26. Saturday Night

26. Saturday Night

  • Por: Tatye
  • Categoria: Especiais | McFLY
  • Palavras: 8645
  • Visualizações: 302

Sinopse: Quem não gosta de uma festa clandestina em um sábado à noite, não é mesmo? Melhor ainda se tiver muita bebida e música boa.

Capítulo Único

Everybody likes to PARTY…
With my parents out of town
I got all my buddies round
Said we’re gonna have a party tonight

-Putz, essa casa fica estranha sem ninguém. –disse assim que entrou na casa do, carregado com uma mochila cheia de roupas, algumas bebidas e mais alguns materiais necessários pra quem ia dormir na casa do amigo.-Mas eu aposto como vai encher hoje à noite. –disse rindo e olhou cheia de expectativa pro irmão mais velho. Finalmente, aquela ia ser a festa do ano, principalmente quando todos eles tinham uma folga perdida no mês. –esaíram espalhando pelo campus inteiro. – a garota rolou os olhos. – Todo rabo de saia que viam, eles avisaram.
-Como se você não tivesse chamado o Harrison. –deu de ombros, ainda que não gostasse do amigo da irmã, não era como se o capitão do time fosse a melhor pessoa do mundo, principalmente quando alfinetava o. – E ele chamou todo o time de futebol.
-Você chamou o de Rugby. – a garota revidou assim que fechou a porta, fazendo o irmão rolar os olhos.
-Eu faço parte do time,. – ele disse bem óbvio, vendo a garota fazer a maior cara de “Whatever!”
Assim que os dois se deram conta de que ali seria a superfesta, pelo fato de a sala estar quase vazia, apenas com alguns moveis e nada de decoração. Aquela era a regra, se você deixasse qualquer coisa, seria quebrado, danificado, ou surrupiado. Sem falar na superbronca que ganhariam dos pais depois. Principalmente quando usado do pressuposto que estar na faculdade era sinal de maturidade e responsabilidade, mesmo que um deles morasse com os pais. Aquela casa grande era o refúgio dos outros sete jovens que precisaram deixar o ninho e morar em uma fraternidade como a maioria das pessoas que estava enfurnada em uma faculdade, fazia.
Os irmãos se olharam rindo e logo seguiram para a grande cozinha dos, onde com certeza, a turma toda estava. Os meninos,,estavam sentados nos bancos, enquantoestava na bancada, ao lado de, que parecia dividir algo comestível come.
-PRONTOS para a festa? –gritou quando viu os irmãos, que assim como o garoto era seu amigo de longa data, a irmã dele parecia ser o completo oposto. Os dois adoravam se alfinetar por nada e por mais que negassem a todo custo, eles sabiam que aquelas brigas todas iam bem além do puro esporte, eram movidas a algo forte. O garoto riu com deboche e decidiu retificar sua frase só para irritá-la. – Prontos não. Pronto. Aé dispensável. – ele deu de ombros, ganhando um olhar mortal dela e uma cara de completa indignação. Mas era muito babaca mesmo.
-Você é dispensável e tua mãe te quis. – a garota piscou pra ele e o viu bufar.
-Claro, porque se não alfinetar. Não é o casal bomba relógio. –sacudiu a cabeça como se tivesse saturada e decepcionada com a criancice dos amigos e imediatamente, todos os outros amigos na cozinham riram.
-Casal? –deu uma risada bem incrédula e de deboche. – Eu e o? Nunca!
-Bomba relógio? –pareceu se importar apenas com a denominação, enquanto prendia uma risada na garganta. Elas só poderiam estar doidas.
-Denominação perfeita. –disse rindo, movimentando as mãos como se o apelido dos dois fosse um letreiro piscante.
-Vai a merda! – o xingamento saiu sincronizado por parte dos dois, fazendo os amigos rirem e encherem ainda mais a paciência deles.
sacudiu a cabeça e deixou a mochila no chão, indo cumprimentar os amigos, os meninos com abraços rápidos e as meninas com beijos na bochecha, em especial, quem ele queria beijar de verdade.fez o mesmo quanto a cumprimentar os amigos e falou com todo mundo antes de se escorar a bancada, roubando um pouco do salgadinho que a amiga comia.
-Onde vocês colocaram as coisas? – ela perguntou as garotas, mostrando a mochila que carregava e viu as três levantarem de onde estavam e ficarem a postos pra subir junto com a amiga.
-Colocamos no quarto dos pais do. –apontou pegando mais um punhado de salgadinhos.
-Assim como tudo de valor dentro dessa casa. –disse, fazendo eles rirem. – Ao menos tem chave.
-Vamos subir? – amais nova chamou as amigas.
Sendo acompanhada por elas, enquanto as quatro subiam as escadas tagarelavam sobre o quanto àquela festa seria maravilhosa e quebraria todos os fofoqueiros daquele colégio, ainda que fosse o aniversário do chato do.
-Que garota chata! –rolou os olhos assim que viu, as irmãs esaírem da cozinha.
-Pra ser bem sincero? Vocês dois não se salvam. –sacudiu a cabeça mostrando que estava saturado de tanta implicância idiota se no fim, os dois acabavam se beijando. – Assumir que se gostam é bem mais fácil. – odisse rindo e arrancou gargalhadas dee, enquantofazia a maior careta de horror, que não era nem de longe, verdadeira.
