End Game

End Game

Sinopse: Bryan Hollis e Juliet Gold eram melhores amigos de infância até a adolescência e rebeldia de Bryan chegar, com a sua nova fase, ele tornou-se conhecido pela cidade e os boatos sobre sua reputação eram cruéis. Ambos passaram anos se odiando e se provocando, até que um certo dia, seus pais decidem mandá-los à uma fazenda para se resolverem definitivamente. Contudo, numa noite vazia e escura, Bryan desapareceu de repente. Anos depois, ele reaparece, decido a reconquistar a garota que ele sempre amou.
Gênero: Romance/Suspense
Classificação: +18
Restrição: cenas de sexo explícito e linguagem imprópria.
Beta: Natasha Romanoff

Capítulos:

 

Capítulo 1

— Como é possível eu ter tirado um C? — gritei completamente indignada.
O professor Smith abaixou o óculos de grau, colocando-o sob a mesa. Seus movimentos lentos e calculados. Soltei o ar pela boca, exasperada, recebendo de volta um olhar entediante e superficial.
— Você tirou um C. Respostas erradas, notas baixas — respondeu ríspido, dando de ombros.
Inalei o ar com dificuldade e sorri falsamente. O senhor Smith me odiava desde sempre. E eu tinha quase certeza de que ele estava amando a minha terrível situação.
Seu plano inicial ao me juntar com sempre foi esse: uma nota extremamente baixa no meu boletim do último bimestre.
— Senhor Smith — comecei, a voz calma e controlada —, eu sempre tive notas altas. Por que justamente na última prova eu tirei um C?
Ele levantou-se da cadeira, olhando-me com raiva e impaciência. Recolheu a sua pasta cheia de papéis, sem desviar os olhos de mim, a raiva faiscando nas suas íris claras.
— Para tudo tem a sua primeira vez, gênio — disse, sua voz banhada de sarcasmo. Girou nos calcanhares e afastou-se, deixando-me sozinha com uma prova horrorosa nas mãos.

A porta foi aberta segundos depois e eu cometi o pior erro do dia ao levantar os meus olhos curiosos na sua direção. estava parado no meio da sala, lançando-me um olhar irritante e um sorriso prepotente no canto dos lábios.
— Problemas no paraíso? — Sua voz reverberou pela sala. Estávamos apenas nós dois ali.
— Me deixa em paz, garoto — Rolei os olhos.
— Oh, isso tá me cheirando a algo… Uma nota C, por exemplo? — Apontou o dedo para mim, a expressão falsamente confusa.
Eu conhecia aquele tipo de olhar. Há 10 anos. O olhar de alguém que aprontou e está se divertindo com aquilo. era meu vizinho há 10 anos e costumávamos ser melhores amigos. Minha mãe o amava e, para ela, ele era o único cara que merecia se casar comigo. E eu o odiava por isso e por mais motivos. era… Estupidamente popular, lindo, galanteador, ridículo, prepotente… Tudo isso e muito mais.
— Você tem algo a ver com isso? , que porra você fez? — explodi, marchando até ele.
— Por que sempre que algo ruim acontece, a culpa sempre cai sobre mim? — indagou, olhando para o teto, sua voz tremendo levemente devido ao riso que ele segurava.
— Por que você atrai o caos, imbecil! — Bati no seu peito ridiculamente duro. — Você é a personificação da palavra: destruição.
— Oh, estou amando os elogios, gata — debochou, cruzando os braços sobre o peito.
— Eu te odeio.
— Sua mãe me ama e isso que importa. Te vejo no jantar. — Ele piscou sugestivamente.
Um vinco se formou na minha testa.
— Que jantar?
— Sua mãe adorou saber do meu A na prova de literatura. Ela disse: oh, , eu sempre acreditei em você, meu garoto. — Ele riu e um lampejo de diversão faiscou no seu olhar.
Minha expressão endureceu e senti meu coração bater num ritmo acelerado no peito.

Eu iria matar aquele garoto. Eu não estava acreditando que ele realmente havia feito alguma coisa contra mim.

— Você… Você… — gaguejei ridiculamente. — Fez o que eu tô pensando?
— No que você está pensando, querida? — Ele fingiu estar concentrado no meu rosto, avaliando o meu estado deplorável.
Articulei os lábios, procurando as exatas palavras para serem usadas contra ele.
— Hum… Desculpe, tenho compromisso agora, te vejo mais tarde. — Ele rumou até a porta e sorriu antes de fechá-la com força.

****
— Um brinde à nota mais alta do bimestre ao meu bebê — a senhora Lawrence disse, erguendo uma taça ao ar. Todos levantaram as suas taças e eu mantive a minha no seu devido lugar.
Minha mãe ergueu as sobrancelhas, incentivando-me a imitar o seu gesto. Apenas rolei os olhos e ela entendeu o recado.

Eu não iria fazer as pazes com .
Todo dia ela tentava algum tipo de interação entre nós e todos os dias… Ela falhava miseravelmente. e eu não iríamos ser amigos novamente.

— Todos nós sabemos que não gosta de estudar e não se esforça para tirar notas. — Meu irmão bufou. Richard não ia com a cara dele também.
— Richard! — minha mãe o repreendeu e lançou um sorriso de desculpas aos pais de , seus melhores amigos. — Vocês conhecem o Richard, ele está na adolescência e anda agressivo demais.
O som da cadeira sendo arrastada ecoou nos meus ouvidos. Richard se levantou e olhou para todos com um olhar raivoso.
— Peço desculpas aos senhores Lawrence, mas ao … não há nada a ser dito. — Ele deu as costas, sumindo da sala de jantar.
Minha mãe bebeu o líquido escarlate da taça e um silêncio desconfortável pairou entre nós.
riu subitamente, quebrando o silêncio.
— Ele tá nervoso… mas vamos esquecê-lo. Agora me diga, , qual foi a sua nota? — Suas sobrancelhas ergueram, um sorriso brotou no canto da sua boca.

Meu ódio por triplicou com aquela expressão. Engoli em seco, sentindo a raiva transbordando em minhas veias. Olhei nos seus olhos azuis, sentindo algo se revirar dentro de mim. Quis vomitar na sua expressão debochada e depois acertar alguns tapas naquele rosto liso e perfeito. era extremamente lindo e sabia disso. O que o fazia ser mil vezes mais chato do que o normal.

Levantei-me da cadeira, chamando a atenção de todos sobre mim. Um brilho de diversão passou por suas íris claras, desafiando-me. Ele se encostou na cadeira, cruzando os braços, seus olhos azuis focados em mim.
— Nora e Ricky, me desculpem pelo o que vou dizer, mas… — Olhei na direção dos pais dele e em seguida para o mentiroso.
é um mentiroso e cara de pau.
— minha mãe esbravejou, me fuzilando com um olhar.
— Hoje eu tirei um C. — A mesa caiu em silêncio. A expressão da minha mãe era de puro horror. Rompi o silêncio com a voz firme: — Meu parceiro nessa prova era o filho de vocês… E agora adivinhem quem tirou uma excelente nota e quem tirou um vergonhoso C? — Lancei o meu melhor olhar vingativo para o loiro de olhos azuis.
me encarava com o rosto pálido.
Após alguns segundos em silêncio, a mãe de foi a primeira a se manifestar:
— Meu Deus, !
— Eu não acredito… Jesus, filho. — Ricky olhou firmemente para o garoto. — Estou envergonhado, me desculpe por isso, .
— A culpa não é de vocês — eu respondi, sorrindo forçado.
— Estou decepcionada. — Minha mãe olhou para .
Ele apenas abaixou a cabeça, encolhendo os ombros. Sentei-me na cadeira e voltei a mastigar minha comida.
— Me desculpe — disse a ninguém em específico.
Sua mãe fechou os olhos com força, exalando o ar com um pouco de dificuldade.
— Desculpas não resolvem os problemas. Você precisa se afastar dos seus amigos, dos maus exemplos, meu filho.
— Eu já te disse isso, Nora. precisa cair na realidade. — Ricky olhou para a sua mulher.
Nora olhou para a minha mãe e elas trocaram um olhar cúmplice. Com um suspiro derrotado, Nora disse:
— Sinceramente… Eu não sei mais o que fazer… Você nunca muda, meu filho.
riu, amargurado.
— Eles são meus amigos, me conhecem melhor do que vocês.
— Ah, claro. E eles só pioram os boatos sobre você, querido. Sua reputação é ruim aqui no bairro.

