10. Canyon Moon

10. Canyon Moon

Sinopse: Em toda minha vida nunca imaginei fazer algo grandioso, minhas ambições sempre foram as mais simples. Ter um emprego bom, uma casa própria e poder fazer pequenas viagens aos finais de semana. Se fosse possível uma esposa e algumas crianças a minha volta. Cinco anos atrás o mundo enfrentou a pior pandemia da história, O COVID-19 foi um vírus mortal que levou milhões de pessoas a morte. Eu trabalhava em um laboratório da UCLA , quando o vírus apareceu.
Gênero: Romance
Classificação: Livre
Restrição: os nomes Jenny,Susan e Oliver são fixos.
Beta: Sharpay Evans

Prólogo

Em toda minha vida nunca imaginei fazer algo grandioso, minhas ambições sempre foram as mais simples. Ter um emprego bom, uma casa própria e poder fazer pequenas viagens aos finais de semana. Se fosse possível, uma esposa e algumas crianças a minha volta. Porém, a vida é cheia de surpresas e me presenteou com muito mais coisas.
Aos 18 anos eu decidi fazer ciências biológicas, entrar na faculdade e decidir seguir carreira acadêmica foi um divisor de águas na minha vida. Cinco anos atrás o mundo enfrentou a pior pandemia da história, O COVID-19 foi um vírus mortal que levou milhões de pessoas a morte. Eu trabalhava em um laboratório da UCLA, quando o vírus apareceu.

Berlim, 21 de setembro de 2024 — 15:22

— Eu queria finalizar esta palestra reforçando para vocês que o trabalho em laboratório não é fácil, mas confesso que é gratificante saber o quanto somos capazes de mudar o mundo e mudar o rumo da nossa história. — Observei a plateia que me assistia atentamente. — Foram dias sem dormi, dias longe das pessoas que gostávamos, foram várias privações, mas conseguimos criar a cura para o COVID-19 e suas mutações genéticas. Isso foi resultado de um trabalho ardo e em equipe! Muito obrigado pela presença de todos e mais uma vez obrigado a organização do evento pelo convite — Sorri para todos, enquanto uma salva de palmas invadia os meus ouvidos.
— Muito obrigada, Dr. , pela presença e por essa palestra maravilhosa sobre a descoberta e atuação da UCLA na história mundial. — Agradeci novamente com um aceno de cabeça e me direcionei em direção à porta. Eu precisava fazer uma ligação.
O Orador ainda estava apresentando o cronograma do congresso quando atravessei a porta em direção ao hall do hotel. Observo atentamente cada detalhe, o lustre de cristal, os tapetes marroquinos, o grande sofá preto de couro e ao lado da porta do auditório estava um banner com a minha foto, acabo sorrindo. Afinal, nunca na minha vida imaginei chegar tão longe. Eu pego o celular do bolso do paletó, rapidamente desbloqueio a tela e digito aqueles números que já estou acostumado, quatro toques são necessários.
— Bom dia, meu amor! — Até escutar aquela voz que faz meu mundo estremecer.

Los Angeles, 18 de fevereiro de 2017 — 21:05

você deveria sair desse laboratório, vem logo para a festa e quem sabe você arrumar uma garota — A voz de Oliver saiu abafada pela música de fundo.
— Oliver, essa é a terceira vez que você liga e a terceira vez que eu vou te dizer que eu preciso terminar essa pesquisa. O Sr. Thompson está esperando o resultado — Disse mais uma vez cansado de explicar importância desse trabalho.
— Blá, blá, blá — revirei os olhos e foquei minha atenção mais uma vez para a tela do computador — , eu sei que você quer salvar o mundo, mas vem logo curtir a festa! — O programa estava analisando um código genético de camundongo, após um vírus ser inserido nele.
— Ok, Oliver! – Escutei ele comemorar do outro lado — Porém, depois você vai me deixar em paz.
— Fica em paz meu amigo — ele gritou no telefone quase me deixando surdo— depois eu até te ajudo a tabular os dados! Vem logo, tchau. — Desligando o telefone na minha cara. Olhei mais uma vez para tela do computador, eu poderia terminar isto amanhã. Eu precisava urgentemente passar no alojamento, antes de ir para aquela festa.

