The Space Between Us

The Space Between Us

Sinopse: Todos tem um sonho de construir uma carreira, com ele não foi diferente. Quando viu que tinha oportunidade única, pegou sua mochila e se mudou para Los Angeles deixando tudo para trás, sua família, seus amigos e sua namorada.
Ela não queria sair da sua cidade, o deixou partir mesmo tendo medo de nunca mais encontrá-lo. Depois de anos se reencontram, será que esse amor interrompido terá uma nova chance?
Gênero: romance e drama
Classificação: 16
Restrição: Palavras de baixo calão,
Beta: Natasha Romanoff

Capítulos:

PRÓLOGO

A euforia estava nos olhos. A menina já conhecia aquela emoção, era a mesma de quando foi pedida em namoro e de quando o rapaz recebeu seu primeiro papel nas telas do cinema. O namorado parecia totalmente diferente de ontem, quando a deixou em casa. Era um novo rapaz e isso causou estranhamento. O que havia acontecido para que mudasse tanto do dia para noite? Será que era para uma surpresa do um ano e quatro meses, que comemoravam hoje? Por isso não tocou no assunto todo esse tempo? Então ele não esqueceu, certo? Essas perguntas rondavam o pensamento da menina enquanto caminhava em direção à sua casa, junto ao namorado.
— Você não vai entrar? – perguntou a menina, após chegar ao seu portão. – Mamãe fez sua comida favorita.
— Não posso. – respondeu, colocando as mãos no bolso da calça, daquele jeito constrangido de garoto fofo. – Minha mãe pediu para que eu fosse direto para casa.
O desânimo se fez presente em . Havia pedido para sua mãe fazer um almoço para os dois de comemoração. Mas como conhecia sua sogra, era bem capaz desse detalhe ter acontecido. Sra. sempre atrapalhava, mesmo não querendo, e só gostava de ter seus filhos presentes sempre que podia.
— Está bem. – Murmurou, triste. – Preciso entrar.
deu a desculpa para não dizer a verdade, porque a garota estava prestes a começar a chorar. O menino colocou seus braços em torno dela e a trouxe para perto, selando seus lábios delicadamente.
Deu um aceno, sentiu uma lágrima solitária escapar por sua face.
— Que bom que vocês chegaram. – falou a mãe da menina, saindo na cozinha. – Cadê o ? Já sei, foi direito para o banheiro lavar as mãos para não perder tempo com a comida. Você deveria fazer o mesmo, .
— Não, mãe. – Deitou-se no sofá dramaticamente. – não veio para o almoço. Ele sequer lembrou que dia é hoje.
As lágrimas que havia segurado desceram por sua face, havia esquecido de um dia importante para eles.
— Ei, . O que houve?
A menina limpou as lágrimas que desciam pela sua face, não imaginava que Emmett já havia chegado da faculdade.
— Nada. — abriu um sorriso falso, tentando disfarçar, mas como seu irmão a conhecia bem. — É a escola, você sabe como é. Final do ano, provas.
Como o irmão mais velho, Emmett conhecia todos como a palma de suas mãos e sabia muito bem que tinha algo a mais naquela história. Sempre soube que um dia iria encontrar sua menininha chorando pelos cantos por conta do namoro. Então teve uma brilhante ideia para tentar animá-la.
— Laís me ligou hoje. — Suspirou, sentando-se ao lado da mais nova. — Querendo saber se posso ficar com a Chloe, e como sei que a tia dela está morrendo de saudades, disse que podia.
Ter a sobrinha por perto fazia esquecer de todos os problemas e todos sabiam disso. A menina apenas abraçou o irmão, agradecendo por isso.
— Filha, Charles disse se viria para o almoço?
— Falou alguma coisa de fazer um trabalho na casa do Evan. — Deu ombros para o que falava. — Mas sabemos que trabalho é a última coisa que ele irá fazer. Não tem nenhum trabalho para entregar esse mês, nem para o próximo.
O almoço foi repleto de palhaçadas do irmão e da mãe, que estavam tentando fazer a menina sorrir e conseguiam. já não se lembrava mais do motivo que a fez chorar.

