Oblivium

Sinopse: Oblivium do latim, Oblívio do português.
Ação ou efeito de esquecer; perda de memória; esquecimento.
Condição do que ou de quem se encontra em repouso, descanso ou adormecimento.
Nos últimos sete anos, foi assim que ela se sentiu. Em um repouso e descanso constante, se sentia adormecida. Aquele acidente aos dezessete anos tinha mudado completamente o rumo de sua vida. Ao invés de estar apaixonada e construir sua vida com um amigo de infância. Harry Styles.
7 anos se passaram.
Agora estava apaixonada pelo melhor amigo dele. Zayn malik.
Perda de memória. Uma morte falsa. Um amor interrompido.
Ela não tinha certeza de qual era a verdade, mas de uma coisa não tinha dúvidas.
Seja qual fosse a matéria que suas almas eram feitas, a deles eram iguais.
Gênero: Romance, Drama.
Classificação: 18 anos.
Restrição: Com a One Direction, os meninos são fixos. Harry e Zayn são os principais.
Betas Sofia Alonzo

Capítulos:

PRÓLOGO

Uma pilha de livros.
Vários discos de música.
O cheiro dele estava preso à ela para sempre, assim como o dela ficaria nele.
Ela sempre acreditou que quando duas almas se conectavam assim, não importava o curso da vida. Uma hora elas voltariam a se encontrar, essas duas vidas se cruzariam em algum momento do percurso inevitável que é a vida. Tinha os pés tão grudados ao chão como tinha o coração aos milhares de livros que já tinha lido, era o que gostava de dizer quando alguém perguntava se era sonhadora.
Acreditava no amor.
Poderia ele superar tudo?
Se era possível morrer aos dezessete anos — talvez estivesse acontecendo —, também poderia renascer. Uma vida poderia se formar dali, não seria a mesma vida e nem ela seria a mesma, mas conseguiria começar dali, não de onde parou. Alguns passos teriam que ser retomados, um novo amor surgiria e suas almas tomariam um novo curso.
Até se reencontrarem novamente.
Eram todas as coisas em que conseguia pensar naquele momento, dentro do carro destruído e prestes a ser tomado pela água. Todos planos que tinha feito estavam tão distantes e perdidos em algum lugar em sua mente e não tinha relevância. Nada era mais importante do que aproveitar aquele lapso de vídeo ao lado dele que ainda tinha.
Demorou, mas as lágrimas e o desespero finalmente tinham chegado.
Harry segurou a mão da garota em prantos ao seu lado, agora nada além disso poderia ser feito. Com a água do rio já na altura de seu pescoço, a única coisa que ele conseguia fazer por ela, era que sentisse que tinha sido amada e que ainda era. Naquele momento de desespero, ele ainda podia ama-la sobre todas as coisas.
Foi a única coisa que fez desde a primeira vez que colocou os olhos nela.
Apertou a mão contra a dela e fechou os olhos. Sentiu o cheiro de chocolate quente, também conseguia sentir o amadeirado da cabana pela manhã, o mar batendo na areia e trazendo a maresia para dentro. As sensações eram quase tangíveis.
Sua mão se soltou, assim como a consciência de seu corpo.
deixou que a última lágrima caísse sobre seu rosto. Não iria chorar mais, apertou a mão de Harry mesmo sabendo que ele não poderia sentir seu toque e abriu o sorriso mais largo que conseguiu. Queria que o último minuto que fosse ter com ele lhe causasse alegria, mas não tristeza, depois de todos os momentos já vividos ao lado dele, era a única coisa em que poderia pensar.
Felicidade.
E pensou em seu diário e o que tinha escrito nele na noite anterior, uma última frase dele.

“Seja qual for a matéria de que as nossas almas são feitas, a minha e a dele são iguais. — Emily Brontë. ”

Também foi a última coisa que pensou, antes que perdesse a consciência.

CAPÍTULO I

 

NOVA YORK — MANHATTAN.

 

Ela envolveu os braços no corpo na tentativa de diminuir o frio que o vento gélido e incessante do início de inverno em Nova York estava trazendo. Desejou não ter saído de casa, poderia ter trabalhado do próprio apartamento, afinal a empresa estava em uma boa fase e seria seu último mês, antes das férias, não tinha muito o que fazer. Mas, estava ansiosa demais para a chegada dele, se tivesse ficado em casa não teria terminado nem um terço de suas obrigações.
Fez sinal para um táxi que se aproximava e pulou para dentro dele assim que o motorista estacionou, informou para aonde ia e se recostou no banco sentido-se aliviada pelo ar quente dentro do carro.

 

LONDRES — ESTAÇÃO DE TREM.

 

Harry desceu na estação de Londres sentindo seu coração acelerar com a sensação de estar finalmente indo para casa depois de sete anos. Após a morte de , ele decidiu que não voltaria tão cedo para Holmes Chapel, sua cidade natal e onde passou cada momento de alegria ao lado dela.
Ainda não se sentia totalmente seguro, mas nas quatro horas de viagem que teria de enfrentar, teria tempo suficiente para sentir-se pronto — ao menos era o que achava. Entrou no carro alugado na intenção de não atrair paparazzis e deu partida, sua mente divagou em lembranças assim que pegou a Central Road passando por uma placa onde dizia “Holmes Chapel”.

Harry jogou a cabeça para trás e riu descontroladamente da garota bem à sua frente. estava com a mão na cintura e o encarava esperando que ele parasse de rir da cara dela, odiava quando ele começava com essas crises de risos e não parava mais.
— Juro que não me responsabilizo pelos meus atos, se continuar rindo assim, Harry Styles — disse com firmeza, mas por dentro estava achando graça.
— “Você é como o sol, nasce todos os dias para mim…” — Harry leu o papel em sua mão e caiu na risada de novo.
A garota se jogou em cima dele e tentou pegar o papel de sua mão, já fazia mais de uma hora que ele a estava zoando por causa da carta que Josh leu para ela, fazendo uma declaração como um garoto apaixonado.
— Isso, não tem a menor graça — disse já em cima dele, tentando de maneira frustrada pegar a carta de amor de volta.
— Sério, seria cômico se não fosse trágico — Harry disse por fim, se sentando de maneira que ela ficasse no colo dele.
Estendeu o papel para , que pegou de volta fazendo um careta.
— Ué! Por quê? — questionou olhando-o com uma careta. — Pensa que não sou boa o suficiente para receber uma carte de amor, no dia dos namorados?
Harry a encarou por um instante, era ridículo aquilo passar pela cabeça dela. Qualquer cara seria idiota, se não mandasse uma carte de amor para ela no Dia dos Namorados.
Era o oposto do que ele estava pensando.
— Não é isso. — Seu humor tinha mudado, detestava quando ela dava a entender que ele poderia nem sequer pensar algo assim sobre ela. Harry a empurrou para o lado de maneira que ela saiu de cima dele e ele se ajeitou na cama encarando-a.
revirou os olhos, Harry levava as coisas a séria demais e ela sabia disso.
— Qual é Hazz, sabe que não falei sério. — Sentou-se ao lado dele e o encarou.
— Não sei, as vezes tenho minhas dúvidas. — Harry levantou e andou pelo quarto em busca de sua camisa, a vestiu assim que encontrou e encarou a garota de cabelos deitada na cama encarando o teto.
bufou e fechou os olhos, sabia que ele ia começar de novo com todo o drama do “Eu te amo e você não acredita.”
O problema era esse, ela acreditava tanto que tinha medo de admitir isso em voz alta, principalmente para ele.
— Eu tenho que ir.
Ela abriu os olhos e o encarou. Apesar de ele parecer um pouco duro por causa da mudança brusca de humor, seus olhos profundamente verdes estavam calmos e as convinhas mostravam que bem lá, no fundo ele queria abrir um sorriso.
Ele não tinha que ir, só queria.
sempre era a causadora de todo o clima estranho que se formava entre eles.
— Você quis dizer que, quer ir.
Harry a encarou e andou até a cama, sentou-se ao lado do corpo deitado dela e aproximou o rosto ao dela.
— Pensei que não quisesse ir rápido demais. — Seus lábios estavam próximos demais do dela.
riu com irritação.
— Você sabe que não era sobre isso, que eu estava falando.
Harry franziu a testa, depositou um beijo na bochecha de e andou até a porta do quarto, mas parou para encará-la.
— Eu te amo, Van. Mas, talvez quando você decidir aceitar esse amor, seja tarde demais — disse e saiu do quarto.
— Eu também te amo, Harry.
A confissão saiu quase como um sussuro, ao menos foi o que ela pensou naquele momento, já que ele realmente foi embora a deixando completamente sozinha naquela noite fria.

 

NOVA YORK — ESTAÇÃO DE MANHATTAN.

 

Quando Zayn desembarcou na estação de Manhatam o coração disparou, enquanto esperava pelo seu motorista particular observou alguns casais interagindo. Viu um cara com roupa de soldado que parecia estar voltando de uma missão, pelas lágrimas de felicidade que escorriam de sua esposa — sabia disso, porque ambos usavam uma aliança — e o quanto ela abraçava e o beijava.
Viu uma garota correr enquanto chamava pelo nome do que parecia ser seu namorado, ele ainda estava na parte restrita a pessoas que não tivessem uma passagem de ida ou de volta. Mas, a moça passou pela faixa e se jogou nos braços de um rapaz alto, que retribuiu o abraço. Sentiu um pouco de inveja, gostaria de poder fazer isso também com a garota que ama.
Mesmo com dois anos de relacionamento, ela não queria se expor a fama que vinha com ele. Sempre disse que só tornariam a relação pública depois que estivessem de fato consolidados, se soubessem que aquilo era real. Não queria ser mais uma, na lista de Zayn ou de qualquer outro famoso, focada demais na vida profissional não poderia cometer nenhum deslize.
Zayn entendia isso, mas ao mesmo tempo sentia que não a tinha por inteiro. Convivia vinte e quatro horas com quatro caras que eram tudo para ele, porém só Harry sabia de seu romance secreto — talvez os outros desconfiassem — e o apoiava. Agora necessitava de mais, queria abraçá-la em público, levá-la para jantar, poder falar dela, nas entrevistas e compartilhar com as outras pessoas de sua vida que tinha encontrado sua alma gêmea.
Ele estava disposto a isso, dois anos era mais que suficiente para ele considerar o relacionamento consolidado.
Mas, será que seria para ela?
— Sr. Cárter. — Um homem alto, de quase uns quarenta anos se aproximou de Zayn usando o nome falso dele, era Taylor, seu motorista particular.
Para conseguir esconder o relacionamento por tanto tempo foi preciso se desdobrar. Eram incontáveis as vezes em que ele precisou sair correndo ou arrancar com o carro porque algum ‘paparazzi’ tinha descoberto seu disfarce e começou a fazer um monte de perguntas.
Onde você está indo? Porque o disfarce? Você e Perrie voltaram e decidiram ter algo mais privado?
Cada dia tinha uma nova especulação na mídia, uma manchete diferente dizendo que Zayn Malik estava tendo um relacionamento escondido, depois que ele estaria em uma relação às escondidas com sua ex.
Sua imagem estava ficando comprometida, mas não só isso, o círculo estava se fechando e ele sabia que não teria mais desculpas para dar. Já tinha inventado de tudo, encontro às escondidas, doença na família — gerou um alvoroço uma vez — e muitas outras desculpas. Não importava, isso tinha que acabar.
— Você sabe para aonde ir — disse Zayn já dentro do carro.
Ele sentiu o cheiro doce o invadir assim que atravessou a porta da cobertura. Tinham algumas malas na enorme sala de entrada, sabia que ela tinha chegado antes dele por isso diminuiu os passos fazendo com que eles fossem silenciosos. Era a mesma excitação de sempre estar de volta e encontrá-la lendo ou fazendo algo do trabalho, sentada na cama rodeada por papéis.
Seu queixo caiu assim que entrou no quarto.
Dessa vez não estava fazendo nenhuma das coisas que cogitou. Ela se encontrava debruçada sobre a varanda da sacada vestindo apenas calcinha e sutiã de um vermelho vivo. Seus olhos percorreram as curvas dela e algo se acendeu dentro dele, já tinha visto ela completamente nua, mas era sempre uma sensação nova vê-la usando uma “lingerie” sexy.
Se aproximou já levando as mãos a cintura nua dela e abraçou-a. soltou um gritinho de susto e excitação ao sentir as mãos dele sobre ela, vinha esperando por esse toque há meses. Desde que, a turnê tinha se iniciado os dois não tinham conseguido se encontrar mais que duas vezes. Os disfarces estavam ficando complicados e o intervalo entre os shows muito curtos, sem contar que ela também tinha uma vida e um trabalho.
Ela se virou e envolveu os braços no pescoço de Zayn já depositando um beijo em seus lábios. Ele não pode se conter em sorrir e a pegou no colo, não se demorou e prendeu suas pernas na cintura dele e começou a beijá-lo enquanto ele andava de volta para o quarto.
Quando seu corpo se chocou com a cama, sorriu. Encarou-o e o puxou para que ficasse sobre ela, naquele momento, senti-lo era mais importante do que qualquer conversa que ela tinha idealizado ter quando o reencontrasse.
— Amor— sussurrou enquanto ele abria o sutiã dela.
Zayn riu, adorava a forma como apenas seu beijo a deixava. Gostava de saber que só ele conseguia fazê-la se sentir assim.
— Eu sei, baby — sussurrou no ouvido dela e a segurou, colocando-a um pouco para cima na cama.
Levou seus lábios ao dela novamente e iniciou um beijo mais intenso que o anterior. Se arrepiou quando as unhas de fincaram suas costas e o arranharam em seguida, ele gemeu de leve e sorriu por entre o beijo. Queria curtir cada parte daquele momento, senti-la por completa era tudo que importava nos últimos meses e agora ele poderia fazer isso.
Interrompeu o beijo e deslizou seus lábios devagar passando pelo maxilar dela e pescoço até chegar aos seios. Iniciou depositando beijos e aumentou o ritmo até começar a chupá-los com vontade.
arfou ao sentir todo seu corpo se arrepiar com o toque dos lábios de Zayn. Passou a mão pelas costas do namorado e desceu-as até a cintura dele já abrindo com pressa o botão da calça que ele estava vestindo, ela estava com pressa, queria senti-lo dentro dela o mais rápido possível e ele sabia disso.
Zayn levantou parando de chupá-la e tirou sua roupa com rapidez. Geralmente faria as coisas com mas destreza, mas precisava ser rápido e tinha que senti-la. Os últimos meses sem nem um toque da namorada tinham sido uma tortura para ele.
Quando voltou os olhos para a bela mulher deitada na cama, ela já tinha se livrado da calcinha e estava completamente nua. Abriu um sorriso involuntário, não importava quantas vezes olhasse para ela, sempre se surpreendia com sua beleza e a capacidade de deixá-lo duro só de olhar para ela. sorriu e fez sinal para que ele fosse até ela e assim Zayn cumpriu. Ficou por cima dela e a penetrou lentamente, gemidos desesperados quebraram o silêncio que antes tomava conta do quarto. Zayn aumentou o ritmo gradualmente e desceu as mãos através da coxa de , apertou-as a medida que aumentava as estocadas.
cravou as unhas nas costas de Zayn e seus gemidos se intensificaram a medida que ele entrava e saía dela. Levou seus lábios ao dele e o beijou, o mordeu não intencionalmente quando ele diminuiu o ritmo e de repente a penetrou de uma só vez.
Zayn sorriu.
— Acho que agora é a minha vez — sussurrou no ouvido dele.
travou o movimento entre eles colocando suas pernas em volta dele e movimentou-se de maneira que ele caísse para o lado e ela pudesse subir em cima dele. Zayn se deslocou até a parte de cima da cama e apoiou as costas na cabeceira.
Sem demora ela subiu em cima dele e sentou-se de modo que conseguisse sentir cada parte dele. Movimentou-se primeiro como se estivesse rebolando lentamente e Zayn segurou a cintura dela de modo que aumentasse os movimentos. Ela arfou entre gemidos e sentiu que estava quase lá para alcançar o orgasmo.
— Goza para mim, amor — Zayn pediu sussurrando no ouvido dela e deu uma leve mordida em sua orelha.
arfou e se movimentou mais uma vez, o orgasmo tomou conta de seu corpo e ela se sentiu mole. Mas, continuou com os movimentos, Zayn não tinha chegado lá ainda. Agora ele estava com as mãos em sua cintura ajudando ela a fazer os movimentos, seus corpos já estavam muito suados e as respirações ofegantes.
Quando ele chegou ao ápice, a puxou para junto dele, apertando-a contra seu corpo.

acordou tão cedo que ficou ao menos dez minutos, sentada na ponta da cama encarando um Zayn adormecido. Apesar de sua expressão calma, era visível que ele estava exausto dos meses em que passou rodando de um país para o outro, ele sempre dissera a ela a satisfação de rodar o mundo para conhecer cada vez mais fãs da banda, mas também contava às vezes em que se sentira mentalmente cansado.
Depois de tomar um longo banho, saiu do quarto o mais silenciosamente possível. Não gostava de sair de fininho, mas era preciso, mesmo com os dois anos de relacionamento com Zayn ainda tinham coisas que ela precisava contar a ele. Enquanto preparava um café preto bem forte, escreveu um bilhete em um pedaço de papel que achou na bancada e o deixou lá mesmo preso com uma xícara.
Parou na porta de saída do apartamento segurando sua garrafa térmica e observou o corredor, era de se esperar que às dez para seis da manhã não teria ninguém vagando pelo lugar, mas todo cuidado era pouco depois da última notícia que quase expôs o relacionamento deles. Com sorte, Zayn conseguiu com ajuda de alguns contatos despistar — ou ao menos acalmar — os boatos e fazer com que continuassem como se nada tivesse acontecido.
O trânsito estava calmo e se sentiu atenuada, mas de certa forma um pouco agitada. A parte boa do congestionamento é que demoraria mais para ela chegar até o lugar, mas a parte ruim, é que ela ficaria ansiosa demais com a demora do percurso, apesar de já ter essa rotina, dois sábados por mês nos últimos oito meses não tinha conseguido se adaptar totalmente. A rotina exaustiva de trabalho, o fato de ter que lidar com questões em branco do seu passado e o atual estado de saúde de sua mãe a estavam deixando em desalento.
Soltou um suspiro forte ao estacionar e puxou a chave do contato. O Sanatorium Broklyn Center ainda era intimidador aos olhos dela, um prédio enorme e antigo que devia ter sido construído por volta dos anos sessenta e que sofreu apenas pequenas reformas com a intenção de não modificar sua forma original.
— Bom dia, eu estou aqui para ver a paciente Giordana . — abriu um sorriso simpático para a recepcionista.
A mulher como de costume lhe pediu os documentos de identidade e em seguida entregou um formulário para preencher.
Encarou os papéis por um momento e sentiu uma certa vontade de desistir do que estava prestes a fazer, mas suas mãos começaram a preencher as perguntas quase que involuntariamente.
8 meses.
Não tinha se dado conta de fato do tempo que tinha se passado desde a internação até preencher o campo de quanto tempo fazia que o paciente se encontrava no Sanatorium.
— Pode vir comigo. — Uma enfermeira que ela não conhecia a chamou, assim que entregou os papéis na recepção.
encarou o lugar como se nunca estivesse estado ali, sempre se espantava com as paredes brancas e também com o lugar sem vida. Passar as mãos pelos cabelos, repetidas vezes quando se estava nervosa era um hábito e ela não se importou em repeti-lo dezenas de vezes até chegar ao quarto de número 608.
— Como ela está, hoje? — perguntou enquanto segurava a maçaneta sem rodá-la.
— Muito bem, falou de sua visita desde que acordou. — A enfermeira Lucy, como ela pode ler no crachá, sorriu compreensiva.
Tomou coragem e rodou a maçaneta já adentrando o quarto, deu um leve pulo quando escutou a porta bater atrás de si. A mulher que aparentava ter cerca de quarenta e cinco anos e olhos iguais aos de a encararam da cama coberta por um lençol profundamente branco. Apesar do tempo que já estava internada, falta de acesso a maquiagens e qualquer coisa que a deixasse mais arrumada o tempo tinha sido generoso com ela, lhe concedendo uma boa aparência de cara limpa.
Ela realmente parecia muito melhor do que da última visita em que fez, sua pele estava mais corada e sua expressão parecia suave. Saiu debaixo das cobertas e cruzou as pernas encarando a garota que logo se ajeitou em uma bancada de madeira feita para sentar, já que na ala em que se encontrava eram proibidos vários objetos, incluindo uma cadeira.
— Oi mãe. — Abriu um sorriso ao terminar de se acomodar, encarando a mulher ainda sentada na cama.
Ela sorriu.
— Sou eu, a — disse engolindo em seco. — Sua filha.
Giordana soltou um riso abafado.
— Não seja boba, . — Abriu um sorriso encantador, mas um pouco assustado aos olhos da garota. — Sei quem você é.
Ela encarou a mãe por alguns instantes, além de melhor, parecia ter algo diferente nela.
— Senti sua falta. — A mulher disse encarando . — Você está diferente.
— Desculpa não ter vindo antes, eu ando bem atolada com o trabalho. — Mentiu.
Não era o trabalho que a vinha ocupando — em partes também —, mas o maior motivo de ter se afastado um pouco era seu relacionamento com Zayn e o fato de nunca ter falado sobre sua mãe para ele — ao menos não a verdade.
— Não minta para mim, .
Os olhos de se arregalaram e ela engoliu em seco.
— Sei que isso tem a ver com algum garoto, sei das coisas, me conte elas. — Soltou um riso estranho.
se remexeu impaciente onde estava e desviou os olhos de sua mãe. Teve momentos em que ela pensava que tinha alguém que a vigiava a mando dela, mas seria paranoia demais, com o tempo acabou percebendo que ela apenas era boa em ler as pessoas.
— Vamos falar de você, só te vejo duas vezes por mês. — Mudou de assunto, era o melhor a se fazer e sabia disso.
Ela abriu um sorriso para a filha e saiu da cama onde estava sentada. pode perceber que ela estava usando um vestido florido, seus cabelos algo que puxou dela — estavam soltos e diferente de quando foi internada, agora chegavam até os ombros.
Sentiu um leve arrepio pelas lembranças que ele lhe trouxe.

