Daylight

Daylight

Sinopse: “Embora houvesse sempre um impulso tão grande dentro dela de dar amor, sentir amor, havia outro também, de afastá-lo, se proteger, e esse costumava vencer. Amores que não eram dela, relacionamentos que nunca sequer representaram o que, de fato, é o amor, palavras cruéis, toques brutos e escuridão – tanta escuridão – eram seu exemplo daquilo, do que relacionamentos amorosos eram. Ela sempre considerou, portanto, o amor vermelho: atraente com uma latência sufocante, e tão perigoso. Complicado.
Descobriu com ele, o amor de sua vida, que, na verdade, ele era dourado. Era paz, terno. Era quente, mas não como o fogo do vermelho, que queimava e ardia, era quente como deitar sob o sol também sob a brisa fresca.
Era dourado. E tão, tão bom.”
Gênero: Romance
Classificação: Livre.
Restrição:
Beta: Alex Russo

 

observava o namorado fazer um bico pequenininho enquanto dormia, o imitando sem notar que o fazia. Mas, ugh… Ele era tão adorável.
Estavam deitados juntos na cama grande demais que compraram logo que se mudaram para aquele apartamento. Uma cama grande demais mesmo, que sequer hesitou em comprar quando comentou algo sobre o charme de camas grandes demais, como se pudessem se perder lá por dias e dias e sequer se preocupar em encontrar a saída. Especialmente porque, com ele, não era como se precisasse encontrar a saída. Ela não dissera aquilo, mas não precisou. sabia, porque a conhecia bem o suficiente para saber e, mais ainda: porque sentia a mesma coisa, com as exatas mesmas palavras, na exata mesma proporção.
Aquela era a beleza deles, suas personalidades podiam se atenuar de maneira por vezes divertida, mas seus sentimentos não. Sua sintonia era sempre certeira no que se tratava de sentimentos, seja um pelo outro, ou por outros, até pela vida e por situações específicas… Era sempre igual. E aquilo era tão gostoso.
Era uma das coisas que tanto amava sobre os dois. Apenas uma das tantas.
Ousou erguer uma das mãos, tocando o mais delicadamente que pôde os cabelos do namorado a fim de afastá-los do rosto. Estavam maiores do que ele costumava deixar, o que era surpreendente, pois passara meses em turnê e não costumava deixar o cabelo crescer tanto em períodos assim, já que os fios caindo nos olhos tendiam a atrapalhar na hora de performar as coreografias de seu grupo.
Era a primeira vez que o tinha de volta na cama deles em meses, a primeira vez que acordava ao lado dele em meses. Não podia evitar querer observá-lo, tomar de volta para si cada detalhe do rosto que tanto amava, feliz de não precisar mais confiar apenas em sua memória, por vezes tão falha.
? – o biquinho nos lábios de se acentuou quando ele abriu os lábios e ela sorriu pequenininho por isso. Tão, tão adorável. – O que foi? ‘Tá tudo bem? – ele perguntou, coçando os olhos com a preocupação rapidamente atingindo suas irís enquanto ele se sentava.
quase nunca acordava antes dele.
— Uhum – a garota respondeu naquele tom manhoso que gostava tanto de ouvir. Tinha vontade de colocar um anel em seu dedo e pedir que ela ficasse com ele para sempre quando a garota falava daquele jeito, o que era irônico porque, normalmente, aquele tom de voz se apresentava em apenas dois tipos de situação: quando ela estava com vergonha e não conseguia disfarçar, ou quando queria algo dele. Ele sorriu e a garota balançou a cabeça tentando desfazer o próprio embaraço sem motivo. Ainda não aprendera a não se envergonhar quando era pega sendo a boba apaixonada na qual lhe transformava. – Esqueci como era dormir com você – confessou. O sorriso do namorado aumentou, fazendo com que seus olhos parecessem apenas duas fendas em seu rosto, mas céus, fendas com tanto, tanto amor.
— Senti sua falta também. – Ele era ótimo naquilo, entender as meias declarações da garota. Ela o amava muito, já tivera o prazer de ouvi-la confessar, mas com era preciso ter calma. Não podia dar passos maiores que as pernas, ou exigir mais do que ela era capaz de dar. Ele sabia, com toda felicidade do mundo, que ela lhe dava tudo que era capaz. Não precisava de mais. – E então, quais os planos pra hoje? – perguntou, se espreguiçando de maneira preguiçosa enquanto encarava a namorada pelo canto do olho.
suspirou e se jogou novamente na cama, se esparramando apenas para fazer graça. deu uma risadinha, apertando o canto de sua barriga.
