Act Like You Love Me

Act Like You Love Me

Sinopse: Para ela, ter o presidente rebatendo suas críticas era muito mais divertido do que ser eleita a mulher mais bonita do mundo pela People. Com seus cabelos coloridos e sua língua afiada, ela não vê motivos para encher sua cabeça com besteiras românticas.
Então quando acorda na cama de Shawn Mendes e o cantor começa um discurso sobre casualidade, ela apenas sorri e afirma que nunca se apaixonaria por ele, nem se ele estivesse empenhado em fazê-la se apaixonar. No meio disso, eles entram em um jogo: iriam agir como um casal e quem se apaixonasse primeiro, perdia. E eles iriam fazer de tudo para ser o primeiro a partir um coração.
Fandom: Shawn Mendes
Gênero: Romance
Classificação: 18 anos.
Restrição: Cenas de sexo explícito. É escrita com o Shawn Mendes, mas ele é interativo e não tem tantas referências a carreira dele. Tem personagens fixos.
Beta: Regina George
Em Andamento

Capítulos:

Prólogo

Abri um largo sorriso enquanto caminhava em direção a poltrona que iria ocupar em frente a Ellen DeGeneres, para meu último compromisso profissional antes das férias. Cruzei as pernas ao me acomodar no estofado e joguei os cabelos para trás, acenando para a plateia antes de me voltar para Ellen.
– Estamos aqui com , – Ellen começou, se dirigindo ao público antes de focar o olhar em mim. – E parece que a última vez que eu te vi, os seus cabelos estavam azuis.
– Estavam! – Eu ri. – Eu gosto muito de cores diferentes e felizmente, o meu cabelo é guerreiro e aceita tranquilamente as minhas loucuras.
– Eu acho que deveria pintar o meu cabelo de lilás para combinarmos.
– Nós podemos fazer uma dupla. Eu canto e você performa. – Sorri.
– Vamos explorar as qualidades que temos. – Ellen concordou com uma risada. – Você fez o último show da sua primeira turnê mundial no final de semana. Como se sente agora?
– Completamente realizada. Nunca pensei que poderia cantar fora das praças de Hollywood e ter visitado cinco continentes foi uma experiência que eu nem sei colocar em palavras.
– Você fez alguns shows na África e isso é realmente algo diferente. Muitos artistas não passam pelo continente. Como foi a experiência?
– O grande problema das pessoas é pensarem que o continente africano vive em meio a pobreza. Essa é uma ideia tão ultrapassada e não corresponde com a realidade. O continente tem zonas muito carentes, resultado da exploração que sofreram dos europeus, mas nem por isso deve ser ignorado. Eu, como artista, vou para onde meus fãs me querem. Cantar em alguns países da África foi tão incrível quanto cantar na Europa e na Ásia. – Garanti e a plateia aplaudiu com vontade.
– Eu gosto de você porque você fala as coisas nas quais acredita e isso é inspirador demais. Inclusive, fiquei sabendo que você arrumou problemas com o governo, – Ellen torceu os lábios e eu gargalhei. – Outra vez.
– É o que dizem. – Pisquei. – Eu apenas comento as políticas de estado e as pessoas acham minha opinião ofensiva. Eu nasci na Califórnia, mas a minha mãe é mexicana e nós temos muito orgulho das nossas raízes. Eu sinto um ataque pessoal quando o presidente vai a público dizer que vai fechar a fronteira porque não quer os mexicanos nos Estados Unidos. – Fiz uma careta. – Ele está construindo um muro porque acredita que os mexicanos tornam os Estados Unidos impuro ao imigrar para cá. Na minha opinião, a coisa mais impura nesse país é o racismo.
– Se eu não fosse casada, iria me ajoelhar e pedir você em casamento agora mesmo. – Ellen murmurou e após uma salva de palmas, comentou mais sobre a turnê e especulou sobre meu novo álbum. Eu apenas ri e disse que não tinha nada pronto ainda, mas que apresentaria o primeiro single do terceiro álbum no programa quando o lançasse.
– Tivemos nossa primeira entrevista há três anos, logo após o lançamento do seu primeiro álbum. – Ellen comentou. – E desde então, nunca fiquei sabendo sobre seus namorados. – Ela me lançou um olhar suspeito.
– Eles não existem. – Ri com rosto. – Eu não tenho muito tempo para isso. Quero ganhar um Grammy e namorados apenas atrapalham. – Dei de ombros.
– Homens atrapalham, é verdade. – Ellen comentou. – Mas vamos fazer um jogo, tudo bem? Vou apresentar alguns pretendentes e você precisa responder se beija ou passa. Quem sabe algum deles não assiste ao programa e liga para você? – Sugeriu e eu acabei rindo junto com a plateia.
– Vamos lá! – Exclamei e me virei para o telão. Uma foto do Harry Styles preencheu a tela e eu ri.
– Harry Styles. Um bom partido. – Ellen brincou.
– Beijo. – Declarei.
– Continuamos na One Direction com o Niall Horan.
– Beijo. – A gargalhada da plateia também me fez rir.
– The Weeknd.
– Beijo. – Sorri largo.
.
Encarei a figura do canadense por um instante antes de assentir. Nunca tinha pensando em por mais do que dois segundos, mas ele era realmente beijável. Os olhos castanhos em um tom de mel, os cabelos escuros e enrolados nas pontas, as bochechas coradas… definitivamente era o meu tipo de cara.
– Não dá para dizer não a essas covinhas. Beijo.
– Terminamos por aqui. beijaria todo mundo e tenho certeza que o mundo quer beijar ela. – Rimos. – Vou cobrar a visita quando o próximo single sair. – Ellen sorriu e após eu me despedir do público, a gravação foi suspensa.
Sai do estúdio acompanhada de Bridget, minha empresária, e antes de ir para casa, passei no supermercado para fazer compras e garantir que não iria precisar sair de casa. Finalmente estava de férias!

***

Nota da autora: E vamos de fanfic com o Shawn porque eu sou muito rendida por esse homem e não ia conseguir viver sem escrever com ele. Para quem está aqui depois de acompanhar NLY, eu preciso deixar um recado: as coisas aqui vão ser BEM diferentes do que foram em NLY porque as pps são muito diferentes, mas eu acredito que vocês vão se apaixonar por ela do mesmo jeito que eu me apaixonei quando imaginei ela dentro dessa história. Um beijo, espero que gostem dessa história <3

Capítulo 1

‘Cause this is my game
And you better come to play

.
Cookie deitou a cabeça em minha perna em um claro pedido de carinho e eu acabei rindo. Éramos inseparáveis desde o dia em que eu havia resgatado a cachorrinha no centro de Nova Iorque. Estava aproveitando uma tarde de folga entre um show e outro quando ouvi o choro de filhote vindo de um beco e depois de revirar algumas caixas, encontrei ela com a cabeça enfiada dentro de um pacote de biscoito. Foi amor à primeira vista e eu ignorei todos os planos que tinha feito para o resto do dia. Levei a cachorra ao veterinário, passei em um pet shop e dei um lar para a bolinha de pelos pretos que nomeei de Cookie, em homenagem a forma como havíamos nos encontrado.
– O que foi, amor? – Acariciei Cookie por entre as orelhas. – Tá com fome?
Peguei a bola de pelos com cuidado e atravessei a sala em direção a cozinha, enchendo o potinho de comida outra vez. Sentei na bancada, prendendo os cabelos em um coque e puxando o celular do bolso para responder algumas mensagens enquanto Cookie comia.

Maggie
Com que roupa maravilhosa você vai na festa hoje?

Eu estou com uma preguiça absurda de ir nessa festa

Maggie
O Conrad vai te matar se você não vir

Eu vou ir
Acho que vou usar algum vestido

Maggie
Também vou usar vestido então
Ai vamos parecer dois pares de vasos iguais

Vou tomar um banho e fazer a maquiagem
Mando foto quando terminar

Maggie
Tudo bem
Vou fazer o mesmo
Beijo na bunda, até depois

Até mais tarde, sua gostosa

Eu ri e procurei Cookie com o olhar apenas para garantir que ela não havia se escondido embaixo do armário novamente. Dá última vez ela tinha se enfiado contra a parede e eu levei quase uma hora para encontrá-la.
Bloqueei o celular e o guardei no bolso outra vez, pulando da bancada. Cookie logo estava em cima dos meus pés, mordendo e lambendo e eu me abaixei para pegá-la no colo. Quebrei um pedacinho de uma barra de chocolate na geladeira antes de seguir para o corredor e subir as escadas até o segundo andar. Meu quarto era o último do corredor e a vista que a varanda dava de Hollywood Hills era a minha coisa favorita na casa. Deixei Cookie em sua cama – e ela virou para o lado e simplesmente dormiu – e segui para o closet, pegando o primeiro vestido da arara e escolhendo um salto alto preto para combinar com o tecido verde escuro. Me despi e segui para o banheiro, não demorando mais do que quinze minutos para sair enrolada em uma toalha e ocupar a penteadeira.
Em menos de uma hora eu estava maquiada e vestida e após conferir se Cookie estava dormindo, desci para a cozinha em busca de algo para comer. Eu conhecia Conrad há cinco anos, já que eramos da mesma gravadora e uma parceria poderia ser benéfica para nós dois. Acabamos nos tornando melhores amigos e eu o conhecia bem o suficiente para saber que ele era ótimo em arrumar bebidas, mas nunca se dava ao trabalho de comprar mais do que alguns salgadinhos para as festas. E beber de estômago vazio era uma ideia de merda.
Minha mãe – Roberta – e minha irmã mais nova – Carolyn – estavam na cozinha e me lançaram olhares surpresos, que apenas me fizeram revirar os olhos e estirar a língua para elas antes de abrir a geladeira em busca de ingredientes para um sanduíche reforçado.
– Eu estou surpresa por ver você fora dos moletons. – Minha mãe murmurou e Carol riu.
– Os moletons já eram a segunda pele da . – Comentou.
– É a festa de aniversário do Conrad. Se eu não aparecer, ele me mata. – Torci os lábios. Me aproximei do fogão para preparar a omelete e fritar algumas tiras de bacon, só então percebendo que Carolyn e minha mãe estavam preparando alguma coisa para o jantar. – Vocês vão cozinhar?
– Donna e as crianças vem jantar aqui hoje. – Mamãe avisou.
Donna era minha irmã mais velha e morava em Brentwood com Amber, sua esposa, e os dois filhos: Ian de 8 anos e Claire de 6 anos e aquelas crianças eram os amores da minha vida.
– Amber não vem? – Indaguei.
– Ela está de plantão hoje. – Carolyn explicou.
– Então marquem outro jantar para que nós duas possamos comparecer. – Murmurei e xinguei baixinho quando um pingo de azeite respingou na minha mão. Desliguei o fogo e voltei para a bancada, montando o sanduíche e ocupando uma banqueta para poder comer.
– Mande um beijo para Conrad. – Mamãe pediu e eu assenti.
– Um beijo na boca. – Carolyn completou e eu torci os lábios.
– Aí que nojo!
– Ele é lindo e você sabe! – Ela contestou.
– É o Conrad, pelo amor de Deus! – Estremeci e afastei o pensamento.
– Conlyn seria o melhor casal do mundo se ele me desse alguma moral. – Carol deu de ombros. Ela tinha uma queda gigantesca pelo meu melhor amigo e eu só conseguia achar aquilo nojento.
– Isso vai me dar ânsia de vômito. – Comentei e ela gargalhou.
Terminei o sanduíche e subi para escovar os dentes. Cookie estava acordada quando eu sai do banheiro e a levei para o andar de baixo comigo, já que ela tinha uma cama em cada cômodo da casa e não gostava de ficar sozinha.
– Não deixem a Claire andar com a Cookie para cima e para baixo. – Alertei.
– Nós sabemos. – Carolyn revirou os olhos.
– Vai de carro? – Minha mãe indagou.
– Não. Vou beber e não sei se volto hoje. – Me aproximei dela e estalei um beijo em sua bochecha. Baguncei os cabelos de Carolyn e ela me beliscou na cintura. Fiquei com Cookie até o Uber chegar e sai correndo depois de atirar um beijo para minha família.
Conferi a placa do carro e após me acomodar e afivelar o cinto de segurança, enviei uma mensagem para Maggie avisando que estava a caminho. Sentia um frio esquisito no estômago, mas esperava que a noite fosse proveitosa.

