17. Friends

17. Friends

Sinopse: Jimin e Taehyung faziam parte de uma pequena porcentagem da população que tinha seu fio vermelho rompido antes mesmo de terem conhecido suas cara-metades. Ou era isso que acreditavam.
Gênero: Drama
Classificação: Livre
Restrições: Personagens fixos

 

 

Friends

 

94,4% da população é predestinada. A porcentagem isenta desta contagem refere-se às pessoas que perderam suas linhas antes mesmo de se conhecerem, o que é trágico já que a crença diz que a pessoa na outra ponta é sua verdadeira metade, sem ela você jamais se sentirá completo. Park Jimin era uma dessas pessoas. Seu rompimento aconteceu quando tinha apenas seis anos de idade, foi tão brusco que o garotinho apenas sentiu como se um cabo que o puxasse constantemente de repente se soltasse, sem resistência alguma. A surpresa e a dor aconteceram ao mesmo tempo, o que resultou num pequeno Jimin despregando o mais terrível e lancinante grito que a família Park jamais sonhou em ouvir.

O estado catatônico permaneceu por longos quinze minutos, Jimin sentia como se estivesse fora de órbita, como se tivesse sido lançado para fora do planeta terra com um estilingue.

Para sua própria sorte, como tudo acontecera quando era apenas uma criança e suas únicas preocupações eram brincar o máximo que podia e fugir do banho, ter perdido sua alma gêmea nunca teve grande proporção em sua vida. Havia aceitado que teria que encontrar um amor de forma natural como os outros 5,6% da população quando chegou a pré-adolescência.

Entretanto, com seus dezesseis anos, quando viu seus amigos conhecendo seus fios, teve que admitir que gostaria de ter alguém. Namjoon e Jin pareciam tão amáveis um com o outro, parecia ser tudo tão… fácil. Enquanto ele beijava as poucas bocas que conhecia que não estavam ligadas, mas que não conseguia avançar para um relacionamento simplesmente porque sentia que estava errado, algo não se encaixava. Seu fio partido recusava todos os pretendentes, mesmo sabendo que jamais se ataria de novo.

Foi nessa mesma época, após mais um romance fracassado por seu fio teimoso, que conheceu Taehyung. O rapaz era novo em Busan, vindo direito de Daegu há menos de uma semana, e já havia perdido o ônibus escolar em seu primeiro dia de aula, por isso teve que correr até a escola. Encontraram-se no portão, ambos atrasados — Jimin passara a manhã toda chorando e amaldiçoando seu fio. — e encararam-se por um momento antes de sorrirem um para o outro, envergonhados. Tae estava completamente suado, a testa com várias gotinhas que escorriam sobre a pele bronzeada, quase dourada, e quase cozinhando de calor dentro do uniforme escuro. Seu corpo alto e esguio dava a impressão desajeitada ao conjunto, principalmente pelo rosto infantil que compunha Kim Taehyung. Ele parecia um pouco estranho, pensou Jimin, mas lembrou-se de que a puberdade não era boa com a maioria das pessoas.

Até porque não deveria estar em situação melhor, com os olhos que já eram pequenos menores ainda devido ao inchaço do choro e o nariz vermelho acompanhado de fungadas constantes. Seu corpinho era bem menor e na época mais rechonchudo, com o rostinho redondo e grandes bochechas. Eram uma dupla e tanto para quem olhasse, um da lua e o outro das estrelas de tão distantes que eram, opostos. Mas foi só seus olhos se encontrarem para sentir o coração apertar estranhamente e um arrepio percorrer os corpos. Não contariam isso para ninguém, mas tinham uma sensação um sobre o outro, algo que não sabiam explicar.

— Nós deveríamos entrar. — Jimin disse, quebrando o silêncio constrangedor.

— Sim, eu acho que sim.

