Dress

Dress

Sinopse: Músicas podem representar o estopim para muitas coisas. Músicas nos fazem sentir e para esse casal, que sempre sentem tanto juntos, pode ser o estopim para a melhor noite de suas vidas.
Gênero: Romance
Classificação: 18 anos.
Restrição:
Beta: Alex Russo

 


Our secret moments
in a crowded room
They got no idea about me and you
There is an indentation in the shape of you
Made your mark on me
a golden tattoo

abriu um sorriso esperto, os lábios pintados de vermelho desenhando a diversão que seus olhos já revelavam e acabou sorrindo junto, mesmo com a impressão certeira que a diversão da garota tinha algo a ver com ele. Ela estava zombando dele.
— O que foi? – ele quis saber, mordendo o próprio sorriso. Chegava a ser meio ridículo, como ela sempre o tinha sorrindo junto consigo, ainda que nem sempre compartilhasse os segredos de seu humor.
— Você tem sorte de ser seu aniversário, ou eu não estaria aqui – finalmente respondeu, o jeito como sua língua escapou entre os dentes quando o sorriso aumentou o fazendo sentir cócegas e rir um pouquinho.
— Qual é, . John Mayer não é ruim…
— Bom, no meu aniversário vamos todos num show da Taylor Swift. Anota aí – ela apontou o dedo em sua direção, finalmente dando a volta de trás do sofá do lounge onde estavam, na área do camarote do show, para se sentar no estofado branco também. apenas riu, sem levar a ameaça a sério, e lhe estendeu a cerveja que pegara no bar, levando a boca sua vodka logo depois. Ela detestava cerveja, portanto, ainda que o teor alcoólico de bebidas como vodka fosse inegavelmente mais alto, acabava sempre sendo sua preferência.
Mais alguns amigos se juntariam a eles, afinal era aniversário de . Estavam ali para comemorar, ainda que a única entre eles que, de fato, alimentasse o mesmo apreço que ele por John Mayer e seu trabalho fosse , que não chegara ainda. Por enquanto, eram só os dois, sentados ali apreciando a banda mediana que abria o show. Ou, bem, apreciando tanto quanto possível.
O casal sentia uma coceira muito parecida em seu âmago, uma expectativa não totalmente racional, mas inevitável. Era como se tivessem a certeza, ainda que não pudessem ter, que algo mudaria depois daquela noite. E meio que ansiavam para ver também.

