14. Just Like You

14. Just Like You

Sinopse:  Suas vidas são completamente diferente a uma da outra. Porém, ele era como ela, e ela era como ele.
Gênero: Drama e Romance.
Classificação: +14
Restrição: características físicas.
Beta: Sharpay Evans

1.I’m just like you

A primeira coisa que vinha quando se falava de Louis Tomlinson: ex-membro de uma banda, viciado, rico e outros pronomes que ele queria evitar de pensar.
Talvez o fato de que a banda houvesse marcado sua vida, os boatos de desentendimento, enquanto a verdade que todos ignoravam era esquecida em sua garganta, Louis estava cansado de todos os holofotes mostrarem só aquilo.
Cansando para caralho de todas as críticas sobre suas escolhas, ele era como qualquer outra pessoa, mas ainda assim julgado com mil pedras na mão de forma que ele deveria ser adorado como Deus, apreciado como um Lorde e benevolente como um santo. Desde quando ele devia fazer tais coisas ou agir de tal maneira?
Ele só tinha 25 anos, enquanto pensava sobre o que os fãs, a mídia e o restante do mundo pensavam, os lábios se fecharam em uma linha rígida.
—Você está bem?
A pessoa a sua frente usava um cão guia, os olhos cobertos por um óculos escuros, enquanto ela parou ao seu lado, a mesma parecia um tanto preocupada, a mesma retirou o cachecol vermelho que tinha sobre seus ombros com cuidado, Louis percebeu a mão sobre seu rosto, enquanto mão gelada lhe tocou os cabelos.
—Está frio. Não fique aqui.
E foi a primeira vez que viu em sua vida.

sempre soube que os corações partidos se atraem, de alguma maneira, mas quem desejaria estar ao lado dela?
O som do piano ecoou pela casa, enquanto a composição feita por ela ganhava vida, porém, será eu seria o suficiente para agradar um cantor de pop? A mesma pensava que os problemas dele, poderia ser iguais ao dela, mas não queira pensar nisso, enquanto o acorde mudou.
Apenas se irritou, enquanto ouvia a melodia em coração, ao ponto de se sensibilizar perante tal.
Ela odiava quando a música não fluía como ela desejava, enquanto apenas respirou fundo, tocando as notas sobre as teclas do piano, porque estava tão irritada? Talvez o fato de que ele estivesse de mau humor, enquanto apenas tateou entre os instrumentos musicais espalhadas pela casa, apenas tocando nas linhas finas da cítara em cima da mesa, ao mesmo tempo em que apenas decidiu sair de casa para limpar os ares de sua mente.
Os dias de Outono envelheciam as árvores no centro da cidade, ao qual, pensava que Outono poderia ser sua estação favorita no mundo se ela soubesse como eram as cores dele, ao menos, a brisa suave que tocava sua pele era menos bruta que o Verão, menos gélida que o Inverno e menos perfumada que a Primavera.
A mulher estava sentada na grama que tinha cheiro de outono, o cachorro soltou enquanto corria atrás de alguma borboleta, o chapéu cobria sua face enquanto o som dos passos, das risadas infantis, das conversas soavam, a mão sobre o aparelho, enquanto a cada sensação, ela sentia como se o mundo se explodisse em cores.
As cores que ela não conseguia ver, sentiu a lambida sobre sua face, enquanto o latido em forma de aviso lhe alertou.
—Quem é?
O sol alto, enquanto o cheiro de amaciante chegou ao seu nariz, os lábios se franziram ao sentir o tecido vermelho sobre sua mão. Seu cachecol?
Você me deu outro dia. Obrigado.
A voz masculina soou, enquanto a mesma apenas tateou pelo cachecol, a mesma textura que usará ao tricotar por si só aquela peça de roupa, enquanto buscou a inicial feita com ajuda de sua assistente.
—Não precisava retornar ele.
—Eu preciso. Queria uma desculpa para falar com você.
franziu o cenho, apertou o pequeno bastão sobre sua mão, os olhos apertados, enquanto ouvia a respiração dele, como assim uma desculpa? Ela ouvia os passos de longe, ainda seria capaz de gritar, enquanto Sirius pareceu sentir a tensão da dona.
—E-eu não vi fazer mal a você. Eu juro.
A voz soava nervosa, enquanto ouviu ele se sentar no chão da grama, os lábios se franziram, enquanto a mesma sempre havia sido ensinada a não ser gentil demais com estranhos, apenas apertou o bastão.
—Oh, então porque queria falar comigo?
—Porque você foi gentil.
Gentil? apenas sentiu o tecido recém lavado, enquanto pensava que aquele homem estava brincando consigo assim como os outros, a mulher apenas se levantou, a coleira guia em Sirius, ao mesmo tempo em que se virou.
—Eu não tenho interesse. Nenhum interesse.
—Eu posso vê-la aqui, todos os dias?
A pergunta era uma permissão, a mesma ouvia o som da respiração dele, enquanto pensava que talvez fosse uma péssima ideia.
—Não me entenda mal, mas seria estranho, nós não nos conhecemos, então eu…
—Por favor.
sempre teve um coração de manteiga derretida, a mesma apenas franziu os lábios, enquanto suspirou.
—Se você tentar algo, Sirius irá lhe morder.

