13. Miss You

Sinopse: Depois de conhecê-la, andar com as luzes a sua volta acessa ganhou um novo significado para Jiwon. E foi depois da briga séria que tiveram que andar com as luzes escuras também ganhou um novo significado para ele. Ele se acostumou com breu, a escuridão, mas estava cansado dele. Então foi atrás dela. Jiwon queria andar com as luzes acesas de novo.
Gênero: Romance
Classificação: Livre
Restrição: Sem restrição.
Beta: Sharpay Evans

não acendeu as luzes da casa em que morava quando chegou da pequena reunião que teve com sua equipe depois do último show de sua turnê. O álcool ingerido durante a comemoração do sucesso que foi a turnê fazia efeito no senso de direção do cantor-rapper, mas, ainda assim, ele preferia caminhar no breu. Mesmo que esbarrasse nos moveis e batesse em algumas paredes que não lembrava ter pelo caminho até a suíte.
Os pés pisavam torto, em falsos, o corpo cambaleava enquanto as mãos tiravam os objetos dos bolsos da calça, os anéis dos dedos, os cordões do pescoço e as peças de roupa. Dos lábios saiam resmungos vez ou outra, alguns causados pela dor dos esbarrões nos moveis e batidas nas paredes, enquanto outros soavam como palavras confusas e difíceis de serem entendidas.
As luzes permaneciam apagadas, ainda assim.
Apesar de bêbado, não mudava de ideia. Ele ainda achava que as luzes acesas deixariam em evidência o vazio que existia no interior da casa. Lembraria a ausência.
Um resmungo alto escapou do rapper quando ele chegou à suíte principal e jogou-se de braços abertos, vestindo apenas a cueca preta de marca no corpo, no meio da cama de casal que ocupava boa parte do espaço. As pálpebras pesadas se fecharam com facilidade, enquanto as mãos tocavam o lençol macio.
O resmungo soltou por foi diferente dos anteriores. Ele só não saberia explicar se aquele havia sido de alivio por finalmente ter deitado em sua cama e poder descansar, ou de tristeza por tocar o vazio do colchão que parecia cada vez maior.

