02. Boy With Luv

02. Boy With Luv

Sinopse: É o dia mais feliz de suas vidas. Você está pronta para vivê-lo?
Gênero: Romance
Classificação: Livre.
Beta: Alex Russo

Nesse momento, pode jurar que é o cara mais feliz do mundo. E talvez o mais nervoso, mas ouviu falar que aquele calafrio em sua espinha faz parte do pacote. Provavelmente vai perdurar até que ele e tenham, enfim, feito seus votos.
Mesmo com o olhar aparentemente compenetrado em suas abotoadeiras, na verdade não para de pensar em sua noiva. Sua, dali a algumas horas, esposa. Ele não para de pensar em todas as vezes que riram juntos, desde o primeiro encontro, o primeiro beijo, até a noite passada, quando disse que não acreditava que chegaram até ali. E concordou, porque bem, quem podia acreditar? Quem podia acreditar que no tamanho da sorte dele, em encontrá-la? Até mesmo ele ainda tinha dificuldades para aceitar que aquilo era real.
? – a voz de faz com que ele erga a cabeça, sorrindo para o amigo e o observando adentrar a suíte em que se aprontava, com em seu encalço. Não que aquilo seja surpresa. Onde está, normalmente está também. Um é a companhia favorita do outro e aquilo é, na verdade, bem bonitinho de ver.
— Ei – cumprimenta, sorrindo de um para o outro. – Vocês estão bem elegantes – dá uma risadinha. está mesmo reluzente, seu lindo vestido cor de esmeralda tão cintilante quanto a pedra preciosa. E , num terno fino, é seu encaixe perfeito.
— Você também não está nada mal – lhe dá um sorriso ao se aproximar. Ela acaba provando a distração do garoto quando trabalhava nas abotoadeiras ao precisar encaixar corretamente os botões. – Está nervoso?
tenta abrir um sorriso confiante, mas parece apenas uma tentativa vergonhosa que retorce seu rosto de um jeito esquisito. Ele nem mesmo chegou ao altar ainda e já sente como se estivesse transpirando.
— Estou – acaba confessando. – Mas não posso esperar, na verdade.
— Acho que é assim que você tem que se sentir – opina, sentado no sofá de dois lugares próximo a porta. – Vai se sair bem. – o olhar que ele lança ao mais novo é de tranquilidade, apaziguador, mas muito forte também. Não deixa espaço para dúvidas e acaba sorrindo porque, de fato, acredita em suas palavras.
Vai se sair bem.
O que pode dar errado, afinal? Ele sequer é capaz de pensar em outra garota, então não vai dar uma de Ross e falar o nome errado, também não tem nenhum amigo ator trabalhando num filme sobre guerra e, até onde ele sabe, nenhuma de suas amigas tem qualquer suspeita de gravidez…
— Ontem ela comentou algo sobre mal acreditar que havíamos chegado até aqui e por algum motivo não paro de pensar nisso – o garoto começa, sob o olhar atento dos dois amigos. – Por que é meio louco, sabe? Eu nunca a imaginei, ela especificamente, mas a … Acho que ela é tudo que eu pediria. E um pouco mais. Então, me sinto um pouco como ela. Chocado com a nossa sorte, mas também…
— Surpreso que não aconteceu antes? – adivinha quando ele se cala. Os olhos cheios de vida de encontram as irís sempre sabias da amiga e ele acena com a cabeça. É exatamente isso, afinal. Conhecer não foi como se encantar com alguém a primeira vista simplesmente porque sequer pareceu que era a primeira vez. Quando seus olhos bateram nos dela, pareceu muito mais como um reencontro. se sentiu completo, o que ele sabia não fazer sentido, mas era a verdade. Foi exatamente como se todos os pedaços de sua vida, dele, encontrassem seu lugar. Seu encaixe. – Bom, foi muito parecido pra mim. Quando vi vocês juntos, quero dizer. Pensei que parecia até que vocês já se conheciam há muito, muito tempo…
sorri largamente, porque sabe que ela não mente e porque seu coração implora que extravase de alguma forma aquela sensação boa que enche seu peito.
