O mistério da cozinha

Sinopse: Um divórcio nunca é uma coisa legal, principalmente com um filho para cuidar. E para piorar tudo, você encontra uma passagem secreta na sua própria cozinha e tem um mistério para desvendar. Junto ao vizinho gato. A vida acabou de ficar 100% ainda mais louca.
Gênero: Comédia Romântica/ Mistério
Classificação: 12 anos
Restrição: os nomes Daniel e Dexter estão em uso
Beta: Regina George

Capítulos:

Capítulo 1

Todo mundo diz que ser mãe muda a sua vida, mas caramba, ninguém me avisou que ia ser tão bizarro assim. Não é apenas uma cabeça que passou pela sua vagina rasgando seu interior, é uma mudança quase em um nível espiritual, eu juro.
No começo, quando ele nasceu, eu me vi completamente apaixonada. Parecia que nada na minha vida faria sentido sem aquela criança com bochechas gorduchas e nariz inchado. Quando ele dormia, eu ficava acordada olhando seus pés fofinhos, checando sua respiração, sentindo o cheiro maravilhoso que a cabeça de neném tem. Eu só funcionava pelo bebê e apenas por ele. Tudo girava em torno dele e de seu bem estar.
Mas aí, com os dias passando, as coisas começaram a ficar um pouco tediosas. Ele só dormia, fazia cocô, chorava e ficava olhando para o nada. Ter um recém nascido é simplesmente entediante. Os dias tinham muito mais de 24 horas e as semanas tinham bem mais que 7 dias. Era absurdamente entediante, chato demais, insuportável. Ficava torcendo para ele dormir para que eu pudesse ver um pouco de TV. E quando não tinha nada que eu gostava na Netflix eu começava a chorar como se o mundo fosse acabar.
Eu fiquei obcecada por Rupaul’s drag race. Eu já gostava antes, mas nos primeiros três meses de Dexter, eu fiquei completamente doente por Rupaul. Assisti todas as temporadas, seguia todas as queens no instagram, gastando o pouco dinheiro que restava com blusas e pins, já que estava em licença maternidade não remunerada (um grande obrigada ao governo estadunidense por isso).
E claro, com tudo isso, eu não tinha muito tempo para o meu marido. Você tem uma casa para cuidar, um recém nascido para ser mãe e doze temporadas de Rupaul e 5 All Stars para assistir, quem vai ter tempo de cuidar de homem? Depois que uma criança de verdade saiu de dentro de mim, me rasgando por completo, tudo em mim mudou. E eu fiquei meio esquecida, o porquê eu já falei, mas enfim. Tudo mudou de verdade mesmo.
Apesar de ser um saco ter um bebê recém nascido, tudo em você muda. Suas prioridades, suas necessidades – tipo raspar a perna. Raspar as pernas é completamente desnecessário quando você tem uma criança que precisa de todos os cuidados possíveis. Eu fui mudada em um nível que jamais esperaria e eu mal reconhecia a do passado. A do presente era infinitamente melhor, mais real. Parecia que minha vida tinha algum sentido, um certo propósito, e eu estava aprendendo a me amar de uma forma diferente. Então, talvez, ficar com meu corpo de grávida não fosse tão ruim assim, pois eu me sentia bem nele. Foi aquele corpo que trouxe Dexter ao mundo e que estava fazendo todas as coisas por ele. Era um bom corpo e estava tudo bem com ele. Talvez conseguir um emprego melhor fosse uma necessidade real pois Dexter merecia o melhor, não apenas o que meu emprego meio bosta podia proporcionar. Talvez fosse a hora de fazer um seguro de vida, caso o pior acontecesse. Eu estava bem com isso tudo. Mas Daniel, meu marido, não gostou muito.
Eu achava que ele estava trabalhando mais para conseguir bancar os muitos gastos que Dexter trazia. Afinal, ele era um pai bom. Passava tempo com Dexter para que eu pudesse tomar banho e cozinhar. Chegava mais tarde do trabalho e ia direto tomar banho para se livrar dos germes que o ambiente de trabalho trazia.
