Six Months of Happiness

Sinopse: “Inglaterra, local de nascimento de Shakespeare e dos Beatles, é um país nas ilhas britânicas que faz fronteira com a Escócia e o País de Gales. A capital, Londres, situada às margens do rio Tâmisa, abriga o Parlamento, o Big Ben e a Torre de Londres, do século XI.” Milhares gostariam da oportunidade de uma moradia lá, a grande Inglaterra, o país da rainha. Por seis longos meses duas garotas irão desfrutar dessa oportunidade e descobrir coisas valiosas sobre a vida, talvez até se apaixonar por garotos idiotas. Um intercâmbio, seis meses e uma lição inesquecível.”
Fandom: Tom Holland
Gênero: Romance, Drama, Comédia, Restrita, POV/Point Of View
Classificação: 18 anos
Restrição: Algumas coisas nessa fanfic podem estar erradas, como problemas de execução do intercâmbio das meninas. Pesquisei bastante para escrever, mas nunca se sabe.
Beta: Sofia Alonzo
Em Andamento

Capítulos:

Capítulo 1

07/02/2016
16:23
P.O.V Gianniotti
Viajar de minha cidade até Londres era realmente rápido, nem consegui dormir, com duas horas de voo era realmente impossível. O aeroporto de Londres era muito diferente do de Roma, eu sorri olhando ao redor e me perdendo em meus pensamentos por alguns segundos, eu estava realizando como poderia dizer meu “sonho”. Finalmente em Londres, finalmente me sentindo livre e leve… confesso que sair do aeroporto e encontrar um táxi foi meio difícil, eu estava nervosa, iria conhecer minha host family em pouco tempo, estranhos que iriam me acolher e que talvez poderiam ter uma relação boa comigo ou me odiarem. Tirei o papel com o endereço da minha mochila e corri com a mala de rodinhas quando um táxi me avistou, logo ele saiu para me ajudar a colocar a mala no porta malas e eu sorri simpaticamente. Começando a falar em inglês com ele.
– Você sabe onde fica esse endereço? – perguntei entrando no carro e estendendo o papel para ele.
– Claro! Kingston-upon-Thames. – disse e então começou a dirigir como todo taxista, tranquilamente. – Primeira vez em Londres?
– Oh sim, meu sotaque entrega? – perguntei com a voz mais baixa envergonhada.
– Você não tem muito sotaque na verdade, passaria despercebida se meu trabalho não aplicasse que eu conhecesse muitos estrangeiros… Mas não consegui identificar o seu, é bonito. – elogiou ainda prestando atenção na rua.
– Eu sou de Roma, Itália. – esclareci juntando as mãos.
– É uma cidade realmente bonita.
– É sim, mas temos que sair às vezes não?
– Concordo plenamente. – respondeu sincero, era bom conversar logo em sua chegada com alguém tão simpático.
– Você é daqui?
– Sim, nascido e criado em Londres. – sorriu, o homem parecia ter não mais que 25.
– Como é a cidade? – perguntei realmente interessada.
– Eu realmente a acho mágica, mas você vai ter sua experiência própria.
– Tomara que seja boa, me deseje sorte. – ri fraco mas ainda nervosa.
– Relaxe e aproveite ao máximo. – e depois de alguns minutos, ele estava estacionando em uma casa com tamanho médio. Tudo o que eu sabia sobre a família era o básico… Três filhos, fora o pai e a mãe.
Saí do táxi e peguei minha mala no porta malas, o taxista me deu boa sorte e sorriu, dirigindo pro aeroporto novamente, pelo que pensei. Eu andei em direção a entrada e toquei a campainha, quase tremendo. Alguns segundos depois, a porta foi atendida, um homem e uma mulher estavam em frente à porta e sorriam simpaticamente em minha direção. Sem nem pensar, sorri de volta e levantei a mão para cumprimento, me surpreendendo quando a mulher puxou meu corpo e me deu um abraço carinhoso.
– Olá… – falei começando com o inglês novamente, quando saí do abraço e o homem me puxou para um também, menos carinhoso como o da mulher mas ainda sim receptivo.
– Entre! Seu nome é , certo? – Nicola, pelo nome que soube só de outras pessoas perguntou e eu assenti com a cabeça.
– Sim, e o de vocês são Nicola e Dominic, certo? – devolvi a pergunta enquanto entrava puxando a mala sem dificuldade. Quando entrei minha visão da casa se ampliou e com isso eu enxerguei os três meninos em pé e sorrindo como os pais sorriam.
– Eu não sei o nome de vocês, me desculpem. – apontei sorrindo envergonhada. O primeiro, mais novo, sorriu animado e me abraçou, me deixando feliz com tanta recepção. – Posso perguntar seu nome? – perguntei abaixando um pouco pela altura e abraçando de volta.
– Meu nome é Patrick, mas você pode me chamar de Paddy! – respondeu ainda realmente animado. Então sorri com sua fofura e levantei indo até o do meio que estendeu a mão.
– Meu nome é Sam. – sorriu e eu o cumprimentei. Me levando ao terceiro, o mais bonito dali, droga eu realmente achava que aqui não teria meninos bonitos para me distrair?
– Meu nome é Harry… – disse sorrindo de lado e me olhando interessadamente, não com malícia mas como se realmente me analisasse e logo me ofereceu ajuda. – Deixe-me te ajudar com a mala. – depois de me cumprimentar e me dar o prazer de tocar sua pele, ele ofereceu, pegando a mala e virando para os pais.
– Vocês querem mostrar o quarto pra ela ou eu já faço isso? – Harry perguntou logo arrastando a mala.
– Pode mostrar. Espero que se sinta confortável, . – Nicola respondeu sorrindo e eu me senti leve. Então segui Harry pela casa que era até maior que a minha, subimos a escada e andamos pelo corredor.
– É aqui… – disse quando chegamos ao quarto, empurrando a porta e colocando a mala do lado da cama. O quarto era realmente bonito, pintado de azul e branco, e a cama era consideravelmente grande pelo fato de ser uma de solteiro e caber mais uma pessoa além de mim.
– Obrigada por me ajudar. – agradeci meio sem graça.
– É realmente um prazer. – colocou as mãos nos bolsos e sorriu de lado olhando para baixo, e diferente de alguns minutos atrás, seu tom foi realmente malicioso, abaixei a cabeça e a balancei mexendo no cabelo nervosamente, sentindo-o passar ao meu lado.
Quando levantei a cabeça e suspirei ele já tinha saído do quarto, como prever que meu host brother seria tão bonito? Eu torcia para que ele pudesse me deixar respirar.
Arrumei minhas coisas com a porta fechada e coloquei minhas roupas no armário do quarto que era simples, mas que coube tudo e ainda sobrou um pouquinho de espaço. Então troquei de roupa e desci encontrando toda a família sentada na mesa de jantar.
! Sente conosco. – Nicola chamou sorridente me fazendo sorrir também e atender seu pedido. – Agora podemos conversar sobre tudo, sim? Não dissemos nada para os meninos porque queríamos que você se apresentasse e falasse por si.
– Eu irei me apresentar… – falei concordando envergonhada. – Mas antes podemos conversar sobre as regras da casa? Digo, se puder, pra mim agora é melhor Nicola…
– Não, claro! E por favor me chame de Nikki. – pediu amigável. – Dom pode falar tudo pra você enquanto eu faço um chá, aceita?
– Claro. Mas não quero dar trabalho já no primeiro dia.
– Que nada, é só um chá.
– Bom, obrigada. – agradeci. E em seguida olhei para Dominic. – Quais são as regras? Só para eu saber e me adequar a elas.
– Não tem muitas… Lavamos roupa às segundas e sextas. Não queremos que se reprima ou coisa do tipo, realmente esperamos que goste daqui. Almoço e jantar são geralmente 12:00 e 19:00. E esperamos que fique à vontade, temos quatro banheiros, então acho difícil ter problemas com isso, mas podemos acertar horários de quiser. – explicou simpático me fazendo ficar mais confortável.
– Não precisa, eu realmente fico grata por ser recebida assim… – sorri.
– Agora, se não se incomodar pode se apresentar? Os meninos também irão dizer algumas coisas sobre eles. – Nikki disse colocando a xícara de chá em minhas mãos.
– Bom… meu nome é Gianniotti, sou italiana, nasci e cresci na Roma, pais italianos também, tenho 18 anos e comecei a aprender inglês com 12… – fiz uma pausa tentando lembrar de mais coisas. – Vim fazer artes e realmente espero me dar bem com vocês também!
Todos olhavam interessados no assunto e os meninos surpresos, mas Harry tinha um sorriso no rosto me deixando curiosa.
– Uau, você é italiana? – Sam perguntou surpreso e franzindo o cenho, assenti com a cabeça.
– Pode me ensinar como falar algumas palavras, ? – Paddy perguntou sorrindo animado e eu quase derreti.
– Claro que posso! – respondi também animada.
– Que dia é seu aniversário? – Harry perguntou do nada e eu olhei para ele.
– 4 de fevereiro. – respondi e ele assentiu com a cabeça. – Agora podem me falar sobre vocês, pode começar por você Paddy.
– Meu nome é Paddy Holland, sou inglês, meus pais… – apontou pra eles sorrindo, realmente fofo. – Tenho 13 anos, e já gosto de você!
– Eu também já gosto de você. – respondi, logo olhando para Sam, pedindo silenciosamente para que ele começasse.
– O meu nome já sabe, nacionalidade também… tenho 17 e gosto muito de teatro. – disse calmo se arrumando na cadeira.
– Qual o aniversário de cada um? – perguntei tomando meu chá.
– O meu é 6 de dezembro! – Paddy respondeu.
– 14 de fevereiro. – Sam respondeu e eu olhei para Harry.
– Faço no mesmo dia que ele. – respondeu e eu encarei surpresa.
– Vocês são… gêmeos? – perguntei meio desacreditada.
– Sim, e eu também gosto de teatro. – disse aleatoriamente para já deixar claro agora e não ter mais que falar.
– Jogam alguma coisa?
– Sim, temos videogame. – Sam respondeu.
– E é a primeira vez que são host family?
– Sim. – Nikki respondeu sorridente.
– Eu soube que outra menina vai vir daqui a dois dias, certo? – perguntei fazendo os outros três meninos abrirem as bocas.
– Outra menina?! – Sam perguntou assustado para os pais e eu me arrependi de ter falado.
– Isso é sério? – Harry perguntou surpreso também.
– Legal! Tomara que ela seja bonita como você. – Paddy foi o único que ao invés de perguntar indignado, sorriu. Eu sorri boba com o menino e balancei a cabeça.
– Me acha bonita? – perguntei convencida.
– É claro que você é bonita. – Sam disse virando para Harry que deu de ombros sem falar nada.
– Bom… Obrigado, vocês também têm uma genética muito boa. – sorri apontando e Nikki e Dom agradeceram.
– Imagina se ela conhecesse o Tom. – Paddy riu me deixando confusa.
– Quem é Tom? Tio? – perguntei curiosa e Dom tratou de responder.
– O irmão mais velho, ele está fora no momento, por isso você vai conhecê-lo depois.
– Aaah. – disse concordando e imaginando que se os três meninos eram bonitos imagine o mais velho.
– Ele é o mais bonito depois de mim. – Paddy disse suspirando fazendo todos rirem.
– Eu sou o terceiro. – Sam levantou a mão e Harry revirou os olhos gargalhando, eles tinham uma energia realmente contagiante.
– Isso me faz o quarto. – levantou a mão e me olhou, sorrindo.
– Mas voltando a outra menina, ela é de onde? – Sam perguntou interessado se inclinando pra frente, por um momento me questionei se ele e o gêmeo gostavam de intercambistas, mas logo me afastei do pensamento.
– Isso irão descobrir quando ela chegar. – Dom disse com um tom de mistério e até eu imaginei em como ela seria, ela seria legal?
P.O.V Harry Holland
19:47
De repente ter uma pessoa estranha morando em sua casa é realmente um pouco desconfortável quando se sabe pelo seus pais, admito que estava receoso antes da menina chegar. Mas ela era realmente linda, e sua voz era muito gostosa de se ouvir, o único último fator que teríamos que descobrir era a personalidade.
– O que achou da intercambista? – perguntei para Sam quando estávamos sozinhos sem sinal de Paddy, Nikki, Dom ou a menina.
– Ela é realmente bonita, uma pena que vamos ter que agir como irmãos dela. – respondeu suspirando.
– E se não tivermos que fazer isso? – virei para ele e ele sorriu.
– Ela mal chegou e você já quer invadir o espaço dela? – riu.
– Eu só estou brincando. – respondi olhando pra baixo.
– Eu te conheço, sei que tá incomodado por ela estar aqui e ser tão bonita.
– Sim, mas sabe também que não vou violar o espaço dela, tenho respeito.
– Eu sei… Mas e a outra garota, como acha que ela é? – Sam perguntou interessado e eu imaginei… Dificilmente seria mais bonita do que e então minha mente foi parar novamente na italiana, loira e com o sorriso inesquecível.
– Não sei, você que tá interessado, pervertido. – bati fraco em seu braço e gargalhei quando ele arqueou as sobrancelhas.
– E se ela for francesa? Ou norueguesa? – ficou aéreo de repente e eu balancei as mãos para tirar ele do desvaneio.
– Só vamos saber depois de amanhã. – falei, inquietando-o mais ainda.
– O sotaque da é adorável, não? – Sam mudou de assunto.
– É… – respondi imaginando-a falando palavras em italiano.
– Ela parece ser legal.
– Ela foi simpática pelo menos.
– Você prestou realmente atenção no que ela disse? Pensei que estivesse só olhando pra boca dela. – zombou e eu dei o dedo do meio.
– E você? Que já tá babando na menina que nem chegou ainda. – apontei vendo-o baixar a bola. – Ela pode ser feia sabia?
– E pode ser legal. Não sabemos. – deu de ombros.
– É.. não sabemos. – respondi sossegando.

