Uma Família Para Dougie Poynter

Uma Família Para Dougie Poynter

Sinopse: Dougie Poynte não é mais um solteirão convicto e sua banda está prestes a sair da aposentadoria. Ele não vive mais uma vida tranquila, já que ela e seu cabelo curto bagunçado proporcionam dias coloridos e agitados para o baixista, já que seu namoro falso acabou se tornando real demais. E a estabilidade que ele tinha será gravemente afetada pela chegada de um novo membro na nova família que ele iniciou com ela desde que resolveram morar juntos. Um novo membro. Ou três.
Afinal, Dougie Poynter finalmente iria seguir os passos de seus amigos. E não precisaria de nenhuma campanha na internet para aquilo.
Gênero: Romance
Classificação: +14
Restrição: McFLY é fixo, bem como algumas características da personagem principal.
Beta: Regina George

 

Prólogo

Dougie estava jogado na cama, a TV do quarto estava ligada e pela porta da varanda ele conseguia ver a cidade. Usava roupas comuns, já que ele e iriam jantar fora naquela noite e estava ansioso para comer no restaurante escolhido por ela. sempre escolhia ótimos lugares e Poynter estava faminto. E após muitos minutos encarando o teto e ouvindo apenas a TV, franziu o cenho e virou o rosto em direção à porta do banheiro. estava lá dentro há muito tempo e aquilo era estranho. E preocupante. Se colocou de pé e se dirigiu até o banheiro, girando a maçaneta e abrindo a porta com cuidado. Vasculhou o local com os olhos e encontrou em frente ao espelho da pia, encarando seu reflexo de forma vazia, enquanto suas mãos se apoiavam no balcão e ela parecia tremer.
– Amor? – Dougie chamou, o cenho franzido em confusão. Se aproximou dela e tocou seu ombro com cuidado, finalmente conseguindo a atenção de , que levou os olhos assustados até ele e mordeu o lábio inferior. Ela estava mais branca do que o normal e parecia tremer levemente.
– Oi. – Respondeu, virando-se de frente para Dougie, que a puxou pela cintura em sua direção e colou seus corpos. Aquele era um gesto praticamente inconsciente de Poynter, já que estar com em seus braços era sua coisa favorita no mundo.
– O que aconteceu? – Questionou, ainda cuidadoso. parecia em uma crise de nervos e Dougie precisava ser cuidadoso com ela, para não assustá-la e impedir a si mesmo de resolver o problema.
– Precisamos conversar. – Foi o que ela disse e seus olhos tinham uma angústia enorme. Dougie torceu os lábios, sua postura se tornando firme no instante seguinte, como se pudesse se defender de qualquer que fosse a conversa que gostaria de ter.
– Você não vai terminar comigo, não é? Porque terminar comigo em Paris seria uma maldade absurda. – Desatou a falar, arrancando um franzir de cenho de . – Eu sei que ainda deixo a toalha molhada em cima da cama, e prometo que vou melhorar. Ou você quer que eu corte os cabelos? Posso fazer isso também. São as minhas roupas? Porque eu posso comprar outras e…
– Dougie, cale a boca, por favor. – revirou os olhos, segurando os lábios do namorado por entre os dedos e o obrigando a se calar. – Eu não vou terminar com você, seu idiota. – Bufou e Dougie relaxou no mesmo instante.
– Ok. Posso parar de surtar. – Ele suspirou em alívio e soltou uma risadinha debochada. Que soou também como um som desesperado.
– Eu não teria tanta certeza. – Ela murmurou. Dougie arqueou as sobrancelhas para ela em questionamento. Quando não obteve uma resposta, aproximou seus rostos e selou seus lábios com carinho, tentando passar segurança para conversar com ele.
– Fala comigo. – Pediu, enquanto acariciava a cintura dela por baixo da camiseta que era dele. realmente gostava de usar suas roupas.
A apresentadora assentiu, buscando algo dentro da pia e estendendo para Powell, que franziu o cenho um instante antes de arregalar os olhos ao se dar conta do objeto que tinha em mãos. Seu olhar percorreu a pequena tela digital onde apenas uma palavra podia ser visualizada e seu coração parou por alguns instantes, voltando a bater rápido quando Dougie puxou o ar para os pulmões com força, dando um passo para trás e voltando a encarar , apenas para voltar os olhos para o teste de gravidez em sua mão e retornar os olhos arregalados e assustados até a namorada.
– Como? – Ele questionou, arrancando outro revirar de olhos da mulher.
– Você sabe como, Poynter. Fazemos com frequência.
– Com camisinha! – Ele exclamou e sua voz saiu uma oitava mais alta por conta do desespero. – Isso aqui – sacudiu o teste em suas mãos. – Só pode estar errado. Nunca transamos sem camisinha, .
– Eu espero que não esteja sugerindo que eu transei com outra pessoa, porque eu vou dar um soco na sua cara. – Ela chiou, com os olhos semicerrados para Dougie.
– Claro que não estou sugerindo isso, mulher. – Foi a sua vez de bufar. – Mas e se esse teste estiver errado? Quero dizer, é seguro? Você fez o xixi certo em cima dele? – Indagou, voltando a se aproximar de de forma afobada.
– Tem outros 3 no lixo. Todos dizem a mesma coisa. – informou. – O teste é mais seguro que camisinha, acredite.
– Mas…
– Dougie, nenhum método contraceptivo é 100% seguro. – Murmurou. – E eu estou surtando tanto quanto você, então por favor, pare de agir como alguém que nunca esteve em uma aula de biologia na vida. – Praticamente implorou e Dougie respirou fundo, assentindo com a cabeça e então voltando a encarar nos olhos. Seu coração ainda batia desesperado, mas Poynter precisava se acalmar. Afinal, era quem tinha um feto no útero e não ele. Já havia feito sua parte e sua única tarefa era a de apoiar e tornar a gestação de o menos complicada possível.
– Há quanto tempo? – Indagou curioso.
– Oito semanas. – Mordeu o lábio inferior. Dougie levou alguns segundos para calcular, estalando os lábios quando se deu conta de quando aquilo poderia ter acontecido.
– Eu não acredito que fizemos isso no dia dos namorados. – Suspirou.
– Você estava empenhado naquela noite. – Deu de ombros.
– Eu sempre estou, você sabe. – Piscou para ela, que revirou os olhos. O silêncio caiu sobre eles e se encararam por alguns minutos, tentando digerir a novidade. – Vamos ter um bebê. – A frase saiu quase como um sussurro.
– Ainda temos tempo de pensar sobre isso, Dougie. – Falou, escorando o corpo na pia e lançando um olhar atento para o namorado. – Estamos morando juntos há poucos meses e ainda temos muito para organizar. Vamos voltar para casa e pensar sobre isso, tudo bem? Eu posso fazer um aborto seguro até a 24º semana de gestação.
Dougie negou com um aceno de cabeça, dando o passo necessário em direção a e unindo seus lábios em um beijo lento e seguro. Ele sabia que ela estava pronta para aquilo e que estava pensando nele ao fazer aquela sugestão. Sabia disso porque a conhecia como a palma da mão e por a conhecer tanto, a amava ainda mais.
– Eu estou pronto e quero isso, . – Suspirou contra os lábios dela, abrindo os olhos e encarando-a com intensidade. Queria que ela visse a sinceridade em seu olhar. – Quero tudo com você e se o destino acha que essa é a hora para nós, então estou pronto. Se você quiser, eu quero ainda mais.
– Eu amo você. – sorriu e aquilo foi resposta o suficiente para Dougie saber que ela estava segura o suficiente para levar aquela gravidez adiante. Porque confiava nele.
– Eu também amo você. – Também sorriu, descendo a mão para o ventre da namorada e acariciando a barriga que ela ainda nem tinha. – E amo esse pequeno serzinho, que ainda nem se formou completamente.
– Vamos ter um bebê, Dougie Poynter. – alargou seu sorriso e Dougie assentiu.
– Vamos aumentar a família. – Disse por fim e o abraçou pelo pescoço, voltando a unir seus lábios enquanto uma exclamação animada saia por sua garganta. E naquela bagunça não mais batiam apenas dois corações, pois um terceiro havia se formado, fruto daquele amor insano que eles partilhavam.

Capítulo 1

Doze semanas
Um grito soou pela casa e Dougie largou a louça na pia no mesmo instante. Saiu correndo em direção ao segundo andar, precisando desviar de Blue – que dormia no primeiro degrau da escada – e após soltar uma palavra nada simpática para a gata, continuou seu caminho em direção ao quarto. Com o coração acelerado e a respiração ofegante, adentrou o closet e varreu o cômodo com o olhar, procurando qualquer indício de perigo ou até mesmo sangue ou qualquer outro fluido. Não encontrou nada, fora usando apenas as roupas de dormir – calcinha e top – e franziu o cenho em confusão para a namorada.
– O que aconteceu? – Se aproximou em poucos passos, puxando a mulher para seus braços e analisando seu rosto.
– Não dá mais para esconder! – Ela exclamou e Dougie ficou ainda mais confuso, realmente sem saber sobre o que ela estava falando.
– Do que você está falando? – Repetiu seus pensamentos. se afastou dele, novamente parando em frente ao espelho e apontando para a barriga. E então Dougie finalmente entendeu. Não haviam mais possibilidades de ela esconder a gravidez com roupas de frio porque os dias estavam ficando mais quentes e roupas pesadas já não eram mais necessárias. E apesar de sua barriga de doze semanas não estar enorme, não iriam conseguir mais enganar ninguém e fingir que aquilo era por causa da pizza de toda sexta-feira à noite.
– Oh. – Dougie assentiu em concordância, estalando os lábios e voltando a se aproximar de . Novamente a puxou para seus braços, beijando o topo de sua cabeça, enquanto a mulher pressionava o rosto contra o peito dele. – Vamos ter que contar a eles, amor.
– Não sei se estou preparada para aguentar toda a atenção que vou receber. – Fez um bico com os lábios e Dougie riu.
– É claro que está. – Ele garantiu. – Você adora ser mimada. – Implicou e beliscou o braço dele, apenas para se esticar e beijá-lo lentamente nos lábios, causando o mesmo turbilhão de emoções no corpo do baixista. Não importava quantos dias passasse junto de : ele continuava sentindo as mesmas coisas

que havia sentido no primeiro beijo verdadeiro que haviam dado. E continuava se apaixonando, dia após dia.
– Isso tudo é culpa sua, Poynter. – retrucou, revirando os olhos para ele.
– Minha? – Dougie arqueou as sobrancelhas. – Como isso pode ser minha culpa?
– Você passou os últimos dois meses fazendo tudo o que eu quero. – Condenou. – Até mesmo antes de eu querer algo, você já fez. – Bufou.
– E eu faria isso lendo a sua mente? – Debochou e recebeu outro beliscão. Torceu os lábios no mesmo instante. – Já não falamos sobre a importância de combater a violência? – Questionou e revirou os olhos outra vez, fazendo-o rir e beijá-la no rosto.
– Vá a merda. – Ela xingou. A mulher se afastou apenas para vestir uma camisola e eles seguiram para o quarto. E de forma totalmente espontânea, Dougie ajeitou a cama e as almofadas para ficar confortável. Entregou o controle da TV para ela apenas para encontrar um sorriso triunfante naqueles lábios que ele conhecia como a palma da mão. Então bufou, jogando o objeto na cama e seguindo para fora do quarto enquanto ria alto e gritava que ele era fofo.
– Está vendo, Blue? – Murmurou quando passou pela gata, precisando pular o último degrau para não atrapalhar o descanso da bichana. – A sua mãe é uma ingrata. – Resmungou, recebendo um miado como resposta, que ele interpretou como apoio a sua fala.
Terminou de lavar a louça e colocou um pouco mais de ração no pote de Blue. Desligou as luzes do térreo e verificou se a casa estava trancada antes de pegar um iogurte na cozinha e levar para , mesmo que ela não merecesse. Ia fazer um comentário ácido mas desistiu no instante em que ela sorriu para o iogurte e seus olhos brilharam. Dougie se derreteu imediatamente e sorriu largo quando ela o encheu de beijos no rosto, logo em seguida o mandando para o banheiro porque ele estava com “cheiro de cozinha”. Voltou ao quarto minutos mais tarde se se aconchegou nos braços da namorada quando ela voltou do banheiro após escovar os dentes pela última vez no dia.

passou a acariciar os cabelos de Poynter, em um carinho gostoso que ele amava.
– Quando vamos contar a eles? – O homem questionou, desviando a atenção da série que havia escolhido na Netflix.
– No final de semana. – decidiu, respirando fundo. – Não podemos adiar mais.
– É um milagre que Jazzie ainda não tenha dado com a língua nos dentes para Harry. – Resmungou e revirou os olhos.
– Eu acho ainda mais surpreendente que meus pais não tenham dado com a língua nos dentes. – Riu. – Eu nem imagino a quantidade de coisas que eles já devem ter comprado para o bebê.
Dougie sorriu: – Ao menos vamos economizar.
– Idiota. – xingou, rindo junto do namorado em seguida. – Vou ligar para as garotas amanhã e marcar um almoço para o domingo.
– Assim que contarmos para eles, já podemos começar a pensar no quarto do bebê.
– Dougie comentou, bocejando alto.
– Ainda é cedo. – deu de ombros e ele revirou os olhos para ela.
– Faltam 28 semanas, . – Lembrou. – Precisamos reformar todo o quarto. Construir no térreo para podermos colocar o viveiro de Henry e Josephine. Se ficarmos adiando, o bebê vai nascer e não teremos nada pronto. – Resmungou. sorriu largo, escorregando na cama para poder se deitar em frente a Dougie e beijando a ponta do nariz dele com carinho.
– Eu amo o fato de você estar tão empenhado nisso. – Falou. – Apenas me dá a certeza de que fiz a escolha certa.
– Nós fizemos. – Dougie garantiu, tomando a mulher em um abraço e a beijando com carinho. se aninhou no peito do namorado, pronta para dormir. Dougie passou a acariciar os cabelos dela, tomando cuidado para não fazer movimentos bruscos e interromper adormecimento da mulher.

E quando ela caiu no sono, buscou o celular na mesa de cabeceira. Desbloqueou o aparelho com a digital e acessou o site da Mothercare, como vinha fazendo todos os dias nas últimas duas semanas. Colocou mais alguns itens para o enxoval do bebê em sua lista de favoritos, optando por cores neutras. Mesmo que ainda não soubesse o sexo do bebê, tanto Dougie como haviam decidido que não iriam criar a criança com ideias absurdas como “coisas de menino e coisas de menina”. Eram coisas de bebês, nada demais. Passou quase uma hora naquela tarefa, para então ser vencido pelo sono e largar o celular na mesa de cabeceira, desligando a TV e se aconchegando na cama. Os cabelos de eram seu aroma favorito para dormir e Dougie sorriu verdadeiramente feliz. Amava cada segundo da vida que levava e estava se apaixonando pela vida que ainda nem tinha a cada dia que passava.

