância para o quão apelativo aquilo era. Precisava do pau dele dentro dela e não estava com paciência para brincadeiras. Tom desceu a boca para o pescoço dela quando finalmente encaixou a ponta de seu pau na entrada de , gemendo junto da garota quando finalmente a penetrou.
Holland fechou os olhos, respirando fundo, enquanto seu cacete pulsava. era muito melhor do que ele havia previsto e ele não demorou a tirar o pau de dentro dela e meter novamente, com força. gemeu alto, agarrada a Tom, a testa pendendo no ombro dele.
– Caralho, . – Tom suspirou, estabelecendo um ritmo de estocadas rápidas, girando os quadris e arrancando gemidos cada vez mais altos da mulher. Seu pau entrava fundo e com força, a cada estocada um novo gemido e a cada gemido, cravava as unhas nos ombros de Tom e puxava seus cabelos com mais força.
– Mais forte, Holland. – Murmurou, completamente fora de si. Beijou a clavícula do rapaz e mordiscou seu maxilar, gemendo contra a pele dele, arrepiando os pelos de Tom.
– Tão apertada. – Tom grunhiu, aumentando o ritmo das estocadas. – Tão molhada. – Suspirou, em êxtase.
– Mais um pouco. – gemeu. – Eu estou quase lá.
E Thomas meteu. Mais rápido, mais forte, mais fundo. Girava os quadris e voltava a estocar, sem dar tempo para sentir falta do pau dele a preenchendo. Holland grunhiu alto quando a entrada de se contraiu e ela gozou, gemendo alto e arranhando as costas dele com mais força. Precisou meter só mais algumas vezes para também chegar ao orgasmo, gemendo o nome de e descansando a cabeça no ombro da loira.
– Porra. – suspirou. – Podemos fazer de novo? – Indagou, mordendo o lábio inferior. Tom riu alto, se afastando de e a encarando.
– Depois do jantar, que tal? – Vestiu a cueca e fez um bico descontente.
– Tudo bem. – Murmurou. – Posso roubar uma roupa sua?
Thomas arqueou as sobrancelhas, assentindo uma vez com a cabeça.
– Por favor, me dê essa visão. – E com isso, riu alto. Pulou da bancada e se aproximou de Tom, beijando-o uma última vez antes de sumir para o quarto dele, em busca de uma roupa para vestir.

Capítulo 11
Holland.
Tom revirou-se na cama antes de abrir os olhos e suspirar audivelmente. Não lembrava da última vez que havia acordado tão disposto e alegre em um domingo, mas o sorriso alegre que estava plantado em seu rosto fora logo substituído para uma expressão confusa e também, temerosa.
não estava na cama com ele e Thomas logo se colocou de pé, sem se preocupar em vestir uma roupa mais adequada, permanecendo apenas de cueca. Encontrou o banheiro vazio, mas aproveitou para escovar os dentes, lavar o rosto e ajeitar os cabelos. Seguiu para a sala e o barulho de panelas chamou sua atenção. Em poucos passos já estava na porta da cozinha, escorado no batente e observando fazer panquecas, de costas para ele e totalmente alheia a sua presença. Ela estava de fones de ouvido, o celular preso entre seu quadril e o elástico da cueca preta, murmurava alguma música da Little Mix, enquanto rebolava a bunda, mantendo a atenção de Thomas fixa naquela área de seu corpo.
Na noite anterior, eles não haviam tido muito tempo para conversar, tão entretidos em experimentar um ao outro diversas e diversas vezes como estavam. Tom havia pedido para ela não ir embora. Ela não havia ido. Isso deveria dizer alguma coisa, não era? Tom não sabia responder aquela pergunta e esperava que pudesse lhe esclarecer as coisas. Afinal de contas, eles estavam envolvidos. Tom não via uma possibilidade em fingir que não haviam transado e jantado juntos na noite anterior, dormido abraçados e que agora fazia panquecas em sua cozinha, vestindo uma cueca e uma camiseta dele. Não existia a mínima possibilidade de ele fingir que isso não havia acontecido.
Simplesmente porque ele queria que isso se repetisse no final de semana seguinte. E no posterior e assim sucessivamente.
Holland suspirou, passando as mãos pelos cabelos e decidindo que aquele não era o momento exato para pensar naquilo. e ele iriam conversar, mais cedo ou mais tarde. Tom apenas deveria aproveitar a visão de cozinhando e rebolando em sua cozinha.
Ela colocou a última panqueca no prato e desligou o fogo, juntando os utensílios sujos e os organizando na pia. Seguiu para a o armário e pegou um pote de Nutella e outro de pasta de amendoim, se virando para o balcão e encontrando o olhar de Tom fixo nela. sorriu, tirando os fones de ouvido e colocando o celular e os potes com doce em cima do balcão. Mais dois passos e ela estava em frente a Tom, um sorriso esperto brincava em seus lábios e Tom descruzou os braços, envolvendo a cintura dela e puxando-a para perto de si, colando seus corpos.
– Bom dia. – Murmurou, a boca muito perto da de . Ela o abraçou pelo pescoço e uniu seus lábios em um beijo intenso, que logo evoluiu para algo mais quando Tom empurrou contra a parede e ela envolveu a cintura dele com as pernas. Se beijaram por incontáveis minutos e quando já estava com a mão na cueca de Tom, ele se afastou e riu, selando seus lábios uma última vez e colocando a loira no chão, que lhe lançou um olhar nada puritano.
– Você tem alguma coisa contra fazer refeições antes de transar? – Tom questionou, divertido. Organizou as panquecas no balcão e serviu dois copos de suco de laranja para eles. Sentou-se e puxou pela mão para ela sentar ao seu lado.
– Eu gosto de sexo matinal. – Deu de ombros, ignorando o banco e sentando no colo de Thomas. Ocupou-se em passar pasta de amendoim em uma panqueca, enquanto Tom bebia o suco, com o braço direito envolvendo a cintura de , para ela não cair.
– E antes do jantar, depois do jantar, antes de dormir… – Murmurou, fazendo-a rir.
– E nos intervalos entre as gravações, no final do expediente… Você vai ter trabalho comigo, Holland. – Retrucou, lançando um olhar divertido para o rapaz, mordendo a panqueca e murmurando alguma coisa inteligível em aprovação.
– Tenho certeza que eu aguento. – Tom falou por fim, roubando uma das panquecas com pasta de amendoim de . – Está maravilhosa. – Elogiou, após a primeira mordida.
– Eu sempre estou. – Ela devolveu.
Terminaram o café da manhã quase meia hora mais tarde, devido às interrupções de que tentava invadir a cueca de Tom sorrateiramente e as piadinhas que ele soltava e ela rebatia sem pestanejar. Deixaram a louça suja na pia e arrastou Thomas para a sala, já com as mãos na barra da camiseta, pronta para se despir.
– Precisamos conversar. – Tom disse, segurando as mãos dela e puxando-a para sentar ao seu lado no sofá.
– Podemos conversar durante o sexo, Thomas. – Ela revirou os olhos e Tom riu. suspirou, sabendo que não teria como fugir daquela conversa. Encolheu as pernas e as abraçou, encostando o queixo nos joelhos e encarando Tom com intensidade.
Ela queria transar e teria começado, caso ele não a tivesse impedido. Se ele queria conversar, ele quem começasse a falar.
Tom abriu a boca para falar, mas não sabia exatamente por onde começar. Ele nem sabia o que queria, para ser bem sincero. A única certeza que tinha era que eles precisavam esclarecer aquela situação. Holland precisava saber se eles tinham alguma coisa ou se sexo era a única coisa que queria. Não saberia viver com a dúvida e não queria ter que viver pisando em ovos com a garota.
– Nós meio que já falamos disso, mas foi antes de… – Desviou o olhar, corando levemente e riu. – Ah, você sabe.
– Foder, Holland. – Falou, de forma direta. – Antes de a gente foder.
– Certo. – Estalou os lábios. – Eu nunca tive um relacionamento assim. Sempre namorei, apresentei para a família e projetei um futuro. Um relacionamento é para isso, não é mesmo? – Questionou, não esperando uma resposta de .
Para ela, era indiferente. Não fazia questão de pensar no propósito de um relacionamento, porque não queria um relacionamento. A matemática era muito simples.
– Eu sei que você não quer um relacionamento, não vou me iludir com o contrário. – Thomas falou, com sinceridade. – Mas eu também não consigo ter apenas sexo, entende? E eu não sei se você está disposta a fazer algumas concessões.
– Holland, eu não estaria aqui agora, se não estivesse. – riu. – Você levou quase dois meses para me comer. É um tempo mais longo do que qualquer relacionamento ou pseudo relacionamento que eu já tenha tido na vida. – sacudiu a cabeça para os lados e Tom corou de vergonha.
– Então, podemos acertar um acordo, o que acha? Algo que fique bom para nós dois. – Murmurou, ansioso.
– Tudo bem. – concordou. – Vamos acertar os pontos para eu finalmente ter minha foda matinal. – Ela riu novamente quando o viu corar. – Tom, eu fico doida de vontade de sentar na sua cara quando você fica corado de vergonha, então pare. – Falou, de forma séria.
– Eu não posso controlar isso. – Thomas retrucou.
– Está parecendo que você quer que eu sente na sua cara. – falou, seu olhar analítico preso em Tom.
– Talvez eu queira. – O rapaz deu de ombros.
– Você está brincando com fogo, Holland. – o avisou, os olhos semicerrados. – Vamos estabelecer nossas condições para isso – apontou para ele e então para ela – dar certo.
– Você começa. – Tom Indicou, o olhar fixo nos dela. Não tinha muitas exigências e queria ouvir as dela, antes de explicar as suas.
– Não estamos namorando. – Falou, curta e grossa. É um relacionamento aberto, tudo bem? – Suspirou. – Eu não gosto de rótulos e não aceito cobranças infundadas. Você não vai me cobrar atenção o tempo todo e eu não vou monitorar suas redes sociais e todos os seus passos. Somos apenas duas pessoas curtindo juntas e tendo ótimo sexo.
– Certo. – Tom assentiu, em concordância. Já esperava por aquilo e aceitava tranquilamente a ideia. Não teria tempo para ter um relacionamento mais sério e não esperava que o quisesse. – Mas é um relacionamento aberto, fechado. – Tom disse. – Eu não saio com outras pessoas e você também não. – Explicou. – Eu não acho que você é alguma propriedade minha ou coisa parecida, mas não sei lidar com a falta de exclusividade.
– Ok. – assentiu. – Somos exclusivos. Não vejo problemas nisso. – Falou, com sinceridade.
– E também… – Tom mordeu o lábio, sem saber como explicar o que queria sem parecer que estava propondo um namoro. – Podemos fazer outras coisas, além de transar. – Sugeriu, inseguro. – Quer dizer, ontem foi legal, não foi? – Questionou, incerto.
o fitou por um instante, antes de estalar os lábios e assentir. – Sim, foi legal. – Admitiu.
– Podíamos fazer mais vezes. – Tom suspirou. – Ter encontros.
– Tudo bem. – Ela concordou. Desfez o abraço em suas pernas e se moveu para o colo do rapaz, uma perna de cada lado do corpo dele e as mãos nos ombros do rapaz. – Você sabe que eu não estou apaixonada, não sabe? – Questionou, com cuidado.
Tom assentiu. Realmente sabia daquilo e o sentimento era recíproco. Ele também não estava apaixonado por . Sentia uma atração gigante e aquilo poderia evoluir? Sim. Mas no momento era só tesão.
– Eu sei. – Respondeu. – Eu também não estou apaixonado, .
– Isso é importante, Tom. – falou, sem desviar o olhar do dele. – Eu não sei e não quero lidar com sentimentos que não sejam essa tensão sexual.
– Tudo bem. – Tom disse por fim, sentindo os lábios dela envolvendo os seus no instante seguinte. Moveu as mãos para a bunda de no mesmo instante, puxando-a para mais perto de si.
– Agora a gente pode, finalmente, trepar? – Questionou, mordiscando o lábio inferior dele. – Ou você ainda tem alguma coisa para falar?
– A gente pode transar. – Tom respondeu, fazendo-a rir.
– Você me fode com força e não consegue usar termos populares para denominar o ato? – Ela implicou e Tom segurou-a pela cintura, jogando-a no sofá e escalando o corpo dela, distribuindo beijos e mordidas pela pele descoberta pela camiseta que usava.
– Tipo isso. – Murmurou, puxando a camiseta para fora do corpo de e cobrindo a barriga dela com beijos, enquanto as mãos tomavam posse dos seios em uma carícia enlouquecedora.
– Você vai me chupar, Thomas? – questionou, com um suspiro forte.
Tom subiu os beijos para o vale entre os seios dela, a clavícula e o pescoço, antes de beijá-la na boca com voracidade.
– Já era hora, não acha? – Ele sussurrou no ouvido dela, abocanhando o lóbulo e mordendo levemente. As mãos acariciavam as coxas de e Tom já se sentia duro pra um cacete. Estava louco para meter na boceta de , mas a vontade de chupa-la era ainda maior.
– Para de me torturar e me chupa logo. – Ela replicou, arranhando as costas de Thomas em seguida. Ele riu contra o pescoço dela, mas não se demorou muito na área. Logo tinha abaixado a calcinha da garota e tinha as pernas dela em seus ombros, uma de cada lado de seu rosto. gemeu alto quando Tom abocanhou toda sua intimidade, sugando seu líquido e acariciando seu clitóris com a língua. Manteve as mãos nas coxas dela, enquanto gemia e fechava as mãos em punhos, respirando com dificuldade a cada lambida de Tom. Misturando saliva com a lubrificação natural de , a língua de Tom encontrou a entrada dela e a penetrou, arrancando um grito de , que moveu os quadris e rebolou contra a boca de Tom.
– Holland. – gemeu, mordendo o lábio inferior e soltando o ar pela boca.
Tom a chupou com destreza, alternando a língua entre o clitóris de e a entrada já encharcada dela. gemeu alto uma última vez, antes de Tom abandonar sua intimidade e baixar a cueca, se posicionando entre suas pernas e encaixando seu pau, a penetrando com força. o puxou para ela, envolvendo seu pescoço com os braços e arranhando suas costas, antes de grudar seus lábios nos dele e provar de seu próprio gosto. Ambos gemeram alto. Tom girou os quadris e estocou novamente, arrancando gemidos cada vez mais altos de . Ela suspirava e arranhava as costas de Tom, sentindo a tensão em seu ventre acumular.
– Porra. – Tom murmurou, quando a entrada de se contraiu contra seu pau. – Você vai acabar comigo.
– Só continua, Tom. – grunhiu, beijando o maxilar do rapaz. – Mais forte.
E ele estocou. Com mais força e mais rápido. Segurou as coxas de com força, enquanto as unhas dela arranhavam suas costas e os lábios tomaram os seus em um beijo desesperado. Ela gritou durante uma última estocada de Thomas, chegando ao ápice junto com ele. Trocaram um olhar e um beijo mais tranquilo, antes de Tom sair de dentro dela e cair no sofá, ao seu lado.
– Eu jamais poderia acreditar que você fodia assim. – murmurou. – Você é fofo demais.
– Shh. – Holland riu, beijando-a no ombro. – Só curte o momento. Depois você me provoca.
gargalhou, puxando-o para outro beijo.

Harrison entrou em casa e encontrou Tom jogado no sofá. A TV estava ligada e pela espiada que deu na cozinha, a casa estava uma bagunça. Certamente aquilo indicava sexo, em vários momentos e em diferentes posições e Harrison riu, antes de se jogar em cima de Tom em uma comemoração nada madura.
– Transou? – Indagou, animado. Tom revirou os olhos para o amigo, soltando um riso baixo e assentindo com a cabeça.
– Sim. – Murmurou.
– Isso meu garoto! – Parabenizou o amigo, bagunçando os cabelos de Tom e levantando do sofá em seguida. – E como foi?
– Ah… – Thomas corou e Harrison revirou os olhos.
– Ah, pode parar. – Reclamou. – Agora você já transou, não precisa ficar envergonhado.
– Foi bom. – Suspirou. – Quer dizer, mais do que bom… E a gente conversou. – Sentou no sofá, dando espaço para Osterfield.
– E ai? – Indagou, curioso.
– Bom, nós não temos um relacionamento. – Afirmou.
Harrison o encarou, procurando por algum vestígio de que Tom não havia gostado da imposição de . – E para você está tudo bem?
– Sim. – Assentiu. – Não acho que eu tenho tempo para um namoro agora, sabe? – Deu de ombros. – Mas não teremos só sexo. Vamos sair para fazer outras coisas também.
– Isso é bom. – Harrison murmurou. – Acho que vai dar certo. – Encorajou Thomas.
– É sim. – Sorriu fraco.
– Vai tomar um banho. – Harrison sugeriu. – Precisamos buscar Harry no aeroporto.
– Ok. – Tom levantou e seguiu para o banheiro, com a cabeça cheia de . Mal podia esperar para ver a mulher novamente.

Capítulo 12
.
Eram 6 horas da manhã quando acordou. Permaneceu na cama por alguns minutos, em uma falha tentativa de pegar no sono novamente, sem nenhum sucesso. Suspirou, levantando e seguindo para seu closet. Escolheu uma roupa e foi para o banho. Não demorou na ducha e logo estava de volta ao quarto, dentro de um vestido tubinho preto que ia até abaixo de seu joelho e calçando um par de tênis brancos. Tinha que estar no set de gravações às 8h naquele dia, então não se demorou mais em casa.
Optou por tomar café da manhã fora e dirigiu calmamente – porque o trânsito nova iorquino não lhe dava alternativa – até uma Starbucks, escolhendo uma mesa ao fundo do estabelecimento e acomodando-se. Foi atendida por um rapaz, de no máximo 18 anos, que lhe pediu uma foto e um autógrafo assim que ela terminou de realizar seu pedido. Sorriu para a fotografia e assim que o atendente se afastou, pescou seu celular na bolsa e checou as notificações. Instagram, Snapchat, Facebook e por fim, o WhatsApp. Algumas mensagens de perguntando sobre seu paradeiro, alguns outros amigos da Califórnia e por fim, a mensagem mais recente era de Tom.
franziu o cenho, confusa por ver 15 mensagens não lidas na conversa com o rapaz. Clicou no ícone e agradeceu por não estar bebendo nada, ou então teria engasgado por conta da risada que ela soltou no instante em que começou a ler as mensagens.

