Particular Taste

Particular Taste

Gênero: Romance.
Classificação: +18.
Restrição: Spin-Off de Oxford University.
Sinopse: “Ela é tão obcecada com a perseguição. Ela não perde tempo com conversas, não, ela vai direto ao ponto… Ela é tão peculiar.”

Capítulo Único

Estava na biblioteca central da universidade a procura de um livro específico, que o professor de resistência dos materiais havia recomendo, para acrescentar conteúdo ao seminário que ele havia pedido como requisito de nota. Já estava cansado de rodar por todas as prateleiras e não achar o maldito livro, e meu receio de que os exemplares já houvessem esgotado era enorme. Acho que isso é um sinal dos céus para que eu pare de procrastinar e faça meus trabalhos quando tenho que fazer, ao invés de deixá-los para a última hora.
Parei de pesquisar por nome do livro, e comecei a ir atrás do nome do autor, saíndo da fileira da letra R e indo em direção a letra E. Odiava os fatos dos livros destinados a engenharia mecânica ficarem quase no final da biblioteca porque, muitas vezes ao passar por essas fileiras, me deparava com casais semi vestidos em seus momentos mais peculiares. Graças a tudo que há de sagrado no mundo, esse não era um desses dias.
Parei em frente de diversos livros e passando o olho devagar em cada um para achar o maldito exemplar de Evans & Wiederhorn. Senti duas batidinhas em meu ombro, tirando toda a minha concentração, e ao olhar pro lado vi . com seus extremamente longos cabelos castanhos e personalidade atrevida que tanto gostava. Bom, gostaria mais se ela fosse minha e completamente minha, por isso vinha dando indícios de que estava começando a me apaixonar por ela. Sim, eu sou um completo idiota, afinal, como eu fui me apaixonar por uma garota que eu sequer beijei uma vez?
Ela estava linda como sempre, mas dessa vez havia algo diferente que eu não sabia identificar. Tentei de todas as formas decifrar o que era e falhei em todas as tentativas. E enquanto eu a encarava, ela não abria a boca, apenas me observava fazer a análise quieta. Isso tá errado, a verdadeira jamais estaria quieta por tanto tempo. Tornei a olhar seus olhos e nesse momento ela mordeu o lábio inferior. Sabia o que ela queria. Ela queria me tirar do sério mais uma vez, e a filha da puta sabia que não precisaria de forma alguma encostar um dedo em mim para me deixar de pau duro. A vantagem que tinha sobre ela era que eu também a deixava a um triz de perder o controle, e sentar no meu colo sem parar. Embora a tensão sexual entre nós seja enorme, a maldita tem um autocontrole fodido e sempre acontece de eu ceder a qualquer tipo de provocação que venha dela, porque além de querer foder ela até que ela peça arrego, eu também quero ela como minha namorada.
Foi difícil no início admitir para mim mesmo que eu havia perdido no jogo que fiz questão de começar. Ela era pra ser só mais uma garota com quem eu sairia e no outro dia não olharia nem na cara, mas havia algo de peculiar nessa garota que me fez querer mantê-la por perto. Talvez tenha sido o fato dela me dispensar e ter apagado meu número de telefone na minha frente, antes de dar as costas e sair rebolando com aquela bunda perfeita.
– Qual foi, , vai ficar só me olhando? – ela perguntou finalmente quebrando o gelo.
– O que você ta fazendo aqui, ? – soltei curioso, mas logo me arrependi ao vê-la umedecer os lábios com a língua.
– Você não sabe? – colocou uma mecha de cabelo para trás do ombro e desceu a mesma mão entre seus peitos. Ela estava ali pra brincar mais uma vez comigo.
– Você tem sempre que responder tudo com perguntas? – continuei o diálogo, tentando ao máximo manter o meu controle.
– Você ainda não se acostumou com isso? – odeio e amo a forma como ela tem uma resposta para absolutamente tudo.
– Ainda não. – dei um passo para trás.
– Calma, eu não vou fazer nada com você. – um sorriso sacana apareceu em seu rosto enquanto vi ela desabotoar a blusa que vestia e deixar seu sutiã à mostra. Caminhou até mim. – Bom, nada que você não queira.
, estamos na biblioteca. – a lembrei, afinal, parecia que havia esquecido.
– Estar em ambientes públicos nunca foi problema para nós dois. – ela pegou minhas mãos delicadamente e levou até o fecho de seu sutiã, que era na frente, e, ao se abrir, revelou aqueles peitos que caberiam direitinho em minhas mãos. – Vai ficar paradinho assim? – ela subiu suas mãos pelo meu cabelo, aproximando seu corpo do meu. – Quer que eu me afaste? – perguntou baixinho no meu ouvido, e roçou os lábios no meu pescoço. Eu neguei com a cabeça e ela aproximou mais o seu corpo. – Então reage. – por impulso, segurei sua cintura e colei na estante de livros que estava atrás de mim. Ela arfou e esse foi o fim do meu autocontrole.
Juntei fervorosamente minha boca na dela, que puxou meu cabelo forte. Eu sabia no que aquilo levaria e tinha certeza de que ela não estava para brincadeira. Mordi seu lábio inferior um pouco forte demais, senti o gosto leve de sangue em minha boca, e ao olhar para para saber se ela estava com dor, pude ver um sorrisinho cheio de luxúria. Seria ela um pouco masoquista? Porque ela realmente parecia ter gostado de sentir dor…