-Tá caidinho pela minha irmã, assume! –cutucou fazendo o amigo abrir a boca em indignação.
-Claro que não,! –rolou os olhos, negando o quanto podia e fez os amigos rirem mais ainda.
-Ele vai assumir nunca. –meneou a mão como se aquilo não fosse importante. – Ah,,descolou umas bebidas bem fodas.
-Opa! Sério? Cadê? – o irmão mis velho dos Judds perguntou empolgado e interessado demais pela birita que rodaria naquela noite. – O time de Rugby ficou de trazer ainda mais bebida.
-ASSIM QUE EU GOSTO! –gritou incrivelmente animado, sacudindo os punhos e vendo os amigos rirem alto com sua encenação. – Essa vai ser a festa do ano.
-Definitivamente, vamos calar a boca daqueles idiotas engomadinhos! –colocou toda a sua pose agressiva pra fora e os meninos riram em completa concordância.
If your dad has the truck
Then I’ll come and pick you up
And anyone who wants to come for a ride
Os meninos haviam tomado banho e se arrumado mais rápido que as quatro garotas. Elas continuavam presas em um dos quartos, provavelmente escolhendo roupa, maquiagem e o jeito que o cabelo ficaria, ou seja, elas iriam demorar pra caramba até descer.,,ejá ocupavam a cozinha da casa, vendo o que precisava ir para os baldes de gelo, o que já estava bom pra ser consumido e pegando alguma bebida quente que calibrasse bem os nervos antes que o quarteto fantástico descesse. O alvo acabou sendo uma cerveja quente que estava dando sopa na grade fora da geladeira e dos coolers.
-Vocês ficaram de ir buscar alguém? –colocou uma das mãos no bolso, como se procurasse umas moedinhas, ou ajeitasse o forro. – Por que se sim, é melhor ir logo. – o rapaz riu e bebeu mais um gole.
-Eu não. –cruzou os braços e se escorou na bancada.
-As gêmeas disseram que iriam vir com a Cassie, então não preciso ir buscar ninguém. –deu de ombros, abrindo um sorriso bem maldoso. Embora os outros três soubessem bem quem era o alvo dele naquela festa, aliás, em todas as outras. Eles só precisavam ser menos idiotas.
-Você chamou as gêmeas? –perguntou meio esganiçado com aquela informação, era bem capaz de dar confusão. Era certo dar em confusão.
Aquelas duas eram mais cruéis do que todos os lutadores juntos, apenas pelo simples fato de serem exatamente iguais e usavam disso pra confundir todo mundo. Até as roupas eram iguaizinhas, nada mudava. Além de fazerem as maldades e culpar uma à outra, deixando tudo mais complicado, isso quando não trocavam de identidade.
-Você consegue distinguir as duas? –perguntou curioso, prendendo uma risada com aquela história.
-Abby da Ally? – a pergunta veio acompanhada de uma afirmação tripla. – Mais ou menos. –fez careta. – Isso me faz um idiota, eu sei, mas nem elas colaboram pra isso!
-Uma é mais agressiva que a outra. –disse quase engasgando no gargalo da cerveja, ouvindo resmungos e risadas afirmativas.
-Você já ficou com as duas? – o queixo dofoi ao chão com o comentário desnecessário do amigo baterista, vendo o rapaz fazer a maior expressão óbvia pra responder a pergunta.
And if you wanna have a drink
There’s some bottles by the sink
Over twenty-thousand people inside
You know that everybody likes to party on a Saturday Night
As quatro garotas já haviam terminado de se arrumar e desceram para a cozinha na maior rapidez, querendo mesmo era beber algo pra calibrar os nervos assim como eles também estavam fazendo. Duas delas vestiam vestidos mais justos e que valorizavam bem as curvas de cada corpo, à medida que as outras duas estavam divididas entre uma calça jeans rasgada e uma saia de couro, deixando a babação por conta dos rapazes que haviam entendido de uma vez por todas onde estaria toda a beleza daquela festa.
-Achei que não iam mais descer. –disse e recebeu xingamentos silenciosos das garotas, o chamando de panaca.
-E aí? Vamos tomar a primeira pra começar bem a festa? –perguntou empolgado.
-CLARO QUE SIM! – o grito generalizado tomou a cozinha clássica dos Fletchers, enquanto os oito jovens rondavam a bancada, que já possuía alguns copos em cima.
pegou a tequila, sendo ajudado pela irmã que agilizará o corte dos limões, colocando-os perto do pires com sal ao centro da bancada. Oito shoots foram feitos e logo todos estavam ansioso pra abrir aquela noite com chave de ouro e um bom ritual de tequila.
-À festa mais foda do ano. –gritou levantando o copo.
-Ao período letivo inesquecível que passei com vocês. – foi a vez dee todos gritaram juntos pela nova amizade conquistada aquele ano.
-Aos melhores amigos que alguém poderia ter. –declarou ouvindo ainda mais barulho.
-E pro, é o quê? –perguntou aos berros pelo aniversário de 23 anos do amigo.
-Tudo ou nada? –gritou incentivando os desejos para o irmão.
-NADA! Porque ele é insuportável. –gritou levantando o copo, recebendo apenas um beijo alado cheio de deboche por parte do rapaz.
-De novo. Pro, é o quê? Tudo ou nada? –incitou novamente, rindo da atitude infantil e levantou o copo ao centro.
-TUDO! – todos gritaram dessa vez e viraram tudo de uma vez.
