18. Moon

18. Moon

Sinopse: Os anos haviam o afastado, enquanto a música soava em sua mente. Será que ele estava a olhando? Havia a notado? Sim, ele estava fazendo tudo aquilo, e uma questão, você poderia ficar comigo?
Gênero: Romance
Classificação: +14
Restrição: contém palavras de baixo calão.
Beta: Rosie Dunne

CAPÍTULO ÚNICO
De repente, eu me pergunto… se você está olhando para mim?

Aquela música soava, enquanto a mesma se fazia essa mesma pergunta. Será que ele estava olhando para ela? Será que ele estava notando ela? Mas é claro que não, enquanto deixou recolheu os corpos sobre a mesa, ao passo em que observou ele ir embora daquela sala sem olhar para trás.
Afinal, ele jamais a notaria.
Errado.
Ele a notava –, a notava desde a primeira vez que virá em sua vida, enquanto colocou o queixo sobre sua mão.
— Porque você não fala com ela?
O tom da garota ao seu lado soou sério, enquanto jogou a caneta nele, franziu o cenho.
— Você é minha subordinada.
Ah, somos primos. Então, eu estou falando com o meu primo – a mulher lhe sorriu, enquanto apenas encarou o olhar de recair novamente na jovem estagiária – Por Deus, você realmente não vai falar com ela?
— Você é insuportável, Yujin.
— Não sou eu que está olhando o primeiro amor de infância.
pegou o bloco de papel e jogou nela, a mesma desviou do ataque do primo, o homem de quase 26 anos apenas conteve seu pequeno ataque ao perceber todos os olhando.
— Vão pensar que você está me assediando.
— Saia. Agora.
apenas percebeu Yujin retirar suas coisas do caminho, enquanto a mesma se virou e disse.
— Eu realmente acho que devia falar com ela, primo.
Enquanto a caneta voou e bateu no vidro, conteve sua raiva enquanto seus olhos recaiam na figura da estagiária estrangeira que haviam contratado.
Devia?

X

7 anos antes.

A garota se curvou constrangida.
Ela era diferente de todos ali, enquanto seu coreano não era dos melhores pelas poucas palavras que ela dizia, encarou a menina de origens brasileiras, ao menos foi o que entendeu do breve discurso do professor que indicou o local dela.
Quem se mudaria quase terminando o ensino médio?
A garota se sentou à sua frente – os cabelos castanhos claros caindo por sua costa, ela era diferente em aparência, enquanto parecia deslocada no novo ambiente.
Enquanto o brilho dos seus olhos castanhos chamaram atenção dele como se ela fosse a terra, enquanto ele, a lua.

respirou fundo, enquanto observava a moça – havia se esquecido dele?