Tom
? 5:45 AM
Precisamos conversar 5:45 AM
Fizemos uma merda 5:45 AM
Uma merda enorme! 5:45 AM
Eu não sei como eu pude esquecer 5:46 AM
Da maldita camisinha! 5:46 AM
Você precisa fazer um teste de gravidez 5:46 AM
É muito cedo para isso? 5:46 AM
Posso agendar um teste ou passar na farmácia 5:46 AM
TRANSAMOS CINCO VEZES 5:47 AM
E NAS CINCO NÃO USAMOS CAMISINHA 5:47 AM
Não podemos ser pais agora! 5:47 AM
Temos um contrato com a Disney! 5:47 AM
, por favor, me liga 5:47 AM
Eu vou passar na farmácia antes de ir para o set 5:47 AM

agradeceu pelo misto quente e o café com leite que fora deixado em sua mesa pelo atendente e então voltou a olhar para o aparelho, rindo sozinha do desespero de Holland. Era óbvio que ela sabia que eles não tinham usado camisinha. Poderia estar doida de tesão, mas sua consciência ainda dava as caras em momentos como aquele. E Tom também não havia se lembrado e ela não o julgava. Afinal, ele era homem e estava louco para foder. Na hora da emoção, esquecera-se de falar da camisinha. E não se importara, já que tinha DIU e além disso, problemas nos ovários, o que a impediam de engravidar sem tratamento. Mas existia uma pequena chance de acontecer? Sim. Mas ela não estava em seu período fértil.
Resolvera que iria terminar seu café da manhã antes de ligar para Holland e esclarecer a situação. Pagou pela refeição e voltou ao carro, conectando o celular ao aparelho de som do carro e fazendo uma chamada para .
Precisava contar para a melhor amiga.
– Que foi? – a saudou e poderia apostar que ela tinha voltado a dormir no sofá da sala após não encontrar o café da manhã pronto.
– Você não vai acreditar no que aconteceu agora. – exclamou, com diversão.
– Meu cérebro só funciona a partir das 10 horas. – lembrou.
– Holland me mandou um monte de mensagens, desesperado, porque não usamos camisinha. – riu.
– Você não falou para ele dos ovários problemáticos e do DIU? – indagou, parecendo mais atenta a conversa.
– Esqueci. – murmurou. – Me mantive ocupada com outras coisas.
gargalhou alto. – Você vai matar o rapaz, .
– Não foi intencional. – Ela riu novamente. Estava perto do set de gravações, já que o trânsito estava pesado no sentido contrário ao que seguida.
– Ainda sim. – também riu. – Pelo menos ele foi digno de mandar mensagens. Quero um print depois.
– Ele surtou. – contou. – Mas eu não esperava nada diferente dele, para ser bem sincera.
– Ele é decente. – afirmou. – Bom, ligue para ele, antes que ele morra do coração.
– Certo. – estalou os lábios. – Até mais tarde. Beijo.
– Beijo. – murmurou, finalizando a chamada em seguida.
dirigiu por mais alguns minutos e logo estava nos sets de gravações. Não tinham muitas pessoas por lá, visto que faltavam pouco menos de uma hora para iniciarem o expediente naquele dia.
atravessou o pátio, acenando para as poucas pessoas que já se organizavam em suas funções e seguindo para seu camarim. Ligaria para Holland de lá, para enfim esclarecer toda a situação. Acabou trombando com Harrison no meio do caminho e logo seus olhos analíticos estavam presos no rapaz que o acompanhava. Não era Tom, mas bem poderia ser um parente do rapaz.
! – Harrison a saudou, sorrindo abertamente.
– Bom dia! – Ela sorriu, voltando a atenção para o loiro.
– Não pensei que te veria antes das 8h. – Osterfield comentou.
– Acordei mais cedo do que o normal. – deu de ombros.
– Certo. – Assentiu. Pareceu lembrar-se do rapaz que o acompanhava e o puxou pelos ombros, apresentando-o para . – Esse é Harry, irmão de Tom.
– Suspeitei que fossem parentes mesmo. – Ela riu, estendendo a mão para o rapaz, que sorriu para ela.
– Meu cabelo é muito mais bonito. – Murmurou, fazendo-os rir.
– Preciso concordar. – deu de ombros. – Mas onde está Tom?
Ignorou o sorriso malicioso que Harrison plantou nos lábios, encarando ambos os rapazes com determinação. – Eu preciso falar com ele.
– Está no camarim. – Harry falou. – Pediu algum momento sozinho.
– Certo. – Sorriu sem mostrar os dentes. – Bato lá mais tarde. – Mentiu descaradamente. – Preciso ir para meu camarim. – E com um aceno, se despediu dos rapazes.
Caminhou rapidamente pelo set, chegando ao corredor dos camarins e ignorando a porta com seu nome. Girou a maçaneta e se enfiou para dentro do camarim de Holland. O encontrou mergulhado em seu texto, deitado no sofá.
– Harrison, eu pedi cinco minutos… – Bufou, parecendo irritado.
– Não é o Harrison. – falou, finalmente atraindo a atenção do rapaz. Ele largou o texto e pulou para fora do sofá, seguindo até em passos rápidos.
– Porque não me respondeu? – Indagou ansioso. – Eu estava surtando!
– Eu notei. – Ela riu e Thomas fez uma careta.
, temos um problema! – Disse, como se a loira não tivesse entendido a gravidade da situação.
– Eu sei Thomas. – Ela suspirou. – Cinco fodas sem camisinha.
– E você não está preocupada? – Questionou, a voz uma oitava mais alta do que o normal.
– Não. – Deu de ombros. – Primeiro, porque eu tenho DIU. Segundo, meus ovários são podres. – Ela falou, sem se abalar. – Não tenho chances de engravidar sem tratamento. O 1% de chance que haveria é dizimado pelo fato de que não estou no período fértil.
Tom deixou os ombros caírem, visivelmente aliviado. Suspirou alto, passando a mão pelos cabelos e quase fazendo rir.
– Porra, e porque não me disse isso?
– Bom, eu estava ocupada sendo muito bem fodida. – Retrucou. – Não pode reclamar, já que o responsável foi você.
– Certo. – Tom desconversou, as bochechas coradas. – Agora posso cancelar o infarto que eu quase estava tendo. – Ele voltou ao sofá, enquanto ria, ainda escorada a porta do camarim. Observou o cabelo bagunçado, os ombros largos e as bochechas coradas por alguns instantes antes de suspirar e decidir que precisava transar naquele instante. As lembranças do final de semana a estavam deixando extremamente excitada e pronta para ser fodida.
– Thomas? – Ela chamou. Já tinha as mãos na barra do vestido, puxando a peça para cima.
Ele virou a cabeça em sua direção, arregalando os olhos levemente quando a viu com o vestido na altura da cintura, usando uma calcinha vermelha minúscula.
– Sexta vez? – Ela questionou, sorrindo com malícia. – Todo esse papo me fez lembrar-se das outras cinco vezes e eu já estou molhada.
Tom levantou, seguindo até ela com passos rápidos. Postou-se entre suas pernas, já com as mãos em sua cintura.
– Há dez minutos eu estava surtando e agora você quer transar? – Ele murmurou, deixando alguns beijos molhados no pescoço dela.
– Agora você pode pensar em me foder contra essa porta, de costas. – suspirou. – Vou empinar a bunda para você, bem gostoso.
– Então empina. – Tom falou, quase que em uma ordem. riu, virando de costas para Holland e empinando o traseiro contra seu quadril. Espalmou as mãos na porta e logo sentiu a ereção dele contra sua bunda. Thomas abriu o zíper das calças e desceu a cueca junto com o jeans. Acariciou seu cacete algumas vezes, antes de segurar a cabecinha e o posicionar na entrada de . Com os dedos, checou a umidade da mulher, gemendo quando seus dedos deslizaram com facilidade. empinou a bunda ainda mais e Tom a penetrou com força. Ambos gemeram alto e se obrigou a morder os lábios. Os camarins eram a prova de som, mas não poderia arriscar gemer loucamente grudada a porta e torcer para ninguém ouvir.
– Não fazem nem 24 horas e eu já estava com saudades dessa boceta. – Tom grunhiu, girando os quadris e retirando seu cacete por completo, apenas para meter novamente e arrancar novos gemidos de . Enlaçou a cintura dela com o braço esquerdo e espalmou a mão direita na bunda da loira.
– Então me rasga, Holland. – Ela gemeu, rebolando contra o quadril de Tom.
Holland afastou os cabelos de de sua nuca e a beijou, estabelecendo um ritmo de estocadas rápidas e fortes. Logo ambos estavam gemendo palavras desconexas, pedindo por mais. Mais força, mais rapidez, mais um do outro. gozou primeiro, a penetração e as carícias que Tom passou a realizar em seu clitóris sendo demais para ela aguentar. Tom gozou em seguida, gemendo alto o nome da garota, enquanto seu cacete jorrava seu líquido dentro dela. Eles se beijaram com intensidade antes de voltaram a se vestir e seguir para seu camarim, totalmente satisfeita.

O intervalo para o almoço dentro do set de gravações era uma loucura. A cada minuto a segurança avisava da chegada de algum delivery, a fila para o micro-ondas e para a geladeira eram enormes e os lugares nas mesas eram disputados com muita luta e argumentação.
estava sentada na mesma mesa que Zendaya e Jacob Batalon. Sua salada com frango ao molho branco havia sido entregue a pouco menos de dez minutos e o bolo de chocolate já havia sido resgatado da geladeira por Jacob, que havia enfrentado a fila para pegar sua vitamina de frutas. Eles conversavam sobre a viagem para a Inglaterra que realizariam dali a quinze dias e também sobre algumas cenas que havia gravado na semana anterior.
– Eu gosto tanto da relação da Gwen com a MJ. – Z comentou, dando uma nova garfada em seu purê com carne de panela.
– Sim! – exclamou, animada. – Não pensei que seria assim, já que aparentemente, a MJ seria o interesse amoroso do Peter com a saída da Liz Allen.
– Nossa, seria péssimo. – Jacob riu. – Não foi nada construído no primeiro filme. Acho que ficaria meio sem nexo.
– Ah, mas sem a Gwen, eles poderiam construir. – deu de ombros. – Eu teria gostado.
– Oh não, estou bem assim. – Zendaya riu. – Deixo os beijos com o Holland para você. – Fez uma careta engraçada.
– Não que seja um sacrifício para ela. – Jacob zoou e Z franziu o cenho para , os olhos arregalados.
– Vocês…?
– Não! – exclamou. – Quero dizer, mais ou menos. – Deu de ombros. – É um não-relacionamento.
– Certo. – Zendaya rolou os olhos. – Só você mesmo para inventar essas coisas e fazer dar certo.
– Como assim? – terminou sua salada, puxando o recipiente com o bolo de chocolate no mesmo instante em que Tom e Harrison chegaram ao refeitório, com Harry na cola deles.
– Bom, esses relacionamentos estranhos só dão certo com você. – Ela murmurou. Jacob acenou para os amigos, os convidando para a mesa. – Com nós, reles mortais, nunca dá certo.
– Verdade. – Jacob concordou com Zendaya.
– Às vezes não dão certo para mim também. – retrucou.
– Uma em cada dez? – Z riu. – Mas se vocês estão de comum acordo, espero que dê certo.
– Fazem três dias e estamos ok. – sorriu.
– Quem está ok? – Harrison indagou, ocupando o lugar ao lado de . Tom sentou entre Jacob e Z e Harry entre Jacob e Harrison.
– Eu estou super ok. – desconversou, fazendo Zendaya e Jacob rirem. Tom os encarou com confusão, antes de desviar o olhar para e sorrir de lado. Ela piscou para ele, antes de voltar a comer seu bolo.
– Estava falando com Tom que deveríamos sair no sábado. – Harrison murmurou. – Para comemorar o fim das gravações em Nova Iorque.
– Mas as gravações só terminam na sexta-feira que vem. – Zendaya lembrou, com as sobrancelhas arqueadas para Harrison, como se ele fosse louco.
– E a maioria de nós vai para a Inglaterra no sábado. – Tom explicou.
– Eu só vou no domingo. – comentou.
– Eu também. – Z disse.
– Bom, nós vamos ver a família durante o final de semana. – Harrison deu de ombros.
– Acho uma ótima ideia. – Jacob disse por fim. – Mas temos que escolher um lugar que não venda apenas bebida alcoólica. – Avisou e todos olharam para Harry, que corou e baixou a cabeça. o achou extremamente parecido com Tom e sentiu pena das meninas que iriam se apaixonar pelos irmãos mais novos de Tom. Se todos fossem como o primogênito, como Harry parecia ser, elas iriam morrer esperando por uma atitude e não teriam.
– Vacilo Jacob. – Harry retrucou, fazendo-os rir.
– Podemos jantar em algum lugar. – sugeriu. – Que tenha karaokê, para Z nos humilhar. – Riu, recebendo um olhar torto da amiga.
– Você também canta bem, fica na sua. – A morena rolou os olhos.
– Vou procurar alguma coisa e aviso vocês. – Harrison concluiu.
– Você podia chamar a e o seu irmão. – Tom sugeriu para , que arqueou a sobrancelha para ele, surpresa.
– Não acho que Edward iria gostar da ideia. – Ela suspirou.
– Porque não? – Jacob indagou.
– Bom, ele tem problemas de socialização. – Disse, de forma evasiva. Tom fixou o olhar nela, com curiosidade. – E ele está voltando para casa essa semana, de qualquer forma.
– Ah, eu conheço um lugar! – Zendaya exclamou, chamando a atenção para si. suspirou em alívio, ato que fora notado apenas por Tom.
– Mande a localização para nós. – Harrison solicitou.
Logo engataram em uma nova conversa, sobre assuntos diversos e conseguiu distrair seus pensamentos de Edward e os problemas com sua família. Riu bastante durante todo o almoço e quando voltou ao set de gravações e ela e Z gravaram algumas cenas juntas, já havia se esquecido dos problemas.
Porém, para seu azar, Tom havia notado que algo não estava certo e se decidiu a tentar descobrir o que acontecia com a família de e porque ela parecia sempre tensa ao falar de sua vida pessoal. Ele queria conhecer , de verdade e por inteira.

Capítulo 13
Holland.
Harry se jogou na cama de Tom, que resmungou um palavrão antes de empurrar o irmão para o chão.
– Me deixa dormir. – Bufou, cobrindo a cabeça com um travesseiro.
– Harrison disse que vamos treinar. – Harry disse, puxando as cobertas para longe da cama e tentando afastar o travesseiro do rosto de Holland.
– Harrison que vá a merda. – Tom grunhiu. – É sábado, eu não vou treinar. Treinei a semana toda.
– Então só vamos tomar café fora de casa. – Harry disse por fim, empurrando Tom uma última vez antes de sair do quarto.
Tom suspirou, jogando o travesseiro para longe e sentando-se na cama. Passou a mão no rosto e encarou o relógio no criado mudo. Eram 9h da manhã e ele não podia acreditar que havia sido acordado tão cedo naquele dia.
– EU ODEIO VOCÊS. – Ele gritou, tendo apenas as risadas de Harrison e Harry como resposta. Levantou da cama e seguiu para o banheiro, tomando um banho longo e voltando para o quarto apenas com a toalha na cintura.
Penteou os cabelos e vestiu uma roupa confortável, colocando a carteira no bolso e pegando o celular que ele havia deixado carregando na noite anterior. Desbloqueou o aparelho e abriu o WhatsApp, passando os olhos pelas conversas antes de sorrir e clicar na foto de . A garota havia lhe enviado uma foto de seu rosto e busto. Parecia suada e a esteira as suas costas deixavam claro que ela estava malhando. De legenda, ela escreveu: correndo na esteira como uma louca, mas queria mesmo era estar rebolando no seu colo.
Thomas riu, digitando uma resposta rapidamente e seguindo para a sala.

 

Estou de mau humor 09h30min am
Sua ideia é muito bem-vinda 09h30min am

 


Por acaso você está me convidando para uma rapidinha, Holland? 09h31min am
Alguém gostou de sexo matinal 🌚 09h31min am

Talvez, se meu irmão não estivesse aqui em casa 09h31min am

 

Tom sentou-se no sofá, ainda com a atenção no celular, enquanto Harrison e Harry trocavam um olhar cúmplice, prontos para sacanear com Thomas assim que ele tivesse acabado de flertar com o celular. Harrison sentou no braço do sofá, encarando Tom com entusiasmo, enquanto Harry estava em pé, também com os olhos fixos no irmão.


Meu irmão foi embora ontem 09h32min am
Assim, só um comentário 09h32min am

E a ? 09h32min am

 


pode dar uma volta pela cidade 09h33min am
Ela não se importa 09h33min am

Tudo bem 09h33min am
Posso passar ai depois do café 09h33min am

 


Estou te esperando 09h34min am

Tom finalmente guardou o celular no bolso e voltou o olhar para os dois garotos a sua frente. Franziu o cenho, em confusão, mas logo sentiu suas bochechas arderem, devido ao olhar que Harrison lhe lançou.
– Então, maninho… ? – Harry comentou, surpreso. Thomas lançou um olhar feio para o melhor amigo.
– Você não consegue manter essa boca fechada. – Reclamou.
– Bom, eu teria descoberto de qualquer forma. – Harry deu de ombros. – Vocês não foram exatamente discretos essa semana.
Tom, me ajuda com o roteiro? – Harrison tentou uma falha imitação da voz de . – Tom, vamos ensaiar aquela cena no meu camarim. – Debochou novamente e Holland revirou os olhos.
– Vá a merda. – Retrucou, mau humorado. – Vamos tomar café ou não? Tenho coisas para fazer.
– Claro que tem. – Harrison riu.
– Ela é areia demais pro seu caminhãozinho. – Harry falou por fim, causando mais risos em Osterfield e deixando Tom com uma careta no rosto durante todo o caminho até a Starbucks mais próxima.
Eles tomaram café tranquilamente, conversando a respeito da semana de filmagens e sobre a ida ao karaokê naquela noite. Harrison estava animado e Harry só esperava conseguir beber um pouco de cerveja. Odiava os Estados Unidos e sua ideia imbecil de que as pessoas só poderiam beber legalmente aos 21, se podiam tirar carta de motorista aos 16 e comprar armas no Walmart. A lógica estadunidense não fazia sentido para nenhum dos três.
– Eu vi algumas fotos do lugar e parece legal. – Harrison comentou, após devorar seu último donuts.
– É escolha da Zendaya. Obviamente é um lugar legal. – Tom deu de ombros.
– Só espero não ficar segurando vela. – Harry comentou, com uma careta.
– Não se preocupe, maninho. Harrison está encalhado. – Sorriu sem mostrar os dentes, recebendo um soco no ombro, dado por Osterfield.
– E essa coisa entre você e a foi ideia dela, porque se dependesse de você, nem teria beijado ela ainda. – Harrison retrucou e Tom corou levemente, enquanto Harry gargalhava.
Não poderia negar, pois sabia que Harrison estava certo. Por isso, apenas mandou o melhor amigo a merda, antes de avisar que eles podiam voltar com o carro, já que ele pediria um Uber até a casa de . Tinha uma camisinha na carteira apenas por precaução, mesmo que soubesse que uma única não seria o suficiente.