Quando a campainha tocou, todos que haviam sido convidados e até quem não tinha sido, chegaram como uma enxurrada na casa do. Os caras do time de futebol levaram um barril de cerveja à pressão e colocaram no meio da sala. Até o fim da festa, aconteceria com certeza, a competição Keg Stand para nomearem o próximo recordista das fraternidades. O recorde atual era do Karl Harrison, o capitão do time de futebol e um dos garotos mais simpáticos e cobiçados do campus, masestava determinado a bater o tempo do loiro naquela mesma noite.
O time de Rugby, no qualera o capitão nomeado e de mais sucesso, tinha levado dois coolers, um cheio com cerveja e ice Smirnoff e o outro completo com energético. A música estava no mais alto volume e era possível de se ouvir a metros de distância da casa. Haviam carros estacionados por toda a rua, o jardim estava cheio e a casa em um constante entra e sai de pessoas. Dentro da residência, garotas dançavam em cima da mesinha de centro, assim comoe, pouco ligando para se estavam mostrando a calcinha, por causa dos vestidos curtos, ou não. A noite era uma criança. Na cozinha, várias latas de cerveja, secas, decoravam o balcão que não tinha mais espaço pra nada.
cumprimentava algumas pessoas, que quando passavam, lhe desejavam feliz aniversário ou diziam que a festa era uma das melhores que já tinham ido, deixando o rapaz mais inflado do que o recomendado.conversou com algumas meninas do seu curso, ficando imerso ao assunto das três, mas logo viu sua atenção mudar pra uma certa moça que estava perto da porta e ainda que conversasse animada com Karl, estava sendo observada firmemente por outro garoto.
rolou os olhos quando sentiu que estava sendo observada e em troca, ganhou um beijo alado que carregava as mais variadas intenções, entre elas a de provocá-la. A moça mostrou não dar a mínima para as intenções dele, principalmente se ele continuasse com aquilo e não agisse.
We’ll have every girl in school in the deep end of the pool
If you wanna take a dip
Bring your trunks
O quintal estava cheio, latas e copos vermelhos estavam a beirada da piscina, no sopé das cadeiras, na mão das pessoas ali presentes e em tudo que era lugar.passou pela porta da cozinha, entrando na área de lazer da casa, enquanto procurava por alguém que tinha visto poucas vezes durante a festa..e sempre fora sua paixão platônica desde que a doía haviam se tombado dentro daquela universidade, a garota era incrivelmente simpática, linda e ainda era engraçada. Ela sim era alguém que valia a pena, embora o rapaz baixinho ficasse ainda mais tímido perto das crushes. Era carma, não tinha outra explicação pra aquilo! Assim que o pequenoviuem pé à beira da piscina, conversando com algumas garotas, decidiu que ia falar com ela.
Já fazia um bom tempo que ele tinha vontade de fazer isso, mas devido as piadinhas dos meninos, preferia ficar na dele e não ser zoado. Geralmente as garotas que iam falar com ele e isso tinha aumentado bastante depois que o McFLY começara a fazer alguns shows no Pub do tio de, até um empresário eles tinham conseguido, um CD quase pronto e sucesso garantido.
O garoto largou o copo no chão. Já tinha bebido um pouco demais e isso poderia ajudar com a coragem, quando viu as garotas se afastando de, ele apressou o passo e chegou perto dela, antes que outra pessoa fizesse isso.
-Hey,. – o garoto falou animado, exatamente o contrário do que ele costumava ser quando estava perto dela.
-Oi! – ela respondeu na mesma animação.
O garoto riu, olhou pra piscina, depois pro chão e por fim pra ela, procurando na mente o que falar. Como prosseguir a conversa? Sabe quando todas as perguntas habituais não fazem o menor sentido? Esse era o drama do rapaz.já conheciahá um ano, sabia muita coisa sobre ela. Só não sabia o que perguntar, até que ele viu um copo vermelho na mão dela.
-Você bebe? – a pergunta saiu completamente sem noção, fazendo-a morder a boca de leve pra não gargalhar. Ela gostava do, gostava mesmo, de um jeito que não sabia explicar e nem entendia, mas o moço simpático tinha cativado-a grandemente.
-Não exatamente. –riu, embora segurasse um copo com vodca, não era muito de beber pra encher a cara. – Achei que era uma coisa mais fraca, mas pelo visto não tem nada fraco aqui. – ela disse levantando o copo que estava quase cheio, fazendorir.
-A intenção não era ter. – ele disse mordeu a boca de leve.
Respirou fundo com um sorriso bonito e tomou coragem para elogiar a garota. A vodca tinha mesmo feito efeito no corpo esguio do loiro, aquela era a chance do momento. Não dava pra perder, era só um cinema, quem sabe depois os dois poderiam ir comer qualquer coisa. Ele sacudiu de leve a cabeça, preparado a cantada, mas antes que pudesse verbalizar o elogio, foi jogado dentro da piscina.
-Desculpa cara. Foi sem querer! – Jake soltou com um deboche imenso, rindo com escárnio da imagem do rapaz piscina. O jogador piscou pra, que estava pasma com o que tinha acabado de ver. Que cara mais idiota!!
, de dentro da piscina, olhou com fúria e extremamente frustrado para o que via fora dela. Óbvio que a amiga não ia querer nada com ele, principalmente quando um jogador idiota parecia ser muito melhor. Mas era muito sacanagem mesmo, quando ele finalmente tomava coragem pra falar com a garota, vinha um filho da puta e o impedia.