Capítulo 2

09/02/2016
9:43
P.O.V Gianniotti
Era realmente frustrante esperar a menina nova chegar, o nervosismo chegava a doer até, todos estavam sentados no sofá e Dom e Nikki estavam na cozinha, preparando um lanche para todos comerem quando a garota chegasse.
Sam e Harry jogavam vídeo game e Paddy esperava sua vez.
– Quer jogar comigo? – Paddy perguntou enquanto olhava a partida dos irmãos acabar.
– Hummm, eu sou muito ruim nessas coisas, Paddy. – menti contorcendo o rosto, eu era boa na maioria dos jogos, mas estava muito nervosa para jogar.
– Está com medo de perder pro Paddy? – Harry colocou o controle de lado e olhou para mim rindo.
– É ele que tem o vídeo game. Eu não jogava vídeo game em Roma. – respondi justificando e dando de ombros.
– Quer que eu te ensine? – perguntou sorrindo e por um momento minha mente travou.
– Não, obrigado. – falei rápido e desviei o olhar, mas não antes de ouvir um risinho de Sam.
– Meninos, vocês querem suco de quê? – Nikki perguntou gritando da cozinha.
– Laranja!
– Uva!
– Morango!
– Laranja! – todos falaram ao mesmo tempo e então nos olhamos.
– O de laranja ganhou! – Harry gritou e Nikki não disse mais nada.
, por que não deixa o Harry te ensinar? Daí a gente pode jogar juntos. – Paddy pediu segurando meu braço e eu olhei para ele hesitante.
– Porque… – ia responder mas antes de terminar a frase, a campainha tocou, fazendo todos menos o Paddy levantarem de imediato.
– Droga… – Sam disse enquanto pegava o controle que havia caído no chão pela pressa de levantar. Dom e Nikki colocaram os lanches e suco na mesa e foram atender.
Eles abriram a porta e eu juntei as mãos nervosa, como seria a menina?
Quando eu vi a garota quase abri a boca surpresa, ela era muito bonita e sorria mostrando leveza. Seus cabelos eram escuros e lisos, seus olhos eram escuros também e sua boca era vermelha. Ela carregava dois instrumentos, um nas costas e outro em mãos. Tinha traços angelicais, e o corpo com várias curvas, olhei para o lado e analisei a reação dos meninos, o mais engraçado foi Sam que estava praticamente babando na menina.
– Oi! – a menina se pronunciou animada e Dom e Nikki a cumprimentaram, pedindo para ela entrar, e pegando os instrumentos para ajudar, como eu era a que estava na ponta ela veio até mim primeiro.
– Você é a outra intercambista, né? – apontou já perto de mim e sorriu.
– Sim… – respondi enquanto estendia a mão. A garota fez a mesma coisa que Nicola fez quando cheguei e me abraçou forte.
– Nós vamos bagunçar isso daqui. – sussurrou em meu ouvido me fazendo rir verdadeiramente. – Qual seu nome?
. – respondi enquanto assistia a mesma se abaixar para cumprimentar Paddy.
– Eii, ela é mesmo bonita como você. – ele se virou para mim dizendo e eu sorri envergonhada.
– Awn, você é um doce. – ela abraçou Paddy e riu logo olhando pra mim e voltando seu olhar para o garoto. – é realmente bonita, foi o melhor elogio que recebi em bastante tempo.
Ela tocou o nariz de Paddy carinhosamente e levantou logo indo cumprimentar Harry. Ele estendeu a mão como eu, mas a garota não se importou e abraçou ele, ela parecia ser bem extrovertida, mas não violou o espaço de ninguém.
– Meu nome é Harry. – disse enquanto os dois saíam do abraço, o próximo a ser abraçado era Sam, que agora ao invés de babar sorria simpático.
– E o seu, príncipe? – ela perguntou para Sam antes de o abraçar e ele riu meio sem graça.
– Sam. – respondeu e aí sim ela o puxou para um abraço leve, sem apertos nem nada, olhei para cara de Sam e ele estava quase viajando, eu quase ri.
– É ótimo conhecer vocês… – ela se pronunciou virando para Nikki e Dom. – Me desculpem se fui meio invasiva com os abraços, eu só estou animada.
Juntou as mãos olhando para baixo e Nikki a tranquilizou dizendo que não tinha nada de mal nos abraços.
– Posso te ajudar com as malas? – Sam perguntou estendendo a mão e eu olhei divertida para Harry que revirava os olhos.
– Não precisa, não quero dar trabalho. – respondeu envergonhada e Sam sorriu, enquanto a menina pegava os instrumentos novamente com Dom e Nikki.
– Não é nada, relaxa. – pegou a única mala de rodinha em uma mão e virou para os pais. – Vou mostrar o quarto para ela.
E então os dois subiram e eu olhei para Harry que ria sem se segurar.
– Que foi? – Paddy perguntou e Dom e Nikki repreenderam Harry com o olhar. Aqueles irmãos realmente flertavam com as intercambistas então?
– Você é idiota, Harry. – com um lapso de coragem joguei a almofada no garoto que ainda ria e gargalhei quando ele me olhou surpreso.
– Você realmente fez isso? – perguntou pegando a almofada e vindo pra perto.
– Nãoo. – falei me distanciando.
! – jogou a almofada que pegou em minha barriga e no mesmo momento Sam desceu.
– O que os dois patetas estão fazendo? – Sam perguntou descendo o último degrau da escada sorrindo.
– Falando sobre como você babou na garota. – Harry respondeu e Nikki o olhou indignada.
– Harry! – repreendeu e eu sem me segurar ri.
– Desculpe, mas é verdade. – Harry respondeu dando de ombros e Nicola olhou para Dom.
– Não olhe para mim. – Dominic disse rindo.
– Você pode parar de babar na intercambista. – Nikki avisou séria, apontando para Sam.
– Mas o Harry também fica babando na e você não diz nada! – Sam falou indignado.
– Sam! – Harry gritou e eu fiquei em choque.
– Ei, vocês dois! Parem. – Nicola gritou e eu só olhei para os lados.
– Okay, sem clima… – Dom disse acalmando todos.
– Não é como se elas fossem nossas irmãs de verdade. – Sam respondeu baixinho e Nikki olhou ainda brava.
– Isso não quer dizer que vocês podem violar o espaço delas! Eu criei vocês para respeitarem as mulheres. – respondeu indignada.
– Mãe, você conhece a gente. Sabe que nunca faríamos isso. – Harry se pronunciou.
– Sim, eu sei. – Nicola suspirou e colocou a mão no rosto. – Tudo bem acharem elas bonitas, só não forcem a barra e nem deixem elas desconfortáveis, okay?
– Nós não vamos fazer isso. Me desculpe. – Sam disse para mim e Harry também pediu desculpas.
– Tudo bem meninos, eu sinto muito por causar problemas. – falei coçando a nuca nervosa.
– Você não causou nenhum problema, . – Nikki disse sorrindo junto ao Dom e eu me senti realmente feliz por minha host family ser compreensiva.
Depois de algum tempo, a garota apareceu na sala e veio ao nosso encontro.
– Todos venham comer. – Dom chamou e todos foram para a mesa se sentar.
– Então , quando chegou deixamos que ela falasse um pouco sobre ela, se não se incomodar gostaríamos que fizesse o mesmo. – Nicola pediu sentando na mesa, revelando o nome da garota.
– Humm, tudo bem. – respondeu mordendo o lábio e olhando para todos. – Meu nome é Hoffman, tenho 19 anos, vim de Frankfurt, Alemanha. – parou a frase como se pensasse o que mais poderia dizer e com a pausa Harry aproveitou para falar.
– Você é alemã?! – perguntou surpreso e sorriu, olhando para ele.
– Sim, por que? – perguntou de volta.
– Você não tem sotaque. – respondeu baixinho.
– Minha mãe é americana. – explicou colocando as mãos na mesa. – Comecei a aprender inglês com 9.
– Que legal. – Dom disse sorrindo e sorriu de volta.
– O que veio cursar? – Sam perguntou cruzando os braços.
– Música. – respondeu e ele olhou surpreso.
– Você canta ou toca algum instrumento? – Paddy perguntou. Provavelmente sem lembrar de ter visto ela com os instrumentos.
– Eu canto e toco guitarra e baixo. – sorriu radiante quando Paddy abriu a boca surpreso.
– Eu sei tocar piano também. – falei quando o silêncio se fez presente e Harry virou para mim sorrindo.
– Sério? Temos um piano aqui. – disse animado.
– Vocês podem tocar algum dia para gente. – Nikki propôs sorrindo e nós concordamos com a cabeça.
– Quando é seu aniversário? – Harry perguntou.
– 23 de maio. – respondeu e então todos começaram a conversar sobre tudo.
Regras, a convivência na casa… e quando vimos já estávamos conversando há 2 horas.
– Precisamos sair, vocês podem continuar conversando. – Nikki disse levantando e Dom concordou com a cabeça.
– Sabe o que podemos fazer? – disse animada.
– O quê? – perguntei, curiosa.
– Um jogo de perguntas. Para nos conhecermos melhor.
– Quem começa? – Paddy perguntou animado.
– Eu vou primeiro, daí a , Harry, Sam e daí você. – falou raciocinando pela ordem em que estávamos sentados.
– Então comece. – Harry disse colocando as mãos na mesa.
– Acreditam em amor à primeira vista? – perguntou olhando para todos e Sam foi o primeiro a responder.
– Pode ter certeza que sim. – Harry e eu olhamos para ele e rimos.
– Não. – eu e Harry respondemos ao mesmo tempo e Paddy ficou quieto.
– Nome da primeira paixão? – perguntei sem pensar em mais nada e foi a primeira a responder.
– Mia. – falou suspirando e todos ficaram surpresos menos Paddy que nem entendeu.
– Você é lésbica? – Sam perguntou meio hesitante talvez pensando se soaria ofensivo.
– Sou bi. – respondeu sorrindo parecendo ter lidado bem com a pergunta e de lado eu vi Sam sorrir.
– E vocês, não vão responder não? – olhei para os meninos e eles riram.
– Isso tá muito chato, eu vou subir pro quarto. – Paddy se pronunciou suspirando e todo mundo gargalhou, antes de ir deu um beijo em mim e em .
– Emily. – Harry respondeu a pergunta depois que Paddy subiu e olhou para Sam.
– Liz. – finalmente disse.
– Fobia?
– Aranhas. – eu respondi estremecendo.
– Altura. – disse mexendo no cabelo, então Harry deu um tapa no braço de Sam.
– Tenho claustrofobia, você sabe. – Sam disse olhando para o gêmeo e Harry bateu a mão em sua testa.
– Eu sei, mas elas não, né idiota. – resmungou.
– Se pudesse se converter em qualquer personagem de livro ou filme, quem seria? – Sam perguntou e eu olhei surpresa, a pergunta tinha sido realmente boa.
– Feiticeira Escarlate. – disse rapidamente e olhou para baixo.
– Capitã Marvel. – eu respondi olhando para Harry que estava pensativo.
– Buzz Lightyear ou Tony Stark.
– Se pudesse ser um animal, qual seria?
– Lobo. – respondi.
– Golfinho. – Harry respondeu.
– Eu seria o Harry. – Sam disse sério e Harry o deu um soco nos fazendo rir.
– Se só restasse um dia de vida, o que faria primeiro? – fiz minha pergunta cruzando os braços.
– Passaria o tempo com a minha família. – Harry respondeu.
– Ficaria bêbado.
– Faria um ménage. – disse rápido e todos olharam com os olhos arregalados para ela que só percebeu depois o que havia dito, então colocou a mão na boca. – Quer…quer dizer…
– Não, tudo bem. Paddy e nem os nossos pais estão aqui, podemos apimentar o jogo. – Sam esclareceu sorrindo e suspirou.
– Eu disse sem pensar, me desculpem. – pediu mais uma vez ficando corada.
– Okay… gatos ou cães?
– Gatos.
– Cães.
– Cães.
– Fantasia erótica? – Sam perguntou sem graça e eu ri nervosa.
– Dominar. – respondeu e mordeu o lábio, Sam olhou para baixo e suspirou me fazendo questionar a tensão sexual ali.
– Filmar o que acontecer. – Harry respondeu e todos olharam para mim.
– Tenho mesmo que responder? – perguntei e Harry tratou de me tranquilizar.
– Se sentir desconfortável não, mas se for porque somos estranhos, vamos conviver por 6 meses, então pode dizer outra hora.
– Transar amordaçada. – respondi fechando os olhos e logo ouvi Sam dizer também.
– Ser dominado. – foi o que ele disse e ainda olhando para que sorriu e pareceu não ter mais vergonha.
– Okay, vamos subir, Sam? – Harry chamou pigarreando e ele olhou para ele resmungando, mas o garoto o repreendeu com o olhar.
– Ok. – e então os dois subiram e eu olhei para suspirando.
– Você realmente sabe como bagunçar, hein. – brinquei arqueando as sobrancelhas.
– Essa foi um dos dias mais estranhos da minha vida. – respondeu rindo comigo.
– É bom ter alguém alto astral como host sister. – falei de repente e ela sorriu pra mim.
– Digo o mesmo. – balançou a cabeça.
P.O.V Harry Holland
– O que foi isso lá embaixo, Sam?! – perguntei fechando a porta do quarto com os olhos arregalados.
– Impulso, relaxa. Nada demais. – respondeu fazendo pouco caso e sorrindo bobo.
– Nada demais?! Você acabou de assediar a garota, e não faz nem um dia que ela está morando aqui! – repreendi sussurrando.
– Você viu como ela é linda, Harry? – perguntou olhando pro teto e eu dei um tapa em sua cabeça.
– Você jura que está falando do rosto dela? – joguei irônico.
– Ei, ela tem o corpo bonito, mas é linda, okay?
– Ainda prefiro a . – cruzei os braços.
– Isso é bom. – respondeu suspirando e eu estreitei os olhos para ele.
– Para com isso.
– O quê?! Você também pensa na !
– É, mas eu não fiquei assediando ela hoje!
– Então você admite que pensa nela? – Sam apontou sorrindo todo zombeteiro e eu revirei os olhos.
– Você é um idiota.
– Você também é. – deu de ombros.

