08. Arms Of A Stranger

Sinopse: Depois de um término devastado, Alice se afoga na bebida ao som de Arms of a Stranger, até seu vizinho aparecer.
Gênero: Drama e Romance.
Classificação: +16.
Restrição: Palavras de baixo calão e consumo de bebida alcoólica.
Beta: Thalia Grace.

CAPÍTULO ÚNICO.
O último beijo foi de um estranho.
A sincronia dos corpos, da mente, dos hábitos, enquanto os corpos se chocavam um ao outro e logo aquela chama apagada deixaria de existir em breve.
Enquanto os braços a seguravam, porém, logo ela estaria sozinha com o nada que havia sido deixado para trás; sabia disso.
Ela sempre soube desde o início que ela teria seu coração roubado por .
Sabia que ele não deixaria nada para ela além de lembranças.
Só eu amei?, os questionamentos vinham enquanto, cada vez mais, as lembranças traziam a distância, os sorrisos neutros e não havia mais nenhuma paixão por partes de ambos.
o amava ainda.
O fato era que eles eram estranhos agora, porém desde quando aquela sensação de liberdade que havia com ele havia ido embora?
Era simples, porém doloroso.
Havia um espaço vazio no guarda-roupa do apartamento, enquanto ela encarava o chão segurando a garrafa de vodka pela metade.
Nós braços de um estranho, aquela sensação lhe trazia vazio de novo, apesar de que ela havia pedido por aquilo e a música de términos soavam repetidamente enquanto a voz de Niall Horan ecoava pelo apartamento.
Novamente ela queria estar deitada nos braços dele, apesar do que aquilo podia significar para si, enquanto soluçou e riu.
O que ela estava pensando? Ela nunca ganharia dele naquele jogo, havia perdido.
Não havia mais nada para ela, e aquele homem levou tudo dela.
Quando foi que aqueles braços se tornaram estranhos? Quando foi que ele deixou ela? Quando foi que todo aquele sentimento parou de existir? Quando?
A primeira vez que o viu foi no primeiro dia da faculdade.
era lindo de morrer, enquanto trazia aquele sorriso charmoso, e a naquele momento percebeu que havia se deixado levar pelo sorriso dele, pelas cantadas nervosas, pelos olhos cheios de um brilho que fora se perdendo com o tempo.
se sentou na frente do apartamento, enquanto deixava o gole de vodka descer por sua garganta, e riu.
O que ela estava fazendo? Estava furiosa com , porém, seu coração estava doendo.
— Vai ficar quanto tempo aí?
Então, os olhos azuis pareciam avaliar o estado de embriaguez da mulher, sorriu para ele que encarava com um olhar de compreensão.
— Você…veio.
O suspiro escapou dos lábios dele, enquanto ligou as luzes do apartamento e ajudou a mulher se levantar.
— Ei.. ei. Me d-devolva.
— Ele terá melhor companhia comigo. Você já comeu alguma coisa?
A voz soava repreensivo, enquanto a mesma riu, os olhos se encheram de lágrimas, enquanto se jogou nos braços dele.
— Srta. Wess.
— Me deixe chorar, vizinho.
O som escapou dos lábios dele, enquanto o homem a segurou com cuidado e delicadeza o suficiente, ao passo em que vasculhou os bolsos.
— Aceita um café?
— Eu quero vodka.
Tentou surrupiar a garrafa, porém, o homem foi mais rápido, enquanto segurou a mulher pela cintura.
— Que tal comermos? E depois eu lhe dou a garrafa.
Ele balançou a garrafa, enquanto a mulher o encarou frustrada, encarou seu vizinho com um bico infantil nos lábios.
— Você… Promete?
— Prometo.
A mulher sorriu enquanto o homem segurou sua cintura e indicou para ela colocar os pés no chão, a mulher suspirou.
— Você ligou para sua amiga?
Questionou, enquanto encarava a vizinha com uma sobrancelha arqueada.
— Elizabeth? Ela está viajando a negócios – riu, enquanto deixou lágrimas escaparem por sua face – Ela ainda não sabe, ninguém sabe, vizinho.
A voz soava chorosa, enquanto o homem a segurou. riu, enquanto a música de Niall soava em sua mente, agora, ela estava nos braços do seu vizinho que mal conhecia.
— Vamos comer, Wess. Você está fedendo a vodka.
A mulher encarou ele, enquanto os olhos azuis a avaliavam, os lábios carnudos, e aquele homem era uma tentação.
— Você dormiria comigo… agora?
Ela inclinou a cabeça, enquanto o homem suspirou e apertou sua cintura.
— Se você estivesse sóbria, com prazer, mas… Vamos comer hamburgers, Wess.
Ele apenas arrastou ela pelo corredor até o elevador, a mulher apenas suspirou, enquanto o casaco foi jogado sobre sua cabeça.
— Vista isso. Está frio.
A mulher encarou o homem, enquanto o mesmo vestia apenas uma camisa preta e jeans, mantinha as mãos no bolso.
— Se fosse qualquer outro, teria dormido comigo. Eu não sou gostosa o suficiente?
— Wess, quem disse que eu não quero dormir com você? Porra, você é gostosa pra caralho, mas está bêbada.
Resmungou, riu, os olhos dela brilharam, enquanto a mulher o observou mais atentamente a barba por fazer, enquanto o mesmo a encarava de volta com um suspiro.
— Então por que não quis? Vamos lá, vizinho. Não é tão difícil.
— Quero que você esteja sóbria, Wess. Vamos.
Indicou a porta se abrindo. apenas suspirou frustrada, enquanto o frio a pegou desprevenida.