No bairro, na escola, na cidade inteira, eu acrescentei mentalmente. Os boatos que circulavam pela pacata cidade de SunWest eram: , um dos traficantes de drogas do bairro. Segundo as más línguas, tinha milhões de dólares guardado no banco. Ele se tornou um jovem milionário apenas com a venda de drogas pela cidade.
E, obviamente, eu não acreditava nos boatos.

Primeiro: nunca se mostrou interessado em drogas.
Segundo: se ele fosse milionário, a primeira coisa que ele compraria seria um Camaro para se exibir.
E terceiro: ele não arriscaria ser preso aos 17 anos de idade.

— Você precisa estar rodeado de boas pessoas, filho — Ricky disse, olhando com um misto de decepção e ternura para o filho.
— Boas companhias de verdade. Pessoas leais e verdadeiras — acrescentou a senhora Lawrence.
— Tipo a minha filha, — minha mãe complementou.
Engasguei com um pedaço de carne e tossi compulsivamente. Peguei um copo de água e bebi num único gole, sentindo minha garganta doer.
— Exatamente — os pais de responderam em uníssono.
Minha mãe sorriu. Eu fechei a cara.
— Pensando nisso… Tive uma ideia brilhante! — Nora Lawrence pulou na cadeira, arregalando os olhos azuis como o oceano. — Por que e não passam mais tempo juntos?
— Como? — e eu gritamos juntos. Nossos rostos completamente estáticos e horrorizados.

Como assim? Eu queria matar aquele garoto. Se eu ficasse por mais de um minuto ao seu lado… não responderia pelos meus atos.

— Isso mesmo… Semana que vem as aulas acabam e vocês poderiam se aproximar mais. Convido você, , para passar um final de semana na nossa fazenda. — Ela me olhou com um sorriso no rosto.
Nem fodendo! berrou, jogando o guardanapo na mesa, adotando uma expressão de horror.
— Olha a boca, — Ricky o repreendeu.
— Eu acho a ideia genial! — Minha mãe bateu palmas, animada.
Minha mandíbula enrijeceu e minha expressão se fechou completamente.
— Vamos dar folgas aos empregados e deixaremos uma lista de atividades para vocês cuidarem da fazenda.
— Isso é um sonho — eu murmurei.
— Ah, querida. Sei que sou o seu sonho. — O sorriso cínico de me irritou, ele me encarou com os olhos inundados de ironia e raiva.
— Vocês fazem bem um ao outro. vai aprender a se comportar e voltará a ser a melhor amiga dele. Isso será ótimo pra vocês. — Ricky sorriu, olhando esperançoso para nós dois.
— Eu concordo plenamente, Ricky. — Minha mãe me olhou, sorrindo como o gato de Alice no País das Maravilhas. — vai até a fazenda.
Eu me irritei, levantando-me abruptamente da cadeira.
— Isso é culpa sua, seu mentiroso! — esbravejei, olhando no fundo dos olhos de .
, você vai e assunto encerrado.

E eu soube que, se minha mãe afirmou algo, aquilo aconteceria. Eu estava condenada a um final de semana com o próprio demônio.

****
A semana passou rapidamente e o fim das aulas chegou. me buscou em casa com o seu carro e nos despedimos dos nossos pais com as expressões fechadas e distantes. Chegamos até a fazenda dos Lawrence em quarenta minutos. Saí do carro, peguei a minha mala e fui em direção ao meu quarto, sem olhar para trás.
Passei o meu primeiro dia trancada no quarto e só saí para tomar banho e comer. No segundo dia, sentei-me na cadeira e, em seguida, surgiu na sala de jantar. Com a atenção focada no prato em suas mãos, ele sentou-se de frente para mim. Como havíamos feito desde a noite anterior, cada um fez seu próprio jantar. Ele mastigava seu macarrão instantâneo com a cara emburrada e intimidante, eu não ousei abrir a boca ao seu lado.

se recusou a comer o meu macarrão com frango assado. Mastiguei lentamente e finalizei a minha refeição minutos depois. deixou de lado o macarrão instantâneo e colocou os braços sob a mesa, encobrindo o seu rosto com as mãos.
Levantei-me, caminhei até a pia e lavei o meu prato. Finalizei a limpeza e guardei tudo no seu devido lugar. Limpei minhas mãos numa toalha branca e me aproximei da mesa.
— Se eu fosse você, comeria uma comida de verdade — zombei.
Ele bufou alto, visivelmente irritado.
— Nem morto. Vai saber se não tá envenenada.
— Melhor morrer envenenado do que com fome. — Dei de ombros, sorrindo maleficamente.
Passei ao seu lado e saí do seu campo de visão. Me escondi atrás da porta e esperei por alguns segundos. Escutei o som de passos e colher raspando no fundo da panela e um sorriso brotou na minha boca. Com um dos olhos fechados, espiei o que estava fazendo. Um riso nasalado escapou quando o vi encher o seu prato com o macarrão e um enorme pedaço de uma coxa de frango no alto da montanha de comida.

Ponderei se deixaria uma frase irônica escapar ou se o deixaria em paz.
Decidi, por um momento, deixá-lo em paz. Apenas por um momento e amanhã eu voltaria a perturbá-lo e odiá-lo com todas as minhas forças.

****
Eu acordei com o som de galos cantando. O sol nem havia surgido ainda, percebi olhando pelos rastros de luz dos postes da rua, entrando dentro do meu quarto. Bufei, coçando os olhos. Levantei-me, fiz minha higiene matinal e fui até a cozinha. Levei um susto ao avistar mexendo na cafeteira, próximo ao balcão.
— Uau, ela acorda cedo. — Ele sorriu. Seu rosto estava levemente inchado, denunciando que ele ainda estava sonolento. E mesmo assim, parecia lindo de morrer. Seus fios loiros ondulados caíam na frente da testa, deixando-o ainda mais lindo.
— Uau, ele sabe usar uma cafeteira — zombei, aproximando-me minimamente.
— Eu não sei cozinhar, mas sei muitas outras coisas — seu tom de voz soou malicioso, dando um segundo sentido à sua frase. Ignorei o leve arrepio que subiu pela minha nuca.
— Idiota — murmurei, fiquei na ponta dos pés e peguei uma caneca no armário.
— Gostoso, você quis dizer, confessa. — Um sorrisinho egocêntrico surgiu no seu rosto.
Rolei os olhos e me afastei do balcão, e consequentemente, de .
— Hoje temos muitas coisas pra fazer. Minha mãe realmente falou sério quando deixou a fazenda na nossa responsabilidade. — Ele suspirou, coçando os olhos.
— Eu só quero distância de você, .
— Pelo contrário, hoje vamos andar a cavalo juntos. Nossa tarefa é: cuidar, limpar e trocar os dois cavalos de lugares. — Ele sorriu.
— Só de pensar em ficar perto de você…
— Seu coração dispara, eu sei — ele me cortou. — Cuidado pra não infartar, huh?