Mas a masculinidade do homem era algo muito frágil. Seis anos juntos, três de casados e ele foi decidir que não queria mais ficar comigo logo agora. Quando Dexter tinha seis meses e cuidar dele não era mais nada entediante e ver Rupaul era um sonho distante, ele veio com o papo.
– Você mudou muito – falou, sentado no outro lado do sofá. Eu tinha noção que nós estávamos nos afastando, mas achava que era porque eu fedia às vezes e estava sempre exausta, suja e nervosa. Conforme Dexter foi crescendo e deixando de ser um daqueles bebês que só dormem, eu fui me desligando mais e mais de mim mesma. Isso era errado? Com certeza, mas foda-se. Ter um filho recém nascido é um saco, mas ainda é muito melhor do que quando eles crescem.
– Claro que eu mudei – disse, dando de ombros e passando o canal. Tinha sido mais um daqueles dias que Dexter decidiu não dormir nada e eu estava louca de cansaço – Qual o motivo da conversa?
, eu estou falando sério. Eu não te reconheço mais.
– Nem eu? E qual é o problema disso? – desviei o olhar da TV e o foquei nele. Ele segurava uns papéis – Daniel, que porra de papo é esse?
– Eu não me sinto mais apaixonado por você.
– Grandes bostas, eu também não me sentiria apaixonada por você se visse uma criança saindo de você.
– As coisas mudaram.
– Que porra Daniel, claro que mudaram. Nós temos um filho, as coisas não iam ficar iguais.
, você não está entendendo. Eu não conheço mais você, você agora é só Rupaul e Dexter, você nem olha mais para mim. É como se você não tivesse mais paciência para mim ou para o que eu tenho a dizer – realmente, não tinha. Ele era absurdamente entediante – Nada fora Rupaul e Dexter te interessa!
– O que eu posso fazer se você é chato?
– Tá vendo? Você não gosta de mim.
– Ah, para de ser criança. Eu amo você, só estou cansada – comentei sem muita paciência. Sinceramente, tinha que ser muito egoísta pra querer ter um papinho bosta desses logo quando a criança tinha dormido.
– Nós discordamos em tudo – continuou sua listinha infantil. – Como nós vamos conviver juntos se você não consegue aceitar minha opinião em nada?
– Eu respeito e aceito sua opinião, só não concordo com ela – dei de ombros. – Eu sei o que é melhor para o Dexter.
– Sabe, é?
– Eu carreguei essa criança por quarenta e duas semanas e três dias, eu passo vinte e quatro horas do meu dia com ele, claro que sei o que é melhor pra ele.
– E desde quando ler um livro do Rupaul para a criança dormir é o melhor? – ai meu Deus eu sou casada com um bosta.
– Eu quero que ele cresça sabendo as coisas, cara. Relaxa. Ele provavelmente vai ser hétero que nem o papai – resmunguei, olhando seriamente para Daniel. – E o que isso tem a ver, sabe? Você só reclama que eu assisto Rupaul como se eu estivesse doente. Você parece que pegou um pequeno elemento sobre mim e falou “opa, vou odiar”. Parece que você quer arranjar alguma razão para tirar minha paz.
– Não é verdade – foi a vez dele suspirar. – Olha, eu amei muito você, mas acho que nós temos mais diferenças do que qualquer coisa agora.
– E eu acho que você é um babaca por querer ter essa conversa.
– Eu não sou um babaca! Você que é!
– Tá bom, Daniel. Acabamos?
– Eu quero o divórcio.
Foi assim que meu mundo caiu todinho no chão. Eu sabia que a gente não estava indo bem, mas não imaginava que estivessemos assim tão na merda. Poxa, não já basta ter seu corpo inteiro modificado, ter sua vida colocada de lado, ainda tem que perceber que sua vida amorosa está morta e sem chances de ressuscitar.
