21. Foolish

21. Foolish

Genero: Romance.
Classificação: +12.
Restrição: Dougie é fixo como pp.
Sinopse: Dougie a dispensou no passado, achando que estava a trocando por algo muito melhor. Depois de tempos, percebeu que quebrou a cara e quer a todo custo reparar o erro. Mas, será que o coração da garota vai permitir que ele entre outra vez?
Beta: Lara-Jean Covey

Capítulo Único

#FLASHBACK

– 2005 –

– É isso mesmo que você quer, Dougie? –perguntava com os olhos cheios de lagrimas em minha frente.
, entenda de uma vez, eu te amo, mas agora não quero estar preso a ninguém. – cruzei meus braços respirando fundo. – Quero continuar te vendo, só não quero o título de “namorado”. – a vi arregalar os olhos surpresa.
– E qual a diferença de continuar namorando se vamos continuar nos vendo? – ela estava inconformada e eu não conseguia entender o motivo de tanto drama.
– Estar namorando é como se estivéssemos presos um ao outro. – dei ombros.
– Eu já entendi o que ta acontecendo aqui. – limpou as lágrimas que já escorriam por seu rosto. – Desculpa, mas eu não posso fazer isso. –saiu de minha casa sem nem olhar para trás.
Peguei meu celular, abrindo a conversa com Emely e confirmando nossa ida ao cinema na sexta feira.

 

– 2006 –

“Dougie, ta ai?” – Era uma mensagem de. Já faziam meses desde que brigamos pela última vez, quando ela descobriu que eu estava saindo com a garota que namorei antes dela.
“Que foi?” – respondi direto.
“Emely ta te traindo” – mandou sem cerimônias.
“Tem provas? Porque se não tiver, pegue esse tempo que está gastando comigo e use com seu namoradinho” – fui ríspido. Já estava cansado dela falando absurdos de Emely.
Minutos depois chegaram diversas fotos e vídeos que mostravam a loira com quem eu estava com dois caras diferentes, porém conhecidos por mim: Tony e Mathew, seguidos pelas seguintes palavras “Parabéns pela escolha que fez um ano atrás”.
Nenhum dos dois ousou falar mais nada.

#FLASHBACK

Por algum motivo me peguei pensando em coisas que aconteceram há onze anos. Meu cérebro insistia em lembrar dessa garota, a única que nunca me sacaneou, mesmo quando teve a chance.
Muita coisa mudou de lá para cá… Hoje ela está formada na faculdade e morando em outra cidade a trabalho, enquanto eu sigo na carreira musical e modelando. Nós conversamos às vezes, onde ela conta novidades e eu compartilho coisas também, nos vemos mais em períodos de fim de ano, quando ela volta para Londres para ficar com sua família durante as festas e acabamos nos esbarrando pelas ruas. Pode-se dizer que temos uma amizade. É engraçado isso que a vida tem, porque num momento estamos nos odiando e em outro já estamos restabelecendo laços novamente. Nós chegamos a sair uma ou duas vezes durante esses anos, mas ela decidiu que devíamos parar de nos ver dessa forma por medo de que tudo acontecesse de novo, mesmo eu garantindo a ela que não aconteceria, afinal, somos maduros agora. Eu tenho maturidade agora.
– Anda Dougie, nós vamos nos atrasar para o festival. – Todd gritava e batia na porta do banheiro.
– Já vou, para de se desesperar! – rolei os olhos ao passar a lâmina do barbeador em meu rosto.
– Se você gosta de se atrasar o problema é seu, mas não me faça perder a hora por sua causa, Poynter. – ele rebateu ao socar mais uma vez a porta.


