The Angels – The Beggining

  • Por: Carolina Bonetti
  • Categoria: Bandas | McFLY
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Sinopse: Quatro amigas agentes do FBI, um Miliciano, tráfico de drogas, uma missão e os McGuys. Até que ponto o disfarce vai funcionar?
Gênero: Ação, aventura, comédia
Classificação: 16 anos
Restrição: Palavrões, sexo, consumo de drogas e bebidas alcoólicas. Os sobrenomes Williams, Ried, Thompson e Scott, assim como os McGuys, são fixos (você e suas amigas podem ter características que não são suas, mas vale à pena conferir)!
Beta: Bridget Jones

Capítulos:

Capítulo 1: Start all over.

NYC Casa de Poker – 03h27.

– Acredito que você não tenha mais uma jogada tão boa quanto à última, . – Um dos rapazes sentados ao jogo se pronuncia pousando as mãos sobre a mesa, observando por cima dos óculos escuros. Era um jogo de poker, então óculos escuros auxiliam nos blefes, uma vez que essa é a sistemática de jogo.
– O jogo ainda não acabou. – respondeu, pintando um largo sorriso em seus lábios. – Full House. – Apresentou as cartas sobre a grande mesa de jogo, combinando dois Ás de Ouro com os três valetes apresentados. Viu os homens à sua frente bufarem e jogarem as cartas no chão, se levantando e dando um break de cinco minutos.
– Sorte de principiante. – Um deles comenta divertido enquanto se levanta.
– Acho que sou principiante até mesmo na décima vez que jogo com os senhores… – retrucou piscando, com o tom de voz carregado de sarcasmo. Observou todos os homens levantando e aproveitou para ir ao banheiro.
– Thompson, na escuta? – A moça rapidamente levou sua mão à gola da blusa, retocando o batom vermelho nos lábios logo em seguida.
– Thompson para Ried, câmbio. – Confirmou para a pessoa do outro lado da “linha” e retomou sua atenção ao espelho. Imediatamente retornou à mesa de jogo.
– Gostaria de saber quando vamos falar de negócios. – Um dos senhores pergunta, ajustando os óculos sobre o nariz.
– Assim que tiver meu copo de Whisky, Paul. – responde, pedindo para que uma das moças paradas por trás do balcão siga até sua mesa, com um copo da bebida desejada. – Agora, sim. – Sorriu satisfeita após dar um gole. – O que você tem para mim hoje, Paul? – Volta sua atenção para o mesmo enquanto o dealer do jogo continua fazendo o preparo das cartas para a próxima rodada.
– Você vai gostar dessa. – O homem sorri convencido, ajustando um charuto nos lábios ao mesmo tempo em que confere as cartas que tinha em mãos. Dá um suspiro longo e coloca sobre a mesa uma mala que antes estava perto de seus pés, no chão. se debruça na mesa, curiosa, realizando a aposta mínima de $10.000,00.
– Passo. – Outro homem sentado entre e Paul responde, abandonando o jogo.
– E então? Não vai me mostrar? – A moça pergunta curiosa e atenta com o que viria depois. Paul sorriu galanteador e abriu a mala, mostrando que a mesma estava cheia de cocaína. – Quanto temos por aqui? – Pergunta, tentando estimar quanto poderia ter naquele recheio.
– Aproximadamente 10kg. – Paul disse indiferente e sorriu, era exatamente o que ela precisava.
– Maravilha. – Sorriu. Paul entregou a mala para a moça enquanto a mesma devolvia-lhe um pacote com dinheiro. – Continuemos nosso jogo. Não se esqueça de que, se perder, levo tudo para casa, incluindo seu precioso pagamento. – Todos mantinham a concentração no jogo agora.
Alguns minutos se passaram enquanto os jogadores foram quebrando e saindo da jogada, deixando apenas Paul e na mesa. Após alguns minutos de tensão, Paul já mostrava que não tinha mais jogadas, até que:
– Royal Flush. – Paul sorri vitorioso, exibindo sua sequência de cartas sobre a mesa. Sabendo que não teria como confrontá-lo numa jogada espetacular como esta, levantou-se recolhendo as fichas que foram apostadas durante a rodada do jogo. Paul se divertia com a situação e permanecia sentada em seu lugar, sem nem ao menos se mover.
– Hey, Paul. – A moça se pronunciou pela primeira vez depois de ver a suposta vitória do adversário. – Acho que nessa você, infelizmente, perdeu. – O homem se vira para a moça e sorri.
– Jura? Como posso ter perdido, ? – Pergunta curioso. sorri e, rapidamente chuta a cadeira em que estava sentada na direção do homem, fazendo com que o mesmo urrasse de dor. – Você está louca?! – Ele perguntou, indignado. Ela retira do cós da calça uma Calibre 22 e aponta na direção do mesmo, que imediatamente levanta as mãos. –
– FBI. – Gritou. – Paul Lore, você está preso por tráfico de drogas, roubo e homicídio. – retirou a credencial do bolso interno da jaqueta e todos ficaram sem reação. Ao mesmo tempo em que um dos capangas de Paul tentou confrontá-la, uma das moças que estavam no bar do clube apontou uma tx22 na direção do mesmo, fazendo com que ele parasse imediatamente no local em que estava.
– Você iria esperar virar o ano para agir? – A moça perguntou sarcástica e riu.
– Williams, o alvo foi surpreendido com sucesso. Preciso de uma equipe de busca para retirarmos as evidências do local. – Disse na escuta para outro membro do FBI.
– Entendido. – Obteve a resposta no mesmo minuto, enquanto algemava os rapazes ali presentes.
– Sério, eu achei que você fosse esperar 2021 chegar. – , outra moça que estava disfarçada esse tempo todo, anunciou dramaticamente, fazendo com que risse.
Após alguns minutos, uma equipe do FBI entrou na sala em que as moças estavam, fazendo o devido procedimento. Junto com a equipe, mais duas moças apareceram e se juntaram às que ali estavam presentes.
– Alguma notícia do nosso chefão? – Uma delas pergunta.
– Não… Infelizmente o Paul não foi burro o suficiente para dar com a língua nos dentes. – disse, rolando os olhos.
– Bom, isso prorroga um pouco o nosso trabalho, assim como nossas férias… – A outra que havia acabado de chegar, completou.
, , e . – Um homem interrompeu a conversação e as quatro moças que ali haviam se juntado, imediatamente olharam para ele.
– Senhor. – Bateram continência e o mesmo pediu para que descansassem, em posição.
– Nenhum sinal do indivíduo? – Perguntou o tal senhor e as meninas negaram com a cabeça, desanimadas.
– Sentimos muito… – lamentou.
– Sentir muito não faz com que a missão seja efetiva, Williams. – Ao responder com tamanha rispidez, as meninas logo trataram de sair do campo de crime e decidiram ir para casa.

Talvez vocês estejam se perguntando o que diabos aconteceu aqui, não é mesmo? Pois muito bem, eu estou disposta a explicar detalhe por detalhe, para não deixar passar nada. Quatro amigas e uma organização Federal dos Estados Unidos. É triste que, mesmo que eu tenha acabado dando todos os benefícios à essas quatro mulheres, elas tenham falhado na missão.
Vou deixar esse falatório de lado e começar as apresentações, então. Prontos?
Williams – ou simplesmente , para os mais íntimos -, 29 anos. Perita criminal e investigadora, seu sonho de criança era fazer parte do FBI. Que bom que esse sonho se realizou, certo? Trabalha no sistema operacional da base de New York City cuidando dos casos mais transtornados dos narcóticos e também homicídios.
Thompson, 27 anos. Detetive e mestre dos disfarces, se formou em artes cênicas na faculdade de Yale, Connecticut e decidiu seguir a carreira militar após ser assaltada enquanto voltava para casa depois de uma peça no Teatro Municipal local.
Scott – Ou , porque digamos que o nome seja um pouco complicado na pronúncia -, 28 anos. Podemos dizer que é considerada a “Hacker” da base UAC – Unidade de Análise Comportamental. Decidiu seguir carreira em tecnologia e sistema de informação na adolescência, quando invadiu o banco de dados do colégio para fazer alteração de notas.
Por último, mas não menos importante: Ried, 28 anos. Capitã da Aeronáutica e agente do FBI, filha de pais militares mortos em um atentado em Toronto, no Canadá. – que também tem um apelido, assim como as amigas -, pilota aviões e é especialista em armas.
, e , assim como , fazem parte da base de narcóticos e homicídios na Federal Bureau of Investigation, ou como vocês já ouviram falar: o famoso FBI. Vale lembrar que as quatro são amigas desde as fraldas e sempre acompanharam a vida uma da outra, com suas respectivas famílias.
– Eu estou tão cansada dessa merda. – resmungou jogando a chave da casa em cima da mesa do hall de entrada.
– Relaxa, nada que a gente já não tenha escutado antes. – seguiu dando de ombros se jogando no sofá.
– Tá. É nosso terceiro ano como agentes do FBI e mesmo assim não ganhamos o devido reconhecimento. – sentou ao lado da amiga, rolando os olhos e cruzando os braços.
– Se acostuma, meu bem. Vida militar é assim mesmo. – respondeu rindo e pendurando sua jaqueta no cabideiro perto da porta.
– Falou a sargentona. – soltou, arrancando uns risinhos baixos das amigas.
– Capitã. – As três se entreolharam sem entender. – Eu sou capitã. Pode me zoar, mas respeita minha patente, pelo menos. – Deu risada, sendo acompanhada pelas outras no mesmo instante.
Bom, de fato tinha razão em reclamar: bolar um disfarce, se envolver no meio de uma máfia e mesmo assim não ser reconhecida é, no mínimo, um pé no saco. Com todo o perdão da palavra.

As meninas estavam atrás de uma organização de milícia que, além de programar atos terroristas, também estavam envolvidos no meio do tráfico de drogas. O senhor que havia sido preso em flagrante naquela madrugada, Paul Lore, era apenas um dos chefes dessa bandidagem toda. O real problema da situação é que as meninas trabalham neste caso há meses e ainda não conseguiram identificar o paradeiro do chefe supremo, James Wesker. O cara é, nada mais, nada menos, que o maior traficante miliciano da história da América e pegá-lo tem sido um verdadeiro desafio.

Após banhos tomados e um café quente, as meninas resolveram conversar no quarto de . Nada ali era muito extravagante: paredes brancas, algumas medalhas da aeronáutica e alguns acessórios da NASA – que, sabe-se lá por qual razão, ela era fissurada.
– Alguma coisa aqui fede. – comentou, tapando o nariz com uma mão enquanto abanava o suposto cheiro no ar com a outra mão.
– Eu já falei que é um incenso, mas que cacete. – respondeu rolando os olhos, mas acabou rindo vendo a reação da amiga. As quatro estavam juntas já tinha uma vida, estudaram no mesmo colégio por alguns anos e voltaram a se encontrar quando os pais de faleceram em meados de 2011. Por algum motivo, todas elas já tinham passado por algum barranco na vida que as encorajaram a entrar para esse mundo louco que é o FBI. Destino, talvez? Pode ser.
– Acha que a gente consegue pegar aquele maldito do Wesker? – pergunta um pouco aflita e acaba ficando um pouco chateada.
– Eu espero que sim, – Pausou, pensando. – Já faz um tempo que estamos atrás dele, além de que, se o prendermos, teremos um upgrade na grade curricular do FBI. – Completou, comentando sobre uma possível promoção. O sonho dessas meninas era aparecer no quadro central da Bureau.
– Já pensou que louco? – perguntou com os olhos brilhando, como se pensasse em um romance adolescente qualquer. – Williams, Ried, Thompson e Scott. – Olhou para o nada, esticando as mãos como se apresentasse uma tela de cinema, fazendo as amigas rirem.
– Sonha menos, cabeção. – disse rindo, dando o famigerado “pedala” na amiga. – Nem tudo no FBI gira em torno da gente, você sabe como a galera é machista. – Lembrou, revivendo diversos episódios que havia sofrido quando estava na Academia Militar. sempre quis seguir essa carreira por causa de seu pai e, embora tenha entrado muito cedo nisso por mérito próprio, também sofreu muito preconceito pelo recrutamento interno da base na época. Acreditaram que ela só conseguiu a farda por conta do histórico familiar, mas aquilo não era verdade e se as pessoas quiseram acreditar nisso, ela realmente não se importava.
– É sério. Pensa no puta reconhecimento: “The Angels capturam mafioso internacional”. – riu imitando , que havia feito o mesmo há minutos atrás.
The Angels? – cruzou os braços, arqueando uma sobrancelha. – Mas que porra é essa? – Perguntou, arrancando alguns risos das meninas ali no quarto.
– Ué!? Nós precisamos ter um codinome de equipe, vocês não acham? – defendeu sua tese sobre o suposto nome da equipe.
– Tá, mas imitar um filme cabe bem pra nós? – Foi a vez de perguntar, divertida com a situação.
– Credo, vocês são muito chatas. – respondeu dando língua para todas, recebendo uma chuva de almofadas das amigas.

O relógio marcava 7h43 da manhã. Nenhuma delas havia dormido após a missão e, graças ao bom Deus, estavam de folga. se deu por vencida muito cedo e acabou dormindo, deixando as amigas falando sozinhas em seu próprio quarto. Não demorou muito para que resolvesse aprontar e pintar as unhas da amiga de corretivo, arrancando sorrisos marotos de todas que ainda estavam ali. Em menos de dez minutos, já estavam em seus devidos quartos, dormindo, como manda a natureza. Foi uma noite bem agitada para as meninas, no fim das contas.

Cada uma morava em um ponto da cidade à um tempo atrás e, por conta disso, decidiram alugar uma casa grande e simplesmente se mudaram, juntas. Mesma equipe, mesmo emprego, mesma vida. Dificilmente uma delas se relacionava, uma vez que a demanda do FBI consumia toda energia e vida social que ousasse aparecer ali na vida de cada uma. Sem tempo para garotos, sem tempo para dramas, sem tempo para festinhas. Mas, calma! Isso não quer dizer que elas não tinham uma vida, só quer dizer que elas não perdiam tempo. O emprego importava mais que tudo. Os objetivos supriam as necessidades e as aulas de tiro e artes marciais, não vou negar, deram um incentivo a mais na descarga de estresse dessas quatro belas mulheres.
– “Mas por que infernos eu esqueço minha janela aberta todo santo dia?” – pensou, ao mesmo tempo em que resmungava e reclamava dos malditos filetes de luz que entravam pela sua janela aberta. Morar em New York tinha lá seus benefícios e malefícios, não é mesmo? Quando não era o lance da “cidade que nunca dorme”, era o Sol estonteante invadindo todos os espaços possíveis de seu quarto. Desistiu de tapar o rosto com o travesseiro e, espremendo os olhos, buscou pelo relógio em cima do criado mudo. 15h47. – Tá. Já levantei! Puta saco. – Resmungou mais um pouco, sentando sobre a cama e se espreguiçando. Por mais que estivesse cansada, não gostaria de perder um domingo inteiro de folga. Foi para o banheiro fazer sua higiene – que já não era tão matinal assim – e aproveitou para tomar um banho. Vestiu um short de moletom e uma camiseta de manga curta, com estampa de cerveja. amava cerveja. Artesanais, de lata, long neck, litrão. Amava! Independente do tipo era sempre uma boa bebida para qualquer ocasião.

Passou pelo corredor principal do pavimento superior, observando todas as portas fechadas: as meninas ainda estavam dormindo. A casa das “The Angels” – e não é que o codinome pegou, ? – era bem grande e eu poderia até dizer que combinava perfeitamente com a personalidade de cada uma. Teatral com os ideais de , com algumas esculturas e cortinas bem escolhidas; Hacker o suficiente de acordo com , levando em conta a alta tecnologia, desde energia solar até uma internet sensacional; Para combinar com , é óbvio que jamais poderia faltar certa preferência com produtos químicos feitos por ela mesma, que poderiam utilizar para uso próprio; Cada cômodo da casa tinha um compartimento secreto e em cada compartimento, uma arma. Nunca se sabe quando alguém vai invadir. Certo, ?

desceu as escadas indo até a cozinha, pois seu estômago já estava gritando por algo comestível e talvez até um pouco saudável. Lembrou que já havia algum tempo que não comia nada, então resolveu fazer ovos mexidos para recuperar suas energias.
Não demorou muito para que uma esfomeada aparecesse na cozinha logo em seguida, colocando a cabeça para dentro da porta do cômodo e dando um sorrisinho amarelo.
– Eu já sei que você é um buraco negro, então eu fiz o bastante para nós quatro. – riu vendo a situação da amiga. – Agora vem logo comer, se não vai esfriar. – Convidou e esboçou o maior sorriso de agradecimento do universo, se é que fosse possível.
– Alguém aí fez ovos mexidos? – Foi a vez de adentrar a cozinha com uma skin care de argila.
– Ovos mexidos? – gritou correndo pela casa. – Puta que pariu! – Xingou alto, com a mão no peito, ao ver a cara de . – Eu já disse pra você fazer essas coisas no seu quarto, assim pelo menos evita o infarto nas suas amigas. – Todas riram exceto , que deu logo um dedo do meio para a amiga, sentando-se à mesa para comer.
Depois do estômago cheio e da louça estar lavada, cada uma das meninas resolveu seguir sua rotina individual daquele dia. foi jogar uma partida de Call of Duty no PlayStation 4, foi trabalhar em alguns produtos que estava pesquisando e foi ler um bom livro. acabou ficando em seu quarto, mexendo em seu computador. Ligou Radiohead para tocar como música de fundo e escutou uma notificação.
– Meninas, venham aqui! – Chamou as amigas, que logo correram para o quarto da mesma.
– Eu espero que seja importante, porque eu acabei de upar no jogo. – resmungou.
– Lembram que eu havia desenvolvido um sistema de localização junto com o pessoal do T.I.? – Perguntou, ignorando totalmente o que havia dito. Todas concordaram com o programa desenvolvido. – Pois é. Ele funciona! – esticou os braços com um sorriso largo, comemorando.
– Ok, gênio. – fez uma cara de débil mental, sem entender muito bem o motivo de todo o alarde. – E daí? – Finalmente perguntou, tirando a dúvida das outras duas que estavam no recinto.
– Bom, e daí que eu consegui a localização do nosso amado Wesker. – Sorriu triunfante, fazendo com que as amigas se interessassem mais pelo assunto. – Precisamos falar com o Leon. – Decidiu por todas.
Leon Cooper, diretor geral da base do FBI da cidade de New York, mas também podemos identificá-lo como “chefe”. Senhor de meia idade, parecia que o homem já havia passado dos 50, mas não sabiam ao certo. Obviamente ninguém perguntaria sobre isso.
– Onde vocês estão indo? – Derek Morgan, um dos agentes, questiona às quatro moças que corriam desesperadamente com um laptop na mão.
– Agora não é um bom momento. – avisou, visivelmente afobada. O moço correu atrás delas ao notar que estavam indo diretamente até à sala de Leon. “Vai dar merda”, pensou. Sabia que o temperamento do chefe já não era um dos melhores, então ser incomodado só pioraria.
– Meninas, vocês conhecem o Leon… – Morgan começou a falar.
– Derek, não é um bom momento mesmo. – olhou nos olhos do homem e o mesmo ergueu as mãos, como se estivesse tentando se livrar da culpa.
– Não está mais aqui quem falou. – Deu um sorrisinho, mas mesmo assim quis acompanhar as meninas.
– Cooper! – gritou assim que abriu a porta do escritório do Diretor do FBI. Leon, que estava digitando em seu Mac Book ergueu os olhos para a moça, sem muita emoção.
– Para vocês virem até meu escritório em um dia de folga coletiva… – Respirou fundo, juntando as mãos em cima da mesa. – Eu espero que seja importante. – Sorriu cínico. Acho que nenhum chefe nesse emprego é um pouquinho simpático ou incentivador, como vocês devem ter reparado.
– Temos informações, senhor. – cortou todo aquele papinho furado assim que viu o quanto a cara de estava debochada. Leon pediu para que as quatro entrassem e elas assim o fizeram, fechando a porta atrás de si. não demorou a conectar os cabos necessários em seu laptop, abrindo a tela e exibindo sua margem de pesquisa.
– Impressionante… – Cooper acabou admitindo, fazendo com que as meninas se olhassem de maneira vitoriosa. – Já tem as coordenadas? – Perguntou olhando para .
– Senhor, não consigo informar com propriedade ainda. – Pôde reparar na expressão decepcionada do chefe. – Mas posso dizer que a localização está no Reino Unido, senhor. – Confirmou, meio nervosa.
– Penélope, preciso de um direcionamento. – Leon disse ao telefone para uma das funcionárias das coordenadas. Normalmente é o pessoal que controla o GPS do mundo inteiro, apenas.
– Pois não, senhor? – A moça do outro lado da linha já estava atenta.
– Preciso que me diga quando será o próximo grande evento no Reino Unido. Consegue essa informação em quanto tem…
– Daqui um mês, senhor. Festival de Glastonbury. – Penélope respondeu antes que Leon pudesse terminar seu pedido – Este ano parece que será em Londres.
– Penélope, o que acontece nesse festival? – perguntou curiosa, pois precisavam saber qual seria a missão.
– É o segundo maior festival de música à céu aberto. Conhecido por suas apresentações musicais, mas também possui atrações de dança, humor, teatro, circo e algumas outras formas de arte. – Penélope disparava informações sobre o tal festival, deixando as meninas ainda mais curiosas.
– O que isso tem a ver? – Leon questionou, sem entender muito a relação.
– Bom, se pensarmos a fundo… – começou a explicação.
– Diversas pessoas, segundo maior evento do mundo… – completou.
– Ponto de droga oficial para um miliciano traficante, você não acha? – perguntou tirando sua atenção do computador e voltando seu olhar para , que concordou imediatamente.
– Mas ele não agiria assim, com um monte de bandas aleatórias, não? – perguntou, pensativa. Não fazia muito sentido um chefe da máfia usar um evento assim, sem mais nem menos, sem nenhuma atração maior para disfarçar seus planos de tráfico.
– McFly. – Penélope interrompe todos os pensamentos naquela sala dizendo um nome, ou melhor, um sobrenome.
– Marty? – arriscou, arqueando uma sobrancelha sem entender muito qual era a relação ali.
– Não. A banda McFly.
– Isso existe? – Foi a vez de se pronunciar. Como assim existia uma banda o sobrenome de um dos personagens mais legais do universo e ela não sabia? – Nunca vi mais gordo. – Desistiu de tentar lembrar uma música sequer dessa tal banda, isso se eles fossem bons, mesmo.
– Bom, me parece que já temos uma convocação para Londres. – Leon logo cortou todo o assunto, interrompendo qualquer conversação paralela que poderia surgir ali, naquela sala. – Scott, Williams, Thompson e Ried. – As quatro olharam para o chefe. – Preparem suas malas, vocês irão para a Europa amanhã de manhã.
– Mas… – Antes que pudesse contestar, Leon pediu para que as quatro se retirassem.
– Eu estou dando o benefício da dúvida à vocês. – Leon disse, encostado na porta da sala. – Vocês podem ir e fazer uma boa missão, ou ficar e perder a chance de mudar a situação do que ocorreu nesta madrugada. – As meninas se entreolharam. – Pensem bem. Se toparem, o endereço é este. – Esticou a mão, entregando um cartão para , fechando a porta em seguida.

 

Nota da autora: Oi, pessoal! Estão curtindo ser agentes do FBI por um dia? Espero que sim! Se preparem, porque tem muita coisa pra acontecer ainda!

