Moon

Sinopse: A existência dele, para ela, era brilhante, igual como se a Terra encarasse a lua todas as noites, enquanto os milhares de anos de amor e devoção deveriam ser esquecidos por ambos.
Mas, e quando seu destino mal fadado decide que vocês devem se reunir novamente, como lidar com o amor que habita em seus corações?
Gênero: Drama, romance.
Classificação: 14 anos.
Restrição: Baseado em dramas chineses, traz cultura e alguns costumes dos mesmo. Pode ser lido com qualquer membro do BTS.
Beta: Rosie Dunne

Capítulos:

PRÓLOGO.
Tudo que ela desejava era o amor de .
Após anos de provação, os Céus não atenderam seu pedido do então Deus da Guerra a olhar de forma diferente.
De ele olha-la como mulher.
era como sol, enquanto Kumiho estava constantemente ao redor dele como os planetas, porém o Deus da Guerra havia se apaixonado por sua irmã gêmea.
Por Qian Qian.
Por ela, o então amado Deus da Guerra estava se tornando uma lua que cercava seu planeta.
O gosto amargo desceu por sua garganta. Ela era insuficiente? encarou o copo de bebida vazio, enquanto todos os pensamentos lhe traiam sobre o que pensar sobre , mas então riu do seu amargo.
Kumiho Qian iria se casar com o então Príncipe Herdeiro dos Nove Céus, , e jamais saberia das verdadeiras intenções do então mestre para com ela quando deixou aquela mensagem.
Era trágico que o Deus da Guerra não pudesse desposar sua Dama Imperial.
O que ela estava pensando? de sentiu triste, depois de tantos anos, ela ainda não havia esquecido de , e ansiava que um dia ele a olhasse da mesma forma como olhava sua irmã.
Ele era seu mestre e completamente apaixonado por Qian Qian, mesmo que ela tivesse dado sua alma, coração e até mesmo seu cultivo por ele.
Porém, mesmo que o Mestre de Kunlun não soubesse de seus sentimentos, pensava que poderia suportar amá-lo a distância, mas a distância estava matando lentamente todo o seu ser.
Ela queria estar ao lado dele.
— Pare de beber.
A mão a segurou, encarou o homem de cabelos negros presos no alto, enquanto o mesmo ajeitou a flor sobre sua cabeça enquanto tocou sua face.
— O que faz aqui sozinha, pequena ?
O homem a ergueu do chão, enquanto a mesma sentiu o cheiro de hortelã nas veste dele, enquanto apenas se alinhou a ele.
Ela amava aquele cheiro.

Capítulo I

A Deusa estava completamente bêbada, a ergueu facilmente, entretanto, a mesma encarou a espada na cintura do Alto Deus.
—Você vai… Luta com alguém? Você… Pode me levar com você?
O tom usado era suave, enquanto a mesma desceu de seus braços quase caindo no chão, os olhos castanhos amendoados o encararam com um brilho diferente em suas íris.
—Eu sou bem pequena. V-você pode?
Ela se desequilibrou, enquanto a segurou – o cheiro de licor se misturava a fragrância de pêssegos.
—Você está bêbada. Deixe-me levar de volta.
—Talvez… Eu me sinto tonta.
—Você sabe o caminho de volta? Eu irei levá-la de volta.
A mesma se afastou, a mulher idêntica a Kumiho Qian tinha um ar diferente, suas roupas eram rosas com bordados suaves, enquanto a mesma o encarou com o cenho franzido.
—V-você está mentindo… – ela murmurou, seus olhos fixos nos dele – Você disse que ia dar uma lição em alguém e perguntou para eu ficar esperando por você, mas você não retornou.
O tom era magoado, enquanto a mesma se sentou novamente e observava ele, se agachou de novo, enquanto um dos ornamentos caiu da cabeça dela.
—Quando isso aconteceu?
—Não muito tempo atrás.
Ela murmurou, enquanto o mesmo a encarou.
—Não se mova.
Recolocou o ornamento de flor de dragão na cabeça dela.
—Eu não errei a memória. Nós, raposas, temos excelente memória.
ergueu a cabeça dela, observando o ornamento, enquanto a mulher o observava com os grandes olhos castanhos fixos em si.
—Você me confundiu com alguém. Quem sou eu?
Ela balançou a cabeça, enquanto encarou com as sobrancelhas franzidas, e se aproximou do Alto Deus.
—Deus da Guerra, mas… – ela se ergueu de repente, enquanto seu equilíbrio estava afetado pelo álcool – , você é realmente mau. Você disse que era sua pessoa, e não perguntou se eu queria ficar quando eu parti.
— Eu não me lembro…
Ela então caiu sobre seus braços, enquanto encarou a face adormecida da irmã gêmea de Kumiho Qian.
— Você deve ter me confundido, Xiao .
a ergueu, enquanto apenas prendeu os braços ao redor do seu pescoço, apenas apareceu próximo ao Palácio do Amanhecer Celestial, porém, o grupo de imortais saindo e entrando em grande fluxo chamaria atenção indesejada sobre ambos.
Apenas seguiu para seu Palácio das Cem Nuvens, enquanto os servos o saudaram encaram a imortal adormecida em seus braços, e seguiu diretamente para o Salão da Jovem Divindade.
— Senhor.
— Prepare algumas mudas de roupas e peça para as criadas a trocarem, Sheng.
— Sim, mestre. Já irei providenciar.
Depositou a jovem imortal sobre a cama, a ajeitou enquanto retirou seus braços, e a mesma se agarrou a ele ao robe preto que usava, apenas retirou a peça de roupa.
A mulher apenas se alinhou as suas vestes, e sussurrou.
.

X

A garota corria pela Montanha de Kunlun.
As flores caindo, após o desenvolvimento de suas pétalas, enquanto decoravam o local com charme e beleza.
observou a menina, de olhos cabelos escuros, enquanto as vestes masculinas disfarçavam o seu verdadeiros gênero.
As duas meninas corriam uma ao lado da outra, enquanto a primeira apenas pulava entre as pedras, a segunda apenas parou e se virou.
— Venha, mestre! Venha!

Então despertou, percebeu a figura adormecida segurando suas vestes.
Havia sonhado com Kumiho Qian, porém, a segunda figura era desconhecida para si, se aproximou da menina que dormia agarrada às suas vestes.
Apenas tocando em sua face – o vermelhidão da bebida já havia sumido, enquanto ajeitou os panos sobre ela e retirou os objetos de sua cabeça.
— Durma bem, pequena .

X

O cheiro de hortelã preencheu suas narinas.
O cheiro que tinha era de hortelã com flores de lótus – a fragrância favorita de desde o momento em que ela teve ciência que estava apaixonada pelo Deus da Guerra.
Agarrou a veste que o cheiro estava impregnado enquanto acalmava seu espírito, enquanto os lábios cheiravam a veste, e lentamente, teve ciência de que hortelã estava impregnado em sua pele.
Kumiho de remexeu na cama, enquanto chutou o travesseiro com tudo, porém, apenas sentiu a luminosidade dos Nove Céus irritarem seus olhos, e se virou novamente até sentir o cheiro de sândalo pelo local.
Já estava de dia? Naquele local jamais ficava escuro o suficiente para ela dormir, enquanto a mesma pensava nos quase três anos que passara ao lado de Qian Qian durante a provação para alcançar o posto de Alta Deusa.
Os dias de choro, de sofrimento, enquanto a mesma ainda sofria com seus próprios problemas, e também dos dias sombrios que se seguiram por 300 anos.
Fazia quase mil anos desde que aquele incidente ocorrera.
Se ergueu, a garganta ardendo, enquanto coçou seus olhos, e a cabeça girou lentamente, porém, a então Deusa das terras do Reino das Raposas de Nove Caudas percebeu a figura familiar e o cheiro de hortelã preenchendo o ambiente.
Ela não estava em seu quarto, enquanto apertou os lábios com força e buscou o edredom rapidamente percebendo a figura mexer no chão do lado de fora do Salão da Meia Noite.
Você não devia ter bebido, sua idiota, apenas buscou suas vestes percebendo que havia apenas tirado seus grampos de cabelo e sapatos, enquanto estava prestes a fugir pela janela até o muro.
— Finalmente acordou. Xiao . Você se sente melhor? Você pretende fugir?
A figura de era imponente para muitos, porém, para era aterrorizante naquele momento. O que ela estava fazendo no Palácio das Cem Nuvens? Apenas apertou os lábios, enquanto apenas buscou seus sapatos, ao mesmo tempo em que os olhos escuros como a noite a observavam atentamente enquanto a mão apenas mostrou o local vazio preparado para ela.
Ou você foge e perde seu orgulho perante o Deus da Guerra, ou enfrenta ele não queria arcar com nenhuma das consequências naquele momento.
— E-eu tenho n-negócios a resolver.
— Seus negócios podem aguardar que você tome um café apropriado, pequena . Por favor, me acompanhe.
Seu pai iria arrancar sua pele se ela fugisse como a covarde que era do então Deus da Guerra, porém, já havia perdido a face a ele quando havia a encontrado bêbada daquele jeito. Onde estava seu orgulho?. Ao passo em que respirou fundo e se sentou a frente do Deus da Guerra. que serviu o chá para ela.
— Eu peço desculpas por ontem. Eu não devia ter bebido demais, Alto Deus .
— Como discípula de , eu esperava que tivesse alta tolerância… Afinal, o Clã das Raposas de Nove Caudas tem alta tolerância.
—Alto Deus colocou altas expectativas em mim, mas não sou nada comparada a minha irmã.
se recordava de ter bebido umas 20 garrafas, suspirou enquanto bebeu o chá oferecido a si, e se repreendia por ter ultrapassado seu limite.
— Porque eu estou…?
— Eu achei que causaria comoção levá-la ao Palácio do Amanhecer Celestial no estado em que estava. Você não deixou eu soltá-la de minhas vestes…
O tom usado era sugestivo, enquanto apenas sentiu a face se colorir de vermelho ao pensar no vexame que havia passado com , então o servo se curvou ao seu antigo mestre.
— Alto Deus , a Terceira Alteza está aqui…
Antes que pudesse se vista pelo Terceiro Príncipe do Reino Celestial, a mesma pulou até a árvore em sua forma de raposa, enquanto apenas deu uma olhada em e correu para longe daquele palácio.
O Deus da Guerra encarou a figura da Raposa Branca de Nove Caudas pulando o muro.
— Uma raposa branca… Aquela é Kumiho Qian…?
apenas encarou o Deus da Guerra, que bebeu de seu chá.
Não, Kumiho . Sua irmã gêmea… O que faz aqui? Não me lembro de ter algum compromisso com você.
O Terceiro Príncipe Celestial se sentou, e encarou o Deus da Guerra com um olhar sugestivo.
— Vim confirmar os rumores de você trazer uma beleza incomparável ao seu Palácio, e eles são verdadeiros. Qual é o seu relacionamento com então futura Monarca das Colinas Verdes?
apenas bebeu seu chá. Aquele não era o primeiro encontro a irmã de Kumiho Qian?
Porém ele sentia que já havia visto ela antes, todavia quando foi que cruzou com a então Princesa das Colinas Verdes?
Enquanto a leve fragrância de pêssegos se dissipava lentamente.

X

Kumiho apenas pulou o muro do Palácio do Amanhecer Celestial evitando os imortais que transitavam em frente ao Palácio do Deus dos Casamentos, enquanto aterrissou na grama e sentiu o cheiro de pêssegos, e voltou a forma humana.
Apenas aspirou profundamente, enquanto a voz soou atrás de si, e se virou para o homem de robes em tons azuis escuros.
— Onde esteve, ?
— Mestre.
Se curvou ao homem mais velho, enquanto o mesmo percebeu o ar nervoso ao redor dela.
— O que houve?
A face vermelha, enquanto o Alto Deus , e seu mestre se aproximava dela. Não, não crie ilusões, você sabe… Sua afinidade com é rasa, vocês não estão destinados um ao outro, as palavras do velho Deus dos Casamento soou em repreensão para si, enquanto seu coração batia rapidamente em seu peito.
.
… Eu o vi. Eu…
— O que houve?
Enquanto cheiro de sândalo e hortelã estavam em sua pele, apenas sentiu seu coração bater descompassado, enquanto todas as lembranças que estava tentando evitar voltavam como um chicote.
Os dias sombrios, os dias de choro, porém aquele pedaço de felicidade que ela ansiou a todo custo a ter.
E que se escapou por seus dedos.
. Você está bem? ?
Então, ela queria chorar. Como aquilo ocorreu? Havia feito de tudo, até mesmo apagado sua existência de Kunlun para que os desastres não ocorressem entre eles, e que jamais tivesse se reencontrado daquela maneira, enquanto apenas sentiu a mão sobre sua face.
. O que houve? Você pode me dizer, eu estou aqui para ajudá-la, mas se você manter tudo dentro de si…
— E-eu bebi demais ontem, e acabei ficando completamente bêbada, e ele me achou… Eu me agarrei a ele, e… Acabei dormindo no palácio dele.
fez algo com você?
— Claro que não, ! Eu… Ele é o Deus da Guerra! Você sabe bem que ele…!
Se embaralhou com as palavras, apesar de alguns imortais serem capazes de tais altos, jamais faria isso.
—Desculpe, mas você é uma das belezas das Colinas Verdes… Não menospreze o seu charme.
tomou seu pulso, enquanto verificou o batimento cardíaco da então aprendiz, o Deus do Casamento apenas segurou sua face.
— Você está feliz em vê-lo? Depois de tudo? Você está feliz em vê-lo?
franziu o cenho. Ela estava feliz sim, porém, fugiu quando ele acordou, a Alta Deusa havia implorado para sua irmã gêmea modificar as lembranças dele, após a provação no mundo mortal que trouxe de volta o restante da alma dele de volta ao corpo, enquanto a mesma sentiu as lágrimas trafegarem por sua face, enquanto os anos que passou ao lado de eram distantes.
Ela já havia tido uma gota de felicidade – era o suficiente para o restante de vida imortal, certo?
— Eu…
— Está tudo bem, . Você o ama. Você pode sentir falta dele, e não é necessário se martirizar.
Enquanto se jogou nos seus braços, ela precisava apagar a existência de seu amor por de seu corpo.

X

O Terceiro Príncipe Celestial encarou que parecia pensativo, o Deus da Guerra apenas encarava o copo de chá.
— Se eu não te conhecesse bem, eu teria acreditado nos rumores sobre a beldade… – o homem bebeu do chá, enquanto arqueou as sobrancelhas para ele – Kumiho é tão bela quanto a irmã.
— Oh, mesmo? – fingiu desinteresse, enquanto avaliou a expressão dele – Como a boato se espalhou?
— Alguns pequenos imortais viram você carregando uma pequena imortal, mas quem imaginaria que seria a Kumiho ?
— Ela apenas bebeu demais…
— Ah, claro. Sua decência impediu de fazer algo com ela… Ou tem medo dos Kumiho virem pedir justiça por ela?
está engraçado hoje.
— Sempre há rumores sobre você, afinal, você é o Deus da Guerra. Único filho do Pai dos Deuses, quem não gostaria de estar num romance com você?
sorriu levemente, enquanto apenas bebeu seu chá calmamente. Tinha uma pessoa… A expressão de Kumiho surgiu em sua mente quando percebeu que estava em sua mansão celestial.
E a curiosidade surgiu sobre a irmã gêmea de Qian Qian.
— Ela é aprendiz do . Como isso ocorreu?
— Um pouco depois de você quase perder a sua alma – comentou o homem, não precisou de muito para saber as fofocas do Reino Celestial que corriam pelas bocas dos imortais, e estava disposto em dizer tudo para ele – Ela apareceu de repente ao lado dele, a protege como ninguém, e todos dizem que ele vai transformá-la na Dama Imperial dele, mas já faz mais de 500 anos desde que se tocou nesse assunto…
— Eles têm um noivado?
jamais havia ouvido falar de ter pretensão de ser casar, além das inúmeras tentativas do Casamenteiro em casá-lo com Yoona.
— Aparentemente, não, mas… – pegou um dos bolos de lótus, e suspirou – afasta todos os imortais que tem interesse nela, até mesmo afastou o sexto príncipe dos Mares Orientais. Mas, na minha opinião, eles não tem nada além do relacionamento de mestre e aprendiz.
encarou a água clara de seu chá, enquanto o aroma se misturou a leve fragrância deixada pela Alta Deusa.
— Ela tem um temperamento difícil, e deve ser difícil achar um par que combine com ela… – o Deus da Guerra observou a árvore florescer, enquanto o Terceiro Príncipe o observou atentamente – Então, você pode não espalhar os rumores sobre a Alta Deusa em minha casa?
sorriu, enquanto bebeu o seu chá apressadamente.
—Eu acho que é tarde demais. Os rumores sobre você e ela podem ter sido um pouco exagerados…
suspirou, enquanto o mesmo encarou a flor caindo sobre a grama.
Logo, os rumores estariam nos ouvidos de .

X

O Senhor das Estrelas, encarou , o Deus dos Casamentos apenas avaliou os mortais que estavam sendo enlaçados no mundo mortal.
Ele gostava de avaliar o quão penoso ia arrumar fortuna no amor para os mortais.
— Alto Deus … Você soube?
Soube de que, Senhor das Estrelas?
Sua voz soou despreocupada, enquanto avaliava a fortuna no amor de cada mortal.
— Sobre a Alta Deusa Kumiho
— Oh, o que tem a minha aprendiz?
Murmurou desinteressado, enquanto observava as provações que alguns mortais iriam passar.
—Tem um rumor de que ela dormiu com o Deus da Guerra, Alto Deus.
parou a sua leitura, e então observou o rosto contraído de para si. Os lábios se franziram, havia garantido que não havia acontecido nada entre eles,
Porém, amava .
Jamais iria dizer qualquer coisa que difamasse a honra do Deus da Guerra, e até mesmo seria capaz de mentir para seu Mestre sobre tal assunto, e o então Deus dos Casamentos apenas vasculhou em sua mesa, e encarou a espada que há milhares de anos havia deixado de lado para se dedicar aos matrimônios dos mortais e imortais.
—O que pretende fazer, Alto Deus?
queria ter mantido sua boca fechada naquele momento, enquanto precisava trazer justiça para Kumiho.
E ele o faria sem hesitar.

Capítulo II

Alguns milhares de anos atrás.

