Kill My Time

Kill My Time

Sinopse: “…. Corações manchados tentando encontrar um lar…. “.
A relação deles sempre foi carnal, mas quando o coração entra em jogo, quais são as chances de serem correspondidos?
Gênero: Drama, romance.
Classificação: +14.
Restrição: Insinuações sexuais.
Beta: Natasha Romanoff.

Capítulo único

Corações manchados tentando encontrar um lar
Calum era seu problema favorito.
Gostava do gosto dele, as batidas do coração dele, de todo o corpo dele, enquanto os gemidos, a incompreensão do mundo sobre o que eles eram, assim como os momentos partilhados entre quatro paredes. Havia aquela sensação de que tudo era uma mera fantasia sexual da ambos, porém, quanto mais eles se entregavam um ao outro, logo estavam em um nível de compreensão que muitos não tinham após anos de relacionamento, ao mesmo tempo em que a primeira coisa que pensou quando o viu daquela maneira foi: estava fodida, de uma maneira que nem mesmo ela sabia, enquanto pensava que poderia escapar de tal situação.
Achava que a paixão à primeira vista era um simples conto de fadas que criaram para aplacar a falta de sentimentalismo no mundo, afinal, quem teria uma paixão tão louca por alguém que não conhecia? O famoso amor à primeira vista era uma coisa de trouxas, mas não sabia que morderia língua por tais palavras e muito menos estaria bebendo ali em uma forma de esquecer sua própria ruína em forma de gente.
Afinal, quando foi que seu coração parou de bater por um garoto como aquele? Era demasiado cansativo pensar naquilo, talvez fosse o desejo reprimido, talvez fosse o fato de ela sentir vontade de calor humano.
Talvez sentisse falta da selvageria do desconhecido antes da bendita aliança estar em sua mão, a qual nem mesmo sabia por que queria, então riu da fortuna que tinha por ter nascido em sua família.
Havia escolhas que ela não podia e muito menos queria fazer, por medo, porém quando chegou à resolução do problema com Calum, ela soube que estava fodida de maneira que não era esperada, enquanto bebeu o gole da bebida, sentindo o gosto amargo. E quando sua vida virou de cabeça para baixo ao ponto de estar naquela situação? Não que ela tivesse muita escolha. Enquanto pensava no peso da aliança, de suas responsabilidades, de suas próprias escolhas, porém, quem ela queria enganar naquela relação inexistente com a pessoa que ela iria dividir os fardos de um casamento? Porém, tais fardos eram tão pesados quanto sua relação com Calum.
No entanto, Calum Hood estava em seus pensamentos enquanto ela pensava no calor em seu baixo ventre, no modo insensato e insolente que ele a olhava. Ela pensava que estava fodida demais para se imaginar nos braços dele, sendo fodida de maneira inapropriada, o qual ela desejava enquanto pensava nas loucuras dos últimos anos ao lado dele.
Não faça isso.
Foi o que sua consciência disse. Quando foi que ela perdeu a compostura para ele? E a lembrança da mão a segurando de uma maneira inapropriada, o que levou ao sexo descompromissado durante seu aniversário, o qual ela desejava mais.
Calum Hood seria sua perdição, aquela que deixava rastros de queimadura sobre sua pele, os dedos brutos brincando com seu coração. riu ao pensar que ela queria algo mais, e muito mais do que isso, se ele pedisse, ela faria tudo por ele, ao ponto de ignorar quaisquer necessidades de terceiros.
Ela desejava muito mais com ele do que Calum estava lhe dando propriamente dito, porém eles haviam chegado a uma conclusão de que não poderiam ter nada além de sexo, nada além daquela relação. Enquanto pensava na posição dele consigo e no propósito daquela relação a qual ela não sentia o mínimo remorso.
“Minha mãe disse que haveria garotos como você”, a voz de Anna Clendening soava, enquanto encarou as mãos segurando as suas em sua fantasia, ao mesmo tempo em que ele segurava seu coração na outra. apenas pensou que ele estava contando mais uma de suas mentiras enquanto partia para os braços dela.
E, novamente, ela era apenas uma segunda opção. Ela mesma se colocou naquela situação desesperadora de querer ele, enquanto o desejo que ela sentiu por ele sempre havia sido algo mais e ela ignorou isso.
Porque tudo que ela queria era estar nos braços dele por alguns segundos mesmo que aquela fantasia fosse destruída.
Calum Hood sempre foi e seria seu problema favorito, ao menos foi o que ela pensou. Quando se tratava dele, o mundo que um dia ela conheceu parecia mais vivo, com cores extravagantes ao ponto de deixar o sorriso dela se ampliar de uma maneira que nem mesmo ela sabia que poderia sorrir, mas quando foi que aquele mundo se tornou tão brilhante ao ponto dela estar nele sabendo que ele só queria alguém para aquecer a cama que um dia foi manchada por aquela pessoa ao ponto de Calum estar tão machucado que ela só era uma substituta para suas próprias necessidades? Quem ela queria enganar?
Merda, merda, merda.
Queria dizer que aquilo era esperado, mas quando seu coração estava em jogo, sabia que iria se afogar em Calum ao ponto de ignorar tudo por ele, até mesmo aquele casamento arranjado, como era exagerado aquele desejo por ele. Todavia, sempre soube que Hood era sua pessoa favorita.
O que a gatinha selvagem está fazendo?
E aquela pessoa sorriu para ela ao mesmo tempo em que pensou, eu estou apaixonada por você, mas…
Calum Hood só a via como uma substituta para seu coração partido.
— Matando tempo. O que você deseja?
— Hmm, podemos matar o tempo juntos?
sorriu, seu coração estava na mão daquele homem, então ela não negaria nada a ele.
— Claro.
Enquanto o convite deixado por ele a levaria até às profundidades do inferno, o qual ela não desejava em nenhum momento escapar.

