03. Cool

03. Cool

Sinopse: Ju era uma admiradora fiel de sorrisos, gostava de dizer que “os sorrisos são a moldura da alma”. E bem, Hyunjin era dono da obra de arte mais apreciada pela garota. Bastava que sorrisse para que a mesma se derretesse e se rendesse aos seus caprichos.
Gênero: Romance
Classificação: 12
Beta: Bridget Jones

Capítulo Único

“Guess I never had a love like this (ah-ha)
Hit me harder than I ever expected (uh-uh)
We’ve been up all goddamn night, all night, all night (ah-ha)
Keep it going ‘til we see the sunlight”

Dentre todos os sonhos que tinha, seu predileto eram aqueles com ele.
Dentre todos os abraços do mundo, o dele fazia com que seu coração acelerasse e se conectasse mais, afinal, parte de seu próprio coração pertencia ao homem.
E, dentre todos os sorrisos que passaram por sua vida, o dele era o seu predileto e o qual ela faria de tudo para que não saísse de sua face. era uma admiradora fiel de sorrisos. Gostava de dizer que “sorrisos são a moldura da alma”. E, bem, era dono da obra de arte mais apreciada pela garota. Bastava que sorrisse para que a mesma se derretesse e se rendesse aos seus caprichos.
O mundo é muito injusto mesmo. Apaixonara-se de maneira tão rápida e profunda por aquele homem que nem mesmo Isaac Newton ou Coulomb saberiam explicar a atração que ocorrera entre aqueles dois corpos.
Em sua cama de casal ela sentia a maciez do cobertor de plush que envolvia seu corpo como um pacotinho, protegendo-a do inverno e da temperatura negativa daquela época do ano em Seul. Ainda de olhos fechados resmungou enquanto espreguiçou-se, ouvindo pequenos estalinhos simultaneamente e rindo consigo mesma, pois amava os barulhinhos de seu corpo.
Cautelosamente suas pálpebras se suspenderam, trazendo luz aos seus olhos e ocasionando em uma leve fotofobia devido à claridade que já adentrara o cômodo. Rolou na cama para o lado oposto ao seu, sentando-se em câmera lenta devido à preguiça, mas sem se desenrolar do cobertor que a protegia.
Ao colocar seus pés ao chão ela observou a pantufa que era maior alguns bons números do que o seu e, não resistindo, calçou-a. Sentiu seus pés serem aquecidos pelos pelinhos do sapato e enfim se levantou enrolada no cobertor, seguindo rumo à cozinha.
De longe, podia muito bem ouvir a voz manhosa e enrolada que cantarolava em inglês.
“Baby, I’m afraid to faaall in looove. Cause what if it’s not reciprocated?”. Mordeu os lábios enquanto apreciava o som que emanava da cozinha, então andou até lá com passos curtos e silenciosos, pois não queria atrapalhar.
“She said, “What if I dive deep?
Will you come in after me?”

Ela sorria grande ao ouvir a voz do namorado.
“Na na na na na na na naaaaa”
Poderia morrer ali mesmo. Achava adorável até as mínimas partes as quais ele esquecia a letra e improvisava sons aleatórios.
Apoiara a cabeça no portal da cozinha, trajando um conjunto de moletom de e enrolada em seu fiel cobertor, enfim tendo acesso não só a voz, mas também a imagem do rapaz cozinhando enquanto cantava.
Estava no céu e haviam se esquecido de avisá-la.
Com certeza era seu mais novo curta metragem predileto, único e exclusivo, filmado e gravado em sua memória e, com toda certeza, ela reprisaria as cena em sua cabeça diversas vezes.
Sob os prismas de raios de sol que coloriam a pele das costas desnudas do rapaz, trilhava seu olhar, analisando-o enquanto ele distraidamente não a notara ali, continuando a fazer alguma coisa no fogão que, pelo cheiro, pareciam ser panquecas.
, mas qual consistência fica a massa quando jogo ela na frigideira? Vou te mandar uma foto de como ficou!”
Riu baixo sozinha, achando adorável a situação. Era mesmo digno de .
Meu deus.
Se sorrisse mais teria câimbras em seu músculo bucinador e nas suas bochechas, ou talvez rasgasse o próprio sorriso. Jamais se imaginara tão apaixonada e boba por alguém, nem mesmo se ver parada em um portal de cozinha apenas contemplando uma figura alheia e se sentindo satisfeita apenas com isso.
Era isso.
Ele bastava.
Eles eram tudo.
E os cheiros da panqueca eram tudo para seu estômago, que contestou o transe da garota com um barulho claramente audível.
— Hey, você acordou! Está com fome? — O garoto sorriu se posicionado de lado no fogão para que pudesse olhar para , que apenas concordou com a cabeça, seguindo para perto dele.
— O cheiro está bom! — disse erguendo-se nas pontas dos próprios pés e depositando um beijo nos lábios do rapaz, dando uma mordiscada de leve na região — Agradeça ao por nós.
— Hey, há quanto tempo você estava aqui? Isso é traição. — olhara com sua melhor cara de desdém para a garota, que após colocar sobre as costas da cadeira a manta que a aquecia se dirigiu a geladeira, pegando leite, achocolatado em pó e alguns quadradinhos de chocolate a fim de fazer chocolate quente para ambos.
— Tempo suficiente. — sorrira depositando um beijo na bochecha de , que com um sorriso bobo virou-se novamente para o fogão a fim de terminar seu café da manhã.