Capítulo 2

Doze semanas
Dougie soltou uma risada baixa quando jogou outro vestido para fora do closet, passando as mãos pelos cabelos e então juntando mais uma peça. Já tinha cinco delas nos braços e quando adentrou o pequeno cômodo, franziu o cenho para ele, abrindo um pequeno sorriso grato quando Poynter começou a pendurar suas roupas de volta aos cabides.
– Eu não encontro uma roupa que não deixe na cara que eu estou grávida! – Reclamou e ele riu outra vez. – Eu sei que vamos contar para eles hoje, mas essa criança precisa mesmo estar aparecendo tanto?
– Amor, você conseguiu esconder por três meses. – O baixista deu de ombros. – Já é um feito e tanto.
– Eu sei. – suspirou. Passou um vestido florido em tons de creme pela cabeça e amarrou o nó na cintura, se analisando no espelho enquanto Dougie pendurava o último vestido no cabide. Se aproximou da namorada e a abraçou pelas costas, beijando-lhe na nuca e recebendo um sorriso em retorno.
– Você está linda. – Elogiou. – E com esse vestido, a barriga com certeza poderia ser apenas pizza. – Encorajou-a e riu, se virando para ele e o envolvendo pelo pescoço com os braços. Selou seus lábios algumas vezes, tendo o beijo interrompido pelo barulho da campainha. Fez uma careta imediata e Dougie a beijou na bochecha esquerda demoradamente.
– Vamos lá. – suspirou. Rompeu o abraço e entrelaçou seus dedos aos de Dougie, que ergueu sua mão e beijou seus dedos antes de seguirem para o primeiro andar. O dia estava nublado e eles havia decidido fazer o jantar dentro de casa. Eles tinham uma sala de jantar enorme que deveria ser aproveitada.
– Espero que eles tenham trazido algum prato. – Dougie chiou ao colocar os pés na sala e gargalhou. Beijou-o nos lábios e então seguiu para a cozinha para checar a lasanha no forno. O cheiro estava incrível e Dougie era apaixonado pelas tentativas culinárias de em preparar as refeições que eles estavam acostumados a comer sempre, mas com ingredientes veganos. Sempre ficava uma delícia e ele era obrigado a aumentar a frequência na academia, ou acabaria sem qualquer condição de algum dia voltar a ter pique para tocar em turnês.
A campainha tocou mais uma vez e Dougie revirou os olhos, destrancando a porta e encarando Harry com uma expressão de poucos amigos, já que o homem tinha o dedo estendido para tocar a campainha mais uma vez.
– Você nasceu de sete meses? – Reclamou e Judd abriu um sorriso enorme, puxando Dougie para um abraço apertado e o beijando na testa, como se fosse um filho que ele não via há muito tempo. Fazia um pouco mais de um mês desde a última vez que haviam se reunido, era verdade, mas não havia motivo para aquela cena. Dougie acabou rindo de qualquer forma.
– Senti sua falta, nanico. – Harry implicou e logo a atenção de Poynter foi tomada por Lola e Kit, que puxavam a barra da camiseta do baixista. Dougie os pegou no colo e após muitos beijos e apertos, cumprimentou , se afastando da porta e dando espaço para os amigos entraram na casa.
Levantou o olhar para a rua e observou Danny, e Cooper atravessando seu jardim enquanto o carro dos Fletchers estacionava do outro lado da rua. Cumprimentou todos os amigos e quando estavam todos na sala, indicou que deveriam seguir para a cozinha. tomou a frente, mas não foi mais rápidas que as crianças e logo estava envolta de quatro crianças muito animadas que a chamavam para brincar. Dougie sorriu com a cena, trocando um olhar afetuoso com quando ela indicou a porta do quintal aberta para os pequeno se divertirem com o balanço do Groot. Após as crianças esvaziarem a sala, soltou uma exclamação animada, se aproximando da amiga e a abraçando com força. Dougie parou no batente da porta, cruzou os braços em frente ao corpo e observou se afastar de sua namorada com o cenho franzido.
– Amiga, diminui a pizza. – Murmurou, causando risos em e em Poynter.
Danny já estava sentando em uma das banquetas, com Cooper em seu colo, brincando com o envelope pardo que Poynter havia deixado no balcão naquela manhã. encarou Jones com o cenho franzido e após uma análise rápida em , cobriu a boca com a mão e soltou um grunhido estrangulado.
– O que foi? – Tom logo se preocupou, se aproximando da esposa e a puxando para seu braço esquerdo, já que o direito estava ocupado pelo pequeno Max.
! – exclamou, se afastando de Tom e seguindo até Danny, tomando o envelope das mãos de Jones e recebendo um olhar atravessado do homem.
– Tenha modos. – Ele chiou e Tom estirou o dedo educado para o amigo, em defesa da esposa. puxou e pela mão e juntas elas abriram o envelope, puxando os primeiros exames de sangue que havia realizado para confirmar a gravidez.
– Se for brincadeira, eu juro que mato vocês dois. – murmurou, voltando a ler o conteúdo dos exames. Dougie contornou a cozinha e se aproximou de , a abraçando pelas costas e apoiando o queixo no ombro dela. o beijou na ponta do nariz e o baixista sorriu, descendo as mãos para o ventre da namorada e deixando exposta a barriga de doze semanas que ela já ostentava. Tom foi o primeiro a notar a movimentação do casal e arregalou os olhos quando se deu conta do que estava acontecendo. Harry estava parado ao seu lado, ainda assustado com o comportamento das três mulheres e quando Fletcher o cutucou no braço, bufou irritado e deu um tapa na mão do amigo.
– Para de me cutucar. – Xingou, desviando o olhar para e Dougie e soltando um palavrão em seguida. Danny tapou os ouvidos de Cooper, sem qualquer necessidade, já que ele tinha completado um ano de vida no ínicio do ano e não entendia nada do que acontecia à sua volta. – Mentira! – Harry exclamou e então todos voltaram a atenção para Dougie e .
E os olhos arregalados os fizeram lembrar de quando havia aparecido como um casal pela primeira vez para os amigos e eles trocaram um olhar cúmplice.
– Me diga que é verdade! – se aproximou do casal, parando a frente de e colocando as mãos em sua barriga. – É verdade sim! – Deu um pulinho e riu.
– Doze semanas. – Abriu um sorriso largo.
– Eu vou ser madrinha! – exclamou, vencendo a distância em poucos passos e abraçando com força outra vez.
– Quem disse isso? – Dougie fez uma careta e recebeu um beliscão em resposta.
Um segundo depois de eles estavam sendo abraçados e interrogados por todos os seis amigos, pedindo desculpas por terem demorado tanto a contar a novidade e afirmando que ainda não sabiam o sexo do bebê.
– Para quando está previsto o nascimento? – Harry indagou por fim e todos fizeram silêncio para que pudesse falar.
– Primeira semana de novembro. – Suspirou.
– Então temos seis meses para ensinar ao Dougie tudo o que sabemos sobre paternidade. – Danny abriu um sorriso largo e os murmúrios animados de Tom e Harry arrancaram um muxoxo de Poynter. o beijou no rosto e desejou boa sorte, já que Poynter teria ainda menos paz do que ela, que receberia apenas os mimos e os agrados. Havia sido uma péssima ideia contar aos amigos, Dougie havia decidido. Mudar para o Alasca seria muito mais prático.

Capítulo 3

Treze semanas
estava sentada em uma poltrona na sala de espera do consultório da Dra. Harris, médica obstetra de e do bebê, bebericando seu sexto copo de água na última hora, já que precisava encher a bexiga para facilitar a ultrassonografia. Por outro lado, Dougie estava impaciente, para dizer o mínimo. Andava de um lado para o outro, passando as mãos pelos cabelos e a cada vez que a porta do consultório se abria, ele dava um pulinho e lançava olhares ansiosos para a doutora, esperando que eles fossem chamados para o exame.
– Por Deus, Poynter. Se acalme! – murmurou, respirando fundo e tentando se manter calma. Era ela quem deveria estar surtando e não Dougie, afinal, o bebê estava dentro dela e ele havia apenas participado da parte fácil e prazerosa da concepção.
– Estou nervoso. – Retrucou e recebeu um olhar debochado em retorno.
– Você jura? – riu. – Eu nem havia percebido! – Arregalou os olhos, fingindo uma surpresa imensa. Dougie estirou a língua para ela, que riu e bateu na poltrona vazia ao lado da sua, indicando que ele deveria sentar-se. Ele relutou um pouco, por pura birra, mas lhe lançou um olhar atravessado e logo o baixista estava acomodado na poltrona, a cabeça deitada no ombro de enquanto ela lhe acariciava os cabelos, de forma a lhe acalmar.
– Acho que quero uma menina. – Dougie disse por fim. – Cabelos claros e os seus olhos.
– Seus olhos são azuis. – lembrou e ele deu de ombros.
– Mas eu amo os seus olhos e iria adorar vê-los em nossa filha. – Deu de ombros e sorriu largo, segurando o queixo de Dougie com a mão livre e unindo seus lábios suavemente.
– Eu amo você. – Suspirou. – E você já sabe disso.
– Eu sei. – Concordou. – Assim como você sabe que eu amo você e que amo estar construindo uma família contigo. – Sorriu para a mulher.
– Acho que gostaria de ter um menino. – A apresentadora disse por fim. – Apenas para criá-lo como um homem decente que vai lutar contra o patriarcado ao invés de alimentá-lo. – Sacudiu a cabeça, encantada pela ideia. Dougie riu.
– Ou uma menina para quem vamos ensinar como acabar com machistas. – Sugeriu.
– Acho que a melhor opção é termos dois filhos. – estalou os lábios. – Um menino e uma menina. Mas não estou impondo gênero. Eles podem ser o que quiserem. – Sorriu e seus olhos brilhavam.
E Poynter se apaixonou um pouco mais por ela, se é que aquilo era realmente possível. era uma mulher tão incrível e mudava seu mundo todos os dias e Dougie não podia imaginar alguém melhor para ser mãe de seus filhos. Onde ele errasse, ela estaria junto para xingar ele e ensinar o melhor para as crianças – ele aprenderia junto, para não cometer mais o mesmo erro. Mesmo que houvesse apenas um bebê no ventre de , ele sabia que queria mais. Dois era bom, mas três era o ideal. Talvez quatro, se fosse bem sincero. Adoraria quebrar o recorde de Tom, de qualquer forma.
– Precisaremos de uma casa maior. – Dougie disse por fim e sorriu ao assentir com a cabeça.
– Precisaremos de uma casa maior de qualquer forma. – Ela riu. – Blue é muito espaçosa. E não me agrada a ideia de colocar Josie e Henry na garagem. Ou de construir um cômodo extra. Vai estragar todo o meu quintal. – Torceu os lábios.
– Se nós mudarmos, você vai perder o quintal. – Ele lembrou.
– Claro que não. – revirou os olhos. – Vou levar tudo comigo.
– E vai plantar novamente quando? – Ele franziu o cenho. – Você está grávida. – torceu os lábios para o namorado.
– Grávida, não com o pé na cova. – Retrucou e Dougie estava prestes a discutir quando a porta do consultório foi aberta e a Dra. Harris chamou pelo nome de .
– Resolvemos isso mais tarde. – Dougie suspirou e revirou os olhos, balançando a mão para ele e decidindo que eles não iriam resolver nada. Ela faria o que bem entendesse e a Poynter só restaria o papel de reclamar e fazer birra, como sempre acontecia. Se levantaram ao mesmo tempo e de mãos dadas, seguiram para o consultório. Logo já estava acomodada na mesa ginecológica e Dougie se postou ao lado dela, suas mãos unidas e entrelaçadas enquanto a médica se preparava para iniciar o exame.
– Ansiosos? – Ela questionou, enquanto espalhava o gel pelo ventre de . riu e Dougie revirou os olhos para ela.
– Dougie está quase morrendo. – Implicou.
– É normal os pais ficarem ansiosos. – Harris sorriu compreensiva. – Homens são muito mais suscetíveis ao histerismo do que nós. – Piscou cúmplice para , que assentiu em concordância imediatamente. Poynter não poderia e nem queria sair em defesa de sua classe, então apenas ficou quieto, observando o monitor, onde formas começavam a aparecer, conforme a doutora movimentava o aparelho de ultrassonografia. – Eu sei que vocês já ouviram o coração, – Riu outra vez, claramente se lembrando de como Dougie e haviam caído no choro ao ouvir o coração do bebê pela primeira vez. – Então vamos direto ao ponto. – Exclamou, passando a movimentar o aparelho pela barriga de .
E vidrados no monitor, Dougie e observaram ao mesmo tempo, a forma de seu bebê ir se revelando na máquina. E antes que pudessem pensar a respeito, Poynter já estava agachado ao lado da namorada, segurando sua mão com firmeza, enquanto deixava algumas lágrimas de emoção caírem. Dougie observou o pequeno ser que se formava no ventre de com o coração cheio de amor. Ainda nem conhecia a criança, mas já a amava com toda a alma. E era um amor tão puro e tão natural, que ele nem sabia explicar. Mas o sentia. E quando o encarou, percebeu que ela sentia o mesmo. Aquele era o fruto do amor que eles haviam plantado e Poynter sentia-se realizado, como nunca antes.
Ter um filho do amor de sua vida era tudo o que ele poderia querer para ser feliz até o fim de seus dias.
– Coração forte. – Harris murmurou e só então Dougie se deu conta de que as batidas cardíacas que ouvia não eram as suas. E aquilo o fez chorar, enquanto se debulhava em lágrimas. – E temos aqui uma menina. – A médica anunciou por fim, com um largo sorriso. No monitor era possível ver toda a figura do bebê e não haviam dúvidas de que estavam esperando uma menina. Dougie desviou o olhar da tela e o focou em , a beijando na testa demoradamente, enquanto ela alargou o sorriso emocionado.
– Ava-Maisie. – suspirou e Dougie assentiu com a cabeça.
– Nossa Ava-Maisie. – Também sorriu.
Ava-Maisie Poynter ainda nem havia nascido, mas já era demasiadamente amada pelos dois pais babões que choravam como crianças na sala do exame de ultrassom.

Capítulo 4

15 Semanas

– Eu ainda estou tentando entender porque a deixaria você responsável pelo chá de bebê. – Harry falou e recebeu um revirar de olhos de Dougie, que nem se deu ao trabalho de parar o carrinho de compras e apenas continuou a analisar as prateleiras do supermercado. estava trabalhando e como ele não tinha nada para fazer, era sua responsabilidade cuidar da casa.

– Eu tenho certeza de que ela jamais faria isso. – Tom murmurou e Dougie lançou um olhar feio para o amigo.

– Só se estivesse bêbada. – Danny comentou, recebendo um tapa na cabeça em seguida, dado por Harry. Indicou o pequeno Cooper em seu colo, como em um sinal de que deveria ser respeitado em frente ao filho. Harry não dava a mínima e os outros dois menos ainda.

Dougie até se livrar dos amigos. Tentou mesmo. Inventou milhares de desculpas terríveis e compromissos inadiáveis para que as “aulas sobre paternidade” não acontecessem. Os amigos o estavam infernizando há semanas e por vários dias, Poynter conseguiu fugir daquela insanidade. Dougie sabia que eles eram ótimos pais. Dedicados, presentes e amorosos. Sem nenhuma dúvida, seguiria o exemplo deles. Queria ser um pai tão bom quando os amigos eram para os filhos. Mas ter aulas sobre aquilo era o cúmulo. Poynter simplesmente não via nenhuma justificativa plausível e havia decidido fugir a todo custo. E conseguira. Até a noite anterior, quando atendeu uma ligação de Harry e ele comentou sobre a agenda lotada de Poynter. Apenas para ser desmascarado por e então ameaçado a aceitar a visita dos amigos durante a tarde. E por aquele motivo, estava no supermercado, acompanhado dos três patetas, seis crianças e o instinto assassino de matar os três e adotar os pequenos.

iria adorar, ele tinha certeza.

– Ela está grávida. – Poynter lembrou ao amigo. Danny franziu o cenho sem entender. – Não pode beber. – O loiro revirou os olhos e Harry deu outro tapa em Jones.

– Parece que ele fica mais burro a cada ano. – Murmurou resignado.

– Vá a merda. – Danny xingou e foi a vez de Tom bater no amigo, antes de lançar um olhar preocupado para Buzz e Buddy, que para sorte de Danny, estavam distraídos com Lola e Kit, os quatro segurando o carrinho de Dougie e o ajudando com as compras, enquanto os pais apenas falavam besteiras e reclamavam.

– Então, quando vai acontecer o chá? – Harry indagou.

acha melhor esperarmos mais tempo. – Contou. – Temos muita coisa para resolver. O quarto do bebê, a mudança… – Suspirou. – Por mim nós mudávamos amanhã mesmo, para poder começar a trabalhar no quarto. Mas ela está insistindo na ideia de que podemos reformar a casa. – Revirou os olhos.

– Ela tem razão. A casa de vocês é grande o suficiente para precisar apenas de reformas. – Tom comentou.

– Eu sei. – Poynter bufou. – Mas e quando tivermos o próximo? Não quero que Ava cresça em uma casa e então precise se mudar. Quero que ela sempre lembre de nossa casa com carinho e não como “a primeira casa” onde ela viveu. – Foi o que disse. Harry arqueou as sobrancelhas para o amigo.

– Próximos? – Danny questionou. – Vocês já estão planejando? – A surpresa estava presente no rosto dos três amigos. Dougie indicou mais um pacote de biscoito na prateleira e Lola saltitou para buscar o alimento, já que as crianças estavam se revezando para ajudar Dougie.

– Não exatamente. – Deu de ombros, revirando os olhos para Tom, que mantinha uma careta no rosto. – Não faça essa cara para mim. – Chiou. – Você tem três.

– Mas eu só soube que queria mais, depois de passar pela primeira experiência. – Fletcher se defendeu. – Vá com calma.

– Não vamos simplesmente começar a procriar loucamente. – Poynter riu. – Fique tranquilo. Vamos terminar as compras e voltar para casa. Preciso buscar no trabalho em algumas horas. – Olhou para o relógio no pulso.

– E como estão as coisas na emissora? – Danny indagou. – Vão chamar a para substituir a quando ela entrar para a licença?

– Provavelmente. – Assentiu, direcionando o carrinho para o caixa do supermercado. Logo Harry tinha os dois filhos no colo e Tom chamava Buzz e Buddy para ficarem perto dele, ameaçando colocar o cordão de segurança em seus pulsos caso eles se corressem para longe. – Essa semana ela está envolvida com campanhas para levantar fundos para um orfanato que está sofrendo de superlotação e falta de recursos. Quando finalizar isso, vai conversar com o editor do programa e decidir isso.

– Podemos ajudar de alguma forma? – Harry questionou, se referindo a situação do orfanato.

– Até ontem ela não sabia em que pé estavam as coisas. Haviam outras pessoas organizando, mas parece que não estavam fazendo um trabalho dedicado. – Suspirou, enquanto passava as compras pelo caixa. – Vou descobrir mais detalhes hoje e aviso vocês, caso possamos fazer mais do que doar.

– Certo. – Danny assentiu.