Uma rapidinha não foi o suficiente, como Tom já previa, quando tocou a campainha de e a encontrou usando uma camisola de seda preta que contornava seu corpo com perfeição. Eles passaram a manhã e a tarde toda enroscados um no outro, fosse transando ou apenas trocando carícias. Muitos assuntos surgiram durante esse meio tempo e a cada esquivada de a respeito de sua família ou sua vida pessoal, Tom sentia-se mais curioso e mais determinado a desvendar aquela mulher.
Eram quase 6h da tarde e Thomas tentava sair da cama de pela terceira vez. Na primeira havia sido convencido por beijos na nuca e na segunda, pela mão de adentrando sua cueca. Não tinha vergonha de admitir que era facilmente manipulável por aquela mulher, principalmente no que se dizia respeito a sexo.
– Eu preciso ir para casa tomar um banho e vestir alguma coisa para irmos ao karaokê hoje. – Tom lembrou, quando voltou a sentar em seu colo e grudar seus lábios no ombro esquerdo dele.
– E eu preciso de você agora. – resmungou, segurando na nuca de Tom e capturando seus lábios em um beijo intenso. Tom envolveu a cintura dela com os braços, rendendo-se ao beijo. A língua quente de brincava com a sua de forma provocante e Thomas já sabia que não iria resistir as brincadeiras dela. Ele nunca resistia.
– Não podemos faltar. – Tom tentou argumentar e revirou os olhos.
– Vamos fazer assim. – Ela suspirou, beijando o canto de sua boca e envolvendo o lóbulo de sua orelha entre seus lábios. – A gente toma um banho bem gostoso por aqui e aí eu te levo em casa para trocar de roupa.
– E se nos atrasarmos? – Tentou uma última vez, mesmo que quisesse mais uma rodada de sexo do que qualquer outra coisa no mundo.
– Ai pedimos desculpas. – Ela deu de ombros. – Mas do jeito que você está duro, duvido que iremos demorar. – E para provar seu argumento, rebolou contra a ereção de Tom, fazendo-o gemer.
Tom sorriu torto, levantando da cama de supetão e segurando pelas coxas. Ela riu, não interrompendo os beijos no pescoço do garoto quando eles adentraram o banheiro. Ela usava apenas uma calcinha de renda e uma regata, que logo foi atirada no chão quando Tom a colocou sentada na bancada e envolveu seu seio esquerdo com os lábios. gemeu baixinho, arranhando a nuca de Holland com as unhas e envolvendo seu outro seio com os próprios dedos, enquanto Tom usava a destra para puxar o tecido de sua calcinha para o lado e acariciava seu clitóris com precisão. gemeu mais alto e não precisou de muito mais para estar irremediavelmente molhada.
– Tom? – Ela chamou, quase em um suspiro. Holland abandonou seu seio e a encarou, sem deixar de movimentar os dedos na boceta de .
– Esquece a porra do chuveiro. – Ela grunhiu. – Me fode agora.
Sorrindo, Tom abaixou sua cueca e se posicionou entre as pernas da loira, gemendo junto dela quando moveu os quadris e estocou com força. Incontáveis gemidos e suspiros depois, Tom finalmente vestiu sua roupa e pedia um Uber pelo aplicativo. estava no banho e ele se despediu dela com um beijo rápido, antes de acenar para , que havia chegado poucos minutos antes e sair correndo do prédio da loira. Mandou mensagem para Harrison, avisando que logo estaria em casa e sorriu largo, enquanto o motorista do Uber lhe lançava um olhar torto, achando que Thomas era louco.

– Se o Harrison se atrever a cantar novamente, eu mesma mato ele. – Zendaya murmurou, após Harrison finalizar sua versão de Torn. A mesa que ocupavam estava lotada de pacotes de hambúrgueres, cestos de batatas fritas e canecas de chopp. Harry bebia suco de laranja, enquanto fingia não bebericar a caneca extra que havia pedido para si e que escondia com o braço escorado na mesa.
Harrison desceu do palco e se aproximou da mesa, com um largo sorriso, enquanto ao amigos faziam caretas em sua direção.
– E aí, foi bom? – Ele indagou, curioso. Zendaya e trocaram um olhar, antes de Tom cair na gargalhada e Jacob atirar uma batata na testa de Osterfield. apenas reprimiu o riso e Harry encarou o loiro com incredulidade.
– Cara, de verdade, nunca mais faça isso. – Aconselhou e Harrison revirou os olhos, voltando ao seu lugar ao lado de Thomas.
– Isso aí é inveja do meu talento. – Ele retrucou.
– Sem dúvidas. – Harry debochou.
– Você não vai cantar, J? – indagou, encarando Batalon com expectativa.
– Não, obrigado. – Ele riu. – Harrison já passou vergonha por todos nós. – Completou, arrancando risadas gerais.
– Sabem o que eu acho? – Zendaya indagou, com um sorriso divertido nos lábios.
– O que? – Tom franziu o cenho, não gostando do olhar que recebeu da amiga.
– Você deveria cantar Umbrella. – Z apontou.
– E dançar. – completou rapidamente.
– Ah, não. – Tom riu. Bebeu mais um gole de seu chope e sacudiu a cabeça para os lados. – Sem chances.
– Por favor, Tom! – Zendaya afinou a voz.
– Não. – Ele riu, irredutível.
– Eu não queria apelar, mas você não me deixa alternativas. – suspirou, fingindo decepção e Tom arqueou as sobrancelhas para ela. Harrison cobriu os ouvidos de Harry, que revirou os olhos no mesmo instante. – Se você não cantar, sua entrada no meu camarim está suspensa por toda a semana. – Ela falou, com um sorriso vitorioso no canto da boca.
– Agora eu quero ver. – Harrison riu. Tom estreitou o olhar para , esperando ver o blefe nas irises da loira. Suspirou alto quando não encontrou nada, levantando da mesa e causando alvoroço geral.
– Tudo bem. – Ele grunhiu. – Mas você vai cantar a próxima música e eu vou escolher ela. – Disse e deu de ombros, aceitando as condições da proposta.
Tom caminhou até o palco e logo o microfone estava em suas mãos. Escolheu a música no telão e logo a batida de Umbrella soava pelas caixas de som. E diferente do que os amigos esperavam, Tom não apenas cantou a música de forma afinada, como também refez a coreografia do Lip Sync Batlle. Zendaya gravou a apresentação em meio a gritos de incentivos e risadas, enquanto os outros aplaudiam e gritavam em apoio. trocou um olhar com e a morena riu, sabendo exatamente os pensamentos pervertidos que estavam passando na cabeça de . Holland deixou o palco sob muitos aplausos e um pouco mais suado do que gostaria.
– Isso foi genial. – parabenizou o rapaz e Tom sorriu em agradecimento. Focou o olhar em e alargou o sorriso.
– Sua música já está escolhida. – Ele disse, parecendo se divertir horrores com a situação. estreitou o olhar para ele, antes de levantar e seguir para o palco. Tom se acomodou e quando estava pronta para perguntar que música ele havia escolhido para sua amiga, os acordes de Barbie Girl soaram pelas caixas de som. Jacob e Zendaya gargalharam alto, já com o celular em mãos. reprimiu o riso e Harrison e Harry apenas trocaram um olhar divertido.
No palco, não estava nada feliz com a escolha. Esperava algo com o qual pudesse provocar Holland, mas aparentemente o rapaz havia pensado naquilo e escolhido a música mais boba para sua performance. E apesar de sua voz não ser de todo ruim, ela cantou a música sem maiores emoções. A letra era boba e superficial e não existia nada que ela pudesse fazer para mudar aquilo. Tom observou descer do palco e sorriu largo assim que ela alcançou a mesa.
– Você foi ótima. – Ele comentou, divertido. ignorou sua cadeira e sentou no colo de Tom, sorrindo para ele de forma sedutora.
– Eu sei. – Ela murmurou. – Mas você rebolando e andando de quatro no chão foi insuperável. – Deu de ombros, fazendo Tom corar e os outros rirem.
Holland já deveria estar acostumado. não perdia uma.

Capítulo 14
.
– Corta! – Jon gritou pela terceira vez e bufou, pois já havia sido interrompida na mesma cena vezes o suficiente para perder a paciência. Não estava no melhor dos humores e tudo que ela precisava era de chocolate. E talvez um oral, mas isso não dependia apenas dela.
– O que foi agora? – Zendaya indagou, jogando os braços para o alto e fingindo um drama maior do que o normal, mesmo que também já estivesse ficando impaciente com as interrupções de Jon.
– O cabelo da está esvoaçando. – Jon reclamou e logo a cabeleireira pessoal de surgiu em frente à garota com um spray em mãos. Levou menos de cinco minutos para ajeitar os fios loiros em seus devidos lugares e Jon ordenou que os atores voltassem para suas respectivas marcas, para iniciarem a cena outra vez.
Naquela manhã estavam gravando ao ar livre. Uma das ruas de Nova Iorque havia sido locada para a gravação e os atores estavam espalhados pela calçada. e Zendaya estavam juntas, enquanto Jacob estava sozinho em outra marcação e Tom estava escondido no beco. As personagens interpretadas por e Z quase descobririam mais uma vez o segredo de Peter Parker e o teioso seria salvo mais uma vez por Ned, seu melhor amigo. A cena era um corte direto de Tom se livrando do uniforme para encontrar os amigos em uma cafeteria, após uma quase luta com o vilão Mysterio.
– Que essa cena termine logo, estou faminta. – Zendaya murmurou, se posicionando em sua marca.
– Eu só preciso de chocolate, sinceramente. – comentou.
– Essa sua TPM está uma droga, não é? – Z indagou, com um meio sorriso. – Sexo resolve.
– Fale isso para o Thomas. – reclamou. – Ele quem resolveu não aparecer em casa no domingo.
– Ele tinha algum compromisso com o Harrison. – Zendaya murmurou.
– Harrison empata foda. – bufou, fazendo a morena rir.
– Garotas, prontas? – Jon indagou, recebendo acenos de cabeça em confirmação. – E gravando! – Jon berrou, para que todos ouvissem.

Gwen e Michelle dobraram a esquina com suas bolsas e livros em mãos. A loira usava uma saia plissada preta e a blusa branca de botões, junto de um oxford preto. Já Michelle usava camiseta, jeans, um coturno desgastado e uma touca cinza que estava torta em sua cabeça.
– Já estou ficando irritada com todos os atrasos de Peter, não sei como você aguenta. – Gwen murmurou, bufando em seguida. – Ele sabe como é importante que tenhamos que treinar ou então não iremos competir na Europa e ainda sim não parece se empenhar.
– Peter está sempre atrasado. – Michelle comentou. – Alguma coisa bem sinistra acontece com aquele garoto, já estou acostumada. – deu de ombros.
As duas estavam se aproximando do beco onde estava Peter, trocando de roupa enquanto contava para Ned sobre o encontro que tivera com Mysterio, o ladrão da tecnologia Stark.
– Tipo o que? – Gwen questionou, com curiosidade. – Você o conhece a mais tempo que eu, então deve saber de alguma coisa que eu não sei.
– Só sei que ele não era assim. – Michelle deu de ombros. – Mas desde o ano passado ele está estranho. Atrasa-se para tudo, aparece machucado algumas vezes, abandonou a Liz Allen no baile…
– Espera, a Liz Allen que era líder do clube antes de você? – Gwen franziu o cenho.
– Ela mesma. E na nossa viagem para competir em Washington ele simplesmente sumiu. – Michelle lembrou. – Nada responsável, mas ele é realmente bom, então precisamos dele.
Gwen não teve tempo de comentar mais nada, visto que as duas estavam passando em frente ao beco e um barulho de latas de lixo caindo chamou a atenção das duas.
– Ned, cuidado! – a voz de Peter reclamou. – Você quer que nos encontrem aqui dessa forma?
Gwen e Michelle trocaram um único olhar, antes de mudarem seu caminho e adentrarem o beco, tentando a todo custo não alertarem os rapazes de sua presença.
– Foi sem querer! – Ned retrucou. – Mas me conta, você pegou?
– Não consegui. – Peter soltou o ar pela boca. – Ele era muito mais forte do que eu e ainda estou com as costelas machucadas da última vez.
– Peter, o que vai acontecer agora? – Ned indagou. Gwen e Michelle, cada vez mais próximas e atentas à conversa entre os garotos, não viram que o chão estava coberto por pedaços de concreto e acabaram chutando algumas pedras para longe. Fizeram expressões de decepção quando a conversa cessou e Ned surgiu a sua frente, arregalando os olhos brevemente pela presença das duas colegas.
– O que vocês fazem aqui? – ele indagou, o tom de voz uma oitava mais alto que o normal.
– O que você faz aqui? – Michelle estreitou o olhar para o garoto.
– E onde está Peter? – Gwen questionou. – Nós ouvimos a voz dele. – falou, antes que Ned pudesse negar a presença de Parker.
– E ele está machucado? O que ele não conseguiu pegar? – a outra indagou, sem dar tempo para Ned responder.
– E o que vai acontecer? Que última vez?
– Eu não sei do que vocês estão falando. – Ned tentou desviar o assunto. – Peter está procurando pela mochila dele, apenas isso.
– E porque a mochila dele estaria nesse beco? – Gwen não comprou a história e fez menção de dar mais alguns passos. Ned se postou na frente dela.
– Ele arrumou briga com uns garotos de outra escola. Eles pegaram a mochila dele e correram nessa direção. É isso que Peter não conseguiu pegar: a mochila. – Ned inventou. Peter, já usando suas roupas e com o uniforme do Homem-Aranha por baixo, se aproximou dos colegas e então as duas garotas voltaram suas atenções para ele e o olho roxo exibido em seu rosto.
– Aí está! – Gwen murmurou quando o rapaz se postou à sua frente. – O que está acontecendo Peter?

– E corta! – Jon gritou, parecendo satisfeito.
deixou os ombros caírem e logo estava ao lado do diretor, para rever a cena junto dos outros três atores. Não havia erros ou pequenos defeitos e todos suspiraram em alívio.
– Vamos fazer um intervalo para o almoço e então seguimos de onde paramos, ok? – Jon indagou e tendo apenas acenos de cabeça positivos, dispensou a produção com um grito.
Zendaya e Jacob logo seguiram para seus trailers e nem cogitou a ideia de trocar de roupa antes de ir almoçar. Simplesmente pegou seu celular com um dos estagiários e respondeu as mensagens de , enquanto seguia para fora do set, em direção ao restaurante que havia a poucos metros de distância de onde gravavam.
! – Tom gritou às suas costas e a garota se virou, o encarando com um meio sorriso no rosto. Talvez conseguisse o oral que estava precisando, no final das contas. Seu almoço podia esperar, sexo com Tom não.
– Sim? – ela arqueou as sobrancelhas para ele.
– Está a fim de almoçar comigo? – o rapaz indagou, para a decepção de .
– Ah. – ela suspirou, reprimindo o “é sério?” que ecoava em seus pensamentos. – Eu vou comer naquele restaurante italiano. – murmurou.
– Por mim pode ser. – Thomas sorriu e apenas assentiu, murmurando que esperaria o rapaz ali mesmo. Ele não levou cinco minutos para retornar, dando tempo de mandar uma mensagem para avisando do convite inesperado. A resposta da amiga chegou junto de Tom e não gostou nada, de forma que o garoto notou a irritação dela.
Awn que amor, o casal vai almoçar junto?
Tom franziu o cenho para a loira, antes de indagar: – O que foi?
está sendo idiota. – reclamou. – Ela está nos chamando de casal, acredita? – riu, desacreditada. Tom forçou um riso pelo nariz.
é maluca. – murmurou, passando a mão pelos cabelos.
– Obrigada por exteriorizar a verdade. – sorriu para Tom, sem perceber o desconforto do garoto sobre o assunto.
O almoço seguiu tranquilamente, fez piadinhas que deixaram Tom envergonhado e quase o arrastou para o banheiro do estabelecimento, com a desculpa de que estava estressada por conta da TPM e Tom era o único que poderia ajudá-la. Acabaram não tendo tempo para uma escapada rapida, visto que mal havia dado uma hora para o intervalo e ambos recebiam ligações de Jon. Pagaram a conta e seguiram de volta para o set, sendo fotografados diversas vezes em ângulos estratégicos por um paparazzo experiente.

