Fairy Tales Misrepresented

  • Por: Cissa B.
  • Categoria: Bandas | McFLY
  • Palavras: 2208
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Sinopse: Era uma vez…
Bom, não tão uma vez assim, não era como se os jovens não tivessem brincado por aqueles reinos antes de realmente se aventurarem por eles.
Gênero: Fantasia
Classificação: Livre
Restrição: Meninos fixos, mas não interfere na litura com o seu preferido.
Beta: Regina George

1 – Era uma vez uma festa…

Era uma vez…
Bom, não tão uma vez assim. Essa história não funcionaria se fosse iniciada dessa maneira. Nada que pudesse ser escrito funcionaria, na verdade, devido à situação em que os personagens dessa narrativa se encontravam.
Tudo começou num fim de tarde de um sábado.
Quatro garotos estavam espalhados numa sala de estar, esperando por uma festa marcada de última hora. Quatro garotas estavam no andar de cima, ansiosas pra que a festa começasse logo para que elas pudessem chamar a polícia para acabar com tudo. E quanto mais o tempo passava, mais o tédio e certeza de que nada ia acontecer começava a se apoderar de todos.
– Dude, acho que a tua festa melou. – Harry falou, constatando o que era mais do que óbvio. Dougie apenas deu de ombros.
– Se ninguém vem, a gente bebe tudo sozinhos.
Ele levantou e foi até a cozinha pegar um dentre os vários engradados de cerveja que tinha comprado pra festa. Só não queria imaginar em como os quatro acabariam de beber tudo aquilo antes que seus pais voltassem na segunda-feira.
– Não deveria estar rolando uma super festa aqui?! – Julia perguntou recebendo em troca suspiros resignados. Não era como se pudessem obrigar todo mundo a vir.
– Deveria, . Agora dá o fora daqui.
E como se fosse uma ordem dada ao contrário, a garota resolveu que se sentar no sofá era bem mais interessante. Nenhum dos meninos disse nada, menos ainda quando as outras meninas resolveram se juntar a .
– Não vou sair, Dougie – ele olhou pra irmã com uma expressão de puro desprezo. – A casa é minha também.
E depois de um tempo parados, sem ver nada de interessante pra fazer, alguém resolveu que era hora de diminuir as caras feias.
– Eu acho que não dá pra vocês ficarem aí, só assistindo a gente beber… – Harry resmungou de uma vez, fazendo todo mundo olhar pra ele. Não é que quisesse a companhia das garotas, mas já que elas estavam ali…
– Certo. Você já deve estar bêbado o suficiente – esboçou um sorriso, antes de se levantar e seguir pra cozinha. – Vou pegar pra gente também.
– Traga mais pra gente. – Tom pediu assim que viu a garota passar pela porta. Pensando que não custava nada ela trazer mais algumas.
Bom, a verdade é que não era desse jeito. Ele sabia que custava, e muito, pra ela fazer algum favor pra eles, e vice e versa. Se odiavam há tempo demais pra sequer lembrar de onde e porque isso começara. Só sabiam que o silêncio que se seguiu, enquanto as bebidas iam acabando, era bem melhor do que tentar ter algum tipo de conversa entre eles. Depois de mais um ou duas rodadas, eles mal sabiam onde estavam e o silêncio só foi interrompido, pra desgosto de todos, quando Danny começou a rir.
