05. Cherry

05. Cherry

Sinopse: I, I just miss
I just miss your accent and your friends
Did you know I still talk to them?
Gênero: Romance.
Classificação: +12.
Restrição: Harry Styles é fixo.
Beta:Sharpay Evans

A luz entrava ainda fraca pela janela do quarto de . Ele cobriu a cabeça para continuar dormindo, enquanto sentiu uma movimentação ao seu lado, e logo estava sozinho. não conseguiu dormir ao saber que ela havia deixado a cama, e, mesmo que se forçasse a dormir novamente, sabia que não seria capaz, pois precisava do calor de seu corpo. Ele sabia que estava completamente apaixonado por ela, e não se preocupava com tamanha devoção. Continuou deitado por alguns minutos, simplesmente olhando para o teto e pensando em como era sortudo por ter uma mulher como ela em sua vida. Sentiu um cheiro bom no ar e logo viu a porta ser aberta. Lá estava vestida com uma de suas blusas da Gucci, cabelo preso num coque rápido e bochechas coradas por conta do calor das panelas.
Cocou. – ela disse ao entrar no quarto com uma bandeja em sua mão. – Fiz nosso café.
– Você sabe que não tinha necessidade, certo? – se sentou, admirando a moça francesa que agora estava colocando os fios de cabelo solto atrás das orelhas.
– Fazia tempo que não tínhamos um dia só nosso… – ela deu ombros. – E eu estava com vontade de cozinhar algo, mesmo que só um omelete. – olhou orgulhosa para a bandeja que continha iogurte natural com granola e frutas vermelhas, panquecas com chantilly e xarope de maçã, e ovos mexidos com queijo.
– Obrigada, amor. – passou o dedo no chantilly e sujou o nariz dela.
O café da manhã foi descontraído, na cama, onde era o lugar que eles mais gostavam de passar o tempo. Não por estarem fazendo amor, e sim por ficarem juntos apenas aproveitando a companhia um do outro. Eles não tinham muitos momentos como esse, pois tinha uma agenda muito apertada por conta de sua carreira. Já era bastante ocupada com seu trabalho de modelo, e assim como , vivia viajando o mundo por conta de suas atividades. A última vez que eles haviam se encontrado, não foi como eles gostariam: estava ocupada e surtando por conta de um dos desfiles mais importantes que ela participaria: Paris Fashion Week. Embora francesa, ainda não tinha tido a oportunidade de desfilar na capital de seu país natal, na maior semana de moda do mundo.
e se conheceram na semana de moda em Londres, onde ela, uma modelo recém contratada da Gucci, iria desfilar. compareceu a esse evento, já que ele era uma das “novas caras” da marca. estava se olhando no espelho, enquanto algumas moças faziam os últimos ajustes em sua roupa, quando ele passou por ela. Seu sotaque chamou a atenção do rapaz, afinal, francês era um dos sotaques que ele mais gostava. Ficou a observando de costas enquanto esperava para ver o CEO da marca, Marco Bizzarri, e o cumprimentar. Os cabelos castanhos da garota estavam lisos e soltos, e ela vestia uma saia midi godê vermelha, uma blusa transparente de cor creme, e sua cintura marcada pelo famoso cinto com o clássico “GC” em sua fivela, enquanto nos pés, trazia uma sandália de tom neutro, que casou completamente com o look. Contudo, o rapaz não esperava era que garota não estivesse usando nada para cobrir seus seios, então quando ela virou de frente, se assustou um pouco com seu corpo à mostra, mas logo voltou ao normal, afinal, aquilo era considerado como arte. o viu ali e sorriu em sua direção, e, assim que estava pronta, agradeceu e foi muito educada e doce com todas as pessoas que estavam trabalhando em seu look. queria a dizer que estava admirado com tamanha gentileza da garota, mas não se sentia à vontade por saber que os mamilos dela estavam aparecendo nitidamente pela roupa fina e transparente que usava, portanto decidiu deixar pra lá… Ele não queria passar a imagem errada de quem era, caso ela entendesse errado as suas intenções. Assim que o desfile chegou ao fim, eles se esbarraram na tradicional festa de todo evento de grande importância. E, à partir desse dia, eles passaram a trocar mensagens despretensiosamente. Quem diria que hoje estariam onde estão.