A primeira vez que vira fora quando se tornou o 18° discípulo de Kunlun, havia se trajado e usado um encantamento de um velho amigo de seu pai para se atrever a entrar na escola do Deus da Guerra.
O Deus da Guerra tinha um ar sereno e era o homem mais bonito que havia visto em sua vida.
Ela o achou deslumbrante, e sentiu um sentimento estranho se instalar em seu coração, porém, a aquele sentimento, a então jovem deu o nome de respeito.
Ela acreditou durante boa parte de seu tempo com que ela o amava e respeitava como o Deus da Guerra, porém, após a quase morte dele, havia enlouquecido ao ponto de roubar o corpo do imortal e dar o sangue de seu coração para ele.
Ela precisava salvá-lo.
O sangue que pingava de seu coração caía sobre a vasilha, enquanto o corpo do então Deus da Guerra jazia imponente como se houvesse apenas descansando.
— Sabia mestre, que o sangue do coração de uma Raposa Branca pode manter um corpo preservado por milhares de anos… – sussurrou, enquanto retirou a adaga de seu coração, e lentamente pegou a vasilha – Mestre, será que sabia que eu sou uma garota assim como Qian Qian?
Sussurrou enquanto lentamente colocou o sangue na boca dele, e lentamente sua visão embaçou, ao passo em que manteve firme seu plano de alimentá-lo com seu sangue.
— Eu vou ajudá-lo, mestre. Trarei toda a sua alma de volta.

abriu os olhos.
As piores lembranças vinham carregadas de um sentimento que seria incompreensível para ela, mas depois descobri o quão penoso era o amor, compreendia a irmã gêmea sobre suas emoções quanto a .
Suspirou, enquanto sentiu os aromas delicados, enquanto respirou fundo trazendo memórias que desejava ter enterrado em sua mente, mas que seu coração clamava em tê-las dentro de sua alma.
— Pequena Alteza! Pequena alteza!
A voz de , o senhor das estrelas, soava alto, e ela ignoraria prontamente, não queria deixar a árvore e o conforto que ali estava.
— O mestre foi atrás do Deus da Guerra.
A jovem Raposa desceu da árvore, enquanto recuperava o fôlego perdido.
— O que houve?
— Ele ouviu fala dos rumores de você e o Deus da Guerra juntos.
apenas correu, iria acabar machucando , e ela não queria isso.

X

O encontro entre os Generais das Oito Direções era anual e um dos eventos que reunia a força militar dos Nove Céus para debates, bebidas e conversas sobre a Era Caótica –, após o casamento do então Príncipe Herdeiro do Céu com Kumiho Qian havia sido um dos eventos mais esperados do ano, que reuniu a maior comunidade imortal dos oitos desertos e dos quatro mares.
encarou os generais bebendo entre si, a flor de pêssego estava sobre sua mesinha, enquanto o cheiro que lembrava de Kumiho se misturava ao vinho de frutas.
— Alto Deus, por favor, se controle!
A comoção chamou atenção, ao mesmo tempo em que a espada voou sendo parada por , fazia alguns anos desde que viu o Trovão Escarlate de , enquanto observou os detalhes em vermelho escarlate próximos ao seu rosto.
Ninguém teria tamanha coragem de atacar o Deus da Guerra, apenas com quem já dividira o campo de batalha.
— Veio se junta a festa, Alto Deus ?
O tom era brincalhão, enquanto todos os generais encaram o Deus do Casamento com atenção, o homem encarou o então Deus da Guerra enquanto sua espada retornou as suas mãos, apenas percebeu a seriedade, enquanto apenas se levantou e desapareceu.
Ambos estavam no jardim próximo ao Salão das Mil Nuvens.
— Você não veio para conversar…
— Eu vim trazer justiça a .
? A voz soava rígida, enquanto encarou ele com o cenho franzido com tamanha intimidade de com a mulher, e aquilo incomodou o Deus da Guerra.
— Eu não sei do que está falando.
Havia ouvido os rumores, porém não imaginou que levaria a sério tais afirmações, teria uma conversa longa e séria com sobre discrição.
— Você ousou tocar nela?
apenas arqueou as sobrancelhas, e então abriu um sorriso ao pensar que acreditava que ele tivesse tido qualquer envolvimento físico com ela.
— Veio defender sua noiva…?
— Ela não é minha noiva, mas da última vez que permiti que algo do gênero ocorresse, ela voltou com o coração partido.
Alguém havia partido seu coração? apenas avaliou o rosto dele seriamente, não retiraria a sua espada do local onde estava guardada por qualquer um, enquanto o Deus da Guerra o encarou.
— Eu não fiz nada com ela. Tenho testemunhas. Você acredita em rumores? Pequena não lhe explicou?
— Você não tem o direito de chamá-la de pequena . Você não fez mesmo, ? Eu juro que o estriparei se você machucá-la de no…
Antes que pudesse completar a frase, a mulher segurou a espada, Kumiho apenas parecia ter perdido alguns anos de vida, enquanto a encarou.
— O que você está fazendo? Vamos embora!
A mulher o puxou pelas mangas da roupa, enquanto franziu o cenho. Como assim de novo?

X

As mangas sendo puxadas, parecia uma criança de cinco anos sendo repreendida pelos pais, se não tivesse vindo avisá-la sobre os planos de seu mestre em usar a espada do Trovão Escarlate contra o Deus da Guerra, Kumiho teria que intervir na batalha entre ambos os deuses.
Provavelmente, metade do Palácio das Cem Nuvens estaria destruído pela imprudência de seus mestres, e apesar de que e tivessem uma relação difícil um ao outro, eles jamais haviam afiados suas espadas um contra o outro.
— Desde quando você escuta as fofocas? Você sempre se vangloriou de não acreditar nas fofocas.
suspirou, enquanto Kumiho parecia extremamente abalada com isso, a então Raposa Branca de Nove Caudas andava de um para o outro, o Deus do Casamento grunhiu em irritação ao pensar que sua aprendiz havia sofrido qualquer injustiça além das que já havia feito ela passar.
— Eu sei muito bem que você mentiria para manter a honra do .
— Ele não fez nada. Acredita em mim? Ou nos fofoqueiros?
— E como você sabe?
Rebateu sério, o Imperador das Raposas de Nove Caudas havia incumbido de cuidar de sua filha mais jovem, e ele tinha que manter sua promessa ao pai da mais jovem.
— Eu saberia… se houvesse ocorrido algo, mestre – replicou em frustração, enquanto o Deus do Casamento segurou sua face – O que está fazendo?
— Eu fiquei preocupado. Você voltou extremamente machucada da última vez… Não quero ver você passar por isso de novo.
se lembrava da casca vazia que se tornara, se lembrava dos olhos castanhos claros sem vida alguma, enquanto ela tentava remendar seu coração partido, o Deus do Casamento se sentiu imponente quando percebeu que sua única aprendiz estava sofrendo por amor de tal forma que ela desistiria de tudo por .
Até mesmo de sua vida se fosse possível.
— Não vai ocorrer de novo. Mestre, não deve se agitar e muito menos começar uma guerra. Eu estou bem.
observou a aprendiz atentamente, e a largou, enquanto a voz soou suave como uma pluma.
— E isso é verdade, você quer deixa a nossa sem seu mestre?
— O que você está fazendo aqui?
— Um pássaro me falou que você tentou entrar em guerra com o Deus da Guerra. – a voz de soou provocativa, enquanto o mais velho apenas pensou em dizer algumas coisas para o então Rei dos Mares Do Sul, porém conteve sua língua para o atual monarca do Mar do Sul – E vim ver a . Afinal, eu queria cortejá-la.
— Se afaste da minha aprendiz, seu depravado.
apenas fechou o leque, ao passo em que encarou o Deus do Casamento com arquear de sobrancelhas suave.
não ousaria tocar em fio de cabelo dela, não de novo – murmurou encarando a mais jovem deles, o então Rei dos Mares do Sul – Então, podemos observar as flores desabrochar no Lago das Flores Exuberantes?
suspirou, enquanto a mais jovem apenas seguiu em frente, a vida e a alegria haviam a pouco tempo retornado aos dias calmas e de paz de Kumiho.
Ele não queria que a machucasse de novo.

X

Alguns dias depois.

Fazia algumas semanas desde que vira e sua aprendiz.
parecia evitar qualquer espaço que o Deus da Guerra estivesse frequentando.
Encarou o copo de chá, e o meio sorriso surgiu enquanto a fragrância de pêssegos se misturava ao ar. E a conversa que havia tido com surgia em sua mente.
Eu juro que o estriparei se você machucá-la de no… Era o que havia dito para ele, porém, o Deus da Guerra sabia que não havia tido qualquer intimidade com a então irmã de sua discípula, ao menos, a primeira vez que realmente a viu foi no dia do Banquete de Casamento de com Kumiho Qian.
A lembrança de sua aprendiz trouxe nostalgia dos tempos em que ela frequentava Kunlun –, apesar de Kumiho Qian ter se disfarçado de homem durante os tempos que estudara com ele, apenas bebeu o chá, enquanto o pensamento lhe traiu sobre sua aprendiz e sobre seus sentimentos pela mesma.
A quinta filha dos Kumiho era voluntariosa, destemida e acima de tudo leal, e amava seu então irmão, , suspirou ao pensar que quando retornou da quase morte, ambos estavam de casamento marcado.
E tinham até um filho.
Suspirou enquanto pensava que poderia se declarar após o conflito entre as Tribos do Céu e os dos demônios, enquanto apenas sentiu a leve fragrância de pêssegos vindo das flores recém colhidas.
Ele estava curioso sobre ela –, apenas bebeu o chá, enquanto pensava que poderia dizer algumas coisas para a então sexta filha dos Kumiho, porém iria travar uma guerra com ele se o Deus da Guerra ousasse falar com ela.
— Pensativo, Deus da Guerra?
se sentou ao lado dele, enquanto , enquanto o mesmo trazia um leque em suas mãos recém pintado, e havia invadido o palácio das Cem Nuvens.
— Onde estão os seus respeitos?
— Nós lutamos juntos na Era Caótica. Você podia ignorar as tradições.
Murmurou ele, enquanto o Deus da Guerra apenas encarou o Deus da Medicina, enquanto o mesmo percebeu a ruga de preocupação.
— A Terceira Alteza mencionou que brigou com .
— Nós não brigamos. está exagerando de novo.
— Sério? O que houve entre vocês?
— Uma confusão. Ele pensou que eu havia feito algo com a Kumiho .
— E você não fez?
.
— É uma piada. Estão falando da , e quem não gostaria de fazer algo com ela?
A expressão de se modificou, enquanto apertou levemente os punhos, apenas sorriu enquanto abriu o leque para ele.
— É outra piada. Porquê está tão sério? Você não era assim, meu velho amigo.
apenas mirou os olhos no então Deus da Medicina, enquanto moveu os lábios de lado, e ao mesmo tempo em que o leque com desenhos de um dragão no meio de uma floresta de flores avermelhadas lhe chamou atenção, enquanto observou ele atentamente.
— Gostou?
— Esse desenho…?
— Kumiho Qian me deu de presente de aniversário, aparentemente a irmã dela fez o desenho… Você quer?
O então Deus da Guerra observou o então amigo de longa data que sorria persuasivo para ele.
— Se você quiser, eu lhe dou desde que venha ao Mar do Oriente comigo.
— Certo.

X

Kumiho acordou com o cheiro de amoras no ar.
Só havia uma pessoa que amava amoras enquanto se levantou, e buscou rapidamente seu robe ao mesmo tempo em que percebeu a criança sentada no chão, e o então filho de sua irmã gêmea parecia irritado, enquanto a tia do mesmo o pegou no colo o fazendo gargalhar assim que saiu do quarto.
—O que está fazendo sozinho, meu pequeno Bae?
Bae apenas segurou nas vestes da tia, enquanto os criados estavam ao redor dele se curvaram para a então Alta Deusa, enquanto cheirava o cheiro de amoras que escapava das vestes do sobrinho, e sentindo toda a renovação por estar ao lado dele.
— Saudamos Kumiho , o Príncipe Herdeiro e a Alta Deusa Kumiho Qian vão sair em viagem. A mãe do pequeno príncipe mandou instruções para entregarem ele a vossa alteza.
A carta foi entregue enquanto Bae de sentou na almofada, Kumiho revirou os olhos com os atos de sua irmã gêmea, enquanto tocou no nariz de seu único sobrinho que parecia irritado com os atos de seus progenitores, porém entendia que ambos desejavam um tempo sós um com outro.
—Certo. Ilya, prepare o Salão Primordial para ele e para mim, e mude as minhas coisas do Salão das Estrelas Cadentes para ela – instruiu, enquanto segurou as mãos do sobrinho preferido que olhava para tia com interesse – Que tal saímos em uma viagem de exploração?
— O pai e a mãe me abandonaram.
— É claro que não, eles estão sendo doces um com outro após o casamento. Você prefere passear com eles? Ou irmos pegar castanhas chinesas nas Terras do Mar do Oriente?
— Nós iremos pegar Castanhas Chinesas?
— Mas é claro! E vamos nos divertir muito!
— Eu amo a sexta tia!
— Não amava antes?
Questionou, enquanto fez cócegas no sobrinho que riu, e dava beijos estalados no rosto dela.
— Eu amo mais agora!
— Troque por roupas confortáveis, e vamos partir em breve. Ajude Han.
— Vamos pegar castanhas, Dae.
O sobrinho tagarelou o caminho todo até o seu quarto, enquanto o leque bateu sobre seu ombro, sorriu.
— Irá estragar a cria de Qian Qian? Deveria pensar em ter suas próprias crianças… Afinal, faz um tempo que não os traz aqui.
— Mestre, eu já lhe disse…
— Eu sei, mas os quatro mares e oito desertos esperam que você se case em breve, afinal você é irmã da Princesa Herdeira do Céu… Todos esperam que você, como Monarca das Colinas Verdes, se case em breve, depois de ter tido filhos.
— Quem ousaria casar comigo quando tenho você ao meu lado, mestre?
Murmurou para ele, revirou os olhos.
— Se eles não sabem como lidar comigo, quem dirá que são bons pretendentes?
— O pai pediu?
— Ele demonstrou preocupação quanto ao seu casamento, ele pensa que o segundo príncipe da Tribo do Fogo seja uma boa aposta, apesar de eu acreditar piamente que existam pretendentes mais fortes.
— Eu não tenho interesse nenhum em casamento agora, mestre. Conversa com o papai sobre isso.
apenas se afastou de , que suspirou enquanto a linha que apenas o Deus do Casamento conhecia aparecia e desaparecia no tornozelo dela.
— Seu único interesse é o .

Capítulo III

Os mares do Oriente, as risadas de Bae chegavam aos ouvidos de , enquanto ambos desciam pela praia que cercava a floresta das Castanheiras Chinesas.
As flores da Castanheira Chinesa pareciam cair sobre a cabeça de , a então Raposa de Nove Caudas observou o sobrinho animado em pegar as castanhas chinesas da árvore, que só dava frutos a cada 10 anos.
— Tia. O que nós faremos?
— Iremos colher as castanhas, e depois… Fazer algumas geleias, e damos uma para os seus pais.
— Para irmã Jiu também? E os tios? Os primos?
— Claro. Aliás, você sabe onde está a sua prima?
Questionou ao sentir falta de sua sobrinha.
— Ela disse que ia sair de novo pelo mundo mortal, e voltava em alguns dias.
— Jiu precisa de uma lição.
Murmurou ao pensar que sua única sobrinha estava passando dos limites, enquanto apenas encarou os frutos quase maduros das frutas.
— Hm, devemos esperar mais um pouco. E, logo, podemos colher as frutas. Que tal brincarmos um pouco? Mas antes…
A barreira foi colocada entre as árvores, Bae tocou na parede invisível.
— Seu senso de direção é tão ruim quanto da sua mãe, então… O limite de brincamos, é aqui. Tudo bem?
— Certo, tia. Podemos começar?
Percebia que o sobrinho já havia esquecido o seu rancor para seus pais, enquanto a tocou em seu nariz.
— Se esconda. Nada de truques, rapazinho. Eu irei contar até 100. Preparado?
— Sim!
se virou, enquanto a venda foi colocada sobre sua face. O cheiro agridoce de hortelã se misturava ao cheiro do mar.
Novamente, ela estava pensando em , todavia, Kumiho sabia que deveria esquecer qualquer existência de uma felicidade com ele.
Ele deve ficar seguro, e foi por isso que ela se foi, apesar de querer ficar.

X

encarou as árvores – ele estava perdido, de novo.
“Por aqui, mestre, não vá por esse caminho”, a voz desconhecida para si soava, enquanto o Deus da Guerra parou encarando todos os lados em busca do dono de tal de voz.
Seu senso de direção era dos piores, até mais do que de Kumiho Qian –, fez as contas e previsões no seu dedo, porém ele estava realmente perdido.
Suspirou, porque inventou de andar pela floresta sem um guia? Desde jovem, o Deus da Guerra se perdia nas florestas de Kunlun, e até passava dias sem comer por causa de sua falta de direção.
Então percebeu a criança correndo em direção a ele – a fera em forma de tigre pulando perigosamente, apenas agarrou a criança enquanto levou uma arranhada em seu ombro esquerdo.
A espada do Dragão Negro acertou um corte profundo na fera, e destruindo a barreira mágica ao redor.
— Obrigada, obrigada, tio imortal.
— O que você faz sozinho aqui?
— Eu estou com a minha tia – murmurou a criança, reconheceu o selo do Palácio do Príncipe Herdeiro do Céu nas roupas dele, apesar da simplicidade – Ah, eu não sei em qual direção eu vim.
A criança encarou o homem mais velho.
— Eu também estou perdido, pequeno Príncipe Bae.
— Como sabe meu nome?
— Meu irmão, , ainda não havia trazido para conhecer a mim, como saberia que sou seu tio?
— Deus da Guerra. Bae saúda o primeiro tio.
— Não há necessidade. Então, sua tia… Você estaria falando?
— Da sexta tia, Kumiho , tio. Ela colocou uma barreira mágica ao redor, para eu não me perder, mas o senhor a destruiu. Como eu vou voltar?
Kumiho estava ali, encarou a criança que observava ao redor, e coçou a cabeça.
— Podemos os dois tentar encontrá-la?
— Mas o tio disse que está perdido.
— Se encontramos sua tia, não estarei mais perdido.
O tom era ameno, enquanto apenas encarou o sangue gotejar por sua roupa, apenas segurou a mão dele.
Ao menos, eles estariam perdidos juntos.