***

Enquanto caminhava para sua casa, que era na rua de baixo, pensava em uma maneira de contar para sua namorada que havia recebido uma proposta de gravar um curta metragem que poderia fazer sua carreira decolar, há dois meses. O menino sabia que a amada iria ficar super orgulhosa, mas não conseguia imaginar como seria sua reação quando soubesse que precisaria se mudar para 8.750km longe dela.
— Você não contou novamente, ? Meu filho, você irá embora daqui a quatro dias!
O tempo se passava tão rápido que não tinha notado que faltava tão pouco para esse momento acontecer.
— Vai contá-la quando? – perguntou Sam, um dos seus irmãos gêmeos. — Quando estiver sentado na poltrona do avião?
O menino ficava nervoso cada vez que esse assunto era tocado, não gostava que sua vida amorosa fosse discutida assim, livremente aberta.
. — Seu irmão mais novo o chamou. — Pelo menos lembrou que dia é hoje?
Não, o menino não havia lembrando. Fez todas as checagens em sua memória, não era aniversário da menina, também não era da sua sogra, muito menos dos seus cunhados, que dia seria hoje? Foi então que sua mente o fez lembrar de um detalhe.

Hoje teria aula de Educação Física, finalmente o dia que todos os meninos, incluindo , esperavam ansiosamente. Poderia jogar seu basquete.
Quando entrou no vestiário, o menino encontrou o irmão gêmeo de sua namorada terminando de se arrumar.
— Hey, . Como você está?
— Estou bem e você? — perguntou, tirando a camisa, não ligava se o cunhado era gay como os outros alunos ligavam, sabia que nunca teria esse tipo de olhar vindo dele.
— Bem também. — Guardou suas coisas dentro do armário, trancando com a senha. — Bom, vou indo. Parabéns pelo dia de Hoje.

***

— Que dia é hoje, professora?
Um dos alunos do fundão que ficava responsável pela pergunta porque sempre estava pedido no tempo, fazendo todos gargalharem, porque era todo dia a mesma coisa, às vezes se repetindo três ou quatro vezes no dia.
— 25 de maio, August.

***

— Você não vai entrar? – perguntou a menina, após de chegar ao seu portão. – Mamãe fez sua comida favorita.
— Não posso. – respondeu, colocando as mãos no bolso da calça daquele jeito constrangido de garoto fofo. – Minha mãe pediu para que eu fosse direto para casa.
— Está bem. – Murmurou, triste. – Preciso entrar.

Merda! O menino se xingava enquanto entrava no quarto. Agora tudo fazia sentindo, o motivo dos parabéns do cunhado, o porquê sua sogra havia feito sua comida favorita. Hoje ele e completam um ano e quatro meses. Como podia ter esquecido esse detalhe? A amada com certeza estaria triste a essa hora, o que será que podia fazer? Não tinha como apagar o dia de hoje e começá-lo novamente, mas não podia também dizer que esqueceu, assim magoaria sua menina mais ainda.
Se jogou na cama, pensando em mil possibilidades para corrigir a gafe que havia feito. Só que não chegou à conclusão nenhuma. Apenas pegou no sono com seus pensamentos confusos.
— Ô cabeça de vento. — A voz de Harry, o outro irmão gêmeo do garoto, o fez despertar do sono. — Mamãe disse que é para você acordar e se arrumar que hoje vamos comemorar sua ida para Los Angeles.
Ainda tinha marcado um jantar com a família nesse dia? se culpava enquanto entrava no banheiro. Não tinha coragem de sequer mandar mensagem para a namorada, se sentia envergonhado. Mas esquecer data comemorativa de namoro era normal não era? A resposta veio imediatamente: não, não era. Sempre soube que não suportaria que esquecesse esse dia. Na última vez em que fingiu que havia esquecido, a menina ficou semanas sem trocar uma palavra com ele.
— Vamos, . Temos uma reserva para daqui a pouco, não podemos atrasar.
No caminho, o moreno tentava parecer feliz por estar dando um passo importante na sua carreira. Só que não conseguia enganar sua família, todos sabiam que ele também queria compartilhar esse momento com a amada.
O jantar foi repleto de risadas, histórias dos meninos, dos pais, lembranças e, o mais importante, com muito amor. com certeza iria sentir falta de tudo isso. Tentou convencer seus pais a irem junto com ele, mas a resposta foi: ‘Aqui em Londres a educação é a melhor para seus irmãos, não tire essa oportunidade deles.’
— Queria propor um brinde. — A mãe do menino elevou o copo de suco. — Um brinde ao nosso menino, que está dando um novo passo importante para sua carreira.
já estava com os olhos lacrimejados e faltava muito pouco para que elas caíssem.
— Um brinde ao finalmente vou ter um quarto só para mim. — Os irmãos gêmeos falaram, juntos, fazendo todos rirem.
— Queria agradecer a todos vocês. — Olhou para todos os presentes. — Que me apoiaram em cada decisão sobre minha carreira e dizer que quero todos em breve em Los Angeles, porque não gosto de ficar sozinho.
— Então vamos aproveitar esses últimos quatro dias com o ! — gritou o irmão caçula.
O que eles não imaginavam era que estava escutando tudo. Os irmãos da menina resolveram levá-la para se distrair junto à sobrinha em um dos seus restaurantes favoritos. Assim que acabaram de chegar, deram de cara com a família comemorando. E quando a menina finalmente criou coragem para cumprimentá-los, acabou escutando tudo o que foi dito.
— C-como assim, ?

