Everything for one Band

Everything for one Band

Sinopse: Duas irmãs que moram juntas em São Paulo resolveram seguir seus ídolos indo a todos os shows da América do Sul e acabam sendo reconhecidas por eles ali no segundo show, dali em diante a vida delas vira de ponta cabeça, sendo odiadas por algumas fãs elas continuam sua viagem pela América do Sul acompanhando eles.
Gênero: Romance, Aventura.
Classificação: 16 anos.
Restrição: Integrantes fixos, os principais são David e Jeff.
Beta: Elena Alvarez.

Capítulos:

1 – Santiago

Era uma tarde tranquila em São Paulo, eu estava trabalhando no computador e ouvindo música, quando minha irmã entra correndo no meu quarto berrando.

, , !

– Oi , o que foi?

Ela não me respondeu, mas me mostrou sorrindo um par de ingressos para o show do Simple Plan em São Paulo que seria dali há 3 meses, fiquei atordoada olhando aquilo, porque havia me perdido dentro do meu mundo e parado de acompanhar sobre quando iriam abrir as vendas, então realmente havia a chance de ter aberto as vendas e eu não ter visto.

– Você foi comprar sem mim? As vendas abriram, e você nem me avisou? – Questionei arqueando a sobrancelha.

– Não né, você não lê o ingresso e já fica aí falando merda. Eu ganhei de cortesia, porque quem está trazendo a banda é a empresa de eventos que eu trabalho! E não as vendas não abriram, só abrem amanhã para o spcrew.

Fiquei boba com a situação toda, ela não tinha nem sequer me falado que a empresa que estava trazendo os meninos era a que ela estava trabalhando, peguei o ingresso para dar uma olhada mais atentamente, e estava ali no canto do lado do escrito pista premium “ingresso de cortesia” na hora me veio uma idéia meio louca na cabeça, olhei para a e ela automaticamente sacou que eu iria falar algo maluco.

, eles vão fazer show primeiro aqui na costa para depois vir subindo as cidades né?

– Sim, o que que tem?

– Nós podíamos seguir eles nos shows o que acha? Tipo, ir literalmente a todos!

– Bom, dinheiro eu tenho pra isso, e incrivelmente calha com as minhas férias, bora comprar esses ingressos agora!

Então em um surto de fã entramos no site para comprar os ingressos do show de Santiago, assim sucessivamente até comprar o de todos os shows, e os Vips da costa. Dois dias depois, compramos os ingressos do Brasil junto com os Vips, e reservamos os hotéis das cidades que não tínhamos casa pra ficar. Eu estava extremamente animada, assim como a , fomos comprar roupas para a viagem, e na volta ficamos vendo clipes deles até tarde.

O tempo passou voando até a semana do primeiro show que foi quando embarcamos para o Chile, nós pegamos uma promoção de um quarto de hotel, não era tão perto do local do show, porém tinha café da manhã e serviço de quarto incluso, mas tinha que fechar o pacote pra dar check-in três dias antes do show, como eu peguei férias e a também estava de férias, fomos antes para aproveitar o passeio. Visitamos pontos turísticos como o teleférico, a vinícola de Santa Rita, e o parque bicentenário, os passeios se estenderam até a véspera do show.

– Acorda , é hoje! – Ela estava pulando pelo quarto abrindo todas as cortinas. – BOM DIA, SOL! BOM DIA, MUNDO!

! Para de gritar pelo amor de Zeus! São 10 da manhã!

– Mas , é que eu tô muito empolgada. – Ela sentou na minha cama me encarando. – A gente vai seguir eles pela tour, eles não vão aguentar mais olhar pra nossa cara! Vem cá, você já viu se o David tá nessa tour? Eu ouvi boatos que ele estava mal de novo. – Olhei para ela, e ela estava nitidamente ansiosa.

– Relaxa que eles vão nos reconhecer a partir do segundo, ou terceiro show, eu acho. Pelo que eu vi, ele tá sim na tour, postou foto hoje aqui em Santiago ó. – Peguei o celular, e mostrei a foto dele em um parque que tínhamos ido à tarde anterior.

– Você não reparou que essa foto é de ontem, e você aparece de fundo na foto né? – Falou dando risada. – Foi naquela hora que você quase se jogou no meio dos arbustos por causa da borboleta que estava te seguindo.

– Que? Como assim? – Peguei o celular, olhei no fundo da foto e lá estava eu, ou o meu vulto embaçado com as mãos pra cima correndo, comecei a rir e printei a foto – Dá vontade de postar “melhor foto com meu ídolo”.

Depois de rirmos muito da situação toda, comemos algo no quarto e fomos até a entrada do hotel pegar um táxi para ir até o show, foi quando vimos uma muvuca, e a maioria com a camiseta escrita “Simple Plan” em um hotel próximo do nosso, nós nos entreolhamos meio surpresas.

, acho que estamos no hotel vizinho do deles, e eu acabei de ter uma ideia meio louca.

– Ai lá vem, fala, qual ideia?

– O hotel deles é da mesma rede que o nosso, e se a gente descolar um uniforme de camareira só pra conseguir entrar no hotel deles?

– Tendi, e me explica como essa ideia pode dar certo sem ferrar com o trabalho das pessoas que vamos pegar o uniforme? E o que você pretende fazer quando entrar lá?

– Bom, eu já entrei sem querer na sala de funcionários em um dos momentos que fui xeretar pelo hotel enquanto você estava no banho para a gente sair, então sei o horário de trabalho das camareiras e como conseguir o uniforme, como fazer o que lá, ? Nem parece que você é fã! Encontrar com eles, ganhar um abraço e entregar uma carta, ou algo assim pra eles ué.

– Okay, mas você já pensou que isso pode dar muito errado, tanto com o hotel porque eles devem saber quem trabalha lá, quanto com eles que podem ficar meio assustados com isso? Podemos ser até deportadas!

-Bom o hotel eu não tinha pensado, mas com eles vai ser tranquilo, você sabe que eles são amorzinhos com os fãs, quanto a sermos deportadas isso não vai acontecer, relaxa! Estamos na costa do nosso país! – Ela pegou meu braço, e me olhou com cara de cão sem dono – Vai, por favor, vamos fazer essa loucura!

-Ai meu deus, tá bom, mas quando? – Suspirei revirando os olhos e me rendendo a ela.

-Hoje, depois do show! Eu arrumo tudo!

Fomos pro show que foi incrível, ficamos na grade e logo após o show, conhecemos eles por causa do vip, tiramos fotos e conversamos rapidamente com eles, até porque dividir o tempo com mais setenta pessoas fica corrido. Voltamos para o hotel mortas, mas feliz por termos mais alguns shows pela frente, eu queria apenas um banho quente e uma cama, mas a não tinha desistido da idéia de se passar por camareira, e ir até o outro hotel. Enquanto eu estava no banho, ela saiu pra pegar a roupa na sala de funcionários e tudo que iríamos precisar. Quando sai do banho, ela ainda não tinha chego no quarto, aproveitei a folga para me jogar na cama e sentir cada músculo do meu corpo agradecer por estar deitada, mas foi questão de minutos até ela abrir a porta com uma sacola grande na mão.

, tá aqui, se veste. – Me entregando um uniforme azul claro com um crachá.

-Mas , até o crachá? Sério?

-Sim ué, se não como vamos comprovar que trabalhamos lá?

-Ai caralho, tá bom.

Me vesti com o uniforme que quase não serviu, ficou com alguns botões da parte de cima das costas abertos que escondi com o cabelo, e fomos para o outro hotel pela entrada lateral. Quando entramos nem fomos notadas, cada uma pegou um carrinho de camareira, e combinamos de ir de andar em andar fingindo realmente ser camareiras, tudo isso tinha que ser feito em pouco menos de duas horas, estava tudo indo perfeitamente bem até que eu subi em um andar e quando estava andando pelo corredor dei de cara com o Jeff segurando uma camiseta.

– Moça, por favor, preciso mandar isso pra lavanderia mas preciso dela de volta com urgência. – me entregando a camiseta. – Porque só vamos ficar até amanhã.

– Okay, para qual horário o senhor precisa?

– Para no máximo às 10 da manhã, obrigado. – ele sorriu e entrou no quarto.

Eu me joguei sobre o carrinho ainda sentindo o baque de ter encontrado um deles no corredor, e sem saber muito o que fazer me perguntando porque eu tinha aceitado essa idéia louca da , acabei nem notando que tinha alguém passando.

– Tá tudo bem, moça?

– Tá sim, obrigada. – respondi me virando, e ficando com mais vergonha ainda quando vi que era o Chuck. – O senhor tá precisando de algo no quarto?

– Não, obrigado. – sorriu e seguiu em direção ao elevador.

Respirei fundo e voltei ao personagem, eu não fazia a menor idéia de onde a estava, ou se ela ainda estava no hotel, mas segui batendo na porta dos quartos fingindo ser uma camareira que só queria continuar seu trabalho, até que eu estava me divertindo! Em um dos quartos a pessoa respondeu que eu podia entrar, mas até eu entender o que ele havia falado tive que perguntar umas três vezes. Então entrei no quarto, arrumei a cama da pessoa, troquei as toalhas exatamente como uma camareira faz, mas quando olhei para a sacada tudo que eu queria era me esconder, ou sair dali o mais rápido possível, mas já era tarde demais, o Seb já havia entrado de volta no quarto.

– Olá!

– Olá, o senhor quer mais alguma coisa?

– Na verdade estou precisando de pasta de dente

Então me sentei na frente do carrinho procurando aquela bagaça, afinal eu nem trabalhava de verdade ali, então eu não fazia idéia onde estavam as coisas direito. Depois de quase revirar o carrinho inteiro, encontrei a bendita pasta, coloquei no banheiro onde eu achava que era o lugar certo, peguei o carrinho e fui indo em direção à porta.

– O que houve com o seu uniforme?

– O que? Ah nas costas?

– Sim, parece estar apertado demais, os botões não fecham até em cima…

– Bom, na verdade é que eu coloquei silicone, por isso ele não está fechando mais, já pedi um novo, mas demora alguns dias para chegar. – Falei estendendo a mão com mais uma pasta de dentes para ele.

– Entendo, bom obrigado! – ele falou ainda desconfiado pegando a pasta de dentes.

Eu me virei e sai o mais rápido que pude do quarto, quando eu estava saindo, não vi que a estava ali atrás de mim parada com o carrinho, acabei tropeçando e caindo em cima do carrinho dela, ela acabou caindo junto e levando o moço que ela estava conversando pro chão.

– Meninas! Está tudo bem? Querem que chame alguém do hotel?

– Não! Está tudo bem! – falamos quase juntas, eu com a voz abafada por ter caído dentro do cesto de roupa suja do carrinho.

– Ow sai daí, por que temos que ir embora tipo agora! – Ela deu dois tapas no carrinho que ecoaram pelos meus ouvidos.

Eu não conseguia falar, e mesmo se conseguisse não ia adiantar nada, só fiquei batendo as pernas pra ver se a percebia que eu não conseguia sair de jeito nenhum foi quando ouvi uma outra voz.

– Gente, o que tá acontecendo? Por que tem uma moça se debatendo no carrinho? E por que tá todo mundo no chão?

– Você perdeu, David. A moça que tá no carrinho é a camareira que estava no quarto do Seb, ela saiu do quarto tropeçou, e caiu dentro do carrinho dessa camareira…

O Pierre estava explicando tudo o que havia acontecido para o David, eu já nem sabia se realmente queria sair dali, ou apenas ficar quietinha, e torcer pra que eles não me notassem tanto que eu fiquei imóvel. Até que alguém notou que eu estava entalada no carrinho, e começaram a tentar me tirar dali, cada hora eu sentia uma mão diferente me puxando pelas pernas, conforme as mãos me puxavam, sentia meu rosto queimar pela vergonha e pelo fato de eles estarem mexendo na minha perna. Alguém finalmente conseguiu me tirar de lá, e me colocou sentada no chão, na situação que eu estava nem prestei muita atenção de quem foi que me ajudou.

– AE NASCEU!

– Vai se foder !

– Você tá bem? Tá inteira né? – Ela estava afobada, quase me virando do avesso para ter certeza que eu não tinha me machucado.

– Sim, eu acho… – Me levantei e ajeitei a saia que era pra ser na altura do joelho, mas estava parecendo uma minissaia.

-Então vamos que temos que correr!

Ela grudou no meu braço, e saiu correndo pelo corredor com o carrinho até a porta da escada, eu só segui ela sem entender direito o porque, quando entramos na escada lembramos que não tiramos fotos, voltamos correndo tiramos foto com quem ainda estava no corredor que era o Pierre e o Seb, e saímos correndo de novo. Em um piscar de olhos, nós estávamos no nosso quarto rindo da situação toda.

– Acho que no próximo show existe a possibilidade deles lembrarem da gente, .

-Também acho , mas isso a gente descobre amanhã a noite, vamos dormir um pouco agora que nosso voo para Buenos Aires, é às 8 da manhã.

Acordamos cedo no dia seguinte, demos check-out no hotel e fomos para o aeroporto. Nós parecíamos duas zumbis quando pegamos o avião e capotamos, só acordamos na hora de desembarcar.

2 – Buenos Aires

Depois de desembarcarmos, pegamos um táxi e fomos para o Hostel que havíamos reservado, chegamos lá deixamos nossas coisas guardadas, e fomos achar algum lugar para almoçar. Nós tínhamos pouco tempo para passear, porque o show já era naquela noite. Depois de procurar um pouco, achamos um restaurante de bairro com o preço bom, entramos e sentamos em uma mesa próxima a entrada do restaurante, onde também dava para ver a movimentação da rua.

, você ainda não me contou o que houve no quarto do Pierre naquele dia, como você acabou ganhando a camiseta da Role Model? – Falei abaixando o cardápio, e olhando para ela.

– Então, eu bati na porta pra saber se podia entrar, ele respondeu alguma coisa que eu não entendi direito, mas entrei. Arrumei a cama tudo conforme o que tínhamos combinado de fazer, as coisas complicaram quando ele saiu do banheiro só de toalha falando comigo, ali acho que entreguei o jogo, e deu na cara que eu não trabalhava lá. Até por que né, QUE HOMEM! Eu ganhei a camiseta falando que minha amiga era fã, e ele falou que era um presente para ela então, daí pra frente você já sabe né… – O garçom nos interrompeu, para fazermos o pedido que para nossa surpresa, veio super rápido.

– Sim eu sei, eu sai do quarto Seb, e cai no carrinho pagando o maior mico da vida na frente dele.

será que eles vão lembrar da gente? Ontem foi só o primeiro show e acho que já marcamos presença – Ela perguntou prendendo o cabelo castanho em um coque para poder comer.

– Sei lá mana, eu espero que sim, até por que depois do que fizemos no hotel né, mas vamos que já está na hora.

Então terminamos de comer, e saímos apressadas do restaurante para ir pra fila do show, até que chegamos rápido no lugar e garantimos nosso lugar na fila, deviam ter só umas 10 pessoas na nossa frente. Diferente dos shows do Brasil, não estavam numerando a fila, então não poderíamos ficar entrando e saindo da fila com nosso lugar garantido, foi então que a teve a ideia genial de ir falar com o primeiro da fila pra numerar.

, não sei se eles vão gostar da ideia.

– Por que não gostariam? É muito mais fácil e o seu lugar fica garantido, vou lá falar se quiser espera aí e guarda nosso lugar.

Ela foi conversar com a menina que estava de primeira na fila não demorou muito e a menina concordou, a pegou um canetão, e saiu numerando todo mundo, explicando pessoa por pessoa o motivo do número ela estava nitidamente feliz por todos terem concordado, chegando em mim ela colocou o número na mão dela e na minha mão.

, agora a gente pode ficar livre pra ir comprar bebida e comida, inclusive vamos comprar uma breja?

– Mas , as pessoas que chegarem vão querer o número também.

– Ah isso a gente numera quando voltar do barzinho com a breja, vamos vai!

– Tá bom, depois do mico que eu paguei na frente deles vai ser uma boa tomar uma breja antes do show.

Nós fomos até o barzinho mais perto que era a um quarteirão de distância da casa de shows, compramos nossa cerveja e na volta encontramos a entrada lateral da casa, provavelmente seria por onde a banda iria entrar. Parados ali com o celular na mão olhando freneticamente para a rua e para o celular estavam o Chris e o Danny eles nos viram, e vieram falar com a gente.

– Vocês não são as meninas que se passaram de camareiras em Buenos Aires?

– Então…

– São elas sim, Danny! Olha a tattoo na perna dela. – O Chris falou chegando mais perto encarando, e apontando para a minha perna.

– Ou deixa minha tatuagem fora da história, ela é uma tattoo comum, muita gente por aí tem uma dessas. – Falei colocando minha mão sobre o desenho tentando cobrir, mas completamente sem sucesso.

– Pode até ser, mas são poucas pessoas que tem uma dessas com o logo redondo do Simple Plan.

– Tá, e se formos nós que invadimos o hotel?

– Os meninos querem conhecer vocês, e eu quero saber como fizeram isso pra poder reforçar a segurança, já que essa história vazou e tá dando ideias para outras fãs.

– Bom, avisa eles que vamos no Post Game então. – A falou empolgada. – Vejo vocês no show!

Ela pegou meu braço, e saiu andando voltamos para a fila. Como o imaginado, já havia chego muita gente, logo que nos posicionamos nos nossos lugares, uma menina veio nos perguntar se éramos nós que estávamos dando o número, a toda contente que a organização estava dando certo, saiu numerando todo mundo de novo. Não demorou muito para podermos entrar na casa, saímos correndo em direção ao merch, compramos uma camiseta cada uma, eu comprei uma da role model que o Chuck estava usando no show da cidade anterior, e a comprou uma da tour, então depois das compras feitas fomos para outra fila esperar para poder entrar. Quando abriram as portas para podermos ir para o palco, todo mundo da fila foi na maior calma, nós duas saímos correndo feito duas loucas para pegar o meio da grade. O show foi maravilhoso como sempre, quando acabou eu e a ficamos ali na grade esperando esvaziar um pouco. Quando finalmente esvaziou o suficiente para podermos respirar decentemente, fomos para onde o e-mail do post game dizia para ir, esperamos um pouco, e o Chady veio para conduzir a gente até o lugar que aconteceria o post game.

