Don’t Blame Me

Don’t Blame Me

Sinopse: Ela nunca havia se apaixonado antes e, honestamente, nunca achou que fosse mesmo acontecer. Mas o momento chegou e ela se sente completa e verdadeiramente louca.
Gênero: Romance
Classificação: +18
Restrição: Sexo explícito.
Beta: Alex Russo

 

Era muito, muito difícil não se apaixonar por ela.
Ela estava acostumada com aquilo, nunca fora um problema, afinal aquele era o jeito dela: Olhos felinos, sorriso superior e cativante, traços completamente inesquecíveis e, bem, aquilo era só a embalagem. O humor ácido de e sua indiferença constante também lhe atraiam muitos admiradores, por mais clichê que aquilo soasse.
era um clichê, afinal de contas, e só nos últimos dias começara a perceber que era.
Costumava ser tão fácil para a garota, brincar com caras mais velhos e tratá-los como se fossem nada além de brinquedos para diverti-la. No fim, eles eram exatamente aquilo para ela, uma verdadeira erva venenosa, fazendo com que qualquer um que se permitisse se envolver demais terminasse enfeitiçado e decepcionado pela falta certeira de recíproca.
Agora, no entanto, não se sentia mais tão poderosa quanto aquelas brincadeiras lhe faziam sentir, ela se sentia o mais ridículo dos clichês.
É claro que terminaria apaixonada por um cara com sua faixa etária, um cara ridiculamente normal, que, por consequência, vivia lhe tirando o tapete e fazendo o chão se mover aos seus pés. Como não pensara nisso?
Era tão ridículo e obvio… argh.
não sabia lidar com o normal e nunca, em momento nenhum, sabia dizer o que se passava na cabeça de , decifrá-lo como era tão fácil fazer com os homens que queriam dela apenas a chance de se sentir vivo de novo, jovem, lhe dando em troca o controle do qual ela tanto gostava.
Não tinha controle nenhum sobre , mas não conseguia parar de voltar para ele, mesmo ali, naquela festa estúpida onde ela só decidira ir porque ele estaria trabalhando lá e poderiam se ver, porque ele dissera que queria vê-la. Estava, no entanto, claramente flertando com outra enquanto bebia seu drinque do outro lado do bar, observando-o de longe.
sorria enquanto falava com a mulher que tinha idade para ser mãe dele, mas não podia criticá-lo por isso. Ela vivia sorrindo para caras que tinham idade para ser seu pai, mas, ainda assim, sentia o estomago revirar e a garganta queimar enquanto a mulher se inclinava para frente no balcão, tentando chegar mais perto do rapaz, que se afastava discretamente.
Nem , nem a mulher notaram que ele o fazia antes que ele sorrisse de maneira constrangida e erguesse a garrafa da bebida que ela bebia, enchendo seu copo novamente antes de dar as costas, seguindo para os fundos do bar e fazendo com que a mais nova rolasse os olhos, se pondo de pé.
A banda que estava tocando nem era tão boa assim e, de repente, todos os caras mais velhos naquela droga de lugar pareciam nojentos para , que queria mais do que tudo ir para casa, seguindo até os fundos do bar apenas para avisar a que o faria, embora a maior parte dela sequer quisesse vê-lo. , além de tudo, se tornava temperamental demais quando se tratava daquele garoto estúpido.
Mais clichê impossível, claramente.
— Estou indo – ela avisou num resmungo ao vê-lo de costas, carregando sacos de lixo aparentemente pesados. Os músculos do garoto estavam tensionados no uniforme do trabalho e se odiou por reparar naquilo, mordendo o lábio antes que ele virasse de frente para ela.
— Tudo bem? – perguntou, limpando as mãos no avental depois de se livrar dos sacos, aproximando-se da garota e lhe encarando de maneira analítica. Ainda mordendo o lábio, ela assentiu, fazendo com que ele estreitasse os olhos, claramente sem acreditar na resposta muda e pouco convincente da garota. – Desculpe pela noite decepcionante. Acho que eles não conseguiram marcar com a mesma banda do último sábado.
— Tudo bem – ela deu de ombros, como se não se importasse. mordeu o lábio por um instante, parecendo ponderar a melhor atitude a tomar naquele momento, com ela tão claramente chateada sem que ele fizesse a menor ideia do motivo. Ele estava acostumado com aquele tipo de comportamento vindo da garota, que estava claramente assustada com a intensidade que o que tinham já ganhara. Imaginou qual havia sido o gatilho pra aquilo daquela vez. – Ela tem idade para ser sua mãe, – a garota resmungou, rolando os olhos depois de perder a paciência com o olhar incisivo dele para cima dela.
precisou morder um sorriso ao ouvir, não tendo nenhuma dificuldade para entender que ela estava com ciúmes depois do comentário ácido da garota.