— Exatamente – toca a pontinha do nariz da ruiva, que lhe imita e toca a pontinha do nariz dele também, antes de se afastar.
— Você está pronto – ela decide, finalmente. – O que você acha, amor? – A mulher se encaixa no abraço do namorado tão logo ele se levantou do sofá e sorriu para o amigo de anos. Conhece muito antes de conhecer e , ou qualquer uma das outras garotas, e pode dizer com certeza que: Finalmente parecia que não faltava coisa alguma no amigo. A luz que naturalmente irradia, tão intensa e tão bonita, parece ter atingido o ponto incessante acompanhada a de .

O casamento, tanto a cerimônia quanto a festa, acontecem num sitio em Minas Gerais, na cidade natal de . Toda a propriedade é utilizada para o casamento, existem as suítes nas quais os noivos se aprontaram, as suítes das madrinhas e dos padrinhos e algumas também para as famílias de ambos. É na parte externa da propriedade, no entanto, que foi aprontada a parte mais esplêndida da festa: O altar ao ar livre, com um lindo tapete de marfim com detalhes dourados estirado no caminho entre ele e os degraus na entrada da casa. O caminho por onde surgiria. As cadeiras brancas decoradas elegantemente com algumas trepadeiras e luzes brancas em meio as plantas, onde os convidados esperam para assistir a cerimônia. E, dali a alguns metros, a pista de dança e as mesas organizadas para os convidados, tudo pronto para a festa pós-cerimônia.
De pé no ponto do altar designado a ele, não sente mais como se estivesse transpirando porque ele, de fato, está. Sente o suor pingar em suas costas por baixo das roupas, daquele paletó grande demais que escolheu para ele porque não quis que sua bunda chamasse muita atenção na calça. O garoto sorri um pouco com o pensamento, e embora ele o tranquilize ligeiramente, não é o suficiente para aplacar o calor que parece estar por todo lado.
É inverno, na verdade, e o vento sopra um tanto forte, mas se sente quente. Por conta do nervosismo de estar ali de pé esperando o amor de sua vida, mas não pode evitar. É um nervosismo e tanto, aquele.
Então, a música começa e ele se empertiga no lugar, olhando de lado para o padre, que lhe lança um sorriso solidário e só não lhe dá um tapinha nas costas porque o momento não permite. E, de qualquer forma, desvia o olhar logo. Ele observa e entrarem primeiro, elegantes, envoltos naquela áurea só deles de confiança e tanto, tanto amor. A ruiva dá um sorrisinho solidário para quando se separa de e vai para o lado do altar designado as madrinhas, enquanto para pouco atrás de .
Uma nota suave e desvia o olhar novamente para o belíssimo tapete marfim estendido a sua frente, por onde, agora, entram e . Eles têm sorrisos largos nos rostos, combinando com a áurea de alegria daquele dia, tão esperado por todos. Em seguida, e , com posturas que se completam que eles sequer tentam, sorrisos de quem tem um segredo, mas um segredo bom, delicioso até. Na vez de e , o garoto está sorrindo, mas parece um pouco brava. pode apostar que fez alguma piada inadequada na hora errada, mas honestamente, está tão nervoso que nem pode compartilhar a graça da coisa toda.
Ele está praticamente batendo o pé quando e finalmente entram e a visão do casal faz com que ele relaxe um pouco. Por inúmeros motivos. Em primeira instância, porque parece adorável e constatar aquilo sempre faz com que encontre o ritmo certo para respirar. Mas também porque ele parece adorável com , terminantemente apaixonado por uma garota que, deliciosamente, também está terminantemente apaixonada por ele.
E, enfim, porque, depois deles, finalmente virá.
Exceto que, diferente do que pensa, ele não está sequer minimamente preparado para a visão arrebatadora da mulher de sua vida desfilando naquele tapete marfim no entardecer rosado que lança uma tonalidade tão bonita, doce e com caráter inesquecível, nas fotos que o fotografado contratado não para de tirar.