Ela atravessou o hall do prédio, apressada, seu celular já contabilizava mais de quinze ligações de sua mãe. As coisas estavam fugindo de seu controle, sempre que se atrasava era motivo para um surto, desde o acidente e a perda de memória permanente sua mãe passou a ficar obcecada por cada passo que dava. Se ela não atendesse ou fizesse alguma amizade que não fosse apresentada a ela, era motivo de surto.
— Ela vai me enlouquecer, eu vou acabar parando em um sanatório. — disse a si mesma ao entrar no elevador.
Uma senhora que se encontrava ali olhou apreensiva para a garota toda molhada da chuva. Ela riu exasperada e sem se importar com o que fosse que tivesse passado pela cabeça da mulher, naquele momento tinha problemas maiores para serem resolvidos assim que chegasse ao décimo segundo andar.
Quando o elevador parou e saiu dele, sentiu que seus pés seguiam para o apartamento, mas que seu corpo queria desesperadamente dar meia volta. Depois da última reação de sua mãe ao chegar atrasada, não sabia o que poderia esperar dessa vez e um medo desconhecido a consumiu assim que atravessou a porta de entrada os seus olhos ficaram paralisados com a cena.
Cacos de vidro.
Coisas quebradas.
Cadeiras jogadas no chão.
Andou pelo corredor até seu quarto, estava ainda pior do que a sala.
Livros jogados no chão.
Seus diários espalhados pelo quarto.
Estava um caos.
Soltou um grito abafado quando sentiu seu corpo ser jogado contra a parede.
— Eu disse o que aconteceria, a próxima vez que você chegasse atrasada.
As mãos de sua mãe estava apertando seu punho com muita força e sua respiração estava acelerada.
Ela estava ficando louca? Ou ela era?
Eram lacunas difíceis de preencher desde o acidente há sete anos, quando acordou em uma cama de hospital e a única coisa de que conseguia se lembrar era de estar atravessando a rua e tudo ficar escuro.
Essa lembrança era mesmo real?
Escutou sua mãe gritar seu nome, mas não conseguia processar o que estava acontecendo.
Sua vida era real? Não sabia.
Nos últimos sete anos sentiu como se nada em sua vida de encaixasse, acreditou nas palavras de mãe quando lhe disse que ela sofreu um grave acidente de carro e que estava com perda de memória permanente.
Moravam na Inglaterra.
Se mudaram para os Estados Unidos.
Muitas lacunas ficaram sem conteúdo.
Despertou de seus pensamentos quando sentiu ser empurrada contra a parede de novo e seu corpo ricocheteou com força, fazendo com que sua mãe caísse sentada em sua cama.
Os pés de foram tão rápidos que ela só se deu conta do quanto tinha corrido em tão pouco tempo, quando atravessou a porta de entrada do prédio e sentiu a chuva em sua pele.
Mas, o vestido florido ainda estava em sua mente apavorando-a.

— Filha, você está me ouvindo? — Giordana colocou a mão sobre a de que se retraiu. — Você não precisa ter medo de mim, não mais.
Ela sorriu sem jeito.
— Não estou com medo, você me assustou, só isso. — Desviou o olhar, não queria encarar aquele vestido.
Levantou-se e se afastou um pouco.
— Poderia ter uma janela aqui, né.
— Desculpa ter colocado este vestido. — Sua mãe disse, chamando sua atenção. — Eu estou melhorando agora, o médico até disse que eu logo poderei ir para casa. Ele disse que sou a paciente mais dedicada que ele já viu.
Voltar para casa?
sentiu que a sala estava rodando.
— O quê?
— É, ele disse que logo estaremos juntas de novo, eu e você. Para sempre.
Não, isso não poderia acontecer. Não para .
— Certo, eu preciso ir agora. — Falou já indo em direção a porta e sentiu a mão de sua mãe sobre os ombros.
— Você quer que eu vá para casa, né? — Giordana disse encarando a filha.
deu duas batidas na porta e ela se abriu, saiu rapidamente e bateu a porta atrás de si porque sabia que caso a mãe tivesse um ataque de fúria não poderia abrir a porta sozinha do lado de dentro. Mas, tudo o que escutou foi completo silêncio.
Bateu a porta do carro com força e deixou as lágrimas caírem descontroladamente.
Não sabia o que a fazia se sentir tão horrível, se era o fato de sua mãe receber alta ou não querer que isso aconteça.

 

INGLATERRA — HOLMES CHAPEL.

 

Harry se empolgou um pouco mais quando passou pela placa de “Bem-Vindo a Holmes Chapel”. Sentiu finalmente de que era uma coisa boa estar em casa depois de tanto tempo, pela primeira vez em um longo período, ele ia de fato passar as férias com a família em casa, afinal sempre que tirava uma folga era sua família que ia para alguma casa que ele alugava em algum país paradisíaco.
O vilarejo ainda estava igual ao que ele se lembrava, com algumas pequenas modificações, é claro, mas ele ainda sentia certo deleite ao estar ali. Rodou por um tempo, passou em uma sorveteria e depois decidiu que era hora de encarar a verdade e ir para casa.
Quando estacionou seu coração estava disparado, era como se nunca tivesse deixado de ir ali. Jogou a cabeça para trás e quase pode sentir as mãos de sobre a sua, sua risada e seu cheiro eram quase tangíveis para ele naquele momento.
Seus olhos arderam.

Harry estava tão nervoso que até ficou com medo de deixá-lo dirigir, mas ele insistiu tanto dizendo que isso o deixaria um pouco mais calmo até chegarem que ela preferiu não discutir. O encarou enquanto dirigia e abriu um largo sorriso, ele estava muito concentrado e parecia perdido em pensamentos.
Pegou sua câmera instantânea e bateu uma foto dele assim que virou para olhá-la.
Tirou uma mão do volante e apoiou sobre a coxa dela apertando-a.
— Ficou adorável — falou mostrando a polaroide.
Harry riu de leve.
— O quê? — o encarou um pouco intrigada.
— Você está tão preocupada, que resolveu ser fofa? — Harry disse enquanto estacionava de frente para sua casa.
soltou uma gargalhada.
— Não sou eu que estou toda me tremendo, Styles.
Ele revirou os olhos com a ousadia dela.
— Não estou me tremendo, só estou nervoso porque vai conhecer a minha família — explicou enquanto desligava o carro.
abriu a porta, mas ele a segurou.
— O que foi agora? — Perguntou em tom de brincadeira.
— Eu estou me tremendo — admitiu fazendo rir.
Ela fechou a porta e se virou no banco encarando-o, abriu um sorriso e levou sua mão ao rosto dele.
— Também estou tremendo e penso que estarei ainda, anos depois de conhecer sua família, sempre será como dá primeira vez para mim.
Harry sorriu, aquilo o deixou um pouco mais calmo.

Outra lembrança o fez perceber que apesar de se sentir pronto, iria ser muito doloroso. Nem sua casa tinha sido poupada pela presença de , depois que a levou para conhecer seus pais eles passavam a maior parte do tempo ali, já que sua mãe passou a tratá-la como parte da família.
Braços envolveram o pescoço dele assim que saiu do carro que pensou ser de Gema, mas ficou espantado ao ver quem era.
— Lexie? — Sua expressão era espanto.
A ruiva o encarou com um sorriso enorme no rosto. Lexie Colins era uma das melhores amigas de e a pessoa em que ele se apoiou depois da morte dela e ela acabou fazendo o mesmo, mas depois que sua carreira com a One Direction deslanchou eles se falavam apenas por mensagem e o contato foi ficando cada vez mais escasso com o passar dos anos.
— Eu sei, você não merece, mas…
Foi ininterrompida por um Harry animado que a abraçou tirando-a do chão.
— Eu, nem sei o que dizer. — Ele a encarou ainda um pouco confuso.
— Qual é, Styles — começou a dizer e deu um soco no amigo — sem drama, por favor.
Harry riu, pelo jeito nada tinha mudado entre eles.
— Só se você disser que vai ficar para o almoço em família. — Fez cara de dó.
Lexie revirou os olhos.
— Qual é, eu que ajudei nesse almoço, é claro que vou ficar! — disse convencida o acompanhando até o porta mala.
— Deus me livre, espero que esteja brincando, porque a sua comida é horrível. — Harry soltou uma gargalhada, enquanto ela revirava os olhos e o ajudava a tirar as malas do carro.
Ele riu ainda mais.
— Continua rindo, que vai carregar essas malas sozinho— gritou já na frente dele.
Respirou fundo e sentiu-se de certa forma preenchido pela presença da velha amiga. Atravessou a porta da entrada logo depois dela e largou as malas ali mesmo, tinha se esquecido de como a casa em que morava era linda e ficou ainda mais depois da reforma que pagou para sua mãe. Atravessou o hall de entrada passando pela sala de jantar e entrou na cozinha onde sua mãe se encontrava cozinhando e conversando com sua irmã Gema que não se importou em fazer um escândalo quando o viu entrar.
— Eu nem acredito, que você está mesmo aqui, pirralho. — Gema o apertou ainda mais no abraço.
Harry riu da reação da irmã.
— O pirralho que você ama. — Deu de ombros.
— Deixa um pouco dele para mim! — Anne disse limpando as mãos em um pano de prato já indo em direção a Harry.
O abraço de sua mãe era a melhor coisa que poderia ter recebido em meses, ainda mais com o turbilhão de sentimentos que percorria cada célula do seu corpo agora.
O almoço foi melhor que ele esperava, mas depois dele se sentiu na necessidade de ficar a sós. Rever a casa, toda sua família e também Lexie foi um baque e tanto, então se dirigiu para o andar de cima da casa até chegar ao sotão onde costumava ser seu quarto. O lugar ainda era bem parecido com o de antes, ainda tinha a cama de casal e uma estante cheia de livros.
Andou pelo lugar e correu os dedos pelos livros, fechou os olhos e sentiu o odor amadeirado do ambiente. Sua mão parou no livro Orgulho e Preconceito de Jane Austen e o abriu na última página, ali continha uma frase com a letra de , o livro pertencera a ela.

“Eu lhe repasso este livro, na esperança de que toque a sua alma, tanto quanto tocou a minha. Com amor, Van.”

Fechou a capa com força e o colocou de volta já seguindo em direção a cama e jogando-se nela. Encarou o teto por alguns instantes e depois fechou os olhos soltando um suspiro na intenção de tentar relaxar um pouco devido a toda emoção ao ler a frase dentro do livro.

— Harry…
Lexie estava deitada bem ao seu lado, por um momento desejou que fosse outra pessoa ali. Aquilo era cruel demais com a garota depois da forma como ela o apoiou, mas mesmo depois de um ano ele ainda se sentia preso demais a .
— Posso ir embora, se você quiser.
Sabia que ela o estava encarando, mas não conseguia dizer nada depois do que tinha acontecido entre eles. Era a primeira vez que ele ficava com alguém depois do que aconteceu, não tinham chegado a transar, mas chegaram perto e isso o fazia sentir uma culpa terrível.
Apertou os olhos antes de abri-los e virou para encará-la.
— Desculpa… — disse, pensando em como achar uma maneira de explicar o que estava sentindo. — Não quero que pense que a culpa é sua, pela minha reação.
— Ei, tudo bem. — Ela se levantou e sentou bem ao lado dele pegando-o pela mão.
Um silêncio tomou conta por alguns instantes e ele a encarou.
Gostava de Lexie.
— Eu gosto de você. — Viu um sorriso se formar no rosto da garota com suas palavras. — Mas, ainda sinto falta da , não posso mentir para você.
Lexie sorriu com a atitude sincera do amigo.
— Também sinto falta dela, Harry.

Deu um pulo da cama e saiu do quarto como se estivesse em uma espécie de corrida. Encontrou Lexie conversando com sua irmã Gema na sala de casa e a puxou pelo braço e arrastou-a para longe dali em uma fração de segundos deixando ambas muito confusas.
— O que você está fazendo? — Lexie perguntou já do lado de fora da casa.
Harry riu nervoso, nem ele sabia ao certo o que estava acontecendo.
— Quero dar uma volta nessa cidade, sair um pouco de casa…
Era só uma desculpa.
— Certo… — Ela olhou um pouco desconfiada. — Está tudo bem, Harry?
Lexie estava achando a atitude do rapaz muito estranha.
— Lembra quando passamos aquelas férias, juntos?
— Depois do The X-Factor? Claro! — Abriu um sorriso largo. — O que tem?
Não estava entendendo onde Harry estava querendo chegar.
— Podemos passar um dia como, aquele? Por favor.
— Hm. — A garota resmungou analisando-o. — Tá, mas em que aspecto?
Ela não podia negar que ter beijado Harry Styles naquelas férias lhe ocorreu naquele momento, era inapropriado, mas, ao mesmo tempo era difícil não se perguntar se ele estaria sugerindo isso também.
— Entra no carro — Harry disse e assim ela fez.

 

NOVA YORK — MANHATTAN.

 

“Saí para resolver algumas coisas, o Taylor vai te pegar às 08:00 pm.”

leu o bilhete deixado por Zayn enquanto mordia o lábio inferior. Seja lá o que ele estivesse planejando não era um bom dia para surpresas do ponto de vista dela, mas não queria estragar nada, então olhou para o relógio que marcava cinco horas e foi para o quarto tomar um banho e começar a se arrumar. Tomou banho com a intenção apenas de ficar limpa para o encontro e não de aproveitar para pensar em como tinha sido o encontro com sua mãe, teve tempo o suficiente para fazer isso enquanto ficou rodando pelo centro de Nova York.
Colocou um vestido branco bem colado ao seu corpo que chegava até quase em seus joelhos, soltou os cabelos de modo que eles ficaram naturalmente enrolados nas ponta e fez uma maquiagem leve e passou um batom vermelho nos lábios. Encarou sua imagem no enorme espelho do quarto se sentindo satisfeita consigo e respirou fundo na intenção de livrar-se de qualquer peso que estivesse sobre seus ombros.
Como Zayn havia lhe instruído no bilhete, Taylor estava na porta do apartamento às 08:00 pm em ponto. Ela tentou convencê-lo a lhe dizer onde estavam indo, mas tudo o que ele disse a ela era que iria gostar da surpresa que o “Sr.Cárter” tinha preparado para ela.
abriu um sorriso assim que viu o prédio em que o motorista estava adentrando. Apesar de terem dois anos desde a última vez em que esteve nele, ela conseguia se lembrar muito bem de cada detalhe e daquela noite que passou ali com Zayn.
Sua mente divagou em memórias ao sair do carro.

Ela encarou o rapaz moreno de barba por recém fazer colocar o champagne em sua taça gentilmente. Sentia-se enérgica enquanto ele aparentava estar profundamente calmo — ao menos era o que parecia — e com o controle da situação.
Nunca se sentira intimidada pela figura do famoso Zayn Malik, o que sempre a intimidava era o fato de conhecer tão bem um lado tão pessoal dele, o rapaz tranquilo e sonhador que ele era por trás das câmeras, calmo, amigo e namorado…
O último pensamento sobre ele lhe casou arrepios.
Eram namorados?
Talvez.
— Zayn… — O nome dele saiu através dos lábios dela tão sutilmente que até pareceu vir de seus pensamentos.
Ele colocou a garrafa de champagne de volta a mesa e a encarou com um sorriso no rosto.
— Van, eu queria esperar o jantar… — disse e se levantou.
Ela engoliu em seco, adoraria dizer que não tinha ideia do que estava por vir. Mas, sabia muito bem qual seria o próximo passo.
Eles estavam conectados demais para continuar adiando.
O rapaz aproximou-se da cadeira em que ela estava sentada do outro lado da mesa e ajoelhou-se bem ao lado dela.
— Zayn Malik, você quer namorar comigo? — Ela disse arrancando-o uma gargalhada.

deu um salto quando escutou a porta do elevador abrir e a voz de Taylor dizendo:
— É aqui que deixo, a Srta. — Ele sorriu gentil para ela apontando para a direção que ela deveria seguir.
Ela sorriu gentilmente para ele e andou pelo enorme corredor do hotel. Lembrou que Taylor não lhe havia dito o número do quarto, mas sabia exatamente em qual deveria entrar e encontraria Zayn lá dentro, provavelmente usando terno e de frente para uma linda mesa de jantar como aconteceu na sua lembrança.
Era clichê para muitas pessoas, mas não para ela, uma romancista incurável.
Sentiu o aço frio na ponta dos dedos e rodou a maçaneta sem exitar. Mas, o que encontrou foi muito maior do que suas lembranças, o quarto estava tomado por pequenas velas que fazia um caminho até a enorme varanda e o chão todo coberto por pétalas de rosa.
Suspirou deslumbrada enquanto caminhava.
— Ah, Zayn. — Foi tudo o que conseguiu dizer, ao vê-lo.

 

INGLATERRA — HOLMES CHAPEL.

 

Depois de passar o dia todo com Lexie, Harry sentia-se mais leve. Estar com ela era como ter uma vida normal de novo em Holmes Chapel. As risadas ainda eram as mesmas e a logística entre eles também, era como se ele tivesse saído para uma turnê muito grande em que trocava mensagens com ela o tempo todo para se manter inteirado e estivesse em uma folga.
Ele sabia que não era isso, que tinham passado muito tempo sem se falar depois que ele foi afastando-a quando reconheceu que não estava pronto para dar esperanças a ninguém devido aos sentimentos que ainda nutria por , mesmo meses após sua morte.
O barulho do motor sendo desligado fez com que Harry soltasse a respiração pesadamente, tirou a chave do contato e saiu do carro seguido da amiga. Eles estavam de frente para a casa que pertenceu à família de , onde agora morava uma amiga de Lexie que permitiu que ele visitasse o lugar.
Seu coração batia compulsivamente de modo que ele quase conseguia contar cada batida dada por ele. Quando a porta se abriu e uma garota simpática apareceu em seu campo de visão, ele sentiu que o órgão quase pulou de seu corpo, deixando-o quase sem nenhum resquício de vida, talvez tivesse sido menos doloroso se isso de fato tivesse acontecido e não só em seus pensamentos.
— Lex. — A garota sorriu simpática puxando-a para um abraço. — É muito bom ver você.
Harry permaneceu em silêncio.
— Também senti saudades. — Lexie retribuiu o abraço e se virou para o amigo. — Lembra que te falei do Harry, Ema?
Ele sorriu gentilmente.
— Nem precisava, né. — Ema sorriu para rapaz. — O famoso Harry Styles. É um prazer.
Harry estendeu a mão para a garota e sorriu sem jeito.
— Só Harry, por favor.
Ela sorriu com a educação dele e abriu espaço para que eles entrassem.
— Vamos, devem estar ansiosos para ver a casa que um dia foi da amiga de vocês.
A casa tinha sido reformada e as paredes pintadas, muitas mudanças haviam sido feitas e isso não passou despercebido aos olhos de Harry. Para Lexie não era nenhuma novidade estar ali, pois devido a sua amizade com Ema, ela já tinha entrado na casa algumas vezes ao visitar a amiga. Mas, para Styles era como estar de volta ao passado e as sensações acerca das lembranças com eram quase tangíveis e sentiu seu coração disparar ainda mais. Escutou algo sobre ele poder olhar a casa à vontade e sentiu seus pés se deslocarem pelo local quase que involuntariamente, subiu as escadas que davam para o andar de cima com pressa até chegar ao quarto que pertenceu à garota que um dia amou tanto e que agora estava morta.
Nem foi preciso rodar a maçaneta e sentir-se ansioso porque a porta estava aberta, dando-lhe a visão de um quarto enorme. Ele também havia sido reformado e agora a cama não ficava mais entre às duas portas da varanda e sim na parede ao lado da porta e era muito menor do que a de , de casal, mas que dava a impressão de que dependendo do tamanho das pessoas não caberiam os dois ali. Entrou de vez no quarto depois de alguns longos minutos, parado ali encarando o lugar e respirou pesadamente, deixando que uma lágrima caísse sem cerimônia sobre sua pele quente.

estava tão concentrada em ler Orgulho e Preconceito pela quinta vez enquanto Harry a observava. A garota estava sentada no banco da sacada, com as pernas esticadas e cruzadas enquanto segurava o livro em uma mão e revelava expressões como se aquela fosse a primeira vez em que estivesse lendo aquele livro.
Mordeu o lábio inferior e riu de leve.
Ele sabia que ela estava lendo algo no livro que lhe agradava muito, alguma parte que provavelmente era sua preferida ali. Poderia ficar horas observando a garota e nunca se cansaria, apesar da briga que tinham tido na noite anterior ele não conseguia ficar bravo com ela por muito tempo, então se aproximou sem fazer muito barulho e se encaixou atrás dela de forma que ela ficou entre suas pernas sem demonstrar querer se afastar por ainda estar brava com ele.
fechou o livro e jogou a cabeça para trás apoiando-se no peito dele.
— É tudo bobagem, sabe disso, né? — ela perguntou se referindo a briga que tiveram.
Já era a milésima vez que Harry tocava no assunto sobre eles finalmente começarem a namorar, mas para ela era só um rótulo idiota e que não queria colocar sobre eles. Namorados, vez ou outra acabavam terminando, ou eram separados pelo destino e ela não gostava de pensar nesta possibilidade.
— Eu querer namorar você, é bobagem, então? — Harry perguntou como se estivesse irritado, mas estava com um sorriso no rosto que não conseguia ver.
resmungou.
Harry lhe apertou contra o corpo dele.
— “Em vão tenho lutado comigo mesmo; nada consegui. Meus sentimentos não podem ser reprimidos e preciso que me permita dizer-lhe que eu a admiro e amo ardentemente.” — Ele disse calmamente enquanto escutava perplexa.
Ele estava citando uma frase de orgulho e preconceito. Sabia como ganhá-la.
— Você pesquisou na ‘internet’? — perguntou para provocá-lo.
Harry riu de leve.
— Não, eu li mesmo. Até que é legalzinho.
riu. Saiu de onde estava e virou-se para olhá-lo.
O encarou por alguns instantes e levou a mão até o rosto de Harry acaranciando-o, fazendo com que ele fechasse os olhos.
— Eu amo você, Harry.