— Eu já te disse, . Meu chefe insiste pra que eu dê trela a essas mulheres para que elas bebam mais – ele murmurou, se esforçando para não sorrir enquanto encarava a careta discreta que tomava o rosto da menina. Ele sabia que ela estava odiando aquela coisa de se apaixonar, mas estava verdadeiramente feliz que fosse a primeira vez dela porque, de outro jeito, ele nunca conseguiria decifrar e, céus, ela já o havia enfeitiçado tanto. Não suportaria não saber o quanto daquilo era recíproco. – Eu gosto de você. Consegue acreditar em mim? – ele tocou sua cintura de maneira gentil e odiou que o gesto houvesse lhe desmontado como fez, tornando sua respiração imediatamente mais pesada.
— Não. – ela disse, sem rodeios. E não acreditava mesmo, pelo menos não a maior parte dela. estava acostumada a ser o objeto de fantasia dos caras, seja como um lance breve e passageiro para os desesperados, acorrentados a uma rotina monótona e maçante, ou como um fetiche de alguma forma mais intenso, mas era o que ela estava acostumada a ser: Fetiche, fantasia, nunca a realidade. não podia querer que ela simplesmente acreditasse que ele queria aquilo: sua realidade, ela como era e não como ele provavelmente imaginava.
… – balançou a cabeça, como se estivesse muito decepcionado por ouvir aquilo enquanto segurava com mais firmeza em sua cintura, roçando o nariz em seu pescoço em seguida. Ela conteve o ímpeto de fechar os olhos. – Espera o meu turno acabar e eu te levo pra casa. Cozinho pra você, comida de verdade e não esse tira-gosto com sal demais que você estava comendo aqui, te faço uma massagem…
— Por quê? Pra me comer? – ela reclamou, se afastando dele e o garoto rolou os olhos, mas ergueu a mão em sua direção, lhe encarando de maneira pedinte ainda assim.
— Porque gosto de você – murmurou. Ela rolou os olhos, mas aceitou a mão que ele lhe estendia. sorriu por isso, puxando-a devagar para perto e a abraçando quando ela ficou ao seu alcance novamente, massageando com os dedos seu couro cabeludo ao infiltrá-los entre os cabelos da garota. – Você não acredita quando digo que gosto de você, então porque não me deixa simplesmente demonstrar de outro jeito? Fazer você sentir que é verdade?
— Não consigo entender porque você queira fazer isso. – ela resmungou, fazendo uma careta em seguida para o modo como soara. E nem costumava ser insegura, céus. – Odeio isso, . Odeio que você me faça sentir insegura assim, como se de repente tudo fosse motivo de dúvidas e teorias e eu me sinto tão paranóica. É como se eu fosse louca.
— Só é algo que você nunca sentiu, . Não é louca. – lhe tranquilizou e ela rolou os olhos, odiando seu tom condescendente e sábio. Odiava que ele parecesse tão tranquilo a respeito de todo aquele sentimento enquanto ela estava sempre à flor da pele. – Pelo menos é bom? Em algum momento? – perguntou em seguida, tocando sua bochecha carinhosamente. – Porque não quero estar com você se não te fizer sentir bem. Porque você me faz bem de verdade, .
Ela respirou fundo, desviando o olhar para seu polegar no rosto dela, fazendo um carinho quase ridículo de tão tranquilizante.
— É claro que é – disse como se fosse obvio. – É bom quando você me toca. É bom quando você sorri pra mim. É bom quando estamos juntos, sozinhos.
— É mesmo muito bom – respondeu com um sorriso, segurando o rosto dela entre as mãos ao inclinar o rosto em sua direção e tocar gentilmente seus lábios, os entreabrindo com os seus e aprofundando o beijo em seguida. apertou com os dedos em sua nuca, movendo a língua contra a sua enquanto sentia novamente aquela coisa estranha, totalmente nova, que sentia toda vez que seus lábios se tocavam.
Era como se algo acontecesse no pequeno e escuro paraíso que, até então, ela nem sabia que existia dentro dela. Como se acendesse uma luz dentro dela e guiasse o caminho pra aquele lugar, tão novo e intenso, mas tão bonito também.
— Argh, eu odeio você – ela resmungou quando partiram o beijo, certa que estava completamente apaixonada. Não tinha jeito daquilo ser mais assustador.
sorriu para suas palavras, sabendo que, na língua dela, “eu odeio você” não significava muito mais além de “eu gosto demais de você”.
— Se me esperar por mais quinze minutos, podemos ir juntos pra minha casa. Posso realmente cozinhar pra você – ele tentou outra vez. Ela rolou os olhos, assentindo como se assentir demandasse um esforço imenso e ele sorriu de leve por isso.
— Tudo bem, mas a banda que vocês contrataram é péssima. Vai ter que me compensar por isso.