Mais alguns minutos foram necessários para que Dougie finalizasse as compras e se despediram algumas horas mais tarde, com os amigos prometendo que voltariam quando finalmente decidisse sobre a mudança ou sobre a reforma da casa.

Poynter deixou a casa organizada antes de ir buscar a namorada no trabalho, passando em um restaurante vegetariano para comprar o jantar daquela noite. Apesar de gostar de cozinhar, Poynter tentava evitar que ela o fizesse e se cansasse. E então recebia um beliscão, porque segundo , ela não estava morta, apenas grávida.

A mulher largou a bolsa no sofá assim que entrou em casa, beijando Dougie rapidamente antes de seguir para o segundo andar em busca de um banho quente. Voltou minutos mais tarde, já em um pijama confortável, o que deu tempo para Poynter preparar a sala para que jantassem enquanto assistiam algo na Netflix. Sentou-se no sofá, colocando as pernas em cima do puff e então abrindo um largo sorriso quando Dougie lhe entregou o jantar. O beijou na ponta do nariz e ele sorriu para ela, focando a atenção no próprio prato enquanto parecia pensativa, mesmo que seus olhos estivessem presos na TV.

Dougie deu tempo a ela, esperando que falasse quando estivesse pronta. Mas quando finalizaram o jantar e ela apenas o puxou para perto, buscando carinho ao se aninhar em seus braços, ele franziu o cenho em confusão. Acariciava a cintura dela e com muito cuidado, soltou um pigarro para chamar sua atenção. levantou o olhar até ele e arqueou as sobrancelhas.

– O que foi? – Poynter questionou por fim. – Você está quieta demais. E não reclamou porque eu comprei o jantar.

– Gosto desse restaurante. – Ela deu de ombros e Dougie revirou os olhos.

– Você não sabe mentir para mim.

– Eu não tento mentir para você. Existe uma diferença. – Implicou e ele revirou os olhos.

– Me fala. O que aconteceu?

suspirou, parecendo cansada. E triste. E Dougie logo se preocupou, apertando mais os braços em torno dela para lhe passar segurança.

– Esse problema do orfanato acaba comigo. – Murmurou. – É uma questão de má gestão com falta de interesse para resolver os problemas. E então temos dezenas de crianças inocentes sofrendo com as consequências de atos que não foram de sua responsabilidade. E mesmo se fossem… são apenas crianças. É muito triste ver isso acontecendo de perto.

– Tem algo que possamos fazer? – Questionou, sentindo uma pontada no peito. – A mais?

– Arrecadar fundos é a principal solução. – murmurou. – Amanhã eu vou visitar o orfanato e ver de perto como estão as coisas por lá.

– Quer companhia? – Dougie indagou e lhe lançou um olhar agradecido e cheio de amor. – Posso carregar a sua bolsa. – Abriu um sorriso esperto. – Já que você está carregando Ava. – A beijou na testa.

– Você teria que carregar dez bolsas minhas para compensar. – lhe estirou a língua e Poynter riu. – Mas sim, quero companhia.

– Vou pensar em alguma ideia incrível para ajudar o orfanato. – Prometeu.

– E lá se vão seus últimos neurônios. – retrucou, apenas para receber uma mordida na bochecha e ter seu corpo puxado para cima do de Dougie, que se recusava a amassar a barriga de , mesmo que soubesse que aquilo não iria acontecer.

– O que conversamos sobre seu comportamento malcriado? – Estalou os lábios, acariciando o rosto da namorada com cuidado. A franja de estava uma bagunça e ele sorriu, já que adorava aquele traço dela.

– Aceito minha punição. – deu de ombros, grudando seus lábios aos de Dougie no instante seguinte. O filme ficou esquecido, assim como qualquer outro problema. Enquanto estavam em sua bolha de felicidade, nada no mundo poderia lhes abalar.

Capítulo 5

Quinze Semanas

estava encarando o prato de panquecas de brócolis há muito tempo e Dougie já estava preocupado. Não que ele estivesse completamente bem naquele momento, mas estava grávida e a preocupação de Poynter acabava triplicando. Suspirou após terminar de beber o suco de laranja e então afastou a louça. Moveu a cadeira até estar sentado em frente a namorada e puxou suas mãos para poder entrelaçar entre as suas, tendo o olhar perdido de em cima de si. De forma cautelosa, ele beijou os nós de seus dedos e lhe abriu um pequeno sorriso. Triste. E ele a entendia completamente.
Haviam visitado o orfanato naquela tarde e mesmo com o sucesso da campanha de arrecadação de fundos – haviam atingido o dobro da meta estipulada e não apenas o prédio receberia as manutenções que precisava, como as crianças que viviam lá teriam melhores condições de vida em todos os aspectos -, eles não podiam dizer que estavam felizes. Não quando haviam tantas crianças lá. Quando haviam visto seus rostos, escutado suas histórias e compartilhado momentos com elas. passara a tarde lhes contando histórias e Dougie havia improvisado aulas de música. Haviam levado um pouco de alegria para aquelas crianças, mas os dois sabiam que não era o suficiente. já estava fazendo um apelo em suas redes sociais para incentivar a adoção e Dougie tinha muitas ideias na cabeça. Precisaria conversar com os amigos, para tirar algumas delas do papel, mas havia uma em especial que não havia abandonado seus pensamentos.
Talvez fosse o instinto paterno que ele já tinha. Talvez algo dentro dele tivesse despertado desde que entendera a dimensão e grandiosidade do que viveria com Ava. Do quanto gostaria que ela se sentisse amada, cuidada e protegida. De como queria que sua filha fosse a criança mais feliz do mundo. E naquela tarde, Dougie sentiu o mesmo por todas aquelas crianças, enquanto lhes ouvia falar sobre suas atividades favoritas e enquanto brincou com elas. Sentiu que elas mereciam todo amor, cuidado e proteção do mundo. Sentiu que poderia fazer aquilo por elas, mesmo sabendo que não poderia levar trinta crianças para casa. Mas e se ele pudesse levar uma? Se pudesse fazer mais uma criança extremamente feliz?
Sabia que não tinha experiência alguma. Que seria pai de primeira viagem e que em algum momento, as coisas fugiriam do controle e ele não poderia entregar a criança para os pais. Ele seria o pai. Mas a possibilidade não o assustava. Não tinha medo de errar com Ava e não teria medo de errar com nenhuma outra criança. Era surpreendente pensar que, um ano atrás, a maior preocupação de Dougie era sobre não esquecer de molhar uma samambaia. E ali estava ele, doze meses depois, analisando a possibilidade de sugerir a sua namorada grávida, que eles entrassem com um pedido de adoção.
– Eu sei no que você está pensando. – murmurou.
– Não acho que realmente saiba. – Suspirou o baixista. – Mas eu sei no que você está pensando. – Sorriu torto.
– Eu queria poder fazer mais. – suspirou. Recostou-se na cadeira e sua expressão desolada partiu o coração de Dougie. – Você viu os rostinhos. Todos eles precisam de amor. De carinho, de cuidado. Tenho certeza que todos os funcionários do orfanato são ótimos e tratam as crianças com muito cuidado. Mas não é uma família. – Mordeu o lábio inferior. – Não é o mesmo que Ava terá conosco.
– Eu sei. – Dougie assentiu. – Talvez estejamos pensando na mesma coisa. – Disse por fim.
o encarou com os olhos grandes que ele amava. E olhando nas irises dela, Dougie teve certeza de que aquela não era uma ideia ruim. Não estava sendo motivado pelo calor do momento. Eles já haviam conversado sobre adotar muito antes daquele momento. Muito antes de saberem a respeito da existência de Ava-Maisie em suas vidas.
– E se nós… – mordeu o lábio. – Seria uma loucura. – Riu, sabendo que Dougie entendia sobre o que ela estava falando. – Uma loucura enorme, Dougie.
– Nós já falamos sobre isso. – Ele a lembrou. – Sempre falamos sobre isso.
– Teríamos que fazer muitas mudanças. – ponderou. – Mudar de casa, nossos hábitos. Você precisaria de um emprego. – Riu e Poynter lhe estirou a língua. – Precisaríamos do apoio de nossas famílias. E de nossos amigos. – Ela o encarou mais profundamente por um segundo. – E de um compromisso mais sério que um namoro. Nas circunstâncias atuais, nenhuma assistente social nos aprovaria para adoção.
– Podemos mudar esse anel no seu dedo. – Dougie abriu um sorriso torto. – Você adoraria se chamar Poynter. – Implicou e a mulher revirou os olhos.
– Seu sobrenome é uma droga. – Chiou. – Eu passo.
Dougie gargalhou por alguns segundos e novamente o silêncio lhes fez companhia. Seus olhares se mantiveram um no outro, analisando a ideia com cuidado. Poderia ser loucura, Dougie sabia. Era uma loucura sem tamanho. Mas ele sentia o peito encher de amor com a possibilidade de ter mais uma criança correndo pela casa, enquanto Ava-Maisie ocuparia o berço portátil. faria bolos na cozinha e Dougie seria o responsável por manter os olhos em Ava e as mãos ocupadas com os brinquedos que a criança – que ele não sabia se gostaria de um menino ou outra menina – lhe atiraria para que brincassem juntos.
– Eu tenho uma amiga que é assistente social. – comentou. – Vou conversar com ela. Sobre nossa ideia. Se ela achar viável, então podemos tentar. – Deu de ombros.
– Eu acho incrível. – Dougie murmurou com um sorriso largo.
– Você tem certeza? – Questionou apenas por descargo de consciência. Tudo no olhar de Dougie mostrava o quanto ele queria aquilo.
– Eu já consigo imaginar nossas fotos de família. – Poynter falou. – Estarei com Ava nos braços e você terá as pernas abraçadas por outra criaturinha que iremos amar com todo nosso coração. E vai me abraçar pela cintura e abrir esse sorriso lindo, que me faz sorrir tão largo que meus olhos quase somem.
se inclinou para Poynter tão rápido que ele só percebeu as lágrimas em seu rosto quando sentiu as bochechas molhadas. O beijo foi suave como uma brisa de primavera e então segurou o rosto de Dougie com as duas mãos, encostando sua testa na dele e então suspirando.
– Você descreveu o meu sonho. – Falou por fim.

Capítulo 6

Quinze Semanas

Estava nervoso. Andava de um lado para o outro, encarando o celular em cima da mesa, esperando que a tela acendesse a luz e uma nova mensagem de chegasse para lhe contar sobre o almoço que tivera com Priah, sua amiga e assistente social. Suspirou quando cinco minutos se passaram e nenhuma mensagem chegou, decidindo que iria ligar para . Três passos foram o suficiente para que o aparelho estivesse ao alcance de seu braço e então Dougie o pegou entre os dedos, grunhindo assustado quando começou a vibrar.

Uma ligação de .

Talvez a notícia fosse tão ruim que seria terrível contar por mensagens.

Puxou o fôlego com força, colocando o aparelho contra a orelha e sentando na banqueta da cozinha. Escorou as costas no balcão e fechou os olhos, com medo de encarar a realidade daquela ligação.

– E então? – Foi o que disse, nem esperando que fizesse uma saudação.

– Eu sabia que você ficaria em casa surtando sozinho. – Reclamou, mas o riso estava presente em seu tom de voz e Dougie torceu os lábios, mesmo que ela não pudesse vê-lo naquele instante. Passou as mãos pelos cabelos e soltou o ar que estava prendendo.

– Pare de me torturar. – Chiou e então realmente riu.

– Você nem perguntou se estou me sentindo bem. – Estalou os lábios em retorno.

– Ava-Maisie é uma princesa, – Dougie retrucou. – Puxou a mim, então não lhe dá nenhum trabalho. – O sorriso convencido estava em seus lábios e ele quase pode ver revirar os olhos.

– Espero que ela não herde o seu narcisismo.

– Eu chamaria de autoestima. – Retrucou.

– Não ligo para a forma como você chama. – bufou.

– Fale logo, mulher. – Dougie murmurou exasperado. – Eu estou suando!

E aquilo era verdade, visto que suas mãos estavam molhadas e ele precisava passá-las contra o jeans da calça constantemente. riu alto.

– Tudo bem, bebezão. – Implicou. – Priah foi extremamente sincera comigo. – Avisou.

– Cortou todas nossas chances. – Adivinhou e a decepção tomou conta de seu coração. Havia passado as últimas doze horas pensando naquilo e quanto mais pensava, mais a ideia de adotar parecia incrível. Estava ansioso para aquilo e ter suas chances podadas seria um golpe terrível.

– Na verdade, – murmurou. – Ela disse que nós temos boas chances.

Dougie engoliu em seco. Encarou um ponto na parede da cozinha sem realmente prestar atenção, seu coração batendo com tanta força que se tornava tudo o que ele ouvia. Eles tinham chances. Boas chances. Poderiam ter uma criança em casa, antes do que haviam imaginado ou esperado. O sorriso em seu rosto abriu e se alargou, enquanto Dougie sentia o peito encher de felicidade e amor. Ele nem havia visto o rosto de nenhuma criança e já sentia que a amava com todo coração.

– Dougie? – chamou de forma impaciente e ele estalou os lábios, para mostrar que ainda estava ali, mesmo que sua mente estivesse longe. Mais especificamente, em uma festa de aniversário para duas crianças: Ava-Maisie e outro serzinho que ainda não tinha nome.

– Eu estou…

– Eu sei. – suspirou. – Chorei por meia hora. – A confissão quase saiu em um sussurro. – Priah disse que o fato de eu estar grávida pode nos prejudicar um pouco, mas se todos os outros aspectos estiveram perfeitos, não existe nenhuma assistente social que nos recusaria.

– E quais são os outros aspectos?

– Família perto, estabilidade financeira, moradia com espaço…

– Acho que está na hora de visitarmos aquelas casas. – Dougie concluiu. – Na vizinhança de Harry.

– Você tem mesmo certeza disso? Não estamos sendo movidos pelo calor do momento?

– Nós sempre conversamos sobre isso, . E antes de sabermos sobre Ava, nós iriamos adotar. – Lembrou, o tom de voz calmo e compreensivo. Entendia os medos de , mas a segurança que sentia sobre aquela decisão era… não sabia explicar, mas a sentia em cada célula de seu corpo. – Você sabe disso.

– Eu sei. – concordou. – Mas nós queríamos fazer tanta coisa. Ava nos fez adiar alguns planos, mas outra criança pode colocar esses planos na gaveta por anos e anos.

– Ainda podemos fazer tudo. Mesmo com uma família que inclua mais pessoas e não apenas nós dois. – Contrapôs.

– Vou falar com Priah. – disse por fim e pelo seu tom de voz, Dougie soube que ela estava sorrindo. E chorando. – Ver se ela consegue pegar nosso caso.

– E eu vou ligar para a corretora e marcar as visitas.

– Precisamos ligar para nossas famílias. – suspirou.

– Acho melhor só fazermos isso quando tivermos certeza. Para não dar falsas esperanças para eles. – Murmurou e recebeu um grunhido em concordância.

– Vai me buscar hoje? – Questionou a mulher e Dougie revirou os olhos.

– Quando eu não busco você? Além de namorado, eu também sou seu Uber particular. – Reclamou e ouviu a gargalhada de .

– É assédio sexual eu dormir com o meu Uber? – Estalou os lábios em provocação.

– Você está tão engraçadinha ultimamente. – Poynter bocejou de propósito, para fingir tédio.

– Espero que Ava puxe o meu senso de humor incrível. – A mulher retrucou.

– Deus não seria terrível com uma criança inocente dessa forma. – Implicou.

– Me provoque e eu chuto você para o sofá. – chiou e o baixista riu por alguns instantes. Respirou fundo e então soltou o ar pela boca.

– Amor?

– Hm?

– Eu amo você. – Disse. – Amo você com todo meu coração e fico muito feliz por estar construindo uma família com você. Eu sei que você sabe disso, mas eu sou o cara mais feliz do mundo desde aquele dia em que você invadiu a minha casa porque o babaca do Scott estava perseguindo você. Porque daquele dia em diante, nós começamos a andar para o caminho que estamos trilhando hoje… E de forma nenhuma eu gostaria de estar em outro lugar.

– Parece que a campanha dos meninos não arruinou a sua vida completamente. – devolveu.

– Você arruína a minha vida completamente quando come toda a torta. – Poynter chiou, estalando os lábios e riu.

– Eu também amo você, Dougie. – Suspirou. – E tenho certeza de que estamos tomando as melhores decisões para o nosso futuro. – Disse. – E espero que faça lasanha de berinjela para o jantar. – Completou e Poynter gargalhou.

– Desde que meus dotes culinários melhoraram, você está abusando de mim.

– Ava-Maisie está com vontade. – Retrucou.

– Mentirosa. – Dougie chiou e ela riu.

– E você me ama assim. – Falou e ele não pode negar. A amava completamente daquela forma e não tinha nenhuma intenção de deixar de amá-la.