— Podemos passar o dia na cama… – ela ponderou preguiçosa e o garoto deu de ombros, indicando que tudo bem para ele, antes de se jogar para trás também, virando a cabeça para encará-la, mesmo que não tivesse nada para falar. Só queria admirá-la.
riu, sabendo o que ele fazia mesmo sem encará-lo de volta e lhe empurrou pelo peito.
— Para com isso.
— Se formos passar o dia na cama, eu vou fazer muito isso. É melhor se preparar. – ele retrucou com simplicidade e ela estreitou os olhos em sua direção, numa pergunta muda: quando ficara tão atrevido?! apenas riu mais, puxando-a para seus braços e espalhando beijos por seu pescoço e rosto. – Quero matar a saudades – avisou quando ela resmungou, beijando sua bochecha, nariz, têmporas e testa, fazendo-a rir.
Aquilo era tão esquisito para ela, honestamente.
Embora houvesse sempre um impulso tão grande dentro dela de dar amor, sentir amor, havia outro também, de afastá-lo, se proteger, e esse costumava vencer. Amores que não eram dela, relacionamentos que nunca sequer representaram o que, de fato, é o amor, palavras cruéis, toques brutos e escuridão – tanta escuridão – eram seu exemplo daquilo, do que relacionamentos amorosos eram. sempre considerou, portanto, o amor vermelho: atraente com uma latência sufocante, e tão perigoso. Complicado.
Descobriu com que, na verdade, ele era dourado. Era paz, terno. Era quente, mas não como o fogo do vermelho, que queimava e ardia, era quente como deitar sob o sol também sob a brisa fresca.
Era dourado. E tão, tão bom.
… – ela riu, o empurrando para que parasse, mesmo que desse jeito terminassem abraçados de frente um para o outro. Ele sorriu quando ela não conseguiu morder o próprio sorriso e torceu suas pernas juntas, apenas para que ficassem ainda mais perto. a encarava de maneira brincalhona, como se a desafiasse a se soltar, mesmo que soubesse tanto quanto ela que a garota conseguiria o que quisesse dele sem qualquer esforço. , porém, sequer tentou. Só o encarou e sentiu os olhos marejarem, tomada por uma onda irracional e absurdamente intensa de amor. Como podia ter tanto medo de tudo, mas desde que ele chegara ter se tornado tão corajosa?! Meu Deus, ele era perfeito. Era tudo. – Meu Deus, eu te amo tanto… – ela meio que chorou, mas meio que riu também e, ao mesmo tempo em que arregalou um pouco os olhos, preocupado, franziu o cenho, confuso.
, o que…
— Para, é choro bom – ela riu, limpando o rosto e o encarando com um sorriso que buscava apaziguar sua preocupação. – É choro de amor, .
— Bom, eu te amo também, mas não estou chorando – ele devolveu teimoso. Odiava vê-la chorar e aquilo podia lhe tornar ligeiramente birrento ás vezes.
riu, apertando o biquinho em seus lábios com uma das mãos antes de beliscá-lo com os lábios.
— Você sabe que é diferente pra mim – ela devolveu. Não falava muito daquilo, mas sabia. Ela já falara antes. – Eu nunca… – fungou, se sentindo ridícula por chorar, mas não podia evitar. Mesmo sentindo com todo seu coração que vencera aquela batalha, que lhe ajudava a se tornar corajosa e não deixar que aquele medo continuasse a lhe paralisar, não conseguia evitar o aperto no peito e aquela vontade forte de chorar. – Eu nunca imaginei de verdade que isso fosse acontecer – falou por fim, sob o olhar atento de e o carinho de uma de suas mãos em seu rosto. – Quer dizer, eu quis, é claro que eu quis. Sempre fui romântica, então não é como se eu não quisesse isso. Deitar e acordar com você, viver com você… Mas eu nunca imaginei que fosse conseguir – sorriu triste pra ele, que rapidamente beijou sua testa e então seus lábios, fazendo seu melhor, como sempre, para dissipar a melancolia em sua expressão. acabou sorrindo mais por isso. Ele era mesmo tudo. –‘Tô feliz de conseguir. Muito, muito feliz, .
De repente, então, abriu um sorriso enorme e sem que pudesse acompanhar o que acontecia, pulou da cama.
— Eu já volto! – gritou, correndo para fora do quarto e fazendo a garota piscar, sem entender coisa alguma enquanto se sentava no colchão confortável e enorme da cama enorme deles.
?! – ela gritou de volta, já prestes a se pôr de pé também, mas voltou antes que ela o fizesse. Ele tinha um sorriso enorme no rosto enquanto escondia as duas mãos atrás do corpo.
— Esse é o momento – ele riu como se soubesse de algo que ela não sabia. Bom, claramente.
— Do que você ‘tá falando? – ela perguntou ainda confusa, mas honestamente já segurava um sorriso também. Era difícil não sorrir quando ele sorria daquele jeito.