X

sentiu a barreira ser quebrada e, imediatamente, foi em busca de seu sobrinho.
A então Alta Deusa das Colinas Verdes encarou os rastros de luta, enquanto baixou, o cheiro de hortelã estava confundindo seus sentidos.
O cheiro de amora era leve.
Bae não estava ferido, ao menos foi o que ela concluiu.
— Senhorita.
— Aumentem a área de busca. Bae não tem o melhor senso de direção do mundo. Vamos!
Porém, o sangue estava fresco, enquanto cheirou a folha coberta de sangue.
Ela conhecia bem aquele cheiro, enquanto apenas correu pela floresta, ouviu o som do riacho, enquanto as vozes pareciam se distrair de tal situação.
— Nós estamos perdidos!
— Isso eu já sabia desde que te encontrei. Como seu senso de direção pode ser tão ruim?
— A tia disse que puxei da minha mãe. Mamãe tem um senso de direção terrível, por isso a tia sempre a seguiu para onde ela fosse…
— Menos para Kunlun.
A criança percebeu a figura, enquanto pulou, encarou o homem seriamente, enquanto percebeu o ferimento em seus braços.
— Você está bem?
— Sim, o tio me salvou.
— Salvou?
— Sim, eu me feri por causa do meu sobrinho favorito.
— Eu sou o único sobrinho dela.
Bae murmurou, enquanto o alto Deus apenas mandou língua para ele e sorriu para a mulher, apenas verificou o céu, enquanto suspirou.
— Vamos, Bae.
— Ei, ei, você vai me deixar para trás. Eu salvei a vida dele.
— Nós iremos retribuir em breve, Deus da Guerra. Nossos caminhos se separam aqui.
— Você não pode deixa alguém tão fraco como eu para trás? Eu estou ferido! Olhe!
franziu o cenho. Desde quando o Deus da Guerra era fraco? Suspirou, enquanto encarou o homem sorrir para ela, percebeu Bae puxar suas vestes.
— Tia. Ele me salvou, nós temos que retribuir sua gentileza. Por favor, tia.
— Bae.
— Por favor, Tia.
respirou fundo, enquanto apenas encarou os dois, a criança tinha o mesmo olhar de Kumiho Qian quando queria algo, e o tinha a mesma atitude quando queria fazer alguma gracinha, apesar de seu alto rank, o então Deus da Guerra gostava de pregar peças nas pessoas, e poderia ser bastante vingativo quando necessitava no passado, e desejava evitar certo contato no futuro.
— Certo. Vamos.
— Obrigado, tia.
A mesma apenas se abaixou, e tocou em sua testa descendo até seu nariz, e beliscando o nariz dele.
— Seja um bom garoto agora. Vamos.
Bae foi colocado em suas costas, enquanto a mulher esperou que o homem acompanhasse seus passos.
— Onde nós iremos, tia?
— Dae e Han colheram as frutas para nós, voltaremos ao Palácio do Amanhecer Celestial na manhã seguinte, mas… – ela mirou nos ferimentos do então Deus da Guerra – Iremos para a cabana. Você deve estar cansado.
— Sério? Tia vai fazer comida.
— Sim, o que você quiser.
observou a dinâmica dos dois, Bae estava confortável com o carregando, havia arrancando algumas informações da criança imortal.
— Tio . Você gosta de comer o que?
— Ultimamente doces. Aqueles de flores de lírios.
A mulher parou, fazia mais de seis meses que não vinha ali, enquanto o túmulo estava bem cuidado apesar do mato. A mulher desceu Bae de suas costas enquanto adentrou na casa ao passo que Han se curvou.
— Nós limpamos tudo, vossa alteza. E preparamos um banho para a pequena alteza.
— Certo. Por favor, pegue galhos e patrulhe ao redor. Depois não preciso que me ajudem, podem ficar no limite da fronteira.
apenas encarou Bae, que encarava a velha cabana, a criança viera algumas vezes ali com sua tia, encarou a estrutura simples enquanto a mulher encarou os dois.
— Dae esquentou água para ambos. Tomem banho e eu cuidarei do jantar. Pode dar banho no Bae por mim, Deus da Guerra?
— Eu estou…
— Após seu banho, eu irei olhar seu ferimento.
sorriu, enquanto apenas pegou a mão do menor e entrou em um dos cômodos, apenas engoliu a seco.
Novamente, pisava naquela cabana.

X

Água quente acalmou seus ânimos.
O cheiro de incenso era forte, enquanto Bae tinha seus cabelos lavados por .
— Ela está rezando.
— Rezando?
— Mamãe disse que a sexta tia viveu durante 100 anos aqui com uma pessoa – Bae assoprou as flores, ao passo em que passava as mãos sobre sua cabeça, e ouvia o relato do menor – Ela viveu isolada com ele, minha mãe disse que, quando ele morreu, ela ficou de luto durante cinco anos. Tia vem a cada seis meses aqui, e passa um mês aqui, acho que ela sente falta dele, apesar de que ela já deveria ter superado, segundo a mamãe, mas a tia não fala sobre ele.
apenas jogou água sobre a criança, enquanto pensava que tinha seus segredos. Será que por ele, ela não queria se casar?
— Terminamos, rapaz.
Ajudou a criança se vestir, enquanto vestiu um robe preto deixado pelos criados, o cheiro de incenso se misturava a comida, botou os três pratos ali, enquanto encarou Bae e ajeitou o robe ao redor dele.
— Vá para o quarto por momento e logo iremos jantar, eu preciso cuidar do ferimento do seu tio. Depois eu irei contar uma história.
— Do imperador e da beldade imortal?
— Se quiser.
Bae apenas correu para o outro cômodo, enquanto apenas fez o Deus da Guerra se sentar, enquanto retirou apenas o robe de cima do ferimento.
— Você podia ter cuidado disso sozinho
— Seria difícil. Eu sou muito fraco.
A mulher revirou os olhos, enquanto apenas passou a pomada, sentiu o cheiro de hibiscos.
— Pomada de flor de algodão?
— Sim. Especialidade da casa. Está sentindo dor em algum lugar?
— Não.
A mesma enfaixou, enquanto segurou sua mão, apenas franziu o cenho para ele.
— Já nos encontramos antes?
— Você bebeu algo, Deus da Guerra?
— Eu digo… Antes, de você ficar bêbada.
— Não. Nunca nos encontramos – murmurou sucinta, enquanto apertou a faixa – Aplique duas vezes e seus ferimentos não irão deixar cicatrizes. Pronto. Isso deve resolver.
A mulher então sentiu o toque em sua testa, a mão descendo por seu nariz e tocando levemente a ponta dele. Ele apenas beliscou seu nariz, enquanto a mesma se afastou assustada.
— Desculpe, eu te assustei.
— Não. Eu…
— Eu vi você fazendo no Bae. Achei curioso.
— Um amigo fazia isso comigo, senhor.
— Ah, amigo?
encarou a mulher, enquanto percebeu o desconforto dela, a mesma se afastou dele, porém o mesmo a parou.
— Esse amigo é a pessoa que você viveu neste lugar?
— Como você sabe?
— Bae comentou.
franziu o cenho, enquanto lentamente se afastou dele, os lábios se tornaram rígidos, e seu coração bateu descompensado novamente em seu peito.
— Deus da Guerra ultrapassou os limites. Você deve descansar.
se desvencilhou dele, e guardou a caixa no armário, apenas se virou novamente.
— Vamos jantar, Deus da Guerra.
A mesma se afastou, encarou por um tempo a parede.
Aquele ato parecia tão familiar para si.

X

Bae observou que havia algo errado com os dois tios.
apenas mordeu, e parou. Aquele gosto… Ele já havia sentido antes, enquanto apenas mastigou como se fosse o néctar dos deuses.
Havia uma lembrança distante de Kumiho Qian servindo esse mesmo tempero.
Bae observava a tia servindo a comida, enquanto alimentava a criança com os hashis e limpando a boca do menor, e ignorando o Deus da Guerra que a encarava.
— Está gostoso, Bae?
— Sim, tia.
— Porque você não pergunta para mim também? Eu sou seu convidado também.
Bae apenas mordeu o bolinho, enquanto a tia encarou o Deus da Guerra com uma sobrancelha arqueada.
— Está do seu agrado, Deus da Guerra?
sorriu, enquanto apenas apreciou o tempero.
— Você é uma excelente cozinheira, pequena . Sua irmã Qian deve ter lhe ensinando bem.
Bae então riu.
— Mamãe é péssima na cozinha, tia sempre cozinhou para mim desde bebê.
— Oh, sério?
Encarou o tempero. Kumiho Qian sempre lhe serviu comida no passado, enquanto mastigou o arroz.
— Seja um bom garoto, e coma.
— Mas se eu comer demais, vou parece uma bola.
— Seus pais disseram para você comer bem, lembra? Se você emagrecer enquanto estão fora, eles vão pensar que eu lhe deixei passando fome.
Bae riu, enquanto bebeu a sopa com peixe, enquanto comeu seu bolinho. Desde jovem, ajudava na criação do sobrinho o enchendo de bolinhos de frutas, e lhe alimentando quando podia, observou os dois, enquanto baixou os talheres observando a imortal com o pequeno.
— Você seria uma boa mãe.
— Tia é mãe.
— Bae.
Censurou a mais velha, enquanto franziu o cenho sobre a nova informação. Mãe? Kumiho não era nem casada ainda, como ela poderia ser mãe?
— Já?
— Sim, os primos e Ren virão amanhã, não é, tia?
— Oh, então, você já tem filhos?
apenas suspirou, enquanto encarou Bae –, o garoto não tinha culpa de ter herdado a boca grande da mãe, enquanto enfiou uma colherada de sopa na boca dele.
Haviam poucos imortais que sabiam disso, enquanto a criança apenas comeu sem perceber que havia colocado Kumiho numa situação constrangedora.
— Algum problema com isso, Deus?
— Deve ser difícil ter dois filhos sem pai.
Ele bateu na tigela de sopa, um ato que se lembrava como um hábito de está irritado, o Deus da Guerra apenas bebeu a sopa silenciosamente, enquanto Kumiho percebeu que o fato dela ser mãe havia deixado o então mestre de sua irmã incomodado.
— Vamos, Bae. Hora de dormir.
Puxou a criança para o quarto, enquanto era observada pelo olhar atento de , que parecia tentar ler através dos atos da mais jovem.
apenas se virou, enquanto fechou a porta atrás de si, e manteve a melhor expressão possível em sua face.
—Hora da história, Bae.

X

encarou o luar dos Mares Orientais.
O gosto do chá descia e aquecia seu corpo, enquanto os pensamentos lhe traíam sobre seu relacionamento com a jovem Raposa que arrumava a casa.
usava um vestido branco, em vestes simples, os cabelos presos no alto com o acessório de flor de fênix ao passo em que havia uma pequena flor branca em sua cabeça.
Mãe? Como alguém poderia deixar aquela pequena mulher ser mãe solteira? odiava o homem que havia partido o coração dela, odiava o fato dela sofrer as represálias dos atos do mesmo, afinal, ela era uma Princesa Imperial das Colinas Verdes, e deveria ser tratada como tal, porém, porque as Colinas Verdes não matavam tal homem por desonrar sua futura Monarca?
— Eu finalmente achei você!
A voz soou irritada, parecia nervoso, os lábios finos irritados com o Deus da Guerra, não se importou em fingir que estava ferido para apaziguar a raiva do então Deus da Medicina.
— O que houve, ?
— Eu me perdi.
Foi sincero, enquanto bebeu o chá.
— Essa casa…?
percebeu a figura fechando as janelas, enquanto deu uma breve olhada no Deus da Guerra.
— Como você chegou aqui?
— Ela me achou.
— Seu braço?
— Não se preocupe. Feridas menores.
Murmurou descontente, enquanto percebeu o olhar sério sobre os seus.
— Quem irritou você?
— O idiota que abandonou a pequena .
— Ah, o meio mortal.
— Meio mortal?
— Você não deveria sentir raiva dele?
— Ele a deixou com duas crianças. Ele a deixou de coração partido.
— Ele era mortal. Na verdade, meio mortal. Ele estava fadado a morrer.
suspirou, enquanto encarou o Deus da Guerra que parecia irritado com isso.
— Você não devia se irritar com isso, se ele estivesse vivo, você não poderia tentar ganhar o coração dela.
— E quem disse que eu quero…?
— Se você quisesse se afastar dela, não teria ficado aqui, teria voltado imediatamente para os Nove Céus – interrompeu o amigo, enquanto se sentou ao pé da escada – Mas, você está curioso sobre ela. E por isso, está aqui.
observou a mulher encarando o pequeno túmulo.
, me conte sobre o meio mortal.

Capítulo IV

400 anos antes.

— O que é isso?
O homem segurava as flores para ela, franziu o cenho para reencarnação de seu mestre, enquanto o homem de nome lhe mostrou o sorriso mais sincero que havia visto desde que o encontrara, ao passo fazia alguns meses desde que ambos vieram aos Mares Orientais para nutrir a alma que habitava o corpo do homem que era idêntico ao Deus da Guerra.
— Um presente.
Ele tocou sua testa, enquanto desceu até o seu nariz e o beliscou, e sorriu para ela.
. Pare.
— Você está me ajudando a nutrir meu corpo.
Para o seu verdadeiro corpo, . Aquele meio mortal gostava de irritá-la, enquanto o mesmo a puxou para si.
— Podemos nos casar sabia?
— Do que está falando?
— Eu quero retribuir o seu esforço por mim. E eu gosto de você.
A declaração chocou , enquanto a mesma se afastou. Ele não é o mestre, ele não é o mestre, apenas respirou fundo e encarou com uma expressão séria.
— Casamento é coisa séria, . Deve se casar com alguém que…
— Eu amo você.
Direto, sucinto e sem rodeios, naquele momento se parecia com , o encarou séria.
— Tome seu remédio.
— Pequena . Não espaço no seu coração para mim?
Ele a segurou, enquanto estava prestes a se afastar de novo, porém os lábios se chocaram contra os seus, e as mãos seguras em sua cintura.
Aquele beijo lhe tirou o ar de seus pulmões.
.
— Porque eu não posso ser seu?
— Você não me pertence. Por favor, entenda?
— Eu direi aos céus, a terra e ao mar, a todos os imortais que vivem nessa terra que eu pertenço a você.
sentia seu coração se esmagado, enquanto perfume de hortelã vinha da pele daquele homem.
Ela poderia ter um pedaço de felicidade?

despertou.
As lágrimas desciam por sua face, enquanto as três crianças estavam ao redor de si.
tinha a pele branca como a sua, enquanto seus quase 400 anos lhe davam um ar esbelto, e Ren dormia profundamente ao lado de Bae.
A mesma se lembrou que havia um ponto de felicidade, apenas cobriu as crianças com o edredom, apenas tocou na face dos seus filhos e sobrinho, e se esticou, enquanto vestiu o robe branco, percebeu a figura do Deus da Medicina dormindo na sala, enquanto o Deus da Guerra estava encostado na parede.
Assim como sua reencarnação há 400 anos.
— Porque não está dormindo?
— Pensamentos demais, pequena .
— Quando foi que…?
— Eu pedi a dois oficiais que fossem a Colina Verdes trazê-los. Eles estavam com saudades de você, e você está longe de casa. Porque não os levou ao Céu?
Porque eles são seus filhos, e apesar de não lembrarem de você… –, não completou o pensamento.
— As fofocas já são ruins o suficiente, não quis exposição desnecessária.
— Eles são parecidos com você, eu digo, os olhos…
percebeu os gêmeos andando lado a lado quando chegaram, o menino usava roupas azuis escuras, era pouco parecido com , o Deus da Guerra avaliou que ele fosse parecido com o pai, enquanto a menina tinha a mesma graça e sorriso da mãe, sua expressão era adorável.
Eles eram adoráveis, bebeu do vinho furtado de mais cedo, enquanto pensava na história que o amigo havia dito, todavia, o meio mortal estava fadado a morrer desde o nascimento, e apenas prolongou sua vida naquele lugar.
— Porque se apaixonou por ele…? Se você sabia que ele ia morrer?
A pergunta perguntou a mais nova de surpresa, enquanto apenas sorriu.
— Porque ele me deu o coração dele.
encarou a mulher –, os olhos amendoados repletos de um amor que o Deus da Guerra sentiu ciúmes daquele homem que habitava o coração dela, e ao qual poderia dizer que disputavam o mesmo lugar no coração da mais jovem.
Ela o amava –, ele tentou beber o vinho porém ele foi substituído por chá de hortelã, a mulher guardou o vinho, enquanto observou o ato de insolência contra ele.
— Vinho não é bom para seu corpo, Deus da Guerra.
— E o que é bom?
— Uma boa noite de sono.
Ela segurou suas mangas, enquanto o puxou, o deitando como se fosse uma criança mimada, observou colocar o incenso de sândalo branco, e se afastou.
— Fique até eu dormir.
Segurou as pontas da roupa dela, observou atentamente, enquanto suspirou.
— Tudo bem.
Enquanto o cheiro de cedro estava nas vestes dela, ao mesmo tempo em que sentiu os dedos sobre sua face.
— Durma bem, .

X
observou as três crianças, Bae e os gêmeos.
e Ren brincavam ao redor da floresta com uma barreira mágica enquanto as folhas caiam sobre suas cabeças.
O então Deus da Medicina observo os filhos de Kumiho –, havia boatos sobre a paternidade de ambos, até mesmo havia sido cogitado para ser o pai dos pequenos, porém os achava parecido com…
A figura que pensou não poderia ser o pai, enquanto repassava a história que havia pelos quatro mares e os oitos desertos, e suspirou lentamente pelo nariz.
A aparência do herdeiro da alta Deusa lembrava mais jovem, porém talvez o vinho que tomou na noite passava tivesse afetado seu julgamento.
E também, os milhares de anos poderiam estar pesando em suas costas.
O Deus da Guerra saiu da casa, enquanto os gritos e as risadas infantis soavam alto e o cheiro de café da manhã havia despertado seu estômago, percebeu que o homem encarava a mulher que arrumava as flores numa mesa ao ar livre.
— O que pretende fazer?
— Começa a conquistar ambos, e depois a mãe.
— Você realmente se apaixonou.
Comentou, enquanto dois soldados apareceram, os encarou enquanto a mensagem foi entregue em suas mãos, a expressão em sua face
— Mãe, mãe, podemos pegar cana de açúcar?
A criança pulou em suas pernas, a segurou no colo, enquanto a mesma sorriu.
—Eu preciso ir a Colinas Verdes, então… – a menina murchou ao ouvir o tom de sua mãe, suspirou, seu segundo irmão exigia sua volta, porém havia prometido passar seu tempo livre com seu sobrinho e filhos – Eu vou dar um jeito, meu amor. Não fique triste, Ren.
—Nós podemos levá-los, pequena .
A menina encarou o homem mais velho, enquanto seus olhos avaliavam a pessoa, Ren sentiu o cheiro de hortelã e lótus das roupas dele, pai? Enquanto a encarou o Deus da Guerra seriamente.
— Vai. Nós cuidamos dele. Cuide seus negócios.
encarou as três crianças, não queria deixar seus filhos e sobrinho com , porém não queria deixar seus pequenos tristes.
— Vocês vão levá-los? Eu não quero incomodar…
— Não será incômodo algum.
observou os dois imortais, enquanto apenas baixou sua filha no chão.
—Mãe, nos deixe com os dois tios imortais.
puxou suas vestes, franziu o cenho ao passo em que encarou os gêmeos e o sobrinho que também a olhava com aquele mesmo olhar de sua mãe.
— Certo. Vocês devem obedecer eles. E não se afastem deles. Entendido?
— Nós amamos você.
abraçou os filhos, enquanto fez em cada um o mesmo gesto – de sua testa até o nariz e o beliscando, e a filha fez o mesmo consigo juntamente com o irmão.
— Eu voltou em dois dias. Se algo acontecer…
— Comigo do lado, nada irá ocorrer, pequena .
sorriu, enquanto suspirou e lentamente deixou seus pensamentos lhe acalmarem.
Era apenas dois dias, acreditava que tudo iria ficar bem, porém ela sentia que não devia deixar eles.
Mas seus filhos precisavam se divertir, e assim o faria.

