13. Party Girl

13. Party Girl

Genero:Romance.
Classificação:
+12.
Restrição:
Dougie é fixo como pp.
Sinopse:
No momento em que ela chegou na festa, Dougie não conseguiu tirar os olhos dela… Mas ela é festeira demais para se prender ao primeiro “carinha bonito” que tentasse se aproximar, afinal, ela não foi a festa com intuito de ficar com alguém.
Beta:
Lara-Jean Covey

Capítulo Único

Halloween. Uma das melhores épocas do ano para ir a festas, seja fantasiado ou não. Normalmente é a data de rever todos aqueles amigos que não vemos desde as festividades do ultimo ano, por conta de agendas lotadas ou só por preguiça de sair de casa mesmo. No meu caso, a maioria das vezes que eu deixava de sair eram por conta da segunda opção.
Hoje eu tenho uma festa e, honestamente, não estou muito afim de ir e o motivo é que eu nunca visto fantasias, sendo assim passo a noite toda com pessoas enchendo o meu saco com frases do tipo “Oh Dougie, por que você não se vestiu de tal coisa? Ia ficar muito bom em você!”, talvez eu não tenha me vestido porque eu não quis, é tão difícil entender isso? Não, não sou chato, mas também não tenho um pingo de paciência para passar quase um dia inteiro me arrumando para uma festa e o ponto positivo disso é que eu acabo chamando atenção por ser o diferentão por estar vestido de “Dougie”.


