24. Five Colors In Her Hair

24. Five Colors In Her Hair

  • Por: Vitoria Amorim
  • Categoria: Especiais | McFLY
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Sinopse: Dougie, Harry, Danny e Tom estavam sempre metidos em confusão, a escola toda os conhecia por isso – e claro, por sua banda. Faltando apenas duas semanas para o fim do ano letivo e estarem oficialmente formados, Dougie decide dar uma festa e encontra uma garota misteriosa usando seu casaco, o problema é: o garoto não a conhece. Quem é aquela estranha com cinco cores no cabelo?

 

Capítulo Único

(Centro de Londres, sábado.)Poynter segurava a mão de Jazzie e a puxava pelo centro movimentado de Londres, a pequena mal conseguia acompanhar os passos do irmão e por isso tropeçava a cada cinco minutos, deixando o mais velho cada vez mais sem paciência. A festa começaria dentro de algumas horas e Tom havia esquecido de comprar os copos, passando a tarefa para Dougie, o que não agradou o rapaz. Estava sozinho com Jazzie desde o meio da semana, quando sua mãe entrara em um avião e soprara beijos para seus filhos, desde então não aguentava mais a choradeira da mais nova. Não o entendam mal, o garoto ama sua irmãzinha com todo o seu coração, mas ser um adolescente, com a festa do ano sendo planejada, e tendo que cuidar de sua irmã de seis anos não é nada fácil ou prazeroso. Dougie estava perdido em pensamentos – sobre como mataria Fletcher por colocá-lo nesta situação – e nem ouvia as reclamações da criança, que puxava o irmão dizendo algo que ele não se importou em ouvir.

O que foi agora? — se vira para a irmã, sem parar de andar e não percebe uma garota vindo distraidamente em sua direção até o momento do impacto. A estranha tinha olhose seu cabelo, naturalmente, possuía cinco mechas coloridas – verde, rosa, azul, roxo e laranja -, mas o que mais lhe chamara a atenção foi o casaco que a garota usava, aquele era o seu casaco, ele tinha certeza. Era verde, com alguns patches costurados nas mangas, inclusive aquele que sua avó fizera para ele, com a logo da McFly, quando a banda foi formada. Se fossem uma banda mundialmente famosa aquela situação até poderia ser engraçada, mas eram apenas uma banda de garagem, ninguém deveria ter seus nomes estampados em roupas. Percebeu estar encarando a garota por tempo demais quando a mesma revirou os olhos e murmurou um idiota antes de seguir seu caminho, deixando um Dougie extremamente confuso no meio da calçada, que só acordou do transe ao que Jazzie começou a puxar sua mão outra vez.

— Vamos Jazzie, se você se comportar eu te compro um sorvete antes de irmos embora. — o garoto promete, rindo do gritinho em comemoração que a irmã soltara.

Capítulo Único

(Subúrbio londrino, sábado.)
 

Dougie suspirou aliviado, tudo estava ocorrendo conforme o imaginado. Sua mãe estava fora da cidade, alguma convenção da qual ele não fez questão de saber, e Jazzie estava na casa de Anne, sua amiga. O loiro havia planejado aquela festa há semanas, junto de seus melhores amigos Harry, Tom e Danny. As aulas acabariam dentro de duas semanas e então estariam formados, e sendo quem são não poderiam ir embora sem se despedir, certo? Os quatro estavam constantemente metidos em confusão, eram conhecidos na escola toda por isso, e bem, pela banda que haviam formado pouco mais de um ano atrás. Dougie era o baixista da McFly, como eles decidiram chamar a banda, e não podia negar que sua popularidade havia aumentado significativamente, e que havia se aproveitado disso, desde que havia assumido o posto junto dos amigos.

Os garotos haviam se conhecido por acaso, não eram o velho clichê de amigos de infância com o sonho de serem rockstars, pelo contrário a banda era apenas uma diversão. Dougie conhecia Harry de suas aulas de matemática, Harry conhecia Danny pela Educação Física, ambos eram do time de futebol, e Danny era vizinho de Tom, que queria formar uma banda. Danny ouviu de Dougie por Harry, do qual havia ouvido por Tom. Um tal “me disseram que você toca bateria” e “oi, é verdade que você toca baixo?” e algumas semanas depois estavam todos na garagem de Tom, se encarando apreensivos. Dougie e Harry estavam com pressa, Poynter precisava buscar Jazzie no balé e Judd tinha um encontro com Izzy mais tarde, a nerd – pelo qual o garoto sempre tivera uma queda – de suas aulas de química prática. Levou mais um mês até que todos estivessem à vontade uns com os outros para que as primeiras brincadeiras surgissem e o clima estivesse descontraído o suficiente para que começassem a tocar.

Mas bem, voltando a festa, Dougie não prestava atenção ao seu redor, estava intrigado com o encontro que tivera mais cedo. Quem era aquela garota e o que ela fazia com o meu casaco?, se perguntava, buscando em sua mente uma resposta para a questão, ele tinha certeza de que não havia transado com ela, com aquele cabelo eu me lembraria, pensou, sem conseguir chegar a uma conclusão.

– Dude, — o loiro fora tirado de seus pensamentos por Danny, que passava um braço por seus ombros — a gente arrasou com essa festa, a escola toda ‘tá aqui.