****
Depois de alimentados, os cavalos descansaram. e eu exploramos a enorme fazenda. Ele me mostrou cada canto, conheci as plantações e os animais. Estávamos chegando perto da plantações de flores e plantas quando um par de mãos me segurou pelo pulso. me olhou com a expressão alarmada.
— Você ouviu isso?
— Eu não ouvi nada. — Franzi o cenho. — Tá ficando louco, hein.
— Não é brincadeira, caralho. Eu ouvi algo. Parecia que alguém estava atrás de nós. — Ele olhou para trás, encarando os animais que estavam distantes.
, estamos no fim do mundo, literalmente. Ninguém além da sua família conhece a sua fazenda. Quem estaria atrás de nós? E por quê?
— Não estão atrás de nós, mas sim atrás de mim — murmurou, um pouco atordoado.
— Por quê? — O olhei com confusão.
— Eu não quero falar mais sobre isso, vamos logo. — Ele passou na minha frente, começando a caminhar rapidamente, deixando-me sozinha.

Corri e acelerei os passos até andar ao seu lado. Ele me mostrou as plantações de rosas, girassóis, tulipas e muitas outras flores e plantas que eu desconhecia. A fazenda era enorme e bem arquitetada. Era dividida em quadrados, na horizontal. Nós só andávamos reto, passando por todos canteiros e animais. Essa parte cansava muito, o que fazia a nossa caminhada de voltar ser longa.
esticou o braço, pegando um girassol nos dedos. Seu olhar repousou sobre mim por alguns segundos, até ele levar a flor na minha orelha e, com cautela, mexeu nos meus fios, ajeitando o girassol. Meu coração disparou e o encarei sem entender absolutamente nada.

— Girassol é a sua flor favorita — ele disse, como se aquilo explicasse tudo.
Toquei a flor quando seus dedos se afastaram de mim. Imaginei se aquela cena era real, porque em que mundo seria carinhoso comigo?
Ele entendeu a minha expressão, pois imediatamente resolveu falar:
— Cara, eu não sou totalmente ruim, beleza? Sou humano, tenho um coração também. As pessoas falam de mim, mas não me conhecem de verdade.
— Eu costumava te conhecer, . — As palavras saíram e rapidamente me arrependi.
… reconheço que ultimamente fui rude com você.
— Oh, devo agradecer o esforço de reconhecer seu erro?
— Sei que eu quem te provoco… — ele coçou a nuca.
só coçava a nuca quando estava nervoso…
O encarei com atenção, notando que era difícil dizer as exatas palavras para se redimir.
— Eu também te provoco… Respondo os seus comentários bostas banhados de sarcasmo.
soltou uma gargalhada, balançando a cabeça.
— Eu sou ótimo com sarcasmo, mas você é melhor.
Um sorriso verdadeiro surgiu nos meus lábios.
— Oh, Deus, isso é um elogio vindo de você, ! E outra… Eu escutei o som da sua risada? gargalhando de mim? Em que mundo paralelo eu estou?
Ele riu alto, tombando a cabeça para trás.
— Boba.
— Isso definitivamente é a porra de uma miragem.
— Não é uma miragem. — Ele deixou o sorriso de lado, passando por mim. — Vamos voltar pra casa, está ficando escuro.

Começamos a andar entre as plantações de frutas e verduras, quando pisei em algo duro, perfurando o meu pé. A escuridão caiu rapidamente sob nós, o que dificultou a minha visão. Minhas pernas desabaram no chão, parecendo duas gelatinas. virou-se alarmado, agachando ao meu lado para me ajudar.
— O que aconteceu?
— Acho que furei o meu pé — gemi, sentindo a dor se espalhando.
— Tá doendo muito? Consegue andar?
— Acho que não. — Mais um grunhido de dor.
Soltando uma respiração ofegante, ele me puxou nos seus braços fortes, segurando-me com força, e voltou a caminhar.
— Se você tentar andar, vamos chegar amanhã e seu pé pode piorar.

Involuntariamente, levei minhas mãos até a sua nuca, segurando-o. Sua mandíbula endureceu, imediatamente. Meus olhos atentos observaram o seu perfil. era absurdamente lindo. Seus fios úmidos pelo suor grudavam na sua testa. Suas sobrancelhas franzidas. Seu nariz mediano, que parecia perfeito no seu rosto. E seus malditos lábios avermelhados. Eram tão lindos e convidativos. Uma súbita ideia de beijá-lo me atingiu com força. Encarei os seus lábios, sentindo aquela vontade assustadora crescer a cada segundo. Desviei o olhar, sentindo as minhas bochechas esquentarem.
Sua respiração chocou contra a minha nuca, fazendo a minha imaginação voar longe. Imagens vergonhosas e perversas surgiram na minha mente. Aquelas ideias me torturaram por alguns minutos, até avistarmos a porta dos fundos da fazenda. entrou, fechou a porta com um movimento ágil com os pés e me levou até o balcão da cozinha.

— Vou pegar gelo — ele foi em direção ao armário, pegando uma bolsa térmica e depois encheu de gelo.
Ele voltou, colocando a bolsa gelada no meu pé inchado e vermelho. Não havia sangue, mas a aparência estava ruim.
— Será que quebrou?
Seus olhos azuis ergueram até mim. Senti meu rosto corar com a intensidade do seu olhar.
— Vou tocar. Se doer muito, diga.
Ele soltou a bolsa de gelo em cima do balcão e colocou as suas mãos no meu pé, mexendo lentamente e analisando com atenção a minha reação. Apertei os lábios quando uma dor forte me atingiu e ele parou de mexer.
Seus olhos estavam fixos em mim, alternando entre os meus lábios e olhos. Senti algo se revirar no meu estômago e meus lábios formigaram, ansiando por algo. A vontade de beijá-lo me dominou completamente. Ele cortou a mínima distância entre nós, colando os seus lábios nos meus. Nós nos beijamos com urgência e fúria. Nossos lábios mordiscando e chupando, apreciando o sabor um do outro. Agarrei a sua nuca, puxando-o para mais perto, e abri as minhas pernas, encaixando-o perfeitamente entre elas. Suas mãos subiram até a minha cintura, rastejando por toda a minha pele. Um arrepio suave me deixou desnorteada e soltei os seus lábios, fechando os olhos. Sua boca desceu em direção ao meu pescoço, chupando e mordendo cada centímetro de pele. Esqueci completamente da dor latejante no meu pé.

— murmurei, embriagada pela sensação dos seus beijos e toques na minha pele.
Eu não iria parar agora, eu queria mais, e mais. Cada segundo que passava era uma sensação de necessidade que aumentava dentro de mim. Segurei os seus fios de cabelo, acariciando. Ele suspirou, voltando os seus lábios em direção à minha boca.
Agarrei a sua nuca e abri os meus lábios, recebendo a sua língua. Ele explorou todos os cantos da minha boca e eu fiz o mesmo com a sua. Seu beijo era completamente viciante. Doce. Sexy. Delicioso.
— Vamos para o quarto… — murmurou, movendo sugestivamente seu corpo contra mim. Gemi no seu ouvido, tonta de tanto desejo.
Não o respondi, desci da bancada e o puxei em direção às escadas. Subimos os degraus rapidamente e chegamos ao seu quarto. Fechei a porta atrás de mim e voltamos a nos beijar intensamente. Aos poucos, retirei a sua camiseta, deixando à mostra o seu corpo definido e esculpido por alguns músculos. era jogador de basquete na escola, isso justificava o seu corpo enorme e sarado. O joguei na cama e retirei a minha blusa. soltou um suspiro pesado enquanto observava os meus seios cobertos por uma lingerie preta. Lentamente, caminhei até ele, agachando-me em sua frente. Ele me lançou um olhar curioso e surpreso, esperando pelo próximo movimento.