Mayer abrira o show com Love on the weekend, e os amigos do casal já estavam ali quando aconteceu. acompanhou a música abraçada no namorado, , os olhos astutos vidrados no palco. e se divertiram dançando juntas e tentando puxar para se juntar a elas, mas a garota argumentou que ainda não estava bêbada o suficiente para isso. riu as observando e filmou e tirou foto de tudo, o show, os amigos… Ele adorava poder postar aqueles momentos. E , bem, fingiu que não estava babando vergonhosamente por cada movimento ridiculamente gracioso de .
Embora fingissem que não, e eram loucos um pelo outro. Não haviam acontecido ainda por motivos apenas ligeiramente distintos de e . Falta de certeza, falta de coragem… Algo naquela linha.
De qualquer forma, assistiram ao inicio do show perto da grade que dava uma visão melhor do palco, mas se dispersaram entre uma música e outra. Enquanto e iam pegar mais bebida, e voltaram para o sofá, distraídos conversando sobre os instrumentos da banda. e continuaram perto da grade, mas não falaram muito, a garota estava entusiasmada assistindo ao show e lhe acompanhava, ora concentrado no show, ora muito mais vidrado na namorada. Era bonitinho de ver e definitivamente teria comentado, se não houvesse chamado sua atenção antes.
— Sempre penso em você quando toca essa música. – Free Fallin’ era a música.
o encarou surpresa, por um instante imaginando se fora com ela que ele falara. Mas é claro que fora. Não tinha mais ninguém ali, além do casal abraçado e concentrado no Mayer, e era a ela que ele encarava. Seus olhos faiscavam numa diversão parcial, muito mais tomados pela intensidade que sempre conseguia penetrar a atmosfera entre eles. A garota apertou bem os lábios juntos, sentindo o coração dar um solavanco no peito enquanto sustentava seu olhar.
A melodia doce agora coçava dentro dela junto com as palavras de e era como se seu corpo estivesse dançando sem que ela sequer saísse do lugar. Tudo dentro dela fazia cócegas e parecia se mexer, enquanto ela estava presa nos olhos mais doces que já tivera o prazer de encarar.
— Eu acho que lembra muito mais você – a garota acabou por despejar, experimentando não se importar com o modo como aquilo soaria. Ela costumava se importar com o modo como tudo soava.
sorriu, como se tudo nele fizesse cócegas também, balançando a cabeça com ar secreto enquanto a puxava para si, embalando-a como se dançassem, mesmo que a garota não fizesse muito além de deixar que ele o fizesse. Ele parecia saber de algo que ela não sabia, e honestamente não duvidava. Se perguntava se ele contaria, se a deixaria participar daquele segredo.
— Você sabe que eu não danço, não é? – ela riu, e ele riu também, porque era difícil não se deliciar com tudo que a garota dizia, mesmo que não concordasse. achava, na verdade, que ela podia fazer tudo.
— Não estou dançando – ele deu de ombros. arqueou as sobrancelhas e ele lhe deu mais um sorriso secreto, dessa vez não se importando em deixá-la participar do segredo: – Só estou olhando pra você.
A garota riu, nervosa de maneira um tanto vergonhosa, e imaginou se estava flutuando. Sentia como se estivesse, precisando apertar mais forte nos ombros dele. Se segurava nele como se dançassem e, Deus, esperava que ele a mantivesse estável. Honestamente, não confiava muito em si pra isso.
— Não julgo, é uma visão e tanto – brincou, simplesmente porque achou que seria pior ainda ficar sem falar nada, mas céus, não tinha a menor ideia do que estava fazendo. lhe fazia sentir tão inexperiente, o que era ridículo porque poucas pessoas se divertiam tanto flertando quanto ela. – Meu Deus, eu odeio você – ela verbalizou a frustração, fazendo rir um pouquinho.
— O que eu fiz?
A garota o olhou feio pela cara de pau.
— Eu acho que você me deixa mais nervosa do que é saudável.
— Não é como borboletas no estômago? – ele perguntou. Tocava Rosie agora, mas nenhum dos dois notou a mudança até ouvirem: Come let me in, take my heart by the hand, and lead me back to your room…
— É assim pra você? – ela fugiu da pergunta e ele riu, disfarçando o nervoso apenas um pouquinho melhor que ela. o fazia sentir um pouco inexperiente também, e era ao mesmo tempo deliciosamente rejuvenescedor e um pouco desesperador.
— Mais como um exército inteiro de pássaros com asas pesadas.
acabou rindo junto com ele, espalmando uma mão em seu peito e olhando dos dedos espaçados na roupa escura dele para seu rosto. Havia feito aquilo para que ele parasse de embalá-la, pois estava começando a se preocupar que aquela sensação flutuante, na verdade, fosse tontura, mas a atitude fez seu corpo inteiro coçar. Queria tocá-lo mais. Melhor. De verdade.
— Eu… Acho que… Preciso beber mais um pouco – murmurou enfim. Podia não ser boa ideia na verdade, mas sua garganta estava seca e precisava parar de pensar em molhá-la com o sabor dos lábios dele.
deslizou devagar as mãos para longe de seu corpo e assentiu, apontando para o palco com a cabeça.
— Estarei aqui.


All of this silence and patience
Pining and anticipation
My hands are shaking from holding back from you, ah-ah-ah
All of this silence and patience
Pining and desperately waiting
My hands are shaking from all this, ah-ah-ah-ah