— Eu ‘tava esperando pelo momento. O momento certo – ele disse, dando a volta de modo a ficar de frente para ela, se ajoelhando no chão e finalmente lhe deixando ver o que ele escondia atrás do corpo. Uma linda caixinha de veludo. Dourada.. – – ele riu nervoso. – Eu quero passar o resto da minha vida com você. Nunca escondi isso, você sabe. E eu penso nisso o tempo todo, sabe? Em todo tipo de futuro que poderíamos ter. Sem filhos, mas com vários cachorros e gatos, talvez até um papagaio também, porque nós dois estamos acostumados a uma casa barulhenta, e acho que vamos querer isso enquanto aguentarmos. – riu – Mas a gente pode ter filhos também. Eu acho que terminaríamos adotando, porque você nunca quis engravidar e nós dois somos desastrados demais para cuidar de um bebê recém nascido, então provavelmente iríamos querer uma criança um pouco mais velha. Menos frágil – ele riu outra vez e, caramba, toda vez que ele ria sentia o coração pular, implorando para alcançá-lo, enquanto sua visão era severamente comprometida pelas lágrimas. – O que eu quero dizer é que, de todo jeito, a nossa vida juntos seria boa, . Como já é. E melhor. A gente teria tudo, eu sei que teríamos e agora… Eu sei que você sabe também – ele finalizou, apertando os lábios enquanto a encarava com os olhos pequenininhos cheios de expectativa e, honestamente, um pouco marejados também.
sorriu.
— Você não tinha que perguntar algo? – lembrou, a voz tão divertida que não pôde evitar gargalhar, mesmo envergonhado por esquecer. Ele era um idiota.
… – ele riu de novo e ela adorou aquilo. Adorou que ele risse o tempo todo enquanto lhe pedia em casamento. – Você quer casar comigo?
Deus. Meu Deus.
Ela nunca achou que teria aquilo, nunca acho que teria tanta sorte. Mas lá estava ela. Lá estava ele.
– ela riu também. Deus, aquilo era perfeito. Estava rindo também, aquilo era perfeito. – É claro – soltou de uma vez, o puxando pra si e a caixinha dourada, que ele sequer se lembrou de abrir para lhe mostrar o anel ao fazer o pedido, caiu perto deles na cama. Nenhum dos dois se importou. o abraçava forte, chorando tão feliz em seus braços. – Eu quero. Quero o cachorro, o gato, o papagaio, talvez um filho, quem sabe… Quero tudo. Quero você. Quero o seu amor. Meu Deus, eu quero o seu amor pra sempre – ela ria e chorava enquanto falava e ele ria também, enchendo seu rosto de beijos.
— Eu nem te mostrei o anel – ele lembrou e ela riu, limpando o canto dos olhos enquanto assistia o namorado pegar novamente a caixinha dourada e abrir para que ela visse o anel de noivado que escolhera para ela. Era tão delicado, tão bonito. Era um diamante em formato de coração, tão, tão bonito. Meu Deus. – Você gostou? – perguntou, olhando dela para o anel, ligeiramente preocupado já que ela estava muda, mas a garota apenas riu, estendendo a mão para que ele colocasse o anel e os dois riram quando se deram conta que o anel de noivado ia na mão direita e não na esquerda, que ela inicialmente lhe estendera.
Aquilo era a cara deles.
— Eu amei – ela falou depois que ele colocou o anel no dedo certo. – Acho que nasci pra usar ele, você não? – levou a mão para o lado do rosto, brincando e riu.
— Entre outras coisas – brincou também ao concordar e quando se jogaram mais uma vez nos braços um do outro, estavam tão felizes. Irradiavam tanta felicidade que era como se, de repente, o quarto se tornasse dourado também. Como seus corações.
— Preciso contar pras meninas! – exclamou ao pular da cama, e riu, observando-a correr atrás do celular.
— Senta aqui. A gente conta junto – ele sugeriu, erguendo o próprio celular, que estava no criado mudo ao lado da cama o tempo todo e sorriu, olhando dele para o aparelho e sorrindo ao voltar para a cama.
— Tudo bem – concordou, o observando montar a chamada de vídeo em grupo.
Depois de ter prometido que, sim, se casaria com , prometeu mais uma coisa, silenciosamente, para si mesma: Guardaria aquele momento para sempre, no lugar mais sagrado e puro de seu coração. Porque queria ser definida pelo que amava, não pelo que odiava ou pelo que lhe assustava, mas pelo que amava. E o amava. O amava tanto.

FIM

 

Nota da Autora:
Oiii!!!!!!! Essa fanfic é bem curtinha, mas é tão meu dengo )))))): É muito especial pra mim, espero que tenham gostado pelo menos um pouquinho também e que tenha encaixado direitinho com quem quer tenham lido. Ah! Espero também que encontrem esse amor seguro e dourado! Todas merecemos, sim?
Amém Taylor Swift por Daylight e pelo Lover – e pelo resto da discografia incrível, claro – HAHA
Beijão, manas!