Ele abriu os olhos e encarou a paisagem da varanda, quase conseguia sentir a presença dela ali de novo dizendo que o amava de forma tão pura e genuína. Ele ainda guardava o livro Orgulho e Preconceito que foi encontrado todo destroçado no local do acidente que eles sofreram sete anos antes, passou a mão pelo banco que ainda se encontrava ali, era o mesmo e ao menos isso não tinha mudado na casa.
Respirou fundo e saiu do quarto muito mais rápido do que entrou.
Lexie estava na cozinha com a amiga Ema, as duas estavam rindo e pareciam perfeitamente tranquilas enquanto ele dava a impressão de estar um pouco atordoado por estar ali naquela casa.
Raspou a garganta e recebeu o olhar curioso das duas.
— Harry, você está bem? — Lexie perguntou encarando-o.
Era óbvio que não estava.
— Estou sim — mentiu. — Se importa de ir?
— Não, sem problemas!
Se despediu da amiga rapidamente e seguiu direto para o carro com Harry. Ele permanecia em silêncio enquanto ela não parava de dizer como sempre se sentia nostálgica por voltar na casa que um dai foi de sua melhor amiga, também falou como ainda sentia falta dela e queria que nada daquilo tivesse acontecido naquele inverno.
— Harry, você precisa seguir… — As palavras saíram da boca de Lexie antes que ela se desse conta do que acabara de dizer. — Desculpa, eu pensei alto demais.
Ele olhou de canto de olho para a garota enquanto dirigia.
— Você está certa. — Harry suspirou pesadamente. — Lá naquele quarto…
Parou de falar para pensar exatamente no que iria dizer.
— Você não me deve explicações, eu não deveria ter falado nada. — Sorriu gentilmente.
— Lá naquele quarto — continuou o que estava dizendo antes — eu me senti como se a ainda estivesse ali, lendo aquele livro que ela adorava, Orgulho e Preconceito. Então me dei conta, que depois de sete anos eu ainda estou tão conectado à ela que é como se eu estivesse vivendo lá e não aqui.
Aquela confissão doeu tanto nele quando na amiga que o ouvia.
— Sinto muito, Harry.
— Quero passar em um lugar, tudo bem, para você? — perguntou já mudando de assunto, apesar da confissão, não queria estender muito o assunto.
— Claro.
Lexie só se deu conta de que Harry estava indo até onde tinha sido enterrada quando ele virou na direção da placa que dizia “Holmes Chapel Cemitery” e engoliu em seco. Depois da morte da amiga, não tinha ido visitar o túmulo dela nenhuma vez, exceto no dia do seu enterro e velório, era muito estranho para ela estar ali, mas agora não tinha como voltar e não teria coragem de dizer a ele que não queria ir naquele lugar. Afinal, foi a primeira vez em sete anos que o ouviu dizer que queria de fato de seguir depois de tanto sofrimento e saudade.
Os dois saíram do carro em silêncio e permaneceram assim até chegar ao túmulo. Harry segurou a mão de Lexie assim que chegaram perto o bastante para conseguir ler a lápide com a data de nascimento, morte e também o nome completo de gravado ali como se o tempo nunca tivesse passado. Apertou a mão contra a dela e deixou as lágrimas caírem como aconteceu mais cedo no quarto, mas dessa vez elas vieram de forma violenta e descontroladamente como se ele estivesse esperando por isso há muito tempo.
Era doloroso demais, mas necessário.
— Ah, Harry. — Lexie sentiu a necessidade de se afastar, também estava chorando.
Soltou a mão de Harry e decidiu dar a ele um pouco de privacidade naquele momento.
Ele sentiu um tremor percorrer seu corpo e fechou os olhos, quase conseguia sentir agora a mão de entrelaçada na sua.
— Eu amo você, Harry… — Ouviu a voz de sussurra em sua mente.
Respirou fundo e se apegou aquelas palavras.
— Também amo você. — A resposta saiu desesperada.
Estremeceu novamente e sentiu como seria abraça-la naquele momento.
— Se algo acontecer comigo, quero que viva, Harry. — A voz de ecoou novamente. — Por isso não devemos namorar, porque se algo acontecer comigo eu quero que se sinta livre, não quero que fique preso a mim para sempre.
Era a primeira vez em tanto tempo que conseguia se lembrar do pedido de da última vez em que estiveram juntos.
— Você promete? — A voz dela ecoou de novo em sua mente.
— Eu prometo. — Harry sorriu e abriu os olhos novamente.
Sentiu-se leve pela primeira vez e se virou para encarar Lexie que o encarava um pouco confusa.
— Está pronta, para ir?
— Você está? — Sorriu gentilmente.
— Sim, está na hora de seguir, eu fiz uma promessa para a . — Riu de leve, realmente estava achando graça em toda a situação.
Lexie resmungou achando graça.
— Que pena, isso quer dizer que você vai embora mais rápido. — Deu um soco no amigo enquanto andavam de volta para o carro.
— Sim, mas dessa vez você vai comigo — disse já andando na frente dela.
Lexie olhou perplexa e Harry riu.
— O quê?
— A proposta de trabalhar com a banda, que te fiz há dois anos ainda está de pé — disse ao abrir a porta do carro. — E eu não aceito, não, como resposta.
Entrou no carro gargalhando e ela fez o mesmo.
Ele estava blefando ou falando sério?

 

NOVA YORK — MANHATTAN TOWER.

 

Zayn sempre se encantava com a beleza de , os cabelos que caiam sobre ombros e o vestido branco que realçava ainda mais as curvas dela ainda faziam seu coração disparar toda vez que olhava para ela, mesmo depois de dois anos de relacionamento. Terminou de encher a taça dela com champagne e a encarou com um sorriso no rosto, queria esperar um pouco mais para tomar a atitude de fazer o que tinha planejado um mês antes, mas não conseguia mais esperar, tinha que fazer.
Um mês já foi tortura suficiente, esperando.
Ele levantou da cadeira e riu com a distração da garota, parecia um pouco aérea desde a hora que tinha chegado.
— Zayn… — disse ao se dar conta de que ele estava bem ao lado dela.
!
Ela sorriu calorosamente para ele que estendeu a mão e a direcionou até a sacada do hotel em que eles estavam. A noite estava fresca, mas o céu cheio de estrelas dava um ar ainda mais bonito para o momento que eles estavam tendo ali, Zayn se recostou no vidro da sacada e colocou a mão no bolso na intenção de pegar uma caixinha que tinha ali.
— Eu esperei muito, por isso. — Zayn disse e abriu a caixinha que estava em sua mão, relevando um anel com uma pedra brilhante.
abriu um sorriso de ponta a ponta.
— Ah, Zayn…
Sentiu lágrimas tomarem conta de seus olhos.
, você aceita casar comigo? — disse ajoelhando bem na frente dela.
Ainda estava boquiaberta, mas naquele momento só conseguia pensar em sua mãe. Estava sendo pedida em casamento pelo homem de sua vida e tudo o que conseguia pensar era na mulher louca que tinha ido visitar — às escondidas — mais cedo e em como era errado esconder tudo isso do namorado.
Você deve contar a ele. O pensamento ecoou em sua mente.
— Eu não… — Ela sentiu o corpo estremecer.
Não era essa resposta que Zayn estava esperando.
— Você não quer casar comigo? — perguntou pasmo.
— Não, não é isso! — olhou sem jeito. — Tem coisas que você precisa saber.
— Já sei tudo sobre você e, seja lá o que for, não vou mudar de ideia. Quero me casar com você! — Zayn disse, agora de pé.
mordeu o lábio inferior.
Ele a abraçou.
— Casa comigo, .
Ela o apertou contra o corpo dela.
— Minha mãe, está em um sanatório Zayn.
— O quê? — A pergunta saiu dos lábios dele quase como um sussurro em seus pensamentos.

NOTA DA AUTORA: Oi, Lovers. Tudo bem?
Infartaram com esse começo assim como eu? Espero que sim hahahaha.
Bom, não vou demorar muito com as atualizações porque tenho alguns capítulos já escritos, então logo eu apareço com mais atualizações.
Não esqueçam dos comentários, assim fico sabendo o que vocês estão achando da fanfic. Entre no grupo do whats e facebook, lá sempre aviso sobre atualizações, dou spoilers e muito mais.
Bom, é isso, bebam água, fiquem em casa e até a próxima.
Kisses, Vane.

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Estados Unidos, Manhattan — Nakashima.

atravessou a porta de entrada do restaurante um pouco mais calma, depois das palavras da enfermeira sobre sua mãe e o possível processo que terá que enfrentar, ela correu de lá direto para um mato onde precisou colocar tudo que tinha em seu estômago para fora e depois de pedir para que Taylor não comentasse nada com Zayn, eles seguiram para o destino.
Seus braços tomaram o corpo de Megan, assim que ela viu a amiga levantar-se da mesa em um canto do restaurante próximo ao bar. A apertou tanto que teve a sensação de que a garota tinha parado de respirar por um instante, o gesto aconteceu não só pela saudade, mas também devido ao que tinha acontecido antes no sanatório.
Precisava sentir algum acolhimento.
— Uau, você está incrível, ! — Megan disse olhando-a ao soltar-se do abraço.
era muito bonita, ninguém poderia negar, com cabelos e os olhos que combinavam perfeitamente com o tom de sua pele. Sem falar, que seu hobby por luta a ajuda manter a forma que queria, apesar de não ser tão alta, era fácil notar que ela podia intimidar quem quisesse com seu modo de agir e portar.
também aproveitou para passar os olhos por Megan, uma garota de pele negra, olhos pretos e um corpo que ela adorava intitular como escultural, com coxas grossas e curvas perfeitas. Qualquer pessoa que olhasse para sua amiga, poderia dizer que ela estava acima do peso, mas para , ela era perfeita.
Sem falar nos cabelos cacheados, tão perfeitos aos olhos de .
Louco seria o cara que não se interessasse por ela.
— Senti saudades! — disse, ao sentar-se.
Não era mentira, de fato, tinha sentido muita falta da amiga. Fora ela, nunca teve muitas amizades e todas as coisas que aconteceram em relação à sua mãe dificultaram ainda mais a possibilidade de ela criar um vínculo com alguém e até começar a namorar Zayn, passou muito tempo presa à solidão.
Colocou a bolsa na cadeira ao lado e ao ver a amiga pedir licença para atender a um telefonema, se deu conta de que já não olhava seu celular há horas. Abriu a bolsa e procurou desesperadamente pelo aparelho, mas não encontrou nada, se desesperou ainda mais ao notar que também não estava no bolso da jaqueta onde costumava deixar.
, você está bem? — Megan perguntou ao voltar para a mesa e reparar na expressão de preocupação da amiga.
— Eu não sei se deixei meu celular na empresa, ou se perdi — comentou irritada.
— Quer usar o meu?
torceu o nariz, ela era péssima em lembrar-se de números.
— Eu não saberia o número de ninguém, nem do meu trabalho. — Riu.
Srtas. Gostariam, de escolher? — Um garçom perguntou ao se aproximar, interrompendo a conversa das amigas.
— Ah, sim — sorriu simpática. — Eu vou querer o rodízio completo. Megan?
— A mesma coisa. — A garota confirmou. — E queremos uma garrafa de saquê.
— Megan! — a reprendeu, não tinha a intenção de beber.
— Qual é, vai beber sim. — Megan riu. — Pode trazer.
Tudo bem, fiquem a vontade! — O garçom disse e se retirou.
bufou assim que o rapaz saiu, ainda pensando em seu celular perdido e Megan passou um aparelho para ela.
— Pode usar o meu, eu tenho o número do seu trabalho, liga e pergunta se esqueceu lá — comentou.
— Obrigada! — falou e levantou da mesa para fazer a ligação do lado de fora, na intenção de não atrapalhar as outras pessoas no restaurante.
precisou ficar bem próxima à porta do restaurante, pois do lado de fora caia uma tempestade. Ela observou a água que caia enquanto esperava que alguém atendesse do outro lado da linha, tocaram quatro vezes e ela já estava desistindo quando sua secretária disse “Alô” do outro lado da linha.
Infelizmente ela foi informada que o celular não se encontrava lá e logo desligou, imaginando que o aparelho só poderia ter sido esquecido no carro de Taylor, alguém que ele jamais lembraria o nome de cabeça e que Meg não teria o número.
Respirou fundo em desapontamento e estava pronta para voltar ao restaurante quando o celular da amiga apitou, revelando para ela uma notícia de primeira mão em uma manchete enorme. não se conteve em clicar e sentiu seu coração simplesmente parar ao ler o que estava escrito nela, se aquele parecia ser um dia horrível, tinha acabado de ficar pior.

“PARECE QUE O NOSSO QUERIDO, ZAYN MALIK, ACABOU DE NOS DAR A HONRA DE DESCOBRIR QUEM É SUA NAMORADA MISTERIOSA.”

leu a notícia em letras garrafais e arrastou a tela para continuar lendo as informações até chegar em uma foto, onde Zayn se encontrava em um beco escuro junto de uma moça de cabelos ruivos, muito bonita e de corpo escultural bem próxima à ele, que parecia rir.
O nó na gargante era inevitável e o sentimento de nojo ainda maior, podia esperar qualquer coisa dele, menos uma atitude tão baixa. bloqueou o celular e voltou para dentro com a intenção de contar tudo a amiga.
— Ei, , o que aconteceu? — Meg perguntou ao vê-la pálida.
engoliu em seco e devolveu o celular para amiga ao sentar-se.
Sabe o que é? Eu estou namorando Zayn Malik escondido há dois anos e, ontem quando revelei para ele que minha mão está em um sanatório ele saiu sem olhar para trás e acabou de sair uma notícia que ele pode estar me traindo. O pensamento ecoou em sua mente.
— Nada, só estou com muita fome — mentiu.
Tinha desistido como das últimas cem vezes, em que pensou contar tudo para a amiga e ter alguém para desabafar.
Mais uma vez, estava completamente sozinha, mesmo rodeada por tantas pessoas.

Inglaterra, Holmes Chapel — The Manchester.

Harry puxou Lexie pelo braço enquanto os dois ainda observavam a balada, eles já tinham dançado um pouco na pista principal e em outra no camarote, reservada apenas para pessoas vip. Os dois passaram por um número significativo de pessoas e ela rodou os olhos ainda um pouco confusa com alguns famosos que se encontravam ali.
Styles fez sinal para o garçom pedindo por duas bebidas e rolou os olhos pela balada. De onde ele estava — no terceiro andar — conseguia ver todos os companheiros de banda, menos Zayn, ele procurou pelo melhor amigo o máximo que deu, mas nada dele, então enviou uma mensagem que nem sequer chegou.
— Harry. — Lexie o chamou, tirando-o de seus pensamentos sobre Zayn.
Ele a encarou.
Harry aproveitou para observar a beleza da garota à sua frente, notou a pele morena dela com os cabelos cacheados bem volumosos, os lábios pintados de um batom rosa bem leve e um sorriso encantador. Pensou em quanto tempo esteve com ela e não parou sequer um minuto para reparar em sua beleza tão singular.
Sem falar nos olhos negros, com uma expressão meiga.
— Harry, você está me ouvindo? — Foi interrompido por ela chamando-o mais de perto.
— Desculpa, eu me distraí. — Riu de leve.
Lexie o encarou preocupada.
— Com o quê? — Perguntou curiosa. — Eu forcei a barra trazendo você aqui, né?
Harry riu mais uma vez e passou a mão pelos cabelos dela de forma que acariciou sua bochecha.
— Com você — disse e sorriu.
Ela o encarou perplexa e Harry pegou sua mão.
— Me divirto, com a forma como você fica sem graça quando eu falo essas coisas. — Harry inclinou-se na direção dela e a puxou para mais perto dele soltando sua mão que estava entrelaçada na dela e passando o braço por sua cintura. — Você precisa esquecer essa ideia, de que é uma má ideia estar com você.
Lexie o encarou e sentiu seu coração acelerar com a proximidade dos dois, estava pronta para se perder em qualquer coisa que pudesse acontecer entre os dois ali, mas foi interrompida pelo garçom e outra voz.
Aqui está, sua bebida, Sr. Styles. — O garçom empurrou os copos com líquido transparente e cheio de morangos dentro, no balcão.
— É, só Harry. — Ele pegou a bebida. — Obrigado.
— E aí, o que os pombinhos estão fazendo? — Louis pergntou fazendo com que Lexie engasgasse com a bebida que tinha sido acabada de ingerir.
— Só bebendo — Harry confirmou, ignorando a brincadeira do amigo.
Louis riu, com a reação natural de Harry e a envergonhada de Lex.
— Estamos com um pessoal ali, vamos brincar de vira-vira, vocês querem se juntar? — Lou sugeriu.
Harry encarou Lexie esperando pela opinião dela.
— Por mim, tudo bem. — A garota concordou e os três o seguiram.
Os três chegaram a uma parte ainda mais reservada do camarote que estavam, onde encontraram além de todos os integrantes da banda — menos Zayn — mais duas garotas que foram apresentadas como duas modelos da Victoria’s Secret que Lexie não fazia ideia de quem eram, Harry tinha uma leve noção.
Também passou pela cabeça dele, que alguma delas, provavelmente iria para cama com um de seus amigos que já pareciam bem alterados, exceto por Louis, que não tinha o costume de beber muito e estava noivo de Eleanor.
Lexie sentiu as garotas encararem sua mão um pouco trêmula que segurava a de Harry, ela lançou um sorriso simpático para às duas que não devolveram. Seja lá o que elas estivessem pensando sobre ela estar de mãos dadas com um dos meninos da One Direction, cogitou que precisaria estar pronta para uma possível notícia amanhã nos maiores jornais do mundo.
Trocou o peso de uma perna para a outra, devido ao nervosismo.
— Vamos sentar aqui. — Harry sussurrou para ela, indicando um sofá vazio de dois lugares. — Vocês nunca cansam desse jogo, né? — Harry perguntou se referindo à Niall e Liam, que para quem não queria sair, já parecia ter bebido bastante.
Lexie aproveitou para se apresentar às garotas, enquanto o amigo falava com os companheiros de banda.
— Sou Lexie. — Ela estendeu a mão para as garotas sentadas, uma morena e outra ruiva.
— Sou Amber e ela é Janet, nunca vi você com os meninos. — A ruiva disse de maneira totalmente simpática e sem maldade alguma.
— Você os conhece de onde? — Perguntou Janet.
— Uma velha amiga do Harry. — Sorriu gentilmente e deu um gole em sua bebida. — Se vocês puderem não…
— Relaxa Lexie, elas são gente boa, não vão sair por aí falando de você e do Harry. — Liam a tranquilizou.
Harry riu com sua inocência de não ter notado que as garotas eram conhecidas dele, quase sempre se esquecia que depois do fracasso do último relacionamento de Liam, ele nunca ficava mais de uma semana com a mesma garota.
— Obrigada. — Lex sorriu agradecida.
— Vamos jogar isso, ou não? — Louis perguntou esfregando as mãos.
— O que é, vira-vira? — Lexie perguntou sem jeito.
Antes de começarem o jogo, Liam explicou para Lexie que “vira-vira” era um jogo onde eles teriam que responder uma pergunta de uma das cartas do “vira-vira” e, caso a pessoa errasse, teria de tomar uma dose de tequila ou cumprir um desafio, tudo ia depender do que estivesse escrito na carta para eles, que poderia ser: bebe ou cumpre.
Não demorou muito para que cada um ali da mesa já tivesse tomado mais de quatro shots de tequila e tivessem pago mico suficiente para não quererem voltar ao Manchester, nunca mais. Harry foi o primeiro a ter que fazer uma dança vergonhosa no meio do camarote, claro que aquilo estaria nas primeiras notícias pela manhã — mas nem ligou. Louis precisou se declarar para a primeira garota que encontrasse na balada, por sorte, não foi tão ruim quando ele pensou que seria, já Liam ficou com o pior, teve que dançar sensualmente no meio da pista de dança e os outros deram sorte, tiraram apenas “bebe” em todas as cartas que pegaram ao darem a resposta errada.
Harry estava se divertindo tanto quanto Lexie, mas não conseguia deixar de pensar onde poderia estar Zayn, sabia que o amigo era impulsivo e considerando o estado emocional dele, poderia acabar fazendo alguma besteira. Ele retirou o celular do bolso e ele logo se acendeu, indicando uma mensagem do próprio.

“Harry, vem aqui fora, preciso da sua ajuda.”

Ele sussurrou rapidamente para Lexie que precisava resolver uma coisa e retirou-se de lá com pressa já caminhando, por entre o número de pessoas que agora parecia muito maior. Ainda com o celular na mão, viu que ele começou a aptar repetidamente, desbloqueou encarando a tela e apertou o primeiro link que apareceu escrito “Zayn Malik…” e logo uma página da internet se abriu.
Harry abaixou o celular para não correr o risco de cair ao esbarrar em alguém e conseguiu chegar ao primeiro andar da balada, leu por cima o que estava escrito na matéria — algo sobre um integrante da banda One Direction com uma garota — e andou ainda mais rápido em direção à saída. Fez sinal para o segurança que precisava sair e atravessou rapidamente a porta.
Ele procurou pelo amigo, mas não viu nada, então seu celular apitou com uma mensagem que Harry pode ler na barra de notificação. Ele caminhou até o beco que ele dizia estar na mensagem, enquanto encarava uma foto de Zayn com uma garota ruiva bem próxima dele.
— Cara, eu acho que fiz merda. — Zayn disse ao ver Harry dobrar no beco.
Harry bufou.
— Você acha? — disse apontando o celular.
Zayn encarou a foto dele com a garota que já tinha ido embora e percebeu que a merda que tinha feito, era muito maior.
— O que nós vamos fazer? — Ele perguntou passando as mãos pelo cabelo enquanto andava de um lado para o outro.
— Você precisa se acalmar, chama um táxi, vou lá dentro buscar a Lexie. — Harry disse já saindo, mas Zayn o segurou pelo braço. — Cara, já estou mentindo para todo mundo, não vou mentir para ela também.
— Tá, mas volta logo, precisamos ir embora logo e eu preciso achar um jeito de falar… Você sabe.
Harry apenas assentiu e voltou para dentro da balada.