***

.
Às vezes eu sentia falta de Toronto. Do frio, da comida e principalmente, da minha família. Mas estando nessa vida de shows e entrevistas, era muito mais fácil estar em Los Angeles do que ter que viajar do Canadá para os Estados Unidos. Dificilmente eu ficava sozinho na casa enorme que eu tinha comprado em Outpost Estates, porque sempre tinha alguém da equipe comigo – Andrew e Jake, principalmente -, mas aquele era um dos raros finais de semana onde eu ficaria sozinho sob a rígida recomendação de não sair e não fazer nenhuma besteira.
Eu teria que me desculpar com Andrew durante a semana, mas não iria perder o aniversário de Conrad Mansell nem se começasse a chover canivetes.
Tinha acabado de sair do chuveiro quando o barulho da campainha soou e eu precisei sair correndo enrolado em uma toalha para atender a porta. Quase cai na escada por causa do pé molhado e fiz uma careta gigante quando um flash estourou na minha cara assim que eu abri a porta.
– Vou vender essa para o TMZ. – Conrad murmurou e eu lhe estirei o dedo do meio, dando as costas e voltando pelo caminho que tinha feito há alguns instantes. Me vesti e encontrei meu amigo na cozinha, fazendo um sanduíche e bebendo um copo de suco.
– Você não tinha que estar recepcionando as pessoas na sua festa? – Indaguei, pegando uma cerveja na geladeira e dando um gole generoso. Me sentei na banqueta e observei Conrad terminar o sanduíche e enfiar na boca, como se não comesse há alguns anos.
– Precisei correr para comprar comida. – Murmurou de boca cheia e eu fiz uma careta. – Aí pensei que talvez você fosse querer uma carona.
– Pensou certo. – Sorri e terminei a cerveja enquanto ele comia.
Organizei a bagunça que tínhamos feito e segui Conrad para o carro, soltando uma gargalhada quando encontrei o banco de trás cheio de pacotes de salgadinhos.
– Essa é a sua definição de comida?
– Não consegui encontrar nada melhor em grande quantidade. – Ele retrucou e eu ri mais.
– Você é péssimo organizando festas. – Condenei.
– Eu sei. Mas isso é tudo da , porque ela sempre me ajuda e dessa vez decidiu que estava em uma semana sabática e não iria sair de casa para nada no mundo. – Conrad torceu os lábios e eu arqueei as sobrancelhas.
. Eu conhecia aquele nome, mesmo que não a conhecesse pessoalmente.
Eu não era o tipo de cara que ficava encantado por uma garota por mais do que alguns dias e esse encantamento normalmente passava depois de transar. Eu não era contra relacionamentos ou coisa do tipo, só não tinha tempo e nunca tinha encontrado alguém interessante o suficiente para me prender. Por isso, acabava tendo muitos relacionamentos casuais e era uma das únicas cantoras com quem eu nunca tinha saído. E ela era bonita pra caramba, o que me deixava interessado o suficiente para socar Conrad toda vez que eu lembrava que ele não tinha me apresentado para ela.
– Então hoje eu vou conhecer a famosa . – Abri um sorriso malicioso e Conrad me lançou um olhar divertido, voltando a prestar atenção no trânsito em seguida.
– Nós já conversamos sobre isso, . – Ele riu. – Não é você que vai decidir quando vai dormir com a . É ela.
– Certo. – Estalei os lábios com descrença. – Você falou de mim pra ela?
– Não. – Ele riu. – Ela te conhece, cara. Todo mundo te conhece.
– Ela pode me conhecer e não estar interessada porque você não falou sobre mim. – Bufei. – Quanto você precisa, eu te ajudo.
– Quando eu precisei? – Ele exclamou e eu ri.
– Quer que eu comece a lista por ordem alfabética? – Indaguei. – Amanda, Annelise…
– Tá, tá. – Conrad me cortou e eu ri mais. – Vou falar com ela.
– Agora não adianta mais. – Revirei os olhos. – Minhas covinhas vão fazer o trabalho sozinhas, já que você é um inútil.
– Não chora, . – Conrad debochou e eu estirei o dedo para ele.
Chegamos à mansão dos Mansell poucos minutos depois e eu ajudei Conrad a descarregar os salgadinhos e organizar a comida nas mesas. A festa iria acontecer na área da piscina e já tinham dois bares montados. O DJ estava organizando as coisas e nós desligamos as luzes para que apenas a iluminação da festa estivesse ligada. A piscina estava liberada, mas eu duvidava que alguém fosse realmente entrar na água.
Me joguei no sofá da sala por uns instantes e perdi algum tempo nas redes sociais, ouvindo o barulho de saltos nas escadas e abrindo um sorriso ao encontrar Maggie.
– Ei pirralha. – Impliquei e ela revirou os olhos, se aproximando e sentando ao meu lado. Deixei um beijo no topo de sua cabeça e Maggie bufou.
– Nós temos a mesma idade, você sabe né?
– Claro. – Assenti. – Mas pra mim você nunca vai deixar de ser uma pirralha.
– Babaca. – Ela torceu os lábios. – Como foi no estúdio? – Indagou por fim.
– Tudo ótimo. – Sorri. – Álbum finalizado e agora tenho alguns dias de férias antes de começar a turnê de divulgação.
– Me livrar de você por alguns dias é um sonho se tornando realidade. – Maggie suspirou sonhadora e eu lhe estirei a língua.
– Você vai chorar toda noite, eu sei disso. – Impliquei com um sorriso.
– De jeito nenhum. está de volta e eu sou anônima demais para sentir falta de mais de uma celebridade. – Maggie estalou os lábios.
– Você só falam dessa garota. Qualquer dia desses eu me apaixono por ela. – Murmurei em tom de brincadeira e Maggie gargalhou.
– Como se eu não soubesse que você está louco para conhecer ela. – Me encarou com diversão.
– Talvez eu esteja. – Dei de ombros, sem querer me entregar.
– Fique sabendo que ela te acha uma delícia. – Maggie piscou e antes que eu pudesse falar qualquer coisa, a campainha soou e ela suspirou, se levantando e seguindo para a porta. Conrad tinha sumido e era de Maggie a responsabilidade de recepcionar as pessoas.
Rapidamente eu fugi para os fundos em busca de uma bebida. Se teria que aguentar um monte de gente famosa que não sabia curtir uma festa, ao menos que eu fizesse aquilo bêbado.

***

Nota da autora: Shawn todo fuck boy é uma coisa que eu não imagino com tanta facilidade, mas tá sendo uma delícia explorar esse lado dele (porque aquela cara de nenê não me engana não e tenho certeza que ele aprontava muito quanto tava solteiro). E a pp é a dona do mundo e quem discorda tá errado. Um beijo e até a próxima att <3

Capítulo 2

I’m indecisive, but, this time, I know for sure
I hope I’m not the only one that feels it all

 

Melrose.
Eu não estava bêbada. E duvidava que fosse ficar bêbada naquela noite se ficasse apenas na cerveja – como eu estava fazendo desde que tinha chegado a casados Mansell. Maggie e eu não tínhamos desgrudado uma da outra, mesmo que eu tivesse pulado – e arrastado ela comigo – de grupo em grupo, cumprimentando conhecidos, agradecendo pelos elogios recebidos pela turnê finalizada e criticando o presidente, como todo ser humano com um pingo de senso deveria fazer.
Era a décima – ou vigésima? Eu não fazia ideia – cerveja que eu estava bebendo e a vontade de usar o banheiro me obrigou a arrastar Maggie para dentro da casa. O segundo andar da mansão estava vetado para os convidados e apesar de ter um banheiro na casa da piscina, eu me recusava a entrar naquela fila e o banheiro da cozinha estava vazio e limpinho, de forma que pude fazer minhas necessidades tranquilamente.
Margareth estava debruçada sob o balcão quando eu sai do banheiro, a garrafa de cerveja vazia a sua frente e o olhar perdido que apenas bêbados detinham.
– Eu sempre esqueço como essas festas são chatas. – Maggie suspirou.
– Nem está tão chata hoje. – Retruquei. – Mas ninguém quer ser capa do Daily Mail por dar vexame. – Ri e Maggie concordou com um aceno.
– Vidinha chata a de vocês.
– Problemas de pessoas ricas. – Dei de ombros.
– Prepara tequila? – Ela pediu com um bico nos lábios. – Não aguento mais beber cerveja.
– Acho que você já está bêbada o suficiente. – Impliquei e ela me estirou o dedo do meio.
– Por favor, ! – Uniu as mãos e eu revirei os olhos, assentindo em concordância e passando a procurar pelos ingredientes na enorme cozinha.
Já estava acostumada com aquela casa e não demorei a encontrar a tequila, sal e limão. Cortei alguns pedacinhos e servi duas doses. Nós tínhamos um ritual para beber tequila, que a minha mãe tinha ensinado: beber um gole e manter a bebida na boca para que o álcool passasse pelas diferentes partes da língua, engolir e beber o restante. Eu bebia tequila pura, mas Maggie precisava do sal e do limão.
– Se o Conrad tivesse só blancos eu ia matar ele. – Estalei os lábios. Blancos eram tequilas sem envelhecimento, eram mais comuns e mais baratas. Añejos tinham, pelo menos, dois anos de envelhecimento e por isso eram mais caras e mais gostosas.
– Desde o último sermão que você deu sobre desonrar a amizade de vocês ele parou de comprar essa. – Maggie estalou os lábios e eu gargalhei.
Eu era muito boa em chantagem emocional, tinha que admitir.
Tinha visto Conrad por exatos cinco segundos logo que tinha chegado e nem pude parabenizá-lo pelo aniversário porque ele tinha que ser o anfitrião da festa, então abri um sorriso imenso quando a porta da cozinha se abriu e meu melhor amigo apareceu. Corri até ele e me joguei em seus braços, enquanto Conrad ria e beijava o topo de minha cabeça.
– Feliz aniversário mi amor! – O beijei no rosto e Conrad me colocou no chão.
– Obrigado, . Principalmente pelo presente. – Abriu um sorriso largo e batemos as palmas das mãos. Tinha mandado entregar um novo – e incrível – violão para ele no dia anterior e estava feliz por ele ter gostado.
Só percebi que Conrad não estava sozinho quando voltei para o balcão e enchi mais um copo de tequila, franzindo o cenho quando uma bagunça de cabelos castanhos tomou minha visão periférica. Bochechas coradas, lábios rosados e olhos cor de mel. Eu tinha que admitir que era ainda mais bonito pessoalmente. Bonito pra caramba, mas eu não ia agir como uma adolescente maluca só porque tinha um cara bonito – e que não era o meu melhor amigo – no mesmo ambiente que eu. Balancei a tequila e bebi a dose completa, enquanto Maggie torcia os lábios ao chupar o limão.
– Vocês tão na parte mais divertida da festa e nem me chamam? – Conrad reclamou, sentando ao lado da irmã e chamando para se juntar a nós, enquanto eu sentava no balcão. – Aliás, essa é a famosa . , esse é o . Acho que vocês ainda não se conhecem pessoalmente. – Ele soltou em um tom debochado e eu franzi o cenho.
– Bebe tequila? – Foi o que eu perguntei, ainda desconfiada de Conrad.
– Claro. – Ele assentiu, sem desviar os olhos do meu rosto. Se eu fosse mais nova, certamente teria corado e desviado o olhar. Mas eu sabia exatamente o que aquilo significava e não recuei. Servi a tequila e empurrei os copos para e Conrad.
– Essa festa está uma droga. – Maggie murmurou para o irmão, me fazendo rir.
– Eu sei. Deveríamos ter ido a algum pub ou sei lá. – Ele suspirou.
– Andar com gente famosa dá nisso. – Impliquei e ele me lançou um olhar debochado.
– O que você faz da vida mesmo, ?
– Strip-tease. – Respondi com simplicidade e meu amigo gargalhou.
– Se levarmos em consideração que você realmente tira a roupa nos shows, então está certa. – Maggie declarou e foi a minha vez de rir. arqueou as sobrancelhas.
– Uma pena que eu nunca tenha assistido ao seu show. – Falou em um tom malicioso. Conrad bateu palmas e Maggie gargalhou, enquanto eu sustentava o olhar de .
– A gente pode sair e deixar vocês a sós. – Conrad murmurou, apontando para a porta e riu, passando a mão pelos cabelos antes de virar a dose de tequila e lamber os lábios. Sexy pra caramba, por sinal.
– Na sua cozinha não. – Dei de ombros. – Então, como vocês dois se conheceram? – Apontei de Conrad para .
– Gravamos um comercial juntos há alguns meses. – respondeu. – E vocês?
– Colegas de gravadora! – Exclamei e Conrad e eu batemos as palmas mais uma vez. – Mas viramos amigos por causa de um dueto. A gravadora queria um clipe super sexual e romântico e a gente… bom, não servimos para esse tipo de coisa. Não juntos.
– Não conseguimos gravar uma maldita cena e tiveram que chamar atores para contracenar com a gente. – Conrad riu e eu o acompanhei.
Bebemos mais um pouco de tequila, em meio a muita conversa e muitos flertes de para mim. Pelo que eu tinha entendido, aquele encontro tinha sido combinado entre meus dois melhores amigos e e eu estava, definitivamente, interessada. Afinal, era gostoso e eu poderia transar com ele. Eu queria transar com ele e conforme as insinuações entre nós ficavam mais claras, eu percebia os meus amigos se divertindo ao assistir nosso joguinho.
– Preciso ir fazer sala para os meus convidados, – Conrad murmurou depois de mais uma piadinha sexual de e segurou o cotovelo de Maggie e a puxou junto com ele. – Aproveitem! – Piscou para nós e atirou uma chave para , sumindo pela porta em seguida. Maggie ergueu os polegares para mim, aprovando a decisão do irmão e eu ri.
– Ele não foi nada sutil. – suspirou, passando novamente a mão pelos cabelos e eu decidi que adorava quando ele fazia aquilo.
– Sutileza não é uma qualidade do Conrad. – Concordei. – Foi ideia sua ou eles decidiram bancar os cupidos?
– Eu já queria te conhecer há algum tempo. – Estalou os lábios e eu abri um sorriso torto, me movendo em cima do balcão até estar sentada a frente de .
Eu estava mais alta do que ele e não foi difícil embrenhar minhas mãos nos cabelos macios de e misturar nossas respirações. Ele não perdeu tempo e subiu as mãos pelas minhas pernas, segurando em meus quadris e me puxando para frente e se colocando entre as minhas pernas. tinha cheiro de hortelã e a pele dele era tão macia e gostosa de tocar que eu acabei soltando um suspiro satisfeito. Ele novamente passou a língua pelos lábios e sem quebrar o contato visual, mordi a boca dele. apertou os dedos em meu quadril e eu acabei com a distância entre nós e grudei nossos lábios. Por um instante, não houve movimento. Mas então ele entreabriu a boca e puxou o ar com força antes de sua língua se chocar com a minha e me arrepiar completamente.
Suspirei, puxando seus cabelos com mais força e colocando mais intensidade no beijo. Ele tinha um beijo gostoso pra caramba, do tipo que deixava a gente querendo mais mesmo quando não havia acabado. Os lábios macios se moviam sobre os meus e a língua quente e áspera de se entrelaçava a minha, compartilhando o gosto da tequila. Quanto mais nos beijávamos, mais eu puxava os cabelos de e ele apertava meus quadris. Seus dentes procuravam meus lábios para mordidas deliciosas e quando eu chupei a língua dele, gemeu baixinho e eu sorri satisfeita.
Perdi a noção de tempo e de espaço. Tudo o que existia era a boca de contra a minha, as mãos dele no meu corpo e o cheiro de hortelã maravilhoso que ele exalava. Ser cantor era um benefício, já que sabíamos exatamente quando puxar o ar para os pulmões e não precisar cortar o beijo e eu só me dei conta de que ainda estávamos na cozinha de Conrad quando moveu a boca para a linha do meu queixo e desceu para o meu pescoço, mordendo e chupando de forma tão gostosa que eu estremeci.
Aquilo não era um beijo, era uma obra de arte e eu acabei rindo com o pensamento. levantou a cabeça e me encarou com o cenho franzido e eu dei de ombros, segurando o queixo dele e voltando a unir nossas bocas. Aquela comichão na boca do meu estômago era tão bom e eu só queria mais daquela sensação que fazia meus dedos dos pés se comprimirem e minhas pernas ficarem fracas e moles.
– Puta merda. – suspirou.
– Puta merda. – Repeti de forma desnecessária. Afastei minhas mãos dele e mordi o lábio inferior, sorrindo internamente quando os olhos de escureceram levemente pelo desejo. Aquele olhar certamente molhava calcinhas pelo mundo e eu não era forte o suficiente pra resistir. Ele não me soltou, apenas subiu as mãos para a minha cintura com toques precisos e incrivelmente certeiros em atiçar minha excitação.
– Ele me deu a chave do quarto de hóspedes. – Sussurrou em uma oferta e eu abri um sorriso torto.
– Então não vamos mais perder tempo nessa cozinha. – Murmurei e assentiu. Ele levantou e me segurou pela cintura, me colocando no chão e unindo nossas mãos para que deixássemos o cômodo em direção ao segundo andar.
Entramos no quarto aos tropeços, incapazes de mantermos nossas bocas afastadas e tinha acabado de girar a chave e trancar a porta quando eu puxei o vestido e o joguei no chão. Logo estava com as mãos no meu corpo, me empurrando para a cama e se livrando as próprias roupas.
E eu perdi a noção de qualquer coisa que não fosse a sensação do corpo dele contra o meu, causando sensações tão deliciosas que o orgasmo seria apenas o ponto culminante de uma porção de prazeres incríveis. Gostoso como nunca tinha sido antes.