X
A risada soava alto.
Enquanto tentava alcançar a manga da mulher que corria de si, enquanto sua risada preenchia o ambiente, e o desespero tomava conta de seu corpo por não conseguir se aproximar dela.
Ele precisava tocá-la.
— Não vai me pegar, mestre.
Enquanto corria, e cada vez mais se afastava dela.
Em outro momento, a garota lhe sorria, enquanto estava nos braços de outro homem.
.

sentiu as mãos sobre o seu rosto.
As risadas infantis soavam, enquanto o teto da velha cabana de Kumiho lhe trouxeram a realidade.
O que estava havendo consigo? sentiu as lágrimas descendo por sua face, enquanto as três crianças encaravam com curiosidade o Deus da Guerra, ao mesmo tempo em que a menina cochichou ao primo.
— Será que ele teve um pesadelo?
— Ele é o Deus da Guerra. Porque teria um pesadelo? Todos os temem, ele é o senhor da Guerra.
A voz de Bae soou baixa, porém foi o suficiente para perceber a figura do então filho de , enquanto o então Deus da Guerra fez uma manobra com a mão arrancando gritos genuínos de desespero, e risadas, ao mesmo tempo em que as crianças encaravam o chão ao flutuar.
Arqueou as sobrancelhas, enquanto a menina começou a chorar em desespero.
— Ei, ei, ei… É apenas uma brincadeira. Não chore, tudo bem?
A criança tinha lágrimas cristalinas derramando por sua face, enquanto fungou em desespero, ao mesmo tempo em que não tinha jeito com crianças, ao passo em que a menina chorava ainda.
— Não, não chore, não chore. Eu sinto muito.
A menina encarou o homem desesperado, enquanto a mesma sentiu o pequeno lenço em sua face, a gentileza do Deus da Guerra era desajeitada, ao mesmo tempo em que a menina parava de chorar.
— Eu sinto muito. Você está bem?
— Sim.
— Vamos tomar café e iremos pegar a cana de açúcar.
As risadas infantis soaram, enquanto encarou satisfeito por alguns segundos, ao passo em que a imagem do sonho mostrava a mulher de costa mexendo em alguma coisa na panela.
— Vamos, tio!
A imagem se dispersou, enquanto balançou a cabeça, talvez a noite mal dormida tivesse criado alguma ilusão em sua cabeça.
E assim esperava.

X
encarou Kumiho Qian, a mulher andava de um para outro, enquanto o marido analisava as feições dela atentamente, ao perceber a ruga de preocupação após o relatório de Dae.
—Pare com isso, Qian Qian.
— Você… – ela se calou, era um segredo de sua irmã, ela não tinha direito em dizer mesmo para – Eu vou para os Mares Orientais.
— Qual o problema do irmão mais velho se aproxima da sua irmã?
— Eles não estão fadados.
— São apenas problemas menores, não precisa ficar agitada.
A mulher encarou ele, enquanto Namjoo a puxava de volta para a mesinha, ao passo em que a deusa encarou os próprios dedos.
peça ao mestre para não se aproximar dela.
— Não entendo você, antigamente a sua irmã era a maior fã dele. O que mudou?
A mulher se silenciou, enquanto pegou o amendoim na mesa, apenas pensava no que sua irmã estava passando, ao mesmo tempo que pensava que seu mestre merecia saber, mas o desespero de a assustou ao ponto de concordar em apagar a imagem dela da mente do mestre.

tinha os cabelos desgrenhados quando finalmente havia aparecido depois de quase 50 anos sem resposta, havia feito diversas viagens ao mundo mortal, ao qual passou pela mais diversas provações, enquanto chorava, a barriga de pouco mais de nove meses ao passo em que entregava uma das últimas parte da alma de , enquanto respirava com dificuldade.
O sangue escorria por sua mão, enquanto a mesma chorava copiosamente, ao mesmo tempo em que segurava a Vela do Osso Mortal.
! O que você fez?
Encarou as vestes repletas de sangue, enquanto a mais jovem parecia pálida feito papel.
— Eu não vou conseguir, irmã, eu não vou conseguir…
A voz falhou, enquanto a irmã gêmea segurou , ao mesmo tempo em que o grito escapou dos seus lábios e o céu azul se transformava em nuvens negras e relâmpagos tingiam aquela pintura, ao mesmo tempo em que entrou em trabalho de parto.
— Eu não vou conseguir…
Ao mesmo tempo em que o tempo se fechava ali, os gritos agonizantes, Kumiho Qian sentiu agonia e pesar pelo sofrimento da irmã.
— Eu vou te ajudar. Vamos!
O grito escapou de seus lábios, encarou com lágrimas, enquanto a figura apareceu de repente e, naquele momento, Kumiho Qian soube o motivo do sumiço da irmã, enquanto versão meio mortal com a mesma aparência do mestre aparecia ali.
— Quem…? ?
Encarou as duas mulheres idênticas, enquanto a irmã suplicava com olhar que Kumiho Qian não falasse nada naquele momento.
— Eu sou a irmã dela. Vim depois de receber a carta falando do parto…
— Ah, obrigado por vir de tão longe, por favor, ajude-a, eu não sei o que fazer…
A mulher sorriu, enquanto apenas balançou a cabeça para ele, ao mesmo tempo em que encarou o céu.
— Pode pegar água quente e panos limpos?
O homem saiu apressado, ao mesmo tempo ajudou a irmã a se deitar, parecia apavorada naquele momento, os cabelos caindo por sua face, e o medo estampavam suas orbes.
— O tempo virou rapidamente, meu amor. É uma provação Celestial.
Fez os cálculos em seus dedos, e as contas batiam sobre o teste que o Céu daria a sua irmã, enquanto se tornaria alta Deusa naquela noite, porém, a pequena imortal não aguentaria as dores dos raios que acertariam ao mesmo em que estava em trabalho de parto.
— Você acha?
— Você não tem condições nenhuma de receber essa prova, . Eu irei cria uma barreira, mas duvido que aguente…
O pensamento de que a irmã estava prestes a passar por tamanha dificuldade grávida, fazia pensar que o Céu queria castigá-la por sua teimosia quanto ao amor por .
— O que é um teste Celestial?
está sendo testada para o Céu. Ela não lhe contou?
— Qian Qian!
— Eu irei receber o teste por ela, e então ajude-a no parto.
Tinha confiança que não morreria naquela noite, porém as dores e os ferimentos ainda se refletiram em , porém, a voz decidida soou.
— Eu irei fazê-lo.

Naquela noite as duas crianças nasceram e morreu, Kumiho Qian apenas sentiu as mãos sobre as suas enquanto as lembranças traziam a dor e o sofrimento da irmã naquela noite.
Os dias sombrios de se tingiam de vermelho até o azul.

X
Seu segundo irmão era aquele que ela mais gostava, afinal Shin sempre a defendeu desde jovem e estava sempre ao seu lado, encarou o então segundo filho dos Kumiho com respeito, enquanto apenas sentiu o olhar analítico sobre si.

— Segundo irmão.
— Eu não gosto disso, mas… – ele começou, enquanto apenas encarou a jovem mais nova de sua família – O pai quer fazer uma competição.
— Competição? Pelo que?
— Pela sua mão.
riu, uma risada genuína enquanto pensava que seu irmão mais velho estava brincando, porém a seriedade dele a assustou, ao mesmo tempo em que franziu o cenho.
— Eu não quero.
— Foi o que eu disse para ele, mas as fofocas estão incomodando ele… – revirou os olhos, seu pai pouco ligava para aquilo – sobre as fraquezas da família Kumiho, e ele quer provar que todos estão errados.
— Com uma competição?
— Um genro das Colinas Verdes deve ser equiparável a sua consorte… E você, entre todos os filhos, é inigualável lutando. Então tenho certeza que não perderia.
— Mas porque uma competição?
— Ele deseja mostrar que somos mais fortes do que aparentamos, mesmo que não mostre aos outros, ele quer mostrar que não somos fracos.
— Papai só quer assistir uma boa luta.
— Isso não se pode negar.
Os dois riram, enquanto o chá servido estava aquecido, pensava naquilo, apesar de que não havia ninguém de sua geração capaz de ser igual ou melhor que ela na espada.
Havia sido ensinada pelo Deus da Guerra –, não havia professor melhor.
— Onde estão meus sobrinhos?
— Hmm… Nos mares Orientais. Eles estão colhendo cana.
— Sozinhos?
— Deixe uma babá com eles. Não se preocupe.
não diria que seria tal babá, enquanto apenas bebeu o chá, e pensava na competição que haveria pela sua mão.
Não queria luta com ninguém, afinal, se houvesse algum indivíduo com sorte… Ela teria que se casar com ele? Aquele pensamento não poderia se concretizar, seu pai estava tendo fechar o cerco ao redor dela.
— Irmão, sobre o casamento…
— Você não se sente segura para ganhar?
— Não é isso! Apenas que… Não posso lutar com todos eles, seria cansativo demais.
— Uma competição entre eles, você acha melhor?
Sugeriu, enquanto sorriu, ao mesmo tempo em que suspirou.
— Isso vai ocorrer quando?
— No mesmo dia da espada escondida, você deve realizar as duas cerimônias.
— Irmão! É cedo demais!
— Você quer adiar mais esse evento? Deixe de sua preguiça, . Já informei aos outros irmãos, então se prepare…
— Qian Qian irá retornar?
— Provavelmente.
— Então, tudo bem.
A mulher bebeu seu chá, enquanto pensava que logo estaria assumindo o trono das Colinas Verdes como sua monarca, Kumiho encarou o céu azul enquanto pensava, o que as crianças estavam fazendo?

X
As crianças tiravam as canas, Bae arrancava enquanto Ren segurava a sacola do pequeno príncipe, ajudava , o menino de ar sério cavava o chão.
— Seu nome se escreve como meu, mas o meu se chama
é o nome do meu pai.
Murmurou a criança, enquanto os olhos fixos nos dele, era o mais inteligente daquelas crianças, o Deus da Guerra observou o garoto atentamente.
— Oh, é mesmo?
— Sim, mamãe gostava dele… Apesar dele…
— Ele ser mortal.
A palavra soava estranha em sua boca ao pensar no pai, enquanto o garoto encarou o mais velho que parecia reflita em suas palavras.
— Você é parecido com ele…
— Oh, mesmo?
— Pela pintura que a mãe fez.
apenas ponderou, enquanto arrumou a cana no saco, ao mesmo tempo em que Bae e Ren se aproximaram deles.
— Será que é o suficiente?
— Sim, é o suficiente.
encarou as crianças carregando suas próprias sacolas, ao passo em que o pensamento lhe trouxe aquela sensação.
Ele era parecido com o pai deles?

Capítulo V

A imagem era parecida.
Menos robusta, e mais… feliz? O homem desenhado tinha os olhos bonitos, porém, o estilo de roupa mais animado do que o seu, analisou o rosto dele atentamente, e pensou que haveria tal mortal com seu rosto trafegando por esse mundo.
bateu levemente nas costas de Ren que agarrava sua mão, ao passo em que observou e Bae adormecidos, sentiu aquela ínfima sensação de que era o lugar certo para ele estar, o Deus da Guerra retirou seu dedo enquanto colocou as cobertas sobre os pequenos adormecidos.
E se retirou do quarto – o esperava sentado na mesa, enquanto o vinho estava ali a sua frente.
— O que foi?
tem o mesmo nome do pai.
— Era de ser esperar, não acha? Todos sabem que amou o mortal mais do que ninguém, e talvez não haja espaço para você… Deveria desistir.
— O que você está falando? Deixe fala besteira.
se irritou, enquanto a imagem do homem mortal estava a sua frente, ao passo em que suspirou.
— Ei. Ouvi dizer que as Colinas Verdes vão promover uma competição pela mão da sua .
bebeu do vinho de uma vez, enquanto arqueou as sobrancelhas.
— No mesmo dia que for conferido o título de Imperatriz do Deserto do Leste, irá ter sua mão disputada por todos os imortais interessados, será uma grande competição. O que acha?
sorriu, enquanto apenas bebeu o vinho.
— Será difícil para eles competirem contra mim.
— Você realmente…
— Sim. Eu me apaixonei por ela.
encarou o vinho, o pensamento sobre o homem que habitava os sonhos, desejos e o coração de o irritavam.
— Ei, ei, não exagere.
— Me deixe.
Sussurrou, enquanto pensava que o ciúme era um pecado capital, porém era a primeira vez que sentia isso, enquanto todos aqueles anos sendo treinado para ser o temível Deus da Guerra pareciam ser nada para a criança que habitava seu coração.
Ele estava apaixonado por , e desejava que ela se apaixonasse por ele.

X

atravessou a barreira, ao mesmo tempo em que sentiu o cheiro de vinho preenche o ar com hortelã.
Suspirou –, ao percebeu o Deus da Guerra deitado sobre a mesa ao luar, a mulher se aproximou lentamente, enquanto percebeu um, duas… Vinte garrafas vazias, e então sorriu ao perceber que ele estava dormindo serenamente.
Ele tinha a mesma tolerância de quando era seu mestre, e quando era mortal, enquanto a mulher encarou o rosto adormecido com as bochechas vermelhas pelo álcool.
— O que você está fazendo, ?
Sussurrou, enquanto pensou em tocar em sua face, porém apenas se conteve, e então observou ao redor enquanto estalou os dedos, os imortais menores encararam a alta Deusa.
— Senhora, está de volta. Saudações, senhora.
— O que houve para ele está nesse estado?
— Não sabemos senhora, ele deu a jantar as pequenas Altezas e a fez dormirem e depois… – os dois trocaram olhares entre si – Ele se juntou ao Deus da Medicina, e depois ficou tomando vinho sozinho, senhora. Ele não comeu nada desde o almoço.
— Onde está o Deus da Medicina?
— Ele foi para o quarto na sexta garrafa de vinho.
encarou o mestre, enquanto suspirou, apenas sorriu de lado.
— Eu cuido disso. Podem se retirar.
apenas foi até a cozinha, enquanto cozinhou a sopa de ressaca para dois altos Deuses, a mulher observou o mesmo se erguer com o cheiro.
— Você voltou.
— Sim, voltei. Você não devia beber demais, Deus da Guerra.
— Me chame de .
se virou para réplica malcriada como sempre, afim de afastar o então Deus da Guerra, mas os olhos dele estavam cravados em si, ao mesmo tempo que as bochechas estavam avermelhadas pela bebida, e os lábios próximos de seu nariz enquanto o hálito de vinho escapava da sua boca.
— Porque não se apaixona por mim?
Franziu o cenho, enquanto percebia que ele estava bêbado o suficiente para lhe contar seus segredos mais absurdos, ao mesmo tempo em que ele tocou sua face, e se aproximou de sua testa.
Aquele olhar, aquele toque… Arrepiou enquanto no roçar dos lábios ocorreu, porém, ela se recordou que não deveria acontecer, enquanto a mesma sorriu para ele, e o empurrou para a cadeira de modo gentil.
— Eu estou fazendo sopa. Você quer?
Ofereceu, ao passo em que bufou ao perceber que estava evitando ele.
— Sim.
A voz soou animada, enquanto apenas serviu a tigela de sopa e observou o homem comer avidamente, ao passo em que a encarou e a pergunta deixou sua boca antes que sua mente pudesse alertar que aquela pergunta era pertinente.
— Você me odeia?
— Não.
— Então, porque me evita? Porque você não pode estar comigo?
deu um sorriso melancólico e sentiu o olhar dele sobre o seu, enquanto apenas negou.
— Seja um bom garoto.
Apenas se afastou, enquanto segurou a barra de sua roupa, o encarou.
— Fica comigo. Por favor.
não sorriu, enquanto o conduziu para o quarto, o Deus da Medicina estava adormecido no outro quarto limpo para ele, enquanto ela o depositou na cama, e bateu em suas costas, ao mesmo tempo em que a puxou para a cama.
— Me solte.
— Fique até eu dormir.
As mãos segurando as suas, enquanto a mão em sua cintura, encarou os cílios grossos, as sobrancelhas, o formato da boca, enquanto o mesmo adormecia ao seu toque.
— Eu não posso ficar com você, , é pro seu próprio bem, eu não posso desejar algo que não é meu.
Sussurrou baixo enquanto beijou a teste dele, porém, os lábios se chocavam, enquanto os olhos inebriados pela bebida, e apertou os lábios nos dela, o gosto de pêssego presente, arquejou enquanto se afastou dele.
— Durma.
Antes que ela saísse, sorriu para ela, enquanto sussurrou.
— Eu serei seu e você será minha, pequena .

X

A manhã seguinte, Bae encarou os dois deuses –, o pequeno príncipe quis rir, porém conteve sua audácia, enquanto a sopa de ressaca estava sendo posta na frente deles.
penteava os cabelos de , enquanto observava a mulher seriamente, a dor de cabeça presente pela quantidade de álcool que botou no seu sangue, havia meras lembranças de ter beijado Kumiho , porém acreditou que era um sonho sem pudores seu.
não parecia abalada, enquanto ajeitou o enfeite simples e colocou o enfeite após ajeita a longos cabelos de .
— Certo. Vá comer.
— Obrigado, mãe.
A mesma sentiu o olhar dele sobre o seu, observou com os lábios curvados nos cantos, ao mesmo tempo em que não havia tocado em sua comida, a mesma bebeu o chá que estava a sua frente.
— Mamãe, vamos retornar as Colinas Verdes…
— Na verdade, iremos ver o mestre.
— Mestre? Sério?
As duas crianças pularam na mãe, enquanto acariciou suas faces.
— Logo, terão idade para terem seus mestres.
— Eu posso ensiná-los… – sugeriu, enquanto os dois menores encararam a mulher que também observava o Deus da Guerra – Ser o mestre deles.
— Ah, achei que o Alto Deus só aceitasse homens…
— Sua irmã entrou na Montanha de Kunlun como homem.
Kumiho sorriu, enquanto pensou, não, mestre, nós duas entramos, ao mesmo tempo que em que percebeu a figura observa-la com atenção.
— Mestre… já se propôs a educá-los ao cultivo, não se preocupe.
— Mamãe poderemos colher pêssegos.
— Mas é claro. Mamãe fará uma deliciosa geleia aos meus pequenos.
— Mestre deve sentir falta da mamãe.
observou encarar os dois menores, ao passo em que Bae se juntou a conversa animada sobre pêssegos e geleias, o Deus da Medicina apenas bateu em sua perna com leque.
— Não destrua a louça de chá dela.
— Ah, claro.
Encarou a porcelana, ao passo em que percebeu a flor de lótus desenhada, ao mesmo tempo em que a imagem trazia lembranças.
Lembranças essas que não lhe pertenciam a primeira vez vista.

A louça deixada sobre sua bancada era preta, com flores de lótus desenhadas, a pequena imortal o encarou com um sorriso de lado, ao passo em que se retirou, a garota flertara descaradamente com o mestre, percebeu o bufar leve do garoto ao seu lado.
— Esse chá está perfeito.
— Hm, mestre gostou do chá dela?
A voz soava aborrecida, enquanto passou as mãos sobre testa do discípulo até seu nariz o beliscando, e assustando com toque despreocupado do mestre.
— Seu chá é melhor. Mas esse chá está delicioso, pequeno Yang.
O rapaz de cabelos presos no alto revirou os olhos, se espreguiçou em cima da mesa, fazia alguns dias que estavam naquela viagem.
— Mestre gosta de chás encorpados então…
sorriu, ao passo em que os olhos amendoados o encararam seriamente, analisando cada passo detalhe do homem.
— Porque viemos ao Reino dos Demônios?
— Um velho amigo pediu para olhar uns registros familiares… Aparentemente quer casar a filha mais jovem dele com um dos Lordes dos demônios.
— Achei que o Céu não permitisse tais casamentos.
— Sim, não permitem, mas Zheng pediu para observar os demônios, já que alguns deles mandaram requisição para se casar com a sexta filha dos Kumiho…
— O quê?!
— Qual o problema, pequeno 18?
O garoto apenas riu.
— Eu não acho que a pequena alteza irá gostar…
— Oh, você acha?

parou, sua expressão se franziu. Ele tinha 17 discípulos, e não… 18? 18? Balançou a cabeça, enquanto apenas percebeu .
— O que houve?
— Hm, apenas alguns lapsos de memória.
— Tio, eu vou com a tia.
As crianças se curvaram, enquanto percebeu a expressão dele, reconhecia tal expressão quando se tratava de alguns problemas, porém se manteve calada.
Tal informação pertencia a sua antiga identidade.
— Nos despedimos.
percebeu que não se moveu, o pensamento embaralhados, enquanto o mesmo se moveu.
— Eu irei para as Montanhas de Kunlun resolver alguns problemas, eu não posso volta ao céu ainda.
— Tudo bem. Você está bem?
— Eu preciso de respostas.