Nota da autora: Oi, leitores lindas. Eu espero que gostem desse projeto tanto quanto eu quando comecei a escrever. Beijos ❤️

Att,
Lady Sibyl.

Capítulo I – Ler Her Go

odiava bloqueios.
Bloqueios criativos eram a pior coisa para qualquer escritor, mesmo que amadores, afinal, eles encaravam o trabalho e pensavam que não havia mais nenhum pingo de criatividade em suas mentes e que não eram tão bons escritores assim. encarou o computador mais uma vez, enquanto lia as palavras escritas, e suspirou pela falta de criatividade em sua cabeça.
Como posso continuar essa cena? Ouviu o celular piscar algumas vezes no pequeno espaço “Termine seu trabalho primeiro”, enquanto as notificações de suas redes sociais estavam no silencioso para não interferir no então romance que havia se proposto a fazer para seu agente, apesar dos esforços que estava fazendo em entregar antes do prazo estabelecido.
Bloqueio.
“(…) “Douglas estava ignorando seu celular completamente desde o dia anterior.
Tinha mais de 30 notificações de ligações, que variavam entre seus amigos, sua irmã e até mesmo sua mãe. Mensagens no WhatsApp, torpedos e até mesmo seu Messenger no Facebook estavam lotados. Ele simplesmente não estava com paciência para lidar com aquilo naquele momento. Havia gravado durante todo o dia e sentia uma vontade imensa de comer pizza, deitar-se em sua cama e dormir.” (…)¹
.
se ajeitou na cadeira enquanto os cabelos castanhos claros estavam presos num rabo de cavalo, e mirava novamente a tela do computador. Ela tinha um prazo a cumprir e os prazos se apertavam quando havia aquele empecilho chamado bloqueio criativo.
Talvez ela devesse parar. Após duas horas escrevendo mais de 10 páginas do seu romance, precisava comer, um banho e uma boa série na Netflix para pode voltar com todas as forças para finalizar aquele capítulo e enviar à sua editora. Por que eu quis virar escritora? Apenas quando aconteciam os raros bloqueios criativos que ela se questionava de sua escolha de profissão. Suspirou profundamente e encarou a pilha de livros espalhados pelo quarto, além de almanaques de vários países, cultura e costumes que ela reunia quando precisava pesquisar algo específico para o livro e o Google não tinha uma resposta que a agradasse, quando ouviu o som da porta se abrindo e a pessoa correndo feito um furacão até ela, sua voz soando nervosamente animada.
— Tia. Olha!
encarou Chloe, enquanto a sobrinha favorita e única até o momento vinha com o bico em seus lábios e mostrava a propaganda para um evento de fãs que ocorria em Londres na próxima semana.
— Tia, por favor, a senhora pode levar eu e a Ashley para ver ele! Por favor, tia? Sim?
O evento era sobre , o mesmo que namorou anos atrás, até então escritora de Não Se Apaixone Pela Sua Namorada¹. Soltou um suspiro.
Quantos anos não via ? Falava com ele? Chloe nem se lembrava que sua tia havia tido um namorado e muito menos sabia que tia havia tido um romance com o astro de Spider-Man: Homecoming.
A lembrança da pequena Chloe desgostar de era engraçada. A garotinha de 5 anos parecia realmente acreditar que o até então aspirante a ator de Hollywood ia roubar sua tia favorita.
E pensar que Hollywood roubaria de naquela época e faria com que seus caminhos se separassem a partir do momento em que ele se tornou o novo Homem-Aranha.
— Então, vai nos levar?
A adolescente a tirou de seu devaneio e as lembranças do namoro com a fizeram sentir falta da risada do ator. Enquanto encarou Chloe fazendo uma cara irresistível de cachorrinho, soltou um suspiro e pensava em como escapar da situação constrangedora que seria encontrar seu ex famoso com sua sobrinha tendo ataque de fangirl ao conhecer seu ídolo.
— Seu pai não pode te levar?
— Meu pai odeia rapazes, tia. E ele vai ficar fazendo aquela cara de bunda! Vamos, eu prometo que vai ser divertido. Tio Charles disse que ia se fosse você…
riu, afinal, sabia que Emmett agiria do jeito que Chloe disse. Apesar dos seus 31 anos não revelarem o pai babão que era pela loira, que ainda a encarava a tia com os olhos de cachorro pidão.
— Ok. Ok. Se seu tio Charlie for, eu vou…
Antes que pudesse dizer mais alguma, Chloe soltou um gritinho de alegria.
— Obrigada, tia! Você é a melhor!
O estalo do beijo em sua bochecha era reconfortante. Enquanto Chloe deu aceno e ligava para amiga, a escritora encarou o exemplar de seu próprio livro sob a cabeceira e o abriu em uma página específica.
A foto dos dois adolescentes mostrava o quão imaturos eles eram naquela época, todavia, a não se arrependia de sua decisão quanto ao relacionamento com o . Apesar de sentir falta, ela sabia que fora uma decisão que beneficiou ambos.
imaginava que não lembraria dela, afinal, fazia anos que ambos não se falavam, e muito menos se viam, os dois havia seguindo em frente com as suas respectivas carreiras.
E assim ela esperava.