Capítulo 3

Got me losing all my cool
‘Cause I’m burning up on you

.
Eu não me lembrava do caminho da cozinha até um dos quartos de hóspedes no segundo andar. Não me lembrava se tínhamos errado a porta, não me lembrava de ter destrancado o quarto ou mesmo de ter trancado depois de entrarmos. Tudo no que eu conseguia me concentrar era na boca de , sua língua quente contra a minha e sua cintura nas minhas mãos. Ela suspirava, procurando mais contato entre nossos corpos, enfiando as unhas nos meus ombros e me puxando para ela, enquanto eu pressionava seu corpo contra o colchão. Estava entre as suas pernas e minha camiseta já estava no chão, junto do vestido de e dos nossos sapatos.
A pele dela era macia e quente, cheirava a lavanda e me deixava ainda mais inebriado. Eu não sabia se era o álcool ou se era ela, mas aquele estava sendo o melhor amasso da minha vida. Era difícil explicar o que eu estava sentindo. O que estava acontecendo com a minha cabeça quando ela me apertava e me beijava. Me deixava sem fôlego e eu só queria mais. Mais do gosto dela na minha boca e mais contato entre os nossos corpos.
Desci as mãos para as coxas dela, segurando com firmeza e movendo os lábios para seu pescoço, deixando uma trilha de beijos e chupões por sua pele, encontrando um ponto atrás de sua orelha que a fazia suspirar e me apertar com mais força. Era ali que eu ia beijar quando estivesse metendo nela e sorri com o pensamento, descendo os lábios para a clavícula de para deixar mais alguns beijos molhados. Sua pele era deliciosa em meus lábios e quanto mais eu provava dela, mas eu queria experimentar.
– Porra. – Ela suspirou quando meus beijos chegaram ao seu busto, mas eu não me demorei ali e continuei descendo, beijando sua barriga, seu quadril e então sua virilha. grunhiu e eu levantei a cabeça a tempo de vê-la morder o lábio inferior e jogar a cabeça para trás. Sorri outra vez e desci sua calcinha com lentidão, me colocando de joelhos no chão e puxando-a para a beirada da cama, de forma que sua boceta estivesse ao alcance dos meus lábios. – Anda logo, . – Reclamou e eu ri.
– Apressada. – Suspirei e ela bufou. Envolvi a coxa esquerda de com uma das mãos e com a outra, abri sua intimidade com dois dedos e a tomei em meus lábios.
Chupei devagar, provando seu gosto e acariciando seu clitóris com a ponta da língua antes de passear o músculo por toda sua intimidade, brincando com os pequenos e grandes lábios e voltando ao clitóris para sugar com cuidado. Apenas um toque, intenso o suficiente para fazê-la gemer, mas não forte a ponte de machucá-la. era deliciosa e a cada passear da minha língua ou raspar dos meus dentes, ela gemia mais e molhava meus lábios com seu lubrificante natural.
Minha ereção já estava incomodando, principalmente por ainda estar usando o jeans, mas ao invés de dar a atenção que meu pau queria, afastei a mão da boceta de e agarrei sua outra perna, abrindo-a para mim e facilitando o acesso para a minha boca. Era gostoso demais ter ela nos meus lábios, ouvir seus gemidos roucos e ter suas mãos envolvendo meus cabelos e puxando os fios para descontar a excitação que ela sentia. Usei a língua para penetrar sua entrada, sentindo-a pulsar em minha boca antes de gozar com um grito abafado.
Gostosa para caralho. Eu poderia passar horas chupando-a e continuaria querendo mais e teria caído de boca em sua boceta outra vez se ela não tivesse me puxado para cima, sentando na cama e unindo nossos lábios enquanto suas mãos se ocupavam com o botão e o zíper dos meus jeans. Gemi quando senti seu toque perto do meu pau dolorido. Cada gemido de enquanto eu engolia sua boceta tinha agido diretamente para deixá-lo duro e eu ia adorar que ela me chupasse. Aquela boca macia no meu pau seria minha perdição, mas no momento eu só queria entrar dentro dela e por isso chutei as calças para longe e abaixei a cueca, caindo na cama por cima do corpo de e voltando a unir nossos lábios enquanto movia minha pelve contra a dela, encharcando meu cacete em sua boceta molhada e gemendo contra seus lábios.
envolveu meu pescoço com os braços, afastando sua boca da minha e distribuindo beijos em meu pescoço. Beijos quentes, sua língua áspera me arrepiava e eu movi meu quadril outra vez, buscando naquela fricção algum alívio para a minha ereção. Foi uma ideia de bosta, porque eu só fiquei mais excitado.
– Camisinha. – Resmunguei e ela assentiu, afastando a boca do meu pescoço por tempo o suficiente para que eu me levantasse e procurasse pela camisinha no bolso dos meus jeans.
Abri o pacote e cobri meu pau com o preservativo, voltando para a cama e afundando os joelhos no colchão enquanto me encarava com o lábio inferior preso nos dentes. Só então eu me dei conta de que ela ainda estava de sutiã e eu não tinha chupado aqueles peitos, me arrependendo no mesmo instante. Me inclinei para ela enquanto me colocava entre suas pernas, mas ela tinha outros planos e me empurrou para a cama. Cai de costas no colchão e entre um piscar de olhos e outro, ela estava em cima de mim, com uma perna em cada lado da minha cintura e a mão no meu cacete, guiando meu membro para sua entrada e me fazendo gemer e fechar os olhos por conta do prazer.
Quente e apertada, era tudo no que eu conseguia pensar conforme sentava em mim. Quente, apertada e deliciosa. Suspirei e grunhi, movendo as mãos para seus quadris e apertando meus dedos em sua pele. Ela descia devagar, me engolindo um centímetro de cada vez, as mãos espalmadas no meu abdômen e os cabelos roxos jogados em seus ombros. tinha o lábio inferior preso entre os dentes, sua pele dourada estava quente sob minhas mãos e o maldito sutiã ainda cobria seus seios quando ela abandonou a lentidão e sentou com força no meu pau.
– Ah, caralho. – Grunhi sem fôlego, meu pau pulsando dentro dela. Segurei em sua cintura com força, impedindo-a de se movimentar e acabou rindo. – Só um segundo. – Pedi, enquanto tentava me acalmar para não durar cinco minutos. Seria uma decepção para mim e para ela e mesmo que eu soubesse que sexo onde o cara durava quatro rodadas era a coisa mais falsa do mundo, queria aproveitar aquela foda direito.
– Quer que eu fale alguma coisa broxante? – Ela indagou com diversão e eu revirei os olhos.
– Não falar ajudaria. – Murmurei. – Tua voz é deliciosa e só me deixa com vontade de te ouvir gritar.
sorriu com malícia e se inclinou, me fazendo gemer com o movimento de nossos sexos. Sua boca trilhou toda a minha mandíbula e parou na minha orelha.
Y ni siquiera comencé a hablar español, mi amor. – Sussurrou e eu praticamente rugi, afundando o tronco contra o colchão e libertando sua cintura do meu aperto. Ela poderia fazer qualquer coisa comigo e eu aceitaria de bom grado naquele momento. Literalmente, qualquer coisa.
espalmou as mãos no meu peito e movimentou o quadril, rebolando no meu pau antes de subir e voltar a sentar com força. E eu me perdi em sensações. Minha mente estava longe, envolta da onda de prazer que ela me proporcionava a cada vez que sua boceta escorregava para cima quase liberando meu pau por completo, deixando só a cabecinha dentro dela para voltar a me engolir. Sua bunda batia contra meu quadril e seus seios balançavam dentro do sutiã e com algum esforço, consegui subir as mãos por seu corpo e abrir o fecho. afastou as mãos de mim apenas para atirar o sutiã longe e nesse meio tempo, me sentei na cama e agarrei sua cintura com as mãos, ajudando-a a se movimentar no meu colo e tomando seu seio esquerdo na boca.
Ela era maravilhosa. Não apenas por foder de forma impressionante, mas naquela posição, eu conseguia ver de perto e aquela análise tornava tudo ainda mais intenso. O tom de roxo de seus cabelos era incrível, os cílios longos tornavam seu olhar algo espetacular e a boca rosada contrastava com a pele dourada. Ela tinha sardas e olhos castanhos esverdeados. E o corpo… Ah, eu tinha certeza que apenas uma rodada não seria o suficiente e esperava que ela estivesse animada quando o meu pau se recuperasse.
Suspirei e fechei os olhos, movendo a boca para seu outro seio enquanto ela continuava se movendo no meu pau. Sua boceta me apertava e eu já não sabia mais se estava gemendo ou grunhindo, ou grunhindo e gemendo. Só tinha consciência do corpo dela contra o meu, seu mamilo duro na minha boca e meu pau dentro dela. Suas mãos agarravam meus cabelos e ela murmurava palavras desconexas ou que simplesmente não faziam sentido para mim porque eu estava além da razão.
– Eu estou quase lá. – Ela sussurrou em alerta, sem fôlego, mas eu sabia que não ia durar tanto.
Afastei uma das mãos de sua cintura e procurei por seu clitóris, acariciando seu órgão por alguns instantes. grudou a boca no meu pescoço e gemeu contra a minha pele, movimentando os quadris com mais rapidez.
Así, – Ela grunhiu e eu gemi. – mas rápido.
Acelerei os movimentos dos meus dedos e chupou meu pescoço de forma deliciosa enquanto eu gozava. Ela sentou no meu pau mais algumas vezes antes de soltar um gritinho e seu corpo tremer em meus braços, indicando que ela também havia chegado ao orgasmo. Deixou seu peso sobre o meu corpo e acabei caindo na cama ainda dentro dela. Passamos alguns minutos em silêncio, apenas aproveitando a sensação de prazer.
– Foi ótimo. – Ela suspirou. – Mas eu queria mais.
– Preciso de um tempinho para me recuperar. – Fui sincero e ela riu. Acabei gemendo baixinho quando ela escorregou para longe e se aconchegou nos travesseiros.
– Me acorda quando estiver pronto. – Estalou os lábios e eu ri, pulando para fora da cama para me livrar da camisinha. A noite ainda não tinha acabado para nós e eu estava agradecido por ter levado mais de um preservativo.