— Não todo mundo, — respondeu, dando um gole de sua cerveja e indicando Tom, que se aproximava com um olhar decepcionado. — nada da Giovanna?

— E se ela não vier? — Fletcher suspirou, dando de ombros — Ela me disse que viria.

— Qual é Tom, — Danny repreendeu — achei que você já tinha superado esse pé na bunda.

Antes que Fletcher pudesse buscar em sua mente uma resposta mal educada, Harry se aproximou dos amigos, havia acabado de chegar na festa, com um sorriso enorme no rosto.

— Caras, vocês não vão acreditar com quem eu estava agora mesmo! — disse claramente eufórico.

— Com a rainha? — arriscou Danny, com sua melhor cara de “diz que eu acertei!” enquanto recebia olhares de julgamento dos outros três.

— É Danny, o Harry na verdade é filho dela e vai ser o próximo rei — Tom disse irônico, recebendo um olhar em choque de Danny, que em seguida olhou para Harry e desmanchou a expressão ao ver o amigo negar com a cabeça.

— Para os interessados, eu estava com a Diretora Heathon — fez uma pausa para ouvir os vários ‘ew’ de seus amigos — e ela nos convidou para tocar no Baile da escola, no fim do mês! – praticamente gritou o final, sendo acompanhado dos garotos e recebendo olhares estranhos das pessoas ao seu redor. Seria oficialmente o primeiro show da banda, até então só haviam tocado na garagem de Tom e em algumas festas de seus amigos.

— E se ela trouxer aquele idiota do Carlson? — pergunta Fletcher atraindo a atenção dos amigos. Se referindo ao namorado universitário pelo qual sua ex e melhor amiga havia o trocado.

— Dude, eu acabei de anunciar nosso primeiro show com cachê e você ‘tá preocupado com a Falcone? — retrucou Harry, irritado com o amigo que se mantinha de coração partido mesmo meses após o término — Que eu me lembre essa história de “vamos continuar amigos” foi ideia sua.

— Eu ouvi que eles tinham terminado — disse Danny, ignorando Harry e recebendo um olhar esperançoso do amigo.

— Mas você também ouviu que a Stacy estava grávida e na verdade ela só tinha engordado. — relembrou Harry.

— E teve aquela vez que você disse que a Sra. Whitaker morreu e fomos os quatro tomar chuva no cemitério enquanto ela estava dormindo. — completa Dougie, rindo — Sinto muito cara, mas você não é uma fonte confiável.

Danny resmunga algo sobre não ter culpa de receber informações erradas e observa a casa, enquanto os amigos continuam a citar situações em que as “fontes” de Danny os colocaram. Seu olhar se demora na entrada, dando um sorriso ao ver a chefe das líderes de torcida, Georgia Horsley, e sua melhor amiga, a responsável pelo jornal da escola, Giovanna Falcone, se aproximando.

— Agora se me dão licença, eu e meu amigo Tom aqui temos duas lindas moças solteiras para cumprimentar — dá um tapinha nas costas de Tom, indicando a dupla que acabara de chegar.

~ • ~
Uma hora se passou até que Tom e Danny voltassem, o último acompanhado de Georgia, com quem mantinha uma amizade colorida há alguns meses. Mais um tempo se passou até que Giovanna e Izzy, namorada de Harry, se juntassem ao grupo, que estava sentado ao redor do balcão da cozinha.

— Dude, who the hell is she? — Danny perguntou, olhando na direção da entrada da casa com as sobrancelhas franzidas, fazendo com que todos se virassem na mesma direção. Os olhos de Izzy se iluminaram e a garota abriu um sorriso ao ver a recém chegada, indo em sua direção sem nenhuma explicação e deixando todos confusos.

— É a, — informou Georgia, franzindo o nariz — eu faço literatura com ela toda quarta. É uma esquisitona. — dá de ombros. — A Izzy gosta dela.

— Ouvi dizer que ela tem uma tatuagem que fica escondida pela lingerie. — comenta Giovanna, como quem não quer nada, deixando os garotos curiosos — Também me disseram que ela cozinha pelada.

— Como você sabe disso? — pergunta Tom, trocando um olhar com os amigos.

— Minha prima mora no mesmo prédio que ela. — respondeu simples, sem fazer muito caso da situação.

Izzy então volta para perto do grupo, puxando a amiga consigo. “Essa é a, da minha aula de música”, apresenta chamando a atenção de Dougie para a garota, e franze as sobrancelhas ao perceber ser a mesma com quem esbarrara mais cedo e que está ainda usava seu casaco. Ótimo, pensa Poynter, pelo menos vou conseguir meu casaco de
volta
. Izzy explica que ela ese conheceram há poucas semanas quando se ofereceu para ajudar a afinar o violino da futura amiga, e que desde então não haviam se separado. Os olhosdeeram, mesmo com a luz fraca da festa, os mais bonitos que Dougie já vira, ela possuía um piercing no canto da boca, que refletia a luz de tempos em tempos ao que a garota sorria. Ele não conseguia desviar os olhos do rosto da estranha, que de vez em quando o olhava com curiosidade devido a atenção exclusiva que recebia do anfitrião, mesmo que este não tenha lhe dirigido nenhuma palavra.