Agora, enquanto eu tomo uma taça de vinho sem álcool mais conhecido como suco de uva, olhando o vizinho chegar de moto em sua casa e analisando os papéis do divórcio que Daniel havia trazido quase cinco meses antes – Dexter estava com quase onze meses agora – eu sentia que finalmente podia respirar. Sentada na bancada da cozinha, finalmente tirando o peso das minhas costas por carregar um relacionamento que vinha se desgastando mais e mais a cada dia. Tudo ia ficar bem, principalmente porque eu ganharia uma pensão bem decente e tinha mais seis meses para ficar na casa que legalmente pertence a família de Daniel, e teria tempo (e dinheiro) para tomar as decisões certas.
– Dexter, não! – falei no exato momento que Dexter tacou uma bola na geladeira, fazendo os imãs caírem. – Sinceramente, quantas vezes tenho que te falar que não pode jogar bola nos eletrodomésticos caros?
– Mãmãmãmã – ele respondeu como se entendesse tudo. Fui catar os imãs de geladeira da nossa família feliz quando achei uma separação no chão. Passei meus dedos nela e senti como se fosse algo móvel. Num leve empurrão, aquela pequena separação virou uma fresta.
Uma sensação estranha invadiu todo o meu corpo, como um arrepio que ia do topo da cabeça até os pés. Tinha algo errado ali, algo bem errado mesmo. Fechei o que quer que fosse quando ouvi a porta da sala se abrir.
N/A: Olá olá olá. Mais uma fic nova no pedaço pois… sei lá, deu vontade. Espero que gostem e venham acompanhar o mistério da cozinha comigo. O instagram da pp é @zaragoldwyn e por lá você acompanha os spoilers e tudo mais. Beijos xx @bruni.ta

Capítulo 2

Quando qualquer pessoa olhava para Daniel e eu alguns bons anos atrás só via amor e felicidade. Éramos um daqueles casais insuportáveis, que se apelidaram carinhosamente e se falavam o dia todo. O conheci logo no primeiro semestre da faculdade – ele era flat mate do namorado da minha flat mate. Num dia quando Ian foi à nossa casa acabou levando Daniel e logo nos conectamos. Ele era lindo, com seus olhos azuis e sorriso esculpido. Estudávamos na UCLA, uma das melhores faculdades do país, e nós dois fazíamos cinema. Ele era dois anos a minha frente, mas não tinha problema, pois ainda ficávamos boa parte do tempo juntos.
A coisa é que Daniel era literalmente tudo que eu sempre sonhei: Tinha belos cabelos castanhos, olhos azuis e um corpo daqueles. Era alto e tinha uma tatuagem de golfinho no tornozelo. Tocava guitarra e banjo, gostava de ler e adorava filmes de pequeno orçamento que nem eu. E, para melhorar, vinha de uma família conhecida no meio, os Goldwyns da Silverline Productions. Eles estão na área desde a criação do cinema, produziram milhões de filmes importantes que estudamos na faculdade e conhecem todo mundo desse universo. Seus pais e avós são as pessoas mais chiques que conheci na vida, sério. Todo mundo conhece os Goldwyns, todo mundo baba ovo dos Goldwyns, e eu era só uma garota do norte da Califórnia que queria ser roteirista. Daniel só estava fazendo faculdade para agradar os pais, porque não precisava de nada para seguir como produtor na empresa da família. Eu, por outro lado, tinha mais de cem mil dólares em débito estudantil e o peso do universo em minhas costas.
Por isso nós ficamos juntos. Daniel gostava de ver uma pessoa pé no chão, que trabalhava em um supermercado para pagar as contas e tinha grandes sonhos. Os sonhos dele foram sonhados muito antes dele nascer e ele gostava de ter alguém que pudesse lhe dar novos horizontes. Caramba, naquela época eu nem pensava em sonhos direito, eu só queria ter dinheiro pra pagar a conta de luz.