Capítulo 4

If love is just a wicked game
Then why do we play?

.
Eu tinha dormido pouco e mesmo que isso sempre me deixasse mal humorada, naquele dia em questão o meu humor estava ótimo. Sexo sempre era um motivo para me deixar de bem com a vida – sexo bom, porque foda meia boca me estressava demais -, mas eu tinha sido muito bem fodida naquela madrugada e mesmo que aguentasse mais uma rodada e tivesse durado apenas duas antes do cansaço tomar conta dele, a lembrança era o suficiente para me fazer sorrir assim que tomei consciência depois de acordar.
Porra, tinha sido bom demais.
Eu não me lembrava da última vez que uma transa tinha me deixado em êxtase daquele jeito, mas fazia muito tempo desde que eu tinha realmente pensado em repetir um cara. Não eram transas ruins, só não eram… espetaculares. Como tinha sido com . Aquelas covinhas e as bochechas coradas eram apenas uma falsa ideia sobre ele. não tinha nada de fofo e eu estava muito agradecida por aquilo.
Me espreguicei devagar e me virei na cama, encontrando sentado contra a cabeceira com a cara enfiada no celular. Ele estava sem camiseta, usando apenas a cueca boxer e aquela era uma visão maravilhosa demais para que eu não apreciasse.
– Bom dia. – Murmurei e desviou os olhos para mim. A luz do Sol iluminava todo o quarto e eu conseguia notar o tom esverdeado nos olhos dele, completando o visual de bochechas coradas e cabelo bagunçado. Ele era tão bonito que dava vontade de chorar e eu não conseguia acreditar que nunca tinha reparado na existência dele por mais do que alguns minutos.
– Bom dia. – Resmungou de volta, a voz rouca me fazendo lembrar dos gemidos que ele grunhia durante o sexo e causando um fervilhar de emoções dentro de mim.
Sexo para começar o dia era tão gostoso e eu queria um pouquinho mais de . Deveria ser espetacular ver o rosto dele naquela luz durante a foda e por esse motivo eu me arrastei na cama para mais perto dele, apoiando o rosto contra seu abdômen e sentindo retesar o corpo. Aquilo me deixou confusa, mas eu estava determinada a ter o pau dele nas minhas mãos e estava a um centésimo de segurar o elástico da cueca de quando ele suspirou e se afastou de mim, levantando da cama e me lançando um olhar reprovador.
– O que foi? – Franzi o cenho e torceu os lábios, passando a mãos pelos cabelos e sentando na beirada da cama, sem desviar o olhar do meu. Me sentei e me cobri com o lençol, esperando que finalmente começasse a falar.
– Eu… a noite foi incrível. – Disse com cuidado e eu assenti, porque até então nós concordávamos e eu não via motivos para que ele fugisse de mim. – Mas… eu não tenho relacionamentos. E seria bom se você levasse isso apenas como algo casual, entende?
Eu pisquei algumas vezes, completamente incrédula sobre o que estava ouvindo. Que porra ele tinha na cabeça? Achava que eu iria me declarar para ele porque tínhamos feito sexo? Esperava um pedido de namoro? Ele era egocêntrico a ponto de achar que eu não poderia querer algo casual e acabaria me apaixonando por ele porque a transa era incrível?
Eu tinha sido muito bem fodida, mas já estava arrependida. era um babaca e não merecia o pau e a língua que tinha. Nem mesmo as mãos.
– Talvez isso machuque o seu ego, mas… – O encarei. – Foi só sexo para mim. Não estou entendendo porque você está… emocionado, – Lambi o lábio inferior de propósito e muito lentamente. – desse jeito. Eu ia te oferecer um boquete e não uma aliança de casamento. – Ri em deboche.
Não esperei por sua resposta e me levantei, deixando o lençol de lado e passeando pelo quarto à procura das minhas roupas. Pelada, para que ele ficasse de pau duro e precisasse bater uma punheta, porque em mim ele não ia meter de novo. Tinha tido uma chance e sido um babaca e eu jamais me submeteria a receber migalhas. Principalmente de um homem.
me encarou como se eu tivesse duas cabeças e então riu, passando a mão pelos cabelos e abrindo um sorriso malicioso enquanto eu vestia a calcinha.
– E isso não é um jogo de sedução? Você não vai tentar me convencer com sexo na esperança de que eu me apaixone por você?
Revirei os olhos e vesti o sutiã, me abaixando para pegar o vestido e subindo a peça pelo meu corpo.
– Não estou tentando seduzir você, . Existe uma linha tênue entre amor próprio, narcisismo e babaquice e você ultrapassou todas elas em menos de cinco minutos. – Abri um sorriso doce. – Eu não me apaixonaria por você nem se estivesse empenhado em me conquistar.
– Se eu realmente tentasse, você iria se apaixonar por mim. – Falou com segurança e eu arquei as sobrancelhas, o gosto do desafio vibrando em cada fibra do meu corpo. Subi o zíper do vestido e voltei para a cama, mas ao invés de sentar no colchão, sentei no colo de envolvendo sua cintura com as pernas e o abraçando pelo pescoço.
– Você apostaria nisso? – Indaguei em um sussurro e precisei morder o sorriso quando as mãos de se apossaram da minha bunda.
Ele não fazia ideia de com quem estava mexendo e aquilo era uma delícia. Eu poderia brincar com ele um pouquinho para que aprendesse a não ser um babaca com síndrome de “meu pau é o centro do universo”. Seria ainda mais delicioso fazê-lo engolir aquelas palavras ao falhar em me conquistar e acabar apaixonado por mim.
– Todas as minhas fichas. – Não pestanejou e eu sorri largo, sentindo a excitação pela brincadeira me dominar.
Aquilo ia ser tão divertido.
– Então vamos apostar. – Não desviei o olhar do dele e arqueou as sobrancelhas em questionamento. – Nós vamos agir como um casal, – Sorri doce outra vez. – Mandar mensagens todos os dias, nos ver sempre que pudermos, sair em encontros, trocar apelidos, abraçar e beijar… Exatamente como um casal faria.
– Com qual propósito?
– Quem se apaixonar primeiro perde. – Dei de ombros.
me encarou por um instante antes de sorrir e puxar meu corpo para mais perto do seu, tornando o contato entre as nossas intimidades mais intenso e me causando um arrepio idiota. Corpo traidor, eu deveria estar seduzindo-o e não ao contrário.
– E quem me garante que você não vai fingir, caso acabe apaixonada por mim? – Ele tombou a cabeça para o lado com um sorriso arteiro.
– Não tem como fingir não estar apaixonado por alguém. Se um de nós se apaixonar, o outro vai saber. – Estalei os lábios, erguendo a mão esquerda e estendendo o dedo mindinho para ele. – Mas podemos fazer uma promessa rosa. – Sugeri.
assentiu, estendendo a mão esquerda e entrelaçando seu dedinho com o meu.
– Quem se apaixonar primeiro perde. – Repetiu e no instante seguinte meu corpo estava contra o colchão, com em cima de mim e seus lábios no meu busto. – Vamos selar promessa direito. – Estalou os lábios e se inclinou para mim.
Eu deixei que ele me beijasse. Deixei que passasse as mãos pelo meu corpo, que sua língua brincasse com a minha e abri as pernas para ele. Seu pau duro pressionado contra a minha boceta quase me fez suspirar e me entregar, mas me obriguei a manter a sanidade, mesmo com os beijos deliciosos que deixava na minha pele. Deixei que ele me tivesse por alguns instantes, apenas o suficiente para garantir que ele estava excitado. E quando suas mãos procuraram o fecho do meu vestido, eu rompi o beijo.
– Não. – O empurrei e caiu ao meu lado, com um olhar confuso. – Você foi um babaca convencido e não está merecendo sexo. Estou de greve, até que você deixe de ser um babaca.
– Isso não fazia parte do acordo. – torceu os lábios.
– Toda namorada pode e deve fazer greve de sexo. – Sorri para ele e me inclinei para um selinho, pulando para fora da cama, calçando os meus saltos e colocando a bolsa no ombro assim que encontrei os objetos pelo quarto. Parei na porta, com a mão na maçaneta e direcionei o meu olhar para a cueca dele.
Com certeza duro. E com sorte, a punheta seria uma merda.
– Espero que tenha um domingo incrível, namorado. – Pisquei para ele e destranquei a porta, saindo do quarto em seguida do e tirei um segundo para apreciar a expressão incrédula de antes de sair para o corredor em direção a saída.
Precisava de Starbucks, um banho quente e da imagem de pedindo meu telefone para Conrad ou Maggie porque ele não tinha como entrar em contato comigo diretamente sem apelar para eles. E eu passaria o domingo na cabeça dele por causa daquilo e era isso que eu chamava de uma boa preparação para uma briga.
iria se apaixonar por mim e eu não tinha nenhuma dúvida.

Capítulo 5

You know I wouldn’t walk away, even if I could
It took one night, one try, ayy
Damn, I’m hooked