estava terminando as fotos para a Cosmolitan, revista da qual seria capa do mês seguinte e para a qual cederia uma entrevista exclusiva que seria postada em vídeo no site da revista e também impressa na versão física. Usava um vestido vermelho e seus cabelos estavam encaracolados e presos em um penteado realmente bonito. A maquiagem apenas valorizava seu rosto e chamava a atenção para o batom vermelho em seus lábios. havia acompanhado a amiga e fazia alguns stories dos bastidores, enquanto a própria posava para o fotógrafo em diversas poses e com diversas expressões no rosto.
– Última troca de roupa. – o fotógrafo murmurou após estourar o flash mais uma vez e assentiu, seguindo para o camarim e logo tendo mais pessoas a sua volta do que era capaz de contar. Trocaram seu vestido, refizeram seu penteado e tiraram sua maquiagem apenas para colocar outra no lugar. Com um vestido azul turquesa de cetim, olhos bem esfumados e batom claro, os cabelos rebeldes da mulher foram o foco da lente do fotógrafo, que não poupara instruções e elogios para durante a finalização do photoshoot.
– Maravilhosa como sempre! – ele elogiou por fim, sorrindo satisfeito ao checar as fotos na câmera. – Minha lente te ama ! – riu.
– E eu amo ela. – replicou, também sorrindo. Despediu-se do fotógrafo e seguiu com para o camarim, onde a entrevista seria realizada com uma das redatoras da Cosmolitan.
– Postei vários stories. – comentou. – As fotos parecem ter ficado realmente boas.
– Espero que sim. – suspirou. – Adiei a ida para Londres por conta disso.
– Jon te liberou das gravações na segunda?
– Não. – negou com a cabeça. – Vou chegar ao hotel, tomar banho e seguir com a equipe para as gravações.
– Você vai mesmo ficar no hotel? – riu, desacreditada.
– Eu não tenho casa na Inglaterra, você sabe. E não vejo motivos para comprar uma. – a loira deu de ombros. Entrou no camarim seguida de , que fechou a porta às suas costas.
– Bom, Tom tem um apartamento não tem?
– E o que tem isso? – arqueou as sobrancelhas para a amiga, em desafio.
– Agora que vocês estão juntos…
– Não estamos juntos e você sabe disso. – retrucou. – A gente só transa.
– Certo, certo. – se rendeu, jogando as mãos para cima.
apenas teve tempo de trocar de roupa antes da redatora da Cosmolitan chegar junto de um câmera. Sentaram-se nas poltronas que haviam sido preparadas especificamente para a entrevista, enquanto ocupava o sofá e se distraía com o celular e o câmera posicionava a lente em direção a , procurando o melhor ângulo da atriz.
– É um grande prazer entrevistá-la . Chamo-me Joanne Baker e sou redatora da Cosmolitan. – se apresentou, recebendo um sorriso simpático como resposta.
– O prazer é todo meu. – disse.
– A entrevista vai ser gravada e então editada, para comportar apenas algumas respostas suas e então faremos um jogo, tudo bem? – Joanne indagou e assentiu com a cabeça. – Vamos começar então. – se virou para a câmera e sorriu, introduzindo a entrevista e então se voltando para , que acenou para a gravação e fixou seu olhar em Joanne.
, como está sendo fazer parte do MCU? Sabemos que você é uma grande fã da Marvel e ficamos curiosos a respeito de sua vivência dentro dos sets de Far from Home.
– Está sendo realmente maravilhoso. – abriu um sorriso largo. – Nunca trabalhei em um set tão descontraído, sabe? Toda a equipe é muito amigável e todo o clima é realmente muito bom!
– Sua amizade com Zendaya não é um segredo, então nos diga como está sendo gravar com ela novamente?
– Contrastante. – a loira admitiu. – Como eu disse, a experiência dentro do set de Far from Home é realmente única e toda a vivência compartilhada com a Z é diferente. Mas é ótimo ter uma amiga por perto durante o trabalho. – sorriu.
– Alguma chance de conseguirmos um spoiler? – Joanne indagou, fazendo gargalhar e negar com um aceno de cabeça.
– Esse papel ainda é do Tom, mesmo que ele esteja se comportando muito bem nos últimos meses. – falou com diversão.
– Já que você entrou no assunto, vou aproveitar a deixa. – Joanne riu. – Você chegou a ver os tabloides nos últimos dias ?
– Ah, não. – deu de ombros. – Não tenho costume de procurar notícias sobre mim na internet.
– Então vou ler o título de uma matéria para você, tudo bem? – a redatora indagou e assentiu com a cabeça. – “ e Tom Holland: amigos, affairs ou um casal real?”.
não demonstrou nenhuma mudança de postura ou expressão. Ainda tinha um sorriso tranquilo nos lábios, mesmo que estivesse realmente irritada. Odiava aquelas especulações sobre sua vida amorosa tanto quanto odiava o enredo do segundo filme do Homem de Ferro.
– Tom e eu somos amigos. – explicou, calmamente. – E colegas de trabalho, o que nos faz conviver e sair juntos. Não entendo a fixação da mídia em arrumar relacionamentos para mim. – revirou os olhos.
– Os fãs shippam muito vocês. – Joanne insistiu e sorriu.
– Agradeço de coração pelo carinho, mas Tomel não vai existir.
Mais algumas perguntas sobre as gravações, expectativas de projetos futuros e também sobre o photoshoot para a revista e então Joanne iniciou o jogo que mencionara antes da gravação da entrevista começar. Era uma espécie de “Beija, Casa ou Mata” e após 9 sequências de celebridades, precisou escolher entre Shawn Mendes, Justin Bieber e Ross Lynch.
– Em respeito aos dois cantores comprometidos, escolho beijar e casar com o Ross Lynch, pois jamais trairia Hayley ou a namorada brasileira do Mendes de nome impronunciável sem treinamento. – finalizou, fazendo Joanne rir. – Então mataria ambos.
– E com isso encerramos nossa entrevista com !
Com a saída de Joanne, apenas trocou um olhar com antes de pegar seu celular e abrir o navegador. Iria pesquisar todas as malditas notícias e então tentar abafar aquela suspeita. Não queria a mídia em cima dela e de Tom, principalmente porque o que eles tinham nunca seria algo sério. não namorava e estava muito bem, obrigada.

Capítulo 15
Holland.
Tom não estava contente com a situação na qual havia se metido. Para ser bem honesto, Harry havia dando o chute inicial que jogou o mais velho dos Holland no fundo do poço, mas todo o crédito para a lambança que veio após Harry comentar que “quase não havia passado tempo com Tom em Nova Iorque, já que ele estava sempre com ” era toda e exclusivamente culpa dele mesmo. E ele estava pagando por aquele deslize com muitos juros.
O rapaz suspirou mais uma vez ao perceber o olhar de sua mãe pesar sob seus ombros, já que ela havia feito uma pergunta e não havia obtido resposta dele. Respirou fundo, contou até 10 e então encarou a mulher, com uma coragem que ele não sentia, mas que sabia ser necessário fingir ter. Ou então seria engolido por Nikki sem nenhuma piedade.
– Mãe, eu juro que não estou namorando. – ele replicou pelo que parecia ser a quarta vez. – Se eu estivesse namorando, vocês seriam os primeiros a saberem.
Era bem verdade que ele se sentia em um interrogatório. Seu pai e sua mãe estavam sentados do lado contrário ao que ele ocupava na mesa e Tom sentia todos seus movimentos sendo estudados milimetricamente por ambos seus genitores. Eles saberiam se ele estivesse mentindo mesmo sem encará-lo, mas o faziam porque apostavam na pressão psicológica. Tom não era mesmo um bom mentiroso e o mundo todo detinha aquela informação.
– Bom… Então o que você e essa garota têm?
– Eu não quero discutir isso com vocês, sério. – Tom negou com um aceno de cabeça. – Não tem como.
– Thomas, nós já fomos jovens. – Dom argumentou. – Já passamos por tudo o que você está passando.
– Eu duvido muito disso. – Tom riu, não encontrando maneiras de seu pai ter vivido algo sequer parecido com a situação que ele vivia no momento. Dom não tinha encontrado uma e sim uma Nicola, que eram totalmente e completamente opostas uma da outra. Enquanto Nikki Holland era uma mulher doce e tranquila, era um tsunami, que arrastava tudo e todos por onde passava e não deixava nada como antes. Ela havia mudado todas as perspectivas de Tom, sem nem tentar fazer aquilo.
– Que mania nossos filhos têm de achar que nós sempre somos velhos. – Nikki reclamou e Tom revirou os olhos.
– A questão não é essa, mãe. – suspirou.
– Então qual é a questão? – Dom indagou, tão curioso quanto a esposa. Eles estavam ansiosos para verem Tom namorando, depois de tanto tempo. O garoto apenas se dedicava à carreira e seus pais queriam que ele aproveitasse a vida, ao invés de apenas trabalhar e trabalhar um pouco mais. – O que essa garota tem de tão diferente?
– Ela não é como as outras. – Tom murmurou. – é totalmente o contrário de qualquer garota com quem eu já sai. Ela não quer um relacionamento sério, então não temos um relacionamento sério. – deu de ombros, deixando a entender que para ele estava tudo bem. E apesar de Tom saber que não estava tudo realmente bem, sentia-se na obrigação de ignorar aquela vozinha chata em sua cabeça, que havia dado as caras justamente quando Tom fora assistir a entrevista de para a Cosmolitan. Toda vez que ele e conversavam no set, trocavam mensagens ou marcavam encontros durante aquelas duas primeiras semanas na Inglaterra, a voz de repetindo “Tomel não vai existir” ecoava nos pensamentos de Holland. E a sensação que ela frase deixava na boca de seu estômago não era realmente confortável.
– Mas e você, quer o que? – Nikki voltou a questionar, sua expressão deixando claro que não gostava nada daquela pseudo relação que Tom mantinha com .
– Eu quero parar de falar sobre isso. – Tom murmurou, batendo com a testa na mesa e suspirando alto. Seus pais eram insistentes demais e ele já vai aguentava mais aquela conversa que o deixava confuso e irritado.
– Filho, nós só estamos preocupados com você. – Dom pontuou e Tom os encarou, assentindo com a cabeça.
– Eu sei pai. – suspirou. – Mas não existem motivos para essa preocupação. Eu sou adulto, também. E essa relação foi estabelecida de acordo com a vontade de ambos. – deu de ombros. – Eu sei que não é o usual, mas eu estou ok com tudo isso.
Dom e Nikki trocaram um olhar preocupado, antes de a mulher abrir a boca para retrucar e o homem negar com um aceno de cabeça, não fazendo-a suspirar e então deixar os ombros caírem em desistência.
– Só tome cuidado. – ela orientou. – Não parece que esse relacionamento vá evoluir e eu não quero te ver com o coração partido. – sorriu para o filho. Nikki levantou da cadeira e então deu a volta na mesa, abraçando Tom pelos ombros e beijando o topo da cabeça do garoto. – Você pode ser o Homem-Aranha para o mundo, mas para mim ainda é meu primeiro bebê.
– Paddy não vai gostar de saber disso. – Tom riu fraco, retribuindo o abraço da mãe.
– Então você não deveria contar para ele. – Nicola concluiu, fazendo Tom rir um pouco mais. Logo a mulher puxou Dom para fora da sala de jantar e Thomas conseguiu respirar fundo e jogar aquela conversa para o armário de “nunca mais pensar nisso” que ele tinha na cabeça. Tinha uma tarefa árdua para realizar naquela tarde e sabia que quebraria a cara por apenas tentar, mas não desistiria tão fácil. Afinal, convencer a ir a um encontro com ele que não acabaria em sexo era realmente uma tarefa complicada. Mas Holland queria muito ver aquele filme e também queria passar um tempo com , já que não “saiam” há quase uma semana. Estava com saudades dela, mesmo que sua convivência se baseasse em sexo e conversas sobre as gravações. Por conta disso, Tom pegou o celular e após abrir o aplicativo de mensagens, digitou as palavras e as enviou para . Manteve o lábio inferior preso entre seus dentes por todos os minutos que a garota levou para respondê-lo, tamanho era o nervosismo no qual se encontrava. Apesar de terem combinado que sairia para encontros casuais, Thomas sabia que não seria nada fácil convencer a ir ao cinema com ele. E caso ela recusasse – o que tinha uma porcentagem bem alta de acontecer -, seria vergonhoso demais para Holland convidar Harrison para o programa. Afinal, ele havia alugado uma sala de cinema inteira apenas para ele e . Levar Harrison resultaria em uma zoação infinita, para a qual Tom não estava nada animado.

 

Hey 04h37min pm
Planos para esse sábado à noite? 04h37min pm


Eu iria ver séries e comer pizza 04h38min pm
Mas você pode vir comer comigo 04h38min pm
Ou melhor 04h39min pm
Me comer 04h39min pm

Tom suspirou alto, obrigando-se a não analisar o convite de para não cair em tentação. Aquela mulher o deixava fora de si, louco para se atirar do precipício direto para os braços dela. Principalmente quando os braços dela estavam abraçando enquanto ele a fodia.

 

Na verdade, pensei em outra coisa 04h39min pm

Eu te comer? 04h39min pm
Também gosto da ideia 04h40min pm
Ainda não trepamos assim 04h40min pm
Vai ser uma ótima experiência 04h40min pm

Que tal um encontro? 04h41min pm

Sexual? 04h41min pm
Topo 04h41min pm

Sem sexo, 04h42min pm
Apenas cinema 04h42min pm
Eu pago a pipoca 04h42min pm

Sem sexo durante o encontro, certo? 04h42min pm
Depois a gente fode 04h43min pm
Ou no intervalo do filme 04h43min pm
Uma rapidinha no banheiro pode ser bem gostosa 04h43min pm

Apenas encontro 04h43min pm
Sem sexo 04h43min pm

Desde quando isso existe? 04h44min pm

Eu te compenso na próxima vez 04h44min pm

Se compensação for me comer com força, então tudo bem, eu vou nesse encontro 04h44min pm

Te pego às 20h, ok? 04h44min pm

Pode me pegar a hora que quiser 04h45min pm
Onde quiser 04h45min pm
Na posição que quiser 04h45min pm

Até mais tarde 04h45min pm

O convite ainda está de pé 🌚 04h45min pm

Tom riu fraco, sacudindo a cabeça para os lados e então se colocando de pé. Suas bochechas estavam pouco coradas, como já havia se tornado costume quando ele conversava com . Pelo menos ela não havia enviado nenhuma imagem e Tom estava grato por aquilo. Nunca sabia o que responder e metia os pés pelas mãos ao tentar formular uma frase coerente. O ator estava saindo da sala de jantar quando seu celular, já guardado no seu bolso, apitou indicando a chegada de uma nova mensagem. Tom desbloqueou a tela e então gargalhou alto, não acreditando que realmente havia lhe enviado aquilo.

04h48min pm

– Maldição de mulher. – reclamou, antes de subir correndo para seu quarto em busca de uma muda de roupas. Um convite como aquele não poderia ser ignorado.