, eu não tô acreditando que eles lembram da gente.

, mas era óbvio que iriam lembrar, só não é óbvio se eles vão nos reconhecer, isso nós vamos ter que esperar até passar com eles no pizza. – Ela abriu um sorriso de quem já sabia o que ia acontecer, e apontou para a minha tatuagem de cinta liga na perna e começou a rir.

– Como o Chris disse lá fora, não é todo mundo que tem essa tattoo, mas todos eles viram de perto essa tattoo, então vai ser fácil eles lembrarem da gente.

– Mas é uma tatuagem comum porra!

– Não é não e você sabe disso, até por que foi você mesma quem desenhou. – Falou enquanto entravamos no lugar que seria o post game.

Eu cruzei os braços meio irritada, fui pegar um pedaço de pizza e um copo de refrigerante, ou suco, ou qualquer coisa que tivesse pra beber, cheguei na bancada que tinha as pizzas e bebidas, peguei um pedaço de pizza de atum uma coca cola, e fiquei apoiada ali esperando eles subirem pra sala pra atender as pessoas. Não demorou muito eles entraram um a um, e foram se posicionando para poder falar com todos os fãs.

, vamos no Chuck primeiro! – a falou super empolgada, me puxando pelo braço.

– Não, eu vou primeiro no Jeff – Respondi seca, sem mover nem um músculo.

– Você sabe que ele foi quem conseguiu te desentalar do cesto de roupa suja, né?

– QUE? É sério isso? E você nem me falou! Vamos ao Chuck então. – Ela sorriu vitoriosa, e fomos para a muvuca que estava ao redor do Chuck, eu jurava que ele não iria nos reconhecer, mas eu estava errada.

– Vocês duas não são as camareiras do hotel da outra cidade?

– Não, acho que você está confundindo a gente.

– Te falei que eles iam lembrar! – Ela disse caindo na gargalhada. – Somos sim Chuck, marcamos tanta presença assim?

– É marcaram, inclusive o Pierre está curioso pra saber quem são vocês de verdade, especialmente você. – Ele apontou para a – Por causa do que aconteceu no hotel.

, o que você aprontou que não me contou?

– Na… Nada ué, tudo que aconteceu, eu te contei! – Ela ficou levemente corada com alguma coisa que passou em sua cabeça.

Tiramos a foto com o Chuck, e fomos em um por um, e deixamos o Jeff e o Pierre por último. Afinal o Jeff tinha sido quem conseguiu me puxar daquele cesto, e o Pierre estava querendo falar com a.

– E ai, qual deles primeiro, ?

– Bom, por mim vamos no Pierre, eu tô morrendo de vergonha de olhar pro Jeff.

– Então temos um problema, porque eu tô querendo cavar um buraco e me esconder, o Pierre quer falar comigo, vamos no Jeff primeiro vai?

– Ai meu Jesus Cristo, me conta o que aconteceu que a gente vai nele.

– Então sabe na hora que eu cai em cima dele? A blusa levantou, e eu acabei pagando peitinho… – Notei as bochechas dela ficando vermelhas.

– Ah tá, bora na fila do Jeff.

E lá fomos nós em direção ao Jeff, eu sinceramente esperava que ele não me reconhecesse, mas minhas esperanças estavam pequenas disso acontecer, afinal o Chuck tinha nos reconhecido, era nossa vez de ir falar com ele e eu delicadamente empurrei a pra ir na frente.

– Delicadeza é bom tá, mas tô indo.

– Oi! Acho que eu me lembro de vocês da outra cidade – ele falou dando um sorriso simpático e divertido.

Ela entregou as coisas pra ele autografar, tirou a foto com ele sem nenhuma pose muito diferente não demorou muito, ele estava me esperando.

– Oi – Dei um abraço forte nele, e entreguei um encarte de cd e algumas outras coisas pra ele autografar.

– Oi! Gostou do show?

– Foi maravilhoso assim como o de Santiago.

– Ah então, você foi no de Santiago? Sabia que te conhecia de algum lugar, só não tinha certeza de onde, achei que fosse do hotel… – Olhando minha tatuagem na coxa, e os roxos que ficaram na lateral das coxas depois de ter ficado entalada no carrinho.

Ele me deixou sem resposta e sem reação, a única coisa que consegui fazer naquele momento foi sorrir pedindo uma pose diferente pra foto, queria que ele me segurasse no colo, ele de prontidão aceitou, entreguei meu celular pra , e ao sinal dela de que estava tudo pronto pra foto ele me pegou no colo, pronto foto tirada e eu só queria ir logo pra fila do Pierre.

– Espera, eu lembrei de onde te conheço! Do hotel, vocês duas foram as meninas que se passaram de camareira pra invadir o hotel – Ele segurou meu pulso levemente e falou em um tom divertido, com certeza ele notou que eu fiquei completamente vermelha. – Não precisa ficar com vergonha, te reconheci por causa da tatuagem e dos roxos, inclusive você está bem?

– To sim, obrigada pela preocupação.

Respondi e fui rapidinho atrás da que já estava na fila do Pierre, esperamos o que pareceu ser uma eternidade pra conseguir um autógrafo e uma foto, dessa vez foi a quem me empurrou pra tirar a foto antes dela, eu dei risada e fui em direção a ele. Dei um abraço de Oi e entreguei minhas coisas pra ele autografar, tirei a foto sem nenhuma pose especial e fiquei esperando a que por sinal estava deixando algumas pessoas passarem na frente.

, você não vai não?

– Vou mana, mas tô morrendo de vergonha!

– Enfia essa vergonha você sabe onde, e vai lá falar com ele. Daqui a pouco é a foto em grupo, e você ainda tá aí feito tonta deixando todo mundo passar na sua frente. – Então finalmente ela foi falar com ele, eu estava de prontidão tirando fotos de cada gesto que ela fazia com ele.

– Olha só! Eu me lembro de você! Foi você quem invadiu o hotel se passando de camareira, e acabou caindo no meu quarto e… – Ele corou levemente e chacoalhou a cabeça. – Bom, enfim eu tinha certeza que você não trabalhava lá!

– É então, foi uma loucura de fã mesmo…

– Ainda bem que a gente te encontrou de novo. – Ele pegou a carteira do bolso e tirou um cartão. – Você deixou isso cair naquele momento que todo mundo foi para o chão, e ela caiu dentro do carrinho.

– Não falei que você não tinha perdido! – Falei enquanto dava risada.

Ela ficou com as bochechas vermelhas, agradeceu e tirou a foto, de novo uma foto comum. Então o Chady avisou a todos que teria a foto em grupo, depois a foto individual com os cinco, nos arrumamos para tirar a foto e em seguida fomos para a fila para tirar a foto individual com os cinco. Tiramos as fotos sem muitas poses diferentes do comum, pegamos nossos posters e fomos para o Hostel. Eu tomei um banho maravilhoso, e fui pra cama, a queria ficar conversando. mas eu estava sem condições, até tentei conversar um pouco, mas notei que estava falando coisas sem nexo já. Então virei para o lado e dormi até a manhã seguinte. Acordei assustada com a batendo uma colher de pau em uma tampa de panela de ferro.

– Acorda , são 9 horas da manhã, sua demonia!!

– Sua filha da…

Levantei e sai correndo atrás dela, o que nós não sabíamos é que ela havia acordado todo mundo do hostel com aquela barulheira toda, quando consegui alcançar ela que por sinal não parava de fazer aquele barulho infernal, já estávamos na cozinha ela devolveu a colher e a tampa pra moça da cozinha sorrindo, e eu fui pegar uma xícara de café.

– Endemoniada, pra que me acordar assim? – falei dando um gole no café.

– Ué eu tentei te acordar de vários outros jeitos, mas você estava dormindo feito uma roch,a dava pra explodir uma outra little boy do seu lado que você não ia acordar, então eu não tive muita alternativa, já que nosso vôo sai às 11 e já são 9 da manhã.

– Pera como é? Nosso vôo sai às 11? MEU DEUS A GENTE VAI SE ATRASAR! – Engoli rapidamente o café que ainda tinha na xícara, e sai correndo escada acima ainda sentindo minha língua queimar por causa do café quente para pegar minha mala, mas quando cheguei no quarto vi que minha mala não estava lá, só estava meu tênis e uma muda de roupas.

, você arrumou tudo? – Falei assustada olhando para a porta.

– Sim! Tá tudo pronto lá em baixo, inclusive já se troca por que chamei o Uber pra levar a gente para o aeroporto.

Fiquei chocada por ela já ter planejado tudo, enquanto me trocava repassava na minha cabeça os detalhes do que tinha acontecido na noite anterior, até porque eu sabia que a iria querer falar sobre o pizza no avião. O Uber chegou e fomos para o aeroporto, as duas comentando sobre o pizza e relembrando tudo nos mínimos detalhes. Chegamos ao aeroporto, e embarcamos no vôo curto de apenas duas horas, que se passaram voando enquanto comentávamos sobre os acontecimentos dos últimos dias.

, mas agora está explicado o como você perdeu o cartão, já que sempre guarda tudo nos peitos.

– É, eu não tinha pensado nisso, mas pelo menos agora tenho dinheiro de novo! Podemos comprar coisas agora!

3 – Assunção

Então chegamos em Assunção, desembarcamos e fomos novamente para um hostel onde deixamos nossas coisas, e fomos para a fila já que chegamos em cima da hora. Para variar a fila não estava numerada, e a rapidamente foi fazer isso, os portões abriram e obviamente fizemos a parada obrigatória no merch, onde infelizmente não havia nada de novo. Tudo estava ocorrendo normalmente, o show tinha sido maravilhoso como sempre, desta vez consegui pegar a baqueta do Chuck, e a uma palheta do Seb, eu queria mesmo era uma palheta do David, mas a menina do meu lado foi mais rápida, quem sabe no próximo show eu consiga.

Quando o show acabou, fizemos o mesmo esquema de esperar dá uma esvaziada pra podermos ir em direção a onde seria o pizza, esperamos um pouco e o Chady logo apareceu para levar todos para onde seria o pizza. Tudo estava acontecendo normalmente, até que depois de passar na fila do Chuck, eu me dou conta que a havia sumido.

– Chris, você viu minha irmã?

– Desculpa, quem?

– A menina que se passou de camareira, e entrou no quarto do Pierre em Santiago, lembra dela?

– Ah sim, já sei quem é. Ela foi ali pro canto com o Danny, ele queria falar com ela, ou algo do gênero.

Ele saiu andando apressado, e nitidamente nervoso. Eu fui passar nos meninos, observei por alguns instantes as filas que na verdade eram apenas aglomeração de pessoas ao redor deles para tentar decidir em qual iria primeiro. Fui no Seb ,e em seguida fui para o Jeff, foi quando finalmente a apareceu toda sorridente, e me puxou de canto me fazendo sair da aglomeração para falar com o Jeff.

– Mano eu estava quase conseguindo falar com ele ! – Falei indignada.

, desmarque seus compromissos pra hoje a noite, porque vamos pro bar com eles!

– Como é?

– Então o Danny me puxou de canto, e me falou que é pra nós duas irmos com eles pro bar.

– Tá bom, mas qual é o bar? Como vamos fazer?

– Eles vão no Hard Rock daqui!

, você sabe que a gente tá sem grana né?

– Sim, e já avisei o Danny que respondeu que não tem problema.

– Então tá bom, nós vamos.

Voltamos para a muvuca e tiramos fotos com eles. Na hora da foto em grupo, vi um rosto conhecido de outros shows no Brasil. Assim como eu a vi, ela também me viu, e sem ter tempo de pensar para onde ir e fugir da conversa, ela chegou perto de nós.

! ! Quanto tempo!

– Lídia! Oi! – falamos em coro nos entreolhando.

– Não sabia que vocês vinham no show daqui!

– É, eu também não sabia que você vinha, Li! – Falei sorrindo para ela, e procurando a que já tinha sumido de novo.

– Pois é, ganhei o ingresso de um amigo. Vocês estão ficando onde?

– Em um hostel aqui perto, vamos pra fila se não a gente não vai tirar foto com eles.

– Vamos. Então o David me chamou para sair com eles hoje!

– Sério? Qual bar eles vão?

– Na verdade é um Pub que chama Brittania Pub, eles vão passar no hotel e ir pra lá.

– Aham, ó é sua vez. – Apontei na direção dos cinco que estavam esperando controlando minha vontade de empurrar ela.

Depois da foto com os cinco, fui atrás da para irmos pro hostel. Chegamos lá, nos arrumamos e fomos para o bar encontrar os meninos, eu nunca imaginaria que algum dia eu iria pra um after com a minha banda predileta. Não demorou muito, nós já estávamos no bar procurando por eles, encontramos eles sentados em uma mesa no canto do lugar.

– Finalmente encontramos vocês!

– Ah vai, nem foi tão difícil assim

– Foi sim, Danny. Parece que vocês estão se escondendo no canto para não serem notados.

Então nos sentamos com eles, e ficamos horas a fio conversando e bebendo, fizemos brincadeiras de virar shots de tequila, brincamos de eu nunca e coisas do gênero. Então o David me chamou de canto para conversar, ele me levou para longe de todos, e me puxou pela cintura selando nossos lábios. Minha cabeça deu voltas naquele momento, para mim era tudo um sonho, afinal não poderia ser realidade eu estar beijando meu ídolo. Nós ficamos ali durante um tempo, envolvidos pelo beijo sem nos preocuparmos muito com o que estava acontecendo ao redor, até que o Pierre ligou pra ele atrapalhando nosso beijo e tivemos voltamos pra mesa. Eu me sentei e fiquei apenas observando o que estava acontecendo perdida em meus pensamentos.

– O que houve?

– Está na hora de ir embora daqui, vamos ir para um boteco comum de esquina. – O Jeff falou assim que chegamos.

– Tá bom.

Sem questionar, muito fomos para um boteco que tinha a algumas quadras de distância dali. Chegamos e tomamos mais algumas cervejas, até que eles resolveram ir para o hotel. Eu e a fomos para o nosso hostel conversar sobre tudo que tinha acontecido, e descansar um pouco, afinal no dia seguinte embarcaríamos de volta pra nossa terrinha, Brasil. Chegamos ao hostel e nos sentamos em uma área com mesinhas, e poltronas de couro pretas confortáveis.

– Mas , me conta pra onde você e o David foram? – Perguntou enquanto se ajeitava na cadeira.

– Ele me puxou pra conversar, a gente foi pra um cantinho do bar bem escuro por sinal e bom, na verdade a conversa foi outra né…

– Espera, você ficou com ele? MENINA, NÃO ACREDITO!

– Para de gritar, criatura! Sim, eu fiquei com ele, que beijo e que pegada maravilhosa, mana. Mas me conta, por que o Pierre resolveu ir embora do nada?

– Então o garçom chegou falando que estávamos causando demais, e ou a gente parava de causar, ou teríamos que sair do lugar, aí preferimos sair de lá.

– Mana, te contei que a Lídia achava que eles iam pra outro pub, e inventou de novo que o Jeff tinha chamado ela pra sair?

– Menina, não me contou!

Ficamos sentadas ali durante horas a fio conversando sobre acontecimentos do pizza, e fomos ao bar. Depois fomos dormir pra poder embarcar no dia seguinte pro Rio de Janeiro que seria o nosso quarto show seguindo eles. Não demorei muito pra dormir, mas na manhã seguinte acordei achando que tudo tinha sido um sonho, até olhar o celular e ver que tinha mensagem do David no WhatsApp.

“Te vejo no show do Rio?

“Com certeza, David!” respondi ainda em choque.

”Ótimo! Então até lá!”

Eu me levantei, ainda encarando o celular e me questionando sobre quando foi que passei meu número. Fui para a cozinha tomar café e comer algo para forrar o estômago, quando cheguei na cozinha vi a sentada conversando com alguém.

, você não sabe. Ah! Oi, prazer .

– Olá, muito prazer, Felipe. – ele respondeu simpático.

– Que foi, ?

– Olha só quem me mandou mensagem!

Entreguei o celular pra ela, e fui pegar o café que estava na bancada, me servi em uma xícara vermelha grande que tinha uns desenhos diferentes e voltei para a mesa.

A já estava em altos papos com o menino, eu peguei meu celular, e fui conferir se a e a galera já estavam pelo Rio e se iriam mesmo no show. Logo a me respondeu, super empolgada falando que iria chegar no Rio naquela noite, foi então que lembrei que tínhamos que ir pro aeroporto.

, vamos que nosso voo, é agora 12:30!

– Meu Deus, verdade! Estava aqui conversando com o moço e perdi noção do horário!

Levantamos e fomos apressadas arrumar as malas pra ir pro aeroporto, chamamos um Uber e rapidamente chegamos no aeroporto. Para a nossa sorte, o voo tinha atrasado meia hora, fomos para a sala de embarque e ficamos lá esperando.

Eu estava ouvindo música, e a quase dormindo quando chamaram o nosso vôo para embarque. O tempo dentro do avião era pequeno, mas deu tempo de cochilar até o avião pousar.

4- Rio de Janeiro

Desembarcamos no Rio, e nosso primo Gabriel já estava nos esperando logo na saída do desembarque, óbvio que ele não iria perder uma chance de zoar com a gente. Ele estava com uma plaquinha escrita “Irmãs groupies loucas que estão seguindo uma banda eu estou aqui”, a olhou aquilo e começou a gargalhar, ela só parou de rir quando chegamos perto dele.

– Porra Gabriel, não tinha placa melhor não?

– Claro que não, . Nenhuma define melhor vocês duas.

– Ou eu tô com fome, dá pra gente ir almoçar em algum lugar antes que eu vire um monstro que vai sair atacando as pessoas por causa da fome? – Falei fechando a cara.

Os dois riram da minha expressão e fomos almoçar em um restaurante próximo da praia de Copacabana, depois de termos almoçado e eu matado o monstrinho da fome que crescia muito rápido dentro de mim. Fui responder mensagens do WhatsApp, esperando trocentas mensagens de amigos que iriam no show na noite seguinte com a gente e da nossa família. Fiquei chocada por ver uma mensagem dele</strong no meio de tantas outras. Para falar a verdade, acho que eu ia ficar mais se boa de receber uma mensagem do Papa, ou até da Rainha do que outra mensagem do David.

Chegamos agora no Rio, queria saber o que você vai fazer essa noite, afinal o show é só amanhã.”

