12. I Wanna Hold You

12. I Wanna Hold You

  • Por: Safira Fiore
  • Categoria: Especiais | McFLY
  • Palavras: 6514
  • Visualizações: 262

Sinopse: Em meio a uma guerra entre civis e militares, dois agentes da Interpol travam uma batalha interna contra desejos e sentimentos. Qual das lutas será mais fácil de ganhar?

Capítulo Único

Novembro de 2019, 17:57pm, sede MI6.
Chefe Evans em pé ao lado do grande televisor, relatava os últimos contecidos ao redor do mundo aos 12 agentes que se encontravam assentados em cadeiras de couro em torno da grande mesa de vidro escura. O caos havia se instalado desde que os presidentes da Rússia, Estados Unidos e Brasil haviam se unido em prol de um domínio maior.- Vocês deverão a princípio se unirem em grupos de quatro para serem enviados a regiões distintas. O objetivo é manter discrição e absorver o máximo de informações coletadas. E, por favor, evite armas. – Chef Evans disse com expressão impassivel, ao que o olhar da maioria dos agentes se dirigia ao rapaz mencionado.por sua vez, tinha um sorriso de canto como uma criança travessa. O agente em questão gostava de se exibir. Era muito bom com armas e ótimo com a mira, inclusive nas mulheres. Loiro, dos olhos azuis e com um corpo esguio e másculo na medida certa para encantar qualquer moça. Além disso, o rapaz era sempre muito educado, querido por todos. Ok, nem todos. Alguns agentes sentiam uma pontinha de inveja pelo currículo invejável do rapaz e por ser tão bem sucedido com as mulheres.nunca levara um fora. Exceto por aquela única agente que, ao invés de olhar para o rapaz ao ser mencionado por Evans, revirou os olhos em puro tédio.tinha seus motivos afinal.

– Grupo 1: Mary Towers,,  Jimy Wistzen e Alex Cost. Ficarão na base da Rússia no Palácio do Kremlin. – Enquanto Evans dizia os nomes dos respectivos integrantes do grupo, uma mulher de cabelos castanhos presos em um coque baixo, corpo esguio e coberto por uma roupa social discreta entregava aos agentes pastas em um tom de azul marinho contendo as informações necessárias.

– Grupo 2: Alana Menphis, Jorge Holaway,e Matt Jones. Vocês ficarão na base da Casa Branca. –suspirou triste. Queria muito ter a oportunidade de atuar dentro da casa mais visada no mundo todo.

– Grupo 3: Jonathan Mackenzie, Ellen Stevens, Elizabeth Sanders e Tom Sommers irão para a base em Brasília. Lembrem-se de absorver as mínimas informações adquiridas e reportarem os mínimos detalhes para a base. Estão dispensados. -finalizou Evans que em seguida, já atendia uma ligação com cara de poucos amigos.

Dia 37, 13:22 pm, base da MI6 em algum lugar de Brighton.

– A primeira parte foi concluída. Agora iremos fazer de modo diferente. Quero duplas. – Ao finalizar a fala, a mesma morena da primeira reunião colocava sobre a grande mesa de madeira escura quatro pastas de cor parda. Os agentes se entreolharam fazendo as contas. Afinal, se Chefe Evans queria duplas, teriam de haver seis pastas, certo?

– Antes que perguntem, serão apenas quatro duplas. Vocês passarão por um treinamento e espero que o melhor vença. Vocês possuem apenas dez minutos para se trocarem. – Dito isso, Evans saiu da sala com os doze agentes apressados em seu encalço.
Dez minutos depois, onze agentes estavam na sala de treinamento do terceiro andar do subsolo. Alguns um pouco amarrotados e outros ofegantes.nem parecia ter participado de toda a afobação com a plenitude que carregava no sorriso leve.por sua vez, tremia tanto que mal conseguia amarrar o cabelo em um rabo de cavalo tamanho nervosismo. Pra mulher, aquela missão era mais do que importante. Provaria pra si mesma de que era capaz de uma missão tão importante e invejada. Jurou que sairia de férias pro Caribe ao fim disso tudo.