— Dude, e se a gente fosse lá pra cima? ‘tá muito barulho aqui embaixo. — sugeriu Tom, olhando para Dougie e depois para Giovanna, indicando que queria uma chance de ficar sozinho com a garota. O loiro dá de ombros, se levantando com sua cerveja sem álcool em mãos, e seguindo em direção às escadas, sendo seguido pelo grupo. Logo que chegaram a porta de seu quarto, Poynter retirou a chave do bolso e destrancou a porta, esperando que todos entrassem para que pudesse trancá-la novamente, impedindo qualquer imprevisto de acontecer.

Dougie se vira para o grupo, pousando os olhos emque olhava os livros em sua estante. Suspirou aliviado por ter tido tempo de arrumar o quarto antes da festa.

— Gostou de algum? — pergunta, em uma tentativa de puxar assunto ao se aproximar, e sorri internamente ao ouvir uma risada vindo da garota ao seu lado.

— Para ser sincera, eu já li quase todos.responde, virando-se para encarar Dougie, que a olhava como se não acreditasse. Dá de ombros — Digamos que eu tenho muito tempo livre em casa.

Antes que o loiro pudesse responder,vai em direção à varanda, olhando rapidamente para trás a fim de ver se Dougie a seguia, o que o garoto não demorou a fazer.encostou-se no beiral, de modo a ficar de frente para o quarto e para Poynter, que a observava curioso, apoiado no batente da porta.

— Como eu nunca te vi pela escola antes? — questiona Dougie, mais para si mesmo do que para a garota.dá de ombros e ri brevemente, sem tirar os olhos do jovem.

— Talvez você não tenha olhado nos lugares certos.

— E que lugares seriam esses? — pergunta ao se aproximar, apoiando-se no beiral ao lado da garota, que se virou para encará-lo.

— Na biblioteca, na sala de música, nas reuniões do clube de cinema, lista — ou até mesmo na sala de aula, sabe? a gente faz história juntos na segunda.

Dougie ri, ele realmente não prestava atenção em nada durante suas aulas de história, ou estava aproveitando o tempo para compor ou estava dormindo, o que não agradava em nada sua professora. Dougie econversam por um tempo, aproveitando o momento para conhecerem melhor um ao outro, Poynter encontrava-se encantado por– não que fosse admitir isso para alguém em algum momento, nem ele mesmo acreditava, havia acabado de conhecer a garota e ainda não descobrira o porquê de ela ter seu casaco.

, tem uma coisa que eu gostaria de te perguntar. — cortou o assunto, lembrando-se do encontro mais cedo.

— Por favor que não seja sobre a minha tatuagem, algum idiota espalhou sobre ela para o time de futebol e eu não aguento mais repetir ‘não Mark, você não vai ver minha tatuagem’ ou ‘não Mark, eu não vou te contar o que é’. — a garota responde, rezando internamente para que este não fosse o tema abordado. O que fez com que Dougie risse da cara da garota, sendo acompanhado pela mesma logo em seguida.

— Na verdade eu gostaria de saber onde você conseguiu o meu casaco.

— Ah, isso… —abre um sorriso — lembra-se do último show que vocês fizeram na garagem do Fletcher no início do mês? — indaga, recebendo um aceno de cabeça de Poynter — Então, eu estava com frio e cansada de esperar a Izzy para irmos embora, ai eu vi esse casaco jogado em um canto, — deu de ombros — não parecia fazer falta a ninguém.

— Então além de ser uma fã, você roubou o meu casaco? Ow, que stalker. — provoca Dougie, segurando o riso. Para ele a situação era no mínimo cômica, havia criado diversas teorias em sua mente de como o sumiço do casaco poderia ter ocorrido. Antes quepudesse responder, ambos são chamados por Danny, de dentro do quarto, que havia convencido o grupo a jogar ‘Eu nunca’ e estavam sentados esperando com que os dois se juntassem a eles.dá de ombros e senta-se ao lado de Izzy, Dougie tomando o lugar a sua frente.

— Todo mundo sabe as regras? — pergunta Danny, recebendo vários ‘sim’ entediados dos amigos — Alguém vai dizer algo que nunca fez, se você já tiver feito, bebe, se não é só seguir em frente. Prontos? Eu nunca… — Jones olha ao redor, parando seus olhos em Tom e sorrindo em seguida — …fiquei com a irmã de um amigo meu.

Todos os olhos se viram para Tom, que olhava Jones com indignação enquanto virava o copo e corava violentamente, passando os olhos entre Danny, Harry e Giovanna.

— Dude, com qual irmã você ficou? — pergunta Dougie curioso, Fletcher nunca havia comentado sobre isso com ele.

— Bem, então… vocês se lembram aquele fim de semana que vocês foram para a praia e eu fiquei em casa cuidando da Carrie? — começa, mexendo as mãos nervosamente, preparando-se para a reação do amigo.

— Aquele em que a Carrie ficou doente? — pergunta Georgia, que dava aulas de dança para a pequena Fletcher.

— Isso, então, — respirou fundo — nesse dia eu fui no parque, depois que a Carrie finalmente dormiu assim que a febre passou. E eu acabei encontrando com a Katherine e…

— Você pegou a minha irmã?! — grita Harry sem acreditar, afinal Tom havia quebrado uma das regras do Bro Code.

— Bom, eu convidei ela pra um sorvete, esse dia estava bem quente, por isso vocês foram para a praia… — Tom tinha essa péssima mania de divagar quando estava nervoso —…ela riu de uma piada minha, uma coisa levou a outra e a gente acabou se beijando e…

— Eu rio das suas piadas e nem por isso você me beija! — retrucou Judd, cada vez mais indignado com a história. — E a Kath tá na faculdade, por que ela ia beijar você?

