False God

False God

Sinopse: “Já estão em Nova York, afinal. Mas não alcançaram o brilho, ou os sonhos. Ou nada do que a imaginação pintou, nada além de um kitnet que torna suas coisas um único e confuso emaranhado sem a identidade de um, nem do outro. Empregos que mal pagam as contas também, e pouquíssima perspectiva de alguma mudança. Tudo aquilo leva a perguntas que não querem fazer. Sair de casa, daquela vida pescando peixes para vender no Hawaii, fora o certo? Fora inteligente? Em noites como essas, parece que não.”
Gênero: Romance.
Classificação: +18.
Restrição: Contém cena de sexo explícito.
Beta: Alex Russo

Quando entra no quarto, algo parece errado. está de costas, olhando pela janela, e tudo em sua imagem é tensão.
? – a garota chama, fazendo com que ele vire devagar para lhe encarar. Ela movimenta os dedos por baixo da toalha, secando as pontas do cabelo curto, enquanto está vestida num blusão que pertence ao namorado e cobre até o inicio de suas pernas.
Existe uma sombra nos olhos dele, exprimindo tristeza e cansaço. Naquele momento, todo tipo de coisa horrível deve estar passando em sua cabeça. Como se não houvesse dito, há menos de vinte e quatro horas, que ela era sua vista favorita. Sua cidade favorita. Na verdade, aquilo é algo que dizia há muito tempo. é Nova York, é o brilho, os sonhos, tudo que sua imaginação pode pintar. Exceto, em dias como aquele.
Quando a realidade que normalmente os impulsiona a sonhar com um futuro melhor, os sufoca e faz com que os sonhos pareçam mais distantes do que nunca.
Já estão em Nova York, afinal. Mas não alcançaram o brilho, ou os sonhos. Ou nada do que a imaginação pintou, nada além de um kitnet que torna suas coisas um único e confuso emaranhado sem a identidade de um, nem do outro. Empregos que mal pagam as contas também, e pouquíssima perspectiva de alguma mudança. Tudo aquilo leva a perguntas que não querem fazer. Sair de casa, daquela vida pescando peixes para vender no Hawaii, fora o certo? Fora inteligente? Em noites que vêm para encerrar dias como o que tiveram, com chefes insistentes lhes sufocando para dar seu melhor por coisas nas quais não acreditavam… Em noite como essas, parece que não.
e eram apaixonados por cinema desde que suas famílias puderam pagar por sua primeira televisão, uma cheia de estática e com alcance de pouquíssimos canais, mas o suficiente para que eles pudessem começar a sonhar. , porém, sempre foi um pouco mais agressivo em relação a aquilo. Nenhuma insegurança o abalava, ele sabia o que queria e ponto. Aquilo intimidava , que era naturalmente insegura, covarde até, ela diria. não achava aquilo, ele sempre viu o fogo que ela tinha dentro de si, que ela tinha tanto medo de deixar queimar e aquilo era, e ainda é, o mais bonito sobre os dois: Vêm o melhor um do outro, mesmo que, ás vezes, ninguém mais veja.
Depois que o pai de morreu num acidente em alto mar, há mais ou menos um ano e meio, o garoto ficou sozinho com a mãe esquizofrênica. E mal estava aprendendo a cuidar de si, que dirá de alguém com uma doença mental tão grave. Os primeiros meses foram impossíveis, ele chorava quase todas as noites e tinha acessos de fúria que traziam à tona a pior parte de si. Sentia falta do pai e se sentia incapaz, o que ele sempre odiou. Mais do que tudo, aquilo sempre foi tudo que ele mais odiou: se sentir incapaz, menor do que suas demandas. As coisas melhoraram depois de um tempo. Ele mal conseguiu terminar a escola, faltou mais aulas do que era capaz de contar, mas na era da internet, deu um jeito. Conseguiu. O único problema era seu sonho, que parecia cada vez mais distante. E aquilo o estava tornando outro . Um do qual ele não tinha orgulho algum.