Chefe Evans começou a falar algo sobre a proibição do uso de armas brancas durante o treinamento mas fora interrompido por Sommers que entrava apressado na sala.

– Desculpe a interrupção Chefe. -Disse um Tom bastante ofegante e com bochechas vermelhas.

– Está perdoado e dispensando. -Com expressão impassível, Evans voltou a sua explicação, ignorando o rapaz confuso.

– Dispensado? Mas Che…

– Você me ouviu? Dispensado. Eu disse que vocês teriam dez minutos. Você chegou com dois minutos e quatorze segundos de atraso. Feche o zíper da sua calça e dê  fora antes que eu mesmo o faça.

O agente envergonhado fechou o zíper e virou as costas para sair da sala murmurando um “sim senhor” no caminho.engoliu em seco temendo o que estava por vir. Era sua primeira vez trabalhando sob o comando de Evans, conhecia os rumores mas presenciar aquilo era amedrontador.fora escolhida entre os demais agentes de sua equipe para fazer parte dessa missão, estava feliz e temerosa com o que estava por vir. Sempre participou de missões bobinhas, com pequenos hackers criminosos, contrabandos e uma vez com uma máfia. Essa aliás, foi sua melhor missão, mesmo com um certo alguém querendo interromper. Por causa dela, estava hoje ali, onde sempre sonhara.

Seriam feitos rounds de duplas mistas ao mesmo tempo, quem desistisse ou estivesse muito ruim para continuar estaria eliminado da missão. Era simples. Diferente de,se garantia. Com sorriso ladino, avançou sem aviso pra cima de Ellen. A morena estava distraída observando os bastões de luta disponíveis e foi imobilizada facilmente. Tentou alguns golpes e conseguiu se livrar deapós uma cabeçada no nariz do loiro. Este por sua vez percebeu a fraqueza da mulher e decidiu atacar outro e deixá-la por último. Seria perca de tempo, deixaria pra outra pessoa. Avançou em Alex e se surpreendeu com a facilidade que o ruivo tinha de se desviar dos golpes. Jimmy pulou nas costas de Alex dando uma chave de braço em seu pescoço, ao passo queo acertou com um dos bastões de luta que se encontravam no chão. Jimmy soltou Alex e foi pra cima de, levando outro golpe do loiro e caindo ao chão. Alex montou em seu peito e desferiu socos até Jimmy chegar a inconsciência. Alex etrocaram um breve olhar dando a entender que estava de trégua.

Se tinha uma coisa queamava era lutar. Ah, se pudesse, escolheria socar todos os bandidos em todas as missões. Desde pequena, a mulher praticava diversas lutas e com o trabalho, tomou mais gosto pela coisa toda. A loira já havia deixado uma Ellen inconsciente no canto da sala após uma chave de calcanhar maravilhosa, sem dúvidas. Agora estava enroscada no chão com um prepotente Jonathan que tentava tirar uma casquinha da moça em meio ao caos.

– Se você passar essa mão imunda nos meus seios novamente, eu juro que pego suas bolas e torço em 360º!! -gritou umafuriosa com voz esganiçada devido a tentativa de se desvencilhar do loiro em cima de seu corpo.

– A gatinha é arisca assim? Pode deixar que eu vou passar a mão em outros lugares também pra aliviar essa sua raiva, babe. – Respondeu com um sorriso sujo de canto direcionando sua mão esquerda ao seio da muher. Antes que pudesse terminar de alargar o sorriso,reverteu a situação ficando por cima de Jonathan. A mulher se levantou em um pulo e chutou as costelas do loiro antes que o mesmo se levantasse. Sem dar tempo de Jonathan sequer pensar,desferiu outros três chutes em suas costelas. Ao vê-lo agonizar de dor, a loira pousou seu pé direito no pescoço do homem o imobilizando, se abaixou e agarrou o pênis do mesmo o apertando com a mão esquerda.