“Provavelmente vou sair com a minha família, até porque vamos ficar na casa da minha prima que mora aqui, mas assim que eu souber te aviso, você tinha algo em mente?” Enviei a mensagem e fiquei com um sorriso no rosto esperando pela resposta.

“Eu e os meninos estávamos pensando em ir a algum bar hoje a noite, assim que eles decidirem te envio o endereço, se der dá uma passada lá.”

“Okay, vou ver direitinho e te aviso.”

Então respondi outras pessoas sobre o show bloqueei o celular, e voltei a prestar atenção na conversa, ao que dava para entender, Gabriel queria convencer a que era uma boa ideia ir até um barzinho que ficava na praia para podermos beber algo.

– Perai, o que tá acontecendo? Por que você não quer ir, ?

– Ele quer me levar pra andar naquela praia de gente chata cara!

– Gabriel, não dá pra ir nesse bar pela calçada? – Tentei achar uma alternativa, mas aparentemente o Gabriel estava a fim de encher o saco da .

– Até da, mas não tem graça. Vamos caminhar na praia, sua paulista chata! – Ele falou irônico olhando para a .

A não falou nada, só levantou da mesa e saiu andando. Eu e o Gabriel a seguimos, depois do Gabriel ter insistido muito, ela aceitou ir no barzinho, mas logo começou a reclamar de andar naquela praia, como ela estava andando olhando para o chão para tentar não chutar areia em ninguém sem querer ela acabou esbarrando em alguém, e logo em seguida levou uma bolada no ombro, o que fez ela cair na areia junto com o moço. Eu cutuquei o Gabriel, apontei para a e comecei a rir.

– Desculpa.

– Tudo bem, você tá bem, ?

– Caralho, óbvio que eu tinha que esbarrar em você, senão não seria eu né. – Ela falou brava, se levantando da areia e colocando a mão sobre o ombro. – Estou bem sim, Pierre. Obrigada.

– Te vejo hoje à noite?

– Hoje noite? Como assim?

– Ué, o David falou que chamou sua irmã agora pouco pra ir no bar.

– Ela não me falou nada, mas provavelmente vamos sim.

Ela se virou para vir na nossa direção, e para mim era um touro soltando fogo pelas narinas de tão brava que ela estava, eu estava com uma vontade mista de dar risada e pegar o Gabriel e usar como escudo, mas não consegui decidir o que fazer antes de ela chegar mais perto.

, você não tem nada pra me falar?

– Então o David chamou a gente pra ir pro bar hoje à noite. Desculpa não ter falado nada, mas entende meu lado, eu fiquei em choque dele tá me mandando mensagens. Ainda mais chamando pra sair! – Expliquei, tentando mostrar para ela que eu tinha meus motivos de não ter falado.

– Ok. Faz sentido, se fosse comigo eu estaria na mesma situação. Agora vamos logo para aquele quiosque que você falou, Gabriel?

– Bora, você que parou por que esbarrou no moço ali. – Ele deu risada.

Fomos para o quiosque e ficamos por lá durante um tempo conversando e dando risada, a logo me ligou.

– Miga, acabei de dar check in no hotel, o que vocês vão fazer a noite?

– Então uns boys chamaram eu e a pra ir em um bar, não sei qual direito.

– Ah okay, nos vemos amanhã antes do show então?

– Com certeza! Qual hotel você tá?

– Na verdade, eu tô em um hostel perto do circo voador, o nome é Books Hostel tem um lugar bonitinho e barato, aqui perto que dá pra gente almoçar se quiser.

– Ok, fechado!

Desliguei o telefone e passei as informações para a , que na hora topou ir almoçar com a .

Com o cair da noite, fomos pra casa do Gabriel, jantamos e acabamos dormindo. Eu tinha esquecido por completo o rolê com os meninos, acordei assustada as 10 horas da manhã e olhei o celular, onde tinham umas 20 mensagens do David, e umas 10 do Danny. Eu nem sabia o que responder, e em um debate comigo mesma, decidi que era melhor esperar até o show.

, acorda. – Comecei a balançar ela.

– Tá bom, já acordei. – Ela se sentou na cama nitidamente desnorteada, coçou a cabeça e em seguida me olhou chocada. – PUTA QUE PARIU, A GENTE TINHA ROLÊ COM OS MENINOS!

– Eu sei, mas já são 10 da manhã, agora a gente espera até o show pra falar com eles. Acho que é melhor, bora se vestir que a gente vai almoçar com a .

– É mesmo.

Ela levantou, se arrumou e fomos para o restaurante. No caminho mostrei as mensagens do David e do Danny pra , e mandei mensagem para a , falando que estávamos indo pra ela nos encontrar na frente do hostel.

Chegamos no hostel e a já estava na frente do lugar com a sua camiseta do Simple Plan, e esperando pela gente.

!! – Berrei pulando em cima dela. – Que saudade!

! ! Também tô com saudades! – Ela falou abraçando nós duas ao mesmo tempo.

– Menina, tenho tanta coisa pra te contar!

– Quero saber tudo! Mas vamos indo comer que você me conta lá.

Fomos para uma lanchonete perto dali, nos sentamos e contei tudo que tinha acontecido até então. ficou empolgada com tudo, querendo saber todos os mínimos detalhes assim como eu ficaria por ela.

– Meninas, vamos na porta do hotel? Falaram que eles vão descer pra ver os fãs daqui a pouco. – A falou abaixando o celular.

– Ai meu Jesus vamos, mas não sei nem com que cada vou olhar para o David.

– Ué fala a realidade, que você acabou dormindo e por isso não foi.

– Concordo com a , melhor você falar agora do que esperar até o show. – a falou, dando a última mordida no lanche. – Vamos então?

Pagamos a conta e fomos para o hotel, no caminho eu pensava em mil e uma coisas pra falar para o David, criava diálogos na minha cabeça alguns com finais positivos e outros negativos.

Chegamos na frente do Copacabana Palace, e já tinha um mutirão de fãs esperando os meninos descerem. Ali eu vi algumas caras já conhecidas de outros shows, cumprimentei todo mundo que eu conhecia, e sai do meio da muvuca para mandar mensagem.

David, me desculpa por ontem, fui passar em casa pra jantar e tomar banho, acabei dormindo, mas estou aqui em baixo junto com a multidão de fãs.”

Ele visualizou a mensagem, mas não respondeu. Fiquei irritada com aquilo, então fiquei distante da multidão só esperando a e a voltarem. Alguns minutos de passaram, e eu ouvi gritos histéricos vindo das fãs, coisa que não tinha nas cidades da costa. Realmente deve ser coisa de brasileiros fazer isso.

Cruzei os braços e fiquei sentada na calçada esperando as meninas voltarem, não demorou muito, e eu vi a multidão começando a se dispersar alguns com cara de choro, outros com um sorriso no rosto ainda olhando para o celular. Então vi a e a vindo na minha direção.

, eles perguntaram de você.

– Estou brava por isso não fui lá, não gosto de pessoas que visualizam mensagem e não respondem.

– Mas ele está aqui em baixo, inclusive te procurando! – A falou apontando para a entrada. – Vai lá falar com ele.

– Ai caralho, tá bom.

Me rendi, levantei ainda meio irritada e fui em direção ao David que quando me viu abriu um sorriso que quebrou toda a raiva que eu estava dele. Aquele sorriso me fazia derreter, e eu não tinha certeza se ele sabia disso, mas acho que se não soubesse acabou de descobrir, suspirei e tentei manter a pose de brava quando cheguei mais perto dele.

– Por que não me respondeu? – Falei ainda de braços cruzados.

– Desculpa, é que eu vi a mensagem e já estava saindo pra atender os fãs, mas que bom que você veio aqui.

Ele abriu os braços esperando um abraço, o qual não pude negar, abracei ele o mais forte que eu pude, senti o cheiro dele invadi minha mente, foi quando percebi que estava tudo bem e sussurrei.

– Te vejo no show.

Ele sorriu em resposta, me virei e fui encontrar as meninas para irmos para a fila do show, quando as encontrei, elas já tinham chamado o Uber para irmos até o circo voador.

Chegamos na fila, e como sempre nos shows do Brasil estava tudo uma bagunça. Chegamos cedo para o show, afinal era só as 18 que iriam abrir para o pizza entrar, então tinham poucas pessoas na fila, garantimos nosso lugar e a foi perguntar se estavam numerando.

Então eu vejo a vindo com um canetão na mão numerando todo mundo da fila do pizza, a pegou o número e foi andar pelo lugar pra dar Oi para as pessoas que ela conhece. Ouvi uma gritaria vindo do começo da fila, e fui até lá ver o que estava acontecendo pra todo mundo parecer um bando de gralhas. Ok, eu realmente devo estar de ressaca para esse tipo de coisa começar a me incomodar, não as julgo por ficarem histéricas, mas pelo amor de deus pra que berrar que nem gaivotas quando estão com fome?

, o que houve?

– O Chuck tá ali procurando por você e pela . – Ela falou meio em choque e me seguiu até o Chuck.

– Que foi? Tá tudo bem?

– Então a gente precisa de ajuda, a fila do pizza tem que ser feita aqui. – Apontando para o lugar que ele queria a fila, falando meio grosso. – E não lá, tem como vocês ajudarem a gente?

– Ok. Vou falar com a , porque ela já tá organizando a numeração ela pode tomar conta disso.

Sai andando até a , e a ficou ali onde ele tinha indicado, contei pra o pedido do Chuck, e começamos a pedir pra todo mundo mudar de lugar. Quando a fila estava organizada, conforme o que ele havia pedido sai o Chady e começa a reclamar.

– Mas , não é aqui que é pra ser feita a fila do pizza!

– Foram ordens do Chuck, não posso fazer nada.

– Pode sim, é pra fazer a fila lá.

Ele começou a gritar para todo mundo ir para outro lugar, e lá fomos nós de novo mudando a fila. Depois de organizar de novo, eu fiquei perto da entrada junto com a . Nos alguns minutos que fiquei fora, o Chuck saiu de novo.

– Oi, você é a , amiga da e da , né?

– Sim .

– Sabe o que aconteceu pra fila ter ido pra lá de novo? Eu já falei que a fila é aqui. – ele falou seco, olhando para a .

A ficou meio chocada pelo fato do Chuck que é o preferido dela ter sido grosso naquele momento e me chamou.

– Que foi, Chuck?

– O que aconteceu? Por que a fila tá lá?

– Foi o Chady quem falou pra fazer a fila lá ué, se entende com ele no lugar de vir brigar com a gente caralho. Faz assim, vou chamar a e você se entende com ela.

Chamei a pra ela falar com o Chuck, minutos depois ela tava mudando todo mundo da fila de novo pra onde o Chuck tinha falado. Ficamos nisso de ir pra lá e voltar mais algumas vezes, até que a se revoltou e chamou o Danny pra resolver de vez a confusão toda.

Depois da fila estar finalmente organizada, eu vi que a estava bem bolada com alguma coisa.

, o que houve?

– O Chuck foi mó grosso comigo, ninguém tem culpa se ele brigou com alguém, ou se as coisas estão saindo erradas. – Ela falou brava.

– Concordo com você. – Falei acenando pro Danny que estava entregando alguma coisa pra , chamando para ele vir falar com a gente. – Danny, ela tá bolada com o Chuck.

– O que houve?

– Aconteceu que a princesinha do baterista foi um grosso estúpido com ela sem necessidade – falei irritada. – Eu só queria entender o por que dessa bagunça toda, sendo que nos outros shows foi tudo tranquilo!

– Pois é, tá complicado hoje, mas olha vem aqui.

Ele puxou a para dentro da grade que barrava a entrada dos fãs, ela ficou ali e ele entrou durante alguns minutos e logo saiu junto com o Chuck, que conversou com a a abraçou e entrou novamente.

– Menina, ele me pediu desculpas por ter sido grosso!

– Serio? O Chuck pedindo desculpa?

– Sim, mana! Tô chocada!

A voltou para a fila e ficamos esperando pela entrada do show, quando abriram as portas parecia que tinham explodido uma bomba com vírus zumbi e tava todo mundo correndo daquilo de tanto que as pessoas estavam desesperadas. Eu e a que já tínhamos comprado tudo o que queríamos nos outros merchs, fomos direto para o palco garantir nossa grade.

Ficamos eu, a e a na grade, bem no meio do palco. O show foi maravilhoso, dessa vez o Chuck veio jogar as baquetas, viu a do nosso lado e entregou uma para ela. David me entregou uma palheta também, e o Seb uma para a . O show acabou e eu já estava com saudades, parecia que eles tinham mais energia nesse show do que nos da costa.

Fomos as três para o pizza, era em uma sala meio apertada e sendo no Brasil, eu já sabia que iriam existir filas pra falar com eles. Então fiquei ali, junto com a e a comendo e conversando sobre o show, até a hora que eles entraram e fomos para as filas de quem queríamos conversar.

Fui primeiro na do Jeff, e assim passei em um por um abraçando eles, e tirando foto. Eu cometi a besteira de ter deixado o David por último, então foi muito rápido uma foto rápida e um abraço, ele sussurrou algo no meu ouvido, mas não consegui entender e infelizmente não tinha tempo suficiente para perguntar de novo.

Infelizmente eles não foram para o bar no Rio depois do show, até porque estava meio corrido com os shows em tantas cidades. Tiramos nossa foto em grupo com eles e fomos embora. Eu e a fomos pra casa do Gabriel, e a para o hostel, no dia seguinte nos encontramos no aeroporto para irmos para São Paulo, aonde seria o próximo show.

Quando embarcamos no avião, descobrimos que era o mesmo vôo que o dos meninos, obviamente aproveitamos a oportunidade pra tirar foto com eles e eu pude perguntar para o David o que ele havia falado, mas como o esperado, ele me respondeu um “Deixa pra lá.” Depois das fotos tiradas, voltamos para os nossos lugares e ficamos lá até chegar em São Paulo, o voo foi bem rápido e logo pude ver minha linda cidade se aproximando pela janela do avião.

 

