10. Filter

10. Filter

Sinopse: Ele estava cansado de ser apenas o melhor amigo do namorado da melhor amiga dela, estava cansado de observá-la reclamar frustrada com relacionamentos que não davam certo. Ele sabia que poderia ser muito mais do que era. Por isso, resolveu agir e mostrar a ela cada lado de sua personalidade, e esperou que ela gostasse de cada um deles.
Gênero: Romance
Classificação: Livre
Beta: Rosie Dunne

Filter

por: Jozi B.

sorria enquanto olhava as fotos que segurava entre os dedos, as imagens registradas aqueciam seu coração juntamente com as lembranças daqueles momentos. Entretanto, era o cheiro de comida fresquinha que a fazia sorrir um pouco mais, especialmente o garoto responsável pelo preparo da refeição.
Os pés tocavam o piso gelado da casa, enquanto ela caminhava em direção à cozinha com as fotos em mãos, sorrindo e vestindo roupas confortáveis. havia saído para um jantar romântico com , deixando a casa livre para a amiga, que não soube responder de maneira negativa quando se ofereceu para ir até ali.
A princípio, ele perguntou se estava ocupada ou fora de casa, ela respondeu que estava sozinha em casa com tédio, e aproveitou para lembrar a ele a promessa feita dias atrás. Há três dias, após mandar uma foto de uma receita nova que aprendeu sozinho olhando em um site culinário na internet, prometeu que faria aquela comida tão boa para , que prometeu não deixá-lo esquecer. E, bem, ela não deixou.
O problema é que, ultimamente, tem feito convites e promessas demais para , e ela tem aceitado a cada um. O que não era ruim, mas era novo. E o novo sempre assusta um pouco.
– O cheiro está ótimo. – elogiou ao entrar na cozinha, sorrindo para ele que a olhou por cima do ombro. – Posso provar? – perguntou, sentou no banco que ficava próximo a ilha, deixando as fotos em cima da pedra clara de mármore.
– Ainda não. – respondeu, mexendo o macarrão em uma das panelas enquanto tampava a outra. – Mas logo fica pronto.
– Tem certeza que não quer a minha ajuda? – insistiu e, como das outras quatro vezes que fez a mesma pergunta, assim que foi para a cozinha quando chegou na casa, ele a respondeu com um aceno negativo. – Fala sério, eu posso não saber fazer brownie, mas sei fazer carne. – resmungou e suspirou, sorrindo quando ele se virou para encará-la de frente. – Tá, saber é um termo muito forte, mas eu posso ajudar! – apontou, e ele riu.
– Eu prefiro que você fique aí. – afirmou, e ela mostrou a língua como uma criança faria. Não fazendo ideia de como aquele bico projetado em seus lábios logo depois, mexia com um pouco mais do que o recomendável. – O que é isso? – perguntou quando percebeu que a encarava por segundos demais, tempo demais. Aproximou da ilha e deu a volta para parar ao lado dela, de frente para as tantas fotos espalhas sob o mármore. – Já revelou todas? Wuah.
– Não todas, algumas. – explicou, sorrindo, olhando das fotos para o garoto, que estava perto demais de si. O perfume de atingindo-a com muita mais força do que o cheiro da comida, da carne cozinhada. – Só as que eu mais gostei. – olhou para as fotos, especialmente para uma das que sorria para a câmera, para ela. Uma vez que foi quem levou a câmera para os passeios feitos recentemente por ambos, e foi ela a responsável pela maioria das fotos – menos pelas tiradas por que em alguns momentos conseguiu roubar a câmera de para fotografá-la.
Ele achava que ela estava ainda mais bonita em cada um daqueles passeios para não ser fotografada. Na verdade, se não tivesse pegado a câmera de volta em todas as vezes, não se importaria em fotografá-la o tempo todo. Especialmente quando ela sorria para algo ou ria de alguma coisa.
