11. Love Is Easy

11. Love Is Easy

Genero:Romance.
Classificação:
+12.
Restrição:
Escrita com Shawn Mendes, mas pode ser lida com qualquer artista.
Sinopse: Por conta de um descuido, um “problema” foi gerado: ela está grávida! O que ela não faz ideia é de qual será a reação do pai do bebê assim que ela contar que espera um filho(a) dele… Por via das duvidas, ela está completamente preparada para assumir e ter a criança sozinha. Como seu namorado irá reagir a essa situação?
Beta:
Lara-Jean Covey.

Capítulo Único

Estava em Los Angeles, aproveitando uma pequena pausa no meio da tour para descansar, antes de começar a segunda parte nas Américas. A tarde parecia se arrastar e eu não me sentia nada bem, então pedi para que Niall viesse até minha casa me ajudar, já que ele estava em sua casa, aproveitando esse mesmo intervalo, num condomínio próximo ao meu.
Senti meu celular vibrar e era uma chamada de Sophie. Sem muita demora atendi.
– Hey Soph. – a cumprimentei.
, como você está? – ela logo perguntou. – Estou em LA, vamos fazer algo? – Sophie agora namorava com Todd, e ele, junto de sua banda INK, estava na Califórnia para gravar um novo vídeo na praia.
– Não sei não Sophie, não to me sentindo bem. – dei ombros – Parece que eu vou por meus órgãos para fora, não paro de vomitar. – houve um silêncio do outro lado da linha.
… – ela começou. – Você toma seus remédios direito? É a segunda vez só essa semana que você passa mal… – lançou a pergunta que não passava pela minha cabeça. Eu não podia estar grávida. Ou podia? A não ser que naquela vez…
– Claro que eu tomo, larga de ser besta. – fingi tranquilidade ao responder. – E mais, Niall está vindo para cá.
– Por via das dúvidas eu também vou, e levo um teste. – ela afirmou por fim. – Chego ai em 40 minutos. – E assim finalizou a chamada.
Aquela maldita pergunta realmente havia mexido com minha cabeça, e de qualquer forma eu não podia estar grávida. Embora tenha uma vida bem resolvida no quesito financeiro, o resto é uma bagunça. O que eu iria fazer? Abandonar meu filho – ou filha – no Canadá, ou no Brasil, com os avós enquanto eu estava em turnê? Não! Fora de cogitação. Aliás, nem sei o motivo de estar pensando nisso, já que nenhuma das vezes nós fizemos sexo sem proteção – pelo que eu me lembre -. Resolvi tomar um banho para relaxar e tirar a mente disso.
Após um longo banho frio, vesti roupas leves e liguei a TV para assistir qualquer coisa que estivesse passando, até que meu melhor amigo chegasse.
Niall chegou causando a maior bagunça. Mas em suas mãos trazia sorvetes e remédios para enjoo. Ele seria um bom pai, sempre fora muito prestativo. Mas que fixação por maternidade e paternidade é essa agora,?!
, não sabia qual remédio você toma para enjoo, então trouxe esses três que a farmacêutica me recomendou. – Ele me entregou a sacolinha. – A moça disse que em caso de gravidez você só pode tomar esse tal de Dramin.
– Só um já bastava, Niall. – tirei o Domperidona da sacola, pensei duas vezes e troquei pelo Dramin B6, destaquei um comprimido em minha mão. – Já que você está em pé pode, por favor, pegar um copo com água pra mim? – ele assentiu e foi até a cozinha, logo voltando com um copo cheio pela metade.