5 – São Paulo
Finalmente pousamos na nossa cidade onde não tivemos que nos preocupar em pagar hotel, ou qualquer coisa assim. Afinal temos nossa casa aqui que fica perto da Paulista e consequentemente, perto do hotel que os meninos iam ficar, já que como de costume eles iriam ficar no Renaissance que fica na Alameda Santos, para nossa sorte o show de São Paulo seria só no dia seguinte, então teríamos um tempinho para descansar. Na sala de desembarque o David veio falar comigo.
– Te vejo mais tarde?
– Olha, sinceramente, eu não sei. Mas amanhã, no pizza é certeza!
– Não sabe por quê?
– Porque estou morta de saudades da minha cama, vou chegar em casa, tomar um banho e dormir no meu cantinho.
Ele deu risada concordando com a cabeça, e foi encontrar os meninos. Eu fui em direção as meninas que estavam me esperando, saímos quase junto com eles. O difícil foi a gente passar pela multidão de fãs que estavam esperando eles no aeroporto, combinei com a dela ir passar a noite na minha casa para podermos conversar melhor, ela concordou e nos despedimos para ir até a minha casa.
No caminho lembramos que tínhamos deixado nosso cachorro na casa dos nossos pais, a ligou pra eles assim que chegamos em casa, chamando-os para comer uma pizza.
!
– Que foi, ?
– Vem cá, desfaço as malas ou só tiro a roupa suja, já que vamos ficar pouco tempo em casa? – falei indo até a sala – tá arrumando a mesa por quê?
– Bom, eu vou desfazer as malas e depois faço de novo. Tô arrumando a mesa porque nossos pais vêm jantar aqui, e trazer o Bug ué.
– Ah, eles vêm? Não sabia.
– Vão vir sim. Vão trazer o Bug, já que vamos passar alguns dias em São Paulo.
Então voltei para o quarto e coloquei aquele monte de roupa suja no cesto. Deitei na cama deixando as lembranças tomarem conta dos meus pensamentos, e ali adormeci durante algumas horas até meus pais chegarem com nosso cachorro.
Acordei com o Bug pulando na cama e me lambendo de felicidade por me ver. Me levantei rindo, coloquei ele no chão e fui até a sala dar “oi” para os meus pais.
Ficamos na sala conversando até umas onze horas, foi quando minha mãe resolveu que eles tinham que ir embora, afinal trabalhavam no dia seguinte. Logo e a Lari chegaram, elas iam dormir na nossa casa até o show, a resolveu que iria acompanhar todos os shows do Brasil, então estaria com a gente nas nossas aventuras.
decidiu ir para a balada e marcou de encontrar algumas pessoas em casa. Eu fiquei no quarto contando detalhes para a e Lari do que tinha acontecido nos shows anteriores. Assim que e seu amigos dela saíram. Eu e as meninas fomos para a sala ouvir música e brisar sobre os shows.
– Miga, já pensou ele te chama pra sair na frente da Lídia? Eu ia achar sensacional! – A falou voltando da cozinha com um pote de brigadeiro.
– Mana, eu ia achar sensacional, mas aí dá vontade de causar e fazer que nem algumas fãs fazem.
– Fazer o que? – As duas falaram quase juntas
– Ah não, ele me chamou, mas eu não vou porque estou muito cansada e preciso de um banho. – Respondi fazendo voz fina e dando risada.
Ficamos ali na sala só nós três comendo doce, fofocando e ouvindo música horas a fio até umas cinco da madrugada. Foi quando decidimos ir dormir, como nós tínhamos um quarto sobrando na lavanderia, as duas dormiram lá. Acordei no dia seguinte por volta das nove da manhã, com uma preguiça enorme de fazer comida, a Lari e a já estavam acordadas também e pilhadas, afinal era o dia do show!
– Bom dia, meninas. Vou ser sincera, tô morrendo de preguiça de fazer comida.
– Nossa a gente podia ir almoçar em algum restaurante por aqui, né.
– Com certeza! Eu ia falar exatamente isso.
– Depois podemos passar no hotel – a Lari falou empolgada – Queria vê-los antes do show.
– Sim, mas e nossos lugares na fila? O pizza vai ser numerado?
– O número de vocês é quarto, cinco e seis. – A falou entrando na cozinha, assustando a gente. Sinceramente, achei que ela já estivesse dormindo e pela aparência dela, estava acordando. – Dá mãozinha pra tia, fui ontem depois da balada lá na rádio pra pegar nossos lindos números. – Ela completou anotando o número em nossas mãos.
Agradecemos e fomos nos arrumar para ir almoçar, e passar no hotel deles mais tarde. Depois de procurar algum lugar pra almoçar, chegamos à conclusão que era melhor ir em um shopping, assim cada um podia comer o que quisesse. Nessa altura do campeonato, eu já estava virando um monstrinho por causa da fome.
Depois do almoço, fomos até o hotel, que por sinal já tinha muitos fãs na entrada esperando para tirar fotos, e pegar autógrafos deles. Ficamos por ali durante um tempo, esperando eles descerem.
– Agora que pensei, como a gente vai até a rádio?
– De metrô, Lari.
– Nossa, , tô com uma preguiça de pegar metrô. – Falei me sentando em um canteiro que tinha ali.
– É melhor do que pagar estacionamento, nega.
– Real, espera! Vocês estão prontas?
– Claro, você falou antes da gente sair de casa para já saímos prontas, porque iríamos direto.
– Tá, espera aqui que eu tive uma ideia, só não sei se vai rolar.
Contornei todos os fãs que estavam ali na frente, entrei no hotel depois de debater muito com o segurança e convence-lo que eu estava hospedada lá. Logo no lobby, dei de cara com os meninos que me viram, e vieram me cumprimentar. Depois de dar “oi” para todos eles, notei que o Danny não estava por ali.
– Pierre, cadê o Danny? Preciso falar com ele.
– Olha é uma boa pergunta, ele chegou ontem do rolê com a sua irmã bem alterado. – Ele falou rindo. – Mas a última vez que eu o vi ele, estava no restaurante, vai lá.
Fui até o restaurante e nada do Danny, depois de revirar o hotel atrás dele, eu finalmente o encontrei sentado cochilando nos sofás que tinham no canto do lobby.
– Danny?
– Oi? Que foi? Eu não estava dormindo.
– Tá… – respondi rindo. – Tem como você arrumar uma carona daqui até a casa de show pra mim e duas amigas?
– Pergunta pro Chris, é ele quem cuida disso.
– Chriiiis – falei me virando pra ele – Você ouviu tudo, tem como?
– Tá bom, encontra a gente daqui a uma hora no estacionamento, e para entrar apresenta isso ao segurança. – Ele me entregou um cartão de quarto.
– Ok! Obrigada, gente.
– Só mais uma coisa.
– Que foi?
– Como você entrou?
– Ah Chris, achei que nessa altura do campeonato já soubesse que dou meus jeitos. – Dei risada.
Sai do hotel quase junto com a banda, acenei para eles e fui encontrar as meninas, o que estava meio complicado por causa dos fãs, mas como eu tinha certeza que elas estavam ali no meio, então esperei em um canto até o atendimento acabar.
, Lari! Vamos que a gente tem carona, mas temos que ir tipo agora! – Falei puxando as duas.
– Carona? Adoro!
Dei risada da reação da e entramos no hotel, perguntei na recepção como fazia pra chegar no estacionamento. Depois de mil e uma perguntas, mesmo mostrando o cartão que o Chris havia me entregado e ela ter me visto falando com eles, a moça finalmente me explicou como chegar lá.
Descemos até o estacionamento, onde o Danny e Chris estavam nos esperando com um carro para dar carona, cumprimentei eles novamente e ficamos ali esperando o Jeff descer, quando ele finalmente apareceu, entramos no carro.
No caminho, eu estava em altos papos com eles enquanto e Lari estavam em silêncio. Depois de uma hora de viagem, chegamos na rádio. Me despedi deles e fui para a fila, logo na saída do estacionamento, encontrei Paulo e Carla que estavam sentados comendo. foi encontrar umas amigas dela e a Lari também.
– Ou, porque vocês não estão na fila?
– Finalmente uma de vocês chegou! Não aguento mais ouvir mimimi da galera lá na fila, por isso viemos pra cá. – O Paulo falou irritado.
– Aí meu Jesus, mas já? O que houve?
– Ah, umas meninas chatas questionando sobre o paradeiro de vocês, e que não tínhamos o direito de guardar lugar.
– Aí mano, sério? Vou lá esfregar na cara dessas embustes que eu estou aqui, e que a veio de madrugada pegar o número.
, deixa pra lá, só fala algo se elas comentarem com você.
– E você acha que não vão falar nada, Carla? – falei meio inconformada.
, dá para você fazer o favor de não esquecer as coisas? – O Danny disse me cutucando, me entregando um envelope. – Como exatamente você pretendia entrar sem o seu ingresso?
– Obrigada, Danny! Bom, eu ia ligar pra você pra saber se estava no carro – Respondi sorrindo e abraçando ele.
– Tá, não sei se te falei, mas você e a tem all access, para pegar o crachá tem que mostrar o RG ao segurança que tá ali na entrada lateral. – Ele apontou um moço com terno e óculos escuros.
– Obrigada, Danny! – falei abraçando-o.
Ele entrou de novo no lugar e eu fui para a fila, quando cheguei perto, já comecei a ouvir a voz de um grupo de meninas reclamando porque os números não estavam lá. Fui cumprimentar algumas pessoas que eu conhecia e estavam nas filas, quando me aproximei do grupo que estava falando, notei que eram as mesmas meninas do último show em São Paulo.
– Gente, eu estou aqui, a Lari e a também, fora que os números servem exatamente para isso, garantir o lugar e podermos ficar livres pra ir comer, ou fazer qualquer coisa.
-Mas eu cheguei aqui as sete da manhã e peguei número sete, sendo que só tinha dois na fila! – Falou brava a menina de cabelo castanho.
– Bom, eu, minha irmã, a Lari e a chegamos aqui as 5:30 junto com o Paulo e a Carla, pegamos o número e fomos dormir um pouco já que moramos perto. Ah, e antes que você questione, minha irmã tá resolvendo umas coisas em casa antes de voltar pra cá.
A menina ficou sem saber o que responder, então ela bufou e virou para as amigas dela. Eu dei um sorriso em resposta pra ela e sai andando. Sentei junto com o Paulo e Carla, ficamos ali conversando sobre os shows anteriores durante um tempo, mas a reclamação das meninas só aumentava.
– Caralho, como elas são chatas mano! – Falei levantando.
– Chatas? Tá sendo boazinha né, ?
– Talvez, Paulo. – Respondi rindo. – Bom, vocês querem alguma coisa pra beber? Aproveita que eu vou lá dentro.
– Traz água pra gente, porque esse sol não tá dando não.
Concordei e entrei na casa de show, fui direto pro camarim que era onde eu tinha certeza que iria ter coisa pra beber, abri a porta e me deparei com o Pierre deitado no sofá cochilando. Comprimentei todos, peguei umas duas garrafinhas de água e alguns lanches e voltei para a fila, no caminho acabei esbarrando em alguém e caí sentada, quando olhei para cima o Jeff estava sorrindo com a mão estendida.
– Você está bem?
– Sim. – Estendi o braço para aceitar a ajuda. – Desculpa, estou com a cabeça a mil por causa da fila.
– O que houve?
– Bom, como de costume numeramos a fila, só que em São Paulo as pessoas são mais chatas, a pegou os números e foi pra casa, como chegamos agora algumas meninas estão achando ruim.
– Ruim por quê?
– Porque não estávamos aqui quando elas chegaram. – Dei de ombros. – Os números servem exatamente para isso né, elas que são bobas e não saem para comer nem nada.
– Quer ver elas saírem? – Ele nitidamente tinha tido uma ideia louca.
– Não Jeff, você não vai sair lá no meio, sério não é recomendado. – Ele deu risada e foi sentido camarim, enquanto eu fui sentido a saída do lugar.
Encontrei o Paulo e a Carla, entreguei a água e fiquei ali sentada com eles esperando, e a confusão das filas diminuir. Foi então que eu lembrei que tinha comprado o spcrew pra ir no soundcheck com a , liguei para ela falando que tinha que ir logo pra lá e ela me respondeu que já estava chegando.
O Danny saiu pra organizar a fila do sound, eu me posicionei e fiquei meio inquieta, afinal era eu e a que íamos juntas e nada dela. Não demorou muito e ela chegou, me olhou confusa enquanto vinha na minha direção.
, o que você tá fazendo na fila do Sound?
– Ué, a gente tem Sound, criatura! Agora vem pra cá logo que o Danny já tá conferindo os nomes.
– Que? Sound? – Ela falou confusa.
– Presente pra tu. – Falei puxando-a pro meu lado e entregando um papel.
Ela ficou em choque durante algum tempo, leu e releu o e-mail umas dez vezes até aceitar que aquilo era real, o Danny passou pela gente, entregou a pulseira e foi então que a começou a ficar nervosa.
, o que foi?
– Como o que foi? Eu não estou preparada psicologicamente para encontrar eles agora! Por que não me contou antes? Eu estava preparada pra ver eles só no pizza e no show. Eu vou surtar, chorar lá dentro e isso estava esperando fazer só na hora do show!
– Ué, porque surpresa a gente te não conta, né.
A fila começou a andar e o nervosismo começou a bater em mim também, por mais que eu os conhecesse, eu já tivesse ido em outros shows, nunca tinha ido em um sound. Entramos na rádio e vimos o pré show, logo os meninos desceram para atender os fãs, como eu já imaginava, as filas para tirar foto com o Pierre e com o David estavam enormes, então fomos nos outros meninos.
Tiramos as fotos, foi tudo muito rápido, afinal eram muitas pessoas para pouco tempo, então tiramos a foto com eles e saímos.
Voltamos para a fila do pizza que já estava sendo organizada de acordo com a numeração e ficamos esperando ali para entrar, a ouviu alguém dizer algo sobre estarmos na frente, sendo que não estávamos lá quando a pessoa chegou.
, deixa pra lá, são as mesmas embustes do último show em São Paulo.
– Deixa pra lá porra nenhuma. – Virou e respondeu para a menina. – Eu cheguei aqui as cinco e meia da manhã pra garantir o meu número, na próxima chega antes, bebê.
– Eu cheguei às sete e você não estava aqui!
– É por isso que existem os números, eu peguei meu número e fui pra casa descansar.
A menina respondeu alguma coisa que não deu para entender, só vi a dando risada e voltando para o nosso lugar, o Danny saiu dando as recomendações a serem seguidas e liberou a entrada da nossa fila.
O nosso pizza era após o show, então saímos correndo com os braços dados, eu, Lari, e , garantimos nosso meio do palco.
O show foi incrível, melhor do que os últimos shows, ganhando até mesmo do Rio. Em Perfect a começou a chorar muito, que acabou ganhando a palheta do Pierre, e quando ele entregou ainda deu uma piscada para ela, o que a fez chorar mais ainda.
Quando acabou o show, eu e já sabíamos onde seria o pizza e fomos direto pra lá, Lari e nos seguiram. Aproveitamos para passar no merch para ver se tinha algo interessante, e acabamos comprando uma camiseta da tour especial do Brasil que não tinha nos outros shows.
A entrada para o pizza foi liberada, fui direto pegar algo pra beber, afinal depois de berrar e chorar tanto no show, eu estava sentindo minha garganta seca. Peguei um pedaço de pizza, uma coca e fui sentar nos bancos que tinham por ali, a sentou do meu lado segurando dois pedaços de pizza, como se fossem um sanduíche.
– Haja fome, heim? – Falei brincando com ela.
– Me deixa! Você viu a Lídia ali? – Ela falou apontando com a pizza.
– Vi desde a fila, o que tem?
– Tem que ela tá falando que foi ela quem saiu com o David na costa. – Ela falou rindo. – Coitada.
– Claro que foi ela, como você não lembra? – Falei irônica e rindo tanto quanto a – Como você não lembra, ? Deu até para ver que eles se pegaram, e no final eles saíram até abraçados do bar…
Os meninos entraram cortando minha conversa com a , terminei de comer e fui tirar foto com eles. Dessa vez, fui primeiro no David, a já estava na fila, então furei a fila pra irmos juntas.
, só ouve o que elas tão falando atrás da gente.
– o que que tem? – Falei prestando atenção na conversa das meninas de trás, e ouvi uma delas falando que tinha saído com o David em Assunção. – Deixa ela viver em uma ilusão de que isso aconteceu, e se decepcionar vendo ele me chamar pra sair agora.
Demos risada da conversa das meninas e ficamos conversando sobre o pizza, e o que iríamos fazer depois do show até a nossa hora de tirar a foto. me empurrou para ir na frente dela, eu tropecei no que acredito que foram só nos meus pensamentos, e quase fui pro chão com o David.
– Tá tudo bem? – Ele falou rindo, enquanto segurava firmemente minha cintura.
– Tá sim – Falei olhando pra ele, sentindo minhas bochechas ficarem vermelhas e minha respiração falhar. – Bom, autografa isso pra mim? – Falei dando um passo para trás e estendendo a mão com um papel pequeno, o crachá do pizza party e um pôster.
– Menina, é o seu quinto show e ainda tem coisa para a gente autografar? – Ele falou sorrindo.
– Claro, inclusive tem outros pôsteres, mas esse é o que eu mais gosto.
Ele autografou tudo e me entregou de volta, na hora da foto, inesperadamente ele me pegou no colo pra fazer uma pose diferente, quando me colocou no chão de novo, o abracei e fiquei próxima esperando a .
– Te vejo no bar? – Ele falou um pouco alto, olhando para mim antes da cumprimentar ele.
– Acredito que sim. – Respondi sorrindo.
Então quando a chegou, nos entreolhando e demos risada. Na fila do Pierre, encontramos a e furamos fila de novo, pegamos os autógrafos e tiramos foto.
Na fila do Jeff, notei que eu estava mais nervosa que o esperado, quando chegou minha vez dei as coisas para ele autografar, e por algum motivo desconhecido não consegui conversar muito com ele. Depois de ter passado em todos os meninos, eu sentei no banco esperando o Chady falar sobre a foto em grupo. Foi então que a Lídia sentou do meu lado e começamos a conversar, no meio da conversa ela falou que tinha ido pro bar com eles em Assunção e tinha ficado com o David, eu logicamente dei trela pra história para ver até onde ela ia inventar essas coisas, afinal sabia que tinha sido eu que tinha ido pro bar com eles naquela noite.
– Sério, que tudo isso aconteceu Lídia?
– Sim, foi uma noite incrível!
– Engraçado que eu estava nesse show e me lembro perfeitamente de você ter ido, tirado a foto com eles e ido embora. Totalmente o oposto do que você está me falando, já que você diz que ficou lá depois da foto individual com eles. Que nem hoje o David me chamou, se for verdade, te encontro no bar.
– Não, é que eu os esperei na saída dos carros.
– Sei, bom essa história não cola comigo, tá? Mas se quiser, pode contar pros outros fãs que tem aqui no pizza. – Falei seca. – Se me dá licença preciso falar uma coisa com o David.
Me levantei e fui em direção ao David que por um milagre estava sem fila nenhuma, não falei nada para ele, apenas o abracei forte e ele logicamente retribuiu o abraço na mesma intensidade.
– Tá tudo bem, ?
– Tá sim – falei olhando pra ele e soltando o abraço – Só cansei de fã criando histórias e contando para todo mundo como se tivesse acontecido.
– Releva que é melhor.
Ele me deu um beijo na testa e o Chady chamou todos para tirar a foto em grupo, depois eles foram posicionados em um lugar para tirarmos a foto individual com eles. Peguei a fila junto com a Lari, a e a , na fila contei tudo o que a Lídia estava falando para elas.
– Deixa ela sonhar, quem viveu aquilo foi você e não ela. – A Lari falou tentando me reconfortar.
– Eu sei, mas me irrita quando embuste faz isso.
– Bom, é melhor você se controlar hoje no bar então, porque ela vai estar lá. – A falou meio brava olhando para mim. – Ela teve a cara de pau de perguntar pro Jeff qual bar eles iriam depois do show e ele falou.
Me limitei apenas a bufar e cruzar os braços, a fila foi indo até que rápido e logo chegou nossa vez, a Lari e a foram antes.
Na minha vez, eu estava sem nenhuma ideia de foto diferente, afinal era o quinto show que estava indo, pedi uma foto normal com eles, tirei a foto e esperei a em um canto ao lado da saída.
, vamos com eles ou encontramos eles lá?
– O Pierre falou para irmos todos juntos.
– Aí, meu senhor, tá bom.
Cruzei os braços e ficamos ali esperando eles terminarem as fotos para irmos pro bar, quando finalmente o último fã saiu e fomos para o bar. Eu bebi bastante, dancei junto com as meninas e conversei bastante com o Danny e o Chris, nessa conversa com eles acabei descobrindo que tinha uma menina que estava dando em cima do Jeff há algum tempo, e que inclusive ela estava ali.
Então resolvi ver quem era a tal menina, por mais que eu já imaginasse quando encontrei o Jeff ele estava sentado nas cadeiras do bar tentando sair da conversa da Lídia. Me aproximei, assim que ele me viu, passou a mão pela minha cintura e me puxou para perto dele.
– Jeff!
– O que foi? Só estou te dando um abraço. – Ele falou sorrindo. – Vamos dar uma volta?
Eu concordei entendendo o olhar de desespero dele, saímos dali e ficamos algum tempo sentados em um canto conversando, quando me dei conta estávamos nos beijando, eu fiquei em um impasse de se interrompia ou se deixava rolar. Decidi deixar rolar, ficamos ali por um tempo, o beijo começou a se intensificar, a mão dele que estava na minha cintura subiu para a minha nuca e senti minhas costas ficarem arrepiadas, então decidi que era melhor interromper a situação.
– Jeff, aqui não é o melhor lugar…
– Realmente… – Ele respondeu e sorriu. – Podemos fazer isso depois em um lugar mais confortável.
Me levantei enquanto sentia meu rosto corar e fui voltar para o bar, no caminho vejo duas pessoas se beijando, só que não consegui identificar quem era exatamente, entrei de volta no bar e fui procurar a para contar o que tinha acontecido, a encontrei sentada em uma mesa ligeiramente alterada.
! – Gritei. – Eu preciso urgentemente falar com você! – Então ela me seguiu até um canto, onde contei que havia ficado com o Jeff.
– Caralho! E aí? Como foi?
– Sensacional, bicha, que pegada aquele homem tem.
– Ah, a pediu pra avisar que ela ia falar com o Chuck
– Pera, a e o Chuck…
– Sim, ficamos! – A Bia falou chegando meio chocada.
– Ae, caralho! E como foi?
– Sensacional! É melhor ainda pensar que o mozão tem meu número agora!
– Aí sim, ! Eu peguei o Jeff…
– Ué, mas não estava ficando com o David?
– Estava, mas não temos nada sério, ué…
Ficamos ali fofocando durante um tempo, voltamos para onde estava todo mundo, foi quando eu vi o David ficando com outra menina.
– Ó lá , acho que ele compartilha do meu pensamento. – Falei cutucando a , apontando para um canto.
Demos risada e fomos aproveitar a noite, entre idas e vindas para buscar bebida, o David me puxou de canto.
– Você ficou com o Jeff?
– Sim, por quê?
– Para saber, então estamos na mesma vibe. – Ele falou em tom de alívio.
– Como assim?
– Ué, estamos ficando, mas não temos nada sério, então nós podemos ficar com outras pessoas.
– Exatamente!
Ele sorriu e me abraçou, então voltamos para onde estavam todos, fui em direção as meninas que estavam sentadas em uma mesa conversando.
Passou algumas horas e resolvemos que era melhor ir pra casa, porque a situação estava ficando meio crítica, chamamos os meninos para continuar a beber em casa e eles toparam na hora, fomos a pé mesmo, afinal morávamos em uma das ruas paralelas da paulista e o bar que estávamos era na Paulista. Quando chegamos em casa, fui direto tomar um banho, me ajeitei e voltei pra sala que era onde estavam todos.
A noite foi passando e cada um foi cada um se ajeitando em um canto para dormir, chamei o David pra dormir comigo no quarto, a chamou o Pierre pra ir pro quarto também, assim todos poderiam dormir confortáveis.
No dia seguinte, acordei razoavelmente cedo e fui fazer café, quando cheguei na cozinha a Lari e a estavam fofocando sobre a noite anterior, o restante das pessoas ainda estavam dormindo.
– E aí, ? O que rolou de noite?
– Nada, apenas dormimos.
– Não, você tá me zoando? – A falou indignada.
– Não, gente, é sério!
– Caralho, como ele é sem iniciativa! – A falou indignada.
– Olha, isso é uma triste realidade, vocês querem café, meninas?
Tomamos café e ficamos conversando ali até o pessoal começar a levantar, eles acordaram tomaram café e tiveram que ir embora, afinal o próximo show que seria em Belo Horizonte e aconteceria no dia seguinte, então eles iriam embarcar naquela tarde.
Depois deles irem embora, ficamos as quatro sentadas no sofá conversando sobre os acontecimentos.
– Gente, tenho que contar que fiquei com o David ontem. – A Lari falou ficando corada. – Desculpa,
– Desculpa nada, menina! Não tenho nada com ele e fora que fiquei com o Jeff então…
– Bom, aconteceram coisas ontem com o Pierre… – A falou dando um gole no café.
– Coisas? Tipo vocês transaram?
– É, né!
– Alguém tinha que aproveitar, porque olha, entre eu e o David não aconteceu nada.
– Bom, entre eu e o Chuck rolaram algumas preliminares… – A falou corando.
– Menina, sério? – Falei enquanto tomava um gole de café.
– Sério, ainda não acredito que isso aconteceu…
Então o interfone tocou atrapalhando nossa conversa, eram meus pais que iam buscar o Bug pra ficar com eles de novo. Eu e a descemos com o Bug, entregamos para eles e nos despedimos, quando subimos nós nos demos conta que tínhamos que ir pro aeroporto, o nosso voo seria no final da tarde também.
Arrumamos as malas e fomos para o aeroporto, mas dessa vez não éramos só em duas, a foi com a gente também, então o voo até Belo Horizonte que era curto ficou mais curto ainda, ficamos conversando no tempo inteiro.

