Childhood Friend

Childhood Friend

Sinopse: Eles eram amigos inseparáveis mas, por conta do destino, acabaram tendo que se afastar. Hoje, ele é um dos maiores atores e ela, uma das youtubers mais famosas. Por conta de uma promessa que a moça fez, ele volta para sua vida mas acaba se surpreendendo… Ele não se lembra dela.
Gênero: Romance
Classificação: 16 anos
Restrição: A história é feita com Tom Holland, ou seja, há referências ao homem aranha mas nada que uma imaginação boa pode fazer funcionar com quem você quiser.
Beta: Regina George

Capítulos:

Prólogo

Ano de 2006

— Realmente precisa ir? – Perguntou o menino com voz de choro.
— Minha vozinha precisa de mim, . — A menina se explicava pela milésima vez. — Também não queria ir, — Suspirou triste. — Mas a saúde dela não está nada bem, pelo que mamãe diz.
— Promete não me esquecer? — A melhor amiga se controlou para não rir.
— Eu prometo. — Levantou o dedo mindinho. — Você promete?
— Prometo, . — Ele suspirou. — Vamos ser melhores amigos para sempre.

Ano de 2010

— Oi, . — O menino escutou a mãe de sua melhor amiga falar no outro lado da ligação. — A não está em casa agora.
— Oi, tia. Sério? — Murmurou triste. — Que horas ela volta?
— Só amanhã, menino. — A moça disse, com voz de tristeza. — Assim que ela chegar, eu aviso que você ligou, ok?
— Tudo bem, tia. — desligou o telefone sem esperar que a mulher se despedisse. – Pelo jeito, você foi trocado, .

***
— Oi, tia Nick. — A menina falou, contente por finalmente conseguir falar com a família de seu melhor amigo. — Estou ligando tem alguns dias e ninguém atende.
— Oi, Beatriz. — A criança franziu a testa pois nunca foi chamada desse jeito, pela moça. – Posso te pedir um favor?
— Claro, tia. — Exclamou.
— Pare de ligar para o . — Desligou sem esperar a menina falar alguma coisa.

Ano de 2016
— Vamos, , por favor. — Seus amigos estavam implorando para que a menina fosse assistir Capitão América: Guerra Civil com eles. — A gente paga seu ingresso e sua pipoca.
— Aí, gente… — Ela murmurou. — Eu não assisti a nenhum filme, — deu ombros — muito menos sou chegada a super-heróis.
— Por favor, . — Seu atual melhor amigo se ajoelhou em sua frente. — Eu não quero ficar de vela.
— Está bem. — Suspirou derrotada. — Eu vou.
— Hoje, — a menina suspirou, olhando para a câmera de seu celular. — vou assistir, ou tentar, o novo filme da Marvel. Quem também irá?
— A blogueirinha sempre fazendo snaps… — Um de seus amigos chegou, a caçoando. — Está na hora. Vamos?
— Tenho outra opção? — Ele negou com a cabeça. — Então vamos.
— Hoje vai aparecer o novo Spiderman. — Uma das meninas que estavam com eles disse, animada.
— De novo mudaram? – A morena perguntou, indignada. — É por isso que não tem graça, muda de ator todo dia.
— Tira essa máscara, menino. — A menina escutou seus amigos resmungarem. — Ai…
?! — A garota gritou, fazendo todo mundo olhar para ela.

1

Chegou o grande dia, o dia que estava esperando intensamente. Finalmente estou voltando para minha tão amada Londres, mesmo não sendo definidamente.

Estava indo para gravar um vídeo tão esperado pelos meus seguidores, toda vez que batia uma meta de inscritos, fazia uma entrevista com um famoso que eles escolhiam. Então, por isso que depois de exatos trezes anos, estava pisando novamente, depois de deixar minha vida, segunda família, meus amigos e ele.

Da penúltima ligação que fiz, não entendi o porquê da mãe dele, que tanto admirava e que apoiava nossa amizade, ter feito aquilo. Se me perguntassem se existia arrependimento de não ter ido atrás dele quando meus pais iam visitá-los, diria que com certeza, sem pensar duas vezes.

Já estava no auge dos meus vinte e três anos, não era mais uma menina que ligava para que os outros diziam. O que mais importava para mim era o que meus pais acham. É por isso estou indo lá, para falar que me arrependo de ter desistido da nossa amizade.

? — , minha empresária e melhor amiga, sentou-se ao meu lado. — No que tanto pensa?
— Medo. — Suspiro. — Faz tanto tempo que não venho aqui. Mesmo estando informada pelo o que meus pais falam, sinto que existe mais alguma coisa, sabe?
— Isso tem alguma coisa a ver com o ?

Todos próximos sabiam da minha história com e do afastamento repentino da amizade gerado por mim.

— Sim. Estou com medo da reação dele. — Suspiro. — Por mais que sei que corre risco de ele não me reconhecer, mas se?
— É, corre esse risco mesmo. — Riu fraco de minha reação. — Mas, se ele ainda for aquilo tudo que fala, tenho certeza que não terá uma reação ruim.
— Está bem. — Seco as lágrimas que caíram durante a conversa. — Pode avisar que chegamos.

Enquanto nosso convidado não chegava, ficamos arrumado o cenário, resolvemos os últimos detalhes.

— Desculpe-me o atraso. — Uma voz disse, depois de ter aberto a porta. — Tivemos um contratempo durante o caminho.
— Tudo bem. — Deu espaço para eles entrarem. — As meninas estão terminando de ajeitar as câmeras.

***
— Hey, . — Aceno para a câmera assim que dão a confirmação que começou. — Depois de muitas cobranças sobre a “comemoração.” — Fiz aspa com os dedos. — De um milhão de inscritos. Chegou a hora de cumprir. — Sorrio ainda olhando para a câmara. — Hoje, para o quadro de perguntas aleatórias , porém mais conhecido como o Homem Aranha. — Me viro para sua direção. — Oi , como você está?