Cheguei à casa de James um pouco antes de meia noite e segui ao bar montado, pegando logo uma cerveja, me escorando na bancada enquanto observava todas aquelas garotas gostosas dançando com pouca roupa. Não sei o que aconteceu com o padrão dos trajes do ano passado para cá, mas falo com tranquilidade que eu adorei. Haviam trajes de todos os jeitos, desde a freira de Invocação do mal, até o mais inofensivo dos filmes, como Moana, casais vestidos de fantasias ridículas que se completavam, como um que acabara de passar a minha frente, de ketchup e maionese. Tinham também as fantasias em grupo, normalmente feitas por garotas que se vestiam todas da mesma coisa, normalmente coelhinhas da playboy. Uma das melhores e mais bem feitas que eu vi, a garota de vestida de IT a Coisa se destacava por conta da maquiagem excepcional. Que foi? Eu não uso essas coisas, mas eu sei julgar um bom trabalho.
– Poynter! – James surgiu no meio das pessoas aglomeradas.
– Bourne! – respondi levantando a longneck em sinal de cumprimento.
– E então, o que achou? – ele deu uma girada ao chegar a minha frente mostrando sua roupa de Mario. Sim, o do jogo.
– Eu acho que a de coringa do ano passado estava melhor. – dei o ombros enquanto bebia um gole de minha bebida.
– Perdi a noção do tempo organizando a festa e me esqueci da fantasia. – se explicou, escorando na bancada ao meu lado. – Matt ta de Luigi. – gargalhei.
– Quando eu penso que vocês não podem ficar mais gays… – e nesse momento um grupo de garotas entrou no cômodo onde estávamos, chamando atenção. – Quem é a morena? – perguntei sem tirar os olhos da garota que, agora, cumprimentava algumas pessoas.
– Ela é, uma digital influencer – meu amigo explicou – e gostosa pra caralho. – a moça vestia uma saia curta colada e um top que pareciam ser compostos apenas pelas bandagens brancas, assim como a sua bota que ia até um pouco acima do joelho. Também tinha algumas bandagens enroladas pelos braços para incrementar sua roupa.
– Ela veio de múmia, mas chegou bem na hora das bruxas. – comentei ao ver que eram meia noite e três, enquanto eu abria o perfil da garota no Instagram já deixando o meu follow. – Como a conheceu?
– Só segui no insta e mandei o convite dizendo que seria uma festa épica, não posso deixar mulher bonita de fora. – ela nos encarou, acenou para James e mandou um beijinho no ar.
– Com toda a certeza do mundo ela não deveria ficar de fora. – bebi mais um gole, terminando a garrafa e deixando-a em cima do balcão.
Logo Corey e Todd também chegaram à festa se juntando a mim para beber. Eles estavam vestidos de bruxa e vampiro, respectivamente, e toda hora reclamavam de eu não ter ido com “nada legal” e, cansado das reclamações dos dois, me dei por vencido e inventei que estava vestido de Jim Carey apenas para que eles parassem de me perturbar. Continuamos a beber enquanto conversávamos de tudo e logo já estávamos altos. Vi o belíssimo par de pernas da digital influencer passar em minha frente, olhando-me nos olhos, antes de entrar no meio das pessoas que ali estavam, sumindo em vista novamente. Duas das meninas que estavam comacabaram atraindo os dois amigos que me faziam companhia, e esses tentavam dançar com elas, falhando miseravelmente. Finalmente encontreino meio da pista de dança montada na sala da casa de Bourne. Suas mãos desciam a subiam por todo o seu corpo, de acordo com as batidas da música que tocava, de uma forma absurdamente sensual, e tinha seus olhos fechados que, ao abrir, encararam os meus profundamente, me deixando vidrado a ponto de não ousar desviar o olhar para assistir a magia que suas curvas estavam fazendo. Era como se eu estivesse hipnotizado.
O garçom me entregou outra cerveja, desviando minha atenção da beldade que estava bem em minha frente. Caminhei até onde ela se encontrava enquanto a moça me encarava com um sorriso sacana a cada passo que eu ousasse dar em sua direção.
– Prazer, sou Dougie Poynter. – estendi a mão, mas ela me puxou para um abraço.
– É um prazer te conhecer, Dougie. – disse ao pé de meu ouvido causando arrepios. – Me chamo.
– Digo o mesmo,. – repeti seu ato e ela não esboçou nenhuma reação. Como isso é possível? – Me concede a honra de uma dança?
– Ah, querido, eu gosto de dançar sozinha. – pegou a bebida que estava na minha mão e deu um gole. – Mas obrigada pela cerveja, estava com sede. – beijou o canto de minha boca, indo a algum lugar no meio da pista, sumindo do meu campo de visão mais uma vez.
“Eu preciso daquela mulher” era só o que minha mente conseguia pensar enquanto me dirigia ao local onde estava pouco tempo antes. Fazia calor por causa dela, ela havia me incendiado e era a única capaz de conter esse incêndio.