***

posou para a fotógrafa Aileen Crane e o ator encarou a mulher de pouco mais de 25 anos dando ordens para a equipe da produção.
A revista Young estava em sua edição de aniversário e por isso estava trazendo atores, bandas consagradas e músicos.
— Fique mais natural. — Pediu a fotógrafa. estava cansado e desejava um bom banho, sua cama, e principalmente, que não houve compromissos no dia seguinte. Apesar do cansaço das gravações, dos eventos e das revistas, amava sua profissão.
— Terminamos.
Avisou o assistente de produção, enquanto a fotógrafa gritava para o próximo grupo. se sentiu grato por não repetir a dose de fotos, ao menos acreditava que havia saído decente para a revista apesar do cansaço.
Só queria sua cama. entrou no quarto que fora destinando a si e o cheiro de fritas estava dominando o ambiente.
— Com fome?
Noah Willians sorriu, o celular na mão e um tablet, enquanto provavelmente tivera uma conferência online sobre possíveis trabalhos do ator. Todavia, ignorou o então assistente e agente, pegando o sanduíche em cima da mesa. Estava se alimentando porque Noah havia lembrando de trazer comida.
— Você tem dois dias de folga até o evento de fãs.
agradeceu com a boca cheia. Fazia anos que não voltava para a sua terra natal. Ter dois dias de folgas prestes a embarcar para lá? Era o melhor presente que poderia ter.
— Quero uma passagem para Londres. – disse, fazendo o agente arregalar os olhos. — Para hoje mesmo.
Noah até entendia o motivo do cliente querer imediatamente, mas tinha tudo já comprado para a noite do dia seguinte. Não podia simplesmente comprar uma passagem para Londres de uma hora para outra. O agente ficou tentando convencer o mais novo a mudar de ideia, porém já sabia que quando bota uma coisa na cabeça nada e nem ninguém conseguiria mudá-lo.
— Está bem. — Suspirou, derrotado. — Daqui a uma hora me encontre no aeroporto.
O ator nem se deu o trabalho de responder, apenas pegou alguns biscoitos que havia em cima da mesa e simplesmente saiu da sala correndo.
Enquanto arrumava suas coisas, se lembrava de quando morava em Londres. Desde que aceitou o papel de ser o novo homem aranha, não havia pisado pelas terras britânicas por mais de um dia e muito menos visitou o bairro que cresceu.
Com esses pensamentos, uma pessoa foi lembrada. Como devia estar? Será que conseguiu realizar seu sonho de ser escritora? Será que ela acompanhava seus filmes? Se esqueceu dele? Já estava casada? Casada e com filhos?
balançou a cabeça, tentando tirar todos aqueles pensamentos. sempre fora um assunto que ele não gostava de tocar. Ainda amava a menina. Até tentou se relacionar com outras garotas, mas nunca conseguiu esquecê-la.
Depois de 10 horas e 56 minutos de voo, se sentia exausto. Trabalhou uma parte do dia e na outra ficou preso dentro de um avião. Eram 2:26 minutos quando o ator pisou nas terras britânicas, seus irmãos já estavam à sua espera. Enquanto caminhava, as lembranças dos últimos dias que morou naquele local vieram à mente, o último momento que viu a sombra da amada nos braços do irmão.
— Você entregou?
— Sim, mas não tenho certeza se vai. — disse Harry, suspirando.
— Ok.

¹Retirado do livro Não Se Apaixone Pela Sua Namorada escrito pela Graziela Santos.

Instagram da personagem principal
Instagram – Fc – da Chloe