Sorriram mais uma vez e entraram lado a lado. Descobriram que teriam algumas aulas juntos e Jimin ficou feliz em apresentar o garoto novo e estranho para os amigos e a escola para ele. Se apegaram rapidamente, principalmente ao deixarem escapar que ambos eram fios rompidos. Taehyung era um ótimo ouvinte para o coração partido do menor e Jimin gostava de ouvi-lo falar sobre poesia e arte, pois quando seus olhos amendoados faiscavam de animação fazia-o sentir-se útil para alguém e se aquecia.

Ainda eram o mistério um do outro de certa forma, a amizade não avançava muito para fora da escola, esta que era seu refúgio já que as vidas em casa não eram muito agradáveis. Se perguntavam, será por isso que era ainda mais especial?

— Hey, Jimin-ah — Taehyung chamou, fazendo o menor levantar o rosto do caderno e encará-lo. — vamos fazer uma promessa.

— An? Assim, do nada? — franziu a testa, confuso. Aquilo era realmente repentino.

Estavam no auditório escondidos fazendo um dever de casa em dupla que acabaram esquecendo. Desde que se sentaram nas cadeiras, não haviam falado sobre nada além da matéria, por isso o menor estranhou a atitude de Taehyung.

— Sim, do nada. — Taehyung sorriu. O sorriso retangular que tinha a capacidade de fazer Jimin sorrir instantaneamente. O Park daria tudo para fazer o amigo sorrir daquele jeito o tempo todo. — Me dá sua mão.

Jimin soltou o lápis que segurava e estendeu a mão para o amigo. Taehyung encarou a palma pequena de dedos gordinhos e dobrou quatro dos dedos, restando apenas o mindinho. Estendeu o seu para perto e sorriu ainda mais vendo a diferença entre os dois.

— Você é tão adorável! — disse sem pensar, fazendo um bico surgir no rosto do menor. — Olha como seu dedinho é pequeninho!
Pequeno. Ah, essa palavra era quase proibida para Jimin. Odiava quando diziam que ele era pequeno, principalmente Namjoon-hyung que se gabava dos nove centímetro de diferença entre ambos. Por isso puxou a mão, irritado, e virou o rosto fazendo manha.

— Pequeno é seu pau. — disse, arrancando um suspiro surpreso do Kim.

— Não seja assim, Minie. Vem, me dá seu dedinho. — o mais velho não se mexeu. — Por favorzinho…! — quase suplicou.

Jimin revirou os olhos e estendeu o dedinho novamente. Taehyung o entrelaçou com o seu. Nesse momento era como se algo os puxasse, mas não sabiam dizer o que era. Era apenas uma sensação de fisgar no fundo de seu ser.

— Um dia, quando tudo isso acabar, prometa que vai continuar ao meu lado.

O menor sabia do que ele estava falando. Estavam perto do fim do ano letivo e já estavam para se formar a essa altura. Não era um medo exclusivo de Taehyung. Jimin temia perdê-lo na mesma intensidade.

— E se eu quiser ficar na sua frente? — brincou. Taehyung apertou seus dedos e fez Jimin gemer com a dorzinha.

— É sério, Jiminie. Você é especial para mim, eu espero levar você para o resto da vida. Prometa.

O menor encarou as orbes acastanhadas de Taehyung e deixou os lábios cheinhos se abrirem em um sorriso bonito, o mesmo que Tae adorava, com o dentinho levemente torto e os olhinhos quase completamente fechados.

— Eu prometo, Taehyung. Você é especial para mim também. — então Taehyung

Os sorrisos aumentaram e riram um pouco daquela bobagem de criança de promessa de dedinhos. Mas mesmo após os semblantes terem suavizado, mantiveram os dedos unidos enquanto encaravam-se profundamente como nunca haviam feito antes, se afundando na profundidade um do outro. Mal perceberam quando começaram a se aproximar, tão lentamente que vários minutos já haviam se passado quando seus rostos finalmente estavam tão perto que sentiam a respiração um do outro se misturarem.

Fecharam os olhos ao mesmo tempo, então quebraram a distância.