Os padrinhos e madrinhas estão, finalmente, em seus devidos lugares. Mas mal repara na formação, os olhos atentos no tapete, os pés batendo tanto que ele precisa fazer força para firmá-los no chão. Onde ela está? Onde ela está?
E, então, acontece. Quando as notas da música alcançam a batida pela qual ele sabe que espera, – afinal, ensaiaram aquilo juntos –, ela entra. Está acompanhada de seu tio favorito, Leman, que vôo dos EUA até ali para acompanhá-la no altar, mas para , o homem é só um borrão. O vestido de tem mangas rendadas, uma saia elegante, não muito rodada, e a costura um pouco mais justa no busto, e por , ela pode muito bem usá-lo todos os dias. Ela já é a mulher mais linda do mundo aos olhos dele, sempre foi, por isso não consegue encontrar as palavras exatas para descrever a magnitude daquela visão, de num vestido de noiva. Ela está linda, estonteante, magnífica… Perfeita. Tudo junto. E mais um pouco. De novo e de novo.
A mulher de sua vida.
— Amo você, querida. Boa sorte – Leman sussurra para , deixando um beijinho em sua bochecha antes de entregá-la a . Ele segura suas mãos nas suas e só então, quando a tem em seus braços de alguma forma, volta a si. E sente a ardência nos olhos. Está chorando.
Ri, surpreso, e acaba rindo também, embora não saiba exatamente porque estão rindo.
— Oi – sussurra, rindo novamente por notar quão embargada a voz soa. abre o mais bonito dos sorrisos.
— Oi – a voz dela soa apenas um tantinho mais firme e o padre sorri com doçura para os dois, pigarreando. Eles voltam sua atenção para o mais velho, as mãos ainda entrelaçadas.
O padre abre a cerimônia com o discurso padrão, anunciando o motivo de estarem ali, a união em matrimônio sagrado de e . Ele fala sobre os últimos meses, conhecendo melhor o casal doce e iluminado que são, sobre o privilegio de ser parte daquele dia. Fala sobre Deus e amor, sobre certezas, sobre almas que se encontram e uma porção de outras coisas bonitas, que leva lágrimas aos olhos de muitos dos convidados. Mas o casal é só sorrisos, os olhos um no outro representando, por si só, o abraço delicioso que querem e merecem tanto. A promessa do abraço que poderão ter todos os dias dali em diante.
choraminga para que o padre ande logo e dá uma risadinha, em parte aliviado por notar que não é o único quase chorando os olhos para fora, e então a abraçando forte. Pode sentir o coração batendo forte, quase atravessando no peito, mas nem se importa. Se, por acaso, ele atravessar de fato, vai segurar. Ele sabe que vai.
O padre sorri, esperando que se afastem para olhar de um para o outro e perguntar:
— Quem está com as alianças? – ele olha brevemente em volta e logo uma criança se aproxima, trazendo os anéis em cima de uma pequena almofada marfim, que combina com o tapete pelo qual entrou. O padre sorri em agradecimento e retira os anéis da almofada. – Vocês querem falar algo?
Os dois concordam com a cabeça, então o padre acena para que vá primeiro. A garota desvia o olhar para o anel dourado em seus dedos, roda a pequena jóia entre os dedos e sorri para o noivo, voltando a encará-lo.