Os pés de começaram a doer um pouco, aprisionados nos saltos, lá pela segunda metade do show. Ela os apoiou no estofado e sentou na ponta dele, em cima do encosto. Estava distraída fazendo um bumerangue de a pedido da amiga e, depois de devolvê-la o celular, notou de volta a grade. Ele havia se afastado dali pouco antes para pegar mais cerveja com e não o vira voltar. Sentiu as bochechas esquentarem por tê-lo pego olhando para si e mordeu a parte interior delas, desviando o olhar.
Era estranho com , de uma hora para a outra ela podia se sentir extremamente corajosa ou uma covarde sem tamanho, pronta para fugir e se esconder tão logo a oportunidade se apresentasse. Não gostava de ser assim, é claro, mas achava que já se conformara. Aprendera a gostar da própria companhia, mas… Gostava tanto da dele também. Era uma droga.
olhou de um para o outro e sorriu, se aproximando um pouco da garota para poder falar baixinho com ela.
— Você sabe que todo mundo acha que isso devia acontecer, não é? – quis saber – Vocês dois, digo.
revirou os olhos para suas palavras.
— Você está bêbada.
— Um pouquinho, mas você também está. Que mal tem? – retrucou, incisiva e mordeu o lábio, olhando pelo canto do olho na direção de . Ele deixou que os lábios se repuxassem só um pouquinho por notar que estavam falando dele.
corou outra vez.
— Nenhum, ainda
— Assunto encerrado, então. Deixe o depois para depois, . – começou de forma severa, mas finalizou um pouquinho mais suave e sorriu, porque ela definitivamente sabia lidar consigo. não respondia muito bem a ordens e tons severos. – Eu e vamos embora daqui a pouco, não temos ideia de onde estão e , e tá tocando Edge of Desire, caramba! – abriu bem os braços, como se aquilo desse ênfase ao quão perfeita era a situação. Até que era mesmo, um pouco.
Droga. Agora ela queria ainda mais deixar o depois para depois e só ceder a suas vontades, ao som daquela música infeliz…
— Eu te odeio – acabou murmurando para , empurrando-a para longe e gargalhou e bateu palminhas, se afastando irritantemente serelepe. revirou os olhos, balançando a cabeça e respirando fundo. Fez menção de se levantar, mas tão logo ergueu o olhar, notou que não precisaria. estava indo em sua direção.
Ela sentiu como se estivesse derretendo inteira numa velocidade perigosa, mordendo um sorriso quando ele lhe estendeu um copo.
— Como estão os pés? – ele perguntou enquanto ela bebericava o copo. A garota o encarou por cima do copo de plástico, baixando-o em seguida. Os lábios rosados dele estavam úmidos. Úmidos e convidativos. Ugh.
— Doloridos – ela confessou, com uma risada fraca. sorriu, se aproximando um pouco mais e deslizando os dedos até um de seus tornozelos, acariciando e apertando a região de modo a fazê-la fechar os olhos, perdendo o controle da respiração por um instante. – Hm… Acho que isso é melhor.
— É sim – ele concordou, e foi obrigada a abrir os olhos. Havia um sorriso incontestável em sua voz e ela gostava de como os olhos dele pareciam ainda mais doce quando ele sorria. Queria ver.
I want you so bad I’ll go back on the things I believe…
— O que foi? – ele perguntou, curioso quanto ao modo que os olhos dela faiscavam. No que ela estava pensando?
soltou o ar de maneira pesada, como se fizesse um esforço gigantesco quando apoiou de maneira preguiçosa os braços nos ombros dele, o olhando nos olhos.
— Você sabe o que foi.
— Acho melhor você me dizer mesmo assim. – O nervosismo que escapara na voz do garoto fez com que algo dentro dela sacolejasse e a garota engoliu a saliva, o encarando de maneira séria por um instante.
— Eu acho que não o quero mais como amigo – finalmente disse.
Oh, os lábios dele formaram, mas nenhum som saiu e por um instante ela temeu a rejeição, mas então ele apertou com um pouco mais de força em sua cintura, a mão que antes estava em seu tornozelo subindo até a ponta de seu joelho, os dedos fazendo conexões sem pretensões em sua pele. A garota sentiu o corpo inteiro reagir, fechando os olhos quando ele aproximou o rosto do seu e deixando que os dedos alcançassem os fios escuros que cobriam parcialmente sua nuca. Seus hálitos se misturaram num quente-frio permeado por álcool e expectativa que os fez apertar um pouco mais o outro antes mesmo que suas bocas se encontrassem.
Elas não chegaram a se encontrar.
Foram interrompidos por um estrondo que fez com que abrissem os olhos ao mesmo tempo, se afastando bem a tempo de ver e pedindo desculpas ao garçom do camarote em meio a tentativas vergonhosas de segurar a risada. Eles haviam derrubado a bandeja dele.