Los Angeles, 18 de fevereiro de 2017 — 23:42

Eu tinha chegado a pouco tempo na festa e ela estava igual todas que eu já tinha frequentado. Música alta, bebida e muita gente se beijando. Eu fui em direção a cozinha e encostei no balcão da pia, eu ainda estava me perguntando o que estava fazendo lá. Poderia estar finalizando a minha pesquisa no laboratório, na verdade pesquisa do Sr. Thompson, mas que eu estava auxiliando. Eu estava no segundo ano da faculdade e tinha entrado para iniciação científica, acho que eu preferia seguir carreira acadêmica do que trabalhar em um zoológico.
— Ei garoto, eu estou falando com você! Você pode me dar licença? — Voltei a realidade com uma menina gritando comigo.
— Oi? Não entendi o que você é falou. — Disse sorrindo e coçando a cabeça em um sinal de pedido de desculpa.
—Eu percebi que você não escutou. — Ela sorriu para mim. — Eu pedi licença, você está na frente da garrafa de vodca. — Apontou para algo atrás de mim, virei na direção e percebi que tinha algumas garrafas de bebidas atrás.
— Eu estava viajando, desculpa. — Sorri e deixei a passagem livre para ela.
—Tudo bem, a festa está chata mesmo! — Ela deu os ombros e virou a vodca no seu copo — Melhor viajar do que ficar prestando atenção aqui. — Dessa vez ela bebeu o conteúdo do copo e depois fez uma careta.
—Me chamo , e você homem dos pensamentos?
—Eu sou , garota da vodca.

Chicago, 22 de novembro — 16:27

—Bem-vindo a minha casa ou melhor a casa dos meus pais — riu e fez uma referência ao descer do táxi.
—Obrigado mais uma vez e espero não incomodar — Cocei o cabelo e dei um sorriso tímido.
—Relaxa, eles vão te adorar — Ela segurou minha mão e me levou em direção a porta.
Estávamos namorando a quase 7 meses e essa seria a primeira vez que eu ia encontrar sua família pessoalmente. Minha mãe não gostou nem um pouco da ideia de eu passar o dia de Ação de Graças longe de casa, mas prometi que no Natal estaria em casa e levaria comigo. Acordei dos meus pensamentos quando escutei falar meu nome.
, essa é minha irmã Jenny— Uma moça poucos anos mais velha que estava parada na minha frente, ela estava sorrindo e era possível observar a semelhança entre ela e .
—Olá Jenny, muito prazer. — Sorri — Obrigado por me receber!
—Você é bem-vindo! Por favor, entrem. — Então ela deu espaço na porta para nossa entrada. Sorri mais uma vez ao passar por ela e encontrei a mãe de levantando do sofá.
—Olá , seja bem-vindo! — Ela sorria e enquanto se aproximava de nós.
—Olá Senhora , obrigado por me receber! — Estendi minha mão para cumprimentar e ao invés dela apertar minha mão, fui surpreendido com um abraço.
—Pode me chamar de Susan.
—Obrigado Sra. , desculpa, Susan. — Confesso que estava surpreso com tanto contato, mas agora entendo de onde vinha todo jeito espontâneo da .
—Gente, eu vou buscar as crianças na escola e encontro vocês no jantar! Seja bem-vindo mais uma vez ! — Jenny falou chamando atenção de todos para si. Eu concordei com um aceno de cabeça e escutei dizendo sobre o quanto estava com saudades dos sobrinhos.

