Out Of Nowhere

  • Por: Letícia Souza
  • Categoria: Cantores | Russ
  • Palavras: 1553
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  • Capítulos: 2 | ver todos

Sinopse: As coisas na vida acontecem sem que sejam planejadas! Na vida de Charlotte não foi diferente, ela achava que tinha uma vida perfeita, um relacionamento perfeito, amigos perfeitos, família perfeita!
Até ela descobrir uma traição e em seguida conhecer Russel e perceber que nada na vida é tão perfeito, e que todas as áreas da sua vida eram completamente defasadas e desfalcadas!
Gênero: Romance
Classificação: 12
Restrição: Linguagem impropria e drogas lícitas
Beta: Elizabeth Bennet

Capítulos:

Capítulo 1

‘Losin’ Control’

6 de novembro de 2018

Era uma noite fria em Atlanta — os termômetros marcavam 14°F —, e caminhava pelas ruas, sem saber exatamente aonde estava indo. O frio tomava conta de seu corpo, mas aquilo não a impedia de caminhar rapidamente e para o mais longe possível de seu, agora, ex-namorado.
namorou por dois anos, isso se ele não a tivesse traído, e ela não imaginava que as coisas fossem chegar ao nível que chegaram: não esperava terminar seu relacionamento justo no dia do aniversário de relacionamento deles. Ela torcia para que aquele dia fosse o mais feliz de sua vida e preparou tudo para que fosse perfeito: comprou uma roupa nova; um presente maravilhoso; passou o dia se arrumando para aquela data tão especial, para que estragasse tudo, como ele já fazia há algum tempo.
Ela atravessou a porta de um bar qualquer; a luz do lugar era baixa, e estava completamente vazio. Uma música tocava num volume ambiente, e um único garçom estava atrás do balcão, mexendo em seu celular. sentou-se de frente para o homem, que guardou o celular em seu bolso e voltou sua atenção à garota.
— Boa noite! Eu não imaginei que alguém viria aqui, hoje! — Ele sorria minimamente. — Como posso te ajudar?
— Dê-me a coisa mais forte que você tem aí! — ela pediu imediatamente, sem retribuir o cumprimento do garçom.
— Tudo bem! — Ele serviu uma pequena dose de uma bebida que não fez questão de saber qual era, porque só queria esquecer.
Esquecer-se de ; de seu relacionamento, do que viveu naquela noite e nos últimos meses. Mas, obviamente, foi impossível, pois, quanto mais bebia, mais lembranças e memórias vinham à sua mente.

 

Flashback on

— Ei, amor, estava com saudade! — beijou com delicadeza.
— Senti sua falta! Foi o mês mais difícil que já tive! A partir de hoje, todas as visitas que eu tiver que fazer à minha família, você vai comigo! — Ela o beijou novamente.
— Combinado! — Eles se sentaram no sofá.
e estavam na casa da garota e, sempre que ficavam juntos em sua casa, se continham para não ultrapassarem os limites das regras impostas pelo pai de , que era extremamente rígido.
Acontecia que no meio do outono, e seu pai viajaram para o estado da Flórida para visitarem os familiares da mãe de ; sempre que ela fazia essa viagem, passava um mês todo lá para compensar o resto do ano que ela se recusava a ir.
— Vou buscar alguma coisa para comer. Você quer? — perguntou ao namorado quando o comercial começou.
— Eu quero, sim!
levantou-se e caminhou até a cozinha, abriu a geladeira e pegou uma caixa de uva, a sua fruta favorita.
Voltou à sala a tempo de pegar no final de uma chamada:
— Tudo bem! Assim que eu sair daqui, te aviso e nos encontramos! Beijo! Eu também te amo! Tchau!
Ela sentou-se novamente e abriu a caixa de uva.
— Quem era? — Pegou uma uva e colocou na boca.
— Minha mãe! — Ele fez o mesmo e voltou sua atenção à televisão novamente.
— O que ela queria?
— Me ver. Chegou de Boston hoje, e ainda não nos encontramos. — sorriu e deu um beijo em sua testa. — Vou ao banheiro!
Ele levantou-se e caminhou em direção ao banheiro, deixando seu celular em cima da mesa de centro.
Uma notificação chegou e, depois, mais uma:

“De Mandy: Me liga assim que sair daí! Estou morrendo de saudade, meu amor!”
“De Mandy: Te amo muito!”

leu, mas decidiu ignorar. Não era nada que não pudesse ser explicado. explicaria aquilo, e tudo ficaria bem.
Quando voltou à sala, prestava atenção no filme e continuava comendo suas uvas, sem preocupação. sentou-se novamente ao seu lado e a abraçou de lado. Ele pegava uma uva, vez ou outra.
Ambos se mantinham em silêncio, até o final do filme.
, quem é Mandy? — perguntou assim que os créditos começaram a rolar.
— Não sei. — Ele deu de ombros e começou a zapear os canais com o controle em mãos.
— Uma tal de Mandy te mandou mensagem… — Ela entregou o celular que estava em cima da mesa ao garoto e apertou o botão do meio para mostrar a tela acesa. — Vai dizer que não conhece?
— Ah, essa Mandy! Ela… É… Ela é uma amiga! — pigarrou ao finalizar a frase e bloqueou a tela do aparelho. — Ninguém importante!
— E por que ela te chama de “meu amor”?
Talvez, não pudesse explicar tanto assim.
— É… Uma brincadeira nossa da faculdade! Chamamos todos de “meu amor”!
assentiu, não comprando muito aquela história, mas querendo, de verdade, confiar em seu namorado.

Flashback off

 

— Pode me dar a garrafa toda? Acho que vou precisar! — acordou de seu devaneio e voltou sua atenção ao garçom.
— Aqui está! — Ele colocou a garrafa em cima do balcão, e logo deu um longo gole na bebida.
Naquela noite, estava pronta para ir à casa de comemorar seu aniversário de namoro. Ela colocou a roupa nova que comprou naquela manhã, fez uma maquiagem diferente da que estava acostumada e pegou o pacote de presente.
Estava tão animada para aquele momento em que bateria na porta, e a atenderia com um enorme sorriso e um buquê de lírios em mãos! Era uma alegria que contagiava qualquer um que olhasse para ela! Tinha certeza de que seria um dos melhores dias de sua vida!
chegou à porta da casa de seu namorado e bateu uma vez, duas, três, e ninguém atendeu. Checou se o carro estava na garagem e tentou abrir a porta da frente, mas estava trancada. Caminhou até a porta dos fundos, que, raramente, se lembrava de trancar, entrou, deixou o presente em cima do balcão da cozinha e subiu as escadas lentamente.
?! — chamou. — Amor, cheguei! — Ela chegou ao andar de cima e ouviu o barulho do chuveiro mais a voz de sussurrando alguma coisa que foi incapaz de compreender. — ?! — chamou novamente.
… — ouviu a voz de uma mulher e abriu a porta.
A cena que viu era horrível, e ela não desejava a ninguém: seu namorado estava com outra mulher dentro do chuveiro.
gritou e saiu correndo.
— E aí, eu vim parar aqui! — falou baixo, e o garçom a encarava com a cabeça apoiada em sua mão.
— Eu não acredito! Sinto muito!
assentiu e começou a chorar.
Sua ficha ainda não tinha caído, até pronunciar aquelas palavras em voz alta. Ela sabia que tinha outra, mas preferiu acreditar em uma desculpinha esfarrapada que acreditar em seus próprios instintos, e quebrou a cara.
— Você não suspeitava?
Ela assentiu.
— Mas ele jurou que era apenas uma amiga da faculdade, e eu, burra, acreditei! — Ela soluçava.
— Ele não te merece! Você vai achar um cara legal que vai te tratar super bem e não vai te trair! — O garçom lhe entregou um guardanapo para enxugar suas lágrimas. — Agora vá para casa descansar!
— Quanto eu te devo?
O garçom negou.
— É por conta da casa, mas não se acostume! — Ele piscou para , que se levantou e cambaleou levemente.
— Obrigada por tudo!
O garçom assentiu e a deixou sair sem mais nenhuma palavra.
A rua estava quase deserta naquele lado da cidade, e achar um táxi foi difícil, mas não demorou muito para que estivesse desembarcando do transporte em frente à sua casa.
Ela pagou ao motorista e seguiu lentamente até a porta, e depois até seu quarto.