5 meses antes:
Era noite.
A luz da sala estava acesa, no aplicativo de músicas instalado na televisão tocava uma playlist de músicas agitadas, uma cantora desconhecida para cantava algo sobre um dia melhor e ele até tentou ler o nome da moça na grande tela, mas falhou e por isso continuou sua procura pela responsável por aquela playlist.
não precisou de muito esforço para encontrar . Ela estava na cozinha, de costas para a entrada e de frente para o fogão, usando uma camisa branca que era dele e que nela parecia um vestido largo e curto, com os cabelos presos num rabo de cavalo, mexendo alguma coisa na panela com o auxilio de uma colher de pau enquanto apoiava um dos pés na outra perna, no joelho.
Ele sorriu largo ao vê-la daquele jeito tão dela, sempre achando graça de como era diferente a forma que escolhia ficar de pé. chegou a perguntar como conseguia ficar de pé daquele jeito, com um pé só, a resposta que recebeu foi nada além de “não sei, só fico” ele achou adorável a falta de explicação e a beijou até que começasse a rir e o perguntasse qual era o problema dele.
tão logo entendeu que aquela preferência de era uma das tantas coisas que a tornava única. Única e diferente de tudo que havia conhecido em sua vida até então. Ele adorava cada peculiaridade dela, cada dia mais e mais desde que se conheceram há dois meses.
Quando cantou o refrão da música animada, não resistiu e quebrou o espaço entre eles para abraçá-la por trás. Ela por estar acostumada com aquele tipo de abraço não se assustou, apenas sorriu e virou o rosto para observar o rosto de que apoiou o queixo no ombro direito dela enquanto as mãos repousavam em cima da barriga de .
– Ah, brigadeiro – observou a mistura escura na panela, sentindo dali de perto o cheiro forte de chocolate, entendendo de vez o que era que cozinhava.
– Sim. – Abaixou um pouco o fogo. Recebeu um beijo na bochecha. – Terminou a reunião?
– Ainda não, precisou atender uma ligação de sei lá quem, por isso estamos fazendo intervalo – explicou e riu porque não era necessário que ela olhasse para o rosto de para saber que ele revirava os olhos. Ele detestava ter o trabalho interrompido fosse por qualquer motivo. preferia fazer tudo de uma vez para acabar logo, detestava a ideia de fazer as coisas aos pingados.
– Você o xingou por isso?
– Ainda não. Ainda – prometeu e riu acompanhado por . – Você vai dormir aqui hoje, certo? – questionou e sorriu quando ela assentiu com um movimento de cabeça.
a apertou dentro de seu abraço e encostou o nariz no pescoço de para sentir melhor o perfume natural dela que estava misturado com a fragrância do sabonete de banho que tinha no banheiro da suíte dele. tinha usando sua camisa, cozinhando o doce preferido dela em sua cozinha, enquanto cheirava ao sabonete que ficava no banheiro dele… É, ele era um cara de sorte.
– E o senhor vai assistir Rei Leão comigo. Você me prometeu ontem e eu não esqueci. – Desligou o fogo e foi solta de que resmungou e parou ao lado dela. – E não adianta choramingar – afirmou, pegando um prato no armário de cima para despejar o doce.
– Eu não posso assistir a esse tipo de filme, – avisou, ganhando um olhar da mulher que parou o que fazia para ouvir a explicação dele. – Assistir Rei Leão vai acabar com a minha fama de rapper frio, sem sentimentos e cheio de ódio.
– Não se preocupe, meu bem, eu não contarei a ninguém – prometeu, roubando um beijo rápido de que resmungou mais uma vez antes de sentir o celular vibrar no bolso. A reunião retornaria.
saiu da cozinha reclamando que nunca mais deixaria ser persuadido por quando ela estivesse triste. Afinal, foi no começo da noite do dia anterior que , tentando animá-la após um dia ruim no trabalho, prometeu fazer tudo que quisesse. Incluindo assistir aquele filme que ela tanto gostava. Ela respondeu aos resmungos dele avisando que o esperaria na sala e o desejou uma boa reunião. gritou que não conseguiria se concentrar porque só pensaria no filme, gritou de volta “Que Mufasa o abençoe então!” e riu do drama típico do outro.

A segunda parte da reunião durou mais de duas horas. A cabeça de explodia com tanta informação sobre a divulgação e gravação do novo álbum que seria lançado em breve, da turnê que faria para divulgá-lo e dos artistas com quem poderia fazer colaborações. Ele amava o que fazia, amava, mas às vezes ficava cansado e precisava confessar que detestava reuniões, era a parte mais chata de todo seu trabalho em sua opinião.
desistiu de trabalhar mais naquele dia, estava cansado e sabia que não o deixaria escapar de assistirem ao tal filme. Por isso, ele voltou para a sala para encontrá-la e fazer um pouco mais de drama, mesmo que fosse terminar assistindo Rei Leão que ela tanto amava e ele nunca havia assistido. Porém, antes de se jogar no sofá ao lado de , parou e observou a mulher sentada no sofá enquanto estava distraída mexendo no celular. As luzes acesas iluminavam o cômodo e permitiam que visse perfeitamente a figura de ali.
Ele gostava de poder tê-la em sua casa, vê-la nitidamente. As luzes o abençoavam com aquela visão enquanto a sorte o abençoava com a presença de em sua vida.