Los Angeles, 19 de junho de 2019 — 16:03

, eu não acredito que você está me levando para praia em plena terça feira! — Olhei abismado para ela, enquanto ela dirigia com um sorriso no rosto.
—Amor, você precisa se distrai e relaxar! Você anda muito estressado com seu TCC. — Olhou para mim e mordeu lábios inferiores de forma travessa.
—Eu fiquei preocupado com sua mensagem, achei que tinha acontecido algo grave. — Dessa vez eu tentei ficar mais sério com ela. Ela tinha me mandado uma mensagem pedindo para eu me encontrar com ela o mais rápido possível e que ela precisava ir em um lugar comigo. Eu deixei o laboratório correndo e me encontrei com ela no estacionamento do campus, quando estávamos no carro, me contou que ia me levar a praia.
—E aconteceu. Você apareceu na minha vida e me deixou muito feliz. — Abrindo aquele sorriso de orelha a orelha, me fazendo ri da sua cara. — Sem brincadeiras, . Você precisa desligar um pouco. Eu sei que sua pesquisa é importante, mas se deixar você dorme no laboratório.
—Eu sei, meu amor. — Sabia que ela estava certa, a pesquisa estava me consumindo. Ainda mais, porque meu TCC poderia virar o projeto para o mestrado. — Desculpa, vamos aproveitar hoje. — Coloquei uma das minhas mãos sobre sua coxa e com a outra aumentei o som do rádio.
—AÍ, meu Deus! Eu amo essa música! — Ela gritou feliz, olhei para o rádio e mostrava que era uma música do The Zombies.
—Sério? Nunca ouvi essa música e nunca escutei você escutar. — Intrigado com essa paixão por uma música hippie — Eu achei que você só escutasse boy band. — Rindo da cara de raiva que ela fez.
—Como você é chato, eu também sei cantar músicas hippies dos anos 60, tá? — Mostrando a língua para mim.
—Ok, senhora hippie. — Levantei meus braços em sinal de rendimento. Então eu observei ela cantar, ela conhecia a música, só não sabia a letra e a cada duas frases ela errava. Ela ainda disse que conhecia outra versão, que talvez eles tinham mudado a letra. Quando o carro parou no sinal vermelho, eu observei seu rosto e a orla da praia que estava próxima.
—Presta atenção nesse refrão , vou cantar para você — Ela chamou minha atenção.
Don’t let go of my hand.(Não solte a minha mão) — Ela apertou minha mão que estava na sua coxa. — Now the darkness has gone (Agora a escuridão se foi) — soltou a minha mão e chacoalhou de forma engraçada, como se estivesse espantando algo, eu ri do seu ato. —This will be our year.(Esse será nosso ano) — Então ela apontou pra ela e depois pra mim e soltou um yes em forma de comemoração. Sorri da sua forma espontânea e como ela conseguia deixar tudo mais leve. Me aproximei dela e puxei sua nuca para juntar nossos lábios.

Berlim, 21 de setembro de 2024 — 15:25

—Bom dia, meu amor! — Ao escutar aquela voz sonolenta do outro lado me fez abrir um sorriso gigante.
—Como você está, minha linda? — Apertei mais o celular próximo a orelha em uma tentativa falha de me sentir mais próximo.
— Como você acha? Tô com sono, descabelada e morrendo de saudade! — Fechei e tentei imaginar aquela cena, podia jurar que ela estava deitada na nossa cama, com os olhos fechados e tentando ficar acordada.
—Deve estar linda como sempre! Liguei para te dar bom dia e dizer que já está na hora de acordar. — Ri ao escutar ela bufar do outro lado da linha!
—Mesmo do outro lado do mundo você consegue controlar meus horários.
—Baby, eu te conheço e sei que você adorar perder a hora.
—Você é muito chato! Ainda bem que você não é meu professor. — Eu ri da sua sinceridade, ela costuma colocar o despertador para tocar uma hora antes do horário de levantar e ainda assim conseguia perder a hora.
—Não sou chato, sou responsável e te amo! — Comecei a caminhar em direção ao jardim do hotel, eu queria ver como o estava o dia em Berlim.
—Também te amo Dr. Responsável.