— Bom, talvez eu seja um melhor ouvinte do que os caras da faculdade. — Tom estava começando a se sentir ofendido.

— Foi isso o que ela te falou? — Harry ri.

— Tudo bem, vamos continuando. — Dougie diz, sua voz acima da discussão — Eu nunca roubei um casaco.

— Eu não roubei, eu peguei emprestado. — responde, olhando Dougie com uma falsa irritação, o que só divertiu ainda mais o rapaz.

— Eu não citei seu nome. — Dougie ri, com os olhos fixos nos da garota, que o olhava desconfiada. Os dois encaravam-se, sem perceber Danny que havia bebido discretamente, recebendo um olhar desconfiado de Georgia, que estava ao seu lado.

~ • ~
O jogo continuou por mais algumas rodadas, até que os garotos estavam começando a se irritar um com o outro. Havia sido revelado que, além de ter ficado com a irmã de Judd, Tom havia decidido se tornar vegano e é usado de boneca por Carrie, que adora vestir o irmão de princesa. Danny não havia feito nada que os amigos não esperassem dele, como aulas experimentais de ballet e yoga, junta de Georgia há algumas semanas. Harry, que parecia ser o mais certinho dos quatro, já havia feito sexo ao ar livre e com risco de ser visto, durante as férias há dois anos. E Dougie, bem, ele não se lembrava o nome de todas as garotas com quem saira e, uma vez, foi obrigado a fugir pela janela quando os pais de uma dessas garotas chegou antes do esperado. Após o jogo, Danny e Georgia se despediram do grupo e foram embora, aproveitar o resto da noite juntos, logo sendo seguidos por Harry e Izzy. Neste momento, Dougie eestavam de volta à varanda, enquanto Tom e Giovanna conversavam.

— A festa foi muito boa, embora eu tenha ficado aqui em cima a maior parte da noite. —riu, sendo acompanhada de Dougie.

— Eu fui um péssimo anfitrião, mas a companhia aqui estava mais interessante. — o loiro passou os olhos lentamente por todo o corpo de, abrindo um sorriso torto ao voltar aos olhos da mesma, que riu.

— Dougie Poynter, você está flertando comigo?

— Bem, isso depende, está funcionando? — devolveu, se aproximando da garota.

— Você vai precisar de mais do que isso pra me conquistar. — a garota finalizou, abrindo um sorriso suspeito para Dougie, que levantou uma sobrancelha e se aproximou mais, seu rosto há milímetros de distância de, de forma que ele podia sentir sua respiração, os lábios praticamente se encostando, quando foram interrompidos por um bater de porta, fazendo ambos se assustarem e se afastarem.olhou para dentro e viu Tom, jogado em um canto com a cabeça entre as pernas e nada de Giovanna, o que explicava o barulho da porta. Dougie soltou um suspiro como quem diz “de novo não” e olha paracomo quem pede desculpas, recebendo um sorriso mínimo da garota. — Acho melhor eu ir embora antes que fique tarde.

— Aparentemente eu tenho uma situação para resolver aqui. – diz indicando Fletcher.faz menção de tirar o casaco, a fim de devolvê-lo para Poynter, mas o mesmo faz que não com a cabeça — Pode ficar. Te vejo outro dia?

— Até segunda —ri e pisca para Dougie, antes de se inclinar e depositar um beijo na bochecha do garoto, indo embora logo em seguida.

Dougie suspira, olhando a porta por um tempo antes de virar sua atenção para o amigo, que não havia se mexido. O garoto então vai até Fletcher e se senta ao seu lado.

— Dude, você quer dormir aqui hoje? — convida, recebendo um barulho sem sentido de Fletcher como confirmação — Eu vou dar um jeito lá embaixo e já subo pra gente conversar, ok? Você sabe onde fica o colchão. — Dougie se levanta, fazendo o que disse ao amigo e juntando o lixo produzido pela festa, “olha esse tanto de plástico,” suspira “vou ter que passar no centro de reciclagem na segunda”. O jovem termina rapidamente toda a arrumação mais básica, deixando para usar os produtos de limpeza no dia seguinte, e volta para o quarto encontrando Tom no colchão olhando fixamente para o teto. Ao olhar ao redor, Poynter percebe que o amigo arrumou a bagunça do quarto e que havia preparado a cama e o colchão para que pudessem dormir, sendo assim tirou rapidamente a blusa e a bermuda, indo para a cama logo em seguida. Alguns minutos de silêncio se passaram até que Tom finalmente se abrisse.

— Eu estraguei tudo, Doug. — suspira — E foi pra valer dessa vez, eu sei.

— Como você têm tanta certeza? — pergunta, tentando animar o amigo.

— Sabe a história da Katherine, que o Danny me fez contar mais cedo? — fechou os olhos, recebendo um ‘sim’ do amigo — Eu e a Giovanna estávamos dando um tempo, eu fui dar uma volta no parque depois da nossa briga.

— Cara… — Poynter solta, baixinho, sentindo-se mal pelo amigo.

— Eu sei que tecnicamente não estávamos juntos, ela mesma decidiu pedir um tempo, mas foi no mesmo dia, sabe? Assim que eu beijei a Katherine eu sabia que a Giovanna não ia me perdoar… eu não consegui me perdoar.