Atualmente:
acordou com a dor de cabeça com a qual já havia se acostumado, que sempre aparecia quando ele bebia demais. Demorou no banho frio que tomou logo que saiu da cama, esfregou-se com um pouco mais de força e ficou um tempo com a cabeça debaixo da água. Pensou em cortar o cabelo ao passar os dedos pelos fios enquanto encarava o próprio reflexo no espelho do banheiro, desistiu da ideia logo em seguida. Vestiu uma cueca e uma calça de moletom larga, deixou o tronco nu e foi procurar pelo celular que não estava no quarto. Encontrou o aparelho em cima de um móvel, aproveitou para recolher tudo que espalhou durante a madrugada, embolou o que pegou e colocou em cima da poltrona quando chegou à sala – com a promessa de que logo guardaria tudo. Quando estivesse melhor.
Foi pra cozinha procurar por remédio que tirasse de si a ressaca e alguma coisa para comer, sentia o estomago vazio. Olhou a tela do celular entre uma atividade e outra, e logo largou o aparelho de qualquer jeito na ilha da cozinha quando não encontrou, em meio a tantas notificações de redes sociais e mensagens, a única notificação que o interessava.
tomou remédio e comeu uma fatia de pão de forma, voltou pro quarto ainda sem acender qualquer luz e se jogou na cama mais uma vez.
Alguma coisa estava errada.
Já era pra estar tudo bem, não? Seus amigos lhe disseram que logo tudo aquilo passaria e ficaria tudo bem. Mas, aparentemente, se esqueceram de falar a data em que tudo ficaria bem.

1 meses antes:
– Você só pode estar de brincadeira com a minha cara. – Essa foi a primeira frase que escutou quando entrou na suíte após seguir que saiu pisando firme pela casa assim que o viu chegando com dois amigos.
– Do que você está falando? – perguntou sem entender a acusação e a pergunta, sem entender a reação de . A observou com cuidado, em busca de alguma pista do que poderia ter feito, mas acabou por franzir o cenho ao notar o visual da namorada. – Porque você está tão arrumada?
mais arrumada do que o normal. Ela estava maquiada e tinha os lábios pintados em vermelho que era a mesma cor do vestido que usava – a peça terminando no meio de suas coxas. Além das sandálias pretas de saltos finos.
– Você é um idiota! – resmungou e jogou um travesseiro na direção de que o segurou de imediato. se arrependia do maldito momento em que concordou em fazer um jantar naquela noite. – Você realmente esqueceu? Sério?
– Do que? – É. esqueceu.
sentia os olhos arderem de raiva.
Aquele jantar feito por ela não foi ideia apenas dela, a ajudou quando conversaram sobre aquela data e garantiu que sairia mais cedo do estúdio naquele dia para que pudessem comemorar a sós, sem risco de terem o momento invadido por alguém – já que era famoso – caso fossem a alguma restaurante. se responsabilizou pelo jantar, uma vez que ela sabia que ele teria uma reunião importante no estúdio sobre um possível trabalho com Jay-Z, e ele de comprar alguma bebida para que pudessem brincar; tanto ao primeiro mês de namoro quanto ao trabalho que ela sabia que iria iria conseguir. Tudo foi muito bem planejado. E ao contrário do que parecia naquele momento, no dia do planejamento se mostrava ser o mais animado com a ideia do jantar já que, nas palavras dele, seria sua primeira vez comemorando mês de relacionamento sério.
– Ah, o jantar! Puta que pariu! – xingou estapeando a própria testa. encarou que o encarava de volta, e foi capaz de sentir a raiva que ela sentia. – Eu esqueci, foi mal! Acabei me distraindo no estúdio e- Ah! Eu consegui o feat com o Jay-Z, ! Eu consegui! Por isso que eu trouxe os caras porque eles vão-
– Parabéns. Boa comemoração com seus amigos. – o interrompeu, empurrando para que pudesse ir até a porta e sair do quarto. Sair daquela casa. – O jantar já está pronto, de qualquer maneira. Bom apetite pra vocês.
assistiu e ouviu a porta ser batida quando saiu do quarto, e continuou encarando a madeira pintada de branco enquanto se perguntava que porra tinha acontecido. Era só um jantar, precisava mesmo agir daquela maneira? Ela nem ao menos se mostrou feliz de verdade pela conquista dele. Foi fria, além de grosseira e de tê-lo chamado de idiota. Fala sério, aquele era apenas o primeiro mês de namoro, eles teriam outros meses para comemorar.
– Tudo bem, cara – bateu no ombro de assim que este retornou pra sala. – Não esquenta a cabeça com isso. Amanhã ela volta.
– Eu sempre disse que e namoro são duas coisas que não combinam – , o amigo de longa data do rapper, brincou e riu.
riu junto com os amigos: – Não sei por que eu ainda tento. – completou, arrancando mais risadas dos amigos que logo sugeriram abrir as cervejas que estavam na geladeira e algumas bebidas mais fortes que ficavam no bar do rapper.
realmente achava que namoro e ele eram uma combinação que nunca daria certo, mas isso foi antes de aparecer em sua vida. Foi antes de ficarem se conhecendo, criando um vinculo por alguns meses. Antes de ele tê-la pedido em namoro no mês passado. Essa combinação parecia errada para o do passado. Pois o de agora, do presente, achava que ele e namoro poderiam ser uma combinação agradável e bonita até. Se ele tivesse ao seu lado, consigo.
esperava que tudo ficasse bem, assim como disse que ficaria.
Droga. Ele queria que estivesse ali para comemorar o mais novo e importante projeto da carreira dele. Mas ela não estava.
E ele estava detestando essa última parte.