6 – Belo Horizonte

Finalmente desembarcamos em solo mineiro, pegamos as malas e fomos dar entrada no hotel que iriamos ficar e em seguida fomos procurar algum lugar para almoçar, o problema é que era uma caminhada até o restaurante que tínhamos decidido ir.

– Ô SOL VÊ SE NÃO ME ESQUECE E ME ILUMINA, PRECISO DE VOCÊ AQUI!!

, para de cantar essa música, não aguento mais, sério.

– Ah qual é, , quem sabe o sol me ouve e aparece amanhã pro show, porque hoje já me conformei que vai ficar esse tempo feio e sem sol. – Ela olhou para o céu nublado.

– Ai meu senhor, é que não aguento mais ouvir… , estamos chegando já? – Perguntei sentindo minha barriga roncar.

– Estamos sim, nega, relaxa que já é ali na frente.

Chegamos no restaurante depois de uma caminhada de alguns quarteirões, era um daqueles restaurantes de o prato sair por 14 reais independente do peso, eu obviamente com fome fiquei super contente e fui me servir. Enchi o prato com arroz, feijão, salada e alguma carne que não sei exatamente o que era.

Sentamos em uma mesa perto de uma janela e começamos a conversar, então eu reparei nas pessoas que estavam sentadas ao redor e grande parte usavam camisetas com o escrito Simple Plan nelas.

, a gente tá perto do hotel? Ou do Music Hall?

– Estamos perto do hotel, nega, lembra que a gente combinou de depois do almoço passar lá?

– Ah é? Não lembrava não, mas ok vamos passar lá então. – Falei ainda forçando a memória.

– Você não lembra porque estava meio ocupada quando combinamos isso. – Falou a sarcástica. – Estava perdida pelo bar com um careca.

– Ah fez sentido! Mas vamos, a gente aproveita pra pedir uma carona pro show de amanhã.

Dei risada e me levantei da mesa para acompanhar as meninas até o hotel, e como de costume já haviam muitos fãs esperando para ver eles. Me sentei na calçada pra esperar eles descerem e terminar de tomar minha coca cola, as meninas sentaram do meu lado. Logo a gente ouviu uma gritaria vindo da porta do hotel e nos levantamos para olhar, eram os meninos que tinham saído pra tirar fotos e dar autógrafos, então nos juntamos a multidão.

– Escuta, o que vocês estão fazendo aqui? Já não tiraram fotos demais com eles durante a tour? – Uma menina falou se aproximando da gente.

– Tem limite pra encontrar os ídolos agora, gata?

– Deixa ela, , bora lá encontrar eles. – Falei indo em direção a entrada do hotel. – Gente assim não merece nem resposta.

Fomos para a entrada do lugar, logo fomos atendidas por eles que nos receberam de braços abertos e com um enorme sorriso como sempre, tiramos nossas fotos e saímos da multidão. Me dei conta que a tinha sumido, fui atrás dela depois de olhar todos os cantos onde tinham fãs e a vi sair da entrada principal e vir na minha direção.

, eles chamaram a gente pra vir no hotel beber hoje à noite, que você acha?

– Por mim fechou! Bora avisar a .

Fomos até onde a estava pra passar as informações, ela ficou empolgada com a ideia de irmos no hotel de noite. Passamos a tarde passeando pelo centro da cidade, fomos em lugares como a lagoa da Pampulha, a praça da liberdade, o mercado central que me lembrou muito o mercado municipal de São Paulo, para finalizar fomos na praça do papa. Depois fomos para o Hostel para tomarmos banho e nos arrumarmos pra ir no hotel.

– Meninas, vamos! A gente vai se atrasar!

– Que? Tem horário certo pra ir pra lá e ninguém me avisou? – Falei meio surtada.

– Não né, criatura, só que chegar lá muito tarde não dá.

– Ok, vamos. Tá pronta, ? – Perguntei entrando no quarto dela. – Mas gente que aconteceu aqui? Passou um furacão? – Falei rindo da bagunça.

– Não estou encontrando a roupa que eu quero usar. Me dá meia hora?

– Tá bom.

Sai do quarto e fui atrás da que estava sentada no refeitório tomando café conversando com algumas pessoas, me sentei ali e peguei uma xícara de café, não demorou muito a desceu e fomos para o hotel.

Quando chegamos, percebi que ainda tinham alguns fãs ali na entrada, contornamos eles e entramos no hote,l os meninos tinham falado para a que era para esperar no lobby, então sentei em uma poltrona vermelha de veludo que tinha por ali e fiquei observando o lugar. Os meninos logo desceram e fomos até o lado de fora do hotel que tinha uma área aberta com algumas palmeiras, umas mesas de madeira espalhadas e um bar.

Ficamos ali até umas três da manhã, quando me dei conta que a já havia sumido fazia um tempo.

– Jeff, você viu a ?

– A professora? O Chuck foi com ela até o quarto, por quê?

– Para saber por que ela sumiu e só me dei conta agora.

– Bom, eles foram faz um tempo já.

A chegou interrompendo a conversa falando alguma coisa incompreensível, ela estava visivelmente bêbada, mas tenho minhas dúvidas já que não entendi o que ela falou por causa do nível de bebida no organismo dela, ou se foi efeito de ter falado com o Jeff.

, fala de novo que eu não entendi.

, o Bouvier me chamou pra ficar aqui e dormir com ele… – Ela repetiu a frase.

– E você respondeu…?

– O que você acha? Obviamente respondi que sim! Vocês estavam conversando? – Ela falou olhando pro Jeff e pra mim, logo se tocou que estava interrompendo a conversa. – Desculpa!

– Magina! Eu só estava perguntando pra ele se viu a .

– Ela não te avisou que ia ir para o quarto do Chuck? – A falou colocando o copo na bancada com um pouco mais de força que o necessário.

– Não, quer dizer se avisou não lembro, eu estava conversando com o David.

– Ih tá desinformada heim!?

Ela saiu rindo para ir falar com o Pierre, e eu fiquei ali conversando com o Jeff e com o David que chegou logo que a saiu, o Jeff não demorou muito pra sair dali pra ir falar com o Seb que estava sentado em um canto com um copo de caipirinha em uma mão e o celular na outra.

– Então, sua amiga e sua irmã vão ficar por aqui, mas e você? Quais são seus planos?

– Ah, sei lá. Chamar um Uber e ir pro hostel? – Falei rindo. – Brincadeira, não sei mesmo…

– Bom, se quiser dormir no meu quarto vou ficar sozinho essa noite.

– Ah, pode ser. – Respondi sentindo minhas bochechas ficarem vermelhas.

Ele sorriu me dando um selinho e me abraçou, ficamos ali um tempo conversando. Sinceramente, tudo o que eu queria era que o tempo parasse para eu poder curtir mais aquele momento, meus pensamentos me levaram para quando aquela tour acabasse e o quanto eu ia sentir falta deles, dos shows, das conversas, dos abraços, de ter a certeza que eles iriam me reconhecer, enfim de tudo e aparentemente o David também estava pensando nisso.

– Sabe, eu estava pensando, quando a gente for embora, vou sentir saudades… – Ele deu um espaço entre a gente para poder me olhar. – Mas não quero perder o contato com você, ah e sua amiga tá chegando, te vejo mais tarde. – Ele falou olhando para atrás de mim me deu um selinho e foi falar com o Chuck.

! Você não sabe, eu… O Chuck… – A falou sem conseguir organizar as ideias.

, calma. Você foi pro quarto com o Chuck, certo?

– É e lá aconteceram umas coisas que eu nunca imaginei que pudessem acontecer…

– Ok, me conta o que aconteceu… – Disse entregando um copo de caipirinha para ela.

– A gente…

– Vocês transaram ué, uma coisa natural. – A disse interrompendo a Bia. – Inclusive todas nós fomos chamadas pra ficar no hotel essa noite, né?

– O Chuck me chamou.

– E o David me chamou.

– Ótimo, não temos que nos preocupar em marcar ponto de encontro fora daqui, eu vou dormir com o Pierre de novo.

, continua contando. – Falei olha do pra ela.

– Então a acertou, a gente transou, foi tudo tão maravilhoso!

– Ah nega, que bom!

A noite foi passando e quando me dei conta eu já estava no quarto do David, ele estava tomando banho enquanto eu estava sentada esperando de próxima para entrar no chuveiro, ele saiu do banheiro só com a toalha enrolada na cintura, e eu me levantei pra entrar no banho.

Quando eu estava chegando perto da porta do banheiro, ele me segurou pela cintura e falou algo que não entendi bem baixinho na minha orelha. Logo me virou, me pegou no colo e me beijou, ele segurava com força minhas coxas e eu senti um arrepio subir pela minha coluna enquanto me levava até a cama. Uma das minhas mãos estava passando pelas suas costas, o arranhando levemente, eu podia sentir sua pele ficando arrepiada enquanto ele beijava meu pescoço, tirava minha calça e camisa com certa ansiedade. Os beijos que estavam no pescoço agora estavam descendo, eu segurava seus cabelos enquanto sentia meu corpo levemente trêmulo e sentindo sua respiração cada vez mais próxima, eu queria aquilo tanto quanto ele, então ele parou.

, acho que temos um problema. – Ele falou sério olhando pra mim.

– Que foi? É tão importante assim pra parar na metade?

– Então, eu não estou encontrando a camisinha.

– Eu tenho uma na bolsa. – Falei ofegante me sentando, pegando a camisinha e entregando pra ele.

Ele a colocou, voltamos a nos beijar e novamente as mãos dele passaram pelo meu corpo, eu voltei a arranhar levemente suas costas, ali aconteceu tudo e foi tão bom que parecia até que eu estava sonhando. Depois que terminamos, eu fui tomar meu banho enquanto ele ficou deitado na cama. Após o banho, desci para tomar um ar e encontrei a com uma expressão mista de felicidade e tristeza no rosto.

– Que houve, ? – Falei sentando do lado dela.

– Tô feliz, porém tô meio chateada.

– Por quê?

– Ah , tá sendo tão maravilhoso, sabe? Parece até um sonho, ter acontecido tudo que aconteceu entre mim e o Chuck, mas às vezes vem um pensamento chato na cabeça, e depois que acabar a tour?

– Nega, eu não quero nem pensar nisso.

– Pensar no que, ? – A disse chegando de repente e sentando do meu lado.

– Em como vai ser essa depressão pós show, por que olha cada coisa que tá acontecendo…

– Pera, você e o David… – Mas a não conseguiu terminar a frase por que a interrompi.

– Sim, finalmente transamos.

– E aí menina, como foi? Ele é mesmo tudo aquilo que as fãs dizem? – A perguntou curiosa.

– Não. – Falei tentando esconder um sorriso. – É melhor! E você, ? Como foi com o Chuck?

– Simplesmente MARAVILHOSO! Parece até que foi um sonho cara, ele sabia todos meus pontos fracos!

– Que sensacional, cara! Mas , você tá aqui em baixo por quê? – Falei curiosa olhando pra ela.

– Manas, vocês não têm noção, essa vez foi melhor que a última cara!

Ficamos ali conversando sobre os acontecimentos da noite durante um tempo, quando eu subi de volta para o quarto o David estava sentado na cama com uma caixa de chocolate assistindo TV. M,e sentei do lado dele peguei um chocolate e ficamos ali conversando e vendo o programa aleatório até adormecemos.

No dia seguinte, acordei assustada por causa do horário e ele não estava no quarto, me troquei e desci para esperar as meninas, afinal o show seria naquela noite. A gente tinha que ir para a fila, garantir nossa grade. Então a me ligou avisando que elas estavam no restaurante, fui até lá e elas estavam sentadas junto com os meninos.

– Bom dia, flor do dia! Bora comer e ir para a fila. – A disse sorrindo.

– Bom dia, vou pegar algo pra comer e depois vamos se não a gente não pega grade!

Fui até o self-service, peguei algumas coisas para comer e me sentei na mesa. Depois de termos comido, saímos do hotel para esperar um táxi que a tinha chamado para ir ao show. No caminho, entre a porta de entrada do hotel e a calçada, uma fã começou a berrar com a .

– SUA DESTRUIDORA DE LARES! QUEM VOCÊ PENSA QUE É PARA PASSAR A NOITE COM O PIERRE?

– Bom, se for para você parar de gritar e soltar meu cabelo, concordo com você que sou uma destruidora de lares. – A falou irônica tentando tirar a mão da menina do cabelo dela.

– Ô doida, larga minha irmã! – Berrei enquanto dava uns tapinhas na mão da menina, que logo soltou o cabelo da .

– SUA LOUCA, EU VOU TE MATAR POR TER DESTRUÍDO UMA FAMÍLIA!

– Ah meu jesus, a menina não vai parar não? – Falei saindo para um canto onde não tinha ninguém.

A menina foi para cima da , que em uma fração de segundos puxou a parte das costas da camiseta da menina, e colocou na cabeça dela deixando a menina presa e sem saber o que fazer.

– Agora para de surtar que já tá feio, se te interessa eles logo tão saindo pra atender os fãs. – A disse empurrando a menina pra longe e saindo andando. – Vamos? Antes que essa louca venha de novo atrás de mim?

– Bora, o táxi já tá aqui inclusive. – A falou abrindo a porta do carro e entrando. – Menina, o que foi aquilo?

– Uma louca que veio tirar satisfações comigo, porque passei a noite com o Pierre, me chamou até de destruidora de lares.

– Bom, acho que depois dessa tour, muitos fãs vão nos odiar, cara. – Falei olhando pela janela.

Chegamos no Music Hall, a fila do pizza já estava sendo numerada, e tava lá pelo número 30. Pegamos nossos números e ficamos por ali esperando o show, ouvimos uns comentários na fila como “ficaram sabendo que tinham três meninas no hotel com eles ontem?” e outros como “Nossa, mas será mesmo que os meninos ficaram amigos daquelas duas que se passaram de camareiras? Disseram que em São Paulo elas estavam no show também…” demos risada daquela situação toda e nos acomodamos nos nossos lugares.

Então os portões foram abertos, nós corremos e garantimos nossa grade, como de costume ficamos no meio do palco. O show foi incrível, dessa vez não conseguimos pegar nenhuma palheta ou baqueta, mas tudo bem, afinal já tínhamos uma certa coleção por causa dos outros shows e as que faltavam eu ainda iria poder pedir para eles depois. O pizza também foi bem tranquilo, tiramos fotos com eles e a foto em conjunto, pegamos nossos posters e voltamos para o Hostel.

