11. Boys Will Be Boys

11. Boys Will Be Boys

Sinopse: Alexander Hamilton decidiu publicar um panfleto explicando detalhadamente como seu caso com a esposa de James Reynolds em busca de limpar seu nome de suspeitas de corrupção. O que o Secretário do Tesouro não pensou, foi no impacto que aquelas palavras teriam nas mulheres que estavam na sua vida.
Gênero: Drama
Classificação: +18
Restrição: Insinuação de adultério e violência doméstica. Baseado no segundo ato do musical de Lin-Manuel Miranda, Hamilton.
Beta: Bridget Jones

Capítulo Único

“A acusação contra mim é uma conexão com James Reynolds, por propósitos de especulação imprópria. Meu verdadeiro crime é uma conexão amorosa com sua esposa por um tempo considerável, com o conhecimento e consentimento dele. Eu tinha encontros frequentes com ela, a maioria deles na minha própria casa. Sra. Hamilton e nossos filhos estando ausentes em uma visita ao pai dela.”

25 de agosto de 1797

O amanhecer havia sido estranhamente calmo e silencioso desta vez e as ruas estavam mais vazias do que se esperava de Nova York. Mesmo as pessoas que já caminhavam pelas ruas evitavam fazer algum tipo de barulho que pudesse incomodar o clima que aquele dia já exigia. Era como se a própria cidade soubesse que algo fosse acontecer e que não seria nada bom. Os poucos estabelecimentos que já se encontravam em funcionamento estavam com o ritmo um tanto diminuto. Aquele era um cenário completamente anormal para uma sexta-feira.
Alguns quilômetros afastada do centro da cidade, Maria Reynolds, se encontrava em um apartamento precário que havia conseguido alugar com o pouco dinheiro que juntou desde que se separou de James e agora cuidava de sua filha, Susan, sozinha. As coisas para uma mulher naquela época não eram nada fáceis e, ter voltado a Nova York depois de anos morando na Filadélfia, não estava sendo nada fácil. Seus pais não aprovaram o divórcio com James e, desta forma, se recusavam a ajudá-la de qualquer forma que precisasse. Dessa forma, a mulher de 29 anos fazia o que podia para garantir sua sobrevivência e a de Susan. Ela não tinha muitas escolhas.
Elizabeth Schuyler-Hamilton aproveitava os últimos momentos de sono que teria aquela manhã antes dos filhos acordarem e ela ter de começar suas atividades diárias. Já acostumada a acordar com a cama vazia, ela havia desistido de ter expectativas em encontrar Alexander ao seu lado pela manhã. O marido nunca foi a pessoa que dava a devida importância a saúde e era raro vê-lo ter uma noite de sono completa. Alexander Hamilton sempre fora um homem que colocava o trabalho em primeiro lugar, desde que serviu no exercício até seu cargo atual de Secretário do Tesouro. Ultimamente o grande desafio do homem era tirar Thomas Jefferson de sua vista e conseguir provar o porquê de seu plano para a economia ser extremamente válido e necessário. Isso fazia com que o casal mal passasse um tempo juntos, mas não era nada que eles já não tivessem se acostumado com o passar dos anos.
Schuyler já não aguentava mais ter que aturar as coisas em Londres e estava desesperada por qualquer desculpa para voltar a Nova York. A saudade que sentia da irmã, dos sobrinhos e do pai era absurda. Também não podia negar que sentia muita falta de Alexander, seu grande amigo, com quem trocava inúmeras cartas que ultimamente eram as únicas coisas que conseguiam mantê-la satisfeita com a distância entre eles. Sendo a filha mais velha de Philip Schuyler, sempre foi esperado que se casasse o mais rápido possível com um homem extremamente bem sucedido para que ele pudesse mantê-la em um estilo de vida confortável. Ela conheceu Alexander e não foi possível negar que sentiu atração pelo homem logo que seus olhos se encontraram pela primeira vez. Os dois viviam flertando, mas no baile de inverno na casa de George Washington em 1780, ela o apresentou para a irmã e, desde então, o mundo virou um cenário para o amor de Alexander e . Porém, não se sentia mal por ter “deixado” isso acontecer. Por mais que gostasse de Alexander, sabia que ambos tinham personalidades extremamente parecidas e nunca poderiam funcionar como um casal, além do fato de que ela sempre priorizaria a felicidade de sobre a sua.