— Oi Brasil. — Acenou para câmera. — Estou bem e você? É um prazer está aqui.
— Estou bem feliz por ter aceitado. — Sorri. — Me conta como foi sua experiência na primeira vez que foi ao Brasil, para começarmos.

Começou a narrar sobre as experiências que viveu. Óbvio que fiquei mexida, porque queria estar com ele nesses momentos. Estar perto dele novamente era uma sensação totalmente estranha, mas boa. Tinha tanto tempo que tive a certeza que ainda existia um sentimento dentro de mim. Sim, com 10 anos eu era apaixonada pelo meu melhor amigo.

— Bom, pedimos para seus fãs mandarem perguntas e selecionamos 5 perguntas de milhares. — Ri pelo nariz. — Pronto? — Ele respondeu que sim movimentando a cabeça. — Como é ser o herói mais irônico de todos os tempos?

“Hm… É ótimo, sempre sonhei ser o Homem Aranha quando era criança. E quando essa oportunidade veio, foi como o maior sonho realizado. A Marvel e a Sony têm sido ótimas fazendo esse processo ser o mais agradável e informativo possível. Estou super animado para os próximos passos.”

— Como você descobriu que seria o Homem Aranha?

— Fiz uma audição durante 5 meses e, no teste final, eles falaram que o resultado sairia no dia seguinte. — Riu se ajeitando na cadeira. — Passaram 6 semanas, e eu ainda estava esperando o resultado. Um dia, a Marvel postou ‘Vá no nosso site e descubra quem é o nosso novo Homem Aranha.’ — O olho surpresa. — E foi assim que descobri, ninguém me ligou ou nada disso.

— Nossa — O acompanho na risada.

— Meu irmão, Harry, ele é super experiente com tecnologia me olhou é disse. ‘Provavelmente eles foram hackeados, mano! Telefonariam para você, certo?’ Então entrei em contato com meu agente e ele confirmou.

— Essa é uma história que vai ser contata por todas as suas gerações, . — Fico assustada por ter deixado o apelido sair.

— Pode me chamar assim. — Tranquilizou-me

— Está bem. — Sorrio fraco. — Próxima pergunta. Essa foi a mais perguntada, né ?

“Sim, sim, tinha umas trinta ou mais como essa.”

— Qual foi o melhor conselho que recebeu quando conseguiu o papel?

“Essa é uma boa pergunta. O melhor conselho, provavelmente, veio do meu pai. Sentou comigo e disse: ‘Filho, sua vida está prestes a mudar, as pessoas vão começar a falar com você de formas diferentes.’ Mas também teve uma pessoa muito importante para mim, pai de uma antiga amizade, que disse quase a mesma coisa que meu pai, ‘Como seu pai disse, vai ter pessoas que irá se aproximar de você por interesse, mas quero te dizer que é para continuar com os pés no chão e para ser esse que conhecemos antes da fama.”

— Podemos mudar o assunto? — Perguntou recebendo um copo d’água de . — É complicado
— Claro. — Sorrio fraco, engolindo o choro por saber a quem se referia. — Quanto tempo, durou para se preparar para o personagem Peter Parker?

— Essa é fácil. Há 23 anos. — Gargalhou, fazendo todos presentes rirem também. — Brincadeiras à parte! Mas venho me preparando desde que me conheço por gente! Comecei fazer aula de dança, mais especificamente ballet, quando era pequeno e também faço ginástica, prático muito parkour e, quando soube das audições para o papel do teioso, me dediquei mais ainda nas acrobacias, e bem, acho que deu certo — Sorriu com os olhos.

— Vamos para a última parte da entrevista, ok? Pois é já está chegando ao fim. — Faço bico. — No Brasil, nós temos uma brincadeira chamada ’Eu Nunca’ irei ler algumas perguntas que também foram feitas pelos fãs e, se você já fez, vira a parte verde, mas se não, vira a parte vermelha. Ok?

— Está bem. — Se ajeita na cadeira novamente. — É para ficar com medo?

— Talvez um pouco. — Brinco. — Vamos lá, nunca sai de casa sem que meus pais soubessem.

“É, bom… pra ser sincero não, eu nunca senti vontade de sair de casa apesar dos pesares…”

— Te entendo. — E como entendo. — Eu nunca chamei para sair ou pedi o telefone de uma fã. — Coçou a cabeça sem graça. — Mentira! Conta essa história.

— Já chamei pra sair — Riu ainda com vergonha. — Inclusive a levei para uma balada no Brasil, foi muito divertido, mas não tivemos mais contato.

— To passada. — Digo rindo. — Eu nunca tive vergonha de algum trabalho meu. Posso dizer que, tenho vergonha dos meus vídeos do começo de minha carreira. Mas não apagaria, porque me trouxeram onde eu estou.

“De filme não, eu amo todos os papéis que desempenhei, e sou grato a todos.”

— Por fim, eu nunca fiz xixi nas calças, por medo ou nervoso.

“Claro que não, sou mega corajoso, só não coloque uma aranha perto de mim.”

— Aranha? Não me diga que o Homem Aranha tem medo de aranha?
— Sim. — Riu.
— Isso fica para próxima, porque infelizmente chegamos ao fim desse vídeo. Se gostou, deixe seu joinha e, se não é inscrito no canal, se inscreve e ative o sino que está logo aqui embaixo para receber a notificação dos vídeos postados. — Viro-me em sua direção. — , queria agradecer por ter topado fazer esse vídeo, sei que não é muito comum aqui.
— Sempre é bom inovar, certo? — Sorriu piscando. — Queria agradecer aos fãs que votaram em mim, e também fazer uma proposta.
— Uma proposta? — Perguntei surpresa.
— Se esse vídeo bater novecentos mil likes, trago o Robert Downey Jr no canal. — Disse fazendo-me arregalar os olhos, conhecer ele é meu maior sonho.
— Aí meu Deus! — Digo nervosa. — Por mim, pode ser, ?