X

os aguardava sem conter sua animação, enquanto às três crianças imortais correram para o Deus dos Casamentos, ao mesmo tempo em que monarca das Colinas Verdes sorriu para ele.
— Então, desde quando temos lutas por sua mão?
— O mestre recebeu o aviso do segundo irmão.
— É a fofoca do mês. Então, você pretende derrotar todos?
— Obviamente. Crianças, vão tomar um banho, trocar de roupas e descansar, depois o mestre irá brincar com vocês, eu preciso conversar com o mestre.
Os três obedeceram, conhecia , ele estava irritado com ela, enquanto a ruga de preocupação evidente em seus belos olhos, enquanto a mesma apenas esperou.
— Soube que ele estava nos Mares Orientais…
— Foi uma mera coincidência, mestre.
— Certo. Seu pai pediu para eu organizar os convites do céu, eu devo enviar para ele?
pareceu avaliar a mais jovem.
— Ele não vai. Então, envie.
encarou o fio Vermelho brilhando intensamente, ao mesmo tempo em que a mulher o observava seriamente.
— Mestre?
— Sobre a arma… Você irá usar sua arma verdadeira?
travou, enquanto apenas observou o mestre –, sua arma consistia em duas correntes com anéis, enquanto a espada do Dragão Negro era parte de sua coleção ao qual a mesma forjou para sua cerimônia, porém, ambas foram feitos sob a tutelar de , talvez não fosse uma boa ideia usar tais armas.
Ela não poderia mostrar suas correntes.
— Usarei a espada do Amanhecer Negro.
— Hm, você não tem prática com ela.
— Não se preocupe, ninguém conseguiria a minha mão, e papai terá a diversão que quer…
— Eu não o entendi o motivo. Ele casou uma, e já que casar a outra…
— Papai deseja que todos estejam casados, mas… Ele deve estar entediado para fazer isso.
— Seu pai andar ocioso desde que deixou o trono…
A garota riu, enquanto pensou que seu pai estava frustrado com ela, afinal, ela havia desaparecido por 100 anos, e voltado com dois bebês a tira colo para as Colinas Verdes, o Imperador estava preocupado com a então filha, mas depois de anos não se opôs as decisões dela.
— Você devia treinar com sua espada para não facilitar para os homens que desejam a sua mão.
— Oh, certo. O que você vai fazer?
— Hm, mimar os meus afilhados… Treine arduamente.
revirou os olhos, estava fugindo dos seus deveres como alto Deus, e riu, enquanto apenas trouxe as duas espadas.
Enquanto apenas pegou o anel dado por naquele ano, ao mesmo tempo que sentiu o poder que deveria esconder de todos.
Afinal, ninguém mais sabia o estilo de luta do Dragão como ela em toda a Kunlun.

X

A Montanha de Kunlun era imponente.
Como filho do pai dos Deuses, se tornou o Alto Deus daquela montanha, e mestre da guerra e das artes maciais do mundo mortal, e requisitado por muitos clãs de diferentes tribos a treinar seus sucessores, havia um seleto grupos de pessoas que vinham ali para de tornarem seus aprendizes.
Kumiho Qian havia sido uma dessas pessoas, recebeu as saudações enquanto seu aprendiz mais velho apenas se curvou.
— Mestre está de volta.
— Sho, venha comigo.
O primeiro aprendiz apenas o seguiu até a saleta, enquanto pediu aos irmãos mais novos que pegassem chá, ao mesmo tempo em o Deus da Guerra se sentou.
— O que houve, mestre?
— Quem é Yang?
O mais velho de seus discípulos encarou surpreso.
— Mestre se lembrou do pequeno 18?
Ele existe, franziu o cenho, enquanto tentava forçar sua memória, porém, havia algo bloqueado.
— Porque eu não lembro dele?
— Mestre, após você acordar, você chamou um a um para saber suas novidades, mas jamais mencionou o pequeno 18… Depois, o médico imortal disse que você estava com perda de memória.
— Que médico?
— O Deus da Floresta de Pessegueiros.
Franziu o cenho, enquanto pensava que o alto Deus da Floresta de Pessegueiros, Chen, não havia lhe relatado nada sobre amnésia.
— Onde ele está?
— Mestre, o pequeno 18 está desaparecido.
— Ele não veio…?
— Após seu corpo se levado, o pequeno 18 partiu para mundo, o irmão 16° tentou localizá-lo por vários anos, mas… Sem qualquer notícia.
franziu o cenho, enquanto apenas sentiu, então, o aroma de eucalipto selvagem chegou as suas narinas.
E sua cabeça latejou.

— O que está fazendo?
— Colhendo eucalipto.
O pequeno imortal estava sujo da cabeça aos pés, enquanto as plantas estavam sendo colocadas no cesto, se baixou.
— Porque…
— Mestre gosta de eucalipto. Vou fazer uma comida deliciosa e um chá delicioso ao mestre.
— Oh, é mesmo? Pequeno Yang, você está me mimando demais.
— Mestre não quer?
Naquele momento, as mãos dele pararam sobre suas cabeças, enquanto sorriu.
— E porque não iria querer?

Ofegou –, porque o rosto de estava em suas lembranças? Yang tinha o mesmo olhar, ao mesmo tempo em que encarou o primeiro discípulo.
— Mestre, mestre, você está bem?
— Você tem um retrato dele?
— Do pequeno 18? Sim, sim, irmão 14°, pegue o retrato.
sentiu o suor escapar por suas mãos, ao mesmo tempo em que a impaciência estava em seus dedos, o simplesmente pensamento havia ganhado forma.
Não podia ser, poderia?
Enquanto a imagem do garoto em seus sonhos se tornava real, o rolo do pergaminho desceu revelando um rapaz de porte pequeno, os cabelos arrumados em estilo de Kunlun, e com duas correntes presas em seus pulsos, e reconhecendo a corrente do Dragão Negro de Kunlun, ao mesmo tempo em que os olhos dele eram idênticos aos de .
era Yang, seu discípulo esquecido.
— Porque ele não retornou?
— Acreditamos, mestre, que ele tenha se sentindo deixado de lado, por você não lembra dele.
franziu o cenho, mesmo que fosse o caso, a mulher poderia estar ao seu lado nos últimos trezentos anos, porque o deixou.
Ele precisava conversar com ela.

X

Antes.

— Você não pode fazer isso?
— Mas isso pode trazê-lo de volta.
— Sim, é claro que pode, mas isso…. Você precisa dar algo em troca.
— Eu darei a minha vida.
— Você não é uma imortal sem importância, ! Você é a futura Monarca das Colinas Verdes, e eu não posso permitir que arrisque tudo…
a encarou enquanto a mesma suspirou, implorou anos atrás que ele a tornasse a sua aprendiz, afim de descobrir meios para acordar , a mesma seguia diligentemente seus estudos, aprendeu a arte de usar as provações amorosas como meios para acordar , ao qual ela arriscaria sua própria vida para salvá-lo.
— Eu posso ajudar na volta dele. Me dê a permissão.
— Você entende que vai ter que passar por nove provações? Além de cultivar a alma dele em cada uma delas até… Ele ganhar forma. Para ser capaz de acordar ele, você deve fazê-lo se apaixona por você em todas elas, isso seria cruel demais com você, ! Porque não poderá ficar com ele nessa vida, e você não entende isso? Você não poderá amar ele quando acordar e eu sei que isso será doloroso, mas você entende os riscos de arriscar tudo por ele?
— Eu o amo. Eu preciso salvar ele.
A sentença soava firme, dolorosa, enquanto a mesma o encarou, encarou a firmeza das palavras, os lábios finos, enquanto a mesma parecia decidida arriscar tudo por ele.
— Tudo bem. Mas, eu não permitirei que arisque sua vida por ele, entendido? Você ainda é a minha única aprendiz, então eu irei ajuda-la.
se curvou a ele, enquanto o mesmo pediu para a mesma se levanta com a mão, enquanto encarou os olhos repletos de lágrimas dela.
— Tenha certeza de não se arrepender.

Naquela época, acreditou piamente que poderia sobreviver aquela provação para salvar ele, havia acreditado que poderia deixar qualquer sentimento por ele de lado assim que tivesse certeza que estaria a salvo de qualquer mal, mas soube no momento em que ele levou o golpe por ela que jamais deixaria de amar por toda a eternidade, que seu corpo, alma e coração pertenciam àquele Deus venerado por todos, porque ele era a única Lua que importava nas galáxias para ela.
Ele atraía ela apesar dos esforços de se afastar, era como a Terra que mantinha o magnetismo que exercia sobre a lua, soube que jamais poderia deixar aquele homem.
Ela pertencia a ele, porém, ele poderia pertence a ela mesmo após tudo o que houve? Todos os problemas criados pelo amor que ela sentia por ele. Porque o relacionamento deles tinha que ser mal fadado desde o início? Porque ela não podia ter aquela felicidade para si?
Aquela decisão pertencia a .
Ele a amaria de volta?

Capítulo VI

Havia diversos lugares sendo preparados enquanto os servos do Clã das Raposas de Nove Caudas corriam apressados pelo local, observava o mestre e seus pais falando sobre as preparações para a Cerimônia da Arma Escondida das Colinas Verdes.
Sentiu aquele comichão em seu estômago, enquanto pensava que seu pai só desejava assistir boas lutas para retirá-lo do tédio, que provavelmente estava sendo sua vida ociosa, mas, porque havia concordado em deixar a sua mão como prêmio para agradar seus mais velhos? Suspirou, porém, percebia que havia orgulho sendo testado, mesmo que alguém saísse vencedor, acreditava que seu pai jamais entregaria sua mão a um qualquer.
Ela estava sendo coroada como Rainha do Deserto do Leste das Colinas Verdes, então, havia renome em seu título.
— Ei, ei, ei…
A mão parou sobre seu ombro, o então Rei dos Mares do Sul estava sendo engraçadinho novamente, ao passo em que se afastou do mesmo sob olhares atento dos imortais de todos os reinos.
— Não seja assim. Eu te ajudei no passado.
— Eu já retribuir sua gentileza, vossa alteza.
— Você é muito sem graça, sabia? – o homem apenas ajeitou o leque, ao passo que a Alta Deusa franziu o cenho para ele – Quase todo os quatros mares e oito desertos estão aqui. Não está nervosa?
Ela estava, afinal, enquanto pensava que receberia ali o título de Monarca das Colinas Verdes, e encarou a espada do Amanhecer Negro, todavia, dentre todos os filhos de seus pais, ela era que mais tinha conhecimentos sobre as artes marciais, e tinha confiança das suas habilidades, porém não sabia quais seriam os pretendentes que viriam disputa a sua mão.
— Eu não estou na competição.
— Nem deveria entrar. Afinal, porque iria querer casar comigo?
riu, o riso escapava de seus lábios ao pensar que o olhava sério.
— Oh, seu amado está aqui.
apenas percebeu a figura de se sentar no alto da escadaria preparada para o evento. Mas, o que ele estava fazendo ali? Dentre todos os imortais, ele não deveria estar ali, enquanto percebeu a figura de a olhar com preocupação.
Tudo ocorreria perfeitamente, era o que ela precisava fazer, enquanto percebeu ali, o mesmo lhe sorriu.
— Pronta?
— Sim.
O nervosismo em sua voz, ao passo em que o homem se aproximou de sua testa depositando um beijo, aquele hábito havia sido trazido de seus pais para o mestre, enquanto percebeu olhares sobre ambos.
— Você realmente não se importa em cria rumores falsos?
— Isso vai evitar que mais pessoas queiram competir pela sua mão, sua pestinha.
Ao passo em que ele segurou os ombros dela, apenas balançou a cabeça.
O sino soou, enquanto logo, se iniciaria a cerimônia.

X

percebeu os imortais menores se curvando, e ele fazendo apenas um gesto de mão, o alto Deus percebeu e sentados lado a lado, enquanto depositou o potinho de geleia entregue pelos servos do filho de , ao passo em que percebeu a figura de Kumiho ao lado , dos Mares Orientais.
— Você desistiu de competir?
Cochichou , o Deus da Guerra apenas mostrou a arma escondida em suas vestes, não poderia andar livremente com o Fogo Celestial a vista, além do curioso fato que desejava evitar desentendimentos com naquele momento.
Tinha quase certeza que Kumiho era seu antigo aprendiz Yang, porém, não entendia do porque da pequena mulher ter lhe abandonando, ao mesmo tempo em que pensava em meios de convencer e os pais dela a lhe darem a sua mão em casamento quando ganhasse a competição, porém, percebeu às duas figuras, enquanto diversos pares de cabeça se viraram para os gêmeos Kumiho e Ren que prestavam suas saudações aos seus mais velhos, ao mesmo tempo em que percebeu os dois sendo recebidos com sorrisos, porém os cochichos sobre a paternidade dos mais novos eram altos o suficiente para irritar o Deus da Guerra que bateu sobre a mesinha posta para si.
— Eles não temem perder alguns anos de vida.
Murmurou , enquanto percebeu as mãos do alto Deus se fechando em punhos, ao mesmo tempo em que sussurrou baixo.
— Ele já está agindo como o pai dos pequenos.
— Isso seria interessante em ver.
Retrucou o homem, enquanto percebeu a figura de perto de , a mulher usava um vestido perolado, os cabelos devidamente penteados, e segurava a espada com firmeza.
Porém, não era a espada que havia trabalhado com ela.
Lembrava bem da espada negra, com uma jade feita a mão por ele, você realmente não queria mais me ver, pequeno Yang? Aquele simples pensamento o irritou, enquanto o Deus do Casamento apenas segurou o rosto beijando a testa dela.
Ela não se afastou dele, enquanto o mesmo tocou em sua cabeça com uma intimidade que nem mesmo ele tinha com a mulher antes de entrar em estado de coma.
O barulho de crack soou, enquanto percebeu que havia quebrado o pequeno objeto que segurava em suas mãos.
Ele estava irritado com aquele pequeno ato entre o mestre e a aprendiz.
Porque você me trocou por ele?

X

A primeira parte era uma dança.
Os movimentos fluídos, enquanto lentamente se perdia naquele olhar concentrado de , o giro ao passo em que todos estavam hipnotizados, enquanto na cítara sendo tocado pelo filho mais velho dos Kumiho conduzia a mulher em acordes suaves e profundos, enquanto as vozes dos imortais eram completamente ignorados pelo Deus da Guerra, porque estava sendo seduzido por com aquela dança.
A espada cortava o ar, enquanto as folhas dançavam ao redor de si, como se fizesse parte da performance da princesa.
— Ela é linda, habilidosa…
— Não se apaixone – cochichou o outro, todos estavam abaixo, enquanto estavam entretidos pela performance – Você acha que pode ser capaz de domar ela? Você teria que vencer o mortal que está no coração dela.
Aquela frase soou séria, e como um tapa para ele ao perceber que competiria com alguém que já estava morto, então percebeu que as curvou com suas espadas em mãos sendo oferecido ao seus pais, ao mesmo tempo em que os pai e a mãe dela a ergueram, percebeu então a figura bater palmas, enquanto o homem complemente de preto sorriu lascivo para a mulher que percebeu todos os Deuses e imortais menores se levantarem com sua presença, e alguns prestes a sacarem suas espadas contra o Lorde de uma das tribos dos demônios.
— Eu lembro que está faltando uma parte desta cerimônia, Alto Deus Kumiho Goo.
O mais velho dos Kumiho se colocou a frente de sua filha e da mulher, enquanto a Imperatriz das Raposa se manteve a frente de sua sexta filha como um escudo protetor.
— Do que você está falando, Lorde dos Demônios Woo?
— Eu tiver o prazer de assistir quatro dessas cerimônias… – ele comentou, enquanto encarou com interesse, apertou os punhos – O futuro Monarca deve enfrenta imortais de sua geração e, assim, se vencer… Mostrará a sua verdadeira força. Mas, na última apresentação, não o teve, não é?
franziu o cenho. Do que ele estava falando?
. O que está havendo?
— Antigamente, durante a dança, os então imortais da mesma geração entravam em batalha com o novo Monarca, Kumiho Goo queria criar seus filhos como monarcas competentes que poderiam vencer qualquer um… – murmurou em cochichos – Mas quando chegou a vez de Kumiho Qian, a mãe implorou que não houvesse isso, pois seriam seus quatro irmãos mais velho contra uma das princesas. Então, o imperador teve pena…
observava a princesa trocando palavras baixas com sua mãe.
— Ele cancelou esse evento, e faria o mesmo com a próxima Monarca feminina que houvesse… Mas não foi uma regra escrita, então o que o lorde dos demônios disse não está errado.
percebeu os dois imortais a frente dele.
— Eu gostaria de desafiar a Rainha por uma promessa.
— Você e a minha filha não são da mesma geração, senhor dos demônios. Você é bem mais velho que ela.
Oh, é a segunda geração do seu clã. E eu sou uma segunda geração do meu clã, e ela já tem o título de Deusa, eu acho justo, vossa excelência?
Kumiho Goo segurava sua irá sobre o homem que ousava desafiar sua jovem princesa, enquanto encarou o homem de outro Clã, enquanto percebeu as cinco figuras paradas ao lado da arena, entre eles estava Kumiho Qian que segurava a espada em suas mãos, assim como outros quatro filhos do Imperador das Raposas.
— Pai, deixe me dar esse prazer a ele para sentir o gosto da espada… – a voz dela soou alta o suficiente, todos ali encaravam a nova Monarca das Colinas Verdes, ao passo em que o homem do Clã dos demônios sorriu animado para ela – Eu posso mostrar as minhas habilidades na espada.
— Sempre ouvir fala das habilidades formidáveis da jovem princesa. Pode ser interessante.
apenas tentou se mover, enquanto o leque bateu em sua cabeça fazendo o Deus da Guerra quase sacar sua própria espada, se sentou ao seu lado, enquanto apenas pegou o copo de chá na mesinha.
— Não ouse se meter.
— Ela é minha discípula.
uniu as sobrancelhas, enquanto observou a linha vermelha do Destino nos pés do Deus da Guerra se tornava mais visível, o Deus dos Casamentos apenas suspirou.
— Ela é a minha aprendiz. Confie na habilidade. Você a ensinou bem, não é?
— Aquela arma não é a dela…
Ali estava encarou o mesmo com olhar sério.
— Quando se lembrou?
O questionamento soava casual, então percebeu o encarando sério, o Deus da Guerra sorriu para ele.
— Você e eu iremos ter uma conversa sobre você sequestrar o meu discípulo. Mas, agora, aquele demônio está testando a minha paciência.
percebeu encará-los, ao mesmo tempo em que ergueu o copo de chá para ela em sinal de que ela deveria se concentrar na luta que ocorria ali.
— Você nem lembrava dela quando acordou? – sorriu o homem de forma travessa, então se ajeitou sobre a cadeira – é a mais habilidosa na espada. Então, não se preocupe.
Como irá lidar com isso, ? Ele se lembrou de Yang, mas… Encarou a jovem se preparando para luta, ao mesmo tempo em que o pequeno servo se curvou ao seu lado, então disse para que ouvisse.
— Prepare os soldados. Lorde Woo pode tentar machucar a minha .
Enquanto o demônio avançou sobre ela.