Quando os primeiros panfletos começaram a ser destribuidos, as pessoas não conseguiam acreditar que aquilo estava acontecendo. Como podia uma mulher estar se deitando com o Secretário do Tesouro quando o mesmo era casado há dezessete anos com ? Os boatos logo se espalharam e, antes das dez, a maior parte já sabia do caso tórrido de Alexander Hamilton. As pessoas mais próximas do homem mal conseguiam acreditar no que liam e várias delas já se preparavam para escrever uma carta ao mesmo, deixando-o ciente de seus pensamentos em relação àquilo.
Alexander havia sido acusado de corrupção e sabia que aquilo acabaria com qualquer chance de se candidatar a presidente se isso fosse ao público. Os americanos nunca aceitariam um imigrante os roubando daquela forma. Então, quando James Madison, Aaron Burr e Thomas Jefferson o visitaram em seu escritório algumas semanas antes, ele revelou aos rivais o que havia acontecido para provar que não tocara em um centavo da nação.
O que Madison, Jefferson e Burr não esperavam era que Alexander fosse escrever um panfleto com detalhes do caso que teve com Maria Reynolds durante o verão de 1791 a junho de 1792. Publicar aquilo seria algo que, na visão de Alexander, limparia seu nome e legado. Ele iria escrever detalhadamente a verdade e os sobrecarregaria com aquelas informações. Era a única saída.
James Reynolds havia o manipulado para extorquir dinheiro do Secretário e, desta forma, poderia continuar seu caso com Maria e ninguém nunca saberia de nada, mas James começou a exigir mais e mais. Maria e Susan eram constantemente abusadas por James, já que o homem vivia agredindo a esposa e algumas vezes sobrava para a filha. Isso levou Maria ao desespero, ao ponto de sair vagando uma noite, procurando por qualquer pessoa que pudesse ajudá-la. Na fatídica manhã que conheceu Hamilton, Maria não havia conseguido nada para alimentar a filha de seis anos e já não sabia mais o que fazer. Quando o encontrou, explicou sua situação ao homem, mas o mesmo não tinha nenhum dinheiro consigo no momento a não ser trinta dólares que entregou a mesma. Ainda assim, Hamilton solicitou que ela lhe passasse seu endereço para que ele pudesse continuar ajudando-a.
Os encontros de Maria e Hamilton no início eram puros e ela não queria nada mais do que conseguir ajuda conseguir alimentar a filha. Mas de alguma forma, ela e Hamilton acabaram se envolvendo amorosamente e logo nenhum dos dois conseguia negar os desejos que sentiam. Isso não fazia com que nenhum dos dois se sentisse menos culpado pela situação em que se encontravam. Porém, James acabou descobrindo e, em um dos encontros que Maria teria com Alexander, forçou a esposa a arranjar tudo para que ele os encontrasse juntos e assim pudesse tirar quantias absurdas de dinheiro do homem.
Ao escrever sobre o que havia ocorrido entre ele e Maria com o conhecimento de James, Alexander não pensou nas pessoas que seriam diretamente afetadas pelo que aconteceu todos aqueles anos atrás. Primeiro, Maria seria vista como alguém digna de nojo e escrutínio das pessoas, o que afetaria diretamente na pouca renda que vinha conseguindo. Não pensou na esposa , que fora colocada em uma posição de humilhação nacional devido ao ego do marido; muito menos pensou em , que apesar de querer voltar para casa o mais rápido possível, não gostaria que a situação fosse essa.
Ao sair rapidamente para buscar alguns legumes, Maria já conseguia sentir inúmeros olhares sobre si e a maioria das pessoas não haviam lhe direcionado um olhar que não estivesse carregado de ódio e raiva. Ela não fazia ideia do que estava acontecendo, mas quando a esposa do dono da pequena quitanda onde costumava comprar a expulsou do lugar aos berros, foi que ela entendeu que poderia ter algo haver com Alexander Hamilton.
Segurando a pequena cesta que sempre carregava consigo quando ia fazer suas compras, ela correu até a banca de jornal mais próxima e conseguiu ler uma das cópias que tinha estampado como título “O Panfleto de Reynolds”. Os olhos da mulher arderam no mesmo instante e ela pegou a cópia, jogando algumas moedas na direção da pessoa que estava do outro lado da bancada. Com passos apressados, voltou para casa e evitou olhar qualquer pessoa nos olhos com medo de que pudessem humilha-lá novamente, como a outra mulher fizera.