Capítulo 2: Rockstar.
As meninas não sabiam muito bem o que pensar depois de terem saído daquela sala, apenas tinham a certeza de que aquela era a oportunidade que faltava.
– Vocês não acham estranho isso tudo? – perguntou, dobrando uma calça jeans e colocando em sua mala.
– Muito. – comentou, visivelmente confusa. – Digo, nós não fazemos esse tipo de missão.
E era verdade. As meninas foram treinadas para resolver a situação de New York City, então se qualquer missão que estivesse fora do Estado já estava fora de cogitação, imaginem uma fora do país. E mais: em outro Continente. Suicídio.
– Achei pesado. – , que até então estava quieta, resolveu comentar pela primeira vez. – Nós nem conseguimos concluir a missão passada. – Lembrou desgostosa.
– Talvez devessemos nos dar um voto de confiança, vocês não acham? – perguntou, se sentando em cima da mala já pronta.
– Talvez você tenha razão… – concordou. Se a sorte bateu na porta, por que não abrir? Além de ser uma excelente oportunidade para deixar as coisas mais claras e ganhar um mérito positivo.
– Sim. Talvez a gente acabe mudando o quadro da missão passada, também. Vai que a gente consegue um mérito positivo, não é mesmo? – disse. Essa conexão de autora com as meninas é demais, não vou mentir.
– Está decidido. Vamos botar pra foder! – disse, levantando as mãos para o alto.
– Olha a boca. – repreendeu a amiga, dando-lhe um “pedala”. – Caralho de menina. – Disse baixinho, rindo da situação e arrancando um riso de todas.
– Eu nem tenho roupa pra esse evento. – comentou com as mãos na cintura, olhando para um ponto fixo no chão.
– Roupa preta e calça confortável? – sugeriu. – Alô? É uma missão, . – Rolou os olhos e mostrou a língua para amiga.
– Eu sei disso, mas nem sei em qual temperatura Londres está, agora. – lembrou e as outras ficaram pensativas. Realmente, nunca sabiam exatamente sobre fuso horário e temperatura local, já que nunca saíam de NYC.
– Na dúvida, leve um casaco. – aconselhou e a menina deu de ombros.
Não demorou muito para que as coisas estivessem prontas. Todas tinham uma mala com suas roupas e apetrechos especiais. não se separava de suas armas, fossem elas de fogo ou armas brancas, não deixava seu mix de disfarces para trás em nenhum momento, assim como carregava consigo o pendrive com alguns programas essenciais e levava sempre seu estojo de perita. Afinal, nunca se sabe quando vamos averiguar um homicídio.
Em poucos minutos as quatro estavam prontas. Pegaram um uber e se dirigiram até o local estipulado por Cooper, pois ele havia pedido para que elas o encontrassem no Empire State Building. Não demorou muito para que chegassem ao local combinado. O arranha-céu era maravilhoso e muito bem arquitetado, não havia local mais admirável.
– Sabe de uma coisa que eu pensei? – perguntou enquanto retirava sua mala do carro.
– Nossa, você pensando? – zombou da menina, tomando um dedo no meio enquanto ria.
– Ordinária. – rolou os olhos. – Eu quis dizer que nós não conhecemos esse tal de… Como se chama mesmo? – Espremeu os olhos, tentando se lembrar do nome. – McFlurry? – Arriscou, mordendo o lábio pensativa.
– É McFly. – corrigiu. – Maior babaquice os caras colocarem o nome de um sorvete na banda. – Rolou os olhos. Aquilo não fazia sentido algum.
– Espero que eles sejam bonitos, pelo menos. – surgiu das cinzas na conversa e as meninas sorriram maliciosas, concordando. – Ninguém merece fazer uma missão assim e ainda não ter uma beleza masculina para admirar. – Colocou a mão na testa, fazendo uma expressão de drama e rindo, divertida.
– Ainda nem sabemos qual vai ser o nosso disfarce. – lembrou. Ela costumava ser a mãe da situação, pois se lembrava de coisas que as outras três jamais se lembrariam.
– Provavelmente vamos fazer parte da equipe deles ou algo assim. – deu de ombros, sentando-se em cima de sua própria mala e amarrando o coturno.
Por mais que fosse uma pessoa cabeça dura e explosiva, fosse um pouco dramática, um pouco direta, muitas vezes dizendo coisas sem pensar, e se comportasse de forma ríspida, ninguém podia dizer que elas não eram competentes e extremamente bonitas. Afinal, todos nós temos nossos defeitos, certo? Isso é o que somos e o que nos torna especiais.
usava uma calça de moletom com seu bom e velho par de All Star preto nos pés, uma camiseta branca da NASA, que era sua paixão, e tinha os cabelos, de coloração castanho escuro, caídos por cima dos ombros. já estava um pouco mais descolada. Ela usava um coturno preto, short jeans, honrando o nome de Senhor Jesus Cristo por não estar frio em New York, uma camiseta rosa e um casaco preto fino, destacando a cor de seus fios loiros que acabam na linha de sua cintura. era a doutora mais sexy daquela cidade. Usava uma calça justa marrom e uma blusa de alça em tom escuro. Seu cabelo estava preso em um rabo de cavalo alto, o que realçava muito seu rosto e destacava seus olhos por trás dos óculos. não ficava longe da linha sensual do grupo. Por mais “nerd” que fosse, por conta de sua fixação por computadores, sabia muito bem combinar os modelitos. Trajava uma camiseta vinho com uma calça jeans de lavagem escura, enquanto nos pés tinha seu All Star branco e, por mais que o cabelo não fosse longo, sabia como arrumá-lo perfeitamente bem.
– Bom, são 23h. – anunciou, olhando em seu Smart Watch. – Cooper disse que estaria aqui neste horário. – Não deu muito tempo das meninas conversarem mais sobre este assunto, pois um carro parou em frente ao Empire State. Elas espremeram os olhos e viram um senhor careca sair de uma das portas: Leon Cooper.
– Eu fico contente que vocês tenham optado pelo melhor. – O senhor abriu um largo sorriso sincero. Talvez essa fosse a grande chance das meninas mostrarem quem mandava naquela base de NYC. O pressentimento ali era muito bom. Leon pediu para que as meninas entrassem no carro.
– Para onde estamos indo, Leon? – perguntou, olhando pela janela e não reconhecendo o local.
– Para a base secreta do FBI. – Disse, levando as meninas a fazerem expressões muito engraçadas. Elas trabalhavam no FBI, então que base era essa?
– Base secreta? – agradeceu imensamente por perguntar, pois ela mesma não estava entendendo nada. Cooper riu.
– Sim. Existe uma base para agentes internacionais e vocês não sabiam disso, porque bem, ela é secreta, né? – Sorriu divertido, explicando o óbvio da palavra “secreta”. As meninas sorriram. Estavam animadas. Dá para acreditar que elas teriam a chance de uma promoção internacional? Incrível.
Passaram mais uns 20 minutos, pois NYC não é uma cidade pequena, vale lembrar, e o carro das agentes estava estacionado na tal base secreta. As meninas desceram sem delongas e avistaram ali alguns outros agentes, incluindo Morgan, que sorriu abertamente enquanto acenava para elas.
– Fala sério. – rolou os olhos assim que viu o colega de trabalho. Não havia comentado, mas ela teve um caso com Morgan há um tempo atrás e as coisas acabaram não dando muito certo, já que o mesmo resolveu voltar com sua ex-namorada. A menina não se importava muito com ele, mas digamos que achou uma atitude meio babaca, levando em conta que Derek não havia sido sincero com ela sobre o que estava acontecendo. – Bem, não é isso que vai estragar meu momento. – Disse baixinho à si mesma.
– Nosso. – virou e piscou para a amiga há uns metros em sua frente. – E relaxa, ele não vai atrapalhar isso. – Sorriu cúmplice, passando segurança para .
– Que prazer vê-las! – Derek abraçou cada uma delas, tentando não fazer com que a situação com não ficasse esquisita.
– Não posso dizer o mesmo, mas te aceito. – Comentou a rancorosa, arrancando uns sorrisos maliciosos das amigas e alguns olhares confusos dos outros agentes. Morgan revirou os olhos, colocando as malas das meninas no bagageiro do jato. Isso mesmo: jato. estava impressionada e não tirava os olhos da nave por um minuto.
– Parece criança na brinquedoteca. – sacaneou, fazendo com que as outras dessem risada.
– Bem, qual o plano? – perguntou, um pouco sem paciência. Odiava não ter um plano, não saber o que ia acontecer e também não ter uma programação. Já que sua vida era baseada em programar sistemas, ela achava que a vida poderia ser da mesma forma.
– Fico contente que tenha perguntado. – Penélope surge por trás dos outros agentes, adentrando à nave. – Venham comigo. – Convidou as meninas para segui-la e imediatamente as mesmas o fizeram. – Nós sabemos que Wesker está no Reino Unido, mas não sabemos exatamente qual o seu plano. – Disse pausadamente, justamente para que não precisasse repetir o plano. – E, sabendo que temos uma banda famosa na jogada, não podemos admitir nenhum civil ferido. Entendido? – Perguntou às meninas, atentas. – Ótimo. – Sorriu.
– Eu ainda não entendi qual vai ser o nosso disfarce. – levantou a mão, ainda perdida na situação. – Vamos ser da produção, seguranças…? – Foi enumerando as opções nos dedos.
– Banda. – Respondeu e as meninas se assustaram, arqueando uma sobrancelha de uma forma confusa. – Vocês vão se infiltrar como uma banda do festival.
– Maravilha. – começou a se desesperar. – E o nosso dom pra música tá enfiado onde? No meu c…
– Cérebro. – cortou a amiga antes que falasse bobagem. Tal atitude que fez com que e prendessem o riso. – Nós não temos contato com a música há tempos, Penélope. – Disse por fim para a moça loira parada em sua frente, quase em um tom de súplica. Um fato desconhecido, mas muito valioso: todos os recrutas do FBI, no momento de contratação, possuem algumas “matérias extracurriculares” em suas grades de requerimento e música é uma delas, assim como esportes e línguas. Mas o que a música tem a ver com isso? Bem, é cientificamente comprovado que música é uma das poucas atividades capaz de trabalhar os dois lados do cérebro, tanto o cognitivo quanto o criativo, realizando assim um método antidepressivo natural, prevenindo a ansiedade e até mesmo o mal de Alzheimer.
Não que elas fossem um exemplo de referência musical, com Amy Winehouse, Celine Dion ou até mesmo Beyonce, mas o básico e essencial elas sabiam, só precisavam aplicar. e se davam bem nas guitarras, enquanto gostava mais do baixo. Deixavam assim, a bateria para que, por pura escolha, amava.
– Cara, faz uns bons anos que meus instintos musicais foram deixados de lado. – lembrou. – Na verdade, acho que não pego no baixo desde a primeira fase do FBI. – Sorriu amarelo e Penélope sorriu de volta, de uma forma sincera.
– É para isso que estamos aqui. Vamos ajudá-las com isso, também. – Incentivou as meninas, que estavam bem nervosas. – Achamos justo deixar vocês com seus nomes, mesmo. Já que não são conhecidas internacionalmente, assim como outros agentes.
– Vocês gostam de lembrar disso, né? – comentou. – Dói, sabia? – Fez uma cara de drama, que só quem fez artes cênicas mesmo poderia fazer, arrancando alguns risos parceiros na nave.
– Fiquem tranquilas. Todo o suporte será dado. – Leon comentou do fundo da nave e as meninas até se assustaram, pois esqueceram completamente de que ele estava ali. – Bom, podemos levantar voo? – Perguntou simpático e as quatro assentiram. – Derek vai encaminhar vocês para o hotel do evento.
– Ele vai junto? – perguntou, visivelmente desgostosa com a situação.
– Claro. Primeira missão internacional. – Leon lembrou, de novo. – E também, alguém precisa ser o empresário de vocês. – Lembrou um fator muito importante. – Meninas, só espero que se lembrem de que não estão sozinhas. Não deixarei que nada aconteça com vocês. – Leon repassou um certo conforto dizendo isso. Para quem é sempre ranzinza, ele até que estava sendo bem legal. Passou mais algumas instruções para as meninas e não demorou muito para que o jato levantasse voo. Seria uma longa viagem. 7h, para ser mais exata.
estava inquieta em sua poltrona e não conseguia dormir de jeito nenhum. O jato tinha levantado voo não fazia nem uma hora e ela não parava de se mexer.
– Ô, gracinha. – se debruçou no banco, olhando para a amiga que estava no banco de trás. – Quer parar com esse fogo no cú e sossegar? – Perguntou ríspida, olhando a menina com um ódio mortal.
– Eu não consigo dormir. – Resmungou, fazendo um biquinho.
– Fecha os olhos e dorme. É bem simples, você deveria tentar. – A voz de surge mais a frente, fazendo com que desse risada, desfazendo sua cara de mau humor.
– Gente, eu tô nervosa. – prolongou o choramingo.
– Você tem medo de altura? – renasceu das cinzas, em pé ao lado da poltrona da amiga.
– Credo, , você parece assombração. Puta merda! – resmunga colocando a mão no peito, assustada.
– Você não respondeu a minha pergunta. – insistiu, vendo a amiga se encolher no banco.
– Sim – Admitiu, arrancando uns risos debochados das amigas.
– Como diabos você passou no exame de altitude? – questionou, incrédula. Realmente. Como? Essa nem eu mesma sei responder e olha que eu sei de tudo que vai acontecer nessa história.
– Eu menti. – disse baixinho. – Eu burlei, na verdade. O instrutor do bloco não estava me vendo no exame e, quando ele se afastou, eu preenchi a papelada que já estava assinada.
– Puta que me pariu. Estamos em uma missão internacional e ela tem medo de altura. – passou as mãos pelos cabelos, nervosa.
– Quem tem medo de altura? – Derek, que até então estava cochilando, perguntou. As meninas torceram o nariz, pois haviam esquecido completamente de que ele estava dentro da nave.
– Minha avó. – respondeu rápido. – Minha avó tem medo de altura. – Deu um sorriso amarelo, não muito convincente na opinião das amigas, mas foi o suficiente para convencer o rapaz à sua frente, que logo voltou a dormir.
– Essa foi por pouco, bocão. – deu o bom e velho “pedala” na amiga, que reclamou logo em seguida. – Depois a gente conversa sobre isso, . Se alguém descobrir, você tá fodida. – Virou para a menina, que estava no banco, falando em tom sério.
– Vocês pararam pra pensar que a gente não tem nem ideia do que esse tal McFlurry canta? – quebrou o gelo da última conversa, depois de meia hora em que o silêncio reinou pelo jato.
– Tô vendo que hoje eu não vou dormir, mesmo. – resmungou, um pouco impaciente. – Mas você tem razão. Não conhecemos. – Observou.
– Vale à pena? – deu de ombros.
– Bom, não custa tentar, né? – sugeriu, pegando o controle de acesso remoto do jato, lembrando que não é permitido o uso de telefones móveis durante o voo, por mera segurança dos passageiros.
– “That Girl”? – levantou uma sobrancelha, observando o clipe que passava na tela logo a frente. – É normal um bando de caras adultos cantarem sobre uma adolescente de 17 anos? – Virou para as meninas. Não era possível que só ela achava aquilo um absurdo.
– Eu acho que essa música foi gravada quando eles eram adolescentes. – desvendou o mistério, não se importando muito com o drama que estava tentando passar ali.
– Até que eles eram bonitinhos – comentou, rindo. – Tem algum vídeo mais recente? Esse me parece que é de 2005. – Lembrou.
– Ah, tem um show de dez anos de banda. – mudou a direção do vídeo para o show onde “room on the 3rd floor” tocava. – Me parece bom até, e é… Eles estão mais bonitos agora. – Sorriu maliciosa, mantendo os olhos em um dos rapazes da guitarra. Nem sabia o nome, mas gostou daquele.
– Será que até o fim desse vôo vamos ter virado fãs desses caras aí? – riu, observando o rapaz que estava na bateria. – O baterista é meu. – Riu um pouco alto, jogando as mãos pra cima. – Ele parece ser… – buscou as palavras para definir o rapaz, mas foi interrompida.
– Porra, ele era minha opção! – sacaneou a amiga, que mostrou a língua, rindo divertida. – O baixista me parece uma boa ideia. – Observou o rapaz tocando no vídeo. – Se não parecesse que ele tem sete pilhas de Duracell enfiadas no rabo, pelo menos. – Riu de sua própria piada, arrancando risos das amigas. A performance era realmente um pouco estranha, mas a garota poderia até considerar aquilo como um charme, talvez? É, podemos dizer que sim.
– Fofo. – sorriu, vendo um outro guitarrista loiro. – Ele tem um buraco na bochecha. – Espremeu os olhos para enxergar o close da câmera, que focava no rosto de um dos rapazes da banda. – Será que eles estão assim ainda? Digo, fisicamente falando.
– Bom, vamos descobrir daqui a quatro horas, se a gente conseguir dormir. – disse, dando de ombros e se posicionando de uma forma mais confortável em sua poltrona.

O silêncio surgiu dentro daquela nave novamente. As meninas não dormiram, mas estavam olhando atentamente para o vidro do jato. Muitas luzes e algumas nuvens. Voar era realmente emocionante e, o que para era um sonho, para era um pesadelo sem fim. Mais algumas fofocas rolaram soltas ali, naquele local, e nenhuma risada alta foi capaz de acordar Derek, que estava adormecido no fundo da nave. Logo, todas pegaram no sono.
– Eu não aguento minha capacidade de esquecer até mesmo a janela desse maldito avião aberta. – abriu os olhos, extremamente irritada. – Nem no céu eu tenho um segundo de paz? – Brigou com a vida e sentiu a cabeça doer. – Mas quê? Ai! – Urrou de dor.
– Para de reclamar, cacete! Eu tô tentando dormir! – resmungou assim que jogou uma capinha de óculos de sol na amiga.
– Eu vou abrir uma reclamação sobre você no controle de qualidade do FBI. – deu língua para a amiga.
– Calem a boca! – rolou os olhos. – Olhem! – Apontou pela janela do jato. As meninas grudaram seus rostos em suas respectivas janelas. Nossa, como Londres era bonita! Percorreram os olhos pelo famosíssimo Big Ben e, logo atrás, o London Eye surgiu na imensidão de nuvens brancas.
– Parece que chegamos. – Derek sorriu, enquanto segurava sua xícara de café.
– Jura? Que gênio. Se não fosse por você, eu nem teria percebido. – sacaneou, rolando os olhos. Derek preferiu ignorar. O jato logo pousou, permitindo que todos pudessem pegar suas bagagens. – Isso vai ser épico. – comentou, mantendo um sorriso enorme nos lábios enquanto ia, junto com as amigas, em direção ao táxi que ali estava.

 

Capítulo 3: This is war.
– Sai, ! Fecha essas pernas! – reclamou, dentro do táxi, ao ver que mantinha as pernas abertas e uma mochila entre elas.
– Não dá! Cacete, viu. – A amiga respondeu.
– O que você está carregando nesta mochila? – perguntou com serenidade na voz, obviamente porque foi a mais esperta, se sentando no banco do passageiro.
– Apetrechos. – Sorriu amarelo. – Você sabe. – Não bastou mais que uma palavra para que todas as meninas arregalassem os olhos.
– Você só pode estar brincando… – disse, fazendo uma cara de negação. Quando se referia aos “apetrechos”, estava falando de suas armas.
– Relaxem! Ninguém vai desconfiar. – sorriu vitoriosa. Vitória essa que durou apenas cinco minutos, já que o táxi estacionou em frente ao local de evento, permitindo que as meninas vissem uma corrente de seguranças fazendo a fiscalização. – Ok. Digamos que eu tenha exagerado… – Admitiu, tomando um “pedala” coletivo.
– O que faremos agora? – perguntou, nervosa.
– Oras, o que sabemos fazer de melhor. – deu de ombros, saindo do carro e indo retirar sua bagagem no porta malas. Ela foi seguida pelas outras três meninas. – ? – Chamou pela amiga e a mesma sorriu cúmplice, indo na frente.
– Bom dia, oficiais! – Sorriu sedutora para os dois guardas na portaria do evento. – Podem me informar, por gentileza, onde as bandas estão se alojando? – Ao mesmo tempo em que conversava com os oficiais, andava devagar e sutilmente, por trás de algumas pessoas, até que conseguisse entrar no evento. Porém, acabou sendo barrada por outro oficial logo a frente.
– Posso lhe ajudar?
– Eu estou procurando o alojamento de bandas. – respondeu rápido, convicta do que estava fazendo.
– Preciso da identificação. – O homem branco e de olhos castanhos pediu educadamente. entregou o documento à ele. – Certo. E qual o nome da banda? – “Nome da banda? Fodeu!”. Elas não haviam pensado em absolutamente nada.

– The Angels? Porra, ! – ria desesperadamente, já no alojamento de bandas. – Você foi a primeira a reclamar dessa merda de nome.
– Ei! – empurrou , extremamente ofendida com o comentário, pois ela havia inventado aquele nome.
– Ai, não fica assim, bebê. – Apertou as bochechas da menina, rindo em seguida.
– Conta como você conseguiu escapar da fiscalização dessa mochila. – pediu, ignorando completamente o que as amigas estavam falando. riu, se ajeitando na cadeira como se fosse contar a maior fofoca do universo.

Flashback de 15 minutos atrás:

– Perfeito. Preciso que me dê sua mochila para fiscalização. – O guarda pediu, estendendo a mão para a menina, que imediatamente tirou a alça da mochila preta dos ombros, entregando a mesma para ele. O homem revirou a mochila de e apenas encontrou um caderno, fones de ouvido, carregador de celular, o próprio celular e alguns produtos de higiene. – Liberada. – Disse para a menina e lhe devolveu seus pertences. abriu um sorriso largo, agradecendo e indo em direção às amigas, que estavam logo a frente.

Flashback Off.

havia aproveitado o movimento e, enquanto andava, conseguiu tirar sua Glock da bolsa e colocar por dentro da calça de moletom, jogando a camiseta por cima. O benefício de usar roupas confortáveis é este: praticidade.
– Ele não podia te revistar por ser homem. Muito bem pensado. – gargalhou, parabenizando a amiga.
– Obrigada! Obrigada! – sorriu.
– Finalmente encontrei vocês! – Derek disse, adentrando o cômodo onde as meninas estavam. Era tudo muito simples e padronizado. Funcionava como se fosse um hotel, mas era em um enorme campo afastado da cidade, onde havia um palco gigante no centro e, mais atrás, um lago gigante, na mesma proporção. Tudo era muito verde e bonito, já que o lago era cercado por diversas árvores, cobrindo uma extensão considerável de todo o território de evento. O alojamento das meninas era bem aconchegante. Na entrada tinha um pequeno corredor, que direcionava para quatro portas e, por trás de cada uma delas, havia uma suíte. A alimentação seria fornecida em um espaço próprio, levemente mais afastado do palco e das áreas comuns do evento.
– O Derek não consegue ficar um minuto longe da gente. – riu, vendo o desespero nos olhos do rapaz.
– Preciso que vocês estejam prontas em 15 minutos, no máximo. – O mesmo devolveu uma careta para a menina, que sorriu. – Estarei esperando do lado de fora. – Ele fechou a porta e tal ato fez com que as meninas fossem se aprontar. Elas tomaram um banho e se arrumaram. Não demorou muito para que quatro mulheres irreconhecíveis saíssem do alojamento, deixando Derek boquiaberto.

apostou em um cropped preto e uma calça boyfriend jeans de lavagem clara acinturada, mostrando apenas um fio de sua barriga, enquanto nos pés usava um par de vans old school. Soltou os cabelos por cima dos ombros e passou um batom vermelho escuro, logo após ter feito um delineado nos olhos. Já optou por um vestido vermelho estilo jardineira, com um par de all star preto nos pés e sua maquiagem não era muito diferente da de . usava um macacão totalmente preto e um par de tênis branco, vestindo uma jaqueta jeans logo que terminou a maquiagem, com um batom vinho. Já vestiu uma blusa rosa claro ombro a ombro, com um short acinturado e um par de vans nos pés.
– Cuidado, Derek. – disse, despertando o rapaz do transe. – Tá babando. – Piscou divertida, arrancando alguns risos das amigas.

Caminharam lentamente até o palco central. O tal McFly ia se apresentar e dar início às atividades do evento. O espaço dedicado ao show era imenso, com muitas pessoas, estilos, cores e vibrações diferentes.
– Vocês conseguem acreditar que estamos em uma missão internacional? – perguntou com os olhos brilhando.
– Não! – riu. – Mas estou quase começando a acreditar.
Andaram um pouco mais a frente, até avistarem o grande palco.
– Eu estou curiosa sobre esse tal de McFlurry. – disse, curiosa. – Sou só eu?
– Não! – respondeu animada, fazendo com que Derek, que estava há uns passos atrás, rolasse os olhos.
– Bom, parece que vamos conhecê-los agora. – sorriu vitoriosa, vendo quatro caras entrarem no palco.
Era curioso que, mesmo sem conhecê-los, parecia que a energia que os quatro passavam era bem contagiante. Tom foi o primeiro a entrar no palco. Ele usava uma camiseta da NASA, o que chamou a atenção de absurdamente, calça jeans e um par de vans preto nos pés. Harry optou por uma regata preta e calça jeans de uma lavagem escura. Danny preferiu usar uma camisa casual, também com jeans. Dougie escolheu uma bermuda de lavagem clara, com uma camisa xadrez e, claro, sem esquecer da bandana na cabeça.
– E aí, galera! – Tom cumprimentou a plateia do palco, que imediatamente vibrou. – Sejam bem vindos!
– Temos muitas surpresas para vocês! – Harry anunciou, chamando a atenção para a parte de trás do palco, onde estava a bateria.
– O nome dessa música é One for the radio. Espero que gostem! – Danny gritou ao microfone, levando o público ao delírio.

As meninas estavam ali, sem entender nada. A música era muito boa, mas nada de excepcional. Quer dizer, nada que elas já não houvessem escutado antes.
– Fala sério. – despertou as amigas do transe. – Tratam esses caras como se fossem os Beatles dos anos 2000. – Rolou os olhos.
– Bom, nós não estamos aqui pra gostar de ninguém, né? – deu de ombros. Realmente, ninguém estava ali para fazer uma avaliação musical, mas sim para uma missão internacional.

A apresentação havia terminado e as meninas se dirigiram a um auditório que havia ali próximo, entrando e sentando em uma das primeiras fileiras. Elas aguardaram por alguns minutos, até os quatro rapazes entrarem no ambiente. Eles sentaram-se à mesa posta na frente do auditório, como se fossem apresentar o Jornal Local de Londres.
– Pessoal, estamos muito contentes que estejam aqui! – Danny saudou.
– Vamos explicar um pouco sobre como vai funcionar esse evento. – Tom deu continuidade. – Bom, será uma semana bem intensa e, como vocês sabem, o intuito é arrecadar fundos para a caridade. – Continuou.
– Vamos fazer algumas gincanas, também. – Dougie tomou a frente da explicação. – Então vamos classificar o evento por pontuação na gincana, quem fizer a pontuação máxima por prova, faz a apresentação no palco central. – Finalizou sorrindo.
– Isso tá parecendo escola. – sussurrou, divertida.
– Na verdade, a ideia é essa, mesmo. – Harry, que aparentemente ouviu o que a menina havia dito, chamou a atenção, fazendo com que sorrisse amarelo. – De qual grupo vocês são? – Perguntou sério.
– The Angels. – respondeu, um pouco sem graça. Harry arqueou uma sobrancelha.
– Já avisaram o Charles de que vocês estão aqui? – Dougie sacaneou, o que fez com que fechasse a cara.
– Ronald McDonalds ligou. Ele quer o McFlurry de volta. – se intrometeu, fazendo uma piada, mas que na cabeça dela fazia total sentido. Foi a vez de Dougie fechar a cara, se levantando.
– Você tá louca, garota? – Perguntou, visivelmente irritado. À essa altura do campeonato, todos ali na sala observavam os oito, perplexos.
– Louca?! – soltou uma risada sarcástica. – Se enxerga, cara.
– Ei! Parem com isso! – Tom ordenou.
– O cara acha que só porque tem um buraco na cara está no direito de mandar em alguma coisa. – Foi a vez de se pronunciar, deixando Tom enfurecido.
– Seguranças! – Harry chamou, assim que percebeu que ameaçou se levantar para dar um soco em Dougie. Dois seguranças brutamontes imediatamente seguraram as meninas pelos braços, levando-as para uma sala no auditório e ali elas ficaram por pelo menos uns 45 minutos, até que os rapazes do McFly pudessem explicar o funcionamento do evento.
– Que merda! – gritou, visivelmente enfurecida. – Pra que sacanear a gente assim?
– Bom, foi você quem começou. – Derek comentou entrando na tal sala, já que estava lá fora tentando arrumar a bagunça que fizeram.
– Ah, me erra! Foi só um comentário. – se pronunciou. Sabia que Derek estava certo, mas jamais admitiria aquilo.
– Vocês precisam entender que estamos aqui em uma missão. – Derek virou para as quatro, sério. – Não podemos estragar o disfarce. E como se não bastasse precisar manter um bom disfarce, precisamos preparar algo, pois vocês são uma das últimas bandas para a apresentação. – Passou a mão no cabelo, preocupado.
– Morgan! – Um rapaz aparece na porta, chamando a atenção de Derek e das meninas.
– Oh! Olá, Fletch. – O moreno sorri de volta. – Meninas, este é o empresário do McFly, Fletch. – As meninas sorriram, cumprimentando o rapaz. – Estava conversando com elas sobre o mal entendido.
– Ah, está tudo bem! Tenho certeza que os rapazes não se importaram com isso! – Fetch sorriu simpático.
Aquela garota só pode ser doente! ouviu a voz de Dougie ecoando no corredor e cruzou os braços.
– Viu? Nada demais. – Sorriu amarelo, andando até à porta da sala. – Rapazes, venham até aqui! – Chamou os quatro que, de uma forma extremamente emburrada, entraram. – Essas são as meninas, The Angels.
– É. A gente já se conheceu. – Danny disse, rolando os olhos.
– Ninguém falou de você e já está tomando as dores? Que gado. – riu, debochada.
– Olha aqui, garota…
– Garota não! Eu tenho um nome. – interrompeu. – Meu nome é . – Impôs, fazendo o rapaz encolher os ombros.
– Rapazes, essas são Ried, Williams, Thompson e Scott. – Fletch apresentou as meninas aos rapazes, que não deram muita bola. – Sejam gentis. – Resmungou de canto.
– Prazer. Somos Harry Judd, Daniel Jones, Dougie Poynter e Thomas Fletcher. – Harry disse, apresentando todo mundo.
– Talvez não seja um prazer tão grande assim. – disse baixinho o suficiente para que só as meninas ouvissem. – O prazer é nosso. – Sorriu estonteante, como se a briga de algum tempo atrás nem tivesse acontecido. As amigas deram uma risadinha maliciosa. Impressionante como era uma ótima atriz.
– Viemos aqui nos desculpar. – Tom disse sincero. – Sério, desculpem mesmo. – As meninas se olharam, desconfiadas.
– Ah… Ok. – não soube muito o que dizer, então preferiu ser monossilábica.
– Sem problemas! – sorriu simpática de verdade.
– É. Por mim, tudo bem. – deu de ombros e também sorriu sincera. apenas assentiu com a cabeça.
– Fico feliz que tenham se resolvido. – Fletch sorriu. – Vamos tratar de negócios, Derek? – Convidou o moreno até a porta da sala e ambos sumiram pelo corredor. Os oito ficaram se olhando por alguns minutos, até que Dougie tomou o rumo da conversa.
– Como prova de nosso remorso… – Disse pausadamente, como se estivesse explicando algo para uma criança de cinco anos. – Viemos convidá-las para ser a primeira banda a tocar. – Sorriu irônico.
– Quê? – As quatro arregalaram os olhos. – Mas nós estávamos basicamente entre as últimas apresentações na listagem. – disse, incrédula.
– Bom, como diretores do comitê do evento, nós decidimos mudar. – Tom, que até então mantinha uma expressão sincera no rosto, sorriu maquiavélico.
– Caralho! Esse aí superou a . – sussurrou para , que concordou.
– Ok. – disse, simplesmente. – Vamos fazer.
– Ótimo! – Harry sorriu galanteador, fazendo com que a menina se desconcentrasse por míseros segundos, mas nada perceptível. – Mas precisarão compor, em dois dias, uma música nova. – Desafiou.
– Sério, qual o problema de vocês? – arregalou os olhos.
– Vocês, ué. – Dougie deu de ombros. – Não está óbvio?
– Ah, entendi. – começou a rir. – Vocês não aguentam ser motivo de piada no meio das pessoas, porque ficam ofendidinhos. – Fez um biquinho.
– Escuta aqui, garota… – Dougie foi pra cima de que, no mesmo minuto, também foi para cima dele.
– Para você é Ried, Poynter. – Cerrou os olhos. – Agora sossega esse facho antes que eu te arrebente. – Ameaçou e, por alguns segundos, ela pôde ver nas duas piscinas de Dougie (o que chamaríamos de “olhos”) muito ódio envolvido. Danny segurou o rapaz pelos ombros e as meninas fizeram o mesmo com .
– Nós vamos encerrar por aqui essa conversa. – Danny anunciou sério, ainda segurando Dougie, impaciente, pelos ombros. – A palavra chave para a nova composição de vocês é: melhorem.
– Isso se quiserem continuar nesse evento. – Tom disse. Essa foi a última pronúncia dos rapazes antes de saírem da sala, deixando as meninas extremamente nervosas e com raiva.

 

Capítulo 4: Looking up.
Esses caras do McFly realmente mexeram com as meninas. Uma missão extremamente importante e suas habilidades musicais já foram logo colocadas em jogo. Pena eles não saberem quão boas elas realmente eram no que estavam fazendo.

Depois daquele dia super agitado, e quatro garotas com raiva de quatro rapazes, já estava na hora das meninas irem para seus devidos aposentos, mas claro, não sem antes dar uma checada no local.
– Eu e vemos o palco. – disse. – Vocês duas podem ficar perto do lago. – Sugeriu para as meninas.
As quatro estavam vestidas basicamente da mesma forma: short de moletom e camiseta. Digamos que essas roupas poderiam ser consideradas um “pijama oficial do FBI”. Elas foram caminhando para a saída do aposento, deixando , que era a última da fila, fechar a porta. fez sinal de silêncio, levando o dedo indicador aos lábios quando espirrou.
– Onde vocês pensam que vão? – A voz de Derek surgiu, fazendo com que as meninas se assustassem.
– Porra, Morgan! – gritou em um sussurro, se é que isso fosse possível.
– Nós temos uma missão. – respondeu, fazendo uma típica cara de “duh”.
– Eu sei disso. – Derek andou até as quatro, de braços cruzados. – Mas e a música que vocês precisam apresentar?
– Isso só pode ser brincadeira. – rolou os olhos.
– Não, . Infelizmente não é brincadeira. – O rapaz disse em um tom sério, deixando as meninas um pouco assustadas. Nunca tinham o visto daquele jeito. – Se vocês forem eliminadas por causa da merda de uma música, acabou a missão. Entenderam?
– Não acha que está dramatizando muito, não? – perguntou, debochada.
– Para começo de conversa, , se você tivesse ficado quieta, estaríamos agora fazendo uma limpeza de espaço no local. – Sorriu irônico. – Mas como vocês não conseguem controlar o ego, quase estragaram o disfarce.
– O tal de Poynter quase avançou na e você vai mesmo defender? – tomou a frente da conversa, indignada.
– O tal de Poynter apanharia quinze vezes da se tivesse encostado um dedo nela, e você sabe muito bem disso. – Derek olhou friamente para o rosto de , que encolheu os ombros. Realmente, se Dougie tivesse encostado em , ele obviamente sairia perdendo.
– É, mas… – tentou rebater, sem muito sucesso, pois logo foi interrompida.
– Sem “mas”. Vocês vão entrar nesse quarto, porque daqui a dois dias precisam apresentar uma música. Eu vou dormir, mas vocês têm trabalho a fazer.

Bom, era nítido que Derek Morgan estava enfurecido e mais nítido ainda que as meninas jamais esperariam isso dele. Logo ele, que sempre foi muito compreensivo e defendia todo mundo.
– Parece que não temos direito à defesa nessa situação… – admitiu. – Me desculpem, meninas. Eu não deveria ter começado uma briga desnecessária.
– Ei, relaxa. Todo mundo riu disso, então todas nós temos um pouquinho de culpa no cartório. – pousou a mão no ombro da amiga, em forma de consolo, sorrindo fraco.
– Acho que o que já foi, já passou. Vamos focar no que precisamos fazer. – disse esperançosa, sentando-se na cama de . Todas estavam no quarto dela, já que a moça era a que mais havia se afetado, por ter iniciado a briga.
– Relaxem, as coisas vão melhorar. – sorriu consoladora. – Nós sempre vencemos as dificuldades, não vai ser agora que isso vai mudar. Certo? – Perguntou e as outras três sorriram, um pouco desmotivadas.

Ficaram um tempo ali, mexendo no celular. O clima estava tenso e pesado, até que uma ideia surgiu na cabeça de :
– É isso! – Gritou, fazendo com que , que estava ao seu lado, caísse da cama.
– Ordinária. – Resmungou, alisando o cotovelo.
– É isso o quê, maluca? – perguntou curiosa.
– Eu tenho a ideia para a nossa letra. – Sorriu triunfante. – Vamos pro mini estúdio! – Convidou as amigas, que logo estavam em seu encalço, indo em direção ao local. O mini estúdio do evento era um lugar onde qualquer banda poderia entrar para fazer a passagem de som, ensaio ou até mesmo convidarem os amigos para uma mini apresentação. Todo o equipamento necessário estava ali: violão, guitarra, baixo, bateria, mesa de som e outra infinidade de instrumentos.
– Derek avisou quando nossos instrumentos chegam? – perguntou, ajustando a correia do baixo em seu corpo.
– Ele disse que amanhã de manhã. O ouvi comentando com o tal do Fletch. – deu de ombros, decidindo se pegaria a guitarra amarela ou azul.
– Maravilha! – sorriu, se acomodando na bateria.
– Vamos começar! – sorriu confiante, tomando seu posto.