– Agora é hora da gatinha brincar com as bolinhas. – Dito isso, a garota apertou e girou o conteúdo das calças do loiro que soltou um urro de dor. Não satisfeita,se abaixou na altura do rosto do rapaz e sussurrou:

– Na próxima vez, eu as arranco com as unhas. – Socou o rosto do rapaz com toda a fúria que ainda possuía sentindo os nós dos dedos latejarem após o feito. Não teve muito tempo pra sentir dor, logo sentiu os pés serem tirados do chão.havia dado uma rasteira na mulher, que por sua vez não se deixou abalar tentando um golpe com os pés no quadril do rapaz que desviou sem dificuldades.levantou ignorando a dor na lombar por conta da queda e foi pra cima de, desferindo socos e chutes ao ponto que o homem apenas se defendia e desviava.

– Qual é, não sabe atacar? Assim não tem graça nenhuma! – Disse sorrindo marota.segurou um dos pulsos da mulher quando esta deferiu outro soco em sua direção, a girou de forma a imobilizá-la, porém a mulher desferiu um chute contra o joelho do rapaz o fazendo afrouxar o aperto.aproveitou que ele ainda a segurava pelo pulso, se virou de frente e o puxou fazendo sua testa colidir com o nariz do homem.

– Eu sempre soube que você era cabeça dura mesmo. – Debochou da mulher que se enfureceu e partiu pra cima do rapaz outra vez. Porém um apito ecoou na sala, todos pararam e olharam na direção de onde viera o som. Chefe Evans estava de braços cruzados, a expressão dura de sempre permanecia intacta. Apesar de seus 40 e tantos anos, Evans era bonito.

– Tom, Ellen, Jimmy e Jhonatan foram cortados da missão. Suas duplas são aqueles com quem vocês estão lutando agora. As demais informações estãos nos envelopes pardos na mesa da sala de reunião. Vocês tem até as 22h para se organizarem. Espero que tenham entendido que pontualidade é crucial sob meu comando. – Evans virou as costas e saiu da sala deixando umaem choque e umcom sorriso divertido.

– Vai ser bom passar um tempinho com você,. – Disse afagando os cabelos da mulher como se faz com um filhote de cachorro antes de sair da sala.estava chocada demais para reagir. Ela iria pra missão comfucking. Alô produção, dá pra foder mais com minha vida?

foi para seu apartamento, atordoada demais com os últimos acontecimentos. O lugar carregava uma pequena camada de poeira, visto que ela voltara da Rússia havia apenas algumas horas e não tiver tempo de limpar o local. Deixou as chaves na porta e foi pro quarto, arrancou as roupas no caminho do banheiro e ligou o chuveiro quente. Não era possível que a produção da sua vida estivesse falando sério. Com os dias na missão na Rússia, conseguiu tirar um certo loiro de olhos azuis dos pensamentos. Agora teria que passar os dias com ele.

sempre fora o crush dedesde que ela entrou na inteligência. Desde o dia em que ela trombou com ele saindo do elevador e ele sorriu murmurando um pedido de desculpas. Clichê demais? É, talvez. Aos poucos,descobriu queera apenas um rostinho bonito. Mulherengo, prepotente, cheiroso… Mesmo assim, continuava arrancando suspiros da mulher a cada “bom dia”, a cada gesto gentil com alguém da corporação. Até o dia em queresolveu que se meteria no meio de sua missão. Quase botou tudo a perder ao aparecer de supetão no meio da última negociação dizendo ser seu sócio e marido, quase estragando o disfarce quedemorou sete longos meses para desenvolver. Segundo ele, a missão era perigosa demais pra ser deixada nas mãos de uma “pequena e linda agente”.ficou dividida entre o ódio e a paixão. Decidiu-se pelo ódio quando o viu comemorar o sucesso da missão em uma salinha de xerox com uma agente magricela. Desde então, tenta deletar qualquer pensamento positivo sobre o homem em questão. Agora a situação só iria piorar tendo que vê-lo todos os dias.afastou os pensamentos e finalizou seu banho. Enquanto ainda procurava por um pijama, se viu de frente ao espelho de seu quarto. Deixou a toalha cair e observou seu corpo.não era feia, não se achava feia. Não tinha o corpo magro como as demais agentes e, apesar de praticar lutas e frequentar a academia algumas vezes na semana, era até gordinha, corpulenta. Tinha seios grandes, coxas grossas e uma barriguinha saliente. Não se achava suficiente. Era isso. Mas se achava linda na maioria do tempo, exceto quando a tpm chegava.