Nós três estávamos torcendo para estar tudo em ordem, quando chegássemos no hostel, o carro parou na frente, entramos e fomos direto para o quarto. Foi quando vimos que estava tudo como tínhamos deixado, suspiramos de alívio, afinal sem pensar muito havíamos deixado tudo ali. Depois de estarmos mais tranquilas, fomos jantar ali no hostel mesmo, onde descobrimos que estava tendo uma espécie de lual, obviamente ficamos ali durante um tempo até que o cansaço começou a nos vencer, então fomos dormir.

No dia seguinte, acordei antes das meninas, resolvi acordar elas para podermos tomar café e para irmos ao aeroporto embarcar para Curitiba. Até então, não tinha nenhuma mensagem de nenhum deles nos nossos celulares, a foi a única de nós três que recebeu uma mensagem minutos antes de embarcar.

“Te vejo em Curitiba.”

7 – Curitiba

No aeroporto enquanto esperávamos para pegar nossas malas, eu olhei o celular e vi uma mensagem da Lari, falando que já estava no Hotel e que iriamos ficar nos esperando. A olhava para todos os lados, para ver se encontrava um dos meninos, por mais que a gente soubesse que eles só iriam chegar a noite.

Quando chegamos no hotel, encontramos a Lari no lobby sentada nos sofás e acenei para ela, fomos fazer o check in. Logo depois de deixarmos as coisas no quarto, decidimos passear pela cidade. Fomos em lugares como o jardim botânico e a rua das flores.

– Gente, quero saber o que aconteceu em BH, porque os boatos que estão rodando é que três meninas dormiram com eles no hotel.

– É… então né, fomos nós três. – Respondi sorrindo. – E mana, foi maravilhoso! Você precisava estar lá com a gente, sério!

– Espera, a com certeza dormiu com o Pierre, a Bia com o Chuck, e você quem foi? O Jeff ou o David?

– O David, óbvio né. – A falou e deu risada. – Eles finalmente transaram!

– SÉRIO? Caralho! Me conta, como foi?

– Mana, foi sensacional! Não tem nem como descrever, só foi maravilhoso.

Terminamos nosso passeio sentadas em um barzinho tomando uma cerveja na rua das flores, enquanto terminávamos de contar tudo pra Lari, aquele lugar era simplesmente incrível. Depois voltamos para o hotel, o que não sabíamos, é que o hotel que estávamos era o mesmo dos meninos.

Quando chegamos, encontramos uma legião de fãs na entrada do hotel esperando ansiosamente pelos meninos para pegar autógrafos tirar fotos e tudo mais. Contornamos os fãs, e depois de comprovar para os seguranças da banda que estávamos hospedadas lá, conseguimos entrar no hotel para a raiva de muita gente que estava berrando na entrada.

, você estava sabendo disso? – Falei assim que entramos, e ficamos mais distantes dos gritos.

– Não fazia nem ideia, . , eles te falaram algo? Lari?

– Para mim o Chuck não falou nada.

– Olha, eu não sabia qual hotel eles iam ficar até agora. – A Lari respondeu balançando negativamente a cabeça. – Mas sinceramente, estou feliz de a gente estar no mesmo hotel que eles.

– Acho que todas estamos. – A falou empolgada. – Poder ver Mozão sem sair do hotel, ou ter que entrar em algum hotel vai ser lindo!

Eu resolvi subir para o quarto, fui em direção ao elevador. Nosso quarto ficava no 4° andar, e como eu sou a preguiça em pessoa, me recusei a subir de escada, o elevador chegou e entrei sem nem ver se tinha alguém dentro. Só me dei conta que tinha alguém quando a porta se fechou, ele falou atrás de mim, eu suspirei e apoiei na parede do elevador tentando relaxar um pouco.

– Oi pra você também, ! – O careca falou sorrindo.

– Oi Jeff! – Falei virando bruscamente na direção da voz. – Não sabia que vocês já tinham chegado.

– Chegamos não faz muito tempo, vocês estão hospedadas aqui? – Ele perguntou se aproximando para me dar um beijo no rosto.

-Sim… – Falei sentindo minha respiração falhar, e dei um passo para trás quase que inconscientemente. – Vocês estão em qual andar?

– Quinto, não vou nem perguntar o de vocês por que já sei. – Ele apontou para o botão com o número quatro apertado do elevador e sorriu. – O David tem te mandado mensagens?

– Nenhuma até agora, mas também deixa para lá, nem comenta que me encontrou.

Me virei e sai do elevador, parei no meio do corredor e encostei na parede com papel de parede bege, apertei levemente minhas têmporas, olhei para o chão e logo veio a pergunta na cabeça “O que caralhas estava acontecendo!?” Eu odeio esses joguinhos inúteis que eles estão fazendo, então senti uma mão acariciando meu rosto, respirei fundo torcendo para que não fosse o Jeff. Levantei o rosto, logicamente eu estava errada, ele tinha saído do elevador atrás de mim, e eu não tinha visto.

– O que houve, ?

– Nada, Jeff. – Falei suspirando.

– Se não fosse nada, você não iria suspirar assim.

– Assim como, Jeff?

– Triste, pareceu um suspiro de tristeza, tem certeza que não quer falar?

Eu não falei nada, só o abracei, foi um abraço forte de quem está procurando segurança e conforto. Ele retribuiu o abraço na mesma intensidade, escondi meu rosto no peitoral dele, e suspirei de novo, pude sentir lágrimas querendo escorrer pelo meu rosto, mas tentei a todo custo segurar o choro.

– Por que ele não me mandou nenhuma mensagem? Por que ele tinha que ser esse tipo de cara? – Falei sem soltar o abraço, apenas virando o rosto de lado.

– Ei, para de sofrer por ele. Isso não vale a pena, é sério. – Ele falou acariciando meu cabelo, o abraço com a junção dele acariciar meu cabelo estava extremamente reconfortante. – Ele sempre foi assim, e não acho que vá mudar tão cedo. Eu quis te avisar, mas o Chuck falou pra eu não me meter.

– Então porque ele foi fofo todas as vezes que a gente trocou mensagem, Jeff? É isso que eu não entendo, não sou o tipo de mina que se apega fácil as pessoas, ou que cria esperanças, podia ter avisado, Jeff.

Voltei a esconder o rosto, e apertei mais o abraço deixando as lágrimas rolarem silenciosamente pelo meu rosto, ficamos ali abraçados apenas compartilhando o silêncio. A sensação que eu estava sentindo era tão boa que não queria ter que sair daquele abraço nunca.

, eu tenho que ir atender os fãs. – Ele falou meio chateado, quebrando o silêncio. – Mas me promete que vai ficar bem.

– Prometo, Jeff. Não vou ficar mal por causa de embustes. – Falei olhando para ele ainda abraçada.

– Não chora, , para com isso. – Ele limpou as lágrimas do meu rosto, e me encarou momentaneamente.

– Prometo tentar.

Ele sorriu em resposta, me deu um beijo na bochecha e foi em direção ao elevador. Eu entrei no quarto, me sentei na cama, tentei me desligar um pouco dos pensamentos e lembranças que passavam na minha mente que acabei adormecendo. Acordei cerca de duas horas depois com meu celular tocando, quando peguei para atender, ele tinha parado de tocar, a tela mostrando uma ligação perdida do David e uma mensagem dele que dizia “me encontra no terraço, fica na cobertura do hotel.”

Antes de ir até lá, tomei um banho e desci para o lobby atrás das meninas. Encontrei a Bia sentada ao lado da conversando, me sentei do lado delas e contei tudo o que tinha acontecido.

– Jeff sendo o homão da porra que ele é, como sempre, né. – A falou sorrindo.

– E aí, , o que você vai fazer?

– Eu vou até a cobertura pra me defender. – Respondi rindo. – Gente, cadê a Lari?

– Ela sumiu junto com o Danny e o Chris há um tempinho, eles tinham falado que precisavam de ajuda em alguma coisa.

– Ok, vou lá meninas, até depois.

– Até. – Elas responderam em coro.

Fui até o elevador que estava parado no térreo, e apertei o botão escrito “CO”, demorou alguns minutos até chegar no andar. Esse tempo pra mim foi uma eternidade, minha mente ficou criando os piores diálogos possíveis para se ter naquele momento. Quando chegou no andar, sai do elevado balançando negativamente a cabeça, e ainda me perguntando o que eu estava fazendo ali. Eu o vi parado em um canto vestindo uma calça jeans skinny e uma camiseta preta observando a vista, senti meu coração parar, naquele momento, eu finalmente teria as respostas que precisava, ou pelo menos era o que eu esperava.

– Hey, estranho.

! Você realmente veio!

– Logico, mas vim por uma simples razão. – Respondi olhando para o chão, e cruzando os braços. – Quero saber o porquê você não me mandou um sinal de vida depois tudo que aconteceu! Achei que você não fosse ser esse tipo de cara babaca que transa com a mina, e nem se preocupa depois. Não achei que o cara que eu sou fã fosse desses, até porque se eu soubesse não seria fã, mas também nem sei o que me surpreende tanto, sua vida é completamente diferente da minha, não é mesmo? Cada hora está em um lugar, rodeado de pessoas diferentes…

, me deixa explicar… – Ele falou dando um passo na minha direção, e acariciando meu rosto.

– Deixo, senão eu nem estaria aqui. – Respondi dando um passo para trás. – Só que eu estou bem chateada, então sem muito contato.

, eu não sou acostumado a situações como essa. Eu não sei lidar com essas coisas, é por isso que eu sou o solteiro da banda desde sempre. Posso até ter uma namorada ou outra, mas nunca durou muito por situações assim, eu realmente me esqueci de mandar mensagem, me desculpa.

– Tá, eu desculpo, mas ainda estou sentida pelo que aconteceu.

Me virei e fui para o elevador, eu não queria mais saber o que ele tinha para falar, mas ao mesmo tempo, estava torcendo para ele me impedir de entrar no elevador, falando qualquer coisa que fosse. Como ele não falou nada, entrei e desci até o quarto, eu só queria me deitar e ficar lá, não queria falar com as meninas, porque elas estavam curtindo com eles, não seria justo cortar a vibe delas.

O elevador parou, e eu desci sem nem olhar em qual andar estava, fui em direção ao quarto e por algum motivo que não fazia sentido, a porta do quarto estava aberta. Entrei sem olhar ao redor e me joguei na cama, eu só senti lágrimas escorrerem no meu rosto, mas eu não emitia nenhum barulho.

, tá tudo bem? – Uma voz conhecida veio da direção de onde era o banheiro.

– Sim. – Respondi, afundando mais o rosto no travesseiro. – O que você está fazendo aqui, Jeff?

– Então, eu ia te fazer essa pergunta. Afinal, foi você que entrou no meu quarto.

– Seu quarto? – Falei assustada sentando na cama. – Aí, caralho desci no andar errado. Beleza, , tá de parabéns heim!?

, calma! Me fala o que aconteceu. Foi o David? – Ele falou sentando perto de mim.

Respirei fundo e contei tudo para o Jeff, ele levantou da cama para fechar a porta e sentou de novo do meu lado, me olhando atentamente enquanto eu falava. Depois de desabafar tudo, suspirei e olhei para meus pés que estavam balançando, enquanto eu estava sentada na cama.

, lembra do que eu te falei mais cedo? Não vale a pena. – Ele disse colocando uma mecha do meu cabelo atrás da minha orelha. – Como ele mesmo te disse, ele sempre faz isso.

Ele me abraçou e ficamos ali durante um tempo, até eu me acalmar. Quando finalmente me acalmei, ele pegou um refrigerante do frigobar e uns doces que tinham ali, colocou os doces na cama, me entregou o refrigerante e ligou a tv à procura de algo divertido para assistir. Acabamos assistindo hora de aventura que estava passando no Cartoon. Depois de um tempo me divertindo com o Jeff, mandei mensagem pra Rê que me avisou que elas estavam com os meninos no bar do hotel, e falou para a gente ir pra lá.

, se não quiser, não precisamos ir. Podemos ficar aqui. – Ele falou olhando a mensagem.

– Não, nós vamos. Vai ser divertido, vamos curtir um pouco. – Falei levantando da cama determinada.

– Sabe que vai encontrar o David, né?

– Eu sei, mas não posso me privar de fazer algo legal por causa dele. Se não encontrar ele hoje, eu o veria amanhã no show de qualquer jeito, Jeff. – Me sentei ao lado dele e o olhei séria.

– Faz sentido. Deixa só eu me trocar e descemos.

Ele se levantou e tirou a camisa, deixando à mostra aquele peitoral definido e eu senti meu rosto corar e foquei na televisão, ele percebeu que eu estava o observando de canto de olho, enquanto ele se trocava e deu risada.

– Você não presta, . – Ele falou ainda rindo.

– Eu!? Você que se troca na frente de uma fã, e sou eu quem não presto!? – Respondi rindo.

– Como se você fosse qualquer fã, já temos um nível de intimidade, né! Vamos?

– Vamos. – Falei me levantando.

Quando descemos, o Pierre e a estavam em um canto se agarrando, a e o Chuck já como de costume estavam sumidos, e a Lari estava em altos papos com o Seb. David estava sentado em um canto, e quando me viu chegando com o Jeff balançou a cabeça negativamente e foi para o bar. Sinceramente? Eu não fazia ideia do motivo daquela reação, será que era ciúmes? Mas ciúmes do que, sendo que foi ele quem cagou com tudo? O Jeff foi em direção ao David, e eu me sentei em uma mesa sozinha e comecei a escrever no celular, logo a Lari e o Seb se juntaram a mim.

– Que foi, ? Você parece triste. – A Lari falou em tom preocupado.

– Então foi o David, não achei que ele fosse ser o nível de embuste que depois de transar com alguém corta contato, sabe?

, falou com ele? – O de olhos claros falou enquanto me observava.

– Sim, conversei. – Contei todo o diálogo que eu tinha tido com o David mais cedo, o Seb ficou sem saber o que falar.

– Não deixa que ele estrague a sua viagem, mana. – A Lari falou apoiando a mão sobre meu ombro. – São momentos inesquecíveis que você tá colecionando e que eu saiba, você não tá procurando um romance.

– Obrigada Lari, sério. – Eu a abracei.

, ele sempre foi assim, não acho que vá mudar tão cedo, ele é uma pessoa completamente imprevisível. O Jeff quis te avisar sobre isso, mas o Chuck o impediu falando que o David tem que aprender, e que talvez você seja um aprendizado pra ele. – O Seb falou me estendendo uma mão e eu logo retribui o gesto. – Mas não deixa ele te abalar, você é uma pessoa incrível e como a Lari acabou de falar, colecione os momentos bons, lembranças boas, as ruins a gente esquece depois.

– Obrigada, Seb. Significa muito ouvir isso vindo de você. – Falei sentindo meus olhos encherem de lágrimas.

Me levantei para buscar bebida, quando cheguei no bar ouvi por cima o Jeff falando com o David, a conversa deles era sobre a pequena discussão que eu havia tido com o David, comprei minha bebida e voltei para a mesa. Ficamos horas conversando com o Seb sobre fãs, carreira e tudo mais, a e o Chuck chegaram e se juntaram a nós na mesa, então notei que a Bia queria falar algo.

– Ô Lari, , vamos pegar bebida comigo? – Falei me levantando e indo em direção ao bar. – , o que houve?

– Eu tô tipo chocada por tudo isso estar acontecendo.

– Chocada por que? Aproveita!

– É que, né.

– Né, o que? Nunca imaginou que isso aconteceria, e de repente você tá aqui com a gente seguindo-os na tour e dormindo com o Chuck? E está com medo disso afetar o como ele te vê como fã. – Falei dando um gole na caipirinha. – Acho que já estou meio alterada, estou sendo sincera de mais.

– É!

– Ué, e não é bom? – A Lari falou enquanto o barman entregava um copo pra ela.

– Claro que é, mas fico meio chocada, porque ele é casado né. Fora a preocupação por parte de ser fã, como a falou.

– Tá, ele é casado, mas tem relacionamento aberto, para de achar problema e curte o momento. O como vai ser depois, deixa pra se preocupar quando acabar a tour, nega.

Ficamos conversando sobre isso ali no bar durante um tempo, então a contou que o Chuck estava sendo super romântico, e ela não sabia como lidar com aquilo tudo vindo dele. Demos alguns concelhos pra ela e voltamos para a mesa, onde a e o Pierre já estavam sentados também.

A noite passou em um piscar de olhos, quando me dei conta, já estávamos no quarto conversando sobre o como estavam sendo maravilhosos aqueles momentos com os meninos.

No dia seguinte, acordei com uma mensagem “Bom dia <3” que o David me mandou, respondi meio seca, apenas um bom dia e bloqueei o celular. Fui me ajeitar, afinal o show seria naquele dia e iríamos fazer tudo como o figurino mandava, nós quatro tínhamos Main Event e Post Game, então iríamos para a fila razoavelmente cedo.

Desci com as meninas para almoçar antes de irmos para a casa de shows, entramos no restaurante e vimos os meninos sentados em uma mesa perto da janela, pegamos nossos pratos e fomos para outra mesa. Depois do almoço, passamos no quarto para pegar nossas coisas e fomos para a casa de show.

Na saída do hotel, demos de cara com os meninos atendendo um amontoado de fãs que queriam fotos, autógrafos e se bobear até a vida deles elas queriam. Olhei para as meninas e demos risada da situação toda, enquanto esperávamos o táxi uma menina veio, grudou no braço da e a virou bruscamente.

– Então, é você a vadia que está saindo com o Chuck?

– Menina, calma pra que tanta violência? – A falou soltando o braço dela da mão da menina. – Mas se é o que você quer saber, sim, sou eu mesma.

– Mas você está saindo com ele e destruindo uma família, linda. Ele é casado e tem um filho, você vai fazê-los terminarem… E você vai conseguir conviver com esse peso na consciência?

– Escuta, querida. Eu estou cagando para o que você falou, o que acontece entre quatro paredes, fica entre quatro paredes. – Ela falou virando para se juntar a nós três.

– Escuta aqui, vagabunda, se por sua causa o casamento dele acabar, eu juro que vou atrás de você.

– Vagabunda é a mãe! E para sua informação o casamento deles é bem forte, okay?

, vamos, o táxi chegou. Deixa essa hater falar sozinha, se fosse ela no seu lugar, estaria se gabando até do que não aconteceu. – Falei acenando pra vir logo.