Do outro lado do acampamento, os rapazes do McFly também estavam trabalhando em algumas questões musicais para as próximas apresentações.
– Vocês acham que pegamos pesado? – Harry perguntou, lembrando-se vagamente do rosto de .
– Acho que cada um tem o que merece. – Dougie disse, convicto e rancoroso.
– Bom, talvez o prazo que demos para a música tenha sido muito judiado… – Tom se sentiu mal com o feito e Danny concordou.
– E se formos até o alojamento delas? – Perguntou sem devaneios. Eles realmente estavam se sentindo mal com isso, porque por mais que tenha sido uma brincadeira de mau gosto, não foi tão justa a consequência. Saíram do alojamento decididos a ajustar as coisas com as meninas.
– Talvez a gente até acabe fazendo amizade, né? – Dougie perguntou sorridente. Não admitiria isso jamais na vida, mas toda marrenta daquele jeito, fez com que ele repensasse um pouco as atitudes.
– Vocês estão ouvindo isso? – Danny, que estava andando na frente, parou bruscamente e indicou a orelha, para que os amigos escutassem também.
– Estou ouvindo sim… E me parece bom. – Harry comentou. Os quatro perceberam que o som vinha do mini estúdio e eles logo trataram de se apressar para ver o que estava acontecendo ali.
– Dougie, você é anão. Não vai alcançar. – Danny sacaneou o amigo, que respondeu com um dedo do meio bem em seu rosto.
– Parece que são elas. – Harry espremia os olhos tentando enxergar. – É. São elas! – Confirmou olhando para os amigos, que se debatiam tentando ver o que elas estavam fazendo.

Observaram por alguns instantes: as meninas tinham certa presença fazendo música. estava empolgada, segurando um contrabaixo elétrico cor-de-rosa, o que fez com que Dougie lembrasse do seu próprio instrumento com algumas luzes em neon. O interesse de Tom percorreu a sala inteira, até pousar os olhos em e… Poxa vida! A maneira como ela trocava os acordes e se encaixava na música era totalmente cativante. Ele sorriu de canto, pensando sobre isso. Danny, indignado com o que estava vendo, precisou admitir – para si mesmo, óbvio – que estava mandando bem. Ela estava no microfone, cantando com emoção e paixão, o que o fez lembrar da época em que o McFly começou. Harry reparava atentamente nos movimentos que fazia com as baquetas: prato, prato, caixa, bumbo. Não sabia o que sairia dali, mas estava gostando da sequência.

Por alguma razão, assistir a este ensaio, mesmo estando ali clandestinamente, despertou diversos sentimentos nostálgicos nos garotos, sobre como a banda havia começado e também no quanto as coisas estavam dando certo pra eles.

Flashback de 2003.

– Nós vamos chamar para a banda um garoto que vomita antes de cada apresentação? – Tom perguntou para Danny, enquanto avaliava a ficha de todos os baixistas ali.
– Prefiro alguém que a gente possa moldar. – Danny deu de ombros. – E porque é sempre bom ter um mascote. – Soltou uma risada escandalosa.
Saíram do salão principal do teatro, onde as audições estavam abertas para a moldagem do McFly.
– Dougie Poynter e Harry Judd. – Os dois olharam imediatamente. – Parabéns! Vocês são os dois integrantes escolhidos. – Sorriu sincero.

Flashback Off.

– Cara, vocês têm noção de que eu tinha só 15 anos quando isso rolou? – Dougie riu se lembrando de quando entrou para a banda.
– Eu só consigo lembrar que você não parava de vomitar, isso sim. – Harry comentou arrancando um riso divertido de todos, exceto Dougie.
– As madames além de otárias também são pervertidas? – Uma voz feminina distante surgiu e os quatro imediatamente viraram para onde ela vinha.
, não é isso que você está pensan…
. – Ela corrigiu Danny. – E tem algum outro motivo para vocês estarem olhando quatro meninas a essa hora? – Perguntou, cruzando os braços.
– Ora, não seja louca! – Tom rolou os olhos. – Nós só estávamos passando. – Disse com plena convicção. Depois de ter sido chamado de pervertido e otário, jamais que se desculparia com as meninas pelo que havia acontecido naquele dia mais cedo.
– Eu vou fingir que você não tem um amor incondicional por nós, Fletcher. – riu, divertida.
– O que está rolando? – apareceu do lado de fora do estúdio, dando de cara com os quatro rostos que ela definitivamente não queria ver naquele dia. – Ah. Já vi tudo. – Olhou para Dougie com desgosto e o mesmo fechou a cara.
– Me erra. – Reclamou da atitude da menina.
– O que vocês vieram fazer aqui? – deu as caras assim que escutou a discussão, sendo seguida por .
– Não interessa. – Harry se impôs. – Nós somos os representantes do evento, não devemos satisfação à vocês. – Disse com o intuito de encerrar aquela discussão, estufando o peito.
– Pega toda essa sua autoridade, Judd, e enfia bem no meio do seu… – estressou, indo em direção a Harry.
– Chega! – Tom, o mais pacífico ali, pediu. – Vamos embora. – Chamou a atenção dos outros rapazes. – E vocês… Bom, vocês têm só mais algumas horas, porque eu acabei de mudar de ideia e quero que a apresentação de vocês seja amanhã no horário do almoço. – Sorriu triunfante, vendo a expressão das meninas.

Ok, agora pegaram pesado, mesmo. A música nem estava pronta e eles aprontaram essa sacanagem com elas. Depois de – mais uma confusão – tudo, as meninas resolveram voltar aos aposentos e pelo menos tentar descansar.
– Eu não acredito nisso. – disse, irritada com a situação. – Nós nem conseguimos repassar tudo. – Fez uma cara de derrotada.
– Calma, vamos conseguir. Nós escrevemos a letra todinha em menos de duas horas. – sorriu vitoriosa. – Amanhã faremos a passagem e vamos esfregar na cara do McFlurry quem manda nessa casa. – Se convenceu de que, além de prender o maior miliciano de NYC, também sairia do evento com muito sucesso como banda. Elas não demoraram muito para dormir, pois logo pegaram no sono. O dia seguinte seria muito agitado e, como fazia muito tempo desde que tiveram contato com a música, as quatro estavam ainda mais nervosas. dormiu como uma pedra, tentando relaxar o máximo possível. se virava de um lado para o outro, enquanto já estava praticamente babando e continuou lendo seu livro até pegar no sono definitivamente.

– Vamos acordar, porque o dia vai ser muito longo. – Derek apareceu batendo nas portas dos quartos, assustando as meninas. – Pode abaixar a Glock, . – Disse com as mãos pra cima, assim que sentiu o cano da arma em suas costas. A menina riu.
– Ninguém mandou ser um bundão inconveniente. – Guardou a Glock debaixo da cama.
– Vejo que você já está pronta, mas e as outras? – Perguntou observando , que estava com uma saia jeans surrada, all star vermelho de cano alto nos pés e uma camiseta branca lisa, com uns colares aleatórios no pescoço. Os cabelos estavam soltos nos ombros e seus grandes olhos castanhos observavam Derek por trás das lentes do óculos de grau.
– Nós também, docinho. – apareceu, usando um short-saia xadrez, camiseta preta com desenhos de raio e um all star branco. – Só preciso terminar de arrumar meu cabelo. – Sorriu, prendendo as madeixas em um rabo de cavalo alto, deixando alguns fios soltos no rosto.
– Nós? – Derek perguntou confuso, sentindo seu joelho dobrar. – Hey! – Sorriu para , que sorriu de volta. A menina usava uma calça boyfriend que ia até metade da canela, com um cropped amarelo de manga curta. Acompanhando o look, um par de vans nos pés.
– Bom dia, garotão!
– Fiquei sabendo que aprontaram ontem à noite e que os rapazes do McFly adiantaram a apresentação de vocês… – Derek comentou, preocupado.
– Dá um tempo, Morgan. Está tudo sob controle. – Quem Derek estava esperando, finalmente apareceu e estava ainda mais linda. Usava um short de cintura alta, cropped branco e uma jaqueta de couro preta. estava linda! Cabelos jogados para trás e, nos pés, um par de vans amarelo, com meias até os joelhos.

As quatro belas moças – e Derek – andaram até o centro do evento, onde a produção ofereceria coisas para comer. olhou em seu relógio, que marcava 11h37. Elas se apresentariam em uma hora, basicamente. Encontraram uma mesa com cinco cadeiras e ali sentaram.
– Talvez seja uma boa vocês irem afinar os instrumentos. – Dougie passou por trás de , sussurrando em seu ouvido. Não sabia ao certo o motivo, mas ela sentiu todos os cabelos de sua nuca se arrepiarem com essa ação.
– Vai se foder, Poynter! – Mandou o dedo do meio para o rapaz, que riu e seguiu seu rumo com os outros três amigos. – Ele me tira do sério. – Resmungou olhando pras amigas.
– Está coradinha por quê? – perguntou maliciosa e ficou sem graça.
– Cala a boca, ! – Ordenou, fazendo com que todos na mesa rissem.
– Boa tarde, Londres! – Danny chamou a atenção de todos no microfone do palco central. – Vocês devem estar se perguntando por que adiantamos a apresentação das garotas The Angels. – Carregou o nome da banda com ironia, o que fez com que as meninas rolassem os olhos, além de obviamente quererem matá-lo.
– Elas se comportaram muito mal, então aplicamos um singelo castigo. – Foi a vez de Dougie puxar a direção do assunto, rindo malicioso. – Subam aqui meninas! Vamos ver se vocês realmente deram conta do recado. – Chamou as quatro garotas para o palco. Qual é? Não deram nem tempo para elas fazerem a passagem de som.
– Poynter, vocês estão loucos? – perguntou incrédula, subindo ao palco.
– Relaxa, Scott. – Danny tomou partido da situação. – Vocês dão conta. – Disse de forma silenciosa perto do rosto da garota, que sentiu seu corpo dar uma leve estremecida.

As meninas não tinham opção além de simplesmente apresentarem a música para o público. A plateia estava cheia e elas nunca tinham feito uma apresentação assim, tão grande e importante. Fora que qualquer coisa que fizessem, elas corriam o risco de estragar o disfarce. Então, sem música, sem disfarce. E sem disfarce, sem missão. Nem preciso dizer que se elas ficassem sem a missão, teriam a consequência de conseguir um Leon Cooper extremamente aborrecido no pé delas pelos próximos anos, certo? Muito bem.
– Nossos instrumentos nem estão aqui ainda. – lembrou.
– Usem os nossos, ué. – Harry deu de ombros, usando o seu maior tom “se vira” do universo, o que deixou com mais raiva.
Como o público já estava pedindo, elas não tinham escolha: ou iam, ou iam. Ponto.

Ajeitaram-se nas devidas posições, menos , que estava brigando com a correia do baixo de Dougie.
– Caralho, você usa isso aqui mais baixo do que suas calças. – Reclamou para o menino, que a ajudava.
– Então quer dizer que alguém anda olhando a minha bunda por aí? – Riu malicioso.
– Cala a boca, garoto. – Rolou os olhos.
– Não seja mal educada, eu estou te ajudando e nem deveria. – Lembrou, irritado. deu de ombros e ficou em sua posição.
– O nome dessa música é Looking Up. Como desafio dos garotos do McFly. – disse no microfone e, em seguida, olhou para as meninas que assentiram, como se dissessem que ela poderia fazer a chamada inicial da música com suas baquetas.
– 1, 2, 3, 4. – Contou batendo uma baqueta na outra com os braços pra cima e logo o primeiro solo de guitarra, vindo de , começou. (N/A: Sugiro que coloquem a música Looking Up, do Paramore, pra tocar agora porque ler com a música tocando fica bem emocionante!).

Things are looking up, oh finally!
(As coisas estão melhorando, oh finalmente!)
I thought I’d never see the day when you smile at me
(Eu nunca pensei que veria você sorrir para mim de novo)
We always pull through
(Nós sempre vencemos as dificuldades)
Oh when we try
(Oh quando tentamos)
I’m always wrong but you’re never right
(Eu estou sempre errada mas você nunca está certo)
Oh you’re never right!
(Você nunca está certo!)

Flashback On.

– As coisas sempre melhoram, . – sorriu sincera, abraçando a amiga.
– Isso! As coisas estão melhorando, finalmente. – reforçou, participando do abraço.
– Nossa pilota de aviões! – sorriu, levantando o copo, fazendo um brinde à pela promoção na base da aeronáutica.
se lembrava de diversos momentos em que tentava se recuperar do assassinato dos pais, de como e quando conheceu suas amigas e sobre como elas a fizeram sentir quando virou Capitã da aeronáutica.

Flashback Off.

fechou os olhos, sorrindo e se deixando envolver pela música que ela mesma estava tocando no momento. Conseguiu se lembrar de todas as vezes que superou suas dificuldades dentro de uma base militar e o quanto queria que seus pais estivessem vivos e pudessem vê-la hoje: forte, destemida e bem sucedida.

Honestly, can you believe we crossed the world while it’s asleep?
(Honestamente, você pode acreditar que nós cruzamos o mundo enquanto ele estava dormindo?)
I’ll never trade it in, ‘cause I’ve always wanted this!
(Eu nunca trocaria por nada, porque eu sempre quis isso!)
It’s not a dream anymore! No oh oh oh
(Não é mais um sonho! Não oh oh oh)
It’s not a dream anymore! It’s worth fighting for
(Não é mais um sonho! Vale a pena lutar)

Flashback On.

– Você sabe que não vai conseguir passar na prova de Perita Criminal, né? – A mãe de perguntou, sentando-se ao lado da filha.
– A senhora realmente não acredita em mim, né? – rolou os olhos, impaciente. Fazia dias que havia prestado a tal prova de Perita Criminal e estava esperando o resultado, mesmo que seus pais fossem contra. Escutou o telefone tocar e leu o nome de no visor.
Já viu no site quem é a nossa nova Perita? – Soltou um gritinho de comemoração do outro lado da linha.

Flashback Off.

A verdade é que sempre foi muito subestimada por toda a sua família, principalmente por querer seguir carreira em uma área que ninguém a apoiava ou sequer concordava. Agora, estando em Londres, se sentia atravessando o mundo debaixo do nariz de todos, enquanto fazia o que sempre gostou. O que sempre quis.

Could’ve given up so easily
(Poderia ter desistido tão facilmente)
I was a few cheap shots away from the end of me
(Fiquei a umas poucas tentativas do meu próprio fim)
Taking for granted most everything that I would’ve died for
(Desconsiderado, quase tudo pelo que eu morreria)
Just yesterday
(Só ontem)
Just yesterday
(Só ontem)

Flashback On.

– Me passa a bolsa! – Um homem alto e encapuzado segurou o braço de enquanto ela andava pelas ruas de Manhattan, depois de uma apresentação teatral.
– Eu não tenho dinheiro… – Disse com uma expressão de medo no rosto.
– Então me parece que você vai ter que pagar de outra forma… – O assaltante comentou, olhando a menina de cima a baixo, malicioso. instantaneamente começou a chorar ao sentir as mãos do rapaz pelo seu corpo. O barulho de uma sirene soou pela rua escura, fazendo com que ele se assustasse e fosse embora num disparo. aproveitou e correu até a viatura, sendo abrigada e protegida por dois policiais.

Flashback Off.

Um dos motivos que levou a entrar no FBI foi o dia de seu assalto e quase estupro. A menina pensou diversas vezes em suicídio, pois não aguentou o fardo que precisaria carregar… Até se lembrar do quanto , e ajudaram e a incentivaram.

Honestly, can you believe we crossed the world while it’s asleep?
(Honestamente, você pode acreditar que nós cruzamos o mundo enquanto ele estava dormindo?)
I’ll never trade it in, ‘cause I’ve always wanted this!
(Eu nunca trocaria por nada, porque eu sempre quis isso!)
It’s not a dream anymore! No oh oh oh
(Não é mais um sonho! Não oh oh oh)
It’s not a dream anymore! It’s worth fighting for
(Não é mais um sonho! Vale a pena lutar)

As quatro cantavam em coro, em alto e bom som, deixando os rapazes do McFly boquiabertos.

God knows the world doesn’t need another band, whoo-oa, whooo-oa!
(Deus sabe que o mundo não precisa de outra banda, whoo-oa, whooo-oa!)
But what a waste it would’ve been! Whoo-oa, whooo-oa!
(Mas que desperdício teria sido! Whoo-oa, oa-whooo!
I can’t believe we almost hung it up whoo-oa, whooo-oa!
(Eu nem acredito que nós quase desistimos whoo-oa, oa-whooo!)
We’re just getting started, whoo-oa, whooo-oa!
(Nós estamos apenas começando, whoo-oa, oa-whooo!)

Flashback On.

, você poderia ter sido presa! – A mãe de lembrou, dando-lhe bronca pela invasão ao sistema escolar.
– Eu fui genial, mãe. – Rolou os olhos.
– E estúpida! Você nunca mais vai encostar em nenhum equipamento eletrônico, me ouviu bem? – Ameaçou mais um castigo à menina, saindo pela porta do quarto.

Flashback Off.

riu enquanto tocava, porque se lembrou da perturbação durante sua adolescência, quando estava prestes a desistir da bolsa de estudos em Tecnologia da Informação, preparatória para o FBI, de tanto escutar que eles precisavam de uma pessoa mais competente, segundo a mãe da menina.

Honestly, can you believe we crossed the world while it’s asleep?
(Honestamente, você pode acreditar que nós cruzamos o mundo enquanto ele estava dormindo?)
I’ll never trade it in, ‘cause I’ve always wanted this!
(Eu nunca trocaria por nada, porque eu sempre quis isso!)
It’s not a dream anymore! No oh oh oh
(Não é mais um sonho! Não oh oh oh)
It’s not a dream anymore! It’s worth fighting for
(Não é mais um sonho! Vale a pena lutar)

Repetiram o refrão pela última vez.

I can’t believe we almost hung it up, whoo-oa, whooo-oa!
(Eu nem acredito que nós quase desistimos, whoo-oa, whoo-oa!)
We’re Just Getting Started, whoo-oa, whooo-oa!
(Nós estamos apenas começando, whoo-oa, whoo-oa!)
I can’t believe we almost hung it up, whoo-oa, whooo-oa!
(Eu nem acredito que nós quase desistimos, whoo-oa, whoo-oa!)
We’re Just Getting Started!
(Nós estamos apenas começando!)
Yeah We’re Just Getting Started!
(Nós estamos apenas começando!)

A música acabou com cantando a última frase, deixando os cabelos colados na testa, tamanho o suor. Virou-se para onde os rapazes estavam parados de bocas abertas, literalmente, e soltou uma piscada marota, fazendo com que eles despertassem do transe. Já era de se esperar, mas as meninas do The Angels foram aplaudidas de pé por toda a plateia do evento, por pelo menos uns cinco minutos.

É… O McFly tinha muita coisa para se preocupar daqui pra frente.

Capítulo 5: We were only kids.
O sol daquela tarde estava insuportável, isso porque era Londres e o máximo de calor que já havia feito ali não passou de 25 graus, talvez. Depois da apresentação do almoço, as meninas precisavam muito tomar um banho já que às 15h a primeira gincana do evento começaria e elas precisavam estar prontas pelo menos alguns minutos antes.
– Eu achei o máximo a cara daqueles quatro palhaços. – comentou rindo, lembrando-se da cara de “pamonha” que haviam feito.
– Nossa, nem fala! Mexeram com as garotas erradas, infelizmente. – fez um beicinho fofo.
– Como será que eles estão agora? – perguntou, curiosa, e as amigas deram de ombros, rindo em seguida.

Foi, de fato, impagável a cara com a qual os rapazes ficaram naquele show. Quer dizer, eles esperavam ferrar com a vida delas. Não iam as expulsar ou algo do tipo, mas a ideia era deixar um aviso de quem mandava. O problema é que acabou ficando óbvio quem realmente mandava ali.
– Acho que vocês estão se desesperando à toa. – Tom disse calmamente, sentado no sofá do quarto. Os aposentos do McFly com certeza eram os mais luxuosos, importantes e confortáveis de todo o evento. Acho que nem preciso comentar sobre, não é mesmo?
– Cara… – Harry passou as mãos pelo cabelo. – Você não tem ideia do quanto eu invejei a na bateria.
– Invejou a ou as baquetas que ela estava segurando, Judd? – Danny olhou malicioso para o amigo, que mandou um dedo do meio bem na cara do rapaz.
– Cala a boca, Danny! – Mandou, rindo em seguida. – Vocês entenderam que nosso plano de dar um “sustinho” se virou contra nós, né? Ou eu estou louco? – Perguntou, virando para os amigos.
– Que tempestade, Harry. – Dougie caçoou do desespero do amigo, sentado na cama de Tom e olhando pra cima. Precisava admitir, pelo menos para si mesmo, que tinha mandado muito bem. Que presença!
– Tempestade? – Tom retrucou. – Só faltou escorrer baba da sua boca enquanto olhava a cantar. – Fez um gesto de baba escorrendo com o indicador, seguindo do lábio até o queixo, e riu do amigo, que fechou a cara imediatamente.
– Como se você não estivesse caidinho pela , né? – Dougie arqueou uma sobrancelha e sorriu de canto.
– Qual foi, Poynter? Tá de apelidinho agora? – Harry sacaneou fazendo um biquinho e todos deram risada, com exceção de Dougie, claro.
– Tá. Esqueçam essa merda e vamos logo, porque a próxima gincana vai começar. – Dougie mudou de assunto, irritado, e os amigos foram atrás dele rumo à tal gincana.

As garotas foram andando até o local da nova gincana, que até onde haviam entendido, seria uma atividade aquática. Então, como mandava a programação, as quatro estavam de short e biquinis, todas com o top de cores diferentes: com um top azul e boné virado para trás na cabeça, com seu cabelo solto; com um amarelo e óculos escuros ray-ban aviador; com um top verde com bandana na cabeça; e com um rosa e smart watch à prova d’água, pois Scott ficaria longe da tecnologia no meio do mato. Como o clima de Londres era imprevisível, decidiram vestir um camisetão simples por cima, só por precaução. Quando estavam quase chegando ao local de partida, viram diversas bandas juntas, com estilos muito diferentes. Mas não haviam só bandas, mas também intérpretes, artistas plásticos e diversos outros campos artísticos juntos. O diferencial, era que os músicos estavam separados das demais atividades.

Não demorou muito para que os oito indivíduos dessa história se encontrassem. Se encararam frente a frente e tudo o que passava na cabeça de Dougie era “o que existe em baixo dessa camiseta larga e ridícula da ?”.
– Pervertido. – A voz da menina surgiu no ambiente, fazendo Dougie balançar a cabeça.
– Ahn? – Dougie perguntou confuso.
– Você está me olhando de um jeito esquisito, babaca. – resmungou, abraçando seu próprio corpo.
– Estou nada. – O rapaz relutou, se fazendo de sonso.
– Cara, tava sim. – Harry deu risada, fazendo com que os outros meninos rissem junto.
– Atenção! – O coordenador da atividade gritou, causando um leve susto nos demais. – Vou passar as coordenadas dessa missão para vocês, então estejam atentos porque eu só vou falar uma vez.
– Nós estamos no quartel de novo? – perguntou num sussurro para , que estava ao seu lado, e as duas riram baixinho.
– Você aí. – O moço apontou para , que fez cara de paisagem no mesmo minuto. – Pode se juntar com o baixinho à direita. – Apontou para Dougie e todos, exceto ele, deram risada.
– Você só pode estar brincando… – rolou os olhos, de braços cruzados, indo em direção a Dougie. – Mané, presta atenção porque só vou falar uma vez: se eu perder essa gincana, você tá fodido. – Cerrou os olhos para o rapaz que não admitiu, mas ficou um pouco receoso.
– Relaxa aí, garota. Você nem sabe qual vai ser a gincana. – Dougie ergueu os braços como se tentasse se isentar da culpa.
– Se fodeu. – disse, movendo os lábios para a amiga.
– Garota do boné. – era a única que usava um boné virado para trás. – Pode ir ao lado do loiro com o buraco na bochecha. – Apontou para Tom.
– Só me faltava essa… – Tom rolou os olhos.
– Cala a boca, se não te dou um soco. – disse seca, ficando ao lado do rapaz, que calou a boca imediatamente.
– Não está mais aqui quem falou. – Tom fez o famoso sinal de “zíper”, selando os próprios lábios.
– A menina de óculos. – Apontou para . – Você pode ficar com o bombadão ali. – Disse olhando para a ficha, indicando com sua mão para o Sr. Harry Judd.
– Por que a característica dele soa mais como elogio do que zoação? – Dougie perguntou, incrédulo.
– Cala a boca, nanico. – ordenou, rindo divertida, o que fez com que Dougie mostrasse a língua.
– Eu posso continuar? – O coordenador perguntou, meio sem paciência, e todos fizeram silêncio. – Ótimo. Menina da bandana, pode ir com o garoto todo tatuado ali. – Apontou para Danny. respirou fundo e, em partes, ficou até agradecida por não ter sido a dupla de Harry, já que ambos começaram a briga.
– Eu também sou tatuado! – Dougie gritou mais indignado ainda.
– Cala a boca, Poynter. – Tomou um “pedala” de Tom, que estava ao seu lado, fazendo rir.
– Tá rindo de quê? – Perguntou o rapaz, irritado, massageando o local atingido.
– De você. Não está óbvio? – respondeu ironicamente, deixando Dougie furioso.
– Maravilha! Duplas formadas, então prestem atenção. – Antes que qualquer comentário pudesse sair da boca de Dougie, o coordenador da gincana chamou a atenção de todos para si. – Foi entregue à vocês um mapa e isso vai funcionar como caça ao tesouro. São 15h agora, então vocês têm até às 21h para tocarem o sino no espaço principal desse evento. A primeira pista está escrita no mapa, então precisam seguir até encontrarem todas. Entendido? – Perguntou firme e todos responderam que sim. – Boa sorte. – Desejou e seguiu rumo aos alojamentos, deixando todas as pessoas do evento nas mãos da tal gincana.
. – segurou no braço da amiga. – Vamos aproveitar pra fazer uma vistoria geral, ok? – assentiu e seguiu seu caminho, ao lado de Tom.

As duplas estavam formadas: Dougie e , Tom e , Harry e , Danny e . Era nítido que isso iria dar merda de uma forma ou de outra, não é mesmo? Óbvio! Mas o meu papel aqui é contar pra você, caro leitor ou leitora, o que aconteceu. Para fazer isso, vamos separar por duplas, ok? Começando por Harry e , que estavam na frente.
– Uff. – bufou impaciente, coçando o braço que fora picado por uns mil pernilongos (mentira, foram só dois). Não gostava muito da cara dessa gincana, mas também não podia estragar o disfarce.
– Está tudo bem? – Harry perguntou, um pouco preocupado.
– Ahn? – A menina despertou do transe. – Sim. Eu só fui picada, mas está tudo bem. – Sorriu sincera, agradecendo o rapaz.
– Faz muito tempo que vocês tocam? – Harry perguntou puxando assunto, tirando os galhos das árvores da frente, abrindo espaço para que passasse junto.
– Faz um pouco, sim. – A menina respondeu, desviando dos mesmos galhos que Harry jogava para o canto.
– Essa pista foi bem esquisita, não? – O rapaz parou observando o horizonte. O local do evento tinha um grande lago, que todos já haviam notado, só não sabiam que se perder na floresta era muito fácil de acontecer. – Digo… “Paul McCartney, 1942, Sul”. O que diabos isso quer dizer? – Harry coçou a nuca, sem entender nada.
– Que Paul McCartney tem 78 anos e precisamos dar 78 passos ao Sul. – respondeu sem demonstrar muita emoção, fazendo com que Harry arqueasse uma sobrancelha.
– Como você tem tanta certeza? – Perguntou, parando de andar e ficando na frente da menina.
– Ah. – Por alguns minutos, esqueceu completamente que estava sozinha com um civil, não em um dos treinamentos do FBI. – Dedução? – Sugeriu com um sorriso amarelo, que foi o bastante para convencer Harry.
– Bom, vamos tentar. – O rapaz deu de ombros, começando a contar os 78 passos até o Sul.
– Harry? – A garota chamou e ele olhou pra ela. – O sul é para o outro lado. – Apontou para suas costas e Harry sorriu sem graça. – Você não teve aulas de geografia, não? – Riu divertida e o garoto lhe mostrou a língua. Os dois foram caminhando na direção do Sul certo. Até que a missão não estava tão ruim assim.

Do outro lado da floresta, já que cada dupla seguiu para um caminho diferente, Tom e andavam cada um por si, numa sintonia muito diferente de e Harry.
! – Tom chamou assim que leu a pista que estava no mapa, em sua mão.
– Que foi? – perguntou curiosa, chegando perto do rapaz.
– O que você acha que quer dizer isso? – Tom entregou o mapa para a menina, com a pista estampada. No papel dizia: “Smoke on the water”.
– Que é uma música do Deep Purple. – riu divertida, fazendo com que Tom risse junto. – Você é legal, Thomas. – Disse para o rapaz, que sorriu agradecido.
– É, Ried. Você também.
– Mas eu acho que tem a ver com o lago. – Ela disse, voltando sua atenção para o papel. – On the Lake Geneva shoreline… cantarolou um trecho da música, associando a pista ao fato de ter um lago no local, que não era necessáriamente o Geneva, mas existia.
– Boa! – Tom sorriu, fazendo um “joinha” com a mão, e os dois foram andando em direção ao lago. – Eu preciso dizer: vocês foram ótimas na apresentação. – O rapaz elogiou, depois de um tempo andando em silêncio.
– Ah. Obrigada, Fletcher! – sorriu sincera. – Vocês também mandaram bem. – Como era fácil socializar com as meninas, não é mesmo, ? Era difícil manter algum diálogo com Tom ali, mesmo ele sendo uma pessoa agradável. Bom, pelo menos mais agradável que Dougie. Continuaram andando por dentro da tal floresta, mas alguns movimentos fizeram com que parasse de andar, prestando atenção ao seu redor. Fechou os olhos por alguns instantes, até que conseguiu escutar uma conversa.
Tudo tranquilo por aqui, chefe. – Uma voz masculina disse. Parecia que estava falando em um Walk-Talk e, por alguns minutos, ela imaginou que fosse algum funcionário do evento que estivesse cuidando da segurança de todos. – Sim, nós estamos mantendo o esconderijo ativo. – Ou não. se esticou, ficando na ponta dos pés, e observou um rapaz de costas, segurando um Walk-Talk. Não conseguiu identificar quem era, apenas viu que o mesmo usava uma camiseta amarela e bermuda. Escalou um barranco que tinha ali perto para que pudesse enxergar melhor à quem pertencia a tal voz. – Não acho que seja uma boa ideia. Muito úmido e escuro. – O rapaz continuou o diálogo, ainda de costas, impedindo que o identificasse – Certo, nós conversamos mais tarde. – Guardou o Walk-Talk no bolso e seguiu, trilhando o caminho de volta.
– Eu preciso avisar as meninas… – Disse para si mesma, descendo o barranco de volta para o lugar onde estava, se lembrando que deixara Tom caminhando sozinho. – Puta merda. – Resmungou, notando que realmente havia se perdido do rapaz.