Estados Unidos, Manhattan.

tentou pela quarta vez enfiar a chave no buraco da porta, enquanto gargalhava. Ela e a amiga tinham bebido muitas doses de saquê enquanto esperavam pelas comidas do rodízio japonês e, depois da notícia que leu sobre Zayn, ela não conseguia se manter sóbria para encarar tudo aquilo de uma vez.
Zayn Malik e uma garota…“. As palavras da matéria ainda ressoavam na cabeça dela de maneira que a fez torcer o nariz enquanto tentava abrir a porta do apartamento.
, deixa que eu faço — Megan disse, já tentando pegar a chave da mão da amiga, que se recusou a entregar.
riu.
— Consegui! — falou comemorando assim que a porta se abriu, revelando o enorme lugar sem vida.
Meg aproveitou a deixa e entrou no apartamento já tirando os saltos que usava, passou os olhos pelo apartamento enorme e jogou-se no sofá gigantesco que tinha ali. Ainda estava rindo da situação, mas também bastante surpresa pela casa da amiga, não esperava um lugar tão bonito e luxuoso.
— Uau. — Meg disse ainda perplexa. — Você sempre teve bom gosto, mas se superou na escolha desse apartamento.
riu com o comentário da amiga e se jogou no outro sofá.
— Não fui eu quem escolhi, foi o Zayn.
Meg demorou um pouco para processar o que a amiga havia dito, mas quando aconteceu, ela a encarou com os olhos arregalados, não era de falar de seus relacionamentos.
— Como? — perguntou, tentando arrancar mais alguma coisa dela.
— Zayn Malik. — disse de maneira séria.
Megan engasgou e sentou-se.
— Muito engraçada — disse rindo, sabia que a amiga estava bêbada, mas não riu de volta.
Ela se levantou e andou até o sofá onde estava deitada encarando o teto, sem demonstrar emoção alguma. Ajoelhou-se ao lado dela e esperou que ela desse uma explicação, mas isso também não aconteceu.
, não tem graça. — Chacoalhou a amiga.
— O quê? — perguntou, confusa. — Você já olhou seu celular, desde que te devolvi?
Megan pegou o aparelho do bolso de trás da calça e desbloqueou, o que a deu a visão sobre a notícia de Zayn Malik com uma garota. Ela encarou e se deu conta de que a amiga não estava mentindo e que não era nem um pouco uma alucinação de bêbada.
— Ah, meu, Deus! — Disse ao levantar-se. — Você está tendo um relacionamento escondido, com Zayn Malik, não está?
deu um pulo no sofá e saiu andando em direção à cozinha do apartamento, onde pretendia pegar um copo de água para diminuir a bebedeira e a dor de cabeça que estava sentindo, se é que a segunda era por causa do álcool que ingeriu.
— Quem é ela? Ah, meu, Deus! — Megan disse andando atrás da garota.
abriu a geladeira e pegou uma jarra com água bem gelada.
— Você quer? — perguntou ao caminhar até um armário e pegar dois copos.
Megan apenas balançou a cabeça negativamente.
, quem é ela? Como isso começou? — Começou a bombardeá-la de perguntas.
encheu o copo e encarou a amiga.
— Claramente, não sou eu. — Levou o copo até a boca.
Meg murchou, estava claro o quanto estava chateada com toda a situação e ela não havia sido nem um pouco sensível quanto à isso, ao demonstrar tanta curiosidade.
— Ele está te traindo? Eu sinto muito, .
riu e terminou de tomar a água de seu copo.
— Eu adoraria dizer que sim — começou a dizer e puxou um banco para sentar-se —, mas eu estaria mentindo, não acho que ele esteja me traindo. Ele não pode.
Meg viu uma lágrima escorrer pelo rosto da amiga e caminhou até ela, sentando-se ao seu lado.
— Então. Por que ele está com essa garota? Liga para ele. — Meg disse passando o celular para ela, que recusou.
— Não posso, não é algo que dá para decidir assim. — disse baixinho e abaixou a cabeça apoiando-a sobre as mãos. — Nós tivemos uma briga.
— O suficiente para ele ir atrás de outra garota? — Megan disse revirando os olhos. — Nunca existe motivo, para um cara ir atrás de outra garota.
riu.
— Ele descobriu sobre a minha mãe, eu contei para ele.
— Qual é, eu sei que você não devia ter mentido, mas precisava ir embora? — Meg perguntou irritada.
— Ele tinha acabado de me pedir em casamento! — riu da situação, que não tinha graça nenhuma. — Vem, preciso tirar essa roupa.
Megan não sabia muito bem o que dizer para a amiga, então apenas a acompanhou até o quarto e, ficou ainda mais encantada com a parte de cima do apartamento, onde você já dava de cara com um quarto enorme e todo iluminado pela luz da noite, devido às janelas de vidro.
disse para Meg que ela ficasse à vontade e foi tomar um banho, precisava se livrar das roupas que tinha usado para trabalhar o dia todo, ir ao sanatório e ainda sair com a amiga e também queria um tempo sozinha, para processar todas as confissões que tinha acabado de fazer.
Falei sobre Zayn e foi libertador</>. O pensamento ecoou na cabeça de , assim que ela entrou na água quente que caia.
Enquanto a água caia e ela observava os enormes prédios de Manhattan — um privilégio que tinha pelos vidros fumê, onde ela via tudo lá fora, mas ninguém via nada dentro do banheiro — ela pensou em Zayn e em todos os momentos bons que teve ao lado dela, não demorou muito, para que divagasse até uma das lembranças mais bonitas que tinha sobre eles.
sentiu o piso gelado do apartamento sob os pés enquanto olhava mais um pouco o ambiente. Tudo era simplesmente perfeito e ela pensou como nunca se sentiu tão em casa, como estava sentindo-se ali, mesmo sem móveis ela já conseguia imaginar como seria viver naquele lugar ao lado de Zayn.
Ela andou até a varanda, apoiu-se sobre o parapeito e fechou os olhos, o vento jogava seus cabelos de um lado para o outro e a sensação para ela fora indescritível, poderia passar horas ali, sem ter que pensar em nenhum problema.
Seria seu esconderijo.
— Você gostou? — A voz de Zayn a tirou dos pensamentos e sentiu seus braços envolverem sua cintura.
sorriu e virou-se para ele, envolvendo os braços em seu pescoço.
— Eu amei. — Encostou os lábios nos dele.
Zayn sorriu e a abraçou.
— Você pretende morar aqui, quando vir para cá? — perguntou despretensiosamente.
— Pretendo morar aqui, com você — Zayn falou e olhou surpresa. — Quero que você more aqui.
— O quê? — Ela tinha imaginado tudo isso ao entrar no apartamento, mas não esperava que essa ideia pudesse se quer passar na cabeça dele.
— Você aceita morar aqui comigo? — Zayn perguntou sem tirar os olhos dela. — Um pouco sozinha, quando eu não estiver aqui.
riu e o abraçou.
— Você sabe que sim, que eu aceitaria qualquer coisa com você, em um piscar de olhos.
Zayn soltou e a encarou.
— Em um piscar de olhos? — perguntou.
— Em um piscar de olhos.
Zayn pegou no colo e andou com ela para dentro do apartamento rodando-a no ar, arrancando gargalhadas da garota.
— Eu te amo! — Ele sussurou e beijou .
Em um piscar de olhos.
Foi tudo que ela conseguiu pensar, ao ser beijada por ele, porque sabia que jamais amaria alguém assim.
desligou o chuveiro e saiu rapidamente, a lembrança a tinha atingido a níveis dolorosos. Pensar na ideia de que Zayn seria capaz de traí-la depois de tudo que eles passaram juntos, de todas as coisas que tiveram de enfrentar para que o relacionamento desse certo às escondidas, era difícil demais.
Precisa conversar com ele, mas não por telefone. Queria olhar nos olhos dele, sentir o cheiro dele.
Entrou no quarto já trocada e viu Megan jogada na cama encarando-a.
— Você não queria casar com ele? — A amiga perguntou, pegando de surpresa.
a encarou.
— O quê?
— Você casaria com ele? — Megan mudou a pergunta. — Se souber que ele jamais te traiu.
— Em um piscar de olhos! — respondeu sem nem pensar antes.
Meg deu um pulo da cama e foi até a amiga.
— Você vai comigo para Londres, então!
riu, mas parou, ao ver que a garota falava sério.
— Megan, não posso ir para Londres!
Ela deu de ombros.
— Claro que pode e, acho bom começar a fazer as malas! — Falou caminhando até o banheiro. — Vou tomar um banho, eu sou rápida, então arruma essas malas e uma roupa para mim também.
não teve muito tempo para processar a proposta da amiga sobre ir com ela para Londres e, quando viu, já estava pegando uma roupa para Megan e roupas para que ela colocasse na mala. Sabia que se pensasse demais, provavelmente desistiria da ideia maluca de pegar um voo de seis horas para resolver seu relacionamento, ou o que tinha sobrado dele.
aproveitou o tempo de banho da amiga, usou o telefone do apartamento onde tinham os números importantes para falar com Taylor e pediu que ele a levasse ao aeroporto, e tudo que ele fez foi informá-la que estaria lá em trinta minutos. Só depois que desligou o telefone, se deu conta de que seu relógio marcava uma hora da manhã e sentiu-se mal por ter ligado para ele tão tarde, mas já tinha feito a ligação e ele provavelmente estaria a caminho.
Meg logo saiu do banho e as duas desceram para esperarem pelo motorista na recepção do prédio. Assim que ele chegou, Taylor entregou o celular de dizendo que ela havia esquecido no banco de trás do carro, mas que ele só se deu conta quando foi estacionar o carro depois de deixá-la no restaurante mais cedo.
— Ai, graças à Deus! — disse empolgada no banco de trás e Taylor sorriu para ela, através do retrovisor.
— Preciso passar no meu hotel, primeiro, pegar minhas malas. — Megan se pronunciou.
— Só falar o endereço para o Taylor — disse e assim a garota fez.
Enquanto Megan procurava pelo endereço do hotel dela, no cartão, aproveitou para olhar o celular, mas ele estava completamente sem bateria, então desistiu e recostou a cabeça no vidro do carro vendo as ruas passarem aos seus olhos e imaginou como iria ser seu reencontro com Zayn.

Inglaterra, Londres.

Harry acelerava o carro de Lexie, enquanto ela apenas encarava no banco do passageiro, ele ainda não tinha explicado para ela o porquê de eles estarem atravessando a cidade até Londres. Ela tinha entendido parte da situação quando viu a foto dele em todos os principais jornais do mundo, mas não via problema nisso, já que ele não namorava.
— Ainda não entendi, porque não podemos ficar na minha casa, ninguém sabe que moro lá. — Lexie disse encarando Harry.
Zayn permaneceu em silêncio no banco de trás, enquanto ainda tentava enviar mensagens e ligar para .
— Você ficaria surpresa, com as coisas que eles podem descobrir. — Harry riu, ele até que estava achando a situação engraçada.
— Tudo bem. Mas, o Zayn é solteiro, qual problema dele aparecer com uma garota? — Perguntou curiosa. — Muito bonita, por sinal.
Zayn revirou os olhos, não porque estava irritado com Lexie, porque não queria mais falar sobre a garota que poderia acabar sendo a causadora do fim do seu relacionamento.
— Te explico melhor quando chegarmos em Londres.
Zayn se recostou no banco e ignorou a conversa dos dois, a única coisa que conseguia pensar era em tudo o que tinha acontecido com e em como ele pode ser tão burro para se deixar ser fotografado com uma garota que não era ela, principalmente depois da briga que tiveram.
A garota o tinha reconhecido e ele sabia que isto não era boa coisa, ou porque ela poderia ser uma repórter disfarçada tentando arrancar uma bomba dele e se fingindo de bêbda para isso, ou ela estaria interessada nele e sabe-se lá o quê poderia cair na mídia, nada de bom, com certeza.
Ela sorriu para ele repentindo seu nome e Zayn colocou a mão na boca dela, pedindo que parasse de repetir isso ou que ao menos, não falasse tão alto para que outras pessaos pudessem ouvir. Ele olhou para fora do beco e não viu ninguém, a rua estava muito vazia e agradeceu por isso, dificilmente uma foto poderia ser tirada ali — ao menos foi o que pensou.
— O que Zayn Malik, está fazendo em uma balada como a Manchester? — A garota perguntou e ele pode sentir o hálito dela de bebida, ao menos, não estava mentindo sobre estar bêbada e passando mal.
— O que acha de irmos para a van? — perguntou despretensiosamente.
— Já me sinto melhor. — A garota respondeu com rapidez. — Sempre me perguntei, como você seria pessoalmente.
Zayn riu, apesar de a situação não ter graça nenhuma.
— Qual é, nenhuma garota é boa o suficiente, para Zayn Malik? — perguntou rindo.
Zayn revirou os olhos, uma péssima mania que tinha ao se irritar.
— Não falei, nada — rebateu.
— Qual problema então, Zayn? — Insistiu, ficando ainda mais próxima dele.
— Você é linda, mas eu tenho uma pessoa — disse firmemente.
A garota se afastou e riu.
— Ela é linda e eu preciso voltar para ela, de um lugar onde nunca deveria ter saído. — Zayn colocou as mãos no bolso e sorriu.
— É, foi mais fácil do que eu pensava.
— O quê?
A garota correu rindo e entrou em um carro que acabara de parar de frente para o beco e Zayn ficou ali parado, com a mão na cabeça.

Zayn sentiu-se aliviado ao ver a placa de “Bem-vindo à Londres” e, apesar de a lembrança sobre a garota ainda estar fresca em sua mente e lhe incomodar, ele sabia que não tinha traído e nem feito nada de errado que pudesse gerar qualquer problema no relacionamento dele, então, se apegou a isso.
Escolheram um hotel que não chamasse muita atenção e se hospedaram, o relógio já passava das cinco horas da manhã e Zayn só queria descansar depois das quatro horas de viagem e tomar algum comprimido para dor de cabeça, tinha exagerado na quantidade de bebidas e já estava fora de forma, não fazia isso há muito tempo.
Zayn se jogou na cama e tentou de forma falha, mais uma vez, ligar para , já que seu celular dava apenas caixa postal e as mensagens não chegavam de forma alguma. Então, tomou uma atitude drástica e decidiu que era melhor ligar para o Taylor e saber se ele tinha alguma notícia, precisava ao menos saber se ela estava bem e se algo sério poderia ter acontecido, afinal, ela não era de ficar com celular desligado.
Enquanto isso, Harry foi para a cozinha e pegou um pouco de água para que ele e Lexie pudessem beber e aproveitou para contar sobre Zayn com um pouco mais de privacidade, já que o amigo passou o tempo todo em silêncio, sabia que ele não estava de muito bom humor.
— Harry, você vai me dizer, para que tudo isso? — Lexie encarou o amigo, enquanto dava um gole no copo.
— Sim — respondeu e sentou-se em um banquinho que tinha na pequena cozinha. — O Zayn namora escondido.
Lexie cuspiu a água que tomava.
— E ele acabou de fazer a maior merda, da vida dele. — Harry continuou. — Aquela garota, ele nem a conhece.
— Puta que pariu! — Lexie disse perplexa. — Mas, era mesmo necessário, vir para Londres por causa disso? A garota mora aqui?
— Pelo que eu sei, não. — Ele terminou de beber a água e colocou mais um pouco em seu copo. — Você quer mais?
— Por favor.
Taylor, você a viu hoje? — Os dois escutam Zayn falar no telefone.
— Ele parece nervoso — comentou Lexie.
Harry riu.
— Mas, me diz, como você não sabe se a garota mora aqui? — Perguntou curiosa. — Vocês são melhores amigos.
—Sim, mas não sei, e também não faço ideia de qual nome dela. — Harry revirou os olhos. — O fato é que ela não quer, se expôr, não agora. Mas, ele a pediu em casamento.
— Uau, vocês têm mais segredos, do que eu pensava. — Lexie encarou Harry. — Vai me dizer, que você vai casar, também?
Harry riu de novo.
— Não sei se dou conta desse trabalho, Harry. — Lexie disse um pouco desanimada. — É muita responsabilidade eu saber de tudo, sobre a vida de vocês. Ainda mais, sendo sua amiga.
Harry se preparou para dizer algo, mas eles se assustaram ao ouvir Zayn.
Ela, o quê?????? — Zayn gritou.
Lex e Harry foram para a parte do quarto e encontram Zayn praticamente sem sangue nenhum no rosto e segurando o celular em uma das mãos, ele parecia bastante preocupado.
— Cara, o que aconteceu? — Harry perguntou, preocupado.
— Zayn, acho melhor você sentar — sugeriu Lexie.
— Ela está em Londres.
— Como assim, em Londres? — Styles perguntou perplexo.
— Bom, ao menos agora, sabemos que ela não mora aqui. — Lexie concluiu e Zayn encarou Harry. — Ele me contou, porque eu insisti muito.
Zayn ainda assim, encarou o amigo.
— Não, eu contei porque confio nela, Zayn. — Harry defendeu Lexie.
— Tá, tudo bem. Mas, o que eu vou fazer? Vou até o aeroporto?
Harry riu.
— Qual a graça?
— Nada, é que você desesperado é engraçado. — Harry comentou. — Acho melhor, mandar uma mensagem para ela, uma hora ela vai ver. Manda o endereço, tudo.

Inglaterra, Londres — Aeroporto.

O coração de palpitava tanto que ela podia jurar que era capaz de contar cada batida, sua respiração sibilava de maneira repetitiva e por um instante, ela pensou em desistir da loucura que estava prestes a cometer, mas já era tarde demais, o avião acabara de pousar no Aeroporto Internacional de Londres e não seria possível voltar. Ela teve certeza, ao descer as escadas da enorme aeronave em que tinha voado, que era vai ou racha, e ela não estava pronta para ir, mas era preciso, então acompanhou Megan que não parava de tagarelar alegremente.
O clima estava muito mais frio do que em Nova York e ela agradeceu por ter se agasalhado bem, precisava achar um lugar onde pudesse carregar seu celular e depois de pegarem as malas, sugeriu que as duas fossem tomar um café da manhã e assim, talvez, ela encontraria uma tomada para carregar o aparelho e ver se tinha alguma coisa importante, além de que, precisava avisar no trabalho que ficaria alguns dias fora.
Pegaram um táxi assim que saíram do aeroporto e o motorista lhes indicou uma ótima cafeteria onde ela poderia carregar o celular e também se alimentar, não tinha comido nada além do rodízio japonês e sua boca estava extremamente amarga devido às doses de saquê que tomou. Mesmo com os pensamentos turbulentos, aproveitou o tempo dentro do carro para observar a cidade linda, com prédios antigos e muito mais “rústica” do que a enorme Manhattan que estava acostumada.
Agradeceu pela gentileza do motorista lhe dando uma boa gorjeta e dirigiu-se ao Coffe Plaza com Megan, ela falava algo sobre ter uma intermediação para fazer com o país, mas a garota não conseguia pensar muito no que a amiga estava dizendo, sua ansiedade falava mais alto.
— Eu quero um latte e um croissant, por favor. — disse, assim que uma mocinha veio atendê-las na mesa.
— Ai, aqui é tão aconchegante, adoro este país! — Megan disse tirando as luvas que usava.
riu.
— Qual é, , se anima. — Megan cutucou a amiga. — Você vai se resolver com Zayn Malik.
arregalou os olhos.
— Não fala isso alto! — A repreendeu. — Esqueceu que é segredo?
— Ninguém mandou me contar isso! — A garota riu.
riu junto e acrescentou:
— Eu estava muito bêbada, agora estou sóbria. Então, pare!
Ela colocou o celular para carregar e o deixou de lado assim que o café das duas tinha chegado. Além do que elas tinham pedido, as duas também decidiram pedir um pedaço de bolo da casa que tinha ótimas recomendações no cardápio, deixado pelos clientes que passavam por ali e já tinham experimentado.
O lugar parecia uma casinha de madeira dessas de interior, com um número máximo de vinte mesas no único andar que tinha e um enorme balcão onde você conseguia ver os funcionários preparando os cafés para as pessoas. achou muito sofisticado e bonito, ela ainda se sentia vazia ainda por tudo que estava acontecido, contudo, conseguia se imaginar ali com Zayn tomando um café despretensiosamente e sem se importarem com as outras pessoas.
Ela sorriu com o pensamento, mas logo eles foram afastados por inúmeras notificações em seu celular e todas de Zayn.
Um Zayn desesperado.
Muito preocupado.

“Amor, eu sinto muito por tudo que aconteceu. Eu não pretendo ficar nem mais um dia, longe de você. Eu te amo.”

Não pôde deixar de sorrir, com a mensagem e passou para próxima.

“Amor, cadê você? Eu sei que errei, mas por favor, precisamos conversar.”

Mais mensagens depois dessa.

“Meu Deus, amor, eu sinto muito. Não acredite em nada disso, eu não sei descrever o quanto sinto muito. Por favor, me liga assim que ouvir essa mensagem.”

“Amor? Cadê você? Por favor, precisamos conversar sobre isso.”

sentiu o coração apertar, pelo desespero do rapaz, mas ficou perplexa ao ler a última.

“Amor, o Taylor me disse que está em Londres. Eu não acredito, que fui tão egoísta a ponto de fazer algo, onde você precise vir até mim. Eu sinto muito mesmo.
Por favor, se você estiver aqui, porque ainda acredita em nós, é só vir neste endereço, estou encaminhando a localização.”

estava boquiaberta com todas as mensagens, mas a última foi a que fez seu coração se despedaçar, ela sabia que Zayn não a tinha traído, não veio a Londres com a intenção de sequer cogitar isso ao falar com ele e seu coração teve mais certeza ao ler pela segunda vez a última mensagem e deixou que uma lágrima caisse de alívio, a ideia de perdê-lo ou que ele não fosse nada daquilo que ela pensava era pavorosa.
Pegou um pedaço do croissant e tentou comer, mas ele simplesmente não descia, a única coisa que pensava em fazer era ir até o endereço que ele tinha passado para ela por telefone e clicou nele enquanto pegava sua bolsa para colcoar sobre o ombro.
Megan a encarou confusa.
— Onde você, vai?
nem tinha se dado conta de que a amiga ainda estava ali.
— Vou, encontrá-lo, você vai ficar bem ai? — perguntou deixando dinheiro na mesa. — É para pagar minha parte.
— Me pergunto se você vai ficar bem. — Encarou .
se aproximou e abraçou a amiga.
— Obrigada, por tudo, sempre. — A apertou forte. — Não sei, o que faria sem você, mas vou ficar bem.
Depois de dizer tudo isso, ela virou-se e seguiu seu rumo em direção ao endereço que ele tinha passado.