.
Eu não sabia que droga aquela garota tinha feito com a minha cabeça, mas eu não conseguira pensar em nada que não fosse nos últimos dois dias. Não tinha aberto o jogo com Conrad, porque eu sabia o que ele diria sobre aquilo: ia me comer vivo, já que eu amigo acreditava tão pouco em mim que faria mal para a minha autoestima se eu não soubesse que ele era um idiota. De qualquer forma, ele tinha me passado o número e o endereço de e depois de ter enviado cinco mensagens e ela nem mesmo ter me mandado a merda, resolvi que estava na hora de começar a agir.
Afinal, se eu ficasse sempre dependendo das decisões dela, estaria apenas envolvido no jogo de ao invés de movimentar minhas próprias peças. Aquela não era uma brincadeira saudável, já que um de nós iria sair machucado e apesar de aquilo soar péssimo, preferia partir o coração dela do que deixá-la partir o meu.
era o tipo de mulher que pisaria nos cacos do meu coração com salto agulha e acabaria rindo quando terminasse de me pisotear. E eu não era masoquista a ponto de esperar por aquilo sentado no meu sofá.
Ela estava me esperando na escada que levava até a porta, os braços cruzados em frente ao corpo e uma expressão indecifrável no rosto. Usava camiseta, shorts de algodão e chinelos. Os cabelos estavam presos em um coque e ela não estava usando maquiagem, mas continuava tão bonita quanto eu me lembrava. E para meu azar, eu tinha lembranças vividas demais dela e que tinham me feito dormir mal nas últimas duas noites.
Desci do carro e caminhei lentamente até ela, abrindo um sorriso torto e entendendo o buquê de rosas quando parei a sua frente. arqueou as sobrancelhas.
– O que você está fazendo aqui? – Ela indagou e eu ri.
– Vim ver a minha namorada emburrada que se recusou a responder as minhas mensagens. – Retruquei. – Prometo não ser mais um babaca, amor. Não precisa fazer greve de tudo.
– Eu pensei que você ia desistir. – riu e se inclinou para mim, ficando na ponta dos pés para selar seus lábios aos meus e quando se afastou, eu percebi a diversão escorrendo do olhar dela. A garota estava animada para aquela brincadeira e eu sabia que estava fodido e que precisaria me manter firme e jogar duas vezes mais que ela.
Ou ela realmente ia me comer vivo.
– Eu gosto de apostas. – Dei de ombros, a abraçando pela cintura com um dos braços e puxando o lábio inferior de com os dentes. – Estou desculpado?
– As coisas não são tão fáceis assim, mi amor. – Ela riu e se afastou, segurando minha mão livre e me puxando para dentro da casa.
No meio do caminho, uma bola de pelos pulou nas minhas canelas e eu tomei um susto, arrancando uma risada de . Fomos seguidos até a cozinha pela criaturinha e após deixar as flores no balcão, me abaixei para pegar o filhote de cachorro nos braços e acabei rindo das tentativas desesperadas de ter o rosto lambido.
– Essa é a Cookie. – apresentou. – É o amor da minha vida há três meses. – Sorriu de forma afetuosa e eu ergui Cookie até a altura dos meus olhos.
– Cookie, você vai ter que dividir a sua mãe a partir de agora. Pelo menos até ela se apaixonar por mim. – Pisquei e gargalhou.
Coloquei Cookie no chão outra vez e deixei me arrastar para a sala, onde um dos filmes de Star Wars estava pausado. Fiz uma careta imediatamente e arqueou as sobrancelhas em questionamento.
– Você é uma pessoa de Star Wars ou de Harry Potter?
– Definitivamente Star Wars. – Estalou os lábios e se jogou no sofá.
– Isso é blasfêmia. – Decidi e ela riu, batendo no lugar ao seu lado para que eu me sentasse. Suspirei antes de ceder e deitou a cabeça no meu colo, dando play no filme em seguida. – Gostou das flores? – Indaguei.
– Fica quieto. – Reclamou. – Estou vendo o filme.
– Você estava vendo o filme, – Corrigi. – Agora eu cheguei e quero atenção.
– Você vai tentar fazer eu me apaixonar por você sendo chato assim? – Estalou os lábios.
– Da mesma forma que você vai tentar me conquistar me ignorando. – Dei de ombros e ela desviou o olhar para mim.
– Eu sai da sua cabeça nesses últimos dois dias? – abriu um sorriso cínico e eu revirei os olhos.
– Minha vida não parou porque você me deixou duro no domingo de manhã, . – Retruquei, mesmo que estivesse mentindo.
– Se isso te faz dormir melhor a noite, então pode repetir quantas vezes quiser. – Piscou para mim e voltou a prestar atenção no filme.
– Então, você mora sozinha?
– Não. – Bufou. – Minha mãe e minha irmã caçula moram comigo.
– E onde elas estão agora? – Questionei com interesse. Tinha planos para aquela tarde e eles não envolviam Star Wars. Movi a mão para o braço de em uma carícia leve.
– Na casa da minha irmã mais velha. – Ela me encarou outra vez. – E você não vai me comer só porque elas não estão aqui. Estou mesmo de greve e você vai precisar se esforçar muito, . – Sorriu com diversão e eu bufei, sem acreditar que realmente ia passar a tarde vender Star Wars. Eu tinha me metido em uma enrascada ao aceitar aquela aposta.

***

.
não tinha perdido de tirar uma casquinha de mim durante todo o filme. Carícias na minha cintura, na minha lombar, na lateral do meu seio… ele estivera ocupado tentando me enlouquecer e eu não ia mentir para mim mesma e dizer que ele não tinha conseguido me desestabilizar um pouco. Porque tinha e eu nem prestara atenção no filme depois da chegada dele.
Mas eu sabia fingir melhor do que ele, principalmente porque eu não tinha um pau que ficava duro com as menores das provocações. E se minha mãe e minha irmã não tivessem chegado em casa, só o universo poderia saber o que teria feito se eu subisse mais as carícias pela parte interior de suas coxas.
Eu tinha contado para a minha família sobre a nossa pequena e nada inofensiva brincadeira. Donna e Amber tinham achado a ideia absurda, minha mãe não sabia o que pensar e Carolyn tinha adorado tanto que afirmou que ia procurar uma fanfic naquela temática para ler e matar sua curiosidade. E apesar da reprovação e neutralidade da maior parte da minha família, elas sabiam que eu não voltava atrás nas minhas ideias e que a melhor forma de lidar comigo era me deixando fazer as merdas que eu queria.
Talvez eu saísse fodida daquele jogo, mas estava animada para fazer se apaixonar por mim e era adulta o suficiente para lidar com as consequências das minhas ações, caso fosse ele a quebrar o meu coração.
Minha mãe tinha convidado para jantar conosco e para meu azar, ele tinha conquistado ela mais fácil do que tinha me levado para a cama. Estavam há meia hora conversando sobre o Canadá e minha mãe, como a boa apaixonada pelo frio que ela era, não parava de fazer perguntas para , que respondia com animação e orgulho de seu país. Eu ainda estava com a cabeça no colo dele, recebendo cafuné e com os olhos fixos na TV, enquanto Carolyn digitava furiosamente em seu celular no outro sofá.
– O que foi? – Indaguei para ela, que bufou e acenou para dispensar o assunto.
– Grupo da faculdade. O ser humano que inventou o trabalho em grupo deveria queimar no inferno. – Chiou e eu ri.
– Tenho certeza que o seu ódio tem fundamento. – Estalei os lábios e voltei a atenção para a TV. desceu as carícias para a minha nuca e coluna e eu fechei os olhos por um segundo. Droga, por que o toque dele tinha que ser tão bom?
– E seus pais ficam no Canadá ou vem para Los Angeles também? – Minha mãe indagou e eu precisei me esforçar para não revirar os olhos. Eu realmente precisaria lembrá-la de que não era meu namorado de verdade e que ela não precisava gostar dele.
– Eles vem pouco para cá porque eles trabalham. Então normalmente sou eu que vou para lá quando tenho tempo.
– E você vai passar todas as férias aqui dessa vez? – Carolyn indagou com um sorriso divertido e eu ri.
– Ainda não sei. – respondeu. – Com certeza vou para Toronto por uma ou duas semanas e talvez fique mais tempo. Vai depender de como as coisas vão andar por aqui. – E lançou um sorriso malicioso para mim.
– Não se preocupe. Em um mês você vai estar apaixonado por mim e estaremos livres um do outro. – Sorri doce e gargalhou.
– Um mês ? Vinte dias para você cair de amores por mim. – Estalou os lábios e foi a minha vez de gargalhar.
– Iludido. – Desviei o olhar para a TV outra vez.
– Melhor que assistir série. – Carolyn declarou e voltou para o celular em seguida.
A pizza chegou vinte minutos mais tarde e nós seguimos para a cozinha. Enquanto comíamos, falava sobre sua vida, carreira e fazia muitas perguntas sobre mim. E minha mãe respondia tudo com a maior animação, de forma que ele sabia até dos meus joelhos ralados nas aulas de balé que eu tinha feito até os treze anos. Após o jantar, Carolyn levou Cookie para o segundo andar e minha mãe só subiu quando garanti que ia limpar a bagunça na cozinha. Se despediu de com um abraço e eu revirei os olhos quando ele sorriu convencido na minha direção.
– Já conquistei a sua mãe. – Declarou, se aproximando de mim e pegando um pano para secar a louça que eu tinha começado a lavar.
– As coisas comigo são mais difíceis, . – Garanti e ele assentiu.
– Não seria divertido se fosse fácil. – Estalou os lábios e eu o encarei por um segundo. As bochechas estavam sempre rosadas e aquela boca era simplesmente impecável… era bonito demais para ser real e, se eu fosse mais inocente do que eu era, me apaixonaria por ele muito fácil.
Mas para o azar de , eu era uma praga. E ele teria trabalho comigo.
Terminamos de limpar a cozinha e nem mesmo tentou me convencer a deixá-lo passar a noite comigo. Pelo visto ele tinha entendido o meu jogo e eu estava ansiosa para ver o que ele faria em retorno. Acompanhei até a porta e abri um sorriso frouxo quando ele me puxou para seus braços, um degrau abaixo do que eu me encontrava, igualando as nossas alturas. Eu era pouco menos do que vinte centímetros mais baixa do que ele, mas era muito mais fácil abraça-lo naquela posição e foi isso que eu fiz. moveu as mãos para os meus quadris e selou os lábios nos meus por um instante.
– Vamos sair em um encontro essa semana. – Murmurou e eu assenti.
– Tudo bem. Estou ansiosa para saber o que você vai fazer. – Sorri.
– Vou conquistar você, . – Estalou os lábios e me beijou novamente, mas dessa vez eu segurei sua nuca e aprofundei o contato. Sua língua quente e áspera entrou em contato com a minha e o mundo voltou a não fazer sentido para mim. Tudo o que existia era e eu só voltei para a realidade quando ele rompeu o beijo e mordeu meu lábio.
– Boa noite, namorada. – Desejou.
– Buenas noches mi amor. – Uni nossos lábios outra vez e cruzei os braços em frente ao corpo enquanto seguia para o carro. O jogo tinha começado e eu precisava estar preparada para acabar com .

Capítulo 6

But, baby, you know I love the thrill
When you put it do-do-down

.
Eu não fazia ideia de quais eram os planos de para aquela noite, mas supunha que ele não pretendia me levar para além de Los Angeles. O dia tinha estado quente, como de costume e apesar da ideia tentadora de usar vestido para provocar , optei por cropped e uma calça confortável. Deixei os cabelos soltos e passei pouca maquiagem, apenas o suficiente para esconder minhas olheiras e destacar os meus olhos. Cookie estava dormindo na cama dela quando a mensagem de chegou, avisando que estava me esperando no carro e pedindo gentil que eu levasse a minha bunda gostosa até ele.
Acabei me rendendo e soltando uma risada baixa, antes de pegar a bolsa e descer para o primeiro andar. Tranquei a casa e um segundo depois eu estava acomodada no banco do passageiro da Range Rover. Me inclinei para , aspirando profundamente o cheiro amadeirado que ele exalava e unindo nossos lábios em um beijo rápido, apenas o suficiente para deixá-lo querendo mais.
– E lá vem você foder com a minha cabeça. – Ele reclamou, apontando para o meio das pernas e me fazendo gargalhar. Ele estava lindo, usando jeans preto e uma camisa estampadas, também em cores escuras. O cabelo estava bagunçado de um jeito charmoso e o rosto impecável como era de sua genética.
Bonito pra caralho, para o meu azar.
– Gosto da sua sinceridade, . – Estalei os lábios e me virei para afivelar o cinto de segurança. – Está quase merecendo ser recompensado. – Sorri doce e revirou os olhos.
– Se você fosse dar pra mim, já tinha tirado a roupa, então para de provocar. – Bufou e eu gargalhei. É, ele realmente estava certo.
– Já me conhece como a palma da mão. – Debochei.
– Minha mão não te conhece tanto quanto ela gostaria. – Sorriu com malícia. – Como foi o seu dia, namorada? – Indagou enquanto manobrava o carro.
– Nada interessante. Estou tirando o sono do atraso e vendo séries. – Estalei os lábios. – E você?
– Nada demais também. Tô trabalhando em algumas músicas, mas só para passar o tempo.
– E eu posso ouvir essas músicas?
– Quando você quiser. – sorriu verdadeiramente e eu precisava admitir que preferia aquele sorriso. Adorava o sorriso malicioso, mas aquele sorriso de covinhas era bonito demais.
– Vou cobrar. – Pisquei um olho e ele assentiu. – Onde você vai me levar? – Questionei com curiosidade.
– Se fosse para você saber, eu teria contado. – revirou os olhos e eu dei de língua para ele.
– Você é um péssimo namorado. – Estalei os lábios.
– Assim você parte o meu coração. – Fingiu tristeza.
– Esse é o objetivo. – Eu ri e ele me acompanhou.
– Nós somos malucos, não somos? – Indagou. – Quero dizer, quem apostaria uma coisa dessas?
– Tem muita gente maluca no mundo. – Dei de ombros.
– É claro, mas… Um de nós vai sair machucado e nós estamos ansiosos para sermos os responsáveis por partir um coração. Isso não é problemático?
– Se um de nós não soubesse, sem dúvidas. – Falei. – Mas nós aceitamos isso sabendo das consequências. E se nenhum de nós ganhar, vamos ter nos divertido muito.
– Então o nosso prazo é de um mês? – indagou e eu assenti com a cabeça. – Ótimo, preciso começar a jogar mais sujo.
– Mais? Pra quê, se eu não tô fazendo nada? – Acabei rindo.
– Você faz coisas sim. – bufou e apontou outra vez para a virilha.
– Se te ajuda, eu também fico excitada. – Sorri de lado quando desviou o olhar para mim rapidamente. – Mas sei fingir melhor do que você.
– Se você tivesse um pau, saberia como é difícil fingir qualquer coisa. – Ele estalou os lábios e eu gargalhei. Ele me fazia rir com frequência e aquilo era bom, principalmente porque eu estava rindo dele e não com ele. Se aquilo mudasse, eu deveria me preocupar.
– Justo. – Concordei.
– Então… o que a sua mãe acha dessa ideia? – Apontou para nós dois.
– Ela não tem uma opinião formada, porque provavelmente deve estar pensando onde ela errou comigo. – Ri e ele me acompanhou. – Minha irmã mais velha, Donna, sempre foi muito responsável e cuidadosa. Eu acho que ela nunca nem tomou banho sem chinelo e toda a aventura que ela vive é porque causa de Amber e das crianças. E Carolyn… ela é maluca, mas menos maluca do que eu e quando faz alguma besteira, esconde a verdade da minha mãe. Eu nunca tive vontade de esconder nada, então falo tudo. Até o que não deveria. – Dei de ombros.
– É, já percebi que você gosta de falar. – Piscou para mim.
– E você, contou para alguém?
– Não. – riu. – Meus pais iam surtar, minha irmã ia rir da minha cara e apostar em você e os meus amigos… sei lá, só não senti que deveria contar sobre isso. Porque se cair na mídia, a gravadora vai comer o meu rim. – Torceu os lábios.
– Imagina se o TMZ descobre isso? – Eu ri. – Minha empresária ia me matar, encontrar um clone e me substituir.
– Vamos concordar em manter isso só para nós e pessoas muito próximas? – estendeu o dedo mindinho para mim e eu sorri, unindo nossos dedos para selar mais uma promessa.
– Vamos manter isso em segredo.
Minutos depois, estacionou o carro e apesar de não ter prestado atenção no caminho que ele fizera, eu sabia que estávamos no centro de Los Angeles. Ele me lançou um sorriso divertido antes de sair do carro e dar a volta para abrir a porta para mim, em um gesto muito cavalheiro e nada natural.
– Pronta para começar a se apaixonar por mim?
– Pronta para fazer você cair de amores. – Corrigi e ele gargalhou. Saiu do carro em seguida e abriu a porta para mim, entrelaçando as nossas mãos e acionando o alarme antes de me guiar para dentro do prédio.