Perto dos refeitórios, Danny estava revirando alguns bancos do grande espaço.
– Mas o que caralhos você está fazendo? – perguntou, sem entender.
– Eu estou atrás da pista.
– Jones… – respirou fundo, tentando manter a calma e paciência. – A pista está no mapa que está na minha mão. – Ela sorriu, balançando o papel.
– Ah. – Danny sorriu sem graça. – Desculpa.
– Está tranquilo. – riu divertida. – Bom, aqui diz: “Uma estrela incandescente que nasce no leste, mas não se recolhe no mesmo lugar. Ao descobrir qual lado, 40 passos deve dar”.
– O que é incandescente? – Danny perguntou, levando um tapa na cabeça.
– Caralho. Eu vou ter que te explicar tudo? – perguntou rindo e Danny mostrou a língua, massageando o local onde havia recebido o tapa. – É algo ardente, Danny. – Respondeu por fim, tentando ao máximo ser paciente. Já havia notado que Danny era um pouco devagar, só não sabia que era naquele nível.
– E o que nasce no Leste? Digo, Bolton fica ao noroeste da Inglaterra. Não faz muito sentido isso. – começou a rir assim que percebeu que Danny estava falando de si mesmo.
– Não é de você que estamos falando, babaca. – não conseguia parar de rir. – Puta merda, Jones. – Secou algumas lágrimas, que haviam escorrido pelo rosto após terminar de rir. – Essa estrela incandescente é o Sol.
– Ah, realmente faz mais sentido. – Danny deu de ombros. – Então vamos! – O rapaz puxou a menina pelo braço, indo em direção ao norte do local.
– Jones, você está indo para o norte e nós precisamos ir para o oeste. Meu Deus. – fez força contrária, puxando Danny pela mão em uma direção totalmente oposta a que ele estava indo. – Vai ser uma tarefa bem longa…
Os dois foram caminhando, mas uma movimentação esquisita chamou a atenção da garota. Uma dupla estava fora da rota.
– Thompson? – Danny estalou os dedos na frente do rosto da menina.
– Aquela dupla está fora da rota. – espremeu os olhos, observando de longe uma dupla que estava na trilha oposta a deles. Quer dizer, era uma “caça ao tesouro” com um monte de pistas que nem eram tão difíceis assim, mas todas indicavam para o mesmo local. Então, o que eles estavam fazendo ali?
– E daí? – Danny tirou a menina do transe.
– Nada. Pensei alto. – Ela abanou a mão no ar e os dois seguiram para oeste.

As coisas estavam ficando um pouco confusas na cabeça das meninas. Digo, pessoas fugindo de rota, lugares úmidos e escuros demais… O que tudo aquilo significava? Vai saber, né? Não muito distante dali, e Dougie estavam tentando desvendar o mistério da pista no mapa.
– “Walk in the sun”? – leu em voz alta, sem entender absolutamente nada.
– É uma música nossa. – Dougie resmungou. – Como assim você não conhece nenhuma música do McFly? – Perguntou impaciente, colocando as mãos na cintura.
– Simples. Nunca escutei e nem faço questão. – deu de ombros.
– Caramba. Você consegue ser pior que a . – Dougie rolou os olhos.
– Bom, existe uma diferença entre e eu: você não está interessado em mim. – piscou marota e Dougie a olhou, incrédulo.
– Você não sabe do que está falando, sua maluca. – Retrucou, andando na frente. – Vamos, precisamos ir na direção do sol, como diz a música. – Finalizou o assunto puxando a menina pela mão. se soltou da mão do rapaz assim que notou um homem sozinho atrás do palco, famoso “backstage”.
– É. Ele disse que não tem como colocar, porque está úmido. – O rapaz disse em um Walk-Talk, fazendo com que torcesse o nariz. Ficou alguns minutos observando o rapaz mexer nas cortinas da coxia (N/A: Coxia é a parte lateral do palco, pra quem não sabe) e voltou sua atenção para o palco principal.
– Ah, ótimo. – Rolou os olhos. Dougie já não estava mais lá.

Não muito longe dali, andava sozinha em busca do tal lago. Olhou para cima e percebeu que o sol já estava se pondo, então deveria ser umas 18h, mais ou menos.
– Maravilha! Agora eu preciso ir até o maldito lago sozinha. – Resmungou, falando com uma das suas sete personalidades. Brincadeira. Ouviu alguns barulhos pela floresta e parou no mesmo minuto. – Só faltava essa merda ter algum bicho. – Disse a si mesma, um pouco receosa do que estava por vir. Mais alguns segundos de silêncio e escutou um grito vindo a alguns metros de distância. Não conseguiu identificar o que e nem quem era, mas foi até lá. Sacou um canivete que guardava por dentro do cós do short e foi tateando algumas árvores para não cair, até que viu um indivíduo no chão, com o pé preso em uma raíz. A menina foi se aproximando por trás do rapaz, silenciosamente, até chegar perto o suficiente para dar um mata-leão e apontar o canivete para o seu rosto.
– Puta que pariu! – O rapaz gritou desesperado, levantando as mãos pra cima.
– Só pode ser brincadeira. – bufou assim que percebeu que estava com o pescoço de Dougie em seu antebraço esquerdo.
– Brincadeira digo eu! Você está louca? – Dougie perguntou irritado e assustado, digamos, tentando se livrar do mata-leão da menina.
– Você gritou igual uma gazela. Só vim me certificar de que estava tudo bem. É o que manda o protocolo. – Ela justificou.
– Que protocolo, garota? – Dougie arqueou uma sobrancelha.
– Esquece, Poynter. – Mudou de assunto. – Vamos te tirar daí. – Abaixou para ajudar o rapaz a tirar o pé do meio das raízes.
– Eu não preciso da sua ajuda. – Dougie se fez de orgulhoso.
– Ótimo. – A menina se levantou, tirando a sujeira da blusa. – Se fode aí, então. – Avisou e virou as costas para ir embora, andando uns três metros para frente de onde Dougie estava preso.
– Ried. – Ouviu o rapaz chamar e sorriu de canto, irônica. – Me ajuda? – Pediu, mordendo o lábio inferior com uma cara de pedinte. deu meia volta e foi ajudar o rapaz, mas se preocupou assim que viu seu estado. O tornozelo estava inchado e machucado.
– Tá doendo? – Perguntou ela ao apertar o pé do rapaz, que fazia caras e bocas.
– Um pouco.
– Certo. Vamos precisar te levar até à enfermaria. – estendeu a mão para Dougie, ajudando a se levantar, ao mesmo tempo em que ele se desequilibrou um pouco e segurou no ombro da menina para se apoiar. No mesmo minuto, pegou um dos braços de Dougie e o passou pelos próprios ombros. – Consegue ir andando assim? – Perguntou olhando para ele. Não tinha percebido o quanto seus olhos eram azuis, parecendo duas piscinas. Também não conseguiu não reparar que o rosto do rapaz estava muito perto do dela.
– Consigo, sim. – Confirmou e se apoiou um pouco mais em . Os dois seguiram na direção contrária de onde estavam indo. Afinal, precisavam voltar para a área comum do evento.

Tom caminhava sozinho e um pouco receoso pela floresta, pois havia se perdido de e já estava escurecendo, então precisava encontrar logo o restante do pessoal. Andou por mais alguns minutos até avistar Harry e de costas.
– Ei! – Gritou. – Esperem!
– Ah, ótimo. – rolou os olhos.
– Eu também não gosto de estar aqui, ok? – Tom disse impaciente. – Me perdi da e acabei me encontrando com vocês.
– Se perdeu dela? – Harry perguntou preocupado. – Porra, Tom. – Passou a mão pelo cabelo.
– Gente, relaxem. A sabe se cuidar. – tranquilizou. Ah, se eles soubessem o quanto sabia se virar sozinha.
– Certo. Precisamos ir para o lago, pelo visto. – Tom retomou um dos enigmas da gincana. – E, pelo tanto de moscas que tem aqui, estamos perto. – Abanou alguns mosquitos no ar.
Caminharam mais alguns minutos até conseguirem escutar o barulho do lago: estava calmo, mas havia movimentação.
– Eu vou te matar! – A voz de surgiu entre as árvores e os três correram até o lugar de onde ela vinha.
! – chamou pela amiga, desesperada.
, vai devagar! – Tom pedia, tentando acompanhar o ritmo dela e de Harry. Que falta sentiu naquele momento por não ter lido o livro do Harry sobre ser uma pessoa fitness. Desistiu de correr e foi andando até onde pôde, acompanhando os outros dois de longe. Caminhou só mais um pouco até parar atrás deles, se apoiando nos joelhos e arfando, visivelmente cansado.
– O que aconteceu com a ? – Perguntou, se recuperando e vendo o que estava acontecendo naquele local. estava dentro do lago, Danny em cima de uma pseudo-ponte rindo desesperadamente, tentando ajudar a amiga e Harry sem saber o que fazer. – O que aconteceu aqui? – Arqueou uma sobrancelha.
– Esse jumento do Danny me assustou e eu caí na porcaria do lago. – bufou.
– Eu já te pedi desculpa. – Danny se defendeu, prendendo o riso.
– Danny, por que você não ajuda ela a sair do lago? – perguntou, incrédula.
– Porque… – O rapaz coçou a nuca.
– Porque ele não sabe nadar muito bem. – Harry rolou os olhos, tirando a camisa e entrando na água, indo em direção a . – Mas, pelo visto, mais alguém não sabe nadar, não é mesmo? – Segurou a menina pelo braço, fazendo com que ela passasse os dois braços pelo pescoço dele.
– Não puxa, Judd. – Ouviu ela reclamar. – A minha perna está presa no tronco. – indicou sua perna direita, que se encontrava presa entre o tronco da ponte e um apanhado de pedras.
, me ajuda aqui? – Harry pediu para a outra menina, que estava fora da água. tirou sua camiseta e foi atrás dos dois, na água.
– Jones, pega aquele tronco! – Apontou para o tronco na beirada do lago e o rapaz imediatamente foi buscar, dando-o na mão da menina. – Judd, eu vou mergulhar e forçar as pedras, aí você puxa a , pode ser? – Armou o primeiro plano que veio em sua mente e Harry assentiu. Segurou a garota pela cintura, com a intenção de conseguir tirá-la do meio das pedras. puxou o ar pelos pulmões e mergulhou, cutucando o apanhado de pedras dali, fazendo com que as mesmas “desmoronassem” por debaixo d’água, possibilitando que a amiga conseguisse se soltar. No mesmo minuto, Harry se deslocou dentro do lago com em seu encalço, nadando até a beirada. subiu até à superfície e foi ajudada por Tom, que estava na ponte estendendo a mão para que ela pudesse se segurar e sair da água.
– Obrigada. – Agradeceu um pouco seca.
– Bom, pelo menos me agradeceu, né? – Tom rolou os olhos.
– Ainda corria o risco de não ter nenhuma palavra em troca. – respondeu, ríspida.
– Credo, garota.
– Ei, gente. Vamos focar aqui? – Danny pediu, amparando os amigos que haviam acabado de sair da água.
– Consegue andar, Thompson? – Harry perguntou, sentado ao lado de , que assentiu confirmando. – Ótimo. Está ficando escuro. Vamos voltar. – Ajudou a menina a se levantar e os cinco rumaram para a parte principal do evento.
– E a gincana? – perguntou, pois sabia que estava se esquecendo de alguma coisa.
– Deixa isso pra lá. – Tom consolou a menina e seguiram o caminho de volta.

 

Capítulo 6: Careful.
Dougie e ainda estavam andando na floresta e o pior de tudo era que ter um rapaz mais pesado – e um pouco mais alto também – para apoiar e andar no escuro não era uma boa combinação, infelizmente.
– Eu não aguento mais. – Dougie choramingou.
– Para de drama, Poynter. – respondeu ríspida, fazendo um pouco mais de força para carregar Dougie em seus ombros. – Já estamos quase chegando. – Avisou assim que viu algumas luzes se aproximando.
Andaram por mais alguns metros e finalmente chegaram ao campo principal do evento, indo em direção à enfermaria. já estava exausta, com muitas picadas de pernilongos e borrachudos nas pernas, fora as queimaduras de sol. Dougie não estava muito diferente. A única coisa que os diferenciava era o pé do rapaz. Entraram pela porta da enfermaria e o ajudou a se sentar na maca, aguardando o médico, que em segundos apareceu para atendê-lo.
– É, Me parece que está luxado. – O senhor de jaleco branco examinou o pé, vendo Dougie se contorcer um pouco de dor. – Vamos fazer uma compressa gelada para desinchar e depois você toma uma medicação para a dor, tudo bem? – Perguntou e Dougie assentiu. Em meia hora seu pé já estava enfaixado, com algumas pomadas para dor e ele estava com uma muleta debaixo do braço, para auxiliá-lo em seus movimentos.
– Vamos? – Se virou para , que assentiu, e ambos saíram da enfermaria indo até o ponto de encontro.

Danny, Tom, Harry, e não demoraram muito para aparecer no local e avistarem e Dougie sentados, juntos. Epa! Juntos?
– Atrapalho os pombinhos? – Harry perguntou, fazendo um biquinho e assustando os dois.
– Puta merda, Judd! – Dougie colocou a mão no peito, enfatizando o susto que havia levado.
– Vai se foder, Judd. – mandou o dedo do meio ao rapaz, que deu risada.
– O que aconteceu com o teu pé? – Harry mudou o tom de voz para um mais preocupado.
– Eu caí e o prendi em umas raízes de árvore. A me encontrou e ajudou. – Dougie sorriu para a menina, agradecido.
– De nada. – Ela sorriu de volta. – Mas pra você continua sendo Ried, Poynter. – mudou o tom de voz, se levantando e indo até as amigas. Dougie ficou sem entender, mas pelo contexto da coisa, os dois ainda eram “arqui-inimigos”.
– Onde está a ? – perguntou para e , que vinham na mesma direção, depois de Tom e Harry.
– Nossa, achamos que ela já estivesse aqui. – comentou, olhando para , sem entender.
– Ried, obrigado por me abandonar no percurso todo, viu? – Tom provocou a menina, se aproximando das outras.
– Me erra, Fletcher. – rolou os olhos, bufando.
– Cadê a ? – Danny perguntou, procurando a menina com os olhos.
– Nós também não sabemos, Danny… – mordeu o lábio, aflita. Onde a menina tinha se enfiado? Só faltava ela. olhou no relógio, que marcava 20h55. Faltava cinco minutos para a gincana terminar.
– Se ela não aparecer até às 21h, nós vamos procurar. – comentou decidida.
– Nós vamos junto. – Danny se prontificou, apontando para ele mesmo e também para os rapazes atrás de si.
– Não precisa disso tudo, Jones. – disse tranquilamente. – Nós três damos conta.
– Para de ser teimosa, Thompson. Que saco! – Harry se levantou, irritado. – Hoje você ficou presa no lago, agora quer se enfiar na floresta à noite pra quê? Ser comida por um urso? – Ironizou a pergunta.
– Vai se foder, Judd. Ninguém pediu sua ajuda. – alterou o tom de voz, ficando frente a frente com Harry.
– Se não fosse por mim você estaria boiando morta na água, agora. – Harry retrucou se aproximando muito de , ao ponto de quase encostar sua testa na dela.
– Ei, Judd. – chamou a atenção do rapaz. – Eu acho bom você ficar longe dela. – Ameaçou.
– Ou o quê? – Harry cruzou os braços, desafiador.
– Ou eu te quebro no meio, aqui mesmo. – tomou partido da conversa, ficando entre ele e .
– Ah tá! – Dougie debochou. Era o único dos sete que estava sentado, por conta de seu pé machucado.
– Se for preciso você entra na dança também, Poynter. – lançou um olhar ameaçador para Dougie que, de certa forma, se sentiu intimidado.
– Vocês estão focando no problema errado. – Tom chamou a atenção de todos ali. – Precisamos achar a . – Enfatizou o “precisamos”, como se fosse uma obrigação de todos os presentes no evento.
– Como se a gente não soubesse disso, né, Fletcher? – perguntou sarcástica, fazendo com que Tom soltasse um suspiro de ódio.
– Cara, eu posso ir até o lago de novo, sem problemas. – Danny disse corajoso.
– Você não sabe nadar, Jones! – e disseram quase que ao mesmo tempo, arrancando uns risinhos marotos de todos ali.
– Mas eu posso aprender. – Se defendeu.
– Credo, por que esse empenho todo pela ? – Dougie perguntou impaciente.
– É que…
– É que o quê, Jones? – A voz de soou por trás dos arbustos, fazendo com que todos ali olhassem para ela.
! – gritou aliviada, indo abraçar a amiga na companhia das outras duas meninas. – Você está bem? – Perguntou conferindo se os dois braços da menina estavam inteiros. riu.
– Eu estou sim! – Sorriu para as amigas, confirmando.
– E agora você pode me dizer onde estava, caralho de menina? – apareceu dando um tapa na cabeça de , que imediatamente resmungou.
– Eu fui completar a gincana, ué. Eu me perdi do Poynter no meio do caminho e fiquei sozinha. – Olhou com reprovação para Dougie sentado. – Então fiz o que sei fazer de melhor: dei um jeito. – Deu de ombros.
– E você conseguiu completar a gincana, então? – Dougie perguntou curioso.
– Sim! – Sorriu vitoriosa.
– Qual é o prêmio? – perguntou curiosa.
– Bom, na verdade a dupla vencedora precisa escolher dois adversários para apresentar uma música no próximo encontro. – rolou os olhos. – Estou de saco cheio disso, já. – Resmungou, fazendo as meninas rirem.
– Ué? Isso é um evento musical, você esperava o quê? – Danny perguntou confuso. Por dois minutos as meninas haviam esquecido completamente que o disfarce era estar numa banda.
– Um dia inteiro de sono depois de tudo o que rolou hoje. Está bom pra você? – perguntou com a voz carregada de rispidez, como de costume.
– Boa. – comentou, beliscando a cintura da amiga, que piscou de volta.
– Eu preciso de um banho. – chamou a atenção dos outros sete ali. – Caí numa poça d’água duvidosa… – Fez uma cara de nojo e todos deram risada.

Bem, depois do encerramento da gincana, as meninas foram se arrumar e os meninos também, pois logo a fogueira seria acesa e eles precisavam estar presentes no anúncio de vencedores, certo?
– Vamos logo, ! – gritou impaciente, ajustando a camiseta preta por cima do short de moletom verde. Já fazia mais de 45 minutos que a garota estava se arrumando.
– Ai, credo! Estou pronta. – saiu de seu aposento usando um short de moletom larguinho, na cor rosa, com uma camiseta branca e chinelos. Graças ao bom Deus que aquela noite seria mais quente em Londres.
– Quanta demora pra colocar um pijama. – rolou os olhos, vestida quase da mesma maneira, exceto que seu short de moletom era azul marinho e com uns desenhos de raio.
– Vamos? – , que usava um short vermelho com representações da Marvel como estampa, convidou as amigas. As meninas sorriram como se respondessem “sim” e as quatro seguiram para o ponto de encontro.

Ao chegarem no local, repararam que os meninos estavam sentados juntos, vestidos quase da mesma forma que elas: bermuda e camiseta. reparou no número de tatuagens que Dougie tinha em seu braço direito.
– Tá babando, cuidado. – Se assustou assim que passou pelas suas costas, sussurrando. Mandou um dedo do meio para ela.
– Chegamos. – anunciou, fazendo com que os meninos olhassem para elas.
! – Dougie exclamou.
– Continua sendo Scott pra você, Poynter. – Respondeu seca.
– Essa é minha garota. – riu, abraçando a amiga de lado.
– Preciso saber quem vamos indicar para a próxima prova. – Dougie sorriu malicioso.
– Muito me incomoda o seu “vamos”, sendo que eu consegui ganhar sozinha. – Pausou, fazendo com que as amigas gargalhassem. – Mas vamos conversar a respeito. – Concluiu sem dar brecha para que Dougie retrucasse. Os dois ficaram cochichando em um canto, enquanto os outros seis ficaram se olhando.
– Foi uma boa missão, Ried. – Tom comentou pra puxar assunto.
– Bom, poderíamos ter ganhado se o Poynter não tivesse machucado a porcaria do pé. – rolou os olhos.
– Para com isso, ! – puxou a amiga pelo braço. – Você foi ótima, tenho certeza.
– É! Relaxa. – acalmou a amiga.
, você ficou mesmo presa no lago? – lembrou da afronta de Harry, momentos antes da fogueira, e a mesma assentiu.
– Sim. O Jones não sabe nadar, então se não fosse pelo
– Se não fosse por mim o quê? – Harry perguntou, surgindo na conversa.
– Credo! – colocou a mão no peito, assustada. Jurava que ninguém estava escutando, já que os três rapazes estavam conversando sobre assuntos aleatórios.
– Me deixa em paz, Judd. – rolou os olhos, já impaciente com esse looping infinito de brigar com Harry.
– Atenção! – O coordenador da gincana ressurgiu, chamando a atenção de todos ali no evento. – Gostaria de chamar aqui Dougie Poynter e Scott! – Os dois se levantaram e foram em direção ao homem. – Parabéns pelo desempenho na prova! – O rapaz parabenizou e torceu o nariz. Oras! Ela havia feito tudo sozinha, não achava justo que Dougie levasse o crédito também, mas resolveu não implicar por isso.
– Obrigado! – Dougie agradeceu vanglorioso e rolou os olhos.
– Vocês precisam escolher uma dupla para cantar daqui a três dias. Quem vocês escolhem? – O rapaz perguntou curioso e isso fez com que os olhares de todos fossem atraídos para e Dougie.
– Bom, foi difícil pensar sobre isso, porém… – começou a falar de uma forma misteriosa.
– Porém chegamos à um consenso e achamos que o ideal fosse que Williams e Thomas Fletcher fizessem o próximo dueto. – Sorriu triunfante para o amigo, que retribuiu um olhar incrédulo. – A vingança é um prato que se come frio. – Dougie sorriu maliciosamente, se lembrando dos comentários maldosos que o amigo havia feito sobre ele e . Ele a odiava, não era agora que isso mudaria e ficar brincando com essa situação só deixava Dougie mais irritado.
– Poynter! – chamou a atenção do rapaz. – Não era isso que nós tínhamos combinado. – Reclamou.
– Paciência, ué. – Dougie deu de ombros, indo se sentar com os amigos e deixando furiosa.

Mais alguns minutos se passaram e logo todos estavam em seus respectivos aposentos. Estava sendo um longo dia. Para , então, nem se imaginava.
– Não estou acreditando que você fez isso comigo. – reclamou, pisando duro até seu quarto.
– Eu já disse que o combinado não era esse! – gesticulava atrás da amiga, na mesma intensidade.
– Ah, não? O que era pra ser então, ? – Perguntou irritada.
– Era pra ser o Danny e o Tom. Eu juro. – fez um beicinho, fazendo com que a amiga desistisse de ficar brava. – O namorado da que é um puto e estragou tudo!
– Oi? – , que até então estava em silêncio, perguntou.
– Ué? Do jeito que você implica com ele, não dou até o fim do evento para que estejam casados. – comentou, rindo.
– Então todas, né? Porque nós quatro odiamos o McFly. – disse irônica. Aquela brincadeira realmente a tinha irritado. As meninas ficaram em silêncio, simplesmente porque não tinham nada para comentar, nenhum argumento.
– Eu percebi uma coisa muito estranha hoje. – comentou, chamando a atenção das amigas. – Um rapaz estava indo na direção oposta da gincana e eu também não me lembro de tê-lo visto aqui.
– Nossa! Eu vi um cara conversando em um walk-talk na coxia do palco principal. – lembrou, dando um tapa na própria testa.
– E eu vi um rapaz na floresta comentando sobre um lugar úmido e escuro… – balbuciou.
– Bom, talvez seja uma boa hora pra gente dar uma olhada, não? – perguntou sugestiva e as amigas assentiram.

O relógio marcava 1h47 da madrugada. Era um horário perfeito para fazer uma vistoria geral no espaço. foi na frente “limpando a barra”, esperando não dar de cara com ninguém.
– A gente se separa? – Perguntou para as outras três amigas, que negaram imediatamente.
– Jamais. Isso aqui é perigoso e não temos nenhuma informação do perímetro. – deu uma bronca.
– Nossa, odeio quando você usa termo técnico da aeronáutica. – rolou os olhos divertida.
– Vamos olhar o palco. Que tal? – ignorou o papo das amigas e foi andando em direção ao palco central. foi a primeira a pisar na escada de acesso para o palco. Era impressionante o quão grande ele conseguia ser, além de vários flashbacks da apresentação das meninas, que surgiram na mente de cada uma ali presente. Foi ótimo sentir um turbilhão de emoções em uma apresentação para tantas pessoas. decidiu seguir nas coxias com em seu encalço, ao mesmo tempo em que tateava pelas cortinas, também procurando por qualquer pista que pudesse aparecer.
– Ei, venham aqui! – chamou as meninas para o centro do palco, indicando uma elevação em uma das madeiras da parte acústica no chão. – Vejam isso.
– Parece que é um fundo falso. – comentou, passando a mão pelo local. , a especialista dos palcos, não demorou para descobrir um macete e retirar o fundo falso sem desmanchar a estrutura.
– Boa, garota! – elogiou divertida. – Quem vai primeiro? – Virou para as amigas com um olhar curioso, até todas se entreolharem e indicarem com a cabeça.
– Tá. Eu vou! – A menina rolou os olhos e se apoiou em suas próprias mãos para descer ao fundo do palco. As outras três repetiram o processo de , só que com a ajuda da menina na parte de baixo, para que ninguém se machucasse. – Preciso de luz. – Pediu espremendo os olhos, em vão, para conseguir enxergar alguma coisa.
– Pronto. – ligou a lanterna do celular e agora a visão já estava mais nítida: era um grande corredor estreito. Deduziram a longitude pelo fato de que a lanterna do celular não alcançava mais que três metros dali. – Parece que vamos ter que andar. – comentou o óbvio.
– Vocês estão sentindo isso? – perguntou e as amigas confirmaram.
– Parece que estamos pressionadas. – respondeu tateando as paredes do corredor.
– Estamos debaixo da terra. – disse convicta, ainda andando em direção a sabe Deus onde. Andaram por mais alguns minutos, até que a lanterna do celular pôde iluminar uma porta de aço. forçou a fechadura, mas sem muito sucesso.
– Parece que tem um código de entrada. – espremeu os olhos, enxergando uma fechadura eletrônica. – Consegue hackear?
– Peguei os dados pelo Smart Watch. – piscou para a amiga. – Mas não consigo resolver nada longe do meu computador. – Fez uma cara de derrota.
– Vamos voltar? – perguntou dando meia volta para retornar a entrada e as amigas foram junto. O caminho de volta era longo, assim como o de ida. Da entrada do esconderijo até a porta, as meninas levaram cerca de 15 minutos de caminhada, mas com toda a reclamação de por precisar andar, pareceu uma eternidade.

Depois de saírem pelo fundo falso e ter deixado o palco do jeito que estava antes, as meninas rumaram para o alojamento.
– Vocês não estão sentindo falta do Derek, não? – perguntou. Por alguns minutos lembrou de que não haviam visto Derek na gincana, nem antes dela começar, nem durante e muito menos depois.
– Ele é bem grandinho, sei que está ótimo. – ironizou a situação, cruzando os braços. Esses dois não tinham trégua, mesmo.
– Precisamos dar um jeito de investigar aquilo depois. – cortou o assunto, aliviando de ter uma conversa desnecessária.
– Vamos tentar amanhã. – disse com propriedade, consultando os dados que havia baixado pelo smart watch.
– Amanhã eu tenho ensaio com o Fletcher. – respondeu lançando um olhar maldoso para , que encolheu os ombros, fazendo beicinho.
– Vá ensaiar com ele. – deu de ombros. – A gente cuida da situação aqui de fora. – Piscou para a amiga e assim seguiram para a porta do alojamento, cada uma para sua respectiva cama. Muita coisa ainda estava para acontecer, mas nada que um descanso não resolvesse. Certo?

Ou não.

 

Nota da autora: Obrigada, você leitora que está acompanhando essa fanfic.Tem muita coisa para acontecer ainda e espero que você esteja gostando.

 

Capítulo 7: Love is on the radio.
Já havia amanhecido naquele grande acampamento. Vocês devem estar se perguntando: ”Ué? Não era um evento artístico?” Eu digo que sim, era. Só que não podemos deixar de lado a descrição do mesmo, segundo : Mato, árvore, mato, árvore, acampamento. Agora, vocês se lembram daqueles filetes de luz que insistiam em entrar sempre no quarto da ? Pois bem.
– Mas que inferno. – coçou os olhos emburrada, reclamando da luz do sol que invadia seu quarto.
– Alguém aqui está muito estressadinha para o meu gosto. – surgiu na porta do aposento da amiga, sacaneando.
– Cala a boca. – Resmungou, levantando da cama e pegando o notebook na mochila. – Temos muito trabalho a fazer.
– Que horas são? – apareceu na porta, se juntando às amigas e coçando os olhos de sono.
– São 09h. – respondeu. – Cadê a ? – Perguntou, procurando a amiga por cima dos ombros de , que havia acabado de sentar ao seu lado.
– Ela saiu há meia hora. – deu de ombros. – Tinha aquele lance com o Thomas.
– Hmm. – sorriu maliciosa para , que rolou os olhos.
– Eu já disse que isso é coisa do Poynter. Para de encher meu saco. – Brigou com a amiga. não havia esquecido o que Dougie havia feito e obviamente se vingaria.
– O que temos até agora? – perguntou, mudando de assunto e apontando para o notebook de .
– Bom, tenho uns dados que deixei baixando de madrugada. – Comentou, abrindo o arquivo com os tais dados.
– E…? – perguntou, incentivando a amiga a continuar.
– E aí que eu consegui algumas informações bem legais. – sorriu convencida. – Parece que estamos perto do Wesker e o próximo passo para a investigação será conseguir passar por aquela porta no subsolo.
– Você conseguiu o acesso? – sorriu, curiosa.
– Você sabe com quem está falando? – riu, cruzando os braços. – Óbvio que consegui. – Mostrou a língua para a amiga. – A senha é “OYOT30S”. Eu ainda não entendi o porquê, mas acredito que só tenha sido algo aleatório mesmo. – Deu de ombros. – Precisamos voltar lá, abrir a porta e investigar.
– Certo, mas são 09h agora, precisamos ir na maciota. – segurou a amiga pelos ombros assim que a mesma se levantou.
– Vamos esperar a responder a mensagem que enviei. Acabei de perguntar se o movimento lá fora está tranquilo. – disse trocando de blusa, pronta para sair em breve. As amigas seguiram os passos da menina e esperaram por alguma notícia de .