Atualmente:
ainda sentia a cabeça doer um pouco. Os dois banhos e comprimidos que tomou ao longo do dia não foram capazes de sarar a dor que ele sentia, mas o rapper tinha noção de que aquela dor não somente por causa da quantidade de álcool que ingeriu na noite anterior.
Ele sentia a cabeça doer daquela maneira quando ficava muito nervoso ou ansioso sobre algo. E, bem, estava ansioso e nervoso enquanto observava o prédio branco tão conhecido por si de dentro do carro que estacionou do outro lado da calçada.
Os dedos batucavam o volante, as pernas mexiam sem parar enquanto o corpo estava todo tenso e o coração acelerado. Os olhos atentos observavam qualquer movimento do lado de fora através dos vidros do carro, o insulfim dificultava um pouco que quem estivesse de fora visse quem estava dentro do veículo, mas quem estava dentro conseguia ver o lado de fora perfeitamente. Por isso não tinha saído do carro ainda, porque ainda conseguia observar a portaria do prédio.
Entre olhar a tela do celular, segurar e apertar o volante com ambas as mãos e criar coragem para sair, levou quase meia hora dentro do carro. E foi quando ele já estava decidido a sair do veículo e a fazer de uma vez o que se propôs e prometeu a si mesmo que faria quando saiu de sua casa, que o rapper teve a atenção roubada quando viu uma pessoa saindo do prédio que ele tanto observava.
havia saído do prédio.
Ela parou na calçada, olhou para o celular e então para os lados. Não demorou a reconhecer o carro preto que estava do outro lado da calçada, afinal conhecia muito bem o carro de para não reconhecê-lo.
saiu do carro quando sentiu que, mesmo com a existência do insulfim, o olhar dele e de se encontraram. Com as mãos nos bolsos da jaqueta jeans, ele caminhou até a mulher que o observou se aproximar. Ela estava linda. Ainda mais bonita do que da última vez que se viram.
As luzes dos postes e dos prédios iluminavam o momento, a rua. Lembravam a como era bom estar na claridade.
– Me desculpa – pediu de primeira, sorrindo pequeno quando pareceu surpresa com o pedido. – Talvez, eu sinta a sua falta…
estava cansado de andar no escuro.
Ele precisava acender as luzes de novo.

FIM.

 

N/A: E aí, vocês acham que ele conseguiu voltar a andar com as luzes acesas? Hahaha. Obrigada por ter lido e me deixe saber o que achou! Qualquer coisa, eu estou no twitter como @loeykwon.
Beijos e até a próxima!