se curvou de novo, dessa vez em despedida pelo fim do seu expediente, desde que começara no Departamento de Assuntos Internos estava tendo um pouco dos seus melhores dias na Coréia.
Se lembrava de quando havia se mudado para a Coréia – deixara as terras quentes para trás, deixara amigos, parentes e entre outros de lado, havia ido para um país totalmente diferente.
Pelo menos, não estava sozinha.
— Odeio o meu chefe.
— Odeia seu chefe? Você tem um crush nele, porque não é possível que faça aquele obento tão caprichado.
— Crush? Em quem? Nele? Ele não me olharia duas vezes, . Pelo amor de Buda.
— Oh, você tá de brincadeira né, ? Se fosse , já teria dado em cima dele.
— Nem fale o nome dessa criatura.
A japonesa revirou os olhos enquanto a brasileira riu, as duas estavam lado a lado numa barraca com duas garrafas de soju, enquanto estava na segunda, estava na terceira.
— Ah, porque eu vim para cá?
— Porque nós fomos trouxas em não voltarmos para o Japão, e você me ama, . Aliás, deveríamos voltar? As casas são lindas… Talvez eu não precise mais fugir do Yuki.
— Ou talvez ele esteja apenas esperando a sua volta.
— Ok, vamos ficar na Coréia. Não tenho emocional para lidar com ele.
riu, enquanto se lembrou de quando se mudou para as terras japonesas após a insistência de de que ela deveria conhecer o Japão, ambas haviam se mudado para Coréia no mesmo ano e se tornado vizinhas, melhores amigas, e, assim que conheceu , jamais se sentiu deslocada quando a amiga estava junto, a mesma bebeu mais um gole da garrafinha verde, e encarando com uma sobrancelha arqueada, enquanto pensava o quanto haviam mudado desde que voltaram a Coréia.
— Você ainda não vai dizer porque não quer se declarar ao seu chefe?
— Eu não sou você que está babado no chefe, apesar de você realmente pode fazer isso, é só deixar a te dominar.
, conta outra e nem brinque com isso, é capaz de eu acordr casada com ele se ela fosse aparecer… – resmungou, enrolando a língua no português – Vamos falar em português e, assim, eu posso xingar.
— Eu não devia ter te ensinando o português.
A amiga riu, enquanto apenas pegou a mochila de , e respirou fundo.
— Vamos para casa. Mesmo que eu fique bêbada hoje, ainda tenho que ir amanhã para o trabalho.
sentiu uma breve tontura, enquanto ambas andavam rindo até a parada de ônibus, segurando sua bolsa enquanto puxava a outra lentamente até a parada.
já havia aceitado há muito tempo que jamais a olharia, enquanto os primeiros anos na Coreia lhe lembravam que havia alguém que havia sido legal com ela.

As meninas coreanas riam dela.
se encolheu, enquanto sentiu o líquido gelado descer por sua face, todas elas estavam sendo cruéis, enquanto a risadas soavam.
— Ei. Deixa ela em paz.
O menino que mal conhecia estava ali, talvez fosse da sua sala, mas ela não saberia dizer, ainda achava todos muito parecidos, enquanto tentou inutilmente ver o nome dele.
Porém, ele estava usando casaco sobre o pequeno crachá que deveria estar visível a todos.
— Você está bem?

tropeçou, enquanto a pessoa a agarrou antes que ela provavelmente abrisse sua cabeça no meio da rua, deu um pequeno grito, enquanto os olhos dele estavam fixos nos dela.
— Você está bem?