 

Capítulo 7

17 Semanas
Era o terceiro pedaço de bolo que estava colocando em seu prato e Dougie soltou uma risadinha quando Harry e trocaram um olhar assustado. Bebericou o chão, com os olhos presos na namorada, que mantinha toda sua atenção na fatia de bolo e soltou um suspiro satisfeito quando mastigou a primeira garfada. Harry e permaneciam com os olhos arregalados e quando os olhou, franziu o cenho em confusão. Dougie soltou outra risadinha.
Estavam na cozinha da casa dos Judd, após e Dougie terem visitado duas casas na vizinhança dos amigos, junto com a corretora de imóveis. Eram ótimas casas e havia adorado uma em particular, cujo jardim era incrível. As residências não eram muito diferentes daquela onde moravam, apenas tinham mais dois quartos e para eles, quatro eram o suficiente. Um para o casal, outro para Ava, um destinado a criança que iriam adotar e outro para Josephine e Henry, mesmo que em ambas as casas houvesse uma área nos fundos onde os lagartos poderiam ficar tranquilamente. Eles precisavam decidir qual das duas casas haviam lhe agradado mais e também esperariam o resultado da negociação da corretora. Um desconto na compra à vista não seria nada ruim.
– O que foi? – Ela questionou em um resmungo.
– Eles estão um pouco assustados com a quantidade de comida que você ingere. – Poynter explicou, se virando para os amigos. – Acreditem, ela consegue fazer pior.
– Meu Deus. – Harry exclamou.
– Ava-Maisie vai ser forte. – Foi o comentário de .
– 20% vai para Ava. O resto é desculpa para ela comer. – Dougie implicou e o cutucou na cintura, os olhos semicerrados em sua direção.
– Cuide da sua vida. – Ela chiou, mal-humorada.
– Eu realmente não sei como você ainda não matou o Dougie. – Harry murmurou para a miga. Lola passou correndo ao lado de Dougie, em direção ao quintal e logo Kit apareceu atrás dela. O sorriso no rosto de Poynter foi inevitável ao imaginar seus filhos fazendo exatamente aquilo, enquanto ele e preparavam biscoitos.
– Eu perdi a chance. – estou os lábios. – Agora com a chegada de Ava eu não posso deixá-la sem o pai. Mesmo que ele seja um idiota. – Arrancou uma risada dos amigos e foi a vez de Dougie cutucá-la na cintura.
– O jeito que você me ama é diferente. – Reclamou e riu, se aproximando e o beijando no rosto demoradamente. Voltou a atenção para o bolo como se nada tivesse acontecido e logo Dougie abriu um sorriso apaixonado.
– E como foram as visitas? – questionou antes que Harry pudesse debochar do amigo. Conhecia o marido e sabia que ele jamais iria deixar de folgar em Dougie por ter se apaixonado por quando havia dito, milhares de vezes, que ela era a mulher mais insuportável do mundo e ele jamais teria nada com ela.
O mundo não girava, ele capotava.
– Ótimas. – Dougie murmurou. – São as melhores opções, para ser sincero.
– E terão ótimos vizinhos. – Harry apontou para ele e e a mulher revirou os olhos, bebendo seu chá e se abstendo de comentários.
– Há divergências. – implicou e Judd lhe estirou a língua.
– Mas para que vocês precisam de tantos quartos? – questionou. – Dois não é o suficiente?
– Temos Josephine e Henry. – Dougie lembrou. – E também pretendemos aumentar a família. – Sorriu fraco.
– Ava nem nasceu e vocês já estão pensando nisso? – A mulher riu.
– Na verdade, – trocou apenas um olhar com Dougie e após um acordo mutuo de que deveriam começar a falar sobre aquilo, voltou o olhar para o casal de amigos. – Estamos entrando para a fila de adoção.
Harry arregalou os olhos e quase cuspiu o chá. Dougie entrelaçou os dedos nos de no mesmo instante e ela sorriu para ele.
– Sério? – Judd parecia em choque.
– Sim. – Poynter assentiu. – Era uma decisão que já tínhamos tomado antes de Ava-Maisie entrar em nossas vidas. E essas últimas semanas deixaram claro que estamos prontos para isso. – Sorriu fraco.
– Vocês não acham arriscado? – questionou com preocupação. – Ava vai nascer em cinco meses e vocês precisarão ter 100% do tempo para ela. – Murmurou. – E sim, eu sei que já tinha Lola quando Kit nasceu. Mas nós sabíamos como cuidar de uma criança, porque já tínhamos Lola. Não foi fácil, mas também não foi tão difícil quanto foi com Lola. – Trocou um olhar com Harry e o homem assentiu em concordância.
– Nós sabemos que não vai ser fácil. – murmurou. – Mas estamos prontos. Já queríamos isso. Acho que Ava foi o que nos deu certeza de que estamos prontos.
– Vocês sabem que podem contar conosco para tudo. – suspirou. – Só me preocupo porque sei que não é fácil.
– Nós também sabemos. – Dougie disse. – Mas… estamos prontos. – Outro olhar trocado com e um sorriso largo vindo dela.
– Vocês serão excelentes. – Harry os encorajou. – Nunca vi duas pessoas tão apaixonadas por crianças como vocês, principalmente porque tinham tudo para serem terríveis com isso. – Eles riram. – E poderão nos ligar a qualquer momento e iremos lhes socorrer.
– Obrigada. – tinha os olhos cheios de lágrimas e Dougie a puxou para perto, abraçando-a com força. – Ter o apoio da família e dos amigos é essencial para nos acharem aptos para adoção.
– Dougie precisa de um emprego. – implicou e Poynter revirou os olhos.
– Eu tenho um emprego! – Chiou inconformado. – Escrevi um livro. – Estirou a língua para a mulher.
– Certo, certo. – Estalou os lábios.
Minutos depois e estavam no quintal com as crianças, enquanto Dougie e Harry cuidavam da limpeza da cozinha. Poynter havia passado a última semana pensando muito no assunto e sabia que Harry deveria ser o primeiro a ser comunicado a respeito da ideia que havia tido. Entre eles, Judd era o que mais sentia falta do McFLY e seria o mais entusiasmado com os planos que Poynter havia formulado.
– Eu estive pensando, – Começou, após enxaguar mais um prato e entregar para Judd secar e guardar.
– Vai matar os últimos neurônios desse jeito. – Harry retrucou com uma risada e Dougie revirou os olhos para ele. – Fale. – Incentivou.
– Quando fomos ao orfanato, eu me dei conta de que existem muitas crianças que precisam de ajuda. Muito mais do que podemos imaginar. – Suspirou, com um aperto no coração. – E apesar de e eu fazermos doações mensais, pensei que poderíamos fazer algum evento apenas para angariar fundos para essas instituições. Não apenas aqui na Inglaterra, mas ao redor do mundo.
– Eu acho uma ideia incrível. – Harry sorriu. – Que tipo de evento?
– Uma turnê. Do McFLY. – Encarou o amigo. – Poderíamos fazer um show de retorno e destinar parte do valor dos ingressos para as instituições. Se funcionar, poderíamos ver algo sobre uma turnê. Curta, no máximo duas semanas fora de casa. Por causa das crianças. Cada cidade pela qual passarmos, destinaremos parte do valor dos ingressos para instituições infantis. – Tomou fôlego.
– Estou dentro. – Harry logo falou. – E se precisar de ajuda para bater nos outros dois para convencê-los disso, estou disponível. – Abriu um sorriso largo e Dougie o acompanhou. Não pretendia bater em Danny e Tom, mas ter o apoio de Harry era fundamental.
Talvez o McFLY voltasse a ativa antes do que qualquer um havia imaginado.

Capítulo 8

20 Semanas
Dougie suspirou, alongando os músculos do braço após colocar a última caixa de mantimentos no armário da cozinha. Da nova cozinha, já que haviam se mudado no dia anterior e haviam acabado de organizar as coisas quase 24 horas depois. Não haviam feito tudo sozinhos: os amigos haviam ido ajudá-los e mesmo com as crianças correndo de um lado para o outro, a nova casa de estava do jeito que eles haviam imaginado ao assinar o contrato de compra. Era bem parecida com a antiga casa deles, a decoração permanecia a mesma e a maior diferença era o espaço e o quintal. Tinham uma piscina, que precisaria ser cercada para que Ava-Maisie não corresse nenhum risco, e dois quartos a mais do que a antiga casa. O quarto de Ava ainda estava vazio, pois precisariam pintar as paredes e finalmente irem as compras – coisa que estava adiando o máximo possível, porque sabia que Dougie iria se empolgar demais. Mas ele estava entusiasmado e nada poderia conter sua animação.

Sentiu o abraço dela em torno de sua cintura e um beijo em seu ombro, enquanto as crianças ainda brincavam de correr e a gritaria dos amigos na sala – para decidir que sabores de pizza iriam pedir para o jantar – preenchia todo o ambiente. Mas o coração de entrou em sintonia com o seu e Dougie segurou as mãos dela, para mantê-la naquela partilha de sentimentos. Estava muito feliz por finalmente estar em sua nova casa, onde sua família com iria realmente viver.

– Podemos começar a trabalhar no jardim amanhã. – Ele sugeriu. – Aproveitar que Ava ainda é um grãozinho. – Brincou.

– Ela já não é um grãozinho há bastante tempo. – retrucou e o homem deu de ombros. – Mas sim, podemos começar amanhã. Ou depois. Estou exausta e passar nosso primeiro domingo na cama não é uma alternativa horrível. – Sorriu, o beijando no ombro outro vez. Poynter se virou para ela, escorando as costas contra o balcão e a puxando para perto. se encaixou entre suas pernas e voltou a abraçá-lo, tendo os braços dele em torno de si e fechando os olhos quando Dougie lhe beijou a testa demoradamente.

– Estou feliz. – Suspirou. – De verdade.

– Eu também. – concordou. – Nunca pensei que estar nessa situação com você, fosse me fazer tão feliz. Nunca pensei que você seria maduro ao ponto de formar uma família com alguém. – Implicou.

– Tudo mudou depois de você. – Poynter sorriu, ignorando a provocação deliberadamente. – Consigo nos ver envelhecendo nessa casa, com você finalmente usando o bendito balanço do Groot enquanto admira o jardim.

– E você vai estar aonde? – Arqueou as sobrancelhas para o namorado.

– Ao seu lado. Com o meu próprio balanço. – Sorriu e a beijou na ponta do nariz. – Até lá alguém vai fabricar um balanço de dinossauros para adultos. – Murmurou sonhador e Lewitz soltou uma risada alta.

– Talvez exista um mercado para investir. – Ela debochou e Dougie revirou os olhos, beliscando sua cintura e recebendo um tapa em retorno.

– Você debocha dos meus sonhos. – Estirou a língua para ela. – E ainda me agride.

– Reclame com a Rainha. – Chiou, afundando o rosto contra o peito dele e sendo apertada no abraço.

– Eles já decidiram o que pedir? – Questionou após alguns segundos.

– Ainda não. – bufou. – E eu estou com fome.

– Você sempre está com fome. – Poynter lembrou e recebeu outro tapa, rindo da careta dela em seguida. Rompeu o abraço e então ocupou uma banqueta, enquanto Dougie lhe preparava um sanduíche e lhe servia um copo de suco. Recebeu um beijo e um largo sorriso, enquanto ela devorava o lanche e era observada por ele com muito cuidado.

O nervosismo voltou a lhe atingir, quando lembrou da ideia que estava rondando seus pensamentos na última semana. Desviou o olhar do rosto de para a mão dela, onde a joia da Tiffany ainda brilhava, mesmo depois de tanto tempo. Estava na hora de substituí-la, Dougie sentia aquilo. Estava na hora de dar mais um passo naquela relação. Um passo que deveriam ter dado antes de Ava-Maisie entrar em suas vidas, mas nada com era usual. E para Poynter, pedir em casamento após ela engravidar seria uma das coisas mais fáceis do mundo. Não tinha medo, como outrória tivera. Seu futuro com era seguro e confortável e ele amava cada pedacinho dos dias que imaginaria que teria ao lado dela. Casados ou não, eles teriam uma vida cheia de felicidade e amor juntos. Mas Poynter queria aquilo. O casamento. E diferente dos amigos, aquilo nunca havia sido um propósito em sua vida. Mas ali estava , com aquele sorriso satisfeito após devorar um sanduíche, lhe encarando como se ele fosse a pessoa mais incrível do mundo, apenas por ter feito aquele sanduíche para ela. Seu peito encheu de ainda mais certeza e ele se inclinou para ela, a beijando demoradamente nos lábios. Um grito de Danny soou na sala e o beijo se partiu porque os dois caíram na risada.

– Calabresa! – Danny gritava em comemoração e logo o barulho de um tapa foi ouvido, enquanto Harry xingava e Tom mandava Danny sentar e calar a boca.

– Vamos proibir a entrada de todos eles nessa casa após Ava nascer. – Dougie decidiu. – Não podemos deixá-la perto de maus exemplos.

soltou uma gargalhada.

– Agora que o McFLY vai voltar, eu duvido que você consiga nos livrar deles. – Lembrou e Poynter bufou.

Havia conversado com Tom e Danny no início da semana anterior e os quatro haviam acordado com a ideia que Poynter havia sugerido. Iriam voltar para o estúdio na próxima semana, já que Tom achava mais seguro soltar algumas músicas antigas antes de anunciar qualquer show e todos haviam concordado com aquilo. Dougie estava ansioso e morria de orgulho do namorado.

– Podemos nos mudar para a Groelândia. – Sugeriu.

– Eles nos seguiriam. – Disse o obvio.

– Precisamos decidir os padrinhos. – Dougie lembrou e fez uma careta, enquanto torcia os lábios.

– Se não for a madrinha, ela vai me comer viva.

– Você é gostosa. Ela ainda vai sair ganhando. – Arqueou as sobrancelhas para , que revirou os olhos e lhe bateu outra vez.

– Idiota. – Chiou, tendo os lábios tomados em outro beijo.

– Amo você, mesmo sendo idiota.

– Você é idiota e por isso eu amo você. – Retrucou e Poynter riu. Logo a cozinha foi invadida pelos amigos e foi responsável por decidir os sabores de pizza, causando discórdia novamente quanto decretou que pediriam pizzas veganas. E enquanto todos brigavam, Dougie fez uma nota mental de passar na Tiffany e CO durante a semana para comprar mais um anel.

Capítulo 9

20 Semanas

Dougie estava com as pontas dos dedos doloridas. Não apenas porque havia passado todo o dia anterior montando o berço de Ava-Maisie enquanto decorava as paredes brancas do quarto com estrelas prateadas – segundo ela, Ava seria sua estrelinha e precisava ter um quarto de acordo -, mas também porque as últimas duas semanas haviam sido de ensaios e mais ensaios para o McFLY, no estúdio de Tom. Finalmente haviam conseguido decidir quais músicas entrariam para as Lost Songs – como Harry chamava as canções que ficaram de fora dos álbuns anteriores – e estavam prestes a anunciar nas redes sociais a volta da banda. Não tinha certeza de como seria a reação do público, já que estavam parados há muitos anos e seu último lançamento nem havia sido pelo Spotify, que na época ainda não era uma plataforma de streaming muito famosa.

Danny nem ao menos sabia adicionar músicas no YouTube e passaria trabalho com o Spotify, causando um surto de apostas dentro da McFamília para saber quem acertaria o primeiro erro de Jones.

estava cada dia mais grávida. Ava-Maisie mantinha um peso adequado para as 20 semanas de gestação e todos os exames lhes davam a certeza que ela estava saudável e se desenvolvendo corretamente. E deixando seus pais cada dia mais ansiosos para tê-la nos braços. Dougie também estava ansioso com a visita da assistente social, que aconteceria na semana seguinte. Mesmo Priah sendo uma amiga antiga de e lhes garantindo que eles tinham muitas chances de serem aprovados e qualificados para o processo de adoção, ele ainda temia. Queria muito realizar aquele sonho de – e que havia se tornado um sonho dele também – e seu maior temor era ser o responsável pela recusa. Ele e apenas namoravam e Dougie sabia que isso poderia ser um problema. E andava carregando o anel de noivado para cima e para baixo, todos os dias, procurando o melhor momento para pedir em casamento.

Não queria pedi-la em casamento no banheiro, enquanto os cabelos dela estavam mais revirados que sua gaveta de meias, mesmo que ela ficasse extremamente linda daquela forma.

– Poynter? – Harry chamou, atirando uma baqueta no amigo e recebendo um olhar nada satisfeito do mesmo. Dougie se virou na direção do trio e encontrou três expressões de impaciência o encarando.

– O quê?

– Está com a cabeça na lua? – Tom questionou com curiosidade. Era fofoqueiro e Dougie já sabia daquilo.

– Estava pensando no jantar. – Mentiu. Sentou-se no banquinho ao seu lado e indicou que os amigos deveriam continuar a conversa que requeria sua atenção.

– Estávamos dizendo que talvez Break Me seja uma boa opção. – Harry murmurou. – Para as Lost Songs.

Dougie fez uma careta.

– Não acho uma boa ideia. – Retrucou. – vai querer saber para quem eu escrevi e não me sinto confortável falando que foi para Lara.

– Ela não vai ficar com ciúme. – Danny retrucou. era a última pessoa do mundo que teria ciúme de qualquer relacionamento antigo de Dougie.