– Não estou vendo aqui aquela em que eu sujei seu nariz de chantilly. – ele passou os dedos pelas fotos, espalhando-as pela pedra da ilha, rindo quando foi empurrado pela garota.
– E nem vai ver. – prometeu, sorrindo junto com ele, mas logo escondendo o sorriso quando a encarou. – Chato.
– Eu vou encontrá-la e vou revelar. – prometeu de volta, não notando a proximidade de seus rostos, vendo os olhos de cerrados para si assim como os dele também estavam. Numa falsa batalha. – Nem que eu precise pagar.
– Vai sonhando. Você não vai conseguir entrar no meu estúdio. Rá. – riu debochada, empurrando o garoto para trás com o indicador na testa dele. Afastando-o de si, para ver se assim diminiuia o calor que sentia junto com as batidas de seu coração que ficaram aceleradas de um segundo para o outro.
– Vamos ver. – piscou, tentando soar ameaçador. – Essa é minha. – pegou uma das fotos expostas, aquela em que lembrava ter sido ele mesmo quem tirou; uma selfie dele e , um ao lado do outro, sorrindo, enquanto ao fundo estava o cenário do parque de diversões que foram no final de semana passado. Eles estavam lindos, a iluminação colorida ajudava ainda mais na beleza da foto, mas diria, a quem o perguntasse, que a foto estava mais bonita por causa do sorriso, do brilho no olhar e de por inteira.
– Ei! – protestou, levantando-se para ir até ele, tentando alcançar a fotografia que foi escondida atrás do corpo dele. – Eu não te dei nada. É minha. – avisou, recusando-se a ficar sem aquela foto que também julgou tão linda. estava lindo demais naquela imagem. – Me devolve.
– Você pode revelar outra dessa. – lembrou, movendo-se de um lado para o outro, escapando dela. trabalhava com fotografia, e mesmo que seu trabalho principal fosse tirar as fotos e tratá-las para depois enviá-las para os seus clientes, e não revelar as fotos em si, ela tinha um pequeno estúdio de revelação na casa que dividia com . Então, por isso, era óbvio que ela poderia ter tantas outras revelações daquela foto. O problema é que sempre achava que uma foto só deve ser revelada uma vez, que é o fato de ser uma foto rara que a tornava ainda mais especial. Revelar outra imagem daquela iria contra seus principios. Então, que lutasse e ficasse sem. – Opa. – ele riu quando conseguiu escapar, quando achou que não conseguiria mais, ouviu chamá-lo pelo nome completo num resmungo que julgou adorável.
– Mas eu quero essa! – quase gritou, segurando-o pelo braço e resmungando mais uma vez quando ele escapou. – Eu vou te expulsar da minha casa. – prometeu, apontando para o garoto que ficou do outro lado da ilha, longe de si, e se movendo para a esquerda toda vez que ela ia para a direita ou ao contrário.
– Expulsa. – deu de ombros. – Você vai ficar sem comida. – apontou para o fogão que terminava de preparar a carne, o macarrão e o molho.
– Eu posso cozinhar. – respondeu, avançando na direção dele, que correu mais uma vez. – Argh! Ai! – resmungou de dor em seguida, curvando-se ao colocar as mãos na lateral da barriga, em cima das costelas, os olhos fechados e a cara de dor deixando assustado.
– O que foi? –perguntou nervoso sem saber o que fazer.
se aproximou dela em questão de segundos, colocou as mãos em cima das de , segurando no mesmo local que a mulher, enquanto os olhos a miravam de cima a baixo, em busca de algum ferimento aparente. Ele se abaixou um pouco para que pudesse olhá-la no rosto, nos olhos, preocupado.
. – a chamou, ouvindo um resmungo de volta. – Você se machucou? – perguntou, vendo-a abrir os olhos para encará-lo enquanto um bico estava formado nos lábios bonitos demais. Mas que ficavam ainda mais bonitos quando desenhavam um sorriso.
– Dói. – sussurrou, apertando um pouco mais a lateral do corpo, as mãos quentes dele sob a sua causando-lhe um arrepio na pele. Um quentinho no coração. – Dói muito.
