Breathe Me

  • Por: Aline Gonçalves
  • Categoria: Cantores | Restritas
  • Palavras: 1434
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Sinopse: Claire Blake era a típica menina feliz, com a família perfeita e os amigos perfeitos, até que tudo mudou, quando um dia ela sofreu um acidente de carro com seus pais. Ao acordar sete dias depois na UTI, Claire descobre pelo seu irmão John, que ambos seus pais morreram, devastada, Blake desenvolve depressão nervosa ao culpar-se pela morte dos pais. Ela se perdeu em meio à escuridão. A vida não tinha mais cor. Desde que seus pais morreram, foi como se ela tivesse ido com eles. Não existiam mais motivos para continuar, não daquela forma. Como uma garota tão viva pôde ter uma morte tão dolorosa? Sim, ela morreu da pior maneira, morreu por dentro. Fora jogada as portas do inferno, mas não queria ser salva. Desesperado, seu irmão procura a ajuda de Harry Styles, um dos maiores e melhores psicólogos de toda Londres que se viu no dever de ajudar aquela pobre alma, mesmo lutando contra fantasmas em seu passado, que o acorrenta e o sufoca violentamente. Mas o que aconteceria se sua própria alma fosse puxada pelos demônios? Ao se deparar com a situação da menor, Styles se envolve demais em seus problemas. Ele não esperava por aquilo, na verdade, ninguém esperava, mas lá estava ele, apaixonado pela garota que tinha tantos problemas que enxergava o mundo como o próprio inferno. Nessa trama perigosa que envolve a sanidade, o único desafio para os dois é o de permanecer vivo.
Gênero: Drama, romance.
Classificação: +18 anos.
Restrição: Depressão; Uso de drogas, linguagem de baixo calão e descrição de sexo – OBS: ESCRITA ORIGINALMENTE COM HARRY STYLES, PORÉM SERÁ POSSÍVEL LER COM QUALQUER PESSOA.
Beta: Blair Waldorf.

 

Respirou fundo e segurou a todo custo seu choro. Fechara os olhos por apenas vinte minutos, no intuito de descansar, mas, de novo, eles não deixaram. Os monstros em sua pobre cabeça a impedia de dormir sem que tomasse o medicamento. Levantou da cama e enxugou as lágrimas que novamente voltaram a cair. Sempre que seu cérebro percebia que ela estava acordada, uma carga de dor e luto era jogada sem o menor carinho diante de si. Ela estava exausta. Exausta daquilo; de viver.
Os delírios estavam cada vez mais vivos, e ela já não estava sabendo distinguir o que era real ou não.
Caminhou arrastando as pernas até a cozinha (estava fraca demais), mas não sentia fome. Comer, dormir e se divertir, era um luxo do qual ela nunca mais iria provar.
Não estaria viva até estar completamente bem.
Encheu o copo com água indo até o banheiro, se seu irmão não queria mais vê-la tomar os remédios, ótimo. Ela tomaria escondida.
Depois de tomar três pílulas para dormir, olhou-se no espelho. Sua pele estava mais pálida que de costume e, ela com certeza, aparentava ter envelhecido dez anos em questão de meses.
Desde que John, seu irmão mais velho, descobrira que sua irmã estava com Depressão Nervosa, nada mais foi como antes. Não que antes tudo fosse uma maravilha para , mas, pelo menos, ela não tinha que ir a psiquiatras todas as semanas e em psicólogos todos os dias. Ela não queria sair de casa, não queria contar nada que se passava em sua cabeça a um desconhecido.
Ela apenas queria ficar sentada diante sua escrivaninha, com seu diário aberto, e com a foto de seus pais num porta-retratos ao lado; ela queria entender o que fizera para receber aquilo em troca.
era nova, apenas dezesseis anos (quase em seus dezessete), e já sofrera tão ou mais que alguém com oitenta. Os monstros dos quais se escondia com remédios à noite estavam todos em sua cabeça, prontos para atacarem quando ela menos percebesse. Prontos para mostrar o quão inútil, e insignificante, ela era. Prontos para mostrar a verdade: ela era culpada pela morte dos seus pais.
Deixou um soluço escapar e fechou os olhos com força, aquilo era muito mais do que ela poderia aguentar, nem se lembrava mais das vezes que estava acordada sem estar chorando.
Para uma pessoa comum, o dia tinha exatas vinte e quatro horas. Para Claire, seu dia tinha de quatro a seis, nunca passava disso. Ela sempre estava dormindo, talvez por fraqueza ou por conta dos remédios, mas sempre, sempre, dormia. Dormia porque o sono amenizava a dor. Enquanto estava sobre efeitos de medicamentos super fortes, não sentia nada, se não o escuro.
Ela sentia o escuro, sentia o poder negro dele.
Nas poucas horas que era obrigada a estar acordada, o irmão a forçava a ir ao psiquiatra. Como se já não bastasse sentir tudo o que sentia, ela ainda tinha que falar com alguém, que achava que pudesse entendê-la, que pudesse salvá-la. Não existia mais salvação para ela.