Isso é ótimo, , pode sim!

— Então, se esse vídeo bater novecentos mil likes, e Robert Downey Jr irão fazer um quadro aqui do canal. — Suspiro contente. — Beijos, meus amores. Deseja falar alguma coisa? — Pergunto o olhando.
— Um beijo enorme para meus fãs do Brasil. Espero visitá-los em breve.

 

Nota da autoria: Depois de muito tempo, voltei com Childhood Friend nesse site, espero que vocês gostem das mudanças❤️

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2

Faz dois dias que a entrevista aconteceu com , e nesses dias fiquei me perguntando se nossa amizade não foi o suficiente, por mais que, fossem trezes anos que nós nos vimos pessoalmente pela última vez. Não teria mudado tanto, ou teria?

— Vamos ? Já estamos prontos.
— Ah, claro. — Sorrio pegando minha bolsa em cima da cama. — Vamos comemorar que nosso menino está ficando mais velho.

Para aproveitar a última noite na cidade britânica, resolvi levar meus amigos em uma das casas noturnas e, ainda de quebra, servia para comemorar o aniversário de .

— Eu não estou ficando velho, só estou…
— Ganhando mais experiência. — falou junto comigo revirando os olhos. — Já decoramos essa fala, Leo.

Como todo mundo, estava tendo a crise dos vinte e cinco anos. Era engraçado de se ver, mas não podia zoá-lo muito porque faltavam apenas dois anos para chegar o meu.

O táxi já nos esperava na porta do hotel, resolvemos ir de táxi e não com o carro que havíamos alugados, porque temos noção que iríamos beber. Digo ao motorista o endereço que iríamos.

— Espero que essa balada seja boa mesmo, viu dona Beatriz?
— Essa é uma das melhores. — Respondeu o taxista. — Sempre estou levando passageiros para lá.

Dou língua para ele. O caminho foi totalmente descontraído, teve palhaçadas, stores, fotos, até o taxista entrou na onda e tirou algumas fotos com a gente e da gente.

— Bem vindos à XOYO. — Digo assim que descemos do carro. — O paraíso dos anônimos e das figuras públicas de Londres.
— Isso quer dizer que?
— Não pode fazer-me passar vergonha,
— Quando foi que te fiz passar vergonha? — Perguntou indignada.
— Preciso mesmo dizer?

Quando era pequena, uma colega de escola havia feito uma festa nessa casa antes de torná-la uma boate. Havia mudado completamente, tinha nova decoração, novos ambientes, mas as cores e animações ainda continuavam as mesmas.

— Para começar, vamos pegar bebidas? — Perguntou já animado com o local, após um lugar para sentar-se.
— Sim.
— Vou contigo, . — Levanto-me para acompanhá-lo. — Como está sendo seu aniversário?
— Um dos melhores , obrigado.

Ver feliz, me trazia uma sensação maravilhosa, pois depois que terminarmos ele havia mudado muito. Pensei que não iríamos conseguir ficar de boa, mas estava me surpreendendo. Ele é importante para mim.

— Reino Unido tem dessas. — Dou ombros. — Tudo é mágico, aqui. Estava morrendo de saudades. — Suspiro. —É como se eu me sentisse em casa, sabe?
— Mas sua casa é no Brasil, . — Disse pedindo o cardápio.
— Não, minha vida é no Brasil. Mas minha casa sempre vai ser aqui

, querida?
— Estou aqui no quintal, mamãe!
— O que você está fazendo, minha menina? — Perguntou chegando perto, agachando-se ao meu lado.
— Desenhando. — Suspiro. — Para a vovó.

No papel, tentava desenhar o mais próximo de um jardim de gérberas – as flores preferidas dela. Com uma senhora e uma menininha. Não sa o que eram gérberas até ela me mostrar. Também não soube desenhá-las, deixando-as bem parecidas com margaridas.

Mamãe suspeitou, quando a olhei vi seus olhos cheios de lágrimas. Talvez, o suspiro fosse para que elas não caíssem.

— Você sente muito a falta dela, não é? — Disse, passando a mão em meu cabelo.
— Minha vozinha não é só a flor mais bonita do meu jardim, mamãe. — Sorrio desenhando. — Ela é o jardim. Aprendi na aula de ciências que as plantinhas, para ficarem bonitas, precisam ser cuidadas, e a vozinha precisa de mim. — Falo triste, pegando outro lápis de cor.
— Eu não tenho dúvidas disso, meu anjo. É por isso que nós vamos viajar para cuidar dela. O que acha?

A surpresa foi tão grande que acabei borrando a pintura, mas naquele momento nem liguei. Nada mais importava, veria minha avó e lhe daria um desenho melhor.

— Sim, meu amor. Ela precisa de companhia. Cá entre nós, que companhia é melhor que a sua? — Proferiu com um sorriso largo no rosto. As lágrimas já não tinham mais espaço.
— Se eu for ficar com ela, vai melhor não vai? — Voltei a pintar, enquanto esperava sua resposta.
— Vai sim, vai ficar tudo bem. — Respondeu depois de um tempo. — A sua avó é a mulher mais forte que eu conheço. E quer saber de uma coisa? Quando sua vozinha melhorar, vamos fazer um piquenique lá no jardim. Só nós três.
— Vamos fazer uma torta de maçã para comer! — Digo animada. — Eu amo torta de maçã. Mas, mamãe. — Suspiro desanimando. — Se vamos morar com a vovó, isso quer dizer que…
— Vamos nos mudar para o Brasil, minha pequena.

Depois que cresci, escutei muitas vezes que a felicidade era passageira. Só não imaginava que ela passaria correndo. Naquele dia, alegrava-me em saber que veria minha avó e cuidadora dela, mas entristecia saber que para isso teria que deixar a vida que tinha aqui em Londres.

