The Boss’s Secretary

Sinopse: Eu vivia por de trás de uma máscara e uma bela peruca, que eram capazes de esconder minha verdadeira essência, Eu fazia coisas das quais não me orgulhava, me submetia a locais impróprios e vivla rodeada de pessoas estranhas, tudo em busca de um bem maior, pelo menos era o que eu achava.
Quando nossos corpos ocuparam o mesmo espaço naquela noite, eu me vi fascinada, nossos dedos dançavam em sincronia nas teclas extremamente brancas de seu piano Assim como eu usava minha máscara, ele também trajava a sua, escondendo seu pior lado, mascarando seus piores defeitos, pois para ele mais nada importava.
Justin era o chefe, ele faria questão de afirmar isso, ele comandava a tudo e a todos e a partir daquele momenta ele me queria.
E não havia nada nem ninguém capaz de impedir Justin Bieber.
Gênero: Romance e ação
Classificação: +18
Restrição: Violência contra mulher, drogas e sexo
Beta: Bridget Jones

 

Capítulo 1
Justin Bieber P.O.V

O dia estava ensolarado, mas lá de dentro não se via o sol. Enquanto andava naquele lugar escuro que fedia a mofo, eu pensava seriamente sobre o meu trabalho e se gostava tanto assim dele para fazer o que estava prestes a fazer, se valia a pena manchar minhas mãos. Bom, eu acho que valia.
– Eu não vou falar nada – disse Josh, preso em uma cadeira de metal que era fixa no chão. – Eu não tenho medo de você – disse me olhando com deboche.
– Sabe, Josh… – comecei, colocando uma cadeira em frente a ele. – Você me deve quase 13 mil dólares, mas saiba que sua sentença será justa – disse sorrindo.
– Justa? – ele perguntou, rindo. – Eu não te devo nada, Bieber. A única pessoa que deve alguma coisa aqui é você e essa sua boyband de merda. – Ele sorriu e cuspiu na minha cara, me fazendo bufar. Josh havia me roubado 13 mil dólares em droga, mas esse idiota era tão burro que eu duvido que ele não tenha feito isso sozinho. Um drogado de merda, ele vai se arrepender de ter jogado do lado errado.
– Você está tornando as coisas mais difíceis – falei limpando o rosto e me levantando. – Mas o que tem que saber é que eu não tenho uma porra de paciência, seu desgraçado. – Chaz me olhou e eu confirmei com a cabeça.
Ele pegou na mesa uma tesoura de cortar cerca e posicionou-a nos dedos de Josh, fazendo-o me olhar com medo.
– Isso é uma tesoura de cortar cerca. Se ela corta metal talvez corte alguns dedos – falei mostrando dois dedos meus, como se fossem uma tesoura.
– EU NÃO VOU FALAR NADA – Gritou ele, então fechei os dedos assim como uma tesoura sendo fechada. Logo Chaz entendeu o que eu queria dizer.
Chaz cortou os dedos de Josh, me fazendo ouvir seus urros de dor. Ele gritou com tanta força que eu sentia suas cordas vocais vibrarem.
Josh era, evidentemente, um viciado. Seus olhos fundos, pele clara e fria, suor escorrendo pela testa e principalmente seu corpo trêmulo. Era um viciado que faria tudo por mais drogas e infelizmente ele apostou no lado errado.
– Olha, eu vou falar – ele disse trêmulo enquanto seus dedos jorravam sangue quente por toda aquela sala escura. – Mas vou querer certo agrado – disse com seus olhos arregalados, mexendo a cabeça em concordância.
– Você não está na posição de pedir algo. – levantei minha mão em forma de tesoura novamente e Chaz se posicionou do outro lado.
– NÃO, SEU FILHO DA PUTA! ME TIRA DAQUI! – ele gritou desesperado enquanto olhava para a tesoura que Chaz segurava.
– Só acaba quando você quiser que acabe – falei dando de ombros tranquilamente. A cada segundo que eu enrolava mais sangue ele perdia e menos tempo permanecia vivo. Ele sabia disso. Depois de um longo tempo sem resposta, levantei a mão novamente.
– NÃOOOO – ele gritou e eu esperei. – Eu falo. Foi a Kame Natsumo. – ele engoliu em seco e eu bufei. Como que aquele rato de esgoto tinha mais medo dela do que de mim? Isso vai servir de recado, com certeza.
– O que aquela vagabundinha japonesa quer comigo? – perguntei olhando para Chaz, que deu de ombros. Bufei novamente, passando as mãos no rosto.
– Me tira daqui – sussurrou aos poucos. Dava para notar sua pele ficando pálida. Josh logo morreria então eu daria uma ajudinha com sua jornada para o inferno.
– Você sabia que a máfia japonesa é uma das mais perigosas. Os russos ficam em segundo lugar, são excelentes torturadores. Você sabe de onde eu sou? – perguntei para Josh, ficando mais perto de seu rosto. Sua respiração já era desregular e ele tentava se manter vivo a todo custo, mas não adiantava mais. Ele negou com a cabeça, com dificuldade. Chaz já guardava seus materiais de tortura e saia da sala.
– Eu sou canadense. – Dei risada. – Irônico, né – me levantei, tirando suas amarras, e ele levantou ainda com medo de mim. Saquei a arma e ele deu um passo para trás, franzindo a testa confuso.
– Eu disse tudo que sabia, tínhamos um acordo – falou ele com firmeza e eu sorri.
– Os canadenses são os maiores filhos da puta – falei sorrindo de lado e puxei o gatilho. A bala atravessou seu crânio, fazendo com que espirrasse sangue por toda a sala. Coloquei minha arma de volta na cintura e saí da sala.
Devo confessar que não me orgulho do que eu faço, mas trabalho é trabalho e tudo tem causa e efeito nesse ramo. É como um jogo de xadrez: a cada estratégia errada uma peça é levada. Chaz e Chris eram as minhas Torres, me protegiam e ajudavam com toda essa merda de tortura; Ryan, o meu bispo, meu conselheiro e melhor amigo; e eu sou o Rei, o comandante, chefe da quadrilha, a peça chave do tabuleiro. Se me levarem, o jogo acaba e todos perdem junto comigo, mas se eu ganhar, todos saem ganhando.
Com tão pouca idade ainda espero conseguir o que meu pai não conseguiu, vou tomar Los Angeles inteira, serei o maior narcotraficante dos Estados Unidos, o mais procurado, aquele que ninguém tinha provas para conseguir colocar na cadeia de uma vez. Sorri lembrando o quanto a minha mãe odiava essa ideia, mas mesmo assim ainda me aceitava.
Enquanto jogava gasolina e ácido naquela sala, o resto dos meninos cantava e dançava músicas dos anos 90, rodopiavam no lugar e fingiam estar tocando uma guitarra enquanto sacudiam a cabeça como muitos cantores de rock daquela época. Era incrível ver como suas almas ainda tinham brilho.
– Qual é, Justin? Canta com a gente – falou Chaz enquanto rodopiava e, ao mesmo tempo, jogava o líquido inflamável na sala, me fazendo rir.
– Vocês não estão preparados para uma voz de anjo igual a minha – disse rindo enquanto eles gargalhavam. Eles eram meus melhores amigos e me acompanhavam nessa vida podre.
– E então, aonde vamos hoje? – perguntou Ryan, encostado na porta enquanto olhava a gente terminar.
– O lugar de sempre – falei sem olhá-lo.
– De novo Bieber? Pelo amor! – falou batendo na testa, frustrado. – O que aquele lugarzinho tem de tão especial? – perguntou, mas só olhei para ele e sorri. Aquele lugarzinho tinha ela. Era e sempre será por ela.