– O quê? – questionou, arrependendo-se de ter começado aquela brincadeira que agora julgava idiota.
– Deve doer muito perceber que sou uma atriz incrível! – gritou quando saiu de perto dele, pegando a foto que fora jogada em cima da ilha quando foi socorrer , que agora dançava e ria dele. Enquanto ele a encarava incrédulo, sem acreditar que ela fora capaz de fingir tão bem. – Uh, uh. – cantalorou, se abanando com a foto.
– Eu… Você… – ele suspirou, passando a mão no rosto e então no cabelo, os dedos colocando os fios para trás, os olhos fixos na garota a sua frente. – Eu fiquei preocupado de verdade!
– Agradeço a sua preocupação. – se curvou, agradecendo-o. – Mas, eu estou ótima. – afirmou, dançando mais um pouco e rindo para ele que a observava.
E mesmo que estivesse surpreso e um pouco irritado com a brincadeira, por ter ficado preocupado atoa, não conseguia ficar irritado com por muito tempo, e por isso não demorou a sorrir para ela.
Era fácil sorrir para . E muito, muito natural.
O que o lembrava que ele precisava ser corajoso logo, em breve, pois ficar observando-a e recebendo sinais que ainda não sabia como interpretar, enquanto não sabia se tinha reais chances de ser correspondido, estava sendo desesperador.

ainda observava as fotos, após ter comido a refeição feita por que, apesar de ter certeza que seguira todo o modo de preparo e saber que a combinação do macarrão com o molho e a carne era perfeita, ficou ansioso para que a garota experimentasse a comida e dissesse o que achou. E até tentou fazer mistério, fazer cara de nojo e dizer que estava ruim, mas desde a primeria porção que colocou na boca ficou visível o quanto tinha gostado – o palavrão que soltou ajudou nessa compreensão.
Eles comeram lado a lado, sentados nos bancos de frente a ilha da cozinha, com taças de um dos vinhos de como acompanhamento, e enquanto degustavam a comida e a bebida conversaram sobre suas rotinas. Como haviam sido os dias passados, a semana em que ficaram sem se falar, o que tinham feito em seus trabalhos – ela era fotógrafa, como já dito antes, e ele fazia parte do mesmo grupo de dança que . aproveitou para mostrar a o vídeo da nova dança que seu grupo apresentaria em breve, tirou algumas dúvidas da mulher sobre alguns passos, riram de histórias que ela contou sobre falta de coordenação motora e ele prometeu ajudá-la a resolver esse problema. Ficaram em silêncio em alguns momentos, trocando olhares enquanto degustavam a comida e a meia taça de vinho.
E agora, enquanto ele procurava no congelador a embalagem de sorvete que comprou e levou para que tomassem após a janta, encarava as fotos.
Ela observava a diferença não entre as fotos em si, mas sim entre . Era dificil explicar, mas ele tinha uma aura diferente em cada fotografia, especialmente em cada dia. Veja bem, nas fotos tiradas no dia em que foram ao parque de diversões ele parecia mais solto, descontraído, o sorriso sempre presente nos lábios e algumas das imagens estavam borradas porque ele estava sempre em movimento. Nas fotos que tirou quando foram a uma exposição de arte que teve na cidade, parecia mais centrado, os braços cruzados ou as mãos dentro dos bolsos da calça, o semblante fechado enquanto observava os tantos quadros que foram expostos nas paredes, e as fotos dele olhando para a câmera mostravam a falta de sorriso ali apesar do olhar profundo. Enquanto nas fotos do dia em que nevou e e foram para o lado de fora da casa, para aproveitar a neve – deixando e em casa enrolados em cobertas – mostravam um de aparência mais infantil, o sorriso sempre presente enquanto ele parecia um pouco menor todo empacotado naquelas roupas grossas de frio.