Minhas mãos voaram até os seus shorts, puxando para baixo. Ele me ajudou, retirando rapidamente do seu corpo. Sua box preta foi a próxima peça de roupa a ir de encontro ao chão e, em questão de segundos, ele estava nu diante dos meus olhos.
Um sorrisinho lascivo atravessou a minha boca e com a excitação pulsando nas minhas veias, acariciei o seu pau lentamente. Ele se contorceu, agarrando os lençóis da cama. Ri maliciosamente, inclinando a minha cabeça na direção do seu pau.
Minha língua o tocou suavemente e um gemido baixo chegou aos meus ouvidos. Suas mãos envolveram o meu cabelo cacheado em um rabo de cavalo malfeito e eu observei as suas feições tensas e ansiosas. Sorri, com o seu pau na boca. Ele franziu a testa, fechando os olhos com força, apertando os lábios numa linha reta.

Comecei a lamber a sua cabeça lisa, imediatamente seus quadris se ergueram. Enfiei a ponta na boca e chupei, saboreando o seu gosto. Ele estremeceu, apertando ainda mais a pressão em meu cabelo. Chupei lentamente, aproveitando cada segundo.
— Porra, . — Sua respiração saiu entrecortada e seus quadris se moveram contra a minha boca.
Chupei novamente a ponta e movi a minha língua. Ele enlouqueceu e puxou a minha cabeça em direção ao seu pau, fazendo-me engolir a metade.
Afastei-me e voltei para a ponta, rindo.
— Vai com calma, garoto.
Ele afrouxou o aperto das suas mãos e alisou a lateral do meu rosto. Seus olhos se abriram e ele me olhou com carinho.
— Desculpa.
Um sorriso se abriu em meus lábios. Ainda com os seus olhos grudados nos meus, coloquei o seu pau na minha boca. Ele mordeu os lábios e lutou contra a vontade de fechar os olhos, rolando-os.

Não desviei o olhar enquanto movia as minhas mãos pelo seu comprimento extenso. Ele apoiou os cotovelos na cama e suas mãos embolaram no meu cabelo enquanto ele suspirava profundamente, gemendo baixinho quando a minha língua alisou a sua pele. Sua expressão mudou bruscamente e seus suspiros sumiram, dando lugar ao gemidos e às palavras desconexas. Seu quadril se moveu freneticamente. Minha boca não parava por nenhum segundo. As coisas foram ficando intensas e interessantes entre nós. Minha língua desceu e subiu por toda a sua extensão. Passei os meus dedos pela base e comecei a mover a minha mão ao mesmo tempo em que o chupei com vontade.

Ele ergueu o corpo, gemendo um “porra”. Sua voz saiu arrastada, rouca e sexy.
A cada vez que meus olhos admiraram o seu lindo rosto retorcido de puro prazer, mais eu sentia o meio das minhas pernas úmido. Então comecei a me mover contra os lençóis, buscando por algum atrito para tirar aquele tesão absurdo de dentro de mim.

Ele soltou o meu cabelo e gemeu alto, fechando os olhos.

Puta que pariu, eu não ia aguentar.

Eu necessitava gozar junto com ele. Precisava escutar seus gemidos enquanto eu sentia prazer.
Minha mão esquerda desceu em direção à minha barriga e então ao meio das minhas pernas. Toquei o meu clitóris e gemi alto, meu próprio toque fazendo meu corpo estremecer.
As mãos de desceram pela minha coluna e em seguida um tapa ardido foi desferido na minha bunda.
— Gostosa.
Estremeci. Abri as minhas pernas e introduzi dois dedos na minha boceta.
— Isso, querida — disse com a voz arrastada, carregada de tesão e prazer.
Meus quadris se moviam de uma forma frenética e me concentrei no pau dele em minhas mãos. Minha língua subia e descia por todo o seu pau, chupei a ponta, depois envolvi toda a sua carne na boca. Meu corpo começou a tremer. Fechei os meus olhos conforme a fricção ficava mais intensa. Mais gostosa. Mais prazerosa.
Minha boceta estava escorregadia e eu precisa tê-lo dentro de mim.

Tipo, agora.

Mas, quando abri os meus olhos turvos da excitação que predominava o meu corpo inteiro, vi com uma expressão extremamente sexy. Suas sobrancelhas estavam franzidas e os lábios vermelhos levemente abertos.
— Vou gozar… — ele avisou, soltando as mãos da minha cabeça.
Sua voz fez o meu corpo arrepiar. Um gemido alto saiu do fundo da minha garganta e gemeu longamente, junto comigo. Meus dedos continuavam a me dar prazer. Eu não me afastei dele, queria sentir o seu gosto.
… — ele alertou, enquanto seu corpo inteiro se contorcia e, no mesmo momento, seu gozo estava na minha boca.
Eu não aguentei. Afastei o seu pau da minha boca e soltei um gemido. Meu corpo inteiro tremeu e meus olhos se reviraram. Meus dedos me enlouqueceram e um gemido silencioso me fez arquear o corpo.

Gozamos juntos, sentindo os nossos corpos quentes e formigando por cada célula dos nossos corpos. Respirei fundo e me levantei, sentindo as minhas pernas bambas. Deitei-me ao seu lado, acariciando a pele da sua barriga. Ele tocou o meu rosto e me beijou com delicadeza. Minutos depois, o fogo se acendia entre nós e, aos poucos, o nosso beijo foi esquentando e a sensação de adrenalina pulsou dentro de mim. Meu corpo implorava pelo seu, naquele momento.

Não me importei se ele estava preparado para mais uma rodada, joguei o seu corpo para o lado e montei em cima dele. Meus quadris contra a sua virilha, subindo e descendo sugestivamente. Segurei o seu pau nas mãos, passando pela entrada da minha boceta, e gemi fraco. Meu interior ainda pulsava pela intensidade do primeiro orgasmo da noite. Seu pau voltou a crescer e a sombra de um sorriso cansativo iluminou o seu rosto. Inclinei-me, beijando os seus lábios deliciosos que me levavam à loucura.
Com as suas mãos na minha bunda e sua boca me provocando, encaixei as nossas intimidades e soltei a sua boca para sentir a sensação de tê-lo pela primeira vez dentro de mim. Me movimentei lentamente, sentindo a minha boceta se abrir e sentindo-o por inteiro. Abri os lábios, suspirando trêmula. Subi e desci, adotando um ritmo delicioso e viciante. Cavalguei sobre o seu pau, minhas costas se flexionando a cada segundo.

Seu pau entrou e saiu de dentro de mim rapidamente. Meu clitóris raspava contra a sua pele. Seu pau enorme e duro me preenchia com facilidade, deixando-me fraca e excitada a cada segundo. Suas mãos apertando os meus seios com força e sua boca me mordendo, chupando, me devorando. E ele pareceu gostar, um som rouco escapou da sua boca.

Encostei a minha testa em seu pescoço, sentando e rastejando sobre o seu corpo. Ele girou os quadris lentamente e meu corpo inteiro estremeceu. Estava nas nuvens era isso, nem consegui pensar em pedir por aquele movimento de novo. fez exatamente aquilo novamente. Deixei um gemido escapar.
— É gostoso? — sussurrou no meu ouvido. Eu apenas movi com a cabeça e continuei a cavalgar.
O ar parecia me faltar. Respirei fortemente. Minha testa estava úmida de suor. Nossos corpos estavam suados, nossas intimidades se chocando, causando um barulho a cada movimento. A cama rangia audivelmente.

Ele se chocou contra mim, fazendo-me ver estrelas. Meus olhos se reviraram de prazer.
Puxei a sua cabeça em minha direção e mordi o seu lábio inferior, soltando-o sensualmente. Ele gemeu contra a minha boca e bateu na minha bunda. Eu fechei os olhos. Mais um tapa. E aquilo foi o suficiente para me fazer delirar. Minha boca se abriu, denunciando o meu segundo orgasmo. Tremi, apertando os seus ombros e gemendo alto no seu ouvido. Meus músculos ficaram rígidos enquanto o orgasmo me atingia. Com a boceta pulsando, ele se retirou e respirou profundamente, encostando a testa no meio dos meus seios. E, exatamente nessa posição, nos recuperamos da sensação avassaladora e caímos no sono, um nos braços do outro.