Zayn não parava de andar de um lado para o outro ao ver que suas mensagens tinham chegado para e que ela já as tinha visualizado. A ideia de que ela poderia estar indo até ali e de que eles se resolveriam fazia seu coração abrandar-se. Mas, mesmo assim, não conseguia ficar parado em um lugar só e preferiu ligar para ela.
Uma ligação falha, já que ela não atendeu, mesmo depois de tocar várias vezes.
Harry o encarava e não parava de falar o quanto ele parecia nervoso e que dava a impressão que ia bater as botas a qualquer hora e isso estava começando a tirá-lo do sério, pensou por um momento, que era melhor ter vindo sozinho.
— Cara, se acalma. — Harry disse.
Zayn se virou para ele e parou, pela primeira vez em um bom tempo.
— Ela acabou de ver minhas mensagens! — disse.
Harry arregalou os olhos.
— Isso, quer dizer, que vamos conhecê-la? — perguntou animado.
Zayn revirou os olhos.
— Você está querendo acabar com meu relacionamento?
Harry riu.
— Você consegue fazer isso, sozinho.
Zayn o fuzilou com os olhos, mas riu no final.
— Você devia ter ido com a Lexie comprar algo para comer.
— É, acho que vou encontrar ela, você vai precisar de privacidade aqui. — Harry disse e caminhou até a porta.
— Sei, tomar café da manhã. — Zayn disse gargalhando.
O amigo mostrou o dedo do meio para ele e saiu do quarto.
Harry não podia negar que estava com vontade de ao menos espiar quem era a garota de Zayn, mas a ideia logo passou, ele tinha prometido ao amigo que nunca procuraria nada sobre ela e que esperaria chegar a hora para conhecê-la e assim seria, promessa, era algo muito importante na amizade deles.
Então, ele seguiu o caminho dele pelo corredor até o elevador.
chegou ao hotel em apenas dez minutos depois de pegar um táxi, seu coração estava ainda mais acelerado do que antes e suas pernas tremiam tanto que ela podia jurar que daria de cara com o chão a qualquer momento, mas isso não aconteceu.
Informou o número do quarto que Zayn lhe havia passado na recepção e o moço lhe deu um cartãozinho, dizendo à ela que era no décimo andar e que era só pegar o elevador da esquerda para chegar lá. Não demorou muito para que entrasse em um elevador completamente vazio, viu que Zayn tinha ligado para ela, mas não queria responder, sua intenção era fazer uma supresa e vê-lo cara a cara.
Os dez andares que tinha de subir pareciam uma eternidade e ela ficou torcendo para que não parassem em mais nenhum andar, além do segundo, onde uma mulher perguntou para ela se estaria descendo e ela respondeu educadamente que não.
Enquanto isso, Harry ainda esperava impacientemente pelo seu elevador. Ele esperou mais alguns minutos e, apesar de serem dez andares, ele concluiu que seria mais rápido ir de escada. Virou as costas e foi andando até a porta momentos antes de o elevador de chegar ao mesmo andar em que ele estava, ela saiu e andou rápido para a direção oposta em que o rapaz estava e ele seguiu para as escadas que o levaram rapidamente para o térreo do hotel.
Zayn revirou os olhos ao escutar a campainha do quarto tocar, sabia que Harry só podia ter esquecido alguma coisa e a ideia de que poderia chegar ao qualquer momento e o amigo estar aqui, o deixava nervoso. Afinal, eles tinham combinado que só quando ela estivesse pronta, eles contariam para qualquer pessoa sobre o relacionamento deles, mas ele já tinha contado para o melhor amigo há muito tempo.
Não poderia ter mais um problema.
Seu coração quase saltou da boca, assim que a porta se abriu e braços envolveram seu pescoço desesperadamente e o cheiro de invadiu todo o ambiente. Ele não se demorou em envolver os braços na cintura da garota e a puxar para dentro do quarto, fechando a porta com o pé e levando seus lábios ao dela.
Sentiu-se aliviado, assim que sentiu que ela correspondia ao seu beijo e parecia estar esperando por isso tanto quanto ele. Eles ficaram em um beijo calmo e Zayn parou assim que sentiu um gosto salgado na boca, ela estava chorando e ele sabia que era o causador de suas lágrimas.
— Ei, não chora, amor. — Zayn disse afastando-se dela, mas encostou a cabeça em seu peito e o abraçou, chorando ainda mais.
Ela o apertou forte.
, eu juro, eu não te traí. — Zayn disse, sentindo-se péssimo por ter feito ela passar por isso.
Ela se afastou dele e retirou o celular do bolso, Zayn ficou esperando que ela fosse mostrar alguma foto ou esfregar aquela que ele já tinha visto na cara dele, mas isso não aconteceu.
— Amor, eu…
— Me deixa, falar! — disse firme.
Ele ficou em silêncio e esperou pelas palavras da garota.
— Eu passei os piores dias, da minha vida — começou a dizer —, mas apesar de tudo isso, eu descobri que tenho a pessoa mais incrível do mundo ao meu lado. Eu não poderia ser mais sortuda.
Zayn a olhou confuso.
— Eu não estou…
— Dá para calar, a boca? — riu e apertou algo no celular.
Um aúdio começou.
Qual problema, então, Zayn? — Insistiu, ficando ainda mais próxima dele.
— Você é linda, mas eu tenho uma pessoa — disse firmemente.
A garota se afastou e riu.
— Ela é linda e eu preciso voltar para ela, de um lugar onde nunca deveria ter saído. — Zayn colocou as mõas no bolso e sorriu.
Zayn ficou boquiaberto, a garota tinha feito tudo aquilo por um aúdio. Ela poderia ter pedido e ele daria uma entrevista, talvez não ali no meio de uma balada, mas poderia marcar. Contudo, isso não importava, ela tinha acabado de salvar seu relacionamento e merecia um agradecimento depois.
— Eu te amo, Zayn Malik. — Van disse encarando-o. — E eu não quero mais esconder nada de você, também não pretendo mais esconder nosso relacionamento.
Ele estava boquiaberto, não era esse reencontro que estava esperando e muito menos ouvir essas palavras.
Depois de ficar por alguns instantes sustentando o olhar dela, andou até a garota e a pegou no colo. Os lábios dele logo encontraram o dela e ele caminhou até a cama com ela ainda em seu colo e sentou-se na cama, suas mãos percorriam seu corpo e ele sabia que precisava sentir cada parte dela, tinha a necessidade da certeza de que aquilo que estava acontecendo era real.
afastou-se dele e passou as mãos por seus cabelos.
— Você ainda aceita casar comigo, ? — Zayn perguntou encarando-a.
— Aceito, em um piscar de olhos. — Ela disse e Zayn a bejou de novo, só que dessa vez, se apressou em tirar a blusa da garota.

 

I won’t let these little things
Slip out of my mouth
But if it’s true
It’s you
It’s you

( One Direction – Little Things)

INGLATERRA, LONDRES.

se afastou de Zayn e deixou que ele tirasse a blusa dela com agilidade. Ela sorriu para ele e aproveitou a deixa para fazer o mesmo com ele, a cama do hotel não era muito grande para que os dois ficassem ali juntos, mas ela nem se importou com isso naquele momento.
O plano não era dormir.
Ela o empurrou na cama enquanto sentia as mãos dele sobre a coxa dela, apertando com força, levou os lábios até os dele e iniciou um beijo apressado entre eles. Zayn passou as mãos pelas costas dela e levou os dedos com destreza até o feixo do sutiã, sentiu um pouco de dificuldade no início, mas depois de algumas tentativas, conseguiu abri-lo e o delizou por entre os braços da garota.
se arrepiou com o gesto.
Ela encarou Zayn por alguns instantes e tudo que passou por sua cabeça foi a sorte em tê-lo, agora não só como seu namorado, mas noivo também. Van sorriu para ele e levou as mãos até os botões de sua calça abrindo-o e, sem nem se preocupar com delicadeza, puxou a calça de seu noivo para baixo levando junto a cueca, fazendo com que seu pênis já duro pela ereção pulasse para fora. Jogou a calça em qualquer canto do quarto e envolveu o membro em suas mãos começando por movimentos leves e precisos, Zayn arqueou com a cabeça para trás e ela viu o corpo dele estremecer.
Sem nenhum aviso, levou a boca ao membro e começou a chupá-lo com vontade. Passou a língua por toda a extensão e voltou para região da cabeça, envolvendo-o de novo em sua boca com vontade, fazendo com que Zayn soltasse um gemido alto de prazer.
Se deliciou com a cena e parou o que estava fazendo, para observá-lo.
Fez menção de voltar de onde parou, mas ele a segurou pelos pulsos e a virou na cama ficando por cima dela, que ainda se encontrava com a calça que vestia, mas se dependesse dele, não por muito tempo. Então assim Zayn o fez. Abriu o botão da calça da garota e arrancou com força junto da calcinha, prestando atenção em cada reação dela ao seu toque e seus movimentos.
O olhos dela estavam fixados à ele, seus lábios vermelhos e inchados pelas chupadas eram visíveis e para ele, aquilo era uma visão indescrítivel. Pensou em como a achava gostosa e o poder que tinha sobre ele, apenas com um olhar, que era uma mistura de inocência e safadeza juntos.
Seria impossível, para ele, não se apaixonar por ela.
Sabia disso.
Cravou as mãos em ambas as coxas da gorota e a puxou para mais perto de si, inclinou sua cabeça por entre as pernas dela e passou a língua de leve sobre a pele em brasa. Levou a lambida até próximo de sua virilha, fazendo com que ela arfasse e soltasse um gemido contido pela excitação que abrasava seu corpo.
segurou os cabelos de Zayn com força, arrancando um sorriso dele.
Ele passou a língua primeiro pelo clitóris dela, fazendo com que se contorcesse toda na cama sem nem se preocupar em entregar-se por completo. Naquele momento — ou em qualquer outro —, era completamente dele, não teria como negar.
— Zayn, por favor. — arfou. — Preciso de você.
Zayn parou de chupá-la e deixou escapar um riso convencido.
— Preciso que me diga, o que você precisa, amor.
revirou os olhos, mas agora não era hora de demosntrar superioridade, se ele queria ouvir, ela ia dizer.
— Preciso de você, dentro de mim.
Zayn depositou um beijo delicado na coxa dela e andou até onde ela tinha jogado sua calça, para poder pegar uma camisinha e vesti-la.
Enquanto ele caminhou pelo quarto, aproveitou para olhar toda a beleza dele, com o cabelo preto recém cortado molhado pelo suor, a pele morena suada e seu corpo que para ela, era extremamente escultural. Sorriu boba para ele, assim que o viu voltando em direção a cama com um sorriso nos lábios também.
Ele já tinha colocado a camisinha. Então debruçou-se sobre e acariciou a bochecha dela com delicadeza, ao mesmo tempo que entrou nela de uma só vez, arrancando um gemido alto da garota que levou a mão até a boca, que ele fez questão de tirar dali com delicadeza.
— Zayn…
. — Ele disse com firmeza e selou os lábios ao dela, enquanto segurava os braços dela para trás presos a cama e movimentava-se dentro dela.
— Zayn, nós estamos em um hotel…
Zayn sorriu safado.
— Não me importo, quero que todo mundo saiba o que só eu posso fazer com você.
Ela sorriu para ele devido as palavras e entregou-se ao prazer, soltando gemidos assim que ele intensificou os movimentos.

Harry ligou deversas vezes no celular de Zayn, mas ele não atendeu, então decidiu ir atrás de Lexie para que ela não fosse para o hotel e o encontrasse lá com a namorada. Pegou o celular e ligou para a amiga que atendeu prontamente, ela disse que estava em uma lanchonete e passou o número para que ele fosse encontrá-la.
Enquanto chamava um táxi sentiu o celular apitar e o pegou do bolso de novo, era mais uma notícia com o nome de Zayn logo nas letras iniciais, apertou para abrir o site e entrou no primeiro táxi que parou para ele. Leu a matéria toda, ao contrário do que ele esperava, não era mais nenhuma bomba e não estavam difamando a imagem de Zayn, muito pelo contrário, a dona da matéria que assinava como “Madson Parker“, estava falando sobre ele e defendendo-o das acusações sobre estar com uma garota misteriosa.

“Eu espero que esse aúdio e esta matéria, tenham ajudado vocês a verem a verdade não só sobre Zayn Malik, mas também, sobre as pessoas em si. Hoje vivemos em um mundo, onde as pessoas cometem maldades, espalham falsas notícias, a garota na foto sou eu e, apesar de me sentir horanda com a suspeita, não tenho absolutamente nada com o galã da One Direction, estava apenas tentando conseguir uma exclusiva, sobre algo que eu já suspeitava há algum tempo. De fato, Zayn Malik tem uma namorada, uma garota de sorte, como vocês puderam ouvir.

Madson Parker, Pruit.”

Estava pronto para deixar um comentário anônimo agradecendo a mulher pela gentileza de ter dado uma explicação a tudo que aconteceu de verdade, mas o celular dele tocou no mesmo momento.
Era Liam ligando, sabia que ia ouvir poucas e boas, por isso, suspirou e levou o celular ao ouvido já revirando os olhos.
Onde diabos, vocês estão? — Ouviu Liam gritar do outro lado da linha.
Harry não conseguiu conter outra virada de olhos.
— Liam, calma — pediu, enquanto informava ao taxista um caminho com menos trânsito.
Calma? Harry, está um caos. Vocês simplesmente sumiram e fomos para sua casa sozinhos — Liam começou a dizer — e, adivinha só? Recebemos a bomba pela manhã, de que, Zayn Malik, tem um relacionamento escondido.
Harry bufou.
— Olha, acabou de sair uma outra notícia, vou te mandar o link. As coisas já devem estar mais calmas, eu vou pegar a Lexie e nós vamos para a minha casa aqui em Londres, venham pra cá.
Harry tirou o celular do ouvido e ia apertar desligar quando escutou Liam gritar.
E o Zayn? Onde ele está?
Ponderou por leves segundos se deveria dar alguma resposta, decidiu que não e finalizou a ligação já abrindo as mensagens para enviar o link para o amigo. Sabia que não era o melhor a se fazer, mas resolver as coisas por telefone nem sempre foi sua especialidade.
Ele estava tão absorto com a ligação do amigo que esqueceu de onde estava indo, mas se lembrou assim que seu celular apitou mostrando uma mensagem de Lexie perguntando onde ele estava e se estaria tudo bem, mas nem se deu o trabalho de responder, o homem que dirigia o táxi tinha acabado de encostar informando que eles haviam chegado no lugar, Harry pagou à ele dando uma gorjeta e seguiu em direção ao estabelecimento.
Assim que entrou no restaurante, agradeceu por não terem muitas pessoas e logo avistou Lexie sentada em uma mesa bem afastada, próximo de uma parede cheia de quadros, estilo “vintage”.
— Harry, está tudo bem? — Lexie perguntou, ao notar a expressão do amigo.
— Sim. — Harry abriu o cardápio e começou a passar os olhos, na intenção de se acalmar um pouco.
Lexie, que estava segurando o cardápio, o fechou e colocou sobre a mesa. Encarou Harry e raspou a garganta, na intenção de chamar a atenção dele para ela.
— Ok, está tudo uma merda. — Harry disse sem cerimônia, arrancando uma risada da garota.
— Imagino. Você viu a última notícia?
Harry pensou que ela só poderia estar se referindo a mulher saindo em defesa de Zayn e todos os famosos.
— Daquela moça, defendendo Zayn?
Lexie afirmou com um aceno de cabeça.
— Vou querer esse com fritas. — Lexie disse, ao ver o garçom se aproximar. – Você?
— A mesma coisa.
Alguma coisa para beber? — O garçom perguntou educadamente.
Ele aproveitou o momento de reflexão dos clientes e retirou os cardápios da mesa.
— Duas cocas. — Harry respondeu e voltou a se concentrar na garota à sua frente.
Ele aproveitou para reparar que agora, Lexie tinha feito uma trança que ele achava conhecer como boxeadora, suas maçãs do rosto estavam vermelhas — provavelmente por causa do frio — e, que ela tinha tirado toda a maquiagem do dia anterior.
— Harry? — Lexie o chamou e ele se deu conta de que estava encarando-a demais.
— Desculpa, é o cansaço. — Riu. — Do que estávamos falando?
— Da notícia, que defendia Zayn. — Lexie riu.
— Certo. — Harry confirmou. — Achei bem legal, da parte dela.
O garçom voltou, trazendo a bebida dos dois e ambos agradeceram.
— Sim. — Lexie concordou. — Acho que vocês poderiam usar isso.
Harry arqueou a sobrancelha, mostrando que não tinha entendido o que ela queria dizer com isso.
— Harry, vocês poderiam entrar em contato, agradecer — Lexie começou a explicar, enquanto parava para dar um gole em sua bebida. — O que é o mínimo, que devem fazer.
— Continua.
O garçom chegou com a comida de ambos, primeiro colocou os pratos na mesa e foi colocando as vasilhas com a refeição.
— Depois, acredito eu, que Zayn não vai mais querer manter esse relacionamento escondido. Nem recomendo que continue — disse enquanto servia seu prato.
O garçom terminou de colocar tudo na mesa e se retirou depois de dizer:
Precisam de mais alguma coisa?
— Não, está tudo ótimo. — Lexie sorriu com gentileza.
O homem se retirou.
— Você recomenda? — Harry perguntou brincalhão.
Lexie deu de ombros.
— Sim, porque esse relacionamento, por mais que eu goste do Zayn, vai acabar com a banda e a relação de vocês.
Harry a encarou, ficava encantado como ela era mesmo boa nisso.
— Nossa relação é ótima.
— Está me dizendo, que não chegou aqui puto porque recebeu uma ligação de um dos meninos também putos da vida?
Harry riu, ela era boa.
— O que mais você sugere? — insistiu.
— Que deem uma exclusiva para ela, contem tudo. — Lexie terminou e deu uma garfada em sua comida.
Styles a encarou.
— Pensei, que não queria o emprego — comentou debochado.
Lexie revirou os olhos.
— Cala boca!
Harry fez o mesmo e aproveitou para comer, enquanto fazia isso, pensou em todas as coisas que Lexie tinha falado e ponderou as decisões que precisaria tomar e, os conselhos que teria de dar para Zayn. Não gostava da ideia de ter que convencê-lo a contar sobre o relacionamento, mas Lexie estava certa, o relacionamento deles iria ser afetado se esse segredo continuasse e as coisas já não estavam bem entre eles.
As tensões estavam se tornando cada vez maiores com o empresário, a divergência de opiniões estava se tornando cada dia mais evidente, as brigas entre eles muito constantes. Todos estavam muito nervosos com o rumo que a banda poderia estar tomando, apesar de ninguém dizer nada, Harry sabia de tudo isso e sabia que as férias foram só uma desculpa para tentar aliviar os ânimos.
Os dois permaneceram em silêncio durante toda a refeição e assim ficaram até Harry sugerir que fossem para a casa dele em Londres. Lá poderiam tomar um banho e também esperar pelos garotos, que Harry, torcia para que estivessem mesmo indo para ela, na intenção de resolver mais essa bomba.
Harry sentia falta daquela casa também, tinha pouquíssimo tempo para ficar ali devido ao grande número de shows que eles faziam ao redor do mundo. Rodou a maçaneta e sentiu o cheiro de limpeza invadir suas narinas, provavelmente sua mãe tinha mandado alguém limpar, sabendo que ele voltaria de turnê e como sempre, costumava passar uns dias na casa só para relaxar.
Jogou a chave no balcão de entrada e andou até a sala, se jogou no sofá enorme sem pensar duas vezes. O cansaço agora era muito maior, já que estava com a barriga estourando de tanto comer, por um momento, quase se esqueceu de que Lexie estava ali com e, de que ela nunca tinha ido à casa.
— Desculpa, esqueci que nunca veio aqui. — Harry disse e se ajeitou no sofá.
Lexie olhava encantada, com a mansão enorme.
— É linda — comentou encarando-o.
— Vi que comprou umas roupas. — Harry comentou encarando as sacolas que tinha visto entre as pernas dela, no restaurante, agora se encontravam na mão dela.
Lex riu e se sentou em uma poltrona de frente para o sofá em que Harry estava.
— É, esqueci que não íamos ter onde tomar banho. — Deu de ombros.
— Agora tem. — Harry disse encarando-a.
— Não, tudo bem, tomo quando for para casa. — Sorriu sem jeito e se recostou na poltrona, também estava cansada.
Harry levantou de supetão e caminhou até a escada.
— Bom, se você não vai, eu vou — disse já subindo as escadas. — Fica à vontade.

