Begin Again

Begin Again

Sinopse: Superar um namoro nem sempre é fácil, ainda mais quando tem mais lembranças negativas do que positivas. Mas sempre vamos encontrar uma pessoa que irá te fazer esquecer que isso aconteceu.
Gênero: drama, romance
Classificação: +16
Restrição: palavras de baixo calão, insinuações de relacionamento tóxico.
Beta: Brooke Davis

 

CAPÍTULO ÚNICO.
 

 

Novamente, ela encarava o espelho.

Pela centésima vez, enquanto o medo de estar exagerando chegava a sua mente –, será que está simples demais? Ao passo em que encarou o salto que sua irmã colocará para si, ao mesmo tempo em que sentia que a coragem não chegava até seus olhos.

Respira, você está linda. Ela estava? O nervosismo pelo encontro parecia realmente lhe assustar, porém, ela encarou a roupa.

Estava curta demais?

A roupa era casual, enquanto a mesma estava prestes a sair, quando encarou a roupa que ela usava.

— Troque.

— Por que?

Questionou, enquanto o mesmo segurou sua cintura.

— Isso está curto demais.

, você está linda!

A voz de Amy soou, a mesma encarava a irmã, não tinha a menor confiança.

— Está curto demais.

, não está. O vai adorar ver você vestida desse jeito.

— Você acha?

— Claro que sim! Você está linda.

A mulher sorriu, enquanto apenas encarou sua própria imagem refletida no espelho.

Ela estava linda, certo?

***
 

Ela suava frio, fazia quase um ano que não saia com alguém… Desde . Ela sentia os dedos gelados, após ceder aos caprichos da irmã em um encontro a cegas com um colega de trabalho da mesma.

respirou fundo –, encarou os saltos, enquanto pensava se não devia ter colocado uma rasteira, porém, Amy havia dito que estava linda, então acreditou piamente que estava, apesar de seu receio em ter exagerado sobre a produção para o primeiro encontro.

?

A mulher escapou de seus próprios pensamentos, enquanto o rapaz sorriu e entregou a flor para ela.

odiava lhe dar flores, enquanto o sorriso em seu rosto cresceu ao perceber a flor delicada.

— Sua irmã me disse que você ama flores. Eu acertei na escolha?

— Eu adorei, obrigada.

— Mesmo?

Ele sorriu, enquanto apenas fez a menção de guiá-la pela rua iluminada, observou o rapaz de cabelos castanhos claros.

— Se a Amy não queimou meu filme, o que você gostaria de saber?

— Você pode dizer qualquer coisa, eu não tenho muita experiência.

Havia namorado desde o fim do ensino médio, e a mesma pensava no que havia ocorrido com eles.

— Eu não gosto que você use salto.

— Mas… Eu fico linda, não é?

balançou a cabeça, enquanto a mesma guardou seus sapatos favoritos de volta no guarda-roupa.

— Você está linda.

?

— Desculpe, eu me distrai.

— Sem problema. Eu me achei desarrumado perto de você.

— O que? Está exagerado, não é?

— Claro que não, eu quero dizer que você está linda… Maravilhosa, na verdade – ele se corrigiu, enquanto encarou a mesma, corou violentamente – Você está maravilhosa, . Você me tirou o fôlego.

jamais diria aquilo para ela, jamais diria tais palavras, enquanto a mesma sorriu constrangida, o mesmo sorriu.

estava lhe deixando com o coração aquecido pela primeira vez em muito tempo.

***
 

encarava os saltos, enquanto a roupa exposta na vitrine combinava com ela, porém…

— Isso não combina com você. Vai deixar você estranha.

As palavras de sempre lhe deixavam daquele jeito, enquanto foi puxada pelo namorado para o outro lado da rua.

Fazia dois meses desde que começara a sair com , o rapaz a puxava pela rua de compras enquanto parou, o vestido era longo, porém, talvez ficasse exagerado nela.

Desistiu da ideia.

— Você gostou?

— Ah, não combina comigo.

— Eu acho que combina. Vamos dar uma olhada.

a levou para dentro da loja, ao mesmo tempo que a mesma encarava as roupas, o medo de não estar adequada a esse estilo. E se ficasse feia naquilo?

