10. Good In Bed

10. Good In Bed

Sinopse: Eles são ex-namorados de longa data que simplesmente não se aguentam; suas personalidades e estilos de vida não são nada compatíveis. Entretanto, sempre se procuram quando precisam de um “consolo”. Até onde isso pode chegar?
Gênero: Comédia romântica.
Classificação: +18
Restrição: Cenas de sexo.
Beta: Bridget Jones.

Capítulo Único

A sensação de êxtase comandava meu corpo inteiro e o toque de sua língua quente em minha intimidade era capaz de me deixar completamente louca, fazendo escapar gemidos que seriam ouvidos com clareza por meus vizinhos, mas eu não me importava. Nada era capaz de me distrair daquele momento em particular.
Eu sentia a intensidade aumentando e comecei a passar meus dedos por seu cabelo, tentando aguentar toda a excitação que tomava conta de mim, mas nem isso adiantava. Eu precisava dele.
Hmmm… Vem aqui… ― insistia entre os gemidos. Ele parou e voltou seu olhar para mim com um sorriso malicioso.
Subiu lentamente até onde eu estava e olhou em meus olhos, deixando nossas respirações se misturarem antes de iniciar um beijo intenso, demonstrando o quão necessitado estava do meu toque. Seu quadril estava pressionado contra o meu e eu já conseguia sentir seu membro enrijecido.
Eu odiava de uma maneira imensurável. Nós namoramos por apenas alguns meses no último ano do Ensino Médio e terminamos após simplesmente termos enjoado da cara um do outro. Eu o achava um inconsequente preguiçoso enquanto ele achava que eu era mimada e controladora. Entretanto, mesmo depois de quatro anos desse acontecimento, eu ainda o ligava quando me sentia mal e precisava de um orgasmo para relaxar e ele fazia o mesmo, até o nascer do sol no dia seguinte, quando nos esquecíamos de tudo que aconteceu na outra noite.
Seus lábios desceram até o meu pescoço enquanto minha mão foi lentamente em direção ao seu membro, começando a estimulá-lo. soltou um suspiro pesado e parou de beijar meu pescoço para ir até meu ouvido.
― Você é tão gostosa. ― disse com a voz rouca. Ele sabia que eu não resistia.
Incentivada pelo elogio, sorri de canto e passei a intensificar meus movimentos. nunca me deixava na mão, me estimulando mesmo enquanto estava dentro de mim.
Eu ficava impressionada com sua resistência já que ele demorava muito mais do que os outros homens para gozar, mas eu adorava isso, afinal, eu demorava mais ainda. Ficamos nessa por um bom tempo, desfrutando dos corpos e não tendo pressa em deixar o outro ir. Sabíamos que no momento em que acabasse era cada um para seu canto novamente.
Algum tempo depois dele ter finalizado, se empenhou em fazer com que eu atingisse meu orgasmo e voltou com o oral. Todas as sensações anteriores retornaram e eu atingia um novo ápice a cada segundo. Agarrei-me nos lençóis e não me contive com os gemidos. Gritava o nome de enquanto uma energia corria em minhas veias e ele se animava mais ainda com isso, descontando nos movimentos de sua língua. Foi quando senti um arrepio em todo o meu corpo, seguido por um enrijecimento que durou centésimos de segundo e depois por um relaxamento enorme, pois eu sabia que o meu orgasmo havia chegado.
Fiquei encarando o teto por alguns segundos, tentando recuperar-me do cansaço. fez o mesmo antes de começar a arrumar o quarto e me alcançar as roupas que ficaram espalhadas pelos cantos. O agradeci e fui até o banheiro para tomar um banho rápido.
Era incrível como eu já sabia todo o funcionamento do apartamento de mesmo ele tendo se mudado há apenas alguns meses, mas considerando que eu estava tendo um período difícil em minha vida com desemprego após me formar na faculdade e quase me afundando nas dívidas desta, já era a terceira vez que o via só naquele mês. Sexo sempre me acalmava, principalmente quando era com a pessoa que fazia eu me sentir o mais confortável com ele.
Pena que nossos gênios não batiam.
Voltei alguns minutos depois e já estava fumando, sentado na beira da cama. Tossi um pouco e afastei a fumaça com alguns gestos.