Capítulo 3

17/02/2016
Quarta-feira
14:32
P.O.V Hoffmann
– Você não sabe dar combo não? – brinquei com Harry ainda olhando pra tela e apertando os botões do controle.
– Eu sei dar combo, mas você não me deixa atacar! – resmungou batendo nos botões desesperadamente.
– E era pra deixar? – zombei rindo e quando ganhei a luta pausei o jogo e levantei fazendo uma dancinha.
– Você roubou! – deixou o controle de lado emburrado e eu mexi as mãos ouvindo uma risadinha de Sam.
– Eu ganhei, ganhei, uhuu. – balancei os braços e Harry revirou os olhos. – Toma essa!
– Só ganhou porque insistiu em jogar Mortal Kombat, só é boa nesse jogo. – justificou juntando as mãos e eu ri.
– Não vou nem te responder viu, nervosinho. – toquei seu nariz com o dedo.
– Agora eu vou jogar contra você. – Sam apontou pra mim pulando no sofá ao lado de Harry e pegando o controle.
– Se prepare para… – apontei de volta, mas antes de terminar a sentença, meu celular tocou e eu pedi um tempo para atender sentando no sofá, ao lado de Sam.
– Hallo Tochter, wie geht es dir?! – meu pai perguntou animado quando atendi e eu sorri. “Olá filha, como vai?”
– Mir geht es gut, Papa. – respondi sem conseguir me conter ao olhar para a feição dos meninos, que ao ouvirem minha língua nativa arregalaram os olhos. “Está tudo bem, pai”. – Aber was ist mit dir? Geht es dir gut? – “Mas e você? Está bem?”.
– Ich vermisse dich, aber zu Hause ist alles gut. – explicou com o tom calmo e eu fiquei mais tranquila. “Eu sinto sua falta, mas está tudo bem em casa”.
– Und wie geht es meinem Bruder? – perguntei mordendo a ponta do dedo. “E como está meu irmão?”
– Er sieht gut aus, hat eine Diät begonnen! – exclamou alegre e eu ri desacreditada. “Ele está ótimo, até começou uma dieta”.
– Wirklich? Hat Charles eine Diät begonnen?! – aumentei o tom e os garotos me olharam novamente me deixando envergonhada. “Sério? Charles começou uma dieta?!”. estava no curso, e Paddy na escola, então eu estava sozinha com os dois. Os dois e Tessa, a cachorra da casa.
– Ich schwöre! Muss Datierung in der Mitte haben. – explicou e eu concordei. “Eu juro. Deve ter namoro no meio”.
– Schicken Sie ihm einen Kuss und sagen Sie ihm, ich würde die Diät fördern. – falei um pouco baixo já sem coragem e levantei do sofá. “Mande um beijo para ele e diga que eu incentivo a dieta”.
– Vou subir pro quarto, depois jogamos, okay Sam? – perguntei em inglês vendo ele assentir e passar o controle para Harry.
– Dad, erzähl mir von deinem Tag. – voltei ao alemão já andando em direção a escada e voltando a conversar. “Pai, conte-me sobre o seu dia”.
P.O.V Harry Holland
– Ei… você vai parar de babar no controle e jogar comigo ou não? – perguntei para Sam balançando as mãos.
– Não zoa, não tô babando também, né. – respondeu passando os dedos nos lábios.
– Você tá maluco, se recomponha homem! – zombei apontando e o mesmo bateu em minha mão.
– Foi só… melhor do que eu imaginava. – tentou se explicar olhando para cima.
– Você nem conhece a menina direito, até eu tô mais próximo dela do que você. – resmunguei sincero, desde que ela havia chegado, tinha me tornado amigo dela, Sam de .
– Não preciso conhecer, o físico dela já é muito legal.
– Mas isso só se ela fosse tão assim né, não sei por que tá tão vidrado. – falei confuso e o mesmo revirou os olhos.
– Deixa seu gosto em um quadrado e o meu em outro, não interfira nas coisas que eu gosto não. – avisou mexendo as mãos.
– Tá bom, nervosinho. – levantei os braços dando de ombros.
– Mas e a , hein??
– Eu já coloquei no quadrado e fechei, senhor, muito obrigada. – virei para ele sorrindo e ele fez uma careta.
– Você é chato, já te disseram isso?
– Você é retardado, já te disseram isso? – devolvi mal humorado.
– Nossa… – respondeu afetado e colocou a mão no peito em drama. – Você não tem um coração?
– Não. – respondi entediado.
– Eu vou contar pra isso daí, viu. – avisou com um tom infantil e eu considerei rir por um momento.
– Falando na … as duas ainda não tocaram pra gente né? – perguntei mais pra mim mesmo e Sam franziu o cenho.
– O que tem a ver com o assunto anterior? – perguntou de volta confuso. – Como ligou as coisas?
– Você me fez lembrar da , que tá no curso e daí eu lembrei do curso dela e do curso da que é música, e isso me lembrou de quando ela contou que curso fazia e também de quando prometeu tocar pra gente com a . – expliquei meu raciocínio e Sam fez uma feição indignada.
– Você é estranho Harry.
– Eu sou seu gêmeo, Sam. – devolvi batendo em sua nuca e o mesmo resmungou.
A porta fez um barulho me assustando e quase me fazendo pular, mas logo entrou e pareceu que meu coração acelerou, mas meu corpo se acalmou.
– Cheguei. – disse animada fechando a porta e trancando a mesma. – O que estão fazendo?
– Eu tô tentando jogar e o Sam tá sendo idiota.
– Ei! – reclamou e riu.
– O que ele fez dessa vez? – perguntou como se já fosse familiarizada e eu sorri automaticamente.
. – fiz uma feição apaixonada colocando as mãos nas bochechas e olhei pro teto suspirando.
– É mais assim. – corrigiu fingindo babar e nós dois gargalhamos enquanto ela vinha em nossa direção para fazer um high five.
– Dois bobos, se comam logo. – Sam aumentou o tom irritado e eu e rimos outra vez.
– Olha o vocabulário. – apontou.
– Desculpa, mãe. – pediu juntando as mãos em pedido e a menina revirou os olhos e jogou a cabeça lentamente para trás. Um movimento que meu cérebro maliciou por não gostar de mim mesmo.
– Vaffanculo! Non mi rompere le palle. – a mulher falou em italiano me fazendo suspirar.
– Você e tiraram o dia pra falar na língua nativa e zoar com a nossa cara? – Sam perguntou cruzando os braços e eu ri.
– Não vou te contar, ela está lá em cima? – perguntou de volta arrumando a bolsa no ombro.
– Aham, falando com alguém da Alemanha. – respondi sem dar muita importância.
– Vou subir então, vou contar pra ela de você Sam. – apontou já indo em direção as escadas.
– Vocês me amam! APOSTO QUE SOU O ASSUNTO PRINCIPAL DE TODAS AS CONVERSAS. – Sam gritou enquanto a mesma se distanciava e tudo o que ouvimos em resposta foi uma gargalhada forçada.
– Depois fala de mim. – se virou pra mim dizendo e eu franzi o cenho.
– Quê?
– Nada. – se fez de indiferente e pegou o controle. – Vai querer jogar?
– Sim. – respondi encerrando os outros assuntos.
P.O.V Gianniotti
Cansada era a palavra que me descrevia, eu não sabia nem o porque, mas estava.
Fui até o espelho do quarto e suspirei passando as mãos em meus cabelos e os prendendo em um rabo de cavalo, minha aparência estava normal, mas minha postura mostrava o quão animada eu não estava, meus ombros estavam caídos e eu estava analisando meu reflexo e bufando.
Blusa de lã vermelha e calça jeans azul claro, era com o que eu estava vestida. Fora as botinhas que eu já tinha tirado ficando só de meia.
Então depois de alguns segundos olhando pro espelho, meu celular me assustou, tocando estridentemente, ele estava em cima da cama, e eu me joguei pegando o mesmo em mãos.
“Giovanni” a tela mostrava me deixando meio confusa e nervosa, depois de 2 meses ele tinha a audácia de me ligar?
– Ôôo de casa. – entrou em meu quarto sem nem bater me fazendo soltar o celular, deixando ele cair na minha cara.
– Outch! – reclamei da dor e o tirei de cima do meu rosto, olhando para o aparelho que já não tocava mais.
– Eu hein, distraída. – falou com um tom engraçado fechando a porta e vindo até a cama, sentando na mesma. Reparei na menina que usava uma calça jeans e uma camiseta baby look, ambas peças pretas, igual seu cabelo que estava liso como todos os dias.
– Eai, Hoffman. – cumprimentei sem animação e a mesma franziu o cenho.
– Quem morreu? – perguntou se aproximando mais e eu suspirei.
– Quem ressuscitou, né? – esclareci colocando a mão na testa.
– Ex-namorado? Mãe não-presente? – chutou e eu quase sorri.
– Ex-namorado. – apontei e a mesma ao invés de comemorar por ter acertado fez uma feição compreensiva.
– E o que levou ao término? – perguntou indiferente como já tivesse lidado com muitos acontecimentos desse tipo.
– O meu intercâmbio e outra menina. – falei sem hesitar e fez uma careta.
– Ele te traiu ou terminou com você pra ficar com a outra?
– Ele se envolveu com a menina e depois de 1 mês escondendo, tentou explicar e pedir desculpas.
– Ele te ligou ou mandou mensagem? – perguntou depois de assentir para minha explicação.
– Me ligou. – passei o celular pra ela e a mesma deslizou o dedo e analisou.
– Giovanni?
– Esse mesmo.
– Ele é bonito? – perguntou.
– Mais ou menos. – peguei o celular e procurei uma foto nossa juntos e quando achei, devolvi.
– Ele é bonito. – afirmou, dando zoom na foto, onde ele me abraçava por trás e nós dois sorriamos.
– Meu primeiro e único namorado. – revelei suspirando e a mesma arregalou os olhos.
– Único? – perguntou desacreditada e eu afirmei com a cabeça. – Quanto tempo de namoro?
– 3 anos. – arredondei e afirmou com a cabeça.
– Eu tive 3 namorados em toda minha vida. – esclareceu aérea e logo balançou a cabeça. – Uma foi menina e foi meu melhor relacionamento.
– Mia?
– Sim.
– Durou quanto?
– 1 ano e 5 meses. – respondeu passando as mãos na calça jeans.
– E os outros dois? – perguntei realmente interessada.
– Jacob durou 6 meses e Hans durou 9 meses. – disse mostrando as mãos.
– E Mia foi o melhor relacionamento por que?
– Não sei, ela simplesmente me proporcionou momentos melhores. – deu de ombros.
– O sexo era melhor? – perguntei mesmo sem saber muito do assunto, por ainda ser virgem.
– O sexo era ótimo, mas Hans se superava nesse quesito e ele também me ensinou a lutar. – revelou sorrindo provavelmente se lembrando.
– Sério? Eu lutava boxe, dos 14 aos 15. – respondi e a mesma sorriu.
– Hans me ensinou a lutar taekwondo.
– Agora ninguém mexe mais com ninguém. – brinquei.
– Bom, você fez por 1 ano e eu fiz só por 9 meses. – respondeu dando de ombros.
– Quando começaram a namorar ele já começou a te ensinar?
– Bom, nós fomos amigos por um tempo antes de namorarmos, eu amava o fato dele lutar e daí insisti. – explicou passando as mãos no cabelo.
– O quanto aprendeu?
– Não sou ótima, mas sei me defender. – esclareceu sincera e eu concordei. – Como foi no curso?
– Ah, legal. – me limitei a dizer apenas aquilo e ela me olhou como se não tivesse nada para dizer. – E o seu de manhã?
– Foi incrível, eu conheci um menino super simpático. – respondeu animada.
– E vocês conversaram?
– Sim, ele me chamou pra fazer um teste com ele pra cantar em um bar.
– Sério?
– Sim, se eles nos escolherem a gente vai ganhar um cachê. Não é nada muito grandioso mas ajuda, né? – disse mexendo no anel que tinha no dedo anelar.
– Isso é ótimo, quando é o teste?
– Vai ser sexta, ele vem me buscar aqui.
– Ele é bonito? – perguntei interessada e a mesma sorriu.
– Aham, mas não vai acontecer nada. Vim pra cá estudar e não vou deixar nada me atrapalhar. – disse firme e eu levantei às mãos como se não a contrariasse. – E você e o Harry?
– O que tem nós dois?
– Não se faça de inocente, como estão?
– A mesma coisa que você e Sam. – respondi sem dizer mais nada e arregalou os olhos.
– Então vocês flertam?! – sussurrou animada e eu franzi o cenho.
– Você flerta com o Sam? – perguntei desentendida, ela não estava dizendo que estava aqui para estudar?
– Não, mas ele flerta comigo e não consigo ficar sem responder algumas vezes. – deu de ombros. – Então Harry flerta com você?
– Não. – respondi meio incerta, eu não sabia o que ele fazia ou mesmo o que eu fazia.
– Então okayy. – prolongou a palavra como se não acreditasse.
– Eu não sei de nada. – me fiz de indiferente.
– A santa do pau oco. – sussurrou olhando para o lado e eu dei um tapa fraco em seu braço, dando a brecha para nós duas rirmos.
– Ei… se você passar no teste, vai cantar no bar né? – perguntei para chegar em uma proposta e a mesma fez uma feição óbvia.
– Era o que eu pretendia para ganhar o dinheiro, né. – respondeu irônica e eu ignorei o tom.
– Sam e Harry fizeram 18 há pouco tempo e ainda não foram em um bar, e se nós fossemos todos juntos? – propus e mesma pareceu gostar da ideia.
– Mas será que Dom e Nikki vão deixar? – perguntou se desanimando. – Tipo, Paddy não ia se sentir excluído?
– Falamos com eles depois. – suspirei olhando para baixo.
– Mas seria legal. Vocês me veriam tocar e cantar. – se pronunciou dando de ombros.
– Bom, de qualquer jeito eu vou ir te ver, mesmo se Harry e Sam não forem.
– Obrigada. – sorriu.
– Vamos descer? – perguntei levantando da cama e resmungou, mas logo se pôs em pé também.
Saímos do quarto e descemos a escada, só para encontrar Sam e Harry jogando concentrados.
– Hey… – se jogou no sofá ao lado de Harry e eu sentei ao lado de Sam.
– Tá assim porquê? – Harry perguntou pra , pausando o jogo.
– Temos uma proposta para os dois. – eu disse atraindo o olhar de Harry para mim.
– Oi? – Sam perguntou interessado.
– Eu, talvez vá cantar em um bar e se eu for queria que vocês fossem, daí poderiam sair para beber pela primeira vez e me ouvir tocar. – completou cansada e os dois nos olharam.
– Querem nos encaminhar para o nosso primeiro porre? – Harry perguntou acusadoramente e riu.
– Eu gostaria de ver isso hein, mas também é para vocês me verem tocar. – respondeu, apoiando os braços no ombro de Harry e chegando mais perto. Por um momento meu cérebro estranhou.
– Eu topo, depois vemos tudo direitinho. – Sam disse animado e eu olhei para o outro gêmeo.
– Pode ser. – deu de ombros.
– Ok, então. – tirou os braços de Harry e voltou a posição que estava. – Podem voltar a jogar.
– Que bom que você nos permite. – Harry disse sarcástico e deu um tapa em seu braço.
– Não quero mais jogar. – Sam deixou o controle de lado parecendo entediado.
– Então o que quer fazer? – perguntei na mesma situação que ele, eu tinha um trabalho de artes mas o faria depois.
– Eu tenho uma ideia! – gritou de repente me assustando.
– Qual?
– Música, vocês tem alguma caixinha de som? – perguntou apontando e até parecendo mais animada.
– Sim. – Sam respondeu levantando pra ir pegar, e chegou com ela em mãos.
– Me dá, vou conectar no meu celular. – estendeu a mão e Sam deu o aparelho.
– O que você quer fazer? – perguntei franzindo o cenho e ela me devolveu um sorriso largo, levantando do sofá e estendendo a mão para me ajudar a levantar também.
– Vamos dançar. – deu de ombros pegando o celular e deslizando os dedos sobre ele, logo o deixando no sofá e sorrindo pra mim. A música já começava.
– Você é louca. – falei sorrindo e a mesma juntou nossas mãos me incentivando a começar a dançar.
[N/A: Recomendo agora colocar para tocar Girlfriend, da Avril Lavigne.]
– Avril Lavigne? – Harry perguntou identificando a música rindo e assentiu com a cabeça.

Hey hey you you/ Ei, ei, você, você.

I don’t like your girlfriend/ Eu não gosto da sua namorada.

No way no way/ Sem chance.

I think you need a new one/ Acho que você precisa de uma nova.

dançava animadamente dublando a música fazendo todos rirem e me olhava como se quisesse que eu dançasse, então timidamente eu entrei na onda rindo.

Hey hey you you/ Ei, ei, você, você.

I could be your girlfriend/ Eu poderia ser sua namorada.

Encenou uma guitarra logo apontando pra Sam que jogou a cabeça pra trás gargalhando.

Hey hey you you/ Ei, ei, você, você.

I know that you like me/ Eu sei que você gosta de mim.

No way no way/ Sem chance.

You know it’s not a secret/ Você sabe que isso não é um segredo.

Colocou um dedo na boca e balançou a cabeça, dançando comigo.

Hey hey you you/ Ei, ei, você, você.

I want to be your girlfriend/ Eu quero ser sua namorada.

Outro acorde de guitarra.

You’re so fine/ Você é tão legal.

I want you mine/ Eu quero que você seja meu.

You’re so delicious/ Você é tão gostoso.

I think about you all the time/ Eu penso em você o tempo todo.

You’re so addictive/ Você é tão viciante.

Don’t you know what I can do to make you feel all right?/ Você não sabe o que eu posso fazer pra você se sentir bem?

Foi até os gêmeos e os puxou pela mão, enquanto os mesmos riam e resmungavam.

Don’t pretend I think you know I’m damn precious/ Não finja, eu acho que você sabe que sou muito preciosa.

And how, yeah/ E como, sim.

I’m the motherfucking princess/ Eu sou a maldita princesa.

I can tell you like me too/ Eu sinto que você gosta de mim também.

