19. Respect

19. Respect

Sinopse: A palavra respeito vinha com muitos significados, entre eles, ser tudo aquilo que as pessoas falam para serem desde que não quebre as regras da sociedade, mas será que o respeito deveria ser assim?
Gênero: Drama
Restrição: Características livres
Classificação: Livre
Beta: Rosie Dunne

RESPECT
 

CAPÍTULO ÚNICO.

Seja uma boa garota.
Respeitosa, boa, silenciosa, mulher do lar, calma… seja respeitosa com os mais velhos, não use roupas curtas, não seja desinibida, não seja tola.
Apenas respeite as tradições.
Desde jovem, ela foi ensinada – respeito.
A garota encarou a própria roupa, enquanto a tradicional roupa coreana lhe dava um ar respeitoso.
Respeito.
Era tudo que todos desejavam naquela sociedade, enquanto a mesma sentiu o pó sendo colocado, enquanto a máscara que sempre usava estava ali, sendo posta camada por camada, ao passo em que sentiu todo aquele olhar das pessoas sobre si.
Era a filha daquela família – devia respeito aos seus ancestrais.
Mas, será o suficiente? sentiu as mãos sobre os seus ombros, enquanto o rosto mais velho refletia os anos de submissão, ao qual a mesma estava sendo preparada.
Seja respeitosa.
— Você está linda, querida.
Traga honra aos seus ancestrais, enquanto abriu um sorriso casto, ao mesmo tempo em que encarou o rosto cheio de maquiagem, preparada para ser uma bonequinha perfeita, para trazer honra e glória aos seus ancestrais.
Seja respeitosa.
foi deixada sozinha, enquanto a sala a sufocava lentamente e, logo, ela pensava que todos estariam apontando os defeitos dela, porém, ela precisava ser perfeita.
Perfeita.
Para dar respeito, honra e glória aos seus pais, seria perfeita.
Apenas percebeu, seu rosto refletia o que ela não era…
Ela não era perfeita, então fugiu.

X

Era o dia do seu casamento.
Onde ela diria coisas para aquele homem, o escolhido a dedo pela sua família, aquele que era honrado.
Ela sentiu os pés doendo pelos malditos sapatos enquanto os retirou, sentindo finalmente a terra tocar sua pele, e ela se sentiu mais próxima da liberdade de onde jamais esteve, apenas andou, sem rumo, enquanto pensava: o que era respeito?
O que havia de tão importante naquela palavra? Qual era o sentido dela? Porque as pessoas valorizavam aquela palavra? Qual a importância?
jamais entendeu porque ela deveria respeito a um homem que mal conhecia, porque ela deveria agir como a boneca perfeita de sua família, e sentiu aquela frustração enquanto caminhava pelo caminho cheio de pedras, lama e sujava sua roupa de casamento, ao qual pouco se importou, apenas continuou a andar.
Ela queria sentir o ar do verão, queria se jogar no rio, desejava a liberdade ao qual foi privada por tantos anos por sua família.
“Não faça isso, isso não é coisa de mocinhas”, a primeira vez que ouviu isso foi de seu pai, ao mesmo tempo em que espada e o escudo estavam caídos no chão, ao qual ela não podia tocar, pois ela não era um menino, e foi a primeira vez que percebeu a diferença entre ela e seu irmão.
Seu irmão era mimado, porém, ele podia aprender o que ele desejasse, enquanto ela precisava saber borda, cítara e, principalmente, ser uma boa menina, queria ser igual a .
Não queria ser uma boa garota – ela desejava ser o que ela quisesse.
Jamais levante a sua voz, parou enquanto percebeu o grupo de pessoas em seus cavalos, ao passo em que se escondeu entre as árvores sujando mais o seu vestido, a menina percebeu o pai a frente.
Aflito, enquanto seguia o noivo com sua pequena comitiva, ao passo em que a mão tapou sua boca, quase o mordeu, porém, percebeu a fragrância de amoras e percebeu o amigo de irmão mais velho sorrir para ela.
— Fique quieta.
Sussurrou o então melhor amigo de seu irmão, enquanto lhe sorriu, a menina revirou os olhos para o então General das Planícies Costeiras, e logo o grupo passou reto por eles, respirou em alívio.
— Meu irmão te mandou?
Hm, o príncipe estava preocupado. Afinal, você é a única irmã dele.
— O que? Vai me levar de volta?
— Eu não ousaria, vossa alteza, não ousaria.
ajeitou os cabelos, enquanto encarava o vestido arruinado, após meses escolhendo, ela destruíra, porém a peça era insignificante para si, enquanto o pano com diversas roupas.
— Ele achou que fosse fazer algo do tipo, então, ele pediu para trazer uma muda. A princesa pode se trocar…
— E quem me garante que não vai olhar?
Questionou, enquanto o general apenas suspirou, pegou uma corda e retirou a espada do cinto.
— Pode me amarrar se quiser?
encarou ele, enquanto apenas bufou, e andou para dentro da floresta, ao passo em que o maldito vestido dificultava o movimento de suas pernas, retirou as primeiras peças, ao quais eram pesadas, as jogando no chão, percebeu o pequeno rio, enquanto ajeitou sua roupa de baixo, e retirou o vestido em tons perolados.
Vestiu a peça de roupa, enquanto desfez o penteado, e retirou a maquiagem pesada de sua face.
Desde quando ela tinha que agir daquele jeito?
Porque ela deveria casar com o príncipe dos Mares do Sul? Mas ela sabia, apesar de ter um irmão mais velho, o mesmo não estava possibilitado se assumir o trono, enquanto ela, como única descendente capaz, deveria assumir o lugar em seu principado, enquanto lavou seu rosto e percebeu a imagem refletida.
Uma era a garota boa e recatada que o reino deveria ter, e a outra deveria ser aquilo que as pessoas deveriam ver, mas… Não queriam.
Retornou, não sairá do lugar, ao menos, enquanto o mesmo observava o céu azul com nuvens, percebeu o homem se endireitar, e sorrir para ela.
— Melhor?
— Muito obrigada. Vai me levar de volta?
— Se vossa alteza deseja, sim.
respirou fundo, enquanto apenas sorriu.
— Por favor.