Nos casamos assim que eu saí da faculdade. Ele já trabalhava na produtora da família como assistente de produtor (não assistente de produção, por favor) e eu, no começo, era estagiária na Fox – emprego que havia conseguido graças aos contatos dos Goldwyns, Deus abençoe eles. Foi uma cerimônia linda, na vinícola da família, tudo perfeito. Nos mudamos para a casa histórica da família em Beverly Hills Gateway, Los Angeles. Por muito tempo eu fiquei insana tentando entender como eu dei tanta sorte. Como uma garota com mil e duzentos dólares no bolso conseguiu vir para a cidade dos sonhos e acabou numa casa histórica em Beverly Hills.
Mas aí uns dois anos depois que nos casamos eu fui demitida por brigar com um produtor e tive que recomeçar minha carreira do zero. Nessa, voltei para a faculdade para estudar mais sobre história do cinema – eu sei, isso é assustador, mas o pagamento era bom. A indústria do cinema é muito podre, completamente imunda. Eu estava num ponto que nem conseguia dormir à noite pensando nas altas merdas que ouvia, então decidi dar o fora enquanto ainda havia tempo. Os Goldwyns logo me descobriram algo para mim, já que o pai de Daniel, Adam, era amigo do diretor da Full Sail University, que ficava na Flórida. Aí os dois conversando, o cara aparentemente disse que eles estavam precisando de uma professora de história do cinema e bam, quando eu vi lá estava eu gravando vídeos explicando filmes de mais de cem anos de idade.
Apesar de ter um trabalho absurdo de doido, eu e Daniel éramos felizes demais. Vivíamos em festas chiques e tomando vinhos caros, viajávamos o tempo inteiro e nossa vida era simplesmente boa. Éramos casados, brigávamos, mas fazíamos as pazes na cama como um casal normal. Tudo certinho, tudo ia bem.
Então, fiquei bêbada uma noite e troquei meu anticoncepcional com meu remédio de alergia e nove meses depois Dexter Maine Goldwyn nasceu. Daniel começou a ficar mais afastado logo durante o primeiro trimestre, ele sempre passou muito tempo trabalhando e quando chegava em casa se enfiava de portas fechadas no escritório, mas isso piorou ainda mais quando engravidei.
E agora estamos nessa: Eu com um bebê de 11 meses que grita o tempo inteiro e divorciada antes dos 30. Nunca imaginei que isso pudesse acontecer comigo, de forma alguma. Achei que Daniel e eu seríamos para sempre. Mas não fomos, e ok, eu vou me reinventar. Talvez eu corte o cabelo. Talvez eu volte a ser modelo. Sei lá, eu vou dar um jeito. Sem Daniel, mas vou dar um jeito.
– Nossa, finalmente! – Ele disse chegando até mim. Estava de roupa social, devia ter acabado de voltar do trabalho, e tinha aquele cheiro de homem branco rico que eu tanto gostava – Só demorou cinco meses.
– Eu não tenho tempo para ficar lendo e relendo as bilhões de cláusulas que sua família colocou – Na verdade eu precisava ter total certeza de que aquilo era realmente o que eu queria e se eu ia conseguir viver bem sem ele. Não por mim, mas por Dexter. Nós assinamos aquela coisa de sem união de bens e ok, sem problemas, mas meu único bem era um carro e Daniel tinha coisa ou outra. Então, por Dexter, eu precisava ter certeza que teria pelo menos o suficiente para morar em uma das cidades mais caras do mundo. E ele foi bem legal deixando a gente ficar na casa por mais seis meses até que eu arranjasse algo legal, ele foi legal oferecendo para pagar pela mudança e pelo aluguel, além de ter acordado numa pensão bem boa. Então estaríamos ok, pelo menos foi isso que meu advogado disse.
– Nem foram tantas assim – Daniel se abaixou para pegar Dexter, que fez um barulho tipo “ahsayhsa” e ficou no colo do pai – Cadê o beijo do papai?
– Mãmãmãmãmã – Eu tenho muito orgulho do meu filho, sério. Daniel fez uma careta e o colocou no chão.