X

— Eu peço três rounds, se eu vencer, eu desejo uma promessa…
— Acha que pode me vencer, senhor dos Demônios?
Rebateu, enquanto seus pais se afastavam da arena, e o sino soava alto.
A mulher apenas se afastou, enquanto recuperou sua postura de luta, sentiu a espada próxima sobre seu corpo, enquanto dobrou as pernas e avançou sobre os braços dele, ao mesmo tempo em que girou para acertar sua cabeça, porém o mesmo não era tão lento, enquanto a espada estava sobre a cabeça dele pronto para tentar acertar a cabeça de .
Aquele golpe era o mesmo de 30 mil anos atrás quando o enfrentou com seus meros 50 mil anos, ao mesmo tempo em que a mulher se virou e se afastou dele, o homem bem mais velho a encarou sorridente enquanto avançava sobre a Deusa, ao mesmo tempo em que ela se esquivou da espada dele.
Ela não tinha tanto manejo com a espada que havia feito após Kunlun, havia apenas escolhido uma espada aleatória, enquanto apenas se afastou para o extremo da arena.
Precisava aclamar sua respiração, enquanto juntou as forças num ponto cego que ela conhecia dos tempos de guerra, e o mesmo caiu no chão.
— Primeiro round da Princesa Imperial.
O homem então balançou a espada, franziu o cenho, enquanto percebeu que ele não estava tomado pela fúria, ele perdeu de propósito? Enquanto o sino soou, e dessa vez, sentiu a espada e os movimentos dele mais rápidos, enquanto teve dificuldade em segurar a espada próxima ao pescoço, e dobrou as pernas e avançou para o abdômen dele, porém Woo foi mais rápido apenas apontando a espada no seu pescoço.
— Segundo round para o Lorde Woo.
— Eu devo dizer que eu devo ter criado expectativas demais sobre você, vossa alteza.
apenas se afastou, a frustração estava queimando em seus dedos, a espada que segurava era uma das melhores, porém sua prática com ela se limitou as poucas semanas de treino, Woo girava espada com confiança.
!
A voz soou alto, enquanto todos os presentes encaravam o Deus dos Casamentos, o mesmo apenas encarava seriamente.
—Use sua verdadeira arma. Não perca.
encarou incrédula por um momento, porém havia percebido o mesmo que ela. Woo estava subestimando ela, enquanto o Deus dos Casamentos mesmo apenas abriu o leque e sentou novamente, havia os cochichos sobre o que ocorria ali, enquanto guardou o Amanhecer Negro, enquanto percebeu que não poderia manter aquele segredo do mundo se desejasse preservar o orgulho das Colinas Verdes, enquanto a espada mais fina e de peso leve trazia lembranças que ela desejou esquecer em alguns momentos.
— Acha que mudando de arma pode me vencer?
O riso de Woo morreu ao perceber a espada de tamanho mediano apareceu, o Lorde reconheceu aquela espada, enquanto relembrava o pior momento de sua vida quando ela perdeu para a guerra.
avançou sobre o homem assim que o sino foi tocado, enquanto o mesmo desviou, porém, havia leveza em seus passos, enquanto seu corpo parecia se unir a espada feita sobre medida para si, e se virando de forma que seu corpo se movia de forma diferente de antes.
O estilo do Dragão de Kunlun fez vários imortais levantarem, enquanto apenas acertou o abdômen dele, e se afastando enquanto o mesmo sentiu o impacto da espada sobre seu estômago, enquanto seus joelhos cederam.
— Terceiro round para a princesa Imperial.
apenas se virou, enquanto guardou a espada, ao mesmo tempo em que disse em tom sério.
— Eu sinto muito não conceder seu pedido, Lorde Woo, mas peço a vossa excelência que se retire do meu reino.
se virou, prestes a saúda os então Imperador e Imperatriz das Colinas Verdes.
—Você é o Yang… você…
A voz soava furiosa agora, enquanto o homem avançou, antes que qualquer pessoa pudesse reagir.
sentiu quando foi empurrada, e percebeu o sangue descer pelo ombro do então Deus da Guerra.

X

sentiu a dor do toque da espada de Woo, enquanto segurou contra seu corpo, protegendo-a do ataque do lorde dos demônios.
… O que?
As várias espadas e imortais estavam prestes a luta com Woo, enquanto tinha os olhos fixos nos dela, tinha os grandes olhos fixos no ferimento dele, ao passo que nenhum dos dois estava se afastando de imediato.
— Você está bem?
— O que você…
Antes que ela pudesse formular uma pergunta, apenas tocou sua testa com a outra mão.
— Protegendo a minha rainha. Não me afaste de novo, pequena.
O sussurro foi dito por ele e sorriu para ela, enquanto se virou e colocou os dedos ao redor da cintura, tentou se afasta, porém os braços dele a impediram.
— Deus da Guerra… Protegendo a sua cria.
Os soldados dos demônios estavam a frente ao seu senhor, enquanto Woo percebeu o rosto impassível de sério, ao encará-los.
— Minha futura Dama – corrigiu, enquanto apenas percebeu os olhares de todos sobre si ao declarar seu interesse tão abertamente pela então Rainha das Colinas Verdes – Você realmente deseja morrer hoje, Woo? Pelo que eu me lembre, você deve lutar comigo também… Afinal, ela é a minha futura Dama Imperial.
Woo riu, enquanto encarou com seriedade, ao mesmo tempo em que os dois pareciam prestes a lutar ali, porém, o Lorde dos Demônios sabia que estava em desvantagem.
— Por hora, Yang, deixaremos assim, mas não se esqueça… Voltarei para terminar com sua vida.
se afastou de imediato dele, enquanto todos os imortais encaravam o então Deus da Guerra e a Rainha das Colinas Verdes.
— Você deve medir suas palavras, Deus da Guerra.
— Devo?
Sorriu, enquanto os diversos imortais encaravam o rosto de perder a coloração, ao passo em se virou para ir embora.
— Nós não somos fadados.
A frase dita era séria, enquanto pensou em segui-la, mas a mão o segurou, observou o Deus da Guerra com seriedade.
— Ela não está pronta. E você, como pode dizer que ela será sua…?
— Ela é.
, você não entende que ela não…
— Porque o destino então nos uniu?
Questionou, enquanto apenas suspirou, e então disse ao percebeu o pequeno pássaro de fogo voando.
— Venha. Vamos tratar esse ferimento.

X

o arrastou até onde estava, a mesma apenas separava alguns medicamentos ao passo em que ignorou os dois, apenas se sentou na pequena almofada.
— Nós temos que conversar, Yang.
— Conversar? Ah, claro, mas não sou o Yang… meu nome é Kumiho – a voz soava séria, enquanto a mesma se sentou ao lado dele, percebia a tensão no rosto deles – Você pode ir. Eu não vou bater nele… Mestre.
— Claro que não vai.
Murmurou com um sorriso, ao mesmo tempo em que revirou os olhos.
— Você era mais fofa antes.
apenas comentou, enquanto apenas retirou a roupa do ombro, e percebeu o extenso ferimento, apenas começou a limpar com água, enquanto passou os panos sobre as feridas, e ignorou qualquer comentário dele.
— Como você se tornou tão sem coração? Eu falei sério sobre ser minha dama imperial.
— Eu não quero ser sua dama.
— Eu estou apaixonado por você. Se você não quiser, eu serei seu príncipe consorte…
A mão parou, encarou com as orbes amendoados séria, ao passo em que apenas suspirou.
— Eu tenho uma pessoa no coração.
— Você também pode me ter no seu coração. Não há espaço para mim?
Questionou, seus olhos fixos nos dela, apenas passou o pano, então suspirou.
— Ele é o único no meu coração. Por favor, não faça isso.
Naquele momento, ignorou a dor sobre seu ombro, enquanto apenas avançou sobre ela, os narizes próximos, ao mesmo tempo em que o choque estava nos belos olhos da jovem deusa, enquanto roçou seu nariz no dela.
— Eu realmente não tenho espaço no seu coração, pequena?
desviou os olhos, enquanto percebeu o objeto brilhante, apenas se afastou, e encarou com uma expressão sofrida.
— Por favor, não faça isso comigo.
Antes que o Deus da Guerra pudesse dizer qualquer coisa, ele percebeu o objeto brilhante na estante, a pérola negra tinha um formato bonito, será que foi presente dele? Aquilo o irritou um pouco ao pensar que não havia espaço no coração de para si.
Havia aquele sentimento em corpo, e ele não podia sufocar, enquanto descuidadamente a pérola caiu no chão.
E então se espatifou feito cristal, e naquele momento, as imagens que surgiram na tela trazia as memórias que um dia pertenceram a ele.
Enquanto sua mente entrou no mundo das lembranças.

Capítulo VII
 

As lembranças eram repletas de gotas de felicidade, e em cada uma delas, estava nelas, porém, aquelas gotas também era de tristeza e amargura.
Enquanto apenas soltou um grito de desespero ao perceber a mulher em todas aquelas lembranças, ao mesmo tempo em que os primeiros beijos, os primeiros toques, a primeira decepção e, principalmente, as primeiras vezes que ela lhe roubou o coração, estavam uma a uma entrando em sua mente, enquanto as imagens dela dançando para si no quarto de casal, as palavras doces, os olhos amendoados fixos nele com um amor derretido e doce como mel.

Mas, a traição, ao mesmo tempo em que a ela lhe dizia palavras doces, porém, ácidas.
havia quebrado seu coração de diversas formas.

 

X
 

— Vossa majestade deve tomar cuidado.
— Oh, você vai cuidar de mim mais vezes, minha Rainha?
A imagem de era de uma esposa amorosa, ao mesmo tempo em que suas mãos hábeis enfaixavam o pequeno ferimento.
— É o meu dever.
Lhe sorriu, enquanto concentrada apenas apertava a bandagem nos dedos dele, porém a puxou lentamente, enquanto beijou sua testa e a mesma encarava com surpresa.
— Ah, lua…
Murmurou desconexa, enquanto o mesmo puxou seu rosto, ao mesmo tempo em que perguntou.
— Não há espaço no seu coração para mim.
O rei apenas percebeu a mulher nervosa, enquanto a mesma manteve a compostura, haviam se casado, haviam tido noites como aquelas diversas vezes, mas… não baixava a sua guarda perante ele, e sempre citava aquela pessoa com nostalgia.
Ela sempre pensava em alguém.
— Vossa majestade não deve se preocupar, eu estou aqui para servi-lo.
Ele a segurou, enquanto beijou a ponta de seus.
— Eu sou paciente. Tenho todo o tempo do mundo.
Declarou sorridente para ela, porém, ele não sabia que, naquela noite, sua rainha fugiria, na manhã seguinte lia uns memorandos, enquanto o eunuco adentrou com pressa.
— Vossa majestade, vossa… A rainha…
— O quê?!
Antes que pudesse responder, o homem apenas correu até o palácio Ye Hua, seu coração doía, enquanto invadiu o cômodo que pertencia a ela, a cama vazia, enquanto a carta jazia sob a mesinha, e os servos curvados gemendo a morte.

Eu não serei capaz de continuar, vossa majestade.
Meu coração não pode continuar a mentir.
Não estamos fadados.
Eu sinto muito.

.

— TRAGA ELA DE VOLTA!
Enquanto os guardas do palácio saiam, ao passo em que percebeu o único objeto que a jovem Rainha havia aceitado.
A pérola negra havia sido deixada para trás, ficou horas parado, enquanto aguardava o retorno, ao mesmo tempo em que encarava as cartas trocadas entre ela e o general estavam ali.
Um crime punível com morte, ao mesmo tempo em que a mulher adentrou ali, o rosto pálido, enquanto tocou na pérola.
— PORQUE VOCÊ ME DEIXOU?
Enquanto as lágrimas dela fora a última coisa que viu antes dela se morta por sua mãe, mesmo após ter implorado que a salvasse, mesmo após todo aquele sentimento, havia deixado seu orgulho por ela.
E aquele foi seu arrependimento, enquanto a saudade o matou.

 

X
 

A menina do seu passado iria se casar.
A mesma menina que prometeu se casar estava se tornando a princesa consorte de seu irmão, apertou os punhos enquanto o homem exibia a jovem esposa, porém, nenhum dos dois havia qualquer intimidade, porém a menina estava sozinha naquele jardim após seu grandioso casamento.
— Você não devia estar com o meu irmão…
— Ele está com a concubina Fei.
— Você realmente não se importa com isso? Fuja comigo.
Sua voz a assustou, a menina apenas franziu o cenho, ao mesmo tempo em que sentiu a vontade de chorar, porém seus olhos marejados lhe diziam que ela se importava sim.
— Eu devo ser a princesa dele, não a sua. Se alguém ouvir você falando isso, vão matá-lo.
percebeu os meses passando, a garota se tornou distante e fria, comandava o harém que cada dia mais ganhava concubinas, o então jovem príncipe estava prestes a se rebelar contra seu irmão, porém os gritos saíram.
A mulher corria, os passos apressados, enquanto sentiu segurá-la, ao mesmo tempo em que seu irmão estava bêbado rindo, apenas sacou a espada e o matou.
— Você deve fugir… Por favor, .
Porém, ambos foram condenados a morte juntos.

 

X
 

Aquela encanação sonhava com ela todas as noites.
Beijando sua face, acariciando o seu rosto, estava estudando o cultivo para se tornar imortal, todos ao redor dele diziam que mulher de tamanha beleza não existia, porém, o rapaz acreditava piamente que a mulher dos seus sonhos estava ali.
A primeira vez que a viu, ela andava pela floresta sozinha, enquanto pulou em uma árvore.
Foi a primeira vez que a viu em sua forma de Raposa, a pequena imortal desceu após perceber o estalar da madeira.
— Eu finalmente achei você.
Antes que pudesse dizer qualquer coisa, a flecha acertou o corpo dele, apenas sentiu o sangue descer pela madeiras envelhecida, ao passo em que os olhos amendoados se arregalaram, ao mesmo tempo em que a espada perfurou o coração dele, porém os homens que havia tentando assassinar, eles estavam todos mortos no chão.
— Você está bem?
— Ah, eu acho que foi tarde demais.
— Do que está falando?
— Espere por mim, eu irei volta para você… Eu prometo.
Enquanto seus olhos se apagavam, ao mesmo tempo em que pareceu sendo a flecha atravessar seu coração, enquanto o reflexo mostrava as nove vidas que havia passado com aquela mulher ao seu lado.

 

X
 

O tapa ecoou, enquanto a mulher de nome Goo parecia furiosa com daquela vida, o homem apenas riu, enquanto se sentou na almofada no chão.
— O que eu fiz de tão grave, Sra. Goo?
está quase morta.
As palavras saíram frias, enquanto o copo se quebrou, ao mesmo tempo em que o mesmo pareceu ri daquilo, como assim morta?
— Ela tentou pagar sua dívida. Yiran não aceitou, então ela entregou a vida dela pela sua. Ela está no quarto, sendo tratada, mas o médico acha que…
quebrou o copo, enquanto apenas levantou-se seguindo pelo bordel até o quarto da menina que lavava roupas para as cortesãs, ao mesmo tempo em que ela bebia o remédio entregue pelo médico, o homem apenas percebeu quando a mesma se assustou com sua presença.
— Pode nós deixar.
— Ela deve…
tossiu sangue, enquanto apenas segurou seu corpo, os narizes próximos, o então lorde beliscou seu rosto.
— Eu irei matá-lo.
— Você não pode.
— Eu irei matá-lo, ninguém toca em você… – sua voz soou furiosa, enquanto observava a mulher ferida e machucada – O que ele disse?
— Ele não espera que eu viva muito, Lorde .
Sussurrou, enquanto segurou sua face, a beijou levemente.
— Eu voltarei.
Porém, não voltou naquela noite, havia matado aquele homem que machucou a sua .
E teve sua cabeça cortada naquela mesma noite.

 

X
 

A mulher dançava para ele.
Os lábios vermelhos pintados, enquanto observava as curvas dela pelo pano de cores vermelhas, e ele estava completamente hipnotizado por ela.
Enquanto avançou sobre o corpo dela, a então dançarina se assustou, porém, a mão segurou enquanto ele tocou sua testa descendo por seu nariz.
— Porque você é tão familiar…
A mulher engoliu a seco, enquanto os lábios estavam próximos ao seu, a pequena mulher se derretia em seus braços ao mesmo tempo em que percebia o tremor de sua mãos.
A tempestade que se instalara entre eles, enquanto os lábios pareciam furiosos e famintos um pelo outro, porém a mesma sentiu a faca acerta seu abdômen.
— Eu sinto muito.
Enquanto, ele a matou.

 

X
 

sentiu os lábios dela sobre os seus.
Porém, não era ela.
Não era –, sua esposa sorriu, enquanto se afastou, enquanto o homem apenas observou o céu alto, ao mesmo tempo em que pensava em , a mulher do seu pai, a jovem esposa havia se casado pouco depois que ele mesmo casou.
A menina de pouco mais de 18 anos fora entregue com um acordo entre as famílias Bai e Zhao, porém, a jovem concubina estava aos cuidados de seu pai.
se apaixonou a primeira vista quando viu a garota sendo entregue pelo seu avô ao seu pai, a menina de olhos amendoados o encarou com um brilho de melancolia, enquanto o mesmo desviava os olhos da futura esposa de seu pai.
servia a comida ao seu marido, ao mesmo tempo em que ele lhe sorriu, enquanto a mesma lhe serviu como se estivesse servido ao seu próprio filho, enquanto sua esposa tentava agradar a mais nova matriarca da família.
, eu terei que viajar a negócios até Xiran. Você deve ficar bem?
A menina apenas lhe sorriu, enquanto apenas percebeu o olhar recai sobre a comida, ao mesmo tempo em que sua esposa lhe perguntou.
— A comida não é do seu agrado?
— Ah, eu… não estou acostumada.
Disse em tom suave, enquanto botou a mão na boca, ao mesmo tempo em que ela correu para o banheiro da casa principal, seu pai apenas sorriu animado.
— Parabéns, sogro.
Enquanto, apenas deixou o prato intacto – havia engravidado do seu pai, enquanto seu amor deveria morrer em seu coração, porém, enquanto percebia o amor dele por ela.
O que você fez comigo?

 

As duas vozes soavam suave, enquanto estava sentada.
— Esse é filho de quem? ?
— Ah, marido, eu…
— Não se preocupe – a voz dele soou, enquanto ouvia as vozes dele, enquanto seu pai soava compreensivo – Você não teria aceitado se casar comigo se não fosse pela criança, não é?
— Ele está morto, eu sinto muito, eu sinto muito… meu avô disse que mataria as crianças, eu…
Jun encarou os dois, o pai apenas segurou a mão dela, enquanto beijou as mãos de sua esposa, tinha lágrimas banhando por seu rosto, enquanto compreendia que estava grávida naquele momento.
E o filho era de que estava nos Mares Orientais.