apertou Zayn contra seu corpo, enquanto permanecia deitada com a cabeça no peito de Zayn. Pensou como era bom sentir o cheiro, o toque e simplesmente, ele bem ao lado dela, ter a certeza de que nada tinha mudado entre eles, era tudo o que ela queria. Se movimentou sem saber se ele estaria acordado e o apertou mais um pouco, deixando escapar um “eu te amo” por entre os lábios e fechou os olhos.
Ele estava acordado, só observando cada movimento dela e gostando da maneira como sentia que ela sentiu tanta falta dele, quanto havia sentido dela. Sorriu ao ouvir as palavras da garota e depositou um beijo sobre o topo da cabeça dela, apertando-a contra seu corpo.
— Eu também amo você, .
Não queria sair dali e, estava torcendo para que ela não quisesse também. Seu celular já havia tocado mais de dez vezes, todas as ligações de Liam, Niall ou Louis, mas ele não queria correr o risco de atendê-los e acabar com aquele momento que estava tendo ali com . Fechou os olhos, sabia que ela provavelmente já estaria quase pegando no sono e pretendia fazer a mesma coisa, afinal não tinha dormido nada desde que tudo aquilo aconteceu.
O telefone tocou, de novo, fazendo Zayn resmungar. Esticou os braços se desvencilhando um pouco de , tinha a intenção de desligar o celular, mas desistiu quando viu quem estava ligando.
Fala cara. — Harry disse do outro lado da linha e Zayn conseguia ouvir o barulho de água do chuveiro.
se mexeu, mas não disse nada.
— Hm. — Zayn resmungou.
Zayn, você está transando? — Harry gargalhou do outro lado da linha.
— Cala boca, claro que não!
Menos mal. — Harry riu. — E ai, como estão as coisas?
— Preciso mesmo te falar isso agora? — Zayn revirou os olhos e viu que agora estava olhando para ele, coma cabeça ainda apoiada em seu peito.
Considerando que eu me arrisquei por você, sim.
Zayn revirou os olhos.
Quem é? — perguntou baixinho.
— Um cara bem chato. — Zayn respondeu baixo e riu.
Ela está aí, né? Vocês se resolveram! — Harry disse animado e Zayn ouviu o barulho de água aumentar.
— É, Harry, mais alguma coisa? — Malik estava até achando engraçada a conversa, mas não queria dar explicações agora para o amigo.
observou Zayn e passou a mão pelo abdômen dele, fazendo com que ele se arrepiasse.
— Harry, estou meio ocupado, te ligo mais tarde. — Disse já tirando o celular do ouvido e encarando .
gargalhou.
Z-z-a-yn — Harry gaguejou do outro lado da linha, mas a ligação caiu, em seguida.
Zayn encarou , que ainda passava a mão pelo abdômen dele.
— Agora, ele vai pensar que somos pervertidos. — disse rindo.
Ele depositou um beijo no topo da cabeça dela e jogou o celular no final da cama.
— Melhor, assim para de me infernizar. — Deu de ombros. — Queria te perguntar uma coisa.
fez um maneio de cabeça, dando sinal para ele continuar falando.
— Como chegou tão rápido, aqui em Londres?
, de repente, se lembrou de Megan e que não havia dado nenhuma notícia para a amiga, desde que a tinha deixado na lanchonete. Ela levantou em um pulo e correu até a bolsa que estava no chão do quarto, pegou o celular e começou a digitar.
Zayn encarou preocupado.
— Amor, está tudo bem?
não respondeu e continuou digitando, Zayn passou os olhos pelo corpo da garota que estava completamente nua e voltou rapidamente a olhar para ela, não era hora de pensar naquilo.
— Amor, você está me assustando — avisou.
— Desculpa, é que esqueci de avisar para Megan que está tudo bem. — Riu.
Zayn fez cara de interrogação, não fazia ideia de quem era Megan.
— É uma amiga, foi por causa dela que eu consegui vir tão rápido. — Ela disse enquanto pegava a blusa no chão, a colocou e sorriu para Zayn.
Ele tentou pensar no que ela havia dito, mas só conseguia prestar atenção nela, nos seios marcados na blusa, as pernas maravilhosas e em como ela é linda e ele era sortudo demais em tê-la.
— O que foi? — perguntou, encarando-o.
Zayn levantou da cama e andou até ela, pegando-a no colo de surpresa.
— Zayn… — procurou as palavras, mas não encontrou.
— Você é linda — disse e depositou um beijo delicado nos lábios dela. — Precisamos de um banho, ou de mais sexo no banho.
Ela gargalhou, enquanto ele a levava em direção ao banheiro.
encarou Zayn enquanto ele ligava o chuveiro do box que não era muito grande e sorriu, sentiu uma estranha sorte por tê-lo. Nunca em seus melhores sonhos tinha imagino ter alguém como ele em sua vida, ficou com algumas pessoas após seu acidente e a perda total da memória, mas nunca com alguém que a fizesse se sentir como ele fazia.
Amava Zayn, muito.
Ele se virou para ela e a viu encarando-o.
— Algum problema?
riu.
Ela se aproximou dele, envolvendo as mãos em sua cintura e encostou os lábios no dele.
— Eu amo você.
Zayn abriu um largo sorriso e depositou um beijo na testa dela.
— Eu também amo você, muito.
Ela encarou Zayn, seus olhos tinham uma expressão de cansaço e tristeza. A essa altura ela estava sentada na cama.
— Ei. — Zayn disse ao encará-la
sorriu.
— Precisamos conversar. — Sua voz saiu calma, sem demonstrar preocupação alguma.
Zayn sentou-se ao lado dela na cama.
— Então?
— Não queria ter mentido para você, não foi minha intenção.
Zayn pegou a mão dela e acariciou.
— Isso já passou. — Ele a encarou. — Só queria que tivesse me contado, que confiasse em mim.
— Eu confio em você. — afirmou. — Falar sobre a minha mãe é complicado, nem sei por onde começar…
— Que tal do ínicio? — Zayn perguntou em tom de brincadeira, fazendo-a soltar um riso fraco. — Me conta o que você conseguir.
— Quero te contar tudo.
— Certo.
respirou fundo e apertou os olhos, na tentativa de tentar se acalmar.
— Bom, minha relação com a minha mãe sempre foi muito difícil, principalmente depois do meu acidente. Ela…
— Acidente? — Zayn a interrompeu, ela nunca tinha falado sobre acidente nenhum com ele.
— Sim, eu sofri um acidente há 7 anos. Minha mãe diz que foi muito grave e que eu fiquei meses no hospital — explicou, pensou em falar sobre a parte da memória, mas achou que seria melhor deixar para um outro momento. Era informação demais.
Era uma nova pessoa, isso não tinha importância agora.
— E você já morava nos Estados Unidos?
— Não, eu morava na Inglaterra.
Zayn arregalou os olhos surpreso.
— Certo.
— É, eu sei, é muita informação — riu nervosa. — Depois disso, ela passou a me monitorar a cada segundo, as coisas foram ficando díficeis…
— Por quê?
— Ela simplesmente surtava, sempre que eu saía e não atendia as ligações.
desviou o olhar e Zayn apertou a mão dela, na intenção de acalmá-la.
— Você não acha que era só preocupação?
— Não. — Ela afirmou voltando a olhar para ele. — Ela surtou um dia, então…
— Você precisou interná-la.
confirmou com a cabeça e deixou que as lágrimas caíssem.
— Eu nunca… — Ela tentou falar, mas a vontade de chorar era maior.
Zayn a abraçou, na tentativa de acalmá-la.
— Ei, amor, está tudo bem! — Afirmou enquanto acariciava as costas dela.
Ela o apertou no abraço por alguns instantes, mas depois o afastou para que pudessem continuar a conversa. Era sempre difícil falar sobre tudo que ela passou com sua mãe, mas era necessário, não podia se casar com Zayn sem que ele soubesse a bagagem que viria junto com ela.
— Eu que devia te perguntar se você quer mesmo se casar comigo, Zayn. — o encarou.
Zayn riu fraco.
— Em momento algum eu pensei em desistir — afirmou. — Nem mesmo quando eu peguei um avião no impulso do momento e viajei para longe de você.
— Você tem certeza?
— Tenho — afirmou de novo. — Nunca tive tanta certeza na minha vida.
— Certo.
— Não tem nenhuma chance da sua mãe melhorar? — Zayn perguntou com sinceridade.
— Ela foi diagnósticada com Transtorno de Bipolaridade, mas na época foi atrelado à um surto psicótico — afirmou .
— Você acredita no diagnóstico?
— Não sei o que pensar — falou com sinceridade. — Eu a visito a cada duas semanas, mas é sempre difícil, ainda sinto muito medo dela.
— Ela te machucou?
— Não, mas quase.
— Amor, eu sinto muito. — Zayn se aproximou e puxou para seus braços.
encarou Zayn e tudo que conseguiu fazer foi sorrir em agradecimento, não tinha mais nada que ela queria dizer para ele naquele momento, estava feliz por ter finalmente contado à ele parte do que tinha acontecido e vinha acontecendo em sua vida.
— É tão cedo e eu me sinto exausta. — Ela disse enquanto caminhava até sua bolsa para escolher uma troca de roupa. — Você deve estar também.
Zayn apenas resmungou, já estava deitado na cama com os olhos fechados, fazendo rir assim que se virou para olhá-lo.
— Eu vou tomar um banho — disse e caminhou em direção ao banheiro.
Não demorou muito para que ouvisse passos atrás dela e sentisse os braços de Zayn em volta de sua cintura, sabia que por mais cansado que ele estivesse, jamais dispensaria um banho com ela. Não teve sexo entre eles e nem nada do gênero, tudo que tinha ali era uma saudade inexplicável e aproveitaram para conversarem mais um pouco sobre o que tinha acontecido e Zayn também se abriu como tinha se sentido.
Falou também sobre a vontade dele de acabar com o relacionamento “secreto” deles, para ele já estava mais do que na hora, se dois anos de relacionamento não era o suficiente para que ela se sentisse preparada para estar ao lado dele e encarar a vida real, ele não sabia mais o que seria e foi expressamente sincero sobre isso com , que apenas o encarava enquanto ele falava.
— Eu não estou querendo te pressionar — Zayn disse enquanto arrumava a cama para que eles dormissem.
— Eu sei — afirmou, não estava conseguindo pensar em mais nada com todo o cansaço. — O que quer fazer?
— Quero que tenhamos um relacionamento de verdade, quero poder te levar para jantar sem me preocupar se alguém nos fotografar. Porque nosso relacionamento não é um problema para a minha carreira, nunca foi. — Zayn sentou-se na beirada da cama com em seu colo.
Observou que ela estava apenas usando uma camiseta dele e de calcinha, com os cabelos molhados e uma expressão calma. Gostava de vê-la assim, em sua forma mais natural.
— Podemos fazer isso — afirmou encarando-o, enquanto ele brincava com a barra de sua blusa lhe causando arrepios.
— Parece até que sou um dos seus clientes. — riu com o comentário.
— Desculpa, é que eu estou exausta — afirmou sentando-se no colo dele. — Eu também não quero mais esconder nada, acho que isso já quase nos custou nosso relacionamento.
— Está falando sério?
— Sim. — Ela depositou um beijo em seus lábios, fazendo-o sorrir e viu uma expressão diferente surgir no rosto de Zayn. — Tem mais, não tem?
Zayn respirou fundo e a encarou.
— Pode falar — pediu.
— Bom, eu queria conhecer sua mãe, antes de fazermos qualquer coisa.
Os olhos de se arregalaram e ela sentiu uma sensação dolorosa percorrer sua espinha, antes de sair do colo dele em um salto.
— O quê? — foi tudo que conseguiu dizer.
, eu preciso fazer isso, antes de finalmente fazermos a nossa festa de noivado — Zayn explicou e a encarou afastada dele. — Eu já sei da condição dela, é importante para mim poder falar com ela pessoalmente.
— Parece até que estamos em 1984, onde o homem tem que pedir a mão da garota.
— Não se trata disso, .
— Se trata do quê, então?
— Eu acabei de descobrir isso, quer dizer, processar — Zayn disse e viu os olhos de ficarem vazios — Não quero te magoar com isso, só quero poder conhecer a família que você tem. Nós nunca falamos muito sobre isso e, tudo bem, afinal nosso relacionamento era escondido. Ainda é.
ponderou enquanto o encarava, não via problema em Zayn conhecer sua mãe, mas sim o contrário.
— Isso é importante para você? — Ela perguntou ainda longe dele.
— Sim, é importante para mim — afirmou.
— Certo.
— Nada do que ela disser ou fizer, vai mudar algo entre nós. — Tentou tranquilizá-la e fez sinal para que se aproximasse.
se aproximou, mas sem voltar a sentar no colo dele.
— Eu sei — disse e pousou a mão no rosto de Zayn — Não é isso.
— É o quê, então?
— Minha mãe pode não ter a melhor das reações, eu já estou acostumada com isso. — caminhou um pouco de um lado para o outro, tentando conter o nervosismo. — Não não quero que você tenha que passar por isso.
— Vamos nos casar, amor — Zayn disse e soriru carinhosamente. — Será parte da minha vida também.
riu e pousou a mão no rosto de Zayn mais uma vez.
— Você é tão bom comigo, que nem sei se mereço.
— Merece sim — falou puxando-a para o colo dele. — Agora vamos dormir, depois falamos mais sobre isso. Pode ser?
apenas balançou a cabeça concordando, estava cansada demais para continuar qualquer discussão, principalmente essa. Pensou que ao deitar dormiria como uma pedra, mas depois do pedido de Zayn, demorou algumas horas para que conseguisse pregar o olho e, quando isso aconteceu, teve um pesadelo seguido do outro.
Enquanto isso, usou essas lacunas para dar notícia à Megan e explicar tudo que tinha acontecido, da maneira mais breve que conseguisse e, depois voltou a cair no sono, dessa vez sem nenhum pesadelo.

Harry sentiu cada parte do seu corpo se arrepiar e o coração acelerar, ao escutar uma gargalhada do outro lado da linha e a ligação cair. Entrou embaixo da água quase que por instinto e pensou na última vez que tinha escutado aquela risada, lembrou de como se sentia toda vez que escutava ela gargalhar, todas as sensações que era capaz de conhecer ao escutar aquele som.
.
gargalhava exatamente, assim.
Quais eram as chances? Nenhuma. Ela estava morta.
Era o baile anual de início das aulas — dado por um garoto qualquer do terceiro ano — e Harry não conhecia ninguém, tinha acabado de mudar de escola e estava sentindo-se completamente deslocado. Tinha notado a garota de vestido azul, desde a hora que havia pisado naquele lugar, ela estava com duas garotas muito bonitas e as três dançavam muito no meio da pista de dança.
A garota do vestido se movia facilmente e parecia não estar nem aí para as pessoas à sua volta. Era fácil perceber que ela se envolvia completamente com a música.
Ficou pensando em como faria para chegar até ela, ponderou todas as ideias possíveis. Contudo, não precisou de nenhuma, quando viu a garota se aproximar de onde ele estava e pegar uma bebida no bar, bem ao lado dele.
— Olá, novato. — Ela disse virando-se para ele.
Se lembrava dele, já era um bom sinal.
— Olá, você vem sempre aqui? — perguntou.
A garota o encarou por alguns instantes e, logo em seguida, soltou uma gargalhada.
— Você já ganhou alguém com essa cantada horrível? — perguntou ao gargalhar.
Harry riu e encarou a garota à sua frente.
— Bom, não, mas ninguém nunca riu assim também — disse e sorriu para ela, que o encarava.

Harry desligou o chuveiro, decidido a não se deixar afetar por uma gargalhada — algo que as pessoas podiam ter parecido —, muito menos por uma lembrança e saiu do box. Se secou, colocou uma cueca box branca e enrolou de novo a toalha no corpo só para não ter que ficar segurando até pendurar. Procurou uma camisa social branca no closet, uma calça preta, bota marrom e caminhou em direção ao quarto.
— Harry, eu…— Ouviu Lexie dizer e entrar no quarto, logo em seguida.
Ela o encarou, não esperava pegá-lo de toalha.
— Nossa, desculpa!
Harry riu com a reação dela e se levantou da cama.
— Hm, eu decidi tomar banho, onde tem toalhas? — perguntou, tentando não olhar para o tronco nu dele.
Lexie já o tinha visto sem roupa, mas Harry obviamente tinha crescido nos últimos anos e o corpo estava diferente.
Ele aproveitou a deixa para fazer uma brincadeira.
— Aqui, pode usar essa — Harry disse e puxou a toalha que estava na cintura dele.
Lexie ficou paralisada.
— Harry! — O repreendeu. — E se você estivesse pelado?
Harry gargalhou, afinal, ele estava de cueca.
— Jamais te desrespeitaria assim — disse com sinceridade. — Estou de cueca, nada de mais, muito menos que não tenha visto.
Lexie riu, mas não podia negar, que ficou curiosa por um instante.
— Eu sei, desculpa, é que você me assustou — Falou rindo.
— Tem toalha, no meu closet, pode pegar e usar o chuveiro do meu quarto, é o melhor da casa — Harry disse enquanto colocava a camisa branca, que antes estava em cima da cama.
Lexie andou até lá sem dizer nada.
— Você é muito, metido! — Lexie gritou e ele escutou a porta do banheiro fechar.
Ele riu de canto e saiu do quarto.
Não demorou muito para que recebesse uma mensagem do Liam dizendo que eles chegariam tarde, pois estavam resolvendo algumas coisas. Harry nem se importou, não queria mesmo passar o restante do dia discutindo com os garotos, não depois da lembrança que teve e do que aconteceu ao ligar para o Zayn.
Ele foi para o lado de fora da casa, em uma área de jardim enorme com uma piscina grande e toda iluminada por luzes de neon. Harry pensou que já deveria passar das seis horas da tarde, pois já estava bem escuro e as luzes da piscina bem evidente, deixando-a ainda mais bonita.
Se sentou em um banco e pegou o celular, não tinha mais nenhuma nova notícia e sentiu-se aliviado por isso. Por alguns instantes, perguntou-se o que Zayn estaria fazendo e também na garota dele, não sabia porque estava tão preocupado com isso isso, por sorte, o pensamento foi embora, assim que Lexie entrou no campo de visão dele.
Ela estava linda, com uma calça branca bem colada ao corpo, uma blusinha preta com brilhos e os cachos bem soltos.
— Que bom! Se arrumou, vamos sair! — disse indo na direção dela.
A garota olhou confusa.
— Nós vamos? — perguntou. — Pensei que os garotos vinham para cá…
Harry entrou na casa, seguido por ela.
— Não, Liam disse que vão chegar tarde. Então pensei que poderíamos fazer alguma coisa.
Lexie ponderou e encarou Harry.
— O que foi? Está com medo de alguma coisa? — Perguntou de maneira brincalhona, enquanto colocava a carteira no bolso e abria uma caixinha grudada na parede que mostrou estar cheia de chaves.
— Eu deveria? — Rebateu.
Harry riu.
— Não, lógico que não — falou e colocou a chave da BMW no bolso. — Vamos, vou te levar em um lugar.
Lexie sentia-se apreensiva, não sabia até onde Harry estava indo com aquilo de levá-la em um lugar. Ele tinha acabado de tomar a decisão de seguir em frente em relação à , ela estava disposto a ajudá-lo, mas não sabia até que ponto poderia controlar os sentimentos que tinha por ele.
Styles deu partida no carro e ela o encarava, parecia exagerado da parte dela pensar em autopreservação só por estarem saindo juntos, passando algum tempo lado a lado, mas para ela, não era nada difícil se apaixonar perdidamente por Harry Styles, era capaz até de fazer uma lista em sua cabeça. Cada “item” dela, a deixavam ainda mais assustada, a repassou várias vezes, antes de jogá-la no fundo da mente.
Inteligente.
Talentoso.
Atraente.
Carinhoso.
Sexy.
O último “item” a fez rir, era capaz de listar muito mais, mas preferiu não pensar nisso. Escolheu prestar atenção no caminho que Harry fazia, ele entrava e saia de várias ruas com muita facilidade, parecia saber exatamente o caminho de onde estava indo, já ela não tinha ideia nenhuma de onde estava, esteve poucas vezes em Londres, todas à trabalho.
— Harry, onde estamos indo? — perguntou, na intenção de quebrar o silêncio enlouquecedor.
Ele não respondeu, apenas sorriu para ela e voltou a atenção para a rodovia que se encontravam.
Não foi preciso muitos quilômetros a mais, para que Harry encostasse de frente para um prédio enorme, todo com janelas de vidro e uma vista linda de um lado, do lado oposto.
— Não vai mesmo me dizer onde estamos indo? — Insistiu, assim que eles saíram do carro e ela o viu entregar a chave para um manobrista.
— Já chegamos. — Harry pegou a mão dela e a guiou para a entrada do enorme prédio.
Lexie se retraiu com o toque.
— Relaxa, ninguém vai tirar fotos nossas aqui. — Harry disse enquanto apertava o botão para chamar o elevador. Além do mais, eles estão bem concentrados no Zayn.
— Não estava preocupada com isso. — Lexie o encarou e o seguiu para dentro do elevador, assim que o mesmo chegou no andar.
Harry apertou uma letra, ao invés de um número e ela olhou um pouco intrigada, mas preferiu não perguntar nada. Os dois permaneceram em completo silêncio, o elevador parou em alguns andares, onde algumas pessoas entravam e ficavam encarando ao ver Harry.
Lexie ficou se perguntando se alguém o reconheceria e se essa “saída” entre os dois poderia aparecer nos jornais de amanhã. A possibilidade fez com que ela sentisse o coração palpitar, mas preferiu jogar qualquer pesamento negativo para longe, queria proveitar o momento.
— Harry, isso é lindo — Lexie disse vendo a paisagem.
Eles estavam em um andar com formato de “bola”, onde ao jantar, eles poderiam ver toda a cidade, já que ela rodava em 360 graus o tempo todo e minimamente perceptível para quem estivesse ali.
— Mas não precisava gastar tanto dinheiro asism — ela acrescentou, imaginando que poderia ser muito caro.
Harry deu de ombros e sentou-se, assim como ela.
— Pode pedir o que quiser — ele informou, assim que um garçom lhe ofereceu o cardápio.
— Harry, com o preço disso aqui eu posso pagar metade do meu aluguel — Lexie comentou ao ver os preços.
Harry gargalhou.
— Você nem paga aluguel, Lexie.
— Certo, mas aposto que as pessoas que pagam aluguel, poderiam pagar — ela riu.
— A conta será minha e eu não pago aluguel, então pode pedir sem preocupação. — Harry respondeu achando graça.
Ela o encarou e se deu por vencida, sabia que discutir preços com ele não levaria a nada. Nunca funcionou quando eram mais novos e não ia funcionar agora que ele era podre de rico, então pediu seu prato e viu ele fazer o mesmo e pedir um vinho também, sem se preocupar com o preço da garrafa ou se beberiam tudo.
Os dois comeram em quase completo silêncio e depois Harry sugeriu que eles fossem para área de lazer do restaurante. Ele se sentia estranhamente à vontade com ela, mas a risada que escutou quando estava no telefone com Zayn ainda estava martelando em sua cabeça, tinha decidido finalmente seguir em frente depois de 7 anos, mas ainda era difícil não lembrar de , principalmente quando estava com a Lexie.
— Harry, está tudo bem? — Lexie perguntou assim que os dois chegaram à enorme varanda do lugar, com uma vista linda de Londres.
Ele riu fracamente.
— É estranho a maneira que você me conhece — disse e a encarou. — Tudo bem, só com algums coisas na cabeça.
— Coisas como?
— A banda, Zayn… — começou a dizer e desviou o olhar — .
Lexie encarou o amigo.
— Harry, você tomou essa decisão de seguir em frente há pouco tempo. Precisa se dar um tempo, é normal pensar sobre ela — comentou e riu fracamente. — Eu mesma penso muito sobre ela.
— Sério?
— Sim, éramos melhores amigas — explicou. — Compartilhávamos muitas coisas.
— Sente saudades? — Harry perguntou com sinceridade.
— Demais. — Lágrimas se formaram nos olhos dela.
Harry sorriu e a tomou nos braços para um abraço.
— Eu também — sussurrou.