! –gritou se agachando a beirada da piscina. – Vem cá, me deixa te ajudar. – ela pediu preocupada.apenas negou com a cabeça e subiu pela outra borda, deixando toda aquela cena vergonhosa pra trás.
Talvez depois falasse com ela de novo.
-Está vendo o que você fez? – ela gritou levantando do chão e Jake ainda ria.
A garota estreitou os olhos, sentindo o sangue subir à cabeça e ao tomar impulso dominado pelo ódio, jogou a bebida que tinha no copo, na cara do dele e abriu os braços como se tivesse sido um acidente. Ela aproveitou o momento sem reação do brutamontes idiota e logo o empurrou dentro da piscina, esperando que ele emergisse pra completar o momento com chave de ouro.
-Desculpa, cara! Foi sem querer! –gritou o mais debochada possivel e sem mais demoras, saiu atrás do.
And when we start to dim the lights
Gotta find the girl you like
And you better hope she’s already drunk
-Aonde você vai,? –perguntou confuso com a postura impaciente do amigo ao checar o relógio constantemente. Onde droga ele iria? A festa estava mais animada do que nunca e aquele idiota preso relógio?
-Resolver o problema da. – o rapaz disse com um sorriso amarelo e culpado demais, seguindo a garota com o olhar assim que a viu passar se esgueirando entre os colegas de curso. Merda! Secontinuasse perguntando mil e uma coisas, não ia dar pra consumar o combinado.
-Problema? –perguntou confuso.
-É… desse humor dela. Na verdade, mau humor. Vê se ela deixa de ser chata. –continuava seguindo a garota com olhar e finalmente conseguiu o que queria, uma encarada de volta.
-Brigar de novo? Vocês são dois chatos. – o loiro suspirou meio impaciente pra tanta picuinha por parte dos dois. – Vou sair daqui antes que sobre pra mim.
-Tá, tá. – o rapaz fez pouco caso. – Se você ver a, fica na cola dela, um dos jogadores estava rondando, não quero esses babacas em cima da minha irmã. – o grito dele saiu meio Esganiçado por cima da multidão, enquanto se metia entre os convidados pra seguir os passos da moça que tinha o hipnotizado.
-TÁ CERTO! –gritou, não contando conversa pra encontrarno meio daquela bagunça, ansiando que nenhum brutamontes estivesse rondando a garota.
respirou fundo e jogando o copo em um canto qualquer, se espremeu entre a multidão, praguejando quem estava ali por ter perdido-a de vista. Onde droga aquela garota tinha se metido? O garoto tentou ficar a visão e ao passar a mão pelos cabelos já bem impaciente, avistou-a um pouco ao longe, ele levantou o capuz na cabeça e sem contar conversa, andou rapidamente na direção da garota, abraçando-a pela cintura como se quisesse tirá-la dali.
-Ei! Ei! – ela reclamou meio assustada pelo abraço repentino. – Me solta!
-Sou eu! –sussurrou perto do ouvido damais nova, sentindo o corpo da garota se encolher junto ao seu, com certeza pelo arrepio.
Os dois localizaram algum corredor mais vazio daquela casa, ainda que aos tropeços pela vodca ingerida, que ajudava ainda mais a intensificar a ansiedade clandestina tomar de conta de cada célula presente naquele corpo. Em um movimento rápido, amais nova se deixou ser encostada mais delicadamente na parede, bem perto da porta. Sentindo o corpo do amigo do irmão se aproximar ainda mais do seu quando ele apoiou as mãos na parede, uma de cada lado do corpo dela.umedeceu os lábios com um sorriso malicioso de quem esperava coisa demais para um amasso, que provavelmente não se estenderia por ser perigoso demais em ser descoberto.fez um carinho perigoso no pescoço da garota, mostrando que muito provavelmente os dois ficariam apenas naquilo, por enquanto, e soltou uma risada rouca ao sentir as duas mãos pequenas agarrarem sua bunda de cheio.
-Ops! – o deboche saiu venenoso da boca dela.
Fazendo com que o garoto não esperasse muito até que chocasse os lábios dos dois em um ato de sede e afã, sentindo os dedos desubirem ariscos por suas costas, à medida que ele agarrava ainda mais a cintura curvilínea da moça.
-x-x-x-
andava desesperado atrás de, dentro daquela casa enorme e cheia de gente, principalmente depois de saber que um dos jogadores estava rondando a futura bióloga. Não que ela não soubesse se defender, ou dar um fora nos idiotas brutamontes, mas eles costumavam ser insistentes demais e com um cérebro muito pequeno para entender as coisas.
Ele ajeitou a bermuda enquanto varava a sala entumecida de gente, mirando o quintal onde, com certeza,estava à beira da piscina.entrou na cozinha, antes realmente ir encontrá-la e encheu dois copos vermelhos com cerveja, aproveitando que ainda tinha algo gelado por ali. Ele sorriu para um grupinho conhecido e por fim, passou pela porta, encontrando a morena sentada em uma das espreguiçadeiras com um copo na mão. Se ela já estava bebendo, bebida nunca era demais mesmo.
-Hey! – ele sentou na cadeira branca, perto dos pés da mais nova.