— Você é o homem da minha vida – ela diz. sorri, fazendo graça numa pose falsamente arrogante, e revira os olhos, rindo um pouco. – Acho que todo mundo soube disso antes de mim porque eu tive medo, quando conheci você eu me senti tão confortável, tão… Eu não sei muito bem, entregue? – ela se atrapalha e dá um sorriso nervoso – e culpado – para o padre, que dispensa com outro sorriso, amoroso e solidário, incentivando-a a ir em frente. A garota concorda com a cabeça, mais para si mesma do que para qualquer um, e foca novamente em . – Eu nunca me senti, com ninguém, do jeito que me sinto com você. Nem sou capaz de explicar, na verdade. Mas sei que você sabe, como sempre – ela solta um risinho falsamente cansado e ri mais, olhando-a com todo o amor do mundo. – Isso foi antes mesmo de ter coragem de admitir pra você, ou para mim, o quanto queria isso. E agora entendo por que. Eu tinha muito medo de perder mesmo aquilo, a sua amizade, que sempre me fez sentir em paz, amada, completa e só… Suficiente, sabe? – seus olhos brilham tanto que qualquer um pode ver o esforço que ela faz para não chorar. – Ninguém nunca me fez sentir tão bem comigo mesma. Ninguém nunca olhou para mim como você. E eu sinto que posso ser eu mesma, e sempre vou ser grata a você por isso. Estou tão, tão feliz que posso passar o resto da minha vida com você. Sendo grata e amando você. Então, é muito sobre o jeito como me sinto em relação a mim mesma quando estou com você, mas é mais ainda, sobre o jeito que me sinto em relação a você. A certeza que você, e mais ninguém, mais nada, representam o resto da minha vida. O caminho que eu quero trilhar é ao seu lado, com você. – Quando finaliza, tem lágrimas nos olhos e balança a cabeça, emocionada.
O padre sorri e se volta para .
— Quer falar algo para ela? – o padre pergunta a , que cutuca levemente o braço da noiva diante da pergunta.
— Você não vai desidratar de tanto chorar, não é? – ele quer saber, arrancando risinhos de sua audiência e uma careta de , que o estapeia de leve.
— Garoto – reclama, indignada. sorri.
— Eu quero falar que te amo. Que você me faz sentir em casa em qualquer lugar, com qualquer pessoa. Meu passado, tudo que passei, tudo que fui, me trouxe a você. Meu futuro é você e meu presente… – ele sorri mais ainda antes de continuar. – Meu presente tem sido você e eu quero que continue sendo você para sempre, de modo que nunca mais a gente precise sentir qualquer coisa em relação ao futuro, se não anseio. Porque nosso futuro é juntos. E a gente já sabe que tudo é bom quando estamos juntos – sorri para a noiva, que sorri de volta, assentindo. Ela se sente a mais sortuda das mulheres simplesmente porque a turbulência dentro de si por falar de seus sentimentos ali, tão abertamente, passou por completo. Porque está certo: Tudo é bom quando estão juntos.
O padre então lhes estende os anéis, encarando primeiro .
, você aceita, na saúde e na doença, na alegria e na tristeza, como sua esposa? Para honrar, guardar, proteger e, acima de tudo, amar?
nem hesita, acenando com a cabeça e sorrindo enquanto observa a… Ele já pode chamá-la de esposa? Não vê a hora, ugh.
— Sim.
sorri largamente, como se a palavra fosse algum tipo de feitiço que a impede de reagir de qualquer outra maneira e as bochechas chegam a doer um pouco, mas ela não se importa. É dele. Completamente.
coloca o anel em seu dedo.
, você aceita, na saúde e na doença, na alegria e na tristeza, como seu marido? Para honrar, guardar, proteger e, acima de tudo, amar?
— Sim – ela diz, sem conseguir parar de sorrir para fazê-lo.
ri, jogando os braços em sua direção e a envolvendo em sua proteção e amor antes mesmo de colocar o anel em seu dedo. Seus amigos perto deles no altar e os outros, sentados assistindo a cerimônia, todos riem um pouco e enrubesce, mas faz uma pequena reverência como se tudo aquilo fosse parte do show. Então, pega a mão de para si, beijando seu dedo antes de postar delicadamente a aliança ali.
Gritinhos de comemoração precedem o beijo e só se intensificam quando os lábios dos dois se tocam. Alguém joga o pó de arroz sob eles e o fotografo se esbalda, registrando cada parte do momento. O que ele não pode guardar, porém, é o modo como o coração de ambos borbulha em conjunto, mas aquilo não é problema algum, afinal: Nunca vão esquecer. É impossível.

A dança que apresenta os noivos ao público oficialmente é uma coreografia que montam juntos para All i Wanna do, do Jay Park. Se divertem tanto performando juntos, ainda inundados de alegria pelos votos e pela cerimônia, que acaba por esquecer o nervosismo dos meses ensaiando a coreografia e a certeza que tomaria uma queda e estragaria tudo. Nada como aquilo aconteceu, mas ela foi surpreendida assim: Depois do momento que, ao seu bel prazer, a garota dá um tapinha na bunda do agora esposo na música, ele a coloca sentada numa cadeira e a música muda. Então, de repente está dançando para ela.