Vestiu seu pijama e sentou no sofá da sala, colocando na tv um filme qualquer. Descansaria um pouco e depois arrumaria suas coisas. Checou o celular e havia uma mensagem de:

“Vamos pegar o vôo às 22:15h. Quer que te busque em casa?

releu algumas vezes a mensagem. Como ele tinha o número dela?

“Como tem meu número???”

, trabalhamos na MI6, se lembra? Consigo o que eu quiser 😉
Te busco 15min antes.”

Lembram que ele era só um rostinho bonito? Pois é. Uma pena queachasse isso extremamente sexy.

“E eu sei muito bem andar sozinha, não preciso que venha me buscar.”

decidiu que seria melhor limpar a casa pra aliviar a tensão. Ou o tesão, como quiser chamar. Claro quetinha suas transas com o vizinho fofo do andar de cima. Ele era gentil, bonito e não fazia perguntas demais: perfeito para um sexo casual. Mas nunca era suficiente, nunca a fazia sentir completa, faltava algo. Sentimento talvez? Química? Física não era porque eles eram muito bons nisso, diga-se de passagem.

Algumas horas depois, umacom duas malas ajeitava a bolsa no ombro, abrindo o aplicativo do uber para checar o carro que estava vindo ao seu encontro quando alguém pega uma de suas malas.gelou. Ao olhar para a direção da mala, viu que era. Antes fosse um ladrãozinho qualquer.

– O que você pensa que está fazendo?! -bfalou com a voz uma oitava acima do normal quandosimplesmente catou sua outra mala e saiu andando em direção ao outro lado da rua.

– Levando suas malas pro carro ué. Quer que eu vá ai e te pegue também ou consegue sozinha? – Falou ao passo que destravou o carro e olhava sobre o ombro com um sorriso de deboche pra mulher boquiaberta do outro lado da rua.

, eu disse que iria sozinha. – Disse depois de recuperar a fala diante das palavras do rapaz. Seria ótimo que ele a pegasse e.. FOCO.

– E eu disse que te buscaria. – o homem fechou o porta-malas e se dirigiu até a porta do motorista, a abrindo em seguida. – Vai entrar logo no carro ou eu vou ter que te carregar,? – Levantou as sobrancelhas já começando a perder a paciência com a mulher. Por que ela tinha que ser tão complicada?!

– Mas eu já chamei o uber! -Disse enquanto virava a tela do celular na direção de.

O homem bufou, fechou a porta do carro novamente e atravessou a rua de volta andando na direção da loira parada com cara de frustração. Tomou o celular das mãos dela, e em menos de cinco segundos o devolveu. -Vamos. – disse e se virou de volta pro carro.

– Você cancelou a viagem? É sério isso? Qual o seu problema?! – a mulher praticamente gritou a última frase.

, ou você entra nesse carro nos próximos cinco segundos ou eu te deixo sozinha aí. – enquanto falava,ligou o carro.

– Você é ridículo mesmo, não sabe ler?! Não sabe ouvir?! Eu disse que nã… – A loira não conseguiu terminar a frase,já havia acelerado o carro e cantando pneu rua afora.estava com a boca aberta. Era oficial:era um idiota completo.

20 minutos depois, umaraivosa chegava ao destino: um prédio de uma imobiliária qualquer que servia de fachada para a sede da MI6. Adentrou com passos firmes e desceu um lance de escadas para pegar o elevador que a levaria até o andar onde se encontraria com chefe Evans. A mulher se dividia entre a ansiedade da missão e o ódio pelo seu parceiro babaca. O elevador apitou, indicando que o destino havia chegado e a loira se pôs a caminhar na direção da sala de reuniões, cumprimentando com sorrisos leves e acenos de cabeça os demais funcionários que encontrava pelo caminho. Bateu duas vezes na porta, que fora aberta pela mesma moça de cabelos castanhos que sempre estava presente nas reuniões. Adentrou a sala e se sentou no canto oposto ao de, temia dar uns belos tapas no rosto do rapaz caso chegasse perto. Boa parte dos agentes já se encontrava ali, conversavam casualidades enquanto bebiam café.estava concentrado na conversa com Mary e não notou a presença da loira no recinto, os seios da loira platinada á sua frente eram bem mais atrativos do que a carranca de.