– Eu sei, não me preocupo com isso. – Chiou. – Mas as pessoas vão querer saber. E isso vai levantar uma discussão desnecessária. – Estalou os lábios.

– Eu ainda acho uma ótima opção. – Tom contestou. – É uma ótima música. E não precisamos falar que você escreveu.

– Se mantivermos a ideia de postar as explicações das músicas no YouTube, teremos que falar. – Lembrou, a sobrancelha arqueada.

– Qual o problema de falarmos sobre Lara? – Danny questionou por fim.

– Vão levantar o assunto de casamento. Não apenas por causa da Lara, mas Ellie também. E esse não é um bom momento para as pessoas voltarem a falar que eu sou um inconsequente que não casou, quando vocês todos já estão casados. – Dougie explicou.

– Eu ainda estou confuso. – Danny fez uma careta e Poynter avaliou, por dois segundos, as chances de estragar o baixo se batesse em Danny com o instrumento.

Preferiu não agredir o amigo ou explicar qualquer outra coisa. Enfiou a mão no bolso do casaco e tirou a caixinha da Tiffany de lá, erguendo o objeto para que os amigos vissem. Harry deixou o queixo cair, Tom arregalou os olhos e Danny franziu o cenho, parecendo ainda mais confuso. Levou um minuto inteiro para entender e então cobriu a boca com a mão, tão chocado quanto os outros amigos. Harry levantou do banco da bateria, seguindo até Poynter e abraçando o amigo com força.

– Não acredito! – Tom soltou uma risada. – Você vai pedir a em casamento?

– Parabéns cara! – Logo Danny e Tom também estavam no abraço, bagunçando os cabelos de Dougie e debochando sobre ele estar “virando um homenzinho responsável”. Dougie os afastou com os braços, quase caindo do banco. Iria cair em cima do baixo e com certeza mataria os amigos por aquilo.

– Pretendo. – Dougie assentiu por fim. – Ainda não encontrei o momento certo. – Suspirou, voltando a guardar a caixinha no bolso.

– E qual seria esse momento? – Harry questionou.

– Algum onde ela não esteja reclamando de dor nas costas ou então, que estejamos comendo pizza no sofá. – Deu de ombros.

– Acho que não se importaria com isso. – Danny murmurou.

– Não se importaria. Mas eu me importo. Quero que seja algo legal. – Retrucou. – E estamos cheios de coisas para organizar em casa por enquanto.

– Acho que está com medo de ela recusar. – Tom exclamou e Poynter lhe lançou um olhar feio.

– Claro que não. – Retrucou, mas não tinha tanta certeza do que havia acabado de afirmar.

– Então peça ela em casamento. Logo. – Tom provocou e Harry sorriu.

– Vamos apostar. – Sugeriu e enquanto os outros três se animavam, Dougie apenas revirava os olhos e bufava descontente.

– Eu aposto que ele não vai pedir neste mês. – Tom provocou. – Ele é bundão demais para tomar uma decisão em 15 dias.

– Dois meses. – Danny provocou ainda mais e Dougie lhe estirou o dedo do meio.

– Um mês. – Harry disse por fim. – No mínimo. Acrescentou, causando risos nos outros dois.

E decidindo que deixaria os amigos comendo moscas, Poynter colocou uma meta para si mesmo: pediria em casamento nos próximos 10 dias, independentemente do local onde precisasse fazer o pedido.

Capítulo 10

21 Semanas

Dougie estava nervoso. Mais nervoso do que já lembrava de ter estado em toda sua vida. Mais nervoso do que quando se declarou para no meio do casamento de Matt e Emma. Mais nervoso do que esteve no dia que foi lançado a primeira música do McFLY. Ou pelo menos, não lembrava de ter estado nervoso daquela forma. Suspirou, passando as mãos pelos cabelos e então se jogando no sofá. Andar de um lado para o outro não iria fazer o tempo passar mais rápido e iria continuar na cozinha com Priah, naquela entrevista esquisita que as assistentes sociais faziam as pessoas que queriam se colocar na lista para pais adotivos.

E era esquisita porque parecia quase uma entrevista de emprego. Priah havia analisado a casa deles minuciosamente, sorrindo poucas vezes e deixando Dougie agoniado. Havia algo de errado com a casa? Não era grande o suficiente? Bonita? Aconchegante? Pensara que haviam comprado uma ótima residência para criar crianças e a decoração de era de muito bom gosto. E Poynter nem havia deixado as roupas espalhadas pelo quarto naquele dia, então a casa estava impecável. Uma anotação sobre a piscina havia sido feita, mas eles haviam colocado grades em torno do objeto e era completamente seguro para todos os tipos de crianças – até as mais altas e atentadas. Haviam feito o teste com Buzz e ele não havia conseguido ultrapassar as grades, então era seguro. Após a vistoria na casa, Priah os chamou para uma entrevista de casal. E eles contaram sobre suas vidas, o trabalho, seus objetivos e o desejo de formar uma família. Passaram para as entrevistas individuais e Dougie tinha certeza que já estava naquela cozinha há pelo menos duas horas – mas faziam apenas 30 minutos, mesmo que para ele parecesse uma eternidade. Deitou a cabeça no encosto do sofá, puxando o ar para os pulmões e então fechando os olhos, decidindo que iria contar carneirinhos até que Priah finalmente terminasse a entrevista com e o chamasse para ser massacrado. Esperava não estragar tudo, mas seu coração já estava dolorido pela culpa. O prazo que havia estabelecido para si mesmo estava acabando e ele ainda não havia pedido a mão de em casamento. Era um bundão, em todo o significado da palavra.

A porta da cozinha se abriu e a risada de preencheu o ambiente, arrancando um sorriso torto de Dougie, que se colocou em pé e em poucos passos acabou com a distância entre eles. sorriu, o beijando no rosto e lhe desejando sorte com o olhar. Dougie respirou fundo e entrou na cozinha, a porta batendo as suas costas enquanto ele encarava Priah, sentada em uma das banquetas. A morena sorriu para ele, indicando o banco ao seu lado e Dougie o ocupou, as mãos suando e os dedos nervosos.

– Parece nervoso. – Priah comentou e o baixista riu com escarnio.

– Só um pouco. – Brincou.

– Não vou demorar muito. falou muito sobre você, já que eu a conheço por longos anos e sei exatamente o que esperar dela nessa situação. Sempre foi o sonho de e é uma honra muito grande acompanhar isso de perto. – A mulher suspirou.

– Espero que ela tenha falado apenas sobre as coisas boas. – Dougie murmurou em tom brincalhão, mesmo que sentisse todo seu interior se remoendo de nervosismo.

– Eu queria saber sobre as partes não tão boas. – Priah alertou. – E ela me contou.

– Ela realmente conhece meus defeitos. – O baixista suspirou.

– Mas suas qualidades se sobressaem. – Sorriu de forma encorajadora. – Mas…

– Não me acha o suficiente.

Priah fez uma careta e a falta de uma negativa fez os ombros de Poynter caírem.

– Esse é o sonho da . – Priah falou. – E ela sempre se preparou para isso. E eu sei que ela daria conta disso sozinha, caso resolvesse adotar sem estar em um relacionamento. Eu confio nela de olhos fechados quanto a isso e sei que ela não colocaria nenhum de vocês nessa situação, se não acreditasse em você. E isso conta muito.

– Então qual o problema? – Dougie estava confuso.

– Eu pesquisei sobre você. E veja bem, tenho certeza que é uma ótima pessoa. Tem estabilidade na vida, família próxima e vive cercado pelos amigos. Assim como . Mas… você tinha um problema com relacionamentos. E isso não é um problema quando você está prestes a ter um filho seu. Divórcios e separações acontecem a todo momento, eu sei disso. – Priah mantinha o olhar fixo em Dougie. – Mas adoção é diferente. Vocês não terão apenas Ava-Maisie. Terão mais uma criança, que já sofreu muito na vida, mesmo com tão pouca idade. E para essa criança, eu não posso arriscar um lar instável. Confio no amor que sente por . Está nos seus olhos e em tudo o que faz. – Garantiu. – Mas eu preciso analisar todas as hipóteses, sejam elas boas ou ruins. E preciso dizer que estou com um pé atrás, Dougie.

Um momento de silencio, enquanto Poynter digeria tudo aquilo. E então encarou Priah com determinação.

– Esse era o sonho de . Sempre foi, como você bem sabe. – Ele falou. – Mas se tornou o meu. Essa ideia me conquistou, já era algo que nós planejávamos antes de sabermos sobre Ava. Foi uma surpresa incrível, mas não o suficiente para tirar essa vontade de mim. Ou de . Nós passamos a sonhar isso juntos. Eu quero que Ava cresça com irmãos, quero que ela tenha uma vida completa. E a criança que vier para cá, será tão amada quanto Ava já é. – Disse com toda sinceridade de seu coração. – Eu sei que sempre fui instável…, mas mudou tudo. Ela me mostrou um novo mundo, uma nova forma de amar e ser amado. Nós sonhamos as mesmas coisas hoje. Temos os mesmos planos, as mesmas vontades. Queremos uma família. Isso não é uma vontade passageira. – Dougie sorriu fraco. Novamente levou a mão ao bolso do casaco e puxou a caixinha com o anel de noivado que ele ainda não havia proposto a . – Eu quero tudo com ela, Priah. Esse sonho não é mais apenas dela.

A mulher o encarou com o queixo levemente caído e o observou guardar a caixinha no bolso, pigarreando e tentando se recuperar daquela notícia. Não esperava aquilo, de forma nenhuma.

– Por que você ainda não pediu?

– Não queria que pensasse que fiz isso apenas para aumentar as nossas chances. – Dougie respondeu. – Não vou propor casamento a por causa disso. Vou propor porque a amo. Porque vamos ter uma filha em 19 semanas. Porque queremos adotar e aumentar a nossa família. Vou propor porque isso faz parte do futuro que passamos a compartilhar.

E com uma última anotação em sua planilha, Priah abriu um sorriso para Dougie.

– Vejo vocês em alguns dias para assinarmos a papelada e para agendar a visita de vocês. Precisam conhecer as crianças. – E com isso, Dougie abriu um largo sorriso. Seu peito estava explodindo de felicidade e ele mal podia esperar para ver a cara de . Esperaria Priah sair para chorar abraçado a namorada, de qualquer forma.

Capítulo 11

22 Semanas

Estavam no Hyde Park. Uma cesta de piquenique cheia de comidas e bebida lhes fazia companhia e a toalha estava estendida na grama. Dougie estava recostado contra a árvore e estava deitada no chão, a cabeça em suas coxas, brincando com seus dedos enquanto Poynter acariciava seus cabelos com carinho.

– Lembra da primeira vez que viemos aqui? – O baixista questionou, após longos minutos de um silêncio confortável. A caixa com o anel pesava no bolso do jeans e ele sabia que suas mãos estavam suadas.

– Lembro. – sorriu, virando o olhar para ele e focando os olhos castanhos em seu rosto. – Passamos na Starbucks antes de vir para cá. Nesta mesma árvore.

Dougie sabia daquilo. Havia escolhido aquele lugar justamente por conta daquela lembrança. Eles haviam voltado ao parque mais algumas vezes ao longo daquele ano juntos, mas nunca para aquele mesmo passeio.

– Foi quando conversamos sobre os futuros possíveis se a história do balde não tivesse acontecido. – Poynter falou e assentiu. – Pouco mais de um ano atrás. Naquela época eu ainda não sabia que estava apaixonado por você. – Confessou. – Mas eu estava. E tinha certeza que teria me apaixonado por você muito antes se não tivesse colocado o balde no camarim. – Sorriu. – Mas estava convicto de que éramos apenas amigos e que isso não ia mudar.

– E agora estamos aqui, esperando a ligação de Priah para que possamos ir conhecer as crianças. E uma delas será nossa. – O sorriso não cabia no rosto de e Dougie se inclinou para ela, a beijando com cuidado e devoção.

– Amo você. – Disse, mesmo que não fosse necessário. sentia o amor dele em cada pedacinho de seu ser.

– Eu não sei se já estava apaixonada naquela época. Acho que tive certeza depois de apresentar você para a minha família. – Suspirou. – Mas não sabia como contar sem assustar você.

– Eu pesquisei na internet, você sabe. – Deu de ombros e a mulher gargalhou. Dougie pesquisando sintomas de paixão no Google sempre seria sua coisa favorita a respeito da história deles.

– Você era muito bundão. – implicou. – Não faço ideia do porque me apaixonei por você.

O baixista revirou os olhos para a mentira deslavada que havia acabado de proferir.

– Já falamos sobre mentiras. – Beliscou o braço dela e então moveu a mão para a barriga da mulher, buscando contato com Ava-Maisie e arrancando um sorriso largo de . – Minha princesa, eu espero que você não puxe o cinismo da sua mãe.

– Ela vai herdar as minhas melhores qualidades. – estalou os lábios.

– Quais das duas únicas que você tem? – Questionou de forma simples, apenas para implicar e lhe bateu no braço, arrancando uma risada do homem, que voltou a beijá-la, mantendo a mão sobre sua barriga, para confortar e compartilhar o amor que sentia com Ava.

– Idiota. – A mulher chiou, tirando a franja dos olhos e tendo todo seu rosto analisado com atenção por Dougie. Franziu o cenho quando ele respirou fundo, parecendo em uma lute interna. Segurou a mão dele, tentando lhe passar segurança. – O que foi?

– Eu não sei como fazer isso. – Confessou com uma risada estrangulada. – Pensei em tantas maneiras, mas nada parece bom o suficiente.

– Estou confusa. – murmurou. – Sobre o que você está falando?

– Sobre mim. Sobre você. Sobre nós. – Sorriu fraco. – Realmente não sei como não fazer isso parecer cafona. – Riu sozinho. se sentou, passando as pernas por cima das de Dougie e o encarando com cuidado enquanto entrelaçava suas mãos.

– Comece a fazer sentido ou eu vou dar um soco na sua cara. – Chiou, arrancando uma gargalhada do baixista. era tão suave quanto um coice de cavalo e ele a amava por aquilo. E por tantas coisas mais, que nem poderia listar. Dougie puxou fôlego para os pulmões, movendo a destra para o bolso do jeans e segurando a caixinha com firmeza. mantinha o olhar analítico em todos os seus movimentos e quando percebeu o que ele segurava, rompeu o entrelaço de seus dedos e levou as mãos a boca, os olhos arregalados e o coração batendo tão rápido quanto o de Poynter.

… – Suspirou, tentando conter o nervosismo. – Eu realmente não sei como fazer isso. Tentei ensaiar, diversas vezes, algo para dizer a você. Algo que saísse do meu coração, mas eu nunca fui completamente capaz de explicar como me sinto. Quando me declarei para você, na festa de Matt e Emma, precisei de muito para pensar naquelas palavras. E ainda sim, elas não faziam justiça a tudo que eu sinto. Eu nem sei como pode ser possível, mas este último ano ao seu lado, me fez amar você ainda mais. – Sorriu fraco e , já com os olhos cheios de lágrimas, imitou seu gesto após deixar os braços caírem. – Eu amo tudo sobre nós. Amo nossa casa, amo o seu jardim, amo aquele balanço maluco… amo a família que estamos construindo e amo o futuro que teremos. E eu nunca pensei que seria esse homem. Nunca pensei que teria tanto medo de não construir um futuro com alguém. Mas você me faz querer tudo. Me traz a segurança e o amor que eu preciso para não temer as coisas que eu quero. Os sonhos que estamos sonhando juntos. Eu amo você. E acho que nunca serei capaz de explicar esse sentimento de forma literal, mas eu o sinto em cada pedacinho de mim. E por amar você dessa forma e por querer tanto esse futuro ao seu lado, – Tomou fôlego outra vez, abrindo a caixa e exibindo o anel de noivado para . – Eu quero saber se você aceita se casar comigo. – O sorriso em seus lábios era pequeno e quando assentiu com a cabeça várias vezes, sem palavras e totalmente surpresa, retirou o anel da caixa e o colocou no dedo anular da mão esquerda de . Segurou sua mão e a beijou, o peito explodindo de amor e felicidade.

– Eu amo tanto você. – Foi o que disse, antes de se jogar em cima do baixista e unir seus lábios em um beijo rápido. – Eu aceitaria casar com você mesmo se fizesse esse pedido no banheiro enquanto eu escovo os dentes. – Sorriu largo e Dougie a beijou na ponta do nariz, sem quebrar o contato visual entre eles.

– Pensei nessa possibilidade. – Confessou, segurando a mulher com carinho e cuidado. – Lewitz, eu nem consigo acreditar que iremos mesmo casar.

o encarou com um sorriso frouxo, deixando um beijo em seu queixo e se aninhando naquele abraço, para então murmurar: – Gosto de como Poynter soa.

– Você disse que gostaria de manter o seu sobrenome. – Lembrou, o coração quase alçando voo para fora de seu peito.

– Ainda serei Lewitz. – Falou. – Mas eu amaria ser Poynter também. – Sorriu e Dougie a beijou no topo da cabeça.