****

 

Capítulo 2

Depois do almoço no dia seguinte, nós fomos mudar os cavalos de lugar. Para isso, precisaríamos montar a cavalo, sabia fazer isso e eu não. Ignorei a parte do meu cérebro que insistia em pensar que a senhora Lawrence sabia desse fato e criou essa atividade justamente para podermos ficar bem próximos.
— Vai amarelar, ? — zombou, olhando-me com um ar desafiador.
— Não. — Sorri confiante. Uma parte de mim estava com medo de cair, e a outra, esperançosa para ficar mais próxima dele como na noite anterior.
Ele sorriu, exibindo as covinhas nas bochechas, e subiu no cavalo com agilidade. Esticou as mãos na minha direção e, desajeitadamente, subi em cima do cavalo, sentando-me na sua frente. Seu corpo másculo atrás de mim, causando um frio na barriga e um suor descendo pela minha nuca.
— Pronta? — ele perguntou no meu ouvido e senti meus pelos se arrepiarem.
Assenti levemente, completamente atordoada com a sua voz rouca perto de mim.
assobiou, fazendo o cavalo começar a andar.

Passamos a tarde toda lado a lado, sorrindo e nos beijando como se não tivéssemos nos odiados por longos 10 anos.

****
Estávamos sentados lado a lado, vendo o pôr do sol. Longe das plantações e dos animais, isolados num canto longe da entrada da casa. Demoramos para encontrar uma árvore e uma sombra para podermos descansar após um dia cansativo. Minha cabeça estava encostada no seu ombro enquanto suas mãos agarradas aos meus fios negros.
Eu estava completamente fascinada pela cor laranja no céu e o toque vicioso e íntimo de . Não senti vontade de me afastar, o queria cada vez mais perto de mim.
Com esse pensamento em mente, agi automaticamente e inclinei a minha cabeça para beijá-lo.

Seus lábios me aceitaram imediatamente, chupando-os como se fossem seu novo doce predileto. Com suas mãos nas minhas coxas, nos separamos, buscando por ar.
— Achamos algo que fazemos melhor do que brigar — ele declarou, afastando-se.
— O quê?
— Beijar. — Um sorrisinho apareceu no canto da sua boca e o empurrei levemente, gargalhando.
Olhei para o céu que ameaçava se escurecer e senti os seus olhos queimando sob mim.
— É feio ficar encarando os outros — eu murmurei, sentindo o meu rosto esquentar.
— Não estou olhando, estou apenas enaltecendo silenciosamente uma garota linda.
Minhas bochechas ficaram ainda coradas. Com o coração acelerado, o olhei.
— Você é bom nisso, devo confessar.
— Sou o melhor, meu amor — ele debochou.
Sorri, empurrando-o e voltei a admirar o céu fascinante que ficava escuro diante de mim.

****
Estava completamente escuro quando nos levantamos da grama e começamos a refazer o caminho de volta. segurava a minha mão direita e com a mão livre segurava o celular que estava ligado na lanterna, iluminando o nosso caminho. Então ele parou bruscamente, fazendo-me tropeçar nos meus próprios pés.
— O que foi? — resmunguei, levantando os meus olhos até ele.
— Você ouviu isso?
, você tá ficando paranoico, meu Deus!
— Eu não tô, você não ouviu sons de passos?
— Não! — exclamei, minha voz soando mais irritada do que o normal.
— Então fique em silêncio, escute… — Ele cobriu os meus lábios com as pontas dos dedos e mirou a lanterna no chão.
Segundos, minutos se passaram, eu estava quase reclamando da sua loucura, quando ouvi um leve som de galhos sendo quebrados. Meus olhos se arregalaram no mesmo momento em que sua mão cobriu a minha boca por completo. Um grito foi abafado contra a palma da sua mão.
— Shiu, por favor — sussurrou, olhando para mim com seriedade.
Os sons se intensificaram como se alguém estivesse correndo atrás de nós. O pavor atravessou o meu corpo no mesmo momento. Passei os meus braços na sua cintura e voltamos a caminhar rapidamente em passos rápidos e largos, praticamente correndo de algo ou alguém desconhecido.

Era apenas um animal selvagem, pensei. Um lobo, um tigre, um urso, qualquer coisa. Não era ninguém, nada iria acontecer.

Mais passos ecoavam nos meus ouvidos, não sei se eram os nossos próprios passos rápidos contra a grama ou os passos de alguém nos perseguindo, contudo a adrenalina pulsou nas minhas veias, deixando-me atordoada e trêmula.
— Vamos correr — ele murmurou, puxando-me, começando a correr.
Senti uma sensação de desmaio e pisquei afastando o mal estar. Correndo com o coração acelerado e as pernas bambas, acabei tropeçando numa pedra, provavelmente na mesma pedra da noite anterior e meus joelhos foram de encontro ao chão.
— Meu pé — murmurei e rapidamente apareceu ao meu lado, ajudando-me a levantar.
Ele se agachou, puxando os meus braços, até que, subitamente, seu corpo foi puxado por uma sombra e um grito rouco escapou da sua garganta. Ele estava sendo arrastado na grama, seus gritos ecoando na noite escura e silenciosa. Me levantei, correndo às cegas, seguindo os sons dos seus gritos. A luz do celular foi apagada e fiquei completamente no escuro, sentindo o coração martelar fortemente no meu peito. Meu coração se apertou, o desespero me dominou por inteira.
Aos poucos, os gritos foram ficando distantes e o silêncio caiu sobre a fazenda novamente. Minhas lágrimas caíam sem parar, desesperada por uma ajuda.
! — berrei, a voz entrecortada por causa do choro. — ! Cadê você?
Um soluço alto se desprendeu da minha garganta. Olhei para os lados, as lágrimas molhando o meu rosto e meu corpo convulsionando por causa do choro.
! Por favor, alguém me ajuda? , , ! — berrei cada vez mais alto, com a voz rouca.
Com a sensação de impotência me atingindo, deixei meus joelhos caírem de encontro à grama e chorei desesperadamente. Agarrei as pequenas folhas verdes no chão e afundei o meu rosto na terra, gritando, berrando e chorando a plenos pulmões.

****
Os dias se passaram, semanas e anos. No entanto, nunca mais retornou para a casa. E, dentro da minha própria, o seu nome foi proibido restritamente. Minha mãe estava furiosa com por motivos desconhecidos.

Depois daquela noite, nunca mais vi na minha vida. E, com isso, meu coração se partiu e nunca mais me permiti conhecer novas pessoas. estava marcado na minha mente, no meu corpo e no meu coração como ninguém.

 

 

Capítulo 3

5 anos depois.

— Estou muito orgulhosa de vocês, princesas. Foi um enorme prazer auxiliar a professora Barbie neste verão. Vocês sabem, sou professora de literatura, mas fiz balé por toda a minha infância. Mas fiquem tranquilas, não penso em roubar o lugar da professora de vocês — brinquei com a turma de garotas que estavam sentadas, olhando para mim atentamente.
Barbie riu, achando graça, e abanou a mão no ar.
— Bem… Desejo boa sorte para vocês. Acreditem no seu potencial e foquem nos passos de dança, ok?
— Sim — responderam em uníssono.
Elas se levantaram e formaram uma fila organizada. Quando a turma foi chamada, as meninas caminharam com as posturas aprumadas e sorrisos alegres até o meio do palco. Elas foram recebidas por aplausos ensurdecedores e ficaram em suas posições, aguardando a melodia suave tocar. A música iniciou e, aos poucos, as meninas se movimentaram com graciosidade, sorrindo o tempo todo e executando todos os passos com atenção e agilidade.
A apresentação finalizou e os aplausos reverberaram pelo ginásio. Vários pais se levantaram com lágrimas nos olhos e sorrisos orgulhosos estampados nos rostos. No canto do palco, estava eu e Barbie. Nós duas levantamos os polegares para as garotas, que sorriam no meio do palco.