Sem pensar, sozinha com numa noite qualquer na casa dele, sugeriu que fossem para Nova York. Só os dois. Sempre foi o sonho deles mesmo e, se as coisas houvessem acontecido de maneira diferente, já estariam lá. Aquele tipo de sugestão, tão corajosa e espontânea, não era o tipo de coisa que costumava vir de , mas sim de . Isso foi só um dos motivos para a sugestão tê-lo acordado por completo para a vida que estava vivendo. E não queria e nem podia mais continuar.
Os pais de lhes deram todo o apoio necessário, colocaram a mãe de sob cuidados médicos e os ajudaram tanto quanto puderam financeiramente, mas não era como se fossem ricos. Às vezes, mal conseguiam fechar as contas do mês. Aquele sonho era uma batalha árdua, e mesmo em conjunto ás vezes não parecia haver chances.
Na vila em que moravam no Hawaii, todo mundo julgou que eram loucos, e os pais de mais ainda por apoiá-los, ninguém achou que conseguiriam fazer aquilo. Acharam que daria tudo muito errado, que era estupidez pular naquele mar de incerteza para encontrar uma cidade tão diferente de tudo que conheciam.
Mas eles pularam mesmo assim. Foi tudo que os levou até ali, até o trabalho de como garçonete e o de trocando pneus numa oficina chinfrim. Até aquela noite.
— Não ‘tá dando certo, . – O tom é apenas um pouco acusatório, mas também teve um dia difícil. É o suficiente para inflamá-la. Não ‘tá dando certo e é culpa minha?!, ela quer perguntar, mas tem medo da resposta. Porque imagina que já sabe o que ele diria. E não quer ouvir, não quando sabe que não é, e mais ainda, que ele não pensa isso de verdade. Tenta, por uma fração de segundo, colocar esse pensamento apaziguador acima dos outros, de todas as perguntas raivosas e amedrontadas que querem chegar ao topo de sua cadeia de pensamentos, mas não tem tanta força de vontade.
Ela também está cansada, e concorda: Não ‘tá dando certo.
Talvez todo mundo em sua vila estivesse certo, no fim das contas. Talvez fossem loucos. E estúpidos.
— Bom, pode ir embora, então – dá de ombros, como se a possibilidade não doesse tanto dentro de si. – Eu fico bem. Eu me viro.
solta uma risada de escárnio em resposta e sente ainda mais raiva. Ele não acredita nenhum pouco naquilo e ela sabe. Aquilo a faz sentir a menor das mulheres, como se fosse depender dele para sempre. Como se não estivessem ali, em Nova York, tão longe de casa, porque ela sugeriu. Como se não fosse sempre ela que o trazia de volta a si.
— Estou falando sério. Se você quer ir, vai – a garota insiste.
— Pra onde?! – ele aumenta um pouco o tom de voz, exasperado. – A gente já ‘tá em Nova York, porra! A gente ‘tá vivendo o sonho! – outra risada de escárnio. – Era o que a gente queria, não era?!
trava a mandíbula por um instante, tentando tanto ser racional. Está cansada. Está exausta e seu dia foi tão fácil quanto o de , ou seja, nenhum pouco. Em dias como aquele, não pode evitar se perguntar se é aquilo, no fim das contas. Se sonharam mais alto do que podem alcançar e agora estão fadados aquela vida, punidos em sua própria pequenez. Parece um tanto cruel, mas em dias como aquele parece muito real também.
Nesse momento parece tão plausível quanto qualquer outra coisa.
— Também não me sinto mais como eu mesma – a garota acaba por confessar, num sopro de vulnerabilidade. É o suficiente para desarmar completamente. Ele tem um estalo diante de tudo que está falando, e do quanto não vê verdade em nenhuma das palavras cruéis que diz, ou do que elas significam. dá passos largos em direção a garota e a fita, arrependido. – Também estou com medo – ela acrescenta mais baixo, magoada e de maneira ligeiramente acusatória também. quer chutar a si mesmo, porque merece aquela acusação, aquela culpa. É um idiota.
— Desculpe – diz. – Meu Deus, … Desculpe. – A garota dispensa o pedido, balançando a cabeça. Um pensamento sem qualquer precedente passa por sua cabeça e ela acaba rindo, sem muito humor ainda assim. Nem mesmo têm um sofá onde possa fazê-lo dormir. – O que? – abre um sorriso pequenininho admirando a risada, querendo compartilhá-la. Deus sabe que está precisando também.
o encara com certo humor e balança novamente a cabeça.