, vamos à praia hoje? – ela se jogou na cama ao acabar de comer. – Olha o sol, a praia é no seu quintal… E eu nunca fui à praia em Los Angeles. – olhou sugestiva para rapaz, que parecia pensar sobre.
– Ok, você me convenceu. – ele se espreguiçou. – Vou me trocar, você devia fazer o mesmo. – Ela abriu o maior sorriso, depositou um beijo em sua boca e saiu saltitando até o closet, onde guardava algumas roupas a pedido de .
Pouco tempo depois o casal estava descendo as escadas nos fundos da casa de , e finalmente pisando na areia. Eles esticaram duas toalhas, uma ao lado da outra, e deitaram para tomar um pouco de sol. Conversavam sobre as novidades, sobre como gostariam de conseguir se bronzear, ao invés de adquirir uma coloração avermelhada, sobre suas famílias e como sentiam saudades deles quando estavam viajando. Ela trazia paz para a vida dele, e ele não poderia estar mais feliz com ela em sua vida.
O namoro dos dois não havia sido confirmado em lugar nenhum, portanto tudo o que todo mundo sabia eram rumores de um suposto relacionamento. O que era bom. Eles eram duas pessoas da mídia que estavam se envolvendo por amor, não para promoção de suas carreiras, e isso fazia um bem danado para ambos, pois sabiam que um tinha ao outro por amor, não por interesse, como era muito comum no mundo das celebridades.
A fome chegou, e eles subiram de volta para a casa. Tomaram um banho juntos e vestiram roupas confortáveis. estava com uma calça de moletom, sem camisa. vestia um pijama de algodão com estampas de cereja por todo ele. achava uma graça, pois sabia que aquela era a fruta favorita dela. De sua Chérie. havia pedido para dar o dia de folga para seus empregados e cozinheiros, mas ele havia recusado essa condição, e a garota entendeu o motivo quando, assim que chegaram à mesa, já a encontraram comida ali. Ela não se importava de cozinhar, era seu hobby, só que ela estava com tanta fome, que talvez pedisse comida ao invés de cozinhar um almoço decente, pois chegaria mais rápido. Eles sentaram, comeram e, ao acabar, seguiram para a sala.
– Eu tenho uma música nova para te mostrar. – ele disse ao abrir um armário e tirar seu violão de lá.
– Oh, por favor! – ela pediu, sentando-se ao seu lado.
Ele dedilhou algumas notas para checar a afinação do instrumento antes de começar a tocar a música. Era uma melodia animada, que lembrava bem o tipo de música que ele escutava. Era agradável ao ouvido, e sua voz soava deliciosa.
I couldn’t want you any more, kiss in the kitchen like it’s a dance floor. I couldn’t want you anymore tonight. – deu uma piscadela para a garota que riu com a referência ao dia que se encontraram em sua casa na França. Continuou a canção bonitinha, até chegar ao final e fazer graça com o restante dos acordes ao cantar coisas como “uh-uh”, “ooooooo-oop” e “doo-doo-doo” arrancando mais risos dela, enquanto ele gargalhava junto.
– Qual o nome dessa música? – perguntou ao se recuperar.
– Não sei ainda… Faltam alguns acertos, mas é provável que seja algo relacionado à “Sunflower”. – ele começou a dedilhar o violão.
– Eu gosto do nome. E é uma música maravilhosa. – aproximou-se do rosto do rapaz, dando um selinho rápido. Sentiu o celular vibrar e ignorou a ligação que recebia de um número desconhecido, mas quando viu o horário, se deu conta de que precisava ligar para sua mãe. O problema era que Paris estava nove horas à frente de Los Angeles, então já era bem tarde. Ainda assim a telefonaria, pois tinha dado sua palavra. – Amor, eu preciso ligar para minha mãe.