– Como vai, ?
– Excelentemente bem – Ajeitei meus cabelos, limpando em seguida o suor que se formava em meu buço por causa daquela fresta perto da geladeira. Que coisa estranha. Nunca tinha reparado e nós morávamos lá há sei lá, um seis anos – E você, Dan-Dan?
– Melhor agora que você assinou os papéis.
– Nossa, você realmente quer se livrar de mim – Falei e ele pareceu um pouco chocado.
– Eu achei que você também concordasse que isso era o melhor pra gente.
– Foda-se o que é melhor pra gente, não é mesmo? – Dei de ombros e Daniel apenas assentiu. Peguei os papéis e entreguei a ele – Toma, pode levar para o seu advogado e ser feliz.
– Você está sendo muito azeda – Foi a vez de ele dizer – Mas eu tenho que te pedir um favor.
– Claro – Porque emprestar meu corpo para gerar o filho dele e passar adiante o sobrenome Goldwyn não era suficiente.
– Eu queria levar o Dexter para conhecer minha namorada.
– Ah vai se foder – Foi tudo que eu pude dizer.
– Eu achei que você já imaginasse que eu estivesse saindo com alguém – Ele se sentou na cadeira, observando Dexter que brincava com o lixo. Caralho ele estava brincando com o lixo.
– Dexter pelo amor de Deus – Corri até ele, o tirando do lixo. Ele chorou, claro. Eu era uma mãmãmãmã terrível.
– E como hoje é aniversário dela, pensei que fosse ser uma boa surpresa levar Dexter para a festa.
– Cara, tá tudo errado – Foi tudo que pude dizer – Você quer levar um bebê para uma festa?
– Vai ser uma reunião na casa dos meus pais.
– Caralho Daniel, que merda. Há quanto tempo vocês estão juntos? – Coloquei Dexter na cadeirinha e senti Daniel ficar mais tenso.
– Há algum tempo.
– Se sua família já gosta dela, tem que ser algum tempo mesmo. Você percebe que nós ainda estamos casados, né?
– Bem, nós estávamos separados antes. Eu já não moro aqui tem algum tempo, caso você não saiba – Ele falou como se estivesse coberto de razão. Que ódio.
– Isso não importa. Ainda estamos casados, eu ainda uso esse anel aqui ó – Mostrei minha aliança para ele. Dexter riu.
– Olha, eu não quero brigar com você, . Principalmente na frente do D – Comentou – Eu só quero saber se posso levá-lo ou não para a festa. Meus pais estão morrendo de saudades dele.
– Pode – Falei toda emburrada, puta da vida, mas me senti meio sem opção. Não queria ser a mãe rancorosa que as pessoas falam mal em festas. A vadia maldosa que não deixou o filho ver a família do ex.
Eu devia ter reparado. Ninguém falava mais comigo, ou me convida para os almoços de domingo. Claro que Daniel estava levando alguém. E era estranho, pois no fundo me importava, ao mesmo tempo que estava meio amortecida. Eu só estava com raiva por ter sido traída, e eu tinha certeza que tinha sido traída. Meu Deus, a família dele deve me odiar agora. Me achar uma ranzinza. Que ódio.
-Valeu,– Foi tudo que ele pode dizer.
Eu o alimentei, dei banho e coloquei uma roupinha que sua avó tinha dado e lá foi ele, todo fofinho, ver a nova namorada do pai. E eu? Fiquei sozinha, me sentindo um lixo descartado. Não conseguia parar de pensar no que Daniel falava de mim, e em como eu queria estar em mais um jantar totalmente fútil dos Goldwyns. Eu gostava demais deles. Droga.
Aí, do nada, eu dei um berro. Tipo, um berro muito alto. Tão alto que meu vizinho veio checar se eu estava bem.
N/A: Exausta porém de volta. Obrigada por terem colocado a fic no top! Agora se puderem dar aquela comentadinha, eu agradeceria. Beijos ♥️