NOVA YORK, MANHATTAN – ESTADOS UNIDOS.

sentia-se nervosa e o frio na barriga era inevitável, já Zayn estava calmo e aliviado por finalmente poder conhecer a mãe da sua noiva. Em dois anos, era a primeira vez que ele sentia que tudo entre eles seria realmente “real”, que ele não estaria falando sobre alguém para os amigos ou nas entrevistas que ninguém tivesse conhecimento.
Tinha tudo planejado. Uma matéria falsa já tinha sido liberada dizendo que ele estava em uma viagem para uma entrevista na Irlanda, sendo que na verdade, ele estaria em Manhattan. Era melhor assim, não poderia correr o risco de ser visto entrando em um sanatório com uma garota desconhecida, ao menos não até apresentar para o mundo.
— Amor, você está bem? — Zayn perguntou ao observar a noiva trocando de roupa.
Era possível perceber que as mãos dela estavam tremendo ao abotoar a camisa.
— Só nervosa — respondeu sem olhar para ele.
Ela estava realmente nervosa, a ideia de Zayn conhecer a mão dela era asustadora. Tinham se passado apenas dois dias desde o dia no hotel, quando ele disse que gostaria de conhecê-la mesmo sabendo onde ela estava.
Zayn se aproximou dela e ela pôde ver o reflexo dele no espelho, onde se olhavam.
— Ei, olha para mim, — Zayn pediu segurando-a nos ombros.
— Eu estou bem, de verdade — disse ao se virar para olhar para ele. — Só quero saber se você tem certeza que quer fazer isso.
— Eu tenho — respondeu. — Mas estou preocupado com a sua reação.
— Sempre fico assim quando vou visitá-la — explicou e voltou a olhar para o espelho.
— Tem certeza? — Zayn continuava atrás dela.
— Sim — afirmou. — Já estava na hora de resolvermos isso.
saiu da frente dele e caminhou até o closet do apartamento, onde pegou uma saia preta e começou vesti-la.
— Você é linda, demais — Zayn disse observando-a apoiado ao batente da porta.
riu fracamente.
— Olha quem fala, Zayn Malik. — riu do seu próprio comentário, fazendo Zayn gargalhar.
Ela se aproximou dele, antes sair do closet.
— Precisa fazer a barba — disse enquanto passava a mão no rosto dele, o pelo fez com que sua mão pinicasse e ela depositou um beijo no canto da boca dele.
… — Zayn sussurou com os olhos semicerrados e a segurou pela cintura.
— Pena que temos que sair — disse rindo da reação dele.
— Se sua intenção é me distrair, está funcionando — afirmou rindo.
— Vamos, estou pronta — disse ainda rindo. — A não ser…
— Você é terrível — respondeu rindo, mas voltou a abrir os olhos. — Temos tempo para isso.
— Certo — ela afirmou já passando por ele.
Ele a encarou caminhar e seus olhos pararam diretamente na bunda dela, não podia negar o quanto a achava gostosa. Riu do seu pensamento e caminhou em direção à saída do apartamento onde ela já esperava por ele, era a primeira vez que ele iriam sair daquele apartamento juntos.
— Te encontro lá embaixo — ela disse e seguiu para a direita, enquanto ele foi para a esquerda.
encarava a paisagem passar enquanto muitas coisas se passavam em sua cabeça. Tinha quase se esquecido da última conversa que teve no sanatório sobre as possíveis saídas de sua mãe aos finais de semana, a lembrança disso a deixou ainda mais agitada. Só queria chegar logo no maldito lugar, apresentar Zayn e sair dali tão rápido quanto chegou.
Os dois chegaram ao Sanatorium Broklyn Center em menos de uma hora. tremia mais do que tudo agora, não só pelo encontro, mas também pelo medo de serem pegos por algum fotógrafo antes que os dois pudessem aparecer oficialmente em público, mas Zayn fez questão de garantir a ela que não teria ninguém.
Os dois atravessaram a porta de entrada e logo uma enfemeira se aproximou, pedindo que os dois esperasse. teria que fazer o mesmo procedimento de sempre, assinar os papéis com o nome dela, nome da mãe, datas e toda aquela burocacria.
— Tudo pronto. — disse enquanto deslizava a prancheta sobre a bancada.
Zayn estava bem ao lado dela.
— Hoje sua mãe está no jardim, aproveitando o dia. — A enfermeira disse e sentiu um frio na espinha.
Se já era ruim encontrá-la em um lugar onde ela não teria para onde ir, era desesperador pensar em ficar perto dela em espaço aberto.
— Por quê? — questionou, tentando não demonstrar a chateação.
— Ela está tendo uma melhora nos últimos dias, recebeu este privilégio.
— Privilégio… — repetiu a palavra quase que para si mesma.
— Amor, está tudo bem?
— Sim, tudo — afirmou. — Como chegamos lá?
— Eu levo vocês. — A enfermeira se ofecereu e saiu de trás da bancada.
Os corredores eram os mesmos de sempre, com paredes brancas, sem quadros e nem decoração, mas ela teve a sensação de que eram muito mais apertados e intimidadores. Era inevitável não se sentir enjoada, apavorada e com uma vontade desoladora de sair correndo dali sem olhar para trás, mas não poderia fazer isso, precisava ser corajosa. Zayn queria conhcer sua mãe e ela não queria desapontá-lo.
Zayn era íncrivel, era óbvio que sua mãe gostaria dele. Contudo, não poderia dizer o mesmo sobre ela.
Ao menos o jardim era aconchegante, com uma área verde extensa e bastante flores que dava um ar colorido para o ambiente. Também tinham algumas mesinhas com cadeiras para se tomar “chá da tarde”, não estava muito cheio, tinham apenas alguns pacientes sozinhos e outros recebendo visitar de seus parentes. Sua mãe estava na estufa, como ela escutou a enfemeira dizer.
Ela parou e se virou para Zayn.
— Algum problema? — Ele perguntou preocupado.
— Você se importa se eu for sozinha, primeiro?
Queria ter certeza de como estava o humor dela.
— Não, tudo bem. — Ele disse com um sorriso no rosto. — Quando estiver pronta, é só me chamar.
assentiu e se virou para ir em direção à estufa. Entrou sem fazer muito barulho, queria olhar o território primeiro, sentiu-se um pouco idiota por isso, mas preferiu manter essa posição. Sua mãe estava usando um vestido verde claro e uma sapatilha branca, seus cabelos estavam presos e ela parecia concentrada em mexer nas plantas. Sempre gostou delas.
— Mãe… — disse ao se aproximar.
Sua mãe se virou na mesma hora, com um sorriso enorme no rosto.
— Oh, minha filha! — A mulher disse e correu para abraçar , que se enconlheu com o gesto.
— Eu andei trabalhando muito — explicou já saindo do abraço. — Como você está?
— Ah, minha querida, eu estou ótima — disse e voltou a se concentrar nas plantas. — Tenho me perguntado como você está.
— Estou bem, mãe — afirmou. — É…
, tem algo que queira me dizer?
Ela sentiu um frio na espinha, era horrível como ela sabia ler cada passo dela.
— Sim — disse e a encarou, sua mãe se virou para olhá-la, ainda com um sorriso de ponta a ponta. — Eu trouxe uma pessoa que gostaria de te apresentar.
— Uma pessoa?
— Meu noivo. — Achou melhor ser franca.
Os olhos de sua mãe a encararam por alguns intantes, mas logo um brilho se formou neles.
— Ah, minha menina vai se casar? — Giordana estava empolgada.
— Mãe, só ficamos noivos, ainda não vamos nos casar — explicou.
— Certo, claro — concluiu. — Quero conhecê-lo mesmo assim.
— Tudo bem, eu já volto.
se virou para sair da estufa, mas sua mãe a segurou no braço lhe arrancando um leve gritinho.

— Desculpa, você me pegou de surpresa.
Sua mãe a encaraou.
— Claro. Que tal se eu for até ele? — sugeriu.
— Tudo bem, se você prefere assim.
deixou que sua mãe fosse na frente e ela a seguiu, era sempre assim, gostava de estar com os olhos nela ao invés do contrário. Zayn ainda estava no mesmo lugar que ela o tinha deixado, mas estava sozinho, a enfermeira estava afastada apenas observando toda a situação, sua mãe não gostava muito quando eles ficavam muito pertos. Ela sempre se irritava, dizendo que não precisava de babá, talvez fosse por isso que a enfemeira se afastou.
Queria eu poder me afastar. O pensamento ocorreu para .
— Mãe, esse é o Zayn, meu noivo — disse assim que elas chegaram próximo dele. — Zayn, essa é a minha mãe Gior…
Ela foi interrompida por sua mãe, que abraçou Zayn sem cerimônia alguma.
Uma careta se formou em seu rosto na hora, mas ele fez apenas um sinal com a mão para ela dizendo que estava tudo bem.
— Giordana. — Concluiu.
Os dois se soltaram.
— É um prazer conhecer a senhora. — Zayn disse educadamente.
— Ah, pode me chamar de Gio. — Ela disse sorrindo para ele.
achava aquilo tudo rídiculo, mas não queria estragar o momento, porque sabia como era importante para o Zayn conhecer sua mãe.
— Você deve ser um garoto muito especial. — Giordana disse.
— Eu espero que sim… — Zayn olhou confuso.
— Ela te trouxe aqui, então é sim.
revirou os olhos.
— Fico feliz, então. — Zayn disse e se aproximou de , pegando-a pela mão, sabia que isso estava sendo difícil para ela.
Com licença, está na hora do lanche da tarde da Sra. Giordana. — A enfemeira de antes apareceu, interrompendo-os.
— Ah, nós…
— Comem comigo? — A mãe de a interrompeu.
— Claro. — Zayn concordou.
sabia que a mãe dela tinha horário para tudo, comer, beber, tomar banho, sair no jardim e receber visitar. Por isso, viu aquilo como uma oportunidade para ir embora, não havia intenção alguma de torná-los próximos, o máximo que queria fazer era apresentar Zayn para sua mãe e ir embora, mas ele era educado demais para recusar um pedido.
Os três se sentaram em uma mesa próximo da estufa e logo chegou o café. estava dispersa, a maneira como a mãe dela e Zayn estavam se dando bem a incomodava muito e era difícil para ela disfarçar isso, não era isso que tinha planejado. Queria sair dali, mas não tinha coragem de deixar ele sozinho com sua mãe.
— Vocês estão juntos há quanto tempo? — Giordana perguntou de forma curiosa.
apenas encarava.
— Dois anos. — Zayn respondeu enquanto segurava a mão de sua noiva por baixo da mesa. — A sua filha é incrível.
— É, a é muito especial. — Ela disse e colocou a mão sobre a de .
Dessa vez ela não teve reação nenhuma, apenas encarou sua mãe que parecia estranhamente feliz.
— Só falta me deixar participar mais da vida dela.
abriu a boca para responder, mas foi interrompiada pelo toque do seu celular.
— Licença — pediu e saiu com pressa daquela situação insuportável.
Pelo número ela sabia que era alguém do escritório, se afastou o máximo que conseguiu e atendeu o telefonema o mais rápido que conseguiu.
Dra. , desculpa te ligar assim, é que eu preciso da sua senha. — Trevor, um dos estágiários do escritório falou do outro lado da linha assim que ela atendeu.
— Oi, Travor. Como estão as coisas por aí? — perguntou educadamente.
Ela abriu uma porta que dava para o lado de dentro da clínica e entrou.
Só preciso ter acesso a um processo da empresa, poderia me informar? — pediu. — Depois eu peço para o TI trocar, sei que está de férias…
— Tudo bem — disse interrompendo o rapaz. — Eu só entro oficialmente de férias amanhã. Minha senha é 025678v.
Vou tentar.
Ela escutou ele digitar do outro lado da linha e de onde ela estava, era possível ver Zayn interagindo com a sua mãe.
Não está indo. — Informou Trevor.
passou a mão pelos cabelos, tentando pensar se a senha poderia estar errada, mas se lembrava de ser essa.
— Trevor, eu não estou muito longe do escritório, chego aí daqui a pouco. — disse e desligou.
Era isso que precisava, uma desculpa para sair correndo do show de horror que estava vivendo. Voltou para a mesa de café tão rápido quanto saiu para atender seu celular, sua mãe estava bombardeando Zayn com perguntas sobre ela, pode escutar uma delas assim que se aproximou da mesa.
— Eu preciso ir, surgiu um problema na empresa. — Disse encarando Zayn.
— Você não estava de férias? — Giordana questionou a filha.
— Não, eu só entro amanhã.
Zayn encarou , ele conseguia perceber que ela não estava mentindo, mas que estava usando isso para sair daquela situação.
— É só verem que vamos sair de férias, que os problemas surgem. — Zayn disse para tentar amenizar a situação.
— Ela trabalha demais, nun…
— Não, eu não trabalho demais, mãe. — rebateu. — Trabalhar é o que pessoas normais fazem.
Pessoas normais.
Normais.

percebeu o que tinha dito, mas não ia voltar atrás e nem se explicar.
— Está vendo, você sempre me trata assim. — Sua mãe disse com uma voz chorosa.
revirou os olhos e virou para sair dali, não ia entrar em uma discussão com ela, mas sentiu ela segurar seu braço.
— Me solta — pediu.
— Não, você vai terminar esse café comigo, ! — Quase gritou.
Enfermeiros se aproximaram.
fez sinal que estava tudo bem e puxou o braço enquanto Zayn apenas observava.
— Você sempre me deixa aqui sozinha, você nunca faz nada por mim. — Escutou sua mãe dizer com mais drama ainda na voz e sentiu o sangue ferver.
— Eu nunca faço nada por você? — Riu fracamente.
Os enfermeiros estavam próximos, sabiam que a mãe dela podia se agressiva.
— Sim, você só se importa com essa sua vida nova. Nunca faz nada para a sua mãe.
— E o que você fez por mim, porra? — Gritou.
— Amor… — Zayn disse próximo dela, nunca a tinha visto assim.
Não tinha mais volta, toda a calma que ela tinha planejado manter tinha saído do seu controle.
Os enfermeiros ficaram ainda mais próximos da mãe dela.
— Quando eu sair daqui, tudo vai mudar, filha. — Giordana disse com calma.
Não era essa reação que ela estava esperando.
se aproximou dela, ficando cara a cara.
— No que depender de mim, você nunca vai sair daqui — disse e se virou para ir embora.
Ela não tinha ideia alguma de como conseguiu andar daquele jardim até a saída do sanatório. Zayn a seguia, mas nem disso ela tinha consciência, precisava ficar sozinha, repirar de verdade e tentar absorver o que tinha acabado de acontecer. Se arrependimento pudesse matá-la, ela teria batido na tecla e recusado que esse encontro tivesse acontecido.
Entrou na parte de trás do carro e Zayn entrou logo em seguida. Ele a bombardeava de perguntas para saber se ela estava bem, mas não fez questão de responder a nenhuma, precisava de espaço naquele momento, não conseguia nem olhar para ele. Se afastou dele e ficou próxima a outra porta olhando para o lado de fora, lágrimas caiam incansavelmente sobre seu rosto.
— Taylor, preciso que me leve para o Trade. — Disse com a voz trêmula. — Por favor.
, você naõ vai trabalhar assim — Zayn protestou.
— Sim, eu vou — afirmou. — Por favor, Taylor, preciso chegar lá o quanto antes.
— Senhor? — Taylor estava pedindo a autorização do Zayn.
revirou os olhos.
— Deixa, eu vou de táxi — disse e fez menção de abrir a porta, mas Zayn segurou o braço dela.
— Taylor, pode levar a gente para o Trade.

já tinha perdido completamente a noção de tempo, depois que Zayn a deixou no Trade, ela decidiu não só ajudar Trevor com a senha, mas também finalizar algumas coisas antes de entrar de férias. As horas passaram voando, ela conseguiu se atolar do maior número de tarefas que cosneguiu, parecia uma máquina andando de um lado para o outro e dando ordens, era isso que a fazia esquecer os problemas.
Não estava brincando, quando disse que se dependesse dela sua mãe nunca sairia do sanatório. Depois que terminou tudo que tinha para fazer, fez sua reunião pré-férias com sua equipe, ela dedicou todo seu tempo em procurar um advogado especializado neste tipo de conduta, advogados especialistas em processos hospitalares. Encontrou o melhor de NY e enviou um e-mail explicando toda situação, inclusive mencionando que era advogada também, mas que não tinha a intenção de defender o próprio caso.
Viu seu celular tocar pela décima vez no dia, era Zayn ligando, ele já tinha ligado para ela diversas vezes e ela recusou em todas. Não tinha condições nenhuma de encará-lo depois do que aconteceu, não sabia nem se conseguiria levar seu relacionamento com ele para frente, não tendo a mãe que tinha, sendo sempre uma sombra em seu caminho.
— Taylor, você conseguiria me pegar em dez minutos? — perguntou assim que o motorista atendeu.
Claro, Srta. .
— Não avise o Zayn, por favor, quero fazer uma surpresa para o meu noivo — pediu e desligou antes que ele a questionasse.
O caminho até em casa foi em completo silêncio, ela já tinha pensado em muitas coisas ao longo do dia apesar de ter trabalhado igual uma louca. Precisaria ter uma conversa difícil com Zayn, apesar de não saber como iria encará-lo, não poderia guardar isso e fingir que nada tinha acontecido. Ela tinha perdido completamente a cabeça bem na frente dele.
O apartamento estava silencioso, tinha apenas um bilhete em cima da bancada da cozinha onde Zayn dizia que tinha ido comprar o jantar.
Aproveitou para tomar banho, que durou longos quarenta minutos e depois se concentrou em pensar em tudo que teria para dizer para o Zayn e ficou fazendo suas malas até escutar o barulho da porta da frente.
— Graças a Deus! — Zayn disse e correu até ela, a tomando em seus braços.
o apertou, era impossível negar o conforto que sentia ao estar nos braços dele.
— Você me deixou preocupado. — Ele disse ao soltá-la. — , somos noivos, você não pode agir assim, sumir assim…
— Eu sei — disse desviando o olhar. — Nós precisamos conversar.
— Aconteceu alguma coisa? — Perguntou enquanto pegava do chão as sacolas que estava carregando quando chegou.
Zayn foi para cozinha e o seguiu.
— Você comprou jantar? — Ela perguntou observando-o.
— Sim — afirmou enquanto tirava caixinhas da sacola. — Comida Tailandesa, sua favorita, deduzi que ia estar morrendo de fome quando chegasse.
sentiu os olhos arderem e lágrimas se formarem.
— Ei, amor, o que foi? — Zayn parou o que etava fazendo e se aproximou dela.
Mais lágrimas caíram.
— Não posso fazer isso — disse com a voz chorosa.
— Não pode fazer o que?
— Isso, nós…
Zayn ficou paralisado, não tinha certeza se era isso mesmo que ela estava falando.
— Como assim, nós? — Perguntou.
— O que aconteceu hoje, Zayn…
— Ei, olha pra mim — ele pediu e segurou o rosto dela. — O que aconteceu hoje não nos afeta em nada, nada!
— Como não? — perguntou se afastando.
— Porque isso é sobre a sua mãe, não sobre nós! — Disse e se aproximou. — Eu sei que foi horrível, a maneira como ela te tratou.
o encarou.
— Você não acha que eu…
— Não, eu não acho nada. — A interrompeu. — Eu não tenho ideia do que você passou com ela. Eu não fui lá para te julgar ou duvidar de você. Eu só queria ter a oportunidade de conhecer sua mãe, conhecer mais de você. Só isso.
Ela sentiu mais lágrimas cairem.
— A maneira que eu gritei com ela… — o encarou. — Foi horrível.
— Sim, a situação foi horrível, não você! — Zayn disse e a abraçou.
o abraçou com força e deixou que as lágrimas caíssem. Sua mãe a levava a um limite tão grande de estresse que conseguia até fazê-la questionar sobre seu relacionamento. Zayn tinha razão, nada que envolvesse sua mãe era sobre eles, nem mesmo sobre ela. Tudo que aquela mulher fazia era sobre ela, então ela não poderia deixar que tivesse controle sobre sua vida.
Não mais.
— Está mais calma? — Zayn perguntou preocupado enquanto observava se preparar para deitar na cama com ele.
— Sim, estou. — Disse sorrindo para ele. — É só que a minha mãe as vezes testa os meus limites.
— Não precisamos falar sobre isso. — Zayn disse enquanto pegava o notebook na mesa de cabeceira lado da cama. — Que tal falarmos do nosso noivado?
— O que tem ele? — perguntou e sentou-se na cama o lado dele.
— Eu estava pensando que poderiamos marcar ele para daqui uns 5 dias — ele começou a dizer enquanto digitava algo — tem um hotel que eu gosto muito, acho que poderiamos fazer no salão de lá.
— Parece ótimo. — sorria enquanto observava ele.
— Nada que você queira acrescentar? — Ele estava enviando um e-mail para que a equipe dele reservasse o local.
— Não — concluiu. — Vou casar com o homem mais lindo desse mundo, preciso de mais alguma coisa?
Zayn riu fracamente.
— Muito engraçada.
riu junto com ele.
— Podemos chamar sua família, claro, a banda… — sugeriu.
— Você quer providenciar tudo?
Ela torceu nariz.
— Ótimo, porque eu já estava mandando mensagem para minha equipe. — Zayn disse rindo e fechou o notebook.
Os dois deitaram e deitou no peito dele.
— Obrigado por hoje! — Zayn disse e depositou um beijo na cabeça dela.
apertou ele.
— Acho que poderiamos chamar aquela jornalista para o nosso noivado. — sugeriu.
— Aquela que fez a matéria?
— Sim.
— Tudo bem, posso providenciar isso. — Zayn disse com a voz já fraca.
Ele se esticou um pouco e desligou o abajur ao lado da cama.
— Boa noite, te amo. — Disse e depositou um beijo no topo da cabeça dela.
— Eu também te amo! — disse e fechou os olhos. — Sempre.
A última parte saiu como um sussurro, devido ao sono.

INGLATERRA, LONDRES.