As fotos não mentiam, não deixavam pensar que o que ela vinha percebendo há um tempo era mentira. Pelo contrário, ela estava certa: tinha diversas nuances, lados. E todos pareciam ser adoráveis demais. Adoráveis e instigantes ao ponto de fazer querer conhecer melhor cada um.
Ela olhou para ele que servia sorvete para ambos em taças para sobremesa, deixando de lado as fotos e focando no garoto que estava a sua frente.
parecia ainda melhor, mais bonito e instigante, pessoalmente.
– Eu sei o que você está fazendo. – ela afirmou, olhando-o fixamente, vendo-o encará-la com o semblante franzido.
– Estou servindo sorvete pra gente. – apontou o óbvio, colocando um pouco mais do gelado na taça de por saber que ela amava o doce.
– Você está tentando me mostrar que é muito mais do que aparenta ser. – apontou, sendo direta como sempre fora na maior parte de sua vida. – Não está? – perguntou já sabendo a resposta, querendo que explicasse seu plano que notou desde o primeiro convite feito pelo garoto.
De primeira ela achou que seria apenas um passeio que fariam juntos. Uma ida a uma exposição de artes, uma vez que ela havia dito que nunca foi em uma, mas quando outros convites surgiram para ocasiões diferentes, e então foi fácil perceber o que estava acontecendo. se deixou levar sem reclamar porque sempre achou que estar com era bom, nunca era um tempo perdido. E teve certeza de que estava certa ao olhar para todas aquelas fotos, se lembrando de como se comportou em cada um dos passeios que fizeram. Ele não pareceu forçado em nenhum momento, mas estava nítido que ele queria mostrar que poderia ser muito mais que o melhor amigo do namorado da melhor amiga de .
E gostava dele um pouquinho mais por isso.
Em mostrar seus vários lados e pela coragem em tentar conquistá-la aos poucos e de diferentes formas.
– Como… – começou mas parou, interrompendo a si mesmo diante da surpresa por ter descoberto seu plano. – Desculpa. – pediu, suspirando, abaixando a cabeça com vergonha.
– E porque eu te desculparia? – ela perguntou e aguardou até que ele erguesse a cabeça para encará-la para continuar: – Você se arrepende? De ter me mostrado suas tantas… Versões? – questionou, sorrindo diante da confusão em não saber qual palavra usar.
– Não. – afirmou, porque era verdade: não se arrependia. Pelo contrário, torcia para que tivesse gostado de algum lado seu. Qualquer um. – Não me arrependo.
– Então… – instigou e sorriu quando deixou o lado da ilha.
Ele foi até , parando ao lado dela que se viu obrigada a ficar de lado no banco, de frente para ele que suspirou ao olhá-la de cima para baixo.
– Eu gosto de você há um tempo. – começou, organizando dentro de si tudo o que sentia e precisava compartilhar com . Afinal, havia chegado o momento que tanto esperou: o momento em que ele se abriria com a garota que prestava atenção nele. – Eu não sei muito bem quando começou, na verdade acho que não houve um momento exato só… Aconteceu. E eu pensei que deveria fazer algo sobre, e que seria uma boa começar a tirar de você a visão de que sou apenas o melhor amigo do namorado da sua melhor amiga. – resmungou, quase revirando os olhos pois detestava aquele rótulo em cima de si. riu da expressão facial e das palavras de , e mordeu um sorriso quando ele cerrou os olhos para si. – Bem, eu meio que observava como você falava de outros caras e como chegava após alguns encontros, e por isso pensei que eu precisava fazer algo se eu realmente queria a sua atenção. Conclui que seria importante que eu te mostrasse alguns lados meu, além do que você já conhece.
– E por isso tivemos passeios tão diferentes? – questionou, vendo-o assentir.