— Eu queria ter um sofá – assume, olhando em volta na kitnet apertada. segue seu olhar, não conseguindo acompanhar sua linha de raciocínio de imediato. – Para fazer você dormir nele. Como casais normais quando brigam – ela finalmente explica, e solta uma gargalhada que a faz morder um sorriso, porque não sabe se quer perdoá-lo tão logo. Mas ele tem uma risada tão bonita. – Para de rir! Eu não te perdoei ainda! – Mas seu tom já está meio risonho também, e seus olhos o encaram terminantemente apaixonados. Que ódio.
— Fico de joelhos, então – o idiota se coloca, de fato, nos joelhos, encarando-a de baixo. Como se não bastasse, ainda ergue os braços bem alto, como quem está completamente rendido. o odeia. Mas o ama tanto.
, levanta – ela resmunga, revirando os olhos. Ele faz que não.
— Não até você me perdoar – insiste.
revira os olhos e suspira. Não quer perdoá-lo porque ainda está magoada, mas, mais ainda, porque sabe que se o fizer, nesse momento, com as coisas como estão, pode acontecer de novo. Ele pode culpá-la de novo num outro dia ruim e ela não quer sentir aquela dor de novo. A dor de quase acreditar que é realmente sua culpa, porque é uma das pessoas que mais confia no mundo. Como não acreditar em qualquer coisa que ele diz?!
Por fim, ela o encara bem nos olhos e resmunga, se abaixando também, de modo a ficar de joelhos, com o rosto rente ao dele.
— Nós somos iguais. E estamos juntos nessa – lembra, o dedo em riste apontando para ele. O tom é de bronca e, ainda que não queira admitir – e provavelmente não vai – ele gosta. Porque sempre adora quando faz aquilo, quando demonstra a firmeza que não sabe que tem, mas da qual ele nunca duvidou. – Não faça isso de novo. Não me faça sentir ainda menor de novo, porque ‘tá sendo difícil para nós dois, não só para você. Eu ‘tô com medo pra caralho e você não tem o direito de piorar isso – ela faz uma pausa, respirando fundo. – Não é o que a gente tem que fazer, . A gente precisa se ajudar ou não vamos conseguir.
Mesmo com o tom de voz ligeiramente mais ameno da garota na última parte, apenas concorda com a cabeça, mudo. O que mais pode dizer? Ela está absolutamente certa.
assente também, mais para si mesma do que para ele. Meio que está confirmado que não tem mais para dizer – por ora, quem sabe no que pode pensar mais tarde – antes de, enfim, se pôr de pé.
— Estou perdoando você – ela avisa e só então ele se levanta. Mesmo quando não fala sério, ele fala sério, afinal.
– o garoto chama baixinho quando ela dá as costas, seguindo em direção a cama. Ele a alcança e as mãos grandes encontram o caminho para seus ombros, fazendo-a fechar os olhos só porque o toque é demais. E ela está precisando tanto daquilo, que quando realmente começa a massageá-la ela quer chorar, algo entre prazer e súplica. – Obrigado. Obrigado por me perdoar e por sempre me trazer de volta quando me torno esse idiota.
precisa apertar bem os lábios para não sorrir, virando para encará-lo. Fita bem os olhos dele e arqueia as sobrancelhas.
— Agradeça direito.
O tom um tantinho desafiador arranca um sorrisinho de , que dá um passo pequeno em sua direção e junta seus corpos. continua o encarando da mesma forma, então o garoto desliza ambas as mãos em direção a sua bunda, de modo a impulsioná-la para cima, fazendo-a passar as pernas ao redor de sua cintura. solta algo entre um gritinho e uma risada quando joga se corpo na cama, e morde um sorriso travesso quando ele vai por cima dela e, finalmente, junta seus lábios. Ele a beija devagar, ditando o ritmo do beijo lento que lhe rouba com a mesma ousadia de quem, na verdade, está lhe dando algo. E é bem verdade mesmo.