And you know/ E você sabe que…

I’m right/ Estou certa.

Puxou Sam pela camiseta fazendo o mesmo sorrir e eu estranhar, era muito bipolar. Harry veio até mim e começamos a dançar sem se tocar, mas rindo a todo segundo.

She’s like so whatever/ Ela é tão comum.

You can do so much better/ Você pode conseguir algo tão melhor.

I think we should get together now/ Eu acho que nós deveríamos ficar juntos agora.

And that’s what everyone’s talking about/ E isso é o que todos estão falando.

veio até mim e pegou minhas mãos pulando.

Hey hey you you/ Ei, ei, você, você.

I don’t like your girlfriend/ Eu não gosto da sua namorada.

No way no way/ Sem chance.

I think you need a new one/ Acho que você precisa de uma nova.

Hey hey you you/ Ei, ei, você, você.

I could be your girlfriend/ Eu poderia ser sua namorada.

e eu balançavamos os ombros sincronizadamente.

Hey hey you you/ Ei, ei, você, você.

I know that you like me/ Eu sei que você gosta de mim.

No way no way/ Sem chance.

You know it’s not a secret/ Você sabe que isso não é um segredo.

Hey hey you you/ Ei, ei, você, você.

I want to be your girlfriend/ Eu quero ser sua namorada.

Apontou pra mim e mandou um beijo no ar brincando.

I can see the way/ Eu posso ver o jeito.

I see the way you look at me/ Eu vejo o jeito que você olha para mim.

And even when you look away/ E mesmo quando desvia o olhar.

I know you think of me/ Eu sei que está pensando em mim.

I know you talk about me all the time/ Eu sei que você fala de mim o tempo todo.

Again and again/ De novo e de novo.

Olhei para Harry e o mesmo estava meio sem graça, então voltei meu olhar para .

So come over here/ Então venha até aqui.

Tell me what I wanna hear/ Diga-me o que eu quero ouvir.

Better yet, make your girlfriend disappear/ Melhor ainda, faça sua namorada desaparecer.

I don’t wanna hear you say her name ever again/ Eu não quero ouvir você dizer o nome dela nunca mais.

And again and again and again cause/ Muitas vezes, porque…

She’s like so whatever/ Ela é tão comum.

You can do so much better/ Você pode conseguir algo tão melhor.

I think we should get together now/ Eu acho que nós deveríamos ficar juntos agora.

And that’s what everyone’s talking about/ E isso é o que todos estão falando.

Todos balançaram a cabeça e eu só encenei a guitarra, vendo apontar pra mim como se estivesse orgulhosa.

Hey hey you you/ Ei, ei, você, você.

I don’t like your girlfriend/ Eu não gosto da sua namorada.

No way no way/ Sem chance.

I think you need a new one/ Acho que você precisa de uma nova.

Hey hey you you/ Ei, ei, você, você.

I could be your girlfriend/ Eu poderia ser sua namorada.

Agora todos fizeram a guitarra rindo e se curvando.

Hey hey you you/ Ei, ei, você, você.

I know that you like me/ Eu sei que você gosta de mim.

No way no way/ Sem chance.

You know it’s not a secret/ Você sabe que isso não é um segredo.

Hey hey you you/ Ei, ei, você, você.

I want to be your girlfriend/ Eu quero ser sua namorada.

Nessa parte, nós quatro batemos palmas de acordo com o ritmo e mexemos os quadris.

Oh in a second/ Em um segundo.

I’ll have you wrapped around my finger/ Você estará enrolado em meu dedo.

rodou o dedo indicador, dublando.

Cause I can/ Porque eu posso.

Cause I can do it better/ Porque eu posso fazer melhor.

There’s no other/ Não há outra.

So when it’s gonna sink in?/ Então quando você vai entender?

She’s so stupid what the hell were you thinking?/ Ela é tão estúpida, que diabos você estava pensando?

Eu e sem querer apontamos ao mesmo tempo para os gêmeos desencadeando uma crise de risos nas duas então, eu comecei a dublar também.

Oh in a second/ Em um segundo.

I’ll have you wrapped around my finger/ Você estará enrolado em meu dedo.

Cause I can/ Porque eu posso.

Cause I can do it better/ Porque eu posso fazer melhor.

There’s no other/ Não há outra.

So when it’s gonna sink in?/ Então quando você vai entender?

She’s so stupid what the hell were you thinking?/ Ela é tão estúpida, que diabos você estava pensando?

Hey hey you you/ Ei, ei, você, você.

I don’t like your girlfriend/ Eu não gosto da sua namorada.

olhou pra mim negando com a cabeça.

No way no way/ Sem chance.

I think you need a new one/ Acho que você precisa de uma nova.

Hey hey you you/ Ei, ei, você, você.

I could be your girlfriend/ Eu poderia ser sua namorada.

No way, no way/ Sem chance, sem chance.

Hey hey you you/ Ei, ei, você, você.

I know that you like me/ Eu sei que você gosta de mim.

No way no way/ Sem chance.

You know it’s not a secret/ Você sabe que isso não é um segredo.

Hey hey you you/ Ei, ei, você, você.

I want to be your girlfriend/ Eu quero ser sua namorada.

No way no way/ Sem chance, sem chance.

Então depois de mais algumas repetições a música acabou e todos suspiraram fazendo silêncio, mas logo voltando a rir.
– Você é louca. – Sam apontou para repetindo o que eu disse e sorrindo.
– Nós todos somos! – gritou abrindo os braços, rindo logo em seguida.
– Eu acho que nunca vi vocês dessa forma como agora. – me pronunciei sem pensar muito, recebendo toda a atenção.
– Como? – Harry perguntou também sorrindo e eu o olhei.
– Soltos… como se pela primeira vez estivéssemos tendo um momento e estivéssemos abertos para que os outros entrassem. – respondi e sorriu ainda mais largo.
– Eu estou, espero que me deixem entrar. – respondeu calmamente e Harry abriu os braços chamando para perto.
– Somos amigos, certo? – Harry perguntou enquanto abraçava seu corpo.
– Sim. – respondeu chamando Sam e eu para um abraço coletivo.
– Vamos fazer um acordo? – Sam propôs, enquanto entrava no abraço e eu também.
– O quê? – perguntei.
– Vamos aproveitar o máximo de tudo aqui e nunca vamos nos fechar para nós quatro. – Sam respondeu levantando a mão e dando o dedinho, para selar a promessa.
– Pinky promise? – perguntou rindo e entrelaçando o dedinho no do de Sam. Fazendo o mesmo com todos.
– Pinky promise. – concordei sorrindo boba.

19/02/2016
Sexta-feira
15:54
P.O.V Hoffman
Hoje eu faria o teste para tocar no bar e não estava nervosa, mas não estava muito confiante também. Depois de chegar do curso, tive a ideia de treinar no baixo e era isso o que eu estava fazendo até agora.
– Droga. – resmunguei quando errei a nota.
– Ei… – Sam entrou no quarto repentinamente e eu me assustei.
– Porra. – falei me recuperando do susto assistindo o menino rir.
– Calma. – disse ainda rindo e eu dei o dedo do meio.
– Você já ouviu falar na formalidade de bater na porta e não já ir entrando no quarto das outras pessoas? – perguntei colocando o baixo na cama e levantando.
– Esse quarto não é seu, é do Tom. – deu de ombros e eu franzi o cenho.
– E quem seria esse? – perguntei confusa e Sam riu.
– Você nunca prestou atenção no nome dele nas conversas? – quando ele disse eu me forcei a lembrar e então chutei.
– O irmão mais velho? – apontei estreitando os olhos e Sam concordou com a cabeça.
– Bom, o quarto não é mais dele, né? – exclamei indiferente, indo em direção ao menino. – O que veio fazer aqui?
– Você tem visita. – respondeu logo desaparecendo da minha vista, então eu peguei meu celular e coloquei o tênis, descendo pro andar de baixo com um pouco de vergonha, eu havia colocado roupas menos usais do que eu estava usando na casa dos Holland.
– Oi… – Simon me cumprimentou levantando do sofá e sorrindo, mas antes de qualquer coisa virei para Nikki e Dom.
– Me desculpem por ter chamado ele sem avisar, é o negócio do bar. – me pronunciei sem graça e eles sorriram.
– Tudo bem… Só procure conhecer mais a pessoa, ok? – Nikki me alertou e eu abracei os dois antes de me voltar à Simon novamente.
– Vamos? – perguntei andando em direção à ele e o mesmo concordou indo comigo até a porta. – Tchau! – mandei um beijo e saí.
– Você está bonita. – se pronunciou enquanto andávamos até seu carro.
– Obrigada. – sorri largo, olhando para baixo e dando uma analisada rápida em minhas roupas. Saia, cropped com blusa por baixo e meia calça, todas as peças escuras. – Você também está muito bonito.
– Obrigado. – disse mexendo nos óculos, ele estava de jeans e camiseta, mas mesmo simples estava lindo.
– Onde é esse bar? – perguntei entrando no carro.
– É no centro da cidade. – respondeu calmo, começando a dirigir.
– Oh… Como conheceu?
– Eu fui com uns amigos meus no meu aniversário de 18 anos. – explicou contorcendo o rosto me fazendo rir.
– Más lembranças? – perguntei lembrando do meu primeiro porre.
– Nunca é bom, né? – disse me fazendo concordar. – Mas… Hum… Não sei o que perguntar.
– Quantos anos você tem? – perguntei rindo.
– 20 e você? – virou o rosto pra mim por um momento enquanto dirigia e logo voltou seu olhar para rua.
– 19. – respondi procurando algum outro assunto para puxar. – É de Londres?
– Sou de Birmingham. E você, é de onde? – perguntou e eu dei uma risadinha.
– Sou da Alemanha. – respondi deixando Simon surpreso.
– Quê?! Você cresceu lá?! Ou só nasceu? – questionou quando paramos em um sinal vermelho, se virando para mim absorto.
– Na verdade faz só alguns dias que estou na Inglaterra… – esclareci meio sem graça e Simon teve que voltar sua atenção para a rua.
– Tá brincando com a minha cara. – sorriu me fazendo rir.
– Eu juro. – coloquei as mãos pra cima.
– Mas então, o que te levou a começar o curso? – perguntou nos levando a um assunto longo até chegarmos ao bar.
P.O.V Sam Holland
17:58
– Mas você fez isso mesmo? – perguntou para Harry rindo e eu me segurei para não revirar os olhos, eles tinham que deixar toda a casa de vela?
– Fiz, você lembra, mãe? – perguntou pra nossa mãe e a mesma assentiu com a cabeça sorrindo, provavelmente feliz por nós termos nos enturmado com tanto assim.
– Você é louco,Harry. – respondeu balançando a cabeça e eu abaixei meu olhar, entediado.
– Bom… vou tomar um banho. – me pronunciei levantando do sofá e Harry e só olharam, logo voltando para o diálogo empolgante.
Subi as escadas e andei pelo corredor chegando em meu quarto e abrindo a porta. Me joguei na cama com preguiça, mas logo levantei e peguei uma muda de roupa, saindo do quarto e indo até o banheiro que era no final do corredor.
– SAM! – antes de entrar no banheiro Harry gritou, me assustando. Virei para trás e ele já andava em minha direção. – Preciso de ajuda.
– Eu vou tomar banho agora, conversa com a sua namorada. – brinquei voltando meu corpo ao banheiro. Mas logo Harry chamou minha atenção novamente.
– É algo sério, você pode depois me chamar no meu quarto pra gente conversar? – pediu desesperado e eu só concordei com a cabeça, confuso.
Fechei a porta do banheiro quando já estava dentro e tirei minhas roupas entrando no chuveiro.
Depois de algum tempo no banho saí e me vesti, colocando a roupa anterior no cesto, nem passando no meu quarto, já indo pro quarto de Harry.
– Oi. – sem nem bater abri a porta e vi o mesmo deitado olhando pro teto.
– Oi. – sentou e olhou pra mim.
– Sobre o que quer conversar? – perguntei entrando e fechando a porta.
– Sobre a . – quando ele disse isso, seu rosto se contorceu e eu quase sorri.
– Sou todo ouvidos. – me aproximei e sentei na beirada da cama.
– Acho que estou gostando dela. – disse batendo a mão na testa.
– Tipo gostando sério? – questionei e o mesmo fez um gesto como se não soubesse.
– Meu coração acelera quando ela aparece e eu não consigo ficar sem suspirar, mas nossa mãe disse pra não forçarmos a barra e eu estou respeitando o espaço dela. – atropelou as palavras e eu virei pra ele.
– Quer que eu te diga o que eu acho que você tem que fazer? – perguntei já sabendo como as coisas funcionavam.
– Sim, mas não me fale para chegar nela, porque eu não vou fazer. – negou com a cabeça e eu assenti.
– Tente se aproximar dela e entender melhor tudo isso, se for de verdade e continuar, você conversa com ela sobre, e se ela também gostar de você, o que eu acho bem provável, vocês conversam com nossos pais. – dei minha sugestão e o mesmo sorriu.
– Você acha que ela gosta de mim? – perguntou tentando soar firme e eu revirei os olhos e ri.
– Só… Faça o que eu digo, ok? – propus e o mesmo concordou com a cabeça.
– Obrigada. – agradeceu, caindo deitado de novo suspirando. – Ela é super engraçada e legal, né?
– É sim. – respondi com um diferente tom e o mesmo me olhou.
– Não se sente assim sobre a ? – perguntou me fazendo pensar no assunto.
– É complicado, acho ela legal, mas não do jeito que você acha a , eu sinto mais desejo por ela e grande afeição como amigo. – dei de ombros.
– Ok. – concordou ficando quieto por alguns segundos. – Mas e o desejo, como ‘tá?
– Aprendi a controlar, né, não tá mais tanto assim. – respondi sem dar muita importância.
– Mas se ela pedisse pra ficar com você?…
– Eu cairia aos pés dela. – brinquei rindo.
– Ou aos peitos dela, né? – Harry zoou e eu gargalhei.
– Respeito.
– Respeito. – repetiu.
– MENINOS! – nossa mãe gritou provavelmente lá de baixo, fazendo nós dois olharmos pra porta automaticamente.
– Vamos. – bati em sua perna levantando e o mesmo me seguiu. Quando chegamos na sala e nossos pais riam.
– Que foi? – fui eu quem se pronunciou primeiro.
– Eu vou tocar agora pra vocês. – disse sorrindo e Harry arqueou as sobrancelhas.
– Tipo, agora? – perguntou ainda sem entender e nossa mãe respondeu.
– Sim, vamos? – nós fomos até a área da casa em que ficava o piano e o analisou maravilhada, abrindo a proteção.
– Que música vai tocar? – perguntei e ela sentou no banquinho e pegou o celular.
– Vocês vão ver. – arregaçou as mangas colocando uma música no celular e fechando os olhos por segundos, colocando as mãos sobre o piano.
Quando começou a tocar, vi o rosto de Harry iluminar, e eu apostava que era por descobrir qual era a música.

[Recomendo que coloquem para tocar, When I Was Your Man do Bruno Mars.]

Same bed, but it feels just/ A mesma cama, mas parece

A little bit bigger now/ Um pouco maior agora.

Our song on the radio/ Nossa canção no rádio

But it don’t sound the same/ Mas ela não soa como antes.