X

gostava de compor, a melodia em sua boca soava para Louis, um pouco mais de três meses que se conhecia, a mulher expandiu seu mundo de tal maneira que até às mínimas coisas que mais odiava no mundo se tornaram com significados profundos, enquanto a mesma pensava que havia alguma conexão entre eles.
A inexplicável ligação, como diriam muito, mas era cética e arredia.
A grama amarelada era como uma pintura, a mulher esticada sob o lençol verde, os cabelos negros caindo por sua face, enquanto o chapéu cobria boa parte de sua face, os gritos das crianças ao fundo, a risada dos casais entre as declarações alusivas ao amor, porém, para Louis, o Outono ganhará um charme através da pele pálida, dos lábios rosados que se fechavam, ao mesmo tempo, em que pensava que era uma fada.
Tal fada foi fadada um destino sem ver as cores do mundo, ao qual, ela foi negada a beleza das coisas.
Willians, o que você está fazendo?
A voz soava calma, enquanto ela o observava, mesmo que a vida tenha lhe negado tudo, ainda era uma pessoa sensível, Louis havia dito que seu nome era Louis Willians, ocultado o nome famoso que era dito pelas rádios britânicas, enquanto compartilhava aqueles momentos espaçados um com outro de forma leviana, Louis esquecia de quem era quando estava com ela, ouvia a risada suave, enquanto sentiu seu coração bater de forma tranquila para aquilo que representava.
—Escrevendo.
—O que? Pode ler para mim?
—A garota de cabelos negros, sendo pintada pela manhã de Outono… – sorriu quando a mesma se aproximou seguindo a sua voz – Os lábios finos sendo beijados pelo vento.
—Você realmente é um poeta.
, cuidado.
Antes que a garota saísse do lugar onde estava, ele a segurou, a mesma sentiu o calor das mãos sobre as suas, o óculos caiu um pouco, revelando os olhos em tons de avelã fixos em algum ponto que não fossem ele, sentiu o perfume caro, tateou pelas mãos subindo pelo braço marcando, enquanto Louis segurou sua mão, ao mesmo tempo em que ela pensou num pedido absurdo.
—Eu posso ver seu rosto.
murmurou suave, a curiosidade sobre o homem crescia em seu peito, mas como cautelosa que era, ela jamais o deixou tiver sua face de forma que ele soubesse o que ela está pesando, a mesma apenas tocou com suas pontas dos dedos, a mão pequena logo apertava deu rosto, a aproximação, Louis sentiu o perfume suave escapar das vestes dela, enquanto a mesma parou.
—Desculpa. Eu não devia ter feito isso.
Antes que ela se afaste, Louis a segurou contra si, os lábios presos na bochecha dela, enquanto caiu um sobre o outro, os olhos cor de avelã estariam fixos e arregalados em si, enquanto o latido soou, o silvo baixou que escapou dos lábios dela acalmou Sirius, enquanto a risada de ambos preencheu o ambiente condicionado a estranheza de ambos, o celular tocou incansavelmente, logo aquela bolha particular havia sido estourada.
—Oi. O que foi?
Franziu o cenho, enquanto ajeitou a calça, os cabelos bagunçados, as poucas pessoas que passavam não ligavam para aqueles dois ali, os lábios se franziram ao ouvir a respiração pesada dele, ele estava ansioso.
—Agora? Eu estou na minha… Ah, ok. Eu irei imediatamente, obrigada. Até daqui 10 minutos.
—Seu deve chamar.
—Ok, engraçadinha. Você consegue ir sozinha?
—Eu vivi a vida toda sozinha, Willians. Vai, seu chefe deve estar doido para brigar com você.
Louis abriu um sorriso, enquanto ajudou a mulher com suas coisas, a mesma sentiu o carinho sobre sua cabeça.
—Vamos, vou levar você.
Ele sussurrou, enquanto franziu a testa, enquanto Louis depositou um beijo na bochecha dela.
—Oh, Louis, não há necessidade, ninguém vai querer me pegar, não valho tanto assim, tá bem? – a brincadeira soava seria em sua boca, enquanto Louis riu, ajeitando o chapéu sobre a cabeça dela – Ok. Se cuide.
, eu prometo ligar mais tarde. E você vale tudo para mim.
—Ok. Tome cuidado. Sirius, vamos.
, que eu leve você?
—Eu pego um táxi, além disso, você está com pressa. Tome cuidado.
Naquele momento, Louis Tomlinson sorriu, enquanto observava a mulher tentando ir embora, enquanto apenas pegou a bolsa.
—Vamos. Eu levo você.
—Se não está com pressa.
—Um minuto já mais, ou menos, eu já irei levar bronca, não é?
—Você gosta de brincar com o perigo, menino.
—Assim como você.
Sirius ia na frente, enquanto Louis seguia em ritmo até o carro, o cachorro educado entrou primeiro, enquanto o cantor segurou a mão da dona colocando no banco do passageiro.
—Você tem certeza?
—Absoluta. Não custa nada. Ok? Vamos.
Apenas ligou o carro, manobrou, enquanto apenas batucou sobre o volante, a mulher começou a cantar la la la, o som da música conhecida, Louis conhecia tal melodia.
—Você gosta dessa música?
—Conhece? Minha prima gostar dessa música. Ela canta para mim.
Sorriu de forma doce, Louis sorriu para ela, todavia, mal imaginava que a pequena bolha em que vivia de estouraria de maneira rápida.
E dolorosa.