Senti sua mão passar em meu pau por cima da calça e me desliguei por um momento. Quando voltei a realidade, minha calça já estava em meus pés. Ela inverteu nossas posições, sendo assim, eu era quem estava com as costas na estante de livros. Tentei levar sua cabeça para que ela me chupasse e ela simplesmente negou.
– Hoje não, . – franzi a testa em confusão. – Hoje não é você quem comanda. Aliás, nunca é. Eu quero seu pau latejando na minha boca, mas vai ser na hora que eu quiser. – começou uma masturbação que me fez virar os olhos. Gostaria de saber o que essa garota tem que me causa tanto tesão. E eu simplesmente amo quando ela fala putaria desse jeito. Ela tornou a me beijar como se fosse a última coisa que faríamos na vida.
– Se eu soubesse que você não era uma boa garota, eu jamais teria brincado com fogo. – soltei enquanto ela distribuía beijos molhados por meu pescoço.
– Todos dizem que as boas garotas vão para o céu, mas as más trazem o céu até você. – fincou as unhas em minhas costas e começou a descer seu beijos.
Eu não imaginava o poder que tinha sobre mim, até ela me dispensar depois de ter me vencido num beerpong que bebemos tequila e não cerveja. Aquela noite eu tinha certeza de que eu conseguiria foder ela, ela parecia muito estar interessada. Mas as aparências enganam… Ou não, já que ela está aqui a ponto de me chupar. De todos os pecados do mundo, estar com é o mais prazeroso.
Sua língua quente lambeu a cabeça do meu pau e senti todos os músculos do meu corpo contraírem. Ao olhar para baixo a vi me chupar sem nenhum auxílio das mãos, que seguravam seus peitos, e olhava para cima, procurando o contato visual comigo. Quando estabeleceu o contato visual, foi o mais profundo que sua garganta permitia. Meu pau latejou dentro de sua boca, e se é possível, eu me sentia mais duro do que antes. Coloquei a mão em seus cabelos, com intuito de conduzir o boquete, e ela fez que não com a mão direita. Tudo bem, deixarei que você faça todo o trabalho sozinha.
Eu ainda não estava acreditando que a garota viciada em perseguição estava ali, comigo, tomando todo o controle do que estávamos fazendo. Ela cessou os movimentos de vai e vem com a boca e se levantou.
– Eu sentia que precisava pagar de volta aquele dia no seu quarto, onde você me proporcionou o melhor orgasmo que já tive, e olha que já tive muitos. – mordeu meu lábio. – E por mais que eu queira que você me foda de quatro aqui, não vai passar de um boquete. – ela começou a fechar seu sutiã, um pouco afastada de mim, quando eu a puxei de volta para o meu corpo, mas dessa vez a virando de costas.
Minhas mãos desceram pela lateral de seu corpo, até chegar na barra de sua saia. Nunca vou entender como essa garota consegue usar uma roupa tão curta no outono. Subi a saia, achando a barra de sua calcinha, e afastando o tecido, fazendo ali um carinho. Ela estava pingando de tão molhada.
Enquanto sentia os movimentos de meus dedos, começou a movimentar sua bunda em meu pau. Levantei a parte de trás de sua saia com a mão que só a mantinha colada em mim, deixando sua bunda praticamente toda em contato com meu corpo, já que sua calcinha era fio dental.
– Não precisava me “pagar” nada, , eu gosto de te dar prazer. – falei em seu ouvido e senti mais pressão em meu quadril.
Segurei seu cabelo com uma mão para controlar melhor seu corpo, e com a mão que a masturbava, rocei a cabeça de meu pau em sua entrada, ouvindo um gemido suplicante.
– Me diz que você quer, , eu quero ouvir. – segui roçando meu pau em sua boceta, e agora intercalando com o cu, enquanto esperava o pedido dela.
– Eu adoraria dizer isso, , você não imagina o quanto. Mas eu preciso te fazer uma pergunta antes… – ela pausou – Está sonhando comigo mais uma vez, ? – abri os olhos desesperadamente ao ouvir aquele sussurro em meu ouvido. Me afastei de e tirei a mão dela, que me acariciava a coxa enquanto dormia, de mim. E como se não bastasse todo esse sonho, ela ainda me acorda desse jeito, com um sussurro em tom perverso, me deixando mais excitado.
– Achei que tínhamos nos acertado em questão a isso. – a olhei sério, respirando fundo para tentar me acalmar, ou melhor, acalmar meu pau. Não retribuiria nenhuma provocação, porque, como estava gostando dela, sabia que isso só me machucaria num futuro.
– Errado, gato. Não foi consensual, você está nessa sozinho, eu nunca disse que deixaria de te provocar. – ela deu os ombros e pegou o celular. – Mas, como eu andei tempo demais com Liam para saber o que é assédio, me contentarei em apenas te causar essas sensações a distância. – piscou com um só olho e levantou, pois o trem havia finalmente chegado na estação de Londres.
Dei graças a Deus por estar livre de no meu lado, pelo menos por enquanto. Seria um longo fim de semana e com ao meu lado, durante toda a nossa estadia em Londres, fazendo questão de me tirar do estado normal vinte e quatro horas por dia, as coisas só dificultariam mais.
Maldita hora que fui me envolver com essa garota de gostos peculiares.

FIM.

 

Nota da autora: Twitter: @amanda_ritis | Instagram: @amandar_autora.

 

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