Capítulo 2

‘We should all burn together…’

8 de dezembro de 2018

— Russ, você sobe no palco em 10 minutos! — Uma moça da organização entrou no camarim de Russ, acelerando todos que cuidavam de sua aparência naquele dia.
Russ estava finalizando uma turnê semi-mundial e, até então, tudo tinha sido um sucesso; até mesmo nos países em que, tecnicamente e numericamente falando, ele tinha poucos fãs ou pessoas que acompanhavam seu trabalho, foram shows lotados e que fizeram sucesso. E aquele seria o último: em Atlanta, na cidade em que morava.
Russel Vitale assinava e se denominava para o mundo como Russ desde 2011. Desde muito cedo, Russel tinha interesse no ramo musical e sempre teve o apoio e suporte de seus pais, que, mesmo sem muitas condições financeiras, pagaram pequenos cursos para o o garoto se tornar um grande produtor. Mas o que eles não sabiam era que Russ tinha o sonho de produzir seus próprios álbuns, singles, hits e batidas. Quando ele viu que havia a oportunidade de fazer tudo isso, sem uma gravadora ou uma companhia musical, ele não hesitou; começou a estudar muito mais, pesquisar mais sobre o assunto, até que começou também a escrever suas músicas e a planejar como seriam. Russ iniciou com músicas simples, sem muito poder aquisitivo, afinal, era uma produção totalmente independente de um simples jovem de Atlanta.
Em questão de alguns anos, Russ já havia lançado três álbuns de produção independente, e no ano de 2017, resolveu lançar seu primeiro trabalho em que seu nome vinha acompanhado de uma gravadora que não fosse a sua. Mas, obviamente, no seu contrato dizia que ele escreveria as músicas e as produziria com a ajuda dos técnicos da gravadora. Em 2018, ele lançou mais um álbum junto com a gravadora e logo saiu em turnê.
Ele não imaginava chegar tão longe, muito menos pensava que teria a sorte de conseguir ser famoso e conhecido apenas pelo seu dom e seus estudos, sem marketing, sem contratos com gravadoras… Só o desejo de cantar e produzir. Russel tornou-se um dos maiores rappers da atualidade, e seu nome só crescia mais e mais com o tempo.
— Pronto?
Russ foi acordado de seus devaneios e levantou-se, mostrando que estava pronto para encarar sua última plateia naquele ano.
— Pronto! — Ele caminhou atrás da moça até a abertura lateral do palco.
Ele foi capaz de ouvir vozes gritando seu nome em uníssono, e logo começaram a cantar uma de suas músicas favoritas: ‘We Should All Burn Together’. Uma onda de orgulho e nervosismo tomou conta dele quando lembrou-se de onde veio e aonde estava indo. Ele nunca se acostumou com o grito de seus fãs e menos ainda com o fato de tanta gente ter conhecido e curtido aquilo que ele amava fazer.
No momento em que as luzes do palco e da plateia se apagaram, todos começaram a gritar ainda mais alto o seu nome, e isso foi a motivação e o gás suficientes para que ele entrasse correndo no palco quando o início de ‘Goodbye’ começou. Todos na casa cantavam junto, e quando as luzes se acenderam, Russ pôde ver as mãos levantadas, os sorrisos nos rostos de todos, alguns cartazes erguidos e todos o acompanhando em sua música.
O show demorou a acabar.
Russ interagiu mais com a plateia do que era seu normal; talvez, por estar em sua cidade, fosse mais fácil manter um contato e uma relação com o público, afinal, ele fazia uma piada ou um comentário sobre a cidade que conhecia tão bem, e todos compreendiam e riam com ele.
Era a noite perfeita!