X

segurou a mulher – a mesma rindo, enquanto encarou os olhos de tons mais claros, pareciam estrelas mais brilhantes do céu, a mesma encarou com uma sobrancelha arqueada, ao passo em que encarou .
A sobriedade parecia ter chegado aos olhos dela – a mulher apenas se afastou, e balançou a cabeça.
— Ei, ei, . Vamos, venha – a sua voz em coreano soava nervosa, enquanto segurou a mulher – Desculpe por isso. Obrigada pela ajuda.
Porém, segurou a mulher ainda, ao mesmo tempo em que encarou o mesmo com uma sobrancelha arqueada.
— E você acha que tem condições de chegar em casa, ?
riu em nervosismo, enquanto apenas se colocou entre a amiga e o homem, enquanto já havia visto algumas vezes na empresa sendo vítima das brincadeiras de .
— Eu ficarei bem. , vamos?
Apenas segurou a mulher enquanto seguiu até onde o ônibus parou, encarou que suspirou.
— Essa mulher…
— Você está preocupado?
— Mas claro que estou! Quem vai me fazer as marmitas?
apenas riu, enquanto pegou a pasta, encarando o carro com motorista, e suspirou.
— Han. Siga o ônibus. Vamos?
encarou entrr no mesmo ônibus que as mulheres, o outro apenas bufou, enquanto se sentou atrás das duas.
— Você quer água?
Ouviu oferecer, enquanto a mulher balançou a cabeça em negativo, enquanto se agarrou a amiga.
hmm… o que você vai fazer para seu amor? Lula assada? Frango empanado? Ou…
— Do que você está falando? Está falando besteira.
A voz nervosa soou em português, enquanto virou o rosto para o lado.
— Do seu chefe. O senhor não como comida da cantina da empresa. O que foi que você viu nele?
arqueou as sobrancelhas, enquanto fingiu que a amiga estava falando besteira, quis rir, enquanto parecia prestes a dizer qualquer segredo da jovem japonesa.
—Pelo menos, ele te perturba. não faz ideia de quem eu seja.
, cala a boca, ou fale em japonês ou português. – a fala misturada nas três línguas soavam confusa, enquanto sorriu para os ambos – Pelo menos fale em outra língua.
queria se enterrar, enquanto segurou a amiga.
—Você deveria se declarar. Pelo menos, o pior cenário era um não.
! – censurou a japonesa, rindo, enquanto a mesma falou em português – , pelo amor de Deus, cala a boca.
—Por quê?
Questionou, enquanto respirou fundo, havia tomado uma garrafa e havia tomado três, apesar de que nenhuma das duas tivesse uma tolerância tão baixa.
Seria divertido ver ela com naquele estado.
— Seja uma boa garota. Hm? Vamos.
— Me dê lula assada.
— Ok, ok, assim que chegamos te dou Lula Assada.
— Olha, é o .
!
— Oi, moço, você parece muito o meu crush, sabia? Você sabe o que é crush? No Brasil, é a pessoa que nós temos uma queda, mas aqui, seria alguém que nos gostamos… Como, eu gosto de você, e você é muito parecido com ele – tentou não rir, enquanto sorriu para ele, percebeu a mesma vasculhando os bolsos dos casacos – Posso tirar uma foto com você?
— Certo. E a mocinha vai querer meu nome?
— Não, não, eu só quero a foto porque você parece o , o meu crush. Moço, eu gosto muito, muito, muito dele.
, venha. Eu tenho fotos dele aqui, venha!
— Porque você teria fotos do meu crush? Você tem que ter fotos do seu crush.
, se sente.
— Eu não quero – a mão parou na de , os olhos fixos, enquanto sorriu – Posso tirar uma foto?
Ela sorriu, enquanto encarou ela, e suspirou.
— Ela vai se arrepender.

X

A dor de cabeça parecia matar , culpava por ser tão audaciosa em levá-la para beber Soju.
A japonesa estava sentada na mesinha no centro, os cabelos presos no alto, enquanto lia o livro.
— Porque você não me acordou para o trabalho?
— Recebemos folga.
Respondeu, enquanto suspirou.
— Dor de cabeça?
— Doendo para ca… Porque você está vendo vagas de emprego?
— Para nós. Você nos deixou numa situação embaraçosa ontem. Além disso, eu temo que meu emprego ficou em perigo.
— Você fez algo?
— Até que não, mas… Eu não quero arriscar.
— Já faz um ano desde a última vez, .
— Sim, faz um ano, mas ela está quieta demais. Mas não fui eu que me declarei para o chefe, e muito menos eu que tirei fotos com ele.
— Do que você está falando?
apenas pegou o celular, enquanto o gravador também, a mesma lhe sorriu, enquanto ouvia suas vozes, a de e .
Que porra que eu fiz, ?
—Você nos colocou numa encrenca.
odiava quando as coisas não saiam como ela queria – odiava o fato de que tudo estava fora de seu controle.
Havia sido criada para ter controle de tudo.
Porém, ela não tinha.
encarou catatônica, enquanto a mesma tentava entender o que ela havia dito ontem.
— Você disse que eu gostava do meu chefe, e se declarou para o seu, além disso, ambos nos deixaram na porta de casa. Por isso eu tô procurando um apartamento novo, temo que eles possam tentar alguma coisa se fugimos apenas do trabalho.
— Eu fiz algo tão imperdoável ontem?
suspirou.
Eu diria Nível , mas eu não sou tão má assim.
não brinca comigo. Eu não…
— Eu não estou brincando, mas… Talvez não seja ruim.
— Como assim?
— Bom, você se declarou e ele parecia interessado.
observou com atenção, a mesma garota que fingia que estava feliz apenas lhe sorriu de lado.
— Que?
— Você é muito mais esperta do que isso, sua boba.
não me iluda.
— E quando foi que eu te iludi?