revirou os olhos, meio que segurando a própria risada também quando riu, se colocando de pé.
— Vamos lá.
Os dois foram ajudar os amigos, mas acabaram não sendo necessários. não estava bêbado, só cuidando de . Bonitinho.
— Vai levá-la pra casa? – questionou, olhando de um para o outro preocupada. Talvez ela devesse ir com eles, cuidar da amiga…
— Sim, não se preocupe. Eu moro mais perto dela, de qualquer forma e você… – olhou dela para , movendo as sobrancelhas apenas uma vez, mas foi sugestivo o suficiente. – Cuide do aniversariante.
revirou os olhos, lhe estapeando o peito.
— Garoto!
— Estou indo… – ele cantarolou, como se ela não houvesse dito nada, já arrastando de lá. Mayer começava Belief quando perderam os dois de vista e apoiou o queixo no ombro de , encarando o mar de pessoas em volta deles com insatisfação compartilhada.
— Talvez a gente devesse ir também – sugeriu enfim, corando ao fazê-lo e mordeu qualquer reação que não fosse pensada. era um campo minado, ele sabia bem.
— Com eles? – acabou por perguntar, por algum motivo tentando ser engraçadinho e olhou por sob o ombro em sua direção.
— Depende do que você quer – acabou indo muito mal naquela coisa de fingir indiferença, e mordeu um sorriso lhe encarando, mesmo que os olhos já faiscassem divertidos. – Quer ser meu amigo, ?
Ele riu, balançando a cabeça e tocando seus lábios com o polegar, deslizando-o ali com os olhos nos seus.
, – ele começou, e de repente, tudo ao redor pareceu deixar de existir. Eram só os dois. – Eu sempre vou ser seu amigo, mesmo que me torne mais que isso.
Garoto perfeito idiota, pensou com uma pontadinha de raiva. Na maior parte, estava derretida. É claro.
— Bom, isso não foi muito direto – moveu o queixo um pouco para a frente, como se o reprovasse e sorriu mais, abraçando-a por trás e beijando sua bochecha.
— Acho que você sempre soube o que eu quero.
— Preciso que diga mesmo assim – a garota repetiu o que ele dissera antes. assentiu, mesmo que ela não visse. A abraçava por trás, afinal. O garoto inspirou em seu pescoço e afastou seu cabelo dali, deixando um beijo quase cálido perto de sua orelha e, de alguma forma, a coisa toda combinou com a batida mais agressiva de Belief. Ardente.
— Eu quero você, . E tudo que quiser dar. Tudo que puder dar.
Tudo que puder… Ele a conhecia bem. quase riu, virando de frente para ele ao invés disso. Expectativa e excitação vibravam simultaneamente em seu estômago.
— Espero que saiba que nem eu mesma sei o que é isso.
— Eu sei – ele garantiu, lhe dando um sorriso tranquilo, no qual desejou poder morar.
— Isso seria muito mais romântico ao som de Lover, assim, só pra você saber… – brincou ao virar de frente para o garoto, mas sorria abertamente enquanto enlaçava seu pescoço.
— Você devia ser mais legal comigo no meu aniversário – ele provocou, com um bico diminuto que a fez sorrir, tomando a liberdade de morder brevemente sua boca. O cheiro de álcool em seu hálito penetrou entre eles como um estímulo por si só e a puxou um pouco mais para si pela cintura, juntando seus corpos. abriu um sorrisinho.
— Eu vou – prometeu. – Mais tarde.
Como se houvessem ensaiado, seus lábios se tocaram logo nos primeiros acordes de your body is a wonderland. buscou a língua de com a sua e tão logo reconheceu a música, uma das poucas do artista que realmente gostava, sorriu contra os lábios do mais velho, que mordeu seu lábio inferior em resposta, o massageando em seguida com a língua, quase como se pedisse desculpas. quase suspirou, sentindo tudo a sua volta mais quente. Gemeu baixinho contra os lábios do mais velho quando ele se afastou para colocar seu cabelo atrás da orelha, encostando a testa a sua e sorrindo pequenininho para o protesto manhoso da garota.
— Acho que eu posso me acostumar com esse som… – a voz dele soou baixinha e deleitada, fazendo com que ela quisesse, de fato, gemer daquele jeito de novo, só para ouvi-lo assim também. No lugar disso, no entanto, a garota puxou seu lábio inferior entre os dentes e sorriu divertida para ele.
— Deixa eu te mostrar que outros sons eu sei fazer – retrucou. quase riu do contraste. A confiança que ela demonstrava ali, em meio a beijos quentes e um destino claro para o resto da noite, o fez se sentir uma coceira deliciosa de puro deleite.
Por fim, estendeu a mão para , que deixou que ele lhe guiasse para fora dali.