***

.
Segundo Sun Tzu, ninguém poderia ir a uma batalha sem ter o total conhecimento do que esperar da luta, porque nada é mais forte que a sabedoria. E eu só tinha aquele conhecimento porque tinha lido A Arte da Guerra e apesar de não ter entendido muita coisa, tinha uma lição que eu deveria levar ao pé da letra: aquele que não realiza planejamento algum terá chances ínfimas de vitória.
E por isso, cada detalhe daquela noite tinha sido planejado com cuidado por mim. Eu tinha decidido pela honestidade porque se eu escolhesse ser outra pessoa apenas para tentar impressionar , poderia acabar me contradizendo e jogando fora qualquer chance de não perder para ela. Decidi levá-la a um dos meus lugares favoritos em Los Angeles, principalmente porque teríamos sossego e liberdade de sermos nós mesmos, sem medo de algum paparazzi ou fã aparecer.
O OUE Skyspace LA era um mirante panorâmico de 310 metros localizado na US Bank Tower. Normalmente, recebia turistas até as 10 horas da noite, mas eu tinha mexido uns pauzinhos e dado um jeito de reservar o lugar apenas para mim e . Lá de cima, poderíamos ver toda Los Angeles e eu tinha levado cobertores e almofadas e preparado o local antes de ir buscar em casa. Também tinha pedido comida de um de meus restaurantes favoritos e abri um sorriso quando cumprimentei o porteiro e ele me entregou a sacola com as refeições e nos desejou uma ótima noite.
– Eu nasci e moro em Los Angeles a vida inteira e nunca estive aqui. – murmurou. – Isso faz de mim uma péssima californiana?
– Eu nasci em Toronto e não conheço todos os pontos turísticos da cidade. – Dei de ombros. – Acho que é normal preferirmos conhecer lugares com os quais não somos acostumados durante toda a vida.
– Eu sou muito turista durante das turnês. Acho que você tem razão. – Falou e eu sorri ao me virar para ela e apertar o botão do elevador.
– Logo você vai descobrir que eu sempre tenho razão. – Pisquei.
– Você é tão egocêntrico, . – Revirou os olhos. – É por isso que está de castigo. – Sorriu com malicia. – Precisa aprender a ser humilde.
– É o sujo falando do mal lavado. – Debochei e ela riu.
Entramos no elevador e eu puxei para meus braços, apoiando o queixo no topo da cabeça dela e acariciando a pele exposta de sua cintura com a ponta dos dedos. Ela devolveu o abraço, entrelaçando os dedos as minhas costas e apoiando o rosto contra meu peito. era macia e cheirosa e eu admitia que tinha sonhado com ela um ou duas vezes naquela semana. E se os sonhos não fossem puramente sexuais, eu estaria fodido naquele momento.
Mas tinha certeza absoluta de que só sentia uma atração gigantesca por ela. O sexo tinha sido ótimo e se eu não tivesse sido um babaca, poderíamos ter repetido a dose.
Assim que as portas se abriram, guiei até a beirada do mirante onde tinha organizado as almofadas e cobertores. Ela tinha um sorriso enorme nos lábios e correu para observar a cidade, ofegando e soltando comentários animados quando identificava os lugares que conhecia e conseguia identificar em meio a escuridão. Enquanto ela se divertia, organizei as coisas para podermos jantar e me joguei nas almofadas com a minha caixinha de comida italiana em mãos.
– Você nem me chama para comer. Sério , suas táticas de sedução são muito duvidosas. – reclamou quando se virou, arqueando as sobrancelhas para mim e me causando risos. Apontei para o lugar ao meu lado e um instante depois ela estava sentada, já enfiando uma garfada de massa na boca.
Comemos em silêncio e depois de juntar a bagunça, me deitei e puxei comigo. Ela se entrelaçou no meu corpo, deitando a cabeça no meu peito, enlaçando a minha cintura com o braço e colocando uma das pernas sobre as minhas. Passei a acariciar seus cabelos e brincava com os dedos de sua mão que repousavam no meu abdômen.
– Me conta um segredo. – Pedi.
– Eu gosto de andar pelada em casa. – Respondeu e eu ri, revirando os olhos em seguida.
– Você tem fetiche em me deixar de pau duro? – Reclamei. gargalhou.
– Talvez. Você nunca vai saber a verdade. – Brincou.
– Isso nem é um segredo legal. – Bufei.
– Então me conta você um segredo. E aí eu decido contar um que seja no mesmo nível. – retrucou. Puta que pariu, ela não perdia uma.
– Tudo bem… – Cedi e precisei de um minuto para decidir qual segredo contar. – Eu nunca tive meu coração partido. Já terminei relacionamentos e já sofri por amor, mas ninguém nunca me magoou de propósito e acho que isso é um privilégio. Talvez eu não seja tão babaca assim. – Ri para descontrair.
– Eu nunca me apaixonei. – murmurou por fim. – Passei toda a adolescência estudando e trabalhando e não tinha tempo e nem vontade de ter um namorad^po. E então veio a música e eu só… deixei isso de lado. Consigo imaginar a coisa toda e escrever sobre isso, mas eu nunca quis me apaixonar por ninguém.
– Então você está dizendo que me propôs uma aposta sobre eu fazer você se apaixonar quando você nunca se apaixonou na vida? – Indaguei em um tom falsamente abismado e ela riu baixinho, dando de ombros em seguida.
– Você disse que apostava todas as suas fichas. – Se defendeu.
– Você é uma garota muito má, . – Estalei os lábios.
Afastei a mão que estava entrelaçada a dela e a subi até o queixo de , erguendo o rosto dela para que pudesse unir nossos lábios em um beijo lento e intenso. Provei a boca dela como se a estivesse beijando pela primeira vez, me entregando completamente aquele sentimento devastador que tinha me tomado na noite em que tínhamos nos conhecido. Era uma atração tão crua que me deixava sem ar e eu resmunguei insatisfeito quando rompeu o beijo e mordeu meu lábio inferior, rindo contra a minha boca quando eu escorreguei a mão para a bunda dela e tentei trazê-la para mais perto.
– Quanto tempo essa greve vai durar? – Reclamei e ela voltou a se aconchegar nos meus braços.
– O tempo que eu quiser. – Estalou os lábios e eu suspirei em rendição, fazendo uma nota mental para me vingar quando ela finalmente decidisse acabar com aquela tortura.
Pelo resto da noite, falamos sobre tudo e nada, enquanto observávamos as estrelas e a cidade. E cada sorriso dela me fazia acreditar que eu estava no caminho certo para o coração dela. E eu esperava, com todas as minhas forças, não estar me iludindo sobre aquilo.

Capítulo 7

There’s something ‘bout you
That’s got me dazed and confused

.
Dias quentes e ensolarados em Los Angeles não eram incomuns, mas para alguém que tinha nascido e vivia em um dos países mais frios do mundo, qualquer temperatura mais amena era motivo de ir para a piscina ou para a praia. Sendo uma celebridade, eu dificilmente conseguia ter mais do que meia hora de sossego fora de casa, então eu sempre optava pela piscina.
Mas naquele dia, diferente de todos os outros, eu não estava sozinho. tinha aparecido usando um vestido de praia quase transparente, um biquíni preto minúsculo e óculos de sol. Tínhamos passado todo o sábado trocando mensagens e naquela manhã não tinha sido diferente e quando eu mencionei que passaria o dia na piscina, não pensei que ela viria para a minha casa testar a minha sanidade.
Eu estava errado e deveria me acostumar com aquela mulher brincando com a minha cabeça. E eu não iria especificar qual delas.
Minha pele já estava quente, pedindo pela água fresca da piscina e eu sabia que se ficasse no sol mais um pouco ia acabar mais vermelho que um tomate, mas pular na água seria uma péssima ideia. estava boiando há meia hora, cantarolando alguma música que eu não conhecia, já que ela tinha tomado conta da caixa de som via bluetooth.
– Got me all messed up, his love is my favorite but you plus me, sadly can be dangerous… – Cantarolou e então seguiu para palavras que eu não conhecia e eu franzi o cenho.
– Que música é essa? Não é em inglês. – Murmurei, me sentando na espreguiçadeira e me inclinando para frente. abriu um sorriso torto.
– Pobrezinhos dos norte-americanos que acham que só existe a língua inglesa no mundo. – Debochou.
Eu revirei os olhos, me abaixando e jogando água nela. Com o susto, acabou afundando e eu cai na risada.
– Você é um idiota. – bufou quando voltou à superfície, passando as mãos pelo rosto para tirar o excesso de água. – E para a sua informação, essa música é de uma girl group de kpop e eu estava cantando em coreano. Ou pelo menos, tentando cantar, porque tenho certeza que erro muitas palavras. – Deu de ombros.
Me sentei na beirada da piscina e levou cinco segundos para nadar até mim e se apoiar nas minhas coxas. Observei todo o percurso das gotas de água descendo pelo pescoço dela, se perdendo na parte de cima do biquíni e algumas seguindo pela barriga. Molhei os lábios com a ponta da língua e tateei, meio às cegas, a cintura de até tê-la perto o suficiente para que nossos lábios se roçassem. Engoli em seco, completamente aturdido pela maciez da pele dela e pelo cheiro delicioso que ela exalava.
– Você tá acabando comigo. – Suspirei e ela riu.
– Eu sei. – Me beijou suavemente, apenas para me deixar com vontade de mais e se afastou, mergulhando na água e me arrancando um suspiro frustrado.
Eu ia morrer de pau duro e Andrew ia me ressuscitar só para me matar outra vez por ter morrido de pau duro.
– Vem pra cá, – sorriu om diversão quando submergiu e mesmo que eu quisesse, não tive forças para me manter longe. Cai na água e nadei até ela, tomando-a em meus braços e prendendo contra a lateral da piscina.
Minha boca estava na dela no segundo seguinte. Segurei em suas coxas e a peguei no colo, enquanto me abraçava pelo pescoço de devolvia o beijo com o mesmo entusiasmo com o qual eu a estava beijando. A língua quente dela atormentava meus pensamentos e fazia linha direta com o sangue que não subia para meu cérebro e se concentrava no meu pau. entrelaçou as pernas uma na outra, me deixando livre para subir as mãos pela lateral de seu corpo, deixando uma em seu seio e a outra envolvendo sua nuca, não permitindo que o beijo se partisse por mais do que alguns segundos para tomarmos fôlego.
A água fria não fazia qualquer diferença, porque eu me sentia queimar. Estava ardendo de desejo e tudo o que eu queria era . As lembranças de nossa noite juntos iam e vinham, tornando toda a situação ainda mais excitante e mais dolorosa para mim, porque eu sabia que não iriamos além daquele beijo/amasso.
E eu tinha certeza de que ia me destruir quando finalmente decidisse foder comigo outra vez mas estava tão enlouquecido por ela, que aceitaria de bom grado e pediria para repetir.
– Já tá bom assim, – Estalou um selinho nos meus lábios e eu soltei um muxoxo descontente. Meu pau estava latejando e seria uma tortura precisar lidar com a situação sozinho. – Você tá merecendo um pouquinho mais, mas não o suficiente.
– Você quer que eu me ajoelhe? – Indaguei e apesar de ter rido, eu não estava brincando. Ajoelharia fácil se aquilo fosse resolver as coisas.
– Não, . – Os olhos dela brilhavam em diversão e eu acompanhei o trajeto da língua dela molhando o lábio inferior em puro sofrimento. – Não quero que ajoelhe.
– Inferno. – Resmunguei. – Você não quer me dar uma mãozinha, pelo menos?
– Não. – Alargou o sorriso divertido. – Mas estou com fome e quero saber o que vamos preparar para o café da tarde. – Bateu os cílios lentamente.
– Eu não sei cozinhar. – Alertei.
– Eu também não, mas é divertido tentar. – Deu de ombros e me empurrou, seguindo para a escada e saindo da piscina em seguida. Enrolou o corpo na toalha que estava dentro da mochila que ela havia trazido e arqueou as sobrancelhas para mim. – Vou esperar você resolver o seu probleminha no banheiro. – Apontou para a minha virilha e eu bufei.
Segui para fora da piscina e apesar de estar pisoteando o meu orgulho enquanto rumava para o banheiro, eu sabia que não ia pegar leve e se eu não aliviasse, ia acabar explodindo e matando qualquer possibilidade de ter uma vida sexual ativa e saudável no futuro. Meu pau ia morrer e eu nem sabia se aquilo era possível.