— Você está bem?
— Ahm, sim. — Limpei a lágrima que insistiu em descer, lembrar da vovó é um assunto que me tira do eixo.
— Estava se lembrando dela né?
— Sim. — Sorri fraco. — Essa música me trás lembranças do dia que descobri. Mas não vem ao caso agora. É seu aniversário e temos que comemorar.

Pegamos as bebidas que ele havia pedido e fomos na direção onde estava sentada. Mas nesse momento ela não estava mais sozinha, estava acompanhada de dois rapazes. Essa menina é rápida.

— Demorei, mas cheguei. — Digo rindo. — Sua bebida, babe.
— Obrigada, . — Pegou a bebida de minha mão. — Meninos, essa aqui é a , a menina no qual estava dizendo. esses são Harry e Sam, irmãos do .

Travei no mesmo lugar que estava. Quando me mudei os gêmeos tinham sete anos e hoje já se tornaram homens, fazia-me sentir velha todas as vezes que via suas fotos. Com eles na minha frente a sensação estava mais forte, eles estavam lindos.

— Espero que tenha dito só coisas boas. — Sorri nervosa. — Prazer, meninos.
— A gente se conhece? — Perguntou Harry, esse rosto não dá para esquecer. — Parece que já lhe vi em algum lugar.
— Não. — Respondo rápido. — Deve ser impressão.
— Pode ser. — Sam deu ombros. — Vocês são do Brasil, certo?
— Sim. Não. — Respondemos juntas fazendo os meninos ficarem confusos.
— Somos do Brasil, mas a é britânica igual vocês.

Respiro fundo para não cometer um homicídio sobre minha melhor amiga. Realmente percebi que ela não conseguia controlar as palavras.

— Nasci na Inglaterra, mas quando era pequena precisei ir para o Brasil por conta do trabalho de meu pai.

Omiti o verdadeiro motivo, já que contá-lo seria um tiro no pé. Até porque já botou a boca no trombone demais.

— Tivemos uma amiga que também teve que ir ao Brasil, mas foi para cuidar de sua avó.

Sam disse ando sua bebida, fazendo-me engoli seco. Então eles se lembravam de mim. Será que Paddy também se lembra? Eles eram tão pequenos.

— Vocês ainda têm contato com ela? — Olho feio para .
— Não, quem tinha mais era meu irmão . Eles eram melhores amigos. — Harry disse, fazendo-me suspirar. — Mas não sei o porquê perderam o contato. — Olhou para atrás de mim. — Vamos mudar de assunto, está vindo. E fica muito estranho quando o assunto é ela.

Puxo pelo braço, dando a desculpa que íamos no banheiro

— Você está maluca? — Perguntei assim que estávamos longe deles. — O Harry quase me reconheceu!
— Não, não estou maluca Beatriz. — Revirou os olhos. — Você veio do Brasil com ‘Vou atrás dele, irei contar tudo o que aconteceu’, mas não vejo movendo um dedo.

, presta atenção. não se lembra de mim. Não tem o porquê de ir atrás, eu vim sim, motivada para contar as coisas. Mas, por que iria falar uma coisa se o garoto nem me reconheceu? Queria que chegasse o que, ‘Oi, então sabe aquela menina que brincava com você na infância, que saiu do país e parou de falar contigo de repente. Sou eu.’

Ela me olhou com a cara de é isso mesmo tem que fazer.

— Mas não tenho mais coragem. — Suspiro.
, presta atenção. Eles lembram de você. Então, volte para lá e diz o que acabou de me dizer.
— Perdão. — Um sotaque britânico surgiu atrás de mim. — O que disse, você é a nossa ?

 

3

Sabe quando seu coração parece que vai explodir? Quando sente que sua vida está em um fio e que ela pode arrebentar? Está bem que, vim do Brasil com a intenção de me explicar, mas quando vi que nada estava do jeito que eu imaginei, fiquei sem chão.

— Não, Sam. — Minha amiga disse quando percebeu que não conseguiria falar nada. – É que ela encontrou umas amigas de quando morava aqui.
— Ah claro. — Sorriu triste. — Seria muita coincidência que você fosse a .
— Pois é. — Ri de nervoso. — Vamos voltar para a mesa?
— Mas a gente nem…

Apenas encarei, implorando para que saíssemos logo dali. Ela ficou relutante, mas entendeu. Sam ficou, bom, pelo menos não foi até lá para escutar a minha conversa com a .

Aquilo deixou-me mal. Queria muito tê-los por perto como sempre tive até meus dez anos. Sei que deveria ter dito a verdade de cara, mas não queria que fosse assim, no meio de uma festa. Também preciso admitir que me faltou voz quando escutei a pergunta.

— Ele ainda está lá? — Perguntei pela milésima vez.
— Sim. — Bufou. — , viemos para aproveitar o aniversário do e não estamos com ele. Pode parar de criancice e vamos para lá?
— Está bem. — Suspiro. — Mas…
— Sem mais.
— Ok.

Nunca depois de crescida tive minha opinião trocada rapidamente, sempre fui decidida no que queria. Mas, encontrar com não me reconhecendo foi como se tirasse o tapete rápido e teria que continuar em pé. Tudo que eu queria era sua amizade de volta, mas o meu orgulho é maior. E, na real, vou voltar amanhã mesmo para o Brasil. Qual é a porcentagem de acontecer alguma coisa?

? O está falando contigo.
— Ah. Que? Ah sim. — Sorrio fraco lembrando já havíamos chegado na mesa. — Desculpa, só estou um pouco pensativa. Mas o que disse?
— Soube que você é britânica, por que não disse isso na gravação?
— Porque não vi necessidade. — Dou ombros, mas logo percebo que fui grossa. — Desculpa, eu não ia chegar é dizer ‘Olha, eu sou britânica também.’ Seria muito sem nexo.