Começou apenas com um leve tocar de lábios, um selinho casto e tímido. Estavam com medo da reação que um ou outro poderia ter com aquilo, mas quando não encontraram resistência, logo as mãos de Taehyung seguravam delicadamente o rosto do menor, enquanto este se agarrava a seu casaco. Seus rostos intercalavam-se para se encaixar da melhor forma, completamente anestesiados ao mesmo tempo que mais conscientes do que nunca que as coisas poderiam mudar muito a partir dalí.

Foi então que o coração de Jimin bateu estranho, dolorosamente, o que o fez recuar bruscamente assustando Taehyung. O Park apertou a roupa por cima do peito e se amaldiçoou. Por um segundo, por um mísero segundo, pensou que as coisas poderiam ser diferentes com o amigo, que talvez dessa vez desse certo, mas ali estava seu maldito fio mandando a mensagem de que nunca daria certo. Ele só não percebeu que a batida dolorosa não fora como as outras que rejeitavam uma linha que não a pertencia; esta era mais forte, mais cheia, mais completa.

— Jimin, você está bem? — Taehyung perguntou cuidadoso com medo de ter feito algo errado. Seu peito doera como o de Jimin, mas estava preocupado demais para notar aquilo naquele momento.

— Sim, eu só… — estava chateado demais consigo mesmo. Seus olhos começaram a marejar e tudo o que queria era correr dali. — Desculpe.

Foi a única coisa capaz de dizer antes de juntar seu material e sair correndo, abandonando Taehyung com suas mágoas e seu coração ferido.

As coisas ficaram estranhas após aquilo. Jimin não conseguia olhar para Tae diretamente, apenas tombava a cabeça para frente e torcia os dedos envergonhado. O maior esperava em expectativa todos os dias, talvez na manhã seguinte o amigo fosse estar melhor. Mas esse dia nunca chegara. O coração magoado parecia se partir mais cada vez que Park desviava o olhar ou voltava no corredor para evitá-lo. Ainda assim pedira para Namjoon ou Jin entregar-lhe um filtro dos sonhos que havia feito há alguns dias após Jimin relatar pesadelos constantes; o menor voltou a dormir bem. O estopim fora em uma tarde de estudos. Os quatro amigos estavam na biblioteca, Namjoon, Jin, Taehyung e Jimin, e havia um bendito bolinho. Jimin queria comer após terminarem os estudos, mas Taehyung queria comê-lo já.

— Vamos comer depois! — o menor disse entredentes enquanto se levantava com alguns livros no braço para devolver e pegar outros.

Deu as costas e se afastou, desaparecendo atrás de uma prateleira. Taehyung não estava com fome de verdade, mas implicar em comer o bolinho fora a única coisa que fizera o amigo olhá-lo nos olhos em semanas. Parecia infantil mas era uma medida desesperada para fazer Jimin falar consigo, por isso agarrou o pacote de bolinho e o abriu, dando uma mordida generosa na guloseima. Namjoon e Jin apenas encaravam a cena confusos. Os Vmin — apelido pelo qual chamavam os dois quando não estavam por perto. — estavam distantes e nenhum contava o motivo.

— Eu não acredito que você fez isso! — a voz esganiçada veio de trás e fez os três se virarem.

Parecia que a terceira guerra mundial havia sido instaurada. A discussão durou até a bibliotecária expulsar o grupo da biblioteca. Os dois deram as costas e não voltaram a conversar, nem mesmo na formatura. Nem após ela.

E os anos passaram. Os dois garotos que se conheceram aos dezesseis nunca mais se viram e perderam o contato. Namjoon e Jin que vez ou outra conversavam os o mais novo ficaram sabendo que Taehyung se mudara para Seul para a universidade, enquanto Jimin fora ao Japão.

Então Jimin estava com vinte e três anos e voltara a Coréia com seu namorado. Combinara de se encontrar com seus hyungs em Seul, já que o casal estava prestes a se casar e estavam organizando um jantar para os amigos.