Ao entrar em casa, notou que Susan ainda dormia e logo trancou-se no pequeno banheiro que dispunha no local em que alugava. Ao sentar-se no chão, ela respirou fundo e começou a ler o que estava escrito. Conforme as palavras bem escritas de Alexander passavam por seus olhos ela sentia o coração se apertar cada vez mais ao ponto de começar a sentir dor física por isso. Até mesmo as cartas que Maria escreveu com carinho para Alexander foram publicadas e ela sabia que grande parte das mesmas haviam sido mudadas para dar a entender outras coisas. A forma como o homem colocara toda a culpa nela e quase nenhuma em si ou em James era absurda e ela sabia que, a partir daquele momento, sua vida seria um inferno. Tornaria-se a piada suja do país e isso afetaria diretamente na vida de Susan.
Desolada e imensamente sem chão após ter lido o que fora publicado para que todo o país lesse, ela levantou-se com o rosto molhado e caminhou até o pequeno armário que tinha no outro cômodo. Ao abri-lo, retirou dele uma pequena caixa que carregara consigo desde que deixou a Filadélfia. Os pais de Maria tinham certo nome em Nova York e James havia servido na Guerra, então isso tornou seu rosto um tanto conhecido e, para sua sorte, estava morando no bairro que cresceu, então não tinha como as pessoas ali não saberem quem ela era.
A pequena caixa que tirou com todo o cuidado do armário já estava um tanto quanto gasta e mesmo que dentro dela não houvesse nada de peso, algumas partes já se desmanchavam. Ao abrir o pequeno objeto, com os olhos ainda marejados e as mãos trêmulas, Maria retirou as cartas que guardou com tanto zelo. Alexander havia escrito cartas que fizeram o coração da mulher se aquecer na época e ela não conseguiu se desfazer das mesmas quando seus encontros com ele chegaram ao fim. Seus olhos passeavam linha por linha e aquilo tornava tudo cada vez mais doloroso. Ela sabia que estava em uma posição totalmente errada por ter se relacionado com ele, mas ainda assim não conseguiu evitar desenvolver um sentimento pelo homem. Maria sabia que a vida dela em Nova York estava manchada pelo resto de seus dias e a história carregaria o nome dela como a mulher que manchou a imagem do grande Alexander Hamilton.
Do outro lado da cidade, numa casa muito mais luxuosa, lia o que o marido havia escrito sem acreditar na frieza que ele colocara naquelas palavras. Ela não conseguia imaginar o que levou-o a cometer tal ato sendo que inúmeras vezes ela implorou para que tirasse um tempo do serviço e aproveitasse a família. Não conseguia acreditar que o homem que escreveu aquelas palavras sujas fosse o mesmo que construiu castelos para ela usando suas palavras quando se conheceram anos atrás. Não era possível que Alexander sujasse e envergonhasse o nome e a imagem de sua família, apenas para “limpar” o seu da corrupção. Não conseguia reconhecer o homem com quem se casara. E, por mais que não quisesse se sentir assim, uma parte de seu coração doía pela garota com quem ele se relacionou. Ela não conseguia imaginar como deveria estar sendo para a mesma, já que as cartas que Maria escreveu a Alexander também foram publicadas.
estava sentada em sua cama com todas as cartas que Alexander escreveu para ela há mais de uma década e lia e relia cada uma em busca de alguma resposta para o que ele havia feito. Procurou por palavras que dariam a entender que ela não era o suficiente para ele. Em algum lugar deveria encontrar algo. e Alexander nunca deram motivos para que duvidassem de seu amor um pelo outro, mas naquele momento estava desesperada para achar alguma coisa que desse brecha para ver que havia errado na interpretação do que ele havia escrito.
A mulher não conseguia imaginar como as coisas seriam quando ela tivesse que sair de casa, os olhares que receberia. Não gostava de imaginar como isso afetaria sua vida e as relações dos filhos, já que o pai expôs para o mundo como trouxe outra garota para a cama que dividia com a mãe dos mesmos. Ela conseguia escutar o que havia dito quando a primeira carta de Alexander chegou: “tenha cuidado com esse, meu bem. Ele fará o que for preciso para sobreviver”.
Alexander pensou estar sendo sorrateiro ao entrar em casa e caminhar até seu quarto. Porém, no momento em que seus passos alcançaram o corredor, já estava ciente da presença do marido em casa. Ela decidiu não tirar os olhos das cartas que tinha nas mãos e continuar de costas para a porta. Respirando fundo, Alexander tentou se aproximar da esposa.