! – ela abriu um sorriso imenso, projetando o corpo pra frente na intenção de beijar o garoto como um cumprimento. Ele sorriu exatamente da mesma forma, não se opondo ao beijo e se apoiando na cadeira com um dos braços pra completar o cumprimento.
O rapaz suspirou com um sorriso desorientado e ouviu a risada espontânea e meio alterada da, que lhe roubou mais um beijo sugado, compartilhando ainda mais o gosto da vodca que ela bebia misturada a suco de limão.
-Parece que alguém aqui já bebeu demais! – o loiro sorriu divertido e a viu abrir um sorriso fingido, porém meigo, enquanto a mais nova do grupo movia o copo pra longe. Ele não iria tirar o álcool dela!
-Eu não bebi demais! Que Calúnia. – o gritinho da moça veio movido pela indignação sem fundamento, vendo-o negar com um aceno de cabeça contido. – Mas e você, moço? O que faz nesse quintal monótono? –umedeceu os lábios ele tomou fôlego antes de beber um grande gole.
-O mesmo que você! – os dois riram. – Pra mim, só tem graça quando você tá por perto. – o rapaz piscou com todo o seu porte galante e recebeu mais um beijo roubado e molhado da garota.
Os dois se abraçaram ainda sentados na espreguiçadeira e à medida que ela se pendurava no pescoço do rapaz, ele se escorava na fibra branca, sentindo o gosto da vodca e cerveja se misturarem na língua dos dois.suspirou entre o beijo, subindo as mãos pelos cabelos do garoto, quando incrivelmente os dois se grudavam ainda mais.
And if somebody’s feeling sick
Get them in the garden quick
‘Coz we don’t want them to spoil the fun
You know that everybody wants to party on a Saturday Night

Uns garotos do segundo ano tinham se excedido na bebida e estavam colocando as tripas pra fora no jardim da casa do. Dentro da sala, o barril de cerveja à pressão esperava pra ver quem bateria o recorde de Karl Harrison no Keg Stand epretendia conseguir isso aquela noite.
Todos se juntaram em volta do barril, gente em cima dos sofás e se apertando pra ver quem ganharia. De um lado estava Karl Harrison e seu time de futebol, junto com algumas garotas esporádicas, do outro estavae o McFLY, junto com as meninas que não iam perder por nada. Todos queriam saber quem ia tentar bater o recorde do Harrison.
-Olá! Mais uma festa graças ao! – Mike, um garoto que já repetia o mesmo semestre há uns dois anos, era basicamente o narrador e apontou pro, que deu um tchauzinho abraçandode lado.
Todos gritaram em comemoração, afinal era um sábado à noite. Quem não gostava de festa?
-Em comemoração ao aniversário do nosso amigo. – ele disse elevantou os punhos causando mais gritos. – Mas agora vamos começar com o KEG STAND. Vocês já conhecem o Harrison, nosso maior recordista com 73 segundos. – Karl fez uma pequena reverência e se ouviram mais gritos, enquantobocejava com deboche. – Qual prêmio você quer dessa vez, campeão? Lembrando que se caso alguém bata seu recorde, ele ganha o prêmio.
-Eu sei. – Karl riu. – Então Mike, o prêmio que eu quero é um beijo.
-O meu beijo! –saiu da multidão com um sorriso malandro nos lábios e os braços levemente erguidos. Talvez fosse obra de tanta bebida do começo da noite para aquele ponto, mas ela não perder a oportunidade de beijar o tão afamado Karl quando mais tinha dado em cima da criatura lerda. O álcool fazia realmente milagres.
virou a cabeça imediatamente pra garota que tinha brotado ali perto dele.só podia estar de sacanagem com sua cara em simplesmente se jogar no meio da rodinha prometendo beijo a todo mundo. Ela estava bêbada?
-TATY! TATY! TATY! TATY! TATY! –começou a gritar e o resto do pessoal gritava junto como se encorajasse ainda mais, alguém que não precisava ser encorajado.
-Você ficou doida? –sussurrou indignado ao praticamente perder os olhos azuis de tanto arregala-los.
-Se você está achando ruim, compita. – a piscadinha provocativa saiu danada dos lábios avermelhados da estudante.
-Quem é o outro competidor? – Mike perguntou já completamente imerso pela animação e euforia de quem estava participando e presenciando aquela loucura. Quem iria tentar bater o maior recordista de KegStand quando estava em jogo um beijo da?
-Quem é o idiota que vai tentar bater o recorde dele? –soltou a pergunta bem baixa perto dos amigos, sabendo que era mesmo loucura tentar bater o tempo do cara mais pinguço daquela universidade.
-EU! –deu um passo à frente com os braços erguidos e o peito estufado. Carregando com aquele ato impulsivo, um punhado de olhos arregalados e gritos de encorajamento.
-Puta merda! –soltou incrédula.
Aquilo não ia dar em boa coisa, principalmente com o casal bomba relógio envolvido na tal aposta.soltou um grito de susto e a boca defoi ao chão, nenhum dos outros três estava acreditando no que via. Era sério queia tentar bater o recorde, mesmo o prêmio sendo um beijo damais nova?
Não era mais fácil que eles assumissem?
-Você me mandou competir. – o garoto piscou pra garota em questão, que soltou uma gargalhada imensa com a cara de palerma dele.era muito idiota em achar que bateria o recorde do Karl.