Após terminarem de preparar a mesa do café, sentaram-se de frente um para outro na pequena mesa de canto do apartamento de , que não tinha lá muitas mordomias, mas era um cantinho aconchegante e suficiente para o casal aos finais de semana já que durante Segunda a Quinta-feira ficava em seu próprio apartamento.
Apesar de nem sempre seguir essa regra.
Às vezes adiantava para Quarta-feira a sua estadia na casa do namorado.
— Podíamos viajar no final de semana para Jeju, o que você acha? — começou o garoto, limpando a boca em um guardanapo enquanto observava terminar sua refeição.
— O que acha de deixarmos pra ir durante o verão? Está muito frio, . — passando as mãos pelos braços em uma demonstração do frio que sentia e também em uma tentativa de se aquecer.
— Ah, mas poderíamos ir de novo no verão… vamos? Vamos? — ele formara seu lindo e irresistível beiço pidão.
O pesadelo de e da sua vontade de ter a última palavra.
A verdade era que o beiço de vetava, por muitas vezes, sua última palavra.
— Você precisa PARAR de fazer esse beiço, garoto — disse arremessando uma bolinha que fizera com o guardanapo de papel, acertando em cheio a cabeça de , que claramente fizera um de seus belos dramas, fingindo uma dor digna de ter sido atingido por uma bigorna de toneladas. — Ah, pronto.
— Minha única arma contra você. Não vou parar, não. — mal sabia que ele inteirinho era o maior ponto fraco de . A garota faria qualquer coisa por ele. Bom, ele apenas não podia descobrir sobre isso, se não se tornaria um namorado dos mais mimados.
— Talvez não seja sua única arma, mas esse assunto eu vou deixar apenas sobre minha ciência.
— Ah, não vai, não. — já se levantara e andava em direção à garota, que se acuara na cadeira escorando as costas na parede atrás de si, segurando o riso enquanto se agachava a sua altura com as mãos em direção à lateral de sua barriga, onde bem sabia que ela sentia cócegas. — Vamos, me fala. 1… 2… 3 — àquela altura já ria sem ao menos precisar ter as mãos do namorado em movimento, apenas o momento e a expectativa já lhe causavam risadas frouxas. — Tudo bem. Tudo bem. Não vou insistir. Vou arrumar essa cozinha e depois podemos assistir à um filme ou série… — O garoto dissera levantando e se afastando, sendo seguido por já a tinha, em um piscar de olhos, em seus ombros e se direcionava até a sala com estapeando suas costas.
sentou-se no sofá de três lugares que possuía na sala, com sentada em seu colo com as pernas em volta de sua cintura enquanto o garoto tinha as mãos firmes repousadas por debaixo do moletom que ela vestia. O frio de suas mãos em contato com a derme quente da namorada causou arrepios por toda a extensão de seu corpo e, sem ao menos mostrar suas intenções, uniu seus lábios.
O encontro de seus lábios era sempre algo que mexia com ambos, pois parecia muito certo e poderiam ficar desfrutando um do outro por longos minutos sem se cansarem daquilo. Poderiam passar mais tempo do que o programado nas preliminares e nunca seria exaustivo, muito menos se sentiriam ansiosos para a próxima etapa. Entendiam-se bem em quaisquer situações, fosse ao sofá trocando carícias e tendo seus momentos mais íntimos, ou nas discussões sobre os relacionamentos alheios, ou melhor, sobre os namoros, términos e shipps errados dos demais filmes e séries que assistiam juntos. sempre gostava dos casais errados.