Sirena Evans P.O.V

Andei em passos rápidos pela rua deserta. Estava vestida com meu sobretudo e a noite estava fria. Ao longe conseguia ouvir as batidas daquela boate lotada e aquilo era o que eu mais amava naquela vida chata.
Entrei às pressas pelos fundos porque estava atrasada uns 20 minutos, mas era melhor estar atrasada do que não chegar.
Corri entre as meninas do camarim, coloquei minha roupa e a peruca loira e curta, adicionei mais um chapéu daqueles bem grandes parecidos com os de mágico e me olhei no espelho.
– Está atrasada. – ouvi Jeremy atrás de mim e me virei para olhá-lo, sorrindo de um jeito sexy.
– Eu sei, me desculpa. Tive alguns problemas com Edward – disse dando de ombros e virando novamente a cadeira para o espelho, terminando de passar o batom vermelho.
– Evans, eu não quero saber da sua briga com seu namoradinho patético ou se o seu gato morreu. Se você se atrasar novamente está na rua, entendeu? – perguntou sério e eu assenti.
– Não se preocupe, não tenho um gato – o fiz cerrar os olhos, me fazendo rir.
– Agora vai logo para o palco – disse apontando para fora do camarim e me dando passagem.
Corri para o palco já que eu era sempre a primeira. Sei o que está pensando, mas não, não sou stripper e nem garota de programa.
Assim que sentei no banco em frente ao piano senti meu coração acelerar, passei os dedos nas teclas suavemente, sorrindo com o som que ele fazia. Usava minha melhor roupa aos sábados porque ali eu tinha a liberdade de ser eu mesma.
As luzes foram apagadas e um flash caiu sobre a minha cabeça, cruzei as pernas de um jeito sexy e passei as pontas dos dedos pelo chapéu, dando uma levantadinha nele e sorrindo para o público. Era a hora em que eu brilhava.