A garota já se sente ridiculamente relaxada.
agarra em seus cabelos e torce os dedos nos fios, querendo passar as pernas ao seu redor e dar vazão ao calor que já cresce em seu interior, naquele mesmo ponto que ele atiça sempre com tanta facilidade, mas sequer tem tempo pra isso. morde sua boca e para de beijá-la, empurrando o blusão para cima com mãos espertas e puxando cada lado da calcinha pequena da namorada, deslizando-a entre suas pernas. Ela o observa, simplesmente porque observá-lo aproximar o rosto de sua intimidade bem como faz agora é um afrodisíaco tão certeiro quanto o hálito quente que encontra seu ponto mais sensível.
lhe dedilha de norte a sul, com a mesma precisão e familiaridade de quando toca sua música favorita no violão. E, céus, como ele é bom.
A garota arqueja baixinho e deixa a cabeça pender para trás nos travesseiros, respirando acelerado quando, enfim, a língua dele começa a brincar em sua entrada, fazendo cócegas ao passo que o polegar é apenas um tantinho mais urgente ao alcançar seu clitóris. O gemido da garota soa mais forte, e ela agarra os cabelos do namorado, o empurrando para mais fundo apenas para se arrepiar inteira quando ele ri contra sua intimidade molhada. Filho da puta.
— Assim? – ele provoca ao deslizar dois dedos bem fundo dentro dela. A inocência fajuta que faz excitação correr nas veias dela. Honestamente, devia se dar ao respeito. Como é possível que ele lhe excite tanto sendo um grandessíssimo filho da puta?!
— Isso não é agradecimento, – a garota quase rosna, a voz falha na verdade arrancando um sorrisinho enviesado dele, que deixa um beijo ridiculamente cálido no interior de sua coxa.
— Não pareço agradecido pra você? – Ele finge mágoa, mas antes que possa reagir, o namorado está embebido com seu liquido quente. Ela é só gemidos outra vez, pendendo de novo a cabeça para trás com um bolo intenso se formando em seu estômago.
E ele não volta a brincar, agora muito mais interessado em fazê-la gozar.
busca os quadris de , de modo a trazer sua intimidade mais perto do próprio rosto e se delicia com o gemido tão entregue que ela solta em resposta, passando as pernas ao redor de seu pescoço enquanto quase chora com o prazer crescente que toma cada terminação nervosa de seu ser. Até os dedos de seus pés torcem e ela pode muito bem fechar os olhos, mas existe algo tão estupidamente delicioso em assistir o modo como a cabeça dele se move lá embaixo, ao passo que os dedos maltratam sua carne, apertando-a firme nos braços. E aquilo nem é tudo.
De outro ângulo, ela podia muito bem estar sentada em seu rosto, o usando de trono, já que ele a traz tanto para si que a sensação é exatamente essa e, porra, como é bom. Como é insanamente gostoso.
sabe bem o que faz, é claro, conhece o corpo de como conhece a si mesmo, talvez mais, visto o quanto considera seu passatempo favorito desvendá-la, satisfazê-la e aquele momento é apenas uma prova daquilo. Do quanto ele a adora, do quanto é agradecido até quando ela sequer imagina. Insiste em devorar seu liquido com a língua por mais algum tempo até inverter o que faz, levando três de seus dedos para dentro dela e beijando seu clitóris, primeiro com a gentileza e calidez de um selinho, depois com apenas a quantidade certa de língua para enlouquecê-la.
A garota vê pontinhos pretos em todo lugar e aperta mais os dedos nos cabelos escuros do namorado, quase podendo visualizar o ar fazer seu caminho certeiro para fora de seus pulmões. Se estivesse morrendo, porém, a sensação não seria nem um por cento tão boa, o que é irônico, mas ela não leva mais que um minuto pensando naquilo, pedindo que não pare, pois sabe que seu corpo vai desfalecer deliciosamente em pouco tempo.