— Eu sempre compenso – ele devolveu, apertando com mais força sua cintura antes de soltá-la para que pudessem entrar novamente e, quando ele foi primeiro, sorriu sozinha e balançou a cabeça, a cada instante mais certa que havia ido longe demais daquela vez.
Aliás, havia ido longe demais desde que vira sorrir pela primeira vez e se deixara envolver pelo sorriso tão obviamente diferente de todos os outros que ela estava acostumada a ver nas bocas que beijava.
Maldito sorriso.

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estava nua na cama de , rindo enquanto ele fingia chateação por ela ter roubado seu baseado, mesmo que não ligasse de verdade. sabia que ele não ligava, mas havia algo no biquinho que fazia vez ou outra que causava cócegas em todo seu corpo, fazendo com que ela sentisse vontade de rir, rir da paz que sentia perto dele e do quão atípico aquilo era pra ela. As roupas do casal estavam jogadas pelos cantos mais aleatórios do quarto e depois de terem saciado a vontade um do outro, sentiam aquela satisfação completamente incrível em seu âmago, de modo tão intenso, tão assustador quanto relaxante.
nunca na vida imaginara que encontraria alguém para lhe deixar daquele jeito: Completamente louca, para se dizer o minimo.
— Acho que precisamos de um pouco de música – murmurou depois de um instante observando a garota, balançando a cabeça depois de decidir aceitar que nunca absorveria completamente a beleza dela.
Ele só conseguia pensar que ela era incrível, que gostava de tudo nela, desde o som de sua risada até a beleza estonteante da garota, que ela estava tão acostumada a usar para o mal, sem ter ideia do quanto, ironicamente, fazia bem a ele. Ele não tinha nenhum problema com a ideia de se apaixonar, ao contrario dela, mas achava que ia levar mais tempo para acontecer. Com , tudo que bastou foi um beijo, talvez até menos. Um sorriso, sua voz.
sorriu travessa, tirando o cigarro dos lábios e se sentando na cama enquanto o observava levantar da cama e seguir até seu toca-discos, tirando um vinil cuidadosamente da capa que o protegia para colocar ali. Era uma visão e tanto: , seu amado toca-discos e aquele bumbum delicioso.
— Qual é o disco, baby? – ela perguntou enquanto ele encaixava com todo cuidado do mundo o disco no tocador, sorrindo doce e pousando o indicador na frente dos lábios ao encará-la, pedindo silêncio. Ela sorriu, quase fechando os olhos ao reconhecer a música, se não fosse tão delicioso olhar em seus olhos enquanto a voz de Elvis Presley, o próprio rei, enchia o quarto. – Deus, eu amo tanto essa música.
— Shhhhhh. – murmurou baixinho, ao aproximar-se da cama e aproveitar-se do fato da garota ter ido para a ponta dela para puxá-la pela cintura para perto, fazendo com que ela ficasse ajoelhada no colchão, o corpo perto demais para que ambos não sentissem seus instintos ganharem vida outra vez, mas tudo que ele fez foi beliscar seus lábios com os dele de maneira doce. – So, my love, please surrender… – ele cantarolou perto de seu ouvido antes de beijar sua bochecha, segurando em seus cabelos ao pousar a testa contra a de . – Let me hold you in my arms, dear, while the moon shines bright above…
sentiu coisas demais com a voz que já ouvira em tantos tons e volumes soando cantada, baixinha, tão perto, quase como se lhe abraçasse e reagiu da única maneira que fez sentido para seu corpo agitado, segurando a nuca de com uma das mãos e puxando seu lábio inferior entre os dentes antes de finalmente entrar a língua em sua boca e usá-la para massagear a língua tão quente e viciante do garoto, que apertou com mais força em sua cintura com o movimento suave dela.
— Semana passada, eu estava na casa dos meus pais. Fui almoçar lá e, depois de menos de meia hora que eu cheguei, meu pai disse: Você está apaixonado, . Quem é ela? – riu, lembrando e sentiu um arrepio tomar seu corpo inteirinho por ele tê-lo feito contra sua pele, como se suas palavras por si só não houvessem tido efeito o suficiente em seu corpo, claro. – Acredita nisso? – falou, com os olhos brilhando em humor e carinho.
quis beijá-lo outra vez, mas apenas riu fracamente, sentindo o estomago revirar num frio gostoso.
— Por que está me contando isso?
— Porque quero que acredite. – ele deu de ombros, olhando em seus olhos e respirando fundo antes de puxar sua mão e segurar nas suas, brincando com os dedos da garota. – Quero que acredite no quão apaixonado por você eu estou. Porque meu pai, que nem sabia que eu estava saindo com alguém, acreditou. E quer conhecê-la.