– Qual é a graça, agora? – Harry fez cara feia pro amigo, amaldiçoando-o mentalmente por interromper seus pensamentos. O garoto apensa riu mais uma vez quando apontou um livro de capa cor de rosa, postado em cima da lareira junto com outros não tão chamativos.
– Lembro quando a tua mãe lia isso pra gente, Dougie – ele olhou o amigo que parecia perdido em pensamentos. – Me traz boas lembranças. – Ele gargalhou mais uma vez e todos os outros trocaram um olhar de pura irritação. Só ele mesmo pra lembrar de assuntos nada a ver com o momento que curtiam.
– Faz uns dez anos que ela não lê mais isso pra gente, Danny.
– Eu sei, – ele encarou a menina, esboçando uma reação um pouco triste. – Mas eu me lembro como se fosse ontem, quando a gente tinha algumas coisas em comum. Por exemplo, eu gostava da história da Branca de Neve.
Ele desviou o olhar pra , que ficou com as bochechas vermelhas imediatamente. Costumava ser a preferida dela também e lembrava que os dois sempre pediam pra que a “tia” lesse essa mais uma vezinha só.
– A minha preferida era a Cinderela – Julia abriu um sorriso meio retardado, entrando na brincadeira. – Sempre tive vontade de ter aqueles sapatos de cristal maravilhosos.
Harry encarou a garota sem conseguir esboçar reação alguma, diferente do que sentia de verdade. Lembrava de quando os dois discutiam sobre ser desnecessário um baile pra achar a mulher ideal. Era única coisa que lembrava de ter em comum com a garota, gostar da mesma história.
– Prefiro a Bela Adormecida e parte em que…
– O dragão tenta comer todo mundo… – Dougie completou a fala de , fazendo a garota rolar os olhos. Não era o que ela queria dizer, mas agradecia o fato de ele ter interrompido o momento em que ela declararia que adorava ouvir a cena do beijo, tanto quanto ele adorava a cena do dragão.
– Já eu gosto da Bela e a Fera – Tom resmungou atraindo a atenção de . – Principalmente a versão em desenho.
– Pensei que só eu aqui gostasse de ver desenho. – Ela sussurrou baixinho, mas todos conseguiram ouvir, começando a gargalhar logo em seguida.
– Tempos bons aqueles. Costumávamos nos dar muito bem.
Harry levantou e pegou o livro cor de rosa, indo sentar no sofá onde estava jogada.
– Concordo – tirou o livro das mãos de Harry. – Mas aí vocês cresceram e ficaram insuportáveis.
– Você está enganada, . Quem mudou foram vocês com todas essas frescuras de meninas. – Tom fez careta ao tirar o livro das mãos da garota. tomou o mesmo exemplo e tirou o livro dele. Assim que o abriu, não pode deixar de sorrir quando viu a assinatura dos oito.
– Fizemos assim que a tia comprou pra gente. Eu lembro muito bem.
E assim o livro foi passado de mão em mão, deixando que as memórias de dias bons tomasse conta de seus pensamentos.
– Vou ler uma história… – Danny, que fora o último a pegar o livro, murmurou, abrindo um sorriso mais largo que o de costume. O que significava que a bebida já tinha feito seu efeito. O restante dos amigos se limitou a fechar os olhos. – Era uma vez…