Quando goza, ela chama por seu nome, entregue ao paraíso que ele nunca falha em trazer para ela e o garoto observa satisfeito o modo como seu peito se move rápido enquanto ela recupera o fôlego. Dá um sorrisinho e então se arrasta na cama de modo a se deitar ao lado dela, apoiando a cabeça na palma da mão e o braço na cama enquanto a observa.
esfrega as pernas uma na outra, como quem busca os últimos resquícios da sensação quente que lhe fazia explodir pouco antes, e então vira para encará-lo, mordendo um sorriso idiota diante do sorriso aberto – idiota também – que ele lhe dá.
— Quem está agradecida agora? – ele provoca e ela ri, balançando a cabeça.
— Você é um idiota – avisa, mas a conhece o suficiente para saber o que aquilo quer dizer: Eu te amo, seu idiota. Ele não se sente nenhum pouco insultado, puxando o lábio inferior da namorada entre os dentes.
— Eu também te amo – diz simplesmente. revira os olhos e se enrosca em sua direção de maneira preguiçosa, ou bem… Descaradamente calculada. Boceja um pouco e recebe um carinho preguiçoso nas costas, ao passo que esfrega uma das pernas nas dele, como se buscasse se aquecer. Mas não está tão frio assim e sabe disso tanto quanto ela, participando de seu joguinho apenas porque gosta. Gosta de cada etapa do prazer de , especialmente daquela, em que a garota acabou de gozar, mas já quer mais.
Antes que ele possa prever, ou talvez nem tanto, ela está sob ele, sentada no corpo estirado do namorado, sem calcinha. De uma magnitude inacreditável, honestamente.
— Sabia que estava agradecida – ele provoca e revira os olhos diante do sorrisinho largo do namorado, apertando suas bochechas numa das mãos e enfiando a língua em sua boca. Naquela posição, não consegue retribuir o beijo muito bem, mas nem se importa, deixa que ela tome tudo o que quer de si, apoiando o peso do corpo em um dos braços na cama, de modo a inclinar a parte superior do corpo um pouco para cima. A outra mão não perde tempo e vai de encontro aos cabelos, puxando um pouco os fios de modo a exigir mais do beijo. aperta mais as pernas ao seu redor por isso e os dois gemem contra o beijo.
Quando abre os olhos outra vez, sabe que a noite mal começou. Ele desliza a ponta dos dedos para os quadris da garota, apertando a carne nua debaixo do blusão, e a encara com uma paciência fajuta ao passo que roça o nariz do seu para sua bochecha, depois mais para baixo, em direção ao seu pescoço.
E, então, bem devagar, como quem faz aquilo pela primeira vez e apenas testa a sensação, desliza em cima dele, estimulando o membro do namorado. Ele aperta um pouquinho mais forte um de seus quadris, mas ela ignora e faz de novo. E de novo, até deixar que um gemido entrecortado escape de seus lábios, arrancando um sorriso apenas um tantinho vitorioso da garota. Ela prefere parecer satisfeita, mas superior. E quase sorri abertamente por isso. Conhece cada faceta daquela mulher, da sua mulher, e ainda é capaz de se sentir abobalhado quando aquela aparece simplesmente porque é uma de suas favoritas: A mulher que domina cada uma de suas certezas, incluindo a ele. Sua certeza e constante favorita.
Ele empurra o blusão que ainda cobre o corpo da garota para cima, livrando-a da peça ao passo que o livra da camiseta também, em seguida da calça e da cueca. Se encaram de novo. Em momentos assim, completamente entregues um ao outro, e a certeza revigorante que só sentem, de fato, um com o outro, ousam pensar: Pode muito bem dar certo.
Na verdade, não há afrodisíaco melhor para duas mentes tão sonhadoras e apaixonadas.
envolve o membro do namorado com uma mão, deslizando a palma desde a base até a glande num carinho que busca inflamá-lo. E consegue. morde a boca e aperta seu quadril, num pedindo silencioso para que ela ande logo enquanto beija um de seus ombros. o provoca mais um pouco ainda assim, só porque pode, só porque é gostoso demais o modo como seus gemidos se tornam um pouco mais entregues a cada minuto. Os dedos dela fazem um carinho preguiçoso na glande e contornam as veias, que ela odeia simplesmente porque sempre que vê sente a boca secar. É difícil não querer chupar , mas não é sempre que ele merece. Naquela noite, não.