! – se assustou, estapeando-o no peito pelo modo como falara aquilo. Ele sorriu, mas manteve o olhar baixo, segurando novamente sua mão em uma das suas ao beijar sua clavícula, olhando-a por baixo dos cílios. Ela rolou os olhos e raspou os dentes em sua pele, sorrindo com falsa inocência em sua direção em seguida
— Quero que o conheça também – murmurou baixinho.
Ela rolou os olhos novamente, odiando que ele fosse tão bom em persuadi-la.
— Odeio você – reclamou. Ele sorriu, puxando lhe os cabelos e moldando novamente seus lábios, lhe beijando com mais intensidade daquela vez, como se a vontade que sentia da garota quando se beijaram pela primeira vez naquele dia voltasse a crescer dentro dele.
— Adoro quando você fala isso. – ele confessou. Ela riu, achando aquilo um tanto maluco, mas, bem, ela não sabia o que sabia. O que realmente significava quando ela dizia aquilo.
— Você é louco – ela retrucou, soando tão incrédula quanto estava e ele riu, empurrando-a para se deitar no colchão novamente e indo por cima simultaneamente, encostando o membro em sua barriga enquanto movia a boca contra a sua, roubando lhe um beijo.
— Não me culpe, é essa coisa de paixão. – retrucou ao romper o beijo, puxando seu lábio inferior entre os dentes. – Se você também não está meio louca, não estamos fazendo certo. – ele disse com simplicidade, sabendo que ela se sentia mesmo louca com toda aquela tempestade de sentimentos borbulhando de maneira intensa demais dentro dela.
Então, definitivamente, estamos fazendo isso bem certo, foi o que ela pensou, mas optou por não falar mais nada, moldando novamente seus lábios ao em vez disso, sentindo o tronco dele grudar ao seu enquanto ele voltava a roçar seu membro em sua intimidade, ridiculamente molhada de repente. Não que aquilo fosse surpresa, é claro.
Enquanto ele se enterrava nela pela segunda vez naquele dia, pela segunda vez antes da lua tomar o lugar do sol no céu, chamou por Deus e pediu salvação, concluindo que era a droga que queria usar pelo resto da vida, deixando-se preencher pela intensidade do sentimento que nenhum outro jamais causara a ela.
Estava, de fato, louca, e estar louca nunca fora tão prazeroso, ela concluiu, imiscuindo os dedos em seu cabelo enquanto ele soltava um murmuro delicioso perto de seu ouvido. O gemido podia muito bem ter sido o nome de , assim como podia não ter sido e ela soube, assim que o ouviu, que seria só mais um dos sons de que ela tomaria para si e guardaria o mais fundo possível em seu ser. Se não fosse seu nome, ela fingiria ser: Seu nome seria qualquer coisa que ele decidisse e ela se satisfaria com algum pronome possessivo para chamar por ele, como fez quando começou a se mover dentro dela.
Meu, ela dissera, em meio à respiração pesada e só pôde concluir que sim: Era inteiramente dela.

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imaginou o que sua mãe diria se lhe visse agora, naquele vestidinho branco, ridiculamente delicado, pronta para conhecer o pai de seu namorado. Ela não fazia ideia de como lidar com pais, não se não estivesse usando seu magnetismo sexual para conseguir algo deles e aquilo não era exatamente o planejado para aquele almoço na casa de , portanto fazia sentido que ela estivesse tão nervosa, coçando as mãos que não paravam de formigar.
A garota não conhecia seu pai, estava acostumada a ser apenas ela e a mãe, que era uma mulher egocêntrica e um tanto quanto exigente, de quem puxara sua mania de perfeição e insegurança constante, assim como o realismo no minimo cruel.
dissera que sua mãe viria junto, que ela era uma mulher doce e muito simpática, mas não era como se estivesse familiarizada aquele tipo de mãe também, portanto as palavras só serviram para lhe deixar com medo de acabar parecendo uma cretina para as duas pessoas que obviamente mais amava.
— Ei, pessoal! – ouviu a voz de , a voz animada de , e quase sorriu, gostando do som genuinamente feliz que saíra dele antes que ele abraçasse os pais, como ela o viu fazer, espiando perto da parede que abria um arco para dentro da enorme sala de estar de . Ele não ganhava muito, para falar a verdade, no trabalho como garçom, mas já tinha aquele apartamento antes mesmo de completar dez anos. Seu pai trabalhava com imóveis, alguns deles, inclusive, com a escritura no nome de , e aquele era um deles. já tinha seu estúdio naquele apartamento antes mesmo de ter um quarto. – Eu tentei cozinhar, mas vocês me conhecem, então é melhor nem criar expectativa, ok? – ele brincou com os pais e sua mãe riu de maneira graciosa, dando tapinhas em suas costas enquanto entravam.
— Nossas expectativas hoje não são sobre a comida, – seu pai respondeu como se fosse óbvio, sorrindo de maneira ansiosa. sentiu o estômago revirar com a sensação que nervoso que lhe invadiu, justamente por saber do que ele estava falando. – Onde ela está? Se escondendo?