When our friends talk about you/ Quando nossos amigos falam sobre você

All that it does is just tear me down/ Tudo o que isso faz é me deixar pra baixo…

Cause my heart breaks a little/ Porque meu coração se parte um pouco…

When I hear your name/ quando eu ouço seu nome.

And all just sounds like/ E tudo soa como…

Ooh, ooh, ooh, ooh, ooh/ uuh, uuh, uuh, uuh

Bruno Mars era quem cantava, mas quem tocava era a , ela parecia tão leve fazendo isso que até nós ficávamos mais calmos. Como ela ficava concentrada e as vezes até fechava os olhos apreciando o piano era realmente uma coisa bonita.

Too young, too dumb to realize/ Jovem demais, tolo demais para perceber

That I should’ve bought you flowers/ Que eu deveria ter lhe comprado flores

And held your hand/ E segurado sua mão.

Should’ve gave you all my hours/ Deveria ter te dado as minhas horas.

When I had the chance/ Quando tive a chance.

Take you to every party/ Te levar a todas as festas.

Cause all you wanted to do was dance/ Porque tudo o que você queria era dançar.

Now my baby’s is dancing/ Agora meu amor está dançando

But she’s dancing/ Mas ela está dançando

With another man/ Com outro homem.

Todos prestavam atenção na performance, mas não parecia nem lembrar de que estávamos lá, não tinha errado nenhuma nota até agora e eu tinha quase certeza de que continuaria assim.

My pride, my ego/ Meu orgulho, meu ego

My needs and my selfish ways/ Minhas necessidades e meu jeito egoísta.

Caused a good strong woman like you/ Fizeram uma mulher boa e forte como você

To walk out my life/ Sair da minha vida…

Now I never, never get to clean up/ Agora nunca, nunca conseguirei limpar

The mess I made/ A bagunça que fiz.

And it haunts me/ E isso me caça

Every time I close my eyes/ Toda vez que eu fecho meus olhos.

It all just sounds like/ E tudo soa como…

Ooh, ooh, ooh, ooh, ooh/ uuh, uuh, uuh, uhh…

mexia as pernas no ritmo e mordia o lábio nervosa e eu não sabia se olhava para ela ou para Harry que estava babando.

Mm, too young, too dumb to realize/ Jovem demais, tolo demais para perceber

That I should’ve bought you flowers/ Que eu deveria ter lhe comprado flores

And held your hand/ E segurado sua mão.

Should’ve gave you all my hours/ Deveria ter te dado as minhas horas.

When I had the chance/ Quando tive a chance.

Take you to every party/ Te levar a todas as festas.

Cause all you wanted to do was dance/ Porque tudo o que você queria era dançar.

Now my baby’s is dancing/ Agora meu amor está dançando

But she’s dancing/ Mas ela está dançando

With another man/ Com outro homem.

Então o ritmo do piano ficou menos calmo e ficou ainda mais concentrada no que fazia.

Although it hurts/ Apesar de doer.

I’ll be the first to say/ Serei o primeiro a dizer.

That I was wrong/ Que eu estava errado.

Oh, I know I’m probably/ Oh, sei que provavelmente.

Much too late/ Estou muito atrasado.

To try and apologize for my mistakes/ Para tentar me desculpar pelos meus erros.

But I just want you to know/ Mas eu só quero que você saiba…

I hope he buys you flowers/ Eu espero que ele te compre flores.

I hope he holds your hand/ Espero que ele segure sua mão.

Give you all his hours/ Dê a você todas as horas dele.

When he has the chance/ Quando ele tem a chance.

Depois de poucos segundos de música, levantou o rosto e olhou para gente sorrindo um pouco envergonhada e nosso pai começou a bater palmas nos levando a fazer o mesmo.
– Você é boa! – mamãe disse e Harry não falou nada, provavelmente travado.
– É mesmo. – concordei falando e ela agradeceu saindo do banquinho.
– Sei que a música é meio nada a ver, mas é uma das que eu sei tocar, então… – explicou e Harry se pronunciou falando que não tinha nenhum problema.
– Ei… – entrou na sala do nada me assustando e rindo.
– Que susto. – falei e ela revirou os olhos.
– Deve ter se olhado no espelho. – brincou tentando ficar séria e eu devolvi.
– Não, foi justamente porque você chegou e eu tive que olhar pra sua cara sem preparação.
– Meninos… – meu pai repreendeu e antes de virar pra ele dei a língua pra recebendo o dedo do meio.
– Desculpa… – pediu fazendo uma careta.
– Tudo bem, ‘tô só brincando, podem zoar a vontade. – respondeu me fazendo rir.
– Como foi, ?! – foi em sua direção animada e eu só olhei quieto.
– Foi ótimo! Nós vamos tocar lá! – respondeu animada e pegou a mão de apertando.
– Parabéns, que dia vai ser? – abraçou e perguntou.
– Segunda. – disse olhando para nós. – Vocês vão, né? – questionou mordendo o lábio nervosa e eu e Harry olhamos para nossos pais.
– Que horas você vai tocar? – Nikki perguntou cruzando os braços.
– 16:00. – esclareceu receosa juntando as mãos com as da em pedido.
– Quero vocês aqui no máximo às 22:00, okay? – sentenciou soando preocupada e correu para abraçá-la.
– Voltamos até antes Nikki, obrigada. – agradeceu ainda abraçada a nossa mãe.
– Não precisa me agradecer, . – sorriu com ternura.
– Desculpa interromper o momento mas… agora, vamos comer? Já são 19:02. – Dom chamou nossa atenção e nós saímos da sala indo até a cozinha para nos servirmos.

22/02/2016
Segunda-feira
15:20
P.O.V Gianniotti
! VAMOS? – gritei no corredor, impaciente.
– JÁ VOU, ‘TÔ SÓ COLOCANDO A CAMISETA! – gritou de volta e eu bati o pé no chão entediada olhando o horário no celular.
Depois de alguns segundos, saiu do quarto apressada e veio até mim, estava com um conjunto todo escuro, mas não conseguia nem descrever o que ela estava usando, saia e cropped preto por baixo de outra camiseta de manga comprida, que era praticamente transparente por causa do modelo, e meia calça.
– Finalmente! Os meninos já estão lá na sala esperando. – quando a julguei pelo atraso a mesma revirou os olhos e sorriu.
– Estou nervosa… E também, não é tão fácil ficar bonitinha para uma apresentação. – apontou para mim justificando e eu passei meu braço por seu ombro a puxando para as escadas.
– Você já é bonitinha, docinho. – toquei seu nariz com o dedo indicador.
– Você é estranha, já te disseram? – olhou pra mim com uma careta e eu ri.
– E você paga de gótica, já te falaram? – brinquei e ela olhou pra própria roupa quando chegamos a sala e me olhou com os olhos arregalados.
– Sério? Eu ‘tô parecendo gótica?? Vou trocar. – disse já se virando para subir as escadas, mas antes eu segurei seu pulso.
– Eu ‘tô só brincando, para de ser paranoica. – reclamei e puxei seu braço indo até os meninos que mexiam no celular. – Vamos? – Dom nos deixou lá e já eram 15:45.
Então entramos e se encontrou com Simon e mais duas pessoas, uma menina e um menino.
– Meninos, essa é a Katherine e esse é o Liam. – apresentou e eles deram um aceno com a mão. – O Simon vocês já conhecem.
– Na verdade eu ainda não conhecia, mas tudo bem. – falei baixo e olhou para mim.
– Agora conhece. – Simon estendeu a mão e sorriu simpático.
– Bom, temos que arrumar os instrumentos… – disse e deu um beijo em minha bochecha dando um tchau pros meninos, indo em direção ao palco com os outros dois.
– Vamos sentar ali? – Harry perguntou apontando para a segunda mesa mais perto do palco e nós fomos até lá.
– Quais são suas expectativas para isso aqui ao vivo, jovens senhores? – Sam do nada colocou a mão fechada como um microfone na nossa frente e mudou a voz me fazendo rir.
– Eu acho que vai ser ótimo. – Harry disse e eu dei de ombros sem pensar em nada.
– Nossa, , vou contar pra que não tem fé nela. – Sam apontou acusadoramente e eu arregalei os olhos.
– Não faz isso não, mano! – brinquei dando um soco fraco em seu braço.
– Então me dá o dinheiro pra comprar bebida, porque eu tô sem. – estendeu a mão como se fosse pra eu dar e eu ri.
– Até parece! – aumentei o tom de voz e Harry revirou os olhos.
– Eu tenho o dinheiro aqui, se quiser vamos comprar agora. – falou com Sam e eles foram lá comprar bebida.
– Oi… tá sozinha aqui? – um menino perguntou e eu apontei para meu peito como se perguntasse se era comigo mesmo. – É, ‘tô falando com você…
– Não, não ‘tô sozinha. – esclareci soando normal.
– Com quem?
– Com meu pai e minha mãe. – brinquei. – Não vê que eu tenho 12 anos? Só esperando eles comprarem o whisky logo.
– Você é agressiva assim mesmo?
– Só com quem não conheço. E não fui agressiva. – franzi o cenho. – É verdade.
– Posso… – começou a frase mas antes de terminar, Harry e Sam chegaram com três cervejas long neck, já se sentando na mesa.
– Pode o quê ? – Harry perguntou grosseiro e o menino riu colocando as mãos para cima.
– Eu não sabia que ela tinha namorado, desculpa incomodar. – disse andando para o lado contrário sem nem me deixar contestar o que ele disse, então eu e Harry nos olhamos sem dizer nada, e eu senti que o clima ficou super estranho.
– Olha, eles vão começar. – Sam disse atraindo minha atenção e apontando pro palco.
– Oh… Hey. – tentava arrumar o pedestal e quando finalmente conseguiu olhou para frente. – Hoje vamos tocar algumas músicas para vocês. Esperamos que gostem – sorriu simpática e olhou pro lado como se pedisse para que começassem.
Liam estava com um baixo, com uma guitarra, Simon na bateria e Katherine no teclado.
Katherine começou a tocar e pouco depois começou a cantar olhando para nossa mesa.

[N/A: Recomendo colocarem para tocar, Our Own House dos MisterWives.]

Came in like the breeze/ Veio como a brisa.

I felt it in my knees/ Eu senti em meus joelhos.

Never will it leave/ Nunca isso irá deixar.

Each day it is retrieved/ E todo dia é recuperado.

A voz de era suave, mas mesmo assim uma voz diferente, marcante. Ela parecia apreciar muito sua performance e tinha seu jeito de cantar, mesmo com a guitarra pendurada em seu pescoço, segurava o microfone que estava no pedestal com confiança. Agora Liam tinha começado a tocar.

Seems like yesterday/ Parece que foi ontem.

Your eyes crept this way/ Os seus olhos se arrastaram dessa maneira.

Into my soul you stared/ Dentro da minha alma você começou.

And broke down every fear/ E quebrou cada medo.

Então nessa parte todos pararam e colocaram as mãos pro alto batendo palmas de acordo com o ritmo.

We built our own house, own house/ Nós construímos nossa própria casa.

With the hands over our hearts/ Com as nossas mãos sobre os nossos corações.

And we swore on that day/ E nós juramos naquele dia.

That it will never fall apart/ Que isso nunca quebrará.

Então pararam de bater as mãos e as abaixaram, cada um tocando um instrumento.

We built our own house, own house/ Nós construímos nossa própria casa.

With the hands over our hearts/ Com as nossas mãos sobre os nossos corações.

And we swore on that day/ E nós juramos naquele dia.

That it will never fall apart/ Que isso nunca quebrará.

A voz de já era mais precisa de analisar, as notas estavam altas e, particularmente eu estava surpresa. Ela cantava muito bem e tinha bastante presença no palco.

We’ll never fall apart/ Nós nunca vamos quebrar.

We’ll never fall apart/ Nós nunca vamos quebrar.

With the hands over our hearts/ Com as nossas mãos sobre os nossos corações.

We’ll never fall apart/ Nós nunca vamos quebrar.

não prestava muita atenção na plateia como no começo, e sim em tocar a guitarra com os acordes certos, as vezes olhava pra frente e desviava o olhar para guitarra, mas nunca parava de cantar incrivelmente bem.

Wake up to the sun/ Acorde para o sol.

Clouds always come undone/ Nuvens sempre surgem inacabadas.

You give the light I need/ Você me da a luz que eu preciso.

Like water to the seed/ Como água para a semente.

Read it in a tale/ Leia numa história.

One too tall to be real/ Isso é muito distante para ser real.

And prove wrong it seems/ E provando que estou errada, parece que…

A heart can truly gleam/ Um coração pode verdadeiramente brilhar.

fechou os olhos provavelmente torcendo para não desafinar, o que realmente não fez.
e Katherine continuaram tocando seus instrumentos mas os outros bateram palmas novamente.

We built our own house, own house/ Nós construímos nossa própria casa.

With the hands over our hearts/ Com as nossas mãos sobre os nossos corações.

And we swore on that day/ E nós juramos naquele dia.

That it will never fall apart/ Que isso nunca quebrará.

We built our own house, own house/ Nós construímos nossa própria casa.

With the hands over our hearts/ Com as nossas mãos sobre os nossos corações.

And we swore on that day/ E nós juramos naquele dia.

That it will never fall apart/ Que isso nunca quebrará.

We’ll never fall apart/ Nós nunca vamos quebrar.

We’ll never fall apart/ Nós nunca vamos quebrar.

With the hands over our hearts/ Com as nossas mãos sobre os nossos corações.

We’ll never fall apart/ Nós nunca vamos quebrar.

parou de tocar e colocou as mãos no microfone, sua voz tomou um tom diferente assim como o ritmo.

Take it all, take it away/ Pegue tudo e jogue fora.

We’ll still have the undying/ Nós ainda teremos o imortal.

Love that is beating/ O amor que está batendo.

Till our lungs stop breathing/ Até que nossos pulmões parem de respirar.

Take it all, take it away/ Pegue tudo e jogue fora.

We’ll still have our riches/ Nós ainda teremos nosso tesouro.

No need for stitches/ Não precisa de suturas.

‘Cause love mends the pain/ Porque o amor repara a dor.

Katherine começou a cantar como segunda voz, deixando a música realmente legal.

Take it all, take it away/ Pegue tudo e jogue fora.

(Love mends the pain)/ O amor repara a dor.

Take it all, take it away/ Pegue tudo e jogue fora.

(Love mends the pain)/ O amor repara a dor.

Take it all, take it away/ Pegue tudo e jogue fora.

(Love mends the pain)/ O amor repara a dor.

Take it all!/ Pegue tudo!

alcançou a nota mais alta e sorriu pra mim dando um pulo pra complementar o feito.

We built our own house, own house/ Nós construímos nossa própria casa.

With the hands over our hearts/ Com as nossas mãos sobre os nossos corações.

And we swore on that day/ E nós juramos naquele dia.

That it will never fall apart/ Que isso nunca quebrará.

We’ll never fall apart/ Nós nunca vamos quebrar.

We’ll never fall apart/ Nós nunca vamos quebrar.

With the hands over our hearts/ Com as nossas mãos sobre os nossos corações.