X

As notícias e fofocas ruins voavam rápido, assim como veneno na corrente sanguínea, Louis apenas apertou as mãos em punhos, enquanto ouvia em silêncio as palavras bárbaras das pessoas sobre seu recente escândalo.
“Ato de caridade: Louis Tomlinson sendo caridoso com cega no parque”, a matéria sensacionalista mostrava Louis ao lado de , a mesma segurando sua mão, enquanto as bobagens ganharam vida, ao mesmo tempo em que milhares de mensagem chegavam ao telefone.
Aquilo iria ferir .
“Garota cega seduz Louis Tomlinson”, os olhos se fecharam, enquanto os lábios se apertaram, os gritos do seu empresário com o agente responsável por ele, os gritos entre os responsáveis pela sua carreira, o toque incessante dos telefones, enquanto o nome piscava nos assuntos do Twitter.
Merda.

sempre viveu uma vida simples, ao menos foi que ela queria, sua vida famosa como compositora era tranquila apesar de que suas músicas vendidas para grandes produções não fossem lá tão especiais, os dizeres sendo dito pela sua assistente virtual, Louis Tomlinson? Ela não se lembrava dele, desde quando sua imagem estava ligada a ele? Pensava, enquanto apenas sentiu a dor de cabeça, sua amiga de infância lhe deu o comprimido, enquanto tocou sua testa.
—Se acalme! Não ouça os comentários. Você está ardendo em febre, venha, se deite. Vou fazer alguma coisa para você.
O estômago revirando, enquanto apenas sentiu o pano sobre sua cabeça, os lábios franzidos, enquanto apenas não entendeu, enquanto apenas se encolheu, o que diabos estava acontecendo? Enquanto apenas sentiu os dedos sobre sua cabeça, era difícil viver no mundo das trevas.
. Aquele seu amigo do parque… O nome dele não é Louis?
—Louis Willians. Ele é um poeta.
—Você tem uma foto dele.
—Eu acho que sim.
Tateou pela cama, enquanto apenas deu o celular para amiga, apenas ouviu o arfar.
—E ele, ! Ele é o Louis!
—Liga para ele.
. Se acalme.
—Agora!
tinha uma vida simples, e só, não havia muita coisa em sua vida de verdade, além dos enganos da vida, a mesma apenas esperou até ouvir a voz dele, mas antes que pudesse ser educada, ou qualquer coisa do tipo.
—Você mentiu para mim?
A pergunta soava magoada, os lábios tremendo.
.
—Por que você se aproximou?
. Se acalme.
—Eu… Eu… – ela chorou, nunca em sua vida ouviu tantas ofensas quanto aquelas ditas por pessoas que sabiam nada sobre seu passado – Louis, você realmente só queria brincar comigo?
—Claro que não! Espere por mim, ok? Eu irei resolver isso, eu…
—Por favor, só me deixe em paz.