Do lado de fora do alojamento, estava andando a caminho do estúdio, pois havia marcado o tal ensaio com Fletcher e a situação não estava nem um pouco agradável. Poxa, por que justo ela? Logo a mais calma, tranquila, menos birrenta… Ok, talvez nem todos esses adjetivos fossem mesmo reais, mas na cabeça dela eram sim, então era o que importava. A menina foi andando para perto da porta do estúdio, no centro do jardim do evento, escutando algumas notas de um violão e uma voz muito conhecida. Encostou no batente da porta e observou um rapaz loiro, de costas, tocando e cantando. Sabia exatamente quem era.

Room on the 3rd floor
(Quarto no terceiro andar)
Not what we asked for
(Não como nós havíamos pedido)
I’m not tired enough to sleep
(Eu não estou cansado o suficiente para dormir)

One bed is broken
(Uma cama está quebrada)
Next room is smoking
(O quarto ao lado está enfumaçado)
Air-conditioning stuck on heat
(O ar condicionado está quebrado no ar quente)

Outside it’s raining
(Lá fora está chovendo)
There’s a guest upstairs complaining
(Tem um hóspede no andar debaixo reclamando)
About the room that’s got the
(Do quarto que está)
Tv too loud
(com a tv muito alta)
Guess that times like these remind me
(Eu acho que tempos como esse me lembram)
That I’ve got to keep my feet on the ground
(Que eu tenho que manter meus pés no chão)

Tom dedilhava lentamente os acordes de Room on the 3rd floor calmamente, com uma serenidade gigantesca no ambiente. precisava admitir que o rapaz cantava muito bem.
– Vai ficar olhando aí? – saiu do transe assim que Tom chamou sua atenção.
– Eu hein, Fletcher? Se toca! – Resmungou. – Não tem nada para olhar de interessante. – Abanou a mão no ar e Tom rolou os olhos.
– Já vi que vai ser difícil… – Comentou baixinho.
– Eu sei. Quanto mais rápido nós começarmos, mais rápido vai acabar e você poderá voltar a “manter os pés no chão”. – dramatizou a composição de Tom, gesticulando freneticamente. – E sinceramente? Que ideia tosca para uma música. – Provocou.
, não vou nem perder meu tempo. – Tom se irritou. – Então eu prefiro que a gente corte esse mal pela raíz logo, ok?
– Credo, não tá mais aqui quem falou. – deu de ombros.
– E só pra você saber, essa música foi a primeira composição do McFly.
– Bom para vocês. – A menina respondeu grosseira e Tom bufou.
– Eu não sei nem porque concordei com isso. – O rapaz levantou pegando seu violão e caminhou para a porta do estúdio.
– Onde você vai? – perguntou sem entender.
– Se for pra ser assim, eu prefiro perder a pontuação, beleza? – Disse virando para encará-la. – Eu não vou aturar desaforo nessa merda.
– Tom, espera! – se levantou, indo até o rapaz. – Desculpa. – Disse baixinho.
– Eu não entendo porque precisamos ficar brigando o tempo todo, não tenho mais idade pra isso.
– Você tem razão. Desculpa. É força do hábito. – Sorriu sem graça. – A música é muito boa.
– Obrigado. – Tom sorriu e logo pôde notar uma covinha no lado esquerdo da bochecha de Fletcher. Por alguma razão sentiu-se muito atraída por isso.
– Mas então, qual é a música que vamos tocar? – perguntou curiosa.
– Tem uma música na qual eu estava trabalhando. O nome dela é Love is on the radio. – Sorriu para a menina, entregando um papel com a música. leu tudo o que estava escrito em sua frente e, quando acabou, esboçou um sorriso sincero.
– Eu gostei, Fletcher.
– Que bom. – Tom sorriu, agradecendo a menina. Podia existir uma possibilidade de que as coisas estivessem indo bem pela primeira vez na vida? Fico feliz que sim, mas não se animem! Ainda tem muita coisa pra acontecer.
– Vamos ensaiar? – convidou o rapaz esticando-lhe a mão, convidativa, e Tom a segurou no mesmo instante. Não se sabia ao certo o que ele sentira naquele momento, mas por alguma razão (muito boa, assim eu esperava), ele estremeceu.
Enquanto Tom e estavam se acertando – um fato inédito na história dessa geração -, as outras três meninas estavam no refeitório, conversando sobre a situação como um todo.
, você vai explodir. – repreendeu a amiga assim que a viu colocar o terceiro pedaço de bolo no prato.
– Não enche. – Resmungou de boca cheia, fazendo com que a amiga desse risada.
, sua cria vai surtar aqui. – Cutucou a menina que estava ao seu lado, mas não obteve resposta. – ?
– Hm? – despertou de seu transe. – Desculpa, gente. Estava fazendo uma busca de dados.
– Mundo da lua… – comentou rindo e recebeu um dedo do meio. – Gente, eu estou bem preocupada com o Derek. – Disse séria, limpando a boca com um guardanapo.
– Eu também, faz um tempo que a gente não vê ele. – comentou em tom preocupado.
– Relaxa! Ele deve estar enfiado em algum lugar falando com o Leon. – tranquilizou. – Vamos dar um pulo no túnel de novo? – Convidou as amigas, se levantando, e assim as três foram em direção ao palco central.
– Alguma notícia da ? – perguntou enquanto caminhava na frente das amigas.
– Ela não respondeu a mensagem. Acho que as coisas com o Fletcher devem estar interessantes. – riu maliciosa e as amigas acompanharam, dando de ombros.
Chegaram no palco e, graças ao bom Deus, não tinha ninguém por perto. se abaixou discretamente, retirando o tampo superior do fundo falso e abrindo o buraco no chão. Ficou uns segundos olhando para .
– Porra, . – Rolou os olhos. – Eu vou primeiro. – Resmungou e assim o fez, descendo pela abertura e esperando as amigas com os braços esticados para cima. Fizeram o mesmo trajeto daquele dia mais cedo, mas a visão já estava mais clara devido ao horário.
– Parece que hoje foi mais rápido. – comentou quando se deparou com a tal porta metálica e seu dispositivo de senha ao lado.
– É que como a não estava aqui para reclamar, ficou mais tranquilo. – disse rindo, arrancando risos das amigas. – Bom, vamos colocar a tal senha maluca e sem nexo algum. – Rolou os olhos digitando “OYOT30S” no touch do dispositivo e, imediatamente, o mesmo acendeu uma luz verde, destravando a porta. – Voilà. – sorriu se engrandecendo e recebeu alguns pedalas das amigas, que logo estavam entrando pela tal porta misteriosa.
– É isso? – A decepção no rosto de era extremamente visível quando se deparou com o interior da “sala”: paredes metálicas com alguns instrumentos velhos e equipamentos de som.
– Bom, pode ser que tenha algo por trás disso. – disse tirando o óculos de sol que carregava pendurado na gola da camiseta. – Vamos analisar esse espaço. – Colocou os óculos no rosto, ativando um botão na lateral.
– O que é isso? – perguntou curiosa. – E por que eu não tenho um? – Fechou a cara.
– Bom, a Penélope me deu antes de entrarmos no jato. É um dispositivo de identificação. – explicou. – Eu consigo identificar resíduos, tecidos, fibras, enfim, qualquer coisa humana e nem é necessário fazer o teste de DNA para saber a quem pertence, pois já tem vínculo com o sistema operacional do FBI. Legal, né? – Perguntou divertida.
– Massa! – se surpreendeu.
– Massa! – concordou. – E por que não tenho um? – Fechou a cara de novo e as amigas riram.
– Não enche, . – reclamou, examinando o local. – Parece que temos algo aqui. – Comentou tateando as paredes metálicas até localizar uma pequena alavanca.
– Puxa, . – pediu e a amiga assim o fez, puxando a alavanca e dando espaço para uma nova abertura na sala. – Show! – Comemorou entrando pela abertura e se deparando com alguns documentos no chão. – Vocês sabiam que o Wesker tem um irmão? – arqueou uma sobrancelha assim que encontrou uma foto do rapaz em questão no chão, ao lado de um outro homem.
– Por essa eu não esperava. – colocou as mãos na cintura e abaixou ao lado da amiga. – Vamos guardar e mandar pra Penelope.
– Meninas! – chamou do outro lado da abertura. – Eu encontrei algo.
– O que foi, ? – perguntou assustada. -Você está pálida, parece que viu um fantasma. Cruzes!
– O meu coletor de dados aponta que Derek esteve aqui. – Disse aflita, arrancando um olhar surpreso das amigas.
– Como isso é possível? – perguntou preocupada.
– Bem… Eu não sei, mas estou enviando um relatório para o Leon agora mesmo.
– Derek Morgan não é tão agente do FBI quanto pensamos, no fim das contas. – comentou decepcionada. Como Morgan, um agente tão confiável, poderia fazer isso? Quer dizer, ele havia entrado junto com as meninas, esteve basicamente na maioria das missões. Algo ali não fazia sentido.

– Tom, para com isso! – ria divertida enquanto Tom tentava fazer algumas rimas idiotas propositalmente com sua música nova.
– Ah, é que eu estou sem ideias, . – Comentou ele, coçando a nuca. – Williams. Eu quis dizer Williams. – Ele arregalou os olhos quando percebeu que havia chamado a menina pelo apelido.
– Tá tudo bem, Fletcher. Me chamar de vai ser nosso segredinho. – Ela sorriu e piscou para o rapaz, que ficou sem graça. Era impressionante como Tom conseguia ser extremamente atraente, mesmo bancando o sem graça da situação.
– Qual estrofe você precisa de ajuda? – arrumou o cabelo em um coque alto, se sentando ao lado do rapaz.
Now that I’ve found you my heart’s beating faster, we could be happy forever and after. – Tom cantou uma parte da música. – Não sei o que coloco depois. – Coçou o queixo com o lápis.
– Que tal: We could be married, like Mrs. and Mr, we’ll have a son and we’ll give him a sister? mordeu o lábio, apreensiva.
– Caramba, gostei! – Tom sorriu abertamente e agradecido com a ideia. – Já até anotei. Acho que isso vai dar super certo.
– Lógico, né? Se não fosse por mim, o que seria de você? – mandou beijos no ar, se achando a rainha da cocada.
– Muito humilde você também, né? – Tom rolou os olhos divertido.
– Meu filho, eu sou foda! – deu língua para Tom, convencida.
– Ah, é? – O rapaz arqueou uma sobrancelha. – Vamos ver se você é foda o bastante! – Num susto, Tom se levantou da cadeira em que estava sentado, indo até com as mãos para cima.
– Fletcher, o quê..? – Sem tempo de perguntar o que o rapaz iria fazer, sentiu suas mãos em sua barriga, lhe fazendo cócegas. – P-para, Fletcher! – pedia, rindo desesperadamente.
– Se você não aguenta cócegas, então a gente apela! – O rapaz segurou pelas coxas, jogando a menina pelo seu ombro, correndo com ela pela sala.
– Me solta, Fletcher! – Ela gritava e ria ao mesmo tempo, quase sem ar. – Nós vamos cair!
– Vamos nada! – E dizendo isso, Tom tropeçou em seu próprio pé e caiu por cima de . – Meu Deus! Você está bem? – Perguntou preocupado.
– Estou sim! – ainda ria. Tom não se lembrava de um momento em que ela estivesse rindo tanto como naquele minuto, isso porque tinha acabado de derrubá-la. – Ei, acho que isso é seu. – A garota esticou o braço alcançando o óculos de Tom que havia caído do rosto do rapaz durante a queda.
– Obrigado! – Tom sorriu, sem sair de cima dela. Ficaram naquela posição, até colocar o óculos do rapaz no devido lugar, olhando fixamente para os olhos dele.
Ficaram alguns segundos se encarando. Tom aproximou seu rosto ao da menina, tocando de leve seu nariz na bochecha dela, fazendo com que fechasse os olhos, sorrindo. Ela tirou alguns fios de cabelo que estavam na frente do rosto dele, olhando para seus lábios e sentindo sua respiração quente muito próxima. Tom tratou logo de selar seus lábios no de , passando a língua no lábio inferior da garota, como se pedisse permissão para que o beijo se aprofundasse. A garota segurou a nuca do rapaz e o mesmo se apoiou em seus próprios cotovelos, mantendo-se por cima dela de uma forma mais confortável. Tom decidiu não demorar mais que isso, porque assim como em todo filme clichê, alguém apareceria para interromper o momento. Em questão de segundos, estavam se beijando calorosamente.
– Tom, você viu o Danny? – Eu avisei. Harry abriu a porta repentinamente e Tom se jogou para o lado de em um pulo, assustado. – O que está acontecendo aqui? – Harry arqueou uma sobrancelha olhando para o rapaz e para deitada no chão.
– Esse idiota do Fletcher tropeçou no próprio pé e caiu em cima de mim. – cruzou os braços sentada, bufando e fingindo uma cara feia. Harry deu de ombros, não estava desconfiado de nada.
– Eu já falei pra você ler o meu livro e aprender a correr, não falei? – Harry rolou os olhos divertido e Tom bufou. Impressionante como era fácil enganar um membro do McFly. Mais impressionante ainda era como ela se passara por uma atriz digna de Oscar naquela cena.
– Não enche, Harry. – Tom resmungou, se levantando do chão e ajeitando a blusa amassada. Esticou a mão para e ajudou a menina a levantar também.
– Nossa, que cavalheirismo pra quem se odeia, né? – Harry sacaneou percebendo que Tom havia ajudado a moça.
– A gente pode se odiar, mas pelo menos o Fletcher não é sem noção. – disse um pouco ríspida. – E ninguém viu a anta do Jones. – Cruzou os braços e Harry soltou um riso extenso. Impressionante que, mesmo sem estar no mesmo círculo de amizade, todo mundo reconhecia que Danny era bem devagar.
– Tá, eu vou procurar por ele. O Fletcher quer conversar com a gente daqui uns 20 minutos, Tom. – Harry avisou e saiu pela porta do estúdio. Tom e ficaram se olhando por alguns segundos.
– A sua interpretação foi digna de oscar. – Tom comentou e ela riu.
– Obrigada, obrigada. – Fez um agradecimento formal como se estivesse mesmo ganhando um Oscar. – Mas ninguém pode saber, ok? – Mudou sua expressão, ficando um pouco mais séria.
– Por quê? – Tom arqueou uma sobrancelha. Por que não, ?
– Porque… Ah, Fletcher! Precisa ter motivo pra isso? A gente se dá tão bem longe daqueles seis… – não achou nenhuma desculpa mais plausível, já que não podia dizer “Ah, porque estou numa missão internacional e isso pode estragar meu disfarce e dar problema com o meu emprego”.
– Justo. – Tom se contentou com a resposta, precisava concordar que quando estava sozinho com , era completamente diferente. – Bem, nossa música está pronta. – Sorriu para a menina, que sorriu de volta.
– Vamos alinhar mais algumas vezes, pode ser? – perguntou mordendo o lábio. Nunca havia feito um dueto e, pensando por um lado mais abrangente, também nunca tinha se apresentado para um público tão grande. Mas o que podemos dizer de uma agente do FBI, não é mesmo?
– Não, senhora. – Tom sorriu malicioso. – Tenho uma coisa pra resolver aqui antes. Riu e puxou a menina pela cintura, selando seus lábios aos dela e indo até a porta, passando a chave para que ninguém atrapalhasse. Tom segurou pelas pernas, fazendo com que a menina subisse em seu colo e puxasse os cabelos de sua nuca. Ela pressionava seu corpo ao de Tom, como se quisesse se fundir a ele, então o rapaz entendeu e agilizou o processo. Logo, as roupas estavam espalhadas pelo chão do estúdio e as respirações já estavam aceleradas, fazendo com que o calor ali subisse a um nível absurdo.

Depois de mais alguns minutos “ensaiando” e, claro, perdendo um tempinho com algumas carícias, Tom se despediu de dando-lhe um beijo estalado na bochecha, seguindo seu rumo para o alojamento onde os outros rapazes estavam. não parava de pensar nem por um minuto no que havia acontecido, no quanto aquilo lhe tirou o fôlego, literalmente. O que faria agora? Como agiria? Como cumprimentaria Tom? Continuaria odiando o rapaz? Ou melhor: continuaria fingindo odiar o rapaz?
! Alô? – estalava os dedos na frente do rosto da garota. – Tá longe, hein, minha filha? – Riu.
– Desculpa, estava pensando numas coisas. – Sacudiu a cabeça, prestando atenção no que acontecia. As meninas haviam voltado para o alojamento junto com fazia um tempo. Precisavam analisar as amostras retiradas da tal sala desconhecida.
– Pensando em quê? No Tom? – fez um beicinho, caçoando da amiga, que jogou uma almofada de volta.
– Não enche, . – Rolou os olhos. – O que vocês têm pra mim? – Perguntou mudando de assunto.
– Parece que o maluco do Wesker tem um irmão. – comentou entregando a foto que encontraram na sala para a amiga. – Só nos resta saber se essa informação é relevante ou não. – Deu de ombros, sentando ao lado de na cama.
– Bom, vai precisar ficar pra outro dia. – disse dando de ombros. – Eu gostaria muito que o Derek estivesse aqui, praticamente enchi a caixa postal dele. – Reclamou que o parceiro não atendia o telefone. Já fazia um tempo que o rapaz estava sumido.
– Ele ainda tem muito o que explicar. – comentou.
– Explicar o quê? – perguntou confusa.
– Nós encontramos DNA do Derek na tal sala secreta. – respondeu decepcionada e permaneceu estática.
– Quê? – Perguntou indignada. – Como assim?
– Mandamos a amostra para Penélope, vamos ver o que acontece em seguida. – explicou o procedimento feito para a amiga. – Sinto muito, . – Lamentou. Ela tinha uma história com Derek e saber das coisas daquela forma com certeza tinha sido um choque gigantesco.
– Tá tranquilo. – se manteve firme. – Vamos dormir? Já está tarde e amanhã eu me apresento com o Fletcher. – Sorriu fraco. As outras três meninas nem ousaram zoar a amiga por conta de Tom, era visível que estava chateada.
Depois de alguns minutos conversando, as meninas estavam dormindo, mas não conseguia tirar da cabeça o que estava acontecendo com Derek e, principalmente, no quanto se culpava por ter se envolvido sem percebido que ele não era quem dizia ser. Deixou algumas lágrimas rolarem pelo rosto e, depois de um tempo, pegou no sono.
O que seria dessa história se não fosse um de nossos protagonistas, o querido filete de luz do Sol entrando pela janela e incomodando, desta vez, ?
– Ah, vai se foder. – Resmungou tentando impedir, com o travesseiro no rosto, que a luz atrapalhasse seu sono. – Ok, você venceu. – Cerrou os olhos para a janela e, depois de se espreguiçar, decidiu se levantar e ir até a cama de .
– Ei, ! – Chamou a amiga baixinho.
– Que é, porra? – Resmungou abanando a mão no ar, como se dissesse para ir embora.
– São 10h, você vai se apresentar com o Tom daqui a pouco. – avisou, fazendo com que a amiga acordasse em um pulo e fosse direto para o banho.
– O que tá rolando? – apareceu sonolenta.
– Precisamos nos arrumar. – deu o ar da graça, usando uma calça pantacourt e um cropped amarelo. – Só falta eu me maquiar. – Mandou beijos no ar e voltou a fazer o que já estava fazendo há um tempo atrás.
Depois de alguns minutos, as meninas estavam prontas. completou seu look com um par de all star branco no pé. Impressionante como aquele tênis era algo muito característico das meninas, não? usava um short com suspensórios pendurados, acompanhado de uma camiseta preta e, nos pés, adivinhem? Isso mesmo: all star vermelho de cano médio. apostou em uma saia jeans com cropped preto, também de all star, só que na cor amarela. , que era a estrela daquele dia, usava um vestido florido muito delicado e casual, com seu all star azul marinho nos pés. As quatro terminaram de preparar a maquiagem e subiram para o palco central.
– Williams! – Tom gritou mais a frente. Estava lindo na opinião de . Usava uma camisa cinza e calça jeans de lavagem escura. – Parece que estamos combinando. – Sorriu para a menina, longe de todos os outros, quando reparou que também usava all star nos pés. sorriu.
– Vamos começar? – Fletch apareceu por trás dos dois e os mesmos consentiram, subindo no palco.
– Arrasa, ! – As meninas gritaram em uníssono da platéia.
– Manda a ver, Tom! – Os meninos disputaram o grito de guerra na mesma intensidade.
– Que isso, Poynter? Deu pra ser Cheerleader agora? – caçoou e Poynter lançou um belíssimo dedo do meio.
– Tudo bem aí? – Tom perguntou para , que encarava a multidão perplexa.
– Está. Está sim. – Sorriu fraco.
– Eu estou aqui, ok? – Sorriu de canto, exibindo a famosa covinha. – Bom dia, Londres! – Falou ao microfone, enquanto esperava se ajeitar no banco ao seu lado. – Essa música é uma das composições novas do McFly e o nome dela é Love is on the radio. – Anunciou e os meninos bateram palmas. Finalmente a música estava pronta!

(N/A: Sugiro que coloquem o vídeo do Tom cantando com a Carrie enquanto essa parte da história acontece, sério)

I was alone and my stomach
(Estava sozinho e meu estômago)
Was twisted
(Estava confuso)
But I can get up now
(Posso me levantar agora)
The dark clouds have lifted
(As nuvens escuras sumiram)

A voz de foi a primeira a surgir assim que Tom fez a introdução com o violão e todos soltaram um gritinho de comemoração, aquilo realmente estava muito bacana.

Back in the old life
(De volta à minha antiga vida)
Before you existed
(Antes de você existir)
I couldn’t see right
(Não conseguia ver direito)
My windows were misted
(Minhas janelas estavam embaçadas)

Agora a voz de Tom aparecia junto da voz da menina, que sorriu assim que o mesmo entrou. Uma sintonia perfeita.

Said one word made me feel much better
(Você disse uma palavra que me fez sentir muito melhor)
It starts with “L” and it’s got four letters
(Começa com um A e tem quatro letras)

Todo aquele sentimento do dia anterior com Tom começou a surgir no peito de . Parecia que seu estômago estava dando uma cambalhota gigantesca. O que era aquilo?

Things are looking up, looking up, hey
(As coisas estão melhorando, melhorando)
There’s magic everywhere you go
(Tem mágica onde quer que você vá)
Strangers stop to say hello, hello, hello, hello
(Estranhos param e dizem olá, olá, olá, olá)

“Estranhos param e dizem olá”. Só conseguiu lembrar de Derek, em como ele mentiu, como estava preocupada e sobre o que faria da missão naquele momento. Havia sido pega de surpresa.

So turn it up, turn it up, hey
(Então aumente, aumente, ei)
As loud as you can make it go
(O mais alto que você puder)
Cause love is on the radio
(Porque o amor está no rádio)

finalizou a estrofe esboçando um grande sorriso, com os olhos fechados. A platéia estava uma loucura. Procurou as amigas no meio da multidão e pôde ver derramando uma lágrima.

Now that I’ve found you
(Agora que encontrei você)
My heart’s beating faster
(Meu coração está batendo mais rápido)
We could be happy
(Poderíamos ser felizes)
Forever and after
(Para sempre)
We could be married
(Nós poderíamos estar casados)
Like Mrs. and Mr.
(Como Sra. E Sr)
We’ll have a son
(Vamos ter um filho agora)
And we’ll give him a sister
(E lhe dar uma irmã)

Tom cantou essa parte lembrando do momento em que teve com no estúdio, no dia anterior. Sorriu abertamente, pois afinal, ela havia ajudado a escrever este trecho da música.

Just one thing holding us together
(Apenas uma coisa nos mantendo juntos)
A four letter word and it lasts forever
(Uma palavra de quatro letras e dura para sempre)

Tom cantou a parte da música olhando nos olhos de , que estremeceu imediatamente, mas não pôde deixar de sorrir de volta.

Things are looking up, looking up, hey
(As coisas estão melhorando, melhorando)
There’s magic everywhere you go
(Tem mágica onde quer que você vá)
Strangers stop to say hello, hello, hello, hello
(Estranhos param e dizem olá, olá, olá, olá)

Como era divertido estar com Tom quando todos estavam fora. Se sentia bem, só não sabia explicar o quanto. Por mais que seus sentimentos em relação a Derek estivessem aflorados por conta de tudo o que estivesse acontecendo, só conseguia se concentrar no lindo sorriso que Thomas Fletcher esboçava enquanto cantava.

So turn it up, turn it up, hey
(Então aumente, aumente, ei)
As loud as you can make it go
(O mais alto que você puder)
Cause love is on the radio
(Porque o amor está no rádio)
Love is on the radio
(O amor está no rádio)
Love is on the radio (turn it up, turn it up) 6x
(O amor está no rádio (aumente, aumente)
Love is on the radio
(O amor está no rádio)

Tom pediu para que todos levantassem as mãos para cima e batessem palmas e assim o fizeram, criando uma harmonia perfeita.

Funny one thing led to another
(É engraçado como uma coisa levou à outra)
You came along, filled my days with color
(Você veio junto, enchendo meus dias com cor)
And it’s been an everlasting summer
(E tem sido um eterno verão)
Since we found each other
(Desde que encontramos um ao outro)

O rapaz fechou os olhos pensando no quanto essa música cabia perfeitamente em seu momento com . Em um dia os dois se odiavam e no outro estavam aos beijos no chão do estúdio.

Things are looking up, looking up, hey
(As coisas estão melhorando, melhorando)
There’s magic everywhere you go
(Tem mágica onde quer que você vá)
Strangers stop to say hello, hello, hello, hello
(Estranhos param e dizem olá, olá, olá, olá)
So turn it up, turn it up, hey
(Então aumente, aumente, ei)
As loud as you can make it go
(O mais alto que você puder)
Play until your speakers blow
(Toque até suas caixas de som explodirem)
Listen till your ears explode
(Escute até seus ouvidos explodirem)
Cause love is on the radio
(Porque o amor está no rádio)

A música se encerrou com a voz de preenchendo todo o espaço possível daquele local, levando o pessoal a loucura. Tom olhou para ela orgulhoso, dando uma piscada marota.
– Obrigada. – Agradeceu ao rapaz, que assentiu.
– Menina, você foi incrível! – apareceu do nada ao pé da escada do palco, abraçando a amiga.
– Parabéns, Williams! – Danny parabenizou a moça, que agradeceu.
– Vocês foram ótimos! – Dougie disse e as meninas concordaram.
– Finalmente você conseguiu acabar a música, hein? – Harry sorriu abraçando o amigo e depositou um beijo na bochecha de , que não contestou e apenas agradeceu.
– Na verdade… – Tom chamou a atenção dos amigos. – A me ajudou a acabar essa música, então devo muito à ela. – Os rapazes olharam impressionados e, depois de uma troca de agradecimentos e congratulações, foram para o outro lado do evento conversarem com Fletch. sentiu o bolso de trás da saia vibrar e pegou o celular imediatamente.
– A Penelope respondeu sobre os resultados das análises. – Chamou a atenção das amigas.
– E aí? – perguntou mordendo o lábio inferior.
– Bom, o DNA que encontramos era mesmo do Derek. – Disse um pouco triste. – Também me mandou uma análise de alguns documentos que encontramos naquela sala. Parece que o irmão do Wesker está vivo e o nome dele é Jonathan. – Concluiu as informações sem tirar os olhos do celular. – Não sei se é relevante, mas parece que ele mora na Califórnia e não se tem notícia dele desde 2013.
– Tínhamos acabado de entrar no FBI. – comentou aleatoriamente. – Não que importe, mas é bem esquisito mesmo assim. – Deu de ombros e as amigas concordaram. – Tudo o que sabemos é que o Wesker está em Londres e precisamos encontrá-lo. – Finalizou o diálogo.
– Vai ver o Derek é esse tal Jonathan. – disse do nada, juntando as peças do quebra cabeça.
– Precisamos falar com Leon. – Disse e as amigas concordaram. As coisas estavam ficando cada vez mais claras e parecia que estava cada vez mais fácil resolver a situação. Só precisavam encontrar o tal do Wesker.