Ela veio até a gente e entramos no táxi, em meia hora chegamos onde ia ser o show, ficamos na fila durante a tarde, no cair da noite nossa entrada foi liberada e fomos levadas pelo Danny para onde ia ser o Main Event.

Chegamos no camarim e os meninos estavam fazendo aquecimento, o Jeff estava comendo e o Chuck treinando para o show, quando ele viu a , percebi que ele errou o ritmo e parou de treinar para vir conversar com a gente.

– Não sabia que vocês tinham main event, meninas! – Ele falou sorrindo. – É sempre bom ver rostos conhecidos.

– Temos o pizza também. – A falou, enquanto o rosto dela corava.

– Parece que temos bastante tempo pra conversar então. – Ele respondeu abrindo os braços para abraçar a que rapidamente correspondeu.

– São tão fofinhos, né. – O Pierre falou apoiando o braço no meu ombro.

– Sim, eu shippo o casal. – Falei tirando o braço dele do meu ombro e rindo.

, tem alguém ali no canto que tá te encarando com uma expressão esquisita. – A falou apontando para onde o Jeff estava. – Por que não fala com ele?

– E aí, tá melhor? – Ele falou sorrindo, terminando de tirar uma foto com a menina que ele estava conversando antes.

– Sim, obrigada por ontem. – Sorri de volta e o abracei. – Mas da próxima me avisa, tá?

– Pode deixar.

O Danny veio para levar a gente para o local que iriamos ficar no palco, deu as recomendações típicas, como não invadir o palco e coisas assim. Quando o show começou, foi incrível ver aquele show de uma nova perspectiva. Os meninos interagiram pouco com a gente, mas foi maravilhoso. A ganhou uma baqueta do Chuck em mãos. Depois do show eu, a , a Luh e a Lari fomos para o pizza.

– Vou correr pra fila do Mozão! – A Bia falou empolgada.

– Vou com você, ! – Falei dando uma mordida na pizza de calabresa.

– Bom, vou na fila do Seb, e você Lari? – A Rê falou dando um gole no refrigerante, encarando a Lari esperando a resposta.

– Vou no Jeff, gente.

Quando chegou nossa vez com o Chuck, a me empurrou na frente dela, cai na gargalhada porque eu tinha certeza que poderiam se passar anos, e a reação tanto minha quanto dela sempre seria a mesma, vergonha de falar com o favorito. Eu tirei foto, peguei o autógrafo e fiquei ali ao lado esperando-a.

– Você de novo! – Ele falou rindo.

– Espera que você não se canse de olhar pra mim…

– Jamais vou me cansar, afinal quem se cansa de ver a sua maior fã?

Ela sorriu e ficou com o rosto completamente vermelho, tirou a foto, pegou o autógrafo e fomos para a fila do Pierre encontrar a e a Lari.

– Aí meu jesus, tô sem ideia pra foto. – A falou meio afobada. – Pode ir primeiro vocês três.

– Okay!

– Ué, tira uma foto com ele te segurando no colo, essa pose você ainda não tem com ele.

– Boa! Quero nem ver o quão vermelha vou ficar nessa foto.

Quando chegou a vez da , ela nem precisou pedir a pose, ele simplesmente a pegou no colo e sorriu alegremente para a foto. Depois dela, tirei a foto com ele e fomos indo um por um. No momento de tirar foto com o David, eu estava meio nervosa por causa de tudo o que havia acontecido, mas como era óbvio ele agiu naturalmente, fazendo eu agir naturalmente também. Já com o Jeff, foi mais divertido, eu mal havia chego na fila dele e ele já estava me olhando, sorrindo sem prestar muita atenção nas pessoas que estavam na minha frente, quando chegou minha vez, ele me abraçou e me deu um beijo na testa o que me fez corar imediatamente. A sendo a melhor pessoa do mundo, tirou foto desse momento e eu pude ouvir alguns comentários, que sinceramente não prestei atenção. Depois disso, fomos tirar a foto em grupo e a foto individual com eles, saímos do lugar meio separadas, como fui a primeira, parei logo na saída esperando as meninas, e isso deu a oportunidade perfeita para uma menina de cabelos longos loiros vir falar comigo.

– Achei lindo o gesto que o Jeff fez com você hoje!

– Miga, nem me fale, sinceramente fiquei surpresa.

– Você é uma das meninas que está seguindo-os né?

– Sim, por que?

– Ouvi falar que você dormiu com o David, é verdade?

– Bom… – Senti uma pontada de tristeza aparecer. – Aí é melhor perguntar para ele sobre, já que ele não gosta que divulgue coisas pessoais.

– Eu perguntei e ele confirmou, só queria saber mesmo.

– Nesse caso… – Vi a saindo sorridente de dentro da casa de show. – Sim, eu dormi com ele e foi maravilhoso, se é isso que você quer ouvir.

A menina sorriu e foi em direção ao grupo de amigas dela. Logo a e a Lari saíram da casa de shows, então voltamos para o hotel e capotei depois do banho, afinal estava tudo tão corrido, eu estava exausta. No dia seguinte, acordei com a me chamando porque estávamos quase atrasadas para ir para o aeroporto.

Demos check out e fomos para o aeroporto pegar nosso vôo para Porto Alegre. Entramos no avião conversando, dando risada sobre algumas situações, como a da menina que tinha brigado com a . Antes de desligar meu celular, fui checar as mensagens e me deparei com uma mensagem do Jeff.

“Espero que tenha gostado do show, te vejo em Porto Alegre, honey.”

Sem saber muito o que responder para ele, só cutuquei as meninas e mostrei a mensagem, a sem perder tempo foi a primeira a se pronunciar.

– Homão da porra ele.

– Olha, , eu no seu lugar, mandava o outro se cuidar porque, né! – A falou e deu risada.

– Concordo com a ! – Dei risada do que elas falaram e respondi a mensagem.

“Mal posso esperar.”

Desliguei o celular, me ajeitei na cadeira, coloquei meus fones e olhei pela janela deixando minha mente vagar sobre todos os acontecidos, fiquei naquela posição até chegarmos em Porto Alegre.

8 – Porto Alegre

Cerca de uma hora e meia de vôo, a gente chegou em Porto Alegre, na área de desembarque eu vi de longe os meninos saindo, indo para onde tinha táxis. Seguidos por uma multidão de fãs, respirei aliviada por não ter que ver o David tão cedo.

Peguei meu celular para ver se não haviam novas mensagens, e assim como a e me deparei com uma mensagem do Jeff falando.

“Você não quer ficar no hotel com a gente? É o último show, vamos curtir todos juntos.”

Quando fui mostrar pra e pra , já que a Lari não pode ir com a gente para Porto Alegre, elas me mostraram mensagens que tinham recebido também. Demos risada e fomos para o hotel onde os meninos estavam.

Como de costume quando chegamos no hotel, já tinham muitos fãs na entrada, para não correr riscos de ninguém vir brigar com a gente de novo, nós entramos pelo estacionamento, então mandei uma mensagem para o Jeff.

“Qual quarto você está?”

“É o 207, entra direto nem precisa falar na recepção.”

Então fiz o que ele falou e fui direto para o elevador, as meninas me seguiram sem questionar, provavelmente elas também tinham recebido uma mensagem parecida, no caminho um funcionário do hotel nos parou.

– Com licença, onde as senhoritas estão indo?

– Para o quarto. – Falamos em coro.

– Entendo, mas precisam se identificar na recepção, por favor, são normas do hotel.

Então nós três voltamos até a recepção e falamos os quartos que estávamos indo, depois de muito tempo e muitas ligações que a recepcionista fez, eu já estava sinceramente cansada de ficar ali esperando, eu vi o Chuck, Jeff e o Pierre saindo pelo elevador e vindo até a recepção.

– Sim, elas estão autorizadas a subir, nós deixamos avisado hoje quando chegamos, deixamos inclusive os nomes registrados. – O Chuck falou olhando fixamente para a recepcionista.

– Eu entendo, senhor, mas como te falei no telefone não tem registro nenhum aqui.

– Bom, tanto faz. Podemos subir agora? – O Pierre falou meio impaciente. – Já entregou o cartão da porta pra elas, moça?

– Calma, Pierre! – O Jeff falou colocando a mão no ombro do amigo que apenas bufou. – Moça, o que tá acontecendo? Por que tivemos que descer sendo que você telefonou para o quarto de cada um de nós, e nós confirmamos que elas podiam subir.

– Então, senhor, eu preciso que vocês assinem isso. – A recepcionista entregou um papel para cada um deles. – É um termo falando que vocês solicitaram um cartão extra de acesso para o quarto.

Enquanto eles tentavam resolver o que estava acontecendo, eu e as meninas nos sentamos e ficamos observando os funcionários e o lugar, sinceramente o hotel era bem bonito, mas o Renaicensse dava de dez nele. Notei que tinham duas meninas vestidas de camareiras que estavam paradas em um canto olhando a confusão toda, uma expressão mista de choque com perdidas, cutuquei a e apontei para as meninas.

– Olha lá, parece a gente quando nós nos passamos por camareiras pra poder os ver no hotel.

– Nossa! Verdade, será que? – A questionou e me olhou.

– Cara, acho que não, se forem elas tão panguando demais aqui no lobby.

– Bom, isso é…

– Que foi, meninas? – A falou chegando perto da gente.

– Aquelas duas camareiras parecem a gente quando invadimos o hotel.

– Vocês acham que elas são fãs, e estão fazendo que nem vocês?

– Bem provável, mas deixa elas serem felizes. – A respondeu. – Bora lá com os meninos.

Fomos até onde os meninos estavam, eles já tinham nas mãos o cartão extra pra entrar no quarto, os três nitidamente irritados por causa da confusão toda.

– Tudo resolvido? – A perguntou pro Pierre enquanto pegava o cartão que ele estava estendendo pra ela.

– Sim, a gente teve que ligar para o Danny, pra saber sobre esse termo que tivemos que assinar, mas deu tudo certo. – Ele respondeu passando a mão pelo ombro dela.

– O termo era real então?

– Sim, o Danny foi quem inventou isso, segundo ele é algo que ele teve de ideia depois de vocês fingirem ser camareiras.

– Ok, mas ele sabe que se alguém inventar alguma coisa que nem a gente, vai pegar a chave mestra, não uma chave extra dos quartos. – Eu falei interrompendo a conversa.

– Verdade, será que ele pensou nisso? – O Chuck respondeu pensativo enquanto caminhava de mãos dadas com a em direção ao elevador.

– Espera que sim, Chuck. – Respondi olhando para o chão.

Pegamos o elevador e fomos para os quartos, entrei e coloquei minha mala em um canto próxima da onde estava a mala do Jeff, então deitei na cama e liguei a televisão. Eu mal havia dormido na noite anterior, então meu corpo agradeceu de finalmente poder relaxar em um lugar confortável.

O Jeff logo sentou do meu lado com um refrigerante na mão e o celular na outra mão, ele bloqueou o celular, o deixou no criado mudo e me beijou. Foi um beijo longo e calmo que foi se intensificando aos poucos, as mãos dele pararam na minha cintura me segurando fortemente e me puxando para sentar no colo dele. Os beijos desceram para o meu pescoço e suas mãos seguravam com mais firmeza minha cintura, ele me deitou na cama e deitou por cima de mim. Sua mão foi descendo lentamente enquanto ele beijava meu pescoço e senti um arrepio subir pela minha coluna, então inverti a situação para eu ficar por cima e as coisas rolaram naturalmente. Quando tudo acabou, fui tomar um banho. Depois de sair do banho, o Jeff estava sentado na cama com a coberta até a cintura.

, o David tá querendo falar com você. Quer falar com ele?

– Ai caralho, não sei, Jeff. – Falei me vestindo e olhando para ele. – Onde ele tá?

– Ele me mandou mensagem perguntando se podia vir até aqui.

– O que você falou? – Falei enquanto sentava na cama.

– Falei que ia ver com você, depois respondia ele, mas você quem decide , não tem pressa.

– Ai Jeff, não sei o que eu faço. Por mim até falo com ele, mas o que ele quer? Tentar falar de novo sobre não ter mandado uma mensagem? Sei lá, esse assunto pra mim já foi, já tá tudo bem. Só que eu não caio de novo na lábia dele, mas eu quero falar com ele pra saber o que foi dessa vez, em contrapartida, não sei se estou a fim…

, você tem que decidir, não precisa ser agora.

– Ah, quer saber? Fala pra ela me vir logo. – Falei amarrando meu cabelo em um rabo de cavalo alto.

– Ok.

Jeff mandou uma mensagem para o David, falando que ele poderia ir até o quarto e foi tomar banho. Quando o David chegou, o Jeff saiu falando que ia encontrar os meninos no lobby para decidir qual bar iriam depois do show que seria naquela noite.

– Fala, David, o que houve? – Falei assim que o Jeff fechou a porta.

– Então, eu estou confuso, , não sei mais o que eu sinto por você. – Ele se sentou na cama e me encarou.

– Pera, como assim? Você some depois vem falar isso pra mim? – Falei sentando na cama tentando acompanhar o que ele estava falando.

– Eu não sei direito, , só sei que fiquei levemente com ciúmes de saber que você estava aqui com o Jeff. – Ele falou e me olhou. – Aí eu olho pra você, e te vejo com o cabelo molhado, o ciúme aumenta porque se passam mil coisas pela minha cabeça.

– Olha, David, se passou pela sua cabeça que eu transei com o Jeff, sim isso aconteceu, mas você também tem que entender…

– Entender o que? – Ele se levantou ligeiramente irritado. – Que a gente não tem nada e que somos livres para ficar com outras pessoas? Sim, isso eu entendo, , mas eu não controlo meus sentimentos.

– Eu sei disso, assim como eu não controlo os meus, assim como eu também estou confusa, porque minha respiração falha toda vez que você, ou o Jeff chegam próximos de mim e sinto meu rosto corar. David assim como você, eu também não sei o que estou sentindo, mas sei que sinto ciúmes dos dois e eu também não gosto dessa sensação. – Falei me jogando para trás na cama e sentindo algumas lágrimas caírem.

, tá tudo bem. – Ele falou me abraçando e limpando as lágrimas que escorriam no meu rosto. – É horrível estarmos confusos, e sentirmos ciúmes um do outro, nós só precisamos descobrir como lidar com isso, não precisa chorar.

– David, eu estou chorando por dois motivos, um é isso tudo estar acontecendo e o outro é que hoje é o último show. E amanhã ou depois de amanhã, vocês já estarão voltando pra casa de vocês, e isso tudo que aconteceu vai ficar só na memória. – Falei olhando pra ele.

– Mas Nanda, não precisa ficar. Nós todos podemos e vamos continuar conversando. – Jeff falou entrando no quarto. – Nós temos o número um do outro, e sim, eu ouvi a conversa toda de vocês atrás da porta, eu estou na mesma situação que vocês.

– Como assim na mesma situação? – Falei limpando as lágrimas do rosto.

– Assim, também estou confuso, também não sei o que sinto, mas acho que a melhor opção é deixar rolar, não vamos por pressão em cima de nós mesmos. , você não tem nada sério com nenhum de nós, vamos deixar rolar e ver no que vai dar, é o melhor.

– Concordo com o Jeff, vamos deixar rolar. – Falei saindo do abraço do David e me levantando – Bom, eu vou dar uma volta, tinha combinado com as meninas de ir passear um pouco na cidade.

Então saí do quarto apenas com algum dinheiro no bolso, um documento e o celular na mão mandando mensagem pra e pra , que logo falaram que iriam me encontrar no Lobby.

Quando cheguei no lobby, as meninas ainda não haviam descido, então sai do hotel para tomar um sol e tentar colocar a cabeça no lugar. Depois do que havia acontecido, eu tinha muito o que pensar, as vezes eu preferiria que fosse uma situação igual à da ou a da , onde eles são casados e realmente é só um caso, mas como não é isso eu tinha que pensar sobre, afinal brincar com sentimentos alheios é a última coisa que eu quero. Mandei mensagem para as meninas falando que eu estaria do lado de fora, e fui até o bar que tinha do outro lado da rua. Comprei uma coca cola, voltei para a entrada do hotel e comecei a olhar as mensagens no celular.

Logo me deparei com um dos grupos de fãs que eu fazia parte no whatsapp falando mal de nós três.

, você que tá seguindo eles, vê se você consegue encontrar essas três e manda foto pra gente! Estamos curiosas com a cara delas.”

“Gente, espera aí do que e de quem vocês estão falando?”

“Das três que estão pegando os meninos! Segundo o que dizem uma tá ficando com o Chuck, outra com o Pierre e a outra com o David ou com o Jeff não sei direito.”

“Ah sim, já sei até quem são essas pessoas que vocês estão falando.”

“Trabalhamos com fotos…” uma das meninas respondeu.

“Gente, eu já falei quem é e já mandei fotos aqui, vocês não acreditam, não?” a Lídia falou.

“E quem é Lídia?”

“Você, sua irmã e uma amiga sua ué, já falei isso aqui, mas ninguém acredita!”

“Tendi, bom gente eu tenho que ir, pq eles vão sair pra atender os fãs aqui no hotel.”

, espera, você não falou quem são as meninas e nem se o que a Lídia tá dizendo é verdade.”

“Bom, deem uma stalkeada e tirem suas próprias conclusões, preciso ir, gente.”

Bloqueei o celular enquanto ria e fiquei esperando as meninas saírem no final, os meninos saíram para atender os fãs antes delas virem me encontrar, vi o aglomerado de fãs indo em direção a porta do hotel e me levantei para ver se encontrava a ou a , mas não vi nenhuma das duas. Então fui até onde os meninos estavam, talvez eles soubessem de alguma coisa sobre elas, depois de muito empurra-empurra consegui chegar perto deles.

– Hey Pierre, você viu a ? – Falei me enfiando na frente de uma fã que não parava de gritar.

– Ela saiu por aquela porta junto com a . – Ele respondeu apontando para uma porta mais distante e deu risada. – Falou que não queria correr riscos de apanhar de fã.

Agradeci e fui em direção a porta que o Pierre tinha apontado e encontrei as duas paradas me procurando, parei na frente delas com uma expressão de quem ia implorar por alguma coisa.

– Ou, pelo amor, vamos andar um pouco pela cidade? Não aguento mais ficar aqui.