Acho que todos perceberam que não estava confortável naquele assunto, e logo os meninos começaram no assunto golf que não era muito comum no Brasil, porém existia lugares para se jogar, e , com certeza, frequentava.

— Quais foram os melhores países que você já conheceu?
— Olha, para ser bem sincera o Brasil, pode ter o defeito que for. Mas é um país lindo.
— E como é ser digital influencer? — perguntou animado. — Deve ter mais responsabilidade do que ser ator?

“Tem muita responsabilidade mesmo, porque como diz o nome influenciam as pessoas com anúncios, tem que ter postagem pensada duas vezes porque podem levá-la com mal intenção. Mas, não acho que tem mais peso nas costas do que ator. Porque tive essa conversa com alguns amigos famosos do Brasil, que são atores e eles disseram que se fizerem alguma besteira a carreira é arruinada. Então acho que ambos têm suas responsabilidades de maneiras diferentes.”

— Como soube que queria seguir essa profissão? — Sam, perguntou mostrando-se interessado no assunto. — O por exemplo, sempre soube que queria ser ator.

“Foi meio do nada. Comecei fazendo vídeo para ajudar pessoas que passaram pelas mesmas dificuldades, que iam passar ou que queriam se aventurar com isso. Então quando vi, já tinha patrocinadores, assessoria, fazendo vídeos de recebidos, fã clubes.”

Ficamos conversando por muito tempo, até os funcionários da XOYA vir pedir educadamente para que nos retirássemos porque estavam fechando. Na saída, nos despedimos e entramos em táxis diferentes, não trocamos números nem nada, cada um seguiu para seu canto.

Foi bom esse tempo que passei com os meninos, era uma saudade que existia e ainda existe dentro de mim. Mas, o melhor era cada um na sua zona de conforto.

.
— Oi . — Digo passando meus cremes, antes de dormi.
— Quando resolver a história com os ´s, coloca o Harry na minha fita?

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4

Ano de 2001

Hoje era o primeiro dia de aula, estava muito nervosa, nunca havia ido a uma, mas escutava minhas primas dizerem que era chata. Irei ter o primeiro contato com pessoas novas que não eram do círculo da minha família. Como dizia papai, começaria uma nova fase na minha vida. Mas e se eles não gostassem de mim? Julia disse que eles são cruéis. Se não conseguir me enturmar igual meu primo Júlio? Se caísse feio no recreio, igual mamãe disse que caiu no primeiro dia dela? Se encontrasse com um palhaço e me mijasse de medo?

? — Mamãe, bateu levemente na porta do meu quarto ficando assustada por me ver acordada.
— Não consegui dormi. — Disse sincera.
— Por que, meu anjo? — Sentou-se na beira de minha cama. — Se for por medo, não fique minha filha. Você é uma criança maravilhosa, vai fazer todos gostarem de você.

O lugar era todo colorido, com vários desenhos na parede da fachada. Na parte de dentro, era cheio de brinquedos e crianças da minha idade com seus pais.

, quer que fiquemos aqui com você enquanto não entra? — Papai perguntou agachando-se, ficando na minha altura.
— Não papai, sou grandinha e posso ficar sozinha.
— Está bem minha menina grande. — Mamãe disse rindo com os olhos cheios de lagrimas. — Mas antes de ficar sozinha, iremos procurar o número da sua sala, entendido?
— Entendido.

Agarro as mãos de meus pais, indo procura da minha turma. Cada passo que dava, era uma pessoa nova olhando na minha direção. Mamãe disse que era porque sou aluna nova e que isso sempre acontecia quando tem pessoas novas. Mas, não gostava dessa atenção.

Uma moça se apresentou como Gabriela, disse que seria minha professora e que seria durante meus anos na pré-primária. Sabe, gostei dessa professora. Ela não tem cara de bruxa igual minhas primas falam que as delas tem.

Professora Gabriela pediu-me para se apresentar. Morri de tanta vergonha, todos olharam para mim. Mas, o que me deixou tranquila foi que não fui a única. Todos os meus amiguinhos de classe eram novos.

Era a hora do lanche, com certeza minha parte favorita, estava acostumada comer toda hora que podia e só poder comer na hora que é recomendada, não era bom.

Havia crianças maiores que eu, cheguei a conclusão que seriam de séries maiores que a minha. Peguei minha lancheira da moranguinho, indo na direção de uma mesa que a Tia Gabi disse que podíamos sentar.

— Oi. — Um menino parou ao meu lado, junto com sua lancheira do Homem Aranha. Ele era da minha sala, mas não me recordava de seu nome. — Sou , posso sentar com você?
— Claro. — Sorri amigável. — .

Estava me sentindo animada, havia feito um amiguinho que compartilhava os mesmos gostos. Quando tia Gabi nos chamou, ele veio sentar-se do meu lado porque queria me contar como era o homem aranha, porque disse que não gostava dele por conta dos meus primos, e contei como era o Brasil, pois minha família por parte de mãe mora no país tropical, o que é isso? Não sei

— Como foi a escola, meu bem?

Estava na hora do jantar, minha família que morava perto da gente se reuniu toda para saber como foi minha adaptação no colégio. Contei sobre a professora, sobre como era minha sala, o parquinho, contei também sobre a menina da minha sala que chorou porque estava com saudades dos pais e que eu, a ajudei falando que em breve ela estaria com os pais.

— Foi só isso, babe?
— Sim, papai. — Bebo meu suquinho. — AH, fiz um amigo.
— Sério?
— Sim, ele é até legal.

Depois desse dia, e eu nunca mais nos separamos. Descobrimos que também éramos vizinhos aí sim que nossa amizade foi crescendo mais. Nossos pais começaram a ser amigos também. E então tudo que fazíamos, os também estavam juntos, foi até bom, assim tenho a certeza que nunca irá sair da minha vida.

 

Nota da autora: Fiz esse pequeno capítulo para mostrar como nossa pp conheceu o Tom, e pode ter certeza que terá mais desses capítulos.