X
 

Você é a única que me faz sentir vivo
Ele lembrava da primeira vez que deixou os dedos tocarem suas feridas.
A bebida, o som baixo enquanto havia os gritos das pessoas no andar debaixo. Estava jogado de qualquer maneira sobre o chão frio do corredor quando sentiu as pontas dos dedos em sua cabeça de uma maneira que logo a puxou para si.
O desespero por aquele toque se fez presente.
Não importava quem era, apenas sentiu o beijo doce e ácido tocar seus lábios, o gemido que escapou dos lábios dela, a sensação de calor em seu baixo ventre ao mesmo tempo em que a ergueu aos tropeços, a levando para cama do quarto de hóspedes, maculando o corpo magro com arranhões, beijos e dedos descendo por toda a extensão.
Foi a primeira vez que os olhos tão profundos o encaravam. Naquele momento, ele sentiu aquela queimação que habitou seu peito por tempo demais. Enquanto se afastou dela, Calum Hood não se importava com quem fosse para cama com ele, todavia, aqueles olhos o assombravam com sua delicadeza, ingenuidade e acreditava que ela fosse jovem demais para ter o gosto do coração partido. A realidade lhe trouxe de volta quando sentiu os dedos delicados sobre seus cabelos, usava uma roupa sua, os cabelos molhados e o rosto encarava ele, as sombras dos anos em seus atos.
— Um lírio por seu pensamento.
— Que você é gostosa para caralho.
— Romântico como sempre.
— O romance para seu Romeu, — devolveu ácido, enquanto a mulher se virou para ele com a sobrancelha arqueada e ela lhe sorriu. — Mas é sério, você é gostosa. Não há como negar.
Hmm, entendo. Sou apenas gostosa.
Se havia alguém mais fácil e difícil de lidar, era ela. Calum apenas a segurou pela cintura, sentindo o cheiro de morango dos seus cabelos. Sentiu a eletricidade do corpo enquanto pensava que ela estaria partindo para os braços de outro. Entre todas as pessoas que cruzaram sua cama, era invicta e ao mesmo tempo aquela que havia tocado suas feridas de maneira genuína.
— Sua prova de vestido é hoje? Seu Romeu deve estar ansioso.
— Se ele fosse meu Romeu, nós estaríamos mortos, não acha? Um par com Romeu levar as tragédias que devemos evitar… — Ela se virou para ele, os olhos cheios de um desejo intenso. Calum sentiu as pontas dos dedos sobre suas bochechas, enquanto ela o puxou. — Você quer que eu fique?
O som que escapou dos lábios dela lhe fez perder um pouco da compostura que havia em seu corpo, apertando cada centímetro, marcando território sobre aquela mulher enquanto suspirou. Se ela não fosse, seus pais iriam chamar sua atenção e talvez adiantasse mais aquele casamento fadado ao fracasso. Aspirou o perfume dela mais uma vez.
— Você precisa ir. Ainda não está na hora de eu levar você ao paraíso.
Sussurrou contra a testa dela, que franziu o cenho, os olhos escurecidos enquanto apenas retirou a peça que usava. O corpo dela estava marcado por seus dedos, os beijos, enquanto Calum apenas desviou os olhos, constrangido mesmo que o sexo e a nudez fossem hábitos de ambos. Porém, antes que ela buscasse a peça perdida pelo quarto, Hood segurou suas mãos nas suas, os olhos fixos nos dela. Quem estava com coração de quem naquela barganha? Enquanto os dedos delicados desceram por sua barriga, os lábios em um sorriso mínimo, enquanto ele a puxou para si, ela apertou as mãos dele.
— Diga o que quer, Calum.
— Tome cuidado. Se aqueça.
Ele se afastou e a mulher sorriu para ele enquanto apenas se arrumou. Calum cravou os olhos nas costas dela enquanto a camisa branca cobria boa parte de seu corpo, os lábios finos em uma linha rígida enquanto apenas ajeitava os cabelos cor de caramelo que amava arrumados, o batom que foi retirado entre os beijos dos dois apenas deixou o local imaculado pelos desejos profundos. se virou para ele enquanto beijou sua testa, o ato de sentimentalismo sempre havia custado demais aos dois.
— Eu vou voltar. Você me espera?
Calum Hood não respondeu. Enquanto ela se afastou, sentiu o ar fugido de seus pulmões, os pensamentos e as raízes de seu coração se esfregulhavam a cada segundo que passava.
O quão covarde você vai ser eu deixá-la partir?
Sua vida havia virado de cabeça para baixo. Não se entregava fácil a ninguém, porém, por um erro, ele estava recolhendo os cacos de seu órgão pulsante. Calum achava que ele não iria se interessar por daquela maneira. A mulher sempre estava ali ao seu lado, nos piores momentos, nos melhores momentos. Antes que pudesse dizer qualquer coisa, ouviu o som do sapato sendo colocado. Antes que ela pudesse lhe dizer adeus, a puxou para si, os lábios finos surpresos com aproximação dele.
— Eu quero que fique.
— E por que não pediu?
— E eu tenho esse direito, gatinha? — Enrolou os cabelos caramelo nos seus dedos, os lábios finos surpresos enquanto ele apenas beijou sua testa. — Eu não tenho o seu coração. Se eu tiver, seria só metade. Mas eu não quero só metade… Por que nós iríamos continuar com isso, ? Eu odeio ver você com ele, odeio ver você sorrindo para ele, odeio…
Antes que ele pudesse largá-lo, os lábios dela estava em um sorriso mínimo. A mulher se aproximou dele enquanto o sussurro escapou pelos lábios dela.
— Me faça sua.