Capítulo 8: Surfer Babe.
Não era a toa que as meninas tinham muita coisa para investigar, uma vez que a situação estava confusa e parecia que nada iria se encaixar. O restante daquele dia estava muito gostoso: o relógio marcava umas 14h30 e a próxima gincana seria no lago. Todos estavam com trajes de banho novamente. Era tão bom poder ouvir o barulho dos pássaros, da água correndo, uma calmaria tremenda.
– Eu já disse para você soltar essa merda. – Acho que falei cedo demais. resmungava enquanto disputava com Harry um remo de Stand up.
– Eu peguei primeiro, Ried. – Harry puxava o remo de um lado enquanto puxava do outro.
– Crianças, parem com isso. – Tom repreendeu em tom de brincadeira.
– Sai dessa, Fletcher! – chegou batendo seu quadril no de Tom, que tombou para o lado. – Eu quero ver sangue! – Fez um gesto vingativo com as mãos.
– Judd, eu vou falar só mais uma vez. Solta essa merda. – cerrou os olhos para o rapaz.
– Ou o quê, ? – Harry usou todo o sarcasmo que tinha em seu tom de voz. ficou furiosa com tamanha intimidade que, obviamente, não tinha dado para o baterista. Segurou o remo mais precisamente e, com toda a força que tinha, fez um impulso contra as partes sensíveis de Harry, que imediatamente caiu no chão urrando de dor. – Caralho, sua maluca!
– Eu disse pra você soltar. – sorriu vitoriosa, fazendo um high five com as amigas em volta.
– Caralho, Ried. Não tem um dia que você vai dar uma folga pra gente? – Poynter perguntou um pouco cansado da situação.
– Me deixa pensar. – A garota disse séria, fingindo ler uma agenda. – Não. – Sorriu cínica.
– Ok, pessoal! – Danny chegou na rodinha. – Harry, tá tudo bem? – Perguntou preocupado ao ver que o amigo estava no chão. – O que você fez com ele, sua maluca? – Olhou para com o remo na mão.
– Jones, se você não calar a boca eu juro que vou quebrar esse negócio na sua cabeça. – Ameaçou o rapaz, que imediatamente encolheu os ombros.
– Todos entenderam a prova? – Dougie perguntou tentando mudar de assunto e todos ali concordaram.
– O que precisa fazer? – perguntou baixinho para , já que estava ocupada demais configurando seu relógio de acordo com as análises do FBI, então não havia prestado atenção em absolutamente nada.
– E depois eu sou o lerdo… – Danny comentou, ironizando a situação.
– Ei, Jones! – chamou por Danny. – Faço das palavras da , as minhas. Fica esperto. – Ameaçou e todos riram.
– Bem, é muito simples. – tomou partido do assunto. – Cada um vai ter um Stand up e o objetivo é basicamente uma corrida. Temos que chegar do outro lado do lago. – Explicou.
– Caramba, não é um lago tão pequeno assim. – Harry disse coçando a cabeça.
– Ué, Judd? Não tem nada sobre nado sincronizado no teu livrinho? – perguntou com o maior tom de sarcasmo pregado nos lábios.
– Tem sim, Thompson. No mesmo capítulo em que te impedi de se afogar aquele dia. – Harry piscou malicioso para a menina que fechou a cara imediatamente.
– A gente pode parar com isso, pelo amor de Deus? – Tom perguntou impaciente.
– Verdade, tá ficando bem chato já. – surgiu no assunto concordando com Tom.
– Estou odiando o casalzinho defensor dos bons costumes. – Dougie ironizou a situação fazendo com que e Tom se entreolhassem, já que ninguém sabia do dia do estúdio.
– Vai se foder, Poynter. – Fletcher respondeu rude para Dougie, como de costume. Uma tarde muito simpática com muita troca de elogios, como pudemos ver, certo? Cada um pegou sua respectiva prancha e entrou no lago.
– Não vai entrar, Jones? – perguntou para Danny.
– Eu não gosto muito dessa ideia. – Admitiu Danny olhando para a água, usando um colete salva-vidas. Jones era o único dos oito que estava usando, já que tinha medo de se afogar.
– Dá sua mão aqui. – esticou o braço até Danny, ajudando o rapaz a subir em sua própria prancha.
– Obrigado! – Sorriu para a menina. Oito pessoas em cima de oito pranchas diferentes. O objetivo dessa gincana era chegar até o outro lado do lago, sem cair da prancha stand up. O primeiro que chegasse lá ganharia, mas obviamente o supervisor da atividade não facilitaria tanto, porque aí não teria graça. Então, de início, cada um começou em uma ponta diferente do lago: e Harry para o sul, e Dougie para o norte, Tom e para o oeste, e Danny e para o leste.

Flashback On.
– Leon, você está ouvindo o que estamos falando? – perguntou, vendo o senhor do outro lado da tela já que estavam em uma vídeo conferência.
– Sim, eu estou. – Leon saiu do transe. – Então quer dizer que o Wesker tem um irmão? – Perguntou incrédulo.
– Exatamente, chefe. – confirmou.
Flashback Off.

pensava na conversa que teve com Leon e as meninas um pouco mais cedo, antes da gincana começar. A situação não saía da cabeça de nenhuma delas, mas o que poderiam fazer? Nada, além de investigar.
– Thompson, planeta Terra chamando. – Harry sacudiu o remo na frente de , que despertou imediatamente. – Tudo bem aí?
– Não enche, Judd. – Rosnou para o rapaz que fechou a cara.
– Vai entender você, né? Eu tento ser legal e você ainda me trata mal. – Judd rolou os olhos, tentando remar o seu próprio stand up.
– Nada que você não mereça. – mandou beijos carregados de cinismo para Harry, que fingiu pegá-los e jogá-los no lago, devolvendo um dedo do meio para a menina.

Flashback On.
– Mas isso é um absurdo! – Leon resmungava do outro lado da linha.
– Nós também achamos, foi uma surpresa gigantesca. – tentava explicar.
– Isso é relevante para a investigação, ? – Leon perguntou.
– Não, senhor. Os últimos dados que tivemos de Jonathan Wesker são de 2013, tínhamos acabado de entrar no FBI. – Sorriu para o homem que permaneceu com a mesma expressão.
Flashback Off.

Do outro lado do lago, tentava buscar em seu HD interno, mais conhecido como memória, se havia deixado passar alguma informação sobre esse tal Jonathan, mas mesmo que se esforçasse o máximo possível não conseguia se lembrar de muita coisa. Digo, o outro Wesker não dava notícias desde 2013.
– Scott, você não tem medo de ficar boiando aí parada? – Danny tirou a atenção de .
– Quê? – Perguntou confusa e então percebeu que era a única dos oito que até então não tinha remado.
– Você é esquisita demais, garota. – Danny soltou uma risada escandalosa. preferiu não responder e apenas continuou remando.

Flashback On.
– Essa nem é a pior parte, Leon… – chamou a atenção de todos para a conversa.
– O que seria então? – Leon perguntou olhando por cima de seus óculos, na ponta do nariz.
– O Derek sumiu. – Disse aflita.
– Como assim sumiu? – O chefe perguntou incrédulo.
Flashback Off.

pensava o tempo todo em Derek, aquilo não era nem um pouco justo. Eles haviam se envolvido e ela era a mais próxima dele, como não percebeu que Derek Morgan era um terrorista disfarçado?
, está tudo bem? – Tom perguntou preocupado com a menina.
– Está. Está sim. – Ela sorriu fraco. – Eu só estou cansada.
– Tem certeza? – Tom insistiu um pouco.
– Sim, Fletcher. – A menina respondeu um pouco ríspida, fazendo com que Tom levantasse a mão pra cima se isentando da culpa. – Desculpa. – Disse baixinho. – Está tudo bem, sim. Eu só quero acabar isso e ir descansar, ok? – Ela perguntou e o rapaz assentiu.

Flashback On.
– Como vocês não me contam que o Derek está a quase uma semana sumido? – Leon perguntou dando bronca.
– Porque nós encontramos o DNA dele em uma sala escondida aqui do evento. – respondeu prontamente. – Não achamos que ele seja o mocinho, Leon…
– Você tem razão, . – Leon admitiu. – Precisamos encontrá-lo.
– Sim, senhor! – assentiu. – Essa também é a nossa missão. Acreditamos que encontrando Derek, também encontraremos Wesker.
Flashback Off.

tinha em sua mente agora que o que mais queria era encontrar Derek Morgan e socá-lo na cara até ver sangue escorrendo pelas suas próprias mãos. Ainda não conseguia acreditar no quanto Derek estava sendo injusto ainda mais assim, sumido.
– Calma, ogra. – A voz de Dougie chamou sua atenção. – Vai quebrar o remo no meio segurando desse jeito. – Apontou para o remo que a menina segurava demasiadamente forte.
– Cala a boca, Poynter. – resmungou.
– Para de ser nervosinha, garota. – Dougie afrontou. – Você é insuportável.
– Você viu o que aconteceu com o Harry, né? – desafiou.
– Me erra, Ried. – Dougie rolou os olhos.
– Mas se bem que você não é de se jogar fora, né? – disse aproximando sua prancha a de Dougie, segurando o rapaz pela barra da camisa.
– Quê? – Dougie arregalou os olhos sem entender nada.
– É… – puxou o rapaz para mais perto. – Com esses olhos azuis… – Disse calmamente perto do rosto de Dougie, que imediatamente fechou os olhos para aproximar seus lábios aos da menina. – Uma pena, né? – Perguntou ela quase que num sussurro.
– O quê? – Dougie perguntou no mesmo tom de voz, segurando a menina pela cintura, já que estavam em duas pranchas diferentes.
– Que eu não estou a fim. – Mudou totalmente seu tom, deixando Dougie sem entender nada, mas ele compreendeu depois que sentiu seu corpo todo entrando no lago. Sim, havia empurrado o rapaz.
– Você é louca! – Dougie gritava tentando alcançar sua própria prancha.
– Eu disse pra você não se meter comigo. – Ela piscou e saiu remando na frente.
Acho que desde o primeiro capítulo dessa história ficou óbvio que não seria uma missão fácil. Espero ter deixado isso muito claro como cristal, porque a partir do momento em que o McFly conheceu The Angels, o mundo saiu de órbita por um tempo, deu três cambalhotas e voltou para a realidade.
– O Dougie é muito burro. – Harry reclamava de um lado do lago ao ver o momento exato em que Dougie foi empurrado para dentro da água. – Ou a , não sei.
– Por que a ? – tomou partido da amiga.
– Porque agora eles perderam a prova. – O rapaz deu de ombros.
– Paciência, ué. – disse com desdém. – O que importa para é passar por cima dos obstáculos até conseguir chegar ao topo.
– Vocês são esquisitas, sério. – A voz de Danny apareceu chamando a atenção de Judd e Thompson, que estavam na frente.
– Isso aqui era pra ser levado mais de boa, mas parece que vocês não colaboram muito, sabe? – Dougie disse cínico todo encharcado.
– Parem de reclamar, vai. – surgiu na conversa remando um pouco mais, já que havia ficado para trás.
– Só consigo escutar “blá-blá-blá”. – imitou a voz de Dougie no fundo e o rapaz lhe mandou um dedo do meio. – Não precisa ficar irritadinho, Dougie. – Mandou beijos no ar. – E pode soltar minha prancha também. – Comentou rolando os olhos.
– Mas eu não tô segurando nada. – Dougie pareceu confuso e então percebeu que sua prancha estava longe demais da dele para que conseguisse ser puxada assim.
– Ué? – Antes que pudesse esboçar qualquer reação, a prancha de virou, fazendo com que a menina caísse direto na água. – Que porra é essa? – Perguntou assim que voltou para a superfície.
– A gente agora tem culpa que você não sabe remar? – Tom provocou. – Estamos sem tempo para brincadeiras, vamos remando na frente. – Disse e assim todos se viraram para que pudessem continuar a gincana. ficou um tempo tentando entender o que tinha acontecido e assim que olhou para frente viu os outro sete ficando bem pequenininhos no horizonte, distantes dela. Apoiou os braços na prancha e, quando foi subir, sentiu algo puxá-la para baixo. Voltou para a superfície no susto, tomando todo o ar que tinha em seus pulmões, até ser puxada de novo. Abriu os olhos e, mesmo com a água um pouco turva, conseguiu enxergar uma pessoa com equipamento de mergulho, puxando a menina para baixo. O desespero tomou conta de uma vez que a menina estava contando apenas com a boa vontade de seus pulmões para se manter por tanto tempo ali. Centralizou sua visão e focou no cilindro e regulador do colete do indivíduo, puxando-o da boca do mesmo e colocando na sua, respirando um pouco de oxigênio. Em um golpe rápido, empurrou o rapaz – pela estatura deduziu ser um homem – com os pés e conseguiu voltar até à superfície.
! – Chamou pela amiga que estava mais perto em um tom afobado, mas não recebeu nenhum retorno da parte dela. Manteve a postura e subiu de volta na prancha, procurando pelo rapaz dentro do lago, sem muito sucesso. Esperou por mais alguns minutos até decidir seguir em frente. Falaria com as amigas sobre isso depois.

 

Capítulo 9: Corrupted.
não sabia muito bem o que pensar, aquilo estava super estranho. Não só o fato de alguém tentando afogá-la, mas o contexto todo. Digo, Derek havia sumido e estava nítido que tudo que encontraram até o momento o apontavam como um criminoso e até pior: irmão de Wesker.
– Aconteceu uma coisa agora – disse para , que estava mais perto e afastada de todas.
– O quê? – perguntou curiosa, dando total atenção para a amiga.
– Um cara tentou me afogar, – disse olhando a amiga nos olhos. – Nós precisamos agir.
– Como assim tentou te afogar? – escutou o que a amiga disse e apareceu na conversa, perplexa.
– Ele me derrubou. Esperou vocês irem na frente e me puxou pra baixo – explicou. – Precisamos investigar.
– A próxima gincana vai acontecer na floresta. Podemos dar um jeito de ficar juntas nessa, sem os rapazes. – deu a ideia e todas assentiram.
– Muito bem, pessoal! – O instrutor da floresta chamou a atenção de todos ali. – Se separem em grupos, vamos encontrar a pista para o próximo evento!
, você quer vir com a gente? – Tom perguntou amigavelmente.
– Não vai dar, Fletcher. – Ela sorriu, um pouco chateada. – Preciso ir com as meninas. – Disfarçou o tom de preocupação com uma rolada de olhos e, até onde viu, Tom tinha engolido. Bom, agora era o grupo dos rapazes e o grupo das garotas, separados.

As meninas haviam seguido para o norte da floresta e os meninos para o sul, totalmente opostos. Por míseros segundos as garotas se perguntaram se era uma boa ideia ter deixado os quatro rapazes sozinhos, porque se um homem havia atacado , agente do FBI, sozinha, o que poderia fazer com o McFly inteiro dando bandeira por aí, não é mesmo?
– Elas são malucas. Estou falando! – Dougie reclamava das garotas enquanto pisava duro na floresta. – A me acusou de ter puxado a prancha dela do nada.
– É, isso foi bem esquisito mesmo. – Harry foi obrigado a concordar, se lembrando da situação que havia acontecido há alguns minutos atrás, no lago.
– Às vezes é só o estresse. – Tom defendeu, mas obviamente estava associando a situação à .
– Bom, só quero acabar isso logo. – Danny completou tentando encerrar o assunto. – Parece que vai chover. – Olhou para o céu e os outros três amigos acompanharam sua visão.
– Por aqui! – Harry apontou para uma trilha à esquerda de onde estavam e os quatro seguiram naquela direção.
Do outro lado da floresta, tentava fazer conexão com seu Smart Watch para falar com Leon sobre o ataque que havia sofrido. Não houve muito sucesso, levando em conta que estavam no meio de uma floresta e ela não conseguiria muito sinal ali.
– Desencana. – empurrou com o ombro assim que viu a cara que a amiga fazia. – Está falando sozinha de novo. – Riu baixinho.
– Eu não sei nem o que pensar. – suspirou. – E se o McFly estiver em perigo? Nós deixamos aqueles quatro idiotas sozinhos. – Mordeu o lábio, aflita.
– Hmm, tá preocupadinha? – caçoou da amiga.
– Não enche, eu estou falando sério. Se acontecer alguma coisa com eles, quem você acha que o Leon vai culpar? – perguntou séria. É, ela realmente não estava para brincadeiras naquele momento.
– Eu tenho certeza que o Tom saberá como sair dessa situação. – disse convicta.
– Por que o Tom, especificamente? – parou de andar e cruzou os braços, encarando a amiga.
– Porque ele parece o mais inteligente dos quatro, ué. – deu de ombros, arrumando uma desculpa esfarrapada.
Williams, você pode achar que engana aqueles quatro babacas do McFly, mas é sério mesmo que vai querer competir na interpretação comigo? – arqueou uma sobrancelha.
– Eu não tenho nada pra esconder. – insistiu.
– Só o que está escrito na sua testa agora. – acompanhou a zoação. – Está escrito: “Eu amo o Tom Fletcher”.
– Ah, vai se ferrar! – mandou o dedo do meio e as amigas riram.
– Calem a boca vocês três, mas que saco! – alterou um pouco o tom de voz.
, por que você está tão irritada, hein? – perguntou, um pouco impaciente.
– Eu não quero e nem vou estragar a missão. – Bateu o pé. – Se vocês não levarão isso a sério, eu prefiro terminar a trilha sozinha – disse decidida e as outras três amigas pararam para analisar a situação.
– Então pode ir. – deu de ombros. – Acho impressionante que você é a que mais gosta de ver o circo pegar fogo e agora está toda nervosinha. – Alterou o tom de voz, olhando fixamente para .
– Me deixa em paz! – gritou de volta e quando deu um passo para trás acabou pisando em uma armadilha de corda que estava presa em uma árvore, ficando suspensa de cabeça para baixo imediatamente.
! – gritou, vendo a amiga pendurada. – Não se mexe.
– E tem como, ? – A amiga perguntou, irritada. – Meu canivete caiu no chão. – Apontou para o objeto metálico perto dos pés de .
– O instrutor da gincana não disse nada sobre as armadilhas… – lembrou, coçando o queixo.
– Me ajudem a sair daqui. – resmungava ainda pendurada. Não conseguia fazer muita coisa sem seu canivete.
– Só se você prometer parar de encher o saco e se acalmar. – disse pegando o canivete no chão ao mesmo tempo em que procurava a corda principal para soltar a amiga.
– Tá. Tanto faz. – rolou os olhos. – ! – gritou a amiga, com uma expressão desesperada.
– Calma, . Eu já estou indo! – rolou os olhos.
– Não! Atrás de você! – apontou e antes que pudesse se virar, sentiu sua cabeça latejar e a visão apagar. viu que além do rapaz que acertou a amiga na cabeça, mais dois homens apareceram e seguravam e pelos braços, impedindo qualquer movimento brusco. A menina pendurada na árvore gritava desesperadamente até que também teve sua cabeça atingida, desmaiando.
sentiu seu corpo ser carregado enquanto recuperava a consciência aos poucos, desmaiando logo em seguida. Depois de um tempo andando, sentiu seu corpo ser preso. Espremeu os olhos e sentiu a cabeça doer na parte de trás.
– Puta que pariu! – resmungou e, ao tentar levantar, percebeu que estava presa. – Que porra é essa? – perguntou a si mesma, olhando o local.
? – A voz de surgiu perto dali, o que fez com que ficasse mais aliviada.
– Cadê você, ? – perguntou.
– Acho que no quarto ao lado. – observou a situação em que estava: amarrada em uma cadeira e, à sua frente, conseguia ver desacordada.
! – Elevou o tom de voz na esperança de que a amiga pudesse escutar.
está com você? – Escutou a voz de ecoar, ainda distante.
– Sim, mas está desacordada. – lamentou o ocorrido. – está com você?
– Não. – sentiu o corpo todo tremer quando escutou a resposta negativa da amiga. Lembrava que tinha ficado presa na armadilha e, por ter desmaiado, não sabia o que havia acontecido exatamente.
– Eu já disse para você me soltar! – A voz de surgiu no local assim que um dos capangas, que usava máscara preta, apareceu segurando-a pelo braço enquanto a mesma estava amarrada.
– Parece que vocês não são tão boas no disfarce assim, não é mesmo? – O homem perguntou, segurando severamente.
– Vá se foder! – gritou cuspindo na cara do rapaz, que no mesmo instante lhe deu um tapa no rosto e um soco na boca do estômago.
! – , que havia acordado há poucos segundos, gritou pela amiga que se contorcia de dor no chão.
– Nós sabemos porque vocês estão aqui e eu vou dar o aviso uma única vez. – O homem começou a falar. – Primeiro: se você tentar qualquer coisa, eu estouro os miolos da sua amiga – disse ele, apontando uma Glock para a cabeça de assim que percebeu que , havia sido levada para o mesmo cômodo e tentava reagir. – Segundo: nossa preocupação era só fazer o trabalho e ir embora, mas vocês – Apontou a glock para cada uma das quatro ali presentes – resolveram atrapalhar tudo. – Balançou a cabeça negativamente. – O que me leva ao terceiro aviso: se preocupem com os famosinhos amigos de vocês. – Assim que o rapaz tocou no assunto dos rapazes do McFly, ergueu a cabeça com um olhar preocupado.
– O que vocês vão fazer? – Perguntou a menina.
– No começo não iríamos fazer nada até perceber que, por conta do seu envolvimento com um deles, talvez fosse uma ótima ideia usar isso a nosso favor. – O rapaz sorriu de forma repugnante.
– Do que ele está falando? – perguntou sem entender muita coisa.
– Ah, vocês não sabiam? E ainda se dizem espiãs… – Caçoou ele. – A amiguinha de vocês está envolvida em um romance com um dos membros do McFly.
– Eu sabia! – afirmou como se tivesse descoberto a América. – Por que não nos contou? – Olhou para , que estava visivelmente envergonhada.
– Eu não tenho tempo para papinho furado de mulher – chamou a atenção das quatro. – O lance aqui é o seguinte: eu vou soltá-las de volta na floresta e vocês têm exatamente 45 minutos para localizar aqueles quatro pé rapados. – Ameaçou.
– E se a gente não quiser e for atrás do imbecil do seu chefe? – ironizou.
– Como você acha que descobrimos que a queridinha estava envolvida com o loirinho monocova? – Perguntou ele segurando a menina pelas bochechas com uma única mão enquanto mantinha a arma apontada para sua cabeça. – Nós estamos acompanhando cada passo de vocês. Enquanto acham que estão na frente, nós estamos muito mais longe – deu um aviso final. – Vamos, meninas. – O rapaz indicou a porta de saída do esconderijo para que elas levantassem e fossem para fora. a acompanhava, sendo seguida por e . – Eu, sinceramente, espero que vocês não tentem fazer nada porque a amiguinha tem só 28 aninhos e eu tenho certeza que ela não quer acabar como o papai e a mamãe, não é mesmo? – O homem soltou um riso debochado, fazendo com que sentisse toda a raiva do universo.
– Do que você está falando? – perguntou com os dentes cerrados.
– Ora! Você acha mesmo que a função do Wesker é só ser um mafioso traficante? – perguntou ele quase num sussurro próximo ao ouvido da menina, pois estava segurando-a pelos braços que estavam para trás. arregalou os olhos. – Acompanhamos vocês, The Angels, há muito mais tempo do que imaginam. – Ao dizer isso, não se conteve e, em um grande impulso, deu uma cabeçada no nariz do rapaz, que soltou seus braços imediatamente. não demorou e chutou a parte de trás do joelho do homem, fazendo com que o mesmo caísse no chão. – Corram! – Gritou , pois havia lembrado que não tinham sido abordadas apenas por um homem, então corriam o risco de participarem de uma troca de tiros a qualquer momento. Vale lembrar que elas não estavam armadas e que também estavam com as mãos amarradas.
As quatro correram desesperadamente pela floresta, escutando alguns disparos de pistola. correu na frente de todas e, em um impulso, escorregou de forma lateral para trás de uma grande pedra já muito longe dali. Foi seguida por , que fez o mesmo movimento. No encalço, e estavam mais devagar porque estava com alguns ferimentos, mas logo encontraram um esconderijo.
– Vocês estão bem? – perguntou em um tom baixo quando viu as outras duas amigas se esconderem atrás de outra pedra, próxima de onde estavam com . ergueu o polegar.
– Precisamos nos soltar e encontrar os rapazes. – comentou desesperada pegando uma pedra no chão e cortando a corda que prendia seus pulsos para trás do corpo. – Vira, – pediu para a amiga, repetindo o processo com ela. Em menos de cinco minutos todas estavam livres das amarras. – Nós temos 30 minutos para encontrar o McFly. – disse ofegante.
– Calma, pelo amor de Deus. – disse impaciente, acionando o relógio. – Eu já estou com a localização do Jones. – Rolou os olhos.
– Sua maluca esquisitamente inteligente. – elogiou ao mesmo tempo que ofendeu a amiga. – Como fez isso? – Perguntou curiosa, olhando para o relógio.
– Bem, eu conectei meu dispositivo ao celular do Jones enquanto ele não estava olhando. – Deu de ombros.
– Mas não podia trazer celular. – ficou confusa.
, acorda! Século 21, ninguém vive sem tecnologia. – fez a maior cara de “duh” da história. – E também: é o Jones. Eu sabia que ele provavelmente tinha entendido o “Não pode celular” como “levem o celular”. – Rolou os olhos, tentando esconder o fato de que achava aquilo extremamente atraente.
– Bom, vamos então. – tomou partido. – E você… – Virou para . – A gente conversa depois. – sabia que estava encrencada, obviamente, mas encontrar os rapazes agora era prioridade.

Depois de 15 minutos andando juntas, parou de caminhar.
– Tudo bem? – perguntou para a amiga, que assentiu com a cabeça.
– Meu estômago está doendo, mas está tranquilo. – Respirou fundo e continuaram a caminhada. foi caminhando na frente com o passo apertado até ver o topo da cabeça de Danny, levando em conta que o rapaz tinha uma estatura maior que a de Dougie, pelo menos.
– Danny! – gritou feliz assim que avistou o homem.
– Caramba! – Danny virou para as quatro. – Onde vocês estavam? A prova acabou já faz uns 50 minutos. – O rapaz olhou para o relógio tentando contabilizar o tempo em que estiveram por ali assim que a gincana acabou.
– A gente se perdeu. – tomou frente da conversa para que não falasse besteira, como de costume. Entre as quatro, conseguia ser completamente lesada em qualquer assunto e era por esse e outros motivos a menina ficava cuidando de computadores. Quanto menos relacionamento interpessoal, melhor.
– Caramba, você está bem? – Harry surgiu na conversa quando viu o rosto de machucado.
– Está sim, Judd. – Ela sorriu sincera. – Eu só tropecei e fui de cara no chão. – Rolou os olhos como se houvesse mesmo feito uma coisa inofensiva, mas não conseguiu esconder a raiva quando se lembrou daquele homem falando de seus pais.
– Calma. Acidentes acontecem, esquentadinha. – Dougie apareceu e era tudo o que ela não precisava naquele momento. respirou fundo e começou a procurar no bolso do short por alguma coisa. – O que você está procurando? – Dougie arqueou uma sobrancelha e finalmente tirou a mão do bolso, dando-lhe o dedo do meio.
– Vá se foder. – Sorriu cínica.
– É, parece que esses dois nunca vão se acertar. – Tom comentou rindo com e o primeiro instinto da menina foi abraçá-lo pelo pescoço e dar-lhe um beijo nos lábios, fazendo com que todos ali ficassem surpresos.
– Eu perdi alguma coisa? – Danny perguntou.
– Dessa vez todos nós perdemos, cara. – Harry apoiou a mão no ombro do amigo e todos riram.
– Está tudo bem? – Tom arqueou uma sobrancelha, desconfiado. – Digo, até hoje mais cedo o intuito era que ninguém soubesse de nós e agora…
– Me beija. – pediu interrompendo qualquer palavra que pudesse sair da boca do rapaz e ele obviamente obedeceu, puxando a menina pela cintura e selando seus lábios aos dela.
– Nós achamos sensacional que vocês estejam aí, se pegando. – Harry começou a falar. – Mas devo lembrar que existem quartos aqui e ninguém é obrigado a ver essa cena nojenta. – Tendo dito isso, enfiou a mão entre a boca de e Tom, que imediatamente se separaram.
– Ótimo você comentar sobre isso, Judd. – Tom sorriu cínico. – Está lembrado de quem ganhou a prova?
– Você. – Harry engoliu em seco, coçando a nuca.
– E você já escolheu as próximas vítimas da brincadeira, Tom? – Dougie perguntou divertido com a situação.
– Sr. Harry Judd. – Indicou o amigo. – Devo lhe apresentar a senhorita Thompson como seu par para a passagem de um musical colegial ou você faz as honras? – Tom sorriu extremamente vingativo, típico de um bom canceriano.
– Que papo é esse, Judd? – cruzou os braços sem entender nada, mas obviamente não estava gostando.
– Bom, eu apostei com o Tom que ele não conseguiria me vencer na corrida final. – Harry disse meio sem jeito.
– E o que você apostou, Harry? – cerrou os olhos, enfatizando o nome do rapaz.
– Eu apostei que se ganhasse, ele irritaria a até ela perder a paciência e dar um soco nele. – Sorriu amarelo para , que sorriu convencida de volta, porque obviamente ela faria aquilo.
– E se você perdesse…? – incentivou o rapaz a continuar.
– Bom, ele sugeriu que se eu perdesse faria com você uma cena de High School Musical. – Dito isso, começou a rir descontroladamente. – Que foi? – Harry perguntou um pouco constrangido.
– Só pode ser brincadeira. – ria e limpava algumas lágrimas falsas dos olhos.
, ele não parece estar brincando… – comentou, cortando o barato da amiga.
– É sério isso? – fez beicinho e Harry concordou.
– Bom, Troy e Gabriella… – Tom surgiu novamente na conversa, passando o braço por cima dos ombros de . – Eu e minha amiga vamos dar uma volta e vocês… – Apontou para Harry e . – Precisam se preparar. – Piscou divertido e deu as costas para os amigos, andando com ao seu lado. É, Harry teria que lidar com o carma.

 

 

Capítulo 10: Better run faster than my bullet
O que o futuro estava prestes a reservar para quatro amigas e uma banda com nome de sorvete do McDonalds nem Deus seria capaz de descobrir. Mas enquanto as evidências não apareciam, certo casal peculiar estava na sala de ensaios tentando manter as coisas civilizadas.
– Nem fodendo, Judd! – Talvez eu tenha falado um pouco cedo demais.
, eu estou te falando. – Harry rolou os olhos, tentando explicar um passo de dança para a menina. Consistia em um giro e Harry levantando a moça no ar com seus braços fortes e muito bem definidos. Harry Mark Christopher Judd poderia facilmente ter se autodescrito nesse mesmo parágrafo… Mas aí eu, autora, não teria função alguma nessa história, não é mesmo?
– Eu não vou fazer essas maluquices. – rolou os olhos um pouco impaciente. – E para você é Thompson. – Frisou o sobrenome assim que notou que Harry havia lhe chamado pelo primeiro nome.
– Confia em mim. Não vai ser difícil. – Harry insistiu um pouco mais.
– Não. – cruzou os braços e virou de costas para o rapaz, como se fizesse uma cara de esnobe.
– Se você não tentar eu vou te jogar no lago. – Harry ameaçou e a menina olhou em seus olhos fixamente.
– Você não faria isso. – Desafiou com os olhos cerrados.
– Quer apostar? – Harry arqueou uma sobrancelha, fazendo com que duvidasse fortemente de sua capacidade de resistir a alguém tão atraente como ele, mas obviamente jamais admitiria isso.
– Duvido. – sorriu de canto, porque era claro que Harry jamais faria isso. – Harry! – Soltou um grito assim que sentiu as mãos do rapaz em seus joelhos, jogando seu corpo sobre os ombros. – Me solta! Inferno de moleque! – esperneava e gritava, batendo nas costas de Judd. Era impressionante que, sendo uma agente do FBI, a menina não pensou em momento algum em sair dali. Será que estava gostando?
– Viu? Não duvide de mim, mocinha. – Harry colocou a menina no chão, que mal conseguia respirar de tanto que havia gargalhado da situação.
– ‘Tá. – rolou os olhos, voltando à pose bad ass de sempre e Harry sorriu. – Por que tá sendo tão legal, Judd? – Perguntou curiosa.
– Porque eu cansei de brigar. – Respondeu simplesmente. – Apesar de achar que você foi bem infantil sacaneando a gente no primeiro dia de evento. Nem nos conhecíamos, pô. – Harry lamentou e, por mais que a vontade de fosse retrucar, ela apenas assentiu.
– Bom, vamos? – sugeriu e Harry se levantou assim que colocou a música para tocar. – O que eu preciso fazer agora? – Perguntou. – Eu não danço. – Admitiu e Harry riu. O rapaz se aproximou dela, estendendo-lhe a mão.
– É só me seguir. – Respondeu ele com convicção, fazendo com que a menina se sentisse mais segura do que estava fazendo. Por mais que fosse uma ótima atriz digna de Oscar, não sabia dançar. Arriscava um passinho ou outro nas baladas da vida, mas nada que não parecesse um ganso defeituoso. Harry então, com sutileza, segurou a cintura de , juntando seus corpos. Durante alguns segundos suas respirações se misturaram, pois os rostos estavam extremamente perto um do outro. pousou sua mão esquerda sobre o ombro do rapaz e a direita de encontro com o direcionamento que Judd lhe dava.
– Pronto, agora vamos por partes. – Harry sorriu e só conseguia pensar no quão difícil estava sendo resistir ao rapaz naquele momento.