Los Angeles, 28 de julho de 2020 — 8:49

, cadê você?! Precisamos sair daqui. — Eu gritei após abrir a porta da sala, ainda estava em êxtase. Eu tinha saído do laboratório depois de quase 60 dias de confinamento.
? O que você está fazendo aqui? — Ela veio correndo em minha direção, ela estava assustada com a minha presença.
—Aconteceu algo maravilhoso! Deu certo o experimento, conseguimos encontrar a cura! — Eu estava ofegante com todas as novidades.
Desde o início da pandemia, eu estava trabalhando loucamente no laboratório da UCLA, a equipe estava realizando pesquisas e experimentos para chegar na cura do Covid-19. Passei muitos dias sem pisar em casa, às vezes eu vinha apenas para tomar banho e pegar roupas novas. Mantendo todo o isolamento social e os protocolos de segurança, ainda sentia medo de transmitir a doença para , foi quando decidir permanecer no laboratório.
—Meu Deus, ! — Ela gritou e colocou as mãos no rosto — Eu não acredito! — Eu afirmei com a cabeça mais uma vez e eu vi os olhos dela se encher de lágrimas, ela sabia que estávamos entrando para a história. correu para me abraçar, mas eu a impedi.
—Eu preciso tomar um banho, depois vou te abraçar muito! — Sorri da cara de frustrada, eu senti tanto a sua falta. — Amor, eu quero ir para um lugar.
—Você acabou de chegar e já quer sair? Pelo amor de Deus , você precisa descansar e comer alguma coisa.
—Eu sei, mas eu preciso que você vá comigo. — Falei caminhando em direção ao banheiro. — Por favor, você pode separar algumas roupas e comida para nós, logo vamos pegar a estrada.

, estamos viajando quase o dia todo para onde estamos indo? — Ela perguntou pela milionésima vez, eu tirei minha mão do volante e fiz carinho na sua perna.
—É surpresa meu amor, mas te juro que estamos chegando.
—Certo, se estamos chegando, não estamos indo visitar minha família em Chicago e já passamos de Las Vegas, então não vamos casar na capela do Elvis. — Desde que saímos Los Angeles ela estava criando várias teorias para onde estávamos indo.
—Meu Deus, eu já sei! Estamos indo para Grand Canyon. — Eu olhei para ela sem confirmar e apenas sorri.
, o parque está fechado. Como vamos entrar, eu não acredito que viajamos o dia todo e você vai fazer isso comigo. Pelo amor de Deus, você precisa descansar e não ficar dirigindo por aí! — Ela falava sem parar e foi impossível não gargalhar da sua cara de desespero, acabei ganhando um tapa ainda no braço por estar rindo.
—Deixa comigo, o Sr. Thompson tem alguns contatos e prometo que vamos conseguir visitar o lugar.

Depois de quase 10 horas de viagem, estávamos sentados em frente à vista do Toroweap Overlook do Grand Canyon. olhava abismada para aquela imensidão de pedras, o rio Colorado estava calmo e o céu tinha uma lua nova grande e brilhante. Ainda não tinha escurecido, mas ela brilhava no céu em tons de rosa durante o crepúsculo.
Era o momento perfeito, eu idealizei esse momento durante todos os dias que estava no laboratório. Eu contei a minha ideia para o Professor Thompson, após ter uma crise de ansiedade no laboratório, algo que eu vi que aconteceu comigo e com quase todos que estavam comigo, afinal foram muitas horas de trabalho, muitas horas sem dormi e sem estar próximo de quem amávamos. O professor tinha alguns contatos e conseguiu liberar a nossa entrada no parque. Então, o sonho se tornava realidade.
, isso tudo é lindo demais! Acho que nunca vi algo parecido. — Ela puxou o cobertor dos ombros e me encarava fixamente.
—Eu vejo toda essa beleza nos seus olhos, no seu sorriso. — Ela abaixou a cabeça tímida. — Eu vejo toda essa beleza na sua determinação, no seu amor pelo trabalho, eu vejo toda essa beleza quando acordo e vejo seu rosto ao meu lado na cama.
—Assim você me deixa sem graça! Você que é lindo e maravilhoso, eu sou grata ao universo por ter colocado você na minha vida.
—Eu também sou grato, meu amor! — Me aproximei mais dela e beijei seus lábios.
Quando nos separamos ela sorriu e voltou encarar a paisagem, agora era o momento. Peguei no bolso calça aquela caixinha preta de veludo que estava guardando, eu comprei antes da pandemia, afinal já estávamos planejando uma viagem para cá no dia da independência, eu queria fazer o pedido durante a queima de fogos, agora só teria o silêncio do Grand Canyon e a Lua como expectadores.
. — Chamei sua atenção e quando ela olhou para mim, eu me ajoelhei a sua frente e mostrei a caixinha.
, não acredito! — Ela colocou as mãos na boca. — Você tá tirando com a minha cara. — Ela riu e eu neguei com a cabeça. — Aí Jesus eu não estava preparada pra isso! — Então eu gargalhei da sua espontaneidade e tive certeza que eu quero essa mulher todos os dias da minha vida.
Rosali , eu sei que moramos juntos tem um ano, mas eu queria saber se você aceita dividir sua cama, suas dívidas, suas felicidades, suas angústias e tudo que acontecer na sua vida comigo? — Ela sorriu e eu pude observar que ela estava emocionada — Porque eu quero dormi e acordar ao seu lado. Eu quero poder te abraçar nos momentos de alegria e tristeza! Dividir os lucros e as despesas. Eu quero tudo que tenha você! Mesmo que você deixe a toalha molhada em cima da cama. — Ela gargalhou mais uma vez no meio das lágrimas.
—Se vou poder deixar a toalha molhada, vamos poder ficar juntos sim. Mas, eu aceito principalmente porque você me faz sorrir, me acalma e faz eu me sentir amada.
Então eu tirei o anel da caixa e deslizei pelo seu dedo. Ela sorria toda boba olhando para o anel, para mim e para grande lua do Grand Canyon.