***

.
Eu estava sendo maldosa de propósito e estava chegando no limite. Sabia que tinha uma linha que não poderia ultrapassar e estava cada vez mais próxima dela, mas provocar era tão divertido. Ele tinha passado muito tempo no banheiro e eu nem mesmo poderia culpá-lo, já que nossos amasso tinham me deixado completamente fraca.
Sorte a minha era saber fingir muito bem e não ter um sensor, porque se tivesse, ia descobrir rapidinho que eu não estava molhada apenas por causa da água da piscina.
Ainda estava tocando kpop e mesmo que eu não entendesse nada e cantasse tudo errado, eu amava as músicas porque eram animadas e invejava demais a videografia e as coreografias que os grupos e cantores solos de kpop faziam. Eu não era tão boa dançarina e sabia que tinha um ou outro clipe ruim na minha carreira, mas podia viver com aquilo e apreciar a música coreana com inveja branca.
Estava misturando os ingredientes para fazer panquecas – de acordo com o passo a passo de uma receita no Google – quando voltou para a cozinha, vestindo outra bermuda, mas ainda com o peito nu e só o universo era testemunha do quanto eu queria aquele homem em cima de mim. Embaixo, dos lados, atrás… inferno de homem gostoso. Respirei fundo e voltei a atenção para a vasilha com a mistura, movendo a mão em círculos para que o fuê deixasse a massa homogênea. Senti as minhas costas e um beijo foi depositado na minha nuca, seguido de outro no meu ombro e novamente na nuca, subindo para a parte de trás da minha orelha enquanto as mãos de me abraçavam pela cintura.
– Você acabou de sair de um banho longo e já quer precisar voltar para o chuveiro? – Debochei, mas meus dedinhos dos pés estavam torcidos por conta do nervosismo. A boca de era quente contra a minha pele e pelos céus, eu estava borbulhando por dentro.
– A culpa é sua, por estar gostosa desse jeito no meio da minha cozinha. – Retrucou e beijou a lateral do meu pescoço. Mais um pouquinho e eu iria acabar desistindo e inaugurando o balcão da cozinha, por isso afastei com os ombros e apontei para as frutas em um refratário dentro da pia que eu tinha separado para que ele picasse.
– Para de gracinha e começa a trabalhar. Estou faminta. – Estalei os lábios e riu, um brilho de divertimento em suas irises. Deixou um último beijo no meu ombro antes de seguir as minhas ordens e eu revirei os olhos.
– Me conta o seu maior sonho. – indagou após alguns minutos onde trabalhamos em silencio. Eu já tinha dez panquecas prontas e estava finalizando mais uma quando movi meu olhar para ele, que cortava tranquilamente alguns morangos. Sua postura era tranquila e eu me permiti um segundo para apreciar a cena, me repreendendo em seguida. Eu não podia cair no joguinho de .
– Meu maior sonho era cantar. – Falei de forma simples. – E poder viver de música. Queria dar uma casa legal para a minha mãe, ajudar Donna a se estruturar com a família dela, proporcionar para Carolyn a chance de estudar o que ela quisesse e não precisar trabalhar em dois empregos para ajudar a minha mãe a pagar as contas e mesmo assim, viver sempre no vermelho. – Suspirei e senti o olhar de em cima de mim.
– E o seu pai?
– Não tenho um pai, . – O encarei com seriedade. – Tenho um doador de esperma que abusou da minha mãe mais vezes do que eu posso contar e sumiu das nossas vidas assim que Carolyn nasceu. Nos deixou com uma divida imobiliária, um carro quebrado e dezenas de contas que nós só conseguimos quitar porque a minha carreira deslanchou.
– Eu não sabia. – Seu tom era de desculpas e eu abri um sorriso para ele, afinal, como ele poderia saber? Eu não expunha a minha vida pessoal para ninguém. Apenas Maggie e Conrad sabiam sobre aquilo.
– Não teria como. – Garanti. – Você é a terceira pessoa para quem eu conto, então não quebre a minha confiança ou eu quebro a sua cara. – O encarei com os olhos estreitos e riu.
– A ameaça é desnecessária porque de forma nenhuma eu pretendo contar isso para alguém, – Estalou os lábios e eu soube que ele iria fazer alguma piadinha sexual. – Mas se quiser mesmo quebrar alguma coisa, pode ser a minha cama. Junto comigo. Por muitas horas.
– Muitas horas mas com intervalos, mi amor. – Lembrei e estirou a língua para mim.
– Pornô acaba com a vida da gente. – Reclamou e eu gargalhei. Desliguei o fogo e coloquei a última panqueca na pilha, me aproximando de o abraçando pelas costas.
Eu não tinha experiência com relacionamentos, mas tinha visto filmes de romance o suficiente para saber como agir caso tivesse um namorado. Fosse como fosse, era bom estar em contato com . Ele tinha um cheiro bom e passar a mão naquela barriga definida não era mesmo nenhum sacrifício.
– É bem mais prejudicial para as mulheres, já que muitos homens esperam seios empinados, bunda grande, cintura fina, boceta rosada e nenhum pelo no corpo em todas as mulheres. Isso é tão longe da realidade porque existem mulheres de todos os tipos por aí e todas são lindas de seus próprios jeitos. – Estalei os lábios.
– Vamos concordar que pornô é péssimo. – murmurou e eu assenti em concordância. – Mas sexo é ótimo e nós deveríamos fazer. – Se virou e abriu um sorriso galanteador. Eu gargalhei e rompi o abraço, estalando um tapa na bunda de antes de voltar para o fogão para derreter o chocolate.
– Ainda não, . Aquieta o pau. – Atirei um beijo para ele.
– Você vai me matar , estou avisando. – revirou os olhos e eu ri outra vez.
Um coração partido não matava ninguém, então eu realmente não pretendia matá-lo. Mas enquanto ele não estivesse apaixonado, continuaríamos nos divertindo. Corrigindo: eu continuaria me divertindo.

Capítulo 8

I got a question for ya, I got a question
If I pulled you closer, would you mind, babe?

.
Meus dias em casa sem fazer nada tinham chegado ao fim e eu tinha sido intimada por Bridget a voltar para a academia e para a ioga. Eu estava de férias por dois meses, mas ainda assim, não tinha tanta liberdade quanto gostaria. No ano anterior eu tinha podido viajar e junto da minha mãe e Carolyn, tínhamos feito um mochilão pela América do Sul e tinha sido maravilhoso. Esse ano no entanto, as coisas estavam… complicadas, para dizer o mínimo e todas as recomendações de Bridget eram para que eu me mantivesse quietinha, sem causar qualquer problema.
Eu sabia que ela ia surtar quando descobrisse sobre , mas qual a graça de viver e ser uma artista pop se a minha empresária não quisesse me matar, pelo menos, uma vez a cada dez dias?
Então eu tinha ido para a academia e para a ioga naquela manhã. Junto de , para que ele me visse malhar e sofresse mais um pouquinho. Meu plano era mantê-lo apenas na vontade até o próximo final de semana, até porque eu mesma já estava subindo pelas paredes. Eu não era viciada em sexo e poderia passar meses sem transar e não sofrer nadinha, mas me tirava do sério. Tudo nele me atraia e mesmo que não estivesse tentando me seduzir – porque ele realmente não estava exibindo os músculos dos braços e flexionando aquela bunda maravilhosa apenas para me provocar e sim porque estava concentrado em sua série de exercícios -, tudo no que eu conseguia pensar enquanto corria na esteira era em . Mais especificamente, sexo com ele.
, você já foi melhor. Não deixe um pau controlar a sua vida!
Respirei fundo e desviei o olhar, voltando a atenção para os quilômetros percorridos na esteira e me assustando quando eu já tinha passado dos cinco. Aquele era o meu limite e bebi quase um litro de água antes de seguir para perto de e me escorar na parede, observando-o terminar seu treino de superior para que pudéssemos ir embora.
– Anda logo . – Resmunguei e ele revirou os olhos, finalizando a ultima série e me lançando um olhar animado.
– Pronta para a próxima rodada? – Indagou e eu franzi o cenho.
– Que próxima rodada?
– Sexo, lá em casa. – abriu um sorriso largo e eu gargalhei, me aproximando dele para abraçá-lo pela cintura e deixando um beijo suave em seu queixo.
– Você não vai desistir, não é?
– De forma nenhuma. – Deu de ombros. Entrelacei nossas mãos e depois de juntarmos nossas coisas, seguimos para fora da academia.
Não era surpresa, para nenhum de nós, ser fotografado em Los Angeles fazendo coisas banais como compras no supermercado ou visitando a academia todas as manhãs. Muitos artistas eram seguidos 24 horas por dia, aquela era uma realidade com a qual nós estávamos acostumados. Não era confortável ou agradável, mas era um dos efeitos colaterais de ser famoso e viver um sonho. Mais cedo ou mais tarde, e eu seriamos fotografados juntos e as pessoas começariam a falar sobre e querer respostas sobre nosso status de relacionamento. Eu não era do tipo que achava que devia explicações sobre a minha vida pessoal para ninguém que não fosse da minha família ou meus melhores amigos, então não me importaria com as especulações.
Mas Bridget ia surtar, eu tinha certeza.
Não fomos abordados, mas um dos paparazzi gritou para nós assim que atravessamos a rua em direção ao estacionamento onde tinha deixado o carro. Eu abri um sorriso e acenei para a fotografia e ouvi a risada de ao meu lado. Virei o rosto para ele com o cenho franzido e ele deu de ombros.
– Você leva toda essa atenção de forma muito natural. – Comentou. – Eu prefiro evitar ser visto, mas quando não tenho sucesso, finjo que não vi.
– Quando você ignora eles, é muito pior. Eles começam a gritar e fazer perguntas. – Estalei os lábios. – Então eu aceno e poso para as fotos e eles me deixam em paz. Mas duvido que hoje eles nos deixem em paz. Vão nos seguir e ficar plantados em frente as nossas casas esperando colher mais fotos sobre o novo casal. – Sorri em deboche e riu, passando o braço pelos meus ombros.
– Andrew vai me matar.
– Ele pode se unir a Bridget e usar a mesma sala onde ela vai me matar. – Brinquei e ele riu outra vez.
– Não te incomoda? Mentir para os seus fãs e para o mundo? – Ele questionou e tinha o olhar sério em cima de mim.
– Não estou mentindo para ninguém, porque nenhum de nós assumiu nada. – Disse o óbvio. – E apesar de sermos famosos, não devemos explicações sobre as nossas vidas pessoais para ninguém. Nossas carreiras são coisas distintas do que vivemos fora dos palcos e dos estúdios.
– Você tem um pouco de razão. – Ele cedeu e após desligar o alarme do carro, abriu a porta para mim e eu sorri em agradecimento.
– Então, para a minha casa ou para a sua? – Indaguei quando sentou no banco do motorista e afivelou o cinto. Ele se virou para mim com o olhar confuso. – Dividir para conquistar não é a melhor opção aqui. Se concentrarmos eles em apenas um lugar, vai ser mais fácil. – Dei de ombros e ele assentiu em compreensão.
– Depende. – Estalou os lábios e sorriu com malicia. – A gente vai transar? Porque se for, vamos para a minha casa. Não quero que a sua mãe ou a Carolyn escutem a bagunça. – Molhou o lábio inferior com a ponta da língua e piscou para mim.
Se eu não estivesse sentada, ia precisar me apoiar em algum lugar naquele momento porque minhas pernas tinham ficado fracas.
– Não vamos transar. – Declarei e suspirou em derrota.
– Então vamos para a sua casa fazer companhia para Cookie. – Declarou e eu sorri largo, me inclinando para ele e selando nossos lábios rapidamente. Eu amava o fato de que adorava Cookie, mesmo tendo-a visto apenas uma vez. Nosso namoro não era de verdade, mas eu jamais poderia estar com alguém que não gostasse da minha cachorrinha ou de animais em geral.
Apenas nazistas odiavam animais, essa era a minha opinião.
– Alguma chance de me mostrar alguma música sua hoje? – Indaguei e sacudiu a cabeça para os lados.
– Só vou te mostrar alguma música quando a gente transar. – Decretou e eu gargalhei.
– Estou quase ficando com pena de você, . – Sorri em deboche e ele revirou os olhos, sabendo que eu estava me divertindo com o sofrimento dele. Mesmo que também estivesse sofrendo.
ligou o carro e fomos durante todo o caminho implicando um com o outro e fazendo piadinhas sexuais que apenas aumentavam nossas frustrações. Mal tínhamos chegado na minha casa quando uma ligação de Maggie surgiu em meu celular e eu suspirei, já sabendo o que me aguardava.
– Oi amor da minha vida! – Murmurei ao atender a chamada e riu baixinho, sem desviar a atenção da direção enquanto estacionava o carro na minha garagem.
– “Se eu sou o amor da sua vida, por que não estou sabendo que você e o estão saindo?” – Ela reclamou e eu ri. Já esperava por aquilo, mas não queria encher Maggie com as minhas maluquices, já que a vida dela era uma correria.
– Porque nós estamos apenas nos divertindo. – Respondi e Maggie bufou. – Vamos marcar um café essa semana e eu conto tudo pra você, pode ser?
– “Ok, tudo bem. Só vou aceitar isso porque estou atolada de coisas aqui, mas estou magoada e coloquei você no meu caderninho do rancor, .”
– Vou comprar um presente para você me tirar do caderninho. – Avisei e ela riu. tinha desligado o carro e eu sentia o olhar dele em cima de mim.
– “ me deve dois presentes, avise ele.” – Maggie estalou os lábios. – “Te mando mensagem para marcarmos o café. Beijo, amo você.”
– Também amo você, até mais. – Desliguei a chamada e guardei o celular no bolso. Encarei e respirei fundo. – Já estamos nas redes sociais, porque Maggie já descobriu e está irritada com a gente.
– A internet desses caras é muito melhor que a minha, fala sério. – Revirou os olhos e eu ri.
Pulei para o banco de , sentando em seu colo com uma perna de cada lado de seu corpo. As mãos dele tomaram a minha cintura e me puxaram de encontro ao seu tronco, me causando um arrepio quando a boca quente dele tomou a minha em um beijo intenso e rápido. Se eu não tivesse um plano em mente, aquele beijo me convenceria a abaixar nossas roupas inferiores apenas o suficiente para que pudéssemos nos encaixar e iríamos transar ali mesmo.
Rompi o beijo e desci a boca para o pescoço de , sugando a pele dele e deixando algumas mordidas leves enquanto ele acariciava minha cintura e costelas por dentro do moletom que eu estava usando. Levantei a cabeça e o encarei um pouco zonza e sorriu, unindo nossos lábios em um selinho demorado em seguida.
– Vamos jogar videogame ou você quer dormir? – Ele indagou.
– Podemos dormir pelo resto da manhã e jogar videogame durante a tarde. – Pisquei para ele e assentiu em concordância. – E vou marcar nosso segundo encontro para essa semana. – Avisei e ele arqueou as sobrancelhas em surpresa. – Prepare-se para cair de amores por mim, . – Fiz pose, colocando as mãos na cintura e jogando os cabelos para trás e ele gargalhou.
– Espero apenas cair de boca em você. – Retrucou e foi a minha vez de rir.
Aquela era uma ótima ideia, eu tinha que admitir.