Estávamos indo ao Hyde Park para assistir ao concerto do Green Day e sabia que existia uma grande probabilidade de que eu encontrasselá, visto que ela era uma grande fã da banda. Eu queria a ver, fazia tempo desde a última vez que a vi de perto e tive a chance de dar um abraço apertado na garota que eu magoei tanto. Acho que um pouco de todo o carinho que eu sinto por ela é remorso por tudo que a fiz passar.
Apresentamos nossos ingressos e seguimos para a área que havíamos selecionado. A todo o momento eu a procurava, mas não sabia se ela realmente estava ali ou não, e essa dúvida estava me matando. Peguei o celular para mandar mensagem, mas já havia uma dela escrito “você ta no Hyde Park? Diz que sim, por favor!! Se estiver aqui e na área gold tem como vir me dar uma ajudinha? Estou próxima aos banheiros :)”. Sorri ao ler e avisei aos meus amigos que estaria indo ajudar uma garota.
Caminhei durante alguns minutos no meio da multidão até a avistar de costas com um cara tentando se aproximar, enquanto ela se afastava, claramente incomodada.
. – a chamei fazendo com que ela virasse para me ver.
– Amor! – ela exclamou assim que seus olhos me encontraram, vindo a minha direção e abraçando. – Viu, Leon, eu disse que meu namorado estava aqui. – se dirigiu ao homem e eu arqueei uma sobrancelha, vendo o cara se afastar um pouco.
– Então você está me usando? – brinquei a vendo assentir. – Vamos brincar direito então. – me aproximei para beijá-la, mas ela virou o rosto.
– Oh, calma campeão, o que você pensa que está fazendo? – seu olhar adquiriu confusão.
– Eu ia beijar você, assim ele acreditaria que estamos namorando e iria embora. – expliquei a vendo negar com a cabeça.
– Não precisa disso, Dougie. – rolou os olhos. – Só de você estar aqui ao meu lado é suficiente. – sorriu.
– Se você diz… – dei ombros e peguei o celular para mandar mensagem avisando a Todd e Corey onde estava. – Então… O que você tem feito? – puxei conversa enquanto o show não começava.
– Eu consegui o cargo de enfermeira chefe do maior hospital de Brighton e recebi uma oferta de emprego no St. Mary’s, então é provável que eu volte a Londres. – ela estava radiante e aquilo a deixava mais linda do que já era. – E você?
– Eu estou na mesma, sigo no McFly, mas estou com novos projetos de uma banda nova, uma linha de roupas… A mesma coisa de sempre. – fiz pouco caso.
– Vai voltar com a Saint Kidd? – arqueou as duas sobrancelhas em surpresa.
– Não, é uma nova marca chamada Polonius. – expliquei vendo sua expressão voltar ao normal. – Mas esqueça sobre mim, você está voltando a Londres? – talvez tenha mostrado animação demais, já que ela soltou um risinho abafado.
– Há grandes chances que eu volte sim, mas não é nada certo. – olhou para o palco e viu o telão se iluminar. – O show vai começar! – disse animada dando uns pulinhos.
Eu tinha a opção de sair dali, mas havia uma coisa que não me deixava ir e essa “coisa” tinha nome e sobrenome, cabelos castanhos e um metro e sessenta de altura. Para minha surpresa, Todd e Corey se juntaram a nós durante o concerto e acabaram fazendo amizade com a garota descontraída quehavia se tornado. Cada vez que nos encontrávamos era diferente, ela estava diferente. Era visível o quão feliz ela estava, totalmente ao contrário de como eu havia a deixado anos atrás, acabada. Lembro-me de não ter notícias dela durante uma semana após o término e, quando a vi depois disso, ela estava completamente devastada, tinha olheiras enormes e seu rosto estava sempre inchado por passar noites em claro chorando, estava mais magra e, pelo que sua melhor amiga me contou, era uma luta constante tentar conversar com ela, pois ficava trancada dentro de seu quarto o tempo todo. Me senti mal por isso. Por ter feito uma pessoa tão doce chegar ao seu fundo do poço. Eu a quebrei e ela demorou em conseguir juntar seus pedaços para se reconstruir novamente. Ao fim de When I Come Around,foi comprar uma garrafinha d’água, dizendo que voltaria rápido.
– Dougie, me explica essa química que vocês tem. – Todd começou. – Seus olhos brilham quando você a olha.
– Eu tenho muita consideração e admiração por ela, e isso é desde que namoramos. – meus dois amigos me encararam com surpresa.
– Então ela é sua ex? – Todd perguntou e eu confirmei.
– E como você dispensa uma garota como essa? – Corey gesticulava inconformado. Tentei abrir a boca para responder, mas minha boca não emitia nenhum som. Ela havia sido uma das melhores coisas na minha vida, que eu só fui descobrir depois eu já não a tinha mais.