— Pai – reclamou, rolando os olhos enquanto olhava brevemente para trás, como se procurasse a garota. mordeu o lábio inferior e mexeu nervosamente no cabelo, se afastando da parede para não ser pega espiando, andando rapidamente em direção a sua bolsa e mexendo ali como se estivesse procurando algo lá dentro. – ! Eles chegaram! – murmurou, chamando sua atenção e ela ergueu o olhar da bolsa, rezando para não parecer tão nervosa quanto se sentia ao limpar o suor das mãos no vestido, sorrindo para o casal mais velho.
— Oi – murmurou tímida.
— Olá, querida! Que prazer finalmente conhecê-la! – a mulher junto com o homem alguns passos atrás de passou pelos dois homens sem dar a a chance de se preparar, abraçando-a fortemente. – falou tanto de você!
— Até parece. nunca nos conta nada – o pai de desmentiu, fazendo rir, num impulso inesperado, quase tampando a boca por isso, se não houvesse sorriso ao ouvir o som, fazendo com que ela sorrisse também, só para balançar a cabeça para si mesma em seguida. Céus, estava tão apaixonada por aquele garoto. Era ridículo. Maluco e ridículo. – Essa mulher é uma mentirosa compulsiva, filha. puxou a ela, mas por sorte, eu aprendi a ler os dois muito bem. Você me parece esperta, acho que também aprende. – ele piscou para a garota, que riu antes que ele lhe abraçasse também, beijando o topo de sua cabeça num gesto inesperado ao, finalmente, murmurar para que era um prazer conhecê-la.
Ela sorriu e assentiu.
— É um prazer conhecer o senhor também – ela sorriu. – Os dois, aliás. Mas confesso que vejo mais nas palavras do senhor. – riu e ele fez o mesmo, enquanto a mulher rolava os olhos e olhava insatisfeito na direção deles.
— Ei! Quando foi que eu menti pra você?! – ele olhou ofendido para , que lhe encarou da mesma forma.
— Quando me disse que tocava piano, talvez?! Assim, só para começar – ela falou, abanando o ar como se fizesse pouco caso dele, que riu, lhe abraçando e beijando seu rosto.
— Mas eu toco piano!
— Ah, é? Então porque eu nunca vi?
— Resolvemos isso mais tarde – ele piscou para ela. – Afinal, tem um aqui na minha sala, você achou que era só de enfeite?
— Vindo de você, não seria surpresa – a garota retrucou, beijando o canto de sua boca quando ele fez careta para suas palavras, deixando que ele a guiasse para a cozinha em seguida, mesmo que ele estivesse atrás, abraçando sua cintura enquanto andavam.
— Preciso defender ele aqui, filha. – o pai de voltou a intervir enquanto se sentavam, exceto por , que se ocupou de servir os pratos a todos. – O garoto é o talento da família. Ele toca e toca bem, infelizmente pra gente, que temos que suportar o ego. – riu, se esquivando do tapa que deu em seu braço por isso.
— Ei, respeite o seu pai! – reclamou, em tom de brincadeira e olhou incrédulo para ela por isso, fazendo a garota rir. Ele rolou os olhos, contendo a própria risada ao lhe estender um prato.
— Gostei dela, – o homem murmurou e os quatro riram juntos, som que voltou a encher a cozinha várias vezes durante o almoço. mal acreditava cada vez que aquilo acontecia, pensando novamente em sua mãe e no que ela diria daquilo, quase conseguindo ouvir as piadas infames que a mulher faria, que provavelmente fariam rir também, presa num estado de riso solto no qual nunca se encontrara antes.
Tudo graças a , inteiramente.

segurava uma taça preenchida pela metade com vinho, assistindo com o mais compenetrado dos olhares enquanto movia os dedos sob as teclas brancas do piano, preenchendo o apartamento com um som doce, delicioso como seu abraço.
Os pais do garoto haviam ido embora há alguns minutos e, mesmo que houvesse planejado ir embora naquela noite também, não resistiu a ficar quando ele reafirmou a promessa de tocar para ela, abrindo um vinho para os dois e usando a visão da garota de pé ao lado do piano, tão sua, como inspiração para a melodia que nascia de seus dedos, sem qualquer roteiro pré-determinado.
— Viu? – sorriu de lado para ela ao interromper o som gostoso que vinha do movimento de suas mãos no piano. – Disse pra você que não era enfeite.
— Você é incrível. – ela murmurou, rindo em seguida de si mesma. Soou tão séria, tão ridiculamente honesta que só podia mesmo rir. Quando, em um milhão de anos, imaginou falar algo assim para um cara, afinal de contas? – E eu te odeio por isso. – acrescentou, rolando os olhos.
riu, estendendo a mão para ela, que colocou a taça de lado antes de aceitar, deixando que ele lhe puxasse para sentar em seu colo no banco de frente para o piano.