Passados alguns minutos com umabatucando as unhas na mesa ansiosa, umcharmoso flertando e dois agentes afobados entrando na sala de súbito, Evans finalmente chegou. Assim que adentrou a sala, os agentes tomaram seus lugares e Evans iniciou a conversa.

-Boa noite. O assunto é rápido, o vôo de vocês já está para sair. O objetivo dessa nova missão é se infiltrar, sejam neutros e ao suspeitarem do início do ataque entrem em contato com a base. Joane os entregará os aparelhos de contato direto. – falou se referindo a moça de cabelos castanhos, a mesma que se ocupava em nos entregar uma caixinha preta juntamente a um pequeno envelope branco. – E  mais importante: compartilhem TUDO com o parceiro de vocês, devem ser unidos para o sucesso da missão, duas cabeças pensam melhor do que uma. Não façam besteira, os aguardo em 30 dias.

Dito isso, todos se levantaram e seguiram para o último andar do prédio, onde ficava o heliporto.

-Você chegou rápido. –não precisava pensar muito para saber quem havia dito aquilo tão próximo ao seu ouvido. O perfume dechegara antes. Respirou fundo – em parte pela raiva, em parte pelo efeito que o homem causava – antes de se virar na direção dele e responder.

-Não fale comigo seu, seu.. Ladrão de malas! – Fez um careta infantil de raiva e se arrependeu imediatamente ao ouvir a risada divertida do loiro. – O que foi, idiota? Acha engraçado o que fez comigo? Onde estão minhas coisas, afinal? – A mulher agora sentia a raiva voltar, se sentindo uma estúpida por ter agido de forma tão infantil.

-Não tinha adjetivo melhor para me dar? Você tem o que, 5 anos? – riu outra vez, fazendovacilar e se envergonhar. – Suas coisas estão com as minhas, dentro do helicóptero. E não venha me chamar de ladrão, eu te fiz um favor. – Deu de ombros.

-Favor esse que eu não pedi. Você é ridículo. – A mulher cruzou os braços e bufou. Ouviu uma risadinha do loiro e levantou os olhos pro rosto do homem a sua frente.

-Realmente, você tem 5 anos. – Antes que a mulher tivesse tempo de responder, o apito do elevador soou esaiu sem olhar pra trás, deixando mais uma vez a loira boquiaberta e com raiva.

Um rapaz cumprimentoue apontou para o helicóptero cinza que estava pousado no canto esquerdo da cobertura. O loiro logo entrou, ao passo de quecaminhava devagar e apertava o casaco contra o corpo sentindo o frio típico da Europa. Com um aceno de cabeça a mulher repetiu o ato decom o rapaz, que lhe estendeu a mão a ajudando a subir no helicóptero.

-Se sentir medo, pode segurar minha mão, eu não me importo. –não respondeu, se limitou a rolar os olhos e olhar para a janela ao seu lado. Essa seria uma missão complicada. Pegou o envelope que havia recebido e leu o conteúdo. Seu novo nome seria Melissa Smith. Comum demais, bobo demais. Seria uma assessora de imprensa formada em Harvard, atuaria na equipe presidencial, casada com Ryan Smith, tentando ter um filho. Epa. Casada?! Sem ter tempo de pensar direito, ouviu uma risada ao seu lado.

-Acho que agora você pode segurar a minha mão sem receios, esposinha. – sua boca se entreabriu. Não podia ser verdade. Diante de sua reação, o loiro ao seu lado aumentou o volume das risadas. Definitivamente, essa missão seria difícil.