A música é What is Love, do grupo Twice e parece perfeitamente apropriada ao aegyo natural de , arrancando risos incessantes de enquanto bate palmas o assistindo. Meu Deus. Ela se casou com o seu par perfeito e tem, mais do que nunca, certeza disso.
Assiste a toda a breve apresentação com um sorriso enorme no rosto, que só se desfaz quando ela é obrigada a irromper em risadas em algum momento. No fim, é ovacionado com palmas e assovios barulhentos e ri todo orgulhoso enquanto faz uma breve reverência em agradecimento. Ele estende a mão para e a ajuda a se levantar, roubando um beijinho da esposa antes de gritar:
— Agora vamos curtir a festa! Todo mundo! – E o DJ assume a pista de dança.
e concordam que montar a playlist da festa foi a parte mais divertida de planejar o casamento e, dançando com seus amigos e familiares ao som de Lets Get it Started do Black Eyed Peas, não podem concordar mais que são muito bom naquilo. A playlist está maravilhosa e o DJ brinca com ela com autonomia deliciosa também.
Os dois riem e dançam sem parar, os olhos brilhando numa alegria contagiante que faz todos perto deles sorrir também. É bom ver aquela união, e ver como ela parece perfeita em todo e qualquer ângulo. Entre doces e salgados servidos em bandejas que passam incansáveis pelo salão, o casal começa a celebração com o champanhe e o fotografo se delicia tirando fotos e mais fotos deles bebendo juntos, entrelaçando seus braços para beber da taça um do outro, entre tantas poses, mas o momento que realmente alegra o casal é a chegada do Soju.
— Os brindes! – grita, lembrando eufórica da surpresa que preparam para os convidados. ri e pega sua mão para irem distribuir as caixas, ainda que isso não seja trabalho deles de verdade. Só querem muito ver as caras dos convidados abrindo suas caixas.
Terminam se sentando à mesa dos padrinhos e madrinhas, se aproveitando do fato de e terem se levantado brevemente para dançar. os arrastou de volta, é claro, mas o casal foi obrigado a ficar de pé ainda assim. Não que ligassem, embora fossem bons em ligar. Naquele dia, estavam decididos a não reclamar com os noivos. Era o dia deles, afinal.
— Os brindes, os brindes! Abram os brindes! – bate palmas, praticamente pulando na cadeira de tanta animação e os outros riem enquanto obedecem, abrindo as caixas pretas com laços dourados, embrulhadas elegantemente. Lá dentro, repousa sinuosa uma garrafa da Soju personalizada com o nome do convidado correspondente a caixa, acompanhada de dois copinhos de shot.
— Meu Deus! – é a primeira a rir, mostrando toda feliz sua caixa. – Tudo! Eu adorei!
ri, toda orgulhosa.
— Queríamos algo bem a nossa cara – comenta.
— Bom, conseguiram – provoca, rindo ao desviar do tapa que ameaça lhe dar, embora ria também.
é o último ao abrir a sua, e não se surpreende ao encontrar lá dentro um brinde diferente: Um Toddynho personalizado, e no lugar do copo de shot, uma mamadeira. Ele olha de para e revira os olhos.
— Vocês são ridículos – resmunga. Os noivos não estão nem aí para o insulto, gargalham feito crianças e os outros acabam rindo também, muito mais pela reação exagerada deles do que por qualquer coisa. ri e abraça , beijando sua bochecha como consolo. O garoto repousa a mão na perna da namorada e sorri para ela.
— Fala sério, você é nosso bebê! – retruca, com ar de obviedade. – Não podemos te dar álcool, é errado!
— Aham… – retruca secamente, levando a taça de champanhe à boca como provocação. lhe aponta o dedo em riste em resposta.
— Garoto!
Ele ri, sem se importar com o tom de bronca e pega sua mão, roubando um beijo no dorso.