— Está ansioso, Jimin-ssi? — Jungkook perguntou observando o namorado andar de um lado para o outro cochichando consigo mesmo.

— Não, não estou. É só Jin e Namjoon, nos conhecemos desde crianças. Não é nada demais! — disse, se sentando ao lado do mais novo e encostando a testa em seu ombro. Jungkook o rodeou com os braços e deu um beijo no alto dos cabelos loiros do menor carinhosamente.

— Conheço você melhor do que você mesmo. Vamos, me conte o que está te afligindo, coração. — pediu.

— É só que… — respirou fundo. — talvez um antigo amigo de escola vá estar lá.

— Isso não é bom? — o mais novo perguntou realmente curioso.

— Eu acho que fiz mal pra ele, Kookie. Ele era meu melhor amigo.

Jungkook o abraçou fortemente e cochichou palavras acolhedoras para o mais velho tentando acalmá-lo. Jimin se aconchegou na segurança dos braços do homem que amava e decidiu que teria que enfrentar seu passado e quem sabe começar de novo…

Foi por isso que não pode evitar varrer o salão do restaurante de Jin após estarem sentados em uma mesa preparada exclusivamente para os convidados do chefe de cozinha. E quando encontrou quem procurava sentiu seu coração falhar as batidas. Quando seus olhos se encontraram, então, o mundo parou.

Jimin se levantou bruscamente, fazendo a cadeira se arrastar ruidosamente, e Taehyung largou as mãos que segurava para começar a caminhar na direção do antigo amigo. Jimin fez o mesmo.

Apesar de serem chamados por seus parceiros, uma força maior do que podiam controlar os obrigava a se aproximar rapidamente até estarem presos num abraço tão apertado que poderiam ser capazes de se fundir em uma pessoa só. A princípio ninguém entendeu nada, Jungkook até tinha ideia de que aquele podia ser o tal amigo que Jimin falara mais cedo, mas Yoongi e Hoseok estampavam a confusão em suas faces com a ação do namorado. Então a coisa mais estranha do mundo aconteceu.

Os dois garotos abraçados começaram, lentamente, a serem amarrados unidos por um fio vermelho que brilhava tão forte que qualquer um saberia o que estava acontecendo. As extremidades do tal fio ligadas aos dedos mindinhos de Jimin e Taehyung.

— Você é minha alma gêmea. — Taehyung disse, levantando a mão e mostrando a linha amarrada a seu dedo entre seus corpos, as testas encostadas.

— Eu sei. — Jimin soluçou. — No fundo eu sempre soube.

Voltaram a se abraçar fortemente. O fio não permitiria que se afastassem tão cedo.

Horas mais tarde, quando já estavam todos sentados a mesa e os recentes almas gêmeas permaneciam lado a lado de mãos dadas, Taehyung contou que quando criança, com seus seis anos, sofrera um acidente que fez seu coração parar de bater por trinta e oito segundos. Segundos esses que bastaram para que o fio arrebentar e separá-lo de sua alma gêmea.

Perceberam então que desde que se conheceram, o fio tentava se unir novamente, por isso sentiam-se estranhos constantemente quando estavam perto um do outro. O dia do beijo fora quando seu fio se reatou com um nós inquebrável. Se amavam verdadeiramente a aquela altura e a união de seus lábios fora a demonstração física do que acontecia em seus corações.

Contaram a história do bolinho, como aquilo fora decisivo em suas vidas e os afastou por sete longos anos, o que explicava porque o fio os obrigou a ficarem abraçados por uma hora e meia, assegurando que não fugiriam da realidade de novo. Quando os outros cinco rapazes já engatavam uma conversa animada entre si, Jimin se voltou para Taehyung. Com um aperto de mão leve chamou a atenção do maior.

— Hey, alien — lembrou-se do apelido idiota que dera ao amigo pouco depois de se conhecerem. — me prometa uma coisa.