Washington D.C., Estados Unidos, 08:26am. Day 1.

desceu do táxi com um óculos escuro e uma cara de sono adorável.não havia dormido, preferiu se dividir entre estudar o lugar e observar o homem que dormia ao seu lado durante a viagem. Foram recebidos por uma loira em um terninho cinza que os levou até a entrada do prédio em que iriam morar. Ela os entregou as chaves e um cartão com seu contato para caso precisassem de algo. Subiram pelo elevador em silêncio e adentraram o apartamento 1003, que por sua vez estava com decoração impecável, minimalista porém luxuosa.

levou suas malas para o quarto maior e com a cama de casal, se jogou na cama e suspirou de cansaço. Ouviu passos e um estrondo, levantou-se para ver o que era.

-O que pensa que está fazendo? – Questionou o loiro que tinha jogado suas malas no canto e estava tirando os sapatos.

-Panquecas, não está vendo? – Se jogou na cama ao lado da mulher. Panquecas bem fofinhas como esse travesseiro. Isso é o que, pena de ganso? Plumas? Parecem nuvens. – Falava enquanto se ajeitava no enorme travesseiro, parecia uma criança indo dormir.

-Então pegue seu travesseiro, suas panquecas e suma pro quarto de hóspedes. –apenas se ajeitou no travesseiro e sorriu de olhos fechados. AGORA!!

Como não houve reação do loiro,se levantou e começou a puxar o rapaz pelos pés para fora da cama.

-Garota, o que tá fazendo?! – perguntou se sentando. Mais um segundo e cairia da cama.

-Panquecas, não está vendo? Agora saia ou vou te arrastar até lá. – disse cruzando os braços.

-Ora, somos marido e mulher, esqueceu? Devemos dormir juntinhos, de conchina. – ia se levantando lentamente da cama e indo na direção da mulher. Descabelado e com olhos cerrados, parecia um leão encantando sua presa. Vai dizer que não te agrada a ideia de passar a noite com seu corpo colado ao meu?

A essa altura, o rosto do rapaz já estava tão próximo que sua respiração fazia os cabelos dese mexerem. Em um ato de atrevimento,subiu a mão, passando os dedos pelo braço da loira em direção à nuca. Porém, antes que tocasse o pescoço a mulher segurou a mão de Douglas e a virou, imobilizando e arrancando um ganido de dor e surpresa do rapaz.

-Tente outra vez e eu quebro a sua mão. Não gosto desse tipo de brincadeira e não caio nesse seu papinho idiota. – Na verdade, a mulher tremia por dentro. Malditos hormônios! – Agora você vai sair do quarto e sumir da minha vista o dia todo, entendeu? – forçou mais um pouco o golpe.

-Tá, tá, agora solta! – pediu com um careta. A garota soltou de prontidão. – Só saiba que isso daí chama-se tensão sexual e eu posso resolver. Estarei no quarto de hóspedes caso queira tentar.

Antes quepudesse responder, ele já tinha saído. Seria uma longa missão afinal.

Washington D.C., Estados Unidos, 14:21p.m. Day 18.

Tudo seguia bem na missão.trabalhava como assessora de imprensa na Casa Branca, tinha conseguido se infiltrar bem e feito uma amiga lá dentro: Kiara. Kiara a apresentou a todos, a explicou como funcionava cada área ali e de vez em quando ia embora de carona come. Ah, como ela gostava da carona. Observava o loiro minuciosamente a cada vez que se encontravam e só faltava babar.se aproveitava da situação para fazer ciúmes, sem sucesso.era uma ótima atriz (até onde ela sabia) e disfarçava muito bem.
O dia em questão estava ensolarado, boa parte dos funcionários da Casa Branca foram dispensados naquela segunda-feira, disseram que era uma folga geral.eporém sabiam o motivo. Um ataque fora anunciado secretamente, às 20h. Enquanto não recebiam ordens de Evans,treinava no quarto improvisado de academia. Haviam algumas barras na parede, um saco de box, tatames e algumas armas. A garota adorava aquela sala, era onde podia descontar toda a sua raiva e frustração por estar tão perto e não poder aproveitar o cara que fingia ser seu marido.

assistia TV na sala quando interromperam a programação com as notícias, estavam evacuando a área em torno da Casa Branca, havia explodido uma bomba próximo dali. O rapaz pulou do sofá e correu até o quarto de treinamento dando de cara com umasuada, de top e short bebendo água de uma garrafinha. Esqueceu o que ia falar e ficou admirando a mulher da porta. Passaram-se apenas alguns segundos antes que a garota notasse o outro ali.

