08. Always You

08. Always You

Sinopse:  I went to so many places, looking for you in their faces. I could feel it
Gênero: Drama, romance
Classificação: 16 anos
Restrição: Foi escrito com Larry Stylinson, assim há menções a banda One Direction.
Beta: Sharpay Evans

estava mais uma vez viajando pelo mundo com a sua banda, fazendo shows e lotando arenas. Amava o que fazia e se sentia muito sortudo por poder viver de música. Já havia passado por diversas cidades europeias, adorava a sensação de que poderia contar com as suas fãs para sempre. Foi com esse pensamento que se lembrou de uma das vezes que esteve em Amsterdã com o seu antigo grupo, One Direction, e eles pediram para que todos que fossem para o show usassem laranja. Agora estava ali sem seus companheiros e, mais especificamente, sem .
A sensação era estranha, mesmo que tentasse se distrair, tudo o que conseguia pensar naquele dia era em , seu ex-namorado. Odiava-se por ainda ter todo aquele sentimento guardado dentro de si.
Tentou se concentrar no show que teria dali uma hora, a banda de abertura já estava no palco e estava em seu camarim conversando com Isaac, um dos guitarristas, sobre um arranjo que tinham feito para o cover da noite. Mesmo focando no que mais amava, insistia em invadir os pensamentos de .

O cantor de Doncaster já estava no palco em sua quinta música quando, olhando para o seu público, avistou de relance um rosto conhecido até demais. Ele não poderia estar ali, poderia? Olhou novamente na direção, mas não estava mais lá. Sua mente estava lhe pregando mais uma peça.

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Ásia definitivamente era um dos continentes favoritos de , a diversidade cultural do local sempre lhe surpreendia. Tinha decidido que nesta turnê mundial passaria por diferentes países que nunca tinha feito um show, como Índia, Paquistão, entre outros. Não se sentia confortável apenas na Rússia devido a questão de repressão com as pessoas LGBTQIA+, porém não poderia deixar de levar seu show para seus fãs de lá.
Durante a época da One Direction, ele e os meninos tinham um carinho especial pelo Japão, além de passar com a turnê por lá, também gravaram comerciais específicos. Desta vez não poderia ser diferente, quando estava organizando as datas, pediu para que pudesse passar pelo menos dois dias livres na capital japonesa, assim poderia encontrar alguns amigos que ali fizera.
Em sua primeira noite em Tokyo, foi para um bar-karaokê de um antigo amigo, fazia um bom tempo que eles não se viam e o cantor sentia falta de poder jogar conversa fora com alguém.
– Ora, ora se não é , o cantor mundialmente famoso, entrando no meu bar! – Paul, o dono, disse quando o cantor se aproximou.
– Qual é, Paul? Aqui eu só sou o , nada de cantor mundialmente famoso! – disse com um sorriso.
Os dois se abraçaram por cima do balcão e logo se sentou em um dos bancos ali disponíveis. Não demorou para que uma long-neck de cerveja gelada estivesse na sua frente.
– Espero que continue com os mesmos gostos.
– Você me conhece tão bem, Paul! – Disse rindo. – Mas hoje vim aqui pra aproveitar, então depois dessa cerveja, me mande algo mais forte.
Enquanto Paul lhe dava atenção, estava tranquilo. No entanto, o problema foi quando o dono teve que ir até o escritório resolver uns problemas que apareceram, se sentiu, pela primeira vez naquela noite, sozinho. Talvez ter bebido toda aquela quantidade de whisky, intensificasse o sentimento, mas ele não poderia se enganar dizendo que era a primeira vez que se sentia daquele jeito. Na verdade, desde que terminara seu namoro, a solidão lhe acompanhava. Ele deveria saber que a bebida só intensificaria tudo, ainda mais numa cidade como Tokyo, onde ele e tinham construído tantas lembranças.