– Sim. Eu quis te mostrar meu lado mais sério, inteligente quando fomos a exposição. – ela riu com a explicação, e não conseguiu não rir também. Dizer aquilo em voz alta soava bobo, bem diferente de quando era apenas um pensamento. – O parque foi pra te mostrar o meu lado mais divertido, engraçado. A neve não foi planejada e nem o jantar de hoje. Eu até pensei em te levar aquele restaurante que abriu na esquina da rua na semana passada, mas…
– Você pode me levar lá para o nosso primeiro encontro oficial. – o interrompeu, sorrindo e puxando-o para perto de si pela barra da camisa. sorria enquanto os dedos seguravam a peça de roupa de , que suspirou. Ele não estava acreditando que seu plano dera certo. – Eu já meio que gostava de você antes disso tudo. Sempre senti algo especial por você, não consigo rotular, mas posso afirmar que era verdadeiro. Mas, como você disse, eu realmente só te via como o melhor amigo do namorado da minha melhor amiga. – riu alto, a cabeça tombando para trás, e resmungou. – Nós dois nunca fomos muito próximos, nunca tivemos tantos momentos a sós e acho que, por isso, ficou difícil pra mim te ver mais do que isso. – assentiu, era verdade. Eles dois tinham poucos momentos juntos antes daqueles passeios, na maior parte das vezes estavam sempre acompanhados de e . – Eu me sinto honrada em saber que você gostava de mim mesmo assim. E, preciso te confessar que eu amei conhecer o sério, inteligente e engraçado. O cozinheiro, conselheiro e que sabe fazer um boneco de neve muito bem. – pontuou, olhando-o nos olhos e vendo aquele brilho que sempre admirou. – Eu gostei de conhecer cada lado que você quis exibir pra mim, e sendo bem sincera… – ela se levantou, seu corpo quando encostando ao de que continuou parado onde estava enquanto a observava ficar com o rosto tão próximo ao dele. – Eu mal posso esperar para conhecer seus outros lados. Porque eu sei que você é muito mais do que tudo que já me mostrou.
– Isso que dizer que… Nossa. – suspirou, soltando o ar todo de uma vez antes de puxá-lo, ouvindo a risada de , que apreciava a felicidade dele. Como se ela não estivesse ainda mais feliz que ele ou sentindo o coração tão agitado e acelerado quanto o de . – Eu vou te mostrar todos os meus lados! – prometeu, segurando o rosto de com as duas mãos, aproximando-se e beijando-a tão logo. Beijando-a do jeito que imaginava há um tempo. – Nós vamos naquele restaurante! E depois em outro que vi na internet, e depois em outro! E outro! – prometia enquanto beijava o rosto de . A testa, os olhos fechados pela risada, as bochechas, o nariz, os lábios e até o sorriso.
– Garoto! – chamou ainda rindo, sendo beijada. – Você nem sabe se vai gostar de conhecer todos os meus lados. – o lembrou, sorrindo um pouco mais quando parou de beijá-la e a encarou de perto. Ele a olhava nos olhos, e sentia que, independente de qualquer coisa, poderia ser sincera sobre si mesma com , como vinha fazer há alguns dias. Só esperava que ele gostasse de conhecê-la melhor. – Eu posso ser bem chata, e…
– Então, você vai ter que me levar em lugares onde eu possa conhecer cada lado seu. – sugeriu, brincando, sorrindo quando viu sorrir. E então, a beijou mais uma vez.
E outra.
E outra.
Conhecer as tantas nuances, os tantos lados de outra pessoa, nunca havia sido tão gostoso e encantador para e .
Conhecer um pouco mais do garoto a cada dia passou a ser o passatempo preferido de , era encantador, e a deixava cada vez mais apaixonada por ele. Enquanto para , bom, conhecer só dava a ele a certeza de tudo o que sentia. E apesar das brigas que surgiam em alguns dias, os desentendimentos e afins, tudo era resolvido quando um lado de se encontrava com outro lado de , quando descobriam que juntos formavam um lado que funcionava muito bem.

FIM.
Nota da Autora: Obrigada a quem leu! Espero que tenha gostado! Se possível, comente aí embaixo e me diga o que achou.
Estou no twitter como @loeykwon.
Beijos e até a próxima!