Say my name and everything just stops
I don’t want you like a best friend
Only bought this dress so you could take it off
Take it o-o-o-off
Carve your name into my bedpost
’Cause I don’t want you like a best friend
Only bought this dress so you could take it off
Take it o-o-o-off

Inescapable, I’m not even gonna try
And if I get burned, at least we were electrified
I’m spilling wine in the bathtub
You kiss my face and we’re both drunk
Everyone thinks that they know us
But they know nothing about

Entraram no banheiro do apartamento de aos beijos e a cada vez que seus lábios se tocavam e suas línguas encontravam o caminho uma para a outra, sentia uma onda um tanto irracional de alivio. Era como se precisasse daquilo e a sensação era tão assustadora quanto refrescante. Urgente.
segurou seu rosto entre as mãos quando ela mordeu sua boca com um pouco mais de força e a olhou como se a repreendesse, o que apenas a fez sorrir ainda mais, como se estivesse muito satisfeita com a reação. Então ele riu, beijando cada lado de seu rosto, e então toda pele que pôde alcançar, o nariz, a testa, o canto da boca e as bochechas, de novo e de novo, fazendo-a rir, o empurrando para que parasse. Havia algo quase perigoso no modo como a atitude dele a aquecera inteira, de maneira ridiculamente terna, tanto quanto bem, o modo como a risada dela fizera o mesmo com ele.
Por um instante, conseguiram apenas se encarar, tomados pela realidade que se assentava entre eles: Estavam completamente apaixonados.
deslizou a ponta dos dedos desde os ombros da garota até suas mãos, contornando os dedos com os olhos nos seus. Ele fez com que um arrepio, inegavelmente permeado em expectativa, alcançasse a espinha da garota, que mordeu o lábio diante do olhar secreto dele.
— No que está pensando? – ela acabou por perguntar, umedecendo os lábios por reflexo quando o viu desviar os olhos naquela direção, enquanto ela falava. deu um risinho, erguendo os olhos… tímidos? Ah, Deus. Como se não estivesse derretida o suficiente.
— Em muitas coisas – ele deu de ombros, sorrindo um pouquinho diante da insatisfação que tomou os olhos dela, um instante antes fazê-la virar de costas para si, alcançando o zíper do vestido preto que adornava seu corpo. – Você está linda essa noite – ao falar, ele afastou seus cabelos da nuca, empurrando a cortina grossa e escura em direção aos ombros. sorriu, olhando por sob o ombro em sua direção, mesmo que ele não a encarasse de volta. assistia sua pele ficar exposta conforme descia o zíper do vestido.
— É novo – ela confessou, se referindo ao vestido como se a peça fosse o único motivo de ela estar linda aquela noite – Aliás… – mordeu o lábio, como se ponderasse algo. ergueu os olhos em sua direção, inegavelmente curioso, e ela mordeu o sorriso. – Se vamos ser honestos, só comprei esse vestido para que você pudesse tirar.
O mais velho apertou os lábios, tentando morder a risada, que escapou mesmo assim, numa lufada que não foi capaz de controlar.
— Você é inacreditável, garota – acabou por soltar. Era a única coisa que conseguia pensar antes mesmo que o vestido fosse ao chão, formando um circulo amarrotado aos pés da garota. Os dois ergueram ao mesmo tempo o olhar para o espelho ali perto e se sentiram quentes se vendo ali, tão conscientes de cada parte do caminho que seguiam. Tão sedentos.
virou de frente para ele, o encarando de maneira potencialmente divertida. Havia, ainda assim, uma pontada de ansiedade em seus olhos, que a garota não foi capaz de esconder. Ela era boa em se armar e parecer a mais devassa e confiante das criaturas em momentos como aquele, já mostrara aquilo, mas por algum motivo, aquele seu lado parecia vacilar diante dele de pouco em pouco. Por algum motivo, o pensamento o fez sorrir de leve antes de dar um passo em sua direção, segurando em sua cintura para trazer seu corpo para si.
Quando seus lábios se encontraram, as línguas fazendo seu caminho uma para a outra em meio a massagens que os faziam desejar eternizar até um simples beijo, os seios de esbarraram no peitoral ainda vestido de . Os mamilos rígidos fizeram intensificar a coceira que, desde o inicio da noite, os tomava mais e mais. puxou numa rapidez quase ridícula a camisa de para fora de sua calça, empurrando-a para cima, mas o trazendo de volta para si tão logo a peça deixou de ser um empecilho. Ele segurou mais forte em sua cintura, e o toque alentado a fez soltar o ar contra sua boca, buscando as cegas dar outro passo em sua direção. Seu corpo parecia esquentar vergonhosamente a cada beijo, cada toque, e mesmo assim ainda pareciam tão distantes…