― Pelo menos abra uma janela. ― reclamei e me dirigi até uma, abrindo-a de leve. chegou por trás e liberou a fumaça para a rua antes de fechá-la novamente.
― Já é noite, vai entrar mosquito. ― disse perto de meu ouvido e eu revirei os olhos. ― Minha casa, minhas regras, gatinha.
Ótimo. O apelido que eu mais odiava na face da terra. Tentei ignorar já que sabia que ele só me chamava assim para me irritar. Virei-me para olhar em seus olhos e fiz um beicinho.
― Pelo menos me deixa limpar a sua cozinha! ― pedi em um tom insistente, mas ele negou com um aceno na cabeça. ― A sala de estar? ― ele voltou a negar. ― Seu quarto? ― arqueei as sobrancelhas, mas ele novamente rejeitou meu pedido. ― , por favor!
― Para, , você não vai fazer nada aqui. Já sou independente e bem crescido, não tenho mais dezessete anos. ― ele disse com um tom firme, porém calmo.
Suspirei e cruzei meus braços, formando um beicinho em meus lábios.
― A maioria das pessoas aceitaria. ― balbuciei, mas infelizmente já sabia como me ouvir mesmo com o meu tom daquela maneira.
― Não sou a maioria das pessoas, gosto das coisas feitas do meu próprio jeito.
― Sujas e relaxadas?
.
Bufei.
― Tudo bem, desculpa. ― sentei na cama e fiquei cabisbaixa, indignada com minha própria ingratidão. Ele tinha acabado de me receber em seu lar, me ajudado a relaxar de todo o estresse da minha vida e eu retribuía ao tentar me meter na dele. ― Obrigada por essa noite... e por todas as outras.
Consegui ver que ele abriu um sorrisinho bem fraco.
― Você sabe que sempre topo esse tipo de coisa. ― ele sentou ao meu lado e começou a acariciar minha coxa. ― Se quiser ficar aqui hoje a noite...
― Eu sei. O quarto de hóspedes está pronto para mim. ― repeti a frase que sempre me dizia, mas ele deitou a cabeça e me olhou, intrigado.
― Na verdade... ― ele suavizou o olhar. ― se quiser dormir na mesma cama...
― O que foi? Você ‘tá carente hoje? ― franzi o cenho para expressar minha estranheza. ― A gente não dorme junto desde...
― Que a gente namorava, eu sei. ― ele me interrompeu. ― Eu só pensei que como você está passando por um momento difícil, talvez precisasse de um calor humano, sei lá, talvez seja idiota...
Abri um sorriso leve.
sendo compassivo? Estou sonhando? ― caçoei um pouco.
― Eu vou retirar a oferta. ― ele ameaçou.
― Ok, ok! Eu aceito! ― comecei a rir. ― Só não vamos dormir de conchinha.
― E nem se atreva a deitar sua cabeça no meu peito. ― apontou para mim com os olhos semicerrados.
― Combinado. ― tentei conter o sorriso e assenti.
Não demorou muito até que deitássemos e eu não sei , mas adormeci bem rápido mesmo com seus roncos hiper mega ultra irritantes. Parecia que toda a minha angústia tinha se dissipado. A noite passou como um borrão e logo acordei com os primeiros raios da manhã atingindo meu rosto.
Espreguicei-me e olhei para o lado, mas não estava mais lá. Minha surpresa foi maior porque ele quase nunca acordava mais cedo que eu.
Senti um ar frio penetrando em minha pele ao sair da cama, então decidi roubar um dos moletons de . Fiz uma careta para a bagunça dentro do guarda-roupa, mas continuei procurando. Ao mesmo tempo em que puxei um do fundo do armário, senti um papel de foto em meus dedos. Ele caiu no chão e então o peguei, minha curiosidade não me poupou. Lá estava , eu e três de nossos amigos da época da escola. Seus braços estavam em minha volta e ambos sorríamos. Era muito raro sorrir para fotos, então essa foi tirada com espontaneidade. Sempre achei seu sorriso muito bonito.
Meu coração bateu mais forte com a lembrança, mas decidi ignorá-la e colocar a foto de volta no guarda-roupa depois de vestir o moletom. Era tão estranho como estava sendo tão compreensivo ultimamente e, adicionando essa lembrança e o fato que ele ainda tinha fotos nossas, não consegui deixar de me abalar um pouco.
Caminhei tranquilamente pelo apartamento até encontrá-lo na cozinha preparando o café. Ele acenou para mim e eu o fiz de volta, encostando-me à parede antes de receber minha xícara.
― Você ainda tem aquela mania de puxar todas as cobertas para o seu lado. ― ele disse sem olhar para mim.