Aos novos que chegaram na história, primeiramente sejam bem vindos, segundamente vocês sabiam que temos um instagram ((https://instagram.com/escritorabia?igshid=ujy4dl8lgvx9)  onde a pp invade as vezes na caixinha de perguntas? E um um grupo do WhatsApp (https://chat.whatsapp.com/GG6V9cErPT748zgVViUTP2) e do Facebook (https://www.facebook.com/groups/534538070701471/?ref=share) onde posto alguns spoileres e aviso quando for postado? Espero vocês lá.

Beijinhos, até a próxima

INSTAGRAM
subcelebridade: Que faz tudo, nós todos sabemos. Hoje acordamos com um vídeo m-a-r-a-v-i-l-h-o-s-o de comemoração de um milhão de inscritos que foi gravado no início desse mês com . Assim que todos acabaram de assistir, entrou nos Trending Topics do Twitter porque tanto os fãs dela e dele perceberam um clima no ar. Podemos dizer que estamos à espera de um novo casal? Ainda não há nada concreto, mas a única coisa que sabemos é que queremos saber a continuação dessa nova história.

subcelebridades: Vídeos antigos sempre acabam ajudando no futuro não é mesmo? Olha esses pequenos pedaços que encontramos da dizendo que é o crush dela desde sempre e que casaria com ele.

subcelebridade: OPA, novo capítulo de veio mais rápido que imaginávamos. @2013 começou a seguir nossa brailetanica (brasileira + britânica) e gostar de todas as fotos possíveis da menina. Hey , nós estamos torcendo para você soltar uma informação sobre isso okay?

***
estava meia hora olhando o que estavam falando sobre mim, e cada vez ficava com a cara mais fechada. Às vezes, ficava com medo toda vez que meu celular ou o dela apitava. O do , coitado, já estava até travado. Não acreditava que um mini vídeo iria causar um reboliço em dois fandoms do nada.

: Oi meus amores, nunca venho dizer isso aqui. Mas algumas coisas passaram do limite
: Quando sugeri o vídeo de 1M de inscritos, eu não escolhi o famoso, foram vocês mesmo. Então, não teria como me aproveitar da carreira do entrevistado.
: Eu e o só nós falamos aquele dia e só, então pare de inventar besteiras com o meu nome, ou com ele. Obrigada

, pega. — Entregou o meu celular depois de bloquear e ocultar tudo que tivesse relação a esse assunto. — Tem uma mensagem para você.

Fiquei desacreditada ao ver quem havia mandado a tal mensagem, tudo que estava acontecendo, as fofocas, as suposições de um tal relacionamento entre mim e ele, chegou aos ouvidos de quem eu mais temia e, se eu bem o conheço, o mesmo sentia se culpado. Se você pensou em: , acabou de acertar.

Hesitei por uns segundos antes de olhar a mensagem, será que eu deveria ler? O que estava me mandando? Sinceramente, não sei se estou com cabeça para isso agora, desbloqueei e bloqueei o celular infinitas vezes e a coragem não vinha. Até que resolvi finalmente olhar.

“Heey , como vai? Antes de qualquer coisa, eu sinto que eu lhe devo desculpas pelas mensagens e os comentários que as pessoas estão fazendo sobre “nós”, eu não sa que aparecer em um vídeo seu fosse causar tanto alvoroço. Mas me perdoe, eu não queria que você passasse por isso, eu me sinto um pouquinho culpado… porque todo mundo viu que eu estava tendo vontade de ter algo com você, brincadeiras à parte! Mas como estão as coisas aí?”

continuava sendo o doce, sincero, atrevido, engraçado e adorável garoto que eu conheci há muitos anos. Era realmente gratificante saber que tudo que Nicola e Dominic ensinaram a deu certo, que mesmo sendo um astro super conhecido por todos, ele ainda deveria ser um garoto doce e gentil.

“Oi , vou bem e você? Que isso, não precisa pedir desculpas, isso acontece. Ainda mais que todos seus fãs brasileiros sabem que tenho um puta crush em você…, mas as coisas estão ótimas e aí? Como vai minha queria Londres?”

“Ainda bem hahaha. Mas, Londres continua linda e iluminada, estamos em Outono agora, então, você sabe, as folhas estão caindo, está tudo lindo. E como estão as coisas no Brasil? A primavera no Brasil é realmente linda.”

“Como você sabe que estamos na primavera?”

“Andei pesquisando uma época…”

“Sei… Mas a primavera é bem linda mesmo, mas preferimos o verão.”

”Até imagino o porquê🤪”
“E quando vai visitar a querida Inglaterra novamente?

“Quando bater a meta de likes fofinho.”

“Ah sim…”

“Por que já está com saudades ?”

“Sim.”
“Quer dizer, não.”
“E que gostei da companhia de vocês.”

“Minha, da e do ?”

“Sim.”

Não sei quantas horas que fiquei falando com ele realmente, agora que caiu a ficha o tamanho da falta que ele faz em minha vida. Nunca consegui entender o motivo da tia Nikki ter obrigando-me fazer aquilo, era só uma criança que estava querendo falar com o amigo. O que não fazia sentindo também, era que só eu que perdi contato, meus pais frequentam a casa deles sempre quando dá para ir a Londres. Por que só comigo isso aconteceu?

, você precisa fazer stories mostrando essas roupas. — disse jogando as em cima de mim. — Vamos parar de fofocar, namorar, sei lá o que está acontecendo aqui. E você. — Apontou para o . — Vem comigo para ajeitar os últimos detalhes do próximo vídeo.

***
Depois que resolvi com a , decidi arrumar meu quarto, porque estava na bagunça. Enquanto abria e fechava gavetas, acabei deixando uma caixa que estava escrito “para o do futuro.” cair no chão. Me lembrava completamente do que existia dentro dela e fazia tempos que não a tocava, para falar a verdade. Acho que é primeira vez desde quando a guardei dentro dessa gaveta.