— Eu sinto muito, Tom. A gente sempre achou que você ia ser o primeiro a nos largar porque ia tomar jeito com a Giovanna, a gente brincava que você ia ser o primeiro a casar. — Dougie deu um riso fraco, olhando para Tom, que tinha no rosto uma expressão de estar realmente magoado.

— Eu também achava. — dá um sorriso amarelo, colocando as mãos no rosto.

— Tenta dormir, Tom, amanhã você se preocupada com isso. Você bebeu e ela também, vocês precisam pelo menos conversar de verdade sobre isso. — aconselha.

— Eu sei, obrigado Doug. — Tom olha para o amigo — Me conta da.

— O que você quer saber? — pergunta, olhando curioso para o amigo.

— Vocês parecem ter se dado muito bem, — lançou um olhar sugestivo, fazendo com que Poynter revira-se os olhos, — onde ela conseguiu o casaco?

— Ela pegou em um show nosso. — o garoto abre um sorriso ao se lembrar.

— Vai chamar ela pra sair? — Tom perguntou, curioso ao ver o sorriso do amigo.

— Talvez, vamos ver na segunda quando eu estiver sóbrio. — diz, virando-se para dormir — Boa noite, Tom.

— Você nem bebeu. — Tom diz baixo, soltando um riso anasalado — Boa noite, Doug.

 

~ • ~
(Palmers Green High School , segunda.)

se assustou ao que Dougie jogou o material e sentou-se na carteira ao seu lado, retirando os fones de ouvido e olhando para o garoto em confusão.

— Bom dia? — perguntou deixando implícito um ‘o que você está fazendo?’.

— Bom dia! — Poynter responde animado, abrindo um sorriso para a garota. — Eu decidi que vou prestar atenção na aula, e que lugar melhor do que a primeira carteira?

— Você decidiu prestar atenção agora? Depois das provas e faltando duas semanas pra acabar as aulas? — disse incrédula.

— Nunca é tarde para se aprender.

Com isso a professora entrou na sala, chamando a atenção de todos ao cumprimentar a turma. Dougie fingiu prestar atenção no que a mulher falava, mas a cada dois minutos se pegava olhando discretamente para. Estava decidido em chamar a garota para sair, mas precisava se aproximar mais dela antes e por isso a convidou para passar o intervalo com ele e seus amigos, o que precisou de certa insistência já que a garota planejava passar na biblioteca para devolver alguns livros. Neste dia o grupo era composto por Harry, Danny, Izzy e Georgia, Tom e Giovanna ambos faltaram, o grupo estava sentado em uma mesa ao fundo do refeitório, como já era costume. Harry e Danny abriram um sorriso sugestivo ao ver Dougie se aproximar acompanhado de, já que este nunca levava ninguém para passar os intervalos com eles – isso requer um certo nível de seriedade no relacionamento, a própria Georgia só estava ali há algumas semanas. O intervalo passou entre brincadeiras e piadas e ao final Dougie etrocaram telefones, para que pudessem manter contato fora do colégio.

O resto do dia se passou sem que nada de interessante realmente acontecesse, Dougie buscou Jazzie na escola e limpou a casa, indo para o centro de reciclagem logo em seguida a fim de dar um fim apropriado à todo o plástico desperdiçado em sua festa. Voltou para a casa cansado e pediu uma pizza para que ele e Jazzie pudessem jantar, a pequena estava animada com o fim do ano, ansiosa para o natal – havia pedido ao papai noel um kit de ciências infantil, que Sam e Dougie haviam comprado semanas atrás e escondido no quarto do garoto. Depois de cuidar da louça, Poynter colocou a irmã para dormir e tomou um banho antes de ir para seu quarto. Antes que pudesse pensar muito e desistir do que faria, tirou uma foto e mandou anexada a um sms para seu mais novo contato, “festas são ótimas, mas limpar tudo depois é um saco”. Bloqueou o celular, fingindo para si mesmo que não se importava de receber ou não uma resposta, mas nem ele mesmo acreditou nisso ao perceber o sorriso que abriu quando a tela do celular se iluminou, indicando que a garota havia o respondido. E assim passaram a madrugada, conversando sobre aleatoriedades até que fosse tarde o suficiente para que não conseguissem obter nem mesmo metade das horas de sono apropriadas.

~ • ~
(Cafeteria Reddoor, quinta)

O resto da semana se passou exatamente como o primeiro dia,passava os intervalos com Dougie e o grupo e durante a noite conversava com o garoto por sms. Apenas na quarta-feira Dougie se sentiu pronto para convidar a garota para sair, recebendo um “achei que você nunca fosse pedir”, de— o que fez com que Tom, Harry e Danny rissem ao contar a história para os amigos. E aqui estava Dougie, sentado em uma mesinha ao canto da cafeteria onde ele emarcaram, era um local afastado do centro, mas extremamente aconchegante, o garoto achou queiria adorar, e teve certeza ao ver a expressão da garota ao entrar.

— Hey! — chamou, levantando-se para comprimentarO que achou?

— Que você tem um belo de um bom gosto. — disse, fazendo o garoto rir.

— Não posso negar. — concordou, analisando o rosto da garota. — Foi fácil chegar aqui?