Apenas jogou o celular no chão, tropeçou em suas pernas, enquanto apenas sentiu aquela raiva queimar a boca do estômago, havia sido algo igual ao ouvir a descrição de áudio de um filme falando sobre mentiras, odiava tal palavra como odiava quem a traísse.
.
—Eu…
Apenas deixou as lágrimas caírem por sua face, e quando foi que alguém foi gentil com ela sem nada em troca?
Apenas queria acreditar que Louis era como ela.

X

Louis Tomlinson apenas sentiu a chuva bater do lado de fora do carro, estava magoada, a mesma havia recebido tanto comentários maldosos sobre sua condição que o fizeram se sentir mal.
Porque ele se aproximou? Porque ele estava curioso, sobre a garota gentil de olhos avelãs, ao ponto de pensar que seus problemas e os dela eram os mesmos, mas riu, como seus problemas poderiam se comparar a ela? Ele apenas bateu na porta, a mulher loira abriu a porta.
—O que está fazendo aqui?
havia falado de Melissa, a mesma apenas impediu a passagem na porta, enquanto suas mãos pareciam apertar a soleira.
—Ela…?
—Ela está dormindo. Olha, eu sei que você é um cara legal, não teria… Mas, ela não gosta de mentiras. O pai dela fez o mesmo com a mãe dela, e isso afetou muito ela depois da morte da mãe.
—Eu… Posso falar com ela?
Melissa parecia incomodada, a mesma suspirou e deu passagem para ele, como , a casa tinha atmosfera suave, ele percebeu a mulher deitada sobre o sofá, os cabelos caindo por sua face, ao mesmo tempo que apertava um coala, Louis sorriu ao perceber a pelúcia presa nos braços dela de maneira que parecia que iria sufocar o pobre anima, os olhos castanhos avelã se abriram, a mesma tateou até ele, os dedos gelados tocaram as suas maçãs.
—Louis.
. Você está bem?
O tom suave, enquanto os dedos pararam sobre sua bochecha, percebeu o rosto cansado pelos dedos que seguravam ele.
—Eu sinto muito. Eu não queria mentir. Eu não queria que ninguém soubesse, eu só queria… Estar com você. Sua música favorita é a minha música, sabe como eu fiquei feliz naquele dia? Você cantarolando, eu… Pensei que estávamos seguros. Eu sinto muito.
—Louis. Respira.
Ela apenas o puxou, os lábios tocaram sua bochecha molhada pelas lágrimas, enquanto sentiu como se o ar tivesse faltado em seus pulmões, agarrou ela ao mesmo tempo em se sentiu acolhido nós braços de .
De forma que jamais se sentiu em outro lugar, enquanto apenas sorriu.
—Não se preocupe, Louis. Eu sei. Eu sei.
Louis Tomlinson sentiu os dedos sobre sua cabeça, enquanto apenas deixou toda queria emoção sair por seus poros, apenas cantarolava sozinha.
era como ele, e ele era como ela, e isso jamais mudaria.
—Eu posso ficar com você?
Fim.