Ao se dar conta disso novamente, escorregou pela parede e sentou-se em meio ao corredor escuro daquele apartamento. E chorou. Chorou pela dor que se instalara em seu peito há oito meses, quando seus pais morreram. O luto ainda estava nela, ainda pior.
Ela tentava a todo custo conter seus soluços, mas nada lhe adiantou, quando viu a porta do quarto do seu irmão se abrindo e ele saindo preocupado, procurando a dona daqueles soluços.
Não demorou muito e lá estava ele, abraçando-a como todas as noites.
— Eles estão aqui, John. Eles estão aqui. — Ela repetia em meio as lagrimas, apertando mais seu irmão contra si. — Tira eles daqui, por favor. Não deixa eles me tocarem.
— Shi… — Ele tentava acalmar a garota como todas as noites. E mesmo fazendo isso todos os dias, ele sempre chorava. Chorava em silencio, procurando forças para aguentar tudo aquilo. Aguentar por ele e por sua irmã. John tinha seus vinte e sete anos, cabelos negros, pele e olhos claros, não muito diferente de sua irmã. Ele era jornalista, e pouco mais de oito meses estava trabalhando em casa, para tomar conta da irmã. — Eu estou aqui, não estou? — Sua voz era suave, o que contradizia a sua feição e sentimentos. John estava tão perdido quanto . — Não precisa ter medo, . Não vou deixar nada te acontecer. — Tentava a todo custo acalmar a garota.
– Não vai. Você não vai deixar nada acontecer comigo. – Repetia o que o homem lhe dissera há segundos. Mas não repetia porque estava tendo um surto psicótico, e sim para acreditar. Queria acreditar no que ele estava lhe dizendo, mas algo em sua mente insana lhe dizia que aquilo era mentira.
estava sendo vencida pelo sono (causado pelas três pílulas que tomara minutos antes).
— Eu vou te levar para o meu quarto, tudo bem? Você vai dormir comigo hoje. Eu vou te proteger . — John disse percebendo o quão mole a garota estava ficando. Pegou-a em seus braços e calmamente deitou-a em sua cama. Aos poucos, John via que o espanto da irmã estava perdendo a batalha para o sono em que ela se entregou minutos depois.
John estava cansado. Frustrado… Apavorado. Estava acompanhando durante esses oito meses e, nunca vira a garota tão perdida. estava piorando a cada dia, e há algumas semanas resolvera não ir mais ao seu psiquiatra, admitindo não estar louca, e na semana seguinte negou a ida até o psiquiatra alegando não ter nada o que contar. Ela estava se isolando de tudo, não ia mais a escola, que com certeza iria repetir o ano, mas parecia que não ligava. E John estava chegando a um extremo de preocupação, desistira de si, mas ele não desistiria dela. Conhecia bem a irmã, sabia o quanto ela estava se sentindo perdida, mas se ele era sua única salvação, o único que faria de tudo para vê-la feliz de novo, não desistiria.
era tudo para ele. A única família, e ele não iria deixar sua baixinha naquele estado.
Convicto de que não deixaria mais naquela situação, John ligou seu notebook e pesquisou os melhores psiquiatras de toda Londres, e não demorando muito, ele anotou o endereço, número e nome daquele que ele a partir de agora, confiara tirar sua irmã daquele inferno. .

:Nota da Autora: Olá FOFIQUEIRASSSS! Aqui estou eu estreando minha humilde fanfic nesse site maravilhoso! Espero de verdade que vocês gostem de BM viu? Toda semana eu vou enviar capítulos novos para acompanhar até onde parei de escrever!
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É isso meninas, até semana que vem com mais dois capítulos, e COMENTEM! Preciso saber o que vocês estão achando de Breathe Me!
Um beijão e mamãe ama vocês <3