O garoto foi responsável por romper o beijo do casal, passando o polegar sobre a bochecha de e a admirando na sua frente. A mulher se encontrava com os lábios levemente inchados e avermelhados pelo contato com os seus lábios, que provavelmente se encontravam na mesma situação. Ela sorria enquanto o encarava, e ele jamais conseguiria não estar sorrindo de volta. “em>Toda ação tem uma reação” e isso significava tudo para . Se sorrisse ele sorriria junto, se ela chorasse ele também cairia em prantos. Quando ela ria, ele ria em dobro e quando tinha a garota ali, vulnerável e se doando a ele, bem… aí sua reação era perda total. Perdia o controle e se entregava também. Isaac Newton, mais uma vez estava certo.
Seria crime de estado fazer diferente.
— Meu Deus, eu te amo tanto — dizia o garoto, ainda admirando a mulher à sua frente. — Acho injusto que apenas meus beiços, como você diz, sejam seu ponto fraco, porque você toda é o meu. — enquanto a admirava e acariciava seu rosto com o polegar, a outra mão teimava em fazer uma cócega carinhosa na lateral de seu quadril.
— Posso te contar um segredo? — sem ao menos esperar uma resposta, mas claramente sabendo que seria afirmativa, aproximou-se do ouvido de , que agora tinha ambas as mãos dentro de seu moletom, sem saber o quanto seus míseros toques já causavam certo pane no controle de . — Amor. — Pausou, pensando mais uma vez se daria aquele gosto a e se saberia lidar com o quão mal acostumado ele ficaria. Bom, isolou seus pensamentos e seguiu em frente — Você todinho é meu ponto fraco, bebê. — Se afastara o suficiente para contar nos dedos, com as mãos em frente aos olhos de , o que disse a seguir. — Desde quando você mexe nesse bendito cabelo jogando para trás ou quando você tenta cantar em inglês e saem algumas palavras distorcidas, quando você sorri e seus olhos formam duas meias luas e eu perco tudo. Seus dramas super frequentes porque está pra existir um ser humano mais dramático que você, garoto. — pausou, tomando fôlego e desistindo de contar em seus dedos, abraçando por trás do pescoço, selando rapidamente seus lábios, mas mantendo-os apenas à uma distância que não se tocavam. — Eu amo você, . Você todo é meu ponto fraco, entenda.
E após trocarem mais alguns carinhos e afetos além, deitaram juntos, com a cabeça encaixada na curva do pescoço de , que a abraçava com um dos braços e com a mão livre fazia cafuné em seus cabelos, sentindo a respiração da garota cada vez mais leve quando em contato com a cútis onde ela repousava.
— Eu já sabia que sou seu ponto fraco, só fingi que não pra ouvir você dizer. — disse quebrando o silêncio e recebendo apenas a mão de delicadamente tampando sua boca sem nem mover qualquer outro músculo de onde estava.
— Shh, não estraga o momento. — dissera sonolenta, retirando por fim sua mão dos lábios do namorado e retornando-a para o abdômen do mesmo, onde repousava segundos antes.
E mais uma vez sorriu.
Sorriu por ter sua garota em seus braços.
Sorriu por saber que se perdiam juntos, no sentido positivo de se perder.
E que no final sempre se encontravam, afinal…
Eram sempre melhores juntos,
Entrelaçados, apenas os dois,
Eram tudo.

“We got the heat in the drill
‘Cause you’re more than any pill
Never running out of juice
When it’s only me and you”
Fim.
 

Nota da autora: Mais uma mini história porque não sou muito boa em escrever coisas longas!! Bom, espero que se você chegou até minha nota tenha gostado do que leu aí pra cima ❤❤ Escrevi com muito carinho apesar de toda a famosa correria de especiais, não é mesmo? Queria agradecer a Bru que me enfiou nessa cilada haha. Brincadeiras a parte, amei escrever essa short. Uma gratidão enorme a Cah, que betou, teve paciência comigo e é um amor de pessoa 🥺 E por último a Hwang Hyunjin por ser sempre meu muso inspirador da vida e maior PP das minhas fanfics. Se você leu, gostou, não gostou, me conta ❤ É tão bom saber o que acham lendo nossas coisinhas.