— Eu vim de Uber, então… — deu de ombros — Adorei o lugar, como você o encontrou?

— Antigamente o salão da minha mãe era aqui perto, então eu costumava trazer a Jazzie aqui depois da escola antes de irmos para lá. — o garoto abriu um sorriso, se lembrando dos momentos que teve com a irmã neste mesmo lugar, sendo acompanhado por.

— Jazzie é a sua irmã, certo? — perguntou, recebendo um aceno de cabeça de Dougie — Me fala sobre ela.pediu, colocando a mão sobre a de Dougie, estava cada vez mais interessada no rapaz e conhecê-lo melhor era uma de suas prioridades no momento.

— Ela tem seis anos e é uma peste, — riu baixinho, junto de ela quer ser astronauta quando crescer, então eu e minha mãe dissemos que antes ela tem que estudar alguma coisa, você não simplesmente termina o ensino médio e bate na porta da NASA.

— Não mesmo, acredite em mim, eu tentei. — contou a garota, rindo.

— Você precisa me contar essa história.

— Depois, primeiro me fala mais da sua família, o que a Jazzie decidiu estudar?

— Ela decidiu que vai se tornar cientista e depois astronauta, ela quer fazer experimentos na lua… — os olhos de Poynter brilhavam ao falar sobre a irmã, o garoto a amava e tinha um orgulho gigantesco da caçula, sentia-se extremamente protetor para com ela desde que seu pai os abandonara há alguns anos.

O encontro foi ótimo, logo fizeram seus pedidos e não faltara assunto em momento algum, quem observava de longe poderia imaginar que os jovens já eram um casal. Falaram de Jazzie e Sam, da banda, sobre faculdades – Poynter quer cursar música equer ser professora -, falaram também da vida de– a garota se tornara órfã há alguns poucos anos, morou então com a avó que havia falecido há apenas alguns meses, e desde então vivia sozinha em um apartamento perto do centro. Dougie admitiu para si mesmo que estava sim encantado com a garota, mas também como poderia não estar? “não há nada ali para não se gostar”, pensou. E com isso, conduziu a conversa até o assunto até o desejado.

— Então… você vai ao baile? — questionou, ficando nervoso de repente.

— Porquê? Está querendo me convidar? retrucou, inclinando-se na mesa para ficar mais próxima de Poynter, que replicou o movimento sem perceber.

— Talvez, você aceitaria? — deu seu melhor sorriso, fazendo a garota sorrir também.

— Quem sabe se você pedir com jeitinho… deu de ombros, com o sorriso ainda no rosto, fazendo Dougie rir.

, você gostaria ser o meu par para o baile de formatura? — disse, fingindo um tom mais formal e segurando o riso.

— Dougie Poynter, eu adoraria ser o seu par no baile de formatura. — respondeu a garota, colocando sua mão sobre a de Poynter novamente e a apertando levemente — Esteja na porta de casa às 19h, e acho bom te avisar que não tolero atrasos. Te mando o endereço por sms.

Conversaram mais um pouco e logo Dougie pediu a conta, se despedindo decom um beijo no canto da boca, o que fez a garota o olhar curiosa, soltando um riso breve seguido de um “até amanhã, Poynter”.

 

~ • ~
(Dia do baile)

Dizer que Dougie estava nervoso seria diminuir drasticamente a situação do garoto. Estava sentado no chevrolet spin que Danny havia pego emprestado de sua mãe, o mesmo dirigia e no passageiro ao seu lado estava Georgia, Harry e Izzy encontravam-se nos bancos de trás e Tom e Dougie estavam no meio, onde ainda havia lugar para queos acompanhassem. Já estavam na frente do prédio dehá cinco minutos, Danny já estava impaciente e Harry já havia dito à Dougie para “criar coragem e ir buscar sua garota” três vezes. Cansado das reclamações dos amigos, Dougie respirou fundo e desceu do carro, recebendo alguns “finalmente” de todos. O garoto tocou o interfone, recebendo a informação de que sua entrada já estava autorizada. Poynter respirou fundo mais uma vez, apertando suas mãos suadas no buquê que carregava e entrou no prédio, entrando no elevador e pressionando o botão do 4º andar. Rapidamente estava na porta da garota, que havia o enviado um sms dizendo “ fiz algumas mudanças que talvez não o agradem” e também “mas o mais importante é que eu adorei”, deixando-o extremamente confuso sobre que tipo de mudanças seriam essas. Sem muito tempo para pensar, tocou a campainha e logoestava à sua frente. A garota estava linda em um vestido vermelho vivo com alças finas duplas que se ligavam a um decote em formato de coração, com um corpete alinhado à cintura, que se abria em uma saia godê soltinha com fenda na perna, o conjunto todo dando a impressão de ser um vestido de princesa. A garota estava linda, Mas o que mais chamou a atenção de Dougie fora o cabelo da, a garota havia cortado as mechas fora, deixando-o bem curtinho, estilo pixie, o que para Poynter apenas a deixou mais charmosa, “uau” era o único pensamento que dominava a mente do garoto, que tinha certeza de estar a encarando a tempo demais.

— Perdeu alguma coisa, Poynter? — a garota provocou, fazendo o garoto sair do transe.

— Uau… — o loiro deixou escapar, corando levemente em seguida — Você está linda,.

— Obrigada, — respondeu, abrindo um sorriso de lado ao analisar o smoking do garoto — você também não está de se jogar fora.