Berlim ,25 de setembro de 2024 — 19:23

—Boa noite, por favor para Aeroporto de Tegel — Disse assim que entrei no táxi. Estava me despedindo de Berlim, após participar do congresso. Digitei uma mensagem para enquanto observa Berlim a noite.

“Boa tarde meu amor, já estou no táxi a caminho do aeroporto”

“Oi meu amor, avisa quando chegar no aeroporto! Eu estou no intervalo, as crianças estão terríveis hoje. Por que mesmo eu quis ser pedagoga?!”

Às vezes eu achava que era mais bagunceira que as crianças do jardim de infância.

“Você podia escolher entre ser pedagoga ou ser médica?! Acho que você ainda tem medo de sangue, né?”

“Nem me lembre… falta muito para você ficar rico e eu trabalhar como influencer?!”

Eu ri alto chamando atenção do taxista, me desculpei e continuei digitando.

“Sinto te informar que eu sou professor também, você deveria ter casado com um médico ou cantor famoso”

“ok, eu vou me casar e levar você como motorista, pode ser?”

“Logico que não hahaha to com saudades de você!

“Eu também to, não aguento mais
Essa distância. Falta muito para você voltar?”

Suspiro forte e encaro o teto do taxi em uma tentativa frustrada de evitar uma lagrima, desde a Covid-19 não ficamos tanto tempo separados. Tem duas semanas que estou viajando a trabalho, fiz algumas palestras na Inglaterra e participei de um congresso aqui em Berlim, mais duas semanas e estarei em casa.

“Também não aguento mais essa distância! Só falta Paris e Roma, em duas semanas eu estarei em casa.”

“Eu sei meu amor, vou ficar te esperando. Eu preciso ir, volta logo! Te amo”

Los Angeles , 09 de outubro de 2024 – 22:40

— Senhores passageiros em momentos vamos iniciar o procedimento de pouso.
A Comissária de bordo falou sobre o autofalante, fechei o livro que estava lendo e coloquei a poltrona no local, afivelei o cinto e olhei em direção a janela, Los Angeles estava toda ilumina, deixando ainda mais charmosa. Senti o avião tocar o chão, então fechei os olhos e pensei que faltava pouco para estar em casa, faltava pouco para ver meu amor novamente, eu estava indo para cada dessa vez e até lá eu ficaria relembrando do nosso pedido sob canyon moon

FIM
Nota autora: Meu Deus, eu achei que essa fanfic não ia sair. Eu tive a ideia durante o trabalho, sou profissional da saúde. Confesso que foi difícil arrumar um tempo entre as jornadas de trabalho e o cansaço, mas espero do fundo do coração que vocês tenham gostado. Vai dar tudo certo! E por favor fiquem em casa! Beijoooos