-Perdeu alguma coisa? – perguntou enquanto catava a blusa para vestir.

-Eu… eu preciso falar com você. – Se aproximou ainda absorto.se vestiu e olhou pra ele, esperando que prosseguisse. Porém ele continuava apenas a admirando.

-E então… – ela movimentou as mãos teatralmente para quefalasse.

-Olha, isso é insano. O ataque começou, explodiram uma bomba próximo a Casa Branca e…

-Mas como?! Vamos! – ela interrompeu.

, espere. – colocou a mão no braço dela. Antes eu preciso te contar algo.

-O quê? Mais alguma informação? Você me conta no caminho, vamos! – falou fazendo menção de sair da sala.

!!- a garota parou, surpresa. – Essa é a missão mais perigosa que já participei. Provavelmente é a sua também. Acho que devo te contar, afinal poderemos não voltar de lá.

-Do que está falando? – seu rosto estava em confusão pura.

-Me deixe terminar, tá? Você sempre foi a única que não caía nas minhas piadas e nem respondia minhas investidas e isso me incomodava porque eu sempre quis você. A única que não me queria de volta.

-Olha, não estou pedindo que se apaixone de volta, até mesmo a palavra é ridícula.  Quero que retribua o desejo insano que sinto. Peço que se tiver um pouquinho de vontade aí, me diga. Me diga que você me quer, me diga a verdade. Diga as palavras mágicas e eu destruirei o mundo pra você.

não estava processando a situação.estava declarando que era apaixonado por ela? Alô Produção, algo de errado não estava certo. Era surreal que estivesse sendo correspondida.deu um passo à frente, e outro, e mais um. Estavam sentindo a respiração um do outro devido à proximidade.

-Eu quero te abraçar. – sussurrou o loiro. Passou a mão pelo quadril da mulher e subiu até estar com a cintura dela envolvida pelo braço esquerdo.

largou a garrafinha que caiu no chão para envolver o pescoço do rapaz. Ele sorriu e foi impossível que ela não correspondesse. Ele a puxou pra perto e as bocas colidiram, ambos soltaram um suspiro de alívio pela tensão que havia sido quebrada. O beijo se aprofundou, as mãos buscavam descobrir cada pedacinho do corpo do outro, o quarto estava quente.avançou para o pescoço da mulher, dando beijos molhados e inspirando o perfume que tanto o agradava. Em um ato de desespero para ter o corpo deperto, puxou a perna direita da loira e a encaixou em seu quadril., ao sentir o volume que estava entre as pernas do rapaz acabou por soltar um suspiro extasiado que mais se assemelhava a um gemido. Claro quenão perderia a oportunidade.

-Então não vai me mostrar toda a sua devoção? – falou com a voz abafada no pescoço da mulher que estava vermelha de vergonha mas não deixaria ele sair por cima.

-Eu faria qualquer coisa que você pedisse.

Esse foi o limite pra. Ele agarrou a outra perna da garota que soltou uma expressão de surpresa e a colocou contra a parede, seus corpos tão colados que era possível sentir os batimentos um do outro.pressionou o quadril contra o dee ambos soltaram um gemido de satisfação.

-Ah, se eu soubesse que você me queria por todo esse tempo… – disse entredentes ao alcançar um punhado dos cabelos da garota.

suspirou e, relutante, empurrou o rapaz de modo que ficou em pé novamente. Antes que umconfuso falasse alguma coisa,o empurrou até o outro lado da sala o prensando contra a parede. O rapaz sorriu ladino ao perceber as intenções da loira.