Taehyung o encarou curioso. Jimin pegou a mão do amigo e cruzaram os dedos com o fio.

— Por toda a eternidade, continue ficando aqui. — disse baixinho para que só o Kim ouvisse.

Era estranho que mesmo após sete verões e invernos frios os dois pareciam os mesmos garotos de dezesseis anos, ainda sabiam tudo um sobre o outro.

— Só se você me prometer que não vamos brigar amanhã. — Taehyung brincou.

Ainda eram os mesmos daqueles dias.

No fim da noite, ao se despedirem com a promessa que sairiam para dirigir no dia seguinte, Taehyung entregou a Jimin uma carta. Explicara que quando se sentia sozinho e com saudade, costumava escrever cartas para ele. No dia anterior, quando o fato de que encontraria Jimin não saia de sua cabeça, decidiu escrever mais uma e jurara a si mesmo que a entregaria, e ali estava.

Quando Jungkook dormiu aquela noite, Jimin procurou em meio a suas roupas na mala até encontrar um filtro dos sonhos de sete anos, surrado, e então estava pronto para desdobrar o papel e seus olhos começaram a ler a caligrafia bonita.

“Para Jimin,

Jimin-ah, olá. Te escrever essa sincera carta me deixa envergonhado mas estou tentando continuar. Por favor, entenda.

Desde nossos dias de estudantes, nós fomos a escola terríveis aquele dia sem ter a menor ideia de que nos conheceríamos. Nos tornamos amigos a primeira vista, eu sabia que não saberia mais viver sem você assim que vi seus olhos inchados de choro. Então nós acordavamos, botavamos nossos uniformes e íamos para escola. Nós comiamos juntos, íamos estudar e voltavamos a nossas casas. Então, nós conversavamos a noite toda por e-mail. Depois de longos sete anos, você ainda é o meu amigo mais querido.

Antes da nossa formatura você uma vez ficou nervoso sobre nós, até começou a me evitar. Naquela época eu tinha conversas com Jin-hyung e ele me perguntou o que eu pensava de jimin. Eu achei que era o fim, que ele ia me bater por te deixar triste, e disse que você estava lá por mim nos momentos bons e ruins. O único que ria e chorava comigo, eu disse que eu gostaria que um amigo assim continuasse comigo para sempre.

Me senti bem por dizer aquilo. Fico feliz por ter conseguido conhecer você. Todas as nossas boas memórias me fizeram feliz nos dias mais sombrios.

Me desculpe por eu sempre ter sido o que precisava de você. Mesmo quando eu estava no banheiro chorando por qualquer bobagem sobre minha família horrível, você está lá comigo. Você vinha me ver assim que eu descia do ônibus escolar para rir comigo. Você se importava comigo, ainda me tem nos seus pensamentos? Você trabalhava duro por mim e me entendia. Você gostava de mim embora eu estivesse em falta. Não sei se vamos nos acertar desta vez, mas eu desejo que independente de nossas questões, nós possamos querer bem um ao outro.

Vamos andar na estrada da felicidade.

Te amo, amigo.”

Riu com o desenho do coração esquisito no canto da página, haviam nomeado-o Tata quando eram adolescentes. Jimin nunca se sentira tão amado e querido em vinte e três anos, e nunca amou tão profundamente ter um fio ligando-o a outra pessoa em toda sua vida. Amava Jungkook e o amou assim que o mais novo lhe dera o primeiro oi desajeitado, mas o que sentia por Taehyung ia além do amor romântico. Era tão puro que chegava a doer. Amá-lo era fácil e o fazia sentir capaz de enfrentar qualquer problema.

Jimin o amava profundamente. E mais do que sete verões e invernos frios, mais do que inúmeras promessas e memórias, um dia, quando tudo acabasse, continuariam ficando ali, unidos pela eternidade. E só aquilo bastava. Jim e Taehyung, almas-gêmeas para sempre.