-Ora, ora. Se não é o nosso vice campeão! – Mike disse animado – Disputa acirrada, não? O nosso amigo aqui, tem o segundo maior recorde com 70 segundos. – os dois deram de ombros se encarando como se não fosse nada demais quase morrer engasgado com cerveja. – Por quem começamos?
-Primeiro as damas. –foi debochado ao apontar para o barril de chopp a pressão.
We’re waking everyone asleep
When we start to party in the street
We want the neighbors to complain
‘Coz our musics driving them insane
-UUH. – os presentes na sala gritaram provocando.
Karl apenas olhou pra, soltou uma risada irônica e após soprar um beijo pra, deixando a garota imersa em risadas desacreditadas pela competição idiota, plantou bananeira no barril. Assim que o garoto colocou a mangueira na boca, a contagem em grupo começou.
Já passava de 60 segundos quando o garoto começava a ficar vermelho, se praguejando e sabendo que não conseguiria bater o próprio recorde aquela noite, mas provavelmente nem oconseguiria tal feito, principalmente quando os dois já estavam alcoolizados o bastante.
-65, 66, 67, 68, 69, 70, 71… – Harrison se pôs no chão, ajeitou a camisa e gritou jogando as mãos pra cima.
-Harrison quase bateu o próprio recorde! 71 segundos. – Mike gritou, enquanto Karl tentava tomar fôlego e ser aclamando ao mesmo tempo. – Parece que alguém vai ganhar um beijo essa noite! – a provocativa vinda do amigo fez com que a criatura louca que havia se disponibilizado àquilo, soltasse uma tremenda risada, sabendo bem quenão sossegaria até morrer afogado naquele barril pra bater o tempo do Harrison.
Os dois se encararam como se estivessem no velho oeste, enquantotirava o celular do bolso, pedindo que a irmã filmasse o momento. O garoto estava confiante demais e tinha certeza que bateria o tempo do outro.ergueu os braços mais uma vez e mandou um beijo alado cheio de deboche pra irmã do amigo, recebendo um dedo do meio em troca. Aqueles dois eram loucos!
-DANNY! DANNY! DANNY! DANNY! – os gritos começaram quando a contagem já passava de 70. – 71, 72, 73, 74, 75, 76, 77… –não conseguiu passar mais tempo e voltou a postura normal do corpo, enquanto gritava com as mãos pra cima e a cerveja escorrendo pela boca.
-O NOSSO MAIS NOVO CAMPEÃO! DANNY JONES! – Mike gritou apontando para, não perdendo tempo de erguer o braço direito dele como se o garoto tivesse vencido uma luta de box.
E como em um sincronismo que os dois já tinham dentro daquele tempo que estavam ficando escondido, ele estendeu a mão pravendo a garota segura-la, ainda que portasse uma expressão incredulidade com aquela loucura. Os olhos claros semicerrados e um sorriso malandro nos lábios, deixando metade daquela sala que já sabia do histórico cão e gato dos dois, de queixo no chão. Sério mesmo que ela iria beijar ele sem qualquer protesto ou joelhada?puxou-a pra perto com a delicadeza de sempre e ao enlaçar o braço na cintura damais nova, sentiu-a envolver seu pescoço com os braços dando ainda mais abertura pra o tal beijo que findou sendo suspenso no ar, como se os dois fossem algum casal louco no meio de uma pista de corrida.
And if it’s going to your head
Get behind the garden shed
It’s where everybody goes to get laid
saiu do meio da multidão embriagada e louca de cerveja e foi atrás do, ele tinha saído irritado da sala, depois do beijo que o amigo havia dado na irmã. Não que o rapaz fosse cheio de grilagens pro lado dela, mas irritava saber que os dois estavam naquele chove não molha desgraçado, enquanto a irmã mais nova não se decidia da vida. Principalmente ao ter plena consciência de que aquela implicância besta era o mais puro teatro e os dois se gostavam, ainda que se negassem.
-Hey! –disse mansa, encostando no braço do rapaz que soltava a fumaça lentamente pela boca.
-Oi! –sorriu e jogou o bico do cigarro no chão, pisando em cima pra apaga-lo antes que levasse uma senhora ralhada. – O que foi? – ele respirou fundo, ainda sentindo o cheiro do cigarro entranhar nas narinas e abraçou-a de lado.
-Fumando de novo? – a pergunta da moça veio acompanhada de uma sobrancelha arqueada e bem condenatória pra ele. O rapaz bufou e logo a atenção dos dois foi puxada por um par de risadas na direção do jardim, não dando maior atenção ao perceberem que era apenas um casal se pegando.
-Só de vez em quando. –respondeu olhando pro chão e por mais que soubesse que ele não era o único a fumar escondido, preferiu não dedurar os amigos. –come meu couro por causa disso. – ele continuou mantendo a atenção na rua vazia.
-E com razão, não é? –voltou a reclamar dando total razão a amiga e quase cunhada.
-Vai dizer a ela?
-Não. – uma risada baixa escapou, enquanto ela mordia a boca, sendo apertada um pouco mais no abraço dele, que de alguma forma se mostrava grato aquilo.
-Vai continuar no meu pé por causa disso? –quis confirmar as suspeitas e ao olhá-la, viu um sorriso que varava as bochechas confirmar.