— Vamos pro chuveiro – soprou contra sua boca, como se soubesse no que ela estava pensando, e então afastou o rosto do seu para encará-la, esperando-a reagir. sorriu ao notar e concordou com a cabeça, levando as mãos para os lados da calcinha, a única peça que ainda vestia, para deslizar a peça entre as pernas. – Pensando bem, talvez eu devesse ter tirado a roupa primeiro… – ele brincou. riu e balançou a cabeça, dando as costas para seguir para o chuveiro.
— Estou te esperando… – cantarolou, ligando o chuveiro, e ele riu, livrando-se do restante das roupas para ir até a garota.
Tão logo estavam sem roupa alguma e debaixo do chuveiro, foi automático que os toques e beijos que trocavam se tornassem mais intensos, sedentos. Mesmo que a ponta dos dedos de fossem gentis, sua palma apertava a pele da bunda de com mais força, ao passo que ela segurava em seus cabelos e gemia baixinho que ele sempre tocava o lugar certo, algum ponto em suas costas com mais força ou o caminho de sua vértebra com a ponta dos dedos. descobriu certo fascínio pelos gemidos baixinhos e manhosos da garota, que sempre soavam como um por favor deliciosamente irresistível e, honestamente, ele nem queria resistir. Só queria continuar fazendo tudo certo para poder ouvir de novo. E de novo.
O garoto mordeu a boca de , encarando-a com algo entre tesão e adoração que, por si só, fez o peito da garota sacolejar e sua respiração falhar, desejando que ele voltasse a beijá-la só para que ela se sentisse menos aturdida. Acabou por não desejar aquilo por muito tempo, já que passou a pirraçar com a língua a região atrás de sua orelha ao mesmo tempo em que explorava sua intimidade com os dedos, experimentando massageá-la devagarinho, espalhando sua excitação por toda a região e fazendo os gemidos da garota soarem deliciosamente sôfregos. Por favor, por favor.
abriu um pouco mais as pernas para ele e, entendendo o que ela queria, deslizou os dedos por sua entrada molhada, fazendo-a apertar os olhos e jogar a cabeça para trás, gemendo entrecortado. O garoto encontrou o ritmo certo rápido demais e os gemidos de provaram isso, fazendo com que ela se segurasse em seu ombro enquanto apoiava a cabeça em seu peito, pedindo baixinho que sim, daquele jeito com a outra mão apertando seus cabelos. Os gemidos eram o estimulo perfeito para , que se ocupou de espalhar a excitação da garota por toda sua intimidade antes de alcançar seu clitóris, apertando-o com algo entre gentileza e firmeza que a fez chorar de prazer, reclamando do jeito mais manhoso possível e o fazendo sorrir um pouquinho, orgulhoso.
– o garoto chamou, afastando seu cabelo do rosto. Ela estava deliciosamente esbaforida, o rosto ligeiramente corado pelo fluxo intenso do sangue no corpo e a pulsação acelerada, a boca entreaberta e tão pedinte. acabou mordendo seu lábio inferior antes de perguntar o que queria. – Vou chupar você, tá bom?
É claro que ele faria aquilo sem que ela precisasse pedir, mas queria tanto ouvir. Ver. Queria compartilhar seu prazer tanto quanto possível.
A garota o encarou ansiosa ao assentir.
Por favor.
sorriu e pressionou brevemente os lábios dela com os seus.
— Tudo bem, então – a simplicidade em seu tom teria deixado admirada em qualquer outro momento. Ela nunca achava que era tão simples quanto só pedir. Naquele momento, porém, a garota estava entregue demais as sensações físicas para sequer pensar naquilo, e apenas deixou que passasse uma de suas pernas por cima do ombro, aproximando o rosto de sua intimidade de modo que seu hálito quente por si só fizesse apertar os olhos e gemer fraquinho, em pura expectativa.
Quando ele deslizou os dedos de norte a sul, como se experimentasse ver o que fazia, e ver o que aquilo fazia com ela, mordeu a boca e o encarou pedinte, então beijou o interior de sua coxa e passou a língua por sua entrada, remexendo ali brevemente e fazendo-a sentir ondas intensas de arrepio causarem tremedeiras em seu corpo antes que ele, enfim, a penetrasse com a língua. A sensação lhe fez sentir frio e calor ao mesmo tempo e ela tinha certeza que tinha a ver com a água gelada e o modo como abriu mais suas pernas, usando os dedos para segurar seus lábios maiores espaçados, de modo não esquecer parte nenhuma de sua intimidade, a devorando numa precisão deliciosa. Os gemidos de perderam parcialmente o tom manhoso que ele havia gostado tanto simplesmente porque estavam mais altos agora, mas aquilo era bom sinal também e o garoto ergueu o olhar brevemente, vendo-a segurar na torneira do chuveiro, buscando algum apoio, enquanto praticamente chorava de prazer.