O pequeno objeto carregava muitas lembranças de minha infância, especialmente da . Me perguntava o motivo dela ter parado de entrar em contato, nós tínhamos um trato, não tínhamos? Às vezes, me pego imaginando como ela está, mas, logo depois, fico com raiva de mim mesmo por lembrar dela. A garota havia abandonado as amizades britânicas pelas do Brasil, e isso gerou o meu esquecimento.

Carrego a caixa até minha cama, tentando abrir, mas parece que o do passado prendeu muito bem porque não conseguia abrir por nada. Até ver que tinha uma fechadura. Ótimo do passado, onde você enfiou a chave?

— Então quer dizer que você está namorando? E não fala para seu irmão.

— O que teve aquele dia? Eu estava o tempo todo e não notei nada.

— Acabou com as chances do Harrison.

Harrison, Sam e Harry, simplesmente invadiram meu quarto com milhares de perguntas sobre o que estava acontecendo realmente, já sa que isso ia chegar nos ouvidos dele ou dos meus pais. Os olhei com confuso, porque eles sam tudo que acontecia comigo até quando levei um pé na bunda ficaram sabendo, foi quando começaram a gargalhar.

— Filhos da mãe. — Resmunguei tacando um travesseiro em Harry. — O que vocês querem?

— Te perturbar. — Falaram juntos. — Isso é muito bom.

Eles se aproximaram da minha cama enquanto tentava esconder a caixa de baixo dos lençóis, mas…

— Hey, o que é isso debaixo do seu lençol? — Perguntou, Harrison.
— Merda. — Sibilei baixinho, minha tentativa de esconde-la falhou miseravelmente.
, essa não é a…

— Harry, Sam, , desçam aqui, seu tio Carter chegou.

Tio Carter, fazia um mês que não o via. Acho que a última vez foi no meu aniversário, ele vem todo dia primeiro para Londres porque tinha uma filial da empresa. Tio Carter é o pai da . Só eu e ela nos afastamos, nossa família não, era uma das coisas que mais me entristecia. Desde que começou as viagens constantes, nunca o acompanhou. Tudo bem que ele ou sua mãe podiam não deixar por conta de escola. Mas e quando se formou? Se tornou adulta? De qual quer forma, minha mãe pediu a ele que evitasse a falar sobre ela quando estava presente.

— Tio! — Harrison exclamou ao vê-lo, se tinha uma pessoa que adorava Carter mais do que eu. Era o Harrison. — Como o senhor está?
— Aí. — O mais velho bateu no peito em sinal de drama. — Senhor não por favor, já basta os cabelos brancos. Vou bem e vocês?

Uma coisa que mais gostava nele, era o seu jeito engraçado de levar a vida. Sempre fazia piadas com tudo que acontecia em volta dele, quem o ver nem percebe que é um empresário muito sério e rígido quando quer.

— Eu tenho uma coisa para vocês que foi mandado diretamente do Brasil.
— Por quem? — Paddy perguntou largando o vídeo game.

Outro detalhe sobre ele: sempre vem com os melhores presentes do Brasil. Geralmente é chocolate, só quando é aniversario que não é.

— Brigadeiro? — Sam desceu as escadas correndo. — Diz que é, tio!
— Vocês não estão curiosos para saber quem mandou? — Perguntou diretamente para mim e Harry.
— Já sabemos que foi a tia Ângela. — Falamos juntos.
— Outra pessoa que não podia ser… — Completei sentando-me ao lado do meu irmão mais novo.

Fazendo o murmurar baixo “você que pensa.”, me fazendo respirar fundo, porque realmente entendi que o presente era da . Isso me fazia pensar que uma hora ou outra, iríamos nos reencontrar e não poderei fugir. E dava-me nervoso, porque não consigo imaginar como seria minha reação, era muito imprevisível. Podia ser explosivo, carinhoso, ou até indiferente. Só iria saber quando realmente acontecesse, e esse era o meu maior medo.

— Como vai as namoradas ? — Ah não, até ele. — ‘To sabendo, ein. É uma menina linda , tem bom gosto.
— Até você tio Carter? — Perguntei com o rosto corado. — Como sabe que é uma menina bonita?
— Então você assume que está namorando! — Disse bagunçando meu cabelo. — Todo mundo do Brasil a conhece. Fico feliz com isso.
— Eu não estou namorando tio. — Bufei. — Foi conclusão precipitada dos fãs.

Mudamos de assunto quando vimos minha mãe chegando, não que ela implique com isso, mas ela não gostava quando falamos desse assunto perto de Paddy, por ele ser “muito criança.” Meu pai e tio Carter foram pegar cerveja para comemorar a vinda do homem a Londres, eles sempre faziam isso.

— Tio Carter, seu telefone está chegando mensagem. — Patrick pegou o celular do mais velho, que estava em cima da mesa. — É muita.
— O que fala Paddy? — Perguntou chegando mais perto da sala.
— Já chegou papai? — Disse a pessoa do outro lado da linha. — O senhor tem outra filha? Quem fala papai nos dias de hoje?

Escutei Patrick dizer, enquanto pensava quem poderia ser, será que… era a ? Quantas pessoas ainda chamam o pai de papai? Me questionava e meu coração se acelerava com a possibilidade de ser ela, será que devo pedir para conversar com ela? Deveria pedir para ele mandar um oi por mim? Ou apenas ouvir sua voz, inúmeras possibilidades de respostas se passavam na minha cabeça.

Mas não fiz nada, decidi fingir que não ouvi nada, mas por dentro me sentia estranho, a saudades dela crescia cada vez mais, queria muito ver seu rosto, porque o que eu lembro é de uma criança, será que sua voz continuava a mesma? Será que ainda tem aquela risada doce que amava, o mais importante… ela mudou seu jeito?