Capítulo 9

Fuerte, fuerte quiéreme
De cabeza a los pies
Sube mi nivel cardíaco a cien

.
Não tinha sido a melhor das ideias aparecer em público com e eu estava arrependido, precisava admitir.
Tinha sido extremamente irritante aturar o monólogo de Andrew sobre responsabilidade, sobre a minha imagem na mídia e também, sobre a reação dos meus fãs. Eu não queria ser mal compreendido, porque amava os meus fãs com todo o meu coração e era extremamente grato pelo apoio e carinho que tinham comigo, porque eram eles que tornavam possível que eu vivesse o meu sonho.
Mas era uma merda ter que tomar cuidado e me esconder porque qualquer coisa que eu fizesse poderia causar um tumulto desnecessário porque muitas pessoas não conheciam os limites entre a minha vida pública e a minha vida pessoal. Nesse ponto, eu admirava a liberdade de , porque era algo que eu não tinha. Não que eu fosse reprimido e obrigado a me manter calado, mas eu realmente não gostava de causar bagunça com a mídia e principalmente, com os meus fãs, então eu evitava alimentar qualquer assunto que estivesse causando tumulto. Diferente de , que havia postado um textão no Instagram mandando as pessoas, nas entrelinhas, para a casa do caralho, eu tinha ficado quieto e me mantido fora do radar dos paparazzis por todo o dia.
Andrew ia me matar se eu fizesse mais “alguma merda” sem avisar ele antes e eu não tinha qualquer pretensão de morrer com apenas 22 anos.
Suspirei e troquei de canal, sem qualquer vontade de assistir futebol. O ar condicionado estava ligado, mas Los Angeles estava abafada naquele dia e toda essa atmosfera pesava em cima de mim, me deixando lento e preguiçoso. Por isso demorei a atinar que a campainha estava tocando e um tempo ainda maior para entender o que estava fazendo na minha casa naquele final de tarde de terça-feira.
– Oi amor! – Exclamou em um tom levemente debochado e eu revirei os olhos, mas não neguei o beijo que ela me ofereceu assim que se inclinou na ponta dos pés e passou os braços em torno do meu pescoço.
– O que você está fazendo aqui? – Indaguei com curiosidade e ela sorriu largo.
– Nós temos um encontro. – Estalou os lábios.
– Agora?
– Aham.
– Tem certeza? Porque o mundo meio que está um caos por nossa causa. – Lembrei e deu de ombros.
– Isso é problema deles, não nosso. – Piscou para mim e eu acabei rindo. Aquela mulher era completamente louca e realmente não se importava com o que falavam sobre dela, desde que estivesse feliz e satisfeita com sua própria vida. Eu poderia aprender alguma coisa com ela para poder me sentir menos… sufocado. – Agora vai tomar um banho. Você tem 15 minutos para se arrumar e trazer essa bunda gostosa pro meu carro. – Apontou para a BMW estacionada em frente a casa e me deu as costas em seguida, voltando para dentro do carro em um claro indicativo de que ela não estava brincando.
E como eu não era burro, corri para dentro de casa e voltei em 13 minutos, vestido com roupas confortáveis e com os cabelos úmidos do banho. Meu celular e a carteira estavam no bolso e sorriu largo quando afivelei o cinto.
– Bom garoto. – Acariciou meu braço como provavelmente fazia com a cabeça de Cookie e eu estreitei o olhar para ela.
– Vou te morder. – Retruquei e ela abriu um sorriso malicioso.
– Por favor, vá em frente. – Me atirou um beijo e eu suspirei, fechando os olhos e escorando a cabeça no banco em clara derrota.
– Para de me atentar. – Bufei e ela riu.
Passamos o resto da curta viagem até o Pacific Park cantando nossas próprias músicas e fazendo bagunça quando algum de nós errada um verso da canção do outro. era muito melhor do que eu, o que rendeu muitos comentários sobre ela ser uma Army não assumida e muitas ameaças de me deixar frustrado e sem sexo por muito mais tempo do que eu poderia imaginar. E eu jamais me atreveria a duvidar dela, então tratei de parar de implicar e ela passou o restante do caminho debochando de mim.
Eu tinha jogado toda a minha dignidade no lixo mesmo.
Antes de sairmos do carro em direção ao parque, pegou uma mochila no banco de trás e de dentro do objeto, tirou bonés, óculos sem lentes e perucas realistas. Eu acabei rindo assim que me dei conta de qual era a ideia dela, mas me animei com a possibilidade de passar algumas horas como uma pessoa comum.
Não ficamos irreconhecíveis, mas tinha experiencia com aquilo e não paramos no mesmo lugar por muito tempo, então ninguém reparou em nós por mais de alguns poucos segundos. Pudemos andar na maioria dos brinquedos, comprar porcarias das barraquinhas de comida e aproveitar um tempo fora de casa onde éramos apenas duas pessoas comuns. Por alguns instantes, eu esqueci que e eu tínhamos um acordo/aposta maluco onde um de nós sairia magoado e realmente aproveitei e apreciei a companhia dela.
era divertida, não tinha papas na língua e nem um pingo de vergonha na cara. Ela fazia piadinhas sexuais, debochava de mim e me abraçava em momentos inesperados e aquilo, de certa forma, era encantador. Mas eu não podia me deixar enganar, porque sabia que ela não estava se enganando. era espontânea daquele jeito, mas ela tinha um objetivo em mente. Nós poderíamos nos tornar ótimos amigos – ou até mesmo ter um relacionamento de verdade -, mas aquele não era o caso. Deveríamos tentar quebrar o coração um do outro e era por isso que passávamos um tempo juntos. Se não fosse isso, ela teria apagado a nossa noite juntos da mente e eu teria seguido a minha vida, sendo um pouco mais babaca do que eu era no momento, porque tinha aprendido uma lição com .
Gastamos nossas últimas fichas no tiro ao alvo e eu tinha conseguido um ursinho de pelúcia para . Não era o maior prêmio da barraca, mas pelo menos tinha conseguido alguma coisa e aquilo me consolava. Compramos hambúrguer e latinhas de refrigerante e caminhamos em direção a praia, sentando na areia para comer em silêncio, observando o movimento do mar. juntou o lixo em uma das sacolas e colocou dentro da bolsa que estava carregando, deitando a cabeça no meu ombro enquanto eu a abraçava pela cintura.
– Andrew quis te matar? – Indagou e eu ri baixinho.
– Se ele estivesse nos Estados Unidos, tinha me matado. Para a minha sorte, ele está em Bali com a família. E Bridget?
– Gritou, chorou, me ameaçou… – deu de ombros e eu ri. – O de sempre. Antes ela me ganhava com algumas manipulações, hoje eu sei quando ela está fazendo drama ou falando sério. Dessa vez era drama, por isso só postei no Instagram e deixei pra lá.
– Adorei a parte do “tenham amor e paz no coração para não se afogarem no próprio veneno”. Se você tivesse mandado todo mundo para o inferno, teria sido mais sutil. – Impliquei.
– A intenção não era ser sutil. – Ela deu de ombros. – Estou acostumada com a mídia fazendo um inferno da minha vida e os meus fãs me conhecem e sabem que eu não gosto desse tipo de bagunça. E felizmente eu tenho liberdade para falar esse tipo de coisa, porque mesmo quando não faço nada, tenho um alvo na testa e qualquer deslize meu é motivo para falarem que eu tenho mais opinião do que talento. Só que eu tenho os dois e por isso não fico quieta. – respirou fundo. – Às vezes eu queria ser mais neutra, mas essa nunca foi a minha realidade. Desde o começo da minha carreira eu preciso provar duas vezes mais que eu sou boa, que trabalho duro e mereço o sucesso que eu tenho. Talvez porque tenhamos um imbecil na casa Branca e eu tenha aprendido a falar espanhol antes mesmo de aprender inglês, mas eu sempre precisei ser firme e manter uma posição. Por isso eu falo o que preciso falar, doa a quem doer. As pessoas não pensam antes de apontar o dedo na minha cara e falar coisas que podem me magoar e eu não preciso ter cuidado com o sentimento de quem não dá a mínima para mim. Tem um limite entre a empatia e a burrice.
Encarei meio embasbacado, como se tivesse levado um soco na cara. Aquele era um lado da fama que eu realmente não conhecia, porque o máximo de babaquice que tinha ouvido sobre mim era sobre eu não me assumir gay porque nunca tinha namorado sério com uma mulher. Eu não ligava, porque não tinha problemas com a minha sexualidade e se eu fosse gay, seria muito assumido e o mundo que explodisse. Mas aquela realidade que vivia… parecia dura demais para uma garota tão incrível e tão vivaz quanto ela.
Eu não sabia o que comentar, então foi um alivio quando ouvíamos o barulho de uma câmera perto demais de onde estávamos. Nem nos demos ao trabalho de procurar o paparazzi, apenas nos levantamos e seguimos para fora do Pacific Park com o meu braço em torno dos ombros dela e um bolo esquisito na boca do estômago.