— São pra você. — indicou o buquê, que continha rosas vermelhas, girassóis e margaridas, quepegou e levou ao nariz para sentir a fragrância, agradecendo em seguida e colocando as flores em seu aparador, antes de fechar a porta e seguir com Poynter até o carro.

O caminho até a festa fora recheado por piadas e brincadeiras, o clima leve como em todas as vezes em que o grupo estava reunido. Ao chegarem ao local do baile – a quadra coberta da Palmers Green High School – posaram para fotos em grupo e individuais, adentrando o salão improvisado logo em seguida. O tema escolhido para este ano fora fundo do mar, de modo que a decoração estava toda a caráter, com papéis azuis e verdes formando cortinas em algumas áreas e diversas estrelas do mar espalhadas pelas paredes.

Danny logo puxou Georgia para a dança mais desengonçada de suas vidas, mas pela primeira vez a líder de torcida não estava ligando para o que os outros pudessem pensar, afinal ela estava se divertindo com o seu Danny e isso era tudo o que importava para a loira. O resto do grupo estava sentado em uma mesa afastada da pista de dança, Harry e Izzy conversavam animadamente e trocavam carícias a todo momento, o que fazia com que Tom, com seu coração partido, revirasse os olhos e bufasse há cada cinco minutos, o que estava deixando Dougie cada vez mais impaciente com o amigo.

— Que tal se a gente for buscar alguma coisa para beber? — perguntouao loiro, percebendo a mudança de humor do rapaz.

— Por favor! — respondeu Dougie, já se levantando e acompanhando a garota até a mesa onde estavam sendo servidos os sucos e refrigerantes. O garoto a encarava com a pergunta na ponta da língua, mas com medo de estar sendo muito invasivo já que se conheciam há apenas algumas semanas. Percebendo o olhar de seu par,insistiu para que dissesse logo o que estava o perturbando e soltou um riso ao que o mesmo finalmente decidira falar — Porquê você cortou o cabelo? Não me entenda mal, você continua incrivelmente linda, mas achei que você gostasse e que estava feliz com suas mechas.

— Dougie, o que o ensino médio foi para você? — responde, deixando o garoto confuso com o ruma da conversa.

— Foi… legal? Não sei se entendi a pergunta.

— Para mim, o ensino médio foi um ciclo. Um ciclo lindo em que eu amadureci muito, fiz ótimos amigos e até mesmo aprendi a tocar violino. Mas todo ciclo precisa terminar, certo? — Dougie acena com a cabeça, concordando. — Meu cabelo é uma das únicas coisas na minha vida em que eu tenho controle, principalmente enquanto eu ainda morava com os meus pais ou com a minha avó. Então eu sempre fui de experimentar muito, já fui loira, ruiva, morena. Já tive o cabelo azul, rosa e verde até finalmente chegar nas mechas. Bom, agora eu vou pra faculdade e vou começar uma nova fase, um novo ciclo. Não sei ainda o que vou fazer com o meu cabelo ou com o meu corpo, talvez uma tatuagem nova, mas eu quero ter a chance de começar de novo e não ser conhecida apenas pelas minhas mechas como foi esse último ano. Eu quero ser “, a aluna da University of Manchester que ganhou um bolsa de estudos” e não apenas “a garota do cabelo colorido”.

Dougie compreendia os motivos deperfeitamente, mudar sua imagem e se redescobrir fora o exato motivo pelo qual decidira entrar na banda, não queria mais ser o loser ignorado da turma. O garoto riu, dizendo “então talvez você não goste da surpresa que eu preparei”, fazendoo olhar desconfiada e ver Poynter fazer um x sobre o coração, indicando ser segredo e chamando a garota para dançar logo em seguida. O casal dançou três músicas animadas até que o dj contratado para a noite colocasse uma música lenta, indicando ser a última da noite antes do início do show da McFly.

Os primeiros versos de Truthfully, da DNCE, começaram a tocar pelo salão, trazendo vários casais para a pista de dança, Dougie viu seus amigos dançando com as namoradas e se aproximou de, passando os braços por sua cintura, fazendo com que ela passasse os braços por seu pescoço, fazendo um carinho fraco na região. A garota deitou a cabeça no ombro de Dougie, aproximando-se ainda mais, e ambos começaram a dançar no ritmo. Poynter acompanhava a música e a cantava baixinho no ouvido de, que sentia o coração bater forte no peito.

I was always the one dodgin’ phone calls

From every girl that I met in my bed

But then you came around like a brick wall

You knocked me out, out of my head

Had me treating my Mondays like Fridays

Had me flying so high with no smoke

Always dreamin’ of you, always with me

Damn it, I feel, feel like a joke

Com o fim da música,levantou olhando fixamente para Dougie, que a olhava com o carinho que sentia pela garota estampado no olhar.entrou aproximou o rosto do garoto, fechando os olhos e encostando suas testas, esperando pela reação do mesmo. O coração de Dougie estava tão acelerado que ele temia que a garota pudesse ouvir, mas não perdeu tempo em selar seus lábios com o dela, pedindo passagem para aprofundar o beijo logo em seguida. O beijo deera muito melhor do que tudo que Dougie havia imaginado nas última semanas. Poynter estava apaixonado pore não queria mais negar, a sensação de finalmente ter os lábios da garota nos seus o fazia sentir incrível, como se nada de ruim pudesse o atingir. Após alguns segundos, que se pareceram com uma eternidade para o casal que estivera preso em seu mundo particular durante o momento, Dougie se afasta abrindo um sorriso bobo que fora replicado pela garota.