Ele sentia que nada poderia tirar aquela alegria de dentro dele, e tudo estava caminhando direitinho em direção ao rumo que ele queria para sua vida: Russel Vitale teria seu nome reconhecido em todo o mundo.
No final do show, Russ sabia que teria uma última responsabilidade e que, dali, poderia ir embora para sua casa para descansar daquele dia puxado: receber e cumprimentar seus fãs que compraram ingressos para o camarim. De acordo com o que ele havia combinado com seus parceiros — forma como chamava aqueles que trabalhavam consigo —, apenas 100 pessoas entrariam em seu camarim, duas por vez, tirariam uma foto, dariam alguns abraços, receberiam um autógrafo e sairiam.
Quando os primeiros dois fãs entraram, Russ percebeu que seria muito mais que apenas abraços, fotos e autógrafos, pois ele não teria a capacidade de ser tão sucinto com seus fãs. Eles mereciam mais atenção e uma dose a mais de retribuição por tudo aquilo que faziam por ele.
Ele conversou muito com todos e se divertiu plenamente, respondeu perguntas, brincou com alguns, deu risadas, contou piadas… Quando algumas garotas entravam chorando, ele esperava que elas se acalmassem para que pudesse conversar com elas:
— Meu Deus! Eu não acredito que é mesmo você! Que você está bem aqui na minha frente! — a garota chorava e falava ao mesmo tempo. Algumas coisas que ela dizia eram difíceis de compreender, mas foi um dos momentos em que Russ mais se divertiu.
— Sim, sou eu! Pode acreditar! Você curtiu o show? — Russ sentou-se ao lado dela e a abraçou de lado.
— Meu Deus! Sim! Foi incrível!
— Qual a música que mais gostou?
— ‘Ride Slow’, sem dúvidas, sempre foi a minha favorita!
— Fico feliz em saber que gosta! — Ele sorriu, e ela começou a chorar mais. — Por que está chorando agora?
— Porque seu sorriso é lindo, seu cabelo é lindo, tudo seu é lindo! E esse seu estilo… Me diz que tem alguém por trás disso e que não é você quem monta seu figurino.
— Sou eu, sim! Me espanta muito sua falta de fé no meu potencial pra estilista! — Os dois riram, e a menina, finalmente, parou de chorar. — Agora, podemos tirar uma foto?
— Sim! — Eles se levantaram do sofá e caminharam até a parede branca.
A foto foi tirada.
Ele assinou um caderno dela e sua camiseta, conversaram por mais tempo, riram um pouco mais e se despediram:
— Até a próxima! — Russ disse, abrindo a porta para a garota.
— Até! — Ele fechou a tempo de ouvir a garota gritando: — Você tem que entrar pra conhecê-lo!
— Próximos! — um segurança falou, e um garoto e outra menina entraram. — Estes são os dois últimos!
Assim como os últimos dois, eles não se conheciam e não conversavam entre si, o que tornava tudo mais difícil por ter que interagir com um e depois com o outro.
— Eu vou conversar com ele primeiro. Você pode se sentar ali. Se quiser tomar uma água… E já vou lá falar com você!
A garota assentiu e sentou-se no sofá.
Ele conversou com o menino, deu umas risadas, algumas dicas por causa do cabelo cumprido e tirou a foto, seguida de autógrafo; demorou um pouco mais que o planejado. Quando o garoto se despediu, a menina não estava prestando atenção e, talvez, tivesse até esquecido que estava no camarim de Russ.
Russ caminhou até o sofá e sentou-se ao lado da garota, acompanhando o olhar dela até uma tela que tinha de frente para eles, e sorriu.
— É uma tela bonita, não é? — ele comentou baixo.
— Ahn? Ah! É, sim! Gosta de arte? — ela perguntou no mesmo tom de voz que ele.
— Mais de música que de pintura, mas é legal!