-Absolutamente sim. Mas não foi por isso que eu vim falar…
-Veio falar de que? – o rapaz beijou a cabeça dela e respirou fundo, já esperando que assunto fosse sobre os dois idiotas aos beijos na sala.mordeu levemente a boca ao encara-lo e o fez perceber que sim, era sobre aquilo. – Sabemos que ia acontecer, era questão de tempo, na nossa frente, na verdade. –soltou um riso sem graça e recebeu um abraço mais forte. – Faz eras que aqueles dois se pegam. – ele mordeu a boca.
-Eu sei que você é ciumento. – ela riu em só confirmar o que o garoto dizia, afinal não era segredo pra ninguém.
-Nada contra o, sabe? Mas eu conheço muito bem o seu irmão, se ele gostasse mesmo dela e não tivesse fazendo isso só por pirraça, eu estaria menos preocupado. – o rapaz fez careta ao ouvir a risada de. – Eu sei quenão tá muito atrás nisso, ela é tão idiota quanto ele, mas ainda é minha irmã.
-Não é só pirraça,. – ela disse rindo por conseguir enxergar bem mais do que só pirraça ali.
conhecia o amigo o suficiente, pra saber quando o garoto queria algo sério com alguém ou não e infelizmente sua irmã estava no segundo grupo. Por outro lado, asabia que tanto um como outro, se gostavam, só eram orgulhosos o bastante para assumir tal fato.
-Que seja. – ele disse colocando a mão no bolso da calça dois números maiores. Olhou mais um tempo para a rua tentando não se perder nos pensamentos e logo baixou a cabeça na intenção de beijar a garota ao seu lado, sendo impedido por uma mão esperta em seu peito.
-Não. – ela riu.
-Porque não? – o esganiço se fez presente em quase um desespero bem fingido.
-Você estava fumando, não vou beijar sua boca fumante.
-Ah não, mas foi só meio cigarro. – ele fez um bico gigantesco de súplica por um beijo.
-Mesmo assim, o cheiro disso é horrível, o gosto deve ser pior ainda. – ela piscou em afronte ao rapaz e ele rolou os olhos.
-Só um. –pediu mais uma vez, fazendo a garota rir.
-Claro que não!
If you want another beer
Then there’s plenty in the rear
No one here to check if you’re underage
And if you think you’re having fun
Then the party’s just begun
Anyone who leaves will wish that they stayed
You know that everybody likes to party on a Saturday Night
A cozinha parecia estar com a sua lotação máxima, os baldes com bebidas estavam prestes a secar e todos que estavam por ali, ainda queriam uma ou outra cerveja antes de ir pra casa. Isso se fosse tão cedo. As pessoas daquela universidade poderiam ter pouca idade, mas bebiam como gente grande e adoravam uma festa clandestina nos fins de semana. As gêmeas Grey, só esperavam os pais darem uma escapulida e junto com o irmão faziam as maiores festas com direto a todo tipo de bebida possível, sem falar nos aditivos que rolavam no meio da galera.
Na casa do, não estava sendo diferente, a bebida era variada, o que mudava era que os aditivos ilícitos não se faziam presente naquela confraternização, mas álcool era o que não faltava, ou melhor, estava acabando aos poucos. Uma garota no chão da cozinha estava rodeada de copos e parecia não ver nada do que acontecia, essa com certeza, tinha perdido a festa. Às vezes, beber demais, não era a melhor das opções.
monopolizava o ultimo cooler de bebidas e só distribuía para quem ele julgava necessário, causando um alvoroço e muito barulho na casa.
We’re waking everyone asleep
When we start to party in the street
We want the neighbors to complain
‘Coz our musics driving them insane
eainda ocupavam o jardim da casa, concentrados nos argumentos sobre se o rapaz merecia ou não ser beijado, quando a dona da casa vizinha saiu indignada por causa do barulho e também por ser chata a ponto de se incomodar até com um latido de cachorro.
-VOCÊS SÃO UM BANDO DE DESORDEIROS! – a velha gritou dando um susto nos dois.
-Perdão? –tentou ser pacífica. Sabia da fama da velha na boca do.
-VOCÊ E ESSES SEUS AMIGOS DELINQUENTES. – ela gritou mais uma vez, levantando o punho.perdeu a paciência por ser chamado de delinquente, ele não era e muito menos seus amigos.
-O CARAMBA! – o rapaz gritou – NÓS NÃO SOMOS DELINQUENTES. –bateu no ombro dele, sabia que bater boca com a mulher não ia resolver nada, só piorar tudo.
, não adianta! – ela o advertiu.
-Mas essa mulher está nos chamando de delinquentes. – ele disse com os olhos arregalados.
-Você é? – a garota perguntou firme.
-NÃO! – ele gritou assustado.
-Então pronto. – ela disse entre dentes.
-EU JÁ CHAMEI A POLÍCIA PRA CONTER ESSA POUCA VERGONHA DE VOCÊS. – a mulher gritou.
-COMO É? –incorporou a garota briguenta – VOCÊ FEZ O QUÊ? – ela andou a passos rápidos até a cerca viva que dividia as duas casas.colocou as mãos na cabeça, agora o bicho ia pegar. Meteram a polícia em tudo. O garoto correu atrás da amiga, antes que ela arranjasse problemas pra ela.
, não adianta! – ele disse puxando a garota para a porta da casa – Vamos mandar geral ir embora daqui, antes que a polícia chegue.
-Se essa mulher fosse mais nova, eu ia dar umas boas tapas nela. – a garota disse possessa de raiva – VELHA MAL AMADA! – ela gritou antes de ser puxada pra dentro da casa, que estava a maior zona.