— Você vive dizendo isso e eu acho que devo estar ficando louco, porque sempre soa como eu te amo pra mim – ele murmurou, empurrando seu cabelo para um de seus ombros e liberando a pele de suas costas para seus lábios, que tocaram com gentileza sua coluna em seguida, fazendo com que ela arqueasse as costas por reflexo, sentindo um arrepio tomá-la por inteiro. – Imagino como eu te amo vai soar quando você finalmente falar…
— Como loucura – ela respondeu como se fosse obvio. – Por ora, você está com sorte, sabe? Eu sinto tanta coisa quando olho pra você que, se um dia eu realmente falar, deixar de lado o “eu odeio você” – fez as aspas com os dedos, desviando o olhar para os dedos de enrolando seu vestido, subindo-o pouco a pouco enquanto ele afundava o rosto em seu pescoço. – se eu realmente falar, a intensidade vai te assustar tanto que você vai embora. E então vou ter que ficar de joelhos e te implorar para ficar. Não vai ser bonito.
quase riu de suas palavras, se perguntando se algum dia ela acreditaria que sentiam, de fato, o mesmo, com a mesma intensidade. Ele sabia, no entanto, que se o fizesse, se risse, ela ficaria brava, sabia que aquele tipo de honestidade sequer era típico dela, e se considerou sortudo por poder ouvi-la falando sobre o que havia em seu coração, fechando a mão sobre sua coxa, por dentro do vestido, enquanto puxava seu lóbulo esquerdo entre os dentes.
— Eu gosto tanto, tanto de você… – foi o que terminou por sussurrar, mesmo achando que aquilo era pouco. Pouco demais para o tamanho da intensidade que aquele sentimento ganhava, dia após dia. – Não sei se um dia vai acreditar, mas vou falar até que acredite. E depois também, para que não esqueça – ele continuou a sussurrar, puxando-a para se sentar direito em seu colo e fazendo com que se movesse ali por reflexo, absorvendo a proximidade de seus corpos e o calor que de repente lhe tomava, como se as palavras dele por si só não fossem o suficiente para revirar seu estomago inteirinho.
– murmurou baixinho, pedinte, mesmo sem saber pelo que exatamente estava pedindo. Por ele, talvez?
— Demais, demais, demais… – ele só sussurrou, deixando que os dedos encontrassem seu centro por cima do pano da calcinha, fazendo com que ela apertasse os olhos, soltando um gemido sôfrego ao mover a bunda contra seu membro. apertou sua cintura para pará-la, sugando seu lóbulo. – Você me deixa completamente louco toda vez me toca e é assim que eu sei que estamos indo bem. No caminho certo. Porque eu sempre te disse, : Não é amor se não te deixa um pouco louco.
só pôde concordar, com os dedos de massageando sua clavícula gentilmente antes de alcançarem as alças de seu vestido, baixando-as por seus braços com uma delicadeza quase estúpida de tão excitante. amava o sexo bruto, selvagem, mas lhe fazia gostar tanto quando iam devagar, quando ele tocava cada parte dela sem pressa, molhando-a com tanta, mais tanta maestria.
— Sou louca, mas pelo menos sou o seu amor, certo? – ela retrucou, com insegurança dessa vez proposital na voz, quase irônica. Se se sentia insegura quanto a todo o resto, tudo que fazia parte de um relacionamento, com o sexo ela compensava. Com o sexo, ela até brincava com a insegurança, como se fosse uma sensação tão distante e desconhecida para ela que só servia mesmo para brincar, provocar. Como fez quando voltou a forçar a bunda contra a ereção crescente de , que apertou seu ombro com mais força em resposta.
— Meu e só meu – ele respondeu, por fim, alcançando um de seus seios depois de fazer com que o vestido da garota caísse na cintura, usando os dedos para estimular o mamilo já rígido.
voltou a se mover em seu colo com a onda arrebatadora de prazer que lhe tomou quando ele o fez, fechando os olhos e mordendo com força o lábio. então concluiu que a única parte ruim daquela posição era que não podia ver seu rosto, a expressão excitada que tanto amava e que tomava a face dela naquele momento, porém, ainda assim ele não ousou desejar tomá-la de modo diferente naquele momento, sentindo-a roçar os pés em suas pernas, subindo e descendo por elas num estimulo surpreendentemente gostoso.
raspou os dentes em seu pescoço, fechando os lábios em sua pele um instante depois e devorando a sanidade de enquanto chupava, empurrando simultaneamente seu vestido para cima, tornando-o em pouco tempo apenas um pano enrolado em sua cintura. A garota gemeu baixo, aprovando a caricia, e tocou seus cabelos, imiscuindo os dedos ali enquanto jogava a cabeça para trás, apoiando-a em seu ombro e deslizando a bunda, de novo e de novo, contra seu membro, tocando ela mesma o outro seio, estimulando a si mesma de um jeito que não aguentou ver, repensando a posição em que estavam outra vez simplesmente porque, de repente, os seios empinados da garota pareciam tão irresistíveis quanto seu prato favorito e só queria provar deles, mesmo que já houvesse feito aquilo um milhão de vezes antes. Ele fechou a mão sob seu seio e apertou com menos cuidado, descendo por sua barriga, passando pelo vestido, e então encontrando sua intimidade por dentro da calcinha, que ele quis rasgar apenas para tocá-la com mais liberdade.