— Onde vamos?
— Comer. E colocar açúcar no seu sangue.
Ele murmurou, enquanto abriu a porta para rua, apenas se sentiu um pouco sóbria com o frio batendo em seu rosto.
— Vizinho… Seu nome?
. Ainda não decorou o meu nome, Wess? Faz um mês que moro aqui!
— Eu estava tendo distrações, .
Ela balbuciou, enquanto riu, o nome dele soava engraçada em sua mente.
— Então, você e o seu namorado terminaram?
— Isso, eu acho que todo mundo sabe do prédio – ela murmurou, e parou – Eu não tenho dinheiro.
— Relaxe, Wess. Depois você me paga. Vamos?
encarou , enquanto o homem seguia seus passos lentamente, a mulher sempre tinha que correr com seus passos quando estava com , era diferente estar com alguém que não estivesse apressado.
— Então, menos bêbada?
— Eu ainda vou querer aquela garrafa de volta, .
riu, enquanto revirou os olhos, os dois pararam ao passo em que encaravam a lanchonete, o homem abriu o caminho para ela, e a mesma pegou a mesa do canto.
— Então, o que vocês vão querem?
— Dois hambúrgueres, dois cafés e um sorvete.
apenas encarou a mulher encarar o menu, ao passo em que apenas percebeu que estava faminta, e que a vodka havia mascarado a sua fome.
— Então, porque o bom moço não quis me comer?
— Ah, Wess… Eu não sou bom moço – ele deu de ombros, enquanto colocou os cotovelos sobre a mesa, e os olhos azuis observaram os negros com atenção – Você está bêbada, Wess, se eu fosse comer você… Quero que esteja sóbria.
sentiu o tesão no ar, enquanto engoliu a seco sob o olhar atento daquele homem. riu, e então relaxou na cadeira, e observou a mulher mais atentamente.
— Wess, você é linda. E deve ser estimada como algo precioso.
A frase soava clichê, enquanto processava o que aquele homem havia dito.
— Você é… gay?
revirou os olhos, enquanto o mesmo pegou o menu sobre a mesa e cobriu o rosto dela para o restante dos frequentadores, e a beijou.
Era um beijo tímido, enquanto encarou os olhos dele sobre os dela, admirando a mulher com seus grandes olhos azuis.
E se afastou.
— Você…
— Eu não sou gay, Wess. Só não vou dormir com você bêbada.
riu nervosa, enquanto encarou o homem, Wess estava ficando sóbria, enquanto encarou seu vizinho com um olhar surpreso.
— Seu nome é … Mesmo?
— Acha que mentiria para a mulher que mora no apartamento da frente? Está ficando sóbria, não é?
Ele brincou, enquanto revirou os olhos.
— Se eu fosse fazer qualquer coisa com você, acha que estaria em público…? – ele sugeriu, enquanto a mulher engoliu a seco – Relaxa, Wess. Você pode chamar a polícia se você está sentindo ameaçada. Quer meu celular? Eu não farei nada com você que não queira.
Os hambúrgueres foram postos a sua frente, apenas pegou seu café e encarou que parecia ainda duvidosa sobre as ações dele, porém, o homem entregou o celular e carteira.
— Você pode confirmar se quiser… E ligar para quem você quiser, tudo bem?
sorriu, enquanto mordeu o seu hambúrguer, encarou o celular destravado, e a carteira, apenas pegou a identidade.
Ethan Di Ângelo.
— Família vem da Itália – explicou – Agora que sabe meus dados, você pode comer seu hambúrguer?
começou a comer, e seu estômago pareceu agradecer por algo que não fosse álcool, a então mulher devorou seu prato, e um prato de batatas foi colocado sobre a mesa.
— Se sente melhor?
— Obrigada, .
se lembrou da música de Niall Horan, Arms of a Stranger, e mirou no rosto de que se concentrava em seu café esperando que a mulher terminasse sua refeição.
havia deixado nada além de lembranças, das mais alegres até às mais dolorosas, e apesar disso, lá estava ela tentando superar um amor que não havia mais para ela.
suspirou, enquanto a música soava em sua mente.
—Pensando em que?
—Em nada. Eu posso pedir mais um?
Indicou para seu prato, enquanto o mesmo riu.
—A vontade, Wess.
—E, , obrigada.
—Pelo que?
—Por não ter tomado vantagem.
encarou, os olhos azuis avaliavam a mulher, então um sorriso surgiu nos lábios dele.
— Eu quero tomar vantagem, Wess, porém, você também tem que tomar vantagem de mim por completo. E quando você estiver pronta, eu quero ser seu por inteiro.
engoliu a seco, enquanto bebeu o café, e ouvia a risada de , e encarou aqueles olhos que havia uma seriedade que acalmava a mulher.
Ela sentiu as bochechas queimarem, ao passo em que pensou, não havia deixado nada para ela, mas iria remontar tudo que estava dentro de si.
Ela não estava mais no meio da multidão sozinha, e havia alguém que ouviu seu desespero.
E agora ela estava nos braços daquele estranho que lhe trazia um conforto que jamais teve com .
Era isso, era hora de dar a volta por cima.
E não apenas tentar superar ele com o álcool.
. Amanhã, vamos tomar café?
—Ainda nem me chamou para um sorvete, Wess?
—Sorvete pode ser agora?
riu, enquanto a mulher também riu de sua ousadia, e encarava os olhos azuis dele que parecia tranquilos em vê-la rindo de novo.
Ela só precisava seguir em frente de mãos dadas consigo mesma, e com aquele estranho talvez.

 

Fim¹

¹Talvez haja continuação.