Olhei para a plateia e imediatamente meu mundo parou. Meu rosto petrificou e as batidas do meu coração ficaram mais lentas. estava no meio da multidão, olhando fixamente para mim e, lentamente, um sorriso surgiu no canto da sua boca.
Minha visão ficou turva e senti uma sensação de nostalgia me atingir em cheio. Me lembrei de todos os momentos ao seu lado.

Lembrei-me da dor que senti quando o perdi após aquela noite. Lembrei-me da sensação dos seus lábios nos meus, dos nossos corpos se fundindo, nossos abraços, nossas provocações e nossos sorrisos.
Lembrei-me de como tudo começou, de quando seus pais se mudaram para a vizinhança e do seu olhar curioso na direção da minha janela. Lembrei-me da nossa primeira conversa, da nossa primeira briga boba por causa de um brinquedo e da nossa briga definitiva que me levou a odiá-lo por anos.

Eu deveria ter sido menos tola, menos ciumenta naquela época. No entanto, vendo se divertir enquanto me esquecia, se perdendo nesse mundo com más pessoas, não se importando com a minha opinião, aquilo acabou comigo. Me revoltei. Me despedacei.
Por um momento, achei que nossa amizade iria ser para sempre. Achei que ele pudesse me olhar como ele olhava para as outras garotas da nossa turma. Eu deveria ter sido menos babaca e continuado do lado do meu melhor amigo, independente dos meus sentimentos bobos por ele.
Contudo, as coisas aconteceram.

Nós começamos uma linda amizade, nós iniciamos uma guerra desastrosa, nós nos amamos perigosamente e agora estávamos frente a frente novamente. E, dessa vez, eu queria fazer as coisas da maneira correta.

****
Abri a porta do carro e soltei um grito quando uma mão me segurou pelo pulso. Instantaneamente, levei minha mão no bolso da calça jeans, pegando um pequeno spray de pimenta e espirrei contra o rosto do rapaz. Segundos depois, percebi que era ali, gemendo de dor com as mãos nos olhos.
— Meu Deus, me perdoe, não sabia que era você. — Joguei o spray no chão, levando as minhas mãos na boca, surpresa.
Ele limpou os olhos com a camiseta, fazendo um pedaço de pele e músculos aparecer. Engolindo em seco, desviei o olhar daquela direção, sentindo o rosto corar.
Seus olhos azuis e levemente avermelhados me encararam. Se passaram segundos e até minutos, nós dois em completo silêncio, e então acabei me jogando em seus braços, abraçando-o fortemente.
— Pensei que tivesse… Morrido naquela noite, — solucei baixinho, sentindo meu coração se apertar. — Por onde você esteve? Por que não apareceu novamente? O que aconteceu com você?
— Tantas coisas aconteceram comigo, . — Ele afagou os meus fios curtos e cacheados.
Me desvencilhei do seu aperto e o olhei como se fosse a primeira vez. As lágrimas rolavam livremente e meu coração errou uma batida.
— Eu tô sonhando. — Eu toquei a sua pele clara que criava um contraste incrível com a minha cor de pele negra. — Já tive esse sonho antes. Você surge e desaparece de repente.
— Sou real, . Te prometo que estou aqui, sentindo o meu coração bater… por você. — Ele entrelaçou os nossos dedos, levando-os ao seu coração. Seus olhos levemente avermelhados e marejados.
— Por onde esteve, ? — murmurei emocionada.
— No exército, por 4 anos — ele pronunciou, olhando a minha reação surpresa.
— Por isso os músculos por todo o corpo — sussurrei. ouviu e gargalhou.
Eu apreciei o som da sua risada como se fosse uma verdadeira obra de arte.
— O que acha de sairmos… Para conversar?
— Eu acho maravilhoso, afinal, temos muitos assuntos a tratar.
Muitos. — Ele sorriu maliciosamente e o meu interior se revirou em expectativa.

****
Nos sentamos de frente um para o outro. aprumou a postura de modo perfeito enquanto eu apoiava um cotovelo na mesa. Ele lançou um olhar fulminante na direção do meu cotovelo e lentamente o retirei, sentindo a vergonha me atingir.
— Certos hábitos nunca mudam, huh? — Seu sorriso que fazia o meu coração disparar me atingiu, deixando-me atordoada.
era lindo há 5 anos, mas agora… Ele estava… Uau. Tipo, caralho, que homem lindo, cheio de músculos e maxilar marcado, fios loiros e olhos azuis. Eu poderia dizer que ele é uma réplica do Thor agora.
Nós fizemos os nossos pedidos e depois que a garçonete se afastou o olhei nos olhos.
— Então… O que aconteceu com você nesses últimos anos?
— Tudo começou quando eu tinha 16 anos, . Me envolvi com coisas erradas, com as pessoas erradas. Me ferrei totalmente. Não era mentira os boatos sobre eu ser um milionário por vender drogas. Eu realmente tinha uma conta bancária invejável, contudo, o dinheiro não era digno, não era limpo. Não me orgulhava das merdas que eu fazia para conseguir o que queria.

“Naquela noite, no dia do meu desaparecimento, uns caras estavam me perseguindo e eles me sequestraram. Fiquei preso por duas semanas, eles esvaziaram a minha conta e me deixaram quase sem vida no galpão vazio. Quase morri. Nunca tive coragem de voltar a encarar os meus pais… Eles ficaram arrasados com tudo, preferi que pensassem que eu estava morto. Era melhor do que pensar num filho criminoso.”

— Seus pais te apoiariam… Eles te amam muito, .
— Eu sei, mas não pensei muito. Dias depois, recebi ameaças e perseguições, resolvi fugir do país. Morei na Inglaterra por alguns meses, até que me alistei para o exercício e consegui passar nas seletivas. Fiquei em missão pelo Iraque por anos, . Anos.
Meus olhos arderam, no entanto, não deixei as lágrimas caírem.
A garçonete nos interrompeu, colocando os nosso pedidos sob a mesa. Não toquei em nada, consumida pela mágoa.
— Você poderia… Ter avisado. Nós iríamos ajudá-lo… De alguma forma.
Ele riu e pegou as minhas mãos por cima da mesa.
— Linda… Eu era o caos. Você, minha família, nem sua mãe mereciam se preocupar com os meus problemas. Fui egoísta? Com certeza. Mas o importante é que mudei, não quero aquela vida de volta. Amadureci, me encontrei, concertei o caos que eu era e sou um novo homem, .
… — suspirei.
— Se vocês tivessem me ajudado, provavelmente eu seria um mimado filho da puta. Eu nunca iria aprender a verdadeira lição, iria me esconder atrás dos meus pais. Eu não seria quem eu sou hoje! Vi tanta crueldade nesses últimos anos… Tantas guerras, mortes, fome, destruição, o verdadeiro caos. Percebi que eu seria aquele tipo de destruição na vida de todo mundo.
— Você foi egoísta, — acusei, a voz embargada.
— Eu sei e espero que me perdoe.
Respirei fundo, fechando os olhos.
— O perdão vem com o tempo, . E, sinceramente… tenho medo de acordar amanhã e você desaparecer novamente. Você trabalha em outro país… Vive viajando, se arriscando…
Trabalhava — ele corrigiu.
— O quê?
— Saí do exército, . — Um vislumbre de felicidade inundou os seus lindos olhos. — O resto da minha vida é tempo o suficiente para você me perdoar, não é?
Um sorriso emocionado desenhou nos meus lábios, o abracei por cima da mesa.
— É sim.
Ele sorriu e aos poucos nos afastamos. Ambos conectados pelo olhar de saudade e nostalgia.
— Acho que devíamos recomeçar…
— Como assim? — Um vinco se formou na minha testa.
— Hum… — Ele sorriu. Aquele mesmo sorriso que eu tanto conhecia: de alguém que apronta algo. Aquele sorriso que deu o estopim para a mistura de sentimentos em relação a ele. — Bem… Eu sou , trabalhei na base militar do exército por anos, mas resolvi sair, estou buscando por uma oportunidade numa banda e, quem sabe, uma outra oportunidade para conquistar a garota que eu sempre amei?
Sorri, sentindo as batidas do meu coração martelando no peito.
— Esse é um recomeço para nós, . — Segurei a sua mão, emocionada.
Ele sorriu e beijou a palma da minha mão.
— Um novo recomeço, . Sem mentiras, sem ódio, sem máscaras. Você vai conhecer um novo , o cara que eu sempre fui realmente… por dentro. Não vou fugir dos problemas e me esconder atrás de um personagem, te prometo isso, minha linda.