Chegar ao cinema não havia sido fácil. Tom havia precisado dar uma volta enorme no centro de Londres para despistar os paparazzi e quando finalmente chegara ao local, já estava na sala que ele havia alugado esperando por ele. Ela havia ido de Uber, usava roupas comuns e tinha os cabelos presos em um coque escondido pela touca do moletom que ela usava. Tudo para não ser reconhecida e ter suas fotos nos jornais com a especulação de um possível romance com Tom Holland. Apesar de ter se atrasado, Tom fez questão de comprar balas, pipoca e refrigerante antes de entrar na sala de cinema e encontrar ocupando uma poltrona no canto esquerdo. Estava bem escondida e Thomas apenas a encontrou por causa do brilho da tela do celular da irlandesa. Aproximou-se dela e a beijou no rosto, recebendo um revirar de olhos antes de puxá-lo para si e enfiar a língua na boca dele. Não que Tom fosse reclamar daquilo, já que adorava beijá-la, mas em sua cabeça pareceria um ato muito romântico para duas pessoas que não tinham um relacionamento e iriam assistir a um filme juntos.
Tom estava distraído com o início do filme, tentando entender o que diabos estava acontecendo quando sentiu o toque dos dedos de em seu joelho. Olhou de relance para a mão dela, mas logo voltou sua atenção para a tela do cinema, coisa que durou poucos segundos, porque logo as mãos da atriz estavam subindo pela coxa de Holland em carícias nada castas e ele se abrigou a soltar um suspiro baixo.
, vamos ver o filme. – ele murmurou quase em um suplício. Virou o rosto em direção a ela e encontrou apenas o desejo que já estava acostumado a ver, tendo a completa certeza de que ele não iria ver filme nenhum enquanto tivesse planos distintos para aquela noite.
– Não estou com vontade. – ela sorriu com malícia.
– E está com vontade do que? – Tom se obrigou a indagar. Já estava perdido naquela atmosfera de puro tesão que sentia com a todo momento e por conta disso, largou o pote de pipoca no banco ao lado que estava vazio, fazendo o sorriso de se alargar.
– De sentar bem gostoso enquanto você dá uns tapas na minha bunda. – disse, com naturalidade. E apesar da fala da garota ter deixado Tom excitado para um caralho, as bochechas dele não deixaram de corar. No final das contas, ele nunca iria conseguir não sentir-se envergonhado pelas sacanagens que proferia.
– Você tem o dom de transformar qualquer situação em chance para transar. – Thomas murmurou, rindo pelo nariz. Não entendia como havia sido tão bobo por acreditar que aceitariam tão facilmente um encontro sem sexo.
– Você facilita. – respondeu. Puxou a blusa de lã que vestia para cima e a jogou no chão, ficando apenas de camiseta, antes de levantar e sentar no colo de Tom, com uma perna de cada lado da cintura dele. – Pediu privacidade total até sairmos daqui? – ela questionou, já com as mãos na nuca dele. Tom assentiu com a cabeça e suspirou novamente ao sentir as unhas dela em contato com sua pele. Subiu seu toque pelas coxas de até encontrar as bandas da bunda dela, onde espalmou as mãos e apertou a carne da garota com vontade. Ele realmente adorava estar com ela daquela forma. Era viciado em seu cheiro, sua pele e sua voz gemendo em seu ouvido.
– Sim. – ele respondeu, mesmo que desnecessariamente.
– Ah Tom. – riu. – Você queria mesmo me foder aqui.
– Eu quero te foder em todos os lugares. – ele replicou e sorriu largo. – Mas eu realmente não queria um encontro com sexo.
– Pense nisso como um brinde. – disse por fim, antes de puxar os cabelos de Tom e guiar o rosto dele em direção aos seus lábios. O beijo não durou muito e logo estava em pé, descendo os jeans que ela vestia junto da calcinha branca rendada. Tom fechou as mãos em punhos, sem desviar o olhar do corpo dela. Mesmo que já a tivesse visto nua dezenas de vezes, era sempre uma delícia vê-la se despindo para ele. manteve a camiseta em seu corpo, mas retirou o sutiã e sorriu largo, e Tom só teve chance de morder os lábios antes de sentir as mãos da loira em seu corpo. Ela retirou tanto a blusa de lã como a camiseta de manga longa que Tom usava e então abriu o botão e desceu o zíper da calça do rapaz, puxando a boxer dele junto com a calça. gostava de brincar, mas não tinha paciência para enrolação. E Tom adorava aquilo nela. E estava chegando à conclusão que adorava coisas demais em .
– Quando é que nós vamos fazer um 69? – Tom indagou, suspirando baixinho quando se ajoelhou a sua frente. A garota arqueou as sobrancelhas em sua direção, sorrindo de forma maliciosa antes de dar de ombros.
– Então você gosta de me chupar. – ela murmurou, se aproximando da virilha de Holland e segurando em seu pênis, passando as unhas por toda extensão dele e fazendo-o suspirar mais alto.
– Você tem um gosto bom demais. – Tom respondeu. – É viciante.
– Se você continuar falando, vai acabar tendo a chance de foder minha boca. – retrucou. – Eu deixo você enfiar todinho. – soprou levemente a cabeça do pau de Tom e o rapaz grunhiu em aprovação.
– Você vai me matar. – ele riu baixo. piscou lentamente para ele.
– Só se for de tanto foder. – usou a destra para segurar a base do pau de Holland e sugou a cabecinha, usando a língua para provocá-lo. Tom, que até então tinha as mãos fechadas em punho, segurou os cabelos da loira com a canhota e com a destra segurou a mão de que estava em seu pau, incentivando-a a movimentar seu toque. Aquela movimentação não durou muito. logo se afastou e Tom, com o cenho franzido, soltou um muxoxo descontente. Gostava dos dedos dela em seu cacete, ela o masturbava como nenhuma havia feito antes. Não que ele tivesse tido muitas garotas, mas com era diferente.
. – Holland grunhiu, em repreensão.
– Se masturba para mim. – ela retrucou. Deu um passo para trás e encostou-se nas cadeiras da frente. Sorriu para Holland rapidamente antes de voltar sua atenção para o pênis do garoto. – Eu quero saber como você se dá prazer.
– Você me dá um prazer ainda maior. – Tom contestou.
– Eu vou me tocar para você e você se toca para mim. – insistiu. Afastou as pernas e deixou a destra escorregar para o meio de suas pernas, enquanto a canhota segurava na cadeira as suas costas. Brincou com o início dos pelos em sua virilha e Tom respirou fundo, usando a lubrificação do pré-gozo para lubrificar seu pau e então facilitar os movimentos de sua mão. mordeu o lábio devido a visão que Tom estava lhe proporcionando e finalmente adentrou sua boceta com dois dedos, arrancando um grunhido do inglês.
Tom estava jogado na poltrona, uma mão em seu cacete e a outra segurando o braço do móvel com uma força considerável. Ele descia e subia sua mão pela extensão de seu pau conforme as carícias de em sua própria boceta. A garota tinha o olhar fixo nos movimentos de Holland e acariciava seu clitóris com um pouco mais de pressão nos dedos. Não o suficiente para doer e sim para lhe dar ainda mais prazer. Esperando melhorar a visão para Tom, ergueu a perna esquerda e apoiou o pé no joelho do garoto, deixando toda sua intimidade amostra e suas carícias bem explícitas para ele. Tom gemeu de frustração e apertou um pouco mais a mão em seu pau, acariciando a glande com precisão enquanto mordia o lábio inferior ao imaginar seus dedos no lugar dos de . Ela também gemeu e grunhiu quando afastou as carícias de seu clitóris e aproveitou a posição para enfiar dois dedos em sua entrada, já lambuzada e escorregadia devido ao estado de excitação que a irlandesa se encontrava.
– Eu estou tão molhada Tom. – gemeu, de forma manhosa. – Tão pronta para você. – ela abriu os olhos e gemeu longamente, olhando diretamente para Tom e mordendo o lábio inferior. Tom grunhiu, abandonando as carícias em seu pênis e puxando a garota para seu colo. – Você está duro para mim?
– Sempre. – Tom respondeu, ajudando a encontrar a melhor posição naquela poltrona. Haviam dado sorte – ou não, já que fora quem escolhera onde sentariam – por terem pegado as maiores poltronas daquela sala, então espaço não faltaria para que eles realizassem seus movimentos. Ela segurou nos ombros dele, e de joelhos e com Tom no meio de suas pernas, sentou no colo do rapaz, que segurava o próprio pênis e o encaixou na boceta de . Ambos gemeram alto quando sentiram suas intimidades encaixadas, um completando o outro. encarou Tom uma última vez antes de começar a se movimentar no colo dele, arrancando um gemido longo do rapaz, que se jogou na poltrona e espalmou as mãos nas coxas dela, subindo as carícias para a bunda e cintura da mulher, conforme ela rebolava em seu colo. usou os braços da poltrona para se sustentar, alternando seus movimentos em cima de Tom entre reboladas longas e cavalgadas rápidas, erguendo seu corpo para cima, de forma a deixar o pau de Tom escapar quase completamente de seu interior apenas para voltar e engoli-lo rapidamente, cada vez mais apertada e mais molhada. Tom, em puro êxtase, apenas grunhia em aprovação e descontava sua excitação no corpo de , apertando sua carne e arranhando sua pele com as unhas curtas.
– Eu disse que queria uns tapas na bunda Holland. – murmurou, quase sem ar, entre uma rebolada e outra. Tom novamente ergueu o tronco e abraçou pela cintura, antes de retirar a camiseta dela e beijar o vale entre seus seios, sugando a pele dela com gentileza.
– Eu nunca bati em uma mulher durante o sexo. – ele confessou, as bochechas assumindo um tom de vermelho ainda mais forte. diminuiu a velocidade de suas sentadas segurou o rosto de Tom com as mãos, uma palma em cada bochecha do rapaz. O beijou com lentidão e provocação, puxando o lábio inferior dele com os dentes.
– Pois tem minha permissão de dar umas palmadas na minha bunda. – sorriu com malícia. – Você não vai me machucar. É só um adicional de prazer durante a foda.
– Eu não sei se tenho vontade. – Tom falou por fim, enquanto suas mãos desciam da cintura para a bunda da loira, acariciando a área com cuidado.
– Tem sim. – disse, antes de voltar a rebolar no colo do rapaz, sentindo o pau dele penetrá-la com força já que Tom havia movido os quadris para cima. – Você só não sabe disso ainda.
E com isso, usou a destra para segurar a mão de Thomas e o ajudou a dar a primeira palmada em sua nádega direita. gemeu baixinho e de forma completamente nova, o que acendeu o fogo de Tom e o motivou a dar mais a palmada. E no intervalo de cada palmada, sentava no pau dele, rebolando e gemendo alto a cada estocada de Holland em sua boceta. A posição era realmente deliciosa e Tom tinha os seios de ao alcance de seus lábios e não demorou muito para tê-los em sua boca. Um de cada vez, sugando os mamilos de e brincando de excitá-la ainda mais. E quando o ápice chegou para ambos, um grito fora sufocado pelo choque de seus lábios e um beijo também inovador. Para , o resultado de uma foda incrível. Para Tom, um indício de um sentimento que não deveria estar nascendo dentro daquela relação. E quando ambos terminaram de gozar e se encararam com sorrisos satisfeitos, as distinções dos olhares eram nítidas para um observador mais atento. De , a pura alegria pelo orgasmo. De Tom, um nítido desespero.

Capítulo 16
.
estava exausta. Sentia dores nas costas, sua cabeça estava latejando e tudo o que ela queria era a cama macia e confortável do hotel onde estava hospedada em Paris. A garota suspirou alto, bebendo o último gole de seu café preto sem açúcar e então acenando com a cabeça para Jon, afirmando estar pronta para terminar a gravação daquela noite.
Estavam na França fazia quase 10 dias. Haviam deixado à Inglaterra por algum tempo para dar andamento no restante das gravações que ocorreriam na Europa, antes de finalizarem todas as cenas fora dos Estados Unidos e então voltarem para Nova Iorque. Tinham cerca de apenas dois meses de gravações pendentes e apesar de estar apaixonada por todo aquele universo, não via a hora de ir embora para sua casa e esperar tranquilamente pelas regravações e então estreia do filme.
E não apenas ela, como todo o elenco estava sentindo na pele o cansaço extremo que a falta de um set de gravações fixo trazia para um ator. Eram muitas viagens, muitas mudanças e pouco tempo disponível para descanso. não dormia 8 horas em uma mesma noite a quase cinco dias e naquele dia em questão, apenas havia tomado café da manhã e beliscado um sanduíche de peito de peru durante a tarde. Precisava urgentemente de um massagista, sua cama e uma bandeja com qualquer refeição de verdade.
– Eu estou destruída. – Zendaya murmurou, assim que ela, Tom e Jacob se aproximaram de onde estava, já que estavam gravando aquelas cenas juntos. Jon estava orientando a produção para melhor captar as cenas noturnas, enquanto os atores aguardavam em suas respectivas marcas. Estavam gravando no arco do triunfo, onde haveria um embate entre Peter Parker e o vilão Mysterio, o que colocaria o grupo de amigos de Parker em perigo.
– Eu nunca pensei que diria isso, mas eu só quero que essas gravações acabem logo. – Jacob suspirou e Tom maneou a cabeça em concordância, parando ao lado do amigo e esfregando uma mão na outra, tentando se mantiver aquecido. Usavam roupas comuns, então estavam sentindo mais frio do que deveriam.
– Quero a minha casa. – disse. – Saudades do calor de Los Angeles. – suspirou de forma sonhadora.
– Você não vai ficar em Nova Iorque após as gravações? – Jacob indagou, não sendo nada discreto e lançando um olhar questionador para Tom. franziu o lábio levemente, nada contente com a atitude de Batalon. Tom fingiu não notar o olhar do amigo e aquilo só deixou mais irritada. Afinal, Tom não tinha nada a ver com as decisões que ela tomava em sua vida. Ele era apenas seu pau amigo, nada além daquilo.
– Sim. – ela assentiu com a cabeça. – Eu moro em Los Angeles. O apartamento em Nova Iorque é apenas para passar uma temporada. – deu de ombros, não dando importância para o assunto.
– Nós vamos ficar em Nova Iorque. – Zendaya comentou, tentando amenizar o clima ruim. – Porque não fica conosco?
– Preciso de um tempo na minha casa. – respondeu. – Não decidi qual contrato aceitar após finalizar Far from Home, então não ficaria em Nova Iorque de qualquer forma. Ou vou gravar no México ou então no Canadá.
– Ainda acho que gravar com Greta Gerwig ia ser incrível. – Zendaya comentou com a amiga. – Apesar de que no Canadá também está frio. – fez uma careta.
– Mas é a Greta. – deu de ombros. – Eu enfrentaria o frio para gravar um filme com ela sem dúvidas, mas ainda estou dividida. – suspirou. – Chris Columbus dirigiu Harry Potter e a Pedra Filosofal e meu sonho sempre foi estrelar essa saga.
cheia de projetos e nós pensando em quantas pizzas podemos comer em nosso primeiro dia de férias. – Tom murmurou para Jacob, que assentiu com a cabeça e suspirou audivelmente.
– Nós somos um fracasso. – o rapaz reclamou.
– Eu não tenho projetos também e não sou um fracasso. – Zendaya contestou, fazendo careta para os amigos.
– Não tem projeto porque não quer. – Tom revirou os olhos. – Eu vi os contratos no seu camarim.
– Fofoqueiro. – Z chiou.
– Você vai estar em Vingadores por um bom tempo. – apontou o dedo para Holland. – Não tem do que reclamar. – ela lembrou e Tom deu de ombros.
– É, mas gravar com vocês é mais divertido. – Tom sorriu e Jacob o abraçou, fingindo limpar uma lágrima de emoção. Zendaya colocou a mão no peito, emocionada, e gargalhou, sacudindo a cabeça para os lados.
– Você está mesmo dizendo que prefere a nossa companhia quando poderia estar com RDJ e Chris Evans? – ela indagou incrédula. – Perdeu a noção Thomas?
– Vocês tem a mesma faixa etária que a minha. – Tom deu de ombros. – É menos esquisito.
– Vamos trocar de lugar. – ordenou. – Você não está merecendo a companhia do Cevans. – ela disse, causando risos em todos.
– Já deu para perceber que o herói favorito dela não é o Peter. – Jacob comentou, ainda rindo.
– Na verdade é. – estalou os lábios. – Mas já convivi demais com o Tom. Cansei dele. – falou, causando ainda mais risos em Jacob e em Zendaya. Tom arqueou as sobrancelhas para a garota, com uma expressão de deboche clara em seu rosto. quase gargalhou, pois jamais havia visto Holland com um semblante parecido com aquele.
– Cansada de mim, é? – ele indagou. Deu um passo em direção à garota e a puxou para um abraço, apenas para sussurrar em seu ouvido. – Não foi o que pareceu quando você me obrigou a ir para o seu quarto ontem após o jantar.
– Está saidinho Thomas. – estalou os lábios novamente, enquanto seus amigos se afastavam para dar privacidade para eles. – Saidinho demais para quem ainda não me comeu por trás. – ela riu e Tom se afastou no mesmo instante, com as bochechas coradas e uma expressão infeliz no rosto.
– Porque você sempre me deixa desconfortável? – ele indagou, revirando os olhos e bufando baixinho. o beijou no rosto, antes de dar de ombros e se afastar completamente, já que Jon os estava chamando para repassar os últimos detalhes da cena que gravariam.
– Porque eu fico excitada quando você fica corado.
Holland suspirou alto, antes de seguir uma extremamente animada para perto do diretor do filme. A garota mal podia se conter de animação e até mesmo o frio e o cansaço que sentia havia se esvaído. Provocar Tom sempre seria uma das coisas que ela mais gostava de fazer no mundo. Transar com ele ainda estava em primeiro lugar, porque ela não seria louca de ignorar os ótimos orgasmos que tinha com o ator.
– Então, todos prontos? – Jon indagou para os atores, que concordarem em uníssono. – Então vamos começar! A cena é simples, vai seguir a cena em que vocês duas – olhou para e Zendaya – do hotel para conhecer Paris e vocês acabam no arco do Triunfo e encontram Ned – apontou para Jacob -, que está acobertando o plano de Peter em capturar Mysterio. Gwen vai desconfiar da identidade secreta do Homem-Aranha e como vocês sabem, Peter vai contar para ela se segredo e isso vai aproximar os dois o suficiente para que comecem a se relacionar. – explicou, mesmo que todos os atores e a produção soubessem de cor toda a cena e o roteiro que a seguiria.
– Ele sabe que nós sabemos disso, não é? – cochichou para Zendaya, que riu baixo.
– Acho que o frio está afetando ele também.

TMZ: Bomba! e Tom Holland podem estar sim estar em um romance escondido!
Spider-Man: Far from Home está em vias de finalizar suas gravações, já que está quase em seu quarto mês de filmagens e a expectativa da produção é que finalize as gravações no quinto mês. Além do filme receber uma enorme esperança por parte do público, já que é o primeiro longa a ser lançado pela Marvel após Vingadores 4, que segundo Kevin Feige, mudará todo o conceito do MCU, Far from Home vem tirando o sono dos fãs mais entusiastas dos atores que interpretam os personagens principais: Tom Holland e nossa querida .
Desde o começo das negociações com para o papel de Gwen Stacy, havia suposições de um suposto relacionamento do prodígio irlandês com Tom Holland. Muitas matérias foram crias e fotos enviadas por paparazzi, mas nunca chegamos perto de confirmar essa teoria, já que sempre deixou claro que não havia nada entre ela e Holland fora uma linda amizade. Pois bem, não é que esse quadro pode ter mudado? Uma fonte confiável afirma que ambos os atores estiveram em um encontro romântico ainda durante a passagem que a equipe do filme fez pela Inglaterra. E na última semana, várias fotos de e Holland juntos circularam pelas redes sociais. Ambos saindo de um restaurante na quarta-feira (17), chegando juntos para as gravações na quinta (18) e uma fonte confiável afirma que Tom passa mais tempo no quarto da irlandesa do que em seu próprio. ainda atesta que eles não estão juntos, mas no fundo do nosso coração nós sabemos que algo está rolando, não é mesmo? O provável casal está em Viena para as gravações de Far from Home e a Marvel anunciou uma live stream do elenco para a noite de hoje. Perguntem sobre Tomel, ou vamos todos morrer na indecisão a respeito desse casal!

– Caralho , porque a Ayla e o Steve não estão contendo essa merda? – bufou para a amiga, trocando o telefone de orelha e então voltando a prestar atenção em seu almoço. Havia fugido da mesa com o restante do elenco de Far from Home, já que havia mandado mensagens pedindo por uma intervenção graças à reportagem que havia enviado para ler. estava em Viena, para os últimos dois dias de gravações na Itália, onde finalizariam a tour pela Europa e voltariam para a Inglaterra para os últimos dias de gravações de Far from Home. Tom, sentado a quatro mesas de distância da irlandesa, encarava-a com preocupação, sendo completamente ignorado pela garota, que estava com nenhuma paciência para ele naquele momento, mesmo que ele não tivesse culpa real pelo estresse dela.
– Quando eles souberam, já era tarde demais. – suspirou do outro lado da linha. – Só se fala disso nas redes sociais. As pessoas estão criando teorias absurdas. – ela tentou rir. – Alguém já sugeriu que a Marvel está obrigando vocês a se esconderem.
– Porque a vida amorosa das pessoas faz diferença para a mídia? – revirou os olhos, mesmo que não pudesse vê-la. – Essas drogas de encontros com Holland nos colocaram em maus lençóis.
O silêncio do outro lado da linha apenas deixou claro que tinha algo para falar sobre o assunto, mas não sabia como abordar. E que não gostaria nada daquilo.
– O que foi? – a loira indagou, sem rodeios. Mordiscou algumas batatinhas antes de ouvir o suspiro da melhor amiga.
– Vocês não estão mesmo juntos?
– Claro que não! – exclamou, largando a comida na mesa e então se escorando na cadeira. – , você acha que eu não iria te contar uma coisa desse tamanho?
– Desculpa. – murmurou. – Mas é que toda essa coisa de encontros não é algo que você faria apenas para transar. – explicou.
– Eu sei. Apenas tentei deixar as coisas boas para nós dois. E estaria tudo bem, se a mídia não fosse uma ratazana. – bufou. Bebericou seu copo de suco e ouviu mais um suspiro de .
– Você sabe que ele pediu isso porque espera que vocês evoluam, não sabe? – indagou, causando risos em .
– Não viaja . – sacudiu a cabeça para os lados. – Ele sabe que essa possibilidade não existe.
– Não acho que ele saiba. – contestou. – Ou então ele estaria apenas te comendo e não criando encontros românticos para vocês.
– Não são encontros românticos. – contestou.
– Porque você transforma tudo em sexo. – acusou, rindo. – Abre os olhos . Tom não está na mesma vibe que você.
mordeu o lábio inferior e então encarou o sujeito principal daquela conversa, que desviava o olhar dela apenas para responder aos amigos e então voltava a encará-la com apreensão. Quando seus olhares se encontraram, Tom sorriu e sinalizou para com a mão. Ela apenas moveu os cantos da boca, sem realmente devolver o sorriso ao rapaz.
? – murmurou, quase em um sussurro.
– Sim?
– Fodeu. – suspirou, sem realmente saber o que fazer naquele momento. Tinha uma live com o elenco e não poderia dar bandeira nenhuma perto de Holland. Não queria dar mais esperanças para o rapaz, quando ela sabia que eles não tinham futuro. Ela poderia se apaixonar por ele, em algum momento futuro. Mas como havia dito, eles não estavam na mesma vibe. E sabia que jamais estariam.
– E o que você vai fazer? – a outra indagou.
– Não posso magoar ele. – suspirou. – Eu poderia tentar.
– Você sabe que não vai dar certo.
– Como você tem certeza? – indagou, fechando os olhos por alguns instantes e tentando se imaginar em um relacionamento com Holland. Ela não precisava da resposta de para ter certeza de que concordava com a amiga.
– Porque você não quer. Estaria se obrigando a fazer isso por ele. – murmurou.
suspirou novamente e voltou a encarar Tom. O sorriso torto do inglês estava plantado em seus lábios e o inicio de um olhar carinhoso brilhava nas irises dele. Ela queria muito poder se apaixonar por Tom. Seria tão fácil, tão tranquilo. Como uma brisa de primavera que provoca um sorriso largo. Mas se Tom era uma brisa, era um furacão, que arrastava tudo consigo por onde passava e deixava apenas a destruição. E ela não podia fazer aquilo com Tom Holland.