— Parabéns, gente. Estou feliz por vocês, apesar de serem verdadeiras pestes.
Tanto quanto sentem o coração amolecer ridiculamente, como aliás é comum acontecer com todo mundo quando está envolvido. É meio que o poder dele.
— Ah, minha criança… – força uma voz exageradamente emocionada e finge limpar uma lágrima, então pega a caixa que tinha escondida no colo e entrega a ele. – Amamos você.
ri e abre a caixa, dessa vez com o mesmo brinde que todo mundo. O sujo e os copos.
— Obrigado – ele murmura.
O casal fica ali mais um pouco, conversando com seus amigos mais próximos e rindo das mesmas piadas bobas de sempre. O fotografo tira algumas fotos do momento, é claro, mas honestamente, eles nem notam. Suas mãos estão entrelaçadas e eles procuram constantemente o olhar um do outro, mas nunca pelas câmeras, que sequer passam por suas cabeças. É resultante apenas de quão apaixonados estão.
Os dois têm que ir embora em algumas horas, direto para o aeroporto pegar seu vôo para a lua de mel, mas não têm pressa. Ainda têm tempo o suficiente para se divertir e curtir a festa. Além do mais, precisam cuidar para que todo mundo fique bêbado o suficiente para que não sejam eles, os próprios noivos, a passarem vergonha. Fazem algumas brincadeiras com a intenção de fazer os amigos virarem alguns shots nessa intenção, e tão logo fica desinibido o suficiente para isso, se põe de pé, batendo em sua taça com um garfo para chamar a atenção dos outros convidados.
— Discurso, discurso! – ajuda com um grito. ri e esconde o rosto nas mãos, ligeiramente preocupada, mas continua olhando divertido para a coisa toda, abraçando a namorada de lado.
— Boa noite, pessoal! – A fala de está apenas um tantinho enrolada, de maneira quase imperceptível para quem não o conhece, o que não é surpresa. Se não envolve algum susto idiota, ele nunca perde a pose. – Vamos falar desse casal aqui, que tal?! sempre foi um amigo e tanto, o tipo de pessoa que está sempre pronto para embarcar em qualquer loucura que a gente inventar e o faz com um sorriso no rosto, de uma coragem contagiante e um sorriso… Bem, um sorriso bem idiota – ri, soltando um gritinho quando leva um tapa de pelas palavras. – Ai! Mulher, eu não terminei, se acalme!
É claro que isso arranca uma onda de risadas dos convidados e revira os olhos para , lhe dando um peteleco na testa quando ela estira a língua para ele, falsamente enfezada.
— Continua – incentiva, sorrindo divertida para a cena. concorda com a cabeça e pigarreia antes de obedecer.
— Meu ponto é: Eu conheço há mais tempo do que conheço , mas honestamente, embora esse , o de anos atrás, pré- – ele dá uma risadinha. – embora esse seja um cara legal, confiável e tudo o mais, o de agora… O dessa noite, em especial, é provavelmente a melhor versão dele que pode existir. E eu acho que isso é muito legal. Acho que é sobre o que o amor de fato é – comenta, dando de ombros como se não ligasse se estivesse errado. Os outros abrem sorrisos tocados diante de suas palavras. – Conhecê-los juntos é estar na presença do amor, do que o amor de fato é, e essa é a melhor parte da coisa toda. Então… Um brinde para e ! Que eles continuem nos mostrando o que é o amor por muitos e muitos anos!
Gritinhos de comemoração, palmas, sorrisos e assovios exagerados seguem o discurso e faz uma pequena reverência antes de se sentar. No instante em que se senta, porém, parece se lembrar de algo, e se levanta.
— Espera! Esqueci o principal! – ele ri. – devia falar algo agora, não devia? – dá um sorriso malandro que faz o noivo rir, se pondo de pé.