X

As duas mulheres saíram as compras, fingia muito bem que não havia nada a ser dito, enquanto estava de fones de ouvido escutando tudo que estava sendo dito pela sua boca bêbada.
— Porque o seu gravador estava ligado?
— Caso pudesse atacar, mesmo que ela estivesse quieta, não quero ela atacando o .
— Ciúmes de si mesma?
— Medo do que possa ocorrer, ela é muito mais ousada do que eu, ela poderia atacar ele no ônibus se tivesse chance – retrucou mal humorada – Lula?
— Sim, você me deu lula ontem.
— Você é muito exigente para comida, porém, eu tive sorte de você não convidar eles para dentro de casa.
— Eu…?
— Você precisa se concentrar em pedir desculpas.
— Eu?
— Menina, você que nos colocou nessa situação. Eu já sofro com na minha…
— Sofre comigo, ?
deu um pulo, enquanto quase largou o celular chão, riu enquanto o amigo se aproximava dela, encarou os dois surpresa.
— O que? Senhor , o que diabos…?
— Vamos.
— Mas…
, eu quero escolher a próxima marmita. Quero Hongeo-hoe.
— Mas…
Arrastou a mulher pelo corredor do mercado, enquanto não entendeu nada.
— Certo, então, você ainda gosta de mim?
— Sr. , eu… – perdeu a cor que havia em seu rosto, enquanto o homem sorriu para ela – Eu sinto muito por ontem, foi apenas um problema com a bebida, não irá se repetir.
— Muito bem, não quero que se repita com outra pessoa que não seja eu.
— Hã?
As estrelas que brilhavam no céu eram incomparáveis à ela, enquanto ambos estavam se encarando como se fossem os únicos naquele corredor.
— Então, podemos partir para um romance?
O som da voz de soava engraçado, enquanto se questionava se não era um sonho, enquanto se beliscou.
— É real.
Enquanto os lábios estavam sobre os seus, enquanto a lua era sua testemunha através do vidro do mercado, sentia que seu corpo fosse virar uma gelatina naquele momento.

Do outro lado, e estavam às escondidas, a mulher estava com a mão na boca com ousadia do então chefe de sua amiga de beijar no meio do corredor do mercado, a mesma riu, enquanto um pensamento cruzou sua linha de raciocínio.
— Como você nos achou?
— Não é difícil saber o que você pensa, . E eu perguntei para sua vizinha.
— Eu tenho que me mudar desse endereço.
Resmungou baixo, enquanto encarou os dois se beijando.
— Ela vai derreter.
— E você se derrete por mim?
A mulher apenas se afastou dele de imediato, enquanto encarou o homem bem mais velho que ela que sorrir, a mesma encarou ele com uma sobrancelha arqueada.
—Hongeo-hoe, eu tenho que pegar os ingredientes.
Enquanto a observou sorridente.

X

encarava , enquanto o mesmo carregava as compras, ia na frente com na sua cola, parecendo fugir que nem diabo da cruz.
— Isso quer dizer que aceitou minha proposta?
— Que proposta?
— Ser minha namorada, ou acha que beijo pessoas aleatórias em mercados?
parou, a mesma encarou com uma expressão cautelosa no rosto, talvez ainda estivesse sonhando mesmo, enquanto a voz dele próxima ao seu ouvido segurando sua cintura.
— Sr. , eu…
— Você usou meu nome ontem, então diga meu nome, .
.
A mesma engoliu a seco.
— Você se importa se eu abrir meus olhos e te abraçar?
Sussurrou, a puxou, enquanto a gravidade entre eles desaparecia, ambos estavam atraindo um ao outro.
— Você pode ficar comigo?
— Sim.

Fim¹.

¹Continuação talvez (sim, haverá).

Nota da autora: chorei feito um bebê quando tiver que escrever, de novo, Moon, e ainda que tinha esgotado todas as minhas ideias sobre a história.
Mas cá estamos com essa belezinha.
Espero que vocês tenham amado tanto quanto eu.