Capítulo 17
Holland.
Tom estava cabisbaixo, enquanto jogava uma bola de golfe para cima e a pegava entre suas mãos quando a gravidade fazia seu trabalho, apenas para repetir o gesto várias e várias vezes. Usava roupas comuns e tinha algumas olheiras profundas, devido às noites sem dormir que as gravações noturnas estavam proporcionando a todo elenco e equipe de Far from Home. Holland havia pedido alguns instantes sozinho em seu camarim, usando a desculpa de que gostaria de ler mais uma vez a cena que gravaria naquela noite, quando na verdade, queria ficar sozinho porque estava sentindo-se um estúpido. Afinal de contas, apenas alguém muito estúpido poderia se afundar em um poço de saudades da pessoa com quem ele transava ocasionalmente. Porque era isso que e ele faziam: transavam. Eles não conversavam. Não tinham momentos íntimos que não fossem regados a muito sexo. Ele gostava da companhia da loira, mas normalmente a companhia dela vinha junto de uma luxúria insana e corpos suados se tocando. Mas eles não se viam há alguns dias, já que havia viajado para os Estados Unidos para participar do TCA. E Tom já estava morrendo de saudades dela. Era um estúpido, com todas as letras e todos os significados atribuídos aquela palavra.
Suspirou alto, sem conseguir conter a decepção que sentia consigo mesmo. Porque apesar de ser um estúpido, Tom não poderia mentir. Afinal de contas, ele não estava sentindo falta apenas do sexo incrível que e ele tinham. Claro, sentia falta do sexo, porque quando uma pessoa se acostumava a gozar três vezes ao dia, dois dias contentando-se apenas com a masturbação não eram as melhores coisas da vida. Mas para além daquilo, Tom sabia que sua necessidade de ia muito além das habilidades sexuais da irlandesa. Ele estava sentindo falta dela como pessoa. E ele nem a conhecia o suficiente para reter conhecimento de algo sobre ela que pudesse lhe fazer falta. E aquilo era um problema. Um problema bem grande, já que ainda não dava indícios de ter mudado suas perspectivas e estar a procura de algo a mais. E a única alternativa que Tom encontrou, após horas e horas de análise da situação, era a de que ele precisava reverter aquele quadro. Ou desistir de uma vez por todas e sair daquele relacionamento antes que fosse tarde demais. Mas ele não sabia se tinha coragem para se afastar de . E não sabia como poderia fazê-la mudar de opinião sobre estar em um relacionamento com ele.
Duas batidas na porta trouxeram a atenção de Tom novamente para a realidade e foram inesperadas o suficiente para que a bola jogada para cima instantes antes caísse diretamente na cabeça de Thomas. Ele resmungou um palavrão e autorizou a entrada em seu camarim, ainda reclamando de dor. Harrison fechou a porta às suas costas e se jogou no sofá, encarando Tom de forma crítica, exercendo seu papel de melhor amigo e juiz da vida de Tom.
– O que foi? – Holland bufou, já impaciente pelos segundos em que tivera suas atitudes analisadas.
– Só queria saber se você já parou de sentir pena de si mesmo. – provocou.
– Vá a merda. – Tom revirou os olhos. – Ou melhor, vá tomar coragem e chamar a Zendaya para aquele encontro. – sorriu cínico.
– Já mandou mensagens para a hoje? – Harrison devolveu, nada contente com o assunto que Thomas trouxera à tona. Ainda não sentia-se confortável para convidar Z para sair. Ela era mulher demais para ele e Harrison sabia daquilo. – Ela estará de volta amanhã. – lembrou. – Inclusive, ela estava incrível no TCA. Aquele vestido realmente a valorizou. – deu de ombros, insistindo na provocação.
– Você tem algum recado do Jon ou veio apenas encher a minha paciência? – Holland indagou, com uma expressão bastante irritada.
– A gravação com o Jake atrasou. Jon te liberou para tirar um cochilo. – Harrison avisou e no instante seguinte, estava sendo enxotado para fora do trailer de Tom sem nenhuma cerimônia. Mas não podia julgar Holland. O ator estava trabalhando demais e descansando de menos. Qualquer minuto em que pudesse dormir era valioso e Harrison tentava ao máximo facilitar a vida do melhor amigo. Era uma pena que não tivesse a mesma atitude.
– Só me chame quando for hora de gravar. Eu preciso muito dormir. – Tom murmurou, recebendo um aceno de cabeça como resposta e então voltando a ficar sozinho no camarim. Harrison apagou as luzes antes de sair e Tom apenas precisou se jogar no sofá para que o sono tomasse conta de sua mente. Estava quase adormecido quando sentiu seu celular vibrar. havia finalmente respondido as suas mensagens e Tom sentiu todo o sono e cansaço sumir de seu corpo e sua mente, lendo as mensagens rapidamente e pensando em respostas adequadas para enviar em retorno.


Ganhei dois prêmios 07h32min pm
Foi bastante divertido 07h32min pm
bebeu demais e passou vergonha 07h33min pm
E as gravações, como estão? 07h33min pm

Cansativas 07h33min pm
E atrasadas 07h33min pm

 


É só eu sair e tudo vira uma bagunça 07h34min pm

Não posso negar isso 07h34min pm
Inclusive, estou com saudades 07h34min pm

 

E passou-se cerca de 5 minutos até enviar sua resposta ao comentário de Tom, dando tempo o suficiente para o ator se arrepender e pensar em suicídio por ser completamente estúpido com as palavras. Quase mandou algumas risadas e “estou brincando”, mas tinha certeza de que pareceria um retardado ao fazer aquilo e não assumir a responsabilidade pelas coisas que escrevia.

Espero que esteja falando da minha boceta 07h35min pm
Já que não tem outro motivo para você sentir saudades de mim 07h35min pm

Desculpe, me expressei errado 07h35min pm
A equipe toda está sentindo a sua falta 07h35min pm

 

Ah, eu sei 07h37min pm
Sou insubstituível 07h37min pm
Enfim, preciso ir 07h37min pm
encontrou uma festa legal 07h37min pm
Boas cenas! 07h37min pm

Se divirta 07h37min pm
Vou aproveitar o tempo livre para tirar um cochilo 07h38min pm
Até amanhã 07h38min pm

 

Até 07h38min pm

Foi tudo o que mandou, antes do status de online sumir do perfil da garota no WhatsApp. Tom suspirou em descontentamento, desligando o celular e enfiando o rosto contra a almofada que fazia de travesseiro. tinha razão. Do que ele poderia sentir falta fora a boceta dela? Talvez da boca e das coxas que ela usava para apertar a cintura dele. Fora isso, ele nada sabia que , fora que ela tinha uma amiga chamada – e ele nem sabia como elas haviam se conhecido – e um irmão com o qual ela mantinha pouco contato. Frustração era o nome do meio de Tom, antes de finalmente uma ideia brilhar em seus pensamentos. Talvez ainda existisse uma chance para e ele darem certo fora da cama. Thomas sorriu e então finalmente sua mente entrou em um estado de tranquilidade que lhe proporcionou a chance de adormecer.

– Não seria incrível se a Gwen morresse e o Peter se apaixonasse pela Michele? – indagou, recebendo uma careta muito feia de Zendaya e um arregalar de olhos do restante dos presentes a mesa. Estavam jantando no restaurante do hotel no qual a equipe estava hospedada em Veneza, na Itália, após um longo dia de filmagens e mais filmagens. As gravações de Far from Home estavam caminhando para sua reta final e os atores e todo o restante da produção do filme estavam trabalhando mais do que nunca.
– Que porra tem nessa lasanha? – Z indagou para Harrison, que havia pedido o mesmo prato que . O loiro deu de ombros, sacudindo a cabeça para os lados.
– Frango. – retrucou.
– Só pode ter alguma droga no prato da então. – Zendaya revirou os olhos. – Você está louca? – olhou para e Tom soltou uma risadinha perante o desespero de Zendaya. Mesmo que fosse completamente ofensivo para ele, já que ela estava fazendo todo aquele estardalhaço pela possibilidade de ser o par romântico dele no próximo filme de Spider-Man.
– Tom não beija tão mal assim, fique tranquila. – interferiu em favor do ator e Tom franziu o cenho para ela, enquanto Jacob e Harrison quase engasgaram com suas bebidas. Se aquilo havia sido um elogio, Thomas nem queria imaginar o que poderia usar para ofendê-lo.
– Muito obrigado. – bufou e o encarou como se fosse louco. – Não foi um elogio. – Thomas declarou.
revirou os olhos.
– Ele beija bem. – disse por fim, mesmo que Zendaya não desse a mínima. – Contente? – encarou Holland, que assentiu veementemente.
– Eu não estou nem aí. – Z chiou. – Pare de desejar a morte da Gwen e a desgraça da Michele.
– Não estou desejando. – se defendeu, finalizando a lasanha em seu prato e então voltando a falar. – Mas vocês sabem que isso é uma possibilidade. – deu de ombros.
– Realmente é. – Jacob concordou.
– Eu não me surpreenderia se Jon fizesse isso. – Harrison riu. – Mesmo que seja para o seu desgosto Z. – Tom o encarou com uma expressão severa no rosto. Já havia finalizado o seu jantar a muito tempo e estava apenas esperando que os amigos também finalizassem suas refeições para poder pedir a sobremesa sem sofrer retaliações. Da última vez que pedira pela sobremesa antes de todos os outros, havia ouvido quase meia hora de xingamentos e resmungos de Zendaya e Jacob que afirmavam ser uma falta de respeito Tom lhes provocar com doces durante o jantar.
Enquanto fingia prestar atenção em seu celular, Holland lançava olhares de esguelha para , que parecia compenetrada demais em sua refeição após os comentários sobre o futuro de sua personagem no MCU e apenas voltou para a realidade quando um garçom se aproximou e chamou por ela.
– Sim? – questionou, encarando o funcionário do restaurante com curiosidade. Todos na mesa pararam suas conversas paralelas para prestar atenção na garota e Tom suspirou em alívio por finalmente poder parar de fingir que a timeline do Twitter estava super interessante.
– O casal na mesa perto do bar pediu para lhe passar um recado. – o homem informou e procurou pela mesa mencionada. Tom seguiu a linha do olhar dela e encontrou duas pessoas que pareciam ter a idade de seus pais. O homem era muito branco e tinha alguns fios brancos em seu cabelo escuro, os traços de seu rosto lembrando o rosto da própria . Já a mulher era loira e tinha os mesmos olhos azuis de . Thomas franziu o cenho, completamente confuso a respeito da identidade daquelas pessoas. , após identificar o casal em questão, colocou-se em pé de supetão e seguiu em direção a eles de forma determinada. E nos segundos que seguiram, uma conversa civilizada não fora o resultado daquele encontro e quando Tom deu-se conta, já estava a poucos metros de distância de onde estava parada, gesticulando e gritando com as pessoas sentadas àquela mesa.
– Vocês não tem vergonha na cara! – ela gritou novamente, enquanto a mulher a encarava de forma impassível e o homem revirava os olhos para ela. Tom sentiu um toque em seu ombro e encontrou Zendaya ao seu lado, encarando com preocupação.
– São os pais dela. – a morena murmurou e só então Thomas percebeu da seriedade da situação. Ele não fazia ideia dos motivos pelos quais não falava de sua família, mas ali estava a garota, tremendo e gritando com as duas pessoas responsáveis por sua vida. estava completamente desestabilizada e tudo o que Holland queria era tirá-la dali. Sabia que ela estaria em todas as revistas e sites de fofoca no dia seguinte e não queria vê-la tão exposta. Ela não merecia aquilo.
– Você já parou com seu showzinho? – o homem indagou e Tom sentiu uma imensa vontade de socar a cara dele. Parecia debochar de , deixando a garota visivelmente mais afetada e fora de si.
– Vá se foder. – retrucou. A mãe dela bateu com a mão na mesa, fazendo a filha pular devido ao susto.
– Respeite o seu pai!
– Vá se foder você também! – urrou. – Eu não quero que vocês me procurem, não quero que falem de mim, não quero que lembrem da minha existência! – exclamou e Tom notou as lágrimas caindo dos olhos azuis de . O rosto dela estava vermelho e seu corpo tremia. – Já arruinaram a porra da minha vida o suficiente, não acham? – fungou, limpando as lágrimas com as mãos. – Espero que não estejam hospedados nesse hotel e que voltem para a merda do buraco de onde saíram no próximo voo. Eu não quero saber de vocês. – cuspiu as palavras, dando as costas para os pais e seguindo a passos largos para fora do restaurante do hotel.
– Ela sempre foi uma mimada. – a mãe da atriz desdenhou e Tom apenas a encarou com o nojo estampado em suas irises antes de seguir quase correndo, deixando Zendaya e os amigos para trás sem nem pensar duas vezes. Não conseguiu pegar o mesmo elevador que , mas chegou no andar onde estavam seus quartos instantes depois de . Chamou-a pelo apelido quando a garota girou a maçaneta de seu quarto e a troca de olhares que seguiu aquele chamado tinha uma carga emocional muito significativa. Principalmente porquê eles não tinham nenhum envolvimento emocional explícito naquele relacionamento.
– Me deixe em paz, Thomas. – murmurou, em um fiapo de voz. Tom se aproximou dela e tocou em seu braço, afastando a mão dela da maçaneta e puxando-a para um abraço.
Era uma sensação diferente. Eles nunca haviam tido aquele tipo de contato antes. E Tom não pensava na questão física e sim emocional. Eles haviam transado em diversas posições, em diversos lugares e diversas vezes, mas nunca haviam tido tanta intimidade quanto naquele momento em questão. soltou um soluço estrangulado e envolveu Tom pela cintura, apertando aquele abraço e afundando o rosto contra o pescoço do ator. Tom segurou-a em seus braços como se sua vida fosse depender daquilo, enquanto afagava suas costas, tentando lhe passar algum conforto. chorou copiosamente por longos minutos e a cada soluço da garota, Tom ficava mais desesperado e sem saber o que fazer. Talvez pedir um calmante fosse uma boa ideia. Ou instruí-la a tomar um banho e ir dormir. Sim, aquela era uma boa sugestão. Suspirou em alívio quando os soluços de cessaram e ela fungou uma última vez, se afastando do abraço e encarando Tom com os olhos inchados por conta do choro excessivo.
– Eu..
– Precisa tomar um banho. – Tom murmurou. – Vou pedir um remédio para dor de cabeça e um chá para você, para garantir que tenha uma boa noite de sono.
Dito isso, Tom deu um passo para trás, fazendo menção de deixar sozinha, como ela havia pedido anteriormente. Ela segurou a mão dele e Tom franziu o cenho em confusão, encarando-a de forma incisiva. O que ela queria?
– Não me deixa sozinha. – sussurrou. – Eu não estou falando sobre sexo. – garantiu e Tom achou aquilo realmente um milagre. – Eu só não quero ficar sozinha hoje. Normalmente tenho , mas ela está nos Estados Unidos e…
– Eu fico com você. – Thomas garantiu. sorriu fraco e então meneou a cabeça em um aceno positivo. Girou a maçaneta da porta e puxou Tom consigo para dentro do quarto. Aquela seria uma longa e tranquila noite para eles. Algo bem diferente do que estavam acostumados.