— Por mais que eu queira continuar te beijando a noite inteira, eu preciso ir lá pra cima tocar agora – diz, sem se afastar da garota, lembrando-se do show que faria com a banda dentro de alguns minutos.sela seus lábios uma última vez, “para dar sorte” diz, e se afasta, vendo o garoto dar alguns passos antes de se virar para um recado final. — Eu fiz uma música sobre você, espero que não se importe, você vai saber qual é assim que ouvir.

Com isso Dougie segue até os bastidores do palco improvisado e se encontra com os amigos, que não precisaram nem perguntar o que aconteceu ao perceber o sorriso do garoto. O grupo testou os instrumentos e os microfones e repassaram a ordem das músicas antes de seguirem para o palco, sendo ovacionados pelos colegas.

— Boa noite, Palmers Green! Estão aproveitando a noite? — diz Tom, interagindo com o público enquanto Harry prepara a bateria e Danny e Dougie se posicionam. — Meu nome é Tom, esses são Dougie, Danny e Harry e nós somos a McFly. Espero que aproveitem o show!

Os primeiros acordes de Obviously foram ouvidos e logo todos estavam dançando, levando os garotos a ficarem extremamente orgulhosos de seu primeiro show oficial. O show seguiu com Hypnotised e She Left Me, até que a banda decidiu animar um pouco as coisas tocando That Girl e Met This Girl, ao fim da última Tom olha para Dougie com um sorriso no rosto antes de se virar novamente para o salão.

— Essa próxima música foi escrita pelo nossa baixista apaixonado Dougie Poynter para sua linda garotaque infelizmente não está mais com suas mechas essa noite. — Fletcher ri alto ao ouvir o “que porra, dude” que Dougie soltara ao ser puxado pelo amigo para a frente do palco, tendo ficado extremamente envergonhado, aquilo não estava combinado. , espero que aproveite sua música. Aliás, você está linda nesse vestido vermelho, nosso Dougie aqui deu sorte.

Com isso os garotos começaram a tocar e soltar os diversos Doo-doo doo-doo-doo doo que iniciam a música.

She’s got a lip ring and five colours in her hair

Not into fashion but I love the clothes she wears

Her tattoo’s always hidden by her underwear

She don’t care

Dougie fica aliviado ao ver a garota sorrindo, principalmente após o discursinho que Tom fizera.

Everybody wants to know her name

I threw a house party and she came

Everyone asked me

Who the hell is she?

That weirdo with five colours in her hair

dançava com Izzy e Giovanna, e até mesmo Georgia se juntou as garotas depois de alguns segundos.

She’s just a loner with a sexy attitude

And I’d like to phone her ‘cause she puts me in the mood

The rumours spreading round that she cooks in the nude

But she don’t care, she don’t care…

Dougie sorria orgulhoso com o resultado da música, todos pareciam estar aproveitando o show, principalmente, que era sua preocupação no momento. Encerraram o show com Saturday Night, se despedindo do público e seguindo até as garotas, que os esperavam ansiosamente. Após uma recepção calorosa e de receber alguns tapinhas nas costas e “parabéns pelo show” de seus colegas, Poynter puxoupara fora do grupo.

— Gostou do show? — estava ansioso para saber a opinião da garota.

— Foi incrível, vocês são muito bons. Mas gostei principalmente da minha música. — abriu um sorriso de lado, se aproximando mais do garoto. — Então quer dizer que eu sou uma solitária com uma atitude sexy?

— Extremamente sexy. — diz firmando os braços na cintura da garota e a puxando para perto. — O que achou da música?

— Que tal você me levar pra casa e eu te contar o que achei? Quem sabe eu até mesmo deixo você ver minha tatuagem? — convida, vendo a confirmação no olhar do garoto. Os dois se despedem dos amigos e seguem de mãos dadas até a rua, onde chamam um táxi.

~ • ~
Dougie econtinuaram juntos por muitos anos após a formatura, o começo não foi fácil já que cada um fora estudar em uma Universidade diferente mas com a formatura o casal finalmente voltou a Londres para morarem juntos.agora era professora de um primário e extremamente adorada por seus alunos, já Dougie e os amigos haviam investido na banda e estavam ganhando um bom dinheiro conforme a fama crescia. Depois de aproximadamente cinco anos entre turnês mundiais, meses presos dentro do estúdio gravando e de ver seus amigos se casando,abriu o jogo com Dougie, “não estamos indo a lugar algum” e “eu não sei lidar com a sua fama, acho que deveríamos terminar” foram as palavras usadas pela garota. Mesmo após o término continuaram como amigos, afinal estavam sempre juntos nos almoços semanais na casa dos Jones e dos Judd, os amigos constantemente os alfinetavam sobre reatarem a relação, e Poynter eestariam mentindo se dissessem que nunca consideraram a possibilidade, principalmente depois de terem sido escolhidos como padrinhos de Lola, a primeira filha de Izzy e Harry, mas essa seria uma opção a ser explorado no futuro. Por agorae Dougie eram amigos, os melhores amigos, e estavam extremamente felizes com isso.

 

Fim.