– Tudo o que você quiser. – Declarou para a noiva. E apenas pensar naquela palavra fez seu coração transbordar de amor. Novamente levou a mão para a barriga de e o pequeno chute de Ava-Maisie lhes confirmou que ela também estava comemorando a união dos pais. Trocaram um olhar emocionado, antes de Dougie beijar com cuidado. Logo a família estaria maior e eles mal podiam esperar por aquele futuro juntos, aproveitando cada dia com todo o amor que sentiam um pelo outro.

Capítulo 12

25 Semanas
– Como nós vamos fazer isso? – Dougie questionou, segurando o braço de Charlotte antes que eles saíssem do carro. Priah os estava esperando na calçada, já que os acompanharia naquele dia para que pudessem conhecer as crianças que viviam em uma das casas de acolhimento.
Eram poucos os orfanatos na Inglaterra nos dias atuais, já que o estado incentivava as casas de acolhimento, que poderiam receber até quatro crianças e recebiam uma espécie de salário semanal por cada criança. Claro, aquele sistema tinha furos e gerava muita corrupção, principalmente porque na Inglaterra uma criança poderia ser retirada dos pais por uma simples denúncia de maus tratos feita por algum profissional da saúde ou escolar. Haviam muitas denúncias falsas que causavam adoções ilegais e as casas de acolhimento eram uma forma de o governo conseguir manter controle. Charlie havia pedido para Priah pesquisar com cuidado a respeito das crianças que viviam na casa que eles iriam visitar, para se certificar de que eles não estariam tirando nenhuma criança de uma família que as queria. Ela e Dougie queriam formar uma família e não estava em seus planos utilizar a ruína de outra família para formar a deles.
– Fazer o quê? – Questionou com o cenho franzido em confusão.
– Como vamos entrar lá e escolher uma criança? E as outras? – Indagou e então Charlotte entendeu.
– Nós vamos saber, Dougie. – Sorriu para ele, acariciando seu rosto enquanto Poynter respirava fundo, tentando afastar o pânico e a culpa de sua mente. – Priah disse que eles estão com apenas três crianças. Vamos entrar, conhecer as crianças… e vamos saber. No coração.
– Tudo bem. – O baixista assentiu. – Vamos lá. – Puxou fôlego para o pulmão. Charlie selou seus lábios rapidamente e então saiu do carro, seguida de Dougie. Eles entrelaçaram as mãos e subiram os degraus necessário até a porta da casa. Priah sorriu para eles.
– Nervosos? – Questionou.
– Um pouco. – Charlie assentiu, a mão que não estava entrelaçada a de Dougie repousada no ventre, como havia se acostumado a fazer para conseguir manter a calma. Ava-Maisie era um santo remédio para que os dois não surtassem às vezes.
– É normal. – Priah garantiu. Se virou e então tocou a campainha, enquanto Dougie respirava com força e tentava não tremer. Sua mão estava suando e para evitar que Charlotte percebesse, a abraçou pela cintura após romper o entrelaço de seus dedos.
A porta da frente se abriu e uma mulher sorriu para eles. Tinha cabelos escuros e feições simpáticas e Dougie logo descobriu que ela se chamava Jean. Não prestou muita atenção quando seguiu Priah e Charlotte para dentro da casa, enquanto elas se apresentavam e então começavam a conversar sobre as crianças. Dougie mantinha seu olhar preso as escadas, já que ouvia as risadas de crianças vindo do andar de cima. Passaram cerca de meia hora conversando, com Poynter tentando manter sua atenção nos informes que Priah lhes passava. Sua sorte era que Charlotte mantinha toda a atenção na conversa, ou então estariam ferrados.
– Vou trazer as crianças. – Jean murmurou, finalmente conseguindo a atenção de Poynter, que desviou o olhar apavorado para Charlotte no instante seguinte. Ela sorriu para ele e o beijou no rosto.
– Tem uma menina de 6 anos. – Murmurou baixinho, apenas que ele ouvisse, como se soubesse que Dougie não havia prestado atenção na conversa. – E um casal de irmãos. Uma família veio ontem e se interessou pela menina. Ela gostou deles e segundo Jean, não está interessada em ser adotada por outras pessoas.
– E os irmãos? – Questionou.
– É mais complicado. Priah acha melhor que eles não sejam separados e eu concordo. Então será mais difícil que alguém queira adotá-los dessa forma. São duas crianças e o dobro de cuidado. – Falou. – O menino tem 4 anos e a menina tem 3. Os pais morreram em um acidente de carro há um ano e eles não tem avós ou qualquer outro parente. A menina de 6 anos tem avós muito idosos e eles moram na França. – Passou as informações básicas.
– Por que estamos aqui, então? Se não vamos separar os irmãos?
– Porque saberemos o que fazer quando virmos as crianças. – Charlie afagou a mão de Dougie de forma carinhosa no mesmo instante em que Jean surgiu no corredor. Trazia uma criança no colo, enquanto as outras duas a seguiam. A menina de seis anos não pareceu interessada neles, ao mesmo tempo em que Dougie só tinha olhos para a menina no colo de Jean. Os cabelos tinham a cor que ele havia imaginado que Ava-Maisie teria: castanho médio, a mistura do loiro de Dougie e o castanho escuro de Charlotte. Os olhos enormes estavam fixos na barriga de Charlotte e Poynter não conteve o sorriso. O menino os encarou com curiosidade e após alguns instantes escondido atrás de Jean, se adiantou até eles.
Charlie sentou-se no chão no mesmo instante, sorrindo para o menino que levou as mãos gordinhas em direção a barriga da mulher. A menina nos braços de Jean pediu para descer e acompanhou a curiosidade do irmão, parando ao seu lado e encarando Charlotte com atenção.
– Você vai ser mamãe? – Questionou, daquela forma enrolada que apenas as crianças conseguiam falar. Dougie também escorregou para o chão, a atenção completamente focada nas duas crianças. Observava tudo nelas, completamente encantado. As bochechas redondas e rosadas, os olhos espertos e atentos, os cabelos bagunçados… eram completamente adoráveis e ele estava encantado.
– Nós vamos ser papais. – Charlie indicou Dougie ao seu lado, a voz embargada pelo choro que ela tentava conter. – E Ava-Maisie quer muito ter mais irmãozinhos. – Murmurou, recebendo um aceno de cabeça por parte do menino.
– Eu tenho uma irmãzinha. – Murmurou, também enrolado.
– E gostaria de ter mais uma? – Foi Dougie que questionou, para a surpresa de Charlotte e de Priah, que mantinha a menina de seis anos ocupada, mas voltou o olhar para o baixista no mesmo instante.
– Sim. – O menino assentiu. – Seria legal. – Afirmou.
– E você, princesa? – Charlie questionou a menina. – O que acha da ideia de ter mais uma irmãzinha?
E quando a menina abriu um sorriso largo e desdentado, Dougie e Charlotte souberam, em seus corações, que ali estavam as duas pessoas que faltam para aquela família finalmente estar completa.

Capítulo 13

30 Semanas

Dougie e estavam de mãos dadas, ocupando um lugar ao lado do outro no sofá da sala e com os olhos fixos no relógio da parede. Ansiosos e um pouco desesperados, era bem verdade, mas qualquer pessoa no lugar deles estaria da mesma forma. Afinal, depois de cinco semanas de preparos, Carter e Sienna – e com os papéis de adoção já assinados há dois dias, poderiam chamá-los de filhos – finalmente estavam deixando a casa de acolhimento para irem morar com eles.

Haviam passado o último mês organizando a papelada para a adoção, ajeitando a casa – precisaram mover o viveiro de Josephine e Henry para a casa da piscina – para a chegada de todas as crianças, já que cada uma delas teria um quarto para si; e visitando Sienna e Carter todos os dias. Dougie já amava as crianças com todo coração e eles pareciam gostar muito dele e de . Ainda não os chamavam de pais, mas eles sabiam que era uma questão de costume e de se sentirem confortáveis ao usar aquelas palavras. Haviam construído uma relação tão natural, que Priah sempre brincava que aquela havia sido a adoção mais linda e mais fácil que ela já havia intermediado. Parecia que eles haviam nascido destinados para se encontrarem e tanto Dougie como sentiam exatamente aquilo. E passaram cinco semanas esperando por aquele dia, onde finalmente teriam os pequenos na casa que seria deles e poderiam conviver em família, como sonhavam desde que haviam colocado os olhos nos dois.

– Ava também está ansiosa. – riu, chamando a atenção de Dougie, que em seguida colocou a mão na barriga da noiva – e pensar naquela palavra para denominar enchia seu coração de amor – e sentiu os chutes de Ava-Maisie. Abriu um sorriso largo e beijou rapidamente.

– Ela está sentindo a chegada dos irmãos.

– Vamos ser bons pais, não vamos? – questionou, sua voz soando ansiosa e temerosa.

– Você vai ser uma mãe incrível, docinho. – Murmurou e recebeu um revirar de olhos em retorno. – Eu serei um bom pai.

– Pare com isso. – Estalou os lábios. – Você vai ser incrível também, Dougie. Tem tanto amor no seu coração que provavelmente vai envergonhar nossos filhos com breguices quando eles ficarem mais velhos.

– Sienna, quem era o rapaz com você na saída da escola? – Forçou uma voz grave e caiu na risada em seguida, sendo acompanhada pelo baixista, que sempre era contagiado pelo riso frouxo da mulher. – Carter, você precisa cuidar das suas irmãs! – Continuou a falar, mesmo que o riso tivesse atrapalhado seu tom de voz falso.

– Ava-Maisie, 8h em casa! Nem 8:01 ou 8:02. 8h! entrou na brincadeira e Dougie riu um pouco mais. – Eu vou salvar meus filhos de você, fique bem ciente disso, Poynter. Serão as três crianças mais mimadas e mais conscientes sobre seus privilégios de toda a Inglaterra! – Falou com seriedade e Dougie a puxou para um beijo.

– Eu não tenho nenhuma dúvida quanto a isso e amo você mais ainda. – Foi o que disse e teve sua resposta interrompida pelo barulho da campainha. Os dois se colocaram em pé no mesmo instante, quase correndo para a porta e rindo quando se deram conta do que estavam fazendo. respirou fundo e Dougie selou seus lábios uma última vez antes de entrelaçar seus dedos e então abrir a porta.

Priah estava ali, acompanhada de Carter e Sienna e duas malas pequenas que continham os itens pessoais dos dois. Sienna correu para os braços de Dougie no mesmo instante, com um sorriso tão largo que o baixista precisou respirar fundo para não começar a chorar antes de se abaixar e pegar a menina nos braços, beijando seu rosto demoradamente enquanto ela ria e brincava com os cabelos dele. admirou a cena até ter a barra de seu vestido puxada por Carter, que lhe estendeu uma flor que ele guardava atrás do corpo e assim que se colocou na altura dele, lhe abraçou pelo pescoço e a beijou no rosto.

– Acho que vocês não precisam mais de mim. – Priah murmurou, os olhos cheios de lágrimas e um sorriso largo nos lábios.

lhe murmurou um agradecimento, já que Carter não parecia inclinado a lhe soltar e por causa barriga, ela não sabia exatamente como pegar o menino no colo. Dougie fez o trabalho por ela e em segundos tinha as duas crianças nos braços. abraçou Priah com força, agradecendo mais algumas vezes antes de puxar as malas para dentro da casa e fechar a porta após se despedir da amiga. Priah ainda voltaria para visitá-los por muito tempo, para garantir que estava tudo bem com as crianças, mas Dougie e sabiam que não teriam problemas. Não com um amor tão grande como aquele que aqueles cinco seres humanos já compartilhavam dentro daquela casa.

– Vocês querem ver os quartos? – murmurou por fim, quando Sienna se inclinou para ela. Pegou a menina nos braços enquanto ela e Carter gritavam “eu!”, completamente animados com a ideia de verem seus quartos.

– Depois mostramos o resto da casa para vocês. – Dougie garantiu e eles seguiram para as escadas. Blue saltou do último degrau e Sienna soltou um gritinho animado.

– Gatinho!

e Dougie trocaram um olhar divertido.

– O nome dela é Blue. – explicou de forma carinhosa.

– Mas ela é preta! – Carter contestou e causou risos nos adultos.

– Mas os olhos dela são azuis. – Dougie falou e então o garotinho assentiu em concordância.

Blue os ignorou completamente, como era de costume e eles seguiram para o segundo andar. Mostraram o banheiro, o quarto de Ava-Maisie e as duas poltronas onde eles poderiam sentar e contar histórias para a bebê quando ela nascesse e então os quartos. Haviam perguntado para eles como gostariam que seus quartos fossem e tentaram deixar o mais fiel possível a imaginação dos pequenos. E os gritos de felicidade e os choros animados apenas confirmaram para Dougie e que eles haviam feito um bom trabalho. E quando Sienna e Carter correram para lhes abraçar com força e carinho, não puderam conter as lágrimas e logo os dois estavam sendo consolados pelos filhos, como os dois pais babões que já eram.

Capítulo 14

32 Semanas

Dougie estava exausto. Sentia cada parte do seu corpo dolorida e sua mente gritava para que ele abrisse logo a porta de casa, recebesse um beijo de três das pessoas que mais amava no mundo, jantasse e então caísse na cama para dormir e só acordar no dia seguinte. Haviam fechado toda a setlist de músicas para o lançamento do álbum do McFLY e estavam ensaiando todos os dias, pelo máximo de tempo possível, para o show de retorno que fariam em Londres, antes de anunciar mais datas para outros países. Principalmente para o Brasil, onde a maioria esmagadora de seus fãs vivia.

ainda estava trabalhando, mas com horário reduzido, então Dougie era responsável por cuidar de Carter e Sienna pela manhã, enquanto ficava pela tarde, mesmo com os protestos do baixista para que eles contratassem alguém para ajudá-la, já que estava cada dia mais grávida. não havia cedido, então Dougie havia recrutado , e para passarem as tardes todas juntas com as crianças. E faziam duas semanas que a rotina deles era aquela, com dias corridos e noites cheias de amor e alegria quando estavam os quatro em casa curtindo suas companhias. Aquela rotina já fazia parte da vida de Dougie de uma forma que ele nem se lembrava como era ter Sienna lhe pedindo para contar histórias de dinossauros todas as noites e Carter querendo ir junto aos ensaios para aprender a tocar guitarra, já que ele ainda não entendia a diferença de um baixo para uma guitarra. Os amigos haviam concordado que qualquer show do McFLY, após a apresentação de retorno, deveria ser planejado de forma a não deixá-los longe de casa por mais de duas semanas. Não apenas por causa de Dougie, mas por causa de todos eles, afinal, tinham filhos pequenos, esposas e animais de estimação os esperando em casa.

Mas para a felicidade de Dougie, nenhum deles parecia disposto a abrir mão do McFLY novamente e ele não poderia estar mais feliz.

Respirou fundo, tirando as chaves do bolso e destrancando a porta de casa. Reconheceu o início da melodia de Corner of My Mind e franziu o cenho quando risadas e gritinhos animados fizeram companhia as vozes de Tom e Danny. Deixou a jaqueta no cabideiro e tirou os tênis antes de seguir para a sala e encontrar , Sienna e Carter dançando e cantando a música de forma animada e estridente. Dougie abriu um largo sorriso, se escorando no portal enquanto observava a dança estranha que ensinava para as crianças. Sienna vestia uma saia de tule e Carter usava um dos chapéus de , enquanto a própria estava com um vestido comprido e que outrora fora largo, mas com Ava-Maisie crescendo em sua barriga, se tornara esticado naquela área e totalmente esquisito no resto do corpo.

– I can’t leave behind, cause you were always, in the corner of my mind. – cantou, sendo acompanhada de forma enrolada pelas crianças. – The mountains that we climbed, still the best days, in the corner of my mind, mind. – E então eles começaram a bater palmas no ritmo da música, de uma forma ordenada que deixou Dougie surpreso e completamente tomado por amor.

Os observou por mais um minuto, esperando pelo momento certo ao final do segundo refrão para cantar junto de Danny e se misturar naquela bagunça que era sua família.

– Running on empty, with all the memories… – Cantou alto o suficiente para que as crianças tomassem um susto antes de correrem para ele e lhe darem um abraço apertado, voltando para perto de em seguida para continuar a dança e a música que retornava ao refrão.

Poynter também se aproximou da mulher, a beijando nos lábios rapidamente e então se inclinando para a barriga dela, deixando um beijo e murmurando “papai chegou Ava”, o que fez rir com gosto. Terminaram de dançar e bater palmas todos juntos e quando a música acabou, Dougie se jogou no sofá com um sorriso largo no rosto.

– Agora que Dougie chegou, – falou após abaixar o volume da música. – Ele cuida de vocês enquanto eu termino o jantar, tudo bem? – Indagou para os pequenos e Sienna concordou com um aceno de cabeça, se aproximando de Dougie com passos rápidos e ocupando o lugar no sofá ao seu lado. Carter a seguiu, sentando do outro lado de Poynter e o baixista abraçou os dois, enquanto lançava um último olhar carinhoso para eles e sumia para a cozinha.