XX

abriu os olhos lentamente, sem conseguir enxergar muito bem onde estava. De início ficou admirada por estar naquele lugar: as árvores faziam uma sombra bastante confortável, a grama alta, onde estava deitada, fazia cócegas onde tocava seu corpo, o céu que se via acima estava mais azul que o normal, ainda assim, perfeito…
– Mas o que diabos eu estou fazendo aqui? – ela se sentou devagar, notando as amigas espalhadas ao seu redor. Tentou se apoiar nos joelhos, mas deu de cara no chão quando se enroscou no vestido. – Que porra de vestido é esse?!
Gritou, finalmente acordando as outras três, que se olharam sem entender o piti.
– Poxa, . Tinha mesmo que gritar? – passou a mão nos olhos, tentando ficar mais desperta. – Tudo bem que a casa é sua, mas… mas… que diabos é isso que você está vestindo?!
– A mesma coisa que você, . – Falou simplesmente e isso fez com que a garota notasse que vestia algo parecido, não tão esfarrapado, mas tão antigo quanto.
– É, alguma coisa aconteceu aqui. – remexeu a barra de seu vestido marrom simples e sorriu, tinha uma ligeira ideia do que tinha acontecido ali.
– Fala, soltou o ar de uma vez, já esperando o tamanho da besteira. – Joga pra fora o que está dentro dessa cabecinha oca.
– Eu acho que isso foi efeito de alguma magia – as amigas bufaram impacientes. Não era nenhuma novidade ouvir esse tipo de coisa da garota. – É a única explicação pra estarmos vestidas como as princesas de contos de fadas. A está com a roupa que a Cinderela usa no início. Tem a , com essa roupa de princesa Aurora na casa das fadas. A , claramente, vestida de Branca de Neve. E tem eu… – ela remexeu mais uma vez a barra de seu vestido. – Estou vestida como a Bela. – Sorriu largamente outra vez e não se importou com as caras feias das amigas, se pôs simplesmente a observar a floresta ao seu redor.
– Eu sei que eu quero sair daqui.
– Que tal se você fizer um pedido? – perguntou, pegando a mão de . – Vai ver ele se realiza.
– Quem tem que realizar é você, . Você acha mesmo que isso é um conto de fadas?! – se levantou irritada, limpou a barra de seu vestido e deu uma bela olhada floresta adentro. Não lembrava de existir um lugar daquele em Londres, mas não tinha como dar razão a amiga.
– O que você acha que é então? A gente acorda no meio do nada, vestida de princesa e você acha que não é um conto de fadas?
– O que eu acho… – murmurou resignada. – É que a gente bebeu demais ontem, isso sim.
– Eu sei que é uma brincadeira de muito mau gosto e que eu estou ficando com medo. – começou a roer suas unhas, rolou os olhos mais uma vez, quando puxou a mão da amiga e só aí notou que tinha mais alguém no chão, mais precisamente num montinho. Isso chamou a atenção de , que ficou com mais medo ainda.
– Quem você acha que são eles? – Perguntou baixinho, temendo que acordasse e pudessem fazer algum mal a ela. pegou uma vareta no chão e cutucou as costas de um deles, vendo aterrorizada ele se mexer, sentar em seguida e levar as mãos aos olhos num gesto calmo
– Daniel?! – Ela gritou, olhando o menino sem realmente acreditar que ele estava ali. Depois de se certificar, ou nem tanto assim, onde estava ele, Daniel olhou pra garota, não conseguindo evitar a cara de descontentamento.
– O que você está fazendo no meu quarto, Silva?
– Você não está no seu quarto, Jones. E eu não entraria lá se estivesse. – Ela cruzou os braços de uma forma infantil e virou o corpo, pra que não pudesse mais ver ele. No entanto as amigas abriram sorrisinhos nada discretos.
– Quer dizer que se ele não estivesse lá você entraria?! – Harry perguntou, bocejando alto em seguida. Depois, sorriu largamente pra garota que tinha os olhos irritados em cima dele.
– Não, Judd. Eu nunca entraria no quarto desse imbecil. – Ela mostrou a língua pra ele e se afastou o máximo que pode pra ainda ouvir o que eles conversavam.
– Onde nós estamos afinal? – Assim que Tom levantou, depois de perguntar, ouviu as gargalhadas dos amigos.
– Onde você arranjou essa roupa de dançarino, Fletcher?
– Vai rindo seu retardado – ele passou as mãos nas costas pra retirar a sujeira que sabia que tinha ali. – Eu consegui no mesmo lugar com você. – Apontou a roupa do amigo e abriu um sorriso de canto quando Daniel fez careta.
– Pelo menos a capa combina – resmungou baixinho, analisando a capa vermelha. – Porque vocês estão aqui, meninas?
– Queria saber a resposta, Danny. Queria mesmo. – apoiou o rosto nos joelhos e suspirou derrotada. Dougie foi o último a acordar e pareceu não estranhar o que via.
– Dude, o quanto a gente bebeu pra vir parar aqui vestidos assim e ainda por cima com essa companhia?! – Apontou as meninas e começou a rir. Tom fez careta e olhou no rosto de cada um presente.
– Não lembro, alguém lembra?
Todos negaram calmamente. Era uma droga aparecer num lugar em que nem mesmo sabiam que existia. Sem falar que estavam começando a ficar assustado com as possibilidades.
– Bom, nós temos que descobrir.