Não muito longe dali, havia se despedido de Tom, pois ele precisava repassar algumas músicas com os outros rapazes e, bem, ela precisava cumprir uma missão do FBI, apenas.
– Será que vai ficar de boa com o Harry? – perguntou se jogando na cama ao lado de .
– Acho que sim. – comentou. – Eles fazem um belo casal.
– Estranho você comentar sobre isso justamente depois de ter enfiado sua língua na goela do Fletcher, né? – comentou com uma mão no queixo, como se fingisse um pensamento filosófico e as meninas riram. – Ainda falta você nos contar o que rolou…
– Bem, aconteceu enquanto estávamos compondo love is on the radio. – se lembrou da cena. – Foi mágico. A última vez que me senti assim foi com o… – Ao se lembrar de quem iria chamar pelo nome, preferiu manter silêncio.
– Derek. – completou a sentença, pousando os braços pelos ombros da amiga em forma de consolo. – Nós vamos pegar esse otário.
– Eu sei que sim. – sorriu, agradecendo o incentivo da amiga.
– Precisa, né? Porque convenhamos, eu não aguento mais ficar nesse lugar. Tem mosquito, pernilongo, borrachudo e o sinal não é muito bom… – foi enumerando nos dedos os defeitos do estabelecimento, arrancando algumas risadas cúmplices.
– Nós precisamos ir. Parece que a próxima prova começa daqui uns minutos. – disse pegando o pulso de para ver as horas.

Não que as meninas não fossem fãs da natureza, até porque o Centro de Treinamento do FBI ficava no meio de uma floresta, uma vez que existe a necessidade de saber sobreviver em situações como essa. O problema é que a frustração de não conseguir encontrar o tal Wesker estava grande e isso consumia muito, principalmente , que tinha muitas perguntas.
– Tom, eu já disse para você largar a . – dizia tentando puxar o rapaz, que estava abraçado à pelos braços.
– Me deixa em paz, ! – respondeu rindo. – Não é porque você não pega logo o Jones que eu preciso deixar de pegar o Fletcher. – Piscou cúmplice para a amiga, olhando de esguelha para Danny, que estava no telefone.
– E quem disse que eu quero pegar o Jones? – cruzou os braços e fez uma cara esnobe.
– Não quer? – Danny apareceu na conversa olhando fixamente para , que se assustou por não estar esperando que Danny tivesse escutado.
– Eu não disse que não quero, só perguntei quem disse que eu quero. – A menina tentava arrumar uma desculpa.
– Então você quer? – O rapaz arqueou uma sobrancelha para enquanto os outros amigos olhavam curiosos.
– Eu não disse isso. – Desvencilhou da pergunta, deixando um Danny Jones mais confuso ainda.
– Eu quero só ver até onde isso vai dar. – comentou rindo.
– Eu também! – Dougie concordou.
– Bom, chega disso, né? – Harry apareceu meio sem paciência.
– É. Vamos logo, a próxima prova já vai começar. – veio logo atrás, puxando as amigas que estavam sem entender nada.
– Credo, o que aconteceu? – perguntou curiosa.
– Aconteceu que sua amiga é uma idiota. – Um Judd visivelmente irritado respondeu rudemente para .
– Eu? Não tenho culpa que você não sabe ensinar porra nenhuma. – a essa altura do campeonato estava perto de Harry com os braços esticados, reclamando.
– Ou será que você não quer aprender? – O tom de voz de Harry aumentou.
– Está mudando o tom por que, Judd? – Perguntou a menina, cínica. – Não consegue resolver as coisas sem gritar? – acompanhava a conversa atentamente, com os punhos cerrados. Em qualquer deslize partiria para cima de Harry.
– Não! É que quem sabe gritando você não entenda o que eu quero dizer, né? – Harry perdeu a paciência gritando ainda mais.
– Eu te odeio! – gritou de volta.
– Foda-se! – Tendo dito isso, Harry virou as costas e foi andando até o centro da floresta, onde estava para acontecer a reunião sobre a próxima gincana. fez o mesmo, só que pelo lado oposto de onde Judd estava seguindo.
– O que eu perdi? – Dougie perguntou visivelmente confuso.
– Para de ser fofoqueiro, Poynter. – deu um pedala em Dougie. Sem muito tempo para devolver, acabou seguindo o restante do pessoal para o centro de uma parte da floresta onde seria a tal prova.
– É o que eu estou pensando? – sorriu de canto quando viu uma grande mesa de madeira com diversas armas em cima.
– Isso mesmo! – O instrutor da Gincana disse, passando pela menina. – Paintball!
– Homicídio! – disse ao mesmo tempo que o instrutor e todos (repito: todos, sem exceção) olharam pra ela. – Credo, eu estou brincando. – Sorriu amarelo, recebendo um pedala coletivo das amigas.
– Se controla, porra. – puxou a amiga pelo braço, falando baixinho.
– Bom, vamos separar vocês em duplas. – O instrutor resolveu mudar de assunto. – Danny, você pode ir com a . – O rapaz indicou a menina com rabo de cavalo que estava quieta e com a cara fechada. – Tom, fique à vontade para fazer dupla com a . Harry e podem se juntar e, por fim, e Dougie.
– Parece que alguém será trocado, hein, Tom? – Dougie sacaneou passando o braço por cima dos ombros de , que imediatamente deu uma cotovelada na costela do rapaz. – Ai, maluca!
– Agora é só uma cotovelada, mas se continuar com gracinha pode ser que eu queira arrancar seus dentes. – sorriu cínica, pegando uma arma na mesa e dando um beijo em Tom, que fez uma careta provocativa para Dougie.
– Todo mundo me odeia nesse lugar? – Dougie se perguntou.
– Não está óbvio? – respondeu a pergunta com outra pergunta enquanto carregava a arma com bolinhas de tinta.
– Ah, vá se foder. – Mandou um belíssimo dedo do meio para e foi ficar perto de sua dupla: . Harry não parava de olhar para , mantendo os olhos na garota enquanto terminava de arrumar sua mochila para se aventurar no labirinto de Paintball.
– Calma, tigrão. – chamou sua atenção. – De tanto que você seca a com os olhos, capaz dela sumir. – Riu de sua própria piada.
– Isso não é engraçado. Se ela não fosse tão cabeça dura…
– O que tem, Judd? O que você ia fazer? – Perguntou a menina caçoando da situação. – A é uma mulher forte e independente. Seja lá o que tenha rolado com vocês, ela não vai se desculpar se achar que está certa. – Deu de ombros.
– Você não vai acreditar se eu contar. – Harry fez uma cara sofrida.
– Você não sabe o que eu vou fazer ou deixar de fazer. – rolou os olhos. – Desembucha, vai. – Se apoiou na mesa de madeira logo à frente, esperando que Harry começasse a contar a história.

Flashback On.
– Eu não acredito que você vai desistir porque errou um passo ou dois. – Harry rolou os olhos dando bronca em .
– Será que você não está entendendo que eu não quero fazer essa merda? – perguntou revoltada, sentando na cadeira do estúdio. – Puta saco.
– Você sempre desiste das coisas assim, ? – Harry indagou irônico.
– Cara, me deixa em paz! Não estou no clima, só isso.
– Para com essa frescura de mulher. – Harry disse em tom estressado e irritado. – Certeza que está de TPM.
– O que você disse? – cruzou os braços, olhando para Judd indignada.
– Que você tá de TPM. É só isso que explica esse estresse idiota. – Deu de ombros.
– Cara, você é um otário. – A menina pegou sua bolsa no chão e saiu pela porta do estúdio.
Flashback Off.

– E foi isso. – Harry finalizou a história, encostando-se à mesa ao lado de . – O que você acha?
– Realmente… – fez uma cara de quem concordava com a situação.
– Não falei? – Judd abriu os braços, agradecendo a concordância.
– Realmente você é um otário.
– Quê? – Harry questionou sem entender.
– Pensa bem na merda colossal que você falou, Harry. TPM? Sério? Precisa estar de TPM pra ficar estressada? Se toca! estava cansada e você ficou insistindo nessa merda de dança. – explicou a situação como se fosse a coisa mais óbvia do mundo, fazendo com que Harry ficasse refletindo. – Foi machista pra caralho! – Concluiu.
– É, talvez você tenha razão… – Harry finalmente entendeu onde estava o problema em seu discurso sexista. Resolveu ir até para se desculpar.
– Nem pense nisso. – Foi impedido pela mão de , que puxou seu ombro. – Eu conheço minha amiga, ela está extremamente irritada agora e se eu fosse você não iria lá. – Judd pensou melhor e, realmente, os dois estavam irritados e não seria um pedido de desculpas no meio do caos que ajudaria a situação melhorar.
– Bom, já que estamos nos aconselhando como amigos, quando você e Dougie vão se acertar? – Harry perguntou malicioso.
– Primeiro: não somos amigos, não sei de onde você tirou essa ideia. – respondeu ríspida. – Segundo: nunca. Dougie e eu nunca vamos nos acertar porque ele é um otário. – Deu de ombros, jogando a mochila nas costas e seguindo a trilha na frente de Harry. – E você vai continuar sendo um otário se ficar parado aí esperando pra ser eliminado. – Ao dizer isso, Harry despertou do transe e seguiu a menina para o meio das árvores.

A prova era bem simples, diversas duplas foram separadas durante a gincana então a missão era agir por eliminação e a dupla que sobrasse, ganharia. Tom e foram para o Norte da floresta, prestando atenção em todo e qualquer passo.
– Fica quieto, porra. – pediu delicadamente para Tom, que estava pisando forte em muitos galhos no chão.
– É difícil andar assim. – Tom se lamentou, segurando a arma colada ao próprio corpo.
– Quando você é treinada pra isso, acaba ficando normal. – comentou com naturalidade.
– Treinada? – O rapaz parou de andar, arqueando uma sobrancelha.
– É. Eu jogo em um time de Paintball em NYC. – A menina sorriu amarelo assim que se deu conta da merda que tinha dito.
– Vocês têm gostos muito esquisitos. – Tom riu.
– Shh! – segurou o rapaz pelo braço, se jogando atrás de uma árvore com ele em seu encalço.
– Maluca! Que foi? – Perguntou ele no tom de voz mais baixo que conseguiu e apontou uma dupla aleatória logo a frente. Agachou ao lado da árvore e colocou o olho direito na mira da M24 que carregava consigo. Esperou alguns segundos e atirou no peito dos dois que estavam ali.
– Uhul! – comemorou discretamente por ter eliminado uma dupla.
– Que mira! – Tom elogiou a parceira, fazendo um hi-five e ambos seguiram seus caminhos, ainda no Norte da floresta.

Dougie e caminhavam para o Sul da floresta, totalmente opostos à e Tom. O percurso estava bem calmo, exceto pelo fato de que Dougie não parava um minuto de falar.
– Meu Deus, Poynter! Será que você não consegue calar a boca um minuto? – Perguntou ela, parando de andar e ficando de frente para o rapaz.
– Eu estou entediado. – Bufou ele. – Se eu estivesse com a isso seria bem mais divertido.
– Ah é? – sorriu maliciosa. – Posso saber por quê?
– Porque eu pelo menos deixaria ela irritada e o tempo passaria mais rápido. Não é legal zoar você. – Dougie rolou os olhos. – Você parece uma idosa rabugenta. – Dito isso, tomou um tapa de , que deu uma risada.
– Quanto mais rápido a gente acabar, mais rápido você deixa de me aturar. – piscou cúmplice para o rapaz e ele riu.
– Você é legal, . – Dougie admitiu. – O Tom tem sorte de ter você por perto. – sorriu de volta, como se agradecesse ao Dougie. – Espero que as coisas dêem certo pra vocês.
– Eu não acho que a gente vai durar mais que as semanas em que estivermos em Londres. – desabafou. – Digo, nós moramos em New York e acabando as coisas aqui vamos precisar voltar. – Lamentou prestando atenção no percurso para que ela e Dougie não fossem pegos por alguma outra dupla.
– Ué, fiquem um tempo conosco. Tenho certeza de que o Tom não vai se importar de rever você na casa dele. – Dougie deu de ombros. – Ei, olha ali! – Sussurrou para , apontando uma dupla à direita.
– Abaixe. – pediu e Dougie obedeceu. Williams mirou com sua AKM para onde estava a tal dupla, respirou fundo e, em segundos, acertou um tiro nas pernas dos dois.
– Ah, que saco! – Ouviu o rapaz da dupla adversária reclamar.
– Que pena! – Dougie ria atrás do arbusto, sacaneando a dupla que havia sido eliminada. – Tchau, tchau, losers! – Fez um “L” na testa, mostrando a língua e começou a rir.
– Cara, você tem quantos anos? 13? – Dougie mostrou o dedo do meio e riu junto.
– Vamos, precisamos ir. – Puxou o rapaz pela blusa e seguiram ainda pelo Sul.

Ao Leste da floresta, e Danny estavam caminhando silenciosamente, pois até onde ele havia interpretado não estava de muito bom humor.
– Tá, isso está cansando. Você vai ficar em silêncio o caminho todo? – Perguntou para a menina. – Quer dizer, é a segunda prova que fazemos juntos e na primeira nós fomos muito bem. – Danny acabou confessando.
– Desculpa, Jones. – sorriu fraco. – Só não tá sendo um dia muito legal. – Jogou a VSS que carregava em suas mãos nas costas, sentando-se em um tronco que havia ali no chão.
– Olha, o Harry é um otário. – Danny respirou fundo, sentando ao lado da menina. – E eu entendo que você esteja chateada…
– Sério? – olhou nos grandes olhos azuis do rapaz.
– Sim. – Sorriu sincero, espremendo os olhos. – Vocês são muito legais, de verdade. Acho que essa briguinha toda é um desperdício de tempo gigante, na verdade. – Ok, Danny poderia ser o mais lesado de todos, mas precisava admitir que ele era também o mais fofo e carinhoso. Digo, tudo o que fizeram quando conheceram o McFly foi brigar, brigar e brigar. Talvez estivesse na hora de dar um trégua.
– Obrigada, Danny. – abraçou o rapaz de lado, que retribuiu o gesto. – Também acho vocês legais… Menos o Harry. – Fechou a cara ao se lembrar do rapaz e Danny riu.
– Ei, acha que a gostaria de sair comigo uma hora dessas? – Perguntou meio sem jeito, fazendo com que a menina desse risada.
– Ah, que fofinho! – Apertou as bochechas dele. – Claro que sim! É que ela é meio lerda e não entende muito as coisas, mas acho que você deveria chamar, sim! – Sorriu sincera para o agora amigo. Realmente, e Danny combinariam em muita coisa, a começar pela lentidão.

Por fim, no Oeste da imensa floresta, Harry e caminhavam sorrateiramente entre as árvores já que haviam encontrado muitas outras duplas e, claro, eliminado todas as que passaram pelo mesmo caminho.
– Fala sério! A gente manda muito bem! – Harry fazia uma dancinha ridícula comemorando vitória.
A gente? – perguntou arqueando uma sobrancelha.
– Sim! Quer dizer, você eliminou muito mais pessoas do que eu, mas…
– Dos 16 que encontramos eu eliminei os 16, Judd. – A menina cortou o barato do rapaz.
– Cruzes, . Cadê o “saber dividir”? Sua mãe não te ensinou, não? – Perguntou ofendido e riu.
– Faltou muita coisa para minha mãe me ensinar, na verdade, Judd. – Sorriu fraco.
– É, faltou ensinar a ser uma pessoa um pouquinho mais educada. – Harry comentou brincando, sem perceber que havia esboçado um sorriso triste.
– Meus pais morreram há alguns anos. – Dito isso, o rapaz a olhou como se tivesse falado muita merda.
– Caralho, nossa. Desculpa. – Pediu sincero e abanou a mão no ar.
– Relaxa, tá tudo bem. – sorriu sincera. Não ia deixar que isso atrapalhasse sua missão.
– Sério, desculpa mesmo, eu não quis…
– Cala a boca. – mandou, colocando a mão na boca de Harry.
– Grossa! Eu tô tentando me redimir. – Harry disse irritado.
– Cala a boca, Judd. Eu já disse que tá tudo bem. – A menina se estressou levemente, falando baixo. – Olha ali. – Apontou para uma trilha à esquerda, onde viu uma dupla se aproximando. – O plano é o seguinte: eu vou jogar essa pedra ali e vou pegar o de azul primeiro, aí você atira no de amarelo. – montou o plano e Harry concordou. A menina ajustou a QBU em suas mãos, olhando pela mira e alcançou uma pedra próxima ao seu corpo. Ao jogar, a dupla à frente imediatamente virou as costas, fazendo com que atirasse no alvo de azul e Harry atirasse no alvo de amarelo.
– Boa! – Harry comemorou se levantando.
– Harry, abaixa! – repreendeu o rapaz, que não deu muita importância para o que ela havia dito e, consequentemente, sentiu suas costas arderem.
– Puta que pariu! – Urrou de dor e quando olhou para trás e viu que e Dougie estavam rindo. É, ele havia sido acertado.
– Oi, amor! – Dougie mandou beijos para o baterista, que lhe devolveu um belíssimo dedo do meio. – Cadê a ? – Dougie perguntou curioso, procurando pela menina que não estava à sua vista.
– Saudade de mim, docinho? – se levantou em um impulso e sem pensar duas vezes atirou no peito de Dougie. – Pois me achou. – Sorriu cínica.
– Puta merda! – Dougie reclamou de ter sido eliminado, já que estava indo bem.
– Ried. – ouviu a voz de e sabia o que vinha a seguir então, em um gesto rápido, rolou para trás da árvore, impedindo que os tiros de tinta da arma de chegassem até ela.
– Não foi dessa vez, . – A menina riu atrás da árvore.
– Mas vai ser! – Outra voz familiar surgiu no ambiente e era a de . sentiu sua perna latejar ao ver que tinha sido atingida pela arma de
– Pensei que fôssemos amigas. – Fechou a cara para a menina de cabelo curto, que riu.
– Nós somos, meu bem. – deu língua para .
– Que bom que você pensa assim. – A voz de surgiu no ambiente e a menina atirou então em , e Tom, que estavam em uma rodinha comemorando vitória. – Pera. Harry, Tom, Dougie, , e . Cadê o Jones? – Arqueou uma sobrancelha.
– Bem aqui. – Dizendo isso, Danny atirou em , finalizando a prova e ganhando a rodada ao lado de sua dupla, .
– Boa, Danny! – saiu correndo e gritando na direção de Danny, que a recebeu de braços abertos e arrancou um olhar levemente enciumado de Harry, que estava encostado em uma árvore.
– Não acredito que o Zé Ruela ganhou essa merda. – resmungou extremamente enfurecida com a situação. – Se você não tivesse dado uma de herói, teríamos ganhado. – Olhou furiosa para Harry e saiu batendo o pé, atraindo a atenção de Dougie, que a seguiu.
– Mas, gente? – Harry ficou confuso. – Isso é só uma brincadeira. – Rolou os olhos.
– É? Do mesmo jeito que você levou a sério o negócio da dança, a também leva a sério o paintball. Pensa nisso. – piscou cínica para Harry, lembrando do estresse que os dois haviam passado naquele dia mais cedo e o rapaz se sentiu mal. Precisava se desculpar com ela.

Depois de um beijo caloroso entre e Tom – que já nem precisavam mais esconder porque todo mundo sabia – e algumas frases do tipo “arrumem um quarto, pelo amor de Deus” e “puta que pariu, vocês não se desgrudam um minuto” -, todos resolveram voltar para os alojamentos tomar um bom banho, tratar dos hematomas porque tiro de paintball era bem dolorido e, finalmente, jantar. Foi uma aventura e tanto. Todos foram na frente, mas resolveu ficar em um canto específico da floresta, um pouco afastada do restante da turma só pra poder colocar a cabeça no lugar.
Respirou fundo observando o horizonte do lado sendo iluminado pela grande lua, algumas estrelas e, claro, pela iluminação artificial do evento já que sem ela ninguém enxergaria muita coisa. Sentou na beira do lago, no deck de madeira, e colocou os pés na água, começando a pensar em todas as coisas que haviam acontecido naquela semana: a missão internacional, descobrir que um de seus parceiros de trabalho era na verdade parte da milícia, ter conhecido o McFly, talvez até ter descoberto que a morte dos seus pais não havia sido um acidente.
– Hey. – Uma voz surgiu pelas costas de e ela prontamente se levantou em um pulo, agarrando o braço do indivíduo e levando-o para suas costas. – Puta que pariu, garota! – Rolou os olhos ao ver quem era.
– O que você quer, Poynter? – Soltou o braço do rapaz.
– Bom, você saiu correndo logo depois da prova terminar e eu vim ver como você estava. – Admitiu, parando ao lado da menina.
– Perdeu seu tempo, porque eu não tenho nada pra conversar. – Respondeu ela de uma forma extremamente ríspida, mas nada que o rapaz já não estivesse acostumado.
– Meu, será que tem algum dia que você vai me tratar com um pouco mais de educação? – Dougie perdeu um pouco mais da paciência que já não tinha com . – Eu vim ver como você estava porque fiquei preocupado.
– Ninguém te pediu isso. – respondeu ríspida.
– Puta que pariu, deve ser por isso que ninguém te suporta! – O tom de voz de Dougie começou a se elevar.
– Cala a sua boca, imbecil! – O tom de voz da menina não estava muito diferente e, nem ela e nem Dougie estavam prestando atenção em como estavam próximos um do outro. – Eu nem queria estar aqui! Eu nem queria estar olhando pra sua cara agora! – Ela gritava e sentiu algumas lágrimas rolarem pelas suas bochechas, mas aquilo não era tristeza, era raiva. – Eu só queria que uma coisa na minha vida desse certo e mesmo assim não dá. Nunca dá. – foi caminhando na direção de Dougie, furiosa. – E quando eu acho que as coisas vão entrar nos eixos, aparece um completo babaca como você no meu caminho. – Disse cuspindo as palavras, empurrando Dougie pelo peito.
– Como se eu tivesse culpa da vida que você tem agora, né? – Dougie ironizou a situação.
– Eu já mandei você calar a boca! – Tendo dito isso, começou a estapear o peito de Dougie, que imediatamente segurou seus braços para baixo.
– Para de gritar, sua maluca! – gritou ele de volta, prendendo os braços de para trás, fazendo com que involuntariamente eles se abraçassem. A essa altura do campeonato os corpos estavam colados e conseguia ouvir os batimentos cardíacos de Dougie, pois sua cabeça estava encostada no peito do rapaz. Dougie apoiou o queixo no topo da cabeça de e, ao perceber que a menina havia se acalmado, soltou seus braços, segurando agora sua cintura.
– O que você tá fazendo? – perguntou baixo olhando para o rosto de Dougie que, sabe Deus como, estava muito perto do dela.
– Cala a boca, pelo amor de Deus. – Foi o que o rapaz disse antes de puxar a garota para mais perto e selar seus lábios aos dela. não tinha ideia do que estava sentindo naquele momento. Nem ela e nem Dougie, pra ser bem sincera.
A única coisa que fez foi seguir seu instinto: segurou o rapaz pela nuca, puxando-lhe pelos cabelos, fazendo com que ele soltasse um suspiro entre um beijo e outro. Dougie também não pensou duas vezes antes de segurar a barra da blusa de e tocar sua pele com seus dedos um pouco gelados devido ao clima ali na floresta, fazendo com que a menina se contorcesse e arrepiasse pelo choque térmico. Quando se deram conta, estavam deitados sobre o deck e partes de suas roupas estavam espalhadas por ali, pelo chão.
– É uma boa ideia? – Dougie parou de beijar a menina, olhando em seus olhos.
– Puta merda, Poynter. – riu. – Nós não temos mais 16 anos. Se fosse pra eu recusar já teria te dado um soco na cara e não uns tapinhas idiotas. – Mordiscou o lábio do rapaz que sorriu e voltou a beijá-la.

 

 

Capítulo 11: Can I have this dance?
Pássaros cantando, o sol brilhando e o ar fresco da floresta entrava pela janela do quarto onde estava dormindo. A menina abriu os olhos lentamente e parou por um tempo, olhando para o teto. Franziu o cenho quando notou que aquele quarto estava um pouco maior do que o que estava acostumada a dormir.
– Bom dia, estressadinha. – A voz de Dougie ecoou pelo ambiente e levantou em um pulo.
– O que eu estou fazendo aqui? – perguntou olhando fixamente para o rapaz à sua frente. Dougie estava de boxer e sem camisa, segurando uma bandeja de café da manhã.
– Bom, depois da noite de ontem você meio que dormiu e eu fiquei com dó de te acordar. – Dougie deixou a bandeja em cima da cama e explicou tudo para a menina, coçando a nuca. – Você tem um sono meio pesado, sabe? – Ele sorriu e ela deu risada, concordando. – Caramba, acho que é a primeira vez que você concorda comigo em alguma coisa. – Dougie apontou.
– Primeira e última. – Piscou divertida, fazendo o rapaz rir. – Obrigada por me trazer para cá, mas você me trouxe no colo?
– Não. Chamei um guindaste. – Dougie rolou os olhos, tomando uma almofadada na cara. – Lógico que foi no colo, né?
– Com esse físico chassi de grilo, Poynter? – riu descontroladamente e Dougie lhe mandou um dedo do meio.
– Pois fique sabendo que estou no auge do meu fisiculturismo, ok? – Dougie fez uma pose de alguém muito fitness enquanto beijava seu muque.
– Ridículo. – riu de Dougie se exibindo e ele voltou a atenção para ela.
– Que noite, hein? – perguntou, se ajoelhando na cama ao lado da menina.
– Pois é… – sorriu, sentindo suas bochechas arderem um pouco.
– Porra, acho que nunca te vi sorrir. – Dougie riu e rolou os olhos.
– Eu não sou uma carrasca, Dougie. – Rolou os olhos e pegou o celular embaixo do travesseiro. – Puta merda, 11h! – Gritou se levantando em um pulo, procurando suas roupas pelo chão já que estava usando uma camiseta de Dougie.
– E o que tem? – Dougie perguntou confuso.
– Bom, o Harry e a se apresentam à tarde e eu não falei com as meninas depois da prova de ontem. – Explicou enquanto se equilibrava em um pé só para colocar seu tênis.
– Mas você é adulta, não? – Dougie continuou sem entender.
– Ah, Poynter. Puta merda! – rolou os olhos e Dougie riu.
– Eis a que eu conheço. – Ele se levantou, indo até a menina. – Boa sorte. – Deu um selinho rápido nela, que saiu pela porta do alojamento dos rapazes esperando não ser notada.
?
“Esperar” e “não ser” são coisas extremamente diferentes nessa ocasião, né?
Harry apareceu na porta do alojamento de Dougie, arqueando uma sobrancelha assim que viu a situação da menina parada em sua frente.
– Oi! – Ela sorriu de uma forma bizarra, na visão de Harry.
– O que você está fazendo aqui? – Harry foi ligando os pontos aos poucos, vendo a situação da roupa da menina que, por acaso, era a mesma que ela havia usado no paintball. – Eu já entendi tudo. Dougie, seu safado! – Gritou batendo na porta do amigo.
– Cala a boca, Judd! – deu um soco no ombro do rapaz, que fez uma cara de dor.
– Caralho! Que mãozinha pesada, hein? – Reclamou ele, massageando o local atingido.
– Meu joelho também é bem pesado, então fica na tua. – A menina cerrou os olhos para Harry, que imediatamente se sentiu ameaçado e com medo. – E você nunca me viu aqui. – Tendo dito isso, deu um beijo estalado no rosto do rapaz e seguiu seu rumo.
correu o mais rápido que pôde para o seu alojamento e, graças a Deus, a janela de seu quarto estava aberta. Com sorte ela conseguiria entrar sem chamar a atenção de ninguém ali. Empurrou a parte superior da janela – que era basculante – e jogou o corpo todo para dentro do cômodo.
– Posso saber onde você estava? – Escutou a voz de soar no espaço enquanto tentava tirar um de seus sapatos.
– Ué? Eu precisei pensar um pouco, só isso. – Deu de ombros tentando manter a normalidade. Sabia que conseguiria fazer uma leitura corporal impecável.
, eu te conheço desde os 7 anos de idade e não existiu um momento da sua vida em que você precisou passar por alguma coisa sozinha, muito menos pensar. – manteve sua expressão vaga no rosto.
– As coisas mudam, . – rolou os olhos. – Posso me trocar agora ou você tem mais alguma pergunta? – Olhou fixamente para a amiga, sentindo que as pernas a trairiam a qualquer momento de tão desestabilizadas que estavam.
– Tá, mas que fique claro: eu vou descolar a verdade, você sabe, né? – disse convencida e riu, lhe dando língua.
Esperou sair de seu quarto e, assim que fechou a porta, respirou fundo, sentando no chão com as costas encostadas. Um rápido flashback da noite anterior surgiu na cabeça da menina, fazendo com que ela sorrisse desacreditada. Quer dizer, há dias atrás odiava Dougie Poynter e agora não conseguia parar de pensar no que estava sentindo. Balançou a cabeça e foi tomar um banho, já que dali alguns minutos e Harry se apresentariam.