– Como foi a tarde de vocês? – Dougie questionou com interesse.

– Brincamos. – Carter contou. – De desenhos e de dança.

– E vocês gostaram dessa música? – Arqueou as sobrancelhas.

– Sim! – Sienna bateu palmas animada. Blue surgiu na sala e pulou para o sofá, se acomodando no colo da menina, que passou a acariciar sua cabeça. Sienna parecia ser a única com quem a bichana simpatizava de forma natural.

– Sabiam que eu toco nessa música?

– Uhum! Por isso gostamos. – Carter disse simplesmente, arrancando um sorriso largo de Dougie.

– Vocês gostariam de ir comigo amanhã? Para o ensaio? – Sugeriu e os dois assentiram em animação, começando a pular sentados no sofá e arrancando uma risada de Dougie. – Então eu quero um abraço bem apertado para poder levar os dois. – Chantageou e sabia que se estivesse ali, iria brigar com ele. Mas como ela não estava, então trocaria muitos abraços por idas ao estúdio.

Não teve nem tempo para se preparar, porque logo Carter e Sienna estavam em cima dele, o abraçando com o máximo de força que tinham. E após o abraço, Dougie os beijou nas bochechas e então se colocou de pé, pegando os dois no colo e seguindo para a cozinha onde murmurava uma música que ele não conhecia e mexia nas panelas que estavam no fogão.

– Que comida cheirosa mamãe! – Sienna murmurou, utilizando a palavra com M pela primeira vez. se virou para eles, com os olhos arregalados e o queixo caído, enquanto Poynter encarava a menina da mesma forma.

– Está cheirosa mesmo! – Carter concordou, os despertando do torpor. se aproximou dos dois, com os olhos cheios de lágrimas e beijou um de cada vez.

– Mamãe cozinha com muito amor para vocês! – Garantiu.

– O papai cozinha mal. – Foi a resposta da menina e mesmo com a ofensa, Dougie só soube rir e apertar os dois em seus braços, enquanto envolvia ela e Ava naquela bagunça de braços e beijos nas bochechas. Eram mesmo uma família feliz.

Capítulo 15

35 Semanas

havia preparado um bolo especial para a comemoração do lançamento do álbum e quando finalmente deixou que Dougie visse a decoração, ele soltou uma gargalhada alta. sorriu e retirou o bolo da geladeira, enquanto Dougie observava os detalhes. Mesmo que não fosse temático do McFLY, tinha tudo a ver com os últimos da banda. A decoração era inspirada em Harry Potter e na memorável frase de Snape sobre Lily Potter: depois de todo esse tempo?; e como resposta, tinha um “FINALMENTE” em letras garrafais e então o logo do McFLY do lado. Não sabia como, mas em torno do bolo havia gravuras de seus álbuns anteriores e bonequinhos que representavam os integrantes da banda.

– Acha que vão gostar? – A mulher questionou por fim e Dougie revirou os olhos para ela.

– Não tenho nenhuma dúvida quanto a isso. – Garantiu. Os amigos estavam no quintal de sua casa, após um almoço incrível que foi preparado por todos, enquanto as crianças brincavam na pequena área infantil que e Dougie haviam criado para os filhos. – Você é incrível. – A envolveu pela cintura com o braço e então beijou o topo de sua cabeça. sorriu, se aninhando rapidamente no abraço do noivo e então se afastando para pegar os aparatos necessários para servir a sobremesa. Dougie a ajudou, alegando que ela não podia se cansar e recebendo um olhar atravessado imediatamente. – Eu sei, eu sei. – Bufou. – Você está grávida e não com o pé na cova. – Revirou os olhos.

– Justamente meu amor. – sorriu. Colocou todos os utensílios na bandeja e então seguiu com Dougie para o quintal. Antes de colocarem o pé no gramado, a risada de Danny se fez presente e eles trocaram um olhar antes de rir junto. Jones tinha a risada mais bizarra e contagiante que eles já haviam escutado na vida.

– Então Harry decidiu que queria nos ajudar. – Danny ia falando, dando risadas entre as palavras e deixando a compreensão da história um pouco prejudicada.

– Eles queriam virar o sofá, então eu resolvi ajudar. – Harry se defendeu e causou risos no grupo.

– E passamos a ser três pessoas inclinando o sofá com a força do corpo. Danny e eu em cima e Harry segurando a beirada. Dougie estava gravando e quando o sofá virou, Danny caiu por cima de mim e quase bateu a cabeça na ponta da mesa. – Tom gargalhou.

– Se ele já não fosse idiota antes disso, com certeza poderíamos atribuir a esse episódio o motivo do cérebro dele ser prejudicado. – Dougie comentou em seguida deixando o bolo em cima da mesa. saltou da cadeira animada, não se dando conta de que o marido estava sentado no braço do objeto e causando uma linda queda para o homem, o que causou ainda mais risos, principalmente das crianças, que começaram a chamar Fletcher de tonto. Max, dormindo no carrinho de bebê ao lado dos pais, nem se mexeu.

– Obrigado, . – Lançou um olhar feio para a esposa, que deu de ombros e seguiu para o lado de , animada com a decoração do bolo.

– Ficou incrível ! – Elogiou e Dougie sorriu convencido para a noiva, que lhe beliscou o braço e o empurrou para longe. Logo o resto do grupo estava envolta do bolo, analisando todos os detalhes e pedindo para explicar como havia trabalhado os detalhes. Havia feito grande parte das coisas sozinha, mas havia contratado uma confeiteira para lhe ajudar nos pontos mais complicados e que requeriam uma técnica profissional.

Dougie seguiu para a área infantil, pegando Sienna no colo assim que a menina passou correndo à sua frente e lhe fazendo cócegas enquanto ela ria.

– Para papai! – A menina soltou sem fôlego e Poynter sorriu largo. Desde que ela e Carter passaram a chamar Dougie e de pai e mãe, seu coração parecia capaz de explodir de tanto amor e felicidade.

– Vamos comer o bolo? – Chamou todos os pequenos e logo tinha sete pares de perninhas pequenas o seguindo para a mesa. Poynter acomodou cada um dos pequenos nas cadeiras, entregando-lhes pratos e colheres, enquanto os amigos o observavam com um sorriso largo. Afinal, ele estava aprendendo sozinho a ser um ótimo pai e todos eles estavam extremamente orgulhosos de Dougie.

Todos os adultos estavam em torno da mesa quando Dougie terminou de ajeitar Lola na cadeira e então se aproximou de , que encarava a todos com um sorriso largo. mantinha o carrinho de Max perto dela e de Tom, que a abraçava pelos ombros. Danny estava servindo suco para as crianças enquanto servia espumante para os adultos, entregando a cada um uma taça. Eles precisavam brindar o retorno do McFLY, segundo ela.

– Antes de tudo, – Tom começou. – Eu gostaria de agradecer a esses três idiotas. – Encarou os amigos rapidamente. – Por não terem socado a minha cara em todas as vezes em que eles falaram sobre um retorno da banda e eu me sentia inseguro demais para aceitar. – Acabou sorrindo. – Obrigado por não me chutarem da banda, caras. Amo vocês. – Ergueu sua taça de plástico, já que vidro perto de tantas crianças poderia ser perigoso.

– Se seremos sentimentais, gostaria de agradecer por fazerem a banda voltar e não me deixarem sozinho no palco. – Danny murmurou. – Eu estava indo bem, mas sentia falta de vocês. – Também ergueu a taça.

– Eu fui o único que nunca desisti, então me amem para sempre. – Harry estalou os lábios, recebendo um olhar feio de e as risadas do resto do grupo. Todos então olharam para Dougie, que desviou o olhar para e a beijou na testa.

– Obrigado por acreditar em mim. – Falou. – Em tudo. Por me aceitar de volta quando eu fui um idiota, por me aceitar nos seus sonhos e construir essa família incrível comigo. E por ter me dado motivação o suficiente para ameaçar os três e os obrigar a voltar com a banda. – Sorriu e recebeu um beijo no rosto. Ergueu a taça para os amigos em seguida e o resto do grupo fez o mesmo. – Ao nosso sexto álbum e a todos os próximos álbuns que lançaremos no futuro.

– It’s not always easy, but McFLY’s here forever. – Tom cantou por fim e eles brindaram, sabendo que aquela era a vida que haviam sonhado e pela qual lutariam todos os dias.

Capítulo 16

37 Semanas

Faltavam apenas três semanas para Ava-Maisie nascer e mesmo que Dougie tivesse pedido para ficar em casa e repousar, a mulher havia simplesmente ignorado o noivo e o obrigado a levá-la para a O2 Arena, junto de Sienna, Carter, Jazzie, Sam e Paul, que haviam viajado para Londres apenas para ver o show de retorno do McFLY. As crianças usavam tampões nas orelhas para que o som alto não danificasse as audições deles e estavam sendo completamente mimados por Jazzie e Sam. Haviam se atrasado, como de costume e quando adentraram a arena, Dougie seguiu direto para o palco e para a passagem de som, enquanto e as crianças ocupavam lugares na arquibancada. Alto o suficiente para terem uma boa visão do palco. chegou em seguida, com Buzz e Buddy, já que o pequeno Max havia ficado com a babá em casa. Era muito pequeno para aquele tipo de evento.

– Ansiosa? – questionou, se acomodando ao lado de e com o olhar fixo nas crianças, que pulavam animadas e simulavam brincadeiras onde eles eram uma banda. fazia o mesmo, mas tinha as mãos sobre a barriga, fazendo carícias para acalmar Ava-Maisie que estava bem agitada naquele dia.

– Orgulhosa. – sorriu e a mulher a acompanhou, enquanto ambas desviavam o olhar para o palco rapidamente. Tom finalmente estava com o microfone em mãos para que pudessem passar o som uma última vez. O show iniciaria dali três horas e eles precisavam terminar a passagem de som o mais rápido possível.

e chegaram em seguida. sozinha, já que Cooper também havia ficado em casa. Kit e Lola estavam usando os protetores de ouvidos, assim como as outras crianças e juntas, observaram as cadeiras irem se enchendo após a abertura dos portões. E meia hora antes do show começar, o lugar estava lotado e todas elas sentiam os corações cheios de amor e orgulho. Mesmo com tanto tempo de hiatus, o McFLY ainda era uma banda amada e que tinha milhares de fãs ao redor do mundo. E com um pouco de esforço, voltariam ao topo, porque talento não lhes faltava.

Os gritos se tornaram ensurdecedores quando as luzes se apagaram e os rapazes subiram no palco. se mantinha sentada, por causa da barriga enorme e Sienna e Carter estavam na grade à sua frente, pulando animados e gritando “papai” na esperança de Dougie ouvi-los. O baixista certamente não os escutara, mas assim que as luzes voltaram a se acender, acenou para os filhos e para a noiva, lhes mandando um beijo antes de Harry iniciar a contagem e a primeira música da setlist começar a ser tocada.

O público não decepcionou em nenhum momento. Cantavam as músicas junto da banda em plenos pulmões e pode observar que ali não haviam apenas fãs antigos, mas muitos jovens que haviam sido influenciados pelos irmãos mais velhos ou parentes a conhecerem McFLY e se tornarem fãs. Aqueles quatro homens haviam conseguido atravessar uma geração com suas músicas e agora que estavam de volta, nada poderia pará-los. E a cada música tocada, chorava junto de Jazzie, que estava sentada ao seu lado, ambas extremamente orgulhosas do trabalho de Dougie.

Mais uma música foi finalizada e então Dougie se aproximou do microfone. Os cabelos estavam molhados por conta do suor – porque ele ainda pulava como uma cabra descontrolada no palco – e seu rosto estava corado pelo esforço. Mas o sorriso largo estava nos lábios e quando ele gritou para animar o público, Carter e Sienna gritaram em animação.

– Eu quase não estou me ouvindo, porque vocês estão gritando muito e isso é incrível! – Dougie arrancou ainda mais gritos do público.

– Mas estamos velhos. – Danny se aproximou do microfone para comentar e então Harry tomou a palavra após batucar na bateria rapidamente. Cada palavra deles causava gritos e lágrimas nas pessoas que os assistiam.

– Antigamente nosso camarim tinha bebida, revistas de adultos e a porção de porcarias. – Harry estalou os lábios e ouviu xingar baixinho e acabou rindo.

– Hoje temos doces. – Tom voltou a falar. – Para as crianças. Revistas de pintar, também para as crianças. – Abriu um sorriso divertido. – Temos suco verde, para o Dougie, porque a noiva dele o obrigou a se tornar vegano. – Apontou para onde estava e a mulher gargalhou. – E temos remédio para dor nas costas, para o Harry. Porque fazer tantas flexões todos os dias acaba com a coluna dele. – Debochou e todo mundo caiu na risada.

– Também temos uma babá para os 500 filhos do Tom. – Dougie implicou e a risada alta de Danny se fez presente.

– Você tem a mesma quantidade de filhos que eu! – Tom reclamou, causando ainda mais risos no público quando ele atirou uma palheta no baixista.

– E quem perguntou a você? – Poynter retrucou, causando ainda mais risadas. – Agora falando sério, gostaria de agradecer, do fundo do meu coração, por tornarem esse sonho de voltar aos palcos com o McFLY, possível.

– Apesar de esse ser um momento ótimo para cantar The Heart Never Lies, – Danny murmurou e os gritos histéricos se fizeram presentes no mesmo instante. – Gostaríamos de dedicar a próxima músicas a todos os nossos fãs e agradecer por não terem desistido de nós.

– E também, para as nossas esposas e noivas, – Harry acrescentou quando Dougie lhe lançou um olhar feio. – E aos nossos filhos e famílias, por terem nos apoiado todos os dias. Vocês são um dos maiores motivos para estarmos aqui hoje e nós amamos todos vocês.

– Obrigado! – Tom gritou e então a melodia de Love Is On The Radio começou a ser tocada causando gritos em todo mundo.

, considere esse o seu segundo pedido de casamento. – Dougie atirou um beijo na direção de onde a mulher o assistia e ela acabou gargalhando, finalmente se colocando em pé e tendo as pernas abraçadas por Carter e Sienna enquanto Ava-Maisie se remexia na barriga.

Capítulo 17

40 Semanas

Dougie pensou que estivesse preparado para aquele dia. Afinal, tiveram 40 semanas para deixar tudo organizado para a chegada de Ava-Maisie. Na Inglaterra, os partos eram feitos, em sua maioria, pelas parteiras e os médicos eram chamados apenas em casos de complicação. Desde o início da gravidez, o pré-natal de foi realizado visando sempre ter certeza quanto a saúde dela e de Ava para que pudesse ter um parto humanizado. A Dra. Harris havia reservado uma piscina no hospital mais próximo a casa deles e já tinha uma Tens Machine – uma máquina que ajudava a aliviar dores – e havia sido avisada para esperar até as contrações estarem acontecendo de cinco em cinco minutos para enfim ir ao hospital. Então quando o grande dia chegou e sentiu a primeira contração, a primeira coisa que Dougie fez após auxiliar a noiva, foi explicar para Sienna e Carter de que eles ficariam em casa com , Danny e Cooper porque e ele iriam ao hospital para que Ava-Maisie nascesse. E animados pela chegada da irmãzinha, passaram todos os momentos possíveis com , enquanto as músicas favoritas da mulher tocavam para lhe acalmar e os pequenos conversavam com Ava-Maisie, já que segundo a Dra. Harris, deixar o bebê e a mãe confortável enquanto o trabalho de parto estava em andamento era de grande ajuda.

e Danny chegaram pouco tempo depois de sentir a primeira contração e com a presença dos amigos, Poynter subiu para o quarto de Ava-Maisie para pegar a bolsa da menina e também terminar a bolsa de que eles haviam começado a organizar na noite anterior. Deixou tudo na sala e voltou para perto da noiva, que lhe sorriu agradecida quando Dougie começou a acariciar seus ombros. passou a manhã toda e o início da tarde andando pela casa, com Dougie sempre ao seu lado, conversando e lhe dando todo o suporte necessário. Ele sempre pensou que não teria coragem de assistir a um parto, mas ver com caretas de dor toda vez que uma contração era mais forte do que ela esperava lhe deu a certeza de que ele não a deixaria em momento algum. Ficaria ao lado dela e seria a segunda pessoa a segurar Ava-Maisie em seus primeiros instantes de vida.

– Cante para ela. – sugeriu para Dougie. As contrações estavam acontecendo de quinze em quinze minutos e ela estava no sofá, sentada entre as pernas de Dougie enquanto ele lhe acariciava os ombros e braços e a mantinha aninhada em seu abraço. e Danny estava com as crianças na cozinha, preparando lanches para eles.

– Com a minha voz horrível de bebê morrendo? Tem certeza? – Poynter brincou e riu fraco, torcendo os lábios quando outra contração chegou. E quando foi embora, olhou para o relógio na parede e suspirou. Dez minutos.

– Sim, com a sua voz horrível. – Estalou os lábios. Decidiu cantar uma das novas músicas do McFLY, movendo as mãos para a barriga de antes de começar a cantar.