We’ll never fall apart/ Nós nunca vamos quebrar.

parou de cantar mas continuou tocando e depois de alguns segundos a música acabou. Os integrantes da banda se olharam e riram animados, todos bateram palmas pela performance e gritaram para tocarem outra, inclusive nossa mesa.
Depois de mais algumas músicas, e alguns casais dançando na pista pequena que lá tinha, eles encerraram e vieram para nossa mesa.
– Vocês viram aquilo? Fomos incríveis! – chegou toda animada e quase gritando, talvez não muito porque já tinha gastado bastante de sua voz por um dia.
– Precisamos de um nome, para quando formos famosos, sabe? – Simon perguntou entrando na onda.
– Sim, era isso que eu estava pensando. – Liam respondeu e Katherine riu.
– Depois decidimos isso. Agora eu tenho que ficar um pouco com eles, mas vocês podem acertar lá o cachê e os horários que ainda vamos tocar aqui? – perguntou e eles assentiram. – Depois sentem aqui, vamos conversar!
Então a menina se virou para nós e pegou a cadeira sentando e suspirando.
– O que acharam? – perguntou sorrindo e eu me preparei para mentir, olhando para as minhas unhas.
– Quer que eu fale a verdade? – questionei e concordou freneticamente com a cabeça. – Acho que eu esperava mais, sabe? Vocês foram bem, mas podem melhorar. – menti séria e o olhar de abaixou, Harry riu poucos segundos depois.
, pode parar de zoar, a menina quase chorou aqui. – Harry me entregou e levantou o olhar percebendo a brincadeira e dando um tapa no meu braço.
– Idiotas! O que acharam de verdade?
– Foi incrível, . – falei sincera e a mesma sorriu.
– Eu concordo com a , você tem muito talento. – Harry disse e todos olhamos para Sam.
– Eu não consigo descrever o que achei, foi muito legal, te ver lá e ouvir sua voz. – respondeu finalmente e abraçou ele de lado.
– Sam teve um infarto agora. – Harry se virou para mim e disse zoando os dois pelo abraço. Mas ao invés de pensar que era verdade, tudo o que me veio a cabeça foi “se você me abraçasse desse jeito, também teria um infarto”.
– Sim… – ri, fingindo entrar na brincadeira e abaixei o rosto para não olhar para Harry, porque senti que se o olhasse e ele percebesse, iria saber o que eu estava pensando e eu agora estava com vergonha, mas não sabia se olhava para me fingir de indiferente, ou não olhava para não dar brecha.
– “Sim…”, o que foi isso? – perguntou sorrindo e eu olhei com raiva pra ela. Era possível que só pela minha fala ela tivesse percebido? Ou eu que estava muito paranoica com tudo?
– Ué, quando uma pessoa concorda com o que a outra diz geralmente a gente fala “sim”. – falei torcendo pra ela parar de me encher o saco.
– Ei, gente, vamos beber? – Simon chegou na mesa com cervejas e todos sentaram, conversando até o horário dar e todos terem que ir.

 

23/02/2016
Terça-feira
13:16
P.O.V Hoffmann
Era a primeira vez que eu estava sozinha na casa em 15 dias, e a sensação era realmente ruim, a maioria das pessoas esperariam por isso, ficar sozinho em casa sem ninguém para regular suas ações. Mas para mim não tinha prazer nenhum, Dom e Nikki estavam no trabalho, Harry e Sam tinham saído para comprar comida, Paddy na escola e no curso.
O tédio era palpável, eu estava no ciclo vicioso de olhar para os lados e checar meu celular a cada 2 minutos. Nada no celular estava me agradando, e os amigos da Alemanha, nenhum respondia, já tinha mandado umas 24 mensagens para Isadora, minha melhor amiga, mas o último visto dela tinha sido há 3 horas atrás, o que me fez desistir.
Simon, Katherine e Liam também já tinha chamado, mas literalmente ninguém me respondia. Eu estava no quarto, deitada e suspirando pensando no que poderia fazer, mas nada me vinha a mente… Até que olhei para minha escrivaninha e avistei meu fone.
Era isso! Música!
Levantei da cama e peguei o fone, o conectando com o celular e procurando alguma música animada. Assim como no quarto de , o meu também tinha um espelho, então só para fazer palhaçada, me pus à frente dele e coloquei a música.
[Recomendo que coloque agora para tocar Umbrella da Rihanna.]
Antes da letra começar me analisei no espelho, minhas roupas eram mais leves porque o dia estava quente, meu rosto estava normal, como todos os dias, e o meu cabelo estava solto.
A letra começou e eu ri, começando a mexer o corpo tímida, não querendo passar tanta vergonha sozinha.