 

X
 

Mortal.

encarou a mulher pela primeira vez em sua vida, ele estava prestes a morrer a própria sorte no Reino do Mar Ocidental quando conheceu .
era a sexta a filha do Imperador das Raposas de Nove Caudas –, a princesa estava surpresa quando o viu pela primeira vez, enquanto o bebê de pouco mais de nove meses parecia prestes a morrer.
Ele era meio mortal, nascido de uma concubina mortal com um imortal de Rank mais alto, mas deixado a próprios sorte nos Mares Ocidentais quando bebê.
A criança foi levada por , e entregue a Rainha dos Mares Orientais, enquanto crescia, a alma ainda estava machucada para ser retirada do pequeno corpo.
. Pare.
Os quase 25 anos passaram como um piscar de olhos, enquanto de 24 anos encarava , a mulher o levou para os Mares Orientais ao qual se tornou filho adotivo e irmão do rei , e como terceiro Príncipe daquelas terras, porém o jovem príncipe vivia na floresta de Castanha Chinesa aguardando ansioso pela volta de todos os anos.
— O que foi?
— Vista isso. Deve ficar bom em você.
— Você está indo viajar de novo.
— Hm, sim. Algum problema?
Enquanto a mulher verificava seu pulso, o tratava como seu irmão mais novo, porém os laços sanguíneos entre eles eram inexistentes, enquanto o mesmo beijou a face dela, e a mesma se afastou assustada com atitude imprudente dele.
— O que você está fazendo?
— Eu posso ir com você?
Perguntou ansioso, enquanto a mesma revirou os olhos, e lhe negou, enquanto se afastou.
— Voltarei em três dias. Cuide do seu corpo.
E desapareceu, observou com frustração. O que ele estava pensando? era um Imortal Maior, enquanto ele… Ainda não estava pronto para se tornar um Imortal Menor, apesar dos problemas que tinha com cultivo, porém, enquanto ele envelhecia mais rápido, mantinha a beleza dos seus quase 70 mil anos.
Quase um mês desde que sumira, a mulher apareceu, enquanto a segurou com um leque, enquanto os ouvia do lado de fora da cabana que fora confinado desde que viera para aquelas terras.
— O que você está…?
— Ele tentou entrar na montanha Ikya…
— O que?
— Ele teve machucados sérios. Minha mãe está preocupada com ele.
— Porque ele fez isso?
— Ele soube que você gosta das Maçãs Douradas, e tentou colher uma delas, porém…
não ouvia mais nenhuma palavra, enquanto virou seu rosto, e ao mesmo tempo em que a mulher lhe acertou na testa com um peteleco suave.
— O que está pensando?
— Você gosta das maçãs… Eu…
Percebeu o olhar analítico dele, ele odiava aquele olhar, enquanto a mesma suspirou.
— Não o faça mais.
— Então, me leve em suas viagens.
— Porque eu faria isso?
percebeu pela primeira vez a pérola negra no pescoço dela, enquanto a mesma acertou sua cabeça.
— Porque eu não posso…
— Porque você é imprudente como uma criança.
revirou os olhos, enquanto se afastou, ao mesmo tempo que seus olhos fixaram no céu.
— Logo vai cair uma tempestade, .

 

X
 

Desde jovem, o príncipe dos Mares Orientais havia sido proibido de estudar sobre os estágios de cultivo, os livros era limitados sobre o assunto, enquanto acreditava que as provações no mundo mortal, enquanto observava cozinhar para ele, ao mesmo tempo em que qualquer criado que vinha aquela casa cuida dele eram dispensados de seus deveres quando a imortal vinha para passar um tempo com ele.
.
Hm, como posso me tornar um pequeno imortal?
parou a colher, enquanto o mesmo percebeu o franzir das sobrancelhas delas, ao mesmo tempo em que a mesma se virou.
— Eu não sei – a mesma disse em tom sério, enquanto o olhou – Eu nasci imortal. Não precisei cultivar.
— Você conhece alguém que saiba?
. O que…?
— Eu quero acompanhar você.
— Você não pode.
— Por causa do cara que é apaixonada?
franziu o cenho, enquanto o mais jovem naquele momento se ergueu, a encarando.
— O que está fazendo?
E segurou sua cintura, os olhos fixos nos dela, enquanto a mesma tentava se afastar dele, ao mesmo tempo em que o príncipe aspirou o cheiro de pêssegos que escapava da pele dela, ao mesmo tempo em que disse.
— Porque eu gosto de você.
Já havia dito aquilo diversas vezes, roubado diversos beijos dela, enquanto a mesma tentava o afastar, sabia que havia alguém em seu coração, enquanto pensava que deveria corresponder seus sentimentos.
.
Antes que ela pudesse dizer qualquer coisa, não houve cerimônia de casamento, enquanto ambos caíram na cama, as roupas deixadas de lado, enquanto encarava ele enquanto se afastou, ao mesmo tempo em que a segurou.
— Não vá.
— Eu não posso ficar. Preciso resolver algo. Eu voltarei.

A mesma cumpriu aquela promessa diversas vezes, logo, se descobriu grávida dele, o príncipe estava eufórico com a notícia enquanto a carregou pela pequena casa, porém aquela gota de felicidade acabou numa noite de tempestade.
Recebeu cinco raios Celestiais, e dois fogos purificadores, enquanto o choro das duas crianças ecoaram pela floresta da Castanha Chinesa.
Porém, naquele momento seu coração parou.

 

se lembrou de tudo, enquanto encarou a imagem do homem idêntico a si.
Ele era todos aqueles homens que cruzaram a vida de , o Rei, o irmão, o enteado e, principalmente, aquele que teve relações íntimas com , que havia trazido roubado o amor que deveria pertence a .
O Pai de e Ren, enquanto destruiu o vaso a sua frente, havia esmagado seu coração e apagado suas lembranças, enquanto ele sofreu uma provação por ela no mesmo dia em que ela estava prestes a dar à luz.
Ela retirou o direito dele de escolha.
Porque diabos ela faria isso?

Capítulo VIII

“Eu amo você”, o sussurro dito para ele o fez enlouquecer, enquanto aqueles sentimentos de pessoas que não eram ele estavam se enraizando.
E as pequenas partes de si falavam sobre seus sentimentos mais profundos, desde o amor até o ódio que , enquanto o gosto dos lábios dela, do cheiro pareciam fazer ele perceber que a jovem estava em todos os seus pensamentos.
Aqueles olhos estavam ali, o observando e o levando lentamente a loucura.
era sua perdição.
encarou , enquanto o Deus da Medicina verificava a pulsação do homem, ao mesmo tempo em que percebia o pequeno objeto espatifado no chão.
— O que houve? ? ?
O Deus da Guerra encarou as próprias mãos, havia amado por nove vidas, além daquela, em todas as tragédias pareciam percorrer seus caminhos, enquanto sua confusão, ao passo em que pela entrada, enquanto a espada parou em frente ao seu rosto.
— Porque não a impediu?
— Impedir?
percebeu a pérola espatifada no chão, ao mesmo tempo em que compreendeu o que houve naqueles minutos que deixara e sozinhos, o Deus do Casamento não sorriu.
— Ela implorou.
— E desde quando você se importa com outras pessoas, seu bastardo? Porque a deixou passar por isso?
Gritou, enquanto seu coração estava doendo dentro do seu peito, sentia como se uma lança perfurasse seu coração, agora entendia que ela não queria vê-lo, não queria permitir a entrada dele no seu coração, enquanto todos aqueles sentimentos conflitantes pareciam queimar sua pele, enquanto disse em tom sério.
— Ela teria morrido se eu não tivesse aceitado. Você sabe o que ela fez para manter você vivo?
avançou sobre ele, apenas não revidou como deveria, enquanto apenas percebeu que o Deus da Guerra estava machucado.
! Se acalme!
— Eu a matei, eu a amei… Eu a odiei, , eu senti tudo por ela e, além disso, você não acha que foi crueldade conosco?
— Não fui eu que decidi isso, ela quis. Eu nunca a forcei a nada… – sua voz soou seca, enquanto se controlava – Ela te ama tanto ao ponto de desistir do status dela, ao ponto de se machucar, ao ponto de… Então, se você não quiser machucá-la, a deixe, eu te imploro. Eu não vou conseguir reunir as forças dela de novo.
O soco foi dado, a raiva e fúria preenchiam suas veias, foi segurado enquanto sentiu o lábio ferido, porém, seu olhar duro não se abalou com o ato de violência do dele, então disse em tom firme.
— Leve-o daqui, . Ele não está em condições de conversar com ninguém.
apenas socou a parede, os dedos doloridos alertavam da dor que sentiriam, ao mesmo tempo em que o grito escapou dos seus lábios com toda a dor que sentia em coração naquele momento.
Ele queria arrancar de seu coração, enquanto clamava novamente por ela.
Porque você me deixou?

X
 

A mulher deixou as pernas cederem.
Enquanto segurava as lágrimas, o choro preso na garganta. Ela havia, novamente, machucado , enquanto ouvia os gritos dele com .
Ouviu o estalar da parede, e o tremor tomou conta de seu corpo, ao mesmo tempo em que sentiu seu coração doer.
Ele havia partido coração dela diversas vezes para ele voltar, enquanto apenas também machucava seu coração, antes que ele pudesse perceber ela, a ergueu do chão, a mulher estava chorando copiosamente enquanto o Rei dos Mares Orientais tentava acalmar o coração dela.
— Ele se lembra. Ele lembra de tudo, . Ele lembra.
apenas a abraçou, enquanto percebeu o tremor no corpo da mulher, na mesma noite em que irmão adotivo morreu, o então monarca sentiu que as terras agitadas, enquanto logo estaria de volta, então sussurrou.
— Vou cuidar disso, . Não…
Antes que ela pudesse dizer qualquer coisa em resposta para ele, a pessoa que ela menos queria ver estava ali, todos encaravam ele, e não conseguiram impedir ele, enquanto sentiu o tremor tomar conta do seu corpo, ao passo em que ele encarava as orbes repletas de agonia.
— Me deixem a sós com ela.
apenas se postou a frente dela, havia presenciado as noites em claro que ela passou por causa dele.
— Você sabia? Sabia que era…?
— Quando ela pediu para minha mãe adotar ele, me contou sua condição.
— Porque apagou? Porque você me deixou?
A mulher estava pálida, enquanto seu corpo tremia, odiava vê-la chorar em qualquer situação, porém, ele estava furioso, enquanto apenas sentiu o corpo perder as forças.
Antes que ela caísse no chão, tentou se mover, porém havia sido mais rápido do que ele, o Deus dos Casamentos a ergueu facilmente, enquanto encarou .
— Cuide disso.
— Eu preciso…
— Ela não está em condições, Deus da Guerra.
— Eu já chamei de irmão mais velho…
— Mas você não é ele.
A sentença proferida era verdadeira, todos aqueles mortais e imortais não eram ele, era o Deus da Guerra venerado por todos, e temido por todos, era o filho mais velho do pai dos Deuses, e o homem mais poderoso dos Nove Céus.
— Nós podemos conversar.
apenas cedeu as pernas, enquanto o mesmo encarava as mãos, as lembranças uma a uma se tornavam claras, enquanto todo o amor que sentiu por também havia sido ódio, enquanto estava magoado que a mulher não o tivesse dado uma chance de escolha.
Dele escolher ficar com ela, ao mesmo tempo em que saiu, ele precisava pensar.
Quais eram os seus verdadeiros sentimentos por ela?

X
 

tocou na face dela – o estresse havia afetado o espírito quase curado dela.
O Deus do Casamento sentiu o olhar de sobre si, enquanto o irmão mais jovem de se sentou longe.
— Qian Qian está tentando acalmar ele.
— Desculpe esconder isso de você.
— Por causa que sou irmão dele?
soou ríspido, enquanto encarou , a cunhada era mais jovem da família, era como sua irmã mais nova.
— O que houve?
— Tudo tem um preço, até mesmo a volta dele teve – ele comentou, enquanto passou os panos úmidos sobre as mãos dela – A primeira vez que ela conseguiu trazer o pedaço da alma dele, ela passou semanas chorando, ela havia se tornado concubina dele, e fez ele se apaixonar por ela, porém… Ela devia esmagar o coração ao ponto dele sentir tanta falta dela para curar a ferida que a alma dele naquele corpo tinha. Aquilo devastou ela, ela voltou com vários machucados dos rebotes para proteger ele dos espíritos ruins.
— Mas… Ela não tinha direito.
— Se você fosse apaixonado por Qian Qian, e ela fosse apaixonada por , o que você faria? Você teria deixado todas as lembranças de vidas que você teve com ela… Ou as apagaria para essa pessoa ser feliz? e ele não eram fadados…
— Eram?
encarou a linha vermelha do Destino, enquanto apenas se silenciou, enquanto tocou na face dela com cuidado, a febre o preocupava, enquanto percebeu o pulso irregular dela.
— Ela não ia conseguir lidar com ele. Ela não sabia se ia corresponder a ela, se ele amá-la como amou, ela não queria que ele se forçasse a gostar dela por causa das tribulações no Reino Mortal… Porque o destino deles é mal fadado desde o início. Ela foi contra a regras do Céu, do destino e da morte por ele. Você acha que isso não tem um preço, vossa alteza?
A voz soava furiosa, enquanto as mãos se fecharam em punho, dormiu por cinco após sua ascensão a Alta Deusa, as crianças estavam ao redor dela sempre, enquanto ela dormia como naquela vez.
O coração dela havia sido partido mais de uma vez, e sido remendando.
— Ela feriu a alma dela por causa dele. E, para de curar, ela precisava ficar 600 anos dormindo, porém ela ainda não…
— Ela?
— Ela ainda não se curou totalmente, então ela tem dormindo a cada três meses… Por um longos períodos. Mas, as emoções de hoje… não facilitou para ela, nem um segundo, precisava descansar, ela nutriu a alma dele por anos, e isso fez ela ficar fraca, então… , por favor, não a julgue.
— Do que está falando?
deu o sangue do coração dela para ele.
O tom tenso dele fez encarar a cunhada atentamente, do lado de fora ouvia tal coisa, enquanto estava prestes a invadir o quarto da então Rainha, porém, segurou ele pelo leque, enquanto o Deus da Guerra ouvia cada palavra dita sobre ele.
— Porque ela fez isso?
— Porque isso preserva o corpo dele, e alimenta a alma para ela retornar… alimentou cada um deles com sangue de seu coração. Você acha que isso custa quanto para ela? Ela sacrificou o cultivo por ele, apenas retornou ao seu poder anterior nos últimos 100 anos… após jamais deixa as Colinas Verde para recuperar seu corpo. Você acha que seria capaz de ter psicológico para lidar com ? Ele estaria magoado, nervoso quando acordasse com todas aquelas lembranças, não tinha nenhuma condição, afinal ele quebrou o coração dela diversas vezes, e a fez enlouquecer no dia em que ele quase morreu.
percebeu a cunhada acordar, as orbes de amendoados desfocadas, enquanto lágrimas desciam por sua face.
— Eu o matei, mestre? Eu…
A confusão mental dela assustou , enquanto as lágrimas desciam como cascata por sua face, ao passo que não parecia surpreso com isso.
— Não. Você não o matou. Ele está vivo. Ele está vivo. Ele está bem,
— Mas eu vi a espada…
— Isso só foi um sonho ruim, agora, descanse.
Murmurou, enquanto a mesma se aconchegou nas mãos dele, percebeu a fragilidade da mulher, enquanto a mesma sussurrou.
— Ele me odeia não é? Ele não quer mais me ver…
— Se ele odiar você, eu amarei em dobro.
quase invadiu, enquanto o Deus da Medicina percebeu o homem colocar algo sobre a testa dela.
… Eu te amo. Eu te amo.
Ela então riu, uma risada melancólica, enquanto a mão passou sobra sua pele, e então suspirou, enquanto apenas a fez dormir, e lentamente o Deus dos Casamentos disse.
. Você acha que foi injusto com ele, mas a história dele é apenas uma parte do que ocorreu… Agora, deixe-me cuidar dela.
— Porque…?
a enlouqueceu, e aquele demônio do Woo deixou vestígios de magia negra, deve ter entrando no corpo dela, pois ela está fragilidade. Não se preocupe.
— Ela te chamou…
— Mesmo após todos esses anos, jamais tirou ele do coração dela.
encarou a mulher, e estava furioso com , gostaria de dar uma surra nele, porém sua prioridade era tratar do ferimento de .
Porém, as feridas do coração não poderiam se curadas assim.
Ao mesmo tempo em que percebia que causava estragos a sua amada.

 

X
 

A cabana estava repleta de lembranças.
Enquanto as risadas deles soavam no corredor, enquanto o Deus da Guerra bebeu o vinho.
Os olhos negros se fecharam, então, sentiu a mão sobre sua, o toque sobre sua pele enquanto as lágrimas desciam pelo seu rosto.
O toque sobre sua face lhe levou ao delírio enquanto as imagens preenchiam sua mente e seu coração doía a cada minuto que batia seu corpo, “Eu te amo, …”, a lembrança da voz dela soando baixo enquanto ele dormia, os cuidados dela, enquanto lentamente se embebedava com o cheiro que cada canto daquela casa tinha para si.
havia sido sua amante, esposa, confidente e melhor amiga, havia sido tudo que ele precisava e, acima de tudo, ela sempre o amou, porém seu amor era verdadeiro após todos aqueles sentimentos que haviam tido um pelo outro? Eles estavam fadados a ficarem juntos?
Ou o destino estava lhe castigando?
Desde amor até o fatídico ódio.
não tinha condições de volta ao céu, as terras das Colinas Verdes ficavam a quatro horas dali, enquanto estava sentado com um vinho em suas mãos, havia lembrando que de guarda aquele vinho durante sua estadia ali.
Ele queria beber aquele vinho de 600 anos com enquanto amaria aquele corpo, porém, amava o mortal, e o mortal não era ele.
Ele havia machucado o espírito de .
Ele havia sido machucado por ela.
Enquanto riu, a risada amarga escapou dos seus lábios, ao mesmo tempo em que lembrança das vidas que passou apaixonado por surgia na sua mente, a menina de cabelos longos deitada ao seu lado, enquanto brincava com sua mente e coração.
o seduzia, o amor que sentia por ela cresceu a cada batida, porém… Era real?
Para ele era – era única, mesmo quando ele era apaixonado por Kumiho Qian, havia certo interesse nela, porém, seus interesses foram mascarados por simpatia.
Porque e ele não tinha afinidade profunda.
Ele podia amá-la, o Deus da Guerra estava prestes a beber mais quando a garrafa foi tomada de sua mão, encarou que parecia preocupado.
— Porque veio para cá?
Riu, enquanto o então Rei segurou a garrafa, e cheirou o líquido.
— Vinho de 600 anos. Profundo, porém, você não pode mais beber.
— ME DEIXA EM PAZ!
Gritou, enquanto tentou pegar a garrafa que ali estava, se afastou, o então Monarca dos Mares do Oriente apenas deixou a garrafa ali em cima da mesa, havia mais espalhadas pela casa.
— Ela está dormindo.
O tom usado era suave, enquanto parou, os olhos fixos nos dele, enquanto o mesmo pareceu analisar o rosto contraído de completamente bêbado.
— Do que está falando?
sofreu um ferimento quando salvou a sua vida – explicou calmamente – Ela precisa descansar, porém, não se recuperou totalmente, por favor… vá vê-la.
— Eu não quero vê-la.
Ele estava magoado, estava perdendo o pouco da paciência, porém o estado de era mais importante para ele do que as birras de , porém apenas colocou a pérola negra ali.
— Ela ama ele. O cara que deu…
Ele lembrava de suas lembranças, o primeiro homem que havia dado a ela aquela pérola era o Rei ao qual ela fugiu, ao mesmo tempo em que pensava, será que ela amava ele? O Deus da Guerra?
precisa de você.
Naquele momento, apenas suspirou, enquanto apenas encarou .
Ela precisava mesmo?