“Eu vou trazer a sensualidade de volta
Os filhos da puta não sabem como agir
Venha aqui para compensar as coisas que lhe faltam
Pois você está em chamas, preciso agir rápido
Porque isso é sujo, garoto
Está vendo estas correntes, garoto, eu sou sua escrava
Eu deixo você me chicotear se eu me comportar mal
É que ninguém me faz sentir assim”

Ao som do piano qualquer música se tornava sexy, isso agradava meus ouvidos e eu espero que os do meu público também. Cada nota alcançada com os dedos fazia as borboletas na minha barriga pararem de bater as asas constantemente, me deixando mais calma.

“Eu vou trazer a sensualidade de volta (yeah)
Outros homens não sabem como agir (yeah)
Eu penso que você é especial, o que tem atrás de você? (yeah)
Dê meia volta que eu recupero o atraso (yeah)”

Eu sentia a vibração do piano nos meus dedos e no chão de madeira do palco. Observei as pessoas em minha volta que encaravam o show mais interessados na mulher que dançava a minha frente, do que no som da minha música. Ela descia e subia, mostrando sua bunda enorme para o público com aquele biquíni que só tampava o bico dos peitos. Mas como sempre nenhuma mulher conseguia atrair o garoto dos olhos castanhos.

“I’m bringin’ sexy back (yeah)
Them other boys don’t know how to act (yeah)
I think it’s special, what’s behind your back? (yeah)
So turn around and I’ll pick up the slack (yeah)
‘Cause it dirty, babe (uh-huh)

Cantei em alto e bom som para que ouvissem minha voz sexy sob o microfone. Confesso que ajudar os outros a gozar com minha voz não era meu sonho de criança, mas toda vitória tem seu preço e a minha era estar em algum lugar, fazendo o que eu gostava e ainda me fantasiando como alguém que não sou, parecendo alguém diferente por duas noites toda semana.
Assim que terminei a música olhei novamente para o garoto dos olhos castanhos. Ele vinha todos os finais de semana, sentava na área vip do segundo andar e me encarava lá de cima sem desviar os olhos, observava o meu show enquanto todos jogavam dinheiro para a garota que dançava no pole dance. Talvez ele gostasse mais de música.
O garoto se apoiava no corrimão da área vip enquanto mexia em seu uísque sem gelo, a cada gole fazia com que eu sentisse sede, a cada sussurro que ele falava eu sentia como se estivesse perto. Ele movia seus lábios, silabando algo, e em todas as noites fazia a mesma coisa. Talvez fosse meio louco ou só um cara que não se interessava por mulheres.
Levantei-me e voltei para o camarim, vesti outras roupas e cantei outras músicas. Depois de muito tempo trabalhando eu já estava exausta e pronta para ir embora. Assim que terminei, vesti minha calça jeans e meu sobretudo e fui para fora, em direção ao bar.
– Ella, me dá uma água – pedi para a chefe do bar e ela jogou a garrafa na minha direção, vindo até mim em seguida.
– Ele ficou a noite toda olhando para você – falou Ella e eu dei de ombros, bebendo o líquido da garrafa. – Por que você não vai conhecer o seu fã? – ela perguntou, me olhando divertida e eu ri.
– Ele não é meu fã, Ella. Só é um cara que gosta dos meus shows – disse dando de ombros.
– Um homem de bom gosto. Muito melhor do que aquele seu namoradinho babaca – Ella comentou e eu olhei para ela, séria.
– Não fala assim. Ele só não gosta. – dei de ombros – Edward tem seus gostos e, além do mais, ele não… – Ella me interrompeu.
– Ele não sabe – completou negando com a cabeça, em reprovação. – Quando aquele babaca descobrir ele vai te engolir viva – disse sincera e eu engoli em seco. Edward era um homem com gostos antigos, preferia que as mulheres fossem submissas a ele, mas isso não acontecia comigo e talvez fosse isso que o fez se apaixonar por mim. – Eu te desejo sorte, garota. – Piscou para mim, se afastando e indo servir outro cliente.
Ella tinha razão, mas eu ainda não estava preparada para contar. Senti meu celular vibrar e o peguei, olhando uma mensagem de Edward. Despedi-me de Ella e fui para fora.

“Onde você está?” – Edward.
“Eu estava com algumas amigas, mas já estou indo embora” – Sirena.
“Ótimo. Venha logo” – Edward.

– Sua vagabunda mentirosa.