Em busca de ar, segui para o jardim dos fundos já pegando um isqueiro e um palito de cigarro. Era impossível ficar lá dentro sabendo que ela estava lá. Me via tonto, mas, a essa altura, já não sabia mais se era por conta de todo o álcool que eu havia ingerido ou pelo desejo que eu tinha dela em cima de mim. Finalmente acendi o cigarro dando uma bela tragada com o intuito de relaxar um pouco e aliviar toda aquela tensão que dominava o meu corpo, porém as cenas da morena rebolando aquela linda bunda ainda estavam bastante vividas em minha mente e era tentador o que minha imaginação me proporcionava naquele momento. Por um instante viajei para um universo paralelo onde eu estava sentado em minha cama ese encontrava totalmente despida na minha frente, vindo em minha direção e sentando no meu colo, iniciando o famoso beijo pré-transa. Logo fui trazido a realidade com o idiota do James gritando meu nome, dizendo para que eu voltasse pra festa.
De volta à sala, junto de meus amigos, a vi se juntar com seu grupo de amigas pela segunda vez naquela noite. Amigas que, ao notarem que eu as encarava, cochicharam algo no ouvido dea fazendo virar, me olhar dos pés a cabeça e soltar uma piscadela em minha direção.
– Cara… – Corey começou sem saber o que dizer e por ali mesmo parou.
– Imagina você tirando aquelas bandagens uma a uma, Dougie. – Todd provocou.
– Você acha que coisas desse tipo já não passaram pela minha cabeça? – o olhei – Mas ela é mais difícil que parece. – tornei a olhar para frente.
– Então você já chegou nela? – Corey tornou a falar, dessa vez com uma frase completa.
– Claro que já… – admiti suspirando. Ela estava me deixando louco.
– As amigas dela disseram que ela veio para a festa sem nenhuma intenção de sair com alguém. – James brotou atrás de nós. – Então suas chances estão bastante reduzidas.
– Agora ficou bem fácil mesmo eu conseguir a garota. – ironizei rolando os olhos. – Já que vai ser assim, eu preciso beber mais. – ameacei sair de onde eu estava para buscar outra cerveja.
– Não acho que você vá querer ir a algum lugar agora, meu amigo. – Todd a indicou com a cabeça no momento em que outra música completamente dançante começou a tocar.
Lá estava ela, mais uma vez, dançando como se ninguém estivesse olhando e acabando com o pingo de sanidade que ainda me restava. Dessa vez ela abaixava até uma altura que não deixasse nenhuma parte de sua calcinha a vista, mesmo que fosse o desejo de qualquer homem ali presente que ela o fizesse, e depois subia, intercalando com requebradas do seu quadril que só afloravam o que eu sentia naquele momento e, agora mais que nunca, eu precisava por as mãos na obra de arte que aquela mulher era. Ela levava as mãos para o alto, parecendo realmente sentir a musica, e aquilo realçava seu corpo, que dessa forma me lembrava uma ampulheta. Como, infelizmente, não seria possível eu terminar essa noite com ela, segui ao bar que havia sido montado para pegar outra bebida e, ao chegar no meu destino, senti uma mão delicada repousar em meu ombro esquerdo e, num movimento de linha com apenas um de seus dedos, alcançar o direito.
– Não consegue se conter em só assistir, não é Poynter? –disse próximo ao meu ouvido novamente. Ela já sabia como me provocar.
– Não vou negar, eu queria que você estivesse dançando daquele jeito em mim. – dei ombros virando para a encarar.
– Se eu tivesse vindo para arrumar alguém, talvez seu desejo fosse realizado. – ela mordeu o lábio inferior no meio de um sorriso.
– É, eu já fiquei sabendo. – peguei a bebida que estava no balcão me esperando. – Eu sei jogar o seu jogo. Sou paciente. – tomei um gole.
– E qual o meu jogo? – arqueou uma sobrancelha.
– O seu jogo é fingir que não me quer agora, mesmo que esteja louca para que eu te puxe assim. – segurei em sua cintura, colando seu corpo ao meu. – E te beije até faltar ar. – minha vez de falar em seu ouvido, completando o ato com um beijo logo abaixo de seu lóbulo, sentindo-a arrepiar.
– Então você faz o tipo convencido? – ela provocou.
– Não, eu faço o tipo realista. – Sorri de lado. – E você não olhou para nenhum outro cara hoje. – ela arregalou os olhos.
– Como você tem tanta certeza?
– Porque eu não tirei os olhos de você,. – confessei roçando a ponta do meu nariz em sua bochecha.
– Pena que tudo o que você vai ganhar hoje não passa disso, Poynter. – dito isso sua boca se chocou contra a minha, surpreendendo-me totalmente e suprindo um pouco do desejo que eu já sentia há horas. Ela beijava bem, talvez até bem demais. Do mesmo modo que ela começou, ela partiu o beijo, contra a minha vontade, deixando-me louco para que ela me deixasse a beijar outra vez. – Eu estou indo embora agora, mas você sabe como me encontrar, afinal, sabe meu nome e sobrenome. – mordeu meu lábio inferior, finalizando com um selinho um pouco demorado. – Até a próxima, Dougie.
– Até a próxima, garota festeira. – ela se soltou de meu abraço e, pela ultima vez, sumiu no meio das pessoas.
Com um sorriso vitorioso, fui até meus amigos, que já imaginavam o que havia acontecido, aguentando todas as gozações que eles faziam. A partir daí que eu prometi a mim mesmo que jamais faltaria uma festa de Halloween, mesmo que eu tivesse que me enfiar em alguma fantasia, afinal, não poderia ser tão ruim assim, ainda mais se a garota festeira estivesse presente.

Fim.

Nota da autora:  Twitter: @amanda_ritis | Instagram: @amandar_autora

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