23. All About You

23. All About You

  • Por: Katarina Spagnoli
  • Categoria: Especiais | McFLY
  • Palavras: 1659
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Sinopse: Ele está arrependido e a quer de volta, mas será que o amor será suficiente dessa vez?

Capítulo Único

64 dias.
1.536 horas.
Mais de dois meses.
Desde o dia em quepartiu, contei ansiosamente esperando, sempre olhando para a porta com a esperança de vê-la entrar com um sorriso dizendo que me perdoava por tudo de mal que eu a fez.
Doce ilusão.
Ela não ia voltar, era o que a voz na minha cabeça gritava fazendo-me sentir raiva de mim mesmo.
Raiva por ter sido um completo idiota.
Raiva por ser um covarde que estava com medo de sair de casa e acabar por encontrando-a com outra pessoa.
Raiva por não ter sido capaz de dizer as palavras que ela sempre sonhou em ouvir.
Era impossível existir um homem mais idiota nesse mundo do que eu.
Liguei algumas vezes, não foi ela que atendeu, mas sim Witney, sua melhor amiga e com quem está dividindo o apartamento agora.
Witney não falava, ela gritava, me xingava e aposto que ela deve ter quebrado algo, pois a ouvi xingar muito da última vez, mas desliguei antes que ela me matasse por telepatia.
tinha a sorte de ter uma amiga tão protetora assim, diferente de mim, que, quando contei para os guys que não estávamos juntos, só faltaram me bater, eles eram Team, mas quem poderia culpá-los? Todos sabiam que com ela eu era uma pessoa melhor, mas por que ela não estava mais feliz comigo? Eu fui um idiota, tanto que cheguei a duvidar do que sentia por ela, tentando sentir por outra mulher o que eu só senti por ela.
Idiota!
Ela precisava saber disso. Peguei a chave do carro e durante todo o caminho até o apartamento de Witney, ensaiei as palavras para dizer.
Eram palavras verdadeiras e ela precisava acreditar.
Cheguei ao prédio bonito, o porteiro não se lembrava de mim, mas me deixou subir quando soube que eu era um “amigo distante” da Witney preparando uma surpresa para ela.
Se ela soubesse que eu estava ali, provavelmente ligaria para a polícia ou os bombeiros para me tirarem dali a força.
Dei duas batidas apenas e torci para queabrisse a porta mas me encolhi um pouco ao ver os olhos azuis e raivosos de Witney ao abrir a porta.
— Ah, é você. — ela disse desanimada, mas abriu espaço para que eu entrasse no apartamento.
— Aestá? — perguntei vendo os olhos da loira se iluminarem.
— Não, ela está em um encontro, mas pode esperar se quiser. Isso, se ela voltar hoje. — ela sabia ser malvada com quem machucasse suas amigas.
Assenti e sentei o mais longe possível dela.
Desconforto era a palavra adequada para aquela situação, antes Witney me tratava bem e era fã do McFly.
— Witney, não quero que o que houve comigo e com ainterfira no seu carinho por mim.
— Escuta Dougie, eu sempre vou amar o McFly e tudo mais, mas não pense que só porque você faz parte dessa banda incrível que eu amo que eu vou deixar você machucar a minha melhor amiga. Na verdade, é melhor você indo embora porque ela está se saindo muito bem sem você, não quero que estrague tudo. — ela falou verdadeiramente.
— Estragar? Eu vim conversar com ela.
— Ela não quer conversar com você. — ela rolou os olhos.
— Prefiro ouvir isso da boca dela.
— Tomara que ela enfie a mão bem na sua boca! — Witney gritou me assustando. Apressou os passos indo até o quarto e voltando com uma bolsa sobre os ombros. — Se eu pegar a
chorando quando eu voltar, pode apostar que eu vou enfiar o meu salto lá onde o sol não bate e você vai precisar de uma reconstrução anal, não duvide de mim, acho que já sabe a história por trás do Adam Silver.
Ela bateu a porta e eu imediatamente lembrei-me da história queme contou meses atrás.
Basicamente, Witney pratica boxe e Adam Silver foi o primeiro cara que ousou ser um canalha com ela, fazendo-a praticar todos os golpes que aprendeu nele.
Nunca duvide de uma mulher.
Fiquei numa espera angustiante de pouco mais de uma hora, Whitney não me fez companhia, o que me fez pensar que ela estaria tramando algo contra mim. Só fui trazido de volta à realidade quando ouvi o som de vozes do outro lado da porta, que foi aberta juntamente com o meu sorriso que sumiu com a mesma rapidez que surgiu ao ver a seguinte cena:
estava de costas para mim se despedindo de um homem, que colocou a mão no pescoço dela trazendo-a para perto beijando-a rapidamente.
Eu quis morrer.