Como esperado, a visão era estonteante e o atingiu em cheio, mesmo que ele estivesse teoricamente preparado. Talvez, no fim das contas, quando se tratava de , não houvesse como estar, de fato, preparado. Era como a sensação refrescante de mergulhar na água gelada num dia quente e aquele alivio, aquele escape, não era algo para o qual se preparava. Exatamente como ela.
beijou seu clitóris, passando a língua por toda a extensão do botão inchado antes de usar os dedos para estimulá-la ali e voltar a levar a língua para sua entrada. sentiu os dedos dele se movendo numa cadência urgente no clitóris, combinando com seus gemidos entregues e cada vez mais altos, e a língua parecendo puxar seu orgasmo ela mesma, causando choques intensos que começaram a subir por sua coluna e queimar em seu peito. Ela sabia o que estava sentindo, sabia que estava gozando, e gozando deliciosamente, mas houve uma fração de segundo em que se perguntou, mesmo assim, se aguentaria tanto prazer porque, porra, podia muito bem morrer bem ali. Parar de respirar não parecia uma realidade tão distante.
Exceto que, estava com ali. Devia começar a entender que, com ele, não havia qualquer realidade assustadora possível, e foi o que aconteceu, o que ela começou a notar, quando ele se pôs de pé outra vez, pressionando os lábios frios dela com os seus, quentes. Um último choque térmico para trazê-la de volta.
A garota sorriu fraco, ligeiramente atordoada, e o observou desligar o chuveiro e cobri-la com um roupão felpudo, ao passo que se secava de maneira muito mais displicente, com uma toalha comum. Ela o encarou por um instante, o corpo parcialmente molhado, a ereção protuberante sobre a toalha que o cobria apenas da cintura para baixo.
sorriu outra vez.
— Era pra eu ser legal com você – ela fez bico, só então notando aquilo. sacudia os cabelos molhados, e a encarou em meio ao processo, rindo fraco ao se aproximar, abraçando-a pela cintura e trazendo o corpo da garota para o seu. Ela agradeceu mentalmente que ele não houvesse amarrado o roupão no qual lhe vestira, de modo que a roupa se abriu sem a menor resistência para a fricção de seus corpos. apertou em seu ombro e moveu o quadril para o seu, de modo que sua intimidade despida provocasse a ereção coberta pela toalha. gemeu fraquinho e lhe beijou os lábios com um pouco mais de intensidade, puxando de leve seus cabelos e fazendo com que ela gemesse contra sua boca, passando as pernas ao seu redor. Ele segurou rapidamente em sua bunda, buscando lhe dar algum equilíbrio e se esfregou livremente contra o garoto.
— Quem disse que você não está sendo? – ele retrucou enfim, não ligando de permitir que ela continuasse a provocá-lo enquanto a carregava para fora dali, em direção ao quarto.
Tão logo a colocou na cama, o roupão se abriu e revelou novamente para ele o corpo nu da garota, que sorriu quando o olhar dele se perdeu brevemente em seu corpo, se sentando mais perto da ponta, onde ele ainda estava de pé.
— Não o suficiente – insistiu simplesmente, livrando-o da toalha e deslizando os dedos de maneira um tanto carinhosa na extensão de seu membro, antes de segurá-lo com firmeza o suficiente para lhe dar apoio e, assim, começar a beijar sua glande, passando a língua ao redor da cabecinha antes de abocanhá-lo de uma vez.
jogou a cabeça para trás e tentou se segurar, mas logo desistiu, considerando aquela uma batalha perdida enquanto se entregava e gemia baixinho, afastando os cabelos da garota de seu rosto. Por estarem molhados, eles pesavam mais, de modo que quando ele empurrou os fios para o lado, eles ficaram, e ficou feliz por isso. Era mais gostoso vendo que ela também sentia prazer em engoli-lo daquele jeito.
O garoto a observou mover a cabeça para frente e para trás conforme o devorava, de novo e de novo, e suspirou baixinho, puxando-a pelos cabelos não muito depois.
– ele resmungou, quase como se sentisse culpa. sorriu com doçura e beijou a mão, cada um dos dedos, que a puxara para parar.
— É seu aniversário, baby. Você devia decidir o que fazemos – deu de ombros, como se não fosse nada demais e ele sorriu.
O garoto sinalizou para a gaveta perto da cama e ela abriu, tirando de lá um preservativo e estendendo a ele. mordeu a embalagem e vestiu seu membro, fazendo em seguida com que se deitasse outra vez e indo por cima dela, beijando-a devagar. Sentiu-a passar uma perna por sua cintura, usando-a para puxá-lo para mais perto. Ele parou de beijá-la e olhou em seus olhos, acariciando seu rosto enquanto se movia em direção a sua entrada, penetrando devagarzinho e fazendo-a apertar os olhos, choramingando de prazer.