You have my heart/ Você tem meu coracão.
And we’ll never be worlds apart/ E nós nunca estaremos em mundos separados.
Maybe in magazines, but you’ll still be my star/ Talvez nas revistas, mas você ainda será minha estrela.
Eu ao invés de cantar a música, em frente ao espelho, dublei, com o celular representando um microfone, logo saindo da frente do espelho e continuando a dublar só que com os olhos fechados.
Baby ‘cause in the dark, we can’t see shiny cars/ Amor porque na escuridão podemos ver carros brilhantes.
And that’s when you need me there/ E é quando você precisa de mim lá.
With you I’ll always share/ Estarei sempre com você.
Because…/ Porque…
Ali comecei a me soltar mais e dançar animada com a melodia da música.
When the sun shines, we’ll shine together/ Quando o sol brilhar, nós brilharemos juntos.
Told you I’ll be here forever/ Jurei que estaria aqui para sempre.
Said I’ll always be your friend/ Disse que sempre serei sua amiga.
Took an oath I’mma stick it out ‘till the end/ Fiz uma promessa vou manter isso até o fim.
Now that it’s raining more than ever/ Agora que está chovendo mais do que nunca.
Know that we’ll still have each other/ Sei que ainda temos ainda um ao outro.
Mexer os braços e as pernas era o que eu mais fazia, e não queria nem assistir a cena, porque apostava que estava ridícula.
You can stand under my umbrella/ Você pode ficar debaixo do meu guarda-chuva.
You can stand under my umbrella/ Você pode ficar debaixo do meu guarda-chuva.
Ella ella eh eh eh/ (Ella ella eh eh eh)
Under my umbrella/ Debaixo do meu guarda-chuva.
Ella ella eh eh eh/ (Ella ella eh eh eh)
Under my umbrella/ Debaixo do meu guarda-chuva.
Ella ella eh eh eh eh eh/ (Ella ella eh eh eh)
Abri os olhos e arrumei meu cabelo, subindo na cama ainda ajoelhada.
These fancy things/ Essa coisa de fantasia.
Will never come in between/ Nunca atrapalharão.
You’re part of my entity/ Você é uma parte da minha existência.
Here for infinity/ Agora e sempre.
When the war has took it’s part/ Quando o mundo nos separou.
When the world has delt it’s cards/ Quando o mundo fez isso acontecer.
If the hand is hard, together we’ll mend your heart/ Se a missão é dura, juntos consertaremos nossos corações.
Because/ Porque…
Fiquei em pé na cama e pulei umas duas vezes, só para continuar a dançar de acordo com o ritmo.
When the sun shines, we’ll shine together/ Quando o sol brilhar, nós brilharemos juntos.
Told you I’ll be here forever/ Jurei que estaria aqui para sempre.
Said I’ll always be your friend/ Disse que sempre serei sua amiga.
Took an oath I’mma stick it out ‘till the end/ Fiz uma promessa vou manter isso até o fim.
Now that it’s raining more than ever/ Agora que está chovendo mais do que nunca.
Know that we’ll still have each other/ Sei que ainda temos ainda um ao outro.
You can stand under my umbrella/ Você pode ficar debaixo do meu guarda-chuva.
You can stand under my umbrella/ Você pode ficar debaixo do meu guarda-chuva.
Ella ella eh eh eh/ (Ella ella eh eh eh)
Under my umbrella/ Debaixo do meu guarda-chuva.
Ella ella eh eh eh/ (Ella ella eh eh eh)
Under my umbrella/ Debaixo do meu guarda-chuva.
Ella ella eh eh eh/ (Ella ella eh eh eh)
Under my umbrella/ Debaixo do meu guarda-chuva.
Ella ella eh eh eh eh eh/ (Ella ella eh eh eh)
Quando a parte calma ia começar para ir pra minha parte preferida, alguém abriu a porta me assustando e quase me fazendo cair da cama, então caí sentada nela.
Tirei meus fones cortando a música e olhei para a porta, onde um homem que eu nunca tinha visto antes estava. Nós dois nos olhamos por literalmente 1 segundo, mas então eu gritei com medo, ele tinha invadido a casa?
Me coloquei em pé no chão e me afastei, procurando alguma coisa para me defender, enquanto o homem me olhava assustado.
– Quem é você?! – perguntei ainda com medo mas tentando manter a voz em um tom alto. Como não tinha achado nada para me defender devidamente, peguei o abajur perto da cama e o segurei com as duas mãos.
– Eu que te pergunto! Você é mais uma fã maluca? – perguntou de volta alarmado, e colocou as mãos em frente ao corpo como defesa.
– Fã? Você é maluco! Invade casas e pergunta se os moradores delas são fãs? – só firmei as mãos no abajur e olhei para o celular que estava em cima da cama, o certo agora era chamar a polícia certo?
– Invadir? Eu moro aqui! Você que está invadindo! – aumentou o tom indignado.
– Não venha com joguinhos. – peguei o celular com uma mão e com a outra continuei segurando o abajur, para discar o número da polícia.
– Ei, ei! O que está fazendo? – perguntou dando dois passos para perto ainda com as mãos em frente ao corpo.
– Não chegue perto de mim. – avisei o ameaçando com o abajur, e então ele parou onde estava. – Estou chamando a polícia!
– Você é louca? Chamando a polícia pra você? Eu já disse que a casa é minha, tem problemas mentais? – questionou como se realmente acreditasse nisso e eu ri sarcasticamente.
– Você que.. – tentei dizer mas o barulho da porta de lá de baixo se fez presente e eu suspirei aliviada, mas ainda sem soltar o abajur. – ALGUÉM?! – gritei o mais alto que pude e o homem colocou as mãos nos ouvidos os tampando.
– O que aconteceu?! – Harry e Sam chegaram no quarto correndo e pararam na porta olhando para mim e para o homem com rostos impassíveis.
Depois de alguns milésimos eles se entreolharam e começaram a rir me fazendo franzir o cenho.
– O que está acontecendo aqui?? – Sam perguntou ainda rindo e eu fiquei ainda mais confusa.
– Eu que pergunto, Sam! Viajei até aqui pra fazer uma surpresa pra minha família, e encontro essa mulher dentro do meu quarto! É amiga sua? – conversou com Sam indignado e meu cérebro literalmente travou, ele era Thomas? Irmão mais velho?
– Eu… Eu não… – Sam tentou falar mas não conseguiu porque não parava de rir. Então eu coloquei o abajur no lugar com raiva, percebendo que o “homem” não era uma ameaça.
– Harry… – falei seu nome com repreensão e o mesmo olhou para mim e parou de rir aos poucos.
– Tom, , Tom. – apontou para nós dois apresentando cada um. Thomas se virou para mim me olhando com interrogação e eu fechei os olhos batendo a mão na testa. É, ele era Thomas.
– Então… Ela é amiga de vocês? – perguntou mais uma vez e eu abri os olhos e apontei pros dois com a mão como se fosse para eles explicarem.
– Mais ou menos… – Sam respondeu mexendo a mão correspondente a expressão.
– Então, é namorada de algum de vocês? – Thomas ficou confuso e eu ri forçado.
– Sim! É isso mesmo. – Sam disse de prontidão e veio até mim colocando o braço por meus ombros.
– Sam, dá pra parar? – revirei os olhos e peguei seu braço o tirando de meus ombros me virando para Thomas novamente. – Sou a intercambista. – revelei sem estender a mão nem nada, porque achei que seria estranho depois de tudo.
– Quê? – Thomas perguntou e riu. – Como assim, intercambista?
– Quando uma pessoa de outro país quer ter um estudo melhor, ela… – tentei explicar sarcasticamente mas Thomas me olhou com seriedade e interrompeu minha explicação.
– Eu sei o que é intercâmbio, quero saber como papai e mamãe fizeram isso sem me avisar? – se voltou para Sam e Harry e eu me encolhi, tendo consciência de que estava sobrando.
– Se ele ficou assim conhecendo uma, imagina quando conhecer . – Harry disse para Sam, que no meio da frase já fez sinais para ele parar de falar, só que não foi entendido.
– Tem mais de uma?! – Thomas questionou assustado e Harry fez uma careta.
– Iiii, desculpa. – pediu e se encolheu como eu.
– Os nossos pais estavam solitários com tudo o que estava acontecendo e então se candidataram como host family, mas não avisaram pra não se preocupar, entende? – Sam tentou explicar e eu olhei para ele com os olhos arregalados e dei um tapa em seu braço, como ele melhoraria as coisas com esse discurso??
– Sério? Eu… eles deveriam ter falado comigo. – Thomas disse abaixando a cabeça e eu realmente senti pena por um momento.
– Tom… estamos realmente felizes que tenha nos feito essa surpresa, quando mamãe e papai chegarem irão pular de alegria, daí conversamos, okay? – Harry disse e Thomas concordou.
– Bom, eu diria que foi um prazer conhecer você, mas seria estranho depois de tudo. Chegar em casa e achar uma mulher desconhecida tendo um momento na sua cama não é exatamente o usual. – Thomas explicou olhando para mim e eu concordei rindo, mas para estragar tudo Sam se virou para mim e arregalou os olhos me fazendo franzir o cenho.
– Tendo um momento?! – praticamente gritou e eu revirei os olhos, dando um tapa em sua nuca.
– Não esse tipo de momento, seu idiota! – expliquei com raiva e o mesmo arqueou as sobrancelhas.
– Que tipo de momento, então? – perguntou e Thomas olhou para mim pronto para falar, mas eu corri até ele e coloquei a mão em sua boca.
– Desculpa pela invasão de espaço, mas se você falar vou ter que te matar. – avisei séria e o mesmo assentiu com a cabeça, então tirei a mão e ele sorriu.
– Okay. – levantou as mãos como se não contestasse e Sam ficou ainda mais curioso.
– Vocês não vão me dar um abraço? – Thomas perguntou para os irmãos e eu saí do caminho para eles se abraçarem.
P.O.V Gianniotti
14:50
Cheguei em casa do curso cansada, hoje para um trabalho tivemos que andar bastante e isso me desgastou.
Quando entrei na casa avistei um homem no sofá e fiquei um pouco confusa.
– Oi… quem… – tentei perguntar mas o homem levantou e veio até mim estendendo a mão.
– Sou Tom, o irmão mais velho.
– Aahh… Oi. – cumprimentei e sorri gentilmente.
– É um prazer. – disse educado e milhões de questões vieram em minha mente, Dom e Nikki nunca falavam muito sobre ele.
– O prazer é todo meu. – respondi tentando me distrair e fui até , sentando ao seu lado no sofá.
– Nós vamos subir, okay? Dom e Nikki já estão chegando e não queremos atrapalhar a conversa. – disse me puxando pela mão.
– Ele chegou do nada? Por que ninguém nos avisou? – perguntei sussurrando, com medo de ouvirem já que ainda estávamos na escada, até que chegamos no meu quarto e ela fechou a porta.
– Ele veio de surpresa… Cara, você não vai acreditar no que aconteceu. – disse colocando as mãos no rosto e sentando na cama.
– Que foi? – perguntei curiosa mas não recebi nenhuma resposta, então repeti chacoalhando o corpo de . – Hein? Que foi??
– Hoje eu fiquei sozinha em casa, né… – começou a dizer mas parou, e usando essa brecha eu sentei do seu lado acompanhando.
– Tá… – a incentivei a continuar e ela sorriu envergonhada.
– Então, como eu estava entediada coloquei música e ouvi de fone. – parou de novo e eu olhei para ela séria.
– Para de enrolar e fala, ! Desembucha! – pedi e a mesma resmungou.
– Daí eu comecei a dançar e subi na cama. – ao invés de se interromper eu que interrompi dessa vez, só que rindo e recebendo um olhar raivoso de .
– Desculpa… – pedi ainda rindo um pouco e tentando afastar a imagem de dançando em cima da cama de minha cabeça. – Continua, por favor.
– Não vou mais falar também. – disse cruzando os braços e eu revirei os olhos.
– Fala logo vai. Sou sua única amiga aqui para ouvir das suas vergonhas, então aproveita. – abri os braços e a mesma ignorou continuando.
– Enquanto eu dançava na cama… – explicou fazendo gestos com as mãos e eu concordei com a cabeça, não vendo onde aquilo era interessante para se falar. – Thomas entrou no quarto e eu pensei que ele fosse um ladrão. – completou a última parte com vergonha e eu não me aguentei, dei uma gargalhada alta.
– Tá de brincadeira. – falei mesmo sabendo que era sério. – Melhor dia de intercâmbio! – comemorei alto e me encheu de tapas antes de se lamentar.
– Eu não sabiaa… Eu tava sozinha em casa, o que era pra eu pensar? – perguntou se deitando na cama e resmungando.
– Seu cérebro não funciona não, ? – a cutuquei e a mesma levantou se sentando novamente e me olhando com ironia.
– Senhora, , falando de mim? Onde já se viu ser mais lerdo que você, minha filha? Não vem falar de mim não. – retrucou com raiva e eu arregalei os olhos.
– Nossa, sua grossa. ‘Tava brincando só. – respondi calma.
– Vai brincar com a sua mãe! Tô falando da vergonha que eu passei e você vem aqui zoar da minha cara. – disse suspirando e eu sorri.
– Vem cá, bebê, não fica triste. – a puxei para um abraço e ela não relutou, mas também não correspondeu.
– Vocês são todos idiotas. – constatou saindo do abraço e eu nem discordei.
– Vocês quem? – perguntei e ela olhou pra mim deitando de novo.
– Você, Harry, Sam. – respondeu contando nos dedos e eu concordei com a cabeça.
– E o menino novo…? – questionei assistindo dar de ombros.
– Nem conheço. – explicou e eu assenti, ouvindo o barulho da porta de baixo se abrir.
– Eles chegaram. – falei pra e ela concordou com a cabeça.
– É, eu não sou surda. – respondeu e eu suspirei.
– Vou te pedir pra sair do meu quarto, você tá muito grossa. – avisei levantando e apontando para porta e me puxou de volta pra cama.
– Nãooo. Desculpa. – pediu fazendo beicinho e eu revirei os olhos.
– Você também é bem bipolar. – indiquei e ela sorriu, afirmando inconscientemente o que eu havia dito.
– Aham. – balançou a cabeça fofamente e eu apertei sua bochecha. – O que vamos fazer enquanto eles conversam?
– Não sei você, mas eu vou dormir. – respondi deitando na cama com o corpo todo mole.
– Nãoo, conversa comigo! – chacoalhou meus braços e eu resmunguei de olhos fechados.
– Eu tô cansada, a gen… – tentei explicar mas me pegou pelos braços e me levantou, fazendo meu corpo ficar sentado. Ela era bem mais fortinha do que a aparência dela mostrava.
– Pena que eu não ligo, abre os olhos, vai morta. – pediu ainda segurando meus braços para que meu corpo que ainda estava mole não caísse na cama de novo.
– Eu quero dormirr.. – resmunguei balançando meu corpo minimamente, sem abrir os olhos.
– Se não parar com essa palhaçada eu falo tudo que já conversamos sobre o Harry pra ele. – disse indiferente e eu abri meus olhos alarmada e arrumei a postura na mesma hora.
– Você não faria isso. – semicerrei os olhos e devolveu o olhar como se me desafiasse a testá-la.
– Se é nisso que você acredita.. – me soltou e olhou para as próprias unhas, como se estivesse entediada.
– Você é a pior amiga que já tive, sabia?
– Não. Eu sou a amiga que mais sabe jogar, é diferente. – respondeu me olhando e eu suspirei.
– Sobre o que quer conversar? – perguntei de prontidão cruzando os braços e sorriu mudando totalmente.
– Sobre o motivo de você ainda não ter conversado com Harry.
– Ah, não, não, não. – neguei com a cabeça e mexi as mãos nem acreditando que ela viria com esse assunto de novo. – Já é a sétima vez que você tecla nisso!
– Você fica contando quantas vezes já conversamos sobre isso? É realmente importante pra você, hein. – apontou e eu revirei os olhos, não importa o que eu dissesse, sempre conseguia contornar do jeito dela.
– Você sabe que..
– Me responde logo, , ou eu que vou lá conversar com ele sobre seus sentimentos. Vocês precisam parar de enrolar! – avisou e eu olhei de relance.
– Eu já expliquei dez mil vezes que não falo com ele porque ele me vê como host sister! – respondi e riu falsamente.
– E eu já te expliquei dez mil vezes que ele não te vê desse jeito! Só vai acreditar quando ele te falar, não é? – perguntou cansada e eu assenti com a cabeça envergonhada. – Então se quer ouvir isso dele, tem que arriscar.. – disse pegando minha mão.
– Por que se importa tanto com minha relação com Harry? – questionei rindo desacreditada.
– Porque os dois se gostam! Pra quê deixar isso reprimido se podem fazer algo sobre? – explicou sincera e eu sorri segurando sua mão.
– Se pensa assim por que disse que não se envolveria com ninguém para não atrapalhar seus estudos? O meu caso é assim também. – falei tentando fugir do assunto mas me olhou séria.
– O seu caso não é assim, e não me coloque no meio. Sobre isso… Eu disse que não me envolveria por diversão, mas se aparecesse alguém que gostasse de mim como Harry gosta de você e fosse recíproco, é claro que eu não iria desperdiçar! – era até chato como nunca desistia e sempre tinha os argumentos.
– Sinto muito, poeta Hoffmann, mas eu não vou conversar com ele, e se me respeita, não vai fazer nada sobre isso, okay?
– Como você é teimosa, ! – reclamou jogando a cabeça pra trás, me fazendo rir.
– Pra isso sou e vou ser até o fim. Eu e Harry não vamos acontecer. – falei séria e sorriu.
– Isso é o que iremos ver.
– Acha que eles já terminaram de conversar? – perguntei realmente querendo desviar o assunto.
– Podemos ir checar. – respondeu e nós levantamos e abrimos a porta lentamente para não fazer barulho, o que incrivelmente deu certo.
Descemos alguns degraus para ver se não estava acontecendo nada de importante, mas nisso sem querer fomos vistas e tentamos subir novamente, ouvindo nossos nomes serem gritados.
– Ei! , ! – Harry chamou e olhou pra mim com uma careta e pediu silenciosamente para eu descer primeiro, então o fiz.
– Hey… – cumprimentei meio nervosa e logo desceu sorrindo, também nervosa.
– Por que estão assim? – Sam que estava na mesa de jantar com o resto da família perguntou e eu fechei os olhos momentaneamente.
– É que não queríamos interromper nada, se quiserem que a gente suba de novo, é só dizer. – respondeu e Nikki levantou de prontidão negando com a cabeça.
– Olha, essa conversa é em parte de vocês, não queremos que se sintam excluídas. São praticamente da família agora. – segurou nossas mãos e sorriu.
– Nikki… – tentei falar mas ela negou com a cabeça.
– Sim… fazem apenas 15 dias. – respondeu com tédio e eu e rimos fraco. – Mas mesmo assim nós já sentimos um carinho enorme por vocês! Não estão se intrometendo, só estão fazendo a obrigação de vocês e se encaixando. Não precisam se preocupar com isso.
sem se segurar depois de alguns segundos quase pulou em Nikki e a abraçou me fazendo rir com a fofura da cena.
, vem aqui. – me chamou pro abraço e eu tentei hesitar, mas quando Nikki me puxou eu não consegui e entrei no abraço.
– Eu gosto muito de você, Nikki. – falei baixinho.
– Vocês podem parar? Eu vou chorar. – Sam se pronunciou zoando e nós saímos do abraço olhando para ele com caretas, até que foi em sua direção e o abraçou, toda afetuosa.
– Eu também gosto muito de você, Sam. – deu um beijo em sua bochecha e Sam nem conseguiu zoar, só sorriu e abraçou de volta.
– Não vai me abraçar, ? – Harry me perguntou de repente, abrindo os braços e arqueando as sobrancelhas me deixando sem saber o que fazer.
– Vai lá. – Nikki tocou no meu braço e me aconselhou a ir, então timidamente eu andei até ele e o abracei colocando o rosto na curvatura de seu pescoço.
– Eu gosto muito de você, . – sussurrou em meu ouvido e eu suspirei, como ouvir isso tão perto dele sem arrepiar?
– Eu também gosto muito de você, Harry… – repeti o que disse com a voz falha e Harry deu um sorriso grande ainda me apertando.
– E eu? – Dom perguntou no meio de tudo aquilo e eu e olhamos para ele enquanto Nikki ia abraçá-lo. Eu ia ir pra abraçar ele mas Harry me segurou e se soltou de Sam indo até lá e passando por mim me tranquilizando.
– Eu vou lá, fique tranquila com seu futuro namorado. – sussurrou e eu tive certeza de que Harry ouviu, mas ninguém falou nada, provavelmente para não ter um clima estranho.
Depois de abraçar Dom, foi até Tom parando em uma distância normal. Foi uma cena bem engraçada, os dois se olharam e então abriram os braços para se abraçar, mas não chegaram a fazer e então se distanciaram de novo e apertaram as mãos.
– Não vai me soltar? – perguntei olhando para Harry, enquanto o mesmo olhava de volta, mantendo o contato visual.
– E por que eu faria isso? – devolveu a pergunta e eu me calei, voltando meu rosto a seu pescoço e sorrindo idiota.
Como era possível gostar tanto de um host brother como eu gostava do meu?
24/02/2016
Quarta-feira
18:00
P.O.V Hoffmann
Depois dos abraços ontem, todos tiveram uma longa conversa, e eu e descobrimos que Thomas era famoso. Por isso, não podíamos trazer ninguém desconhecido pra casa enquanto ele estivesse ou até quando ele não estivesse.
Estava fazendo ainda mais sucesso por ter sido escolhido para fazer o Homem Aranha, o que realmente fez minha mente girar, era meu super herói preferido e eu não podia nem perguntar sobre, eu realmente queria me aproximar, mas acho que levaria um tempo até perder a vergonha.
… – Nikki veio até mim e fez a careta que sempre fazia quando ia me pedir algo, me levando a rir fraco.
– Pode pedir, não precisa se preocupar. – a tranquilizei e ela suspirou aliviada.
– Pode ajudar Paddy com a lição? – perguntou juntando as mãos e eu assenti com a cabeça. – Muito obrigada.
– De nada, Nikki. – respondi rindo e ela saiu da sala indo pra cozinha. Paddy estava no quarto e eu sabia porque havia visto ele subir, então fui até lá e bati na porta, esperando.
– Oi, , que foi? – Paddy abriu a porta e me cumprimentou ainda de uniforme.
– Vim ver como você tá com a sua lição, posso entrar? – perguntei e ele saiu da frente da porta me dando passagem.
– Tá difícil, não sou bom em matemática… – disse rindo e eu sentei em sua cama, perto da mesa onde estava o livro.
– Posso te ajudar? Estou sem nada pra fazer. – lamentei e o mesmo assentiu com a cabeça. – Olha, isso daqui é bem fácil, você só precisa considerar e somar, tá vendo? – expliquei escrevendo os números e tendo total atenção de Paddy.
– Ah, assim? – perguntou fazendo o exercício e eu sorri.
– É, assim mesmo, Paddy. – o parabenizei e levantei a mão pra fazer um high five.
– Tem outro exercício, calma. – Paddy disse folheando o livro e eu peguei a cadeira a colocando perto dele, sentando na mesma, pra ajudar.