****
me olhava com os olhos brilhando enquanto eu descia lentamente as escadas. Ele estendeu sua mão direita assim que meus pés repousaram no último degrau, aceitei a sua mão estendida e pisei os meus pés no chão, sorrindo abertamente para o homem à minha frente. Ele sorriu de volta, fazendo sua covinha irresistível surgir. Toquei o seu rosto, puxando a sua bochecha.

— Você é absurdamente fofo e lindo.

— Obrigado, linda. Mas não se esqueça de “gostoso” também.

Gargalhei e o beijei suavemente.

— Vamos para o nosso primeiro encontro de verdade? — indaguei, meu rosto a milímetros de distância do seu. Ele apertou os lábios numa expressão pensativa.

— Eu realmente espero que não seja um desastre. Sou ótimo na cozinha, mas perdi a experiência com as garotas.

— Hum… Acho melhor você se esforçar bastante esse noite. Sou muito exigente, capitão — sussurrei no seu ouvido.

Ele riu nasalado e rastejou sua mão pela minha cintura, indo em direção à minha bunda. Ele apertou com vontade, rindo no meu pescoço.

— Você não vai se arrepender.

****
Ele pegou o prato da minha mão, enxugando-o com uma toalha branca. Uma música suave e sensual tocava no rádio e comecei a me mover suavemente ao ritmo da música. Enquanto lavava o último prato, senti um par de mãos na minha barriga, seguido de um beijo quente no meu pescoço. Me arrepiei e sorri, passando um pouco de espuma na sua bochecha. Ele abriu os lábios, surpreso. Seus lindos olhos azuis me encaravam com um brilho travesso.

— Oh, você não deveria ter feito isso.

— Não, é?

— Não mesmo, garota. Agora… Vou precisar te castigar…
Uma risada alta me escapou, ecoando pela cozinha.
— Falando assim, você parece a personificação de Christian Grey, de Cinquenta Tons de Cinza.
Sua cabeça tombou para trás, um risada alta reverberando nos meus ouvidos.
— Isso deveria ser um elogio? Por que me sinto levemente incomodado. O cara só sabe transar loucamente em todos os lugares possíveis e de todas as maneiras.
Eu gargalhei mais uma vez, negando com a cabeça.
— Pelo que eu me lembro da sua reputação na escola… As pessoas diziam que você transava praticamente todos os dias e aos finais de semana com mais de duas.
Ele me lançou um olhar meio ofendido e, dessa vez, a sua gargalhada não ecoou pelas paredes. Seu semblante era inexpressivo.
— Eu era louco nessa época. Não olhe para mim como você olhava para aquele garoto de anos atrás, por favor.
Abri a torneira, deixando a água levar o sabão das minhas mãos. Virei-me, olhando para os seus olhos.
— Acho que consigo fazer isso, aos poucos… Não é fácil esquecer todos aqueles anos de ódio gratuito e muito menos os últimos cinco an…
Fui calada com um beijo de tirar o fôlego. Sua boca se movia contra a minha com necessidade e fúria. Levei minhas mãos até a sua nuca, aprofundando o beijo. Nossas línguas se encontrando e se acariciando enquanto suas mãos passavam por toda a minha pele exposta pelo cropped e mini saia que eu usava.

Ele afastou os lábios, indo ao meu pescoço, distribuindo chupões e mordidas por toda a parte. Suas mãos faziam o trabalho lá embaixo, subindo a minha saia até o umbigo.
Com um suspiro sofrido, tombei a cabeça para trás, me deliciando do seu toque e dos seus lábios na minha pele. Lentamente, seus beijos se arrastaram até o meu colo, a curva dos meus seios que saltavam do cropped e minha barriga coberta pela saia. Sua boca parou na minha coxa esquerda, onde ele mordeu suavemente, fazendo-me apertar os olhos.
Sua boca passeou pela minha perna e para a outra até parar no meio das minhas pernas.
Ele passou a língua no tecido da minha calcinha, fazendo o meu clitóris latejar, ansiando por mais um toque. Ele afastou a peça, deslizando lentamente a sua língua quente dentro de mim. Eu me contorci, gemendo fraco enquanto sua língua pincelava o meu clitóris inchado e molhado. Senti um lufada de ar contra o meio das minhas pernas e, em seguida, a ponta de sua língua me tocando bem lá dentro. Eu apertei os dedos ao redor do balcão e gemi alto. Ele sorriu com o rosto na minha boceta pulsando, voltando a me lamber nos pontos sensíveis. Sua língua bateu contra o meu clitóris, levando-me a loucura. Ele me chupou, mordeu suavemente e lambeu. Minhas pernas estavam fracas e eu lutava contra a pressão que se formava dentro de mim. Eu não queria gozar agora, queria tê-lo dentro de mim.
Contudo, meus olhos se reviraram nas órbitas quando dois dedos me penetraram e um grito agudo me escapou. Levei as mãos trêmulas até os seus fios loiros e o puxei contra a minha boceta, rebolando na sua boca. Ele se deliciou com o meu gozo, chupando e lambendo, tocando e apertando as minhas pernas o tempo todo. Acabei, por fim, gozando plenamente contra a sua boca, com a sua língua me penetrando. Quando atingi o meu limite e os espasmos atravessaram o meu corpo, ele se afastou, limpando os cantos dos lábios.
— Sempre quis te beijar… Aqui embaixo. — Ele sorriu maliciosamente, me pegando no colo. — Acho que nós temos um fraco por cozinhas, huh? Da última vez em que estivemos em uma, acabamos transando loucamente.