— Amor? – ele chamou, puxando seu lóbulo entre os dentes. resmungou de maneira desconexa em resposta e ele sorriu, beijando sua bochecha. – Tira a roupa pra mim, baby – pediu perto de seu ouvido, arrepiando-a por inteiro ao fazê-lo.
se pôs de pé e ficou de frente para , observando-o com a camisa de repente toda amarrotada e a calça claramente apertada entre as pernas.
— Você está tão gostoso agora – ela murmurou, deslizando o vestido pelas coxas. mordeu o lábio, assistindo enquanto a peça ia até o chão. – Tire a roupa pra mim, baby – ela repetiu as palavras dele, desviando o olhar para sua camisa e, sem sequer pensar muito, ele puxou a barra da mesma, passando-a por sua cabeça e tirando a peça, ansiando para vê-la completamente nua agora que só a calcinha adornava seu corpo.
— Sua vez – sorriu. Ela rolou os olhos.
— Isso é bem injusto. – fez bico, voltando a se aproximar e se sentando em seu colo, ladeando seu corpo com as pernas, dessa vez sentada de frente para ele e, num reflexo que jamais seria capaz de conter, ele levou as mãos para suas pernas, deslizando-as por suas coxas. – Só tenho uma peça para tirar. O que faremos quando eu ficar completamente nua se você ainda estiver tão vestido?
não teve tempo ou forças para responder, já que, no instante seguinte, as mãos de tocavam seu volume dentro da calça, os dedos envolvendo e deslizando por toda sua extensão, na mais cruel e deliciosa das caricias, antes de alcançarem o botão da calça, abrindo-o e depois baixando o zíper. Assim que ela o fez, levou a mão para dentro de sua cueca, envolvendo o membro do garoto nos dedos agora sem nenhum pano no caminho no exato momento em que ele desistiu de assistir enquanto ela lhe enlouquecia, puxando-a pelos cabelos e moldando seus lábios.
O beijo era intenso, violento e sedento, porém também rítmico, possuía o ritmo que sempre tomava os dois em momentos como aquele: Seu desejo, sua necessidade tão assombrosa.
Ele puxou seus cabelos com um pouco mais de força e subiu uma das mãos pela lateral de seu corpo, voltando a tocar seu seio enquanto movia a língua contra a da garota de maneira sedenta e apressada, esquentando e agitando todo o corpo de , que sentia a ereção dele roçar em sua calcinha estupidamente molhada a cada vez que terminava por se mover em seu colo. A garota arquejou contra o beijo, afundando as unhas em seus ombros e logo depois em suas costas apenas para terminar xingando contra sua boca, saindo de seu colo para se livrar da calcinha, de repente com pressa demais. viu os dedos da garota alcançarem os lados da calcinha, baixando-a para que ela pudesse deslizá-la pelas coxas e mordeu a boca, acompanhando o modo como sua excitação parecia escorrer por sua coxa antes de, por fim, terminar de se livrar das roupas também, aceitando de bom grado entregar a ela o controle quando ela voltou a sentar em seu pênis, fazendo com que sua excitação o envolvesse por completo, quente e arrebatadora como só ela sabia ser.
Reagindo da única maneira que lhe pareceu plausível, atacou seus lábios outra vez, fazendo com que se agarrasse a ele em resposta, movendo a língua contra a sua de maneira apressada enquanto descia em seu pau, o bater característico de suas coxas logo passando a acompanhar o som de suas respirações desreguladas e gemidos sôfregos enquanto ela o fazia, arranhando a nuca de , que segurou um de seus seios numa das mãos e levou a boca, fechando-a sobre ele e devorando cada parte do mesmo, extasiado com o cheiro tão enlouquecedor de , o contato de seus corpos, tudo sobre ela.
Em algum momento, em meio as incansáveis investidas de , segurou em suas coxas com as mãos espalmadas, impedindo-a de continuar só para que ela terminasse sem fôlego, jogando o corpo para frente e mordendo seu ombro enquanto ele tomava o controle para si, estocando na garota de novo e de novo.