Capítulo 18
.
Quando acordou naquele sábado, uma dor absurda tomava conta de sua cabeça. Ela grunhiu em irritação, remexendo-se na cama e só então percebendo que estava acompanhada. Um suspiro soou ao seu lado e um braço a envolveu pela cintura, puxando-a de encontro ao seu corpo. Tom escondeu o rosto contra o pescoço de e resmungou alguma coisa incompreensível. A garota apertou os olhos e após respirar fundo algumas vezes, se virou de frente para Thomas e deu de cara com o rosto dele a milímetros do seu. Ele estava apenas de cueca boxer, visto que não havia voltado para o seu quarto para buscar um pijama ou qualquer peça que usasse para dormir. Já usava um conjunto de algodão e aquilo os tornava quase um casal de comercial de dia dos namorados. Coisa que eles não eram.
Com o lábio inferior preso por entre seus dentes, a garota levou a mão direita até o rosto de Holland e contornou a mandíbula dele com a ponta dos dedos. Acabou descansando a palma da mão no pescoço do ator e brincou um pouco com os cabelos da nuca dele. Suspirou baixinho e fechou os olhos por alguns instantes, antes de voltar a encarar Tom. Ele era realmente bonito na opinião dela, mesmo que muitas pessoas gostassem de menosprezar a aparência dele. Tom tinha alguma coisa que chamava a atenção, não sabia definir. Talvez fossem os olhos que sempre transmitiam intensamente tudo o que ele sentia, ou então os lábios finos que tornavam o sorriso dele uma verdadeira gracinha. A linha do queixo, os cabelos revirados… se obrigou a não baixar os olhos para além do pescoço do rapaz, ou então sentia que poderia entrar em combustão. Alguma coisa em Tom sempre despertava aquela vontade insana de transar até as suas pernas ficarem bambas. E ali, com os fios de cabelo de Thomas por entre seus dedos, percebeu que gostaria de poder dar mais para ele. Ela gostaria muito de poder oferecer-se por inteira àquele garoto, mas ela não conseguia. A única coisa que sentia era tesão e um relacionamento não poderia ser feito apenas daquilo.
Tom era um cara realmente legal, ela sabia daquilo. Havia sido o porto onde ancorara seu barco na noite anterior, já que uma tempestade havia tomado conta do oceano que era sua mente. Havia ajudado-a como nenhuma outra pessoa, fora , havia ajudado-a em sua vida. Durante toda a sua vida. E estava grata demais por aquilo. E por sentir tanta gratidão e um carinho imensurável por Thomas, sentiu que ele merecia uma explicação. Mas também sentiu que aquele era o final para eles e mesmo com a pontada em seu peito, sabia que aquilo era o melhor. Para Tom e para ela. Ele precisava e merecia mais do que um terço de alguém em um relacionamento. Porque não estava oferecendo nem metade de si para ele. E por mais que aquilo soasse terrível e a fizesse sentir-se como um monstro, – afinal de contas, quem não era capaz de se apaixonar por Tom Holland?, sabia que eles não haviam sido feitos para dar certo. Eram completamente opostos e a única coisa que tinham em comum era a vontade de transar. E tesão nunca seria base para nada realmente sério e duradouro.
Com a cabeça em ordem e o coração em paz, afastou o braço que Thomas envolvia sua cintura e então levantou da cama, seguindo para o banheiro e tomando uma ducha rápida. Eles tinham algumas horas antes de precisar ir para as gravações daquele dia e ainda esperava tomar um ótimo café da manhã antes de enfrentar as consequências do desastre que fora a noite anterior. Voltou ao quarto enrolada em uma toalha e se vestiu, optando por camiseta e jeans e deixando os cabelos soltos, já que assim que chegasse ao set de filmagens, seria capturada pela equipe de maquiagem e cabelo. Sentou na cama ao lado de Tom e cutucou o rapaz na cintura, recebendo um resmungo descontente que a fez rir baixinho. se amaldiçoou internamente. Sua vida seria tão mais fácil se ela simplesmente se apaixonasse por Tom. Cutucou o rapaz novamente e finalmente conseguiu acordá-lo. Lançou um sorriso fraco para ele e Tom sentou-se na cama, encarando com os olhos pequenos, o rosto inchado por conta do sono.
– Bom dia. – a loira murmurou, com o tom de voz muito baixo.
– Bom dia. – Tom desejou. – Está melhor? – ele indagou, recebendo um aceno de cabeça como resposta. – Certo. Eu vou para o meu quarto então. – decidiu. não podia julgar o comportamento estranho do ator. Eles não dormiam juntos. Transavam e então Tom ia para seu quarto ou para o dela. Terem, literalmente, dormido juntos e abraçados era algo que não fazia parte de suas realidades e deixava toda a situação completamente estranha.
– Antes de você ir, – limpou a garganta com um pigarro. – Eu preciso te dar uma explicação.
– Não precisa. – Holland negou, mesmo que um ar de curiosidade estivesse presente em seu olhar. – Está tudo bem.
– Não está. – suspirou. Jogou-se de costas na cama e encarou o teto, completamente frustrada. – Minha infância foi uma merda. – disse, após alguns segundos em silêncio. Tom se aproximou dela e ofereceu sua perna para a garota deitar a cabeça. o encarou por alguns instantes, antes de suspirar baixinho e usar o colo que Thomas lhe oferecia. Logo o ator começou a acariciar os cabelos de e a garota sentiu uma súbita vontade de chorar. – Meu irmão estudou em internatos a vida inteira, talvez por isso ele tenha encontrado reconforto nas drogas. – respirou fundo. – Eu vivia sozinha ou com babás, já que meus pais eram grandes agentes de modelos e não tinham tempo para criar os filhos. Meu primeiro ano de vida inteiro foi responsabilidade de Lauren, uma vizinha. Meus pais nem a pagavam para cuidar de mim, mas ela o fez. – sorriu triste. – Até meus pais perceberem que eu tinha potencial, ou seja, era muito bonita, e me colocarem no showbiz. Eu ainda era uma criança quando comecei a interpretar Molly. – suspirou, ainda olhando para o teto e evitando encarar Thomas. – Lembro que eu gostei, nas primeiras semanas. Mas logo eu cansei e queria ficar em casa brincando com meus amigos, já que eu vivia para aquela série.
. – Tom suspirou, puxando-a para seus braços. Estavam parcialmente deitados e Tom usou o ombro de para apoiar seu queixo, apertando o abraço na cintura dela. Era bom, havia percebido. Estar daquela forma com Thomas era realmente bom. Mas ainda parecia completamente errado.
– Meus primeiros trabalhos foram todos escolhidos pelos meus pais. – ela continuou. – Em 15 anos, que foi o tempo em que eles me agenciaram, eu nunca tirei férias. Nunca fui para a Disney ou viajei para os parques de Harry Potter, como qualquer outra atriz mirim. Eles escolhiam trabalhos que eu não queria fazer, me colocavam em entrevistas e ensaios fotográficos nos quais eu me sentia desconfortável. Quando nos mudamos para os Estados Unidos, eu passava a maior parte do meu tempo sozinha, já que eles nunca estavam em casa. Era terrível, sabe? Eu não tive uma vida normal. E estaria tudo bem, se eu tivesse apoio da minha família. – suspirou, limpando as lágrimas com a ponta dos dedos. – Em nosso primeiro ano morando nos Estados Unidos, o meu irmão teve a primeira overdose. – soltou um suspiro alto e dolorido e Tom apenas a abraçou com mais força, mostrando que estava ali para ela. – Edward havia ficado na Irlanda, já que era maior de idade e meus pais não fizeram questão de trazê-lo. Eles não davam a mínima para os filhos e só me acompanhavam porque eram responsáveis pela minha carreira. Meus pais me culparam pela overdose de Ed. Na época eu tinha um contrato para um filme adolescente muito ridículo e abandonei as gravações pela metade. Segundo meus pais, eles haviam deixado meu irmão sozinho na Irlanda para estarem comigo e eu estava sendo ingrata e mimada abandonando os projetos que eles haviam escolhido para mim.
– Isso é terrível. – Tom murmurou.
– Eu pensei que meu irmão iria morrer. Voltei para as gravações, mas entrei em depressão. – ela respirou fundo. – Após as gravações meus pais me mandaram para uma clínica, para que eu tratasse a doença. Quando saí da clínica, pedi minha emancipação. Eu já tinha 16 anos e todo o tempo em que passei em tratamento apenas deixou claro que o meu problema eram os meus pais e não a mim mesma. Tivemos a pior briga do mundo. Mas eu acabei ficando sozinha nos Estados Unidos e sem vê-los por 4 anos. Nosso último encontro foi há dois anos, durante a premiação do Oscars. Eu convidei meu irmão para a cerimônia e eles apareceram de surpresa. A briga foi bem maior. – riu sem humor. – Eu pensei que eles finalmente haviam esquecido da minha existência. – deu de ombros. – Mas devem estar atrás de dinheiro para terem vindo até a Itália atrás de mim, depois de dois anos.
– Eu nem consigo imaginar como deve ter sido terrível para você viver tudo isso. – Tom suspirou.
– Isso parece história de garotas brancas privilegiadas e ingratas. – riu fraco novamente. – Mas muito se fala de saúde mental e relacionamentos amorosos tóxicos e as pessoas esquecem que uma das relações mais tóxicas é a familiar.
– Eles deveriam ser teu apoio. – Holland comentou.
é meu apoio e minha família. – Eu não sei o que seria de mim sem ela.
– Você tem a mim também. – Tom suspirou. – Pode contar comigo para o que precisar.
se colocou sentada na cama, de frente para Tom. Segurou as mãos do inglês e olhou diretamente em seus olhos, tomando fôlego antes de finalmente tirar o band-aid daquela ferida.
– Tom, nós precisamos conversar. – murmurou, de forma cuidadosa. Tom franziu o cenho para ela em confusão.
– Tudo bem. – concordou. – Sobre o que?
– Nós. – a garota suspirou. Tom retirou suas mãos das dela e retesou o corpo. – Eu sinto que não estamos na mesma sintonia. Talvez você queira mais do que eu estou disposta a dar e eu não quero que você saia machucado. – mordeu o lábio inferior e encarou o rapaz com aflição.
– Fique tranquila. – Tom sorriu para ela e por mais desconfiada que estivesse, ela acreditou nas palavras de Tom. Afinal, para que ele mentiria r arriscaria seu próprio bem-estar? – Estamos na mesma sintonia desde que estabelecemos nossas regras.
– Você tem certeza? – insistiu e Tom assentiu com a cabeça, sem desviar o olhar do dela.
– Absoluta. – garantiu e suspirou em alívio.
– Certo. – desviou o olhar do rosto dele. – Mas por favor, me avise caso as coisas mudem. Eu realmente não quero te magoar.
– Pode deixar. – Tom concluiu. – Eu preciso ir tomar banho. Temos que gravar em algumas horas. – lembrou e assentiu com a cabeça.
– Nos vemos mais tarde. – pontuou e quando Tom selou seus lábios, ela novamente sentiu aquela dorzinha no coração por não conseguir sentir mais do que tesão pelo rapaz. Holland se afastou e vestindo suas roupas, saiu do quarto sem olhar para trás. E jogou-se na cama, suspirando em puro alívio. Ela e Tom estavam seguros. Ela não tinha com o que se preocupar. Por ora.

Capítulo 19
Holland.
A cabeça de Tom estava uma bagunça.
Depois de toda a conversa que teve com , o rapaz apenas precisava de um banho quente, um sanduíche bem recheado e um café forte. E também, um soco no estômago por ter tido a capacidade de olhar nos olhos de , após a garota ter escancarado seus problemas e sua vida para ele, e mentido. Porque sim, ele havia mentido quando dissera que eles estavam na mesma sintonia e que tudo estava bem. Assim como havia mentido nas outras diversas vezes em que o havia questionado sobre aquele relacionamento. Thomas não queria se afastar da garota. E se para isso ele precisasse mentir e fingir querer apenas sexo com ela, então era isso o que ele faria. Mesmo que, em seu âmago, ele ainda esperasse que pela mudança de ideia de . Ele era um tolo, sabia daquilo.
Entrou em seu quarto e fechou a porta atrás de si, passando a mão pelos cabelos duas vezes antes de segurar os fios e os puxar com alguma força. Queria gritar, socar alguma coisa. Precisava extravasar aquela angústia e repulsa que sentia e não sabia como. Não queria mentir para . Então precisava provar para ela e para si que estava ok com sexo casual. E com isso em mente, Tom saiu de seu quarto e marchou em direção ao quarto de novamente. Se ela queria sexo, então era sexo que ela teria.
Quando a loira abriu a porta e franziu o cenho na direção dele, Tom não deixou tempo para que ela questionasse qualquer coisa. Simplesmente entrou no quarto, fechou a porta às suas costas e puxou para seus braços, grudando sua boca na dela em um beijo desesperado. Empurrou-a contra a porta e logo as pernas da garota estavam envolvendo sua cintura, enquanto ela firmava o abraço em seu pescoço e cedia ao beijo com mais facilidade. Tom moveu as mãos que seguravam as coxas de para sua bunda, apertando sua carne e arrancando um gemido baixo da garota. Sua cabeça ainda estava uma bagunça e ele precisava de calmaria. E nada melhor que o chupando para que todos seus pensamentos sumissem. Ele só conseguia pensar em gemer e estocar contra a boca dela.
– Tom, – chamou, quando conseguiu libertar sua boca dos lábios de Holland. – Nós temos gravações para fazer hoje.
– Eu estou com tesão. – ele murmurou, afastando a boca do queixo da garota e olhando em seus olhos. – Preciso transar agora.
sorriu largo, puxando-o pela nuca e unindo suas bocas novamente, arrancando um gemido de satisfação de ambos. Usou suas unhas para arranhar a pele de Tom, movendo as mãos para a própria blusa e puxando a peça para fora de seu corpo. Os lábios de Thomas logo se ocuparam do pescoço e da clavícula da atriz, deixando pequenas mordidas e alguns chupões conforme descia seus lábios para os seios de .
– Acho que essa é a primeira vez que você começa uma transa. – murmurou, as mãos enroladas nos cabelos de Tom, enquanto suspirava em aprovação as carícias que a língua deve começara a deixar em seu seio direito. Tom afastou-se e encarou com o cenho franzido.
– Bom, então é melhor aproveitarmos. – deu de ombros, fazendo-a rir.
– Me fode logo, Holland. – murmurou, antes de segurar os cabelos de Thomas e voltar a beijá-lo nos lábios. Tom andou com ainda em seu colo até a cama, deitando a garota sob os lençóis revirados onde eles haviam dormido e terminando de despí-la. sorriu lasciva quando sentiu os lábios do ator no vale entre seus seios, suspirando em aprovação quando a boca de Tom desceu para sua barriga, quadril e então para sua pélvis. Thomas segurou as coxas de e afastou as pernas dela, deixando-a exposta para ele. Mordeu o lábio inferior antes de se aproximar e sugar o clitóris de para dentro de sua boca, usando a língua em movimentos circulares para continuar a estimulá-la, enquanto segurava suas coxas com força e gemia cada vez mais alto.
– Tom. – ela grunhiu, quando Holland desceu a língua pela boceta dela, até encontrar sua entrada e então penetrá-la algumas vezes, fazendo-a gemer ainda mais alto. – Vamos trocar. – ela conseguiu falar, entre suspiros. Tom afastou a boca da intimidade de e a encarou com o cenho franzido, lambendo os lábios para aproveitar do gosto dela um pouco mais.
– Eu quero que você goze na minha boca. – Thomas contestou, voltando a subir em cima de , acariciando o corpo dela e pressionando sua pélvis contra a boceta da garota. – E depois no meu pau. – beijou o ombro direito dela, deixando uma mordida e então passando a chupar o pescoço da garota novamente. arranhou as costas de Tom, finalmente puxando a camiseta dele e jogando a peça para longe. Segurou o queixo do rapaz e então sorriu, grudando seus lábios antes de murmurar:
– Você não queria um 69? – ela indagou, apenas para provocá-lo.
– Porra . – Tom gemeu, sua imaginação voando longe enquanto as mãos de se ocupavam em tirar sua calça.
– Porra é o que eu vou ter na minha boceta quando você terminar de me comer. – retrucou e Tom parou os beijos no pescoço dela para encará-la com o desejo explícito em seu olhar. Chutou as calças para longe e desceu a cueca rapidamente, jogando-se na cama ao lado de e então puxando a garota para cima do seu corpo, ansioso para realizar sua única fantasia sexual. Todas as outras já havia realizado sem nem mesmo saber que eram fantasias para Tom.
arranhou o peito de Tom antes de se virar e deixar um joelho a cada lado dos ombros do ator, se inclinando para frente e soprando a cabecinha do pau de Holland, que gemeu em frustração antes de segurar novamente nas coxas da loira e apertar seus dedos na pele dela. Tom subiu suas mãos, deixando um braço envolver a cintura de e a outra mão espalmar a bunda dela, deixando um beliscão que apenas deixou a loira ainda mais excitada. apoiou os cotovelos nas coxas de Tom e usou o pré gozo dele para lubrificar toda a extensão de seu pau, voltando a soprar a cabecinha para então usar a língua em uma carícia que fez Tom gemer alto.
– Não acaba com a brincadeira tão rápido. – ele murmurou, fazendo-a rir baixinho e deixar mais um beijo em sua glande. Ela rebolou o quadril e finalmente deixou sua boceta encostar na boca de Tom, que não tardou a acariciar os grandes e pequenos lábios com a língua, querendo aproveitar da intimidade de por inteira.
E conforme Tom a chupava, retribuía o gesto, sugando a cabecinha do pau dele e usando as mãos para acariciar a extensão em movimentos de vai e vem. E quando Tom estava prestes a gozar, se afastou e passou a apenas rebolar contra a boca dele, buscando seu orgasmo enquanto acariciava seus seios e jogava a cabeça para trás a cada gemido mais alto que Holland conseguia arrancar dela. Ela gozou e reprimiu o grito mordendo os lábios, caindo na cama com a respiração forte e falha. Tom a observou passar a mão pelos cabelos e respirar fundo mais a vez, antes de virar o rosto em direção a ele e então abrir um sorriso largo.
– Caralho, isso foi incrível. – murmurou. – Eu poderia fazer isso todos os dias, para o resto da minha vida. Só sexo, sem preocupação. – riu, deixando Tom subitamente desconfortável.
E em segundos, todo seu tesão e sua vontade de transar até suas pernas doerem sumiu. Tom encarou com o cenho franzido e um único pensamento: ele não queria fazer aquilo para o resto de sua vida. Porque ele não se contentaria com fodas matinais e dias solitários. Queria alguém com quem pudesse transar e então sair para fazer alguma coisa, apenas pelo gosto de estarem juntos. Queria carinho após o sexo e não correndo para o banheiro para fazer xixi. Queria conversas, queria uma conexão, queria intimidade. E enquanto encarava o sorriso satisfeito de , soube que jamais poderia ter aquilo com ela. Mesmo que ele quisesse. E ele a queria muito.
E com aquela constatação, Tom percebeu: estava apaixonado por . E ela não queria nada com ele, fora sexo.
O garoto sentou na cama, passou as mãos pelos cabelos e então sentiu o toque de em suas costas e a boca dela em sua nuca.
– Quer assim? – ela indagou, a voz saindo em um sussurro. – Que eu sente?
– Não, eu… Não estou mais no clima. – apontou para seu pênis, que já não ostentava a ereção que a poucos minutos estava na boca de . A loira franziu o cenho em confusão, sentando na cama ao lado de Tom e o encarando.
– O que aconteceu?
– Nada, eu só… Não estou mais a fim. – deu de ombros, com as bochechas coradas. Nunca seria fácil para um homem admitir que havia brochado. Mas Thomas tinha problemas maiores do que um pau murcho naquele momento.
– Tudo bem. – assentiu. – Podemos terminar quando você estiver com vontade. – ela garantiu e Holland acenou com a cabeça, levantando e voltando a vestir suas roupas. Deixou um beijo na testa de e saiu do quarto, sua cabeça ainda mais bagunçada do que na primeira vez que havia saído daquele quarto naquela manhã.