— Só porque você quer, cara – ele brinca, revirando os olhos, mas não para de sorrir antes de pigarrear para começar. – Quero começar agradecendo a todos vocês por estarem aqui essa noite. Eu e não seríamos quem somos, e talvez não houvéssemos encontrado um ao outro também, se não fosse pela presença de cada um de vocês em nossas vidas. E, sinceramente, as meninas até me mostraram o discurso de um tal de Tom Fletcher, mas vou ficar devendo essa pra você, amor – ele encara brevemente a esposa, que ri. – O meu vai ser mais legal de qualquer forma. – promete. – Concordo com o que disse sobre essa ser minha melhor versão, mas também sei que ainda preciso melhorar muito e prometo que vou. Prometo que, dia após dia, com essa estonteante mulher ao meu lado, vou encontrar a minha melhor versão e fazer de tudo para que chegue aos pés da dela. Eu te amo, .
A mulher abre um sorriso largo para suas palavras e se põe de pé, o abraçando forte e beijando sua bochecha. Mais cliques do fotografo que, novamente, eles sequer notam. Cada parte do que fazem é absolutamente verdadeiro, natural e repleto de amor.
, hora de jogar o buquê! – uma prima da loira aparece para avisar, puxando-a esbaforida e a noiva tem tempo apenas de acenar para que as outras garotas se juntem a ela. reclama um pouco, mas vai. Ela não tem qualquer intenção ou esperança de pegar o buquê, diferente de algumas amigas antigas de , que já se enfileiram e se esticam, ansiosas para arrebatar as belas tulipas que carrega.
A noiva ri, vira de costas e conta até três para, enfim, jogar. Quão clichê é dizer que o buquê cai praticamente na cabeça de , que sequer estava olhando, e então aos seus pés? É exatamente o que acontece. Primeiro chega a gritar, passando assustada a mão pela cabeça ao pensar que um bicho pousou ali, só para rir desacreditada ao notar o buquê aos seus pés, pegando-o dali.
… – o tom acusatório ao encarar a amiga faz a mais velha rir ao correr em sua direção.
, vem cá! – ela grita simplesmente, não dando a chance de reclamar. Os garotos riem e empurram , que também está rindo.
— Larga de ser idiota, garota – reclama, mas também está rindo. Ela chega a ruborizar um pouco quando rouba uma tulipa do buquê e ajeita atrás de sua orelha, beijando sua bochecha. ri, batendo palmas feliz olhando para os dois.
— Eu fiz isso! – grita, orgulhosa. Não é exatamente verdade, mas deixam ela levar o credito, já que, bem, é o dia do casamento dela. O dia mais feliz de sua vida e tal.
— Amor… – se aproxima, abraçando-a por trás. – Eu sinto muito, mas temos que ir. Nosso vôo é daqui a pouco.
— Já? – ela fez bico para ele, triste de ter que se despedir dos amigos e da festa, mesmo ansiosa pela lua de mel também. imita seu bico e ela aperta seus lábios juntos, sem conseguir se conter. – Eu nem vi o tempo passar – a garota reclama, e ele ri.
— Sei disso. Mas vamos estar de volta logo – ele garante e ela concorda, enlaçando seu braço.
Na saída, confetes os acompanham, enfeitando seus cabelos, rostos e roupas ao cair por todo lado em cima deles enquanto entram no carro, acenando para os amigos e familiares.
? – chama quando ficam sozinhos na parte de trás do carro. Ele a encara, esperando que ela fale e a garota acha tudo em seu rosto tão estupidamente bonito que pode muito bem chorar. Cara. Mal pode acreditar que ele é seu. Inteiro seu. – Estou feliz de ser sua esposa.
sorri, pensando algo muito parecido enquanto olha em seus olhos.
— Estou feliz de ser seu marido – garante. Aquilo é, na verdade, sua maior felicidade. A felicidade de uma vida inteira.

FIM

 

Nota da Autora:
Oiiiiiiii!
First things firsts, decido essa história a minha amiga mais linda do mundo: Júlia! Minha Jujuba, feliz casamento HAHA Feliz de poder mimar meu casal com esse pequeno presentinho, espero de verdade que tenha gostado. Foi de coração!
E, quem mais leu, espero que tenham gostado também, e que tenha combinado com o PP de vocês! Me deixem saber, tá?
XX.