Em 15 minutos as meninas estavam prontas: , por interpretar Gabriella Montez de High School Musical, usava exatamente o vestido do filme, que era todo florido e acompanhado do cabelo solto e caído pelos ombros, além de um par de sandálias. optou por uma calça acinturada na cor cáqui com um cropped preto e um par de coturnos também pretos. não estava muito diferente no modelo: usava uma calça jeans em lavagem clara rasgada nos joelhos, um par de botas e uma camiseta listrada em azul e branco. Já optou por uma saia xadrez com uma camiseta laranja presa na frente e um par de sapatilhas pretas. As quatro estavam deslumbrantes.
– Eu espero que a Thompson não demore. – Harry estava impaciente, olhando no relógio a cada 10 segundos.
– Cara, relaxa. – Tom deu um tapinha nas costas do amigo. – Daqui a pouco ela aparece.
– Acho que você está preocupado à toa. – Dougie se pronunciou sentado no banco e amarrando o cadarço do vans preto que usava. Incrível como os quatro tinham um ótimo gosto, né? Dougie estava com sua marca registrada: a bandana na cabeça, bermudão e camisa xadrez. Tom usava uma camisa social casual e um jeans escuro. Danny estava com sua calça preta e camiseta branca, exibindo diversas tatuagens em seu braço. Já Harry, assim como , permanecia no figurino de Troy Bolton: Jeans, camiseta branca, blazer preto e um par de all star preto nos pés.
– Acho que você tem mais com o que se preocupar. – Harry sorriu malicioso para Dougie, que arregalou os olhos.
– Como assim? – Danny perguntou sem entender.
– Você quer explicar o que a fazia no seu quarto essa noite ou eu conto, Dougie? – Harry desafiou, rindo sacana do desespero do amigo.
– Cala a boca, Harry! – Dougie pediu.
estava no seu quarto fazendo o quê? – Tom perguntou curioso.
estava no seu quarto fazendo o quê? – Foi a vez de perguntar, só que o tom de voz da menina havia saído de sua boca mais surpreso do que curioso. Dougie ficou estático e sem saber o que dizer, pois tinha plena certeza de que se abrisse a boca o mataria.
dormiu no quarto do Dougie? – apareceu na conversa.
– Eu sabia! – Foi a vez de gritar, atraindo a atenção de todos para ela mesma.
– Sabia do quê? – se aproximou de todos na rodinha.
– Corno é mesmo o último a saber, né? – começou a rir e permaneceu sem entender.
– A gente está sabendo que você passou a noite com o Dougie. – Sorriu sacana para a amiga e imediatamente fechou a cara, cerrando os olhos para Dougie, que levantou as mãos para cima tentando se isentar da culpa.
– Não foi ele que contou. – defendeu o loiro. – Eu peguei o Tom perguntando sobre a noite de ontem para o Dougie e aí foi efeito dominó. – Deu de ombros, abraçando Fletcher pela cintura e dando-lhe um beijo estalado na bochecha.
– O que eu faço ou deixo de fazer da minha vida não é da conta de vocês. – Dougie disse, surpreendendo todas as pessoas que estavam na roda. – E a também é bem grandinha para responder por si, não? – Arqueou a sobrancelha e os amigos acabaram concordando. – Ótimo. – Esticou a mão para , convidando-a para se sentar junto dele na apresentação de Harry e .
– Cruzes, que bicho mordeu ele? – Harry perguntou.
– O mesmo que mordeu você. – retrucou. – Agora vamos acabar logo com isso. – Rolou os olhos, puxando o rapaz pelo blazer em direção ao palco. – Por favor, só vamos deixar que isso seja o mais simples possível, ok? – Pediu ela e Harry concordou. Os dois se posicionaram no centro do palco e as primeiras notas de Can I have this dance? começou a tocar.
(N/A: Já sabem, né?)

Take my hand
(Pegue a minha mão)
Take a breath
(Respire)

imitou a parte de Gabriella convidando Troy para dançar e Harry não demorou, segurando a mão da menina e se levantando em frente à ela.

Pull me close
(Me puxe para perto)
And take one step
(E dê um passo)
Keep your eyes
(Mantenha seus olhos)
Locked on mine
(Presos aos meus)
And let the music be your guide
(E deixe a música te guiar)

A essa altura do campeonato, Harry já tinha aproximado o corpo de ao dele, dançando lentamente conforme mandava a música.
– Eu odeio tanto você… – sussurrou perto do ouvido do rapaz.

Won’t you promise me (now won’t you promise me)
(Agora quero que me prometa (agora quero que me prometa))
That you’ll never forget (we’ll keep dancing)
(Que nunca vai esquecer (de continuar dançando))
To keep dancing
(De continuar dançando)
Wherever we go next?
(Em qualquer lugar que a gente vá)
It’s like catching lightning
(É como ser atingido por um relâmpago)
The chances of finding someone like you
(As chances de encontrar alguém como você)
It’s one in a million
(É uma em um milhão)
The chances of feeling the way we do
(As chances de nos sentirmos do jeito que nos sentimos)

And with every step together
(E a cada passo juntos)
We just keep on getting better
(Nós só ficamos melhores)

Harry fechou os olhos, sentindo o efeito que a voz de , tão perto de seu ouvido, havia causado em seu corpo inteiro. O rapaz estremeceu e apertou a cintura da menina com um pouco mais de força, mantendo o ritmo da dança.
– Se me odiasse mesmo não ficaria tão nervosa comigo perto de você. – Harry retrucou ao pé do ouvido da menina, visivelmente contente com os cabelos de sua nuca se levantando num arrepio.

So can I have this dance?
(Então, me concede essa dança?)
Can I have this dance?
(Me concede essa dança?)
Can I have this dance?
(Me concede essa dança?)
Take my hand
(Pegue a minha mão)
I’ll take the lead
(Eu vou te conduzir)
And every turn
(E toda volta)
Will be safe with me
(Será segura comigo)
Don’t be afraid
(Não tenha medo)
Afraid to fall
(Medo de cair)
You know I’ll catch you through it all
(Você sabe que eu pegarei você todo o tempo)

fechou os olhos, sentindo a respiração quente de Harry em seu rosto.
– Mas eu odeio mesmo, só gosto de te lembrar disso. – A voz da menina saía um pouco mais baixa porque, por alguma razão, não estava conseguindo se concentrar no ritmo da música e nos passos da dança ao mesmo tempo.

And you can’t keep us apart
(E você não pode nos separar)
Even a thousand miles can’t keep us apart
(Mesmo mil milhas não podem nos separar)
Cause my heart is where ever you are
(Porque meu coração está em onde quer que você esteja)

It’s like catching lightning
(É como tentar pegar um relâmpago)
The chances of finding someone like you
(As chances de se encontrar alguém como você)
It’s one in a million
(São uma em um milhão)
The chances of feeling the way we do
(As chances de nos sentirmos do jeito que nós sentimos)

– Para de se fazer de difícil, … – Harry pediu quase num súplico, muito próximo ao rosto da menina. – Tem mais alguma coisa dentro de você. Não é só ódio, não. – Afirmou ele com toda a certeza do mundo.
– Ah, é? – Harry arqueou as sobrancelhas. – E o quê é?

And with every step together
(E a cada passo juntos)
We just keep on getting better
(Nós só ficamos melhores)
So can I have this dance?
(Então, me concede essa dança?)
(Can I have this dance?)
(Me concede essa dança?)
Can I have this dance?
(Me concede essa dança?)
Oh
No mountain’s too high
(Nenhuma montanha é tão alta)
And no ocean’s too wide
(Nem os oceanos tão amplos)
Cause together or not
(Porque juntos ou não)
Our dance won’t stop
(A nossa dança não vai parar)

– É um sentimento bom. – Harry sorriu sincero. – Você não consegue me odiar e se odeia por isso. – Riu baixinho. – Eu sei disso.

Let it rain, let it pour
(Deixe chover, deixe jorrar)
What we have is worth fighting for
(Vale a pena lutar pelo que nós temos)
You know I believe
(Você sabe que eu acredito)
That we were meant to be
(Que fomos feitos um para o outro)
Yeah
(Sim)
It’s like catching lightning
(É como tentar pegar um relâmpago)
The chances of finding someone
(As chances de encontrar alguém)
Like you (like you)
(Como você (como você))
It’s one in a million
(É uma em um milhão)
The chances of feeling the way
(As chances de nos sentirmos do jeito)
We (way we do) do
(Que nós (jeito que nós sentimos) sentimos)

rolou os olhos com tamanho convencimento da parte de Harry e bufou.
– E o que te dá tanta certeza disso? – Perguntou ela, um pouco sem paciência.
– Eu sei que se eu fizer o que eu quero fazer agora, você vai retribuir. – Ele sorriu.
– E o quê é?

And with every step together
(E a cada passo juntos)
We just keep on getting better
(Nós só ficamos melhores)
So can I have this dance?
(Então, me concede essa dança?)
(Can I have this dance?)
(Me concede essa dança?)
Can I have this dance?
(Me concede essa dança?)
Can I have this dance?
(Me concede essa dança?)
Can I have this dance?
(Me concede essa dança?)

Assim que a música acabou, Harry olhou fixamente para os olhos de e não pensou duas vezes antes de aproximar seus lábios aos dela, arrancando aplausos e assovios da platéia. Não se importou nem um pouco se o local estava cheio de gente, se alguém estava vendo, se alguém iria interromper ou até mesmo se ela o recusaria. Ele só queria beijá-la e, como estava esperando, passou os braços pelo pescoço do rapaz, permitindo assim que o beijo fosse aprofundado com um toque de carinho e delicadeza, mas ao mesmo tempo com muita vontade e intensidade.
– Eu disse. – Harry disse assim que quebrou o beijo, piscando para a menina.
– Você ainda é um idiota. – sorriu.
– Me desculpa, eu não devia ter dito aquelas coisas para você. – Harry lembrou do episódio do comentário sobre a TPM e se desculpou da forma mais sincera que conseguiu ser.
– Desculpas aceitas. Só pare de ser um babaca. – mostrou a língua para o rapaz, que confirmou sorrindo.
– Caralho, que beijão! – A voz de surgiu no ambiente, fazendo com que e Harry finalmente se separassem um do outro, já que não haviam se soltado desde que a música acabou.
– Puta merda, eu quase chorei! – Danny apareceu no encalço de , elogiando o amigo.
– Parabéns, dude! – Dougie disse.
– Parabéns, casal! – O restante das meninas também resolveu parabenizar os “pombinhos” que obviamente estranhou o fato de serem chamados de casal.
– O papo está super legal, mas eu estou morrendo de fome! – cortou o barato da geral e todos concordaram que estava na hora de comer alguma coisa mesmo. Seguiram então os oito para o refeitório enquanto estava sendo paparicada por muitas pessoas pela sua belíssima interpretação. Harry não estava muito diferente.
– Zero saco para esperar por eles. – rolou os olhos.
– É, a dança é o segundo palco do Harry. – Tom comentou, lembrando que Harry participou de diversos programas de dança. Seguiu o rumo da trilha com agarrada em sua cintura e e Dougie caminhando lado a lado.
, espera! – Danny pediu para a menina, que nem ao menos havia lembrado de ter se incomodado com o fato do rapaz tê-la chamado pelo apelido.
– O quê? – olhou para seu corpo, achando que tinha algo sujo já que era mestre em derrubar coisas na roupa sem perceber.
– Eu estava pensando…
– Calma, Jones! Se pensar muito vai fritar! – Caçoou do rapaz, que deu a língua no mesmo minuto, mas acabou rindo também.
– Topa jantar comigo amanhã? Conheço um restaurante bem bacana aqui. – Danny sorriu galanteador.
– Ah. – pensou. – Claro! – Sorriu para o rapaz.
Ele não estava esperando que ela aceitasse. Na verdade, Danny esperava que lhe desse um chute, xingasse, batesse ou qualquer outra coisa. Sorriu para a menina e ambos foram caminhando até o refeitório atrás do restante da “turma”.

 

 

Capítulo 12: Yellow Ledbetter.
Se eu fizesse uma retrospectiva de The Angels agora vocês conseguiriam lembrar que essas quatro meninas nem sequer sabiam quem diabos era o McFly? Não, né? E melhor: conseguiriam se lembrar de que elas odiavam os rapazes e que eles só brigavam? Difícil com essa melosidade toda, não é mesmo?
– Eu não sei que roupa eu vou usar! – gritava escandalosamente em seu aposento com um punhado de roupas espalhadas pelo chão.
– Para de gritar, sua surtada! – deu um pedala na amiga, que sossegou sentando na cama e cruzando os braços emburrada.
– Nunca surtou por causa de cara nenhum e agora vai ficar paranoica por causa do idiota do Jones? – exalou sua delicadeza enquanto comia uma banana.
– Ah, eu sei. É que vocês sabem como eu funciono com caras… – mordeu o lábio, apreensiva. Realmente quando se tratava de encontros ela era um desastre, uma mistura de suor, nervosismo, matraca aberta e constrangimento gratuito. – Mesmo que isso não dê em nada, eu quero que seja legal, né? – Disse pidonha e as amigas riram, apertando as bochechas dela.
– Tá, vamos te ajudar. – rolou os olhos, tentando pensar em algo que pudesse ajudar a amiga.
– Vamos tentar desfazer um pouco seu visual grosseiro. – comentou indo até , que estava analisando as roupas.
– Deixem a menina usar o que ela quiser. Credo! – rolou os olhos, agora jogada na cama. – Seja você mesma. Se o Danny te chamou para sair foi obviamente porque gostou de você pelo o que você é, né? – A menina fez uma cara como se tudo o que ela dissesse fosse óbvio e, de fato, era mesmo.
– Você está certa! – comentou, concordando com a amiga. – Mas nada impede a de mudar um pouquinho só o visual. – Piscou para , que rolou os olhos. – , vai pro banho que a e eu vamos escolher seu modelito. – Bateu palmas para a menina e a mesma obedeceu. pensou debaixo do chuveiro sobre o número de vezes que já tinha se dado mal em alguns encontros e não negava de forma alguma que esse com Jones poderia sim ser um desastre. Mas pessimismos à parte, ela tentaria dar o melhor de si.
– O que você acha? – perguntou animada para a amiga assim que terminou de colocar os acessórios. estava muito diferente de tudo o que as amigas haviam visto em anos de amizade: uma saia mid (até a canela) vermelha, camiseta branca lisa e jaqueta jeans, maquiagem extremamente leve para realçar seus olhos e um batom discreto nos lábios. Depois de muito insistir, ela pediu para que as amigas permitissem o uso de seu bom e velho par de vans preto, pois jamais havia se dado bem com salto alto e não seria agora que isso ia mudar. Estava linda!
– Meu Deus! Cadê aquela menina que usa camiseta com estampa de algum jogo aleatório? – perguntou rindo. – Vai e arrasa, cacete! – Deu um tapa na bunda da amiga e as outras riram. Ficaram por ali conversando por uns minutos até que ouviram alguém bater na porta. não demorou para atender e se deparou com um Danny Jones extremamente elegante. Ele usava uma camiseta branca simples, calça escura, sapato social e jaqueta jeans, tudo isso junto com um colar.
(Nota da Autora: é uma foto do shoot do McBusted. Me deixe! Eu AMO esse look, hahaha).
Danny abriu um sorriso do tamanho do universo ao ver como estava vestida, mas desmanchou seu sorriso assim que viu as outras três amigas sorrindo de uma forma completamente bizarra para ele.
– Divirtam-se! – desejou.
– Não façam nada que eu não faria! – pediu.
– A quero em casa antes das 00h, Jones! – exigiu como se fosse um pai bravo e todos riram. Logo Danny e foram então para o tal encontro.

As três meninas que sobraram estavam curiosíssimas para o que aconteceria com e o famoso Daniel Jones, mas obviamente a encheriam de perguntas depois.
– Uma coisa não sai da minha cabeça. – puxou assunto, deitada na cama olhando para o teto.
– Hm? – incentivou a amiga a continuar com sua linha de raciocínio.
– Você e o Poynter… Como rolou? – virou-se rapidamente, apoiando a cabeça sobre sua própria mão e olhando fixamente para , que corou.
– Eu não vou compartilhar isso com você. – rolou os olhos tentando não ficar sem graça.
– Você transou, né? – começou a rir, jogando uma almofada na amiga.
– Cala a boca, ! – jogou a mesma almofada de volta. – Mas sim, transei. – Sorriu e logo depois gargalhou, recebendo a mesma reação das amigas. – E você, Thompson? O que rolou com o garanhão Judd? – Sacaneou a amiga fazendo uma “pata de tigre” com sua mão.
– Ah, nada demais, eu acho. – se fez de sonsa.
– Outra que transou. – rolou os olhos e riu. – Pode desembuchar! – Ordenou e a amiga rolou os olhos, se sentando melhor na cama e começando a contar o que havia acontecido.

Flashback On.
viu seus amigos se afastando dela e de Harry após o show, pois estava dando uma certa atenção para as outras pessoas do evento que haviam assistido sua apresentação – sim, ela lembrou que existiam mais pessoas ali além do McFly e de suas amigas.
– Vamos? – Virou para Harry, sorrindo.
– Ainda não, tem uma coisa que eu gostaria de fazer. – Ele sorriu meio sacana e arqueou a sobrancelha.
– Ah, é? Posso saber o quê? – sorriu de orelha a orelha e logo sentiu as mãos de Judd lhe segurarem pela cintura.
– Pode, mas aqui não… – Respondeu ele consideravelmente perto do rosto da menina. – Vamos ali. – Indicou a coxia do palco principal com a cabeça e foi guiando-a até lá. Assim que chegaram, Harry abriu a porta, que estava encostada, de um dos camarins com o pé e logo foi entrando e fechando a mesma atrás de si.
Ambos estavam eufóricos e agitados com os amassos, uma vez que Harry não tinha desgrudado seus lábios dos da menina após ter dado a ideia da coxia como um ponto de amassos. ajudou Harry a tirar o blazer enquanto descia suas mãos para a barra da camiseta do rapaz, se livrando dela em seguida. Harry também não demorou para desabotoar o vestido da menina e livrar-se dele. Muitas peças de roupas espalhadas pelo chão, duas pessoas extremamente ofegantes e alguns suspiros ecoaram pelo local.
Flashback Off.

– Ok. Já entendi! – disse tapando os ouvidos, interrompendo a amiga. – Não precisava de tudo isso de detalhes. – Começou a rir, sendo acompanhada por .
– Sua safada! – jogou a almofada voadora em , que também riu.
– Tem uma coisa que eu reparei na coxia que não vimos no dia da investigação! – disse um pouco séria.
– O Judd pelado? – perguntou rindo.
– Também! Mas é sério. – riu da piada. – Vocês sabiam que a parede tem um tampo? – Perguntou colocando a mão no queixo e as amigas discordaram. – Ótimo, vamos analisar! – Finalizou indo até a porta com as amigas no encalço.
– Vem logo, ! – deu uma bronca na amiga, que estava andando muito devagar.
– Você tá treinando qual recruta, minha filha? – respondeu, rolando os olhos. – Me deixa em paz, credo. Já tô chegando!
– Precisamos ser rápidas, parece que tem um zelador que fica vindo aqui o tempo todo conferir. – cortou as amigas e foi logo tentando abrir a porta da coxia. – Tá trancada! – Bufou, se preparando para arrombar a porta com o pé.
– Tá louca, sua emocionada? – deu um pedala na amiga. – Dá licença que agora é hora das especialistas. – Empurrou para o lado e, com um grampo, destrancou a porta. – Voilà. – Piscou para as amigas, que rolaram os olhos.
– Convencida do caralho. – resmungou entrando pela porta e foi a última que entrou, fechando a mesma atrás de si. começou a tatear a parede da coxia e apertou uma parte que estava oca, descobrindo o tal tampo existente ali no local. – Me ajuda aqui, . – Pediu para a amiga, entregando o tampo em suas mãos.
– Puta que pariu! – resmungou quando viu o que tinha dentro do buraco por trás do tampo. – Isso é o que eu tô pensando? – Perguntou já sabendo da resposta.
– Isso porque a perita criminal aqui é você… – rolou os olhos. – Mas, sim. É cocaína. Muita cocaína. – confirmou, colocando a cabeça dentro do buraco na parede, iluminando com a lanterna do celular. – Também tem uma caixa ali com uns documentos! – Afirmou, ficando na ponta dos pés para alcançar a tal caixa.
– O que a gente faz com isso? – perguntou, apontando para a montanha de cocaína que tinha no local.
– Deixa aí. Já fotografei e estou mandando para a Penelope. – deu de ombros. – Não podemos tirar. Seja quem for, vai querer voltar e vocês sabem que existe revista de alojamento enquanto estamos fazendo as provas. Eu, honestamente, não sei como não descobriram onde as armas da estão guardadas. – rolou os olhos.
– Bom, é que eu sou inteligente, felizmente. – retrucou, mostrando o dedo do meio. – Vamos voltar?
– Vamos! Assim analisamos a situação desses documentos. – concordou, segurando a caixa, e esperou colocar o tampo de volta para irem para o alojamento.

Não demorou muito para que a caminhada entre as três meninas surtisse efeito e elas chegassem ao alojamento com a tal caixa cheia de documentos. Ficaram um tempo analisando tudo o que tinha dentro do objeto.
, saca só! – chamou a atenção da amiga, que fazia uma ligação direta com os documentos na caixa e a ordem cronológica da entrada de Derek no FBI, já que ele era o principal suspeito.
– Que foi? – perguntou curiosa, pegando o que a amiga estava segurando na mão. – São meus pais… – arqueou uma sobrancelha, olhando para o porta retrato em sua frente. Definitivamente eram seus pais ali.
– O que uma foto dos seus pais está fazendo em um monte de documentos dividindo um espaço com uma porrada de cocaína? – perguntou, sem entender absolutamente nada.
– Se você não sabe, minha filha… – balançou a cabeça, preocupada. Apertou o porta retrato contra o peito e sentiu que o espaçamento do vidro e o suporte traseiro estava um pouco estufado. Analisou o objeto por alguns segundos e resolveu tirar a fotografia de lá de dentro.
– Que isso aí? – perguntou pescoçando na amiga. – Uma carta?
– Parece que é! – segurou um bilhete amarelo em suas mãos.
– Vai, abre! – pediu, curiosa. – Lê para a gente! – não sabia se queria fazer aquilo, mas parecia muito necessário.

“23 de Outubro, 2005.
Querida ,

Sentimos muito por ter que contar as coisas dessa maneira para você, mas a situação não está ao nosso favor e hoje você está completando 13 anos. Ainda é muito nova para entender sobre o que temos passado.

Essa carta será entregue nas mãos de seu tutor, Jonathan, para que chegue a segurança até você na hora certa. Nossos dias estão contados e o que mais queremos é que você cresça em segurança, longe de toda a violência.

Estamos sendo perseguidos no momento e nada é mais importante para sua mãe e eu do que você ficar longe disso tudo.

Lembre-se da pessoa incrível que você é.
Lembre-se de manter os pés no chão.

Com amor,
Mamãe e Papai.”

– Jonathan? É quem eu tô pensando? – perguntou com os olhos arregalados.
, quem é esse tutor? A sua guarda ficou com os meus pais depois do atentado em Toronto… – comentou com a amiga, lembrando do dia do velório de seus pais, onde um oficial de justiça havia entregue alguns documentos para a família Williams.
– Eu não sei o que dizer. – disse um pouco fora de órbita. – É muita coisa pra mim.
– Manter os pés no chão? – se perguntou, confusa. – Parece que essa frase me persegue.
– Eu não consigo entender porque meus pais deixariam uma carta escrita para mim no dia do meu aniversário sendo que eu nunca nem a recebi. Eu nem sei quem é esse Jonathan. – se levantou encabulada, coçando a cabeça. De fato, era muita informação. – Ainda nem sei onde essa foto foi tirada! Porque, de tudo o que tenho de memória deles, foi no Canadá. – Deu de ombros, tentando se recordar de uma cena em que seus pais estivessem para que aquela foto acontecesse.
– Amiga, e se esse Jonathan for o tal irmão do Wesker? – levantou a hipótese da forma mais cautelosa que conseguiu.
, para de besteira! Meus pais eram coronéis. Duvido que estejam envolvidos nisso. – disse, mas seu tom de voz estava claro que existia uma certa desconfiança. – Vamos continuar investigando. – Pediu séria e as amigas entenderam o que aquele olhar queria dizer.

Enquanto as meninas continuavam a investigação sobre Jonathan, os pais de possivelmente envolvidos na milícia e toda a tramoia da missão, e Danny estavam em um restaurante um pouco longe do acampamento.
– Esse lugar é muito legal! – disse enquanto observava a decoração do local: muitas luzes quentes penduradas ao ar livre e móveis de madeira antiga eram a característica principal do restaurante italiano.
– Fico contente que você tenha gostado. – Danny sorriu sincero. – Mas me conta… Há quanto tempo a banda de vocês existe? – engasgou levemente com o suco de laranja que estava tomando.
– Temos a banda desde o colegial. – Sorriu amarelo e rezou internamente para que essa desculpinha, depois de um engasgo, colasse na cabeça de Jones.
– Que legal! Basicamente como eu e os caras nos conhecemos também! – Graças a Deus ele era Danny Jones, a parte lenta do McFly e nem ao menos reparou quando havia engasgado com o suco pela pergunta.
– E você mora em Londres faz tempo, Danny? – perguntou curiosa, abocanhando um pedaço de pizza.
– Faz, sim. Eu nasci em Bolton, mas me mudei pra cá quando o McFly começou. – Danny sorriu, repetindo a ação da menina quanto à pizza. – Fiquei feliz de você ter topado sair comigo. – Sorriu sincero, deixando um pouco sem graça.
– Tô feliz de você ter me chamado! – Ela disse contente e um pouco corada. Papo vai, papo vem e o consumo de pizzas por ali só ia aumentando. Poderia até dizer que isso era quase como uma competição para ver quem comia mais. Logo os dois haviam acabado o jantar e, depois de muito insistir, Danny pagou todo o jantar, mas se ofereceu para pagar ao menos um Milk Shake.
– Não acredito que o Dougie vomitou! – ria de Danny contando sobre o recrutamento dos outros rapazes para o McFly.
– Ele é o mais novo de nós quatro, coitado. – Danny contava divertido. – É sempre muito legal zoar o caçula. Dougie é meu irmão caçula. – Ele sorriu com um certo brilho no olhar.
– Acho fofa a amizade de vocês. – disse sorrindo enquanto sugava pelo canudo todo o conteúdo do copo.
– Nós achamos vocês bem legais também. Pena que teve toda aquela confusão. – Danny deu de ombros, se recordando do dia em que as meninas chegaram ao acampamento e se sentiu na obrigação de concordar. Ficaram por ali conversando enquanto Danny estava encostado no carro e parada em sua frente, tremendo mais que vara de bambu. – Tá tudo bem? – O rapaz riu, olhando para o estado da menina.
– Em NYC nem faz tanto frio como aqui. – Ela rolou os olhos e abraçou o próprio corpo, fechando a jaqueta que usava. Danny, em um ato heroico e muito cavalheiro, tirou a própria jaqueta e passou pelas costas da menina.
– Pronto, talvez resolva. – Ele sorriu simpático e surtou umas 24 vezes internamente por sentir o rosto do rapaz tão perto do dela.
Em um segundo de coragem, puxou Danny pela gola da camiseta e, como se um completasse o que o outro fazia, Jones segurou-a pela cintura, selando seus lábios. Em questão de minutos os dois estavam trocando algumas carícias e, por mais desejado que fosse, o beijo acontecia de forma lenta e intensa. Danny achou que era uma boa ideia ir para dentro do carro, sentando-se no banco de trás e pedindo que sentasse em seu colo. A menina obedeceu imediatamente, colocando uma perna em cada lado da cintura do rapaz sem desgrudar seus lábios dos dele.
Em questão de minutos foi possível notar que os vidros do carro já estavam embaçados e que o fôlego estava quase se perdendo. juntou sua testa na de Danny e sentiu seus cabelos colados. Respiraram fundo e, depois de cada um atingir um pouco do ápice, relaxaram.
– Caralho. – sorriu ofegante.
– Caralho digo eu. – Danny riu escandalosamente, se abanando. Olhou para a menina e sorriu, beijando seus lábios delicadamente. retribuiu o beijo enquanto fazia carinho no cabelo do rapaz.
Ficaram ali conversando por alguns segundos até que, repentinamente, espremeu seus olhos, tentando enxergar o que estava escrito na placa de um hotel do outro lado da rua.
– Que foi? – Danny estalou os dedos na frente do rosto da menina, que balançou a cabeça, se recuperando do transe.
– Como se chama esse hotel? – perguntou séria, sem olhar para o rosto do rapaz.
– Ah! Esse é o OYO Townhouse 30 Sussex. – Danny disse dando de ombros, ainda sem entender o porquê da expressão da garota ter mudado tão de repente. – Tá tudo bem, ? – Perguntou finalmente.
– Tá, tá sim! – Ela mudou a expressão para uma mais descontraída, olhando o rapaz nos olhos. – É que era um sonho das meninas conhecer esse hotel. – Abanou a mão no ar, como se não desse importância.
– Jura? É tão velho… Acho que quando eu nasci ele já existia. – Danny disse tentando parecer histórico e a menina riu.
– Eu vou tirar uma foto para elas verem! – sorriu, sacando o celular da bolsa e tirando a foto com a placa do hotel. – Tudo bem se nós fomos embora? Estou um pouco cansada. – fez um biquinho e Danny sorriu, concordando. Os dois pularam para os bancos da frente do carro e seguiram para o acampamento novamente. se despediu do Danny, agradecendo o jantar, e foi correndo encontrar as meninas.
– Vocês não vão acreditar no que eu acabei de ver. – Disse assim que entrou pela porta do alojamento, se deparando com , , e uma pilha gigante de documentos. – Mas que porra é essa? – Perguntou confusa.
– Descobrimos uma coisa, mas fala você primeiro. – pediu.
– Olhem isso. – mostrou a foto que havia tirado há minutos atrás.
– Tá, é um hotel. E? – deu de ombros sem entender.
– Olha o nome, cacete! – rolou os olhos. – OYO Townhouse 30 Sussex. – Fez um gesto com as mãos, como se desse a entender que estava fazendo um processamento na base da manivela.
– OYOT30S! – gritou, se lembrando da senha codificada que haviam usado em alguns acessos do acampamento.
– Parece que temos mais coisas para investigar. – disse arqueando uma sobrancelha, desafiadora, e se juntou às amigas no campo de pesquisa dentro do alojamento. – O que vocês tinham para me dizer antes de contar tudo isso? – voltou sua atenção para as amigas.
– Bom, digamos que, sei lá… – coçou a nuca, buscando pelas palavras certas.
– Existe uma possibilidade mínima, tá? – tentou escolher a sentença que usaria.
– Elas acham que meus pais são da milícia, assim como o Wesker. – disse calmamente enquanto vasculhava alguns arquivos no chão.
– Quê? – arregalou os olhos e a amiga entregou os documentos que estava analisando antes dela chegar. – Caraca, pesado…
– Bom, paciência. – deu de ombros. – Vamos continuar procurando? – Pediu e as amigas concordaram.

Estranho demais, né? Em um dia você é agente do FBI se espelhando nos seus pais militares e, em outro, descobre que a possibilidade da vida deles ter sido uma mentira é gigantesca.