— Porra – ela sussurrou, enviando as mais legitimas ondas de prazer ao corpo de , que achou que poderia gozar só em ouvi-la xingar em meio a toda sua excitação, tão genuína e hipnotizante quanto só ela podia ser.
puxou seu rosto, afundando as unhas em suas bochechas e enfiou a língua em sua boca, rebolando contra seu pau mesmo com ele segurando suas pernas paradas, o movimento de seus quadris fazendo com que ela escorregasse e o devorasse para mais fundo em seu interior. Era como a viagem mais intensa de sua vida, toda vez que estavam transando: Ele a tomava para si e não devolvia até que ela estivesse desfrutando da mais legitima sensação de prazer existente, daquele pequeno paraíso que só ele conseguia trazer a tona, entre quatro paredes e fora delas também.
— Você é a porra da coisa mais deliciosa que eu já provei – murmurou para a mulher, juntando mais seus corpos e colando a testa a dela antes de estocar novamente. Impulsionou ambos os corpos com o movimento brusco só para, em seguida, deslizar devagar em seu interior, num contraste delicioso. só conseguiu gemer de maneira sôfrega antes que puxasse seu lábio inferior entre os dentes. – Diz pra mim que está gostando, amor. Que estou fazendo do jeitinho que você gosta – ele pediu perto de seu ouvido antes de puxar seu lóbulo entre os dentes.
— Puta merda, – ela soltou, não conseguindo realmente pensar o suficiente para falar mais do que aquilo. não se importou, sabendo que aquilo era resposta o suficiente.
Ela suspirava, sentindo o corpo tão quente que teve medo de realmente entrar em combustão, fechando os braços ao redor do garoto ao lhe abraçar, se agarrando nele de todas as formas possíveis enquanto apertava as pernas ao seu redor, permitindo que ele tivesse todo o controle que quisesse e ampliando o contato de seus sexos.
Ela estava caindo, em queda livre, no meio do nada, o mais intenso, ensurdecedor, real e delicioso dos nadas. E ela se permitiu cair, agarrando-se a como se quisesse levá-lo consigo para o passeio, o tão almejado paraíso, para o qual ninguém nunca a levava com tanta maestria quanto ele.
Ela chamou por um nome quando chegou lá, imaginou que houvesse sido por ele pela maneira como o garoto lhe apertou nos braços, pousando o rosto no ombro dela ao mesmo tempo em que ela pousava o dela no dele, sentindo cada parte do corpo energizada, gelada depois de queimar.
pousou os lábios gelados contra os seus por um instante e então deslizou para fora dela, beijando sua testa enquanto lhe fazia deitar o tronco no banco, se afastando para ir ao banheiro logo depois. fechou os olhos, sentindo-se fraca o suficiente para não se preocupar com nada além de apreciar a própria respiração, ainda desregular por um longo instante.
Seria daquele jeito toda vez?
Toda vez.
Toda vez que estava dentro dela, sentia tanta intensidade, enfim uma tempestade tão forte se apossar de seu corpo, que devia ser, no minimo, justo o modo como ficava em frangalhos logo depois, o que é claro, não queria dizer nada para a mente nublada de naquele momento, que mesmo sabendo daquilo se sentia incrédula, como se de repente recuperasse a visão.
Céus, adorava quando lhe devolvia sua visão daquele jeito e chegou a até mesmo rir do pensamento, se sentando no banco para vestir a calcinha caída perto do piano, sentindo um desconforto comum entre as pernas. Ficou ali sentada, de cabeça baixa enquanto se perdia em pensamentos, sobre , aquela maluquice de paixão e sua mãe, o que sua mãe diria se lhe visse agora e quase riu outra vez, se o garoto não houvesse lhe pego de surpresa e abraçado por trás, assustando-a ao beijar sua bochecha.
— Oi – ele riu, divertindo-se com o susto que ela não conseguiu esconder a tempo.
Ela riu, puxando-o novamente para si e moldando seus lábios, mesmo que ele estivesse atrás dela, tornando a posição difícil demais, mas era só um beijo. Ela queria e ia ter seu beijo, na posição que fosse e quase sorriu contra a boca de com o encontro de suas línguas, como se estivesse muito satisfeita que ele houvesse lhe concedido aquele desejo. Ela sabia que, normalmente, naquele momento ela não o beijava, discutia e implicava, mas era daquele jeito que sempre terminavam e ela havia conhecido os pais dele naquele dia.
Estava entregue, apaixonada.
Parecia apenas certo demais que ela alterasse um pouco a ordem dos fatores.

FIM

 

Nota da Autora:
Oi! Escrevi essa história em 2017 e não voltei a postá-la por pura preguiça de revisar, daí surgiu o Especial do FOFIC e, pam! A oportunidade perfeita HAHAHA
Feliz de gostar dela tanto quanto antes e torcendo para que tenham gostado também! Me deixem saber, tá?
Xx.