— A única coisa que eu quero agora é você – ele confessou, num sussurro deliciosamente rouco perto de seu ouvido. sorriu. Ele era inacreditável.
… – ela gemeu, e ele moveu os lábios em sua direção, aceitando de bom grado o toque urgente de sua língua, ao passo que ela passava a outra perna ao seu redor, tentando fazê-lo ir mais fundo. Assim que entendeu como ela gostava, ele acelerou um pouco mais, a fricção de seus quadris logo se tornando tão audível quanto a mistura dos gemidos dos dois.
levou uma das mãos a um dos seios da garota, usando seu mamilo para estimulá-la enquanto parava de beijá-la para beijar seu pescoço, e a região de sua orelha, que já notara mexer tanto com ela, se deliciando com os gemidos de aprovação que recebia.
deixou que uma das pernas deslizasse para o colchão e alcançou seu clitóris com os dedos, estimulando a si mesma e fazendo com que fosse ainda mais devagar, gemendo um tanto estupefato, assistindo-a.
— Porra – os dois gemeram juntos, e sorriram um para o outro de maneira tão cúmplice quanto abobalhada por isso. Riram tão logo notaram e a garota o puxou para si pelo pescoço, juntando suas bocas.
deslizou por deslizar todo de uma vez para dentro dela com a atitude e, tão logo aconteceu, ela o segurou dentro de si, o obrigando a sair mais devagar mesmo que apenas para terminar gemendo sôfrega junto com ele durante todo o processo. Continuaram naquele ritmo até que seus corpos começassem a alcançar aquela queimação familiar em conjunto. Foi quando apertou os olhos, as estocadas ligeiramente mais selvagens, desordenadas, de fazendo seu interior arder de maneira contraditoriamente deliciosa
Puta merda, como ele era bom naquilo, como era gostoso. Puta merda.
… – ele chamou, e quando seus olhos acharam os dele, a garota viu uma expressão pedinte tão deliciosa por si só que, céus, ela sequer tinha palavras.
Ela o puxou pelo pescoço e juntou seus lábios outra vez, movendo a língua contra a sua com urgência e suspirando contra seus lábios quando ele diminuiu o ritmo, deslizando devagarzinho dentro dela, de modo a fazê-la revirar os olhos de prazer. Ela sentiu pontadas especificas demais pelo corpo e apertou forte a mão de tão logo alcançou.
— Deus, por favor…
— Eu sei, baby, tudo bem – ele espalhou beijos por seu corpo, primeiro pelos seios, depois a clavícula e subindo de volta a sua boca, enfiando a língua em sua boca com a promessa de que ela podia gozar. E que seria delicioso.
simplesmente obedeceu, se entregando ao prazer bruto que lhe tomou e obrigou a fechar os olhos, vendo cores vivas tornando tudo dentro dela puro prazer e beleza. Sentiu de maneira distante as estocadas mais fortes de antes que ele também gozasse, mas demorou um instante, ainda assim, para focar novamente no garoto, que agora tirava o preservativo usado, jogando-o no lixo. Tão logo a encarou novamente, nua e entregue, sorrindo para ele da cama, se perguntou se não precisaria de outro, balançando a cabeça e se permitindo tomar o espaço ao seu lado, sendo rapidamente abraçado por ela, que passou as pernas e os braços ao seu redor, os envolvendo juntos como num casulo ou algo do tipo.
riu, amortecido pelo cansaço e pelo cheiro doce que ela emanava, e se permitiu encolher em seus braços, fechando os olhos.
— Então… – a voz de o chamou antes que ele se entregasse ao sono. – Não somos mais amigos?
Ele sorriu de olhos fechados, levando um instante para encará-la.
— Sempre seremos amigos – retrucou, como se aquilo fosse loucura. – Mas não precisamos ser isso. Podemos ser o que você quiser.
— Posso te responder amanhã? – ela quis saber, mordendo insegura o lábio e arrancando uma risada gostosa e tranquila dele, que assentiu antes de beijá-la brevemente.
— Quando estiver pronta.


And I woke up just in time
Now I wake up by your side
My one and only, my lifeline
I woke up just in time
Now I wake up by your side
My hands shake, I can’t explain this, ah-ah-ah-ah

FIM

 

Nota da Autora:
Hello, babes!!!!!!!! Como estão? Bem? Felizes? Me contem HAHA E me contem o que acharam da história também, por favor! Tenho um carinho todo especial por esse casal, quero saber se agradou ):
A playlist que me ajudou a escrever as cenas do show foi essa aqui, shot out to Thainá, minha amiga mais linda, que me ajudou com as músicas.
Beijão!