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Era estranho pensar que depois de meses viajando pelo mundo, conhecendo diversos países e fazendo shows, finalmente poderia voltar para casa e encontrar sua calmaria. Os shows nos Estados Unidos tinham sido os últimos, não entendia muito bem o porquê, mas agradecia quem quer que fosse por deixar Los Angeles por último, assim poderia descansar uns dois dias antes de finalmente voltar para Inglaterra, mais especificamente para Londres.
Antes de sair em turnê, a vida do cantor estava uma bagunça, não conseguia se lembrar o exato motivo para que ele e terminassem o namoro de anos, mas agora parecia ter sido por qualquer bobagem. sentia falta do seu ex.
Enquanto esperava sua comida chegar, estava na sacada de seu quarto olhando o horizonte de Los Angeles, a cidade era realmente bonita, mas nada superaria a sua Inglaterra. Acendeu um cigarro e apoiou-se no parapeito, queria poder negar, mas lembranças de alguns anos atrás daquele mesmo lugar lhe atingiram fortemente.
Flashback on
– Hey, aí está você. Estive te procurando por toda a festa, por que não está lá embaixo? – disse enquanto andava até a varanda, encontrando . – Pera, você está fumando? – Perguntou surpreso notando o isqueiro e o maço de cigarro na mesinha.
– Precisava ficar um pouco sozinho… – Disse respondendo a primeira pergunta do namorado. – Na verdade estava tentando… Você sempre diz que fumar te relaxa e deixa menos estressado, o máximo que eu consegui foi colocar o meu pulmão para fora de tanto tossir. – Falou irritado.
– Quer conversar sobre, darling? – perguntou atencioso, se colocando ao lado de e apoiando sua cabeça no ombro do mais novo.
– Não sei, eu não sei nem o que está acontecendo comigo… Acho que a saída do Zayn mexeu comigo mais do que eu esperava, sabe? Quer dizer, eu nunca fui tão próximo dele quanto você e…
não conseguiu terminar de falar, pois o havia interrompido com um beijo totalmente inesperado. O mais velho sabia que aquilo acalmaria seu namorado e que depois poderiam conversar melhor sobre o assunto quando estivessem só os dois na casa.
– Mais calmo? – Perguntou sorrindo.
– Sim, obrigado! – disse com um pequeno sorriso. – Agora que tal você me ensinar a fumar pra ver se essa coisa de stress é verdade?
Flashback off
odiava fumar quando não estava por perto, parecia que só conseguia quando o cantor estava junto. sorriu com a lembrança, era um daqueles momentos em que os dois compartilhavam sentimentos e aflições, mas que sabiam que poderiam contar um com o outro. A campainha soou, despertando o mais velho de suas memórias.

Fazia uma semana que estava em sua casa em Londres, após ter passado meses fora de casa, sentia que quando chegasse se sentiria acolhido e com aquele sentimento de que estava em seu lar finalmente. Porém, para sua surpresa, só conseguia sentir o vazio e o silêncio da casa, sentimentos nada parecidos com o de um lar. O cantor sabia o que estava faltando, a casa era muito mais viva quando morava ali junto. sentia falta de chegar em casa e encontrar cantando uma música qualquer, ou dançando de maneira estranha na cozinha enquanto preparava algo para comer.
passou aquela noite acordado pensando o que deveria fazer, talvez se deixasse o orgulho de lado dessa vez poderia recuperar sua felicidade; não havia o procurado, mas sabia que isso era o cantor respeitando o seu espaço, também sabia que não tinha saído com ninguém desde que eles terminaram (vantagens de se ter muitos amigos em comum). Num sentimento impulsivo, se viu digitando os números que tinha memorizado com tanta facilidade.
não atendeu, provavelmente deveria estar dormindo e se sentiu um idiota por isso. Pensou se deveria deixar um recado na caixa postal, mas quem faz isso hoje em dia? Talvez ligasse no dia seguinte, mas e se perdesse a coragem? Por fim, decidiu enviar uma mensagem, assim poderia por para fora o que queria e talvez pedisse para que o cantor ligasse para ele depois de ler.
Oi , sinto sua falta.
Sei que não é justo começar essa mensagem assim, ainda mais depois de tudo que aconteceu com a gente e sabendo que a maior parte foi culpa minha e da minha cabeça dura.
Cheguei em casa faz uma semana, mas ainda acho estranho não te ver por aqui fazendo aquelas danças esquisitas que só você sabe fazer. Apesar de a turnê ter sido incrível, teria sido ainda melhor com você ao meu lado, porque sempre foi você.
Estou finalmente deixando o meu orgulho de lado para que a gente possa se resolver. Você sabe que eu não sou muito bom escrevendo essas mensagens, você sempre foi melhor que eu, não só nisso, mas em diversas outras coisas.
Enfim, me ligue amanhã quando ler esta mensagem.

apertou o enviar assim que terminou de digitar. O que ele não esperava era que ficasse online naquele exato momento, mesmo sendo 3 da manhã. Estava encarando a tela do seu celular quando ele começou a tocar.
– Oi, .