-PESSOAL! –gritava, mas ninguém ouvia – PESSOAL! A POLÍCIA. – mais uma vez e nada.perdeu a paciência, andou até a tomada que estava ligado o som, puxou o fio e depois subiu na mesinha de centro.
-Ô BANDO DE DESOCUPADOS. – ela gritou e toda a atenção foi voltada pra ela – A VELHA DA VIZINHANÇA CHAMOU A POLÍCIA. Então se ninguém aqui quiser ser preso, vazem daqui o mais rápido possível. Pela porta dos fundos, por favor, ou nosso queridonão dará mais nenhuma festa. – ela disse atraindo todas as atenções. – VÃO! O QUE VOCÊS ESTÃO ESPERANDO?
Depois que a garota disse isso, o alvoroço dentro da casa foi dos maiores possíveis. Em torno de dez minutos, a casa estava livre de todos os adolescentes que a ocupavam até pouco tempo, restando apenas lixo para ser recolhido e os responsáveis pela festa.
-O que foi isso? –chegou perguntando com certo pavor pelo arrastão e ao seu encalço vinhame.
-A velha do lado deu com a língua nos dentes e chamou a polícia. –disse se jogando no sofá epulou da mesinha no chão.
-Por isso o alvoroço lá fora. Velha chata! – a mais nova dos, ralhou.
-Será que ela chamou mesmo? –perguntou duvidosa.
-Certeza. Essa mulher não presta. –disse coçando o queixo e sentou no sofá, junto com.e Karl adentravam a sala pela porta da cozinha, incrivelmente confusos com o que tinha acontecido.
-Cadê o pessoal? – Harrison perguntou.
-Estão todos invisíveis, não está vendo? –sorriu ironicamente.
-Chamaram a polícia. –disse apavorado assim que a sirene do carro pode ser ouvida, dando a entender que as autoridades estavam em frente à casa. – Eu vou, fiquem aqui, por favor. Sem brigas. – ele alertou – Ouvirame?
When my parents come back home
I’ll say we’ve been alone
But we don’t know how the mess got this bad
I’ll be grounded for awhile
All I have to do is smile
And I’ll get a little talk from my dad
saiu e sentia as pernas tremendo, nunca imaginava que aquela comemoração ia dar em confusão e ainda mais com a polícia. Ah sim, ele estava literalmente morto quando os pais soubessem do acontecido, porque além de não ter avisado, a polícia ainda estava envolvida, tudo por culpa da velha do lado.
-Em que posso ajudar? – ele perguntou apavorado. Não era segredo queera frouxo, mas também era o que menos entrava em confusão, se comparar aos amigos.
-Recebemos uma ligação de uma senhora reclamando de muito barulho. – o homem fardado disse.
-Não, é porque saiu do nosso controle, era só uma comemoração de aniversário do nosso amigo. – ele disse sorrindo amarelo.
-Sério? – ele foi debochado – Escuto essas desculpas esfarrapadas todo final de semana. – o homem falou duvidoso – Se é apenas uma comemoração pequena, não custa nada que eu averigue. – ele cruzou os braços e começou a andar.
-Não, não. –tentou impedi-lo, trabalho que foi em vão.
O policial andou avidamente até a porta da casa, quando abriu, encontrou a turma,esentados no sofá, com as cabeças jogadas pra trás,ena mesinha de centro,na poltrona,sentado no chão e Karl escorado a parede com as mãos nos bolsos da calça. Todos com a maior cara de tédio possível, desconfiados e pareciam assustados com a presença do homem, que estava sem entender mais nada. Como nove adolescentes tinham feito tanta bagunça? Ele sabia que tinha mais coisa por trás daquilo, já havia sido jovem um dia, mas não poderia fazer nada, afinal não tinha som e nem sinal de outras pessoas no recinto.
Ele olhou bem pra cada um deles e depois voltou atenção ao.
-Dessa vez passa, mas tome cuidado moleque. – o alerta foi dado e o rapaz loiro abriu um sorrisinho amarelo, vendo o homem que parecia raivoso, deixar a casa bem inconformado.fechou a porta, respirou fundo e se escorou nela.
-Essa foi por pouco. –disse esfregando o rosto,olhou irônico pra ela, a garota mostrou o dedo.
-Por pouco ou não, vou me ferrar bonito quando meus pais chegarem. –coçou a cabeça, preocupado, mas ele sabia que também era possível se resolver com os dois.
-Foi mal aí cara. – quase todos falaram ao mesmo tempo e ele afirmou com um aceno que não tinha problema.
Os nove se juntaram e resolveram limpar a casa antes que amanhecesse o dia e enquanto ainda estavam no pique. Até porque durante a manhã não teriam forças pra mais nada.
And the next time they’re away
All my buddy’s can stay
Do our best to drive the neighborhood mad
-Na próxima, essa velha vai enlouquecer. –disse enquanto recolhia os copos.
-Eu só espero não ter que recolher copos, oh grande vidente. –debochou dele. O garoto rolou os olhos, ouvindo suspiros dee.
-Isso se tiver próxima. –disse baixo. – Pena do, tomara que ele não se encrenque muito.
-Vai dar certo, relaxa. –disse e eles voltaram a recolher o lixo, enquanto a outra equipe limpava o jardim.

You know that everybody likes to party on a Saturday
Everybody wants to party on a Saturday
Everybody loves to party on a Saturday Night