— Não se aproxime de mim — a voz trêmula de ecoou e Hamilton congelou onde estava. — Não ache que você vai chegar com meia dúzia de palavras bonitas e conseguir seu espaço nos meus braços novamente.

A respiração de ambos era ofegante e nenhum dos dois se atrevia a se mover.

— Eu li e reli todas essas cartas e percebi que a única solução é queimá-las junto com todo e qualquer respeito que já tive por você, Alexander Hamilton — declarou ela, sem deixar sua emoção tomar conta de sua voz. — Você publicou as cartas que ela te escreveu e disse para o mundo todo como trouxe outra mulher para nossa cama… Tudo pra limpar a droga do seu nome. Você destruiu a minha vida e também a das crianças.

, eu… — ele tentou dizer, mas a mulher se virou e ergueu uma mão como um pedido silencioso para que ele não continuasse.

— Como você poderia permitir que alguém dissesse que você faz parte de algum esquema? É só o Jefferson abrir a boca que você tem que fazer um testamento… Mas não se preocupe, eu estou ciente dos seus esquemas e já vi como você olha para .

Alexander tinha os olhos fixos na esposa, que o olhava com desprezo e lágrimas que escorriam por seu rosto. Ele não sabia como reagir, nunca havia visto desta forma.

— Eu só espero que quando chegar a hora você explique aos nossos filhos a dor e humilhação que fez a mãe deles passar. Tomara que até lá você entenda que eles são o seu legado. Nós somos a droga do seu legado, Alexander — declarou e saiu do quarto.

Ao chegar na sala de estar, caminhou até a lareira acesa e jogou o monte de cartas que tinha em suas mãos, assistindo eles serem consumidos pelo fogo e, conforme as cinzas se tornavam evidentes, ela decidiu que não comentaria nada sobre como se sentia. Não queria ter seu nome manchado pela infidelidade de Alexander. Iria deixar as pessoas do futuro se perguntarem como ela havia reagido. As pessoas já tiveram acesso a muitas coisas na vida dela para terem uma opinião em seu coração, também.
Demorou algumas semanas para que a notícia chegasse em Londres, mas já estava a caminho de Nova York quando o assunto se tornou algo relevante lá. Ao chegar na cidade foi diretamente atrás de Alexander, pois precisava deixá-lo saber o que ela pensava. Os olhares que recebeu até encontrá-lo em seu escritório foram os piores que já havia sido submetida, mas isso não fez com que ela abaixasse a cabeça. Aceitaria qualquer coisa do homem, menos que ele machucasse . Ela era boa demais para isso e Alexander nunca mereceu o amor dela. era a coisa mais importante da vida de fez sua presença notável quando a porta que havia atravessado bateu atrás dela, fazendo o homem tomar um susto. Mas isso foi só por um momento, já que seus olhos brilharam ao vê-la ali e ele se permitiu sorrir.