Balancei a cabeça, sentindo meu corpo leve. As palavras presas na minha garganta. Os únicos sons que eu consegui emitir foram gemidos e murmúrios desconexos.
Ele caminhou pela sala, subindo as escadas. Fechei os meus olhos, passando os braços ao redor do seu pescoço cheiroso. Escutei o som da porta se abrindo e se fechando suavemente. Meus olhos se abriram assim que meu corpo caiu lentamente sobre a cama.
arrancou sua camiseta, exibindo todo o seu peitoral definido, esculpido pelos anjos. Um sorrisinho perverso brilhava no seu rosto e eu me contorci internamente, meu sexo palpitando em desejo.
— Tá pronta para o 2° round?
Um riso suave saiu da minha boca e apoiei os cotovelos na cama, olhando-o.
— Só estou te esperando, baby. — Abri as minhas pernas, realmente esperando por uma atitude pervertida. Com uma lufada de ar saindo pela boca, puxei o meu cropped para cima, deixando os meus seios saltarem para fora. Eu estava sem sutiã, fato que chamou a sua atenção desde o primeiro segundo.
Ele sorriu ainda mais, seus olhos brilhando para o meu ponto molhado e pulsante.
Aos poucos, ele se deitou sobre mim, beijando os meus mamilos duros. Sua boca deixava um rastro de saliva por todo o meu corpo. Quando notei que seus lábios rastejavam novamente para baixo, o puxei bruscamente para cima, tomando a sua boca com fúria e invertendo as nossas posições.
Desci os meus lábios pela sua barriga trincada e cheia de músculos até o seu umbigo, onde retirei o seu short, passando pelas suas longas pernas. Em seguida, meu olhar recaiu sobre o seu pau marcado na cueca vermelha.
— Você sabia que vermelho é a minha cor favorita? — murmurei, sentindo uma vontade de montar nele e não sair do seu colo nunca mais.
Ele riu, fazendo os seus músculos flexionarem.
— Coloquei pensando em você.
— Como você sabia que acabaríamos na sua cama? — Franzi as sobrancelhas, subindo as minhas mãos até a sua cueca, puxando-a com lentidão.
— Sou confiante, apenas isso. — Deu de ombros, com o seu olhar focado nas minhas mãos, que abaixavam a sua peça, passando pelas coxas. Ele levantou o tronco, ajudando a liberar a maldita peça de roupa.
Na mesma lentidão, retirei a sua cueca vermelha e visualizei o seu membro diante de mim. Passei a língua nos lábios e engatinhei em sua direção.
Ele passou as mãos na minha nuca, puxando a minha boca para colar na sua. Nos beijamos enquanto rebolei sobre o seu pau ereto abaixo de mim.
Ele gemeu nos meus lábios, soltando uma respiração lenta e longa. Encaixei as nossas intimidades e comecei a me movimentar lenta e sensualmente, mordendo os seus lábios e os beijando com suavidade.
Ele rastejou as mãos pela minha pele e parou nas minhas nádegas, apertando-as com força. Inclinei o corpo para trás, deixando os meus seios expostos ao seu rosto e intensifiquei os meus movimentos, sentindo o seu pau entrar violentamente dentro de mim.

Rebolei sobre ele, grunhindo baixinho a cada estocada. Suas mãos me apertaram como se sua vida dependesse disso, sua boca se abrindo num gemido silencioso.
— Porra — ele soltou um grunhido, os seus músculos e veias saltando, sua expressão concentrada e os olhos fechados.
Me inclinei, aumentando ainda mais os meus movimentos intensos e profundos. Mordi o seu pescoço, gemendo baixinho a cada cavalgada.
levantou levemente o quadril, fazendo a penetração ficar mais profunda, e eu gemi alto, arqueando o corpo, repousando a cabeça no seu pescoço enquanto montava nele com mais força. Minhas pernas estavam fracas e meu interior pulsava, senti meus olhos revirarem de prazer e não contive um longo gemido.
Abri os olhos, procurando pelos lábios avermelhados e deliciosos de , o beijando sem nunca parar de cavalgar sobre ele.
O som dos nossos corpos chocando-se um com o outro percorreu pelo cômodo silencioso. Havia apenas o som das nossa respirações ofegante e os nossos movimentos intensos.
Meu corpo atingiu o limite, causando vários espasmos e gemidos agudos escapando dos meus lábios. se contorceu, me segurando com os seus braços fortes, seus músculos enrijecidos feito pedra. Passei os meus braços ao redor da sua nuca e me sentei, puxando-o junto a mim. Sentei mais duas vezes sobre ele antes de tombar a cabeça para trás, gemendo longamente. Meu corpo inteiro se arrepiou e estremeceu diante do orgasmo arrebatador.

me segurava com força, sua expressão dura e olhos estreitos, completamente cansado e satisfeito. O puxei, abraçando o seu corpo forte, e descansei a cabeça no seu pescoço, me deliciando com o carinho nas minhas costas suadas.
— Você é assustadoramente incrível — ele murmurou, deixando um riso nasalado escapar.
Ri, sentindo-me exausta e atordoada.

****
— Então, o que acha do nosso próximo encontro ser num jogo de basquete?
Eu ri, levantando a cabeça para encará-lo, lançando o meu melhor olhar divertido.
— Tá brincando?
— Não! — ele exclamou, rindo. — Passei anos sem jogar ou assistir basquete, . Quero você comigo no meu primeiro jogo pós exército.
Eu estreitei os olhos.
— Haverá um próximo encontro? Quem disse que eu vou?
Sua expressão vacilou por um momento e ele disfarçou bem, adotando um sorriso nervoso nos lábios.
— Qual é, linda? Já disse que só pensei em você por todos esses anos… Quero você, mais que tudo.
Senti minhas bochechas corarem.
— Quero te conquistar, de verdade, linda. Não quero te deixar novamente, te decepcionar, quero ser um homem digno de ter você.
Fiquei sem palavras, absolutamente encantada.
— Não podemos apagar o passado, mas podemos escrever um futuro melhor. Quero você no meu futuro.

— Então eu vou repetir, olhando nos seus olhos. — Ele puxou delicadamente o meu queixo, erguendo o meu olhar com o seu. — Me dê uma chance para te fazer feliz. Por favor.
Nos encaramos profundamente, somente as nossas respirações eram ouvidas. Aos poucos, um sorriso brotou no canto dos meus lábios.
— Não consigo ficar com ninguém… — comecei a dizer — desde aquele dia, . De alguma forma, eu sabia que somente você me faria estremecer daquele jeito novamente. Beijei dois caras nesses anos todos, mas nenhum deles foram como aquele beijo. Nenhum deles é você.
Ele desenhou um sorriso confiante nos lábios.
— E agora… Seria impossível seguir em frente sem você. Eu não conseguiria te esquecer, já tentei, mas falhei. Cansei de ser infeliz, . Eu quero ser feliz, preciso substituir todos esses cinco anos sombrios da minha vida.
Seu olhar mudou, adotando um brilho sério e preocupado.
— Eu também preciso disso, linda.
Sorrimos um para o outro e olhando fixamente para os seus lábios o beijei delicadamente.
Suas mãos me seguravam pela nuca, beijando-me lentamente. Nos separamos com um estalo ecoando no ambiente.
— Eu quero me casar com você.
Eu gargalhei, levemente assustada com a declaração repentina.
— Mas me contento, no momento, em ser o seu namorado. — Ele me lançou uma piscadela ligeira e eu ri, empurrando os seus ombros.
— Não me assuste desse jeito, seu bobo.
Nós rimos e nos olhamos novamente.
— E aí… — Ele ergueu uma mão, tocando as mechas cacheadas do meu cabelo. — Quer ser a minha namorada?
— Você sabe que as pessoas vão comentar, né? Você sumiu, mas a cidade nunca esqueceu de você.
Ele deu de ombros, abrindo um sorriso lindo.
— Não me importo. Que se foda o mundo. O importante é você estar ao meu lado.
— Então… — Flexionei as pernas, montando em cima do seu corpo. Um sorriso safado surgiu lentamente no seu rosto. — Já que serei a sua namorada… Acho justo começarmos a compensar todos os anos em que nos odiamos, huh?
Com as mãos nos meus seios e uma expressão ansiosa no rosto, ele disse:
— E os malditos quatro anos no exército também. Não se esqueça.
Eu gargalhei, encaixando as nossas intimidades, deixando um sopro escapar.
— Acho que vamos passar a madrugada inteira compensando esses anos então… — Comecei a me movimentar lentamente.
Ele apoiou os cotovelos na cama, sorrindo abertamente.
— Temos todo o tempo do mundo para compensarmos os anos, linda.

E, dito isso, o resto foi esquecido e somente os nossos olhares conectados o tempo todo e as sensações únicas dos nossos corpos juntos estavam presentes naquele momento.

me amou lentamente pela madrugada e, na manhã do dia seguinte, no nosso banho matinal, repetimos com mais intensidade.

Pela primeira vez em cinco anos, fui feliz em uma única noite. Aquele era definitivamente o nosso novo recomeço e uma nova fase da minha vida.

FIM

Nota da autora: Que emocionante escrever um romance com um pouco de suspense hahaha. é tudo pra mim, adorei esse casal d+. Quem quiser conhecer mais sobre minhas fics, entre no grupo do Facebook.

Histórias da Tori.