– Tem problema se eu continuar tocando? – A garota negou, e ele continuou dedilhando o violão numa melodia calma, enquanto via sua amada caminhar até o sofá ao lado para ouvir melhor a chamada. Estava gostando do conjunto de notas que tocava, portanto decidiu gravá-las, pouco se importando se a voz de estaria no fundo.
Cocou! – Ela disse ao ouvir a mãe atender. seguiu a melodia, e se surpreendeu com como a conversa da sua garota se encaixava perfeitamente no que ele tocava. Parecia que ela estava conversando no exato tom. – Tu dors? – uma breve pausa. – Oh, j’suis désolée… amava quando ela falava com seus pais ao telefone, assim podia ouvir seu francês tão doce e angelical. – Bah non… Nan, c’est pas important. – mais uma pausa, um pouco longa dessa vez, mas logo ela tornou a falar. – Ouais, on a été à la plage, et maintenant on us sommes assis sur le canapé … Il joue de la guitare. continuou sua conversa e parou de prestar atenção. Na verdade ele começou a sorrir bobo para ela, enquanto ela escutava a mãe contando sobre como seu dia havia sido. Ela corou as bochechas, porque, mesmo sabendo o quanto ele gostava de a ouvir falar em sua língua-mãe, ela ficava com vergonha por ele ficar com aquela expressão todas as vezes que ela começava a conversar em francês. – Parfait! Je t’aime, maman. – desligou e rolou os olhos para o namorado, soltando um !” com sotaque mais carregado que o normal, para o repreender, mas não deu certo, já que ele começou a rir de como ela estava.
Seria ótimo se o tempo pudesse congelar ali, naquele exato momento. Eles estavam felizes, eles eram felizes. Mas é como dizem: sempre há uma calmaria antes da tempestade chegar. E foi o que aconteceu. Por conta de ciúmes de alguns trabalhos que fazia, eles começaram a brigar mais do que o normal, e, como eles estavam num período turbulento onde se viam pouco, começou a criar paranoias de que a garota estaria o traindo, quando não estava. Afinal era completamente apaixonada por , e qualquer um poderia dizer isso.
Existe um limite para brigas entre um casal, e eles definitivamente estavam passando dele. Era exaustivo ligar para ele e o ouvir a culpar por coisas que ela não fazia, e sim que ele imaginava. Com o tempo, a garota parou de ligar com tanta frequência, e ele também, pois era orgulhoso. Contudo sempre dizia para seus amigos como sentia falta da garota e de como sentia saudades de seu sotaque. Ele percebeu que tinha errado. Só que percebeu tarde demais e sua arrogância não o permitia admitir para ela que ele estava errado.
Não houve briga, mas diversas lágrimas foram derramadas quando a garota, cansada, decidiu pôr um fim no relacionamento. Eles se encontraram em Nova Iorque para conversar, e ela disse que por mais que o amasse, não conseguiria aguentar todo aquele ciúme desnecessário. se desculpou, só que não era mais possível voltar atrás. O relacionamento havia desgastado. sumiu da mídia por alguns dias, mas logo teve de voltar a ativa com seus ensaios para as marcas que assinava. Enquanto foi para Tóquio para espairecer. Ele nem podia tirar aquele período sabático, mas foi necessário. Ele chorava com frequência, assim como ela, mas nenhum dos dois voltaria atrás. Por mais que doesse saber que ele havia perdido a mulher da sua vida, ele sabia o dano que havia causado, e como era irreparável.
A notícia de que foi vista em um encontro com outro cara foi uma das piores coisas que aconteceu para . Isso aconteceu logo que ele havia voltado para Londres, e ele se isolou por alguns dias em casa. Não saía nem para comprar pão. Passou uma semana dentro de seu mundo, isolado, afogando as mágoas na bebida, enquanto rolava pelo perfil da garota no instagram. Mitch o ligou, mas foi ignorado, assim como Sarah, Clare e Adam. Só quando seus produtores musicais começaram a ligar, que ele decidiu que era hora de voltar ao estúdio. O problema era que todos seus produtores eram amigos de também, e isso tornava o processo mais doloroso do que o normal.
chegou ao estúdio encontrando apenas Sammy e Tyler, que parecia vestir um pijama com pantufas. Estranhou a falta de pessoas ali, mas, por outro lado ficou feliz, assim poderia ajustar suas letras e gravar suas demos sem o olhar de ninguém.