– Então, o que você tem além de enjoo? – Ele se sentou ao meu lado no sofá.
– Eu to meio tonta e com muito sono. – dei ombros. – Nada de novo sob o sol, essa tour ta me destruindo, assim como todas as outras fizeram. – ele bateu em seu colo para que eu deitasse a cabeça ali.
– Então dorme. – ele começou a fazer carinho no meu cabelo.
– Abre a porta para Sophie quando ela chegar então. – e em questão de segundos eu já estava apagada.
Acordei no sofá e pude escutar um “Não seja ridícula, Sophie, eles nunca dariam esse mole”, rebatido por “Até parece que você nunca fez uma cagada dessa, né Horan” vindo da cozinha. Não sabia por quanto tempo havia ficado apagada ali, dormindo feito anjo, mas Sophie já havia chegado e discutia algo com Niall. Algo que eu queria muito saber o que era.
Levantei-me devagar, me arrastando até a cozinha e sentindo meu estomago roncar. Claro que ele estava roncando, nada que eu havia tentado comer havia parado no meu estômago! Sentei-me na bancada, recebendo os olhares curiosos dos meus amigos. Revirei os olhos, pegando uma maçã da fruteira e começando a comê-la.
– Falta muito para você… sabe…? – Sophie começou.
– Não, não falta. Meus seios estão até doloridos. – dei ombros, ainda apreciando minha maçã.
– E quando estava programada para vir? – Soph perguntou mais uma vez e eu desbloqueei o celular, olhando na agenda.
– Bom, hoje é segunda-feira, então, uma semana. – a morena arregalou os olhos. – Mas minha ginecologista diz que é normal, por causa de todo o estresse de turnês e etc. – tentei a acalmar e ouvi a respiração de Niall pesar. – Niall, calma. – Ótimo, teria de tentar acalmar outro.
– Eu to calmo,, mas, faz o teste, por favor. – ele pediu e empurrou a caixinha até mim.
– Ta bom. – Rolei os olhos e peguei a caixinha, indo até o banheiro.
Respirei fundo antes de pensar sequer em abrir a caixa, torcendo para que fosse apenas coisa da cabeça deles. Desci o short e a calcinha que usava, fazendo xixi no palitinho, do jeito que mostrava nas instruções do produto. Sequei-me, lavei a mão e fui até a sala, dizendo que o teste estava no banheiro, mas devíamos esperar quinze minutos para obter o resultado.
Nesse meio tempo conseguimos nos distrair com conversas sobre como Sophie estava feliz com seu relacionamento com Todd, e em como Niall iria morrer solteiro, a não ser que casasse com seu taco de golfe. Falamos também sobre como as coisas na minha carreira haviam mudado depois da Reputation Stadium Tour, e como eu havia crescido rápido.
Ouvi o apito do despertador indicar que estava na hora de conferir o teste. Era isso. Agora ou nunca.
Caminhei até o banheiro com meus amigos em minha cola. Havia deixado propositalmente o lado que estaria com o resultado para baixo, para que não me desesperasse de cara. Respirei fundo mais uma vez antes de ver o resultado e…… O resultado era positivo.
– NÃO! – Foi a única coisa que eu consegui dizer/gritar ao ver aqueles malditos dois risquinhos.
Comecei a chorar em angústia, porque eu sabia que tinha muita coisa em risco. Tanto na minha carreira, quanto na de. Mais na minha do que na dele, para ser sincera. Senti minhas pernas falharem e as mãos de Niall me segurarem para que eu não caísse.
Eu estava grávida.