— Experimente.

A mesma percebeu o olhar de sobre o seu, enquanto decidiu que iria vestir tal roupa, apenas encarou o espelho ao perceber.

— Você precisa ir numa academia. Está gordinha. Esse vestido vai ficar horrível em você.

apenas sentiu a agonia, enquanto saiu do provador. encarava uma revista qualquer, mas os olhos se ergueram.

— Você está maravilhosa.

— Mesmo?

— Ela não está maravilhosa?

Ele pegou sua cintura, enquanto beijou seu nariz.

— Dá até vontade de tirar ele agora para outra coisa, não é?

sorriu de modo diferente para ela, enquanto apenas corou.

— Nós vamos levar.

.

— Você está maravilhosa nele.

***
 

Era o dia que ia conhecer os pais de , havia se passado cinco meses do primeiro encontro e dois meses do primeiro beijo.

A mulher estava nervosa, pois nunca fora bem recebida pela família de .

— Não acredito que vai com essa roupa. Até minha tia se veste melhor do que isso.

Amy percebia o nervosismo da irmã, e sabia que ela não deveria ter medo, porque a família do rapaz já a amava antes mesmo de se conhecerem.

chegou, vamos?

— Não quero mais ir. — Sentou-se na cama.

… — Suspirou a mais velha. — Já te disse milhões de vezes que não precisa ter medo de família, porque o importante é quem você está se relacionando.

— Amy, eu e você sabemos muito bem como uma família pode interferir.

, olha para mim. — Ajoelhou-se em sua frente. — Você acha mesmo que iria colocar você em uma família problemática de novo?

— Não. — Sussurrou. — Está bem, vamos.

Durante o caminho, dava para perceber que o nervosismo estava presente em ambos. Especialmente na mulher que seria apresentada. As suas pernas não paravam quietas, batendo uma na outra.

não percebera quando estacionou o carro em frente a uma casa pequena luxuosa.

— Não acredito que você está nervosa com essa bobagem.

, não é bobagem!

— É sim! Você acha o que? Minha família vai odiar você?

— Sim!

— Bobagem, levanta e vamos.

— Fica calma, babe. — sorriu pegando na sua mão. — Eles já amam você.

respirou fundo ajeitando sua roupa e seu cabelo, depois de ter saído do carro.

estendeu a mão para a amada que aceitou rapidamente. Fazendo Ally rir atrás do casal, aquela cena serviria para fazer a irmã ser zoada para o resto da sua vida.

— Josefina! Eles chegaram. — Gritou um homem alto e bonito, assim que abriram a porta. — E trouxeram uma menina muito linda. Você deve ser a ? Acertei?

— Sim senhor Fredinard. — Sorriu tensa.

— Aí. — Botou a mão no coração. — Senhor não, Senhor está no céu. Pode me chamar de Fred.

— Okay, Fred.

— Você está vendo essa roupa que ela está vestida? — A tia do namorado cochichava para a irmã. — Está ridículo. Não combina com o corpo dela.

— Nossa! — Josefina exclamou. — Que roupa maravilhosa. — Fez a futura nora girar. — Onde você comprou?

— Eu que fiz. — Disse corada, nunca ninguém de fora havia gostado tanto de uma peça que a menina tinha feito.

Para a surpresa de , ela havia sido completamente aceita pela família do rapaz. O que a fez se sentir cada vez mais confortável.

Nesse exato momento, ela estava vendo as fotos de quando era criança. E descobrindo que o homem tem um irmão gêmeo que mora no outro continente.

***
 

— Não. Não, por favor, .

Novamente, o homem saiu em disparada pela porta do quarto, e novamente era deixada para trás.

Era apenas uma pergunta, certo? Será que ela fazia errado em perguntar quem era a mulher no celular do namorado? Será que ela não deveria querer conhecer a menina?

Ela se sentia tão mal naquele momento, que chorou, ao mesmo tempo em que o pulso dolorido incomodava.

se sentia bem.

As mãos de sobre sua coluna, lhe arrepiando, o beijo inocente havia sido deixado para trás, as mãos apertando sua cintura de forma delicada e erótica.

arfou, enquanto os olhos de estavam fixos nos seus, lhe admirando, lhe devorando com os olhos, ao mesmo tempo em que ele beijou seu nariz.