– Pantufas legais, Tyler… – elogiou. – Onde você as conseguiu? – Viu o olhar do amigo vagar e ele ficar distante por alguns segundos.
– Ahm, elas foram um presente de . – engoliu seco. – Desculpa, cara, elas são muito confortáveis. – apenas assentiu e sentou no sofá.
– Você podia usar qualquer coisa para vir aqui, mas escolheu justo uma coisa que vai me fazer lembrar dela o tempo todo. – admitiu pesaroso. Ele estava sofrendo, e agora Tyler estava se sentindo a pior pessoa do mundo.
rodou o celular pelas mãos antes de ligar para seu assistente e o pedir para comprar uma garrafa de whisky. Ele precisava beber. Só assim ele conseguiria passar aquele dia trancado no estúdio com um compositor e um engenheiro musical. Nem Sammy, nem Tyler questionaram sua atitude, e assim que o álcool chegou até onde estavam, beberam juntos. Sam ofereceu o ombro para desabafar sobre tudo, e enquanto ouviam suas lamentações, pensou em algo que ajudaria o jovem rapaz.
– Por que você não escreve uma música sobre isso? – Sammy perguntou. – Ela era sua Chérie, escreve o que está sentindo… Vamos tirar pelo menos algum proveito disso.
– Não posso escrever uma música e a chamar de Chérie. rolou os olhos.
– O mais próximo disso é Cherry… É uma fruta… – Tyler sugeriu ao servir outro copo de whisky, e a mente de vagou para o dia que eles estavam em L.A.; ela com seu pijama de cerejas, ele tocando o violão…
pegou seu diário e começou a rabiscar algumas coisas. Lembrou da gravação onde podia ouvir sua voz. Usou aquele ritmo e tom da gravação para a base de sua nova canção. Era aquilo. Ele estava finalmente se sentindo um pouco mais leve.
Gravou a demo, e pouco mais de uma semana depois, mostrou a música para o restante de seus produtores e sua banda. A música tinha ficado perfeita, mas para algo ali ainda estava faltando… Foi quando pensou em colocar o áudio de . Ele ligou para ela, nervoso. Fazia muito tempo desde que eles haviam conversado pela última vez. Pediu autorização para por a voz da garota no áudio de sua faixa musical e ela autorizou. Ao terminar a edição do áudio, mandou a música pronta para a garota, que se desmanchou em lágrimas. Ela não respondeu nada além de um emoji de joinha. Ela não queria mostrar a ele o quanto aquilo havia mexido com ela e com seus sentimentos.
Não se sabe ao certo para quem foi mais dolorosa essa resposta…
Ele ainda a amava. Ela ainda o amava. Ambos sabiam que eles não dariam mais certo, e esse foi o fim de e … Uma música. Uma música que expunha todo o lado frágil e ciumento de , assim como uma recordação gostosa de um dos melhores momentos que tiveram juntos.

FIM
Nota da autora: A tradução de tudo que está em francês está aqui abaixo.
“Cocou! Tu dors?“: Oi! Estava dormindo?
“Oh, j’suis désolée…”: Oh, me desculpe.
“Bah non… Nan, c’est pas important.”: Ah não… Não é nada importante.
“Ouais, on a été à la plage, et maintenant on us sommes assis sur le canapé … Il joue de la guitare.”: Sim, nós fomos à praia, e agora nós estamos sentados no sofá… Ele está tocando violão.
“Parfait! Je t’aime, maman.”: Perfeito! Te amo, mãe.

Twitter: @amanda_ritis | Instagram: @amandar_autora

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