Mas antes eu queria matar.
— Eu te ligo mais tarde. — o idiota falou e ela se virou sorrindo.
O sorriso se desfez no exato momento em que ela notou a minha presença, como aconteceu comigo segundos atrás.
Ela suspirou e fechou a porta, não me olhou novamente e caminhou para a cozinha, a segui.
— O que veio fazer aqui? — ela abriu a geladeira pegando uma garrafa dʼágua.
— Conversar com você, não é óbvio? — comecei sentindo o meu sangue ferver. — Mas creio que você já tem algo de mais interessante para fazer.
— Do que você está falando? — ela voltou para a sala, sentando-se numa poltrona afastada, me deixando incapaz de sentar do lado dela.
— Do seu amigo. — apontei para a porta.
— Ah, o Brian! — ela falou sem conter o sorrisinho. — Bem, acho que ficou claro que ele é mais que um amigo.
— Você é rápida.
— Não tanto quanto eu gostaria… — ela começou calma, mas se levantou, aumentando o tom de voz em seguida. — mas pelo menos não foi enquanto estávamos juntos!
Fiquei sem palavras.
Era claro que ela estava certa, eu não tinha direito de cobrar nada dela, pelo o contrário, eu estava em dívida.
— Me desculpa. — sussurrei sentindo vergonha do homem que havia me tornado.
— Dougie, não temos o que conversar. Nós já dissemos tudo um para o outro.
— Sinto sua falta. — a abracei, afundando meu rosto na curva de seu pescoço sentindo a fragrância cítrica invadir-me por completo.
Era o cheiro dela e naquele pequeno momento eu me senti em casa novamente.
— Não faz isso. — ela pediu em sussurro. — Isso só complica tudo.— Então me deixa fazer… — sussurrei de volta.
— Fazer o que?
— O que eu estou morrendo de saudades de fazer. — respondi e antes que ela pudesse contestar, segurei seu rosto com as mãos e juntei nossos lábios.
Eu sentia saudades daquele beijo, de como nossas bocas se completavam, como elas se conheciam e me acariciavam. Foi um beijo cheio de saudades, terminei puxando seu lábio inferior com os dentes fazendo-a arfar.
Ela colocou as mãos nos meus ombros e se afastou.
— O que foi? — perguntei confuso, ainda de olhos fechados.
O que poderia estar errado? Tudo estava ficando bem entre nós, ou pelo menos era o que eu estava querendo mais que tudo.
— Você não pode aparecer na minha casa tão bonito assim e me beijar como se nada tivesse acontecido. — ela falou nervosa e por um segundo eu quis rir da maneira que ela falou.
— Me explica. — pedi
— As coisas não são tão simples. — ela estava visivelmente incomodada, reconheci pelo sinal claro de mexer os cabelos com rapidez como ela fazia agora. — Você me magoou. Se passaram dois meses, eu sei que você ligou, mas eu precisava desse tempo e foi onde eu percebi que fico bem sem você. E agora eu estou saindo com outra pessoa.
— O tal do Brian. — falei, mas antes que ela pudesse brigar comigo por ter sido um tanto irônico ao dizer o nome desse cara, voltei a me concentrar no que realmente valia a pena. — Escuta, eu vim até aqui pensando em te dizer mil coisas, mas eu só vou conseguir dizê-las quando você me perdoar. — comecei incerto com as palavras.
— Eu já te perdoei. — respondeu sincera.
— Se você me der uma chance, a única. — frisei. — Eu prometo te recompensar todos os dias por ter sido um namorado ruim, te amar em todas as horas do meu dia, te fazer sorrir mesmo nos seus piores dias e nunca mais te decepcionar.
— Isso está parecendo até votos de casamento.
— Ah, sobre isso. — me ajoelhei e ela riu alto.
— Não, por favor. — ela falou e confesso que me senti triste por ela ter recusado um futuro pedido de casamento. — Eu não estou preparada ainda, quer dizer, se vamos retornar o nosso namoro, precisamos ir com calma e eu preciso ter certeza de que você me ama de verdade.
Ela aceitou voltar pra mim?
— Pode repetir? — pedi atônito.
— Dougie, é sério. Vai ser tudo com calma. — ela falou e eu não conseguia dizer mais nada, pois a minha boca estava arregaçada com um sorriso maior que aquele apartamento. — Preciso fazer algumas coisas.
— Como dispensar aquele Brian, não é?
— Não ia dar certo mesmo. — ela suspirou fazendo uma cara de tristeza exagerada.
— Por quê?
— Porque eu já sou apaixonada por um idiota. — ela respondeu me fazendo sorrir.
— Um idiota que nunca teve a chance de dizer. — comecei e ela me olhou sem entender. — It’s all about you.
Ela sorriu mostrando todos os dentes antes de me beijar, me fazendo ter a certeza que ali era o único lugar que eu sempre gostaria de estar.

 

 

Fim.