― E você ainda ronca como um trator. ― o ataquei de volta antes de dar um gole no café.
― Acho que algumas coisas nunca mudam. ― ele encostou-se ao balcão e ficamos nos olhando, contaminados pelo silêncio desconfortável.
― Verdade. ― concordei e envolvi a xícara em minhas mãos com maior segurança e firmeza, encarando o líquido escuro antes de voltar a bebê-lo. ― Obrigada por ontem, não esperava...
― Que eu tivesse um coração? ― ele arqueou uma sobrancelha.
― Não é isso, é que nós não temos o hábito de sermos muito carinhosos um com o outro então você me pegou de surpresa. ― tentei justificar.
― Não somos mais adolescentes, . Eu mudei e você também. ― ainda estava com a expressão neutra.
― Eu sei, mas nunca fomos muito de conversar depois do “ato”, sabe? ― fiz aspas com os dedos. ― Não que tenhamos tido uma conversa super profunda e pessoal, mas o que você fez foi legal.
― Não foi nada. ― ele balançou a cabeça.
― Para mim foi, , talvez... ― procurei as palavras certas em minha mente, mas nada parecia bastar.
― Talvez o quê? ― ele parecia saber o que eu queria falar. Sua postura enrijeceu e ele me olhou fixamente, como se estivesse na expectativa.
― Talvez... ― estava pronta para falar, mas fui interrompida pelo toque de celular de . Ele encarou a tela com um suspiro.
― Desculpa, preciso atender isso. ― se retirou da cozinha e eu abracei meu próprio corpo, já me arrependendo ter dado algum sinal de qualquer coisa que poderia estar sentindo.
A voz de era bem alta, então repentinamente passei a ouvi-la vindo da sala.
“Oi, Anne. Sim, está tudo bem”. Anne. Aquele nome escapava da boca de com frequência nos últimos meses. “Está tudo certo para hoje à noite, sim. Nos vemos mais tarde, beijos”.
Ele voltou para a cozinha encarando o aparelho com um sorriso bobo até provavelmente se lembrar que eu ainda estava ali.
É claro! Eu era tão estúpida, tão burra. estava ficando com alguém.
Deveria ter esperado isso. Não era como se nos últimos quatro anos ele tivesse sido o único em minha vida sexual, afinal, outros homens já haviam passado e saído dela. Ele sempre foi um pouco cafajeste e não ficou com ninguém por muito tempo depois de terminarmos, muito menos assumiu um relacionamento sério.
Mas aquele sorriso quando ele voltou para a cozinha, o jeito doce que o nome da outra mulher saía de sua boca...
Talvez aquilo explicasse sua mudança nas últimas semanas. A compreensão, gentileza e provocações bem menos agressivas do que antes. A paixão pode nos mudar e nos tornar a melhor versão de nós mesmos.
tinha se apaixonado novamente.
... ― pressionei os lábios. ― Você está vendo alguém?
Ele pareceu estar sendo sufocado. Expirou fortemente e assentiu.
― Sim.
― É sério? ― ergui minhas sobrancelhas.
― Ainda não.
Ainda. ― tentei absorver a palavra ao repeti-la.
Ele queria namorar aquela mulher.
Engoli em seco e encarei o chão antes de me voltar para ele.
― Enfim, acho que vou me arrumar e voltar para casa. Tenho bastante coisa para fazer e... ― comecei a ficar um pouco agitada e fui saindo da cozinha lentamente até sentir sua mão segurando meu braço.
― O que você queria me dizer? ― me perguntou com a expressão curiosa.
― Nada. ― abri um sorriso amarelo. ― Te aviso quando chegar em casa, ok?
Ele assentiu e eu me arrumei rapidamente para sair daquele apartamento o quanto antes. Nunca mais tocamos nesse assunto, ou em qualquer outro por semanas. Na verdade, mal ouvi falar dele por uns bons meses depois do ocorrido.
Até que um dia recebi mensagens de querendo que nos encontrássemos, acompanhado do emoji que usávamos de código para quando queríamos transar.
E o ciclo se repetia de novo, de novo e de novo...

 

Nota da autora: Oi pessoal, tudo bem? Essa é a minha primeira fic publicada no FOFIC e espero que a leitura tenha sido proveitosa HAHAHAHAH Também foi a minha primeira Hot e fazia anos que não escrevia fic de amor x ódio, então tomara que eu tenha ido bem. Não se esqueçam de comentar o que acharam e se querem uma provável continuação hehe. Qualquer coisa vocês me encontram no twitter e instagram</b. Beijinhosss! ♡