Cinco dias passaram voando. O noivado estava todo planejado e o casal mal conseguia acreditar que o noivado seria esta noite. Zayn tinha convidado os amigos mais próximos, sua família e a banda, é claro. tinha convidado apenas algunas amigos próximos, sem mencionar ainda quem era seu noivo, e convidou Megan que ainda se encontrava em Londres.
Malik já tinha repassado várias vezes o seu discurso, mas estava nervoso demais, tinha sonhado com aquele dia por muito tempo e nem podia acreditar que finalmente iria acontecer. Hoje ele e passaria o dia longe um do outro pela primeira vez em cinco dias, ela tinha que fazer cabelo, unha e estar perfeita para a noite de hoje, enquanto ele iria apenas fazer a última prova da sua roupa para o noivado e passar a tarde com os garotos da banda resolvendo novos trabalhos.
— Cara, estamos felizes por você. — Louis comentou enquanto se jogava em um dos sofás do estúdio.
— Mesmo eu escondendo por 2 anos? — Zayn perguntou de forma brincalhona.
Harry riu fracamente, sua mente estava distante.
— Cara, como conseguiu isso? — Niall perguntou com curiosidade.
— Com muito esforço, meu amigo, muito esforço. — Zayn respondeu rindo.
— Estou ansioso para conhcê-la, saber se vale quase o fim da nossa banda. — Liam disse rindo.
— Você está exagerando, Liam. — Zayn disse. — E ela vale.
— Harry, não vai falar nada? — questionou Louis.
Harry estava ainda pensando, sobre a noite em que ouviu a risada quando ligou para Zayn.
— Harry!
— O que foi, Zayn?! — Harry encarou o amigo.
— Eles querem saber sua opinião, sobre o meu relacionamento.
— Foi mal — Harry disse e levantou do sofá que estava deitado. — Eu tenho umas coisas para fazer antes do noivado, encontro vocês lá. Pode ser?
— É, claro… — Zayn afirmou, sentiu que o amigo estava estranho.
Harry se despediu dos amigos de banda e saiu do estúdio com rapidez e Zayn o seguiu.
— Harry!
— Esqueci de algo? — Harry perguntou enquanto pegava a chave do seu carro no bolso.
— Você ta bem, cara? — Zayn perguntou com sinceridade.
— Só cansado. — Mentiu.
— Então, você anda bem cansado.
— Como assim?
— Você está estranho desde que voltei…
— Cara, é o seu noivado, fica tranquilo que está tudo bem comigo! — Harry disse e saiu andando andes que Zayn o questionasse ainda mais.
Ele estava tudo, menos bem. não saía de sua cabeça nos últimos dias. Se ele fosse comer, ela estava lá. Se ele fosse sair, ela estava lá. Se ele fosse ouvir uma música, ela estava lá. Tudo era sobre ela e o quanto ele sentia sua falta. A risada que ouviu no telefone no outro dia só trouxe tudo de volta, as lembranças e principalmente a certeza de como ele a queria ali com ele mais do que tudo.
Deu partida em seu carro e já sabia exatamente onde iria.
Harry encarou que gargalhava sem parar. Já era a quinta vez que ele caía ao tentar patinar e ela não conseguia conter a risada, estava achando muita graça em vê-lo tentar arduamente acompanhá-la em um dos seus hobbys favoritos, mas também estava começando a ficar com dó da quantidade de vezes que ele tinha ficado com a bunda no chão.
No fundo, ele também estava achando graça. Não se importava de cair, não desde que isso significasse vê-la sorrir e passar o maior tempo que conseguisse ao lado dela. Ela tinha acabado de voltar de um intercâmbio de dois meses dos Estados Unidos e ele não conseguia se lembrar qual tinha sido a última vez que ficaram tão longe um do outro.
— O que foi? — perguntou vendo que ele a encarava.
— Você é linda. — Ele disse sorrindo.
riu fracamente.
— Você é maluco — disse dando de ombros.
— Por você? — Harry perguntou de forma brincalhona. — Com certeza.
— Anda longo, para de enrolar. — disse e o pegou pela mão.
Ela o puxou mais para o centro da pista. Só tinha os dois ali, então ninguém poderia ver os micos que Harry estava pagando ao tentar patinar com ela e cair repetidas vezes.

— Você vai querer patinar? — A mulher perguntou, tirando Harry de suas lembranças.
— O que?
— Perguntei, se vai querer patinar…
Harry riu fracamente. Ele estava usando um boné para não ser pego ali pos fãs, apesar de gostar muito de encontrá-las, tirar fotos e dar autógrafos, hoje ele só queria um pouco de paz para passear por entre as lembranças sobre .
— Não, eu só estou assistindo. — Harry respondeu e saiu andando.
Harry se afastou um pouco da pista e viu logo à frente uma sorveteria que costumava ir com .
Você é muito covarde mesmo, Styles. — comentou rindo, enquanto eles entravam na Del’ Amo, uma sorveteria muito famosa em Londres.
— Eu sou covarde? — Harry perguntou rindo. — Você queria que eu desse uma pirueta, .
— Uma manobra bem simples. — Respondeu rindo.
— Você vai querer sorvete de quê?

Harry encarou a sorveteria e entrou observando o lugar. Ele ainda era muito parecido, mas tinha sido reformado para deixá-lo com um ar um pouco mais moderno, e agora eles tinham muitas mesinhas espalhadas na calçada, coisa que antigamente não existia.
Credo, quem come sorvete de chocolate, Harry? — perguntou torcendo o nariz, enquanto observava o garoto tomar seu sorvete de chocolate.
riu da reação de Harry. Adorava a forma como ele era único, e não se preocupava em agradar o gosto de ninguém.

— Já decidiu o sabor? — A atendente perguntou, tirando Harry dos seus pensamentos mais uma vez.
— Chocolate — Harry respondeu e encarou os sabores. — Quero de pistache também.
Meus gostos são muito peculiares, você não entenderia. — disse se defendendo, por gostar de sorvete de pistache.
— É mesmo. — Harry afirmou.
— O que você disse? — A moça perguntou, enquanto pegava o sorvete dele.
As lembranças eram quase tangíveis, ele podia jurar que conseguia ouvir a vor de ecoando naquele lugar.
— Desculpa, pensei alto.
Mentira, ele não tinha pensado alto. Ele tinha escutado a voz de bem ao seu lado, como sempre acontecia quando ele lembrava dela, se conectava com ela indo aos lugares que costumavam ficar juntos. Ele sabia que era se torturar demais o que estava fazendo, mas estranhamente ele precisava pensar sobre ela, sentir que estava na presença dela, mesmo que isso lhe causasse quase uma dor física.

Do outro lado da cidade, se encarava no espelho tentando decidir entre um vestido mais curto e um mais longo. Nunca pensou que essas coisas poderiam ser tão díficeis, isso que era apenas o noivado, não gostava nem de pensar em como seria quando ela fosse realmente se casar com Zayn.
Casar.
Casar com Zayn.
Era quase surreal pra ela pensar que estava noiva de Zayn Malik e que em poucas horas, isso seria oficializado para milhares de fãs ao redor do mundo. Não conseguia deixar de pensar se estava preparada para algo dessa proporção, mas não era hora para ser covarde ou desistir, não faria isso, nunca.
Escolheu o vestido mais longo.
— Ai, você está maravilhosa! — Megan disse empolgava enquanto observava a amiga.
— Estou nervosa, na verdade. — disse com sinceridade, enquanto andava até o vestiário para tirar o vestido.
, vai dar tudo certo. — Megan gritou do lado de fora.
Ela realmente torcia para que tudo desse certo, a ideia de que algo pudesse dar errado na primeira vez em que iria aparecer em público com Zayn a deixava apavorada de uma certa forma.
— Nem sei como agradecer por você ter adiado sua viagem. — disse assim que saiu do vestiário.
— E perder seu noivado? — Perguntou rindo. — Com Zayn Malik?
A segunda parte Megan sussurrou, fazendo rir.
— Quando você faz isso, eu fico pensando que isto está prester a acabar. — Comentou rindo.
— Como você conseguiu guardar isso por dois anos?
colocou o vestido por cima do balcão e procurou pelo cartão em sua bolsa.
— Também não sei — respondeu com sinceridade. — Débito.
As duas saíram da loja e Megan sugeriu que elas parassem para tomar um sorvete, apesar do frio. As duas estavam bem perto de uma das melhores sorveterias de Londres e a garota sabia disso, com a sua vida na diplomacia, ela conhecia muitos países e muitos lugares.
Enquanto isso, Harry terminava seu sorvete, ainda imerso nas lembranças sobre . Uma sensação estranha tomava conta do seu coração, ele não sabia explicar o que era, mas tinha aquele sentimento que fazia seus batimentos acelerarem sempre que ela estava por perto.
Ele decidiu ir embora, não tinha mais nada para fazer ali e ainda tinham muitas coisas para ser feitas antes do noivado.
estava prestes a atravessar a rua, mas parou, assim que ouviu seu celular apitar.
— Ai, droga. — disse assim que desbloqueou o celular.
— Aconteceu alguma coisa? — Megan perguntou preocupada.
— Esqueci que tinha marcado de cortar o cabelo. — Respondeu rindo, ela sempre esquecia esses eventos que não considerava de grande importância.
— Bom, vamos lá então, outro dia tomamos sorvete…
parou e encarou a soveteria.
Harry saiu de lá destraído, enquanto falava com Lexie no celular, que tinha acabado de ligar para ele.
? — Megan chamou pela amiga.
Ela continuava encarando o lugar.
A essa altura Harry já tinha saído dali e seguindo seu rumo de volta para o seu carro.
— O que foi, meu Deus?
— Desculpa. — desviou o olhar e encarou a amiga. — Nós viemos aqui nos últimos dias?
— Não… — Megan olhou confusa para ela. — Por que?
— Nada… — Vaness disse enquanto fazia sinal para um táxi. — Vamos!
Ela não sabia ao certo o que tinha acontecido, era a primeira vez desde que tinha acordado daquele acidente que sentia conhecer algum lugar sem explicação alguma. Pensou sobre isso por um tempo, mas decidiu não ficar obcecada por isso, era o dia do seu noivado e não deixaria nada estragar isso.

<strong<“Zayn Malik finalmente vai nos revelar a identidade de sua amada?
Fontes seguras nos revelaram que essa noite acontecerá um grande evento. Não temos informações sobre onde será, mas estamos ansiosos. E vocês?
Aguardem por atualizações.”

Andrew Barner, Events.”

sentiu o coração disparar ao ler a matéria.
Tinha chegado a hora, ela finalmente seria conhecida por milhares de fãs ao redor do mundo e o nervosismo era inevitável. De certa forma, tinha se acostumado com o anonimato do seu relacionamento, não se importava com a fama de Zayn, nunca se importou com isso, não foi por essa razão que se apaixonou por ele.
Quando o viu naquela noite de ano novo, nem sabia quem ele era. Só sabia que ele mudaria sua vida para sempre.
Era a primeira vez em muito tempo que iria passar o ano novo longe de sua mãe e com amigos. Um mês antes, tudo estava preparado para que ela fosse passar a virada de ano em Nova York, no Manhattan Tower.
Estava se sentindo um peixe fora d’água, naquele lugar com tantas pessoas famosas. Em partes estava acostumada, afinal na empresa que trabalhava já tinha pegado muitos processos de famosos, mas ao mesmo tempo era estranho estar ali em uma comemoração e não à trabalho.
— Você pode me dizer o que tem aí nessa sua bebida? — Lisa, uma das suas colegas de trabalho perguntou.
— O quê? — perguntou confusa.
— Zayn Malik está te encarando já tem algum tempo, desde que chegamos aqui no bar. — A garota disse enquanto tinha os olhos fixados do outro lado do salão.
estreitou os olhos.
— Ah não, !
— Não faço ideia de quem você está falando! — Disse com sinceridade.
Ela já tinha escutado falar, só não se lembrava. Era ocupada demais para se preocupar com famosos do momento.
— Fala sério, ! — Lisa disse inginada. — Ai meu, Deus!
— O que foi?
— Ele está vindo pra cá.
— O quê?
— Boa sorte, amiga! — Lisa disse e saiu andando.
queria matar a amiga, mas já era tarde.
Um rapaz moreno, de cabelos pretos e com uma beleza peculiar já tinha se aproximado do bar, onde ela estava apenas observando a festa.
— Eu pensei em algumas coisas que poderia dizer, até chegar aqui — Zayn começou a dizer enquanto segurava uma taça em uma mão e a outra estava no bolso — Mas, me fugiu tudo que tinha pensado.
riu fracamente.
— Eu sei, isso foi horrível, principalmente para mim.
olhou confusa.
— Bom, acho que não preciso me apresentar. — Ele disse e sorriu para ela. — Mas, eu adoraria que se apresentasse, seu nome é…
! — Ela disse prontamente. — Acabei de descobrir seu nome também, Zayn Malik, certo?
Ele olhou confuso para ela.
— É Zayn, certo? — Ele afirmou com a cabeça, ainda se sentindo confuso. — Eu não me atualizo muito, sobre famosos.
Zayn riu fracamente, estava realmente achando graça.
— Se me deixar pagar uma bebida para você, posso dizer tudo que quiser saber.
— Quem disse que quero saber algo? — rebateu de forma brincalhona.
— Bom — Zayn começou a dizer e se aproximou dela — Eu quero saber sobre você, se quiser me contar, é claro.
o encarou e seu olhar foi sustentado pelo dele, enquanto pensava no que responder.
— Desculpa, eu…
— Claro, posso contar o que quiser saber! — disse e sorriu gentilmente para ele.

encarou seu reflexo no espelho e sorriu com a lembrança. Estava satisfeita com a sua aparência e sabia que não tinha mais nada a ser feito, então passou batom uma última vez e se virou para seguir em direção ao salão.
Zayn estava parado na porta.
Um sorriso se formou no rosto dela. Ele estava lindo, como sempre.
— Você está linda. — Zayn disse com um sorriso de ponta a ponta.
estava com um vestido longo prata — tinha desistido das duas cores que havia pensado quando estava na loja — com uma abertura grande nas costas, sua maquiagem era apenas um delineador preto com um batom vermelho na boca e seu cabelo estava solto, apenas com uma coroa de trança para dar o ar de estar levemente preso.
De fato, ela estava linda.
— Você está maravilhoso. — Disse sorrindo.
Zayn estava usando um terno preto, não que ele precisasse de muito para ficar bonito.
— Cortou o cabelo?
— Só um pouco. — respondeu sorrindo, adorava a forma que ele reparava nas mudanças dela.
— Está pronta? — Zayn perguntou, ainda parado na entrada.
— Sim. — confirmou e caminhou até ele.
Ele segurou na mão dela e os dois caminharam para fora do quarto de hotel. Era a primeira vez que eles iriam caminhar de mãos dadas pelos corredores do lugar apesar de estarem prestes a anunciar seu relacionamento, ou melhor, noivado, para toda a mídia.
sentia que seu coração ia pular para fora do peito, enquanto Zayn sentia que o mesmo ia acontecer com o mesmo, mas de tanta felicidade e ansiedade. Tinha esperado muito tempo por aquele momento e saber que em alguns instantes a vida deles mudaria completamente o fazia querer andar ainda mais rápido.
O noivado iria acontecer no London Eye Tower, mais especificamente no salão de festas deles. Um dos hotéis mais requisitados de Londres. Zayn gostava do lugar e também tinha gostado das fotos que ele mostrou para ela, então acharam que seria mais “tranquilo” fazer a festa em um lugar não tão óbvio, como a casa dele.
Os dois chegaram na entrada do salão depois de descerem quinze andares de elevador e apertou a mão dele. Não tinham repórteres, eles estavam entrando pela entrada da parte de trás do salão, eles tinham decidido assim, não queriam um monte de fotógrafos e jornalistas bombardeando eles antes mesmo de anunciarem oficialmente.
O lugar era lindo, com lustres de cristal e toda a decoração feito do mesmo material. O salão era enorme e composto por dois ambientes, um com mesas onde aconteceria o jantar mais tarde e a outra parte tinha uma pista de dança, uma área aberta e um bar enorme que dava a volta no salão. Tudo muito sofisticado.
— Vem, quero te apresentar a banda primeiro. — Zayn disse puxando pelo braço, que apenas concordou com uma aceno de cabeça.
A cabeça dela estava rodando de certa forma, tinham diversos fotógrafos e todos eles estavam batendo fotos deles enquanto eles andavam e muitas pessoas estavam com os olhos sobre eles.
Ela teria que se acostumar com isso.
— Dudes. — Zayn disse assim que se aproximou gos rapazes da banda.
Liam, Louis e Niall se viraram para Zayn. Os três encararam , que sorriu de forma simpática, não sabia muito bem o que fazer.
— Essa é a , minha noiva! — Zayn disse passando o braço pela cintura dela.
— Então, você é a responsável por fazer esse carinha aqui guardar um segredo de nós por 2 anos? — Liam perguntou de forma brincalhona e se inclinou para cumprimentar com um beijo na bochecha.
Van sorriu sem jeito.
— Agora que conhecemos ela, até vamos te perdoar, Zayn. — Louis disse após cumprimentar ela também.
— Tenho que concordar. — Niall concluiu e a cumprimentou.
— É um prazer conhecer vocês. — disse com sinceridade. — Não foi minha intenção.
— Não liga para eles, amor. — Zayn disse rindo. — Cadê o Harry?
— Estou ansiosa para conhecer ele. — disse.
— Que ótimo. — Louis disse revirando os olhos. — O Styles tem a preferência até da noiva do Zayn, será possível?
Todos gargalharam.
— Parece que a Lexie teve um problema e ele foi ajudar. — Liam explicou.
— Achei que ela fosse viajar — Zayn disse confuso.
— Sim, parece que o problema foi relacionado a isso… — Liam concluiu.
— Bom, agora que vocês já conhecem a , eu vou levar ela para ver a minha mãe. — Zayn disse rindo. — Ela vai me matar, se as duas não se verem longo.
Os rapazes riram e se despediram deles.
já conhecia Trisha, elas tinham se conhecido em um natal. Zayn conseguia esconder de muita gente sobre seu relacionamento, mas da sua mãe era praticamente impossível, porque não demorou muito para perceber que ele estava diferente e sempre ocupado demais para passar as folgas na casa da família.
! — Trisha disse assim que os viu se aproximar. — Você está íncrivel, como sempre.
retribuiu o abraço.
— Você é quem está sempre maravilhosa! — Ela abraçou a sogra fortemente.
As duas tinham se dado muito bem desde o primeiro encontro que elas tiveram.
— Estou tão feliz, com o noivado de vocês!
— Nós também estamos — disse sorrindo.
— Bom, não para minha sorte, agora vocês vão poder passar muito mais tempo juntas. — Zayn comentou rindo.
— Não sei mal criado, meu filho. — Trisha disse e abraçou o filho.
Zayn riu fracamente.
— A já conheceu os rapazes?
— Sim, eles são ótimos. — respondeu. — Só falta o Harry.
— Esse filho da mãe tem vários dias para resolver problemas, e resolve fazer isso no dia do meu noivado.
Trisha riu, sabia como eles eram amigos e como era importante para Zayn que ele conhecesse .
— Vocês já se apresentaram para a mídia?
— Não, quero fazer isso só depois que todos conhecerem a . — Zayn respondeu enquanto observava um pouco o ambiente.
— O que foi? — perguntou preocupada.
— Estou me perguntando onde estão as pirralhas. — Zayn riu.
Trisha deu um tapinha no braço dele.
— Não fala assim das suas irmãs, amor. — o repreendeu, mas riu também.
— Doniya me ligou agora pouco, disse que Safaa e Waliyha ainda estão terminando de se arrumar. — Explicou Trisha.
O noivado seguiu seu curso como deveria acontecer. Zayn apresentou para todas as pessoas que queria e ela fez o mesmo, apresentando-o para os seus amigos ali presentes. O rapaz esperou o máximo que pode para iniciar o jantar com Harry presente, mas ele tinha enviado uma mensagem avisando que iria demorar um pouco e eles decidiram iniciar o jantar.
No jantar tudo correu bem, todos estavam muitos animados. Foram tiradas diversas fotos, a jornalista que eles tinham convidado já estava lá, mas eles ainda não tinham conhecido ela oficialmente, eram muitas pessoas para conversar e apresentar.
Os dois estavam explodindo em alegria.
— Oi. — Madson, a jornalista conivdade se aproximou de Zayn e .
— Ei. — disse levantando-se para cumprimentá-la.
Zayn a encarou, dessa vez ela estava usando uma roupa social.
— Eu queria pedir desculpas, pela confusão que posso ter causado… — Madson disse e riu.
— Tudo bem, sem problemas. — disse educadamente.
— Nós que queriamos agradecer, pela matéria que você fez, contando a verdade. — Zayn disse e sorriu para ela.
Ele não sabia, mas apesar da idade, ela também era fã dele.
— Quando vi você na balada, fiquei sem acreditar… — Madson disse com um brilho nos olhos.
também teria que se acostumar com isso, outras mulheres encantadas com seu noivo.
— É uma fã?
— Pois é — Madson riu. — Uma mulher de vinte e oito anos que curte boyband.
— Acho super normal. — comentou. — Eu acho que também teria a mesma reação que você.
— Bom, é um prazer conhecer vocês. — Madson disse sorrindo. — Será que poderia tirar umas fotos de vocês? Também gostaria de saber se poderiam me ceder uma entrevista exclusiva.
— Claro, com certeza. — Zayn concordou.
Os dois levantaram e Madson pediu que sua equipe os fotografasse, mas disse que a entrevista poderia ser outro dia, ela não queria ocupá-los demais.
Do outro lado da cidade Harry se despediu de Lexie, ele queria muito que ela o acompanhasse no noivado de Zayn, mas tinha surgido uma viagem de negócios importante e infelizmente não poderia ser adiada.
Ele voltou para o carro e deu partida pensando nas lembranças de mais cedo. Harry estava estranhamente nervoso para esse noivado e principalmente para conhecer a noiva do melhor amigo, ele nunca tinha visto fotos, nem nada do tipo. Apesar de Zayn ter contado muita coisa para ele, nunca entraram em muitos detalhes.
O caminho até o hotel foi até que rápido mais para ele parecia uma eternidade. Desceu do carro e seguiu em direção ao salão, tinham muitos repórteres na porta de entrada tentando conseguir uma permissão para entrar no lugar e tirar fotos do pessoal. Ele foi bombardeado de perguntas, não respondeu a nenhuma e continuou caminhando, logo que entrou deu de cara com a mãe de Zayn e a cumprimentou, ela falou algo sobre como o filho estava ansioso para apresentar a noiva para ele e disse onde os dois estavam, mas antes Harry foi até o bar pegar uma bebida.
Escolher uma taça de champagne, tinha a intenção de fazer um brinde ao casal.
Harry caminhou até a parte aberta do salão e logo avistou Zayn. Os rapazes estavam junto com ele e ele logo pode notar uma garota de costas, com um vestido prata aberto nas costas ao lado de Zayn conversando com uma outra garota.
Sentiu o coração acelerar por um momento.
Ela era muito semelhante com…
— Harry! — Zayn disse ao ver o amigo, interrompendo os pensamentos dele. — Finalmente cara, achei que você não viria nunca mais.
— É, me atrasei um pouco. — Harry respondeu sem tirar os olhos da garota de costas.
se virou abruptamente.
— Harry Styles, melhor amigo do meu noivo, eu estava ansiosa para te conhecer. — Ela sorriu gentilmente.
— V-v-você —. Harry gaguejou.
A garota por quem ele passou longos sete anos de luto, agora estava viva bem na sua frente.
Comemorando seu noivado, com nada menos, que seu melhor amigo.
estava ali.
Bem diante dele.
Harry estava sem reação, sua mão perdeu a força por um momento e no segundo seguinte pode-se ouvir o eco do braulho de vidro quebrando no chão. Ele tinha deixado cair sua taça e estava paralisado.