X

Seu pai estava furioso.
respirou fundo, enquanto estava ajoelhada em dogeza, ao mesmo tempo em que a observava temeroso por si.
— ELE É UM PRÍNCIPE, ! VOCÊ DEVIA TER CASADO COM ELE! VOCÊ DESRESPEITOU A ELE!
O general estava encarando o rei, os punhos fechados, porém o silenciou com olhar enquanto se levantou e se curvou de novo, o rosto pálido de seu pai refletor de rugas perdia o vermelho da raiva que existia.
Todos no Reino falavam da fuga da princesa, e desonra para o príncipe Shang.
— E precisamos de um príncipe como ele porque?
. Você entende que não pode… Você… Demorei tanto a ter um bom acordo, você não está sendo filial!
O rei parecia abalado, enquanto a menina o encarou da mesma forma, lentamente o seu pai a encarou.
— Você é a futura rainha, e precisa de um bom rei…
— E se for capaz de ser uma rainha sem rei?
! Você é mulher!
— Eu não sou menos capaz que meu irmão, se estivesse completamente bem, ele seria o rei e não eu, mas… Você não forçaria ele a casar com alguém, meu pai. Eu tenho voz!
Levantou sua voz.
— Me respeite!
— Então, respeite a minha opinião! EU NÃO SOU UMA BONECA, MEU PAI.
O ar de seus pulmões foi roubado, e pela primeira vez silenciara o rei, enquanto o mesmo a encarava com angústia e, naquele momento, o bebê que nascera no quarto mês havia crescido, a menina que diversas vezes baixara sua voz gritara com ele, a garotinha que aprendera a lutar as escondidas estava ali o rebatendo.
Ela não era uma garota mais.
— E você se acha capaz de comandar este reino sem um rei?
— Sim! Eu sou! Eu estudei, aprendi tudo que é necessário para um monarca, porque eu tive um bom professor, meu pai! Eu não vou ser intimidada, jamais serei rebaixada pelo meu gênero.
O rei Joon encarou a filha – havia temor, os reis iam desrespeitar a garota perante seu gênero, o temor que ela se machucassem, enquanto a voz de Yoona soou, a mulher de olhos escuros encarava o rei daquela nação, enquanto o mesmo engoliu a seco.
— Confie nela, marido. Ela é a sua filha.
Joon encarou a filha, enquanto a estrada que havia aberto para aquela pequena monarca seria estreita e difícil.
— Mande os bastardos de volta ao reino deles.
Murmurou, se retirando, enquanto encarou a mãe, ao mesmo tempo em que a mulher segurou sua face.
— Você consegue, filha.

X

encarou enquanto empurrava a cadeira, o mesmo percebia a tensão nos ombros dela.
— Papai vai voltar a falar com você. Ele está com medo.
— Porque o pai iria ficar com medo…
— Porque você é a filha dele, a princesa dele. Ele quer proteger você.
— Ele devia confiar em mim.
— Ele lhe deu um voto de confiança, . Não tema.
— Eu estou com medo.
— Você ganhará o respeito de todos, assim como ganhou do nosso pai hoje. Você consegue. Você é a futura rainha.
encarou o irmão mais velho, enquanto sorriu para ela, ao mesmo tempo em que a mesma encarou o rosto dele.
— Você não devia ter mandado o general atrás de mim…
— Mas eu não mandei.
— Como?
— Eu só soube que sumiu quando a mãe real desmaiou, e havia desaparecido.
franziu o cenho, enquanto apenas encarou a mesma.
— O que foi?
— Nada. Deve descansar, irmão.
Enquanto a mesma andou até onde o general encarava as nuvens do céu noturno, o mesmo observou ela com um sorriso de lado, ao mesmo tempo em que o encarou.
— Meu irmão não lhe mandou atrás de mim. Como você me achou?
— Eu estava te seguindo desde o momento que pulou a janela… – ele disse, sincero, enquanto a mesma percebeu os olhos fixos em si – Eu não queria que se machucasse.
— Porque não me impediu?
— Porque você é uma guerreira e será uma monarca formidável, , e eu quero respeitar as suas escolhas.
encarou ele. Enquanto o mesmo sorriu, enquanto se curvou para ela, ao mesmo tempo em que encarava os olhos negros com respeito.
— Eu a seguirei pelo resto da minha vida, minha rainha.

Fim¹.