— Hey, ? — Paddy entrou em minha visão. — Tá tudo bem?
— Está sim. — Suspiro.
— É que você ficou olhando para o nada por um bom tempo.
— Só estava pensando no passado. Às vezes dá saudades. — Seco uma lagrima solitária.
— Eu também maninho, eu também.

Me abraçou, fazendo-me apertar suas bochechas. Resultando a careta que sempre faz quando isso acontece sorrindo para mim.

Nota da autora: O capítulo difícil de se fazer viu? Queria agradecer a Gabriela, por me aturar horas chorando porque não estava ficando do jeito que eu queria. Muito obrigada Bre, você foi e é essencial para esse capítulo ir ao ar, te amo <3

Outra História:

Ainda Existe Amor Em Nós?

Instagram

Grupo do Facebook
Grupo do WhatsApp
Instagram da PP

Capítulo 6

Um mês se passou, muitas coisas mudaram, durante esse mês. Os pais da estão arrumando tudo para voltar a morar em Londres, o que deixava a garota nada contente. Por mais que seja maior de idade, ela queria ficar próxima dos pais e, com eles morando nas terras britânicas, teria o resultado de: terá que ir mais vezes para o país.

A amizade de e cresceu. Sim, depois daquela conversa os dois ficaram cada vez mais próximos que até criaram um grupo no WhatsApp com seus amigos. Brasil x Reino Unido.

***
não tente fazer essa cara novamente. — Minha mãe falava enquanto empacotava as coisas dentro da caixa. — Eu e seu pai vamos voltar sim para Londres.
— Mas, e eu mãe? — perguntei chateada. Nunca tinha ficado longe dos meus pais tanto tempo. — Como vou ficar?
, você já e grandinha filha. — Mamãe riu. — E já tem uma vida aqui no Brasil. Mas se você quiser pode ir com a gente, sabe que sempre vamos te receber com os braços abertos.

Já cogitei a ideia de ir para Londres, mas minha vida está no Brasil, meu trabalho está aqui, e tudo que eu construí está aqui, mas não sei quanto tempo aguentarei longe de meus pais.

Estava mega entediada, havia acabado de empacotar algumas caixas de minha mãe, não havia nada para fazer a tarde, só a noite, eu teria uma divulgação em uma loja de jóias.

Para matar o tempo livre, resolvi me entregar aos clichês adolescentes, mergulhei em filmes que eu amava, já havia assistido todos, mas mesmo assim, estava prestes a assistir quando sinto meu celular vibrando. Não estava afim de ler mensagens apenas navegar nos romances. Mas parecia que a pessoa ou as pessoas que estavam me chamando queriam me notificar de alguma coisa. Era Twitter, WhatsApp, Instagram… Pelo amor de Deus, rolou algum exposed que me envolveram?

A primeira conversa que abro depois de abrir foi da , clico no link que ela me mandou fazendo-me levar um susto. Como assim, meu Deus tinha um mês que o vídeo estava no ar. Na verdade, fez um mês ontem. Achava que iria demorar muito para isso acontecer.

Bom diaa 10:48Am
Preparado para mais uma entrevista constrangedora? 10:48Am

Boa tarde dona moça 10:51Am
Como assim? 10:51Am

Esqueci que aí o horário é diferente 10:54Am
O vídeo acabou de bater a meta de likes! 10:54Am

O que? 10:54Am
Já? Tão rápido 10:54Am

Pois é more, não subestime seus fãs brasileiros, por mais que 10:55Am
Eu ache que só foi batido por causa do Deus Robert John Downey, Jr. 10:55Am

Palhaça você ein? 10:55Am
Mas fico feliz por isso . 10:55Am
Isso quer dizer, vou ver minha crush mais rápido possível 10:55Am

Crush? 10:55Am

Sim, você. 11:10Am

Aquilo me deixou completamente surpresa, não sabia o que pensar e muito menos responder. Dei uma desculpa que minha mãe estava me chamando, mas na verdade chamei , Laís e Amanda para uma noite de meninas. Precisava botar a cabeça em ordem depois disso.

***
Já se passava de uma da manhã aqui em Londres, e eu não conseguia pregar os olhos. Sabia que não deveria ter seguido os conselhos do Harry, por tentar flertar com ela. Agora fiquei no vácuo totalmente.

Voxe r gxotos 2:10Am
Tabem tnho crhs em voxe 2:10Am

? 2:10Am
Você está bem? 2:10Am

Tô bedaba 2:11Am

Tá bêbada? 2:11Am

Si 2:11Am
Muito 2:11Am
Lou 2:11Am
Ca 2:12Am
Sabe o que é pior Thomas? Eu tenho um puta crush em você. Mas não posso, porque é errado. Por que a vida tem que ser assim Thomas! BRUNA CUIDADO VAI CAIR cair o que menina? O preço da banana. 2:12Am

Eu dei uma risada. Até cair a ficha, ela disse que gostava de mim? Imagino que a bebida tenha feito ela fica mais honesta com seus pensamentos. E também imagino o tamanho da vergonha que irá sentir amanhã.

Depois de um tempo, disse que ela já tinha ido dormir. E pediu mil desculpas do que tinha acontecido, se ela soubesse o quanto tinha ficado feliz com aquelas mensagens.

Estava sem sono, então resolvi da uma vê o perfil dela. Realmente era um perfil de uma blogueira, feed completamente organizado, uma postagem melhor do que a outra.

Só tinha uma coisa que me chamava a atenção, todas as fotos com sua mãe ou com seu pai. Eles estavam de costas, ou abraçados. O que me fez pensar, que seus pais não gostam de ter sua identidade expostas.

E foi assim que adormeci vendo suas fotos.

Nota da Autora: Me desculpem por esse mini capítulo, prometo que no próximo irei compensar ❤️ fiquem com Deus.

Outras Fanfics:
Ainda Existe Amor Em Nós?

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