– Vamos, tá tudo bem, ?

– Está sim, só vamos sair de perto do hotel e dos fãs que eu explico.

Então pegamos um Uber e fomos até um parque para poder conversar e passear, durante o passeio contei para elas tudo o que tinha acontecido no quarto.

, acho que a ideia do Jeff é a mais válida. – A falou de sentando em um banco.

-É, mas então porque estou com essa sensação estranha?

– Olha, pode ser só porque hoje é o último show da tour, e não sabemos como vai ser a depressão pós show com tudo isso que aconteceu. – A falou me entregando uma sacola. – O Chuck falou para te entregar isso, já entreguei a da .

Eu peguei a sacola e retirei uma camiseta de dentro, era uma camiseta com uma estampa da Role Model que não tinha a venda no merch de nenhum dos shows até agora, fiquei tão feliz por ter aquele modelo que tinha o escrito Role model com caveiras no lugar da letra o.

– Obrigada, ! Tenho que agradecer ao Chuck por isso também.

– Magina, nega, ele tinha uma caixa com umas quatro ou cinco dessas aí, pedi uma pra cada uma de nós e ele entregou falando que era presente. – Ela falou sorrindo.

– A minha eu pedi pro Pierre me ajudar a cortar.

– Vou cortar só a gola dela. – Falei enquanto dobrava a camiseta pra guardar. – Vamos voltar para lá para gente se arrumar pro show?

– Bora. – Elas falaram em coro.

Voltamos para o hotel e fomos para os quartos, entrei no quarto e fui direto pegar minha roupa na mala sem nem olhar se tinha alguém no quarto, peguei a meia calça arrastão e o short que eu iria usar naquela noite e uma tesoura para cortar a gola da camiseta que eu tinha acabado de ganhar, vesti a meia calça e o short. Me sentei no chão com as pernas cruzadas para ficar mais fácil de cortar a camiseta, fiquei encarando a camiseta tentando pensar em como cortar ela por um bom tempo.

– Precisa de ajuda? – O careca falou sentado na cama.

– Não, isso é fácil de fazer, mas obrigada.

, vocês não querem ir com a gente até o lugar do show?

– Bom, tem que ver com as meninas, por mim tanto faz. – Respondi virando para finalmente olhar para ele e senti meu rosto corar. – Vamos colocar uma camiseta Sr Stinco?

Ele deu risada, colocou uma camiseta preta básica e se sentou na cama, encarando o que eu estava fazendo. Voltei minha atenção para cortar a camiseta, depois de tirar a gola, experimentei a camiseta e fui olhar no espelho, tentei olhar de todos os jeitos possíveis para analisar se eu iria cortar mais ou fazer mais algum ajuste.

– Perfeito. – Falei sorrindo enquanto olhava meu reflexo.

– Prefiro sem camiseta.

– Para de ser podre, Jeff. – Falei rindo e jogando uma almofada nele.

– Que foi? É verdade! – Ele respondeu sorrindo e colocando a almofada na cama.

– Vou encontrar as meninas, e te mando mensagem avisando se vamos querer carona.

Sai do quarto, dei alguns passos no corredor, me apoiei na parede e respirei fundo antes de ir encontrar as meninas. Fui em direção ao lobby, no caminho acabei batendo em uma das camareiras que eu havia visto mais cedo, nós duas caímos no chão fazendo um baita barulho, a outra assustou e se virou rapidamente e veio nos ajudar. Eu me levantei, tropecei no que imagino ter sido meus próprios pensamentos e caí de novo dentro do carrinho de camareira. Beleza, , segunda vez e olha que dessa vez nem era você quem estava se passando por camareira! Por sorte meu celular estava na minha mão então mandei mensagem para o Jeff.

“Cai dentro do carrinho de camareira e to intalada DE NOVO! ME AJUDA PELO AMOR DE ZEUS QUE ISSO TÁ COMEÇANDO A DOER MINHA PERNA.”

– Miga, você está bem? – Ouvi o som abafado das camareiras conversando.

– Ai caralho, ela caiu no carrinho, será que ela está bem? – Eu apenas sacodi a perna, o que fez com que o carrinho tombasse aliviando um pouco a dor que eu estava sentindo, mas ainda não conseguia sair. – Moça, você consegue sair?

– Miga, acho que ela está entalada, e agora?

– Vamos tentar puxar, eu puxo o carrinho de um lado e você ela do outro, ok?

– Ok!

Nesse meio tempo enquanto elas tentavam me tirar dali, eu já estava ficando nervosa então comecei a gargalhar ali mesmo. Quem diria que a primeira lembrança que eu teria com meus ídolos seria cair dentro do carrinho, e no último dia a cena acontece de novo, aproveitei o celular e mandei mensagem de novo para o Jeff

“Pelo amor de zeus, cadê você? As meninas estão tentando me tirar daqui, mas acho que não tá adiantando.”

– Pode deixar, meninas. – Ouvi a voz familiar.

– Ah… – As duas se afastaram do carrinho.

?

- Por mim vamos! Quanto mais tempo eu passar com o Mozão melhor é!

- Foi o que imaginei que vocês fossem responder.

Mandei mensagem pro Jeff avisando que elas aceitaram a ideia e que já estávamos indo para o estacionamento esperar eles, descemos para o estacionamento e o Danny já estava lá com a Van esperando todos, então contei para elas o que havia acontecido no corredor do quarto e nós três caímos na gargalhada, esperamos do lado de fora e quando os meninos chegaram entramos junto com eles.

O percurso até a casa de show era pequeno, daria para termos ido a pé, mas quem em sã consciência recusa uma carona ainda mais sendo oferecida pelos ídolos. Quando chegamos no lugar do show, eu, a e a estávamos indo para a fila, quando o Chris nos chamou.

- Hey vocês não preferem ficar aqui dentro?

- Então, na verdade a gente pode até entrar, mas depois de pegar nosso número do pizza.

- Ah okay, quando quiserem entrar, vocês vão precisar disso. – Ele estendeu três crachás de all access. – Só não percam.

- Ok, obrigada, Chris! – Falamos em coro.

Fomos até a fila para pegar nossos números e resolvemos ficar ali durante um tempo, afinal qual é a graça de ir para um show, mas não pegar a fila. A logo encontrou pessoas que ela conhecia, eu e a ficamos sentadas na sombra conversando com uma menina que estava muito aflita por ser seu primeiro show.

- Miga, calma, eles são uns amores sério. , vou buscar uma água, quer algo? – A falou se levantando.

- Difícil manter a calma, é a primeira vez em 15 anos que eu vou ver eles, e eu meti o louco comprando esse pizza junto!

- Vê se dá pra trazer uma breja bem gelada, se não, pode ser uma água mesmo. – Respondi olhando para a e voltando minha atenção para a menina. – Relaxa, mana eles são uns amores, de verdade, pensa que você vai poder pegar autógrafos e tirar fotos!

- Menina, agora que você falou isso eu lembrei acho que esqueci o encarte do CD! – Ela falou desesperada mexendo na bolsa.

- Não é esse aqui? – Falei apontando pro encarte que estava na bolsa.

- É esse mesmo! Brigada.

Dei risada e fiquei observando as pessoas que chegavam na fila, foi então que me perguntei quantas pessoas tinham no pizza e mandei mensagem para o Chris.

“Chris, quantas pessoas vão ter no pizza?”

“Olha, segundo o que o site falou em torno de 70.”

“Caralh! Ok, brigada.”

Bloqueei o celular, olhei o e-mail e era aquilo que o Chris tinha dito mesmo, fiquei falando com a menina mais um tempo, até a voltar com uma cerveja pra ela é uma pra mim.

- Meu Deus! Quantas pessoas tem no pizza?

- Mana, mais ou menos 70, segundo o que tá no e-mail.

- Caralho, parece até o pizza de São Paulo! A gente devia ter comprado o main event.

- Para que, ? Temos o pizza e tempo de sobra depois do show, então veja bem...

- Para que? Bom tem uma lista longa, a começar pelo fato que hoje é o último show, né.

- Velho, nem me lembra, não quero nem pensar em como estarei na semana que vem, a depressão pós show esse ano vai vir pesada.

- Como disse o Seb, colecione memórias boas, .

- É, eu sei. Mas vai ser difícil acordar e pensar que não vou ver eles de novo, ou que eu poderia ter feito tal coisa que não fiz.

- É, tem isso...

Ficamos ali refletindo sobre o como seria depois do show até a hora que o Danny saiu para chamar as pessoas do pizza para entrar, quando entramos, fomos correndo para o palco garantir nossa grade.

O show foi inesquecível, eu chorei mais do que nos outros, mas o que mais me fez chorar foi que o Pierre falou que aquele era o último show deles no Brasil. Eu ganhei uma palheta do Jeff e uma do David com direito a piscadas de ambos, a ganhou uma do Pierre e a uma baqueta do Chuck, como de costume. Quando acabou o show, esperamos esvaziar um pouco para podermos ir ao lugar que seria o pizza.

Enquanto esperávamos apoiadas na grade, o Chris veio nos chamar para ir até o camarim porque os meninos queriam nos ver antes do pizza, sem hesitar nós três aceitamos e pedimos ajuda para o segurança nos tirar dali. Depois de nós três termos subido no palco, seguimos o Chris até o camarim ainda sem entender direito o que estava acontecendo.

- Meninas! Estamos fazendo uma “festinha” de despedida antes de ir pro pizza. – O Chuck falou assim que entramos na sala vindo nos abraçar

- Mas lógico que nessa festa precisava ter vocês. – O Seb falou sorrindo e vindo abraçar a gente.

- Afinal de contas, vocês além de serem nossas fãs também são nossas amigas. – O Pierre falou se juntando no abraço em conjunto.

- E de uma coisa vocês podem ter certeza, nenhum de nós quer perder contato com vocês. – O Jeff falou sorrindo e se juntando ao abraço também.

- Afinal, quantas memórias boas nós não temos com vocês três e digo por nós todos, obrigada pelos momentos maravilhosos. – O David falou se juntando ao abraço em grupo.

Nós três ficamos muito sem saber o que fazer, apenas sorrimos e abraçamos eles de volta, eu sentia lágrimas escorrerem pelo meu rosto mesmo contra a minha vontade, quando olhei para a e para a elas também estavam chorando.

- Obrigada vocês por estarem aqui, e nos proporcionarem esses momentos incríveis que tivemos com vocês. – A falou enquanto limpava as lágrimas do rosto.

- Obrigada por vocês ainda continuarem firmes e fortes fazendo música.

- Só para completar, obrigada por vocês serem acessíveis e não serem o tipo de famoso que briga com as fãs quando elas fazem uma loucura. – Falei sorrindo e limpando as lágrimas.

Então olhei para cada um, e eles também estavam com os olhos marejados, eles sorriram de volta e fomos comer alguns salgados que tinham ali. Depois de um tempo o Danny veio avisar que logo eles teriam que ir para o Pizza, e que era melhor a gente chegar antes deles.

O Danny levou a gente até onde ia acontecer o pizza, todos os fãs já estavam ali esperando os meninos, fui pegar um refrigerante e vi a menina da fila sentada em um canto chorando, achei que seria uma boa ideia ir consolar ela, afinal ninguém merece sair com cara de choro nas fotos com os ídolos.

- Miga, tá tudo bem? – Perguntei colocando a mão no ombro dela.

- Está sim, é só muita emoção por que finalmente vou conhecer meus ídolos, sabe como é, né?

- Ô se sei, fico assim todo show, parece sempre ser o primeiro.

Me sentei do lado dela e ficamos ali esperando os meninos chegarem, quando chegaram, as filas se formaram rapidamente, eu logo fui na fila do Seb junto com a e a quando chegou nossa vez a foi primeiro.

- Me promete que não vamos perder contato?

- Claro que não, , com quem mais vou rir das burrices do Pierre?

- Bom, verdade, inclusive olha lá a merda, será que ele não tá percebendo o que a fã quer?

Olhei para o Pierre e dei risada logo o Seb, a e a também deram risada da situação, então era minha vez eu o abracei forte, tirei foto e peguei um autógrafo, a fez o mesmo. Logo depois fomos para a fila do David, com ele aconteceu os mesmos abraços apertados, fotos e autógrafos, e seguimos para a fila do Chuck

- Parece até que a gente não vai ver eles nunca mais depois daqui. – Falei sorrindo

- Pois é, bora parar com esse clima de velório, pelo amor de Deus! – A falou rindo.

Na nossa vez, a empurrou nós duas na frente, fui tirei uma foto fazendo careta com o Chuck, peguei o autógrafo e sai. A tirou uma foto fofinha também pegou o autógrafo e saiu, e ficamos esperando a .

- Hey! – O Chuck falou abrindo os braços

- Hey! Vou sentir saudades.

- Vai nada, tenho seu número, vou te encher o saco.

- É um argumento válido, mas não vai estar aqui pessoalmente, se você demorar muito pra voltar, vou até a Califórnia te caçar, Charles! – A falou rindo.

- Pode ir, minha casa estará de portas abertas! – Ele respondeu sorrindo e abraçando ela.

Ela ficou sem reação e só retribuiu o abraço, eu cutuquei a e dei risada então fomos para a fila do Pierre, chegou nossa vez e a foi na frente.

- Hey, vou sentir saudades!

- Pode parar, Bouvier, nós ainda temos o rolê pós show hoje! E outra, eu tenho seu número, você tá fodido! – Ela falou sorrindo.

- Olha que eu vou cobrar essas mensagens!

- Pode cobrar.

Tiramos foto, pegamos autógrafos e fomos para a fila do Jeff. Nele eu fui primeiro, cheguei pulando em cima dele, algo que chamou atenção de alguns fãs que estavam na fila.

- Vou sentir saudades... – Falei apertando-o e sentindo meus olhos se encherem de lágrimas.

- Você tem meu número, qualquer coisa, é só mandar mensagem.

- Eu sei, mas só vou poder ter seu abraço quando você voltar pro Brasil.

Ele sorriu e me levantou ainda me abraçando, tiramos a foto, peguei o autógrafo e fiquei esperando as meninas. Depois das fotos tiradas e autógrafos pegos, fomos beber alguma coisa, mal terminamos o copo de refrigerante e o Chady chamou para a foto em grupo. Tiramos a foto e fomos para a fila da foto individual com os cinco, como estávamos sem ideias nós três tiramos fotos comuns e fomos para um canto próximo da onde era a foto, e penduramos nossos crachás de all access.

Depois de todos os fãs saírem, pegamos carona com os meninos de volta para o hotel, chegando lá cada um foi para seu quarto descansar, como eu estava dormindo no quarto do Jeff, fomos juntos para o quarto. Ele entrou e foi direto para o banho, me sentei na cama e liguei a tv para assistir qualquer coisa que estivesse passando.

Quando ele saiu do banho, eu tomei uma ducha e me deitei junto com ele usando seu braço como travesseiro.

- Me promete mesmo que a gente vai continuar conversando?

- Claro, ! – Ele respondeu passando a mão no meu cabelo.

E ali eu adormeci, acordei no dia seguinte com o David me chamando porque já eram 10 da manhã.

- Bom dia, David.

- Bom dia! A falou que vocês vão no mesmo vôo que a gente.

- Acredito que sim...

- Então já são 10 da manhã e ninguém conseguiu te acordar, vamos que se não a gente se atrasa! – Ele falou sorrindo.

- Okay.

Me levantei e fui até o banheiro para escovar os dentes, depois arrumei minha mala e desci até o lobby, já estavam todos lá embaixo e pelo jeito estavam me esperando, dei bom dia pra todo mundo e peguei o café que a estava me oferecendo.

Demos check out no hotel e fomos para o aeroporto, ficamos um tempo na sala de embarque porque o vôo tinha atrasado meia hora, quando embarcamos, eu já estava sentindo saudades dos meninos por mais que eles ainda estivessem ali, e que o Pierre tivesse pedido pra tocar de lugar comigo pra sentar junto com a .

- O que houve, ? – O David perguntou notando que eu estava com uma expressão meio triste.

- Nada, só saudades, por mais que vocês ainda estejam aqui, você sentado do meu lado e o Jeff do outro lado, já estou com saudades.

- Hey, sem sofrer por antecedência, isso não é legal. – O Jeff falou acariciando minha mão.

Eu sorri e balancei a cabeça positivamente, me ajeitei na cadeira e acabei adormecendo. Acordei com o David me chamando de novo porque já tínhamos chegado em São Paulo. Nós desembarcamos e então tivemos que nos despedir dos meninos, sem nem ter uma ideia de quando iríamos ver eles novamente, depois de muitos abraços apertados e muito choro, saímos da sala de desembarque e fomos para a entrada principal do aeroporto, o caminho todo ficamos em silêncio, eu estava com o coração na mão ainda.

- É só comigo, ou vocês também têm a impressão de que está faltando um pedaço de vocês?

- Não, , eu tô assim também. – A falou colocando os óculos escuros no rosto.

- Eu também, nega, inclusive preciso ir também meninas, já chamei o Uber. – A falou abraçando a gente. – Vamos marcar de se ver!

- Vamos sim! – Falamos em coro.

- , será mesmo que eles vão mandar mensagem?

- Bom, isso só o tempo dirá, , vamos pra casa também.

Ela chamou o Uber e fomos para casa, chegando em casa, fui olhar o celular e vi uma mensagem de voz que o Jeff tinha mandado, quando dei play pra ouvir eram os cinco falando ao mesmo tempo “Já estamos com saudades, logo a gente se vê de novo.” Eu sorri sozinha e corri até a cozinha para mostrar a mensagem para a .

- Mano de novo o “Soon”? Pelo amor de Deus eu juro que vou bater neles. – Ela falou e deu risada.

- Vamos ter que esperar até a próxima tour para poder bater neles.

- Não tem problema, só não me deixa esquecer disso.

Demos risada, ficamos ali conversando e tomando café. Logo meus pais chegaram com o Bug, afinal não iríamos mais viajar atrás da banda que nem duas loucas groupies, como diria o nosso primo, naquele momento o foco era tentar recuperar toda a grana que a gente gastou na turnê, e volta ou outra aparecia uma fã metendo o louco com a gente pelo Instagram ou pelo Facebook.

Afinal, os meninos postaram foto com a gente com a legenda, dizendo que eles já estavam com saudades, mas sabiam que logo iriam nos ver novamente.