— Você está bem? Eu posso continuar?

Soprou de maneira contida, as pupilas dilatadas, ao mesmo tempo em que sentiu as mãos pequenas se apertarem.

— Se você não quiser, . Está tudo bem?

— Eu quero.

Apertou os lábios, enquanto beijou seu nariz de forma carinhosa.

— Vamos assistir um filme.

E novamente, ela não estava pronta para aquele avanço, apesar das tentativas de ambos. era compreensivo. Enquanto sentia sua respiração sobre sua cabeça, o homem cantava uma música baixa para si enquanto escolhiam um filme na Netflix.

— Vamos gravar, amor.

, eu não quero. Não me sinto confortável.

— Mas que porra, ? Você não me ama?

se encolheu, enquanto o mesmo fechou a camisa irritado, ao mesmo tempo em que pegava as chaves do carro.

— Onde você está indo…?

a deixou sozinha no motel, enquanto as lágrimas desciam pela face de , ela não se sentia confortável com a câmera sobre sua face.

Já havia tido brigas sobre isso, sobre como não gostava da exposição do seu corpo perante uma câmera.

?

A voz de soou, enquanto encarava o rosto repleto de agonia, ao mesmo tempo em que a mulher se encolheu esperando o esporro do então namorado.

. Eu amo você. E quando você estiver pronta, faremos o que você quiser. Não precisa ficar com medo de mim. Eu só quero curtir meu momento com um bom filme de romance.

— Você não gosta de filme de romance, .

— Eu adoro clichês – ele riu, ao mesmo tempo em que o encarava, enquanto beijou a face da mulher – Mas você ama, e o que você ama, eu também irei adorar.

Ela sorriu, enquanto sentiu cada dia mais ligada a aquele homem.

***
 

Solidays era um dos festivais preferidos de . ouvia o som do rock, ao mesmo tempo em que estava lado a lado, um pouco mais distante das pessoas que estavam perto do palco.

A música L’amour soava suave. Enquanto estava sentada no colo do namorado, ele segurava sua cintura e cantava aquela música em seu ouvido de forma suave e sensual, ao qual arrepiava a pele de LaBlanc, deixando sua pele arrepiada ao toque das mãos dele.

— Eu te amo.

Sussurrou contra sua orelha, riu, enquanto o beijo delicado na sua bochecha, então percebeu o homem os encarando.

franzia os lábios, estava lado a lado com alguns amigos aos quais também observavam o casal, o olhar inquieto fez com que se sentisse exposta naquele momento.

então bebeu um gole da cerveja, enquanto seus olhos os observavam, questionava que não deveria ser capaz de ficar com mais ninguém além de si.

Seu ego foi ferido ao vê-la com , que bebia um gole d’água, cantava a música em francês Jalouse, ao mesmo tempo em que a letra soava em sua mente.

— Ei, está tudo bem, babe?

apenas abraçou o homem. Naquele momento, e ela estavam juntos, naquele segundo, não importava mais nada em sua vida.

— Sim, eu estou.

***
 

— Vamos morar juntos?

— Não estamos prontos ainda, .

o observava, fazia quase cinco anos de relacionamento, ambos estavam na mesma universidade, e ainda assim, queria ainda manter daquele jeito.

— Linda, que tal nós só curtimos o momento. Ok. Eu te amo.

O primeiro ano de namoro com lhe mostrou por outras lentes o que deveria ser o amor, doce e seguro.

As brigas logo se tornavam beijos, risos e não havia mal estar de nenhuma das partes, sempre lhe ouvia, lhe minava como ele dizia, e naquele momento, ambos estavam lado a lado assistindo TV, não pode parar de pensar que ele era mais seguro.

. O que acha de morar comigo?

A mulher parou, enquanto o encarou. Franziu o cenho, ao mesmo tempo em que o homem a observava.

— Você já está praticamente vivendo aqui, então… Você quer morar comigo?

encarou o terreno desconhecido que iria entrar, enquanto pulou no namorado, o riso em meio aos beijos.

— Sim.

Fim.