– Pretty girls will come and go, I know you’re not one of those, – Deixou um beijo estalado na bochecha da noiva. – Pretty girls who come, pretty girls who come and go, do do do…

– Amo você. – sorriu. – E Ava ama a sua voz. – Constatou quando sua barriga se mexeu. Dougie sorriu largo.

– Amo você, amo nós e amo nossa família. – A beijou rapidamente, logo voltando a cantar para ela enquanto as contrações iam e voltavam.

E quando passaram a acontecer de cinco em cinco minutos, Dougie e se despediram dos amigos e beijaram os filhos, avisando que voltariam em algumas horas com Ava-Maisie. Sienna alegou que iria guardar uns biscoitos para Ava e Carter deixaria a pequena assistir qualquer desenho que ela quisesse. chorou e os beijou muitas vezes antes de finalmente seguir com Dougie para o carro. No hospital, a Dra. Harris já os esperava junto da parteira, que Dougie descobriu se chamar Diana. Foram guiados para a piscina reservada há algumas semanas e então Dougie ajudou Diana a preparar o ambiente. Era recomendado que o local tivesse pouca iluminação, para tornar a chegada ao mundo confortável para o bebê. havia pedido para que deixassem música tocando para lhe acalmar e também incensos porque o cheiro de lavanda lhe dava tranquilidade. Após tudo organizado, Dougie foi instruído a andar com pela sala. Conforme o tempo ia passando, os intervalos entre as contrações iam diminuindo e as dores aumentando.

já usava a Tens Machine quando Dougie a ajudou a entrar na piscina e suas caretas de dor deixavam o baixista aflito, mas ele tentava ao máximo não demonstrar. Abraçou a mulher pelas costas, lhe dando apoio, quando se agachou na água por sentir que aquela era a posição mais confortável para ela. E Dougie observou tudo com o peito cheio de admiração e orgulho da mulher que amava. Se os homens fossem responsáveis por parir e manter a propagação da raça humana no mundo, Poynter tinha certeza de que já teriam sido extintos. Conversou e cantou para durante todos os últimos momentos de seu trabalho de parto. E quando a parteira lhes garantiu que Ava-Maisie estava pronta para nascer, Dougie apertou ainda mais em seus braços e deu suporte para ela enquanto fazia força.

Forte e decidida como a mãe, Ava-Maisie nasceu em seu próprio tempo e os primeiros braços que seguraram a pequena foram os de , que caiu no choro assim que a menina lhe foi entregue. E então Dougie estava ao seu lado, observando Ava-Maisie e seu choro estridente, com os olhos cheios de lágrimas e o coração explodindo de amor por aquela criança que havia acabado de chegar ao mundo. Beijou na testa quando ela lhe encarou e choraram juntos quando a mulher lhe estendeu a pequena para que Dougie a segurasse. Sorriu para a filha, beijando sua testa e então devolvendo ela para já que seria o responsável por cortar o cordão umbilical. E quando o fez, voltou para perto das duas e abraçou enquanto ela conversava com Ava, que parecia se acalmar ao ouvir a voz da mãe. A última pessoa para completar aquela família estava entre eles finalmente e Dougie não poderia estar mais feliz. Tinha tudo o que queria, mesmo que não tivesse sabido daquilo por muitos anos.

Capítulo 18

40 Semanas

e Ava-Maisie haviam sido liberadas algumas horas depois do nascimento da menina. Com os primeiros exames feitos e a constatação de que as duas estavam completamente saudáveis e que teria uma rápida recuperação, a menina foi colocada no bebê conforto e foi no banco de trás junto da filha, enquanto Dougie fazia o caminho contrário ao anterior em direção a sua casa.

Danny havia lhe avisado que a casa estava lotada. Jazzie e Sam havia sido as primeiras a chegar, seguidas dos pais de e Keith e a família. Os Judd e os Fletchers haviam sido os últimos e o enorme grupo havia preparado tudo para quando e Ava-Maisie chegassem em casa. O jantar estava pronto e apesar de já ter passado do horário em que deveriam dormir, Carter e Sienna estavam aguardando ansiosos pelos pais e pela irmãzinha. Dougie estacionou o carro na garagem e saiu do veículo no mesmo instante em que a porta lateral da cozinha era aberta e Sam e Mariah corriam na direção do carro. Ele abraçou as duas rapidamente e então abriu a porta de trás, pegando o bebê conforto e dando espaço para sair do carro com o auxílio da mãe. Sam se aproximou do filho, abrindo um sorriso largo ao colocar os olhos na neta e então indicar que gostaria de pegar a pequena nos braços assim que abraçasse . Logo Sam e Mariah estavam em volta de Dougie e de Ava-Maisie, que dormia tranquilamente, totalmente alheia ao que acontecia à sua volta. Sam foi a primeira a pegar a neta no colo, enquanto Mariah sorria largo para a menina e brincava com sua mãozinha.

– Vamos entrar. – murmurou quando Dougie a abraçou pela cintura. Ela estava bem, mas nada tirava da cabeça de Poynter que ela deveria fazer poucos esforços e descansar o máximo possível. Sam entregou Ava para Mariah e então os cinco seguiram para dentro da casa e riu com gosto quando encontrou todo mundo na cozinha esperando ansiosamente por eles. só não foi mais rápida do que Sienna e Carter, que assim que viram os pais dentro da cozinha, correram em sua direção, deixando todos os outros para trás para que a família -Poynter tivesse o seu momento. Mariah entregou a pequena Ava-Maisie para e a mulher se agachou para ficar na altura dos filhos, com Dougie a segurando pela cintura para que não se desequilibrasse.

– Oi meus amores! – sorriu. – Mamãe sentiu falta de vocês!

– Nós também! – Carter murmurou, com o olhar preso em Ava-Maisie.

– Essa é a Ava. – Dougie os apresentou. – Ela está dormindo, mas vocês lembram de como ela chutava a barriga da mamãe quando ouvia vocês cantarem para ela? – Sorriu para os pequenos e Sienna bateu palmas em animação.

– Ela só dorme? – Carter questionou curioso.

– Ela está dormindo porque está cansada. – falou.

– A mamãe também está cansada e precisa sentar. – Dougie comentou e Sienna foi a primeira a segurar a mão de .

– Vem mamãe, vou cuidar de você! – A menina falou e não conseguiu conter o choro, puxando a pequena para seu abraço e a beijando nas bochechas, para em seguida beijar Carter e receber um abraço cuidadoso do menino para não machucar Ava-Maisie. se aproximou então e se levantou, sorrindo para a amiga e Dougie se adiantou para segurar Ava-Maisie enquanto as duas se abraçavam. e entraram no abraço em seguida e logo o resto do grupo estava junto deles, parabenizando Dougie e pela família e ansiosos para cada um ter a sua chance de pegar Ava-Maisie no colo.

Algumas horas se passaram enquanto todos aproveitavam a comemoração da chegada de Ava-Maisie ao mundo e quando todas as crianças pareciam exaustas e no limite, todos decidiram ir para suas casas – a família de Dougie e iriam ocupar a antiga casa da mulher, que ainda não havia sido vendida e iriam retornar no dia seguinte para um almoço em família – enquanto combinavam um almoço no final de semana. se despediu dos pais com a promessa de que iria descansar o restante da noite e a manhã do dia seguinte e quando trancou a porta e se virou para a sala, encontrou Dougie no sofá com Ava-Maisie nos braços e Sienna e Carter um de cada lado de seu corpo, dormindo escorados contra o corpo do pai. sorriu largo, apesar do cansaço.

Se aproximou do noivo e selou seus lábios aos dele, pegando Ava-Maisie no colo para que Dougie pudesse levar Sienna e Carter. Apagou as luzes do primeiro andar e seguiu com Poynter para o segundo andar, que carregava um filho em casa braço. O primeiro quarto era o de Carter e após ajustar o menino na cama e tirar os tênis dele, e Dougie o beijaram no rosto e desejar bons sonhos ao filho. Sienna foi a próxima e após uma pequena resistência para largar Dougie, abraçou seu urso favorito e teve suas sandálias retiradas por Dougie enquanto beijava a menina na testa. Dougie também beijou a filha e deixou a luz do corredor ligada para que nenhum deles acordasse de madrugada e sentisse medo do escuro. havia amamentado Ava-Maisie há pouquíssimo tempo, então esperava ter algumas horas de sono antes que a babá eletrônica transmitisse o choro da pequena. Colocou a bebê no berço e a menina teve a testa beijada pelos pais, que deixaram o abajur ligado para iluminar o quarto.

Dougie puxou para seus braços assim que adentraram seu quarto, aspirando o cheiro dela enquanto se aninhou em seu abraço.

– Obrigado. – Ele sussurrou por fim. franziu o cenho em confusão e se afastou para fitar o noivo nos olhos.

– Pelo quê?

– Pela nossa família. – Sorriu. – Por tudo.

– Amo você, Dougie Poynter. – murmurou, selando seus lábios aos dele em um beijo simples e apaixonado.

– Amo você ainda mais, docinho. – O baixista provocou e puxou a noiva para a cama. Afinal, não sabiam quantas horas de sono teriam até Ava-Maisie acordar faminta e com a fralda cheia. Mas já amavam aquela rotina com todo coração, bem como amavam um ao outro. Era uma família feliz e finalmente completa.

Epílogo

A aliança brilhava no dedo de enquanto ela percorria as mesas dos convidados, com Dougie ao seu lado, com a mão em sua cintura. E para Poynter, aquele era o estado máximo de felicidade que ele poderia chegar na vida, porque caso pudesse ser mais feliz, teria um ataque cardíaco no mesmo instante.
Eles haviam alugado a mesma casa de campo onde Emma e Matt haviam comemorado suas bodas de casamento e lugar onde Powitz se tornara um casal de verdade, sem nenhum medo ou receio por parte de Dougie. Optaram por realizar a cerimônia no campo e a festa no salão, para que nenhuma criança acabasse perdida ou machucada. O casamento em si não tinha demorado, já que eles haviam chamado um juiz de paz no lugar de um pastor ou padre. Seus votos haviam se resumido em uma frase. Para fora: “eu trocaria Paris pela vida que temos hoje”; e para Dougie “Continuarei me esforçando para sempre ser digno do meu mjölnir ”. Ava-Maisie, Sienna e Carter haviam levado as alianças para eles e quando o juiz de paz os declarou marido e esposa – porque mulher era uma denominação machista naquele contexto e jamais aceitaria aquilo -, se beijaram como se fosse a primeira vez. A música de Daniel tocava ao fundo de suas mentes e quando se separaram, Dougie sentiu-se extremamente grato pela campanha dos amigos em lhe arrumar uma namorada.
Onde ele estaria caso nunca tivesse iniciado um relacionamento falso com ?
Há cinco anos ela havia mudado sua vida. Ele era tão feliz que não conseguia se lembrar de um momento onde estivera triste desde que ela havia entrado em sua vida. Era completo e amado pela família que tinham. Carter e Sienna estavam se tornando crianças incríveis e gentis e Ava-Maisie, já com três anos, era tão esperta quanto os irmãos haviam sido na idade dela.
– Preciso comer. – murmurou para o marido, assim que terminou de conversar com seus amigos da emissora. Poynter sorriu para ela, selando seus lábios e seguindo com a mulher para a mesa do buffet. Ainda tinham algumas pessoas para cumprimentar, mas faminta era sempre algo a ser evitado o mais rápido possível.
– Vai discursar, sra. Poynter? – O loiro brincou e revirou os olhos para ele, após se sentar no lugar destinado aos noivos. Enfiou um salgadinho na boca e soltou um suspiro de alivio enquanto mastigava. Dougie sentou-se ao seu lado, procurando pelos filhos com o olhar e os encontrando na mesa com Jazzie, que parecia entreter as crianças com algum jogo de mãos. Tomou um gole de água antes de murmurar: – Espero que Jazzie não ensine coisas idiotas para eles. – Murmurou com preocupação e revirou os olhos novamente.
– Jazzie é a tia legal. – Deu de ombros. – É óbvio que vai ensinar porcarias. – Acabou rindo da careta do marido. – Relaxe, Poynter! Primeiro dia de casados e você já está surtando? – Debochou, se inclinando para ele e o beijando na bochecha.
– Vou discursar. – Avisou e antes que a mulher pudesse retrucar, se colocou de pé e bateu de leve com a colher contra a taça para chamar atenção de todos os convidados. Não era um grupo muito extenso, visto que a cerimônia fora restrita a familiares, amigos e colegas de trabalho de , então um microfone não era necessário. Sorriu largo quando todos os olhares se voltaram para ele e um assobio soou da mesa dos Judd.
– Fala bonitão! – Harry gritou, causando risos gerais.
– Não flerte comigo, a minha esposa está aqui. – Dougie bufou para o amigo e mais risadas soaram, enquanto revirava os olhos e escondia o rosto contra as mãos. – Eu queria dizer algumas palavras. – Disse o óbvio. – Muito do que eu tenho para falar é para , mas hoje estamos rodeados por todas as pessoas importantes em nossa vida e acho justo que todos recebam esse reconhecimento. – Sorriu. – Em primeiro lugar, gostaria de agradecer a presença de todos. Não sou tão bom com palavras quando Thomas, – Ergueu a taça para o amigo, que soltou uma risada alta. – Mas sou extremamente grato por todo apoio e amor que recebemos de todas as pessoas nesse salão. É bom saber que tenho muitas opções de sofás para ocupar quando me expulsar de casa. – Os convidados riram ainda mais quando beliscou Dougie na cintura. – Mas eu queria destinar um agradecimento especial aos meus melhores amigos e as suas esposas, que também são as minhas melhores amigas. Eu nunca agradeci por lançarem aquela campanha ridícula e estou fazendo isso agora. Sou realmente grato. – Murmurou. – Sem aquela idiotice, talvez hoje eu estivesse em minha antiga casa, acompanhado de uma nova samambaia ao invés de estar casado com essa linda mulher. – Sorriu para , que estirou a língua para ele. – Jazzie, – Se virou para a irmã. – Obrigado por abrir os meus olhos. Sem você falando nos meus ouvidos talvez eu nunca tivesse me dado conta de que estava apaixonado pela e ela teria me chutado da vida dela de forma permanente. Mãe, obrigado por tudo. – Sorriu largo. – E também a Mariah e Victor por não terem usado contraceptivos e serem os responsáveis pela vida de . Obrigado, vocês me salvaram de morrer sozinho. – Arrancou risos de todos. – Aos meus filhos, que eu amo com tudo que há em mim, mesmo quando eles resolvem brincar com o meu baixo e deixam o instrumento completamente desafinado. – Um olhar de falsa severidade para as três crianças, que gargalharam de forma travessa. Dougie então se virou para e percebeu que ela já estava chorando, o que arrancou um riso apaixonado. – E a você… obrigado por tornar tudo tão fácil. Nossa vida, nossa rotina, nosso amor. Amar você foi e ainda é a coisa mais natural e fácil da minha vida. Eu sou eternamente grato ao destino por ter colocado novamente você na minha vida enquanto eu montava um plano de vingança. Sou grato pelo dia em que aceitou ser minha namorada falsa, em uma Starbucks no centro de Londres. Sou grato pelos momentos que passamos juntos naqueles meses de trato, porque foram eles que fizeram eu me apaixonar por você. Sou grato por todos os dias desde que finalmente começamos a namorar. Foi aqui, nesse mesmo salão. – Sorriu largo. – E desde aquele dia, não existe apenas um momento onde eu não tenha sido grato por ter você na minha vida. Obrigado pela nossa família e por me fazer sentir vontade de ser uma pessoa melhor. Obrigado por toda segurança, toda empatia e todo amor. Eu realmente não sei onde estaria hoje caso você não tivesse me trocado por Paris. – Sorriu junto de com a referência. – Você continua sendo o meu mjölnir e eu pretendo passar o resto da minha vida sendo merecedor de você. Amo você, . Meu sobrenome ainda fica horrível com o seu nome e eu só vou usá-lo para provocar você. – Sorriu travesso e então se colocou em pé, puxando Dougie e o beijando de forma apaixonada, enquanto os convidados aplaudiam e assobiavam.
– Eu amo você, Dougie Poynter. Hoje e para sempre. – Ela murmurou. – E se eu tivesse certeza de que essa seria a nossa vida, teria aberto mão de Paris por você, sem nem pensar duas vezes. – Garantiu e Dougie abriu um sorriso largo. Sentiu abraços em suas pernas e então seus filhos estavam ali, comemorando juntos dos pais. Porque um dia Dougie havia comemorado o fato de ter encontrado uma namorada que era o amor de sua vida e naquele momento, ele comemorava a família que aquela namorada havia lhe proporcionado.
Dougie Poynter finalmente tinha tudo o que havia aprendido a sonhar e querer.

Fim.

***

Nota da autora: Essa segunda parte é tão fofa que me dá vontade de explodir de tanto amor por esse casal e essa família. Espero que tenham gostado, escrevi com todo amor e carinho. Vocês podem adquirir o livro físico da parte 1 dessa história por aqui e não esqueçam de comentar <3

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