Tom entrou no camarim e se jogou no sofá, recebendo um olhar irritado de Harrison, que fora atrapalhado pela movimentação do amigo enquanto trabalhava em alguma coisa no notebook. Osterfield estava pronto para xingar o ator quando analisou o rosto de Tom e franziu o cenho, confuso quanto a expressão machucada que Holland carregava no rosto.
– O que foi cara? – Harrison indagou, largando o computador na mesa de centro e então se voltando para Tom, que tombou a cabeça para trás e soltou um suspiro alto. O ator fechou os olhos e respirou fundo, antes de encarar o melhor amigo e apenas deixá-lo mais preocupado. Alguma coisa havia acontecido com Tom. Alguma coisa séria. – Você está me assustando. – Harrison murmurou.
– Eu estou fodido. – Tom disse por fim. – Muito fodido.
– O que aconteceu? – Harrison indagou, ainda preocupado. Pelo menos havia riscado “machucados” da lista mental que fizera sobre os possíveis motivos para aquela careta no rosto de Holland.
– Eu me apaixonei. – o ator disse. – Pela .
– Eu já sabia. – Harrison franziu o cenho. – Pensei que você também soubesse. Com todo aquele papo de fazê-la querer mais do que sexo. – deu de ombros. – Era óbvio que você estava se apaixonando.
Tom encarou o melhor amigo como se tivesse levado um murro na cara. Era tão, mas tão óbvio. Como ele havia sido obtuso a ponto de não perceber aquilo?
– Eu não tinha analisado as coisas direito. – confessou. – Não pensei que pudesse me apaixonar por ela antes de fazê-la querer mais. Porra, eu sou muito idiota. – voltou a tombar a cabeça para trás, batendo-a na parede, mesmo sem querer e não se importou com a dor. Fora um idiota e merecia aquilo.
– E qual o problema, cara? – Harrison indagou, confuso. – Ela ainda quer apenas sexo? Porque se você der sexo e um pouco mais, talvez ela mude de ideia.
– Não. – Tom negou. – Está tudo errado! – exclamou, se colocando de pé e andando de um lado para o outro no camarim, claramente nervoso. – Ela disse não. Eu não deveria estar buscando um sim. – suspirou. Passou as mãos pelos cabelos e então voltou a encarar Harrison. – E eu não posso dar apenas sexo para ela. Não consigo, não sem me machucar. E por mais que eu não queira, eu vou me afastar.
– Você tem certeza? – Harrison indagou.
– Não. – Tom riu, sem achar a mínima graça. – Sabe o que é pior? Nisso tudo? – indagou e Harrison negou com um aceno de cabeça. – Ela não quebrou meu coração. – sacudiu a cabeça para os lados. – Porque ela nunca o pegou em suas mãos. Eu mesmo quem quebrei o meu maldito coração, sendo o idiota prepotente que pensou apenas em mim e renegou tudo o que disse, durante todos esses meses.
– Dude, a gente não manda no que sente. – Harrison ponderou.
– Eu sei. – Thomas voltou a se jogar no sofá. – Mas somos responsáveis pelas nossas decisões. – suspirou. – E eu não quero que ela se sinta culpada, quando o único culpado sou eu.
– E você acha que ela vai?
– Ela se importa. – Tom afirmou. – Não do jeito que eu queria, mas ela se importa. Mesmo que eu não mereça.
– Então você precisa conversar com ela sobre isso. Expôr o seu lado da história. – Osterfield murmurou, o olhar pesaroso caindo em cima de Tom.
– É. – Holland concordou. Fechou novamente os olhos e deixou sua mente vagar. Havia feito uma merda gigantesca e agora teria que resolver as coisas.
Era um belo de um idiota, ele sabia.

Capítulo 20
.
Tom passou por sem nem olhar para a garota. E aquela era uma atitude incomum a ponto de ter seu braço cutucado por Zendaya, que apontou para Tom com a cabeça e tinha o cenho franzido em confusão. O rapaz também não sentara perto de Jacob e isso foi o que trouxe um sentimento de inquietude para , ao observar Holland sentado sozinho ao fundo do barco em que estavam. As últimas cenas em Veneza seriam gravadas naquele dia e então eles voltariam para Nova Iorque e os últimos takes do longa seriam gravados em duas semanas, deixando os atores com algum tempo de férias entre as regravações, premieres de lançamento do filme e tour de divulgação. ainda não havia decidido que contrato assinar, e aquilo estava monopolizando toda sua atenção e preocupação. Bom, até ela ver Holland colocar o capuz na cabeça e manter-se isolado do mundo até Jon chamar a atenção dele e iniciar as gravações. Apesar da preocupação, as cenas foram gravadas com maestria e logo um passeio turístico completo fora liberado para o elenco. Nem todos optaram pela viagem, deixando o transporte muito mais vazio e bem propício para que os amigos sentassem juntos e compartilhassem alguns momentos.
– Algo não está certo. – Zendaya murmurou para , após o segundo sorriso amarelo que Tom abriu para algum comentário de Jacob. Eles estavam sentados dois bancos atrás de e Zendaya.
– Eu não estou entendendo nada. – deu de ombros. – Nos falamos ontem pela manhã e estava tudo ok com ele.
– Tem certeza? – Z estreitou o olhar para a loira. – Você sabe ser bem narcisista às vezes. – seu tom de voz era praticamente um pedido de desculpas.
lançou um olhar nada amigável para a garota.
– O que você pensa que eu sou? – chiou. – Eu notaria caso algo estivesse errado. Ele só teve alguns problemas íntimos, nada demais. Acontece com todo mundo. – deu de ombros.
– Que tipo de problemas? – Zendaya questionou.
– Você não gosta dos detalhes. – a lembrou. – Então não os peça.
– E você precisar detalhar a situação? – Z revirou os olhos.
– Nesse caso sim. – outro dar de ombros.
– Bom, então fale. – a careta no rosto da atriz era explícita e riu.
– Nós estávamos curtindo. – usou as palavras com cuidado. – Eu tive um orgasmo sensacional e então iria retribuir. Mas ele não estava mais no clima. – suspirou.
– Espera o que? – Zendaya arregalou os olhos. Virou seu rosto em direção a Tom e o encarou, antes de voltar a olhar para e repetir o ato mais algumas vezes antes de soltar um riso incrédulo. – Ele broxou?
– Sim. – estalou os lábios. – Ao contrário do que acham, isso não é ofensivo para a mulher e é muito comum. – murmurou. – Nunca tinha acontecido com ele, eu acho. Mas isso não seria motivo para ele estar estranho com vocês. Foi a mim quem ele não comeu. – retrucou e Zendaya fez uma careta.
– Eu sou uma pessoa visual. Não fale essas coisas. – reclamou.
– Alguma coisa aconteceu. – suspirou, apoiando o braço no joelho e repousando o queixo na palma de sua mão.
– Isso é preocupação? – Zendaya indagou, se acomodando no banco ao virar-se completamente em direção a .
– Eu me sinto um monstro às vezes. – pontuou. – Eu me preocupo com ele, Z. – suspirou. Observou o sorriso triste de Tom e os olhares deles se encontraram por um breve instante. Tudo o que ela viu nas irises dele foi culpa e pesar. E aquilo deixou seu coração apertado a ponto de fazê-la soltar o ar com dificuldade. – Apesar de não sermos o par perfeito, Tom é uma pessoa importante para mim. Ele me fez ter esperança, sabe? De que nem todo mundo vai me machucar ou decepcionar. Nem toda nova pessoa em minha vida vai me magoar e eu posso me abrir para novos relacionamentos.
– Eu sempre soube que vocês não dariam certo, mas tinha alguma esperança de que ele pudesse entrar nesse teu coração de pedra. – Zendaya suspirou.
– Ele entrou. – balançou a cabeça. – Mas não desse jeito. Ele abriu as portas para que alguém, algum dia, possa ocupar esse espaço que ele não ocupou. – deu de ombros, suspirando em seguida.
– Eu acho que ele gosta de você. – Zendaya confessou. – O Tom é uma pessoa muito transparente, mesmo que tente não ser.
– Ele garantiu que nosso relacionamento era estritamente sexual e eu confio nas palavras dele. – murmurou. – Fora o sexo, podemos ser bons amigos.
– Se vocês estão de comum acordo, então ok. – Z torceu o nariz. – Mas eu não consigo imaginar o Tom transando.
gargalhou, atraindo a atenção de Holland e Jacob, que as encararam com expressões curiosas. E por estar rindo, perdeu o sorriso genuíno que Thomas abriu ao vê-la rir daquela forma tão espontânea. Mas Zendaya viu e sentiu sua garganta fechar. Ali estava uma merda de tamanho colossal prestes a explodir.
– Ninguém consegue. – sorriu para a amiga. – Mas ele está dentro do meu top três. Poderia ser o primeiro, mas ele é tímido demais para me comer em uma certa posição. – riu ainda mais da careta de Zendaya.
– Ah, vai se foder. – a outra xingou.
– Vou chamar o Tom. – brincou, apenas aumentando o descontentamento na expressão de Zendaya.
Quando o passeio acabou, a loira foi a primeira a correr para fora do barco em busca de um restaurante para que eles pudessem jantar. E Zendaya puxou Tom pelo braço, murmurando apenas um “você precisa conversar com ela” antes de se afastar e seguir a amiga, reclamando que preferia o restaurante italiano ao japonês.

Zendaya e Jacob abandonaram o elevador juntos – já que seus quartos ficavam no mesmo andar -, deixando apenas Tom e no cubículo de metal. Eles ainda tinham dois andares para enfrentar e aproveitando a oportunidade, puxou Tom pela gola da camiseta e estava com os lábios quase colados aos dele, pronta para sugerir uma recompensação pelo orgasmo do dia anterior quando Tom segurou os pulsos dela, afastando-a e dando um passo para trás. franziu o cenho e Thomas suspirou, passando as mãos pelos cabelos uma vez antes de o elevador abrir no andar em que estava hospedada.
– Nós precisamos conversar. – ele disse. – Com urgência.
– Tudo bem. – assentiu, seguindo para fora do elevador e puxando o cartão do bolso para destrancar o quarto. Ligou as luzes e deixou que Tom fechasse a porta às suas costas. A loira pegou uma garrafa de água no frigobar e sentou na cama, então encarando Tom e franzindo o cenho em direção a ele. Se Holland queria conversar, então deveria fazer as honras.
Tom sentou-se no braço da poltrona, do outro lado do quarto, deixando ainda mais tensa sobre toda a situação. Para ela, não havia motivos para toda aquela tensão. Ela e Tom estavam bem, não estavam? Tudo bem, ele havia brochado e aquilo era péssimo, mas não era o fim do mundo. sabia que Holland era muito habilidoso na cama e eles não precisavam ter uma discussão de não-relação. Precisavam transar e superar a falta de orgasmo de Tom. Simples.
– Eu não estou entendendo porque você está tão nervoso. – comentou, recostando-se na cama e bebendo mais um gole de água. – Todo homem brocha. – deu de ombros. – E o homem que diz que não, está mentindo.
Tom franziu o cenho para a atriz antes de soltar um risinho e sacudir a cabeça para os lados. Suspirou, passando a mão pelos cabelos e então levantando o rosto para encará-la.
– Não estou tenso por causa disso. – ele explicou.
– Tudo bem. – estalou os lábios. – Então por que você está tenso? As coisas estavam tranquilas ontem. – ela lembrou.
– Eu estou tenso porque estou apaixonado por você, . – murmurou, sem desviar o olhar da loira e abrindo um sorriso triste ao final da frase.
, de olhos arregalados e queixo caído, se encolheu na cama em forma de defesa, mesmo que não fosse necessário acionar seu senso de autopreservação. Tom não estava oferecendo seus sentimentos para ela ao dizer aquilo, ele não esperava uma declaração recíproca. Ele estava apenas constatando um fato. O fato de que havia se apaixonado por ela e que não era apenas sexo para ele.
– E eu não estou te dizendo isso porque espero algo em retorno. Eu sei que não vou ter. – suspirou. – Estou dizendo isso, porque você sempre foi sincera comigo. Sempre deixou muito claro que só existiria sexo entre nós, que você não queria um relacionamento. – outro suspiro, não se atrevia nem a respirar direito. – E mesmo assim, eu fui idiota. Eu me deixei acreditar que poderia te fazer mudar de ideia. Que as coisas poderiam ser diferentes se eu cedesse um pouco. Porque aí talvez você fosse ceder também.
“Foi falta de consideração. Eu te desrespeitei, não dei valor a sua sinceridade. Não aceitei o seu “não” e isso é ridículo. Eu não sou esse tipo de cara. Não quero ser esse tipo de cara, que força situações para ter o que quer. Você disse “não” e eu deveria ter desistido. Te explicado que não queria apenas sexo, que estava procurando por mais. Mas eu também não sabia disso. Demorei a entender e assim que tive certeza de como estava me sentindo, soube que precisava te contar. Não é justo existir sinceridade de apenas uma das partes. – falou. – Eu não me apaixonei por você instantaneamente. Apenas me dei conta disso ontem. Eu suspeitava, mas não queria aceitar. Eu errei e peço desculpas.”
– Você não pode estar apaixonado por mim, Tom. – sacudiu a cabeça em negação. – Você nem me conhece de verdade. Não sabe meus gostos, minha cor favorita… Eu nunca te deixei entrar no meu mundo. Você não pode estar apaixonado por mim, porque não sabe quem eu sou. – falou, tomando cuidado ao escolher suas palavras. Não precisava magoar Tom, mesmo sentindo-se traída como se sentia. Ele não tinha culpa, tinha? Não se tinha poder de escolher para quem dar seu coração e ela entendia Tom em partes.
– Eu criei uma projeção. – Tom suspirou. – Projetei em você, um desejo que eu nem sabia que existia dentro de mim. De estar apaixonado, de entrar em um relacionamento. Eu estou apaixonado pelas pequenas partes que consegui descobrir sobre você. Mas não é o suficiente.
– Eu não queria te magoar. – murmurou. Levantou da cama e se aproximou de Tom, parando em frente a ele. Fechou os olhos, se inclinando para baixo e apoiando sua testa na de Thomas, segurando nos ombros dele, enquanto Tom a abraçava pela cintura. – Eu sou muito grata por você ter entrado na minha vida. Muito grata mesmo. E eu queria muito poder estar apaixonada por você. – soltou um risinho sem graça. – Minha vida seria mais fácil, sabe? Você é calmaria no meio de uma tempestade. Mas a gente não escolhe esse tipo de coisa e eu não posso dizer que me sinto dessa forma por você. Estaria te iludindo e eu nunca quis brincar com os seus sentimentos dessa forma.
– Eu sei. – Tom assentiu. – Eu não podia mais mentir para você. Não assim. Acho mais fácil me afastar e deixar esse sentimento morrer.
– Me desculpa. – grunhiu e Tom a puxou para um abraço. – Eu não queria partir seu coração.
– Não foi você quem partiu meu coração, . – Holland sorriu de forma triste para a garota. – Fui eu.
– Eu ainda me sinto culpada. – ela resmungou.
– Não deveria. O culpado sou eu. – ele suspirou.
– Você vai encontrar alguém, sabe disso, não sabe?
Tom assentiu.
– Eu sei.
– Talvez um dia eu me sinta burra por ter te deixado ir. – tentou sorrir.
– Nós não fomos feitos para ser. – Tom declarou, dando espaço para findar o abraço. Levantou da poltrona e se moveu em direção à porta. A garota sentou na cama e antes de Holland abrir a porta, o chamou.
– Você vai ficar bem? – indagou, preocupada.
– Sim. – Tom assentiu, abrindo um pequeno sorriso. – Perdi uma namorada, mas ganhei uma amiga. – deu de ombros.
– E memórias de boas transas. – brincou.
– Vou sentir falta do sexo. – Tom declarou por fim.
– Vou sentir falta dessa bunda naquele uniforme. – disse, decretando o fim daquele relacionamento. Afinal, tudo havia começado com uma piadinha dela sobre como Tom ficava bem de roupa colada.
– Eu sei que vai. – e com isso, Tom se retirou do quarto, deixando a irlandesa sozinha. Da forma que ela amava e estava acostumada a estar.

Epílogo
Premieres de filmes sempre eram uma loucura. Muitos atores famosos, fãs enlouquecidos, câmeras, repórteres e flashs para todos os lados. Apesar de ser uma receita padrão de premieres, quando se tratava da Marvel, as coisas se elevavam para um novo nível. Uma premiere do MCU era sempre uma das mais aguardadas do cinema mundial e causava um surto desmedido nos fãs e qualquer entusiasta de filmes de heróis.
Desta forma, a gritaria presente na premiere de Far from Home não poderia ser resumida em qualquer palavra que não fosse “histeria”. Por ser o primeiro filme do Universo Cinematográfica da Marvel depois da ruptura que Avengers: Endgame causou no modelo já conhecido de filmes da Marvel, havia fãs histéricos para todos os lados. E a mídia não estava diferente. Então quando e Zendaya apareceram no tapete vermelho, todas as atenções foram direcionadas para as atrizes e seus vestidos estonteantes. Ambas deram prioridade aos fãs, tirando o máximo de fotos possível e autografando dezenas e mais dezenas de pôsteres e rostos, para depois darem a atenção necessária para a mídia. parou direto na correspondente do TMZ, sorrindo largo quando a mulher elogiou seu vestido e batendo palmas animadas quando o filme foi colocado em pauta na entrevista.
– Eu estou ansiosa demais! – ela murmurou. – Finalizamos as últimas regravações com aquele sentimento de dever cumprido, sabe? – sorriu. – Ainda não vi o resultado final, então estou tão ansiosa quanto vocês!
– Você imaginava que Avengers: Endgame seria teria tanta influência em Far From Home?
– Sim! – assentiu. – Tom sempre soltava alguns comentários sobre as filmagens de Endgame e nós ficávamos teorizando e tentando relacionar com as gravações em Far From Home. Não adiantou nada, o MCU sempre nos surpreende. – riu.
– Você e Tom se tornaram muito próximos, não é? – a repórter indagou. – Os boatos sobre o relacionamento de vocês duraram muitos meses!
– Tom é um bom amigo. – sorriu. – Eu o amo, ele mudou a minha vida. Eu desejo toda felicidade do mundo para ele. E Maddie é um amor! – a atriz exclamou, olhando sobre seu ombro ao ouvir uma gritaria às suas costas. – Lá estão eles! – apontou para um casal que havia acabado de colocar os pés no tapete vermelho.
Tom usava um terno preto e estava com os cabelos penteados para trás. Madeleine Courtier estava com um vestido azul claro, simples, os cabelos presos e pouca maquiagem. Estava linda e o sorriso radiante seu rosto e o olhar apaixonado na direção de Tom apenas provavam o quanto eles eram perfeitos um para o outro. E quando Tom olhou para a namorada e sorriu para ela, teve certeza que a melhor decisão de suas vidas havia sido a de terminar com aquele relacionamento.
As coisas nunca mais seriam as mesmas em suas vidas e ambos haviam tido um impacto absurdo na vida um do outro, mas como Tom havia dito, eles não haviam sido feitos para ser. Juntos.
amava Tom, mas não estava apaixonada por ele. E Tom, apesar de ter estado apaixonado por ela um dia, não estava mais. Maddie havia aparecido e mudado a vida dele para sempre.

Fim.

***

Nota da autora: Apesar dos apesares, essa história tem um dos meus finais favoritos. Vivo para defender que a pp e o Tom nunca dariam certo e caso tenha vontade de ler sobre o final feliz do Tommy, segue a leitura para Make You Believe Again e curta muita fofurice e felicidade.

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