X
 

Eu não quero matar meu tempo com outra pessoa
Matar o tempo com era uma dádiva.
Uma dádiva que ele acreditava que não fosse merecedor, porém, após anos ao lado daquela mulher, a menina se tornou mulher aos seus olhos.
Os gemidos incontidos, a reverência àquele corpo curvado enquanto dormia, a curva do pescoço coberto pelo cabelo cor de caramelo enquanto pensava, era apenas uma fantasia sua? Calum sentiu os dedos delicados sobre sua pele, o celular desligado lhe dizia que tal fantasia teria fim enquanto apenas pensava quando foi que ele deixou aquela mulher criar tais raízes em seu coração. De uma forma ou outra, aquele pequeno coração estava dividido entre o amor e a honra.
— O que eu farei com você agora?
Hmm, assumi a responsabilidade. Eu vou ser expulsa de casa.
Ela murmurou sonolenta, enquanto Calum apertou a cintura dela. tinha um sorriso discreto em seus lábios pintados de vermelho, enquanto Calum percebia que não havia nada mais naquela mulher que não fosse louco, que ele não clamasse como seu.
— Você tem certeza?
A incerteza daquela relação chegava a ser única. Calum apertou os lábios, enquanto a mulher cravava os olhos em si.
Sim. Enrolados nos lençóis até o dia terminar… — a voz soou suave enquanto Calum Hood apenas sentiu o perfume. — Você quer?
Enquanto os dedos dela estavam sob a sua face, ela sorriu de forma travessa. Calum afundou naquele mar profundo dos olhos dela.
— Quero você toda para mim.

FIM