Ela se ocupa de segurar sua base para, enfim, esfregar a glande em sua entrada, provocando não só a ele, mas a si mesma também com a atitude, porém não está nem aí. Até aquela provocação é deliciosa e a garota apenas o esfrega ali um pouco, o encharcando com seu liquido antes de empurrá-lo um pouco mais para dentro e se ajeitar em cima do namorado, apoiando as duas mãos bem firmes em seus ombros. Sente pontadas de prazer gotejarem por seu corpo antes mesmo de começar a se mover, simplesmente porque sua memória sabe muito bem o que preceder. Quando se move em direção ao namorado, como se já não estivessem absolutamente conectados, choraminga baixinho e se vê imitando, pressionando seu mamilo entre os dedos antes de contornar a aureola e se sentar melhor no lugar. solta um gemido um pouco mais alto quando ele o faz simplesmente porque a atitude acaba por empurrá-lo muito fundo dentro de sua intimidade molhada e ela precisa esconder o rosto em seu ombro, mordendo a pele brevemente antes de assumir aquele ritmo simplesmente porque é gostoso demais. beija seu pescoço e a tatuagem em sua clavícula, estimulando-a enquanto a garota se move de encontro ao ritmo favorito dos dois.
O garoto traça com os dedos a coluna da garota enquanto se afasta apenas o suficiente para observá-la, desde o movimento de seus corpos juntos, ela descendo e subindo em seu pau, até o modo como pende a cabeça um pouco para trás e morde o lábio. Os seios empinados, o corpo suado de maneira quase discreta e os sons, ainda que baixinhos, lascivos que volta e meia ela se deixa soltar, só fazem gostar ainda mais da cena. É seu passatempo favorito adorá-la, especialmente em momentos como aquele, em que está tão entregue e tão absurdamente bonita. Ele ama que transar com ele a faça sentir bonita, porque porra, como ela é. Como ela é estupidamente perfeita.
Em dado momento, aperta os quadris da garota em seus dedos, tomando o controle para si apenas porque quer ouvi-la um pouco mais alto, um pouco mais urgente. O movimento, porém, faz com que seu próprio prazer se intensifique também e o garoto estoca de novo naquele ritmo, soltando um som rouco e excitado que, por si só, arranca um gemido engasgado de . Ela aperta um pouco mais forte em seus ombros, mas logo deixa as mãos deslizarem pelas costas do namorado, se agarrando a ele enquanto o garoto continua a impulsioná-la cada vez mais forte para cima enquanto estoca com força.
O ar ao seu redor está quente e rarefeito e apenas contribui para o fogo que parece lhes devorar enquanto transam tão gostoso, e quando goza de novo acontece tão rápido que só consegue emitir um pequeno grito, que nem de longe transmite o tamanho do prazer que sente quando o membro de encontra o ponto mais delicioso dentro dela, fazendo-a sentir como se pudesse muito bem morrer ali mesmo. a coloca deitada na cama e tem a impressão que sua sanidade está prestes a atravessar a janela e deixá-la de uma vez por todas quando ele insiste em estocar de novo e de novo, puxando ainda uma das pernas dela e apoiando-a em seu ombro de modo a ir mais fundo dentro da garota. Ela não tem tempo de ver quando finalmente se entrega ao orgasmo poderoso que o arrebata simplesmente porque está gozando mais uma vez e quase ri por isso, sem saber se está mais surpresa por ser capaz de gozar três vezes com tão pouco ou por, de fato, estar surpresa. É claro que faria aquilo com ela, ele sempre faz, afinal.
Aquilo, o que fazem bem ali enquanto se entregam a mais um dos orgasmos intensos que sempre têm juntos, é o que consideram a melhor versão de si mesmos. Quando estão um com o outro daquele jeito, se sentem confiantes, assertivos, prontos para absolutamente toda e qualquer coisa. E é delicioso.

FIM

 

Nota da Autora:
Oie!!!!!! Achei False God muito mais difícil do que eu esperava e sou péssima com brigas, então quase desisti HAHAHAHA Me digam se está pelo menos um pouquinho boa?
Beijão!