X
 

havia tomado banho.
Uma sopa de ressaca, sido alimentando por como uma criança, o monarca o guiava pelo então Palácio do Amanhecer Celestial, onde estava sendo tratada.
As duas crianças corriam, enquanto o Deus da Guerra relembrou que e Ren eram seus filhos, a pessoa estava dormindo na cama, enquanto Kumiho Qian estava de costas para eles.
A mulher dormia profundamente.
— O que ele faz aqui?
A voz de soou, enquanto encarou o Deus da Guerra, ele usava um robe negro, enquanto segurava a bandeja com a comida que provavelmente era para ela.
— Ela precisa dele.
— Ele causou isso.
— Deixe-o tentar. Ela não está bem.
encarou , enquanto o Deus dos Casamentos se virou e saiu, sendo seguido por Kumiho Qian, ao passo que apenas restou .
— Vou deixar vocês a sós.
Ele não sabia o que fazer, enquanto a mesma se moveu lentamente retirando o lençol de seu corpo, o Deus da Guerra se aproximou rapidamente, enquanto percebeu a face suada dela, e o franzir dos lábios.
—< script>document.write(Jin)!
Ela gritou, enquanto as orbes amendoadas encaravam o Deus da Guerra, o mesmo parecia sem jeito, havia se passado uma semana desde que eles estiveram no mesmo ambiente, porém a mulher o puxou para si, enquanto estava acima dela, e a mesma lhe sorriu.
— É um sonho, ?
Ela sussurrou, os olhos fixos nos seus, enquanto a mesma lhe sorriu e tocou seu nariz, sua face, sentiu os dedos descendo por sua boca.
— Porque acha que é um sonho…
— Porque você me odeia, você jamais viria me ver.
A mesma disse séria, enquanto se aproximou do nariz dele, o beijando na ponta.
— Eu… Eu não te odeio.
— Odeia. Você disse que era para esperar, mas foi para minha irmã, você não gosta de mim… Eu não sou a Qian Qian, eu não posso ser ela para você, por isso… Eu não posso estar com você.
A frase dita saiu confusa, enquanto a mesma passou seu corpo para cima dele fazendo que ele caísse na cama, os olhos amendoados fixos nos seus enquanto a mesma tocou sua face com seus dedos, o sorriso dela era algo que o Deus da Guerra achava doloroso.
— Eu amo o seu rosto – sussurrou para ele, enquanto sorriu – Amo sua boca, amo quando você sorri, amo quando você toca, pena que nunca tocou para mim…
A voz soava magoada, enquanto a mesma se afastou, porém antes que a saísse da cama, a deitou, sua mão próxima a sua cintura, enquanto segurava firme.
— Eu prometo tocar para você. Todos os dias.
— Sério? Todos os dias?
A felicidade dita em seus olhos que quebrava o coração dele.
— Porque você me deixou?
— Para você ser feliz… Você não seria feliz comigo, você só pensa…
Ela tentou se afastar, porém, a segurou firme, os dedos fechados ao redor dela.
— E quem lhe disse isso?
sorriu para ele, enquanto o mesmo lhe segurou firme a trazendo próximo a si, os lábios tocaram os seus, enquanto aprofundou o beijo levemente, e se aproximou dele aspirando seu cheiro.
— É o mesmo cheiro dele.
— De quem?
, do mestre, do Deus da Guerra… – a mulher tocou sua face, enquanto se aproximava dele – É o mesmo cheiro.
— Deve tomar o remédio.
— Hmm… Eu não gosto do remédio.
Ela disse enquanto o mesmo se afastou, e pegou o recipiente, a mesma encarava séria, enquanto virou o rosto, o Deus da Guerra tomou remédio, enquanto puxou o rosto dela beijando sua boca, ao passo em que o líquido descia pelos seus lábios até os dela, apenas aprofundou os beijos, enquanto sentiu a falta de ar.
— Eu te amo, . Eu amo você. Eu amo você.
Sussurrou no ouvido dela, enquanto a mesma sorriu sonolenta, a mesma agarrou sua roupa, ao passo em que remédio fazia o efeito desejado.
observou a mesma, enquanto sorriu levemente, porém, antes que pudesse tomar sua Dama Imperial para si.
Haviam questões a serem resolvidas.

Capítulo IX

estava de costas, enquanto ouvia os passos do lado de fora do quarto de .
O fio vermelho deles estava mais forte, apenas deu um sorriso ao pensar, porém conteve sua animação em planejar o casamento.
Já havia escolhido tudo, porém, precisava confirmar que seria capaz de amar , e que jamais a deixaria ir.
Sua pequena precisava de um final feliz.
— Já está indo?
Sua voz soou alta, enquanto a figura do Deus da Guerra parou no meio do caminho, o rosto lívido como se houvesse cometido um crime, apenas percebeu a tensão nos ombros dele.
— Eu irei buscar .
— Hm… Ele se recusou a tratar ela.
Havia uma pitada de humor em seus lábios, comprara a briga dos dois, principalmente a parte de , assim como .
— Você deveria conversar com Kumiho Qian. Ela está brigada com o marido.
Diz em tom sério, enquanto bebeu do chá, franziu o cenho, e seguiu em passos largos para fora de seu palácio.
As leis do Céu eram estritas, as quais até mesmo o Deus da Guerra tinha que segui-las, apenas encarou as duas crianças que saíram dos esconderijos, e Ren encarava o homem mais velho.
— Ele é mesmo o nosso pai?
— Sim, ele perdeu a memória por um longo tempo.
— Porque? Ele odeia a mamãe?
— Ah, muito pelo contrário, ele a ama mais do que a própria vida dele, porém ele estava chateado com a decisão dela.
— Eles vão ficar juntos?
— Eu espero. Não planejei todo o casamento a toa.
As duas crianças riram, enquanto apenas suspirou. Porque eles não ficaram juntos desde o início? A lembrança que veio a sua mente fez um sorriso surgir em seus lábios.

havia bebido demais segundo um imortal menor, apesar de sua família ser conhecida como ter alta tolerância ao álcool.
Fazia alguns anos desde que a mesma se permitiu beber livremente, apenas adentrou no palácio, enquanto percebeu as duas figuras lado a lado.
Um reencontro predestinado.
estava completamente bêbada, enquanto dizia as coisas, estava prestes a interferir quando percebeu o toque sobre a cabeça dela para ajeitar sua presilha.
A linha vermelha enrolava os dois, a mesma linha vermelha que pensou que seria destruída após ele acordar, ao qual desejou tentar preservar para que sua aprendiz pudesse ter final feliz.
Sua relação é rasa, a profundidade do relacionamento deles havia se tornado cada vez mais profunda, concluiu, enquanto deu a ordem ao seu assistente.
— Faça com que pequenos imortais saiam e entrem na minha mansão, agora.
— Mas senhor… Eu achei que…
— Você não está vendo que estou tentando juntar um casal?
O mesmo se afastou, enquanto observou a linha brilhar fracamente, e seu entusiasmo deveria ser contido.
Dependia de ganhar o coração dela.

não se sentia mal, até aquele momento, mas estava preocupado com a relação deles.
Porém, o Deus do Casamento encarava o local de sua escolha para o enlace do Deus da Guerra e sua aprendiz.
Seria grandioso.

X
 

A Guerra devastava os quatro mares, a Tribo Demoníaca tentava banhar os Nove Céus com sangue, desviou da lança que vinha em sua direção.
E a voz soou.
— Espere por mim.
O timbre agudo soou, enquanto o corpo caia no chão, enquanto sua alma se partia, ao mesmo tempo que os rebeldes demoníacos eram dominados, porém os 18 discípulos de Kunlun observavam ele.
estava… Morto?
O corpo caído, a lama, os gritos de desespero.
O Deus da Guerra havia caído –, desceu até o vale do rio, onde o corpo jazia, a mesma deixou as lágrimas descerem, seguidas do grito de desespero que tomou seu corpo.
— MESTRE! MESTRE!
A menina imortal retirou sua espada, enquanto estava prestes a matar os remanescentes da tribo demoníaca, quando sentiu os braços ao redor de si.
— Pare!
a segurou, enquanto a mesma deixava a fúria dominar seu corpo, sentia seu coração afundar.
Ela havia perdido seu mestre, todos ali não entendiam a proporção daquela perda.
E isso a enlouqueceu.

acordou, novamente.
Dessa vez não havia uma alucinação de ali, lhe dando remédio pelos lábios, enquanto o gosto amargo estava em sua boca com lembrar que achou que era remota.
Havia se lembrado da guerra, onde havia perdido tudo, até mesmo sua sanidade perante o coma de .
Sentia-se fraca, enquanto o espírito primordial provavelmente estava bastante danificado.
se deitou novamente, ao mesmo tempo em que se encolheu, como gostaria de ter os braços dele ali, porém, não.
.
O Deus dos Casamentos apareceu assim que foi chamado, a mulher se ajeitou.
— Onde está…?
— Sua irmã foi colher alguns medicamentos. Está tudo bem?
Tocou sua testa, a febre diminuira, enquanto a mesma franziu as sobrancelhas.
— Pode me arranjar uma pílula esquecer amor?
.
— Ele me odeia. Se ele me odeia, eu não sou capaz…
— Você não quis essa pílula quando ofereci antes, porque agora?
estava com medo, medo de que ele a odiasse tanto ao ponto de seu coração sangrar, a mulher já havia decidido que deveria esquecer ele, após a expressão dele.
Aquela expressão dele que assustou.
Ele estava magoado.
— Eu…
— É melhor você pensar um pouco mais, tudo bem? Quando tiver certeza, eu lhe darei a pílula.
segurou sua face, enquanto limpou as lágrimas, ao mesmo tempo em que ofereceu um lenço a ela.
— Não chore. Você e ele…
— Somos não fadados?
— Apesar de sua teimosia, mas você o salvou, . Você realmente quer esquecer?
respirou fundo, havia passado por muita coisa com ele, porém, ela não queria que ele a odiasse.
— Durma mais um pouco.
lhe cobriu, enquanto a mesma esperava no fundo de sua alma, rever em seus sonhos.

 

X
 

O Deus da Medicina encarou o mesmo, o arrastou pelo caminho até o Palácio de , o mesmo revirou os olhos enquanto adentraram nas dependências do palácio que estava sem sua habitual movimentação.
Há vários dias que não recebia visitantes, os casamentos no mundo mortal estava todos revisados até o próximo mês, enquanto os dos imortais estava sendo adiado para que ele se dedicasse exclusivamente aos cuidados de .
O céu falava da fofoca que estava impedindo Kumiho de ver , após a cerimônia da arma escondida das Colinas Verdes, a pequena imortal se escondeu na casa de seu mestre para evitar o casamento entre ela e o Deus da Guerra, ao mesmo tempo em que as más línguas falaram que ela e havia brigado de tal forma que nenhum dos dois tinha afinidade para desenvolver.
percebeu lado a lado dela, enquanto a mesma dormia, os panos frios passados em sua face, enquanto percebia o cheiro forte de remédio espalhados pelo quarto, seu nariz reconheceu as pílulas de reposição de energia, alguns outros remédios preciosos, enquanto apenas sentiu deslocado.
— Oh, bem-vindos.
O Deus da Medicina não disse nada, enquanto se aproximou dela, não prestou seus devidos respeitos a , que ignorava ele, estava longe observando tudo, ao mesmo tempo em que o pulso dela estava sendo checado pelo às da medicina.
— O que houve com ela?
Sua voz saiu chocada, encarou o mesmo, apenas percebeu de lado.
— Ela está com energia ruim em seu corpo. Como isso ocorreu?
— Hm, quando ela desceu ao reino mortal, vários espíritos ruins tentaram atacar as partes de .
— Ela usou magia?
— E levou um rebote de volta.
— Mas porque ela não se curou?
percebeu os ferimentos menores no espírito dela, enquanto analisou o rosto dela, ao mesmo tempo em que espírito primordial da jovem estava completamente ferido.
— É uma punição.
A voz de Kumiho Qian soou, todos encaravam a mulher, a mesma encarou a pessoa idêntica a si na cama adormecida, ao passo em que a bandeja estava em suas mãos, a mesma se curvou aos homens, enquanto se sentou ao lado da irmã gêmea.
— Ela se pune pelo que fez com que o mestre passasse.
— Mas, ela não devia ter deixado esses sentimentos interferirem na recuperação dela.
A voz de soou chocada, apesar de desgostar dos métodos da Kumiho mais jovem, não pensava que a mulher pudesse se punir com seus próprios ferimentos, ao passo em que a irmã gêmea dela riu.
— Nós, raposas, amamos uma vez. Somos teimosas quanto ao amor, se nós apaixonamos e amamos tal pessoa, nós daremos o universo a ela.
Murmurou condescende, enquanto a Kumiho acordou, as lágrimas descendo por sua face.
— Qian Qian. … Onde?
A mesma parecia confusa, o Deus da Guerra se escondeu, enquanto observou o estado de confusão mental da mais jovem.
— Se acalme…
— Ele prometeu ficar… Ele… Era um sonho?
parecia devastada, enquanto a irmã a abraçou, ao passo em que percebeu as lágrimas descendo por sua face.
— Tome.
— O que é isso?
Deus da Medicina tentou forçá-la, virou o rosto, enquanto Kumiho Qian apenas segurou sua mão.
— Seja uma boa garota.
— É amargo.
Desde jovem odiava remédios amargos, a gêmea mais velha lembrava da dificuldade em dar remédios a ela quando estava doente, enquanto a mesma virou o rosto para a irmã, e Qian Qian sorriu tocado a sua face.
— O Mestre ficaria triste se você não se recuperar.
— Ele… Ele… Me odeia.
Sussurrou pausadamente, os olhos amendoados fixos, apenas se sentou no lugar de , ao qual o Deus da Medicina observava todos mimando Kumiho .
— Eu prometo… Te dar doces depois. O que acha? Doces de pêssego. Seus favoritos.
Tentou barganhar com a mais jovem.
— Não quero.
– a seriedade soava de seus lábios, ao passo em que tocou sua face – Seja uma boa garota. Eu deixei você arrastar sua recuperação até agora. Você não deve mais nada a ele.
franziu o cenho, enquanto a mesma se virou novamente, senão fosse uma cena que devastasse seu coração, estava sendo completamente fofa naquele momento.
— Porque você não está tomando remédio?
a encarou, a mesma franziu o cenho, enquanto encarou a irmã seriamente.
— É um sonho. Ele não está aqui.
Tomou o remédio das mãos de , enquanto também observava, se havia magóa, esqueceu completamente dela naquele momento.
A jovem se encolheu com a proximidade dele, seus olhos amendoados refletiam os deles naquele momento.
— Seja uma boa menina. E tome.
— É amargo.
Ela respirou o remédio, e franziu o nariz, enquanto se afastou do remédio, percebeu a pequena plateia, enquanto bebeu um gole do remédio e concordava com , era amargo demais.
— Esse remédio?
— Ele vai limpar o corpo dela das energias ruins, agora ela não consegue perceber o que é real e o que não é real.
percebeu o mesmo ponderar, enquanto disse de modo sério.
— Eu irei te beijar com o remédio na minha boca, . Seja uma boa garota, e beba.
— Você não é real, .
Murmurou convicta, os lábios selados e franzidos, enquanto estava encostada ainda na irmã, enquanto a mesma mostrou a língua fazendo que uma veia aparecesse no rosto de , porém, o mesmo sorriu ao perceber o rosto dela contraído em uma máscara de temor.
— Saiam todos.
— Você não vai fazer isso… Vai?
Sussurrou , enquanto o Deus da Guerra disse em tom sério.
— Ela é a minha esposa. Ela precisa do remédio, então sim.
apenas revirou os olhos, enquanto pensava que a última vez, deve ter feito a mesma coisa com ela.
— Se ela concordar.
Murmurou o Deus dos Casamentos, observou a mesma encara com seriedade para ele.
— Ela vai.
Todos os deixaram sozinhos, enquanto ele remexeu no remédio. Fez uma nota mental de descobrir métodos de melhorar o gosto dos remédios no futuro, mesmo que gostasse da ideia de dar na boca de sua futura esposa, não poderia deixar outra pessoa o fazê-lo caso ele precisasse ser ausentar.
— Beba.
— Não.
era completamente teimosa e cabeça dura na maioria das vezes, bebeu o remédio e a puxou para si, o beijo delicadamente deixou os dois sem ar, o líquido amargo fora totalmente esquecido, descia pela boca dela.
— Você não é real.
A voz soava magoada, os olhos fixos, enquanto beijou sua testa, descendo pelo nariz, e beijando os lábios dela.
— Eu sou real.
Ele se afastou, enquanto a mesma se agarrou as suas vestes.
— Se você fosse real, não iria embora.
Sua voz soou magoada, enquanto a mesma se afastou, percebeu que os olhos amendoados estavam repletos de lágrimas.
— Se eu levá-la comigo, você não irá fugir depois?
Questionou, enquanto a mesma balançou em negativo, então beijou a testa dela.
— Então, vamos.
Vestiu um casaco sobre os ombros dela, ao mesmo tempo em que a ergueu, enquanto a levava para fora do salão, sendo observando por todos, alguns servos chocados, ao mesmo tempo em que os deuses observavam eles.
— Eu irei cuidar dela a partir de agora.
encarava chocado, enquanto se espreguiçou.
— Finalmente.
— Você não vai impedir?
— E porque eu impediria um casal? Está maluco, ?
Ele bateu na testa do Deus, enquanto Kumiho Qian riu do ato do deus mais velho.
— Ela irá surtar quando melhorar. Talvez ela não fale comigo, mas tudo bem, eu ainda tenho que organizar um casamento.
encarou Kumiho Qian, enquanto a mesma suspirou.
— Eles tem um relacionamento profundo agora, Deus da Medicina.

 

X
 

Observar era uma das coisas preferidas de .
A mulher dormia profundamente ao seu lado, os lábios rosados tremiam pelo frio, enquanto ele ajeitou a colcha sobre o corpo dela.
Ela estava agarrada as suas vestes, pensava que demoraria para ter aquele tipo de visão, porém o Deus da Guerra estava redescobrindo quem era em sua vida.
A menina não era mais aquele pequeno imortal, havia se tornando uma mulher decidida quanto as suas decisões, não sabia como ela agiria quando melhorasse, a mesma ainda não conseguia entender o que era realidade.
E o que era irreal.
Hmm…
A voz soou sonolenta, enquanto a mesma se levantou, os olhos fixos nos dele.
— Ainda estou sonhando?
Questionou, enquanto se deitou sob as pernas dele, a expressão dela era suave, não havia nada entre eles, ainda imaginava que estava sonhando.
Como poderia fazer ela acreditar que não estava delirando? Que ele estava ali ao lado dela? Enquanto apenas colocou os fios de cabelo sobre sua orelha.
— É real, .
Sussurrou, enquanto a mesma lhe sorriu, se jogando em seus braços, apenas verificou a pulsação dela, ao mesmo tempo em que a mesma balançou a cabeça.
— Eu te amo, .