-Hoje, eu assumo.

não teve nem tempo de pensar. O rapaz inverteu as posições e empurrou a garota na parede de forma que seus seios estavam comprimidos e a lateral do rosto estava pressionada., por trás retirou a camiseta da loira lentamente, em seguida elevou os braços dela até tocarem a barra de flexão presa na parede. Usou a própria blusa dela para amarrar as mãos, a garota nada dizia, estava chocada demais com toda a situação para reagir. Quando se deu por satisfeito com o nó,girou a garota até estar de frente a ele. Os olhares se encontraram, sedentos e ansiosos. O rapaz retirou a própria camiseta e ficou satisfeito ao notarobservando cada pedaço de pele exposta. Ele se aproximou da garota e tocou as mãos dela com as dele, foi descendo pelos braços fazendo um carinho com os dedos. A mulher esfregava uma coxa contra a outra não se aguentando de tesão, sem desfazer o contato visual. A sala parecia estar pegando fogo enquanto as mãos do rapaz desciam e contornavam levemente os seios da mulher que ainda estavam cobertos pelo top de ginástica.queria mais, queria que ele rasgasse o top e os apertasse, queria livrar suas mãos para tocar o peitoral bronzeado do rapaz.

desceu as mãos até a barra do short dee o empurrou pra baixo até que ele estivesse no chão.admirou o corpo da mulher e ela percebeu seu olhar escurecer de desejo.

desistiu de ser delicado e provocante, alcançou os quadris da mulher e os apertou enquanto a puxava para si.o beijou, desesperada por mais daquele homem que havia feito parte dos seus pensamentos por tanto tempo. As mãos ásperas e fortes distribuíam apertões por onde passavam: coxas, quadril, cintura e finalmente, os seios. Ele enfiou as mãos por baixo do top fazendo a mulher gemer de alívio. O rapaz olhou nos olhos dela e desviou em seguida apenas para chegar o óbvio: suas mãos se encaixavam ali perfeitamente.
havia se segurado por muito tempo, atébeliscar os mamilos dela, fazendo com que um gemido longo saísse de sua boca., satisfeito pela conquista repetiu o ato sabendo que com toda a certeza, a calcinha deestava encharcada visto que ela esfregava uma perna contra a outra.

O rapaz largou os seios da mulher, ganhando um suspiro de tristeza da mesma. Colocou suas mãos nos glúteos dela e a puxou para si com força, chocando seus corpos. Sem aviso, girou o corpo da garota de forma que ela ficou de costas pra ele.empurrou as costas da garota até ela estar colada na parede e deu um tapa forte em seu bumbum. A garota gemeu de surpresa e satisfação, dando a confirmação queprecisava para abaixar a calcinha dela.

a abraçou por trás e brincou com os seios de, arrancando suspiros desejosos. Desceu uma das mãos pela barriga da garota que tremia em expectativa. Depositou um beijo molhado no pescoço já suado da mulher e desceu a mão até o meio das pernas dela, encontrando o ponto já inchado de prazer. Deixou seus dedos passearem por ali, conhecendo cada pedacinho de pele que ardia em prazer fazendogemer cada vez mais.

não estava se aguentando, pressionou seu quadril contra os glúteos da mulher e gemeu junto com ela, querendo mais contato. A massagem quefazia emficava a cada minuto mais intensa, a boca dele distribuía beijos no pescoço da mulher e sussurrava obscenidades ao ouvido dela. Um dos dedos do rapaz escorregou pela entrada de, pronto para penetrar nela fazendo com que ela soltasse um soluço de prazer e surpresa. Ouviram um toque de telefone mas nenhum dos dois fez menção de ir atender. Os quadris dea essa altura já acompanhavam os movimentos dos dedos de, forçando para frente e para trás e roçando em seu pau que ainda permanecia dentro da calça.

Outra vez o telefone tocou.
estava quase,podia sentir.

-Goza na minha mão, sei que você tá quase. – sussurrou no ouvido da mulher que estava com os olhos fechados, se rendendo ao prazer.
Ao longe ouviram uma explosão, mas o que importava era a explosão de prazer que acontecia ali, entre os dois. A guerra nunca acabaria afinal.

Tell me that you want me, baby
Tell me that it’s true
Say the magic words
I’d destroy the world for you

 

Fim.