– Voltei. – ela disse ao pular em minhas costas assim que We Are The Waiting começou a tocar. – Eu disse que era rápido. – desceu se posicionando em minha frente e eu coloquei meu queixo apoiado em sua cabeça.
Para ser honesto, não sei o que aconteceu no resto do show, porque eu fiquei completamente distraído com aquela maldita pergunta. Não importava o que eu fizesse, eu sempre acabaria chegando a ela. Era ela que eu queria ter ao meu lado, pois ela me conhecia como ninguém. E ela sabia meus medos e minhas vontades. Ela era a pessoa que eu conversava quando queria ter certeza se deveria fazer algo, por mostrar sempre o que poderia acontecer caso eu tomasse ou não alguma decisão.
Como eu, Dougie Poynter, deixei uma garota dessa passar?
– Você vai para Brighton ou vai ficar na casa de seus pais essa noite? – perguntei ao final do concerto, enquanto nós quatro andávamos até o portão de saída.
– Vou ficar na casa dos meus pais… – ela bocejou. – Estou cansada demais pra voltar pra Brighton hoje.
– Quer uma carona? – ofereci e meus amigos se despediram de nós, me deixando sem entender nada. Eles haviam vindo comigo.
– Eu aceito. – ela disse após se despedir dos caras. Caminhamos quietos até o estacionamento a procura de meu carro, que estava longe. – Gostei dos seus amigos, eles são engraçados. – puxou assunto ao se prender com o cinto de segurança.
– Eles também gostaram de você. – sorri para ela ao dar partida – Perguntaram como eu fui capaz de te deixar.
– Isso é uma pergunta que eu faço todo dia, até porque eu sou um mulherão da porra. – gargalhei. – Que foi? Autoestima é tudo nessa vida.
– Você ta diferente,. – fui sincero a vendo mudar de expressão e me encarar.
– Claro que estou, não sou mais aquela garotinha boba que corria atrás de você. – suspirou fundo.
– Se eu tivesse outra chance eu faria tudo totalmen…
– Dougie, por favor, não. – ela me interrompeu. – Você se lembra o motivo pelo qual me dispensou? – balancei a cabeça em sinal de que lembrava vagamente. – Você disse que não queria se prender a ninguém, mas eu sei que na verdade você só queria sair com outras garotas porque eu não me sentia segura para transar ainda. Você não respeitou o meu tempo, me trocando na primeira oportunidade, e isso me magoou de verdade. – ela despejou em mim toda a verdade que eu me forçava a ignorar assim que paramos no sinal vermelho, e pude ver seus olhos adquirirem uma coloração avermelhada. – Você partiu meu coração e eu te perdoei por isso, mas não quer dizer eu tenha esquecido.
– Mas nós poderíamos dar certo agora. Eu mudei,, não sou mais aquele cara de anos atrás. – tentei insistir.
– Claro que você mudou. Eu sei disso e estaria mentindo se dissesse ao contrário. – seguimos o fluxo novamente assim que o semáforo ficou verde.
– Então qual o problema de nós tentarmos novamente? – ela segurou o cinto com as duas mãos fechando os olhos.
– Você lembra quando nós estávamos tentando de novo e eu te dispensei? – assenti – Você sabe o motivo pelo qual eu coloquei um fim?
– Você estava com medo de eu te machucar de novo.
– Exatamente. – ela parou por um instante, mas logo voltou a falar – Você foi o meu primeiro amor, e o primeiro amor a gente não esquece, porém eu preciso te esquecer, Dougie, eu preciso te esquecer para que eu possa ser capaz de amar alguém da mesma intensidade que eu te amei. – Engoli seco. Era realmente injusto colocar ela nessa posição. Parei o carro em frente a sua casa.
– Eu não sei nem o que dizer,. – admiti a vendo soltar um sorriso triste.
– Não precisa dizer nada, Doug. – sua mão encontrou minha bochecha fazendo carinho com o polegar. Colei nossas testas e nossos olhares adquiriram intensidade. Ela fechou seus olhos e eu me aproximei depositando meus lábios sobre os seus, mas ela logo se afastou. – Eu preciso entrar, foi bom te rever. – sorriu triste mais uma vez antes de sair do carro, sem me dar chances de dizer tchau.
É claro que ela sairia dessa forma, eu já devia esperar por isso. Dei partida no carro pensando em como eu fui tolo em deixa-la, e em achar que ela não se lembraria de cada detalhe do que eu a fiz passar. Segui na rua de mão única pensando no quão triste eu tinha tornado a pessoa mais radiante que eu cheguei a conhecer e que, agora, o vazio que eu a fiz sentir habitava em mim, porque eu provavelmente havia perdido a única mulher que esteve ao meu lado me amando sem esperar nada em troca. Mas não, eu não desistirei tão fácil assim. Eu nunca direi adeus.

Fim.

Nota da autora:  Twitter: @amanda_ritis | Instagram: @amandar_autora

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