? Graças a Deus alguém que entenda o que estou tendo problemas para fazer aqui... — ele caminhou até ela na intenção de abraçá-la, mas a mesma se afastou.

— Eu não estou aqui por você, Alexander. Meus parabéns! Inventou um novo tipo de estupidez — disse com seus olhos fixos nos dele.

Alexander tomou um susto com as palavras da Schuyler mais velha, pois não imaginou que ela falaria desta forma. sempre esteve ao lado dele, não importava a situação.

— O tipo de estupidez que você nunca vai desfazer — ela disse e se sentou na cadeira dele. — Sente-se, vamos revisar.

Alexander, ainda sem reação com a chegada inesperada de , o fez e logo estava sentado de frente para a mulher, que o olhava como se ele fosse uma presa e estivesse prestes a pular em seu pescoço.

— Você ouviu um rumor de que algumas ou talvez duas pessoas sabiam e refutou-o revelando um caso pelo qual ninguém te acusou — ela respirou fundo antes de continuar. — Eu te implorei para tirar um tempo longe desse lugar e você recusou. Você é o único inimigo para quem perde, Alexander. Está sempre preocupado com o que os outros podem fazer contra você.

Os olhos de não se moveram um centímetro desde que Hamilton se sentou em sua frente e ela tinha os punhos fechados tão forte que suas juntas estavam brancas. Alexander não tinha palavras para argumentar com , pois sabia que se dissesse algo seria a brecha para que as coisas saíssem de controle.

— Você quer saber por que Jefferson faz o que quer? — Ela questionou e viu o homem engolir em seco. — Ele não dá respostas desnecessárias para qualquer rumor que envolva o nome dele. Então, sim, parabéns!

, você precisa entender que foi um ato de sacrifício político! — Alexander finalmente encontrou alguma voz para refutar a cunhada.

— Sacrifício! Sacrifício? — A voz de ficou um tom mais alta enquanto o olhava com olhos estreitos. — Eu definhei em um casamento sem amor em Londres. A única coisa que me fazia um pouco feliz era ler suas cartas, Alexander. Às vezes eu me perguntava o que havíamos feito com as nossas vidas. Onde isso nos trouxe... — ela olhou para Alexander e viu os olhos do homem marejados.

Respirando fundo, ela olhou ao seu redor. O escritório em que ele trabalhava não era o mais organizado, mas as cores escuras deixavam o ambiente um tanto confortável ao ponto de que a pequena bagunça de papéis não se tornava um incômodo tão grande. sentia o peito apertado e queria sair daquele lugar o mais rápido possível, mas ainda tinha coisas que precisava dizer a Alexander Hamilton.

— Eu a conheço como a mim mesma. A felicidade dela sempre virá antes da minha — começou novamente a falar. — é a melhor coisa nas nossas vidas, então não aja como se não tivesse sido abençoado com a melhor esposa. Eu espero que, para o resto da sua vida, todos os seus sacrifícios sejam para a minha irmã e que você a dê a melhor vida.

Após dizer isso, se levantou e caminhou até a porta que daria acesso ao corredor principal. Logo estaria fora daquele lugar e longe da presença daquele homem.

— Parabéns, você redefiniu o seu legado — ela disse e saiu sem desperdiçar mais tempo com ele.

precisava dela agora.