Ela assentiu.
— Faz sentido, afinal, você é cantor, não é?! — Ela riu fraco. — Mas dá pra ver como o artista sofria quando teve a brilhante ideia de pintar esse quadro.
— Ah, é? Como você sabe disso? É pintora?
A garota riu minimamente.
— Eu estudo um pouco. As cores são tons mais escuros, e não tem como falar que é uma arte clássica, porque, claramente, não é. Os tons escuros são usados para mostrar a escuridão em que a alma do artista se encontra. No caso da música, seria a melodia ou a letra. — Russ assentiu, ainda analisando o quadro. — Mas você já sabe disso!
— Você sabe bastante até! É difícil alguém que saiba tanto sem ser profissional daquela área! — Ela assentiu. — Qual é o seu nome?
. Eu até perguntaria o seu de volta, para não ficar chato, mas acabei de sair do seu show, então seria ridículo! Talvez, se esta conversa fosse em qualquer outro lugar, eu perguntaria.
Russ assentiu.
— Faz sentido! — Ele refletiu um pouco no que a garota disse. — Espera! Então você não é uma fã?
— Quê? Não! Eu vim apenas trazer a última menina que entrou, uma chorona, sabe?
— Ah! Sei, sim! Legal!
— É legal! — assentiu e voltou sua atenção ao quadro novamente.
Enquanto analisava o quadro, Russ a encarava. Ela tinha cabelo castanho longo, sua pele era clara, usava um sobretudo preto, calça jeans e tênis branco. Demorava a piscar e tinha um sorriso mínimo nos lábios, que eram bem rosados.
— O que te inspirou a ser cantor? — perguntou, de repente.
— Foi uma mistura de coisas. Eu sempre amei escutar música e sempre quis produzir! Meus pais me colocaram em um curso de produtor, e eu gravei uma música cantando. Ela fez sucesso, então resolvi continuar.
— Legal! Então, além de cantar, você produz… — Russ assentiu. — As suas músicas?
— Sim, produzi todas as minhas músicas!
— Que legal! Foi difícil, então, chegar aqui, afinal, você fez tudo meio que sozinho.
— Sim, quando eu vi que estava crescendo sozinho, foi uma realização!
sorriu para ele.
— E ainda teve todo o apoio dos seus pais! Isso é muito legal, sério! Parabéns pelo incrível trabalho!
Russ sorriu de volta e colocou o cabelo para trás.
— Acho que nunca tive a experiência de uma não fã entrar no meu camarim. — Ele amarrou o cabelo em um coque mal feito.
— É, a comprou os ingressos e só me avisou que era para o camarim quando eu estava me preparando para ir embora, e, como estávamos saindo em direção ao portão de saída, ficamos por último na fila.
Ele assentiu.
é a minha fã?
assentiu.
— Se ela não for a maior fã, eu não sei quem é! — Ela deu de ombros.
— Minha mãe! — Russel sussurrou, e eles riram juntos.
— É justo! — O sorriso não saiu do rosto deles, depois disso.
A conversa foi um pouco mais além: falaram sobre as dificuldades de alcançar o estrelato sem ajuda de marketing ou qualquer coisa do tipo; falaram sobre a faculdade de , que terminaria naquele ano, e falaram sobre , que era sua melhor amiga.
— Posso te pedir uma coisa? — Russ falou quando eles tiraram a foto juntos no celular de .
— Claro! — Ela assentiu, sorridente.
— Me passa seu número? — tirou os olhos do celular e voltou sua atenção a Russ. — Não me entenda mal! Eu gostei muito de conversar com você e queria poder conversar mais.
— Ah, sim… Tudo bem! Tem um papel em que eu possa anotar?
Russ pegou um guardanapo na mesa em que havia lanches e uma caneta que estava usando para os autógrafos.
anotou seu número e lhe entregou.
— Obrigado! Foi muito bom te conhecer! — Russ beijou a bochecha de e se despediu.