Após todo aquele surto, pedi para que Katherine marcasse um exame de sangue para ter a certeza de que sim, eu carregava uma criança dentro de mim. O que foi confirmado, também, no exame Beta HCG.
Ainda não havia contado para. Buscava maneiras de como fazer isso e, honestamente, não tinha ideia de como dizer para ele que ele seria pai. Passava horas no Pinterest vendo maneiras de contar, e via algumas realmente bonitinhas, mas, será que devia fazer? Por fim, uma das ideias foi a campeã.
chegaria a qualquer momento, e meu plano era levá-lo comigo a primeira consulta de Doppler para que ouvíssemos juntos, pela primeira vez, o coração de nosso bebê bater. A porta se abriu e eu seguia concentrada em Friends. Ele veio até mim, se jogando no sofá e me puxando para um beijo calmo, cheio de saudades.
– Hey moça, cheguei. – Ele anunciou com um sorriso.
– Nossa, nem tinha percebido, que susto. – fui irônica e ele começou a rir.
– Senti falta do seu humor. – apertou a ponta do meu nariz. – E de todo o resto também. – sorri doce.
– Sigo não sentindo sua falta. – ele arqueou as sobrancelhas.
– Nem um pouquinho? – perguntou para confirmar.
– Nem um mísero nada. – dei ombros.
, quando você vem pra casa, eu to com saudades do meu namorado”, “Não demora pra me responder, namorado, eu estou com saudades! Facetime hoje a noite? Amo você” – ele imitou minha voz enquanto relembrava de algumas mensagens que eu o mandava.
– Ta bom, talvez só um pouquinho. – ele riu e me beijou outra vez e ficamos num curto silêncio, apenas olhando um para o outro. – Aliás, eu tenho um presente de boas vindas para você. – levantei-me do sofá, indo até uma estante e pegando uma caixinha pequenininha.
– O que é isso? – ele perguntou ao sacudir a caixinha e ouvir um barulho.
– Sua nova palheta da sorte. – afirmei e ele sorriu. – Abre. – incentivei-o. O garoto desfez o laço da caixa, abrindo-a com calma, e se deparando com uma palheta branca escrita “Dad to be”. Meus olhos estavam cheios de lágrimas, porque não sabia qual seria a sua reação, e eu já me havia preparado para o pior.
… – ele começou e logo se calou. E assim ficamos por alguns minutos até eu tomar coragem para abrir a boca.
– Eu sei, temos muito a perder, e entendo se você não quiser assumir ou seguir com isso, mas eu escolhi ter essa criança, mesmo com todas as responsabilidades que virão, mesmo sabendo que vou ter que reduzir meu itinerário pela metade para me dedicar a minha filha, ou filho. – puxei mais ar. – Eu queria ter te contado há mais tempo, mas não era algo para se fazer por telefone. – ele assentiu. – E é isso, eu estou preparada para o “não quero um bebê agora”, então caso você diga que não quer, eu vou entender. – soltei todo o ar em meus pulmões.
– Você ta louca? – franzi o cenho, não entendendo onde ele queria chegar com aquilo. – Você está comigo há 4 anos e ainda foi capaz de imaginar que eu te abandonaria, ou abandonaria um bebê? Você só pode ter perdido o juízo mesmo,. – ele pausou, e assim como eu, puxou mais ar. – Um filho agora não é algo que eu estava procurando, imaginava isso para depois de um casamento, mas se foi sua decisão seguir com essa criança, eu vou respeitar e cumprir com meu dever de pai. Eu te amo, jamais te deixaria sozinha. – lágrimas escorreram dos meus olhos e tudo o que fiz foi o abraçar.
– Eu amo você também. – disse ao me soltar do abraço. – Temos uma consulta para ir em uma hora, vou me arrumar. – ele assentiu.
Eu troquei de roupas para seguir para a consulta.estava nervoso e era notável em sua expressão como ele queria parecer tranquilo, mas estava completamente em pânico.
Chegamos a clínica e entramos pelos fundos para não causar nenhum tumulto. Seguimos diretamente para a sala da médica que estaria executando o Doppler. Tirei a calcinha e deitei na maca esperando o exame começar.estava assustado com o fato de que a médica estaria enfiando um aparelho similar a um vibrador para ver como estava o desenvolvimento do feto dentro de mim, e se sentia desconfortável com isso.
Por mais que a Dr. Connell tentasse nos mostrar onde estava o feto em formação, quase não víamos nada além de um grande bolsão preto.
– Está na hora de ouvir os batimentos, estão prontos? – A Dr. anunciou e senti a mão deapertar ainda mais a minha.
Fechei os olhos, respirando fundo, e ao ouvir o primeiro “tum” lágrimas escorreram pelo meu rosto. Abri os olhos e olhei para o moreno que me acompanhava. Ele estava vidrado no que acontecia na pequena tela, e no que nós ouvíamos. Pude notar seus olhos cheios de lágrimas também e meu coração se aqueceu assim que ele desviou seu olhar até o meu, dando um sorriso aberto.
– Vou deixar vocês a sós um momento, enquanto imprimo o resultado. – a médica saiu da sala.
– Eu não acredito,, não acredito que nós fomos capazes de gerar uma vida. – ele sorria bobo, com os olhos vermelhos.
– Eu não consigo acreditar que você ainda está aqui. – fui sincera e sentir sua mão afagar meus cabelos. – Tinha medo de que saísse pela porta da minha casa assim que eu te dissesse que estava grávida.
– Não vou negar que foi um choque, mas são consequências de nossos atos,. – soltei um suspiro. – Que eu amo você não é segredo, e, agora, eu estou me apaixonando pelo nosso bebê.
Eu abri o maior sorriso, puxando-o para um beijo rápido, comemorando o fato de que, a partir daquele momento, seríamos uma família. Independente de estarmos casados ou não, ainda seríamos uma linda família de três.

Fim.

Nota da autora:  Twitter: @amanda_ritis | Instagram: @amandar_autora

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