18:16
Tínhamos acabado a lição e descido, para esperar o jantar, mas nisso eu tive que sentar do lado de Tom no sofá, o que realmente me incomodou. Tentei até sentar no chão dizendo que estava muito apertado lá com todo mundo, mas Paddy me segurou e disse pra eu ficar do lado dele, então não consegui.
– Então… . – tentei chamá-la me curvando para olhar seu rosto mas ela nem ligou, estava entretida demais conversando com Harry. Suspirei não tendo o que fazer e Tom se encolheu parecendo desconfortável.
– Sam… – chamei e ele virou arqueando as sobrancelhas, como se perguntasse o que eu queria. – Pode trocar de lugar com o Tom? Preciso conversar com você sobre uma coisa séria. – então olhei pra Tom pedindo silenciosamente e ele levantou as mãos sem discutir e trocou com Sam.
– Oi, sobre o que quer conversar? – perguntou sorrindo.
– Então..
P.O.V Tom Holland
19:34
Era realmente chato se sentir um intruso em sua própria casa por causa de uma pessoa só, era como eu me sentia em apenas um dia convivendo com . era extremamente simpática mesmo que com timidez e esbanjava arrogância quando ficava perto de mim, não falava comigo e nem se importava, e isso me deixava extremamente desconcertado, como antes do jantar que pediu para eu sair de perto dela não tão indiretamente.
Eu tinha consciência do que tinha acontecido ontem e sabia que tinha sido muito estranho, mas porque ela não podia tentar agir com gentileza? Eu tinha feito algo rude pra ela?
Esperava que isso mudasse porque sei que em um dia não dá para concretizar coisas do tipo, mas realmente me deixava incomodado. Ela tinha ficado com o meu quarto e entrado na minha família, o mínimo que podia fazer é ser educada, né?
Pensar nisso me levou a me auto julgar, por que eu estava tão desconfortável se fazia só um dia? Iria melhorar, eu tinha que acreditar nisso.
P.O.V Gianniotti
19:35
Jogar videogame era uma coisa que eu realmente gostava, mas jogar com Harry, o que já me deixava nervosa um jogo que nunca tinha visto ou jogado antes, era realmente frustrante.
– Não! , você tem que segurar assim olha. – Harry me explicou pela segunda vez mexendo no próprio controle como era o correto, então franzi o cenho e ele chegou perto passando os braços por mim e juntando nossas mãos para mostrar.
– Entendeu? – perguntou enquanto eu olhava para seu rosto aproveitando sua distração. Tentei raciocinar mas Harry levantou o rosto antes e eu tive que desviar o olhar.
– Eu não quero mais jogar, Harry. – me soltei dele e levantei com o objetivo de ir para meu quarto, mas Harry não deixou e me puxou pela mão.
– Você está aprendendo, calma. – disse dócil e eu assenti, sentando novamente, toda idiota. Gostar de alguém era uma droga, com muitos efeitos colaterais ruins. – Eu vou te guiar, e depois você tenta fazer sozinha, okay?
Então ele colocou os braços em volta de mim novamente e meu coração acelerou, o que realmente me deixou paranoica, e se ele percebesse?
Ele me guiou e afastou as mãos ainda com os braços em volta pedindo para que eu tentasse sozinha, mas eu ainda sentia minhas mãos formigando pelo toque, então fiz e consegui.
– Viu, conseguiu! – me parabenizou sorrindo e eu me virei para ele animada.
– Era como se você ainda estivesse me guiando. – expliquei e recebi um olhar demorado. – Será que eu teria conseguido sem ajuda?
– Claro que teria conseguido. Eu só persisti pra te ajudar com isso, pra ficar perto de você. – revelou sorrindo sem vergonha nenhuma, fazendo meu coração acelerar de novo, eu poderia surtar por isso? Ou não era nada?
– Como assim? Sempre pode ficar perto de mim… – eu não sabia nem como tinha conseguido formular a frase, mas fiz com a voz fraca do mesmo jeito.
– A gen… – tentou dizer mas Tom desceu na hora fazendo nós dois virarmos para a escada.
– Oi… – cumprimentou de longe, vindo até a gente e sentando no sofá com uma distância normal.
– Tom! O que está fazendo aqui? – Harry perguntou meio estranho e eu me mexi fazendo ele perceber que ainda estava com os braços em volta de mim.
– Oh, estou atrapalhando algo? – percebeu como estávamos e perguntou envergonhado, me fazendo negar freneticamente com a cabeça.
– Claro que não, quer conversar? Ou fazer algo? – questionei tentando me enturmar com ele e ele sorriu concordando com a cabeça.
– Eu estava pensando em Just Dance. – disse mexendo no cabelo e eu ouvi um riso de Harry.
– Você sabe que eu sou horrível nesse jogo. – resmungou e jogou as costas no sofá.
– Vamoss, para se divertir! – pediu para Harry e eu sorri.
– Eu topo. – falei e levantei. – Vou chamar Paddy, Sam e . – anunciei indo até a escada mas Tom segurou minha mão fazendo uma careta.
– Sei que é chato pedir isso, mas pode não chamar a ? – perguntou e eu franzi o cenho, levando ele a continuar, explicando. – Ela está meio desconfortável com o que aconteceu ontem e eu quero respeitar o espaço dela, é só hoje.
O que ele me pediu realmente foi difícil de realizar, a explicação não tinha me comprado muito. Então Tom não ia muito com a cara da ? Era isso?
Engraçado, Tom parecia ser o típico inglês simpático que gosta de chá e cachorros, por que não iria com a cara da ?
Fui chamar Paddy e Sam e nós explicamos porque não chamamos quando todos já estavam na sala. Colocamos o jogo no videogame e tudo o que eu pensei era o que aconteceria se descesse e visse todos jogando sem ela, eu estava me sentindo muito culpada agora.
Harry, Tom e Sam dançaram Let’s Groove primeiro, me rendendo várias risadas pela performance de Harry, mas a sensação de culpa logo voltou quando eu me lembrei de que a música era uma das preferidas de . Era só um jogo! Não era nada sério, eu precisava parar de me culpar.
Tom ganhou, Sam ficou em segundo e Harry em terceiro, perdendo. Então quem foi na segunda rodada foi, eu, Paddy e Tom.
– Qual música você quer, ? – Paddy perguntou animado.
– Foi Tom que ganhou, ele que tem que escolher. – respondi e olhei para o homem que negou com a cabeça.
– Pode escolher. – disse simpático e eu fiquei confusa, ele era super legal comigo, porque tinha excluído ? Talvez fosse pelo motivo que tinha contado, mas eu duvidava muito.
Passei o controle pelas músicas e achei uma que eu gostava, selecionando.
– Starships? – Tom perguntou retoricamente e eu ri.
– Se preparem para perder. – Paddy disse estralando as mãos e eu e os meninos rimos.
Quando a música começou eu ri fraco acompanhando os passos, a verdade era que eu não era ruim em dança, só não era ótima também.
No meio da música Tom estava ganhando, mas no final eu fiquei com maior pontuação e ganhei, comemorando e pulando.
– Parabéns, . – Paddy me parabenizou e eu sorri.
– Finalmente uma jogadora à minha altura. – Tom brincou e Harry jogou uma almofada nele, recebendo na cara como volta. Harry tentou jogar de novo mas Tom pegou e jogou em mim.
– Oh, é assim? – perguntei querendo saber se eles queriam continuar com a brincadeira e todos concordaram com a cabeça rindo. Joguei a almofada em Sam e recebi um olhar bravo.
Sam jogou em Harry e Harry jogou em Paddy fazendo todos rirem e pararem.
– Vocês são mais crianças que eu, meu Deus. – Paddy disse sério e nos olhamos sem falar nada por uns 3 segundos, só para gargalhar de novo.

Quando subi pra ir pro quarto algo me atraiu para a porta de , então parei em frente a ela e fiquei pensando, eu sabia que se eu passasse para dizer “oi” não iria compensar o que fiz, mas não iria machucar, né? Então abri a porta e quando estava pronta para dizer boa noite, avistei no chão, sentada e chorando desamparada.
– Ei, ei, você está bem? – corri até ela ajoelhando a sua frente e perguntando preocupada. – O que aconteceu?!
– Eu não… não consigo respirar… – disse colocando as mãos no pescoço e eu fiquei assustada por vê-la assim, era horrível.
– Tente se acalmar, pense em coisas boas. – falei desesperadamente sem saber o que fazer e aos poucos ela começou a respirar profundamente ainda chorando. – O que aconteceu?
– Eu não quero… eu não quero conversar sobre isso. – disse com a voz triste tentando parar de chorar e eu assenti com a cabeça tentando a reconfortar.
– Tudo bem, estou aqui. – a puxei para um abraço e ela se agarrou a mim chorando mais ainda me fazendo fechar os olhos.
Eu tinha deixado a porta aberta, porque não tinha pensado em nada ao ver daquele jeito, então esperava que ninguém passasse, porque parecia não querer explicar nada agora.
Abraçadas mesmo, levantei calmamente enquanto a levava para cama, quando chegamos ela parou de chorar e se pronunciou.
– Pode dormir aqui hoje? – perguntou com a voz embargada e eu sorri, pensando na frase mais clichê possível.
– Eu não vou a lugar nenhum. – a tranquilizei e ela deitou me dando espaço para deitar também, a cama não era de casal, mas era bem grande.
Antes de deitar fui fechar a porta e apagar a luz, indo até novamente e segurando sua mão enquanto deitava.
– Você é uma amiga muito boa, . – disse baixinho e eu sorri fazendo carinho em sua mão.
– Você também é . – respondi e fechei os olhos esperando que o sono chegasse logo.
P.O.V Hoffmann
25/02/2016
Quinta-feira
7:22
Acordei com dificuldade para abrir os olhos, eles estavam ardendo e com inchaço, olhei o relógio e dei um pulo, era pra eu estar no banho já. Saí da cama estabanada e peguei uma muda de roupa acordando sem querer .
Corri pra fora do quarto e fui em direção ao banheiro, Thomas estava na frente da porta mexendo no celular pronto para entrar mas eu tive que interromper.
– Desculpa, preciso ir primeiro. – parei pra falar, mas logo entrei e fechei a porta, tirando as roupas e as colocando no cesto, entrando apressada no box.
Ontem tinha sido um dia difícil, o curso tinha sido corrido e eu tive notícias ruins sobre minha mãe, ela havia sido internada novamente por causa do vício e já era a 4° vez. Ainda pra piorar, quando fui descer ontem a noite para tomar água, vi os meninos se divertindo e isso de alguma forma me machucou, eles estavam jogando e nem me chamaram.
Não lavei o cabelo, até porque estava apressada, mas depois de lavar o corpo saí do box e coloquei a muda de roupa, saindo do banheiro e dando de cara com Tom, que nem me olhou, só entrou no banheiro esbarrando em mim.
Fui até o quarto e peguei minha bolsa e o celular checando o horário, me despedi de com um beijo na bochecha e desci até o andar de baixo, correndo pra pegar o ônibus.
13:11
Cheguei em casa morta de cansaço, a primeira coisa que fiz quando entrei foi ir até a cozinha beber água, então andei até as escadas para subir pro meu quarto, distraída, mexendo no celular conversando com Simon.
No corredor, esbarrei com alguém e olhei para seu rosto percebendo que era Thomas, que sorte era essa que eu tinha, não é mesmo? Quando abri a boca para pedir desculpas a frase grosseira dele me atingiu em cheio, deixando-me desnorteada.
– Olha por onde anda, garota. – disse olhando com raiva e eu ri sarcasticamente, o que havia acontecido juntado com meu estresse do dia tinha desencadeado algo ruim em mim.
– Não sei se você sabe mas é preciso de duas pessoas para se esbarrar. – respondi óbvia e ele deu um sorriso irônico.
– Claro, e uma dessas pessoas tem que ser incrivelmente idiota. – rebateu rindo fraco, me fazendo ficar com mais raiva ainda, ele tinha algum problema?
– Ei! Eu não fiz nada para merecer isso, se está chateado com alguma coisa não desconte em mim não, problemático. – falei sem pensar e Thomas me olhou com mais cinismo ainda.
– Você não fez nada, jura? Mora sob meu teto, ficou com meu quarto, entrou na minha família como uma intrusa e nem legal sabe ser. Você é uma mimada. – respondeu apontando o dedo para mim e eu franzi o cenho sentindo meu corpo ferver.
– Eu moro sob seu teto porque pago e porque sua família me aceitou. Você não tem o mínimo de direito de me chamar de mimada, porque nem me conhece! Mas se é assim, até descubro o que você é, celebridade. – apelidei debochando e vi Thomas tremer de raiva. – É o tipo de pessoa que se assusta quando as coisas não são do jeito que você quer… mas veja, nem sempre vão ser do jeito que você quer, então acorde, porque você vive no mundo real! – cheguei perto aumentando o tom de voz e quanto mais falava mais via Thomas ficar bravo. Talvez eu tivesse exagerado? Sim. Mas não ouviria o desaforo dele quieta.
– Você realmente não tem filtro e nem noção né, garota? – perguntou cruzando os braços e eu fechei o punho.
– Me chame de garota de novo e eu irei enfiar meu pé no meio da sua cara. – sorri tentando manter a calma e Thomas riu me fazendo respirar profundamente para não bater nele, Nikki e Dom ficariam tristes com isso e a última coisa que eu queria era decepcionar eles.
– Garo… – tentou dizer mas eu interrompi.
– Olha Thomas, sinta-se a vontade para falar merda pra mim e receber as palavras de volta. Só peço que finja uma relação normal na frente dos seus pais, sei que eles não gostariam que nós nos desentendêssemos. – expliquei tentando deixar minha raiva de lado naquele momento.
– Acho que é a coisa menos idiota que disse até agora. – respondeu sorrindo e eu suspirei contando até 10 mentalmente.
– Eu tenho certeza de que o seu mal caráter não veio da sua criação, então de onde veio? – perguntei e o sorriso de Thomas se desfez virando uma carranca, então antes de sequer deixar ele falar fui para o quarto e fechei a porta, não querendo mais discutir com aquele babaca.
Caí na cama e me aconcheguei, só querendo dormir e ter algum tempo de paz.
18:43
Acordei e chequei o celular que havia várias notificações. Levantei e fui até o espelho me analisando, eu estava mais bonitinha do que de manhã, meus olhos inchados tinham ficado normais, minha boca e minhas bochechas estavam vermelhas, e se não fosse pelo cabelo bagunçado, até me elogiaria.
Escovei meu cabelo o arrumando, e peguei meu celular indo até o banheiro lavar meu rosto. Depois de passar água e secar meu rosto com a toalha abri a porta e saí, dando de cara com Thomas, que saco, ele estava em todo lugar!
– Pelo amor de Deus, essa casa tem 4 banheiros, por que só vem nesse? – perguntei indignada e ele riu.
– Eu que te pergunto isso! Pelo menos a casa é minha, tenho o direito de ter minha preferência. – devolveu como se eu fosse burra e eu fiquei pensando, como uma pessoa conseguia ser tão idiota?
– Lá vem… você consegue ser mais babaca? – perguntei passando por ele, mas ele segurou minha mão e eu virei bruscamente com raiva, me soltando dele. – Encoste em mim de novo e tudo o que vai sentir é um braço quebrado! – avisei com cuidado e ele levantou as mãos rindo.
– Além de arrogante é agressiva, o que mais temos para descobrir, garota? – perguntou fingindo interesse e eu fechei os olhos momentaneamente rindo de nervoso.
– Temos para descobrir que meu host brother é a pessoa mais escrota que já conheci. – respondi com a voz firme e ele arqueou as sobrancelhas, eu sabia que não era pra tanto até porque eu nem conhecia ele direito, mas eu precisava dizer.
– Você é realmente… – tentou dizer mas parou no mesmo instante e eu franzi o cenho. – É realmente legal, . – mudou completamente, sorrindo gentil e eu ri, ele tinha transtorno de personalidade?
Olhei para seu rosto, percebendo que ele prestava atenção em algo atrás de mim, me levando a virar o rosto para saber do que se tratava, então percebi, Dom estava no final do corredor.
– Obrigada Tom, eu realmente fico feliz que tenhamos nos aproximado. – respondi e recebi um sorriso que pareceu bem realista, pelo menos um bom ator ele era né.
– Vim chamar vocês, o jantar tá pronto. – Dom disse já perto e eu sorri, dessa vez de verdade, eu estava morrendo de fome.
– Sério? Ai, só vou deixar meu celular no quarto. – corri até o quarto deixando em cima da cama e saí rápido fechando a porta e descendo as escadas.
Quando cheguei na mesa percebi que o único lugar disponível era o na frente de Thomas e me segurei para não resmungar. Sentei no lugar e coloquei a comida pra mim normalmente, tentando ignorar o resto.
– Então, como foi o dia de vocês? – Dom perguntou puxando assunto e Thomas foi o primeiro a responder.
– Foi bom, só teve uma pessoa muito irritante que o atrapalhou. – disse calmo e eu que estava mastigando quase ri com ironia.
– Você saiu então? – Nikki perguntou e Thomas olhou rapidamente pra mim, logo desviando o olhar.
– Não, essa pessoa me encheu o saco pelas redes sociais. – respondeu e eu dei graças à Deus mentalmente.
– Meu dia foi bem legal, no curso aprendemos técnicas na tela. – disse sorrindo e Sam foi o próximo a falar.
– Meu dia foi entediante.
– Meu dia foi muito bom, consegui fazer a passar de fase em Battlefield. – Harry disse e olhou pra que fez um high five com ele. A amizade era a base do amor, né?
– Meu dia foi extremamente estressante, acordei atrasada pro curso, cheguei em casa e tive que aturar uma menina me enchendo o saco nas redes sociais, como Tom. – apontei e vi ele assentir com a cabeça, transparecendo calma. – Dormi, e quando acordei a menina veio me encher de novo, acreditam?
– Bom, o que você fez pra menina te encher o saco? – Thomas perguntou arqueando as sobrancelhas e eu sorri.
– Eu acho que foi porque ela viu problema onde não tinha, sabe? – respondi cínica.
– Certeza? As vezes você consegue ser bem… – pisei em seu pé por baixo da mesa e ele reformulou. – Desligada, deve ter feito algo sem perceber.
– Não insinue isso, Tom, é bem simpática com todos. – Nikki disse interrompendo e eu olhei para ele convencida.
– Tem razão, mãe, eu que tô falando besteira. – respondeu balançando a cabeça e rindo. – Tenho certeza de que não fez nada de errado. – me olhou com sarcasmo.
– E eu tenho certeza de que você não fez nada de errado também viu, Thomas. – respondi devolvendo o sarcasmo e sorrindo.